Rob Bell, o inferno e o amor de Deus

Recentemente, Rob Bell concedeu uma entrevista à revista VEJA, falando sobre seu livro “O Amor Vence” (lançado pela editora Sextante) e sobre a incerteza do inferno. Rob Bell ficou conhecido no Brasil principalmente através de uma série de vídeos chamada Nooma. Ele se tornou uma figura polêmica quando passou a pregar que no final “o amor de Deus vence”, ou seja, no final todos serão salvos (universalismo) negando a realidade do inferno (veja mais na entrevista).

Nesta postagem queremos (1) listar algumas respostas a Rob Bell e (2) falar sobre um típico argumento usado para negar a realidade ou eternidade do inferno.

Não queremos dar a impressão que temos um prazer sádico em falar sobre o inferno, pois Deus não tem um prazer sádico na condenação do ímpio (cf. Ez 18). Contudo, não devemos esquecer que (1) Deus faz tudo que lhe agrada (logo, Deus se agrada em executar sua justiça – cf. Sl 115:3 e Ap 14:10) e que (2) todos os santos louvarão a Deus por seus juízos (cf. Ap 15:1-4). A verdade é que falamos sobre o inferno, pois o próprio e amoroso Senhor Jesus falou (e foi Ele quem mais falou!). Falamos sobre o inferno porque batalhamos pela fé entregue aos santos. Falamos sobre o inferno, pois desejamos que você leitor não vá para lá, mas, ciente desse terrível perigo, se volte para Cristo como seu Salvador, Tesouro e Senhor.

Interações com a entrevista de Rob Bell

Vários blogs postaram ótimas respostas ao episódio. Aqui estão alguns:

Augustus Nicodemus mostrou quão contraditório Bell é em sua entrevista.

Surpreendente para mim foi ver que nesta entrevista Bell não nega o céu ou o inferno depois da morte, mas sim que possamos saber com certeza que eles existem depois da morte. […] Ao ser perguntado se Gandhi, que não era cristão, estaria no inferno, ele responde “acredito que está com o Deus que tanto amou”. Isso só pode ser o céu, certo? A resposta coerente e honesta com seu pressuposto seria “não sei”.

Da mesma forma, quando a revista pergunta sobre Hitler, se ele está no céu, Bell responde que Deus deu a Hitler o que Hitler buscou a vida toda, “infernos para si e para os outros”. E acrescenta “qualquer reconciliação ou perdão, nesse caso, está além da minha compreensão”. Se esta resposta não quer dizer que Hitler recebeu o inferno da parte de Deus depois da morte não sei o que mais poderia representar. A resposta coerente e honesta deveria ter sido esta: “não sei”, o que significa dizer que ele admite a possibilidade de Hitler ter ido para o céu.

Misael Nascimento fez uma análise crítica da entrevista.

O modo como Rob Bell articula seu argumento sugere ao leitor uma caricatura do cristianismo preconizado pelas igrejas bíblicas e conservadoras. Fica a impressão de que as igrejas tradicionais não ensinam que Deus é amor, não trabalham para reduzir o sofrimento na terra, são preconceituosas, pregam uma mensagem que divide e fragmenta, desconhecem o verdadeiro ser de Deus, são contrárias à liberdade e felicidade do homem e, por fim, inventaram o dogma do inferno.

Sandro Baggio fala sobre como deixou de ser um admirador de Rob Bell.

Confesso que fiquei preocupado com O Amor Vence e com a influência negativa que a mensagem de Rob Bell possa ter na vida de muitas pessoas. Não porque tenho prazer em pensar, falar, estudar, tentar entender, etc., o inferno. Meu desejo seria poder dizer: Pro inferno com o inferno! Todavia, como seguidor de Jesus, não posso ignorar o fato de que ele falou, muitas vezes e de muitas maneiras, sobre a realidade da vida após morte e as consequências das escolhas pessoais.

Luis Henrique de Paula mostrou que Rob Bell acaba dizendo que Jesus é mau, indecente e sem coração.

Bell: “Para mim, é incompreensível um cristão que não considera a salvação universal como a melhor saída, a melhor história. Para mim, acreditar nisso é um dever de qualquer pessoa boa, decente, com um coração no peito”.

Por implicação, Jesus Cristo foi uma pessoa má, indecente e sem coração. Foi o próprio Senhor que nos garantiu que haverá uma separação entre os “benditos de seu Pai” e os “malditos” que vão para o “fogo eterno” (Mt 25:34,41).

 Allen Porto falou sobre a lógica pós-moderna e o jogo de palavras de Bell.

Rob Bell, ao longo de toda a entrevista, brinca com os sentidos das palavras “clássicas”, substituindo o significado histórico por um novo ao seu gosto. É o caso de céu e inferno. Para Bell, “céu e inferno são dimensões da nossa existência aqui e agora”.

Um Deus de amor jamais…

Há muito a ser dito, e boa parte já o foi nos artigos acima. Contudo, iremos focar em um argumento comum entre aqueles que negam a existência ou a eternidade do inferno. E o argumento é este:  um Deus de amor jamais…

• mandaria alguém para o inferno (universalistas – acreditam que no final todos serão salvos)
• deixaria alguém sofrendo eternamente no inferno (aniquilacionistas – acreditam que o sofrimento no inferno não é eterno, mas que a alma , após receber seu castigo, deixará de existir)

Você percebeu o conflito? Com um mesmo argumento “um Deus de amor jamais…” chega-se a duas conclusões distintas: “ninguém irá para o inferno” vs. “ninguém irá sofrer para sempre no inferno”. Não quero entrar no debate sobre aniquilacionismo, mas tratar especificamente sobre esse argumento; e a verdade é que esse argumento não é válido, pois não há nenhuma necessidade lógica entre a premissa (um Deus de amor jamais…) e a conclusão (sem inferno ou inferno limitado).

O problema desse argumento é que ele tenta impor a Deus nossa concepção de amor. Basicamente:

1. Eu acho que o amor é assim e que ele age assim;
2. Deus é amor;
3. Logo, Deus tem que agir como eu acho que o amor age.

