{"id":59947,"date":"2021-09-21T15:20:45","date_gmt":"2021-09-21T18:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?page_id=59947"},"modified":"2021-09-21T15:20:45","modified_gmt":"2021-09-21T18:20:45","slug":"a-confissao-belga","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/a-confissao-belga\/","title":{"rendered":"A Confiss\u00e3o Belga"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Acesse a\u00a0<a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/credos-e-confissoes\/\">p\u00e1gina de Credos e Confiss\u00f5es<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<h1>A Confiss\u00e3o Belga<\/h1>\n<p><strong>ARTIGO 1<\/strong><\/p>\n<p><em>O \u00danico Deus<\/em><\/p>\n<p>Todos n\u00f3s cremos com o cora\u00e7\u00e3o e confessamos com a boca que h\u00e1 um s\u00f3 Deus, um \u00fanico e simples ser espiritual. Ele \u00e9 eterno, incompreens\u00edvel, invis\u00edvel, imut\u00e1vel, infinito, todo-poderoso; totalmente s\u00e1bio, justo e bom, e uma fonte muito abundante de todo bem.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 2<\/strong><\/p>\n<p><em>Como Conhecemos a Deus<\/em><\/p>\n<p>N\u00f3s o conhecemos por dois meios. Primeiro: pela cria\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e governo do mundo inteiro, visto que o mundo, perante nossos olhos, \u00e9 como um livro formoso, em que todas as criaturas, grandes e pequenas, servem de letras que nos fazem contemplar \u201cos atributos invis\u00edveis de Deus\u201d, ou seja, \u201co seu eterno poder e a sua divindade\u201d, como diz o ap\u00f3stolo Paulo. Todos esses atributos s\u00e3o suficientes para convencer os homens e torn\u00e1-los indesculp\u00e1veis.<\/p>\n<p>Segundo: Deus se fez conhecer, ainda mais clara e plenamente, por sua sagrada e divina Palavra, ou seja, tanto quanto nos \u00e9 necess\u00e1rio nesta vida, para sua gl\u00f3ria e para a salva\u00e7\u00e3o dos que lhe pertencem.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 3<\/strong><\/p>\n<p><em>A Palavra Escrita de Deus<\/em><\/p>\n<p>Confessamos que a palavra de Deus n\u00e3o foi enviada nem produzida \u201cpor vontade humana, mas os homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Esp\u00edrito Santo\u201d, como diz o ap\u00f3stolo Pedro. Depois, Deus, por seu cuidado especial para conosco e para com a nossa salva\u00e7\u00e3o, mandou seus servos, os profetas e os ap\u00f3stolos, escreverem sua palavra revelada. Ele mesmo escreveu com o pr\u00f3prio dedo as duas t\u00e1buas da lei. Por isso, chamamos estas escritas de sagradas e divinas Escrituras.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 4<\/strong><\/p>\n<p><em>Os Livros Can\u00f4nicos da Sagrada Escritura<\/em><\/p>\n<p>A Sagrada Escritura \u00e9 composta por dois volumes: O Antigo e o Novo Testamento, que s\u00e3o can\u00f4nicos e n\u00e3o podem ser contestados de forma alguma. A Igreja de Deus reconhece a lista seguinte:<\/p>\n<p>Os livros do Antigo Testamento: G\u00eanesis, \u00caxodo, Lev\u00edtico, N\u00fameros, Deuteron\u00f4mio (os cinco livros de Mois\u00e9s); Josu\u00e9, Ju\u00edzes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Cr\u00f4nicas, Esdras, Neemias, Ester, J\u00f3, Salmos, Prov\u00e9rbios, Eclesiastes, Cantares; Isa\u00edas, Jeremias (com Lamenta\u00e7\u00f5es), Ezequiel, Daniel (os quatro Profetas Maiores); Oseias, Joel, Am\u00f3s, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias (os doze Profetas Menores).<\/p>\n<p>Os livros do Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas, Jo\u00e3o (os quatro evangelistas); Atos dos Ap\u00f3stolos; Romanos, 1 e 2 Cor\u00edntios, G\u00e1latas, Ef\u00e9sios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Tim\u00f3teo, Tito, Filemom (as treze ep\u00edstolas do ap\u00f3stolo Paulo); Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 Jo\u00e3o, Judas e Apocalipse.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 5<\/strong><\/p>\n<p><em>A Dignidade e Autoridade da Sagrada Escritura<\/em><\/p>\n<p>Recebemos todos esses livros, e somente esses, como sagrados e can\u00f4nicos, para regular, fundamentar e confirmar nossa f\u00e9. Acreditamos, sem d\u00favida alguma, em tudo que eles cont\u00eam, n\u00e3o tanto porque a igreja aceita e reconhece esses livros como can\u00f4nicos, mas principalmente porque o Esp\u00edrito Santo testifica em nossos cora\u00e7\u00f5es que eles v\u00eam de Deus, como eles mesmos provam. Pois at\u00e9 os cegos podem sentir que as coisas, preditas neles, se cumprem.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 6<\/strong><\/p>\n<p><em>A Diferen\u00e7a entre os Livros Can\u00f4nicos e Ap\u00f3crifos<\/em><\/p>\n<p>Distinguimos esses livros sagrados dos livros ap\u00f3crifos, que s\u00e3o os seguintes: 3 e 4 Esdras, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesi\u00e1stico, Baruque, os Acr\u00e9scimos ao livro de Ester e Daniel, a Ora\u00e7\u00e3o de Manass\u00e9s e 1 e 2 Macabeus. A igreja pode, sim, ler esses livros e tirar deles ensino, na medida em que concordem com os livros can\u00f4nicos. Por\u00e9m, os ap\u00f3crifos n\u00e3o t\u00eam tanto poder e autoridade que o testemunho deles possa confirmar qualquer artigo da f\u00e9 ou da religi\u00e3o crist\u00e3; e muito menos podem diminuir a autoridade dos sagrados livros.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 7<\/strong><\/p>\n<p><em>A Sufici\u00eancia das Santas Escrituras para ser a \u00danica Regra de F\u00e9<\/em><\/p>\n<p>Cremos que esta Sagrada Escritura cont\u00e9m perfeitamente a vontade de Deus e suficientemente ensina tudo o que o homem deve crer para ser salvo. Nela, Deus descreveu, por extenso, toda a maneira de servi-lo. Por isso, n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito aos homens, mesmo que fossem ap\u00f3stolos \u201cou um anjo vindo do c\u00e9u\u201d, conforme diz o ap\u00f3stolo Paulo, ensinarem outra doutrina sen\u00e3o aquela da Sagrada Escritura. \u00c9 proibido \u201cacrescentar algo a Palavra de Deus ou tirar algo dela\u201d. Assim, mostra-se claramente que sua doutrina \u00e9 perfeit\u00edssima e, em todos os sentidos, completa. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel igualar escritos de homens, por mais santos que sejam os autores, \u00e0s Escrituras divinas. Nem \u00e9 poss\u00edvel igualar \u00e0 verdade de Deus costumes, opini\u00f5es da maioria, institui\u00e7\u00f5es antigas, sucess\u00e3o de tempos ou de pessoas, ou conc\u00edlios, decretos ou resolu\u00e7\u00f5es. Pois a verdade est\u00e1 acima de tudo e todos os homens s\u00e3o mentirosos e \u201cmais leves que a vaidade\u201d. Por isso, rejeitamos, de todo o cora\u00e7\u00e3o, tudo que n\u00e3o est\u00e1 de acordo com essa regra infal\u00edvel, conforme os ap\u00f3stolos nos ensinaram: \u201cProvai os esp\u00edritos se procedem de Deus\u201d e: \u201cSe algu\u00e9m vem ter convosco e n\u00e3o traz esta doutrina, n\u00e3o o recebais em casa\u201d.