Redimindo o Natal

Devemos comemorar o Natal?

Muito se tem falado contra o Natal. Os principais argumentos são (1) origens pagãs ou católicas, (2) a influência mercadológica nos dias de hoje e (3) uma suposta violação do princípio regulador do culto. Apesar de haverem pontos válidos, no VE não cremos que haja qualquer impedimento bíblico para os cristãos comemorarem o nascimento de Cristo – atenção, comemorar o nascimento de Cristo – em uma data qualquer (ou no dia 25 de Dezembro). Iremos abaixo apresentar resumidamente alguns argumentos e referências sobre o assunto.

Em 2010 postamos um texto de John Piper onde ele trata sobre a relevância da origem pagã do Natal. John MacArthur respondendo a pergunta “os cristãos devem celebrar o natal?” argumenta:

As Escrituras não ordenam especificamente que os crentes celebrem o Natal — não há “Dias Sagrados” prescritos que a igreja deva celebrar. De fato, o Natal não era observado como uma festividade até muito após o período bíblico. Não foi antes de meados do século V que o Natal recebeu algum reconhecimento oficial.

Nós cremos que o celebrar o Natal não é uma questão de certo ou errado, visto que Romanos 14:5-6 nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não dias especiais:

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus (Romanos 14: 5-6).

De acordo com esses versos, um cristão pode, legitimamente, separar qualquer dia — incluindo o Natal — como um dia para o Senhor. Cremos que o Natal proporciona aos crentes uma grande oportunidade para exaltar Jesus Cristo.

Mark Driscoll diz que quando se trata de questões culturais os cristãos têm três opções: Rejeitar, Receber ou Redimir.

Receber – Há coisas na cultura que fazem parte da graça comum de Deus a todas as pessoas, as quais um cristão pode simplesmente receber. É por isso que, por exemplo, estou digitando em um Mac e vou postar neste blog na internet sem ter que procurar um computador ou um formato de comunicação expressamente cristãos.

Rejeitar – Há coisas na cultura que são pecaminosas e não benéficas. Um exemplo é a pornografia, que não tem valor redentor e deve ser rejeitada por um cristão.

Resgatar – Há coisas na cultura que não são ruins em si mesmas, mas podem ser usadas de uma forma pecaminosa e, portanto, precisam ser resgatadas pelo povo de Deus. Um exemplo que teve grande repercussão na mídia é o prazer sexual. Deus fez nossos corpos para, entre outros fins, o prazer sexual. E, embora muitos tenham pecado sexualmente, como cristãos, devemos resgatar este grande dom e todas as suas alegrias, no contexto do casamento. [1]

Dentro dessa perspectiva, há aqueles que rejeitam o Natal (e não há problema nenhum, desde que se atentem as repreensões de Paulo em Romanos 14). Cremos, contudo, que temos a oportunidade de resgatar esta festividade, usando-a para os seguintes fins:

Primeiro, a temporada de Natal nos lembra das grandes verdades da Encarnação. Recordar as verdades importantes sobre Cristo e o evangelho é um tema prevalecente no Novo Testamento (1 Coríntios 11:25; 2 Pedro 1:12-15; 2 Tessalonicenses 2:5). A verdade necessita de repetição, pois nós facilmente a esquecemos. Assim, devemos celebrar o Natal para recordar o nascimento de Cristo e nos maravilhar ante o mistério da Encarnação.

O Natal também pode ser um tempo para adoração reverente. Os pastores glorificaram e louvaram a Deus pelo nascimento de Jesus, o Messias. Eles se regozijaram quando os anjos proclamaram que em Belém havia nascido um Salvador, Cristo o Senhor (Lucas 2:11). O bebê deitado na manjedoura naquele dia é nosso Senhor, o “Senhor dos senhores e Rei dos reis” (Mateus 1:21; Apocalipse 17:14).

Finalmente, as pessoas tendem a serem mais abertas ao evangelho durante as festividades de Natal. Devemos aproveitar desta abertura para testemunhar a eles da graça salvadora de Deus, através de Jesus Cristo. O Natal é principalmente sobre o Messias prometido, que veio para salvar Seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21). A festividade nos fornece uma maravilhosa oportunidade para compartilhar esta verdade.