Essa premissa é usada em muitos outros argumentos. Só para não “pegar no pé” só desses dois grupos, vejamos outros exemplos comuns entre os evangélicos: “um Deus de amor jamais…”

• diria para expulsarmos impenitentes (pessoas não arrependidas) da membresia da igreja (contrariando o ensino sobre disciplina eclesiástica em Mt 18 e 1 Co 5) – veja mais nesta postagem
• odiaria o pecador (contrariando a clara declaração do Sl 5:5) – veja mais neste vídeo
• mandaria alguém que nunca ouviu do evangelho para o inferno (contrariando o ensino de Rm 1 e 2) – veja esta postagem e esta.

Não podemos nos esquecer que Deus é amor, não nós. Portanto, Deus define seu amor, não nós. Caíamos em idolatria toda vez que tentamos moldar a Deus conforme nosso próprio entendimento. E também não podemos nos esquecer que Deus não é só amor. Os atributos de Deus de Deus existem em harmonia: o amor de Deus não contradiz ou diminui sua justiça. E como sabemos a dose desse equilíbrio? Pelo que achamos ser correto? Não,mas pela revelação de Deus em seu Filho e nas Escrituras.

Por fim, abaixo segue um vídeo de Francis Chan complementando o assunto:

Por ocasião do lançamento do livro nos EUA, vários autores publicaram artigos e outros livros sobre o assunto. Um deles foi  “Apagando o inferno” de Francis Chan. Recomendamos a leitura.

Atualização 03/12 22:35 h – Augustus Nicodemus acabou de elevar substancialmente o nível da refutação acima em sua nova postagem: Deus é amor

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Leituras adicionais sobre Rob Bell, inferno e O Amor Vence

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42 Comentários
  1. Guilherme Diz

    Postagem precisa!!!Glória a Deus!!Deve ter tido noites acordados,mais Deus tem derramado da sua graça nesse site!de fato,um amor em verdade!

  2. Jaqueline Diz

    Quando li a entrevista, não acreditei que era o Rob Bell. Fiquei chocada, pois prá mim foi uma decepção tremenda. Sempre admirei muito suas mensagens. Achei uma grande manipulação, o que demonstra uma grande falta de sabedoria, compreensão e acima de tudo, temor. Que Deus nos livre dos nossos “achômetros” e nos encha do seu Espírito, para que jamais deixemos de ter discernimento entre o certo e o errado.

  3. Ricardo Luís Ferreira Diz

    Infelizmente, Rob Bell é mais um caso de ministros idôneos que se corromperam pelo liberalismo teológico.

  4. Juliano Diz

    Sobre o tema, vale a pena ver o trecho de um debate onde Sam Harris comenta sobre o inferno.

    http://www.youtube.com/watch?v=5q5ARceWgJY

    Basicamente sou da opinião de que a ideia de inferno é algo que é
    contráditório com os atributos de amor e misericórdia usados para
    descrever o Deus bíblico. Ou seja, a ideia de inferno torna o
    cristianismo contraditório. Talvez esse tal de Bell tenha percebido isso
    e está pregando uma outra versão mais aceitável, porém igualmente sem
    evidências. Enfim, versões é o que não falta ao cristianismo, pelo menos
    até 2006 já somavam mais de 33 mil.

    Tipo, só por que a pessoa tem uma opinião diferente vai ser lançada
    nesse sofrimento desnecessário? Pra quê? Pra nada, pois o inferno não
    serve para restaurar a pessoa, já que ela fica lá pra sempre, e nem de
    exemplo para os demais, pois estes já estariam no céu. Só serve como
    ameaça mesmo. Realmente as pessoas que escreveram a Bíblia há milênios
    tinham conceitos bem doentis.

    Como bem observado por Christopher Hitchens, o Deus do antigo
    testamento pode ser bem violento, com todo tipo de malvadezas,
    assassinatos, mortes e sofrimentos sendo praticados em seu nome (ou pelo
    próprio) para os que o desobedecessem. Mas Jesus inclui o inferno na
    jogada, e nada pode ser pior do que isso em termos de crueldade.

    http://www.paulopes.com.br/2011/12/para-christopher-hitchens-jesus-supera.html#.ULZz52d_O8A

    1. Vinícius S. Pimentel Diz

      Juliano, com base em que você define a crença no inferno como “doentia”? Onde você encontra um padrão moral absoluto que lhe permita distinguir entre o que é bom e mau, entre o que é “são” e o que é “doente”?

      Se você nega que a Bíblia seja a revelação de Deus, a qual inclui a revelação específica das noções de moralidade e da justiça, você não tem qualquer base para fazer julgamentos morais tais como:
      – “A ideia de inferno é contraditória com as ideias de misericórdia e amor”;
      – “O sofrimento punitivo do inferno é desnecessário”;
      – “As pessoas que escreveram a Bíblia tinham conceitos bem doentis” etc.

      Na verdade, ao negar que Deus tenha o direito absoluto de dizer o que é bom e mau e punir eternamente aqueles que escolhem desobedecer os Seus mandamentos, e ainda ousar propor um padrão moral estabelecido por você mesmo, você não apenas se contradiz, mas também demonstra o terrível pecado do orgulho e a tentativa de colocar-se em lugar de Deus.

      Você é, como eu também sou, um pecador digno do inferno. Portanto, arrependa-se de tentar estabelecer a sua justiça própria em lugar de submeter-se à justiça que vem de Deus. Venha a Cristo, que morreu para que os pecadores fossem libertos da condenação eterna. Há, sob a Cruz do Salvador, um lugar de refúgio para os homens escaparem da justa e santa ira de Deus.

      Em Cristo,
      Vinícius

    2. Juliano Diz

      Oi Vinícius,

      A ideia do inferno é doentia, pois é um sofrimento altamente desnecessário. A moralidade pode ser obtida das nossas interações humanas. Verifique o livro “A Paisagem Moral”, onde Sam Harris explica claramente como a moralidade pode surgir da interação entre as pessoas. Isso é observado inclusive em outros animais, principalmente pode ser visto com clareza nos nossos primos primatas. Enfim, podemos usar a nossa consciência e verificar que torturar pessoas, matar crianças, esfaquear mulheres grávidas, manter escravos, dentre outras coisas, são coisas doentis, que felizmente foram superadas depois de séculos de civilização. Mas claro que o povo bárbaro que escreveu a Bíblia há milênios não tinha ainda uma noção muito agradável de direitos humanos, direitos dos animais, etc.