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 8<\/strong><\/p>\n<p><em>Deus \u00e9 de uma Ess\u00eancia, mas Distinguido em Tr\u00eas Pessoas<\/em><\/p>\n<p>Conforme esta verdade e esta palavra de Deus, cremos em um s\u00f3 Deus, que \u00e9 um \u00fanico ser, em que h\u00e1 tr\u00eas Pessoas: o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo. Essas s\u00e3o, realmente e desde a eternidade, distintas conforme os atributos pr\u00f3prios de cada Pessoa. O Pai \u00e9 a causa, a origem e o princ\u00edpio de todas as coisas vis\u00edveis e invis\u00edveis. O Filho \u00e9 o Verbo, a sabedoria e a imagem do Pai. O Esp\u00edrito Santo, que procede do Pai e do Filho, \u00e9 a eterna for\u00e7a e o poder. Essa distin\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa que Deus est\u00e1 dividido em tr\u00eas. Pois a Sagrada Escritura nos ensina que cada um desses tr\u00eas, o Pai e o Filho e o Esp\u00edrito Santo, tem sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, distinta por seus atributos, de tal maneira, por\u00e9m, que essas tr\u00eas pessoas s\u00e3o um s\u00f3 Deus. \u00c9 claro, ent\u00e3o, que o Pai n\u00e3o \u00e9 o Filho e que o Filho n\u00e3o \u00e9 o Pai; que tamb\u00e9m o Esp\u00edrito Santo n\u00e3o \u00e9 o Pai ou o Filho. Entretanto, essas Pessoas, assim distintas, n\u00e3o s\u00e3o divididas nem confundidas entre si. Porque somente o Filho se tornou homem, n\u00e3o o Pai ou o Esp\u00edrito Santo. O Pai jamais existiu sem seu Filho e sem seu Esp\u00edrito Santo, pois todos os tr\u00eas t\u00eam igual eternidade, no mesmo ser. N\u00e3o h\u00e1 primeiro nem \u00faltimo, pois todos os tr\u00eas s\u00e3o um s\u00f3 em verdade, em poder, em bondade e em miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 9<\/strong><\/p>\n<p><em>A Prova do Artigo Anterior sobre a Trindade de Pessoas em um Deus<\/em><\/p>\n<p>Tudo isso sabemos tanto pelo testemunho da Sagrada Escritura como pelas obras das tr\u00eas Pessoas, principalmente por aquelas que percebemos em n\u00f3s. Os testemunhos das Sagradas Escrituras, que nos ensinam a crer nessa Trindade, encontram-se em muitos lugares do Antigo Testamento. N\u00e3o \u00e9 preciso alist\u00e1-los, somente escolh\u00ea-los cuidadosamente. Em G\u00eanesis 1.26 e 27, Deus diz: \u201cFa\u00e7amos o homem \u00e0 nossa imagem, conforme a nossa semelhan\u00e7a\u201d etc. \u201cCriou Deus, pois, o homem \u00e0 sua imagem; homem e mulher os criou\u201d. Assim tamb\u00e9m em G\u00eanesis 3.22: \u201cEis que o homem se tornou como um de n\u00f3s\u201d. Com isso, mostra-se que h\u00e1 mais de uma pessoa em Deus, porque ele diz: \u201cFa\u00e7amos o homem \u00e0 nossa imagem\u201d; e, em seguida, ele indica que h\u00e1 um s\u00f3 Deus quando diz: \u201cDeus criou\u201d. \u00c9 verdade que ele n\u00e3o diz quantas pessoas h\u00e1, mas o que \u00e9 um tanto obscuro, para n\u00f3s, no Antigo Testamento \u00e9 bem claro no Novo.<\/p>\n<p>Pois, quando nosso Senhor foi batizado no rio Jord\u00e3o, ouviu-se a voz do Pai, que falou: \u201cEste \u00e9 o meu filho amado\u201d; enquanto o Filho foi visto na \u00e1gua, o Esp\u00edrito Santo se manifestou em forma de pomba. Al\u00e9m disso, Cristo instituiu, para o batismo de todos os fi\u00e9is, esta forma: Batizai todas as na\u00e7\u00f5es \u201cem nome do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u201d. No evangelho segundo Lucas, o anjo Gabriel diz a Maria, m\u00e3e do Senhor: \u201cDescer\u00e1 sobre ti o Esp\u00edrito Santo e o poder do Alt\u00edssimo te envolver\u00e1 com a sua sombra; por isso tamb\u00e9m o ente santo que h\u00e1 de nascer ser\u00e1 chamado Filho de Deus\u201d. Do mesmo modo: \u201cA gra\u00e7a do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo sejam com todos v\u00f3s\u201d. Em todos esses lugares, nos \u00e9 ensinado que h\u00e1 tr\u00eas Pessoas em um s\u00f3 ser divino. E, embora essa doutrina ultrapasse o entendimento humano, cremos nela, baseados na Palavra, e esperamos gozar de seu pleno conhecimento e fruto no c\u00e9u.<\/p>\n<p>Devemos considerar, tamb\u00e9m, a obra pr\u00f3pria que cada uma dessas tr\u00eas Pessoas efetua em n\u00f3s: o Pai \u00e9 chamado nosso Criador, por seu poder; o Filho \u00e9 nosso Salvador e Redentor, por seu sangue; o Esp\u00edrito Santo \u00e9 nosso Santificador, porque habita em nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A verdadeira igreja sempre tem mantido essa doutrina da Trindade, desde os dias dos ap\u00f3stolos at\u00e9 hoje, contra os judeus, os mu\u00e7ulmanos e falsos crist\u00e3os e hereges como Marci\u00e3o, Mani, Pr\u00e1xeas, Sab\u00e9lio, Paulo de Sam\u00f3sata, \u00c1rio e outros. A igreja antiga os condenou, com toda a raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, nessa mat\u00e9ria, aceitamos, de boa vontade, os tr\u00eas Credos ecum\u00eanicos, a saber: o Apost\u00f3lico, o Niceno e o Atanasiano; e tamb\u00e9m o que a igreja antiga determinou em conformidade com esses credos.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 10<\/strong><\/p>\n<p><em>Jesus Cristo \u00c9 Deus Verdadeiro e Eterno<\/em><\/p>\n<p>Cremos que Jesus Cristo, segundo sua natureza divina, \u00e9 o \u00fanico Filho de Deus, gerado desde a eternidade. Ele n\u00e3o foi feito, nem criado \u2014 pois, assim, ele seria uma criatura \u2014, mas \u00e9 de igual subst\u00e2ncia do Pai, coeterno, \u201co resplendor da gl\u00f3ria e a express\u00e3o exata do seu Ser\u201d, igual a ele em tudo. Ele \u00e9 o Filho de Deus, n\u00e3o somente desde que assumiu nossa natureza, mas desde a eternidade, como os seguintes testemunhos nos ensinam, ao serem comparados entre si: Mois\u00e9s diz que Deus criou o mundo, e o ap\u00f3stolo Jo\u00e3o diz que todas as coisas foram feitas por interm\u00e9dio do Verbo que ele chama Deus. O ap\u00f3stolo diz que Deus fez o universo por seu Filho e, tamb\u00e9m, que Deus criou todas as coisas por meio de Jesus Cristo. Segue-se necessariamente que aquele que \u00e9 chamado Deus, o Verbo, o Filho e Jesus Cristo, j\u00e1 existia quando todas as coisas foram criadas por ele. O profeta Miqueias, portanto, diz: \u201cSuas origens s\u00e3o desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade\u201d; e a carta aos Hebreus testemunha: \u201cele n\u00e3o teve princ\u00edpio de dias, nem fim de exist\u00eancia\u201d. Assim, ele \u00e9 o verdadeiro, eterno Deus, o Todo-Poderoso, a quem invocamos, adoramos e servimos.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 11<\/strong><\/p>\n<p><em>O Esp\u00edrito Santo \u00c9 Deus Verdadeiro e Eterno<\/em><\/p>\n<p>Cremos e confessamos, tamb\u00e9m, que o Esp\u00edrito Santo procede do Pai e do Filho, desde a eternidade. Ele n\u00e3o foi feito, nem criado, nem gerado; mas procede de ambos. Na ordem, ele \u00e9 a terceira pessoa da Trindade, de igual subst\u00e2ncia, majestade e gl\u00f3ria do Pai e do Filho, verdadeiro e eterno Deus, como nos ensinam as Sagradas Escrituras.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 12<\/strong><\/p>\n<p><em>A Cria\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Cremos que o Pai, por seu Verbo \u2014 quer dizer: por seu Filho \u2014, criou, do nada, o c\u00e9u, a terra e todas as criaturas, quando bem lhe aprouve. A cada criatura, ele deu sua pr\u00f3pria natureza e forma, e sua pr\u00f3pria fun\u00e7\u00e3o para servir ao seu Criador. Ainda hoje, sustenta todas essas criaturas e as governa segundo sua eterna provid\u00eancia e por seu infinito poder, para elas servirem ao homem, a fim de que o homem sirva a seu Deus.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m criou bons os anjos para serem seus mensageiros e servirem aos eleitos. Alguns deles ca\u00edram na eterna perdi\u00e7\u00e3o, da posi\u00e7\u00e3o excelente em que Deus os havia criado, mas os outros, pela gra\u00e7a de Deus, perseveraram e continuaram em sua primeira posi\u00e7\u00e3o. Os dem\u00f4nios e os esp\u00edritos malignos s\u00e3o t\u00e3o corrompidos que s\u00e3o inimigos de Deus e de todo o bem. Como assassinos, com toda a sua for\u00e7a, est\u00e3o \u00e0 espreita da igreja e de cada um de seus membros, para demolir e destruir tudo com sua ast\u00facia. Por isso, por causa de sua pr\u00f3pria mal\u00edcia, est\u00e3o condenados \u00e0 maldi\u00e7\u00e3o eterna e aguardam, a cada dia, seus tormentos terr\u00edveis. Nesse ponto, rejeitamos e detestamos o erro dos saduceus, que negam a exist\u00eancia de esp\u00edritos e de anjos; tamb\u00e9m o erro dos maniqueus, que dizem que os dem\u00f4nios t\u00eam sua origem em si mesmos e s\u00e3o maus por natureza; eles negam que os dem\u00f3nios se corromperam.