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[Estão minhas mãos limpas?] Alguém nasce homossexual?

Tradução e Legenda: youtube.com/jvdap

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Outras postagens sobre homossexualidade:

• [Estão Minhas Maos Limpas] John Piper – Porque é errado a homossexualidade

• [Estão Minhas Maos Limpas] John Piper – A Posição da Igreja Batista Bethlehem sobre a Homossexualidade

• [Estão Minhas Maos Limpas] Misty Irons – Calvinistas, Pelagianos e Homossexualidade

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82 Comentários
  1. Blog do Dumane - Duarte Rego Diz

    Muito obrigado equipe "Voltemos ao Evangelho" por partilhar mais este testemunho de libertação. "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (João 8:36)
    Deus vos continue abençoando neste maravilhoso trabalho.

  2. Niltinho Diz

    Peguei esse vídeo e promovi no orkut… Obrigado VE.

  3. Marcos Almeida Diz

    "Ao Senhor pertence a Salvação."

  4. A MULA QUE PREGA! Diz

    Ainda que essa resposta para muitos seja inconclusiva, a Palavra de Deus é irrefutável e nos dá conta das consequências do pecado. A igreja não deve se calar, diante de todo esse discurso libertinário travestido de direitos humanitários, que o governo e seu "juri popular" pregam. E se tivermos que sofrer consequências pela nossa profissão de fé, então que seja!

  5. Anonymous Diz

    Deus tudo sabe…Eu não acredito que as pessoas são assim porque querem, conheço pessoas que sofrem porque são homossexuais e entam levar uma vida com Cristo…
    Sem comentários.

  6. pastorjoaovictor Diz

    @Anônimo

    O que você acredita só terá valor se tiver base nas Escrituras, e nunca a experiência está acima da Revelação, portanto a sua experiencia com pessoas que passam por isso nao determina a veracidade do assunto. Sola Scriptura.

  7. raquel Diz

    muito massa, mas infelizmente um lobo não pode virar uma ovelha
    ele pode comer mato, colocar uma roupa de ovelha, mas no fundo ele será sempre um lobo
    Tolice é o lobo não aceitar o que ele é…
    Abraço!

  8. anderson Diz

    Só quem é homossexual sabe como é ser um homossexual nessa sociedade machista e totalmente cabeça fechada. Acho lamentável vocês julgarem as pessoas e as suas atitudes dessa maneira. Espero que um dia, caso Jesus volte, ele possam falar a todos vocês, que um dia nos fizeram sofrer – quando nos taxam de "anormais" – que somente ele tem o poder de falar o sim ou o não. Antes de julgar procure conhecer, saber, informar-se. O pior cego é aquele que não quer ver. Aceitar é uma mera opção, respeitar é um grande dever.

  9. Anonymous Diz

    KKKKKKKKKKKKKKKK
    E ele continua afeminado.

  10. (-V-) Diz

    Raquel,

    Não entendi direito o propósito de sua mensagem, mas se lobo for igual a homossexualidade, então eu discordo de você. Deus muda as pessoas. Pode ser que toda vida de alguém tenha que lutar contra impulsos homossexuais. Assim como impulsos de gula, mentira, orgulho, lascívia, preguiça. Contudo, todo cristão é transformado de glória em glória. Não perfeitamente ou de uma vez só, mas gradualmente.

    Anderson

    Amigo, o intuito deste vídeo, junto com outras postagens não é colocar um peso a mais sobre quem luta contra impulsos homossexuais. Mas ajudá-lo e encorajá-lo a continuar a batalha. Homossexualidade é tão pecaminoso como orgulho, mentira, lascívia, luxúria, preguiça, gula, ira; e todo cristão tem que lutar toda sua vida buscando a santificação. Homossexuais não são piores que outros pecadores, ou melhores.

    Contudo, segundo a Bíblia e, portanto, Jesus é pecaminoso. Mas não viemos aqui apontar o dedo e julgar, mas viemos mostrar que é errado, porém há esperança para o homossexual assim como para todo outro ser humano, quer glutão, mentiroso, orgulhoso, e assim vai.

    Postamos alguns artigos e vídeos sobre o assunto e eu gostaria de pedir que você visse:
    http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2010/05/estao-minhas-maos-limpas-john-piper.html
    http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2010/06/estao-minhas-maos-limpas-john-piper.html
    http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2010/06/estao-minhas-maos-limpas-misty-irons.html

    No amor de Cristo,
    Vini

  11. Anonymous Diz

    É realmente engraçado, porque a maioria dos homossexuais sofre imensamente com a auto-descoberta…Eu não vou discutir se alguém nasce ou não homossexual, mas por experiência própria digo o contrário do depoimento acima, pois fiquei 7 anos tentando encontrar uma "conversão" ou qualquer coisa do tipo em Deus, e cada vez mais Ele me dava respostas de que fui criada assim por Ele e é assim que Ele quer que eu seja. Desculpem, mas não acredito que esse depoimento seja profundamente verídico. Todos podem escolher viver um amor heterossexual ou homossexual, mas isso não significa nada para a subjetividade de cada um…

  12. (-V-) Diz
  13. eisocristo Diz

    Eu só sei de uma coisa apenas:

    A igreja que oprime, nega a Cristo que nunca oprimiu a ninguém, senão ao próprio religioso opressor, que o criticava por ser muito chegado aos pecadores, e nunca os condenou a fazer o que fazem, antes, os tratava com amor.

    A igreja que trata o homossexualismo como pecado pior do que o pecado que todos nós cometemos, se ilude com a aparência de que nossos pecados nos fazem melhor do que os pecados de outrem. Mas Paulo diz que Cristo morreu por todos os pecadores, dos quais ele era o pior.

    A igreja que se preocupa em estabelecer princípios de sistematização do que é lícito ou não, não difere em nada aos fariseus hipócritas. Esta é a igreja de hoje, a igreja que apedreja a adúltera, e se duvidar apedreja até mesmo a Cristo por ter ficado em cima do muro quando diz "quem não tiver pecado, atire a primeira pedra". A este Cristo, a igreja atual chama de "liberal demoníaco" por que consente com o pecado da adúltera.

    É bom que a Lei contra a Homofobia seja mesmo aprovada. Porque só assim pra um homossexual poder entrar em uma igreja e não se sentir maltratado. Os coitados não conseguem nem entrar sem ouvir uma palavra de condenação.

    Eu é que preciso dar conta do meu próprio pecado. E quem me convenceu disso foi o Espírito Santo. E é ele quem convence o homossexual de seu próprio mal, que causa a si e ao parceiro… A mim, cabe apenas recebê-lo bem e tratá-lo com o mesmo amor com que fui tratado. Se Deus recebeu a mim, e me recebe ainda hoje, na minha imundícia deplorável, quem sou eu para dizer a qualquer um acerca de como devemos nos apresentar diante de Deus… justo eu… com todo o meu pecado.

  14. Anonymous Diz

    E aí pessoal, esse assunto é muito delicado. Embora a bíblia julgue, não devemos julgar ninguém. Falar contra o homossexualismo é a mesma coisa que o racismo:"Ninguém escolhe a cor que quer nascer, a genética assim decide". Se Deus liberta mesmo uma pessoa, primeiramente se for no caso de homem, essa pessoa jamais terá desejo por outro homem e sua postura será masculina. Eu não duvido do poder de Deus, mas eu Nunca ví ninguém liberto 100%. E se for pelas escrituras, quem nasce homossexual já está condenado.Só Deus pode dar a salvação

  15. (-V-) Diz

    Eis o Cristo,

    Concordo com boa parte do que você disse. E dizer para alguém que ele é pecador e precisa se arrepender e crer em Cristo para ser salvo não é um ato de julgamento hipócrita, mas de amor verdadeiro.

    Em Cristo,
    Vini

  16. eisocristo Diz

    (-V-)
    O arrependimento que devemos pregar não nos imputa o dever de dizer "do que" temos que nos arrepender, já que a consciência do pecado não é manifesta através de nós, mas, sim do Espírito Santo. Você não convence ninguém do pecado. Se você provou do arrependimento, sabe muito bem que ele é muito mais profundo do que simplesmente temer a condenação pelo pecado, mas é o constrangimento de ser o que é diante de Deus.
    E isto, meu amigo, vai muito mais longe do que a homossexualidade em si. Convencer o homossexual de seu mal, além de ser algo humanamente impossível, ainda nos faz parecer homofóbicos descriminadores. Mas convencer o ser humano do pecado, quem faz é o Espírito Santo sem que ninguém precise enumerar. Jesus Cristo, quando disse "Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra." não o fez seguido de chamar cada um pelo nome e lhes dizer a cada um seu próprio pecado. Mas agiu na consciência de todos, para que todos se enxerguem a si mesmos.
    Quem costumava apontar para os pecados dos pecadores, eram justamente as únicas pessoas com quem Jesus fazia questão de agir de forma áspera: os fariseus.

  17. Marcio Souza Diz

    "Homossexualismo", uma das piores palavras que podem ser usadas. O correto é HOMOSSEXUALIDADE. No começo do vídeo, o próprio personagem diz: "As pessoas tentam suprimir esta verdade, eles tentam mudá-la, eles tentam adequá-la de acordo com as suas necessidades". Então porquê não dizer o mesmo do que está escrito na bíblia, a mesma que a Santa Inquisição usou e "adequou" de acordo com as suas necessidades. Vocês, protestantes, devem ter ciência de que a bíblia por vocês usadas vem da mesma usada no período NEGRO DA HUMANIDADE.
    Reflitam. Usem a inteligência que Deus deu para vocês. Discutam sobre algo que construa o paraíso aqui na Terra. Quantas pessoas morrem em guerras? E o que vocês fazem? NADA. Ficam aqui, falando sobre coisas que vocês acham podem controlar. Se vocês REALMENTE acham que pode-se virar gay, reprimir o impulso homossexual, ENTÃO TENTEM FAZER O CONTRÁRIO: TENTEM IR CONTRA O INSTINTO HETEROSSEXUAL DE VOCÊS E SER, POR UM DIA, UM HOMOSSEXUAL ASSUMIDO. Jesus viveu na pele uma vida pobre, assim como o povo. Viva na pele a vida dos excluídos de hoje.

  18. eisocristo Diz

    Show de bola, Márcio.
    Sou protestante e eu mesmo me sinto extremamente envergonhado do que o cristianismo representa hoje no que diz respeito aos dogmas, às legalidades, às causalidades, às simpatias, aos julgamentos, às exclusões… no geral tá tudo ditorcido e corrompido de alguma forma… ou pela ganância ou pela ignorância.
    Nem mesmo nós, que nos orgulhamos pelo livre exame às escrituras, conseguimos enxergar o quanto estamos apegados à letra que mata. A verdadeira palavra de Deus é que está escrita nos nossos corações através da revelação do Espírito Santo, da qual a Bíblia é apenas uma auxiliar.
    Mas nos prendemos em nossas hermenêuticas gregas e a exegese de Orígenes para tomar como esclarecido um Deus que não se esclarece, somente se revela, e usamos o nome deste Deus para apontar para a humanidade e proferir palavras de condenação que não nos torna nem um pouco diferentes dos fariseus de outrora.
    Philip Yancey (a quem admiro muito) disse algo fantástico: Quando me perguntam como posso ter uma amizade com um pecador como o Mel (Mel White que é homossexual cristão) ele responde dizendo que às vezes se pergunta como o Mel pode ter uma amizade com um pecador como ele.
    Este é o verdadeiro Cristianismo. Que antes enxerga em si mesmo o pecado que o faz ser sequer indigno de querer se apresentar diante de Deus, a ponto de apelar para a cruz, sob a qual somos todos iguais: pecadores.
    O consentimento do pecado é aquele que não se envergonha do que é, em primeiro lugar. A consciência do pecado é aquela que torna o pecador consciente de todo o seu mal diante de Deus. E o nosso mal não se resume à nossas más obras… mas abrange o mal que temos em nós, até mesmo aquele que nunca manifestamos, mas sabemos que está ali… como o adúltero que nunca se deitou com mulher alheia… mas cobiça em seu íntimo o desejo de se deitar com ela.
    Disto, os homossexuais são tão pecadores quanto nós… e às vezes, em sua própria atitude contra a natureza de sua biologia, conseguem manter um comportamento muito mais honroso, no que diz respeito ao tratar o próximo com próximo, sem julgamento.
    Não que isto os faça menos dependentes da graça do que nós… mas principalmente, nossa postura não nos faz igualmente menos dependente da graça do que eles.

  19. pastorjoaovictor Diz

    Eisocristo – Talvez você ler ai na sua Biblia pedir para o Espirito Santo te esclarecer o que significa isso em Romanos 1:24-32 "Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem." Se a minha hermeneutica estiver correta, são passiveis de morte os que praticam e apoiam esses atos listados acima dos quais o homossexualismo está incluído, agora termos como regeneração, nova criatura, nova natureza, deixam bem claros que é mudança radical que Deus opera na pessoa. De Deus não se zomba, lembre-se disso, Sodoma e Gomorra foram destruidas por quê?

  20. eisocristo Diz

    João Victor, já começamos por denunciar aí nosso próprio mal, minha imundícia, minhas concupscências, e as vezes que desonro meu próprio corpo fazendo coisas que não convém, independente da minha orientação sexual, existe muito mais maldade no ser humano do que só aquela que se caracteriza na sexualidade.
    Aí está a letra que mata: a que lê isto como um aviso aos homossexuais, quando na verdade fala de homens mals que o próprio Deus entregou à imundícia. A homossexualidade aí é o efeito e não a causa, para aqueles que são apegados a causalidade.
    Coração imundo tenho eu. Cobiça tenho eu.
    Mentiroso, caluniador, adúltero, aborrecedor de Deus… tudo isto está em mim.
    Nem por isto sou homossexual, o que muda me difere do homosexual? somente a orientação sexual. Por que de resto, de imundícia, de escória, de vergonha… eu me igualo a ele.
    Passível de morte?
    Você é realmente um pastor ou é um carrasco? Que pastor condena à morte aqueles a quem Cristo nos chama a amar?
    Não foi o próprio Cristo quem, antes, morreu por mim, por você, e por todos nós?
    Passível de morte sou eu. E dou Graças a Deus pela Sua misericórdia, que enviou seu Filho para que morresse por mim sem que eu merecesse para que pudesse ser salvo. Então, pastor, largue sua hermenêutica grega, e apele pra hermenêutica que se revela na vida do próprio Cristo. Por que nem mesmo Paulo buscava escrever este texto para que fôsse usado com este propósito. Como bem sabe, logo depois disto, ele vem exatamente nos falar da lei. Já que quer ler Romanos e aplicar sua preciosa hermenêutica (que até mesmo Satanás gosta de usar, como quando tentou Jesus) em Romanos 7 e 8.
    Nenhuma condenação há para aquele que está em Cristo Jesus.
    É Cristo quem nos liberta do pecado. Não sou eu. Não é você.
    Paz.

  21. eisocristo Diz

    Pra mim a hermenêutica é um mal que provoca mais mal que a homossexualidade.
    Alguns hermenêutas conhecem muito bem tudo o que está escrito, e nunca entenderam uma palavra do que foi dito.

  22. Ermeson Diz

    Também gostaria de dizer uma coisa sobre esse vídeo.
    Não conhece esse rapaz, não sei se ele foi ou não liberto, porém uma coisa coisa é certa. Como está escrito em Romanos 14.12 Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.

    Sabe, uma coisa muito grave que percebe e que muitas pessoas pelo fato de ver escândalo na vida dos cristãos pensam que por isso seus próprios pecados são justificados! E isso não é verdade! Como disse o profeta Ezequiel 18.1 Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
    18.2 Que tendes vós, vós que, acerca da terra de Israel, proferis este provérbio, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram?
    18.3 Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, jamais direis este provérbio em Israel.
    18.4 Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.

    Esse texto está gritando o seguinte ( A RESPONSABILIDADE É PESSOAL ) mesmo que todos os cristãos sejam mentirosos, isso não vai tirar sua e minha responsabilidade diante do Senhor justo juiz.

  23. Ermeson Diz

    Gostaria também de louvar ao Senhor pelo comentário mais simples, porém que não quero nunca mais me apartar dele como disse pastorjoaovictor disse…
    @Anônimo

    O que você acredita só terá valor se tiver base nas Escrituras, e nunca a experiência está acima da Revelação, portanto a sua experiencia com pessoas que passam por isso nao determina a veracidade do assunto. Sola Scriptura.

  24. eisocristo Diz

    Emerson,
    O que me entristece hoje é ver um vídeo deste e ver os comentários das pessoas que falam tanto de arrependimento dos pecados como que fosse para escapar do fogo do inferno.
    Mas o arrependimento ao qual Cristo nos convoca é muito mais sincero e profundo do que isto. É um arrependimento que nos torna constrangidos de nossas impurezas e estabelece em nós, mais do que tudo, uma relação de amor por Deus, a ponto de nos envergonhar de nós mesmos e nos colocarmos no caminho da Cruz junto com Cristo para que, na Cruz, possamos alcançá-lo.
    Parece que não mas, se arrepender para escapar do inferno e se arrepender para se aproximar de Deus são coisas totalmente diferentes. Um é pelo medo e o outro é por amor.
    E temer o inferno é fácil, difícil é amar a Deus. Difícil, não. Humanamente impossível. Por isto somos tão dependentes do Espírito Santo para colocar este amor em nossos corações, quando somos batizados n'Ele por Cristo, no momento da nossa conversão.
    Acredito que, quem vive este arrependimento, de vergonha e constrangimento, segue seu caminho levando sua cruz. Sua relação com o próximo é de comunhão. Suportando uns aos outros, ou seja, dando suporte. Dando auxílio. Um carregando ao outro em união. Sem julgamento, por que já basta para nós o nosso próprio mal do qual devemos nos arrepender.
    E o evangelho que devemos pregar é este, que nos convence sem que precisemos ser convencidos. O evangelho das BOAS NOVAS, e não das MÁS NOTÍCIAS. Da SALVAÇÃO, e não da CONDENAÇÃO.
    O arrependimento que levamos conosco não foi manifestado por nós mesmos, nem mesmo por aqueles que nos pregaram o evangelho. Eu nasci em berço evangélico, mas só recentemente tenho experimentado o verdadeiro arrependimento, do qual, sinceramente, nunca tinha ouvido falar.
    E agora eu sei o quanto sou tão dependente deste arrependimento, e da Graça que recebo através de Cristo, que não me vejo como incapaz de dizer a qualquer um sobre seu próprio pecado, senão dizer somente: se apóie em mim, que eu me apóio em você, e vamos juntos.

  25. Ermeson Diz

    Meu Senhor misericórdia de cada um que está contra tua eterna e imutável verdade!
    Como está escrito em 2Coríntios 13.8 Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.
    A verdade eterna e imutável do Senhor diz em 1 Coríntios 6.9 Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas,
    6.10 nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.
    6.11 Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.

    O que me deixa triste é ver que as pessoas preferem lutar contra aquilo que é impossível de de ser derrotado! Que é o testemunho do próprio Deus sobre o pecado. O que está escrito pelo Senhor deve ser aceito é ponto final.

    Como está escrito em Isaías 45.9 Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça.

    Outro ponto que me deixa espantado no texto de 1 Coríntios 6 e que o texto deixa claro que os irmãos que ali viviam outrora nessas e em outras praticas pecaminosos foram pela graça do Pai Celestial revelada em Cristo foram salvos!

    Faço um apelo em nome do Senhor, se arrependam! Não só do homossexualismo mais também de tudo que na Verdade eterna e imutável do Senhor é condenado. Pois se assim não fizermos seremos também pelo juízo vindouro condenados, pelo simples é triste fato de não aproveitarmos a oportunidade de sermos livres da pratica do pecado.

    Quero terminar com esse texto que traz esperança para qualquer pecador como eu que deseja ser livre da pratica do pecado. Como está escrito em João 3.16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

  26. eisocristo Diz

    Emerson,
    Irmão amado…
    Você se perde em suas hermenêuticas, lendo Paulo sem ouvir o que Paulo diz.
    É fato de que aqueles que consentem com o pecado, não estão se edificando na comunhão com Cristo.
    O ponto aqui é a nossa posição de observar isto em nós mesmos e seguirmos para o alvo que é Cristo. Não contendermos com o Criador nós mesmos… através dos nossos atos.
    Mas, já que quer ser hermenêuta, observe simplesmente o andar de Cristo para que veja n'Ele o que estou tentando lhe dizer: A melhor interpretação do que Deus quer nos revelar só pode estar na vida de Cristo que é o próprio Deus encarnado.
    Também vemos como Paulo, o mesmo Paulo que escreveu a carta que leu, foi o Paulo que escreveu a Filipenses o seguinte: (para os hermenêutas de plantão, que parecem que só conseguem ler, sem ouvir, então leiam…)

    Filipenses 3
    8 E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,
    9 E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé;
    10 Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte;
    11 Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos.
    12 Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus.
    13 Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,
    14 Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

    Observe que no versículo 12 ele diz que não se julga que já tenha alcançado a Cristo, mas no 14 diz que prossegue para o alvo.

    Deixe de lado a sua hermenêutica e deixe atentos os seus ouvidos para ouvir o que o Espírito lhe diz quando lê. E quando estiver lendo, baseie-se no exemplo de Cristo que andou como deveríamos andar. Em longanimidade, compaixão, benevolência, amor, bondade, caridade, misericórdia.

    Amando a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

    Ninguém está lutando contra Deus e nem tentando te convencer disto amado. O que estou tentando te dizer é que devemos viver e deixar viver. Quem nos convenceu do nosso mal foi Deus e é Ele quem convence os demais também. Não cabe a nós nos reunirmos para dizer aqui o que convém ou não convém a cada um. Sabemos de nós mesmos aquilo que nos afasta, e cada um tem sua própria maldade da qual se envergonhar diante d'Ele.

    Somente aos que pregam evangelhos falsos é de quem devemos ser duros. Paulo nos diz que é necessário que se calem por que eles corrompem famílias inteiras com suas promessas de bençãos materiais e financeiras, o relacionamento com Deus na base da barganha, a vida de fartura na terra onde Cristo nos garantiu que sofreríamos aflições.
    Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas: o papel do cristão na igreja é o de dar suporte ao próximo, vestir o nu, dar de beber ao que tem sede, de comer ao que tem fome, visitar o cativo… e o papel da Igreja no mundo é agir tal como Cristo agiu, com amor, sem acusação.
    Repito: SÃO BOAS NOVAS… NÃO MÁS NOTÍCIAS. NOTÍCIAS DE SALVAÇÃO E NÃO DE CONDENAÇÃO.
    Ler a bíblia faz bem, principalmente se você se deixar convencer para o que está dito acima do que está escrito. Do contrário, o que permanece é só a letra… e a letra mata.

  27. Ermeson Diz

    Pela autoridade que me foi dada em Cristo eu te repreende. Pois você está em apostasia! Se você não parar de transtornar a fé dos irmãos em Cristo não só nesse site, mais também por onde você anda, o Senhor te ferirá e você vai perceber, que você está lutando contra a verdade do Senhor.

    Você está cego pelo engano do Diabo, pois você está pregando a graça libertina da qual o Apóstolo Judas falou como está escrito em Judas 1.4 Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

    Não vou mais citar as escrituras para você, pois você está como o Apóstolo Paulo desse em Tito 3.10 Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez,
    3.11 pois sabes que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada.

  28. Ermeson Diz

    Corrigindo repreendo.