      Sim, nego que a Bíblia seja a revelação de Deus, pois a existência de algum deus jamais foi demonstrada. E acho que um ser inteligente não defenderia tantas atrocidades como descritas na Bíblia ou no Alcorão.

      Felizmente tenho sim uma base para julgar as práticas expostas na Bíblia como imorais. É você quem está limitado à sua crença e acha que apenas um ou outro livro considerado sagrado pode dizer como as pessoas devem se portar.

      Se você acha que um Deus tem um direito absoluto de dizer o que é bom e o que é mal, você se coloca em uma situação muito perigosa, inclusive não podendo argumentar que os homens-bomba estejam fazendo algo de errado, já que os mesmos dizem estar seguindo ordens divinas, exceto se disser que estejam seguindo o deus errado, pois se estivesse seguindo o deus certo, explodir pessoas seria bom.

      Eu não estou escolhendo deliberadamente desobedecer nada. Eu apenas não estou convencido de que a Bíblia seja a dona da verdade. Acreditar não é uma escolha. Tente acreditar na Fada-do-Dente, acho que terá bastante dificuldade de conseguir isso. Enfim, não é uma escolha, você tem que ser convencido. E realmente as evidências sobre a Bíblia são péssimas. Felizmente nada indica a existência de uma situação tão cruel quanto o inferno.

      Só mais uma coisa, eu não sou pecador. Como a existência de um Deus jamais foi comprovada, então nunca ninguém pecou, ou seja, nunca ninguém desobedeceu comandos divinos. Fazer coisas erradas, ok, todos fazemos, agora pecar já é um exagero.

      Além disso o inferno seria uma penalidade altamente desproporcional. Uma pessoa só vive durante algumas décadas, tendo um tempo limitado para fazer coisas erradas (ou pecar, se fosse o caso), e uma penalidade infinita seria algo totalmente injusto. Só um verdadeiro monstro sádico poderia criar tal cenário.

      Abraços.

    3. Vinícius S. Pimentel Diz

      Juliano,

      De que maneira “interações pessoais” podem conduzir a um padrão objetivo de moralidade? Como o fato de eu e você acharmos que uma conduta é imoral a torna, de fato, imoral? O que me impede de, mais tarde, retroceder e passar a considerar bom e correto algo que antes julguei mau e injusto? E quem pode me dizer que estou errado em meu novo julgamento?

      Esse tipo de crença em uma moralidade fundada em interações sociais revela apenas o impulso idólatra do seu coração: você endeusa a si mesmo e a “humanidade”, sem perceber que um padrão moral fundado no “consenso” é sempre passível de conduzir aos mesmos retrocessos e atrocidades que você hoje condena.

      Mais uma vez, o uso de adjetivos tais como “sádico”, “cruel” ou mesmo “desnecessário” é absolutamente sem sentido na boca de alguém que nega a moralidade absoluta, já que contrário às pressuposições que governam a sua maneira de ver o mundo.

      Quanto a provar a existência de Deus, eu não tentarei fazê-lo. Você está apenas tentando suprimir no seu coração o conhecimento inato que possui dos atributos de Deus, sua divindade e seu eterno poder, os quais são claramente reconhecíveis por meio das coisas criadas. Você contempla a existência de Deus, mas O odeia de tal maneira que cai em tola negação.

      Sim, Deus existe, Ele é justo e bom, e a Bíblia é verdadeira. O fato de você não crer nisso não muda absolutamente nada em relação a Deus, já que é você quem deriva a sua existência de Deus, e não o contrário. Todavia, o fato de você não crer nisso muda absolutamente tudo em relação à sua existência, já que apenas a verdadeira fé no verdadeiro Deus dá ao homem uma vida na qual seus impulsos religiosos, suas emoções, seus pensamentos, suas escolhas e suas condutas seguem a direção correta.

      Como pecador, seus impulsos religiosos (sim, você os tem), emoções, pensamentos, escolhas e condutas estão todos fora do lugar. E é isso que irá levar todo pecador ao inferno, contra cuja existência você tanto se revolta, a menos que esse pecador se agarre aos pés do Salvador que suportou a punição infernal em lugar do povo de Deus.

      Em Cristo, Salvador dos pecadores,
      Vinícius

    4. Juliano Diz

      Oi Vinícius,

      Quando a população humana interage ao longo do tempo, vamos evoluindo moralmente. Por exemplo, antes a escravidão era lugar comum. As mulheres não tinham muitos direitos, ou quase nenhum. A pena de morte era praticada em praça pública às vistas de todos. Com o passar do tempo, a gente vai vendo que essas práticas não são legais, que geram traumas, geram mais violências, etc. Daí vamos mudando para uma convivência melhor entre todos. É assim que acontecem as coisas. Até mesmo com as descobertas científicas a gente vai entendendo melhor o funcionamento das coisas, inclusive sobre as questões psicológicas, e podemos tomar atitudes mais adequadas. Felizmente nós vivemos no século XXI, quando muita coisa já aconteceu, muita coisa ruim, e as pessoas foram vendo que era muito ruim isso, guerras, bombas atômicas, etc. Daí agora temos até direitos dos animais, estamos pensando sobre proteger o meio-ambiente e tal. Enfim, vamos vivendo e vamos aprendendo. É isso que estou dizendo.

      Por exemplo, eu não acho que seja aceitável torturar, apedrejar pessoas ou massacrar povos. São práticas muito violentas, que geram sofrimento desnecessário. Qualquer pessoa que defenda a escravidão hoje em dia, ou torturar pessoas ou entrar em um berçario e abrir fogo contra bebês, certamente é uma pessoa perturbada. Hoje nós podemos saber que essas práticas geram muita desgraça. Podemos ver as merdas que aconteceram na história da humanidade e decidir fazer diferente. Saca?