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 13<\/strong><\/p>\n<p><em>A Provid\u00eancia Divina<\/em><\/p>\n<p>Cremos que o bom Deus, depois de ter criado todas as coisas, n\u00e3o as abandonou, nem as entregou ao acaso ou \u00e0 pr\u00f3pria sorte, mas que as dirige e governa conforme sua santa vontade, de tal maneira que neste mundo nada acontece sem a sua determina\u00e7\u00e3o. Contudo, Deus n\u00e3o \u00e9 o autor, nem tem culpa do pecado que se comete. Pois seu poder e sua bondade s\u00e3o t\u00e3o grandes e incompreens\u00edveis que ele ordena e faz sua obra muito bem e com justi\u00e7a, mesmo que os dem\u00f4nios e os \u00edmpios ajam injustamente. E as obras dele que ultrapassam o entendimento humano, n\u00e3o queremos investig\u00e1-las curiosamente, al\u00e9m da nossa capacidade de entender. Mas adoramos humilde e piedosamente a Deus em seus justos julgamentos, que nos est\u00e3o escondidos. Contentamo-nos em ser disc\u00edpulos de Cristo, a fim de que aprendamos somente o que ele nos ensina em sua Palavra, sem ultrapassar esses limites.<\/p>\n<p>Esse ensino nos traz um inexprim\u00edvel consolo quando aprendemos dele que nada nos acontece por acaso, mas pela determina\u00e7\u00e3o de nosso bondoso Pai celestial. Ele nos protege com um cuidado paternal, dominando todas as criaturas de tal modo que nenhum fio de cabelo \u2014 pois esses est\u00e3o todos contados \u2014 e nenhum pardal cair\u00e3o em terra sem o consentimento de nosso Pai. Confiamos nisso, pois sabemos que ele reprime os dem\u00f4nios e todos os nossos inimigos, e que eles, sem a sua permiss\u00e3o, n\u00e3o nos podem prejudicar. Por isso, rejeitamos o detest\u00e1vel erro dos epicureus, que dizem que Deus n\u00e3o se importa com nada e entrega tudo ao acaso.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 14<\/strong><\/p>\n<p><em>A Cria\u00e7\u00e3o e Queda do Homem, e sua Incapacidade de Fazer o Bem<\/em><\/p>\n<p>Cremos que Deus criou o homem do p\u00f3 da terra, e o fez e formou conforme sua imagem e semelhan\u00e7a: bom, justo e santo, capaz de concordar, em tudo, com a vontade de Deus. Mas, quando o homem estava naquela posi\u00e7\u00e3o excelente, ele n\u00e3o a valorizou e n\u00e3o a reconheceu. Dando ouvidos \u00e0s palavras do diabo, submeteu-se por livre vontade ao pecado e, assim, \u00e0 morte e \u00e0 maldi\u00e7\u00e3o. Pois transgrediu o mandamento da vida, que havia recebido e, pelo pecado, separou-se de Deus, que era sua verdadeira vida. Assim, ele corrompeu toda a sua natureza e mereceu a morte corporal e espiritual. Ao se tornar \u00edmpio, perverso e corrupto em todas as suas pr\u00e1ticas, ele perdeu todos os dons excelentes, que havia recebido de Deus. Nada lhe sobrou desses dons, sen\u00e3o pequenos tra\u00e7os, que s\u00e3o suficientes para deixar o homem sem desculpa. Pois toda a luz em n\u00f3s se tornou em trevas, como nos ensina a Escritura: \u201cA luz resplandece nas trevas, e as trevas n\u00e3o prevaleceram contra ela\u201d. Aqui o ap\u00f3stolo Jo\u00e3o chama os homens \u201ctrevas\u201d.<\/p>\n<p>Por isso, rejeitamos todo o ensino contr\u00e1rio, sobre o livre-arb\u00edtrio do homem, porque o homem somente \u00e9 escravo do pecado e \u201cn\u00e3o pode receber coisa alguma se do c\u00e9u n\u00e3o lhe for dada\u201d. Pois quem se gloriar\u00e1 de fazer alguma coisa boa pela pr\u00f3pria for\u00e7a, se Cristo diz: \u201cNingu\u00e9m pode vir a mim se o Pai que me enviou n\u00e3o o trouxer\u201d? Quem falar\u00e1 sobre sua pr\u00f3pria vontade sabendo ter \u201co pendor da carne e inimizade contra Deus\u201d? Quem ousar\u00e1 vangloriar-se de seu pr\u00f3prio conhecimento, reconhecendo que \u201co homem natural n\u00e3o aceita as coisas do Esp\u00edrito de Deus\u201d? Em resumo: quem apresentar\u00e1 um pensamento sequer, admitindo que n\u00e3o somos \u201ccapazes de pensar alguma coisa como se partisse de n\u00f3s\u201d, mas que \u201ca nossa sufici\u00eancia vem de Deus\u201d? Por isso, devemos insistir nesta palavra do ap\u00f3stolo: \u201cDeus \u00e9 quem efetua em v\u00f3s tanto o querer como o realizar, segundo a sua vontade\u201d. Pois, somente o entendimento ou a vontade que Cristo opera no homem est\u00e3o em conformidade com o entendimento e a vontade de Deus, como ele ensina: \u201cSem mim, nada podeis fazer\u201d.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 15<\/strong><\/p>\n<p><em>O Pecado Original<\/em><\/p>\n<p>Cremos que, pela desobedi\u00eancia de Ad\u00e3o, o pecado original se estendeu por todo o g\u00eanero humano. Esse pecado \u00e9 uma deprava\u00e7\u00e3o de toda a natureza humana e um mal heredit\u00e1rio, com que at\u00e9 as crian\u00e7as no ventre de suas m\u00e3es est\u00e3o contaminadas. \u00c9 a raiz que produz no homem todo tipo de pecado. Por isso \u00e9 t\u00e3o repugnante e abomin\u00e1vel diante de Deus que \u00e9 suficiente para condenar o g\u00eanero humano. Nem pelo batismo o pecado original \u00e9 totalmente anulado ou destru\u00eddo, porque o pecado sempre jorra dessa deprava\u00e7\u00e3o como \u00e1gua corrente de uma fonte contaminada. O pecado original, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 atribu\u00eddo aos filhos de Deus para conden\u00e1-los, mas \u00e9 perdoado pela gra\u00e7a e a miseric\u00f3rdia de Deus. Isso n\u00e3o quer dizer que eles possam continuar descuidadamente numa vida pecaminosa. Pelo contr\u00e1rio, os fi\u00e9is, conscientes dessa deprava\u00e7\u00e3o, devem aspirar a se livrar do corpo dominado pela morte. Nesse ponto, rejeitamos o erro do pelagianismo, que diz que o pecado \u00e9 somente uma quest\u00e3o de imita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 16<\/strong><\/p>\n<p><em>A Elei\u00e7\u00e3o Eterna<\/em><\/p>\n<p>Cremos que Deus, quando o pecado do primeiro homem lan\u00e7ou Ad\u00e3o e toda a sua descend\u00eancia na perdi\u00e7\u00e3o, mostrou-se como ele \u00e9, a saber: misericordioso e justo. Misericordioso, porque ele livra e salva da perdi\u00e7\u00e3o aqueles a quem ele, em seu eterno e imut\u00e1vel conselho, somente pela bondade, elegeu em Jesus Cristo nosso Senhor, sem levar em considera\u00e7\u00e3o obra alguma deles. Justo, porque ele deixa os demais em queda e perdi\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o na qual eles mesmos se lan\u00e7aram.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 17<\/strong><\/p>\n<p><em>A Recupera\u00e7\u00e3o do Homem Ca\u00eddo<\/em><\/p>\n<p>Cremos que nosso bom Deus, ao ver que o homem se havia lan\u00e7ado assim na morte corporal e espiritual e se havia feito totalmente miser\u00e1vel, foi pessoalmente em busca do homem, quando este, tremendo, fugia de sua presen\u00e7a. Assim Deus mostrou sua maravilhosa sabedoria e bondade. Ele confortou o homem com a promessa de lhe dar seu Filho, que nasceria de uma mulher, com o prop\u00f3sito de esmagar a cabe\u00e7a da serpente e de tornar feliz o homem.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 18<\/strong><\/p>\n<p><em>A Encarna\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo<\/em><\/p>\n<p>Confessamos, ent\u00e3o, que Deus cumpriu a promessa, feita aos pais antigos pela boca de seus santos profetas, quando enviou ao mundo seu pr\u00f3prio, \u00fanico e eterno Filho, no tempo determinado por ele. Este assumiu a forma de servo e tornou-se semelhante aos homens, assumindo realmente a verdadeira natureza humana, com todas as suas fraquezas, mas sem o pecado. Foi concebido no ventre da bem-aventurada virgem Maria, pelo poder do Esp\u00edrito Santo, sem a interven\u00e7\u00e3o do homem. E n\u00e3o somente tomou a natureza humana quanto ao corpo, como tamb\u00e9m a verdadeira alma humana, para que fosse um verdadeiro homem. Pois, estando perdidos tanto a alma como o corpo, ele devia tomar ambos para salv\u00e1-los. Por isso, confessamos (contra a heresia dos anabatistas, que negam que Cristo tomou a natureza de sua m\u00e3e) que Cristo participou do sangue e da carne dos filhos de Deus; que ele, \u201csegundo a carne, veio da descend\u00eancia de Davi\u201d; fruto do ventre de Maria; nascido de uma mulher; rebento de Davi; renovo da raiz de Jess\u00e9; brotado de Jud\u00e1; descendente dos judeus, segundo a carne; da descend\u00eancia de Abra\u00e3o, tornando-se semelhante aos irm\u00e3os em tudo, mas sem pecado. Assim, ele \u00e9, na verdade, nosso Emanuel, ou seja, Deus conosco.