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Shai Linne – Usando Hip-Hop Para Ensinar Doutrina (+ 2 Novidades)


Por: Shai Linne. Website: lampmode.com
Tradução e Edição: Voltemos ao Evangelho.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

O Site do Voltemos ao Evangelho, junto com o visual, traz duas ótimas novidades. A primeira é a de que agora podemos postar vídeos com tempo ilimitado no youtube. Assim, pregações completas serão postadas com mais qualidade e alguns videos antigos serão re-upados essa semana, estejam atentos!

A segunda novidade é que o VE estará empenhado em um novo projeto, o Cante as Escrituras, uma tentativa de Voltarmos ao Evangelho na área da música. Lá você encontrará vídeos, artigos e indicações de boas bandas Cristãs. Além disso, você pode conhecer as manifestações pacíficas realizadas em shows através de blusas, faixas e panfletos; não com a intenção de gerar confusões, mas de levar os crentes, ainda que poucos, a uma reflexão bíblica sobre o estado atual da cristandade brasileira. Se desejar saber mais sobre isso, você pode visitar o www.canteasescrituras.com e clicar na aba “Quem Somos”  e na “Faça Parte“.

Cante as Escrituras: O Manifesto

Olhe para a música gospel brasileira e responda: O que você vê? Não sei qual será a tua resposta, mas gostaríamos de expor a nossa.

As músicas atuais são vazias de teologia. Hoje, o que mais vemos são músicas carregadas de humanismo, auto-ajuda, triunfalismo, emocionalismo vazio e tantas outras mazelas. Diante de tal contexto, queremos afirmar três máximas que norteiam o nosso atual protesto pela reforma na música cristã brasileira.

1. Afirmamos que a música cristã deve ser centrada nas Escrituras;

“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração” (Cl 3:16).

O texto diz que devemos ensinar uns aos outros através de salmos, hinos e cânticos. Logo, vemos que a música, além de louvar a Deus, serve para edificar aqueles que ouvem a letra. E quando isso acontece? Quando a palavra de Cristo habita em nós de um modo abundante. Se uma teologia bíblica for abundante em nosso meio, a música será um instrumento de edificação; se não, será uma difusora de heresias. Querem saber por que a música, hoje, é tão pouco bíblica? É exatamente porque a Palavra de Deus não é abundante na mente dos cristãos. Que saber por que os momentos de louvor são tão mortos ou cheios de falso fogo? Por que não cantamos as Escrituras: “Meus lábios transbordarão de louvor, pois me ensinas os teus decretos” (Sl 119:171). Se ensinarmos os decretos do Senhor através das canções, os lábios dos cristãos transbordarão de louvor genuíno. “… eu te louvo por causa das tuas justas ordenanças” (Sl 119:164).

Precisamos perceber que os cânticos, salmos e hinos possuem um papel didático, como ocorria com os Salmos no povo de Israel. Comentaristas explicam que eles cantavam constantemente a Palavra sobre Deus, pois temiam que lhes sobreviesse o que Deus disse: “Se vocês se esquecerem de mim, os ferirei” (cf. Dt 6:12-16). É por isso, talvez, que Paulo nos alerta que nos mantenhamos cheios do Espírito “falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” (Ef 5:19). Logo, esse é nosso apelo aos músicos da Igreja de Deus: Cantem a Bíblia! Que vocês possam dizer como o Salmista: “Os teus preceitos são o tema da minha canção…” (119:54) e “A minha línguas cantará a tua palavra…” (119:172).

2. Afirmamos que a música cristã deve ser baseada nos Atributos de Deus;

Medite nas palavras de I Crônicas 16:29, onde diz: “[...] Adorai ao SENHOR na beleza da sua santidade.” Perceba que esse texto nos manda adorar a Deus por conta de um dos Seus atributos: A Santidade. Veja, não é uma adoração vaga. Não é uma adoração vazia. Não é uma adoração baseada unicamente em emoções. É uma adoração baseada no que eu conheço de Deus. É exatamente isso que deve acontecer. Deus deve ser adorado não por conta de uma voz que nos leva a cantar ou por notas dissonantes que nos comovem, mas por causa dos atributos do nosso Criador e da Sua magnífica obra.

