{"id":35692,"date":"2016-11-10T00:05:49","date_gmt":"2016-11-10T02:05:49","guid":{"rendered":"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=35692"},"modified":"2018-10-25T15:53:25","modified_gmt":"2018-10-25T18:53:25","slug":"o-padrao-neotestamentario-de-governo-eclesiastico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2016\/11\/o-padrao-neotestamentario-de-governo-eclesiastico\/","title":{"rendered":"O padr\u00e3o neotestament\u00e1rio de governo eclesi\u00e1stico"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, muitos evang\u00e9licos assumem que B\u00edblia n\u00e3o prescreve um padr\u00e3o normativo de pol\u00edtica eclesi\u00e1stica. Isso \u00e9 uma premissa natural \u2013 e conveniente \u2013 para uma gera\u00e7\u00e3o de l\u00edderes eclesi\u00e1sticos que t\u00eam sido treinados para valorizar a inova\u00e7\u00e3o, a criatividade, a efici\u00eancia e a produtividade acerca do modelo de uma corpora\u00e7\u00e3o bem-sucedida. Por outro lado, tamb\u00e9m h\u00e1 uma variedade de perspectivas teol\u00f3gicas e exeg\u00e9ticas comuns que suportam esse posicionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos objetivos desse ensaio \u00e9 avaliar algumas dessas perspectivas. Por\u00e9m, meu objetivo prim\u00e1rio \u00e9 oferecer um caso indutivo do motivo pelo qual o padr\u00e3o neotestament\u00e1rio de pol\u00edtica eclesi\u00e1stica deveria ser considerado prescritivo \u2013 isto \u00e9, vinculando igrejas atrav\u00e9s do tempo e espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiramente, irei resumidamente dispor os argumentos mais comuns contra a exist\u00eancia de uma pol\u00edtica normativa de igreja neotestament\u00e1ria. Em segundo lugar, irei examinar indutivamente os principais contornos das evid\u00eancias neotestament\u00e1rias com respeito \u00e0 pol\u00edtica eclesi\u00e1stica. Em terceiro lugar, irei interagir com interpreta\u00e7\u00f5es alternativas para essas evid\u00eancias. Essas duas sess\u00f5es constituir\u00e3o a maior parte do ensaio. Em quarto lugar, oferecerei v\u00e1rias raz\u00f5es pelas quais os padr\u00f5es de pol\u00edticas que vemos no Novo Testamento n\u00e3o s\u00e3o meramente descritivas, mas prescritivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma advert\u00eancia logo de in\u00edcio: meu argumento para uma pol\u00edtica normativa neotestament\u00e1ria \u00e9 explicitamente congregacional. Isso \u00e9 porque entendo que o Novo Testamento modela prescritivamente uma pol\u00edtica congregacional. Entretanto, o argumento como um todo ainda se aplica \u2013 com exce\u00e7\u00e3o de alguns detalhes, obviamente \u2013, quer voc\u00ea veja presb\u00edteros locais ou uma estrutura presbiteriana, como autoridade final sustentadora em quest\u00f5es de disciplina e doutrina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I. O argumento contra a pol\u00edtica prescritiva neotestament\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O argumento mais comum contra uma pol\u00edtica normativa neotestament\u00e1ria \u00e9 duplo: Primeiro, n\u00e3o h\u00e1 padr\u00e3o consistente de pol\u00edtica de igreja no Novo Testamento. Isso significa que \u00e9 imposs\u00edvel argumentar que uma estrutura singular \u00e9 \u201co\u201d padr\u00e3o \u201cb\u00edblico\u201d. Em segundo lugar, mesmo que haja um padr\u00e3o consistente de pol\u00edtica no Novo Testamento, o padr\u00e3o pode ser simplesmente descritivo, n\u00e3o prescritivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomando apenas um exemplo, o te\u00f3logo evang\u00e9lico Millard Erickson primeiramente aponta a falta de \u201cmaterial did\u00e1tico\u201d expl\u00edcito acerca de pol\u00edtica eclesi\u00e1stica, ent\u00e3o diz: \u201cQuando nos voltamos para examinar as passagens descritivas, encontramos um segundo problema: n\u00e3o h\u00e1 um padr\u00e3o unit\u00e1rio\u201d. Posteriormente, Erickson comenta: \u201cMesmo se fosse claro que existe um padr\u00e3o exclusivo de organiza\u00e7\u00e3o no Novo Testamento, esse padr\u00e3o n\u00e3o seria necessariamente normativo para n\u00f3s hoje. Poderia ser o padr\u00e3o que era, n\u00e3o o padr\u00e3o que deve ser\u201d.<strong>#1<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resposta a esta alega\u00e7\u00e3o comum, eu vou primeiro examinar evid\u00eancias do Novo Testamento sobre governo de igreja, em seguida, lidar com algumas interpreta\u00e7\u00f5es alternativas desta evid\u00eancia, antes de concluir com raz\u00f5es pelas quais devemos ver este material como prescritivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II. Mapeando a evid\u00eancia acerca da pol\u00edtica neotestament\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Examinarei os principais contornos da evid\u00eancia neotestament\u00e1ria acerca da pol\u00edtica eclesi\u00e1stica em quatro partes:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>O papel dos ap\u00f3stolos;<\/li>\n<li>Os l\u00edderes de igrejas locais;<\/li>\n<li>Di\u00e1conos e seus predecessores; e<\/li>\n<li>A autoridade congregacional sobre quem \u00e9 inclu\u00eddo e exclu\u00eddo da igreja.