  29. eisocristo Diz

    Irmão amado, e todos os demais leitores aqui.
    Eu estava imaginando que este fôsse um lugar de reunião daqueles que buscavam "voltar ao evangelho", como o nome propõe.
    Para mim, o evangelho é revelado na vida de Cristo, se Cristo é o Verbo Encarnado, então só posso me basear n'Ele para entender o que é "Andar no Evangelho".
    Eu não estou cego, irmão. Eu vejo mais claro do que nunca o que Cristo espera da sua igreja verdadeira. O problema é que o povo esqueceu de Cristo. De fato, a maioria dos cristãos nunca ouviram falar d'Ele. Ouvem falar de outro cristo, legalista, acusador, que se julga justo para ter condições de julgar o injusto.
    Não me julgo justo.
    Autoridade em Cristo, você diz, e a usa para defender sua própria teologia, limitada pela sua hermêutica grega, bitolada pelo método de Aristóteles. Pois sem apelar a autoridade nenhuma eu te convido a ler algo bem mais simples e transformador: O sermão da montanha.
    Apostasia, você diz. Eu te digo que antes de falar do argueiro do teu irmão, tira a trave do teu olho. Pior coisa é ler a bíblia e aplicar sobre ela um raciocínio lógico absurdo, como se Deus coubesse na nossa pequena fabrica de pensamentos racionais.
    Eu não estou aqui pra agradar a você ou a ninguém. Se quiser viver o evangelho que lhe for conveniente, que viva. A mim, o único evangelho que me convém é um só: aquele que Cristo me ensina, de amor a Deus e amor ao próximo. Sem julgamento.
    Dissimulação? Amigo, a Graça de Cristo deveria ser nosso alvo. No entanto aqui está você perdendo seu tempo tentando justificar um evangelho onde a Graça se faz totalmetne ausente pela lei da moral. Você se prende em valores moralistas e não se dá conta que os moralistas eram constantemente abordados por Cristo com dureza. Homem ímpio, você diz. Isto por que estou falando da Graça de Cristo e do amor de Deus, e ainda me acusa de pregar a libertinagem?
    Jesus é meu soberano. E a mim já me basta dar conta dos meus próprios pecados para lançar aos outros as acusações de seus males.
    Não quero ser como o irmão do Filho Pródigo, que se acha como que o irmão correto que nunca se rebelou contra o pai e se descontenta com a festa que o pai dá quando o outro, o rebelde, retorna pra casa.
    Quero abraçá-lo com o pai. Quero, junto com o pai, dizê-lo que o amo e festejar junto com o pai.
    A homossexualidade é pecado, mas o meu pecado não me faz melhor do que o homossexual. A Graça de Deus faz com que o homem mude de vida? Então deixe o ser mudado pela Graça e não perca seu tempo dizendo a ele palavras de acusação.
    Agora, o homossexual vai até sua igreja e ouve tudo isto que está me dizendo (ou coisa pior, como é de costume) e vai embora. Lá está você, contente por fazer seu papel como "autoridade que lhe foi dada por Cristo" e o homossexual, descontente, vai pra casa continuar sofrendo. No que sua autoridade serviu? Para ajudá-lo? Em que? Em ir pro inferno, talvez. E o que você vai dizer pra Cristo? "Eu falei de ti pra Ele."?
    E eu que sou o apostata.
    Deus o abençoe… E que transforme toda essa sua boa vontade em servir o reino de Deus, em vontade de se transformar de sua religiosidade mundana, para receber a boa parte, que é a Graça de Cristo.

  30. eisocristo Diz

    Eu ainda acho que é genuíno o intuito do site, quando nos convida a voltar ao evangelho.
    E, por isto, me recuso a pensar que não sou bem vindo aqui.
    Também acho que seja genuína a intenção do autor quando colocou a citação de Agostinho aqui. E não me vejo como dono da razão, tanto é que é exatamente por este motivo que eu tenho dito a todos para não se verem como tal também.
    E eu não ligo de receber admoestações, desde que elas sejam coerentes com o evangelho e que digam respeito a mim, na minha vida, no meu caminhar, e não aceito que me admoestem pela minha forma de não condenar a outrem. Por que pra mim isto não é comportamento cristão.
    Examine-se o homem a si mesmo e coma do pão e beba do cálice.
    Por tudo isto, pela genuidade da intenção do autor, por Cristo, e por amor também, mas principalmente, pela convicção que se manifesta em mim pela Graça de Cristo, o único a quem me comprometo em agradar e por quem não ligo de ser perseguido, não ligo que me odeiem por causa d'Ele ou até mesmo que me excluam de suas instituições humanas e dogmáticas pelo meu amor por Ele, por tudo isto, me recuso a simplesmente me sentir compelido a me retirar.
    Aos que querem, acho que juntos, temos muito a fazer para que a igreja possa se reestabelecer como corpo de Cristo. Tanto eu por vocês e vocês por mim, quanto nós pelo mundo.
    Em amor.
    Daniel Moreira Yokoyama.
    Graça e Paz, que só podem vir de Jesus Cristo, a quem eu declaro meu amor e de quem me declaro totalmente dependente para me achegar junto ao pai.

  31. Aline Diz

    eisocristo,
    Bem sei que o homossexualismo é um assunto difícil de se tratar e que muitos julgam a eles com hipocrisia.No entanto em nenhum momento este site trata de julgamentos,ou seja a idoneidade deste site é inquestionável pois tenho certeza que não foi criado para criar problemas e unir-se às demais mazelas enfrentadas pela igreja atual.Sempre que posso leio postagens daqui,que me edificam muito.Como o próprio nome do site diz: Voltemos ao evangelho.Creio que hoje o suposto "preconceito" tem tomado dimensões imensas.Concordo sim que nunca,sob hipótese alguma devemos amar menos ao irmão por um pecado,afinal somos todos pecadores.A grande questão é: a bíblia é clara no que diz respeito ao homossexualismo ser pecado.Sei que isso não os torna mais ou menos pecadores,mas é necessário que a igreja não se cale diante disso.Sei que há muitos homossexuais que sofrem e desejam mudança,sabem que vivem no pecado.Mas ao mesmo tempo tem surgido no coração de algumas pessoas uma suposta "graça" que faz ser pacífico ao homossexualismo.Não sou contra o homossexualismo porque acho ser um pecado maior do que os outros,isso seria ignorância.Sou contra porque vemos claramente que um homem foi feito para uma mulher e vice-versa.Afinal,a própria fisiologia humana nos mostra isso.Deus é simples e perfeito.Lendo a bíblia você perceberá que o arrependimento é necessário.E o homossexualismo é um pecado como qualquer outro,então também precisa de arrependimento.E Deus, assim tão grande e poderoso pode sim libertar um homossexual.Afinal, Jesus morreu levando TODOS os nossos pecados e iniquidades.

  32. Diego Diz

    Daniel Moreira Yokoyama(eisocristo)
    Ninguém aqui está julgando os homossexuais e eu concordo com o que a Aline expôs acima, este blog é uma benção pra minha vida e pra muitas, e é um dos poucos, talvez o único, que realmente prega a Palavra de Deus e o verdadeiro Evangelho que Paulo fala em I Coríntios 15. Deus tem usado de uma forma maravilhosa este blog pra falar comigo e eu tenho compartilhado com meus irmãos em Cristo muitos estudos e pregações que são postadas aqui e muitos deles tem respondido com grande alegria por compartilhar a Palavra de Deus tão seriamente como este blog leva a sério.
    Daniel, todos somos pecadores, ninguém tem como negar isto, mas aqueles que foram redimidos pelo Sangue de Jesus, devem lutar contra o pecado todo o momento orando e vigiando para não cair. Não devemos tentar justificar o pecado, mas entregar a Cristo e se arrepender e buscar não fazer mais. Claro, estamos num processo de santificação até a volta de Jesus, mas isso não justifica que podemos continuar pecando com a consciência da Verdade, tanto continuar mentindo, fornicando, blasfemando, roubando e qualquer outro pecado. Resumindo, temos que lutar contra o pecado, e não querer justificá-lo. Leia em João 8, a passagem em que trazem a Jesus uma mulher pega em adultério. Jesus não a condena, mas veja o que Ele fala a ela no versículo 11b:
    E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.
    Jesus não disse pra ela: "Ok, tá legal, eu perdoo o teu pecado, vá, continue pecando que eu vou perdoando toda vez!" NÃO, Jesus ordena: Parem de pecar, busquem a santidade. Quase em todos os livros da Bíblia os filhos de Deus(João 1:12 falam quem são eles), são orientados a buscar SEMPRE a santidade. Eu já fui casado Daniel, sou viúvo a um ano, podes ler minha história no meu blog, mas eu confesso que mesmo depois de termos nos convertido, eu e minha namorada caíamos no pecado, fazendo sexo antes do casamento, e nós nos sentíamos muito mal, o Espírito Santo nos incomodava dentro de nós dizendo que não estávamos dentro da Vontade de Deus. Tivemos apenas uma oportunidade de termos esta intimidade dentro do casamento (pois ela ficou doente), mas serviu para sentirmos a PAZ de DEUS no nosso relacionamento, pois aí então estávamos fazendo a Vontade do Pai. O que eu quero dizer com isso tudo Daniel, é que enquanto estamos em pecado, não temos Paz, pois o pecado nos afasta de Deus. Mas a partir do momento que entregamos todos os pecados pra Jesus e nos arrependemos e buscamos fazer a Vontade de Deus, sentimos a Paz do ES dentro de nós, e isso meu amigo, não tem preço!

    Espero que entendas o que quis falar pra ti meu amigo, e não ache que estou te julgando, mas quero te ajudar a entender o que talvez esteja passando agora, pois senti Deus querendo que eu desse uma palavra pra ti.

    Deus te abençoe, te proteja e guarde Daniel!

  33. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Olá Aline, A paz.
    Eu sinto a genuidade do princípio estabelecido pelo site. Questionei mesmo foi apenas a postura de alguns irmãos com seus comentários que mais fazem parecer que não buscam a edificação em si, mas somente estabelecer a sua opinião a respeito do assunto.Mas depois, no comentário seguinte, esclareci que reconheço que o site não é responsável pelos comentários publicados.
    A irmã falou de uma suposta "graça" que faz ser pacífico ao homossexualismo. Bom, eu não acho que esta "graça" seja suposta. Veja bem… e procure me entender para que cresçamos juntos, pois, se pelo menos houver o discernimento, a irmã vai entender o que quero dizer e aí sim poderá me mostrar onde estou errado. Então é necessário que haja, pelo menos, a disposição de buscar entender:
    Quem te convenceu do pecado? Foi o pastor em sua pregação? Foi um amigo evangélico a te aconselhar? Foi a leitura bíblica? Eu tenho certeza que não. Quando vejo alguém dizer que se arrependeu por que não quer ir para o inferno, eu entendo como das duas uma: ou ela ainda está entendendo o que é o arrependimento ou ela não se arrependeu. Apenas temeu a condenação.
    O arrependimento é aquele que nos faz querermos nos aproximar de Deus, cientes de que somos totalmente incapazes disto por nós mesmos. O livramento da condenação é mera consequência deste novo caminhar.
    E este arrependimento não vem do homem. Nem do pastor que prega romanos para o homossexual.
    A fé vem do ouvir, e o ouvir a palavra de Deus. O problema é que os crentes deste era confundem a palavra de Deus com a mera leitura da Bíblia como se fôsse um livro de encantos que, ao ser lido, manifesta poder divino de cura e libertação.
    Aí lá vai o irmãozinho gay pra casa triste por que disseram pra ele que ele vai pro inferno. No que nossa "crentisse" o ajudou? Somente a temer a condenação. Mas isto qualquer um que ouve teme. Alguns, para escapar dela, apelam para a religião, sem nunca conhecer a Cristo.
    Nossas hermenêuticas estão se supervalorizando, quando devíamos deixar que todos viessem participar do corpo de Cristo, cada um observando a si mesmo, cuidando apenas de pregar a palavra de Deus (que não é exatamente Romanos, ou Corínthios, ou Gálatas, ou qualquer outro livro – ou acha que Paulo escrevia suas cartas usando alguma bíblia do lado para consulta? Tudo o que ele escreveu saiu de seu coração transformado e do Espírito Santo que o revelava… mas esta geração, sem bíblia, parece que não sabe falar de Cristo).
    Todos seriam bem-vindos, como todos eram bem-vindos ao redor de Cristo. E o próprio Cristo tratava com cada um, batizando no Espírito Santo (ao manifestar no ser a consciência do pecado e o arrependimento por ser pecador, e a fé no Cristo, como único e suficiente Salvador).
    Aos irmãos, fica apenas o dever (se é que a palavra serve) da comunhão na graça. Não é uma questão de "suposta graça". É a Graça em si… aquela que é manifesta em cada um por Cristo. Por que é Cristo quem transforma.
    Mas se o irmão já chega ouvindo Romanos e mais um monte de historinhas como Sodoma e Gomorra e coisas assim, não se sentirá aconselhado. Se sentirá Reprimido.
    Nós, principalmente nós, que sabemos dos efeitos da carne no coração dos homens, deveríamos evitar este tipo de ação.

  34. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Irmão Diego,
    Nossa luta contra o pecado, é a NOSSA luta contra o NOSSO pecado. O irmão precisa entender que lutar contra o pecado não é tentar convencer os outros de que estão pecando. Este esclarecimento não vem de nós, amado. É claro que devemos alertar o mundo a SE ARREPENDER DE SEUS PECADOS. Mas se você tentar convencer o mundo de SE ARREPENDER de sua devassidão, por exemplo, o mundo não irá concordar de que se comporta de forma devassa. Se você tentar convencer o mundo a se arrepender de sua idolatria, o mundo não irá concordar que é idólatra (você já viu algum católico concordar que idolatra Santo Expedito ou Nossa Senhora quando publicam faixas de agradecimento a eles?).
    O problema é que dizer isto faz com que muitos me vejam como defensor da libertinagem… já fui até repreendido por isto aqui. Tem quem diga que eu adapto o evangelho para que ele se torne agradável a mim… se fôsse assim eu me esforçaria pra fazer um melhor.
    Eu apenas estou convidando os irmãos a observarem a vida do próprio Cristo. Só isto. Eu tenho certeza que é o suficiente. A menos que os irmãos não acreditem que Ele era o próprio Deus encarnado. Por que se acreditam, concordarão que somente através d'Ele podemos entender como devemos proceder. Paulo entendeu. Ele só não tomou o cuidado de explicar isso antes de escrever tantas admoestações por que não imaginava que 2 mil anos depois a igreja seria tão letrada e regrada a partir de suas hermenêuticas na leitura de suas humildes correspondências.

  35. (-V-) Diz

    Daniel,

    Eu não li todo debate então posso estar me equivocando, mas você parece não entender o agir de Deus e os meios de Deus. Deus usa meios para agir.

    Paulo escreveu 3 capítulos em Romanos para condenar, Pedro em sua pregação pública começou com condenação. Lógico que não para aí, mas é totalmente sem sentido falarmos do amor que há em Cristo se não falarmos da depravação humana.

    Paulo fala que devemos exortar e repreender em amor o irmão em pecado. O Cristianismo não é uma religião individualista, mas coletiva. E Deus fez com que a Igreja fosse um dos meios da graça para nos manter na fé.

    Não sei se você concorda comigo e eu só falei a toa ou se é algo que você deve refletir, em qualquer caso, Deus te guie através do Espírito, o qual escolheu agir através das Escrituras.

    Paz,
    Vini

  36. Anonymous Diz

    Percebo que a maioria dos comentários se direcionam a explicar ou até tentar "justificar" o pecado… mas pouco se refere à necessidade de santificação!! Ficam todos se justificando. Já percebemos que todos somos pecadores… indiferente do pecado! Mas não podemos esquecer… sem santificação ninguém verá à Deus. Esse é o processo que muda a atitude pecaminosa (qualquer que seja) para uma atitude de santificação, de crescimento em graça! Então, indifere o pecado, precisamos buscar a santificação, inclusive a que se refere à hossexualidade. E nesse ponto de vista que as coisas se diferem, porque aí aparece a salvação, a regeneração, a transformação e o agir do Espírito Santo. As pessoas que deixaram seus atos pecaminosos (todos inclusos) passaram pelo processo de santificação, queé contínuo, que não é completo na Terra, mas permanece na glória. Somos salvos pela graça através da fé em Jesus, mas isso não tira a necessidade da santificação, da renovação da nossa mente, e isso vai muito além… me revela um poder sobrenatural… imenso do meu Deus… que faz os impossíveis e traz esperança e salvação à TODOS que assim creem e vivem. Sou um leigo, indouto que simplismente está aprendendo a viver com Cristo fora do comportamento homossexual. Isso é o que Deus tem me mostrado nesse caminhar… ficar pensando muito? Não, gastar mais meu tempo no agir!!! Orando mais, me consagrando mais, jejuando mais, adorando mais, buscando mais a intimidade com meu Criador… mudando o foco, a transformação vai ocorrendo, não só na sexualidade, mas em tudo! Um poder que vai além de tudo!!! A Paz.

  37. eduardo Diz

    Olá Cristãos Pensadores.

  38. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Vini
    Eu não acredito que Deus dependa de meios pra agir. Acredito que é evidente a necessidade de que preguemos o evangelho.
    Acreditar nesta dependência não deixa de ser uma forma de sistematizar um mecanismo de distribuição da fé, para o qual eu acredito piamente que não exista nenhum método sistêmico aplicável, e qualquer um que acredite nisto está totalmente ligado à religiosidade pagã.
    Para mim, um homem que não consegue discernir a Deus, jamais será capaz de criar um sistema que esclareça Deus e apresentar este sistema ao mundo como método infalível de distribuição de Graça e a Arrependimento.
    E eu sou totalmente contra o exame das escrituras se este for pelo tosco método hermenêutico grego. Sendo assim, fica fácil citar a "escritura" (que para mim não é a mesma 'escritura' à qual Paulo se referia, pois só foi concebida séculos depois no Concílio de Nicéia, e eleita por setenta pessoas humanas que decidiram humanamente o que deveria ou não entrar no cânone).
    Estou dizendo Que não acredito na bíblia? Não. Não é isto que quero dizer. O que quero dizer é que todos os autores do NT o escreveram simplesmente pela inspiração do Espírito Santo, e parece que hoje em dia esta inspiração não existe mais. Me sinto como um tolo tentando fazer com que as pessoas se conscientizem do evangelho, quando na verdade esta consciência parece ser extremamente dependente de alguns versículos lidos. E se eu ler qualquer coisa, me sinto como se fôsse capaz de convencer o povo do que eu quiser convencê-los, já que, através da mesma Bíblia onde posso encontrar o evangelho, também consigo criar a teologia que eu bem quiser, como bem fazem tantos pastores por aí a fora, atraves da Exegese.
    Ninguém parece saber falar de Cristo se não for através da citação bíblica. Então, fica difícil acreditar que as pessoas realmente tenham intimidade com ele. E aí, pelo simples livre exame, Sola Scriptura, lêem o que querem e entendem como querem.
    Dito isto, vou ter que apelar para o mesmo método hermenêutico que usou, quando cita Paulo, para dizer que, para mim, Paulo alertava a respeito do pecado para quem já conhecia o pecado. Ele escreveu para uma igreja, e não para um grupo de gentios incrédulos. Entre nós deve haver liberdade, pois todos conhecemos a liberdade. Todos nós já experimentamos o arrependimento, daí a liberdade para que eu te oriente, e você a mim, e juntos oremos e nos confessemos um ao outro.
    Mas para quem não consegue entender sequer o mal que carrega sobre si em pecado, é mais útil alertá-lo da existência do pecado, mas é inútil tentar explicar para ele o que ele está fazendo de tão ruim. Pois a consciência do pecado é muito mais profunda do que simplesmente um alerta ao comportamento. O pecado reside em nós mesmo quando pensamos não agir de forma pecaminosa. Como esclarecer isto a alguém que não recebeu em si o batismo esclarecedor de Cristo no Espírito Santo? E quem manifesta este batismo não somos nós.
    Eu espero, sinceramente, que esta mensagem não soe de forma ofensiva. Sei bem os males que a leitura causa quando não se conhece as intenções verdadeiras do autor. Estou aqui disposto a aprender também. Mas eu temo pelos métodos de aprendizado que temos escolhido. Corremos o risco de não ter mais a mesma intimidade com Cristo que tiveram os nossos evangenlistas do primeiro século.
    Não acredito que o Espírito Santo fale através das escrituras. Acredito que as escrituras apenas auxiliam o Espírito Santo, mas a verdadeira palavra vem somente d'Ele.

  39. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    O limite de caracteres me impediu de dar uma resposta melhor que a anterior… mas para retificar o primeiro parágrafo:
    Acho que é evidente a necessidade de que preguemos o evangelho ao indivíduo para que ele possa conhecê-lo, mas não acho que esta pregação deva ter foco no esclarecimento do que é certo ou errado diante de Deus.
    Se não estaremos apenas apresentando uma nova lei. Ou pior, estaremos apresentando a lei antiga. E não acho que Deus seja dependente da nossa pregação para manifestar a Graça. Como disse na resposta anterior, acreditar nisso é limitar Deus ao nosso sistema, e isto não faz sentido.
    O pecado que pregamos não se restringe aos atos que são lícitos ou ilícitos. Tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém. Não significa que devamos pregar a libertinagem. Significa apenas que quem realmente experimenta o arrependimento vai ter interesse maior em saber o que é conveniente. Muitas vezes, achamos que estamos nos santificando, quando na verdade apenas nos embriagamos no ativismo dentro da igreja. Nos envolvemos com tudo o tempo todo e perdemos a melhor parte que é a comunhão com Cristo. Ora, neste cenário, nem mesmo para nós, conhecedores do evangelho, fica claro a distinção do que é bom ou ruim. Mas temos a liberdade de discutir isto entre nós, já que a comunhão com Cristo nos permite nos enxergarmos claramente, com o rosto descoberto, como diz Paulo.
    Mas não acredito que tenhamos tal liberdade com aqueles que ainda não conhecem esta Graça. Estes ainda possuem o rosto coberto. A estes, nos importa que preguemos o evangelho e o arrependimento pelos pecados, mas não cabe a nós lhes imputar culpa por atos que, em suas consciências, não é pecado.
    No caso do homossexual, ele não se vê em pecado. No máximo se vê como uma anomalia, isto se chegar a tanto. Mas não se vê causando mal. Não se vê provando do mal. E a consciência disto só vai ser adquirida se vier de Deus. Não de nós.

  40. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Anônimo
    O equívoco aqui é acreditar que exista uma forma de deixar seus hábitos pecaminosos. É um pensamento venenoso, por que é o mesmo que buscar chegar a um ponto onde se negue a existência do pecado. E isto anula a Cruz.
    Eu acredito que a santificação não seja o deixar de pecar. Mas sim o não se conformar com o pecado que reside em nós. É por isto que para mim, a conversão é um processo constante de arrependimento e recebimento da graça. De glória em glória. Daí vem a santificação.
    Minha atitude muda naturalmente, pela simples transformação que a própria Graça me proporciona. Mas o pecado continua em mim, e vai continuar até que eu largue este corpo pecaminoso. Acreditar que posso me livrar completamente da minha atitude pecaminosa me faz entender que um dia estarei sem pecado. E aí não dependerei da cruz.
    Santificação é a constante consentimento com a morte de Cristo, ou seja, constantemente enxergando ela como necessária para que eu alcance a Graça. É para isto que ceiamos, para que possamos nos lembrar disto o tempo todo, consentindo, ou seja, concordando que Cristo tem que morrer por nós. Por isto comemos do corpo e bebemos do sangue: para participarmos como cúmplices do escândalo da Cruz.
    Participar da morte de Cristo se julgando sem pecado, é trazer para si mesmo a condenação de matá-lo sem que se ver dependente da sua morte. É o contrário do que muitos pregam, de que ao examinar a si mesmo o homem deva se encontrar digno de participar. Não acredito que tenha sido isso que Paulo quis dizer.
    Existe um texto fantástico de Calvino esclarecendo isto, quando ele responde ao Cardeal Sadoleto a respeito da Ceia, que acredito ser leitura obrigatória a todo cristão.
    http://www.monergismo.com/textos/jcalvino/calvino_ceia_sadoleto.htm

  41. (-V-) Diz

    Daniel,

    Pra começar, por causa de pressa ou falha de clareza sua, não entendi direito seus argumentos.

    Mas antes de falar sobre eles, qual a base de seus argumentos? Sua opinião? O que o Espírito revelou através de você exclusivamente? As escrituras que o Espírito inspirou? Não entendi direito qual sua base de argumentação.

    Falando do que você escreveu:

    Eu não acredito que Deus dependa de meios pra agir.
    Nem eu. Ele decidiu usar meios. Ele não depende deles. Pedras podem clamar, mas daí Deus já estará usando um meio (pedras) porque assim Ele quis. Aparentemente creio que o problema reside na separação que você faz entre a ação sobrenatural de Deus e nossa ação natural. Apesar de distinguíveis, Deus quis usar meios para realizar sua obras sobrenatural.

    Alguns exemplos:
    Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? Romanos 10:14
    Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Efésios 2:8

    Paulo deixa claro que sem pregação da verdade não há fé e sem ação do Espírito Santo (dom de Deus) também. Os dois elementos não são contraditórios, mas complementares. A pregação ou leitura da Palavra sem ação do Espírito é impotente e pode mais facilmente endurecer o coração do que convertê-lo, mas determinar a ação do Espírito não cabe a nós. Nos cabe pregar.

