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Russell Moore – Dia das Mães e Casais Estéreis

O Dia das Mães é um dia particularmente sensível em muitas congregações – algo que pastores e líderes muitas vezes nem o sabem. Isto é verdade até mesmo em congregações que não focam o culto inteiro no evento, como se ele fizesse parte do calendário litúrgico da igreja. Mulheres estéreis, e muitas vezes seus maridos, ainda estão frequentemente sofrendo às sombras.

É bom e certo honrar as mães. A Bíblia nos comanda tal atitude. Jesus o faz com sua própria mãe. Nós devemos reconhecer, contudo, que muitas mulheres inférteis acham este dia praticamente insuportável. Isso não é (necessariamente) porque estas mulheres estão amarguradas ou invejosas. O dia é simplesmente um lembrete de desejos não realizados – desejos que são bons.

Alguns pastores, admiravelmente, mencionam em suas pregações e orações aquelas que querem ser mães, mas não tiveram suas orações respondidas. Alguns reconhecem aquelas que não são mães de crianças como mães para o resto da congregação, enquanto elas discipulam espiritualmente filhas na fé. Isto é mais que um “alô” para aquelas que não têm filhos. É um chamado à congregação para alegrar-se naqueles que cuidam sabiamente da igreja como “mães”, e é um convite à igreja para lembrar-se daqueles que anseiam desesperadamente ouvir um “Mamãe” sendo dirigido a elas.

O que aconteceria se os pastores e líderes da igreja reservassem um dia para orar por filhos para as estéreis?

Em muitas igrejas o ministério de casais estéreis é relegado para grupos de apoio que se reúnem no porão da igreja durante a semana, cobertos pela escuridão. Agora, é verdade que os casais inférteis precisam uns dos outros. O tempo de oração e de aconselhamento com pessoas em circunstâncias semelhantes podem ser de grande ajuda.

Mas fazer apenas isto pode contribuir para a sensação de isolamento e até de vergonha naqueles que estão feridos desta maneira. Além disso, se a única vez que se fala em infertilidade é em uma sala com aqueles que atualmente são estéreis, alguém irá provavelmente enquadrar tal situação em termos bastante desesperados.

Na verdade, quase toda congregação está cheia de pessoas previamente inférteis, incluindo muitas a quem profissionais da medicina disseram que nunca teriam filhos! A maioria das pessoas (a maioria de nós, devo dizer) que se encaixam nessa categoria realmente não fala muito sobre isso, porque simplesmente não pensa de si mesmo nesses termos. O(s) bebê(s) está(ão) aqui, e a dor da infertilidade tem abrandado. Casais estéreis precisam ver outros que estavam na posição onde eles atualmente estão, mas que já ganharam a bênção que eles buscam.

E se, no final de um culto, o pastor chamasse qualquer pessoa ou casal que queira oração para ter filhos virà frente e, então, pedisse para outros na congregação se reunirem em torno deles e orar? Nem todas as pessoas lutando contra a infertilidade farão isso publicamente, e está tudo bem. Mas muitos irão. E mesmo aqueles com vergonha de vir à frente serão incentivados por uma igreja disposta a orar por aqueles feridos desta forma. O pastor poderia orar por um dom de Deus para que estes casais consigam filhos, seja através da procriação biológica ou por adoção, conforme o Senhor desejar em cada caso.

Independentemente de como você fizer isso, lembre-se dos inférteis enquanto o mundo que nos rodeia celebra a maternidade. A mulher de Provérbios 31 precisa de nossa atenção, mas a mulher de 1 Samuel 1 também.

Por Russell Moore © 2003-2012 The Southern Baptist Theological Seminary. Todos os direitos reservados.

Tradução e Adaptação: voltemosaoevangelho.com

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.