Embora nossa sociedade tenha deturpado a mensagem do Natal através do consumismo, dos mitos e das tradições vazias, não devemos deixar que estas coisas nos atrapalhem de apreciar o real significado do Natal. Aproveitemo-nos desta oportunidade para lembrar dEle, adorá-Lo e fielmente testemunhar dEle. [2]

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[1] Mark Driscoll – Why Christians Go Postal Over Facebook, Jay-Z, Yoga, Avatar, and Culture in General© Resurgence. Todos os direitos reservados. Tradução: voltemosaoevangelho.com

[2] John MacArthur – Os cristãos devem celebrar o natal?

Mais material

John Piper — Os Cristãos Deveriam Celebrar o Natal? (clique para acessar)
Vídeo - Um Cordel de Natal (clique para ver)

Argumentos a favor a celebração do Natal

Argumentos contra a celebração do Natal

Pregações de Natal e Material sobre Encarnação

Material Evangelístico

Augustus Nicodemus escreveu um belo texto, mostrando que o significado do Natal está no nome do Menino. Formatamos o texto e colocamos em pdf para que você possa imprimir e entregar na sua vizinhança.

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35 Comentários
  1. David Barros Diz

    Eu não celebro o natal! . Mas com minha família comemos e bebemos. Temos como um dia de reunião familiar. Lembramo-nos de Cristo e não do noel e preferimos também não educar as pequenas crianças sobre o seguinte personagem e sim sobre Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Penso que esta data é um bom momento para se anunciar o evangelho, para que as pessoas venham ter a convicção de seus pecados (Através do Espírito Santo), uma vez que, todos ali sabem o que esta data significa. Em suma, podemos assim anunciar o evangelho e lutar pelas almas de nossos familiares.

    Paz

  2. Saulo Diniz Ferreira Diz

    Me lembro desse texto do Piper e fez muito sentido quando ele fala algo semelhante a “Não adianta fazer nada, essa celebração sempre vai existir”. Sempre é claro nos lembrando de I CO 10:31. Falando em “Usar a oportunidade cultural para falar de Jesus”, aguardo um estudo coerênte sobre “Tattoos”, lembrando que não existe tatuagem cristã. Cristão é que a faz em si.
    Paz e Graça a todos!

  3. Natália Campos Diz

    Muito bom o texto. É isso que as pessoas precisam saber e praticar: o verdadeiro sentido do Natal!

    Que Deus os abençoe :)

  4. Wagner Lima Diz

    O interessante é que ao defender o natal assim, me parece que só olhamos para os puritanos quando nos convém. Eles celebravam o natal?

    1. Vini Diz

      Eles são norma de fé e prática?

    2. Paulo Victor Diz

      E a celebração do Natal o é? Creio que essa resposta não convence. Vini, admiro bastante este site. Democraticamente, quero expressar a minha opinião mais uma vez, a qual é contrária a esta festividade. Penso, com todo respeito, que não existe nada nessa festa a se resgatar, até porque nem bíblica ela é. O evangelho deve ser proclamado pelos cristãos constantemente. Ahh mais oNatal é uma oportunid… Isso não é argumento (venhamos e convenhamos)! Entendo esse tipo de pensamento como uma interpretação forçada das Escrituras para se embasar determinado ponto de vista! Mas, diferenças a parte, caminhamos juntos na centralidade da Pessoa de Jesus Cristo!

      Deus abençoe!

    3. Vini Diz

      Paulo,

      Não celebração do Natal não é norma, mas está dentro da liberdade de cada cristão de considerar um dia mais especial que o outro, segundo Romanos 14. Na postagem colocamos que tanto a posição de “rejeitar” quanto de “redimir” são válidas.

      Quanto a comemorar só festividades bíblicas pergunto, você comemora estas: páscoa, aniversários, dia da reforma, ano novo. Também nada é dito que devemos comemorar estas.