    Estes ainda possuem o rosto coberto. A estes, nos importa que preguemos o evangelho e o arrependimento pelos pecados, mas não cabe a nós lhes imputar culpa por atos que, em suas consciências, não é pecado.
    Concordo que devemos alertá-los da existência do pecado. Mas o que você define como "imputar culpa por atos"? Falar que lhes espera condenação? Se for isso discordo, pois Cristo o fez:
    Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. Lucas 13:3
    Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno? Mateus 23:33

    Também não entendi como separar o entendimento de pecado com a condenação do mesmo. Se você tira a condenação do pecado ele deixa de ser por definição violação da lei.

    Quanto a seu comentário ao anônimo, não discordo totalmente dele. Mas acho que você está confundido pecado como uma força e pecado como um ato. A bíblia fala que todo cristão ainda tem pecado residual e que só seremos livres da presença do pecado quando formos glorificados. Mas isto não significa que não podemos progredir em santificação, em conformidade com o caráter de Cristo (embora imperfeitamente). Paulo fala: "aquele que rouba, deixe de roubar". A pessoa deixou de ser uma pecadora? Não. Mas ela deixou de praticar um pecado, se conformando com Cristo. Isto é santificação.

    Como não entendi seu argumento claramente, temo estar repetindo o que você disse.

    Paz,
    Vini

  42. (-V-) Diz

    Daniel,

    Recebi por email seu comentário, mas não sei porque ele não está aqui.

    Quanto a minha definição de pecado, ela procede do apóstolo João:
    Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. 1 João 3:4

    Como eu já disse meu caro, na Bíblia o termo pecado é usado de duas formas:
    1) obras que são transgressões da lei
    2) uma força oriunda de uma natureza depravada

    Eu entendo o que você fala e concordo neste ponto. Você concorda com o que eu disse acima?

    Quanto a sua definição de santificação como só confissão de que somos pecadores eu discordo. Concordo que envolve isso, que os mais santificados são os que tem mais noção de seus pecados, mas conforme Paulo fala:

    Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; 1 Tessalonicenses 4:3

    Ele liga diretamente a santificação a abstenção de uma obra má.

    Por fim, você não respondeu minhas perguntas iniciais:
    Mas antes de falar sobre eles, qual a base de seus argumentos? Sua opinião? O que o Espírito revelou através de você exclusivamente? As escrituras que o Espírito inspirou? Não entendi direito qual sua base de argumentação.

  43. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Eu gostaria de que não houvesse esta limitação de caracteres. Ela me faz ter que tirar partes da resposta original e a versão final acaba parecendo um texto pretencioso. Gostaria de conseguir remediar isto de alguma forma para que vocês não pensem de mim ser um criador de uma verdade própria.
    Muito do que penso tem sido publicado em meu blog:
    Eis o Cristo… e Jaz o Cristão
    http//:eisocristo.wordpress.com

    Que defende um cristianismo sem religiosidade. E mesmo lá, a medida que cresço em discernimento, revejo alguns posts e republico-os retificando antigos equívocos.

    Espero aqui mesmo encontrar mais um ponto de encontro para meditar, questionar e me deixar ser questionado… e talvez, com o tempo, consiga aprender a escrever-vos de forma mais objetiva e, consequentemente, menos presunçosa.

    Já fiz a devida divulgação do blog de vocês no meu, e continuemos em busca do esclarecimento.

    Paz.

  44. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Vini, acho que começamos a convergir para um acordo comum, embora talvez não de forma unânime, mas a unidade e a comunhão não dependem da unanimidade.
    A questão do pecado e a prática do pecado são realmente distintas. E a prática do pecado é a transgressão da lei (ainda que não precisemos observar a lei para identificar o pecado), mas o pecado em si existe mesmo sem a prática, e neste princípio, deixamos de observar o pecado pela violação da lei, e deixamos até de observar a lei para definir o pecado… ou seja, pela consciência do pecado, as implicações da prática e as consequências como violação da lei chegam a ser irrelevantes, já que o verdadeiro cristão é o que se constrange já pelo pecado residente, mesmo que não praticado.
    Acho que assim, pelo que entendo, nós dois podemos chegar a um acordo, Concorda?
    Quanto a santificação, como eu disse, eu acredito que a mudança de hábito, o largar os vícios, a abstenção, o lutar contra a carne, fazem mesmo parte do processo de santificação, mas, como eu disse: como evidências.
    Deixa eu ver se consigo explicar: para mim, de acordo com o meu entendimento do que tenho aprendido, a disposição para tal atitude não reside em nós. O passo crucial que damos, está no negar a nós mesmos por amor a Cristo. E aí eu vejo como evidência deste caminhar que deixemos de lado o velho homem, por deixar que Cristo viva em nós. Então, o que quero dizer é que eu não tenho como enfrentar minha própria Carne se não for pela morte do homem para que Cristo viva em mim. Pra mim esta é a santificação e é de onde me vem a força para lutar contra a minha carne.
    Aqui talvez não haja um comum acordo entre nós, por que pra mim o próprio Paulo não esperava ser entendido de forma tão literal. Tanto que, bem sabemos, as obras más não são apenas ligadas a prostituição literal. Mas talvez eu esteja errado, e aí cabe uma nova discussão onde possamos crescer neste assunto em particular. Mesmo assim, só precisamos tomar o cuidado de não criar um "método", pois isto além de vão,é insensato.
    Quanto a base para os meus argumentos, eu respondi dizendo que é o próprio Evangelho. Eu não sou muito adepto a hermenêutica grega. Acho a leitura da bíblia edificante, mas busco nela um crescimento em intimidade com Cristo. E esta intimidade me faz interpretar a própria vida de Cristo como a melhor expressão do evangelho. Então eu fico tentando observá-lo, não apenas lê-lo, mas da leitura, intepretá-lo. Entender como ele se manifestaria hoje se encarasse, por exemplo, as questões que encaramos.
    Quando defendemos muito definição do pecado pela atitude, me questiono se ele não diria de nós o mesmo que dizia dos fariseus. Não eram eles também doutores nas escrituras? Em que somos diferentes deles se resolvemos apenas defender um cristianismo que lista o que é lícito e o que não é? Eu me baseio no questionamento a estas questões e no que a vida de Cristo me faz concluir a respeito. Pode parecer, de novo, presunção minha. Mas no último ano isto tem mudado muito meu coração. Minha postura diante de certas coisas, pois eu mesmo já fui homofóbico não muito tempo atrás, com toda esta questão bíblica. Quando comecei a me questionar sobre esta postura, eu não sei explicar. Falo tudo isto mas ainda não sei dizer, por exemplo, como me sairia se um homossexual viesse me saudar. Não posso ser hipócrita a ponto de achar que me livrei da homofobia… mas estou convencido, e acredito que isto vem do Espírito Santo, que o verdadeiro cristianismo é aquele que recebe prega a boa nova. Cristo cuida da transformação.

  45. Anonymous Diz

    Daniel

    Sola Scriptura, leia o estudo do post de hoje do blog.
    A Escritura basta, ela é a Palavra de Deus, Revelação do nosso Senhor Jesus…

    Nada além disso pode ser considerado como Revelação, nem mesmo uma possível experiência sobrenatural, ou da sua consciência, pois é isso que é alertado em Gálatas 1:8

    "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema."

    A Paz de Jesus

  46. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Anônimo
    Não seja equivocado. Não estou tendo revelação de outro evangelho diferente do que Paulo anuncia. Mais importante ainda, não estou tendo revelação do evangelho diferente do que Jesus apresentou.
    Não sou de acordo com o Sola Scriptura quando ele é usado para negar a revelação natural do evangelho tal qual ele foi revelado para aqueles que escreveram o que hoje a gente chama de escritura, mas que não passa de um agrupamento de documentos canonizados.
    Outros documentos foram considerados apócrifos enquanto estes foram canonizados. Por quem? Por 70 pessoas que se reuniram para consolidar o que hoje chamamos de bíblia no século III (ou IV, não recordo agora).
    Ora, Paulo não ia pregar nas cidades por onde passava com uma bíblia na mão. Todas as suas cartas foram escritas pela manifestação do evangelho no coração dele e deveria começar no coração de todos nós.
    Como eu disse, e repito: O cristão parece que se não tiver uma bíblia, perde toda a intimidade com Cristo. Parece que ele é incapaz de falar do evangelho sem citar um texto bíblico. Parece que é incapaz de apresentar o evangelho se não for através da vida de outros que, muito antes, registraram ali sua experiência.
    Isto é lamentável. Sola Scriptura deveria ser um princípio apenas de oficializar a bíblia como o único documento que se responsabiliza pelo aspecto histório do evangelho. Não uma forma de impedir que o mesmo evangelho seja manifesto nos cristãos tal qual foi com Paulo, Pedro, Tiago, João… Eles não tinham como abrir em Gálatas 1:8 naquele tempo. Paulo não usou nada de fonte de consulta para escrever suas cartas.
    O evangelho do qual deveríamos ser anátemas é o evangelho que se manifesta contrário ao que Cristo apresentou. É o evangelho da prosperidade. O evangelho do imediatismo. do Charlatanismo. o evangelho metódico que tenta sistematizar a distribuição da Graça, e que chama Deus pra caber dentro das nossas faculdades limitadas, como se Ele tivesse que seguir aquilo que determinamos. O Evangelho da religiosidade e hermenêutica… esses são os evangelhos que deveríamos evitar.
    Amém.

  47. Anonymous Diz

    Porém Daniel, a Bíblia como se apresenta hoje, sim, foram homens que decidiram agrupar estes livros, mas ela é Sagrada, pois é toda divinamente inspirada. O motivo pelo qual outros livros não foram adicionados a Bíblia é por que retratavam fatos (ou mentiras) históricos e não tinham a inspiração do Espírito Santo. Então, você não pode dizer que a Bíblia não basta, pois ela é a Revelação de Deus, independente de suas experiências. Peço que com muita atenção faça uma experiência pessoal com o livro de Daniel. Ore antes e peça a Deus para que te dê sabedoria para entender o que Ele quer falar contigo e para você colocar em prática. Só que peço que leia Daniel na versão Almeida Fiel, e depois leia na Versão Católica, que adiciona alguns textos a mais. Você irá perceber claramente se o ES habita em ti, que os textos que são próprios de Daniel percebe-se Deus falando conosco, porém quando você lê os textos que a versão Ave Maria introduz, percebe-se que não vêm de Deus, que são textos apócrifos. E como vc se referiu aos livros apócrifos, como o suposto livro de Judas Iscariotes, Maria Madalena e outros que Satanás escreveu e nada de Deus tem, se ler estes (que estão disponíveis na Internet), verá claramente que NÃO são a Palavra de Deus e por isso não estão na Bíblia.
    Você está questionando a autoridade das Escrituras com a crítica a Sola Scriptura, e isso é grave, pois você está indo de encontro a Bíblia, Palavra do nosso Senhor.
    Tome cuidado, é um conselho de amigo, mas aqueles que começam a duvidar das Escrituras, logo também duvidarão de sua fé, e isto é obra do Inimigo.

    Deus te abençoe e te dê sabedoria para esclarecer estas questões!

  48. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Anônimo,
    Paz.
    Eu gostaria de esclarecer que A Palavra de Deus não é a palavra escrita. A palavra escrita é somente o testemunho de homens que tiveram experiências. Sendo assim, se eu nego minha própria experiência, por que tenho que valorizar a destes homens mais que as minhas? Mas se A Palavra de Deus manifesta na vida destes homens através do Espírito Santo os capacitou a escrever o que hoje chamamos de Bíblia, significa que a Bíblia é uma excelente fonte de testemunho de tais experiências, que nós como cristãos deveríamos nos deixar experimentar igualmente àqueles que a escreveram.
    Pra quem gosta de hermenêutica, eu sei usá-la para argumentar: 2º Cor 3
    1 Começamos outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou, porventura, necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de vós?
    2 Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens,
    3 sendo manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração.
    4 E é por Cristo que temos tal confiança em Deus;
    5 não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus,
    6 o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.

    Tá tudo aí. Enquanto o Sola Scriptura tem sido usado para negar tudo o que vem de Deus e apoiar somente a hermenêutica cristã, que é herança dos gregos, pelo método de Aristóteles que visa sempre aplicar uma lógica para explicar o que se encontra escrito (o que não faz sentido nenhum, já que Deus não cabe na nossa lógica) e fazendo com que tantas igrejas surjam, cada uma com sua própria teologia, Paulo nos chama a viver um evangelho que é, antes de mais nada, manifesto em nós, pela capacidade que vem de Deus, para sermos ministros de um novo pacto que não vem de onde? Da letra.
    Alguns, principalmente os hermenêutas de plantão, dirão que ali Paulo se referia somente a distinção do velho pacto e do novo pacto. Mas eles não se atentam ao fato de que o ministério do novo pacto não vem da leitura, mas sim da experiência. Muito embora eu sempre irei concordar que a experiência nunca será suficiente se não vier acompanhada do conhecimento que se adquire da leitura, porém, a leitura não deve ser supervalorizada em relação a experiência.
    O problema é que o Cristão tem medo de experimentar a Cristo. Por isto ele se prende a um cristianismo legalista. Para muitos ser cristão é seguir uma cartilha bíblica que sinaliza o que pode e o que não pode, o que é totalmente contrário ao evangelho, que não faz distinção de coisas lícitas e ilícitas.
    Nunca li Daniel na versão católica, nem os evangelhos que citou… de Judas e de Maria Madalena. Mas eu também conheço a tradição cristã de demonizar tudo… Mas eu já li o evangelho de Bartolomeu, por exemplo, e gostei muito… assim como o partes do livro de Enoque… e não vi ali nada demais.
    A pergunta que fica é: por que tenho que desprezar minha experiência enquanto a de Paulo devo considerar como sagrada? Que diferença existe entre eu e Paulo?
    Paz.

  49. (-V-) Diz

    Daniel,

    [1]

    Pelo que eu entendi você entende a Bíblia como um simples testemunho igualmente válido ao teu. Sendo assim, sua palavra tem o mesmo peso do que o da Bíblia. Discordo por esses motivos:

    1) Não quero voltar ao papado.
    Se colocando ao lado das Escrituras como igual, se seu testemunho divergir do que a Bíblia diz, devo crer em você como autoridade final ou na Bíblia?

    2) As Escrituras são expiradas por Deus
    Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. 2 Pedro 1 : 20,21

    E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. 2 Timóteo 3:15-17

    Paulo e Pedro concordam em que as Escrituras (mais especificamente o Velho Testamento – que era as Escrituras na época) são expiradas (é o termo mais correto) por Deus. Ou seja, o próprio Espírito expirou as palavras que os autores inspirados escreveram. Sendo assim, as Escrituras são a Palavra do Espírito. E aprouve Deus que a forma escrita seria o meio de comunicação através de várias gerações de Sua Palavra.
    Sendo assim, observamos que a leitura também inspirada pelo Espírito nos levará a conhecer mais a Deus e Sua vontade, quesitos indispensáveis em nossa relação de amor com Deus.
    Sendo Deus também a Verdade e revelando Verdade, e sendo a verdade lógica, conclui-se que a lógica (inspirada pelo Espírito) é uma ferramenta no entendimento das Escrituras, pois as Escrituras e o Evangelho se tornam sabedoria de Deus aos chamados
    Sendo que os apóstolos usaram escritos repletos de argumentações lógicas, é indispensável que entendamos a mensagem escrita.

    3) As Escrituras são santas
    O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras, Romanos 1:2
    Paulo tinha as Escrituras como Sagradas, Separadas, Únicas, diferentes de qualquer outra escritura humana. Eis o significado de santas. Logo, não, se você escrever um livro com suas experiências ele não terá o mesmo peso que as Escrituras

    4) Quando se ignora as Escrituras, o erro bate a porta
    Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Mateus 22:29
    Segundo o próprio Jesus, os saduceus erravam por dois motivos:
    1) não conheciam verdadeiramente as Escrituras (apesar de serem tidos como mestres) – então cai por terra o argumento da comparação daqueles que amam as Escrituras com os fariseus ou saduceus, porque Jesus afirmou que estes não conheciam as Escrituras
    2) não conheciam o poder de Deus. Logo, não podemos negar um dos dois pontos. São ambos. Você erra quando ignora as Escrituras e fala somente no poder de Deus revelado pelo testemunho de nossas vidas e erra quando fala das Escrituras sem o poder abridor-de-mentes do Espírito

  50. (-V-) Diz

    Daniel,

    [2]

    5) Examinar as coisas com o filtro das Escrituras é uma atitude nobre
    Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. Atos 17:11.
    Se eles eram nobres por examinar nas Escrituras, conclui-se que as Escrituras são a autoridade final pela qual devemos examinar o resto. Lembrando que eles examinavam as palavras dos apóstolos (que também eram inspiradas). Quanto mais o que qualquer "pastor" por aí ensina.

    6) As Escrituras não reduzem intimidade, podem fazer sábio para a salvação
    E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. 2 Timóteo 3:15
    O ensino das Escrituras as crianças podem torná-las sábias para a salvação, e não há outro meio de intimidade com Deus a não ser através da salvação em Cristo pela fé.

    E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras? Lucas 24:32
    A correta exposição das Escrituras como Cristo fez aos discípulos a caminho de Emaús faz arder nosso coração pelo Salvador e não o oposto.

    7) As Escrituras são a revelação final de Deus, não a única
    Sola Scriptura não afirma que não podemos ouvir a revelação geral de Deus na criação, na consciência, na experiência, ou no testemunho, mas afirma que (assim como argumentei) toda coisa falada ou experimentada deve passar pelo filtro das Escrituras (algo nobre e não algo religioso), porque somente as Escrituras revelam o caminho de salvação ao homem.

    Seu texto usado não está usando interpretação contextual. Paulo não está falando das Escrituras, mas de carta de recomendação. Depois Paulo fala sobre a boa nova da Nova Aliança onde Deus escreveria a Lei em nossos corações (nos regeneraria), porque a função da Lei é nos conduzir a Cristo nos condenando para que ninguém possa abrir a boca. E espero que você não entenda "letra" como as qualquer coisa escrita ou a Bíblia, porque isso sim seria uma interpretação bem descontextualizada.

    Bom, meu caro, estes são meus 7 argumentos porque acho que sua visão da Bíblia está incorreta. Medite nelas.

    Em Cristo,
    Vini

  51. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    (-V-)
    Pelo que vi, não estamos progredindo. Eu conheço bem o Sola Scriptura, assim como todos os outros Solas. Eu tenho um imenso prazer ao ler a bíblia e até mesmo as coisas que não fazem parte do cânone, desde Calvino até Philip Yancey.
    Em todos eles eu vejo uma intimidade com o evangelho que os faz expressá-lo de forma natural. Por exemplo, observe a carta de Calvino ao Cardeal de Sadoleto (http://www.monergismo.com/textos/jcalvino/calvino_ceia_sadoleto.htm) e me diga quais as referências bíblicas que Calvino usou para defender seus argumentos.
    1) Este é o erro do Cristão: depender da escritura pra saber que o testemunho de alguém diverge do evangelho. Ora, não deveríamos todos ter intimidade com Cristo igualmente? Edir Macedo encontrou na própria escritura uma forma de defender sua opinião favorável ao aborto para uso do planejamento familiar.
    Caio Fábio disse, e outros antes dele disseram, a Bíblia, dependendo de como for lida, pode ser a mãe de todas as heresias. E, de fato, observando as igrejas de hoje em dia, todas elas com sua própria teologia encontradas justamente na Bíblia. Irônico isto, não?
    Como se defender disto então?
    Veja o próprio Satanás, que usou a hermenêutica para tentar Jesus, o colocando acima do pináculo do templo "simbolizando que estaria acima do próprio Deus" e o dizendo para se jogar de lá para que os anjos viessem socorrê-lo, citando justamente as escrituras para tal.
    Um cristão que limita sua visão para o que está escrito, perde intimidade, perde autoridade e perde até o discernimento para identificar o anti-cristão. Principalmente se o anti-cristão fizer bom uso da hermenêutica de Satanás.
    Mas aquele que se deixa se aproximar do evangelho pela busca do contato íntimo com Cristo através da graça e do arrependimento, pode identificar a dissonância do que corrompe o evangelho, quer ele use a escritura ou não.
    Preciso repetir que os primeiros cristãos não eram munidos do que hoje nós chamamos de Bíblia? O que acha que faziam a igreja fazia antes que os 70 se reunissem e compilassem o cânone?
    Obs bônus: Foi através do papado que o cânone surgiu, é irônico que depreciemos isto hoje e continuemos tão dependentes de algo que surgiu disto, como a bíblia.
    2) Esta distinção de inspiração e expiração surgiu de onde? De quem? Eu concordo com a inspiração. Mas não concordo com a expiração. Primeiro que se toda escritura fôsse expirada, não haveriam as características literárias de cada autor, como bem se sabe que a literatura mosaica é fácilmente reconhecida a ponto de muita gente arriscar o palpite de que foi Moisés quem escreveu Jó, só pelo estilo literário que é semelhante, enquanto Eclesiastes também se assemelha ao estilo literário de Salomão.
    Se tudo fôsse expirado, como você disse, haveria um único autor, o Espírito Santo, e tudo seria psicografado pelos outros que apenas colocariam no papel suas palavras.

  52. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Vini,
    3) Paulo também não usou o texto de romanos para se referir aos seus próprios manuscritos que hoje você chama de santos. No entanto, você já classifica os meus como se não fossem santos. O que já me faz perceber que a qualificação do que é santo e o que não é tão parecida com os critérios de santificação usados pelos católicos para determinar quem foi santo e quem não foi. Para mim, o que torna a escritura santa é o que o Espírito Santo revela através dela, e não ela por si só, que como já vimos, pode até mesmo servir para criar heresias.
    4) É isto que me faz detestar a hermenêutica. Jesus disse o que???
    Errais, não conhecendo as escrituras E NEM O PODER DE DEUS.
    A parte fácil de responder é: não estou invocando os cristãos a ignorarem as escrituras. A parte difícil, que parece que você não está entendendo, é que a sua experiência com Cristo deveria ser o fator determinante do teu caminhar com Ele. Senão Cristo não passa de um tio que você nunca viu, mas que se corresponde com você através de cartas para que você mate a saudade de vez em quando.
    5) Fica difícil falar de bíblia quando todos sabemos que não era da bíblia que Paulo estava falando aqui. No entanto, no que diz respeito a usar a bíblia para confrontar o que qualquer um diz, ainda que eu continue firme o que disse no primeiro ponto… é claro que eu jamais concordaria em dizer que alguém que diga algo claramente contrário ao que está escrito, esteja correto. Mas e o contrário? Aquele que tem argumentos totalmente anti-cristãos fundamentados na bíblia? Aquele que prega para a igreja de que "Deus vai para a peleja por nós para nos dar a vitória"? Vê como a lógica aqui é fraca? É insensato aplicar a lógica quando se trata da bíblia. A lógica pode ser venenosa.
    6) Não tenho nada a discordar, embora não signifique a intimidade venha somente das escrituras. Elas não reduzem a intimidade, aumentam o conhecimento, mas a intimidade vem da Experiência que a fé nos dá. E a fé vem do ouvir a palavra de Deus, e a palavra de Deus não se limita ao que está escrito.
    7)É só um resumo de tudo o que disse anteriormente.
    Você disse que minha interpretação do texto que usei não está contextualizada.
    Vamos ver:
    Se estou certo, você só vai aceitar algo que eu te diga, se eu te apresentar uma "Carta de recomendação". Ou seja, se eu te disser que o cristão tem que ser benevolente ao homossexual (voltando ao assunto) você só vai concordar comigo se eu conseguir encontrar algum versículo bíblico que diga claramente isto, por mais que todo o evangelho de Cristo se resuma a esta atitude o tempo todo. Parece que o evangelho em sua essência, simplesmente não existe. O que existe é a observação do que foi escrito. Se não está escrito, então não é verdade.
    Aos Gálatas, Paulo diz que a circuncisão é desnecessária. Por isto as igrejas não a praticam. Por outro lado, não entendem que Paulo estava dizendo "Não precisamos nos tornar judeus para seguir a Cristo." mas o fato dele dizer isto falando somente da circuncisão, faz o cristão hermenêuta largar a circuncisão, mas aplicar, por exemplo, o dízimo judaico. No fim, só nos livramos de ter que passar pela dor em nossos frágeis membros masculinos, mas acabamos todos virando meio-judeus, de um jeito ou de outro.
    Para mim, a letra, não é exatamente a bíblia, no texto que usei. Mas a dependência do que está escrito acima do que está sendo dito. Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que vem da BOCA DE DEUS. E alguém determinou que a Boca de Deus é a bíblia. De repente, parece que se Deus quiser falar, é melhor ele falar de algo que esteja escrito. Do contrário, ninguém vai concordar.

