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[DEVOCIONAL] John Piper – A Fonte da Saúde Mental: Ser Curado Por Conhecer a Deus

A Fonte da Saúde Mental: Ser Curado Por Conhecer a Deus

Não ajudando as pessoas a sentirem-se felizes em seu caminho para o inferno

O remédio mais comum para a maioria das desordens mentais e comportamentais de nossos dias é alguma forma de aprimoramento da dignidade pessoal. Isso permeia nossas instituições educacionais, o sistema de psicoterapia e de aconselhamento, a indústria de motivação e de recursos humanos, as propagandas e até a igreja. Acho que esse remédio é defeituoso. Aqui apresento uma carta que escrevi para um homem, a fim de esclarecer a seguinte afirmação: “É profundamente errado transformar a cruz em uma garantia para a auto-estima como a fonte da saúde mental”. Chamo esse homem de Áquila.

Querido Áquila,

1. Em minha sentença (“É profundamente errado transformar a cruz em uma garantia para a auto-estima como a fonte da saúde mental”), a expressão-chave é “a fonte da saúde mental”. Creio que é sobremodo errado afirmar que ser amado por Deus traz saúde mental, se o que alguém pretende dizer com as palavras “ser amado” é, principalmente, que eu devo ter auto-estima — se as palavras “ser amado” significam “eu sou amável”, ou “eu sou digno de amor”, ou “Deus não ama refugos”.

Isso causa dois erros. O primeiro é que esse conceito ignora a realidade, a glória, a maravilha e a espontaneidade da graça, que implica na absoluta resolução da parte de Deus para amar a quem Ele quer e suscitar das pedras filhos de Abraão, se Ele quiser nos mostrar que tais pedras cumprirão os seus propósitos. O outro erro é depreciar a experiência indescritivelmente grande do amor de Deus inerente em Si mesmo, porque essa experiência não significa uma aprovação à minha própria dignidade. Como vejo as coisas, amar a Deus é o dom de Deus em capacitar-me a vê-Lo, estar com Ele e desfrutá-Lo para sempre. Se eu tento receber esse dom precioso e divino e afirmo que ele me torna feliz, porque me ajuda a sentir-me bem a respeito de mim mesmo, algo está profundamente errado.

2. No entanto, ao dizer que a fonte da saúde mental não é a auto-estima, e sim o desfrutar a Deus, como Deus, e sua graça gratuita, como graça, não estou dizendo que não existe verdade no conceito do valor humano (embora eu tenha dificuldades com a expressão “dignidade pessoal” uma vez que a palavra “pessoal” parece levar o assunto para além do que a Bíblia ensina). Jesus disse que somos mais valiosos do que as aves (Mateus 6.26). Entendo isso com o sentido de que, em última análise, os seres humanos têm uma capacidade única de desfrutar a Deus, como Deus, e de refletir sua glória e dignidade de um modo que nenhuma outra criatura pode fazê-lo. Assim, o valor do ser humano é o potencial que Deus nos dá para O considerarmos precioso, por desfrutá-Lo, valorizá-Lo e apreciá-Lo, juntamente com o seu modo de agir.

3. Temos de crer que somos “aperfeiçoáveis”, para que esperemos o céu do modo como devemos fazê-lo? Tudo depende do que esse aperfeiçoamento significa e de Quem o está realizando. Deus o realiza (“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo” — 1 Tessalonicenses 5.23). E a palavra “perfeito” significa perfeitamente capacitado, adequado e completo para se deleitar em Deus, com toda energia e pureza com as quais Ele se deleita em Si mesmo (“A fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja” — João 17.26).

4. Devemos dizer a uma pessoa abandonada que ela tem grande “dignidade pessoal”, quando ela se sente um fracasso e um lixo? (Primeiramente, é  bom descartarmos a expressão “dignidade pessoal”, porque ela está tão sobre carregada de uma concepção do mundo repleta de psicologia e centralizada  no homem, que provavelmente tal expressão não será útil para comunicar o  que significa realmente um sentimento de importância centralizado em Deus). Como você ressaltou tão bem, a questão é a confiança. Deus falhou neste relacionamento? Ele cometeu um erro, ao fazer aquela pessoa inculta, nervosa, cega, pequena, gorda, medíocre ou desprovida de um corpo atlético? Acho que a busca imediata da terapia da auto-estima está enganando muitas pessoas e deixando o verdadeiro problema sem solução, enquanto talvez ajuda as pessoas a sentirem-se bem, porque elas são alguém (e usamos a Deus tão-somente para dar apoio a isso). A questão é: elas amam a Deus de um modo que as satisfaz suficientemente para seguirem em frente? Confiam na bondade, sabedoria, poder e riquezas de Deus, para ajudá-las a fazer o que têm de fazer? Regozijam-se em Deus porque têm o sublime privilégio de conhecê-Lo e de serem amadas por Ele? Ou devem ter a visão da glória que ecoa o próprio valor delas, antes de receberem qualquer ajuda dessa visão?

Não estou negando nem ocultando o fato de que é maravilhosamente significativo conhecer a Deus e ser usado por Ele, para torná-Lo conhecido e amado por outros. Há ocasiões em que afirmo isso e o faço de um modo que deixa claro que a maravilha de tudo isso está na preciosidade de conhecer a Deus, refletindo-O suficientemente bem, por meio de meu deleite nEle, que outros podem ver a dignidade dEle em mim e se unirem a mim para desfrutá-Lo. Ora, existe nisto o verdadeiro significado!