Se estudarmos a palavra “louvor”, nos surpreenderemos ao perceber que ela é um sinônimo da palavra “elogio”. Você não elogia ou louva uma pessoa porque está sentindo algum tipo de êxtase místico, mas por causa dos elogiáveis atributos dela. Percebemos isso se meditarmos no livro de Salmos. Veja quão ricos são tais louvores. Se você analisar com atenção, os atributos de Deus são vívidos naqueles hinos. Além disto, as ordenanças para adorar ao Senhor neste livro se baseiam constantemente em suas obras e atributos.

“Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.” (136:1); “Adorai o SENHOR na beleza da santidade.” (29:2) “Louvai ao SENHOR, porque o SENHOR é bom…” (135:3); “Louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome. [...] Todos os reis da terra te louvarão [...] E cantarão os caminhos do SENHOR; pois grande é a glória do SENHOR.” (138:2,4,5); “Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” (139:14).

3. Logo, Afirmamos que a música cristã deve expor Cristo.

Se as Escrituras testificam de Cristo (Jo 5:39) e se Cristo é a revelação do Pai (Jo 1:18); a conclusão lógica disto é que a música cristã, ao seguir as duas primeiras condições, naturalmente irá expor Jesus Cristo. Assim, como Cristo deve ser o centro de todas as ações da Igreja (cf. I Co 10:31; Cl 3:17; Rm 14:23b), para que Jesus seja normalmente exposto nas músicas que o povo de Deus canta, as duas primeiras condições precisam ser seguidas. Se a música não for centrada nas Escrituras nem baseada em quem Deus é, ela não irá expor Cristo de um modo suficiente, sendo, assim, um pecado contra Deus.

Nós, do grupo Cante as Escrituras, unanimemente professamos, pregamos e buscamos viver essas verdades. Essa é a mensagem que passamos com nossas manifestações e é o que oramos que a Igreja brasileira viva, para a glória de Deus e a alegria de Seu povo.

No amor de Cristo,
Grupo Cante as Escrituras.





  • http://voltemosaoevangelho.com/ Yago Martins

    Que Deus guie o Cante as Escrituras pelos caminhos dEle. Tem dado trabalho, mas Deus tem nos provido em tudo.

    Louvado seja Deus.

    • http://pastoriranildomedeiros.blogspot.com Iranido Medeiros

      Graça e paz Yago fico feliz por essa iniciativa de cantar as escrituras. Compartilho com você dessa necessidade e tenho percebido e não é de hoje o quão as música ditas bíblicas tem crescido pavorosamente. Queria dizer que aqui na Igreja Monte Sião, lembra? Já algum tempo venho cantando músicas do : Logos, Vencedores por Cristo, Life, Elo e muitos outros. Trazendo também clássicos do cantor cristão e da harpa. Tudo por não consegui canta essas música ditas bíblicas da atualidade que lota ginásios e estádios com suas megas produções.

      Vamos cantar as escrituras. Amém

      • http://voltemosaoevangelho.com/ Yago Martins

        Louvado seja Deus por tudo isso! =D

  • guilherme

    Deus seja louvado!

    Que ótima notícia Deus ter providenciado essa nova estrutura ao V.E.

    Não sei se você se lembra de mim vini, certa vez mandei um email para você sobre o tempo dos videos no youtube. Saber que agora pregações completas estarão no youtube é muito bom, já que o vimeo requer a instalação de certos plugins para funcionar e infelizmente a maior parte da população desconhece esses aspectos.

    Que Deus continue a usar o VE como seu instrumento.

  • Wenderson

    Que Deus continue abençoando as pessoas responsáveis por estes trabalhos (V.E. e do Hip-hop).
    Estou surpreso e feliz, pois, sou defensor do hip-hop como forma de falar de Jesus…
    Graça e paz.
    Soli Deo Glória!

  • http://pastoriranildomedeiros.blogspot.com Iranido Medeiros

    Graça e paz Yago fico feliz por essa iniciativa de cantar as escrituras. Compartilho com você dessa necessidade e tenho percebido e não é de hoje o quão as música ditas bíblicas tem crescido pavorosamente. Queria dizer que aqui na Igreja Monte Sião, lembra? Já algum tempo venho cantando músicas do : Logos, Vencedores por Cristo, Life, Elo e muitos outros. Trazendo também clássicos do cantor cristão e da harpa. Tudo por não consegui canta essas música ditas bíblicas da atualidade que lota ginásios e estádios com suas megas produções. Vamos cantar as escrituras. Amém

  • http://gqlgeracaoquelamba.blogspot.com Victor Leonardo Barbosa

    Muito bom a exibição de vídeos completos. Parabéns a equipe do Voltemos ao Evangelho pelo excelente trabalho e pelo novo visual.