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. Os ap\u00f3stolos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiramente, o papel dos ap\u00f3stolos. Andrew F. Walls percebe corretamente que por causa da promessa de Jesus de que o Esp\u00edrito Santo viria e iria gui\u00e1-los na verdade, os ap\u00f3stolos \u201cs\u00e3o a norma da doutrina e comunh\u00e3o nas igrejas do Novo Testamento (Atos 2.42, cf. 1Jo\u00e3o 2.19)\u201d<strong>#2<\/strong>. Em outras palavras, por causa do seu papel \u00fanico como testemunhas autorizadas de Cristo e dotadas pelo Esp\u00edrito Santo, o ensino dos ap\u00f3stolos era para ser aceito e obedecido por todos os crist\u00e3os. Ent\u00e3o, por exemplo, Paulo poderia dizer aos Tessalonicenses: \u201cCaso algu\u00e9m n\u00e3o preste obedi\u00eancia \u00e0 nossa palavra dada por esta ep\u00edstola, notai-o; nem vos associeis com ele, para que fique envergonhado\u201d (2Tessalonicenses 3.14). Contudo, dada essa autoridade normativa universal,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Novo Testamento tem menos a dizer do que pode ser esperado dos ap\u00f3stolos como l\u00edderes da igreja. Eles eram os que validavam a doutrina, os provedores da aut\u00eantica tradi\u00e7\u00e3o acerca de Cristo: delegados apost\u00f3licos visitavam congrega\u00e7\u00f5es que refletiam novos envios para a igreja (Atos 8.14ss; 11.22ss). Por\u00e9m, os doze n\u00e3o nomearam os Sete [Atos 6]; o crucial Conc\u00edlio de Jerusal\u00e9m consistiu em um grande n\u00famero de presb\u00edteros tanto quanto de ap\u00f3stolos (Atos 15.6; cf. 12, 22): e dois ap\u00f3stolos serviram entre os \u201cprofetas e mestres\u201d da igreja em Antioquia (Atos 13.1). Governo era um dom distinto (1Cor\u00edntios 12.28), normalmente exercitado pelos presb\u00edteros locais: ap\u00f3stolos eram, em virtude da sua comiss\u00e3o, m\u00f3veis. Tamb\u00e9m n\u00e3o eram proeminentes na administra\u00e7\u00e3o dos sacramentos (cf. 1Cor\u00edntios 1.14).\u201d<strong>#3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, apesar do papel deles como norma da doutrina e da comunh\u00e3o para toda a igreja do Novo Testamento, os ap\u00f3stolos claramente deram abertura para o exerc\u00edcio de outros tipos de autoridade por outros indiv\u00edduos \u2013 ou congrega\u00e7\u00f5es inteiras (como em Atos 6.1-6, 1Cor\u00edntios 5.1-13 e 2Cor\u00edntios 2.6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um aspecto final do papel dos ap\u00f3stolos que \u00e9 relevante para nossa discuss\u00e3o \u00e9 a natureza n\u00e3o-repet\u00edvel e n\u00e3o-transfer\u00edvel do of\u00edcio apost\u00f3lico. Novamente Walls \u00e9 \u00fatil:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa natureza das coisas, o of\u00edcio n\u00e3o poderia ser repetido ou transmitido: nada mais al\u00e9m das experi\u00eancias hist\u00f3ricas subjacentes poderiam ser transmitidas para aqueles que nunca conheceram o Senhor encarnado ou receberam a apari\u00e7\u00e3o ressurreta&#8230; enquanto o Novo Testamento mostra os ap\u00f3stolos tomando conta de que um minist\u00e9rio local fosse sustentado, n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcio da peculiar transmiss\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica para qualquer outra parte daquele minist\u00e9rio.\u201d<strong>#4<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para resumir: O ensino dos ap\u00f3stolos sobre tudo que diz respeito \u00e0 f\u00e9 e pr\u00e1tica foi a norma para a igreja neotestament\u00e1ria. Ele permanece hoje atrav\u00e9s da Escritura inspirada a qual eles e seus associados escreveram. Como Walls escreve: \u201cAs testemunhas apost\u00f3licas foram mantidas na perman\u00eancia da obra apost\u00f3lica e no que se tornou normativo para os tempos futuros, sua forma escrita no Novo Testamento\u201d.<strong>#5<\/strong> Segundo, os ap\u00f3stolos n\u00e3o tendiam a governar a igreja diretamente, mas abriam espa\u00e7o para outros exerc\u00edcios e estruturas de autoridade \u2013 nas quais outras estavam abaixo. Terceiro, o Novo Testamento n\u00e3o apresenta o apostolado como um of\u00edcio cont\u00ednuo, mas como limitado \u00e0queles que foram testemunhas oculares autoritativas da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. L\u00edderes das igrejas locais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda categoria a ser considerada \u00e9 a lideran\u00e7a eclesi\u00e1stica local. L\u00edderes em igrejas locais no Novo Testamento s\u00e3o chamados de uma variedade de nomes: guia<strong>#6<\/strong>, presb\u00edtero<strong>#7<\/strong>, bispo<strong>#8<\/strong> e pastor<strong>#9<\/strong>. Em adi\u00e7\u00e3o, na medida que as seguintes designa\u00e7\u00f5es podem carecer de t\u00edtulos, tamb\u00e9m lemos daqueles que \u201cest\u00e3o sobre voc\u00eas\u201d (Grego: <em>hoi proistamenoi; \u00a0Romanos 12.8; 1Tessalonicenses 5.12) <\/em><em>e daqueles que t\u00eam o dom da \u201cadministra\u00e7\u00e3o<\/em><em>\u201d (Grego: kuberneseis<\/em>; 1Cor\u00edntios 12.28), onde ambos parecem indicar um papel de lideran\u00e7a. Contra aqueles que veem uma \u201cdiversidade irreconcili\u00e1vel\u201d<strong>#10<\/strong> na evid\u00eancia do Novo Testamento, eu concordaria que os seguintes pontos demonstram consist\u00eancia e clareza na lideran\u00e7a das igrejas neotestament\u00e1rias<strong>#11<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiramente, \u00e9 comumente reconhecido que os termos presb\u00edtero, bispo e pastor s\u00e3o todos intercambi\u00e1veis no Novo Testamento<strong>#12<\/strong>. Assim, seria uma distor\u00e7\u00e3o da evid\u00eancia textual ler quaisquer distin\u00e7\u00f5es ou fun\u00e7\u00f5es dentro desses termos diferentes<strong>#13<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em segundo lugar, Paulo consistentemente indica um n\u00famero de presb\u00edteros em cada igreja que ele plantou e ele instruiu seu delegado apost\u00f3lico Tito a fazer o mesmo. Em atos 14.23, lemos: \u201cE, promovendo-lhes, em cada igreja, a elei\u00e7\u00e3o de presb\u00edteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido\u201d. Pelo menos na sua denominada primeira viagem mission\u00e1ria, era pr\u00e1tica constante de Paulo indicar um n\u00famero de l\u00edderes que eram chamados de presb\u00edteros em cada igreja local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E em Tito 1.5, lemos: \u201cPor esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constitu\u00edsses presb\u00edteros, conforme te prescrevi\u201d. A pr\u00e1tica de Paulo de indicar presb\u00edteros em cada igreja n\u00e3o era meramente uma prefer\u00eancia pessoal, mas algo que ele ordenava que seus assistentes \u00a0fizessem tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Terceiro, note que em Tito 1.5 Paulo fala de presb\u00edteros como parte