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 19<\/strong><\/p>\n<p><em>A Uni\u00e3o e a Distin\u00e7\u00e3o das Duas Naturezas da Pessoa de Cristo<\/em><\/p>\n<p>Cremos que, por essa concep\u00e7\u00e3o, a pessoa do Filho est\u00e1 unida e conjugada, inseparavelmente, com a natureza humana. N\u00e3o h\u00e1, ent\u00e3o, dois filhos de Deus, nem duas pessoas, mas duas naturezas, unidas numa s\u00f3 pessoa, mantendo cada uma suas caracter\u00edsticas distintas. A natureza divina permaneceu n\u00e3o criada, sem in\u00edcio, nem fim de vida, preenchendo c\u00e9u e terra. Do mesmo modo, a natureza humana n\u00e3o perdeu suas caracter\u00edsticas, mas permaneceu criatura, tendo in\u00edcio, sendo uma natureza finita e mantendo tudo o que \u00e9 pr\u00f3prio de um verdadeiro corpo. E ainda que, por meio de sua ressurrei\u00e7\u00e3o, Cristo tenha concedido imortalidade \u00e0 sua natureza humana, n\u00e3o transformou sua realidade, pois nossa salva\u00e7\u00e3o e nossa ressurrei\u00e7\u00e3o dependem tamb\u00e9m da realidade de seu corpo.<\/p>\n<p>Essas duas naturezas, por\u00e9m, est\u00e3o unidas numa s\u00f3 pessoa de tal maneira que nem por sua morte foram separadas. Ao morrer, ele entregou, ent\u00e3o, nas m\u00e3os de seu Pai um verdadeiro Esp\u00edrito humano, que saiu de seu corpo, mas a natureza divina sempre continuou unida \u00e0 humana, mesmo quando ele jazia no sepulcro. A divindade n\u00e3o cessou de estar nele, assim como estava nele quando era crian\u00e7a, embora, por algum tempo, n\u00e3o se tivesse manifestado. Por isso, confessamos que Cristo \u00e9 verdadeiro Deus e verdadeiro homem: verdadeiro Deus, a fim de vencer a morte por seu poder; verdadeiro homem, a fim de morrer por n\u00f3s na fraqueza de sua carne.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 20<\/strong><\/p>\n<p><em>A Justi\u00e7a e a Miseric\u00f3rdia de Deus em Cristo<\/em><\/p>\n<p>Cremos que Deus, perfeitamente misericordioso e justo, enviou seu Filho para assumir a natureza humana em que foi cometida a desobedi\u00eancia. Nessa natureza, ele satisfez a Deus, carregando o castigo pelos pecados, atrav\u00e9s de seu mui amargo sofrimento e morte. Assim, Deus provou sua justi\u00e7a sobre seu Filho quando carregou sobre ele nossos pecados e derramou sua bondade e miseric\u00f3rdia sobre n\u00f3s, culpados e dignos da condena\u00e7\u00e3o. Por amor perfeit\u00edssimo, ele entregou seu Filho \u00e0 morte, por n\u00f3s, e o ressuscitou para nossa justifica\u00e7\u00e3o, a fim de que, por ele, tiv\u00e9ssemos a imortalidade e a vida eterna.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 21<\/strong><\/p>\n<p><em>A Satisfa\u00e7\u00e3o de Cristo, nosso \u00danico Sumo Sacerdote, por N\u00f3s<\/em><\/p>\n<p>Cremos que Jesus Cristo \u00e9 um eterno Sumo Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, o que Deus confirmou por juramento. Perante seu Pai e para lhe apaziguar a ira, ele se apresentou em nosso nome, por satisfa\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, sacrificando-se a si mesmo e derramando seu precioso sangue, para a purifica\u00e7\u00e3o dos nossos pecados, conforme os profetas predisseram. Pois est\u00e1 escrito que \u201co castigo que nos traz a paz estava sobre\u201d o Filho de Deus e que \u201cpelas suas pisaduras fomos sarados\u201d; \u201ccomo cordeiro foi levado ao matadouro\u201d; \u201cfoi contado com os transgressores\u201d; e, como criminoso, foi condenado por P\u00f4ncio Pilatos, embora este o tivesse declarado inocente. Assim, ent\u00e3o, restituiu o que n\u00e3o havia furtado e sofreu, \u201co justo pelos injustos\u201d, tanto em seu corpo como em sua alma, de modo que sentiu o terr\u00edvel castigo que nossos pecados mereceram. Assim, \u201cseu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra\u201d. Ele \u201cclamou em alta voz: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?\u201d e padeceu tudo para a remiss\u00e3o de nossos pecados.<\/p>\n<p>Por isso, dizemos, com raz\u00e3o, junto com Paulo, que n\u00e3o sabemos outra coisa, \u201csen\u00e3o Jesus Cristo, e este crucificado\u201d. Consideramos \u201ctudo perda por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus\u201d, nosso Senhor. Encontramos toda consola\u00e7\u00e3o em seus ferimentos e n\u00e3o precisamos buscar ou inventar qualquer outro meio para nos reconciliarmos com Deus, \u201cporque, com uma \u00fanica oferta, aperfei\u00e7oou para sempre quantos est\u00e3o sendo santificados\u201d. Por isso, o anjo de Deus o chamou Jesus, quer dizer: Salvador, porque ia salvar \u201cseu povo dos pecados deles\u201d.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 22<\/strong><\/p>\n<p><em>A Justifica\u00e7\u00e3o pela F\u00e9 em Jesus Cristo<\/em><\/p>\n<p>Cremos que, para que possamos obter verdadeiro conhecimento desse grande mist\u00e9rio, o Esp\u00edrito Santo acende, em nosso cora\u00e7\u00e3o, a f\u00e9 verdadeira. Essa f\u00e9 abra\u00e7a Jesus Cristo com todos os seus m\u00e9ritos, apropria-se dele e nada mais busca fora dele. Pois, das duas, uma: ou n\u00e3o se acha em Jesus Cristo tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio para nossa salva\u00e7\u00e3o, ou tudo se acha nele, e, ent\u00e3o, aquele que possui Jesus Cristo pela f\u00e9 tem a salva\u00e7\u00e3o completa. Dizer, por\u00e9m, que Cristo n\u00e3o \u00e9 suficiente, mas que, al\u00e9m dele, algo mais \u00e9 necess\u00e1rio, significaria uma blasf\u00eamia horr\u00edvel. Pois Cristo seria apenas um salvador incompleto.<\/p>\n<p>Por isso, dizemos, com raz\u00e3o, junto com o ap\u00f3stolo Paulo, que somos justificados somente pela f\u00e9, ou pela f\u00e9 sem as obras. Entretanto, n\u00e3o entendemos isso como se a pr\u00f3pria f\u00e9 nos justificasse; ela \u00e9 somente o instrumento com que abra\u00e7amos Cristo, nossa justi\u00e7a. Mas Jesus Cristo, atribuindo-nos todos os seus m\u00e9ritos e tantas obras santas, que fez por n\u00f3s e em nosso lugar, \u00e9 nossa justi\u00e7a. E a f\u00e9 \u00e9 o instrumento que nos mant\u00e9m com ele na comunh\u00e3o de todos os seus benef\u00edcios. Estes, uma vez dados a n\u00f3s, s\u00e3o mais que suficientes para nos absolver dos pecados.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 23<\/strong><\/p>\n<p><em>Nossa Justi\u00e7a perante Deus em Cristo<\/em><\/p>\n<p>Cremos que nossa verdadeira felicidade consiste no perd\u00e3o dos pecados, por causa de Jesus Cristo, e que isso significa para n\u00f3s a justi\u00e7a perante Deus. Assim nos ensinam Davi e Paulo, declarando: \u201cBem-aventurado \u00e9 o homem a quem Deus atribui justi\u00e7a, independentemente de obras\u201d. E o mesmo ap\u00f3stolo diz que somos \u201cjustificados gratuitamente, por sua gra\u00e7a, mediante a reden\u00e7\u00e3o que h\u00e1 em Cristo Jesus\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, perseveramos nesse fundamento, dando toda a gl\u00f3ria a Deus, humilhando-nos e reconhecendo que n\u00f3s, homens, somos maus. N\u00e3o nos vangloriamos, de nenhuma maneira, de n\u00f3s mesmos ou de nossos m\u00e9ritos. Somente nos apoiamos e repousamos na obedi\u00eancia do Cristo crucificado. Essa obedi\u00eancia \u00e9 nossa quando cremos dele. Ela \u00e9 suficiente para cobrir todas as nossas iniquidades. Ela liberta nossa consci\u00eancia de temor, perplexidade e espanto e, assim, nos d\u00e1 ousadia para que nos aproximemos de Deus, sem fazermos como nosso primeiro pai, Ad\u00e3o, que, tremendo, quis cobrir-se com folhas de figueira. E, certamente, se tiv\u00e9ssemos de comparecer perante Deus, apoiando-nos, por pouco que fosse, em n\u00f3s mesmos ou em qualquer outra criatura \u2014 ai de n\u00f3s \u2014, perecer\u00edamos. Por isso, cada um deve dizer com Davi: \u201c\u00d3 Senhor, n\u00e3o entres em ju\u00edzo com o teu servo, porque \u00e0 tua vista n\u00e3o h\u00e1 justo nenhum vivente\u201d.