    Deus os abençoe!

  • BLOG CRISTÃO PEREGRINA

    Parabéns mais uma vez ao VE e a este projeto maravilhoso.
    Creio que é uma resposta as orações de todos os verdadeiros adoradores .
    Não só apoiarei com meus incentivos e orações ,mas desde já terei uma coluna no meu blog específica para os levitas: ‘RESGATANDO A ADORAÇÃO NO TEMPLO’
    Conte comigo!Paz de Cristo.

  • W.Lima

    Tenho admirado muito o movimento da igreja reformada e suas pregações. As postagens do “voltemos ao evangelho” me fizeram repensar minha teologia dispensasionalista e minha visão sobre a eleição e predestinação (quero dizer que, embora ainda esteja estudando, estou tendencioso a me tornar um calvinista convicto). Fui à convenção da Editora Fiel no ano passado e fiquei maravilhado em ver mais de 1.500 pessoas adorando a Deus com a canção “Grandioso és Tú” sem ser motivado pelo fogo estranho de um ministro de louvor “emocionalista”, ou ao som frenético de instrumentos utilizados para te impressionar. Antes disso, vi um orgão, um violão, uma flauta transversal, um irmão que simplesmente conduzia a canção e uma porção maravilhosa de crentes cantando “Cristocentricamente” com toda a força de seus pulmões.
    Cheguei a pensar que esse era o modelo mais próximo do ideal para um louvor racional (Rm 12), isento de emocionalismos, motivado por ritmos “legais”, “da hora”.
    Porém fiquei surpreso ao receber na minha caixa de entrada uma atualização do V.E. com um Hip Hop do Shai-Linne. Além das dúvidas quando ao ritmo e tudo o que tenho lido sobre nossa diferença em relação ao mundo (me refiro, por exemplo áquela famosa citação que não me lembro o autor “…devemos impactar o mundo pelas nossas diferenças e não pelas semelhanças…” e a um livro de D.A.Carson: “Igreja Emergente – o movimento e suas implicações”)me surpreendi com parte da letra como postada no site: “…Adiantando pro final: Cristo andou no infernal Surfando meu abismo fez um cisma pra si mesmo…” quero destacar “surfando”? Cristo surfando, é isso? Qual o objetivo de usar expressões como essa?
    Pra mim, esse estilo de letra e ritmo combina mais com o movimento da igreja emergente (Mais especificamente a igreja “Bola de Neve” vcs conheçem…principalmente essa coisa de “surfar”…)do que coisa de reformado…
    Bom amados, esse desabafo é mais no sentido de tirar as dúvidas acima que crítica. Espero que tenham entendido e se puderem, me respondam no meu email: wslemao@ig.com.br.

    No amor de Cristo;
    W.Lima

    • http://voltemosaoevangelho.com/ Yago Martins

      Perdão por não ter respondido antes, tempo está complicado por aqui, rsrs.

      Primeiramente, louvo a Deus por sua vida. Fico feliz que você esteja cada dia voltando-se mais ao verdadeiro evangelho de Deus!

      Sobre o modo de falar e o estilo musical, deixe-me fazer algumas perguntas:

      1. A Bíblia proíbe algum tipo de ritmo ou põe um como melhor que outro?

      2. A Bíblia proíbe que usemos linguagem não-religiosa em nossas canções? Até onde sei, ‘surfar’ não é linguagem leviana.

      3. Muitos reformados hoje estão voltando-se mais para a cultura atual. C.J. Mahaney pediu para um amigo fazer um RAP sobre certo livro; John Piper incentiva muito a música do rapper Lecrae; Paul Washer incentiva os rappers cristãos em uma de suas pregações. Esses são apenas exemplos.

      Claro, não estou dizendo que ‘é tudo liberado’. Como diz o próprio Piper, devemos nos concentrar na essência da adoração, e não na forma. A pergunta principal que fazemos não é sobre a linguagem, mas sobre o conteúdo; não é sobre o ritmo, mas sobre a adoração;

      Espero ter ajudado e aguardo mais contatos.