da \u201cordem\u201d dentro da qual igrejas locais precisam ser colocadas. Paulo parece ter em mente aqui um padr\u00e3o estabelecido ou forma para a qual cada igreja local deveria se conformar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quarto, atrav\u00e9s do Novo Testamento, encontramos um padr\u00e3o consistente de presb\u00edteros plurais em uma \u00fanica igreja local. Por exemplo, Paulo chamou os presb\u00edteros da igreja de \u00c9feso para irem at\u00e9 ele (Atos 20.17) e Tiago instrui um crente doente a chamar os presb\u00edteros da igreja para orarem por ele e ungi-lo com \u00f3leo (Tiago 5.14)<strong>#14<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quinto, as refer\u00eancias de Paulo para as qualifica\u00e7\u00f5es dos presb\u00edteros com nenhuma explica\u00e7\u00e3o posterior em 1Tim\u00f3teo 3 e Tito 1 parecem pressupor que o of\u00edcio de presb\u00edtero j\u00e1 era conhecido por ambos, Tito e Tim\u00f3teo, e pelas igrejas como um posicionamento de lideran\u00e7a destinado a essa finalidade e em dire\u00e7\u00e3o a um entendimento dos presb\u00edteros como um of\u00edcio estabelecido e reconhecido entre as igrejas do Novo Testamento.<strong>#15<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sexto, as descri\u00e7\u00f5es de l\u00edderes que est\u00e3o fora da matriz presb\u00edtero\/bispo\/pastor n\u00e3o precisam implicar a exist\u00eancia de outros of\u00edcios ou de diferentes estruturas eclesi\u00e1sticas. Os termos\u00a0<em>hegoumenos e<\/em>\u00a0<em>proistamai<\/em>\u00a0s\u00e3o descri\u00e7\u00f5es funcionais que poderiam facilmente ser aplicadas tanto para \u00a0a l\u00edderes informais na igreja quanto para os presb\u00edteros. De fato, Paulo usa<em> proistamai<\/em> para descrever o trabalho dos presb\u00edteros em 1Tim\u00f3teo 5.17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e9timo, o sil\u00eancio sobre os presb\u00edteros n\u00e3o prova sua aus\u00eancia. Alguns eruditos fazem muito alarde no fato de que Paulo n\u00e3o menciona presb\u00edteros em Romanos ou em 1 e 2Cor\u00edntios, alegando que isso \u00e9 evid\u00eancia que os presb\u00edteros n\u00e3o estavam uniformemente presentes at\u00e9 mesmo nas \u201cigrejas paulinas\u201d. Mas Paulo n\u00e3o menciona presb\u00edteros em sua carta aos Ef\u00e9sios tamb\u00e9m, e ainda sim sabemos por causa de Atos 20.17-38 que a congrega\u00e7\u00e3o em \u00c9feso de fato tinha uma pluralidade de l\u00edderes que eram chamados de \u201cpresb\u00edteros\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oitavo, considere o papel dos presb\u00edteros. Juntando o trabalho implicado pelas qualifica\u00e7\u00f5es dos presb\u00edteros (tal como ser apto para ensinar; 1Tim\u00f3teo 3.2; cf. Tito 1.9), outro ensino paulino tal como 1Tim\u00f3teo 5.17-25, o encargo de Paulo aos presb\u00edteros de \u00c9feso em Atos 20.18-35 e o encargo de Pedro para seus companheiros presb\u00edteros em 1Pedro 5.1-4, podemos ver que os deveres prim\u00e1rios dos presb\u00edteros era ensinar s\u00e3 doutrina, dirigir os afazeres da igreja e exercitar a supervis\u00e3o espiritual sobre aqueles confiados a seu cuidado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse breve levantamento sugere que as igrejas neotestament\u00e1rias foram consistemente lideradas por um n\u00famero de homens que foram reconhecidos como presb\u00edteros e que deveriam ensinar a s\u00e3 doutrina, levar as quest\u00f5es p\u00fablicas para fora da igreja e exercitar supervis\u00e3o espiritual. A apar\u00eancia de diverisidade nas descri\u00e7\u00f5es neotestament\u00e1rias sobre os l\u00edderes da igreja local parece mais concordar em vez de contradizer esse padr\u00e3o consistente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. Di\u00e1conos e seus predecessores<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Terceiro, mais resumidamente, voltamo-nos para di\u00e1conos e seus predecessores. Na l\u00edngua portuguesa, di\u00e1cono \u00e9 simplesmente uma translitera\u00e7\u00e3o da palavra grega <em>di\u00e1conos. <\/em><em>O termo e seu cognato ocorrem frequentemente atrav\u00e9s do Novo Testamento, mas somente em dois contextos di\u00e1conos se refere ambiguamente a um of\u00edcio eclesi\u00e1stico: Filipenses 1.1 e 1Tim\u00f3teo 3.8-13<\/em><em><strong>#16<\/strong><\/em><em>. Em Tim\u00f3teo 3.8, depois de listar as qualifica\u00e7\u00f5es para os presb\u00edteros, Paulo diz: \u201c<\/em>Semelhantemente, quanto aos di\u00e1conos, \u00e9 necess\u00e1rio que sejam respeit\u00e1veis, de uma s\u00f3 palavra, n\u00e3o inclinados a muito vinho\u201d e ent\u00e3o enumera o resto das qualifica\u00e7\u00f5es para os di\u00e1conos. E em Filipenses 1.1 Paulo sa\u00fada \u201ca todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e di\u00e1conos que vivem em Filipos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do testemunho neotestament\u00e1rio para os di\u00e1conos ser pequeno, algumas conclus\u00f5es sobre seu papel podem ser extra\u00eddas com cautela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro, que \u201cdi\u00e1cono\u201d \u00e9 um of\u00edcio reconhecido na igreja, ao lado dos presb\u00edteros\/bispos, que parece legitimizar a infer\u00eancia de ambas passagens. A men\u00e7\u00e3o especial de Paulo aos di\u00e1conos ao lado dos bispos em Filipenses 1.1 teria pouco sentido, a menos que os di\u00e1conos, juntamente com os bispos, detivessem um of\u00edcio de reconhecimento p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posteriormente, a lista de Paulo das qualifica\u00e7\u00f5es para os di\u00e1conos em 1Tim\u00f3teo 3.8-13, com nenhuma explica\u00e7\u00e3o posterior, parece indicar que di\u00e1conos foram um of\u00edcio estabelecido na igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, ao passo que o Novo Testamento prov\u00ea pouca instru\u00e7\u00e3o explicita acerca do papel dos di\u00e1conos, algu\u00e9m pode inferir do seu cargo que seu papel prim\u00e1rio \u00e9 servir