      Então, se eu leio a Bíblia e vejo seus personagens, inclusive Deus, ordenando esses tipos de coisas, e como eu sei pela história humana que isso só gera desgraça, eu posso concluir que essas ordens foram moralmente inaceitáveis. Eu entendo perfeitamente que as pessoas que viviam há 3 mil anos eram pessoas sem o conhecimento que temos hoje, sem toda essa vivência, era uma sociedade muito violenta, por isso escreveram esses livros bíblicos tão violentos. Se, por outro lado, existisse um Deus e ele tivesse orientado seu povo, e se esse Deus fosse bom, inteligente e tal, certamente ele saberia que ordenar apedrejamentos, matanças de povos e todo tipo de atrocidades, só poderia gerar uma grande confusão e não seria nada bom pra aquele povo. Por isso digo que é contraditório que um Deus bondoso e inteligente tenha supostamente ordenado tanto massacre. Sem falar nessa história de inferno, que é o cúmulo da injustiça e do sadismo.

      Nós não somos marionetes cegas, entende… Se Deus existisse e fosse o ser supremo do universo e pedisse que eu degolasse 5 crianças a sangue frio, eu iria me recusar. Não é só por que alguém mais poderoso está mandando que eu teria que me sentir à vontade para fazer isso. Como eu disse, se você diz que tudo que Deus faz é bom, então você nunca vai poder saber de nada. Se ele mandasse você estuprar 10 mulheres, isso seria bom? Claro que não, pois você estaria causando sofrimento a elas. É por isso que vejo muita incoerência na Bíblia.

      Eu não me endeuso, e tampouco a humanidade. Apenas não acredito que haja algo sobrenatural, pelo simples motivo da falta de evidências. Você não acredita nos deuses gregos, nem eu. Você não acredita em candomblé, nem eu. Não deve acreditar em saci-pererê, mula-sem-cabeça, ET de Varginha. Nem eu. A única diferença é que eu também não acredito no Deus bíblico, mas você sim.

      Eu não odeio Deus. Eu simplesmente não acredito que exista. Não odeio o Satanás também. Não odeio o Pinguim inimigo do Batman, nem o Darth Vader. São personagens fictícios malvados, ok, mas são só isso. E posso dizer que Darth Vader foi cruel ao destruir um planeta inteiro com a Estrela da Morte no filme Guerra nas Estrelas IV. Mas é apenas uma história fictícia. Não posso odiar algo que não existe ou que não acredito que exista, entende? O que estou dizendo é que todos esses personagens são malvados, seja o Pinguim, seja o Deus bíblico, pois eles praticam atrocidades nas suas respectivas histórias.

      O que você fala de a Bíblia ser verdadeira, milhões de muçulmanos falam o mesmo do Alcorão. Percebe o problema? Você acha que eles estão enganados e vão pro inferno. Eles acham que você está enganado e vai pro inferno. Se você tivesse nascido no Oriente Médio, provavelmente agora estaria de joelhos com a testa no chão rezando voltado à Meca. Sua crença é apenas um acidente geográfico do seu nascimento. Pense nisso. Já pensou que se Alá for o Deus verdadeiro, você está completamente enganado idolatrando um Deus falso?

      Cara, abraços e boa sorte.

    5. Vinícius S. Pimentel Diz

      O ponto continua sendo: como você pode definir se as mudanças nos padrões morais da sociedade são uma “evolução” ou uma “involução”? É preciso um referencial absoluto para fazer esse tipo de julgamento, sendo que você adota uma cosmovisão que rejeita a própria existência de um referencial absoluto.

    6. Juliano Diz

      Mesmo sem um padrão absouto (que jamais foi demonstrado existir), é possível sabermos se algo é prejudicial ou benéfico. Como mencionei, escravidão, matança indiscriminada de bebês, massacres e estupros, dentre outras coisas, são exemplos de comportamentos prejudiciais. E se o Deus bíblico ordena esses comportamentos, sinto muito, só posso discordar e achar que é um personagem maligno e retrógrado.

      Também, como eu disse, é muito perigoso seguirmos cegamente ordens que supostamente vêm de um ser cuja moralidade seria inquestionável. Se fosse assim, você jamais poderia condenar o comportamento de homens bombas, caso estes estivessem seguindo ordens diretas do Deus verdadeiro. Deus dizer para atirar bebês contra rochas ou estuprar mulheres não torna esses comportamentos intrinsecamente bons. É isso que você está sugerindo, mas você está enganado.

    7. Vinícius S. Pimentel Diz

      Como saber se algo é prejudicial ou benéfico sem um padrão moral absoluto?

    8. Juliano Diz

      Vou dar uns exemplos pra ver se fica mais claro.

      Quando a mortalidade infantil é alta, isso traz sofrimento para muitas famílias. Quando conseguimos diminuir a mortalidade infantil, isso traz felicidade e uma melhor qualidade de vida. É um exemplo de benefício. Entende? Sendo assim, uma sociedade que tem a prática de sacrificar bebês causa sofrimento ao seu povo. Por outro lado, uma sociedade que protege os seus bebês é mais próspera e feliz. Não precisamos de um padrão absoluto. Basta compararmos dois padrões morais quaisquer e verificarmos qual é o mais benéfico.

      Outro exemplo, uma sociedade “A” que apoia a escravidão causa sofrimento a muita gente (principalmente aos escravos, claro). Vai haver revoltas, fugas, mortes, espancamentos, humilhações, etc., a gente conhece bem esse exemplo. Uma outra sociedade “B” que não pratica a escravidão, pelo menos não causa esse tipo de sofrimento aos que seriam os escravos. Na sociedade “B” um grupo maior de pessoas pode contribuir para a prosperidade geral. Então, neste exemplo, a sociedade “B” é mais benéfica que a sociedade “A”. Deu pra entender?

      Nenhum padrão absoluto é necessário. Basta verificar que tipo de sociedade é mais próspera e feliz, para mencionar os exemplos acima: se são aquelas que sacrificam bebês e mantêm escravos ou se são aquelas que protegem seus bebês e não mantêm escravos.

      Mesmo sem um padrão absoluto, é possível comparar situações diferentes, ver quais situações trazem mais felicidade e quais trazem mais sofrimento. É simples.