  • Denise

    Excelente este texto! Concordo plenamente com isto, eu e meu esposo sabemos bem o que é passar por isso. Mas gostaria de expressar algo que frequentemente passamos, e que principalmente no meio cristão não deveria ocorrer, é quando se fala em infertilidade, sempre se pergunta, qual dos dois é estéril? Mesmo que seja um dos dois que fisicamente seja afetado por isso, ambos são, afinal são uma só carne, não é mesmo? Não é apenas a mulher que sofre nos dias das mães, mas com certeza, seu esposo, sofre com ela. Lembrando também que os homens também sofrem em agosto, ao comemorar o dia dos pais. Já estivemos alguns anos nesta posição, exatamente na lista onde os médicos, inclusive os especialistas no assunto, nos dão a certeza da impossibilidade. Mas como somos filhos do Deus do impossível, ele no tempo certo nos abençoou com uma linda menina, que já tem quase 4 anos! Hoje podemos ajudar casais que passam pela mesma dor, pela graça de Deus.

  • Ametista colares

    Reconheço que, em minha vida, não tenho sido sábia o suficiente para lhe dar com esse problema.É ate dificil para mim colocar em palavras mas…, Deus sabe todas as coisas; sabe o que é melhor para nós.Irá nos mostrar no devido tempo.

  • Pr. José Galvão

    Texto maravilhoso e muito proveitoso no meu ministério.
    Louvo a Deus pela vida do autor.

  • Ébano Santos

    Lembro muito bem do dia em que recebemos o diagnóstico médico!Sou baterista na Igreja Encontros de Fé, presidida pelo Pr.Isaías Figueiró e, neste dia, participaríamos à noite em um culto na cidade de São Leopoldoem uma das congregações do ministério, e ele estaria ministrando a palavra lá.Compartilhei com ele sobre este diagnóstico e prontamente nos abraçou eorou conosco. Porém, para nossa surpresa, quando ela terminou a pregação para a igreja,pediu que todos ficassem de pé e nos chamou a frente. De uma maneira muito carinhosa,contou para todos da congregação sobre nosso diagnótico e pediu exatamente isso, quetoda a igreja orasse por nós naquele momento junto com ele.Ainda não recebemos o milagre, porém, seguimos amando o Senhor e sendo sempreconfortados em oração por toda nossa liderança, familiares e irmãos, e sempre, juntos com outros casais
    aqui, sendo lembrados em orações, tanto em cultos como em particular. Que Deus abençoe muito a cada um de voces.

  • Ébano Santos

    Lembro muito bem do dia em que recebemos o diagnóstico médico!Sou baterista na Igreja Encontros de Fé, presidida pelo Pr.Isaías Figueiró e, neste dia, participaríamos à noite em um culto na cidade de São Leopoldoem uma das congregações do ministério, e ele estaria ministrando a palavra lá.Compartilhei com ele sobre este diagnóstico e prontamente nos abraçou eorou conosco. Porém, para nossa surpresa, quando ela terminou a pregação para a igreja,pediu que todos ficassem de pé e nos chamou a frente. De uma maneira muito carinhosa,contou para todos da congregação sobre nosso diagnótico e pediu exatamente isso, quetoda a igreja orasse por nós naquele momento junto com ele.Ainda não recebemos o milagre, porém, seguimos amando o Senhor e sendo sempreconfortados em oração por toda nossa liderança, familiares e irmãos, e sempre, juntos com outros casais
    aqui, sendo lembrados em orações, tanto em cultos como em particular. Que Deus abençoe muito a cada um de voces.

  • Graziela Cris

    Eu e meu esposo somos um casal que ainda não tem filhos ainda, os medicos dizem que somos inferteis. Porém dou graças ao Senhor que esse problema pôde ser aberto aos santos que andam conosco, e eles tem orado, tido sonhos, palavras, se importam conosco.Também abriu-se a possibilidae de adoção, estamos no processo, o qual todos sabem, e estão por dentro do que se passa consoco. Nos sentimos cobertos pela Igreja, as orações dos irmãos, e seus testemunhos de vida semelhantes ao nosso. Glória ao SENHOR!!

  • Marli Diasdesouza

    marli
    agradeço a DEUS,  pelas minhas mães de oração. Com seu cuidado sempre intercendo por minha e minha famíla.