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 24<\/strong><\/p>\n<p><em>A Santifica\u00e7\u00e3o do Homem e as Boas Obras<\/em><\/p>\n<p>Cremos que a verdadeira f\u00e9, tendo sido acesa no homem pelo ouvir da Palavra de Deus e pela obra do Esp\u00edrito Santo, regenera o homem e o torna um homem novo. Essa f\u00e9 verdadeira o faz viver na vida nova e o liberta da escravid\u00e3o do pecado. Por isso, \u00e9 imposs\u00edvel que essa f\u00e9 justificadora leve os homens a se descuidar da vida piedosa e santa. Pelo contr\u00e1rio, sem essa f\u00e9, jamais far\u00e3o alguma coisa por amor a Deus, mas somente por amor a si mesmos e por medo de serem condenados. \u00c9 imposs\u00edvel, portanto, que essa f\u00e9 permane\u00e7a no homem sem frutos. Pois n\u00e3o falamos de uma f\u00e9 v\u00e3, mas daquela f\u00e9 que a Escritura diz que \u201catua pelo amor\u201d. Ela move o homem a se exercitar nas obras que Deus mandou em sua Palavra. Essas obras, se procedem da boa raiz da f\u00e9, s\u00e3o boas e agrad\u00e1veis a Deus, porque todas elas s\u00e3o santificadas por sua gra\u00e7a. Entretanto, elas n\u00e3o s\u00e3o levadas em conta para nos justificar. Porque \u00e9 pela f\u00e9 em Cristo que somos justificados, mesmo antes de fazermos boas obras. De outro modo, essas obras n\u00e3o poderiam ser boas, assim como o fruto da \u00e1rvore n\u00e3o pode ser bom, se a \u00e1rvore n\u00e3o for boa.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, fazemos boas obras, mas n\u00e3o para merecer algo. Pois que m\u00e9rito poder\u00edamos ter? Antes, somos devedores a Deus pelas boas obras que realizamos, e n\u00e3o ele a n\u00f3s. Pois \u201cDeus \u00e9 quem efetua em n\u00f3s tanto o querer como o realizar, segundo sua boa vontade\u201d. Ent\u00e3o, levemos a s\u00e9rio o que est\u00e1 escrito: \u201cAssim tamb\u00e9m v\u00f3s, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos in\u00fateis, porque fizemos apenas o que dev\u00edamos fazer\u201d. Contudo, n\u00e3o queremos negar que Deus recompensa as boas obras; mas, por sua gra\u00e7a, ele coroa seus pr\u00f3prios dons.<\/p>\n<p>E, em seguida, mesmo que fa\u00e7amos boas obras, nelas n\u00e3o fundamentamos nossa salva\u00e7\u00e3o. Porque, por sermos pecadores, n\u00e3o podemos fazer obra alguma que n\u00e3o esteja contaminada e n\u00e3o mere\u00e7a ser castigada. E, ainda que pud\u00e9ssemos produzir uma s\u00f3 boa obra, a lembran\u00e7a de um s\u00f3 pecado bastaria para torn\u00e1-la rejeit\u00e1vel perante Deus. Assim, sempre duvidar\u00edamos, levados de um lado para o outro, sem certeza alguma, e nossa pobre consci\u00eancia estaria sempre aflita, a n\u00e3o ser que se apoiasse no m\u00e9rito do sofrimento e da morte de nosso Salvador.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 25<\/strong><\/p>\n<p><em>A Aboli\u00e7\u00e3o da Lei Cerimonial<\/em><\/p>\n<p>Cremos que as cerim\u00f4nias e figuras da lei terminaram com a vinda de Cristo e que, assim, todas as sombras chegaram ao fim. Por isso, os crist\u00e3os n\u00e3o devem mais us\u00e1-las. Contudo, para n\u00f3s, sua verdade e subst\u00e2ncia permanecem em Cristo Jesus, em quem t\u00eam seu cumprimento. Entretanto, ainda usamos os testemunhos da Lei e dos Profetas para nos confirmar no Evangelho e para regular nossa vida em toda honestidade, para a gl\u00f3ria de Deus, conforme sua vontade.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 26<\/strong><\/p>\n<p><em>A Intercess\u00e3o de Cristo<\/em><\/p>\n<p>Cremos que nenhum acesso temos a Deus sen\u00e3o pelo \u00fanico Mediador e Advogado Jesus Cristo, o Justo. Porque ele se tornou homem e uniu as naturezas divina e humana, para que n\u00f3s, homens, tiv\u00e9ssemos acesso \u00e0 majestade divina. De outro modo, nenhum acesso ter\u00edamos. Mas esse Mediador que o Pai constituiu entre ele e n\u00f3s n\u00e3o nos deve assustar por sua grandeza, a ponto de nos fazer procurar outro, conforme nossa pr\u00f3pria vontade. Porque n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m, nem no c\u00e9u, nem na terra, entre as criaturas, que nos ame mais que Jesus Cristo. \u201cPois ele, subsistindo em forma de Deus\u2026 a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhan\u00e7a de homens\u201d por n\u00f3s, \u201cem todas as coisas\u2026 semelhante aos irm\u00e3os\u201d. Agora, se tiv\u00e9ssemos de buscar outro mediador que nos fosse favor\u00e1vel, quem poder\u00edamos encontrar que mais nos amasse sen\u00e3o Jesus, que entregou sua vida por n\u00f3s, sendo n\u00f3s ainda inimigos? E se tiv\u00e9ssemos de buscar algu\u00e9m que tivesse poder e estima, quem os teria tanto quanto ele, que est\u00e1 sentado \u00e0 direita de seu Pai, e que tem \u201ctoda a autoridade\u2026 no c\u00e9u e na terra\u201d? E quem ser\u00e1 ouvido antes do que o pr\u00f3prio bem-amado Filho de Deus?<\/p>\n<p>Foi, ent\u00e3o, somente falta de confian\u00e7a que levou os homens ao costume de desonrar os santos em vez de honr\u00e1-los. Pois fazem o que esses santos jamais fizeram ou desejaram, mas sempre rejeitaram conforme era seu dever, como mostram seus escritos. Aqui n\u00e3o se deve alegar que n\u00e3o somos dignos; pois n\u00e3o apresentamos as ora\u00e7\u00f5es a Deus em raz\u00e3o de nossa dignidade, mas somente pela excel\u00eancia e a dignidade de nosso Senhor Jesus Cristo, cuja justi\u00e7a \u00e9 a nossa, mediante a f\u00e9.<\/p>\n<p>Por isso, o ap\u00f3stolo nos diz, querendo tirar de n\u00f3s esse tolo receio, ou antes, essa falta de confian\u00e7a, que Jesus Cristo tornou-se \u201cem todas as coisas\u2026 semelhante aos irm\u00e3os, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus, e para fazer propicia\u00e7\u00e3o pelos pecados do povo. Pois naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, \u00e9 poderoso para socorrer os que s\u00e3o tentados\u201d. E para nos animar ainda mais, diz: \u201cTendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que entrou nos c\u00e9us, conservemos firmes a nossa confiss\u00e3o. Porque n\u00e3o temos sumo sacerdote que n\u00e3o possa compadecer-se de nossas fraquezas; antes foi ele tentado em todas as coisas, \u00e0 nossa semelhan\u00e7a, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da gra\u00e7a, a fim de receber miseric\u00f3rdia e achar gra\u00e7a para socorro na ocasi\u00e3o oportuna\u201d. A Escritura diz ainda: \u201cTendo, pois, irm\u00e3os, intrepidez para entrar no Santo dos santos, pelo sangue de Jesus\u2026 aproximemo-nos\u2026 em plena certeza de f\u00e9\u201d etc. E tamb\u00e9m: Cristo \u201ctem o seu sacerd\u00f3cio imut\u00e1vel. Por isso, tamb\u00e9m pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, do que precisamos mais, visto que o pr\u00f3prio Cristo declara: \u201cEu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ningu\u00e9m vem ao Pai sen\u00e3o por mim\u201d? Por que buscar\u00edamos outro advogado, visto que agradou a Deus nos dar seu Filho como Advogado? N\u00e3o o abandonemos para buscar outro que nunca encontraremos. Pois, quando Deus o deu a n\u00f3s, bem sabia que \u00e9ramos pecadores.