      Por favor, peço que mostre onde forçamos a barra em Rm 14:
      Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. (Romanos 14:5-6)

      A minha tristeza com toda essa questão de celebrar ou não o Natal, é quando esta repreensão de Paulo se torna válida (pros dois lados):

      Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo. (Romanos 14:10)

      Paz

    4. Wagner Lima Diz

      Paz Vini!

      Lhe responderei como você me respondeu numa outra ocasião: “Mantenhamos nossas mentes cativas às escrituras”.

    5. Vini Diz

      Concordo. Apresentei as Escrituras: Romanos 14. =)

    6. Wagner Lima Diz

      E quanto a Dt. 12.29-31?

    7. Vini Diz

      Bom, você não respondeu Rm 14.

      Mas diga-me estou eu queimando algum fogo a algum ídolo? Ou estou eu adorando algum ídolo?

      Se você levar esse versículo ao extremo você não poderá nem pegar ônibus, pois os pagãos também fazem isso.

      Paz

  5. Carlos Sidnei Diz

    Todo Ano é sempre a mesma ladainha : ” É uma grande oportunidade de testemunhar Cristo com as pessoas ” !! Eu não conheço ninguém que tenha se convertido por causa do Natal , e consequentemente pelo clima natalino . Eu não preciso do Natal para testemunhar de Cristo às pessoas . Penso , que toda esta falácia evangélica a respeito do Natal , é tão somente desculpa , para comemorarem sem culpas !!! Eu provo o que falo , percebam já no dia 25 ( Natal ) , pegue o teu carro , dê uma volta no quarteirão e veja como as pessoas estão pouco se importando com esta data . O que elas querem é somente beber até cair , comer muito , dar vazão à carne , uma verdade festa , assim como era no princípio , ou seja , um bacanal . ( deus Baco ) . Se somos cristãos , o mínimo que temos que fazer é sermos bíblicos . Em nenhuma parte da Bíblia , se dá inferências sobre tal comemoração . A Bíblica dá como verdadeiramente importante , a Morte e Ressurreição de Cristo . Isto para mim , como cristão , me basta !!!!

    1. Vini Diz

      Então, segundo Rm 14 eu não tenho a liberdade cristã de considerar uma data mais especial que a outra?

    2. David Barros Diz

      Vinicius. Essa base é perfeita!!

      Rm 14…

    3. rita maia Diz

      Shalom aos irmãos!

      Concordo com a citação de Rm 14 em relação a não julgarmos uns aos outros por causa dos dias guardados ou não, mas surgiram PERGUNTAS (não afirmações):
      Em relação a guarda dos dias, será que Paulo imaginava que os seguidores do Messias, 400 anos depois, consagrariam a Yeshua a guarda de dias consagrados a deuses pagãos?
      Ou ele fala da guarda dos dias e festas bíblicos? Ordenanças para judeus, mas, opção para os gentios?

    4. Vini Diz

      Nenhum dia pertence a deuses, assim como nenhuma comida. Toda terra e todo tempo pertence a Deus. Assim, o cristão tem liberdade para celebrar sobre qualquer dia.

    5. Carlos Sidnei Diz

      “Considerar” , esta foi a sua palavra . Em nenhum momento conflitei este pensamento . O meu enfoque , é tão somente “à toda falácia acerca do Natal ” . As minhas palavras são claras !!! Desafio a qualquer um , a contra-argumentar o que eu disse ( ipsis literis ) . Repito , o que argumentei , foi contra a falácia do Natal . Eu , como cristão , tenho por obrigação ser bíblico . Mesmo sendo livre para decidir importância de datas , de se ter opinião bem definida em minha própria mente , isto não me dá legitmidade , de ser extra-bíblico , ou mesmo herético !! Natal , não é , e jamais foi uma Festa Cristã . Quem conhece um pouquinho de História da Igreja , vai confirmar isto !! Não é porque a maioria faz desta famigerada data , uma festa cristã , que eu tenho que absorver esta sofisma .

  6. Danusa Petra Diz

    Creio que Romanos 14 nos esclarece sobre esse assunto. Ainda assim, eu optei por não celebrar a data, ao ler Dt 12:29-31, onde Deus alerta seu povo a não adorá-lO da mesma forma que os pagãos adoravam aos seus deuses. Por isso, nessa data (25 de dezembro) prefiro não comemorar o Natal. Mas como Paulo disse em Rm 14, não julguemos os irmãos que o fazem, se é para glorificar a Deus.