      Outro exemplo… mesmo que não consigamos eliminar os acidentes de trânsito, certamente é benéfico eliminar uma parte deles, evitando muitas mortes que trariam sofrimentos a muitas famílias. Se num país ocorrem 1000 acidentes fatais por mês e conseguirmos diminuir isso para 700 acidentes fatais por mês, é um benefício para a sociedade, pois muitos motoristas continuarão vivos, trabalhando, produzindo, gerando riquezas, etc.

      Mais uma vez, é possível compararmos situações, e verificarmos qual é a mais benéfica para o sucesso de uma sociedade. Podemos ver como funciona em outros países e adotar práticas que deram certo. Entende? É disso que estou falando. Temos muitas estatísticas para isso.

      Podemos ver países com políticas diferentes, verificar qual é o país com melhor índice de desenvolvimento humano, e muitas outras coisas.

      Nenhum padrão absoluto é necessário, além de ninguém jamais ter demonstrado que isso existe.

    9. Vinícius S. Pimentel Diz

      Você continua sem fornecer uma definição de “benefício” ou de “felicidade”, o que torna irracionais os seus exemplos.

      Eu certamente concordo que diminuir a mortalidade infantil é algo bom, mas afirmo isso porque a moralidade bíblica me ensina (1) a amar a vida que Deus concede às Suas criaturas; (2) a ver a morte como algo não-natural; e (3) a reconhecer a importância do cuidado pelos mais fracos (crianças, órfãos, viúvas etc.).

      Porém, se você for coerente com seus próprios conceitos de moralidade, você simplesmente não tem como definir “benefício” ou “felicidade”. Como você pode afirmar que a eugenia praticada em Esparta não tornava aquele povo mais “feliz”, já que essa “seleção dos mais aptos” permitiu o sucesso militar daquela cidade grega? Como você pode dizer que os infanticídios praticados ainda hoje em comunidades indígenas brasileiras não torna aquelas populações mais “felizes”, se essa prática atende às exigências culturais/religiosas/morais daquelas sociedades?

      Como cristãos bíblicos, nós possuímos um padrão moral para dizer que tais coisas são más em si mesmas, e por que o são. Mas a moralidade relativa do ateísmo depende de conceitos indefiníveis (“benefício”, “felicidade”) que apenas escondem um fato inescapável: ou o ateísmo emula a moral cristã, ou ele se rende à absoluta imoralidade.

    10. Juliano Diz

      Meus exemplos não são irracionais. Imagine as pesquisas eleitorais antes das votações. Elas têm uma margem de erro, é claro, contudo podem indicar quais candidatos estão na frente e quais estão atrás. Resultado “absoluto” só quando os votos forem contabilizados após a eleição. Mas isso não invalida o método da pesquisa, mesmo que haja uma margem de erro de poucos pontos percentuais para mais ou para menos. Mesmo que a pesquisa não seja “absoluta”, é possível indicar a direção do resultado.

      Da mesma forma, mesmo sem uma moral absoluta, é possível, através de indicadores humanos, sabermos que práticas levam a destruição (prejuizo) e que práticas levam a prosperidade (benefício).

      Amar a vida é uma prática que podemos aprender durante a nossa vida, ao longo da nossa evolução como sociedade.

      Quanto à Bíblia, está repleta de exemplos onde Deus manda matar bebês e crianças (ou ele mesmo o faz). E aí? Percebe o problema? Se tudo que Deus fizer for bom, então matar bebês pode ser bom, então estuprar mulheres pode ser bom, explodir pessoas pode ser bom, basta ele mandar. Esse é um problema muito grande que você não está percebendo.

      Eu tenho sim como definir benefício ou felicidade. Não só os humanos, mas também outros animais, principalmente animais sociais, conseguem sentir empatia pelos outros, e procuram evitar o sofrimento por causa disso. Empatia é um sentimento natural, não é uma regra de um livro.

      O que podemos ver ao longo da história é práticas primitivas como eugenia, escravidão e preconceitos serem cada vez menos usadas pelas sociedades, exatamente por a população perceber que essas coisas são inviáveis e trazem tristeza, revoltas e guerras. Podemos perceber isso com a história, não precisamos de um juiz mágico para dizer o que é certo e errado.

      O cristianismo está longe de ser o porta-voz da moral. Como disse o historiador Arthur Schlesinger Jr.

      “Como historiador, confesso achar certa graça quando ouço a tradição judaico-cristã louvada como origem de nossa preocupação atual com os direitos humanos. (…) A religião cultuou e exigiu hierarquia, autoridade e desigualdade, e não teve qualquer constrição quanto ao assassinato de hereges e blasfemadores. Até o fim do séc. XVIII, a tortura era um procedimento normal de investigação na Igreja Católica. (…) Na América Protestante, no início do séc. XIX, religiosos escreveram quase metade das defesas em prol da escravidão publicadas na América. (…) Direitos Humanos não é ideia religiosa. É ideia secular, produto dos quatro últimos séculos de história ocidental. Foi a era da igualdade que trouxe o desaparecimento de acessórios religiosos tais como o auto-da-fé e a fogueira, a abolição da tortura e das execuções públicas, a emancipação dos escravos. Somente mais tarde, à medida que a própria religião começou a sucumbir à ética humanitária e a ver o Reino de Deus como algo exequível dentro da História, pôde ser feito o clamor de que a tradição judaico-cristã ordenava a busca da felicidade neste mundo. Os documentos básicos dos direitos humanos – a Declaração da Independência americana e a Declaração dos Direitos dos Homens francesa – foram escritos por líderes políticos, não religiosos. (…) Temos, como disse Swift, muita religião para nos fazer odiar, mas não o bastante para nos fazer amar.”