      Em Cristo,

      • W.Lima

        Querido Yago;

        Entendi sua posição, mas temo que essa postura abra precedentes quase irreversíveis para a doutrina. Também não creio que a forma seja relevante, mas que ela seja a manifestação externa do que é interno. Será que preciso do hip-hop para ensinar a doutrina ou evangelizar? Como parafraseou Washer: “…Nínguém resiste à pregação do evangelho, ou irá resistí-lo ou abraça-lo…”, e isso não depende da forma, pois ela não me ajudará a tornar o evangelho mais atrativo… Não creio que o Senhor precise destas “muletas”.
        Embora eu tenha entendido sua postura e concordado com o comentário, creio que você não entendeu a minha postura conforme o post que comentei acima, pois vc não me respondeu, apenas expôs seu ponto de vista…

        No amor de Cristo que nos une;
        W. Lima

        • http://voltemosaoevangelho.com/ Yago Martins

          Irmão, eu concordei com quase tudo que você falou agora. Acho que não estamos entendendo bem um ao outro (ou apenas eu não estou te entendendo bem). Se desejares, podemos conversar com mais cuidado por email: yagocmartins@gmail.com

          Que Cristo nos edifique mais a cada dia,
          Paz do Senhor.

  • W. Lima

    Ninguém para me ajudar na dúvida do comentário acima?

    Fico no aguardo. No amor de Cristo;

    W. Lima

    • Petrus

      A graça e a paz a todos.!!

      Talevez não devesse me meter nessa conversa mas acho que estamos aqui como irmãos em Cristo, crescendo em entendimento, experiências e aprendizado, todos juntos. Por tal, gostaria de expor minha opnião sobro todo o assunto. Quando li o depoimento do irmão W.Lima, mais especificamente sobre a experiência que teve no periodo de louvor da convenção da editora fiel, eu me imaginei là :)
      deve ter sido muito extraodinário, e sei que o foi. Quando imagino o louvor em si (musicalmente falando), faço uma analogia com a oração, acredito até mesmo biblicamente, indiscutivelmente nescessitamos de orar, todos temos consciência disso e sabemos que não existe um “protocolo” da oração, uma regra, um unico jeito, que se fizermos um pouquinho diferente ou de outra maneira a qual nos foi ensinada, Deus rejeitara ou seremos punidos ou castigados por tal. Sabemos tambem que a biblia cita inumeros instrumentos tanto percusivos quanto melodicos, acredito que tanto a diversidade de instrumentos quanto a de estilos encontrados hoje é estritamente por uma questão cultural e de época, o mesmo principio pelo qual hj nem eu nem voçês se vestem como João Batista ou o proprio Jesus. Creio intensamente que o problema da mundanização da igreja, do legalismo e liberalismo no cristianismo do seculo 21 não esta na musica mas na intergridade cristã de cada misnistro de louvor por ai a fora. De uma certa forma compreendo o ponto de vista do irmão W. lima e concordo, existem muitas pessoas usando estilos iniciados em meios mundanos e usando com letras que não dizem nada e ainda agindo de maneira nada sabia, resultando realmente em eventos nada cristãos, para tal cito Spurgueon – “Quando a antiga fé desaparce e o entusiasmo pelo evangelio é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão se alimentam com cinzas, rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice”.
      Mais um vez reforço não creio que o problema do louvor seja ritmo ou melodia e sim as pessoas que o fazem.

      Graça e Paz espero ter contribuido.