    1. Paulo Diz

      Oi irmã, a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus!
      Tendo como base bíblica essa mesma passagem em Deuteronõmio, digo a todos que misturam comemorações dos deuses estranhos com o nascimento do REI JESUS, que cada um dará conta de si no dia do juízo, pois se pesquisarem verão que por imposição de Constantino essa data foi colocada como obrigatória junto com a comemorção do sol invicto, realizada pelos egípcios. Reuno com minha família nesta data simplesmente com o sentimento de reunião familiar, devido ao fato da maioria ser de outra fé, ORO para que eles sejam alcançados pela PALAVRA e em momento algum misturo JESUS com a festividade mundana. Glória a Deus por sua vida e pela vida de todos neste site que ajuda tanto, mas nesse assunto, mantenho me em Deuteronômio.

    2. Vini Diz

      Danusa,

      Quando celebramos o Natal estamos adorando a Deus como os pagãos adoram aos ídolos? Que forma estamos copiando de idolatria? É cópia adorar no mesmo dia?

    3. Danusa Petra Diz

      Mais adiante o versículo 32 diz: “Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás.” Deus não ordenou que comemorássemos o nascimento de Jesus. Se os pagãos consideraram esse dia sagrado e o relacionaram ao nascimento do deus sol, não acho sensato consagrá-lo substituindo por Jesus. Como eu já disse, é minha opinião pessoal.

    4. Vini Diz

      Danusa,

      Entendo sua opinião e não é minha intenção mudá-la, pois não acho que ela esteja errada (o não comemorar o Natal).

      Agora, cuidado com extremos. Por exemplo, você comemora seu aniversário ou de seus parentes? A Bíblia não comanda isso. Você celebra um culto especial perto da Páscoa? A Bíblia também não comanda isso.

      E como falei, Rm 14 dá a liberdade ao cristão em consagrar uma data em especial para honra de Deus. Não estamos saindo das Escrituras.

      Paz

  7. isac Diz

    Por que celebrar justamente nesse dia?

    1. Vini Diz

      Você quer o motivo histórico ou o atual?

    2. Wagner Lima Diz

      O histórico…

    3. Vini Diz

      Algo me diz Wagner que você já sabe o histórico. Deixe-me fazer uma pergunta: Jesus nasceu de uma ascendência que incluía vários pecados grosseiros. Isso o invalida?

    4. Wagner Diz

      Vini, quanto apegunta acima do Isac “Por que celebrar justamente nesse dia?”
      me inclui naconversa, solicitando a resposta da sua pergunta, não porque já
      sabia (porque realmente descoheço as bases históricas que apoiam onatal, como talvez você tenha sugerido na sua pergunta) mas pq realmente me interesso emsaber se há base histórica para a celebração cristã dessa data….
      Poderia me espor o motivo históricofavorável?

      Em Cristo;
      Wagner.

    5. Vini Diz

      O motivo histórico provavelmente é o de substituição de festas pagãs por uma festa cristã. Hoje em dia fazemos de certa forma o mesmo no Carnaval. Tiramos nossos jovens da rua, mandando eles para um retiro.

      Em minha opinião o principal problema não está na substituição (e na data, portanto), mas no que fica de pagão – mais conhecido como sincretismo.

      Voltando ao carnaval, há algo de errado em fazermos um retiro justo nesta data? Lógico que não. Mas se for fazer um “retiro carnal gospel”, então sim há muito problema.

      De igual forma, não vejo problema em comemorar no dia 25. Vejo problemas em atitudes pecaminosas na celebração.

    6. Wagner Diz

      Seu comentário sobre o carnaval foi ótimo! Não tinha olhado sob essa ótica. Parabéns.

  8. Douglas Iran Diz

    Queridos Irmãos em Cristo,

    Vocês que se posicionam contra a celebração do natal e fazem duras críticas aos que se posicionam a favor não atentaram para a base bíblica exposta em Rm. 14, como já foi transcrito aqui?