    11. Juliano Diz

      Só complementando minha resposta logo acima. Tem um detalhe que você não está percebendo. Você fala tanto de moral “absoluta”, que vocês cristãos possuem um “padrão”, mas isso não é verdade. Inclusive podemos ver na própria comunidade cristã como a moral é diferente de um grupo para outro. Pode pegar qualquer tema: pena de morte, aborto, eutanásia, direitos dos gays, cotas raciais, etc. Você vai encontrar cristãos, inclusive da mesma denominação, defendendo lados totalmente opostos da questão, uns são a favor, outros são contra, com os mais diferentes argumentos. Isso é mais uma prova de que essa tal de moral absoluta não existe. Esse padrão cristão que você tanto defende não existe. Cada cristão está desenvolvendo sua moral a partir de outra fonte, ou pegam versículos diferentes para defender lados diferentes da questão, e por aí vai.

    12. Vinícius S. Pimentel Diz

      Você continua sem dar uma definição coerente dos conceitos morais que utiliza, e, exatamente aí, reside a irracionalidade dos seus exemplos.

      Então a expansão de uma prática nas sociedades é indicador de que tal prática é boa? Se é assim, eu poderia concluir que usar crack é bom? Que matar crianças em escolas é bom? Todas essas práticas têm aumentado nos últimos anos. Se não, qual o critério que eu devo usar para avaliar o benefício de uma prática?

      O próprio conceito de “evolução” depende de um padrão absoluto para classificar o que é “menos evoluído” e o que é “mais evoluído”. Se não, de onde você extrai esse padrão?

    13. Vinícius S. Pimentel Diz

      Quanto ao historiador que você cita, por que eu deveria ouvi-lo? Parece-me claro que ele não fala com isenção, sendo mais um dos sacerdotes da religião secularista. Não é que todas as suas acusações sejam falsas, é simplesmente que ele esconde o outro lado da moeda, como fazem todos os pregadores do ateísmo.

      Atrocidades foram cometidas em nome da fé? Sim, foram. Mas também o foram em nome do secularismo. Ou você nunca leu sobre as terríveis práticas da ditadura jacobina? É, meu caro, a Revolução Francesa não é tão romântica quanto lhe ensinaram no Ensino Médio!

      Os documentos de direitos humanos foram idealizados por políticos, e não por religiosos? Talvez. Mas o que isso diz sobre a ausência de influência cristã? Nada. William Wilbeforce foi um político cristão cujos esforços contribuíram grandemente para a abolição da escravatura na Inglaterra, e nem você nem o seu amigo historiador falam sobre isso. Por que será? Não é por causa de sua rebeldia contra Deus e sua insistência em render-se em adoração ao Seu nome?

    14. Vinícius S. Pimentel Diz

      Quanto às diferentes opiniões dentro da ética cristã, isso também não diz nada contra a existência de um padrão absoluto. Duas pessoas podem concordar sobre a existência de um princípio e, ainda assim, discordar sobre as implicações desse princípio a um determinado particular, sem que isso invalide o princípio em si.

      É questão de lógica simples: o fato de uma conclusão ser falsa não torna necessariamente falsas as premissas que a antecederam.

      Cristãos bíblicos concordam sem delongas que a Escritura nos fornece um padrão absoluto de moralidade. Esse é o princípio. Como esse padrão absoluto se revela em cada questão ética do mundo moderno, isso pode ser objeto de várias discussões. Mas as divergências em nada alteram o fato de que o padrão existe, e ponto final.

    15. Juliano Diz

      Oi Vinícius,

      A coerência dos conceitos morais que eu utilizo está no fato de procurar evitar o sofrimento e de maximizar a felicidade nas situações em geral. É assim que consigo chegar à conclusão de que é melhor uma sociedade sem escravos, é melhor uma sociedade que protege suas crianças, dentre outras coisas. Como falei, podemos verificar a história humana e ver o prejuizo causado por algumas práticas e o benefício trazido por outras, e assim conseguimos evoluir moralmente.

      Eu nunca disse que a expansão de uma prática em sociedades é um indicador do seu sucesso, nem de que devemos adotar essas práticas como corretas. Por exemplo, a prática de guerras, canibalismo ou escravidão, apesar de poder ter crescido durante algum tempo em certas sociedades também mostra o aumento do sofrimento que trouxeram, e isso nos leva à conclusão de que são práticas ruins. Então podemos caminhar no sentido oposto a essas práticas e ver como tem dado certo em vários locais quando foram combatidas.

      Os exemplos que você citou de uso de drogas como crack ou armas de fogo nas mãos de pessoas mentalmente perturbadas, mesmo que tenha aumentado em alguns lugares, não indica que essas práticas são boas, claro que não, pois temos que ver o que elas têm causado, no caso: destruição e sofrimento. Então temos que combater essas coisas.

      O critério que estou mencionando é esse: se alguma prática causa sofrimento, deve ser combatida (exemplos: escravidão, matanças, analfabetismo, fome, etc.), mas se alguma prática traz prosperidade, deve ser incentivada (exemplo: liberdade, proteção, educação, boa alimentação, tratamentos de saúde, etc.) Seria bastante contraditório defendermos uma prática como a escravidão, que por séculos pudemos ver quanto sofrimento trouxe a tanta gente. Também seria contraditório impedirmos a educação de crianças, já que essa prática faz com que tenham mais oportunidades de uma vida mais feliz.

      Não é necessário um padrão absoluto para conseguirmos comparar duas coisas, realmente não sei mais o que dizer, senão repetir que podemos medir situações diferentes mesmo com um padrão “impreciso” mas que já seja o suficiente para dizer qual das duas coisas é mais adequada.

      Sobre o historiador, ele mencionou fatos históricos. Ele não está falando a opinião dele, mas o que aconteceu na história. Contra isso não podemos falar nada. Aconteceu e pronto, não podemos mudar o passado. E esses fatos mostram claramente como o cristianismo apoiou práticas diferentes em épocas diferentes. Inclusive tendo apoiado coisas que hoje consideramos como absurdas, como é o caso de escravidão, torturas e fogueiras. Por isso, podemos concluir que o cristianismo está longe de ser o porta-voz de práticas morais. Se houvesse um padrão moral absoluto cristão, ao longo dos séculos teria se mantido constante. O que vemos é que a história humana fez os padrões mudarem, hoje em dia é muito errado colocar alguém em fogueiras ou defender a escravidão, coisas que o cristianismo já fez bastante.