  53. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Eu acho que aqui parece existir uma pré-disposição para a negação, sem nenhuma disposição para o raciocínio. Por que não estou falando nenhuma heresia. Estou falando de algo quase óbvio, basta olharmos para os primeiros cristãos.
    O lado ruim do debate é chegar num ponto onde entramos em um loop: eu conheço bem os princípios da hermenêutica, até por que era totalmente dependente dela até pouco mais de um ano atrás. Não foi fácil me livrar dela, mas ficou claro para mim que todos somos prisioneiros dela. Ela limita nossa visão de Cristo.
    Assim como o estudo da lei limitou a visão da Graça de Deus antes que Cristo viesse.
    Eu estou em um impasse, pois vejo que se continuar, ficarei somente repetindo o que já disse, e não sei se isso mudaria a prédisposição que existe para negar o que estou falando. Mas é carnal pensar que eu realmente seja capaz de convencer a vocês de qualquer coisa. Além do mais, se é pelas escrituras que encontram a intimidade com Deus, quem sou eu para tentar tirar isto de vocês: que entremos todos na mesma comunhão. Mas que entendam que o evangelho não é sobre o que se pode ou não fazer. O evangelho não estabelece regras para se observar. O homossexual não precisa e, na minha opinião, é até melhor assim, ser lembrado do seu pecado (aqui falando especificamente da homossexualidade). Pois, se houver o alcance da Graça, o próprio constrangimento que o arrependimento causa, fará com que ele mesmo se livre disto pessoalmente, não por força nem poder, mas pelo Espírito de Deus.
    Eu quero acreditar que todos são lúcidos o bastante para entenderem e concordarem com isto, basicamente observando a própria vida de Cristo, de quem Paulo foi mero imitador.

  54. (-V-) Diz

    Daniel,

    [1]

    1)

    Este é o erro do Cristão: depender da escritura pra saber que o testemunho de alguém diverge do evangelho. Ora, não deveríamos todos ter intimidade com Cristo igualmente?
    Já mostrei pelo ponto 5 que examinar tudo pelas Escrituras é algo nobre. Então, sua pergunta é infundada. Aliás, você ainda não respondeu: eu devo tomar sua palavra como a Palavra de Deus? Porque devo acreditar que o que você diz é verdade?

    a Bíblia, dependendo de como for lida, pode ser a mãe de todas as heresias.
    Sim, mas discordo em você no modo disto. A Bíblia é a "mãe" porque as pessoas, assim como o diabo, tiram o texto fora de contexto e não interpretam a bíblia como um todo. Porque se você afirma que a Bíblia dá margem para heresias você vai estar falando que ela é falha. Mas como é capaz que você acredite nisto, você estaria falando que as experiências daquelas pessoas foi falha. Sendo assim, como confiar em qualquer coisa na Bíblia? Como saber se Mateus, Marcos, Lucas e João não tiveram uma experiência errada e colocaram lá, tipo, a divindade de Cristo? Talvez Jesus tinha muito poder e acharam que Ele era Deus, mas não. E, como posso acreditar nas suas experiências? ou nas minhas? Sendo assim meu caro, você simplesmente tira todos os pilares de qualquer conhecimento cristão.
    Você afirma que Satanás usou de hermenêutica, e Jesus usou o que?

    Um cristão que limita sua visão para o que está escrito, perde intimidade, perde autoridade e perde até o discernimento para identificar o anti-cristão. Principalmente se o anti-cristão fizer bom uso da hermenêutica de Satanás.
    Por que devo acreditar nisto? Bom, você não pode apelar para lógica. Você vai apelar para o que? Você é normativo? O que você fala é a Palavra de Deus?

    Preciso repetir que os primeiros cristãos não eram munidos do que hoje nós chamamos de Bíblia?
    Eles tinham: (1) o Velho Testamento, (2) a pregação dos Apóstolos, (3) as cartas dos Apóstolos, (4) revelações proféticas
    Então, não venha afirmando que não tinham nada não. Aliás, veja o que Paulo recomenda para Timóteo:
    Até à minha chegada, aplica-te à leitura, {leitura: leitura pública das Escrituras} à exortação, ao ensino. 1 Timóteo 4:13

    O que acha que faziam a igreja fazia antes que os 70 se reunissem e compilassem o cânone?
    Se é esta é a análise que você tem da formação do cânone, acho que você precisa estudar mais o assunto. Bom, talvez Deus tenha sido mal intencionado ao pedir para os profetas e os apóstolos escreveram seus livros e cartas, não?

    2)
    A palavra em grego é: theopneustos que significa expirado por Deus

    G2315 – θεόπνευστος – theopneustos
    From G2316 and a presumed derivative of G4154; divinely breathed in: – given by inspiration of God.

    Esta distinção de inspiração e expiração surgiu de onde? De quem? Eu concordo com a inspiração. Mas não concordo com a expiração.
    E é em comentários assim que vejo que você realmente acha que você é o padrão de referência =/ (espero estar enganado)

    Primeiro que se toda escritura fôsse expirada, não haveriam as características literárias de cada autor
    Sua afirmação não é necessariamente verdade. Mas deixe-me perguntar: como você chegou nesta conclusão? Lógica ou você teve uma experiência que revelou isso?

    3)
    Paulo também não usou o texto de romanos para se referir aos seus próprios manuscritos que hoje você chama de santos. No entanto, você já classifica os meus como se não fossem santos. […] Para mim, o que torna a escritura santa é o que o Espírito Santo revela através dela, e não ela por si só, que como já vimos, pode até mesmo servir para criar heresias.
    Bom, a definição de santo é separado. Mas vamos lá. Qual o critério para eu saber se o que você fala é inspirado pelo Espírito ou se vem de sua mente? Se você responder minha intimidade/experiência com Deus, eu te pergunto: qual o critério para eu saber se o que eu acho é inspirado pelo Espírito ou coisa da minha mente?

  55. (-V-) Diz

    Daniel,

    [2]

    4)
    É isto que me faz detestar a hermenêutica. Jesus disse o que??? Errais, não conhecendo as escrituras E NEM O PODER DE DEUS.
    Lendo seu comentário da vontade de detestar a capacidade de leitura das pessoas. Veja o que escrevi:
    Logo, não podemos negar um dos dois pontos. São ambos. Você erra quando ignora as Escrituras e fala somente no poder de Deus revelado pelo testemunho de nossas vidas e erra quando fala das Escrituras sem o poder abridor-de-mentes do Espírito

    A parte difícil, que parece que você não está entendendo, é que a sua experiência com Cristo deveria ser o fator determinante do teu caminhar com Ele
    Meu amigo, você simplesmente joga informações. Você nunca as prova. Devo acreditar em você como mediador entre eu e Deus? eu e a Verdade?
    E por que você presume que a experiência com Cristo se aparta das Escrituras? Provei pelo ponto 6 que pela exposição das Escrituras nosso coração arde por Cristo. O próprio Cristo expôs as Escrituras. Porque Ele simplesmente não disse: estou aqui?
    E outra, então quer dizer que toda experiência minha é sempre verdadeira e que não posso ter nenhuma experiência falsa? Afinal como vou saber que tive uma experiência falsa? Por outra experiência? E como vou saber que esta também não é falsa?

    5)
    Fica difícil falar de bíblia quando todos sabemos que não era da bíblia que Paulo estava falando aqui
    Não? Era o que? Os escritos de Aristóteles? Paulo estava se referindo claramente ao Velho Testamento. Se você não entende porque o Novo Testamento também é expirado, então você precisa estudar o assunto um pouco.

    Aquele que tem argumentos totalmente anti-cristãos fundamentados na bíblia?
    Respondido no 1º ponto.

    6)
    a intimidade vem da Experiência que a fé nos dá
    Outra frase no ar? Devo continuar crendo no mediador da verdade chamado Daniel?

  56. (-V-) Diz

    Daniel,

    [3]

    7)
    você só vai concordar comigo se eu conseguir encontrar algum versículo bíblico que diga claramente isto, por mais que todo o evangelho de Cristo se resuma a esta atitude o tempo todo
    Que argumento circular! Você fala que eu só concordaria se você desse um versículo, daí para embasar sua afirmação você usa um versículo. Isso foi contraditório, amigo.

    Parece que o evangelho em sua essência, simplesmente não existe. O que existe é a observação do que foi escrito.
    Você conheceu a boa nova do Evangelho através do que Mateus, Marcos, Lucas, João, Pedro, Paulo, Tiago escreveram ou você teve uma experiência sem conhecer os textos?

    Não precisamos nos tornar judeus para seguir a Cristo
    Apesar de eu concordar com você a respeito do dízimo e da circuncisão, sua interpretação sobre ser judeu ignora várias outras passagens de Romanos. Tipo aquelas que falam que o verdadeiro judeu o é pela fé ou que nós gentios fomos enxertados na videira da promessa abraâmicas.

    Para mim, a letra, não é exatamente a bíblia, no texto que usei. Mas a dependência do que está escrito acima do que está sendo dito.
    Mais uma frase ao ar. Nem vou perguntar de novo.

    Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que vem da BOCA DE DEUS. E alguém determinou que a Boca de Deus é a bíblia.
    Então, o Daniel é boca de Deus?

    Eu acho que aqui parece existir uma pré-disposição para a negação, sem nenhuma disposição para o raciocínio.
    Você afirmou que nossa lógica é falha e depois vem argumentar que não há disposição para raciocínio? Você dá um tiro no próprio pé assim, amigo.

    Eu estou em um impasse, pois vejo que se continuar, ficarei somente repetindo o que já disse, e não sei se isso mudaria a prédisposição que existe para negar o que estou falando.
    Amo esses argumentos: "eu sou livre e você não". Muito raciocínio aqui.

    Mas que entendam que o evangelho não é sobre o que se pode ou não fazer. O evangelho não estabelece regras para se observar.
    Quem aqui afirmou isso? Acho que você está enxergando o mundo através das lentes do Caio Fábio: "todos são legalistas, menos eu e os que me ouvem". Na boa, minha opinião. Aliás, essa sua visão da Bíblia é oriunda dele mesmo.

    Bom meu caro, não pretendo ficar estendendo esse debate, mas deixei vários questionamentos para você meditar, assim como irei meditar no que você disse.

    Paz ,
    Vini

  57. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    É Vini… não progredimos.
    Talvez eu não tenha condições de escrever o que gostaria de expressar. De qualquer forma, parece que tenho feito você entender que eu tenho uma filosofica absolutamente contrária à leitura bíblica. E, já partindo deste ponto, faz com que tudo o que eu disse se torne inútil. Fora a forma como parece ter entendido algum tipo de presunção da minha parte no que diz respeito à capacidade de entender mais do que os outros sem o uso da Bíblia. Não é assim. Se duvidar, temos um entendimento mais comum do que pensa sobre as mesmas coisas… o debate é que talvez esteja nos fazendo parecer como dois extremos.
    Eu gostaria de continuar este debate. Mas eu acho que ele já está totalmente fora do assunto em questão, que é a homossexualidade.
    Sendo assim, talvez seja mais sábio nos comunicarmos de alguma outra forma, por e-mail talvez, onde não tenhamos as mesmas limitações que temos aqui, e também para não transformar este post num Fórum.

    Para que conste, eu não creio que alguém nasça homossexual… como também creio que ninguém nasça heterossexual.

    Meu e-mail, caso aceite o convite de continuar esta conversa, é [email protected].

    Paz.

  58. Anonymous Diz

    Li todos comentários sobre o vídeo, mesmo que no fim o assunto mudou totalmente. Mas isso aconteceu para se mostrar quem é crente bíblico e quem é gnóstico. Parabéns, irmão Vini, pois tu já escreveste tudo e mais um pouco do que eu queria argumentar. E nenhum argumento teu foi refutado. Glória a Deus por isso, pois é o Senhor que está por trás disso, para que o Nome dEle fosse exaltado. A Palavra de Deus realmente é espada.

  59. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Eu preciso dizer que estou muito triste. Fiquei surpreso por não ter recebido nenhuma mensagem afim, pelo menos de esclarecer o assunto.
    Fiquei ainda triste por que parece que existe uma tendência ser sempre classificado como herege. O irmão do último comentário resolveu me classificar como gnóstico. Isto é um absurdo.
    O problema é que minha insistência em esclarecer o que tenho tentado dizer desde o começo tem sido limitada pela própria limitação de caractéres nos comentários, e pelo fato de que iremos nos afastar do tema principal.
    Agora, eu não ligo de ser acusado de gnóstico, embora eu seja obrigado a interpretar que a pessoa que citou isto, que sequer se identificou, não saiba do que está falando. E este é o erro de muita gente. As pessoas não sabem e não querem saber do que estão falando.
    Daí a necessidade que eu vejo que se busque a intimidade com Cristo para que se conheça o Cristo que é real e presente além do que foi escrito.
    Isto não significa que estou convidando alguém a deixar de ler a Bíblia, pelo amor de Deus, mesmo que eu tivesse interesses maléficos não seria tolo de tentar convencer vocês a isto. Entendam isto. Primeiro por que não tenho interesses maléficos. Segundo por que estou convidando a todos a experimentarmos aquilo que Paulo experimentou e que todos nós deixamos de experimentar por ficarmos presos neste estado estático. O conhecimento de Cristo não é só teórico, Paulo nos convida a tatearmos em busca de Deus, para que o pudéssemos encontrar.
    Vini me diz que é nobre buscar conformidade nas escrituras. E eu não duvido disto. O que me incomoda é eu lhe falar do amor de Cristo, na benevolência com pessoas que não tem conhecimento de seu próprio mal, do qual só Deus nos convenceu e só Ele os convencerá, e algo tão singelo e amoroso que só pode residir nos corações daqueles que seguem a Cristo, ser classificado como malígno e herege.
    As pessoas usam a bíblia como um guia a saber do que é certo e do que é errado, se envolvem em suas ilusões de que o pecado pode ser simplesmente evitado, e que assim estão livres do inferno… tá tudo invertido: o pecado está em nós, e não temos que nos preocupar com o inferno desde que prossigamos para o alvo que é Cristo.
    Eu tô dizendo que o alvo é Cristo, e não o livramento da condenação. É por amor dele, e não por medo de Satanás. Quem busca a Cristo pra fugir do inferno não faz mais do que tentar compreender o que pode e o que não pode fazer e se ilude com uma salvação que nunca conquistou. Mas quem busca a Cristo por amor a Ele, este sim foi transformado, e o livramento da condenação é mera consequência disto. Algo que ele sequer se ocupa de observar pelo estado de graça que vive, que o faz olhar somente pra Deus e nada mais.
    É isto que estamos ensinando? É isto que este rapaz no vídeo está ensinando? Eu não sei que experiência ele teve com Deus e como se deu sua transformação. O que eu sei é que não se convence o homossexual a largar seu vício dizendo pra ele simplesmente que a bíblia diz que está errado e que se ele não largar ele vai pro inferno.
    Por que se eu disser isto, estou indo contra a minha própria crença. Se aplicar sobre mim o mesmo pêso e a mesma medida estaria tão condenado quanto ele, ou talvez pior.
    É necessário que se busque nas escrituras algo pra concordar com isto? Será que estou falando alguma heresia? Será que alguém aqui pode dizer que pela sua postura e seu comportamento garante para si a salvação que vem de Cristo? E não é este o evangelho que deveríamos pregar? O que chama o ser a se arrepender do que é, não do que faz. O que se faz é consequencia do que se é. Deixe de ser e deixará de fazer. Deixe de fazer e nunca saberá se deixou de ser.

  60. (-V-) Diz

    Daniel,

    Não tenho tido tempo para debates ultimamente. Final de semestre na faculdade e outros fatores estão tomando meu tempo. Só para ter idéia estou devendo há duas semanas uma resposta para um agnóstico.

    Não sei se você é gnóstico, nem o acusei de tal. Mas aqui segue um trecho de um artigo:
    Geddes MacGregor, um profundo conhecedor do Gnosticismo antigo, observa que os gnósticos da Igreja primitiva "afirmavam possuir um tipo especial de conhecimento (gnosis) da química espiritual do universo e uma intuição esotérica em relação às obras da natureza divina. Esses sectários expunham suas perspectivas imensamente especulativas, repletas de fantasias e, algumas vezes, de interpretações grotescas das Escrituras. Alguns chegaram, até mesmo, a combinar fórmulas mágicas com seus ensinamentos". [30] A esse respeito, existe um paralelo com os defensores do "evangelho da prosperidade", sua obsessão com respeito a um conhecimento secreto, que dita o modo como as leis espirituais operam no reino invisível, e sua visão da fé como uma forma de magia. (Grifo meu, extraído de http://www.monergismo.com/textos/pentecostalismo/gnosticismo_pentecostais.htm)

    Se você afirma o que está em negrito, ou seja, que você através de experiências tem um conhecimento especial de Deus além do que Ele revelou nas Escrituras, então, creio que você não está longe de ser classificado como gnóstico. Não sei se você afirma isso, porque como você admite, você não tem exposto bem seu caso. Aliás, já que você tem um blog recomendo que você poste lá integralmente seu pensamento e deixe aqui o link.

    Mas indo ao assunto, o que me parece, amigo, é que você tem confundindo coisas e acusado coisas que não existem.

    Daí a necessidade que eu vejo que se busque a intimidade com Cristo para que se conheça o Cristo que é real e presente além do que foi escrito.
    O que você entende por “além do que foi escrito”? Que uma pessoa pode ter uma revelação de Deus que não contém nas Escrituras? Se sim, como afirmei, você é quase um gnóstico.
    Deixe-me esclarecer algo. Assim como você, discordo que simplesmente pela leitura mental e fria da Bíblia alguém possa ter comunhão e intimidade com Deus. Contudo, parece que discordamos em como alguém pode ter uma comunhão e intimidade com Deus. Aparentemente, você defende que é através de uma experiência extra-escriturística (o que os gnósticos chamariam de gnose). Eu defendo que a comunhão cristã com Deus vem através do conhecimento de Deus revelado nas Escrituras, mediante revelação do Espírito. E isso não é algo frio e morto, mas algo vivo e que toca também as emoções humanas (em graus diferentes, lógico). Provei isso pelo meu ponto (6) de meu comentário anterior.

    Se eu entendi corretamente e é realmente isso que você afirma, então, se você detém um conhecimento privilegiado de Deus, você se torna um tipo de mediador deste conhecimento? Se sim, isso vai contra a mediação única de Cristo e o fato de que o Filho revelou quem é o Pai.

    As pessoas usam a bíblia como um guia a saber do que é certo e do que é errado, se envolvem em suas ilusões de que o pecado pode ser simplesmente evitado, e que assim estão livres do inferno
    O fato das pessoas usarem erroneamente a Bíblia não a desqualifica como Palavra revelação escrita de Deus.

    Eu tô dizendo que o alvo é Cristo, e não o livramento da condenação.
    Concordo plenamente. Cremos que Deus é o Evangelho.
    http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2010/08/devocional-john-piper-deus-e-o.html
    E aqui vejo o que disse anteriormente que você acusa coisas que não existem (pelo menos eu ou este blog). Não cremos que mero conhecimento intelectual salve. Não cremos que aqueles que vão a Cristo só por temerem o inferno são de fato salvos.

  61. (-V-) Diz

    Daniel,

    [2]

    Como alguém é salvo?
    Este é outro ponto que parecemos discordar. Eu afirmo que uma pessoa é salva quando há:
    (1) Pregação da Palavra (e por Palavra, me refiro a verdade da Bíblia), ressaltando primeiramente a depravação humana exteriorizada por atos pecaminosos e após a graça de Deus em Cristo Jesus;
    (2) Ação do Espírito convencendo a pessoa do pecado, da justiça e do juízo e regenerando (novo nascimento) tal pessoa;
    (3) Fé e arrependimentos que fluem de um novo coração. Sendo que fé não é meramente um concordar intelectual, mas um confiar pleno em um Salvador que se torna o Maior Tesouro do Universo.
    Logicamente, está bem simplificado.

    Você concorda com isso? Ou crê que o ponto (1) é desnecessário?

    É necessário que se busque nas escrituras algo pra concordar com isto?
    Sim, ou devo acreditar que você ou eu, ou fulano são normativos à minha fé? Você fala que Paulo não andava com uma Bíblia na mão. Pelo jeito você não lê a Bíblia. Pega o número de citações do Velho Testamento que ele faz em Romanos. Pegue as discussões que ele tem com os judeus, o que ele cita? O Velho Testamento. Surpreendente não? Pegue o evangelho de Mateus, escrito especialmente para mostrar que Cristo é o cumprimento do Velho Testamento. Pegue Cristo, quantas vezes Cristo cita o Velho Testamento?
    Daí você pergunta: “Por que a experiências deles é superior a minha?”

    Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. 2 Pedro 1:20,21

    Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, Hebreus 1:1

    Por quem Deus falou? Pelos profetas. Eram todos os integrantes do povo de Deus profetas? Não. Deus escolhe através de quem Ele quer falar. Você se lembra quando Arão e Miriã (Números 12) se rebelaram contra Moisés e pecaram contra Deus dizendo: “Porventura falou o SENHOR somente por Moisés? Não falou também por nós?”. O que Deus respondeu? Respondeu: “falarei através de suas experiências comigo também”? Não! Ele respondeu:
    Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do SENHOR; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés? Assim a ira do SENHOR contra eles se acendeu; e retirou-se. E a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa. Por isso Arão disse a Moisés: Ai, senhor meu, não ponhas sobre nós este pecado, pois agimos loucamente, e temos pecado.

    Como Pedro disse, nenhuma profecia vem de vontade pessoal. Deus levanta profetas e fala através deles, pela expiração do Espírito.

    Mas, Hebreus não para aí. Como Deus falou nos últimos dias? Pelo. Os apóstolos expuseram as palavras de Cristo e as profecias do Velho Testamento. E se tiveram alguma revelação (como Apocalipse), o mesmo princípio dos apóstolos se aplica. E por que a experiência deles e não a tua? Porque Deus assim quis. Ele escolheu os profetas e os apóstolos como mensageiros.

    Se temes a Deus faria bem em aprender com Arão e Miriã.

  62. (-V-) Diz

    Daniel,

    [3]

    E não é este o evangelho que deveríamos pregar?
    Devemos pregar o Evangelho que Paulo pregou ou somos “anátemas”. Você concorda com isso? Se sim, como sabemos qual Evangelho Paulo pregou? Pela leitura das Escrituras ou pela experiência?

    O que chama o ser a se arrepender do que é, não do que faz. O que se faz é consequencia do que se é. Deixe de ser e deixará de fazer. Deixe de fazer e nunca saberá se deixou de ser.
    Novamente, porque devo concordar com você? Você, por favor, pode responder isso? De qualquer forma, por que você exclui um? Por que não ambos? Por que não podemos nos arrepender do que somos e do que fazemos?
    Como creio que a Bíblia é normativa em questões de fé e prática, deixe-me mostrar que devemos nos arrepender do que somos e do que fazemos:

    – O que somos:
    Este é o mal que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol; a todos sucede o mesmo; e que também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade, e que há desvarios no seu coração enquanto vivem, e depois se vão aos mortos. Eclesiastes 9:3

    Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem. Marcos 7: 21-23

    – O que fazemos:
    E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente. Mateus 26:75

    Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, Hebreus 6:1
    Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, SENHOR. Salmos 25:7

    Encerrando

    Segundo suas próprias palavras, você disse que “é claro que eu jamais concordaria em dizer que alguém que diga algo claramente contrário ao que está escrito”. Bom, meu caro, mostrei nos pontos acima que você está indo claramente contrário. Qual será seu procedimento?

    Lembrando que você não respondeu várias das minhas perguntas. Irei numerá-las para facilitar:
    1) A Bíblia é normativa em questões de fé e prática ou a experiência pessoal?
    2) As experiências pessoais se forem normativas são portanto perfeitas? Se são imperfeitas como podem ser normativas?
    3) Com que base você faz suas afirmações? Devo tomar sua palavra como verdade ou você tem algo maior que sua palavra que sirva como penhor?
    4) Como alguém pode conhecer a Deus?
    5) Já que este vídeo é sobre homossexualidade, se um homossexual afirma que em sua experiências sente paz com este procedimento, então a homossexualidade deixa de ser pecado?

    Se eu entendi errado o que você defende, peço que responda aqui (mesmo que em várias partes) ou em seu blog e deixe o link aqui. E, por favor, responda as perguntas que fiz.