      • W.Lima

        Amados, obrigado pelas respostas e comentários.
        Diante de tal discussão (no bom sentido), creio que o que sinto no meu coração ser “extravagância” ou como o Petrus citou acima de Spurgeon “…pessoas buscando outras coisas que lhes traga satisfação…” talvez seja um sentimento cultural.
        Quero dizer, talvez seja mais ou menos aquela coisa de comer carne e seu irmão se escandalizar. Tenho pra mim que no Brasil, a maioria das igrejas evangélicas repudia tais ritimos, visto que surgiram de protestos utilizados por “marginais” (no sentido de estar à margem) americanos e hoje é utilizado aqui como forma de irar-se contra a lei e se apropriar de palavras torpes – Ninguém pode dizer que não é assim que se rotula o Hip-Hop…
        Para elucidar o que quero dizer é como o fato de sabermos que não tem problema tomarmos UMA taça de vinho com sua esposa, mas por sabermos que no Brasil está “aculturado” que crente não faz uso da bebida alcoolica, como crentes maduros abrimos mão do direito de beber sem se embriagar.
        Minha posição é que, embora eu não “satanize” o uso do Hip-Hop creio que seu uso na fé cristã traz mais confusão que união, proporciona mais liberalismo que edificação. (Quero notificá-los que sou músico, não pertenço a uma igreja tradicional – sou de uma comunidade, e na minha igreja não utilizamos hinários, porém, estou a cada dia em busca de agradar meu Senhor e ser instrumento para trazer sua glória ao mundo, inclusive na música)

        No amor que nos une;

        W.Lima

        • Vini

          Concordo com sua opinião, mas creio que podemos também enxergar de outra forma. Podemos “demonizar” a cultura ou redimi-la.

          Redimindo a cultura, podemos abrir portas para evangelismo, para transformação ética, entre outros.

          O que acha?

          Paz

          • Tiago Souza

            Acho que o grande problema na compreensão mora no fato da igreja brasileira não ter sido iniciada de uma forma contextualizada. Os missionários que vieram ao Brasil impuseram sua cultura no culto.Tanto é que nossos hinos são todos traduções de hinos europeus, que inclusive, eram o ritmo corrente na época em que foram compostos. Muitos deles são até versões de músicas seculares da época. Em outros países porém, houve uma preocupação em se contextualizar os hinos. Em algumas igrejas da África, por exemplo, os ritmos locais fazem parte do culto, e inclusive as danças. Claro que não defendo esse tipo de coisa nos nossos cultos, pois iria escandalizar alguns, enquanto outros iam ver como um oba oba. Mas, não vejo nenhum problema em, fora do âmbito do templo, louvarmos a Deus com vários ritmos. Eu, por exemplo, componho letras para músicas de hardcore (estilo de rock) par algumas bandas cristãs. Tento colocar o máximo de doutrina nas letras.

          • W.Lima

            Olá Vini! A paz;

            Que bom certificar-me que vcs se preocupam com os comentários postados, fazendo juz ao nome do Blog. Parabéns pela administração da mordomia que lhes foi confiada.

            Como falamos sobre o assunto, encaminho abaixo um link que, particularmente achei fraco ( e muuuuito extenso) mas faz um certo sentido…
            http://luanmarcal.blogspot.com/2008/10/rock-e-hip-hop-religioso-msica-do-diabo.html

            A paz!

          • W.Lima

            Vini, faço minhas as palavras do amado Dr. David Murray:

            “Redimir a cultura?

            Mas não podemos resgatá-la para o Senhor? Não podemos pegar a batida, as roupas, as posturas, a cultura, e simplesmente mudar as palavras de violência, rebeldia, orgulho, desrespeito, vaidade, auto-adoração, ódio à mulher, glorificação do estupro, de brutalidade, cruéis e obcecadas por sexo e transformá-las à imagem de Cristo e da pregação e/ou adoração centrada na cruz? (É difícil saber se “Holy Hip Hop” é pregação ou louvor. Eu pressuponho, como a maioria – mesmo seus simpatizantes – que é quase impossível se juntar a ele e “cantar”. É mais uma forma de pregação do que louvor).

            A igreja sempre corre o risco de escorregar lenta e imperceptivelmente, para longe da “loucura da pregação” em direção à aparentemente razoável e persuasiva “sabedoria deste mundo”. Na cultura antiga, a sabedoria do mundo disse aos pregadores do evangelho: “Use a filosofia!” ou “Use milagres!”, mas estava Paulo preso ao método aparentemente tolo de um só, a voz humana desacompanhada autoritativamente declarando a verdade. Ele não usou o método comum grego socrático nem aceitou o modelo judaico rabínico. Ele usou o método de Deus e o modelo da pregação – culturalmente inaceitável como agora.

            Através dos anos, a Igreja tem sido continuamente tentada a usar vários modismos e tendências culturais para alcançar os perdidos – punk rock cristão, glam rock cristão, death metal cristão – normalmente com frutos pouco duradouros. As tentações assumem diferentes formas em diferentes culturas, mas Deus planejou e designou a pregação para ser o meio universal de reunir os Seus eleitos, não importando a cultura ou época em que vivemos.”