      Eu sei que existem cristãos que fizeram contribuições positivas, sem dúvida. Mas isso não dá o direito de colocar o crédito desses indivíduos no cristianismo. Percebe? Podemos ver que o obscurantismo religioso trouxe muito mais prejuizos do que benefícios. Até recentemente podemos ver exemplos religiosos dizendo que a camisinha não protege da AIDS, só por que sua igreja não aceita o uso de preservativos. Ou que não deve ser feitas pesquisas com células-tronco. Enfim, ideias religiosas que atrasam o progresso da humanidade e causam muitas mortes. Libertar-se das religiões é um passo importante para podemos avançar.

      Amigo, eu não acredito em Deus por pura falta de evidências, mesmo motivo pelo qual não acredito em fadas ou duentes ou saci-pererê. Desculpe se soa ofensivo, mas não deveria soar. É simples assim. Não tenho motivos para adorar um personagem que não acredito que exista. Como eu já deixei bem claro, o personagem bíblico Deus me parece muito ruim e maligno, mas mesmo que ele fosse um personagem bom, não seria motivo para eu acreditar que existe. Considero que a Fada-do-Dente seja um ser fictício muito bondoso, afinal, segundo a lenda, ela troca dentes-de-leite por dinheiro. Isso seria uma maravilha, principalmente para as camadas mais pobres da sociedade. É uma ideia linda, mas não acredito que seja verdade, também por pura falta de evidências.

      As diferentes opiniões dentro do cristianismo só mostra como vocês não têm um padrão, diferentemente do que você estava tentando defender. Vocês apoiam coisas diferentes, por motivos diferentes, não há um padrão. É só isso que digo.

      O que acontece é que você disse que tinha um padrão, por isso considera matar errado, mas outros cristãos consideram matar correto (pena de morte, por exemplo). Isso é contraditório. Isso mostra que não há padrão. Ou, se há, não é a Bíblia. Ou então a Bíblia é contraditória. De fato é, pois tem versículos apoiando coisas diferentes, que são usados por cristãos diferentes quando querem puxar a sardinha pro seu respectivo lado.

      Não sei como você pode dizer que cristãos bíblicos concordam que as escrituras fornecem um padrão, se esse padrão não pode ser demonstrado, e quando cristãos bíblicos defendem as coisas mais diferentes uns dos outros.

      Abraço e feliz Ano Novo!

    16. William Diz

      Deus não criou o inferno pensando no homem e sim no diabo e seus anjos ( Mateus 25:41)
      o homem vai para lá com as próprias penas,Deus é amor e também justiça, temos que entender que quando se quebra um principio espiritual sempre há consequências, da mesma forma quando respeitamos esses princípios desfrutamos da benção no caso a misericórdia e o amor , não tem contradição é apenas uma questão de escolha, o caminho largo conduz ao inferno caminho apertado conduz para o céu.Nós fazemos a escolha.Tenha certeza que a vontade de Deus é que todos se salvem. A Bíblia é clara com relação ao inferno no livro de Mateus Jesus fala mais do inferno do que do céu.

    17. Juliano Diz

      Não é uma escolha, isso é apenas colocar panos quentes. Considere por um instante que o Alcorão é o livro de Deus, revelendo toda a Sua Glória. Se fosse assim, você estaria dizendo que está deliberadamente escolhendo ir para o inferno, por ser um infiel. Acreditar não é uma escolha. A pessoa tem que ser convencida. Tente acreditar na Mula-Sem-Cabeça e verá como é difícil começar a acreditar em algo só querendo acreditar.

  5. Edilberto de Oliveira Diz

    O
    surgimento de controvérsias desse tipo, assim como na antiguidade, tinham
    propósitos benéficos do ponto de vista do fortalecimento de uma verdadeira
    teologia cristã, pois, já afirmavam os antigos que, “controvérsias e heresias
    causavam um efeito saudável no corpo, afinal os germes estimulam a produção de
    anticorpos.” E isso, nos faz pensar em universalismo sim, mas da seguinte
    forma: O desenvolvimento do reconhecimento universal da autoridade das
    Escrituras Sagradas.

  6. Maelyson Diz

    Não vi, no trecho citado, Sandro Baggio falando sobre como deixou de ser um admirador de Rob Bell.

    1. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Clique no link e leia o artigo inteiro =]

    2. Maelyson Diz

      Apontei para o uso equivocado do texto para afirmar algo que não está no escrito de Sandro Baggio. Já havia lido todo o artigo e não há indícios de um fim da admiração. Parece-me haver um forçada para ampliar a má imagem do pastor estadounidense.

    3. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      “Confesso que, na época, me tornei um admirador de Rob Bell. Nos dois anos seguintes, exibimos quase todos os Noomas em reuniões de oração e reflexão do Projeto 242. Li os outros livros do Rob Bell assim que saíram em inglês e cheguei comentar minhas impressões sobre ele neste blog (1, 2 e 3).”

      Isso é suficiente?

    4. Maelyson Diz

      Você realmente vê perda de admiração nesse trecho? Esse texto é suficiente para sabermos que Baggio se tornou admirador de Bell e não o contrário.

    5. Vinícius S. Pimentel Diz

      “O fato é que O Amor Vence é, em sua maior parte, um livro mais de questionamentos do que de respostas. Mas qual a motivação das perguntas, senão uma tentativa clara que Bell faz de desmoralizar a mensagem cristã tradicional sobre o inferno como algo escandaloso, ilusório e, de certo modo, repugnante?

      Recentemente, na entrevista que Rob Bell concedeu à revista Veja, ficou claro a confusão e contradição que já transparecia nas entrevistas dadas por ele logo após a publicação de O Amor Vence (talvez a mais embaraçosa delas tenha sido para Martin Bashir da NBC, que pode ser vista aqui). Em sua ânsia para tornar a mensagem do Evangelho mais revelante ao homem pós-moderno, Bell tornou-se um pregador da conveniência, bem no espírito da espiritualidade de botique de nossos dias.”