    No amor de Cristo,
    Vini

  63. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Vini, só não respondo pelo blog por que o contexto está tão abrangente que será difícil transformá-lo num post com começo, meio e fim. Quem sabe, ao fim de nosso diálogo, eu consiga colocar tudo isto num único post, num momento oportuno. Também peço desculpas pela cobrança da resposta. Não imaginava que fôsse falta de tempo. Compreendo como o tempo nos é limitado hoje em dia.

    Eu vou começar pelo fim: vou responder suas perguntas.
    1) A Bíblia é normativa em questões de fé e prática ou a experiência pessoal?

    Olha só, a normatividade é que me incomoda aqui… tanto no contexto bíblico como no contexto empírico. Para mim, ambas as coisas (tanto a bíblia quanto a experiência) podem ser qualificadas de várias outras formas, exceto normativas. É claro que o homem pode contextualizar a bíblia como normativa se assim o quiser. Mas isto para mim só pode significar que não é em Cristo que Ele se apóia, e sim num pacote de normas que o torna confiante de que faz o que é necessário para alcançar a graça. E se a salvação não é alcançada pelas obras, isso não faz nenhum sentido.
    No entanto, deixando de lado a normatividade, e respondendo sua pergunta no contexto da fé, já que a prática, na "prática", é movida pela fé, e não o contrário, e a fé, como vc mesmo disse, não é adquirida pela pura observação da escritura, eu só posso dizer que a experiência é o que define a intimidade do ser com Deus. AINDA QUE AS ESCRITURAS AUXILIEM O SER A COMPREENDER O DEUS QUE SE REVELOU A ELE QUANDO RECEBEU A FÉ.
    Eu postei algo a respeito do empirismo na relação do Homem em sua busca por Deus em meu blog. Caso queira conferir, segue o link: http://eisocristo.wordpress.com/2010/11/14/o-que-eh-buscar-a-deus/

    2) As experiências pessoais se forem normativas são portanto perfeitas? Se são imperfeitas como podem ser normativas?

    O que você define por experiências normativas perfeitas? Bom, você vai aceitar minha resposta se eu ignorar o contexto normativo de novo? Das experiências que você tem com Deus, que critérios você aplica para classificá-las como perfeitas ou não? Ou será que eu devo entender que a verdadeira pergunta é se elas vem de Deus ou não? E neste caso, será então, que o único critério que me faz pensar, por exemplo, que a experiência de Paulo com Deus é legítima, é somente pelo fato de suas cartas terem sido canonizadas? Quer dizer: Já que está na bíblia, só pode ser legítimo? E aí, partindo deste mesmo princípio e aplicando a mesma lógica (que, no que se refere a Deus e seus propósitos, é totalmente insensato aplicar) então o mero fato de não ter meus textos num livro canonizado, já torna ilegítimo qualquer coisa que eu disser. Pior, torna ilegítima a experiência de Lutero, de Calvino, de C. S. Lewis, Philip Yancey e tantos outros.

  64. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Vini

    [2]

    3) Com que base você faz suas afirmações? Devo tomar sua palavra como verdade ou você tem algo maior que sua palavra que sirva como penhor?

    Volto a dizer: Com que base Paulo fez suas afirmações? Devemos tomar a palavra dele como verdade ou ele tem algo maior que a palavra dele que sirva como penhor? Tá, a idéia não é responder uma pergunta com outra pergunta. Mas às vezes a melhor forma de se responder uma pergunta é fazer a outra pessoa meditar a respeito do que ela julga certo. Suponho que você não duvide de Paulo e a experiência dele. Porque? O que te faz lê-lo quando diz que viu coisas que nós não somos capazes de imaginar e acreditar nisto?
    Não estou sendo evasivo. Estou tentando te abordar num ponto onde tudo o que você espera de mim é uma resposta lógica, quando a lógica aqui é inaplicável. Você não precisa legitimar a minha experiência para poder viver a sua própria. A questão é: Estamos falando de um mesmo evangelho? E a esta pergunta, não se responde a partir de conclusões absolutas como "ou é pela experiência ou é pela escritura". Até por que, eu mesmo já disse e volto a dizer: não são mutuamente exclusivas. São complementares.
    Eu gosto de ler a bíblia. Me apóio nela para rever meus próprios conceitos. Mas ela não é o método fundamental para quem busca a Deus, pelo contrário… ela é o método (se é que a palavra serve para este papel) para que o Deus já manifesto no consciente do indivíduo revele de Si mesmo à medida que este indivíduo experimenta da comunhão que foi estabelecida pelo próprio Deus antes. Então não é com base na bíblia que eu aprendo a vivenciar as coisas que Deus faz em mim. Mas é com base nas coisas que Deus faz em mim que eu aprendo a entender o que d'Ele se manifesta quando leio a bíblia.

    4) Como alguém pode conhecer a Deus?

    Ninguém pode conhecer a Deus senão quando o próprio Deus se manifesta a este alguém. Na verdade, não tenho motivos para acreditar que qualquer um de nós fôssemos capazes de nos colocar em marcha à procura de Deus, ou até mesmo despertar qualquer interesse por Deus que não seja somente para satisfazer nossa própria incredulidade. Basta observar o próprio homem e a desvalorização de tudo o que já foi considerado divino um dia e que hoje já não é mais simplesmente por que o Homem encontrou sua maneira lógica de explicá-las. É Deus que quando se manifesta no homem, o faz entender que buscar a Deus não é buscar uma explicação lógica para todas as coisas. O homem por si, pensa buscar a Deus, mas na verdade só busca um sentido para tudo. O homem a quem Deus se manifesta, entende que a Deus devemos somente dar glória (algo que é humanamente inconcebível e inaceitável) e todo o resto perde o sentido. Assim sendo, Deus é a própria Causa para que o Homem o busque. Sem Deus, o homem é incapaz, sequer, de buscá-lo.

  65. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Vini

    [3]

    5) Já que este vídeo é sobre homossexualidade, se um homossexual afirma que em sua experiências sente paz com este procedimento, então a homossexualidade deixa de ser pecado?

    Não. Não deixa de ser pecado. Mas o homem que deixa seu vício homossexual não deixa de ser pecador por ter abandonado o vício. E eu sei que mais uma vez você vai dizer que não foi isto que insinuou… No entanto, o que você considera princípio normativo, pela perspectiva de quem obedece a norma para acertar a prática, eu vejo como uma perspectiva equivocada da transformação que Cristo nos oferece. Pois não é pela norma. Não é por nenhum tipo de estatuto.
    Quando falamos de lei, logo alguém associa à lei judaica. Mas o legalismo existe em muitas outras formas, até mesmo em pessoas que não observam as antigas leis mosaicas. Paulo disse que tudo é lícito. Mas que não se deixa dominar por todas as coisas. A questão é: o que nos afasta da comunhão com Cristo? E aqui, não estamos tratando de enumerar pecados. O pecado existe e está presente num nível muito mais complexo do que imaginamos de forma que é impossível para nós, por nossa própria vontade, deixarmos de ser pecadores. A comunhão com Cristo não é estabelecida pela ausência do pecado. Acreditar nisto é acreditar que para se aproximar de Cristo você precisa se apresentar diante dele sem pecado, e isto só te afasta d'Ele, já que o caminho para Ele é o caminho da Cruz onde todos encontram a redenção por entenderem um princípio inegável: somos pecadores. Ora, se o pecado existe independente do meu procedimento, que farei eu? E é na hora de responder esta pergunta que se entende sob qual perspectiva as pessoas seguem a Cristo. Por que a transformação de Cristo leva o indivíduo a se envolver com Deus e com o próximo. Ele nega a si mesmo. Negar a si é algo muito mais profundo e significativo do que meramente largar vícios. Seus vícios se tornam aquilo que o faz permanecer no caminho da cruz, carregando sobre os ombros, em favor do corpo de Cristo. Então nada deixou de ser pecado e nem o homem deixou de ser pecador.
    Mesmo Paulo, quando nos fala das concupiscências da carne, as apresenta como consequência daqueles que se deixam dominar por ela, e não com normas a serem seguidas.
    Se o que me garante a salvação não é a ausência do pecado, e se as únicas "normas" por assim dizer, que Jesus nos deixou são humanamente impossíveis de serem cumpridas (já que ninguém pode decidir por si mesmo a amar o próximo, ou até mesmo a amar a Deus, e este amor a Deus e ao próximo só é produzido pela transformação que o indivíduo recebe em Cristo) então, Jesus nunca quis me dizer que para deixar de ser adúltero eu deveria parar de cometer o adultério. O que ele quis foi me conscientizar que o fato de não cometer o adultério não me livra da culpa de ser adúltero. Não que isto deva me incentivar a praticar o adultério já que não consigo me livrar da culpa.

  66. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Vini

    [4]

    "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus." I Cor 6:9-10.
    O texto que o video mostra não me faz entender que Paulo estava nos dando normas a serem seguidas para herdar o reino de Deus. Me faz, sim, entender, que de maneira alguma eu seria herdeiro do reino, se toda esta maldade está em mim, e eu sei a cruz que carrego. Eu sei o quanto sou adúltero mesmo sem nunca ter me deitado com outra mulher além da minha. Eu sei que sou avarento, mesmo quando tento me convencer do contrário contribuindo financeiramente com alguma causa.
    Paulo aqui está dizendo a todos: ninguém herdará o reino de Deus. Pois não existe um sequer que consiga se livrar da culpa de tudo isto.
    Mas é somente através de Cristo que o homem se torna bem-vindo no reino de Deus. Não por que deixou de ser homossexual (embora, naturalmente, isso passa a ser um efeito da trasnformação, mas nunca a causa) Ele alcança o reino de Deus no momento em que a graça de Deus o alcança.
    Veja, em tudo isto, eu só estou tentando te explicar o que eu tenho pra mim de que a Graça é distribuída por Cristo, enquanto que a observação do pecado e a normatividade não podem ser responsáveis pela aproximação do homem na direção de Deus. Deus é a causa e Deus é o efeito.

    Mais respostas virão, a respeito de todas as coisas que comentou… Só quis adiantar as respostas às perguntas.

  67. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    [5]

    Queria falar a respeito do Gnosticismo. Não afirmo ter um tipo especial de conhecimento da química espiritual do universo. Não afirmo ter uma intuição esotérica em relação às obras da natureza divina. Aliás, tenho completa repulsa por todo o misticismo que tenho visto ser praticado pela maioria das igrejas.
    No entanto, você pergunta se eu afirmo que "através de experiências eu tenho um conhecimento especial de Deus além do que Ele revelou nas escrituras"? Bom, sem medo de ser classificado como vc quiser me classificar eu te digo já de pronto: Não acredito que as escrituras possam me prover de qualquer conhecimento sobre Deus senão o conhecimento que é consequência da experiência de homens que vieram antes de mim. E como Deus só pode ser conhecido através da experiência que Ele mesmo provê para o homem, a bíblia como mecanismo de apresentar Deus a um indivíduo é tão eficaz quanto eu mesmo dizer por mim para qualquer um que Deus existe. Se não for pela própria manifestação de Deus no indivíduo, não é a minha experiência que vai convencê-lo da existência d'Ele, assim como também não vai ser a experiência de Moisés, nem de Samuel, nem de Davi, nem de Isaías, nem de Paulo.
    A partir do momento que Deus se manifesta e o indivíduo não só aceita sua existência, como passa a buscá-lo (pois é Deus que manifesta a vontade de buscá-lo no coração do homem) é que a experiência registrada na bíblia passa a ter algum sentido válido para ele.

    Um ponto aqui (já que estou respondendo de acordo com a leitura das suas mensagens) é que você disse que estou confundindo coisas e acusando coisas que não existem. Eu espero, sinceramente, estar sendo claro o suficiente para te fazer estar certo de que não existe acusação alguma aqui. Se existe confusão, só vou descobrir quando você me disser que estamos falando a mesma língua. Mas acusação, disto eu espero que você se veja livre de mim.

    Mas, voltando ao assunto, tem um parágrafo seu neste ponto que vou tentar resumir: "O que você entende por 'além do que foi escrito?' (…) Assim como você, discordo que simplesmente pela leitura mental e fria da bíblia alguém possa ter comunhão e intimidade com Deus.(…) Eu defendo que a comunhão cristã com Deus vem através do conhecimento de Deus revelado nas Escrituras, mediante revelação do Espírito."

    O que você entende por "Revelação do Espírito" e no que isso difere do que eu chamo de "o que de Deus é revelado além do que está escrito"? Acho que aí talvez esteja o elo que fará com que finalmente me entenda, e que concorde. Sim, é algo vivo e que toca nossas emoções, e até mesmo nossa consciência. Pois a nossa transformação é evidenciada pela forma como antes pensávamos e como pensamos agora a respeito das coisas.

  68. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Vini

    [7]

    Eu havia perguntado:
    E não é este o evangelho que deveríamos pregar?
    E você respondeu:
    Devemos pregar o Evangelho que Paulo pregou ou somos “anátemas”. Você concorda com isso? Se sim, como sabemos qual Evangelho Paulo pregou? Pela leitura das Escrituras ou pela experiência?

    Imagino que a resposta pode ser encontrada por todas estas mensagens. Pois já falei da experiência assim como você falou da Revelação do Espírito santo… embora você faça parecer que uma coisa é distinta da outra, para mim, não faz sentido acreditar, se forem diferentes, por que uma deveria ser aceita e a outra repudiada. No entanto, creio que estamos falando da mesma coisa.

    E aí chegamos ao final, quando eu disse;
    O que chama o ser a se arrepender do que é, não do que faz. O que se faz é consequencia do que se é. Deixe de ser e deixará de fazer. Deixe de fazer e nunca saberá se deixou de ser.

    E você:
    Novamente, porque devo concordar com você? Você, por favor, pode responder isso?

    Afinal, eu falei algum absurdo? Você acha que estou falando alguma heresia quando digo que devemos nos arrepender do que somos? Nos arrepender dos nossos atos são o bastante? Se não houver conscientização e arrependimento da natureza pecaminosa, ou seja, o pecado que já está em nós mesmo quando não cometemos o pecado, eu acho que se arrepender do que faz é vão.
    Por que no fim nem se sabe por que está se arrependendo. E pior, se ilude achando que não cometer o pecado o faz deixar de ser pecador.

    E aí vc me pergunta por que não os dois? Se arrepender do que é e do que se faz. Por que eu excluo um. Mas você não viu que eu não excluí? Por que quando se arrepende do que é, é natural e até óbvio que o arrependimento do que faz se manifeste. Melhor ainda, se manifesta de forma consicente. Você sabe que é pecador.

    O problema, talvez, é que você crê que a "Bíblia é normativa em questões de fé e prática."

    Eu não.

    Agora, pra encerrar, logo no seu encerramento você diz que mostrou "nos pontos acima que você está indo claramente contrário." (falando de mim). Bom, discordo. Você não mostrou nada claramente.
    Você partiu de uma premissa de que precisa de algo "normativo" em questóes de fé e prática. Ou seja, você precisa de algo que lhe diga: Faça assim, não faça assado.
    Neste ponto, eu é que deveria lhe fazer as mesmas perguntas que você, insistentemente me faz: Por que eu deveria concordar com você? Com que base você faz suas afirmações?

    Por que devo achar que a bíblia seja normativa? Que norma eu devo observar? A lei mosaica?
    Será que a norma é "Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo"? Mas será que eu consigo me forçar a amar alguém, afim de obedecer uma norma? Devo concordar com o seu sistema? Devo achar que o evangelho obedece uma certa causalidade? É tudo causa ou efeito de algo? É tudo lógico? Deus perdeu o seu poder de agir arbitrariamente sobre nós?

    Sinceramente, não concordo. E se por isto for repudiado, me declaro culpado deste evangelho.

    Por que acredito que o fim da Lei é Cristo. E se é de Cristo que estou falando, que me faz me enxergar como sou, pecador e dependente da misericórdia de Deus que se manifestou na cruz, então não tenho motivos para depender de ninguém para concordar ou discordar de mim.

  69. (-V-) Diz

    Daniel,

    No começo eu acreditei quando você disse que entendia o que é Sola Scriptura. Pelo jeito não deveria, porque você não entende. Ou finge que não entende. Você acha que quando falamos que as Escrituras são normativas a fé e prática estamos falando de salvação pelas obras e legalismo. Realmente não sei como você chegou a esta conclusão.

    VAMOS DEIXAR UMA COISA BEM CLARA! NÃO CREIO EM SALVAÇÃO PELAS OBRAS, NÃO CREIO EM SANTIFICAÇÃO PELA LEI. Claro e destacado o suficiente? Então, pare de continuamente trazer este assunto a tona.

    Portanto, segue aqui alguns textos para você se informar e parar de ficar fazendo essas afirmações descabidas:
    http://www.monergismo.com/textos/cinco_solas/solascriptura_alderi.htm
    http://www.monergismo.com/textos/bibliologia/autoridade_anglada.htm

    Mas aqui vai um resumo:
    O que queriam dizer os Reformadores ao professarem a doutrina da autoridade das Escrituras? Que, por serem divinamente inspiradas, elas são verídicas em todas as suas afirmativas. Segundo esta doutrina, as Escrituras são a fonte infalível de informação que estabelece definitivamente qualquer assunto nelas tratado: a única regra infalível de fé e de prática, o supremo tribunal de recursos ao qual a Igreja pode apelar para a resolução de qualquer controvérsia religiosa.
    Isto não significa que as Escrituras sejam o único instrumento de revelação divina. Os atributos de Deus se revelam por meio da criação: a revelação natural (cf. Sl 19:1-4 e Rm 1:18-20). Uma versão da sua lei moral foi registrada em nosso coração: a consciência (cf. Rm 2:14-15), "uma espiã de Deus em nosso peito," "uma embaixadora de Deus em nossa alma," como os puritanos costumavam chamá-la.3 A própria pessoa de Deus, o ser de Deus, revela-se de modo especialíssimo no Verbo encarnado, a segunda pessoa da Trindade (cf. Jo 14.19; Cl 1.15 e 3.9).
    Mas, visto que Cristo nos fala agora pelo seu Espírito por meio das Escrituras, e que as revelações da criação e da consciência não são nem perfeitas e nem suficientes por causa da queda, que corrompeu tanto uma como outra, a palavra final, suficiente e autoritativa de Deus para esta dispensação são as Escrituras Sagradas.

    e um ponto útil para ressaltar:

    8. Existem evidências internas e externas da inspiração e divina autoridade das Escrituras, mas estes atributos não são passíveis de "prova." A única evidência que importa é o "testemunho interno do Espírito" no coração do leitor. Ênfase de Calvino: "A menos que haja essa certeza [pelo testemunho do Espírito], que é maior e mais forte que qualquer juízo humano, será fútil defender a autoridade da Escritura através de argumentos, ou apoiá-la com o consenso da Igreja, ou fortalecê-lo com outros auxílios. A menos que seja posto este fundamento, ela sempre permanecerá incerta" (8.1.71).

    Por favor, leia os artigos. Não são longos. Pergunto-me em qual categoria você se encaixará no texto do Anglada.

    Leu?

  70. (-V-) Diz

    Bom, presumindo que você leu, irei continuar com seus escritos. Mas antes, devo falar que cansei. Estamos girando e girando no mesmo ponto. E os artigos que mandei respondem basicamente todos eles. Mas quero ressaltar algumas coisas nas suas falas:

    Ponto (1)

    eu só posso dizer que a experiência é o que define a intimidade do ser com Deus. AINDA QUE AS ESCRITURAS AUXILIEM O SER A COMPREENDER O DEUS QUE SE REVELOU A ELE QUANDO RECEBEU A FÉ.
    Primeiro, não perguntei de intimidade. Já afirmei que creio que intimidade por Deus também se dá em nossa vivência, mas as Escrituras são a autoridade final para, sendo nobres, analisarmos se nossas experiências procedem de Deus ou não. Afinal, alguns afirmam que por revelação do Espírito creem que intimidade com Deus é ficar latindo feito um cão, porque experimentaram isso. Isto está certo? Se sim, como sabemos? Se não, como sabemos? Eis a questão que estou fazendo várias vezes. Qual é a autoridade final para se saber se uma experiência procede de Deus ou não? Outra experiência? Isso é um círculo vicioso.

    Ponto (2)

    E neste caso, será então, que o único critério que me faz pensar, por exemplo, que a experiência de Paulo com Deus é legítima, é somente pelo fato de suas cartas terem sido canonizadas?
    Se esquivou bem da pergunta em amigo. Como sabemos se uma experiência vem de Deus ou não?
    Quanto a seu argumento em relação a Paulo, minha resposta já foi dada. Mas tornarei a afirmá-la. Deus escolheu revelar sua vontade a pessoas específicas e que essas pessoas específicas devem passar tal revelação aos outros. Como sei disso? É este o modo como Deus operou nas Escrituras (provas bíblicas: Números 12, Hebreus 1:1, João 14:26). Ele escolheu profetas para falar no Velho Testamento. Ou seja não foram todos com quem Deus falava. E Deus inclusive considerou rebeldia não aceitar isso (Nm 12) E ele escolheu apóstolos para ensinar aquilo que ouviram de Cristo (João 14:26), tendo em vista que nos últimos tempos Deus falou através e unicamente através do Filho (Hebreus 1:1). Ele é a revelação máxima de Deus, não sendo necessária nenhuma outra.
    Canonização. Parece que você entende canonização como os católicos. A igreja determina o que é e o que não é a Palavra de Deus. Não é assim que cremos. Um protestante crê que a igreja pode reconhecer algo inspirado ou não. Mas não pode tornar aquilo inspirado.
    Novamente, dá uma lida nos artigos que mandei. Explicam isso melhor.

    Estou tentando te abordar num ponto onde tudo o que você espera de mim é uma resposta lógica, quando a lógica aqui é inaplicável.
    O único momento em que a verdadeira lógica não existirá será quando Deus deixar de ser a Verdade. Mas, se você ler nos artigos, verá que a lógica não é a minha autoridade última.

    Ponto (4)

    Ninguém pode conhecer a Deus senão quando o próprio Deus se manifesta a este alguém.
    Concordo. A questão é que não creio que isto seja separado da Verdade revelada nas Escrituras.

  71. (-V-) Diz

    Resto da argumentação
    E finalmente temos um sistema. Podemos homologá-lo e repassá-lo.
    Você está se fazendo de bobo? Sério, meu amigo, que você afirmou isso? Desculpe, mas se você não se alegra no fato que Deus revelou como se deu sua salvação, eu me alegro. Alegro-me em saber como a graça dele operou em minha vida. Alegro-me por saber coisas que não poderia saber observado mudanças em mim, como a eleição eterna e a predestinação soberana. Alegro-me em saber que não é minha vontade o sustento da minha fé, mas a bondade de Deus.
    E como fiquei sabendo dessas coisas? Pelas Escrituras! Precisa que eu mostre os versículos? Não coloquei "passos" para alguém ser salvo, mas "fatos" que as Escrituras revelam que aconteceram comigo em minha conversão.
    Sabe o que é triste? Triste é que alguns confiando mais em sua capacidade de entender sua experiência, acham que por sua decisão soberana aceitaram a Cristo.

    A pergunta no fim era: VOCÊ NÃO SABE DISTO?
    Sim, meu amigo, sei. Sei porque o Espírito abriu meus olhos para ver a autoridade divina e expirada das Escrituras e um coração para entendê-la. E você, sabe disso como?

    Será que até pra falar que ninguém vai ao Pai, senão através de Jesus, eu tenho que fazer referência ao texto?
    Depende, meu caro. Não é estritamente necessário, mas como estamos em um debate é bom você mostrar suas referências e bases. Eu sei onde está este versículo, mas não concordaria com o Daniel se não estivesse nas Escrituras, porque se eu assim fizesse, então você seria meu mediador entre Deus e mim. Não obrigado, estou feliz com a revelação do Filho nas Escrituras.

    Muito embora eu me referia ao fato de que não estavam munidos do volume canonizado que hoje conhecemos como Bíblia, e mesmo com todas as citações de escrituras, todos eles falavam também de coisas que eles viam pessoalmente, e que nunca antes foram escritas em lugar algum.
    Argumento duplamente errado! Deixe-me provar.
    1) Os livros do Velho Testamento já haviam sido agrupados na época. Quer saber como e por que? Leia uma boa teologia sistemática.
    2)
    Jesus mostrou que uma experiência já havia sido profetizada por Isaías: Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. Lucas 4:21 (favor ler contexto)
    Ezequiel já havia profetizado a regeneração antes de vivenciarmos ela: E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ezequiel 36:26
    Sendo assim, seu argumento está duplamente errado.