a igreja em quest\u00f5es f\u00edsicas<strong>#17<\/strong>. Al\u00e9m disso, diferentemente dos presb\u00edteros (veja 1Tim\u00f3teo 3.2), n\u00e3o \u00e9 requerido dos di\u00e1conos o ensino. Enquanto certamente n\u00e3o \u00e9 proibido que eles ensinem, isso indica que n\u00e3o \u00e9 uma das responsabilidades do seu of\u00edcio. E, ao passo que presb\u00edteros s\u00e3o repetidamente descritos governando a igreja (1Tim\u00f3teo 5.7) e pastoreando a igreja (Atos 20.28, 1Pedro 5.2), di\u00e1conos aparentemente n\u00e3o t\u00eam essa responsabilidade de supervis\u00e3o espiritual. Isso \u00e9 indicado pela falta de qualquer men\u00e7\u00e3o do seu papel para di\u00e1cono e por mais sutis diferen\u00e7as entre suas qualifica\u00e7\u00f5es e as dos presb\u00edteros<strong>#18<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, o que Atos 6 ensina sobre a origem do of\u00edcio dos di\u00e1conos? Enquanto alguns entendem os eventos de Atos 6 como fundadores do of\u00edcio dos di\u00e1conos, parece melhor ver os Sete indicados em Atos 6 como predecessores aos di\u00e1conos, \u201cproto-di\u00e1conos\u201d. Nessa leitura, pelo menos parte do que Lucas est\u00e1 fazendo no seu relato em Atos \u00e9 explicar as origens do que veio a ser o of\u00edcio de di\u00e1conos nas igrejas apost\u00f3licas<strong>#19<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. Autoridade congregacional sobre inclus\u00e3o e exclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um aspecto final da pol\u00edtica do Novo Testamento que ir\u00e1 provar ser cr\u00edtico para nossa discuss\u00e3o \u00e9 o assunto da autoridade sobre quem \u00e9 inclu\u00eddo e exclu\u00eddo da igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como a pol\u00edtica lida com estruturas que governam e legitimizam o exerc\u00edcio da autoridade, n\u00e3o h\u00e1 quest\u00e3o mais b\u00e1sica sobre pol\u00edtica eclesi\u00e1stica que quem \u00e9 que ultimamente decide quem pertence e quem n\u00e3o pertence \u00e0 igreja. E ainda que muito certamente os evang\u00e9licos queiram apontar para um modelo \u201ccentrado\u201d para conceber \u00e0 igreja local, o Novo Testamento indica que deve haver uma clara e definida separa\u00e7\u00e3o entre a igreja e o mundo (veja, por exemplo, 1Cor\u00edntios 5.9-13). Assim, em v\u00e1rios lugares, assembleias locais de crist\u00e3os s\u00e3o instru\u00eddas para excluir da sua comunh\u00e3o qualquer um que a vida decisivamente contradiga com sua alega\u00e7\u00e3o de ter f\u00e9 em Cristo.<strong>#20<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o naturalmente surge, ent\u00e3o: quem decide quem \u00e9 que est\u00e1 dentro e quem est\u00e1 fora? Ao se manter com o desejo de ser indutivo e descritivo como uma possibildade at\u00e9 esse ponto, irei resumidamente considerar passagens relevantes do Novo Testamento antes de considerar se essas passagens, juntamente com o resto do que vimos nos padr\u00f5es neotestament\u00e1rios de pol\u00edtica, deveriam funcionar normativamente para a igreja hoje em dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, argumentarei que o Novo Testamento modela o que chamamos de \u201ccongregacionalismo\u201d. Mas, mesmo que voc\u00ea discorde com essa leitura, voc\u00ea ainda precisar\u00e1 demonstrar quem na igreja \u00e9 autorizado para fazer o qu\u00ea. Mais especificamente, quem tem a autoridade de incluir e excluir da igreja?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Mateus 16, quando Pedro confessa que Jesus \u00e9 o Cristo, Jesus responde em parte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m eu te digo que tu \u00e9s Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno n\u00e3o prevalecer\u00e3o contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos c\u00e9us; o que ligares na terra ter\u00e1 sido ligado nos c\u00e9us; e o que desligares na terra ter\u00e1 sido desligado nos c\u00e9us. (Mateus 16.18-19)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jonathan Leeman argumentou recentemente que essa disputa sem fim das palavras de Jesus s\u00e3o um estatuto institucional para a igreja que \u201cformaliza a exist\u00eancia da igreja na terra, estabelece sua autoridade, delineia seus direitos e privil\u00e9gios b\u00e1sicos e descreve o que \u00e9 essencial quando se pertence a ela\u201d<strong>#21<\/strong>. Leeman ent\u00e3o examina o denso preparo de met\u00e1foras misturadas na presente passagem, a \u201caplica\u00e7\u00e3o\u201d da autoridade das chaves em Mateus 18.15-20 e o relacionamento dessas duas passagens com Mateus 28.18-20. \u00c0 luz de tudo isso, Leeman prop\u00f5e que o estatuto de Jesus diz que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo presente momento, garanto \u00e0 minha igreja apost\u00f3lica, aquela que \u00e9 escatol\u00f3gica e \u00e9 o ajuntamento celestial, a autoridade do ato como guardi\u00f5es e testemunhas do meu reino na terra. Autorizo a esse corpo real e sacerdotal, onde quer que ele se manifeste entre duas ou tr\u00eas testemunhas formalmente reunidas em meu nome, para publicamente afirmar e identificar a si mesmos comigo e com todos os indiv\u00edduos que professam confiavelmente meu nome e seguem-me como Senhor; para supervisionar o discipulado desses ao ensin\u00e1-los tudo que eu ordenei; para excluir todos os professantes que ca\u00edram e desobedientes; e para fazer mais disc\u00edpulos, identificando esses novos crentes com o Pai, Filho e o Esp\u00edrito Santo atrav\u00e9s do batismo.\u201d<strong>#22<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resumo, Leeman argumenta que em Mateus 16.18-19 Jesus garante para cada igreja local a autoridade ao n\u00edvel de embaixadores para declarar representativamente quem pertence e quem n\u00e3o pertence ao reino dos c\u00e9us. A igreja exerce autoridade ao unir os crentes professantes a si mesma, supervisionar seu discipulado e excluir os falsos professantes.