    6. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Que confusão desnecessária:

      No ano passado, em meio a grande controvérsa que seguiu o video viral anunciando a publicação de Love Wins, eu estava numa fase de tremendo desgosto com a influência negativa que o velho liberalismo teológico e neo-liberalismo, sorrateiramente invadindo a igreja evangélica a partir das faculdades de teologia, havia causado na vida de pessoas que conheço. Portanto, minha reação inicial foi de desgosto. Deduzi de imediato que as insinuações de salvação universal e de um inferno vazio fossem consequências lógicas da influência teológica liberal que eu já havia notado nos escritos de Bell, principalmente no livro Jesus Quer Salvar Seus Seguidores.

      Todavia, a despeito do meu desgosto, assim que Love Wins (O Amor Vence) saiu, comprei em audiobook, narrado pelo próprio Rob Bell, uma vez que, sendo um excelente comunicador, ouvi-lo é bem melhor do que lê-lo. Posteriormente, encomendei uma cópia do livro em paperback. Ouvi e li o livro várias vezes. Reproduzi no blog dois trechos que gostei (1 e 2). Li as diversas críticas. Assisti entrevistas. Ouvi podcasts. Troquei ideias sobre o livro com um amigo que respeito muito, professor de teologia do NT e diretor de uma faculdade teológica nos EUA. Uma de suas observações ficou em minha mente. Ele disse que Rob Bell é um artista, não um teólogo acadêmico. Sua teologia é como uma pintura com traços largos, isto é, uma visão geral sem muita atenção aos detalhes. Foi algo que tentei considerar ao ler e refletir sobre O Amor Vence. Mas ainda assim, o desgosto permaneceu.

    7. Maelyson Diz

      Não é desnecessária pois se trata de dar uma informação irreal ao leitor. Eu repito que em nenhum trecho Baggio relata que deixou de admirar Bell. Se você acha que é esse tipo de passar informação é o correto, faça. Mas atente para não soar ainda mais tendencioso.

    8. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Leia a resposta do Sandro acima.

    9. Maelyson Diz

      Você realmente vê no trecho citado perda de admiração? Tal citação é suficiente para sabermos que Baggio se tornou admirador de Bell.

  7. William Diz

    E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.João 8:32

    O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.João 14:17

  8. Sheila Denega Diz

    Esse pensar teológico reduz Deus a uma “marionete” em forma de pêndulo, que ora vai para um lado, ora pra outro. Deus não é assim, Deus é amor, mas também correção à desobediência que está grassando entre muitos que se dizem crentes em Jesus, que se acham salvos “eternamente”, independente de suas ações.Não existe “evangelho” sem julgamento e sim o Evangelho dos que terão que prestar contas, quando da vinda do Senhor Jesus. Quem tem ouvidos que ouça a voz do Espírito.

  9. Carlos Henrique Diz

    Raça de víboras!!
    o inferno não existe? hahahahahahaha cada um que me aparece
    esse universalismo é uma típica desculpa para os “frequentadores de domingo” que querem curtir a vida

    1. Joshuakeys Diz

      Como consegue falar em assuntos delicados e em seguida rir-se como não houvesse amanhã?

  10. Sandro Baggio Diz

    Vinícius e Maelyson,

    Eu admiro a capacidade de comunicação do Rob Bell. Acredito que ele contribuiu de modo positivo para a igreja, fazendo com que muitos repensassem sobre o modo de ser igreja no mundo contemporâneo e sobre como se comunicar efetivamente com essa geração (por meio dos curtas,
    por exemplo).

    Todavia, deixei de admirá-lo em sua teologia no momento em que ele adotou uma cartilha cada vez mais liberal e com fortes tendências para a Teologia da Libertação (em Jesus Quer Salvar os Cristãos), e passou a negar (ou até mesmo menosprezar) céu e inferno como realidades após a morte (em Love Wins).

    Em outras palavras, não sou mais um fã. Não significa que não lerei mais nada do que ele vier escrever. Mas o cara “perdeu o brilho”, para mim, entendem?

    Finalizando, espero que ele consiga ver o erro que sua teologia logicamente conduz e volte para a fé que uma vez foi dada aos santos.

    Abs,

  11. Sérgio Júnior Diz

    Infelizmente o mundo ( revista VEJA ) e os crentes carnais encontraram, no Rob Bell, uma voz para exporem o que suas mentes naturais não conseguem conceber!!! A palavra de Deus!!!

  12. Debora Sanches Diz

    SOU PROFESSORA DE MATEMATICA E BIOLOGIA AQUI NO BRASIL E ONTEM A NOITE PELA PRIMEIRA VEZ LI SOBRE VC E O Q VC PENSA SOBRE DEUS E A MINHA MENTE TEVE UM SALTO. NOSSA ESSE CARA ME PLAGIOU . CLARO QUE NAO MAS ATE LER O Q VC AFIRMA SOBRE DEUS E QUE EU CONCORDO EM BOA PARTE DEIXEI DE ME SENTIR TAO SOZINHA POR ISSO A MENSAGEM LOGICA SOBRE DEUS QUE VC PREGA QUERO PREGAR AQUI NO MEU PAIS ONDE TANTOS MORREM SEM NUNCA TEREM A CHANCE DE CONHECER UM DEUS LOGICO E VERDADEIRO ENTRE EM CONTATO COMIGO O BRASIL PRECISA CONHECER UM DEUS DE VERDADE E A LOGICA É A CHAVE PRA ISSO

  13. Eduardo Diz

    Vcs acreditaram nessa entrevista da veja? Sabe de nada inocentes… Veja é um lixo de revista, tenho certeza q grande maioria das coisas o cara nem falou e a veja deu o famoso jeitinho jornalístico brasileiro para vender capastor enfim continuo adorando as mensagens do pastor Rob e entre crer num Deus de amor q não manda ninguém pro inferno e num Deus castigador,fico com a primeira opção.. Graça e paz

    1. Flávio Costa Diz

      … 35 pessoas enganadas…

  14. Gustavo Vieira Diz

    O fato é que se Deus resolver liberar geral a entrada “lá em cima” muita gente aqui vai ficar indignada!! Muita gente vai pedir um adiamento pra poder dar um pulo num bordel antes já que tá tudo liberado… Nessa hora vc vê que a verdadeira motivação pra muitos seguirem a Jesus é o medo do inferno!

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