            Se quiser ver o post completo clique: http://cristaoreformado.blogspot.com/2010/11/e-santo-o-holy-hip-hop.html

            Achei muito bom, e vc?

      • W.Lima

        Olá amado;

        Acesse e veja o q acha, eu particularmente gostei muito…
        http://cristaoreformado.blogspot.com/2010/11/e-santo-o-holy-hip-hop.html

        • W.Lima

          o que acharam?

          • http://www.voltemosaoevangelho.com Vini

            Irmão,

            Desculpa a demora, mas está bem corrido para nós. Então, vai uma resposta rápida.

            - Primeiro texto:
            Se formos demonizar algo por sua origem, me pergunto que estilo de música usaríamos, afinal a maioria dos hinos foram compostos no estilo musical de sua época. Ou ainda se nos chamaríamos de filhos de Abraão. A questão, como Mark Driscoll diz, não é se somos contextualizados, mas a que ano estamos.

            - Segundo texto:
            1) Não afirmamos que o rap é um estilo de música que se deva tocar no culto a Deus. As músicas cantadas pela igreja devem ser congregacionais, com o intuito que todos cantem.
            2) O próprio autor afirma que o rap parece mais um pregação e depois fala que estamos tirando a pregação? Ninguém falou que devemos trocar pregação por rap.
            3) Usamos inúmeras contextualizações que ninguém reclama, tipo: panfletos, rádio, tv, internet, projetores, microfone, bancos,
            4) Estilos musicais não são citados nas escrituras, o que me leva a pensar que é algo secundário, onde provavelmente a liberdade cristã, dentro dos princípios maiores, se aplica.
            5) Nâo há nenhum versículo que proíba qualquer estilo musical. Se formos dizer que é pq “não devemos ter aparência do mal” me pergunto quão relativo e subjetivo é isso. Se eu considerar terno como um símbolo do capitalismo moderno, então todos cristãos deveriam parar de usar terno?

            Concluindo:
            1) Não creio que holy hip-hop seja um estilo apropriado para o culto congregacional, mas isso (e nada nas Escrituras, até onde vejo) não impede que haja cristãos usando este meio como forma de evangelismo.
            2) Sempre quando formos criticar alguma contextualização precisamos ponderar se (i) eu estou contextualizado a algo que estou tão habituado que não vejo como problema e quero condenar a contextualização do outro, (ii) essa contextualização fere princípios cristãos.

            Espero ter ajudado.

            Paz,
            vini

  • W.Lima

    Paz!

    Vini, seus argumento, e os do amado irmão Yago são plausíveis, e plenamente discutíveis. Eu, particularmente, em detrimento aos comentários de vocês, prefiro ficar com o do Dr. Murray

    (para qwuem não o conheçe, clique aqui: http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.reformation.edu/people/pages/david-murray.htm&ei=2J45TfedIcqs8AaPpd3QCg&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=1&ved=0CB4Q7gEwAA&prev=/search%3Fq%3DDr.%2Bdavid%2Bmurray%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26rlz%3D1T4ACAW_pt-BR___BR406%26prmd%3Divnso)

    conforme postei meu parecer anteriormente.
    É uma pena não termos chegado num concenso sobre tal assunto, seguindo o sábio conselho de Agostinho:

    “Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face.”

    Agostinho de Hipona

    No amor de Cristo;

    W. Lima

  • http://vivendocidade.com Lola

    Hip-hop pra ensinar doutrina bíblica? Bem que a Bíblia tem razão. E realmente nada pode ser perfeito nesse mundo. Era bom demais pra ser verdade isso aqui.

    • Vini

      Lola,

      Se você nos mostrar claramente através das Escrituras que ensinar doutrinas bíblicas com um ritmo em específico é pecado então ficaremos felizes em nos arrepender. =)

      • W. Lima

        A paz Vini;

        Sempre achei vc e todo o pessoal do VE muito ponderado, mais vejo que essa questão do Holly Hip-Hop é muito complicada.