<\/p>\n<p>Por isso, conforme o mandamento de Cristo, invocamos o Pai celestial mediante Cristo, nosso \u00fanico Mediador, como nos foi ensinado na ora\u00e7\u00e3o do Senhor. E temos a certeza de que o Pai nos conceder\u00e1 tudo o que lhe pedirmos em nome de Cristo.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 27<\/strong><\/p>\n<p><em>A Igreja Cat\u00f3lica Crist\u00e3<\/em><\/p>\n<p>Cremos e confessamos uma s\u00f3 igreja cat\u00f3lica ou universal. Ela \u00e9 uma santa congrega\u00e7\u00e3o e assembleia dos verdadeiros crentes em Cristo, que esperam toda a sua salva\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, lavados pelo sangue dele, santificados e selados pelo Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Essa igreja existe desde o princ\u00edpio do mundo e existir\u00e1 at\u00e9 o fim. Pois Cristo \u00e9 um Rei eterno, que n\u00e3o pode estar sem s\u00faditos. Essa santa igreja \u00e9 mantida por Deus contra o furor do mundo inteiro, mesmo que, \u00e0s vezes, por algum tempo, seja muito pequena e, na opini\u00e3o dos homens, quase desaparecida. Assim, Deus guardou para si, na perigosa \u00e9poca de Acabe, sete mil homens que n\u00e3o haviam dobrado os joelhos a Baal.<\/p>\n<p>Essa santa igreja tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 situada, fixada ou limitada em certo lugar, ou ligada a certas pessoas, mas est\u00e1 espalhada e dispersa pelo mundo inteiro. Contudo, est\u00e1 integrada e unida, de cora\u00e7\u00e3o e vontade, no mesmo Esp\u00edrito, pelo poder da f\u00e9.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 28<\/strong><\/p>\n<p><em>O Dever de se Juntar \u00e0 Igreja Verdadeira<\/em><\/p>\n<p>Essa santa assembleia \u00e9 a congrega\u00e7\u00e3o daqueles que s\u00e3o salvos e, fora dela, n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o. Cremos, ent\u00e3o, que ningu\u00e9m, qualquer que seja a posi\u00e7\u00e3o ou qualidade, deve viver afastado dela e contentar-se com sua pr\u00f3pria pessoa. Mas cada um deve juntar-se e se reunir a ela, mantendo a unidade da igreja, submetendo-se \u00e0 sua instru\u00e7\u00e3o e disciplina, curvando-se diante do jugo de Jesus Cristo e servindo, com vistas \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os, conforme os dons que Deus concedeu a todos, como membros do mesmo corpo.<\/p>\n<p>Para observar melhor tudo isso, o dever de todos os fi\u00e9is \u00e9, conforme a Palavra de Deus, separar-se daqueles que n\u00e3o pertencem \u00e0 igreja, e juntar-se a essa assembleia em todo lugar onde Deus a tenha estabelecido. Esse dever deve ser cumprido, mesmo que os governos e as leis das autoridades o contrariem e mesmo que a morte ou a pena corporal sejam a consequ\u00eancia disso. Por isso, todos os que se separam dessa igreja ou n\u00e3o se juntam a ela contrariam a ordem de Deus.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 29<\/strong><\/p>\n<p><em>As Marcas da Verdadeira Igreja, e como ela Difere da Falsa Igreja<\/em><\/p>\n<p>Cremos que se deve discernir diligentemente e com muito cuidado, pela Palavra de Deus, qual \u00e9 a verdadeira igreja, visto que todas as seitas que atualmente existem no mundo se chamam igreja, mas sem raz\u00e3o. N\u00e3o falamos aqui dos hip\u00f3critas que, na igreja, se acham entre os fi\u00e9is sinceros; contudo, n\u00e3o pertencem \u00e0 igreja, embora sejam membros dela. Mas queremos dizer que \u00e9 preciso distinguir o corpo e a comunh\u00e3o da verdadeira igreja de todas as seitas que se dizem igreja.<\/p>\n<p>As marcas para conhecer a verdadeira igreja s\u00e3o estas: ela mant\u00e9m a pura prega\u00e7\u00e3o do Evangelho, a pura administra\u00e7\u00e3o dos sacramentos como Cristo os instituiu e o exerc\u00edcio da disciplina eclesi\u00e1stica para castigar os pecados. Em resumo: a verdadeira igreja se orienta segundo a pura Palavra de Deus, rejeitando tudo que se mostra contr\u00e1rio a essa Palavra e reconhecendo Jesus Cristo como o \u00fanico Cabe\u00e7a. Assim, com certeza, \u00e9 poss\u00edvel conhecer a verdadeira igreja; e a ningu\u00e9m conv\u00e9m separar-se dela.<\/p>\n<p>Aqueles que pertencem \u00e0 igreja podem ser conhecidos pelas marcas dos crist\u00e3os, a saber: pela f\u00e9 e pelo fato de que eles, tendo aceitado Jesus Cristo como \u00fanico Salvador, fogem do pecado e seguem a justi\u00e7a, amando Deus e seu pr\u00f3ximo, n\u00e3o se desviando para a direita nem para a esquerda, bem como crucificando a carne, com as obras dela. Isso n\u00e3o quer dizer, por\u00e9m, que eles n\u00e3o t\u00eam ainda grande fraqueza, mas, pelo Esp\u00edrito, a combatem, em todos os dias de sua vida, e sempre recorrem ao sangue, \u00e0 morte, ao sofrimento e \u00e0 obedi\u00eancia do Senhor Jesus. Nele, eles t\u00eam a remiss\u00e3o dos pecados, pela f\u00e9.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 falsa igreja, ela atribui mais poder e autoridade a si mesma e a seus regulamentos do que \u00e0 Palavra de Deus e n\u00e3o quer submeter-se ao jugo de Cristo. A falsa igreja n\u00e3o administra os sacramentos como Cristo ordenou em sua Palavra, mas acrescenta ou elimina o que lhe conv\u00e9m. Ela se baseia mais nos homens que em Cristo. Ela persegue aqueles que vivem de maneira santa, conforme a Palavra de Deus, e que lhe repreendem os pecados, a avareza e a idolatria. \u00c9 f\u00e1cil conhecer essas duas igrejas e distingui-las uma da outra.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 30<\/strong><\/p>\n<p><em>O Governo e os Of\u00edcios da Igreja<\/em><\/p>\n<p>Cremos que essa verdadeira igreja deve ser governada conforme a ordem espiritual, que nosso Senhor nos ensinou em sua Palavra. Deve haver ministros ou pastores para pregar a Palavra de Deus e administrar os sacramentos; deve haver tamb\u00e9m presb\u00edteros e di\u00e1conos para formar, com os pastores, o conselho da igreja. Assim, eles devem manter a verdadeira religi\u00e3o e fazer com que a verdadeira doutrina seja propagada, que os transgressores sejam castigados e contidos, de forma espiritual, e que os pobres e os aflitos recebam ajuda e consola\u00e7\u00e3o, conforme necessitam. Dessa maneira, tudo proceder\u00e1, na igreja, em boa ordem, quando forem eleitas pessoas fi\u00e9is, conforme a regra do ap\u00f3stolo Paulo na carta a Tim\u00f3teo.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 31<\/strong><\/p>\n<p><em>Os Ministros, Presb\u00edteros e Di\u00e1conos<\/em><\/p>\n<p>Cremos que os ministros da palavra de Deus, os presb\u00edteros e os di\u00e1conos devem ser escolhidos para seus of\u00edcios, mediante elei\u00e7\u00e3o leg\u00edtima pela igreja, sob invoca\u00e7\u00e3o do nome de Deus e em boa ordem, conforme a palavra de Deus ensina. Por isso, cada membro deve cuidar para n\u00e3o se apoderar do of\u00edcio por meios il\u00edcitos, mas deve esperar a hora em que \u00e9 chamado por Deus, a fim de ter, assim, a certeza de que sua voca\u00e7\u00e3o vem do Senhor.<\/p>\n<p>Quanto aos ministros da Palavra, eles t\u00eam, onde quer que estejam, iguais poder e autoridade, porque todos s\u00e3o servos de Jesus Cristo, o \u00fanico Bispo universal e o \u00fanico Cabe\u00e7a da igreja. Al\u00e9m disso, a santa ordem de Deus n\u00e3o pode ser violada ou desprezada. Dizemos, portanto, que cada um deve ter respeito especial pelos ministros da Palavra e presb\u00edteros da igreja, em raz\u00e3o do trabalho que realizam. Cada um deve viver em paz com eles, tanto quanto poss\u00edvel, sem murmura\u00e7\u00e3o, contenda ou disc\u00f3rdia.