    Por favor, leiam e reflitam acerca da base bíblica antes de contestar e criticar. Não vamos ser levianos ou irracionais.

    Eu conheço o real significado do natal e sei que nada tem a ver com papai noel e árvore de natal, mas sim com o nascimento de Jesus e quando celebro esta data, celebro em nome daquele que nos salvou.

    Paz do Senhor Jesus.

    1. Paulo Victor Diz

      Irmão,
      Ninguem está sendo leviano ou irracional! Calma! Estamos, tão somente, debatendo um assunto!

      O raciocínio da Danusa Petra, por sinal, é bastante interessante!

      Deus abençoe!

  9. André Rezende Diz

    A Paz do Senhor Jesus!

    Apesar de terem fortes argumentações para se comemorar ou não o Natal, meu ponto de vista sobre o assunto é não comemorar.

    Tendo em vista que apesar do nascimento de Jesus ser algo maravilhoso, se as Escrituras não mencionam a data, creio eu que seja para que nós não comemoremos. A igreja do Senhor está vivendo a época profética da festa dos tabernáculos, que significa a preparação do caminho do Senhor, e, se você prepara o caminho para Ele nascer, não prepara para Ele voltar.

    Segundo fatos históricos, a origem do Natal se inicia através de Ninrode.

    Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo – Sistema de Competição Organizado – de impérios e governos pelo homem, baseado no sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode construiu a Torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades. Ele organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode, em hebraico, deriva de “Marad” que significa “ele se rebelou, rebelde”.

    Sabe-se bastante de muitos documentos antigos que falam deste indivíduo que se afastou de Deus. O homem que começou a grande apostasia profana e bem organizada, que tem dominado o mundo até hoje.

    Ninrode era tão perverso que se diz que casou-se com sua mãe, cujo nome era Semíramis. Depois de sua morte prematura, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.

    Todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro, e esta é a verdadeira origem da “árvore de natal”.

    Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na “Rainha do Céu” dos babilônicos, e Ninrode sob vários nomes, converteu-se no “Divino Filho do Céu”. Por gerações neste culto idólatra. Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal: o deus-sol. Nesse falso sistema babilônico, “a mãe e a criança” ou a “Virgem e o menino” (isto é, Semíramis e Ninrode redivivo) transformaram-se em objetos principais de adoração. Esta veneração da “virgem e o menino” espalhou-se pelo mundo afora; o presépio é uma continuação do mesmo em nossos dias, mudando de nome em cada país e língua.

    Através disso surgiram adorações pagãs, relacionadas com árvores enfeitadas, como as citadas em vários trechos nas Escrituras:

    1Ouvi a palavra que o Senhor vos fala a vós, ó casa de Israel.
    2 Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações,
    3 pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice.
    4 Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova. (Jeremias 10:1-4)

    21 Não plantarás nenhuma árvore como asera, ao pé do altar do Senhor teu Deus, que fizeres,
    22 nem levantarás para ti coluna, coisas que o Senhor teu Deus detesta. (Deuteronomio 16: 21,22)

    Ver também: (I Reis 14: 22,23); (Deuteronomio 12:2,3); (II Reis 17:9-12); (Isaías 57:4,5);

    Árvore de Natal – é um ponto de contato que os demônios gostam. No ocultismo oriental os espíritos são invocados por meio de uma árvore. De acordo com a enciclopédia Barsa, a árvore de natal é de origem germânica, datando o tempo de São Bonifácio, foi adotada para substituir o sacrifício do carvalho de ODIM, adorando-se uma árvore em homenagem ao Deus menino.

    As velas acendidas – faz renascer o ritual dos cultos ao deus sol.

    As guirlandas – são símbolos da celebração memorial aos deuses, significam um adorno de chamamento e legalidade da entrada de deuses.

    O presépio – seus adereços estão relacionados diretamente com os rituais ao deus-sol. É um altar de incentivo à idolatria, que é uma visão pagã.

    Papai Noel – é um ídolo, um santo católico chamado Nicolau, venerado pelos gregos e latinos em dezembro, sendo que sua figura é a de um gnomo buxexudo e de barba branca. O gnomo de acordo com o dicionário Aurélio é um demônio da floresta.