Espero que você possa ver e sentir o mundo em que fluem meus pensamentos. A questão é: qual é a fonte da saúde mental? Minha resposta é: Deus. Ou: ver a Deus como Deus e desfrutá-Lo como Deus; e isso envolve ser perdoado por Ele e ser aceito com graça totalmente gratuita. Creio que estas verdades são distorcidas, quando são usadas para tornar a auto-estima a fonte da saúde mental. Os menores ajustes que os evangélicos fazem para se conformarem ao mundo na sua maneira de tornar as pessoas felizes à caminho do inferno não são suficientemente fundamentais para mim.

Você me ajudou muito. Obrigado.

Pastor John

Devocional extraído do livro Provai e Vede, de John Piper.

Copyright: © Editora FIEL

Permissões: a postagem de trechos deste livro foi realizada com permissão da Editora Fiel. Se você deseja mais informações sobre permissões contate-os.

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  • JOSADACK

    Muito edificante. Conhecer as formas de se libertar desse evangelho diluído que vivemos hoje é a melhor maneira de voltar-mos ao verdadeiro evangelho.
    May God bless you.

  • Francieli

    Obrigada galera!!Psicologia põe o ser humano dentro de um labirinto obscuro da sua própria alma…infelizmente a igreja adotou este método, como um simples método pra trazer cura para a igreja. Q gde engano!!Cristo nos é suficiente, e tudo o que passar disso é lebirinto obscuro em direção ao inferno…e com a psicologia, mais anestesiados!

    Santo!Santo!Santo!Rei da glória, perfeito em tudo o que faz. Ele não errou e nem nunca jamais será derrotado em seus intentos.

  • Edvonaldo

    Simplismente muito bom.Que Deus continue a usar muito o pr. Jonh Piper.Descreveu de uma maneira muito boa que a auto-estima que nos passam centraliza demasiadamente o homem levando-o a auto-destruição e ao inferno.Leonard Ravenhill acreditava que a essência do evangelho é o SACRIFÌCIO,logo isso se aplica aqui também,pois traz o sacrifício daquilo que é centrado no homem para a cura, para obter a saúde mental no próprio Deus.A graça e a paz sejam com todos!

  • Aline Avelar

    Paz irmãos!
    Gostaria de colocar à todos uma questão que tem me incomodado muito.
    Estou no segundo período de Psicologia. Quando escolhi o curso, tinha uma visão romântica de missões e escolhi pensando que seria uma ferramenta para eu atuar como uma.
    A questão é que, por mais que toda a família me apoie, e até mesmo eu tenha recebido conselho de pessoas cristãs a permanecer, tenho sentido uma inquietude enorme. Não sei se devo continuar esse curso. Não sei se é válido que eu faça algo diferente de conhecer profundamente a Palavra para ajudar cristãos. Em segundo, às vezes penso como John Piper, quando ele diz sobre a estranheza de tornar as pessoas felizes à caminho do inferno. Estou realmente muito confusa. Gostaria de posições piedosas e bíblicas dos irmãos.
    Se alguém puder comentar ficarei imensamente feliz.
    Obrigada.

    • http://www.facebook.com/GtavoVinicius Gustavo Vinícius

      Olá Aline Avelar, vejo como é incrível a obra de Deus na vida de irmãos em Cristo. Comecei uma faculdade de psicologia este ano e por vezes me senti assim quando estava em outros caminhos que não a psicologia. Não sei dizer se deve continuar no curso, isso é você quem vai decidir. Mas posso dizer que deve lembrar-se do porque de ter entrado no curso. Pois se for um motivo nobre e/ou um motivo que Deus colocou em teu coração o inimigo vai te atacar muito, e em um lugar cheio de ateus e que se julgam altamente intelectual é fácil perder o ânimo, mas não desista se esse for o propósito de Deus para você. Acredito que a psicologia é uma porta bem ampla para que Deus possa nos usar, e que essa formação em psicólogo vai nos permitir direcionar vidas, pregar o evangelho e deixar Deus falar através da nossa boca mesmo que não falemos nenhuma “citação bíblica”, pois Deus falando através de nós e nossa vida vivida no altar será por si só maravilhoso e verdadeiro na vida de quem ouvir.

      Espero ter ajudado, um abraço!

      Gustavo Vinícius.

  • Ana Emília

    Bom dia!

    Entendo q conhecer a Deus como Ele eh realmente eh a chave p saúde mental. Creio q uma boa auto estima se obtém qdo se entende a identidade em Cristo. E vejo q psicólogos com propósito de Deus podem levar as pessoas a se enxergarem, entenderem como Deus as vê, não como substitutos da graça de Deus, mas como instrumentos de Deus para ajudar nesse processo de conhecimento. Não acho correta a aceitação da psicologia sobre o comportamento pecaminoso. “faca o q quiser e seja feliz”. Isso eh errado e creio q isso eh ajudar as pessoas a caminharem felizes para o inferno. Mas existem psicólogos sérios, homens e mulheres de Deus, q são usados tremendamente p ajudar pessoas a entenderem quem são em Deus sem negar a santidade do Senhor nem a necessidade do homem de negar-se a si mesmo. Não sou psicóloga mas tenho experiência própria p corroborar minha opinião.
    Aline, peca direção ao Senhor sobre a profissão q Ele tem p lhe usar. Ele certamente lhe trará paz p tomar uma decisão. Vejo muitas pessoas q tem conflito durante o curso de psicologia e de fato eh necessário buscar muita graça e sabedoria de Deus para saber aplicar os conhecimentos a luz da Palavra. Mas no final, se usada da forma correta, essa profissão pode ser um bom instrumento nas maos do Senhor p quem necessita.
    Desculpem alguns erros de português, mas n consigo mudar a formatação de onde estou escrevendo.
    Deus abençoe a todos.