  72. (-V-) Diz

    E aí veio a lição de Arão e Miriã, que só me fazem concluir que, para você, quando os apóstolos morreram, Deus deixou de se interessar em ter qualquer participação na forma como o homem vem a conhecê-lo.[…] Ou seja, em Cristo, Moisés é só mais um pecador.
    1) Pois é, você não argumentou sobre o episódio de Arão e Miriã, só mudou de assunto.
    2) Falsa conclusão. Deus não deixou de se interessar nem participar. O Espírito abre nossos olhos para vermos o tesouro da revelação nas Escrituras da glória do Deus na face de Jesus Cristo. Ah, isso é o evangelho. Só para informar.
    3) Sim, Moisés é só um pecador. E? Esse é seu argumento para falar que Deus não pode escolher seletos indivíduos no VT e no NT para fazer conhecida sua vontade? Bom, meu caro, Ele o fez (Hebreus 1:1, Números 12). E você continua não argumentando contra o episódio de Arão e Miriã.

    Afinal, eu falei algum absurdo?
    Pra mim não. Porque conheço as Escrituras. Mas talvez para alguns sim. Estes falam que por suas experiências viram que o homem não é por natureza mau, mas que a sociedade corrompe o homem. Um tal de Rousseau. Ou seja, a pergunta feita dez mil vezes será repetida: como podemos determinar este impasse?

    Neste ponto, eu é que deveria lhe fazer as mesmas perguntas que você, insistentemente me faz: Por que eu deveria concordar com você? Com que base você faz suas afirmações?
    Então você não crê na inspiração das Escrituras? Isso é respondido pelo ponto 8 no início. (Ah, seu questionamento de normativa, eu nem vou responder, porque cai no que falei no começo destes comentários)

    É tudo lógico? Deus perdeu o seu poder de agir arbitrariamente sobre nós?
    Sim, tudo é lógico porque Deus é Verdade. Eu não estou regulando como Deus age. Eu estou relatando o que Deus revelou sobre como Ele age. Tem uma GIGANTESCA diferença entre as duas coisas.

    Por que acredito que o fim da Lei é Cristo.
    Pra mim também, mas isto nada tem a ver com o debate.

    Concluindo, leia o artigos. =)

  73. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Vini

    Meu caro irmão, eu preciso confessar que estou alegre e surpreso. Primeiro por que nunca pensei que fôssemos tão de acordo embora estivéssemos tomando posições opostas neste debate.
    Confesso que hoje aprendi muito, tanto pela sua resposta quanto pelos artigos que mandou, que me convidam a rever alguns conceitos, mas que ao mesmo tempo me mostra que no fundo pensamos igual.
    O problema é que, talvez por impaciência, eu lia certas palavras com um preconceito carnal, que me fazia entender idéias absurdas, como por exemplo a "normatividade das escrituras" que para mim fazia soar como "as escrituras como norma de prática", quando na verdade você se referia como "as escrituras como palavra definitiva para resolver controvérsias".
    Nisto eu peço desculpas. Eu realmente não havia entendido assim.
    Agora também vejo que, meu argumento sobre a autoridade das escrituras, eram no sentido de não fazer da bíblia um livro místico, como alguns fazem, acreditando que as palavras impressas no papel manifestam poder de Deus por si sozinhas, mas reconheço a autoridade delas na manifestação reveladora do Espírito Santo, que no fundo é o que eu chamo de Experiência… já que o esclarecimento não vem da mera leitura como eu sei que você concorda.
    E neste ponto, veja só… também descobri que concordamos.
    Não concordo muito que Deus se aja de acordo com uma lógica, senão a lógica d'Ele que não se aplica na nossa (racionalismo, segundo Anglada), neste contexto, aceito a sua afirmação.
    Não me fiz de bobo em momento algum, mas talvez não tenha conseguido expressar como mostrava algumas coisas como meramente hipotéticas. No mais, estou sinceramente feliz… embora talvez, para te deixar mais contente, isto exija um novo texto elaborado, esclarecendo melhor o que aprendi e o que revi… e todos os malentendidos que identifiquei que fizeram a mim mesmo, ignorante, falar de coisas diferentes da que você esperava que eu falasse.
    Para isto, vou me propor a compor um texto, desta vez em formato de post, e assim que estiver pronto (pode levar algum tempo) voltarei a postar aqui, convidando você e os demais a testemunharem. Por ora, fica aqui somente o meu pedido de desculpas.
    Resta saber, agora, o que podemos concluir do assunto em questão: a homossexualidade. Que para mim ainda é algo que é tratado por Deus no indivíduo, e não por nós. Talvez agora seja mais fácil para nós falarmos disto. Ou talvez prefira esperar pelo meu post antes de retomar a discussão original.
    Paz.

  74. (-V-) Diz

    Daniel,

    Fico feliz então que podemos nos aproximar da unidade da fé.
    Deixe-me só ressaltar algo.
    Não deixo de afirmar que as Escrituras, interpretada contextualmente, nos dão um guia seguro de como viver. Com isso não quero dizer que devemos obedecer a lei mosaica para ser salvo. Mas quero sim dizer que "ame seu próximo" é um velho mandamento, dado também no Velho Testamento, onde Deus revelou sua vontade ao ser humano: que amássemos uns aos outros.
    Agora, não creio que alguém pode cumprir a lei sem o poder do Espírito. O Espírito que nos santifica e Cristo diz também que a Palavra nos santifica.
    Ou seja, eu li nas Escrituras "ame seu inimigo". Eu sei que devo proceder desta forma. Contudo, também sei que o pecado que habita em mim, quer me levar ao mal. Então, não é em minha força e determinismo que busco poder para cumprir esta vontade de nosso Pai, mas nossa força vem do Senhor.

    Deixei claro ou ficou um pouco confuso?

    Entrando no assunto em pauta, homossexualidade, não é a lei que irá santificar um convertido que luta contra este pecado. Mas, como diz Paulo, pela lei vem o conhecimento do pecado. Sendo assim, um dos usos da lei é mostrar ao não-convertido que seu pecado (e sua natureza) o afasta de Deus e assim o levamos a Cristo, afina o fim da lei é Cristo.

    Espero ter esclarecido.

    Paz

  75. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    A questão do procedimento fica complicada somente quando a entendemos como uma regra (que já não é o teu caso como deixou claro).
    Veja se entendi: ainda que você saiba que deve amar o inimigo, também sabe que este amor nunca nasce de você mesmo. Daí a total incapacidade nossa de proceder de acordo com a "obediência"… No fim das contas, o amor ao inimigo, quando finalmente manifesto, deixa de ser com o propósito de obediência, mas passa a ser simplemente o propósito de amar.
    Até aqui, pelo que entendo, é isto mesmo que você quer dizer… só que por outra perspectiva: a perspectiva de que, independente do propósito do amor, se por obediência ou puro amor, estamos agindo de acordo com a "regra". O que não deixa de ser verdade.
    Ou seja, Em Cristo, somos levados a "proceder bem" sem que nos coloquemos no propósito de obediência. À medida que nos edificamos em comunhão com Cristo, fazemos cumprir a palavra que diz que é Ele quem vive em nós, enquanto nossa carne, a qual negamos, passa a ser somente a cruz que carregamos por amor a Ele.
    Acho que não estou confuso. Mas estou falando isso tudo para que entremos em sintonia.
    Quanto a homossexualidade, eu até entendo o propósito da tentativa de esclarecer o pecado ao pecador. Eu só acho que o pecado do qual precisamos alertá-lo é a nossa natureza pecaminosa, que, dentro do que eu entendo das escrituras, observando a vida de Cristo, foi o que Ele se propôs a fazer. Para mim, o arrependimento desta natureza pecaminosa implica no arrependimento também dos nossos vícios carnais.
    A questão que me faz insistir nisto é justamente a forma como as pessoas que não conhecem a Cristo não fazem idéia da maldade que cometem. O homossexual não se vê desrespeitando qualquer lei. Para ele aquilo é tão natural, que faz parecer insensato qualquer um que tente lhe convencer que é um pecado contra Deus e contra seu corpo.
    E é aí onde as coisas tomam a forma que tomaram hoje em dia, quando qualquer tentativa nossa de convencer o homossexual de sua maldade é interpretada como homofobia. E a troco de que? Se bem sabemos que quem o convencerá de sua maldade é Deus?
    Eu sou a favor de que o homossexual entre na igreja sem ter que ouvir a respeito da homossexualidade como pecado. Para mim, coisas assim facilitariam ao mundo enxergar a Igreja como corpo de Cristo, ou seja, como se o Cristo estivesse caminhando sobre a terra na forma dela.
    Até por que, se um homossexual resolve entrar na igreja, provavelmente não será para se livrar de sua homossexualidade. Pelo menos não num primeiro momento. Mas isto não significa que ele não tenha tido algum outro motivo para estar ali, e é uma pena pensar no número de vidas que deixamos ir embora constrangidas e recriminadas, sem ter sequer tentado descobrir o que lhe aflingia.
    Enfim… não sei se estou sendo herético. Não é que eu não esteja disposto a me corrigir, se estiver errado. Mas não consigo ver nada de errado.

  76. (-V-) Diz

    Daniel,

    Se por "propósito de obediência" você quer dizer "buscar justificação por obras" eu concordo. Mas não vejo problemas em santos pecadores justificados pela obra de Cristo buscarem com todas as forças obedecer a Deus. Certamente não somos nos o fator último nisso, pois é Deus que age tanto no querer quanto no efetuar, mas devemos desenvolver nossa salvação.

    Quanto ao homossexual, creio que devemos tratá-lo como todo outro pecador (ou seja, todos nós). Infelizmente, muitos apontam o dedo somente para este ato, mas esquecem-se que são igualmente pecadores, salvos pela graça e não pela heterossexualidade.

  77. Daniel Moreira Yokoyama Diz

    Vini…
    Absolutamente nada para discordar.

  78. Hever Diz

    Gostei!

  79. Saulo A Navarro Diz

    HOMOSSEXUALIDADE: UM ENGANO EM MINHA VIDA

    (Hebreus 4:12,13) “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dEle; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” (Hebreus 4:12,13)

    “Quem sabe, o único referencial de pai que você tem, é de um pai ausente, de um pai, muitas vezes, tão áspero, tão rígido, tão duro com você. Quem sabe, um pai que até mesmo te tocou como não devia, te bateu como não devia. Um pai, que não tinha nada para poder te dar, além de amarguras, rancores, que ele mesmo recebeu. Quem sabe, você como eu, teve o privilégio de ter um bom pai, graças a Deus por isso. Mas, nem mesmo o melhor dos pais, nem mesmo o melhor dos homens, por mais que se esforçasse poderia, suprir a carência e o vazio do meu coração, do seu coração, do nosso coração. Como é bom conhecermos o Deus pai, adore-o, adore o pai que você tem, que nunca te deixa só, que nunca te abandona, que nunca te desampara, que nunca vai embora, que nunca te agride, mas toca, e sara as feridas da alma, que está sempre presente, que supre as suas necessidades, um pai que compreende, um pai que te entende, que não te acusa, mas que diz: meu filho, te amo. Quantos podem dizer: o meu pai é assim, é bom, fiel, forte, o meu pai me ama, supre as minhas necessidades, me diz quem realmente sou, eu sou seu filho amado, não tenho falta de nada, porque o meu pai, cuida de mim, Ele sabe tudo que eu preciso, e tudo que você precisa. Quantas vezes o filho cresce, e esquece, mas nós não queremos nos esquecer. Eu amo, meu pai.”

    Agradeço a Ana Paula Valadão por ceder este “Cântico Espontâneo”, parte integrante do CD Diante do Trono nº 5 – Nos Braços do Pai. Ao nosso Deus seja toda Honra, Glória e Louvor.

    Introdução

    Todo ser humano precisa de Deus, até mesmo aquele que se diz ateu, que muitas vezes tenta provar através da ciência como o homem surgiu, proclamando para o mundo que Deus não tem nada a ver com isto. Como é maravilhoso e agradável saber que existe um Deus que fez todas as coisas, que deixou a sua Palavra para podermos hoje viver pela fé.

    Levei tempo para reconhecer que Jesus veio em carne a este mundo, que veio buscar e salvar aquele que se havia perdido e morreu na cruz ressuscitando ao terceiro dia. Acreditava que isto fazia parte da história, dizia que a Bíblia foi feita por homens e por isso continha erros, acreditava no que me era conveniente, vivendo por minhas próprias vontades, desejos e decisões. Em um certo momento na minha vida a Palavra de Deus foi semeada em meu coração e passei a crer totalmente na vontade de Deus para mim, e não foi por força ou insistência humana, mas sim, pela ação do Espírito Santo de Deus que nos convence do pecado, da justiça e do juízo.

    Cristo tornou-se presente em minha vida através da Palavra de Deus. Aceitei Jesus como meu único Senhor e Salvador, o caminho certo que leva a Deus. Pude escolher entre continuar no engano em que vivia ou acertar minha vida através das verdades que se encontram na sua Palavra que nos torna livre, modela nosso caráter e nos coloca em um caminho reto.

    Irei compartilhar com você como eu vivia, mas também irei compartilhar do mais importante, de quem realmente sou e as conquistas que tenho alcançado, da certeza de onde vim e para onde irei.

    Não conheço você, mas Deus conhece e sabe exatamente o que está em seu coração neste momento, as dores físicas e emocionais que já passou ou tem passado, o desprezo que já recebeu, as dificuldades do seu dia, as alegrias, desejos e vontades, enfim, não há nada encoberto diante Dele, nem mesmo aquele segredo que só você sabe, que está escondido em seu coração, encoberto diante das pessoas.

    Infância

    Nasci em Contagem, Estado de Minas Gerais. Durante minha infância recebi grande atenção, amor e carinho das mulheres da família. Minhas tias adoravam passar o dia comigo e eu as observava e recebia tudo o que me davam de atenção e carinho. Recordo de uma cena onde uma tia estava se arrumando na frente do espelho, penteando os cabelos e cantando para mim uma música que tinha uma letra assim: “embaixo dos caracóis, dos seus cabelos…”. Eu ficava ali, só observando o jeito dela e de como se arrumava na frente do espelho. Consigo lembrar até mesmo de um chinelo branco que ela tinha, este chinelo continha uma tira feita com pedrinhas de vidro, eu gostava dele por causa destas pedrinhas de vidro, achava bonito.

    Aos quatro anos de idade fiquei doente e fui internado em um hospital por vários dias, Hospital Santa Rita. Lembro-me de ser muito apegado à minha mãe. Meus olhos não saiam de perto dela. Não queria ficar no hospital, a não ser que minha mãe ficasse sempre comigo. Levaram-me para um quarto que continha vários berços onde passei a receber atenção das enfermeiras. Uma das enfermeiras teve um carinho todo especial comigo e me apeguei a ela. Dormi e quando acordei, olhei à minha volta e não vi ninguém que conhecia, e pior, não vi minha mãe. Comecei a chorar e a soluçar, queria minha mãe. As enfermeiras tentavam me fazer parar, e cada vez mais eu chorava. O cansaço aumentou e não agüentei, cai num sono profundo e quando acordei minha mãe já estava de volta. Como foi difícil este momento, tive a sensação de abandono e tristeza profunda, uma sensação esmagadora. A figura materna era mais forte para mim do que a figura paterna. Não tenho na lembrança de ter chorado assim pela presença do meu pai.

    Ao chegar o tempo de ir para a escola, um desespero afligiu minha alma. Simplesmente chorava até que a professora ligasse para minha mãe ir me buscar. E isto se repetiu por várias vezes, eu não queria ficar ali com aquelas crianças num lugar que não era meu. Não ficava à vontade de estar ali, de pedir para a professora que eu precisava ir ao banheiro, tinha vergonha de tudo, trazia comigo um temperamento tímido, dócil e amoroso. Este temperamento somado ao comportamento introvertido levou-me a ouvir muitas palavras destrutivas vindas dos outros alunos. Ouvia por diversas vezes os meninos me chamarem de chorão, de menininha. Estas palavras feriam demais meu coração, e me afastavam deles. Procurei não demonstrar que estava sendo ferido. Como gostaria de ser aceito por eles.

    Uma vez, estava de mãos dadas com meus pais, fomos até um posto de gasolina perto de casa. No caminho encontramos uma mulher que os conhecia, ela olhou para mim e disse: “que menina mais linda!”. Meus pais disseram: “Não é menina, é menino”. Como fiquei triste de ser comparado com uma menina mais uma vez. Eu recebia cobranças da família e amigos só por que não gostava de futebol e corrida de fórmula 1. Gostava de estar com as meninas, identifiquei-me com elas, eram calmas e falavam comigo, nos entendíamos muito bem. Ao contrário dos meninos, eu os via correndo atrás de uma bola, sem camisa, suados, gritando um com o outro e achava tudo isto uma perda de tempo. Sentia certa exclusão por não gostar do que eles gostavam. Como poderia sentir vontade de estar com eles se estavam sempre me jogando para longe do seu grupo com brincadeiras e comentários que me feriam? Na escola tinha aula de educação física e sempre tinha que parar por causa da falta de ar. Fazer educação física era passar por vários constrangimentos, como ficar com dificuldades para respirar e receber as palavras dos meus colegas, de que eu era de vidro, não conseguia nem jogar bola que ficava doente. Para proteger-me das provocações dos meus colegas eu fazia com que a falta de ar ficasse sempre pior e assim, eles veriam que realmente era difícil para mim. Gostaria de ser como eles, “hominhos”, tinham gosto de jogar bola e fazer esporte. Não conseguia fazer parte do clube, pois até mesmo as conversas sobre meninas não me agradava. Falavam de como iriam fazer com uma menina, como eles estavam conhecendo seus corpos. Como se gabavam de contar estas histórias. Estas conversas serviam para me constranger, achava que sexo era pura maldade. Cresci achando o sexo algo muito vulgar. Não havia ligação do sexo com amor, era sempre ligado à maldade, para mim era algo pecaminoso e errado e que só era feito às escondidas.

    Certa vez meus primos me levaram para brincar em um parque que estava na cidade. Minha mãe e tias me vestiram e cuidaram de mim. Ao olhar no espelho não gostei do que vi. Não gostei da minha roupa. Meu cabelo me fazia parecer uma menina. Saímos de casa em direção ao parque. Até então tudo estava indo bem. Em um certo momento, fiquei longe dos meus primos, e me vi frente a um grupo de meninos que ficaram a minha volta e começaram a zombar da minha roupa e cabelo. As palavras eram duras, fui chamado de “veadinho”, menininha, “bichinha”. Como aqueles garotos podiam fazer aquilo? Vieram do nada e me atacaram com palavras que feriram profundamente minha alma. Novamente ali estava eu, fora do grupo, excluído do clube dos meninos, queria ser aceito por eles, só isto. Um dos meus primos viu a cena e foi enfrentar os meninos. Neste momento me senti protegido e seguro. Assim que consegui fugir do meio deles fui para casa, sozinho, carregando comigo todo aquele emaranhado de sentimentos ruins, nem avisei meus primos. Ao chegar em casa, recebi uma bronca por ter vindo embora sozinho. Meus primos ficaram zangados comigo. Não entenderam o porquê do meu comportamento. Guardei comigo o que houve naquele parque e sofri sozinho. Passei a conviver com estes sentimentos dentro de mim, uma mistura de mágoa, tristeza e solidão. Na verdade eu estava entrando em uma prisão dentro de mim mesmo. Novamente senti a exclusão, o desprezo e a dificuldade de fazer parte do clube dos meninos. O que havia de tão mal nestes garotos que não faziam nenhum esforço para me aceitar no meio deles? Várias vezes os meninos do bairro perto de casa se reuniam para fazer brincadeiras sexuais entre si, neste momento eu me sentia aceito por eles. Neste momento eles deixavam que eu participasse das brincadeiras, por um bom tempo aprendi a fazer as “sacanagens” que um fazia com o outro e a desejar aquilo. Enfim fui aceito.

    Minha mãe começou a trabalhar fora de casa, saía cedo e só voltava à noite. Uma empregada passou a fazer parte da rotina da casa durante todo o dia. Durante parte do dia eu ia para a escola, que era um local onde eu sofria muitos ataques dos meninos. Por um tempo ir para a escola seria passar por um desgaste emocional sem tamanho. No início da noite eu ficava sentado na frente do portão de casa esperando minha mãe chegar. Quando ela chegava uma felicidade surgia em meu coração. Toda vez que eu ia para casa de algum primo para dormir fora, eu chorava até que me trouxessem de volta. Podia passar o dia com eles, mas na hora de ir dormir eu queria ir para casa. Interessante que eu não buscava por meu pai, eu me via preso a minha mãe, era uma dependência total da companhia dela. Eu gostaria que me pai demonstrasse mais amor por mim, de forma que eu sentisse este amor e desejasse a presença dele.

    Uma vez, estava na sala de casa no colo dele. Brincava com o cabelo do seu peito e na TV passava uma novela chamada Pai Herói. Na abertura desta novela tocava uma música muito bonita falando do relacionamento entre pai e filho. Enquanto a música tocava, uma cena me chamou atenção. Um quebra cabeças era montado, e aos poucos surgia um caminho entre árvores e um menino caminhando junto à figura do que seria seu pai. Detalhe, a figura do pai não foi preenchida, estava em branco. Uma criança passeando de mãos dadas com o pai, seu pai herói, por outro lado o pai não estava lá, ele estava presente, mas ausente. O que deve ser mais cruel para a formação de uma criança, um pai presente ausente ou um pai que mora longe? Era assim que me sentia em relação ao meu pai, um vazio, uma necessidade de aceitação e afirmação por parte dele, de receber carinho e ser amado. Mas, por mais perto que ele estivesse fisicamente de mim, sentia um abismo enorme entre nós. Eu queria um pai herói, que estivesse junto de mim, mas ele não era assim. Hoje sei que ele não poderia me dar o que não tinha aprendido e nem recebido dos pais dele.

    Em um certo dia, uma de minhas tias e seus filhos estavam conosco em casa. Ela tinha uma menina e um menino da minha idade. Estávamos brincando no quintal e esta tia teve a idéia de me vestir com roupas de menina, colocou um lenço em meu cabelo, uma saia e uma blusinha de menina, até passou batom e maquiagem no meu rosto. No início achei legal, gostei de estar vestido de menina, mas logo vi as pessoas que passavam na rua olharem para aquela situação e rirem de mim. Corri para trás de um monte de pedras e me escondi. As pessoas riam e faziam piadas ao me verem vestido de menina. Acredito que esta tia me vestiu de menina porque percebeu que eu gostava do que as meninas gostavam e que eu tinha um certo “jeitinho efeminado”. Teve uma vez que meu irmão falou que eu era “veado”, eu até achei engraçado porque pensei que ele estava me comparando com um animal. Tempos depois descobri que na verdade ele estava me chamando de “bicha” e que eu não gostava de namorar meninas. Neste momento senti meu coração, minha alma ser ferida profundamente.

    As brincadeiras de menina me chamavam atenção, tanto que eu brincava de boneca e de casinha com elas. As bonecas Barbie e Susi eram as minhas preferidas. E como eu gostava de usar saia. Quando as meninas me chamavam para brincar de desfilar eu era o primeiro a me fantasiar de menina e sair desfilando. A conversa das meninas me agradava mais do que a conversa dos meninos, elas sabiam me receber e me aceitavam sem críticas e restrições. As meninas não zombavam de mim. As pessoas a minha volta percebiam este comportamento em mim, cada uma reagia de uma forma. Uns eram mais vorazes em seus comentários, me chamavam de “bichinha”, “veadinho”, menininha, outros não diziam nada, outros ficavam falando entre si. Toda família reconhecia que eu tinha um “jeitinho esquisito”, mas não tocavam no assunto.

    Aos nove anos de idade comecei a pensar em namorar e nutria um carinho por uma menina. Quando comentei com meus colegas, eles riam e diziam que eu não ia conseguir porque não gostava de meninas e era “efeminado”. Simplesmente me rotularam por verem em mim um comportamento mais tímido e introvertido. Com toda minha insegurança e timidez fui até o encontro desta menina que eu gostava. Quando cheguei perto dela fiquei mudo, com muita vergonha da situação não fiz nada. Criei uma expectativa não só em mim, mas nas pessoas que me levaram até ela. Ficavam me cobrando para que fizesse um movimento na direção dela. A vergonha tomou conta de mim e só consegui trocar algumas frases com ela. Percebi que seria complicado demais me relacionar com ela ou com qualquer menina que fosse por causa da vergonha e timidez. Passei a conviver com um sentimento de frustração e impotência. Fiquei convencido de que não conseguiria namorar uma garota. Conseguia sonhar com uma menina, imaginar namorando e passeando, mas quando o sonho ia se tornando real e vendo que não daria conta da situação, parava tudo. Ao contrário de mim meus colegas se davam muito bem com as meninas, tinham uma certeza do que eram e poderiam fazer com elas que eu não entendia. Tinham o domínio da situação, não tinham vergonha nem timidez. Estavam se dando bem em suas paqueras, namoros e intimidades. Tudo isto era muito difícil para mim. Eu os inveja por saberem se comportar como meninos e fazer o que faziam sem dificuldade nenhuma. Esta inveja me fazia desejar as características deles. Lembro que eu tinha inveja dos meus primos, eles eram tão masculinos e definidos em sua sexualidade, eles falavam das meninas com uma desenvoltura que eu não conseguia. Eu queria ser como eles, por isto os invejava. E esta inveja prosseguiu comigo até a idade adulta.