        Creio ser válido lembrar que não é só pelo fato de que os homens mais santos da atualidade (como o Yago citou mahaney, Piper, Washer) aparentemente apoiarem que devemos “engolir” o que eles falam. Ai de nós gentios se Paulo não tivesse repreendido Pedro na cara pela sua dissimulação, somente porque Pedro era o Apóstolo Pedro…

        Sinceramente, o que vc acha do Dr. Murray? (pra quem ñ conhece, um pastro reformado)
        E o que vc achou da esplanação dele sobre o assunto?
        Para quem não está por dentro, sugiro que leiam os post’s anteriores ou clique nos link’s abaixo:

        Quem é o Dr. Murray?:

        http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.reformation.edu/people/pages/david-murray.htm&ei=2J45TfedIcqs8AaPpd3QCg&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=1&ved=0CB4Q7gEwAA&prev=/search%3Fq%3DDr.%2Bdavid%2Bmurray%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26rlz%3D1T4ACAW_pt-BR___BR406%26prmd%3Divnso)

        O que ele acha do assunto?

        http://cristaoreformado.blogspot.com/2010/11/e-santo-o-holy-hip-hop.html

        Se quiser expor sua opinião sobre a exposição do Dr. Murray e oposição a postagem do Shay Linne, fico no aguardo.

        No amor de Cristo e seguindo a orientação de Agostinho como postada no início;

        W.Lima.

        • Vini

          Irmão,
          Respeito e muito Murray, então li o texto por completo.

          Aqui estão os argumentos/questionamentos deles:

          1) As origens, associações e os presentes frutos de um gênero musical ou sub-cultura devem ser seriamente considerados quando se decide incorporá-los no culto público de Deus?

          a) Não defendemos o uso de Hip-Hop no culto público. Defendemos o uso de ritmos congregacionais, onde todos podem cantar (e já postamos um vídeo sobre o assunto).

          b) Não negamos o “passado obscuro” do Hip-Hop, mas será que este é um argumento que provém da bíblia ou da tradição?

          c) Vejo também hipocrisia (com todo respeito e no bom sentido e sem ofensas) neste “argumento da origem”. O hinos compostos séculos atrás foram compostos em algum ritmo sacro ou o popular daquela época?

          d) Vejo também um grande inconveniente neste argumento. Afinal, então qual seria o ritmo sacro? Deus não ordena nenhum ritmo nas Escrituras. Então, forçar um é depender mais das tradições que das Escrituras.

          2) A igreja sempre corre o risco de escorregar lenta e imperceptivelmente, para longe da “loucura da pregação” em direção à aparentemente razoável e persuasiva “sabedoria deste mundo”.

          O “Holy Hip-Hop” não pretende substituir a pregação. Cremos também que a pregação foi ordenada por Deus. Contudo, deixe-me fazer uma pergunta: o que eram os Salmos? Muitas vezes, exortações utilizando música e melodia.

          Espero ter esclarecido minha posição. E mantenhamos nossa consciência cativa às Escrituras.

          Paz

          • W.Lima

            Ok Vini, Tenho o texto por respondido e entendi sua posição. Faz sentido.

            No amor do Pai;

            W. Lima

  • Samuel Kleber

    Olá!!!!
    Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o uso do rock no evangelismo.
    Deus abençoe a todos!!!

  • ROBERTO CLERTON

    Olá,

    Quando um dos discípulos de Jesus lhe pediu para que os ensinasse a orar,Ele deu-lhes a oração modelo:”o Pai Nasso”(Lucas 11:1).Portanto,cada oração que fizermos,devemos
    tomar a oração do “Pai Nosso” como padrão.

    Em se tratando de música,temos o livro dos Salmos como modelo.Veja o que Paulo diz:Falando entre vós em SALMOS, e hinos, e CÂNTICOS ESPIRITUAIS; cantando e SALMODIANDO ao Senhor no vosso coração (Efésios 5:19);

    A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. (Colossenses 3:16).

    O principal passo para quem quer compor louvores a Deus,é ser cheio,farto da Palavra de Deus.Enquanto isso não acontecer,nosso louvor será vazio e sem vida;apenas barulho.

    • Samuel Kleber

      Legal. Acham lícito eu, estando cheio da Palavra e revelação, compor um heavy metal?

      • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

        Não há nada na bíblia que declare isso ilícito. Só faria a ressalva de que estilos como heavy metal e rap que não são congregacionais não devem ser usados no culto público.

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