    Troca de presentes – na mitologia significa eternizar o pacto com os “deuses”.

    Ceia de Natal – um convite à glutonaria nas festas pagãs ao deus-sol o banquete era servido a meia –noite.

    Quanto ao cristão celebrar essa data referindo-se ao nascimento de Cristo, vejo como uma questão pessoal como vários irmãos debateram.
    Agora um servo de Deus ter esses “enfeites” em sua casa é algo no mínimo, ritualístico e nada bíblico. Creio que seja idolatria, e como diz em Dt 16: 21,22, é algo abominável ao Senhor.

    Essa é minha opinião sobre o assunto.

    A Paz do Senhor Jesus!

  10. Zainer Diz

    Infelizmente nós que nascemos e nos criamos dentro da igreja, vemos hoje que muitos dos absolutos de nossos lideres eram exageros e falta de interpretação de textos sagrados.
    Hoje nosso povo não aceita a imposição de lideres dominadores que usavam e muitos ainda usam o povo como massa de manobra.
    Para nós uma coisa é fato, Jesus nasceu e que dia que Ele nasceu pouco importa. O que importa de fato é que Ele vai voltar.

  11. Pr. Marcos Quintanilha Diz

    Ap. 22,15:” Ficaram de Fora os cães, os feiticeiros, os quem se prostituem, os homicidas, os Idólatras,E QUALQUER QUE AMA E PRATICAM A MENTIRA.” A maior mentira de nosso tempo é o Natal, o projeto mais feliz que o espirito do anticristo produziu onde conseque juntar no mesmo balaio, tantos “crentes e Impios” ai de nossa geração de evangelicos.

  12. Luiz Correia Diz

    “Não temos um respeito supersticioso pelos tempos e as estações. Certamente não cremos na presente disposição eclesiástica chamada Natal – primeiro, porque de nenhuma maneira cremos na Missa, mas a aborrecemos, seja ela falada ou cantada, em latim ou inglês. E em segundo lugar, porque não encontramos nenhuma base nas Escrituras para guardar algum dia como o dia do nascimento do Salvador.
    Então, como não é por autoridade divina, sua observação é uma superstição. A superstição fixou da maneira mais concluinte o dia do nascimento de nosso Salvador, ainda que não exista a possibilidade de se descobrir quando realmente ocorreu. Fabrício nos fornece um catálogo de 136 diferentes opiniões de eruditos sobre o assunto. E diferentes teólogos inventam diversos argumentos de peso para advogar por uma data em cada mês do ano.
    Não foi senão até meados do terceiro século que uma parte da igreja celebrou a natividade de nosso Senhor – e não foi senão muito tempo depois que a igreja do ocidente tinha dado o exemplo, que a igreja oriental adotou essa celebração. Posto que o dia é desconhecido, a superstição o determinou. Apesar de que o dia da morte de nosso Salvador poderia se determinar com muita certeza, a superstição move a data de sua observância a cada ano. Por acaso existe um método na loucura dos supersticiosos? Provavelmente os dias santos foram estabelecidos para se ajustarem aos festivais pagãos. Aventuramos-nos em afirmar que se existe algum dia do ano do qual podemos estar muito certos de que não foi o dia que o Salvador nasceu, é o dia 25 de dezembro.
    No entanto, como a corrente dos pensamentos das pessoas já está direcionada por esse caminho e eu não vejo nenhum mal nessa corrente em si mesma, orientarei o barco de nosso sermão até essa correnteza e farei uso desse fato, que não irei justificar nem condenar, intentando assim conduzir os pensamentos de vocês na mesma direção.
    Posto que é legitimo e digno de elogio meditar na encarnação do Senhor em qualquer dia do ano, não está no poder das superstições de outros homens converter tal meditação imprópria no dia de hoje. Então, sem importar a data, demos graças a Deus pelo dom de Seu Filho amado.” [Charles H. Spurgeon em A Alegria Nascida em Belém Nº 1026 Sermão pregado no Domingo, 24 de Dezembro de 1871 no Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres]

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