    Adolescência

    Devido às dificuldades financeiras de minha família, meu pai foi para o sul, cidade de Curitiba no Paraná. Conseguiu um trabalho em Pontal do Paraná. Sem ele conosco, nos mudamos para o apartamento de minha avó. Que época difícil para todos nós. Morar numa casa que não era nossa, conviver com pessoas que tinham seus compromissos, suas manias. Senti falta do meu pai. Escrevi diversas cartas para ele falando da saudade que sentia e de que gostaria de tê-lo por perto. Ele era um homem calado, de poucas palavras. Não demonstrava carinho físico nem verbal pelos filhos. Gostaria que meu pai fosse como os pais dos meus primos, que os abraçavam, davam atenção e eram próximo deles. Raramente eu via meus pais demonstrando carinho um pelo outro. Sabia que se gostavam mesmo não vendo na prática o amor que tinham entre si. Nem imaginava que eles faziam amor, acreditei na mentira que uma cegonha trazia os bebês e que o beijo poderia engravidar uma mulher. Não me recordo de meu pai falando que me amava ou que gostava de mim, nem mesmo de receber um abraço bem forte dele.

    Aos 14 anos de idade recebi a notícia que teríamos que ir morar em Curitiba. Lá estávamos eu, minha mãe e irmã, dentro de um carro indo para a rodoviária de Belo Horizonte. Ainda dentro do carro, olhei para trás e vi minhas tias e avó sendo deixadas para trás. Ao chegar na cidade de Curitiba senti as dificuldades que estavam por começar, não só para minha família, mas principalmente para minha vida. Ficamos hospedados na casa de parentes. Havia uma pessoa conhecida que estava descobrindo sua sexualidade vendo fotos em revistas pornográficas. Uma vez ela pediu-me que devolvesse uma destas revistas para uma amiga, e no caminho abri e fiquei vendo as fotos. Fiquei surpreso ao ver o que aquelas mulheres faziam, era a tal da maldade que sempre ouvi dos meus colegas. Toda vez que ouvia meus colegas, tios, primos falarem de sexo, era de uma forma totalmente maliciosa e sem respeito nenhum com a figura da mulher. Pensei que só as mulheres vulgares e impuras é que faziam sexo. Fiquei com a imagem daquelas fotos na minha mente e ao ver o corpo nu dos homens naquela revista lembrei-me das brincadeiras que fazia com meus primos e colegas do bairro. Associei as brincadeiras sexuais que aprendi com eles aos homens das fotos pornográficas. Percebi que desejava o corpo daqueles homens. Senti desejo sexual por aqueles homens, desejo pelo mesmo sexo. Não conseguia me imaginar fazendo aquilo com uma mulher, mas ao mesmo tempo desejei o corpo nu dos homens. Desejei a masculinidade deles, as características físicas que os faziam homens.

    Começou o ano letivo e fui matriculado em uma escola. Novamente, ao conviver com outros adolescentes, percebi minha dificuldade de relacionamento. Logo as palavras que feriam minha masculinidade começaram a ser ditas pelos meus novos colegas. Minha timidez aumentava a dificuldade de relacionamento com as pessoas. Neste tempo queria namorar mesmo sabendo da minha dificuldade de relacionamento com as meninas, principalmente quando imaginava que elas faziam sexo daquela forma que vi nas revistas pornográficas. Sexo para mim não estava relacionado com amor e sim com maldade e sacanagem. Meus amigos já falavam de seus envolvimentos, suas intimidades com as garotas, suas experiências sexuais e eu nada.

    Minha adolescência foi marcada por um ponto de interrogação. Não me sentia à vontade com os garotos. Com as garotas só havia amizade e carinho por elas. Sentia uma inadequação de ser garoto, não me sentia nada a vontade de estar com eles. Na verdade eu não sabia a que gênero eu pertencia, não sabia para onde correr. Até tentei alguns namoros com garotas, mas todos me traziam grande aflição, eu não sabia lidar com a situação. Por várias vezes eu demonstrava interesse por uma garota e quando ela fazia um movimento em minha direção um pânico tomava conta de mim. Sim, esta é a palavra que descreve o que sentia: pânico. Era como se eu estivesse mentindo para eu mesmo, como se estivesse enganando aquela menina, pois eu não poderia dar conta dela. Na adolescência eu me sentia fora de qualquer grupo, nesta fase eu sentia solidão e vazio por não saber em que grupo eu me enquadrava.

    Nesta fase morávamos em um apartamento, meus pais e meus irmãos, eu tinha uma irmã e dois irmãos, um mais velho e os outros mais novos do que eu. Em casa a nossa comunicação era quase nula, era cada um com sua vida, o máximo que eu compartilhava com eles era assuntos muito superficiais. Realmente não tínhamos muito o que falar, mesmo tendo dentro de mim uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer momento. Eu vivia uma adolescência solitária, triste, onde todas as situações que passei que feriram minha masculinidade criaram raízes em minha alma. Mas eu jamais havia falado com ninguém sobre isto, eu carreguei estas feridas desde a infância. Enquanto eu crescia as raízes geradas pelas palavras que feriram minha masculinidade ficavam cada vez mais fortes dentro de mim.

    Era uma prisão dentro de mim mesmo. Eu não gostava do que via em mim, isto chegou num ponto em que rabisquei o meu rosto em todas as fotos da família. Eu via nas fotos um menino fraco, mais parecido com uma menina, como odiei me ver assim. Nestas fotos eu via um garoto tímido e introvertido, que não conseguia se sentir bem com os garotos e nem com as garotas de quem gostava. Ninguém imaginava a confusão que havia no meu ser. Em casa nós não falávamos sobre nosso dia, nossa vida. Não havia um ambiente que favorecesse o diálogo. Como eu gostaria que meu pai tivesse um canal de diálogo aberto para comigo. Quantas vezes eu desejei conseguir abrir este caminho de comunicação, mas era algo difícil demais para mim. Nem mesmo eu sabia o que fazer com tudo que se criou em minha alma. Eu precisava me identificar com algum grupo, fazer parte de algum grupo em que sentisse à vontade e aceito.

    Quando ouvia algumas pessoas falando de casamento eu nem imaginava a hipótese de passar por isto, era lago muito distante para mim. Algumas vezes uma ou outra pessoa fazia um comentário em minha direção referente a namoro e casamento. Não tinha sentido ouvir isto, como eu poderia me ver namorando, noivando e casando se nem mesmo sabia o que eu era? Estas pessoas não tinham noção da confusão que se passava dentro de mim. Resumo minha adolescência num enorme ponto de interrogação.

    Juventude

    Conheci um grupo de pessoas da minha idade que se tornaram meus amigos. Este grupo foi um amparo que tive e onde eu me relacionava melhor do que em casa. Saíamos para passear, dançar nos divertir. Sempre me cobravam para ter uma namorada e como sempre tinha um casalzinho no grupo eu nutria uma vontade de namorar também, não sabia como mas queria namorar. Tentei várias vezes e sempre ficava sem jeito. Uma vez arrumei uma namoradinha, com muita dificuldade começamos a nos conhecer. Ela terminou comigo, achou um cara mais posicionado em sua masculinidade do que eu e terminou o namoro comigo. Foi complicado lidar com esta rejeição.

    Aos 18 anos, enfim arrumei uma namorada, gostei dela, da feminilidade dela. Era algo novo estar com ela, de certa forma eu não sabia como namorar e nem me comportar. Em pouco tempo de namoro ela começou a ter atitudes que me assustaram, teve iniciativas que fizeram com que temesse estar com ela. Ela já havia tido suas experiências sexuais e eu não. Certa noite, em uma danceteria, ela pediu-me que a tocasse de modo mais íntimo e recusei por estar no meio de pessoas. Ela insistiu, fiquei constrangido. Como eu não tomava nenhuma iniciativa ela disse ao meu ouvido: “às vezes acho que você não é homem”. Naquele momento, veio em minha mente todas as palavras de maldição que feriram minha masculinidade. As palavras da minha namorada me feriram profundamente. Minha atitude naquele momento foi deixá-la naquele lugar. Sai dali e não a vi por um bom tempo. O que havia se quebrado na infância e adolescência veio a se quebrar ainda mais. Decidi não ter relacionamento com mulheres, com ninguém, assim estaria seguro. Decidi ficar sozinho com minhas raízes de feridas na alma.

    O que mais me deixou paralisado neste acontecimento foi em sentir que minha namorada havia percebido que eu não era homem, que eu poderia ser veado e bicha. Que pavor, medo e angústia. Eu tentando me ajustar num espaço em que me sentia inadequado e de repente minha namorada me diz que eu não sou homem! Então tudo o que eu ouvi na infância e adolescência era verdade! Eu não poderia namorar garotas e nem me relacionar com elas porque eu era efeminado. Que confusão em minha mente. E agora o que faço com tudo isto? Onde me enquadro?

    Neste mesmo ano, meus pais viajaram e fiquei sozinho cuidando da casa. Alguém tocou a campainha. Ao abrir a porta qual minha surpresa ao ver aquela garota da danceteria, minha ex-namorada ali, na porta de casa. Deixei-a entrar e ficamos vendo TV e conversando. Aconteceu um beijo e logo ela tirava sua roupa e me levava para o quarto. Fiquei em pânico, meu corpo inteiro travou. Mas ela insistiu em manter relações não respeitando meu pânico. Ela viu e sentiu que eu brochei mesmo. E não foi porque eu não senti aração sexual por ela e sim pelo desespero de não saber agir naquela situação. Desesperadamente fugi dali. Tranquei-me no banheiro e fiquei lá sentindo um monte de “coisas”. Ela foi atrás e bateu na porta perguntando se eu estava bem. Abri a porta e fingi estar passando mal e ela fingiu que acreditava.

    Após um tempo levei-a para casa e achei que tudo estaria resolvido, não a veria mais. Mal sabia eu que havia sido abusado sexualmente, e isto eu fui descobrir aos 36 anos. Carreguei dentro de mim um emaranhado de sentimentos sem saber que a origem era o abuso sexual. A ferida deste abuso sexual já estava instalada em minha alma. Simplesmente fingi que aquele constrangimento não aconteceu, não dei atenção aos sentimentos que passei ali. Não fazia idéia do abuso sexual que havia passado, do que isto causaria em minha vida a partir de então. Descartei toda hipótese de me relacionar com mulheres, iria ficar só pelo resto de minha vida. Senti frustração, insegurança, medo. Senti minha masculinidade ser destruída. Todas as palavras de maldição que recebi até então se materializaram na minha mente. Era como se aquela garota houvesse descoberto o meu segredo, o meu medo, que eu poderia ter problemas, que talvez não fosse homem, assim como ela havia dito para mim naquela danceteria. Após este acontecido, o rumo da minha vida começou a mudar, eu não fazia idéia do deserto e do engano que viria a passar.

    Entrando na homossexualidade

    Neste mesmo ano consegui um trabalho em uma empresa. Nesta empresa conheci um rapaz que era assumidamente homossexual e às vezes se comportava como homem e às vezes como mulher. Ele não escondia de ninguém que gostava de homens e algo a mais conquistou minha confiança, fui aceito, não houve rejeição e exclusão, me vi aceito no meio ao qual ele estava inserido. Aquele rapaz que se dizia homossexual me aceitou no clube. Fizemos amizade e logo recebi um convite para participar de um churrasco em sua casa.

    Ele viu que eu tinha uma tendência para a homossexualidade. Na verdade ele estaria me ajudando a “sair do armário”. Mesmo com muito medo do que poderia ver ali decidi participar do churrasco. Chegando lá, presenciei uma cena que mudou realmente o rumo da minha vida. Ali havia homens namorando homens e mulheres namorando mulheres. Fiquei assustado e ao mesmo tempo aliviado por saber que aquilo era real, que existiam pessoas que gostavam de se relacionar com o mesmo sexo de forma aberta e sem receio do que os outros iriam falar delas.

    Conheci uma garota que estava na mesma situação, foi ali para ver o que acontecia na vida daquelas pessoas tão diferentes em sua forma de amar. Fiz amizade com ela e ficamos juntos conversando sobre essa nossa descoberta. Ela nunca havia se relacionado com o mesmo sexo, estava noiva de um homem até pouco tempo, mas decidiu terminar o noivado porque acreditava estar amando uma mulher. Assim como eu, ela havia descoberto pessoas que se rotulavam de homossexuais e que de imediato nos aceitaram sem nenhum desprezo. Depois desta descoberta eu queria encontrar um rapaz para viver um grande amor, e seria firmado na fidelidade mútua, eu queria amar e ser amado. Neste momento eu estava buscando amor e não sexo. O sexo foi conseqüência do relacionamento homossexual que vivi.

    Depois deste encontro, minha vida mudou. Meus caminhos se voltaram para a homossexualidade. Passei a ter amigos e amigas homossexuais e a participar de um grupo que me aceitava. Porque sofrer tanto com as palavras de maldição que recebia dos outros durante minha vida inteira se poderia fazer parte daquele meio homossexual, onde ninguém zoava de ninguém por gostar do mesmo sexo. Doce ilusão, doce engano, mal sabia que o pior estava por vir. Havia muita festa, muita risada, muita maquiagem, mas quando a cortina se fechava, o vazio e a insatisfação daquela vida apareciam por trás dos bastidores. Ah se eu soubesse o caminho pedregoso que iria ter que atravessar. Comecei a freqüentar bares e boates para homossexuais. Fiz novos amigos e identifiquei-me com a história de cada um. Todos passaram por situações parecidas com a minha.

    Com o passar dos anos eu entrava cada vez mais na prática da homossexualidade. Passei a acreditar que havia nascido homossexual quando direcionei meus sentimentos, desejos e vontades para a prática homossexual, aceitei então que não haveria mudança, sempre seria homossexual. Fiquei 12 anos nesta prática, sem contar os anos decorridos da infância até a adolescência, onde pensava que era diferente, que algo estava errado comigo. Pensei que havia descoberto a verdade, onde tudo que havia escutado de maldição se resolvia naquele mundo homossexual que descobri. O último relacionamento durou cinco anos. Não é necessário descrever aqui tudo o que fiz enquanto na homossexualidade, mas posso dizer que realmente acreditava que havia nascido assim. Não existia nenhuma possibilidade de mudança. Nestes 12 anos que passei na prática da homossexualidade, foram poucos os momentos em que me senti seguro. Pelo contrário, vivia na insegurança e na busca de amor e aceitação, que jamais encontraria nos rapazes com quem estive, eles não poderiam preencher o vazio do meu coração, homem nenhum poderia.

    A verdade que achei ter encontrado na homossexualidade começou a causar dor. Esta dor era emocional e fazia minha alma tremer de tanta angústia, aquilo que um dia encontrei num churrasco estava me matando, então pensei: “que liberdade é esta que me faz tremer de tanta dor? Cansei de viver em busca do príncipe encantado, que depois de um tempo virava sapo e o encanto acabava.

    A volta para casa

    De repente, tudo começou a mudar e seguir um novo caminho em minha vida. Aquele brilho da descoberta do meio homossexual começou a passar. Aquele vislumbre de poder “sair do armário” que me acometeu no início começou a perder sua força. Após anos de prática homossexual entendi que nada preenchia o vazio e a insatisfação daquela vida. Minha vida na homossexualidade girava em torno de bares, boates, paquera, insegurança, parecia que meu coração havia virado carne moída. Mesmo buscando um relacionamento com base na fidelidade ninguém me levava a sério por muito tempo. A novidade de estar com alguém logo passava. Meus amigos viviam trocando de parceiros. Quanto engano. Na realidade eu buscava em outro homem aquilo que faltava em mim, precisava suprir uma carência que havia em minha alma que homem nenhum iria preencher, pois nem mesmo eles estavam satisfeitos consigo mesmo. Toda vez que conhecia um “casal” gay eu ficava imaginando se eram felizes verdadeiramente, e não dava outra, logo vinha a notícia de que o relacionamento havia acabado. O que parecia ser verdadeiro não durava muito tempo, e se durava era porque havia muita permissividade no relacionamento, o que fazia parecer que estavam juntos há muitos anos. Cansei de ver meus amigos passarem de mão em mão, trocando de parceiros como se troca de roupa.

    Só depois de passar por um processo de resignificação de vida que entendi as histórias de vida abaixo:

    Uma de minhas amigas contou sua história de como entrou na vida lésbica. Ela jamais havia imaginado estar num relacionamento lésbico. Ela apanhava do primeiro marido, e no segundo casamento também apanhou do marido que era muito possessivo. Daí conheceu nosso grupinho de amigos homossexuais e começou a freqüentar os bares e boates e logo recebeu um convite de uma mulher, a partir deste momento ela se entregou ao carinho e consolo desta mulher e iniciou uma longa caminhada de novas parceiras sexuais. A carência desta amiga fez com que aceitasse o consolo nos braços de outra mulher. Um rapaz do nosso grupo falou do relacionamento dele com o pai e dos abusos que sofria de um tio, depois de vários encontros na vida homossexual ele passou a ser Drag Queen. Um dos rapazes que tive um relacionamento veio de uma família onde o pai era totalmente ausente, a mãe para compensar a ausência do marido sufocou este filho que não tinha o pai como referência de homem e de masculinidade sadia. Cada um tinha um histórico que os remetia a uma tendência homossexual, mas era mais fácil viver como homossexual do que buscar mudança de comportamento.

    Pensei na hipótese de abandonar a prática homossexual. Como sair se estava preso naquela vida? Afinal de contas eu não pedi para ter desejos pelo mesmo sexo. Quando percebi a atração pelo mesmo sexo já estava em mim, tomando conta da minha vida e dos meus desejos. Eu jamais iria optar em sofrer numa vida na homossexualidade. Enfim foram 12 anos na prática de um erro que fazia parte da minha vida. A vida na homossexualidade até então era o que eu sabia fazer e até então era verdade para mim. Certo dia, liguei para meu irmão menor e pedi que me ajudasse, precisava levar o que era meu para casa de minha mãe.

    Saí da casa daquele rapaz, com quem vivi por quase cinco anos, não suportei tanta incerteza, tanta mentira, infidelidade e insatisfação. Meu irmão veio até a casa onde eu morava e lá estava eu com três sacos de lixo com tudo o que me pertencia dentro deles. Retornei para casa de minha mãe carregando comigo três sacos de lixo, financeiramente falido e numa tremenda dependência emocional, deixando para trás um “amigo” e tudo que até então achava que era verdade em minha vida.

    A dependência emocional que nutria pelo meu “amigo” estava me matando a cada dia. Olhei para minha vida e percebi que havia construído minha história numa areia movediça. Tudo afundou nesta areia, assim como os amigos, as festas, os relacionamentos, os amores, as paixões. Cai numa depressão profunda. Surgiram questionamentos em minha mente do tipo: quem sou eu? O que fiz até agora? Acreditei ter nascido homossexual e agora percebo que esta prática está me matando. Precisava mudar, mas como? Não pedi para ter desejos pelo mesmo sexo. Não acordei de manhã e disse que seria homossexual. Deixar a prática homossexual era uma hipótese que estava longe demais para alcançar, ainda mais com desejos e sentimentos por pessoas do mesmo sexo.

    Conseguia manter meu trabalho mesmo com a depressão. Programei em minha mente uma situação para que pudesse sobrevier à depressão e a dependência emocional que sentia pela vida na homossexualidade e por todos que lá ficaram. Era como se acionasse um botão imaginário em minha mente onde programava meu corpo para sair em direção ao trabalho, depois o desligava ao chegar em casa. Funcionou mesmo com angústia e tristeza tomando conta da minha alma. Minhas forças estavam se esgotando. Olhava para trás e não gostava do que via, o presente estava me torturando, olhava para frente e não visualizava nada. Dentro desta dor emocional ao qual estava enfiado, de tanto pranto, surgiu uma ajuda, uma mão que estava estendida para mim, pronta para me segurar até que recuperasse minhas forças e pudesse caminhar novamente. De repente recebi uma palavra de conforto e surgiu uma esperança. Uma porta de esperança onde não havia nada.

    Encontro com Deus

    Minha mãe, vendo toda minha angústia, fez-me um convite. Indicou que fizesse uma visita em uma igrejinha onde lá haveria uma missionária falando da Palavra de Deus. Não tinha nada a perder e aceitei o convite. A igreja era pequena, no Bairro Boa Vista. Lá estava eu sentado no meio dos ouvintes. A pastora anunciou a missionária que iria pregar naquela noite. Quando a missionária começou a falar do amor de Deus, meus olhos se encheram de lágrimas. Até então nunca havia ouvido alguém falar do grande amor de Deus pela minha vida, de um Deus que entregou seu Filho por amor de mim. Comi aquelas palavras, bebi de uma água (a Palavra de Deus) que poderia matar a minha sede. Ouvi que Deus me amava e poderia mudar a história da minha vida, que iria dar um novo significado para minha história e bastava eu crer no Filho de Deus, em Jesus. Comecei a buscar por este amor, por este Deus que ela falou tão bem. Um Deus que me prometia fidelidade, salvação e vida eterna através de Jesus. Jesus passou a ser parte da minha caminhada e através dEle encontrei resignificação da minha história.

    Ao retornar para casa olhei para mim e permiti Deus mudar minha história. Surgiu uma esperança onde até então não havia nada. Tentava imaginar como aquele Deus mudaria minha vida. Em poucos dias, um gerente que trabalhava no mesmo setor que eu, vendo que minha angústia estava me consumindo, fez-me um convite. Amavelmente convidou-me para visitar a casa dele e participar de uma reunião. Aceitei de imediato sem saber o que realmente aconteceria nesta reunião. Ao chegar lá, fui recebido por pessoas de uma igreja que me amaram muito, um amor sem cobranças e julgamentos, apenas me amaram. Estudamos a palavra de Deus e comecei a aprender mais sobre aquele Deus que a missionária falou que iria mudar minha história, que iria dar um novo sentido para minha vida. No meio da dor, angústia e desespero pude sentir o amor de Deus me envolver. A graça de Deus é maravilhosa, ela alcança o mais profundo abismo. Não há lugar onde a graça de Deus não chegue para te tocar. Entendi que não estava sozinho neste momento tão difícil.

    Em um destes encontros comentei da vida que levei na homossexualidade. Fui apresentado para um casal que ali estava. Um casal disposto a caminhar comigo. Toda semana eu estaria com eles para receber ajuda e orientação através das verdades que estão na Bíblia. Desesperadamente aceitei o desafio. Passei a fazer parte da rotina daquela família e a freqüentar uma igreja, pois precisava criar um novo círculo de amizades. Ficou combinado que toda segunda-feira eu estaria junto com o rapaz para estudar a Bíblia e fazer um discipulado. No primeiro encontro eu “vomitei” tudo o que estava preso em meu coração. Contei toda minha história e a dor emocional que ainda sentia. Ele ouviu pacientemente e falou que eu não era homossexual, disse que eu estava homossexual. Estas palavras entraram em meu coração e neste momento pensei que ele estava totalmente enganado, que não sabia o que estava falando. Eu sabia de tudo o que havia feito, da vida que levei na prática homossexual, dos desejos e vontades que tinha pelo mesmo sexo. E ele vem me dizer que eu não era homossexual. Imagina, tinha acabado de sair de um relacionamento homossexual de cinco anos e vem alguém me dizer que eu não era homossexual. Resolvi dar uma chance e continuei o discipulado. Começamos a sair e conversar não só sobre Bíblia, mas sobre relacionamento homem e mulher. Várias vezes íamos andar a cavalo em uma cidade próxima de Curitiba, chamada Campo Largo, comprei meu próprio cavalo. Foi muito terapêutico, pois lá eu ficava envolvido com outras atividades e esquecia da dependência emocional e da dor que sentia em meu coração.