<strong>#23<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, quem exerce essa autoridade nas igrejas neotestament\u00e1rias? Parece que no Novo Testamento, \u00e9 consistente que a congrega\u00e7\u00e3o local como um todo que exerce essa autoridade. Por exemplo, em Mateus 18.17, Jesus diz \u00e0queles que est\u00e3o confrontando um irm\u00e3o errante que \u201cdize-o \u00e0 igreja; e, se recusar ouvir tamb\u00e9m a igreja, considera-o como gentio e publicano\u201d. O ensino de Jesus aqui parece indicar que a assembleia local como um todo tem autoridade judicial final sobre seus membros. \u00c9 a igreja que peleja com o professante pecador para que ele se arrependa e \u00e9 a igreja que deve promulgar a exclus\u00e3o que Jesus requer se a pessoa n\u00e3o se arrepender.<strong>#24<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou novamente, em 1Cor\u00edntios 5, Paulo instrui a igreja em Corinto acerca de como lidar com o homem que est\u00e1 dormindo com a mulher de seu pai, dizendo: \u201cem nome do Senhor Jesus, reunidos v\u00f3s e o meu esp\u00edrito, com o poder de Jesus, nosso Senhor,\u00a0entregue a Satan\u00e1s para a destrui\u00e7\u00e3o da carne, a fim de que o esp\u00edrito seja salvo no Dia do Senhor [Jesus]\u201d (1Cor\u00edntios 5.4-5). Aqui parece que mesmo com um ap\u00f3stolo provendo instru\u00e7\u00e3o, era a assembleia local como um todo que deveria excluir um membro com um pecado escandaloso. A carta de Paulo dirige \u00e0 inteira \u201cigreja de Deus que est\u00e1 em Corinto\u201d (1Cor\u00edntios 1.2), e nesse contexto ele est\u00e1 claramente prevendo a igreja em Corinto agindo como uma assembleia reunida por inteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 corroborada pelo coment\u00e1rio de Paulo em 2Cor\u00edntios 2.6 que \u201cbasta-lhe a puni\u00e7\u00e3o pela maioria\u201d, para que a igreja recebesse de volta o indiv\u00edduo agora arrependido. Que a puni\u00e7\u00e3o \u00e9 infligida pela maioria indica que a congrega\u00e7\u00e3o como um todo agiu deliberativamente para excluir esse indiv\u00edduo da sua comunh\u00e3o. Al\u00e9m do mais, o mandamento de Paulo que a igreja restaure o homem confirma que toda a congrega\u00e7\u00e3o tem autoridade n\u00e3o somente para excluir membros n\u00e3o arrependidos, mas para incluir aqueles arrependidos e manter profiss\u00f5es dignas de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certamente, esses relatos n\u00e3o prov\u00e9m detalhes exaustivamente processuais ou respondem toda quest\u00e3o que possamos ter concernente a disciplina de cada igreja primitiva. Por\u00e9m, parecem indicar um padr\u00e3o consistente no qual a congrega\u00e7\u00e3o local como um todo exerceu autoridade sobre quem \u00e9 inclu\u00eddo ou exclu\u00eddo da igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III. Respondendo interpreta\u00e7\u00f5es alternativas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com essa pesquisa panor\u00e2mica dos padr\u00f5es neotestament\u00e1rios de pol\u00edtica tendo sido colocada, volto-me agora para avaliar tr\u00eas interpreta\u00e7\u00f5es alternativas da evid\u00eancia que milita contra a leitura normativa dos padr\u00f5es de pol\u00edtica do Novo Testamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. Diversidade irreconcili\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiramente, irei resumidamente avaliar o argumento que o Novo Testamento mostra uma \u201cdiversidade irreconcili\u00e1vel\u201d em seus padr\u00f5es de pol\u00edtica eclesi\u00e1stica<strong>#25<\/strong>. Essa \u00e9 simplesmente uma forma mais t\u00e9cnica de declarar o ponto de Erickson que n\u00e3o h\u00e1 um \u201cpadr\u00e3o unit\u00e1rio\u201d de pol\u00edtica no Novo Testamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vis\u00e3o de Ernst K\u00e4semann pode ser tomada como representativa de muitos eruditos do Novo Testamento quando ele diz:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nenhum postulado rom\u00e2ntico, ainda que possa estar envolvido no manto da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, pode ser permitido enfraquecer a moderada observa\u00e7\u00e3o que um historiador \u00e9 incapaz para falar de uma unidade ininterrupta da eclesiologia neotestament\u00e1ria. Nesse campo ele se torna ciente de nossa situa\u00e7\u00e3o no microcosmo \u2013 diferen\u00e7as, dificuldades, contradi\u00e7\u00f5es, no melhor dos casos uma confedera\u00e7\u00e3o antiga ecum\u00eanica sem um Conc\u00edlio Ecum\u00eanico.<strong>#26<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vis\u00e3o de Millard Erickson mencionada acima \u00e9 de alguma forma similar, apesar de mais preliminar. Erickson identifica o exerc\u00edcio aparentemente \u201cmon\u00e1rquico\u201d da autoridade apost\u00f3lica, o \u201cpapel essencial\u201d dos presb\u00edteros e os elementos da autoridade congregacional vista no Novo Testamento como permanecendo todos de alguma forma em tens\u00e3o entre si.<strong>#27<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rias coisas podem ser ditas em resposta a tais alega\u00e7\u00f5es. Geralmente, especialmente entre aqueles influenciados pela reconstru\u00e7\u00e3o de F.C. Baur da igreja primitiva, os int\u00e9rpretes encontrar\u00e3o dificuldades e contradi\u00e7\u00f5es onde um leitor mais paciente do texto n\u00e3o encontraria nenhuma. Por exemplo, alguns eruditos far\u00e3o muito caso do fato de que Paulo d\u00e1 instru\u00e7\u00f5es detalhadas concernentes ao exerc\u00edcio dos dons carism\u00e1ticos em 1Cor\u00edntios, cujo n\u00e3o cont\u00e9m men\u00e7\u00e3o dos of\u00edcios eclesi\u00e1sticos leg\u00edtimos. Por outro lado, as Epistolas Pastorais e Atos n\u00e3o cont\u00e9m men\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia regular dos dons carism\u00e1ticos na vida cotidiana das congrega\u00e7\u00f5es locais, e uma caracter\u00edstica proeminentemente oficial, chamada de estrutura \u201chier\u00e1rquica\u201d de minist\u00e9rio, a saber, os of\u00edcios de presb\u00edtero