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 32<\/strong><\/p>\n<p><em>A Ordem e a Disciplina da Igreja<\/em><\/p>\n<p>Cremos que os que governam a igreja devem cuidar para n\u00e3o se desviar do que Cristo, nosso \u00fanico Mestre, nos ordenou, embora seja \u00fatil e bom que, entre eles, se estabele\u00e7a e conserve determinada ordem para manter o corpo da igreja. Por isso, rejeitamos todas as inven\u00e7\u00f5es humanas e todas as leis que se queiram introduzir para servir a Deus, mas que venham, de qualquer maneira, a comprometer e constranger a consci\u00eancia. Aceitamos, ent\u00e3o, somente o que serve para promover e guardar a conc\u00f3rdia e a unidade, bem como para manter tudo na obedi\u00eancia a Deus. Para esse fim, a excomunh\u00e3o ou disciplina da igreja \u00e9 necess\u00e1ria, com as v\u00e1rias circunst\u00e2ncias pertencentes a ela, de acordo com a Palavra de Deus.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 33<\/strong><\/p>\n<p><em>Os Sacramentos<\/em><\/p>\n<p>Cremos que nosso bom Deus, atento \u00e0 nossa ignor\u00e2ncia e \u00e0 nossa fraqueza, instituiu os sacramentos com o prop\u00f3sito de nos selar suas promessas e nos conceder penhores de sua benevol\u00eancia e gra\u00e7a para conosco e, tamb\u00e9m, para alimentar e sustentar nossa f\u00e9. Ele acrescentou os sacramentos \u00e0 palavra do Evangelho para melhor apresentar aos nossos sentidos tanto o que ele nos declara por sua Palavra como o que ele opera em nossos cora\u00e7\u00f5es. Assim, ele confirma a salva\u00e7\u00e3o de que nos fez participar. Pois os sacramentos s\u00e3o sinais e selos vis\u00edveis de uma realidade interna e invis\u00edvel. Atrav\u00e9s deles, Deus opera em n\u00f3s, pelo poder do Esp\u00edrito Santo. Por isso, os sinais n\u00e3o s\u00e3o v\u00e3os nem vazios para nos enganar, porque Jesus Cristo \u00e9 a verdade deles e, sem ele, nada seriam.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, contentamo-nos com o n\u00famero dos sacramentos que Cristo, nosso Mestre, instituiu e que n\u00e3o s\u00e3o mais de dois: o sacramento do Batismo e o da Santa Ceia de Jesus Cristo.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 34<\/strong><\/p>\n<p><em>O Santo Batismo<\/em><\/p>\n<p>Cremos e confessamos que Jesus Cristo, o qual \u00e9 \u201co fim da lei\u201d, derramando seu sangue, acabou com qualquer outro derramamento de sangue que se possa ou queira realizar para a reconcilia\u00e7\u00e3o dos pecados. Tendo abolido a circuncis\u00e3o, que se praticava com sangue, ele instituiu, no lugar dela, o sacramento do Batismo. Pelo batismo, somos recebidos na igreja de Deus e separados de todos os outros povos e outras religi\u00f5es para pertencer totalmente a ele, tendo sua marca e seu estandarte. O batismo nos serve para testemunhar que ele ser\u00e1 eternamente nosso Deus e misericordioso Pai.<\/p>\n<p>Por isso, Cristo mandou batizar todos os seus \u201cem nome do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u201d, somente com \u00e1gua. Dessa forma, ele nos d\u00e1 a entender que, assim como a \u00e1gua tira a impureza do corpo, quando derramada em n\u00f3s, e tamb\u00e9m assim como a \u00e1gua \u00e9 vista no corpo de quem recebe o batismo, o sangue de Cristo, atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo, lava a alma, purificando-a dos pecados, e faz com que n\u00f3s, filhos da ira, possamos nascer de novo para sermos filhos de Deus. Por\u00e9m, n\u00e3o somos purificados de nossos pecados pela \u00e1gua do batismo, mas pela aspers\u00e3o com o precioso sangue do Filho de Deus. Ele \u00e9 nosso mar Vermelho, que devemos atravessar para escapar da tirania de Fara\u00f3 \u2014 que \u00e9 o diabo \u2014 e para entrar na Cana\u00e3 espiritual.<\/p>\n<p>Os ministros, por sua parte, nos administram somente o sacramento que \u00e9 vis\u00edvel, mas nosso Senhor nos concede o que o sacramento significa, a saber: os dons invis\u00edveis da gra\u00e7a. Ele lava nossa alma, purificando-a e limpando-a de todas as impurezas e iniquidades. Ele renova nosso cora\u00e7\u00e3o, enchendo-o de toda a consola\u00e7\u00e3o, e nos d\u00e1 a verdadeira certeza de sua bondade paternal. Ele nos reveste do novo homem, despindo-nos do velho, com todas as suas obras.<\/p>\n<p>Por isso, cremos que quem quer entrar na vida eterna deve ser batizado somente uma vez. O batismo n\u00e3o pode ser repetido, porque tamb\u00e9m n\u00e3o podemos nascer duas vezes e porque esse batismo tem utilidade n\u00e3o somente no momento de receb\u00ea-lo, mas tamb\u00e9m durante a vida inteira.<\/p>\n<p>Rejeitamos, portanto, o erro dos anabatistas, que n\u00e3o se contentam com o batismo que uma vez receberam e que, al\u00e9m disso, condenam o batismo dos filhos pequenos dos crentes. N\u00f3s cremos, por\u00e9m, que eles devem ser batizados e, com o sinal da alian\u00e7a, devem ser selados, assim como as crian\u00e7as em Israel eram circuncidadas com base nas mesmas promessas que foram feitas a nossos filhos. Cristo, de fato, derramou seu sangue para lavar, igualmente, as crian\u00e7as dos fi\u00e9is e os adultos. Por isso, elas devem receber o sinal e o sacramento da obra que Cristo fez para elas, como o Senhor, outrora, na lei, determinava que as crian\u00e7as participassem, pouco depois de seu nascimento, do sacramento do sofrimento e da morte de Cristo, por meio da oferta de um cordeiro, que era um sacramento de Jesus Cristo. Al\u00e9m disso, o batismo tem, para nossos filhos, o mesmo efeito que a circuncis\u00e3o tinha para o povo judeu. \u00c9 por essa raz\u00e3o que o ap\u00f3stolo Paulo chama ao batismo: \u201ca circuncis\u00e3o de Cristo\u201d.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 35<\/strong><\/p>\n<p><em>A Santa Ceia de nosso Senhor Jesus Cristo<\/em><\/p>\n<p>Cremos e confessamos que nosso Salvador Jesus Cristo ordenou e instituiu o sacramento da Santa Ceia para alimentar e sustentar aqueles que ele j\u00e1 fez nascer de novo e incorporou \u00e0 sua fam\u00edlia, que \u00e9 a sua Igreja.<\/p>\n<p>Agora, aqueles que nasceram de novo t\u00eam duas vidas diferentes. Uma \u00e9 corporal e tempor\u00e1ria: eles a trouxeram de seu primeiro nascimento e todos os homens a t\u00eam. A outra \u00e9 espiritual e celestial: \u00e9-lhes dada no segundo nascimento que se realiza pela palavra do Evangelho, na comunh\u00e3o com o corpo de Cristo. Essa vida, apenas os eleitos de Deus possuem. Assim, Deus ordenou, para a manuten\u00e7\u00e3o da vida corporal e terrestre, p\u00e3o comum, terrestre, que todos recebem como recebem a vida. Por\u00e9m, a fim de manter a vida espiritual e celestial, que os crentes possuem, ele lhes enviou um \u201cp\u00e3o vivo, que desceu do c\u00e9u\u201d, ou seja, Jesus Cristo. Ele alimenta e mant\u00e9m a vida espiritual dos crentes quando \u00e9 comido, quer dizer: aceito e recebido pela f\u00e9 no Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>A fim de nos figurar esse p\u00e3o espiritual e celestial, Cristo ordenou um p\u00e3o terrestre e vis\u00edvel como sacramento de seu corpo e o vinho como sacramento de seu sangue. Com eles, assegura-nos: t\u00e3o certo quanto recebemos o sacramento e o temos em nossas m\u00e3os e o comemos e bebemos com nossa boca, para manter nossa vida, t\u00e3o certo recebemos em nossa alma pela f\u00e9 \u2014 que \u00e9 a m\u00e3o e a boca da nossa alma \u2014, o verdadeiro corpo e o verdadeiro sangue de Cristo, nosso \u00fanico Salvador, para manter nossa vida espiritual.