    A luz da Palavra de Deus trouxe a verdade, caindo toda mentira e engano. O vazio que havia em meu coração foi preenchido pelo amor de Deus. Conforme ia aprendendo a viver com Jesus, as mentiras iam sendo descobertas. Posicionei-me com todas as armas oferecidas na sua Palavra para resistir às imposições do mundo. Eu e o rapaz que vivia comigo, tínhamos uma Bíblia aberta na cabeceira da cama de casal, aberta em algum Salmo que não falava do erro em que vivíamos. Só líamos o que nos era conveniente, era mais fácil. É mais fácil dizer que a Bíblia precisa ser revista do que buscar mudança de vida.

    Durante madrugadas estudei a Bíblia, procurei nela por algo que favorecesse a homossexualidade e não encontrei. Neste período clamava em oração por ajuda, chegava em casa na sexta-feira após o trabalho e só saía na segunda-feira para trabalhar. Lembrava-me das festas, do falso brilho, muita risada, gente bonita em suas roupas de marca, barriga cheia de comida e um espírito vazio, mas ao raiar do dia o falso brilho começava a se apagar e aí sim, vinha o vazio daquela vida. Não aceito mais isto em minha vida, hoje a luz que brilha em meu coração vem de Jesus e que a satisfação que tenho em viver vem dEle. Descobri que Deus me amava, mas não ao erro que cometia. Deus não condenaria esta prática em minha vida sem antes oferecer uma saída. A saída está na sua Palavra que é viva e eficaz e no amor de Jesus. Através do Espírito Santo fui convencido do erro em que vivia. Pois só o Espírito Santo pode nos convencer do erro, da justiça e do juízo. Compreendi e aceitei como verdade textos bíblicos que até então eu não aceitava como verdade. Achava que era somente para aquela época. Qual minha surpresa ao ver em minha vida as promessas de Deus serem cumpridas. Aquelas palavras de muito tempo atrás estavam causando efeito em minha vida hoje. A Palavra se mostrou em mim viva e eficaz.

    Pude então perceber que realmente havia uma inversão na minha forma de amar. Analisei toda minha vida e conclui que durante o passar dos anos eu estava sendo “construído” para levar uma vida na homossexualidade. Seria difícil uma criança viver as situações que passei e não entrar na homossexualidade. O que havia sido aprendido poderia ser desaprendido. Na verdade aprendi a ser homossexual, e tudo o que fiz na prática homossexual não alterou minha heterossexualidade. Precisava não só mudar radicalmente, mas manter-me nesta mudança. Então tomei a decisão, fiz uma escolha, mudar a história da minha vida, buscar um sentido real para minha história. Conforme superava minhas dificuldades passava a ajudar outras pessoas. Iniciei um trabalho voluntário em uma casa de apoio onde havia crianças, jovens e idosos na mais drástica situação de abandono. Convivi com pessoas que contavam com ajuda voluntária para sobreviverem, pessoas que não serviam mais para a sociedade, deixadas de lado em conseqüência de suas escolhas erradas tais como uso de drogas, prostituição, tráfico entre outras. Algumas pessoas vinham das ruas, sujas e maltrapilhas, outras de famílias completamente disfuncionais. Olhei para a realidade delas e entendi que em meio a minha dor, poderia doar algo de mim para ajudá-los.

    O tempo que passei nesta casa de apoio ajudou-me a crescer e amadurecer como pessoa. Sabia que poderia continuar com o trabalho voluntário, mas também aceitei que precisava de ajuda para tratar as minhas feridas na alma. Senti que faltava tratar algumas áreas em minha vida que estavam atrapalhando meu crescimento como cristão e como homem. Sentia solidão, passei a pensar em conhecer uma garota e poder fazer este trabalho voluntário junto com ela. Este passo, deixar uma mulher entrar em minha vida, exigiria muito de mim, teria que abrir mão de várias conquistas para alcançar este momento tão importante, pois não queria ficar só. Decidi não viver mais com homens logicamente teria que me relacionar com uma mulher. Só de pensar nas áreas de minha vida que teriam de ser tratadas eu já ficava em pânico. Não se trata da homossexualidade e sim das raízes que sustentavam a homossexualidade na minha vida.

    Algumas pessoas que praticam a homossexualidade são completamente contra alguém oferecer ajuda a uma vida que deseja voluntariamente sair desta prática sexual. Isto é uma in justiça, eu precisei e busquei por esta ajuda e fico feliz por ter conseguido. Toda pessoa que está insatisfeita com sua homossexualidade deve ter a liberdade de buscar apoio. Nada mais justo do que isto, quem deseja estar na homossexualidade que fique, procure ser feliz, mas os que estão insatisfeitos merecem receber o apoio devido. Deve haver respeito para os dois lados. Se eu não tivesse recebido ajuda para deixar a prática homossexual não estaria vivendo esta felicidade e satisfação que tenho hoje fora desta prática. Sou contra quem condena e dificulta a vida dos praticantes da homossexualidade, deve-se com toda certeza ter respeito com todos. Quando decidi sair da homossexualidade, as pessoas que me ajudaram em nenhum momento quiseram mudar minha sexualidade, pois elas sabiam que sempre fui heterossexual, e que tudo que fiz e achei ser na questão homossexual não alterou minha heterossexualidade. Então, quando vejo alguém querendo impedir que se ajudem pessoas que voluntariamente buscam apoio para deixar a prática homossexual, fico perplexo, pois esta pessoa não está sendo justa. Há tempos atrás acompanhei um debate entre praticantes da homossexualidade e políticos sobre a questão de proporcionar ajuda aos que buscam voluntariamente deixar a prática homossexual. Neste debate, um praticante da homossexualidade foi questionado se em algum momento buscou ajuda para deixar esta prática e ele respondeu que sim. Isto quer dizer que ele teve a oportunidade de escolher buscar ajuda, porém não deu certo, e vem agora impedir que outros façam o mesmo?

    Assim como eu, que era convicto da minha homossexualidade, um dia me encontrei muito insatisfeito e busquei ajuda para mudar, concordo que se ofereça apoio aos que buscam mudança de comportamento. Hoje posso viver a heterossexualidade de forma plena, imagina se houvesse algum impedimento?

    Todos os rapazes com quem estive mantinham no seu íntimo a vontade de um dia terem uma vida diferente. Eu podia bater o pé e negar com minhas atitudes e palavras, mas no coração eu desejava mudar, só não sabia como. Deixar anos de prática homossexual exigiu de mim cura das feridas da alma, foi um processo gradativo e levou seis anos. Se tivessem prometido mudança instantânea e isto não ocorresse, eu poderia ir embora por não ver meus desejos e vontades transformados de um instante para outro e pior, poderia desacreditar do maravilhoso evangelho de Cristo. Mesmo no erro fui muito amado pelas pessoas que me evangelizaram. Aprendi que Jesus realmente veio ao mundo para buscar e salvar a todos que estão cativos do erro. Precisava buscar Deus de todo o meu coração, de toda minha alma e entendimento, pois não há transformação se não houver busca. Foi preciso abrir mão das situações que até então dominavam minha vida.

    Muitos “amigos” do meio antigo me ligavam, não para me ajudar, mas para piorar o estado em que me encontrava. Lembro-me de uma ligação que recebi logo que decidi me afastar daquele meio. A pessoa dizia: ”Como está você Saulo, neste carnaval com quantas pessoas você ficou? Respondi: nenhuma. E ela dizia: “não posso acreditar, pois eu fiquei com seis pessoas nestes dias de carnaval!””. Quanto vazio, hoje se puder falar com esta criatura novamente eu diria: “venha conhecer a verdade, a verdade que trás paz e descanso para sua alma, venha para a luz que é viver com Jesus. Somente em Jesus poderá encontrar descanso e conforto para sua alma”. Cansei de buscar consolo, amor e aceitação através da homossexualidade.

    Quando deixei tudo e todos do meio homossexual eu mantive contato somente com uma grande amiga. Ela continuava na vida lésbica e nos víamos de vez em quando. Se eu quisesse continuar em busca de resignificação de vida eu teria de deixá-la ir embora. Pois a influência dela poderia prejudicar minha caminhada. Uma vez aceitei um convite dela para ir num bar para homossexuais e o risco de regredir foi altíssimo, fui a um lugar que já havia freqüentado, e pela primeira vez pude perceber como eu havia vivido. Aquele bar parecia um açougue, onde bastava olhar para o lado e tinha um pedaço de carne para se relacionar comigo. Pude perceber como eu buscava me identificar com alguém, como procurava no outro o que faltou receber do meu pai e da minha mãe. Não poderia alcançar resignificação de vida voltando ao que sempre fiz, praticar a homossexualidade. Quando cheguei em casa, depois de sair deste bar, entrei no meu quarto e fiz uma oração de clamor a Deus, pedindo ajuda. Continuei a caminhada e abracei Jesus com toda minha força. Nenhum erro está fora da graça de Deus, nenhum. O amor de Jesus pode alcançar o mais profundo abismo. Passei a compreender a diferença entre tentação e pecado. Eu possuía o Espírito Santo que Deus me dera não para me impedir de ser tentado, mas para que me capacitasse a resistir e não ser vencido pelas tentações. Precisava de amadurecimento espiritual. Era preciso dedicação constante de minha parte. Neste momento eu precisava de amor e não de julgamentos.

    Durante muito tempo continuei recebendo ligações para sair nos bares e boates. Relutei para não aceitar estes convites. Em meio a dor emocional que afetava até mesmo meu físico eu fiz uma escolha, decidi mudar e buscar crescimento e amadurecimento. De repente Deus providenciou uma mudança na minha vida. Que surpresa mais agradável. O louvor no final deste testemunho diz exatamente sobre esta libertação que recebi. Meus caminhos estavam sendo endireitados. Afastei-me de tudo e de todos do meio antigo, precisava buscar alimento para sobreviver e permanecer firme. Hoje posso enxergar e estar aqui falando do que Deus tem feito em minha vida, para honrar e glorificar este Deus que sirvo, onde pude receber e aceitar a verdade que está em sua Palavra que liberta e dá vida. Descobri que estava alimentado por uma mentira, que acreditara em uma mentira. Quando pude perceber o que realmente eu tinha vivido, confessei que era pecador, aceitando Jesus como meu único Senhor e Salvador. Precisava desaprender o comportamento errado que havia aprendido e a Palavra de Deus começou a fazer sentido. Entendi que conheceria a verdade, e se iria conhecer a verdade o que eu vivia era mentira, falso, ilusão. Esta verdade me libertou do cativeiro ao qual me encontrava. Os rótulos que havia recebido começavam a cair. Hoje sou livre e sirvo a um Deus que muda o caminho errado e incerto de quem Ele quiser, e Ele quer que todos se salvem. Aquele que perder a sua vida por amor a Jesus encontrá-la-á. Lembremo-nos que Ele é o nosso Senhor, devemos nos curvar diante dEle. Ele nos dá o livre arbítrio para escolher entre a vida e a morte.

    Hoje falo da dificuldade que vivi enquanto na homossexualidade. Falo mais da verdade que descobri através da palavra de Deus, verdade que me libertou e me tornou livre de todo engano que envolvia minha vida. Para você que se acha livre, que faz o que quer, cuidado, você está mais preso do que possa imaginar. A minha liberdade enquanto na homossexualidade acabou se tornando minha prisão.

    Algum tempo atrás um travesti famoso deu uma entrevista em um programa de televisão, onde o entrevistador perguntou: “Você já colocou seios, já delimitou seu corpo com formas femininas, deixou o cabelo crescer, mudou seu rosto, seus lábios, pergunto: porque não faz uma cirurgia para tirar seu pênis e colocar uma vagina?”. Resposta: “Porque não quero fazer o que muitos travestis tem feito, passam horas com psicanalistas, horas de mutilação através de uma cirurgia, depois vão para casa se recuperar, e batem a cabeça na parede, porque sabem que foram feitos homens e pensam como homens”. As leis que hoje existem em países liberais, que asseguram o relacionamento homossexual, cirurgias para troca de órgão genital, seguro de vida, poderiam aliviar o preconceito à minha volta, facilitar o meu dia-a-dia, mas não poderiam assegurar e me proteger do vazio que estava dentro de mim. Existe perfeição em Deus. Compreendi que a vida homossexual que eu levava estava fora do plano perfeito de Deus para mim. A vontade de Deus para mim é boa, perfeita e agradável.

    Durante os estudos de 2º grau tive um colega de sala que recebia muitas palavras de maldição vinda dos outros alunos, ele apresentava um jeito efeminado e por isto era rotulado de “veado”, “bicha”. Quando comecei a freqüentar as boates, vi uma mulher que me chamou a atenção, estava vestida de modo muito sensual, fui até ela para conhecê-la, ao me aproximar reconheci seu rosto. Qual minha surpresa ao ver que não era ela e sim ele, aquele rapaz do 2º grau que era efeminado. Havia colocado silicone no seu corpo para ganhar formas femininas.

    Esta porção da sociedade que disse para este rapaz se aceitar assim é a mesma sociedade que o jogou em um caldeirão de água fervendo. Vejo uma grande parte de adolescentes e jovens sendo influenciados pela mídia, pela cultura, a se permitirem. De tanto receber informações de que a sexualidade deve ser vivida da forma em que achar melhor estes jovens acabam entrando em relacionamentos com pessoas do mesmo sexo por simples influência de alguns. Há um cultura do “se é bom para você então faça, permita-se”. E paralelo a isto existem pessoas que insistem em dizer “eu preciso viver isto, preciso passar por isto para ver como é”. Nada mais do que tentar enganar a si mesmo para amenizar os efeitos da situação. Há poder na Palavra de Deus, poder que pôde transformar minha vida desde que aceitei a verdade. Busquei cura para as feridas da alma e transformação no meu viver. Deus oferece água viva para todos que tem sede. Quem tem sede vá até esta água que é a Palavra de Deus e beba e rios de água viva fluirão do seu interior.

    Namoro

    Comentei no decorrer deste texto que desejava conhecer uma garota, não queria viver só, mesmo sabendo que teria que tratar outras áreas da minha vida que até então não havia tratado. Relacionamento com pessoas do mesmo sexo eu não queria mais, então precisava aprender a me relacionar com o sexo oposto. Após 5 anos fora da prática homossexual e de aprendizado da Palavra de Deus participei de um encontro onde homens e mulheres insatisfeitos com uma vida na homossexualidade buscavam ajuda. Lá conheci uma psicóloga que comentou comigo sobre a necessidade de tratar algumas questões que estavam me impedindo de ter mais qualidade de vida, de alcançar meus novos objetivos e obter amadurecimento.

    Trazia comigo cicatrizes que precisavam ser realmente tratadas. Agradeci o conselho desta psicóloga e sabia que iria precisar mexer nestas questões mais cedo ou mais tarde. A tendência homossexual que tive era conseqüência de diversas raízes profundas em minha alma. Esta psicóloga tinha conhecimento do que estava falando. Até hoje não tive a oportunidade de dizer a ela, mas uma frase que ela me disse causou grande impacto em mim. Perguntei se ela estava tendo muitos problemas por mudar a sexualidade de uma pessoa de homossexual para heterossexual. A resposta foi tremenda: “Jamais busquei mudar a sexualidade de ninguém, todos são heterossexuais, apenas auxilio pessoas em diferentes áreas de suas vidas que acabam fazendo com que elas deixem de estar homossexuais”.

    Antes de ir para este encontro havia terminado meu namoro, pois estas questões que a psicóloga comentou afetavam minha saúde emocional. Conheci esta namorada em uma casa de apoio que passei a ajudar. Cheguei lá para oferecer ajuda voluntária e a conheci ao participar como ouvinte de uma palestra sobre abuso sexual. Gostei dela naquele momento, e sabia que uma nova fase em minha restauração na sexualidade estaria por começar. Vou compartilhar com você um pouco deste momento.

    Convidei esta garota para tomar um café, um dos fatores que me motivou foi a admiração que tive por ela. Uma garota que passou pela dor e que havia decidido também resignificar sua história. Em minhas orações eu pedia para Deus que me apresentasse uma mulher que sabia o que era dor, assim ela entenderia a minha dor. Minha real intenção não seria tomar um café com ela e sim pedir para ela namorar comigo. Estava nervoso e minha voz tremia, e falei que desejava namorá-la, na verdade o nervosismo era tanto que quase vomitei as palavras.

    Ela aceitou meu pedido e disse que seria preciso eu procurar o líder da casa de apoio e conversar com ele. Assim teríamos alguém acompanhando nosso relacionamento, onde indicasse limites seguros para nós dois. Esta decisão foi muito importante, ter alguém para prestar contas de nossas atitudes. De um lado estava eu com este histórico de homossexualidade e do outro estava ela com a sua história. Até aqui estávamos sofrendo conseqüências de escolhas erradas, então nos posicionamos para pelo menos tentarmos acertar em tudo que podíamos neste namoro.

    Passamos a ter uma amizade especial, onde saíamos para nos conhecer. Foi ótimo para mim pois eu me sentia seguro sabendo que havia limites. De início nós íamos em parques, tomar sorvete, tomar café numa panificadora, e até mesmo sair para não fazer nada juntos, só sair e ficar junto. Passado um tempo iniciamos nosso namoro, nesta fase nós ficávamos mais tempo juntos, eu tive que aprender a andar de mãos dadas com ela, a sentir a pele do corpo e dos lábios. Tudo era um aprendizado, eu estava acostumado com a pele e o toque de pessoas do mesmo sexo. Foi incômodo no início, mas depois meu corpo foi se acostumando com estas novas situações. Um momento de grande alegria foi quando eu fiquei excitado ao beijá-la, e foi natural. Quando isto aconteceu pensei em como poderia ser isto. Passei anos me achando diferente, esquisito e de que não poderia namorar uma mulher e muito menos ter um relacionamento profundo e meu corpo se excita naturalmente com um beijo? Então quer dizer que minha heterossexualidade sempre esteve comigo, prontinha para ser usada! Até aqui eu só tinha relacionamentos com pessoas do mesmo sexo e me vejo excitado desta forma!

    Tive admiração por minha namorada, o desejo de estar com ela era mais forte do que o medo que sentia pelo desconhecido. Volta e meia um pânico se apoderava de mim, pois tinha medo de algumas situações, medo de ficar sozinho com ela e ser abusado novamente, medo de ouvir novamente palavras que pudessem ferir minha masculinidade. Hoje consigo dar risada desta situação. Foi difícil cada momento deste relacionamento. Quando nós saíamos para namorar eu já planejava todo o percurso, desde o início até o fim, assim teria a certeza que não ficaríamos sozinhos. Com o namoro nosso relacionamento foi se estreitando e percebi que estaria em perigo.

    A situação que vou contar agora demonstra como aquele abuso que sofri aos 18 anos ainda paralisava minha vida hoje. Estava em casa e recebi uma ligação, era minha namorada. Ela me fez uma pergunta que estremeceu meu chão, ela perguntou se poderia me chamar de “meu amor”, fiquei sem ar nesta hora, seria muita intimidade e eu poderia ser abusado na primeira chance. Durante outra conversa ela falou que assim que nos encontrássemos ela iria fazer algo bem gostoso para mim. Assim que eu desliguei o telefone entrei em pânico. Entendi que ela iria chegar em casa e abusar de mim assim como aconteceu aos 18 anos de idade. Senti todas as sensações daquele abuso, era como se ela fosse me ridicularizar e atacar minha masculinidade. Em minha mente passou um filme, onde eu sofria todos os danos causados pelo abuso sexual de 20 e poucos anos atrás! Então seria mais fácil terminar o namoro, assim estaria seguro.

    Então, terminei o namoro. Mais uma vez me vi sozinho fugindo de uma garota por estar com medo. Era necessário aprender a me relacionar com o sexo oposto, passar a ter relacionamento profundo e não superficial. Para isto acontecer eu precisaria tratar deste medo de ser abusado e ridicularizado. E eu precisaria contar para ela tudo o que se passava comigo, assim ela poderia saber em como lidar comigo nestes momentos.

    Passou o tempo e senti saudades dela, detectei que o amor que sentia por ela era maior que todo o medo. Mas ela poderia estar me esperando ou não, eu estava correndo este risco. Em uma viagem que fizemos com nossos amigos voltamos a namorar. Pela segunda vez a pedi em namoro.

    Noivado

    A fase do namoro foi passando e decidi comprar as alianças para o noivado. Localizei a loja que iria comprar as alianças, enquanto caminhava em direção á loja fui surpreendido por um ataque de pânico, parecia que havia uma multidão a minha volta lançando palavras e olhares de reprovação por estar para adquirir as alianças do meu futuro casamento. Não consegui entrar na loja, dei outra volta e venci o medo entrando na loja sem demonstrar minha insegurança, tremia por dentro e suava muito. Estas sensações eram conseqüências do abuso sexual.

    Guardei as alianças por um mês para me acostumar com a idéia e marcar um passeio com ela para fazer uma surpresa. Levei-a para um passeio ecológico e no meio do caminho parei o carro e com o coração saltando pela boca a pedi em casamento. Foi uma cena inesquecível para nós dois. Neste momento estávamos demonstrando um para o outro a aceitação e concordância mútua da nossa união. Conto este fato para que possam entender a dificuldade que havia em mim para alcançar o meu sonho de ter uma mulher ao meu lado. Teria que vencer o medo.

    Certa noite ao voltarmos de uma formatura, senti medo de ficar sozinho com ela, mesmo estando noivo. Decidi compartilhar com minha noiva sobre este medo, pois não queria estar casado e de repente ter medo de estar com ela em casa. Decidimos que eu iria procurar ajuda profissional, de algum psicólogo, e isto seria antes do casamento. Levei esta questão do medo para uma psicóloga de minha confiança, e falei do meu medo de ser abusado sexualmente pela minha noiva, do medo que havia na minha mente de ver minha masculinidade ser destruída novamente. Mesmo sabendo que minha noiva jamais faria isto senti medo. Era como se entre eu e ela surgisse um monstro enorme chamado “Abuso Sexual” e “Palavras Destrutivas”. Interessante que neste momento a questão da homossexualidade nem foi levado em conta. A homossexualidade havia ficado para trás e o que ficou foram resquícios de experiências ruins da infância e adolescência.

    Conforme ia tratando certas áreas em minha alma, a homossexualidade ficava cada vez mais distante. A psicóloga fez um trabalho excepcional em cima de várias experiências traumáticas que vivi. Detectamos que o medo era devido ao abuso sexual que passei há 20 anos atrás. As sensações do abuso sexual e das palavras que ouvi ficaram em minha mente e sempre que algum gatilho era acionado o medo surgia na minha frente. Este gatilho poderia ser simplesmente uma palavra que eu ouvia, como por exemplo o caso da conversa ao telefone com minha namorada onde ela disse para mim que iria fazer algo bem gostoso assim que nos encontrássemos. Estas palavras acionaram um gatilho onde pensei que ela iria fazer o mesmo que a namorada que tive á 20 anos atrás que causou o abuso. Neste momento eu queria terminar o namoro e ficar longe dela, fugir dela. O medo fazia com que eu parasse e não enxergasse mais nada na minha frente, a não ser o abuso sexual que poderia vir a sofrer. A psicóloga utilizou uma técnica que desensibilizou o trauma causado pelo abuso sexual.

    Por incrível que pareça, não sobrou nenhum resquício do abuso que sofri. Foi como ela disse no início do tratamento, que eu iria estar sentado no banco do passageiro de um carro olhando a paisagem passar. Já havia participado de encontros de homens na igreja e estive sendo acompanhado por ela durante seis meses, em um período recebi a ajuda do seu marido. Foi de grande importância estar sendo aconselhado por este homem. Com ele pude ouvir situações qu

    1. Internet Diz

      Parabens! Saulo pela história de sucesso em sua vida. Sua história prova que a homossexualidade esta ligada a varias incertezas, influencias, medos e angustias que uma pessoa viveu mas pode ser retirada da vida de muitos que ainda não encontraram um caminho de ajuda para enteder o que realmente acontece com elas.
      Espero que muitos encontrem a Luz que você encontrou e comecem uma nova vida na verdade verdadeira que é Cristo Jesus.

  80. Daniel Diz

    Uma coisa é certa, podemos falar sobre imorais, idólatras, adúlteros, ladrões, avarentos, alcoólatras, caluniadores, trapaceiros (que corresponde a 100% de todos que lêem o VE) não tem tanto IBOPE quando o assunto é “homossexualismo” (que é o que falta nessa lista de Paulo). É uma confusão só !!! hahahah
    E não sei porque ! Aliás, até sei, mas prefiro não comentar! hahaha

  81. José Diz

    Tenho um testemunho de vida de libertação da homossexualidade. Para quem estiver interessado em ajuda e oração, fica o contato: [email protected].
    Deus abençoe

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