e di\u00e1cono. Mas o sil\u00eancio acerca dos of\u00edcios da igreja local n\u00e3o \u00e9 evid\u00eancia conclusiva da sua aus\u00eancia, como discutimos acima. Nem \u00e9 a natureza \u201ccarism\u00e1tica\u201d da adora\u00e7\u00e3o da igreja de Cor\u00edntios necessariamente oposta a uma estrutura oficial e reconhecida de lideran\u00e7a eclesi\u00e1stica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece que algumas interpreta\u00e7\u00f5es t\u00eam constru\u00eddo imagens completas das igrejas retratadas em Corinto, nas Pastorais e em Atos que v\u00e3o al\u00e9m da evid\u00eancia, e ent\u00e3o t\u00eam encontrado que esses retratos contradizem um com o outro. Em tais casos, precisamos considerar novamente o que os textos nos dizem e n\u00e3o nos dizem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando aos argumentos de Erickson: mesmo que ele se prenda de alguma forma mais restrita ao texto, as assertivas de Erickson sobre a falta de um padr\u00e3o unit\u00e1rio indicam que ele considera os elementos discretos da pol\u00edtica do Novo Testamento sejam mutuamente exclusivos.<strong>#28<\/strong> Erickson n\u00e3o oferece nenhuma discuss\u00e3o detalhada do porqu\u00ea que esses elementos n\u00e3o podem coexistir em uma pol\u00edtica unificada em uma igreja local. Ele meramente afirma que s\u00e3o incompat\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Erickson est\u00e1 certo em reconhecer que os ap\u00f3stolos, por exemplo, exerciam uma autoridade que ultrapassa a igreja local e, portanto, parece \u201cmon\u00e1rquica\u201d. Por\u00e9m, isso somente contradiz a autoridade local se algu\u00e9m acreditar que o of\u00edcio dos ap\u00f3stolos \u00e9 continuar na igreja em perpetuidade. Se, por outro lado, reconhecermos que o of\u00edcio dos ap\u00f3stolos \u00e9 limitado \u00e0queles que eram testemunhas oculares autoritativas da ressurrei\u00e7\u00e3o (conforme Walls argumenta acima), ent\u00e3o somos deixados com os presb\u00edteros e a congrega\u00e7\u00e3o como as duas principais fontes de autoridade. E h\u00e1 muitos sentidos nos quais os presb\u00edteros e a congrega\u00e7\u00e3o podem exercitar um tipo de autoridade interdependente e interligada. Em outras palavras, n\u00e3o temos que escolher entre lideran\u00e7a dos presb\u00edteros e o tipo de autoridade congregacional que esbo\u00e7amos acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se esse \u00e9 o caso, o Novo Testamento apresenta um <em>loci<\/em> autoritativo na igreja local que complementa em vez de contradizer um ao outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. A quest\u00e3o do desenvolvimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra alternativa de leitura que vale a pena avaliar \u00e9 a alega\u00e7\u00e3o que o desenvolvimento na estrutura da igreja no Novo Testamento fornece todos os padr\u00f5es de pol\u00edtica relativa. Visto que uma uma an\u00e1lise cronol\u00f3gica completa da evid\u00eancia neotestament\u00e1ria dos padr\u00f5es de pol\u00edtica nos levaria para muito mais distante, irei simplesmente oferecer poucos coment\u00e1rios preliminares acerca da quest\u00e3o do desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro, parece claro no Novo Testamento que \u201cap\u00f3stolo\u201d n\u00e3o \u00e9 um of\u00edcio perpetuamente cont\u00ednuo atrav\u00e9s da vida da igreja, mas em vez disso est\u00e1 amarrado \u00e0 primeira gera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s Cristo. Certamente os ap\u00f3stolos continuaram a funcionar como a norma de ensino e comunh\u00e3o em todas as igrejas em todos os tempos atrav\u00e9s dos escritos inspirados neotestament\u00e1rios. Mas isso \u00e9 uma autoridade exercida em aus\u00eancia, n\u00e3o atrav\u00e9s de homens vivos que possuem o of\u00edcio e dons de ap\u00f3stolo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a autoridade que os ap\u00f3stolos exercem sobre as v\u00e1rias igrejas \u00e9 amarrada ao seu of\u00edcio e n\u00e3o \u00e9 um padr\u00e3o para o exerc\u00edcio de autoridade similar na igreja hoje em dia. Isso descartaria qualquer apelo a uma atividade apost\u00f3lica espec\u00edfica como justificativa para, digamos, um \u201cbispo\u201d que possui autoridade sobre v\u00e1rias congrega\u00e7\u00f5es. Ainda assim, esse \u00e9 precisamente o apelo que Peter Toon faz quando escreve:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando essas palavras [Tito 1.5-7] foram escritas no primeiro s\u00e9culo, todas as igrejas reconheceram que os ap\u00f3stolos visitantes, os evangelistas ou representantes dos ap\u00f3stolos tinham uma autoridade em certos assuntos \u201cacima\u201d daqueles dos presb\u00edteros\/bispos locais e da congrega\u00e7\u00e3o local do rebanho de Cristo.<strong>#29<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, a menos que Toon esteja preparado para igualar ap\u00f3stolos a bispos, n\u00e3o h\u00e1 base para usar o anterior como uma justificativa para o posterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez que o apelo para a autoridade apost\u00f3lica unicamente como uma base para pol\u00edtica est\u00e1 afastado, o Novo Testamento demonstra um padr\u00e3o consistente de lideran\u00e7a por meio de uma pluralidade de presb\u00edteros no contexto da autoridade congregacional sobre a inclus\u00e3o e exclus\u00e3o da assembleia. Em outras palavras, uma vez que entendamos o aspecto \u00fanico e sem repeti\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio apost\u00f3lico, a diversidade dos padr\u00f5es neotestament\u00e1rios de pol\u00edtica come\u00e7am a parecer de alguma forma menos \u201cirreconcili\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, se tomarmos as alega\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas do Novo Testamento ao valor nominal, o qual temos toda raz\u00e3o para fazer, ent\u00e3o nenhum caso leg\u00edtimo pode ser feito de que \u201cof\u00edcios\u201d oficiais dentro da igreja foram um desenvolvimento posterior. A primeira viagem mission\u00e1ria de Paulo pode ser datada por volta de 49 A.D<strong>#30<\/strong>, tempo no qual Lucas diz que Paulo e Barnab\u00e9 nomearam presb\u00edteros em cada igreja. A men\u00e7\u00e3o de Paulo dos \u201cbispos e di\u00e1conos\u201d em Filipenses 1.1 parece indicar a exist\u00eancia de dois of\u00edcios de uma forma que organizadamente se harmoniza com a discuss\u00e3o das qualifica\u00e7\u00f5es em 1Tim\u00f3teo 3. E isso ocorre em uma carta que deve ser datada por volta de 60 A.D, que de igual forma est\u00e1 dentro do per\u00edodo de vida de pelo menos alguns dos ap\u00f3stolos. E novamente, uma data\u00e7\u00e3o conservadora das Epistolas Pastorais as coloca somente alguns anos ap\u00f3s Filipenses.