<\/p>\n<p>Agora, h\u00e1 certeza absoluta de que Jesus Cristo n\u00e3o nos ordenou seus sacramentos \u00e0 toa. Ent\u00e3o, ele realiza em n\u00f3s tudo o que nos apresenta por esses santos sinais, embora de um modo al\u00e9m de nossa compreens\u00e3o, como tamb\u00e9m a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo \u00e9 oculta e incompreens\u00edvel. Entretanto, n\u00e3o nos enganamos, dizendo que o que comemos e bebemos \u00e9 o pr\u00f3prio corpo natural e o pr\u00f3prio sangue de Cristo. Por\u00e9m, a forma pela qual os tomamos n\u00e3o \u00e9 pela boca, mas espiritual, pela f\u00e9. Dessa maneira, Jesus Cristo permanece sentado \u00e0 direita de Deus, seu Pai, no c\u00e9u, mas se comunica a n\u00f3s pela f\u00e9. Nessa ceia festiva e espiritual, Cristo nos faz participar de si mesmo com todas as suas riquezas e dons, e nos deixa usufruir tanto de si mesmo como dos m\u00e9ritos de seu sofrimento e morte. Ele alimenta, fortalece e consola nossa pobre alma desolada pelo comer de seu corpo, reanimando-a e renovando-a pelo beber de seu sangue.<\/p>\n<p>Depois, embora os sacramentos estejam unidos com a realidade da qual s\u00e3o um sinal, nem todos recebem ambos. O \u00edmpio recebe, sim, o sacramento, para sua condena\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o a verdade do sacramento, como Judas e Sim\u00e3o, o Mago: ambos receberam o sacramento, mas n\u00e3o a Cristo, que por este \u00e9 figurado. Porque somente os crentes participam dele.<\/p>\n<p>Finalmente, recebemos na congrega\u00e7\u00e3o do povo de Deus esse santo sacramento com humildade e rever\u00eancia. Assim, comemoramos juntos, com a\u00e7\u00f5es de gra\u00e7a, a morte de Cristo, nosso Salvador, e fazemos confiss\u00e3o de nossa f\u00e9 e da religi\u00e3o crist\u00e3. Por isso, ningu\u00e9m deve participar da ceia antes de ter examinado a si mesmo da maneira certa, para, enquanto comer e beber, n\u00e3o comer e beber ju\u00edzo para si. Em resumo, somos movidos, pelo uso desse santo sacramento, a um ardente amor para com Deus e nosso pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, rejeitamos, como profana\u00e7\u00e3o dos sacramentos, todos os acr\u00e9scimos e abomin\u00e1veis inven\u00e7\u00f5es que o homem introduziu neles e misturou com eles. E declaramos que se deve contentar com a ordena\u00e7\u00e3o que Cristo e seus ap\u00f3stolos nos ensinaram e falar sobre os sacramentos conforme eles falaram.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 36<\/strong><\/p>\n<p><em>Os Magistrados<\/em><\/p>\n<p>Cremos que nosso bom Deus, por causa da perversidade do g\u00eanero humano, constituiu reis, governos e autoridades. Ele quer que o mundo seja governado por leis e c\u00f3digos, para que a indisciplina dos homens seja contida e tudo ocorra entre eles em boa ordem. Para esse fim, ele forneceu \u00e0s autoridades a espada para castigar os maus e proteger os bons. Seu of\u00edcio n\u00e3o \u00e9 apenas cuidar da ordem p\u00fablica e zelar por ela, mas tamb\u00e9m proteger o santo minist\u00e9rio da igreja, e, portanto, remover e impedir toda idolatria e falso culto, a fim de destruir o reino do anticristo e promover o reino de Cristo. Eles devem, portanto, aceitar a prega\u00e7\u00e3o da Palavra do Evangelho em todo lugar, para que Deus seja honrado e servido por todos, como ele ordena em sua Palavra.<\/p>\n<p>Depois, cada um, em qualquer posi\u00e7\u00e3o que esteja, tem a obriga\u00e7\u00e3o de se submeter \u00e0s autoridades, pagar impostos, render-lhes honra e respeito, obedecer-lhes em tudo o que n\u00e3o contraria a Palavra de Deus, e orar em favor delas para que Deus as guie em todos os seus caminhos, \u201cpara que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito\u201d.<\/p>\n<p>Nesse assunto, rejeitamos os anabatistas e outros revolucion\u00e1rios e, em geral, todos os que se op\u00f5em \u00e0s autoridades e aos magistrados, e querem derrubar a ordem judicial, introduzindo a comunh\u00e3o de bens, e que abalam os bons costumes que Deus estabeleceu entre as pessoas.<\/p>\n<p><strong>ARTIGO 37<\/strong><\/p>\n<p><em>O Ju\u00edzo Final<\/em><\/p>\n<p>Finalmente, cremos conforme a palavra de Deus que, quando chegar o momento determinado pelo Senhor \u2014 o qual todas as criaturas desconhecem \u2014, e o n\u00famero dos eleitos estiver completo, nosso Senhor Jesus Cristo vir\u00e1 do c\u00e9u, corporal e visivelmente, assim como subiu ao c\u00e9u, com grande gl\u00f3ria e majestade. Ele se manifestar\u00e1 Juiz sobre vivos e mortos, enquanto por\u00e1 em fogo e chamas esse velho mundo, a fim de purific\u00e1-lo. Naquele momento, comparecer\u00e3o perante esse grande Juiz, pessoalmente, todas as pessoas que viveram neste mundo: homens, mulheres e crian\u00e7as, citados pela voz do arcanjo e pelo som da trombeta divina. Porque todos os mortos ressuscitar\u00e3o da terra e as almas ser\u00e3o reunidas aos seus pr\u00f3prios corpos em que viveram. E, a respeito daqueles que ainda estiverem vivos, eles n\u00e3o morrer\u00e3o como os outros, mas ser\u00e3o transformados num s\u00f3 momento. De corrupt\u00edveis, eles se tornar\u00e3o incorrupt\u00edveis.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, os livros ser\u00e3o abertos e os mortos ser\u00e3o julgados, segundo o que tiverem feito neste mundo, seja o bem ou o mal. Sim, \u201cde toda palavra fr\u00edvola que proferirem os homens, dela dar\u00e3o conta\u201d, mesmo que o mundo a considere apenas brincadeira e passatempo. Assim, ser\u00e1 trazido \u00e0 luz diante de todos o que os homens praticaram \u00e0s escondidas, inclusive sua hipocrisia.<\/p>\n<p>Portanto, pensar nesse ju\u00edzo \u00e9 algo realmente horr\u00edvel e pavoroso para os homens maus e \u00edmpios, por\u00e9m muito desej\u00e1vel e consolador para os justos e eleitos. A salva\u00e7\u00e3o destes ser\u00e1 totalmente completada e eles receber\u00e3o os frutos de seu penoso labor. Sua inoc\u00eancia ser\u00e1 reconhecida por todos e eles presenciar\u00e3o a vingan\u00e7a terr\u00edvel de Deus contra os \u00edmpios, que os tiranizaram, oprimiram e atormentaram neste mundo. Os \u00edmpios ser\u00e3o levados a reconhecer sua culpa pelo testemunho da pr\u00f3pria consci\u00eancia. Eles se tornar\u00e3o imortais, mas somente para ser atormentados no \u201cfogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos\u201d. Os crentes e eleitos, por\u00e9m, ser\u00e3o coroados com gl\u00f3ria e honra. O Filho de Deus confessar\u00e1 seus nomes diante de Deus, seu Pai, e seus anjos eleitos, e Deus \u201clhes enxugar\u00e1 dos olhos toda l\u00e1grima\u201d. Assim, ficar\u00e1 manifesto que a causa deles, que agora por muitos ju\u00edzes e autoridades est\u00e1 sendo condenada como her\u00e9tica e \u00edmpia, \u00e9 a causa do Filho de Deus. E, como recompensa gratuita, o Senhor os far\u00e1 possuir a gl\u00f3ria que jamais poderia surgir no cora\u00e7\u00e3o de um homem.<\/p>\n<p>Por isso, esperamos esse grande dia com grande anseio, com vistas a usufruir plenamente as promessas de Deus em Jesus Cristo, nosso Senhor. Am\u00e9m.<\/p>\n<p><em>Vem, Senhor Jesus!<\/em> (Ap 22.20)[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Acesse a\u00a0p\u00e1gina de Credos e Confiss\u00f5es. A Confiss\u00e3o Belga ARTIGO 1 O \u00danico Deus Todos n\u00f3s cremos com o cora\u00e7\u00e3o e confessamos com a boca que h\u00e1 um s\u00f3 Deus, um \u00fanico e simples ser espiritual. Ele \u00e9 eterno, incompreens\u00edvel, invis\u00edvel, imut\u00e1vel, infinito, todo-poderoso; totalmente s\u00e1bio, justo e bom, e uma fonte muito abundante [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":469,"featured_media":59951,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-59947","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A Confiss\u00e3o Belga \u2022 Voltemos ao Evangelho<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Faz parte das Tr\u00eas Formas de Unidade da Igreja Reformada, que ainda est\u00e3o subordinadas \u00e0s normas oficiais da Igreja Reformada Holandesa.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" 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