<strong>#31<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que isso significa \u00e9 que o grande per\u00edodo de tempo que \u00e9 afirmado ter transcorrido entre a fase inicial \u201ccarism\u00e1tica\u201d da igreja e a posterior cristaliza\u00e7\u00e3o de uma estrutura eclesi\u00e1stica mais ordenada \u00e9 grandemente exagerado. Certamente parece haver algum desenvolvimento, por exemplo, dos Sete apontados em Atos 6 para o of\u00edcio de di\u00e1conos. Por\u00e9m, o o pouco desenvolvimento que h\u00e1 ali leva a uma pol\u00edtica est\u00e1vel que inclui presb\u00edteros liderando, di\u00e1conos servindo e a congrega\u00e7\u00e3o tendo a responsabilidade final pela credibilidade da profiss\u00e3o de f\u00e9 dos seus membros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo sido isso colocado, chegar a esse quadro requer uma s\u00edntese cuidadosa porque todos esses elementos s\u00e3o raramente mencionados no curso de um livro no Novo Testamento e eles nunca s\u00e3o delineados de uma maneira compreensiva e sistem\u00e1tica.<strong>#32<\/strong> Contudo, dada nossa pesquisa da evid\u00eancia acima, na aus\u00eancia de uma evid\u00eancia convincente, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para assumir que, conforme a era apost\u00f3lica se desgastou, as igrejas desenvolveram quaisquer trajet\u00f3rias diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resumo, enquanto h\u00e1 um claro desenvolvimento eclesiol\u00f3gico dentro do Novo Testamento, parece razo\u00e1vel discernir algo do tipo de uma \u201cforma final\u201d de eclesiologia neotestament\u00e1ria, particularmente como vista nas Ep\u00edstolas Pastorais, que est\u00e3o explicitamente preocupadas com a preserva\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel do evangelho e da igreja na era p\u00f3s-apost\u00f3lica.<strong>#33<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. Uma <em>ekklesia<\/em>, m\u00faltiplas congrega\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro argumento desenvolvido contra a leitura que resumimos acima \u00e9 baseado na alega\u00e7\u00e3o que o Novo Testamento algumas vezes usa a palavra <em>ekklesia<\/em> para se referir a uma \u201cigreja\u201d composta por um n\u00famero de congrega\u00e7\u00f5es diferentes. Por exemplo, como D. A. Carson escreve:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das coisas mais chocantes sobre o seu uso no Novo Testamento \u00e9 que ocorre no plural quando se referindo \u00e0s v\u00e1rias assembleias (\u201cigrejas\u201d) da regi\u00e3o ou prov\u00edncia (por exemplo, \u201cas igrejas da Judeia\u201d, G\u00e1latas 1.22), mas \u00e9 restrito ao singular quando se refere \u00e0s assembleias dos crist\u00e3os em qualquer cidade. Nas cidades como Jerusal\u00e9m, Antioquia, \u00c9feso e Roma, os crist\u00e3os se multiplicaram t\u00e3o rapidamente que eles n\u00e3o podiam se encontrar em uma assembleia; e mesmo que pudessem ter encontrado um local grande o bastante, era pouco pol\u00edtico se encontrar dessa forma e atrair aten\u00e7\u00e3o dos seus ouvintes. Por\u00e9m, apesar de existirem desta forma muitas \u201cassembleias\u201d ou \u201ccongrega\u00e7\u00f5es\u201d, digamos, em Corinto ou Jerusal\u00e9m, Paulo escreve \u00e0 igreja em Colosso e prossegue em deliberar com a igreja em Jerusal\u00e9m, n\u00e3o \u201cas igrejas\u201d em Colosso e Jerusal\u00e9m.<strong>#34<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baseado nessa linha de interpreta\u00e7\u00e3o, Carson tem oferecido em outro lugar a seguinte advert\u00eancia para aqueles que enxergam o padr\u00e3o consistente de uma pluralidade de presb\u00edteros em igrejas locais como normativo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma pluralidade de presb\u00edteros, se n\u00e3o exigido, parece ter sido comum e talvez a norma. Por outro lado, somente \u201cigreja\u201d (<em>ekklesia <\/em>no singular) \u00e9 usada para a congrega\u00e7\u00e3o de todos os crentes em uma cidade, nunca \u201cigrejas\u201d; l\u00ea-se das igrejas na Gal\u00e1cia, mas da igreja em Antioquia ou Jerusal\u00e9m. Assim, \u00e9 poss\u00edvel, apesar de incerto, que um \u00fanico presb\u00edtero possa ter exercido autoridade em rela\u00e7\u00e3o ao grupo de uma casa \u2013 um grupo de casas que em alguns casos constitu\u00eda parte da igreja da cidade tomada como um todo.<strong>#35<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resumo, Carson est\u00e1 sugerindo que as m\u00faltiplas congrega\u00e7\u00f5es constitu\u00edam uma igreja municipal e se especularmos mais profundamente que cada presb\u00edtero supervisionava uma igreja dom\u00e9stica, ent\u00e3o podemos n\u00e3o estar justificados em alegar que o presbit\u00e9rio plural \u00e9 uma norma v\u00e1lida para as igrejas seguirem. Historicamente, outros t\u00eam usado esse mesmo argumento textual para justificar as formas de pol\u00edtica presbiterianas ou episcopais, e mais recentemente, as igrejas multi-localizadas (\u201c<em>multi-site churches<\/em>\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, o Novo Testamento n\u00e3o aparenta fundamentar a afirma\u00e7\u00e3o de Carson que em certas cidades \u201cos crist\u00e3os se multiplicaram t\u00e3o rapidamente que eles n\u00e3o podiam se encontrar em uma assembleia e mesmo que pudessem ter encontrado um local grande o bastante, era pouco pol\u00edtico se encontrar dessa forma e atrair aten\u00e7\u00e3o dos seus ouvintes\u201d.Especificamente, tr\u00eas linhas de evid\u00eancia textual argumentam contra isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro, Atos repetidamente declara toda a igreja de Jerusal\u00e9m se reunia junto.<strong>#36<\/strong> Imediatamente, depois que as tr\u00eas mil almas foram adicionadas \u00e0 igreja (Atos 2.41), n\u00f3s lemos: \u201cTodos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum [&#8230;]. Diariamente perseveravam un\u00e2nimes no templo, partiam p\u00e3o de casa em casa e tomavam as suas refei\u00e7\u00f5es com alegria e singeleza de cora\u00e7\u00e3o\u201d (Atos 2.44, 46). Isso claramente indica que os mesmos \u201ctodos\u201d que estavam juntos e tinha tudo em comum tamb\u00e9m se encontravam no templo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Novamente, Atos 4.4 diz que \u201csubindo o n\u00famero de homens a quase cinco mil\u201d. Ainda que estimemos toda a igreja sendo baseada no n\u00famero de homens, Atos 5.12 claramente indica que eles todos se reuniam em um local: \u201cE costumavam todos reunir-se, de comum acordo, no P\u00f3rtico de Salom\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Novamente, em Atos 6.2, os ap\u00f3stolos \u201cconvocaram a comunidade dos disc\u00edpulos\u201d para tomar conta do problema de distribui\u00e7\u00e3o de comida. Claramente, o P\u00f3rtico de Salom\u00e3o era grande o suficiente para acomodar uma reuni\u00e3o de v\u00e1rios milhares de disc\u00edpulos, o que \u00e9 f\u00e1cil o bastante imaginar dada suas dimens\u00f5es generosas. E o texto diz que os disc\u00edpulos de fato se reuniam todos juntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, apesar da igreja de Antioquia ter consistido de \u201cum grande n\u00famero [&#8230;] uma numerosa multid\u00e3o\u201d. (Atos 11.21, 26), Paulo e Barnab\u00e9 foram aptos em duas situa\u00e7\u00f5es separadas de reunirem toda a igreja (Atos 14.27, 15.30).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Terceiro, apesar de Carson n\u00e3o mencionar Corinto, geralmente \u00e9 afirmado que a igreja de Corinto consistia em um n\u00famero de pequenas igrejas dom\u00e9sticas.<strong>#37<\/strong> Contudo, dirigindo-se \u00e0 inteira \u201cigreja de Deus que est\u00e1 em Corinto\u201d, Paulo se refere \u00e0 sua assembleia como um todo pelo menos sete vezes.<strong>#38<\/strong> Por exemplo, Paulo diz a eles para buscar a quest\u00e3o da disciplina eclesi\u00e1stica \u201cquando voc\u00eas estiverem reunidos\u201d (1Cor\u00edntios 5.4). Nas primeiras cinco dessas inst\u00e2ncias, Paulo se refere \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da Ceia do Senhor, e nas \u00faltimas duas se refere a se ajuntar para edifica\u00e7\u00e3o m\u00fatua atrav\u00e9s de c\u00e2nticos e instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1Cor\u00edntios 11.18, Paulo explicitamente diz: \u201cPorque, antes de tudo, estou informado haver divis\u00f5es entre v\u00f3s quando vos reunis na igreja\u201d. Aqui Paulo parece se preocupar que eles se re\u00fanam de forma constitutiva por serem uma igreja. Em vista do significado de <em>ekklesia<\/em> (\u201cassembleia\u201d), isso dificilmente pareceria opaco para os crist\u00e3os falantes de l\u00edngua grega. Para Paulo, \u00e9 dessa assembleia regular e coletiva que sua identidade como igreja do Senhor em Corinto deriva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posteriormente, Paulo instrui os cor\u00edntios a colocar algo de lado \u201cno primeiro dia da semana\u201d (1Cor\u00edntios 16.2). Parece mais prov\u00e1vel ser uma refer\u00eancia \u00e0 sua reuni\u00e3o corporativa no primerio dia do que uma atividade individual e privada de ajuntar dinheiro. Isso tamb\u00e9m pareceria pesar em favor do entendimento das outras refer\u00eancias de Paulo aos seus \u201cajuntamentos\u201d como assembleias regulares e semanais em vez de eventos extraordin\u00e1rios<strong>#39<\/strong>. E ainda constituiria mais uma refer\u00eancia \u00e0 assembleia eclesi\u00e1stica como um todo, embora apenas implicitamente. Fazendo o balan\u00e7o, parece melhor entender que todas as refer\u00eancias de Paulo \u00e0 igreja de Corinto v\u00eam junto como todo indicando n\u00e3o somente que o n\u00famero completo de crentes em Corinto poderia se reunir em um lugar, mas eles de fato faziam isso, semanalmente.<strong>#40<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 corroborada pelo fato que, em sua ep\u00edstola aos Romanos, a qual muito provavelmente ele escreveu de Corinto, Paulo se refere a \u201cGaio, meu hospedeiro e de toda a igreja\u201d (Romanos 16.23).<strong>#41<\/strong> Assim, quer n\u00e3o fosse pol\u00edtico se reunir dessa forma ou n\u00e3o, parece que os crist\u00e3os de Jerusal\u00e9m, Antioquia e Corinto de fato se reuniam como uma congrega\u00e7\u00e3o em cada cidade, a despeito dos seus grandes n\u00fameros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se as m\u00faltiplas congrega\u00e7\u00f5es neotestament\u00e1rias algumas vezes constitu\u00edam uma igreja, ent\u00e3o isso seria traria a quest\u00e3o do meu argumento anterior que congrega\u00e7\u00f5es locais detinham autoridade final sobre as quest\u00f5es de membresia e disciplina. Se uma igreja consistia em m\u00faltiplas congrega\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o quem tinha autoridade sobre quem? Embora tenha argumentado que o Novo Testamento n\u00e3o suporta essa afirma\u00e7\u00e3o, e de fato a evid\u00eancia de Jerusal\u00e9m, Antioquia e Corinto indica que grupos chamados \u201cigrejas\u201d se reuniam regularmente de forma unificada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em vez de especular acerca do que <em>certamente<\/em> <em>era<\/em> o caso, fazemos melhor em se ater com o que o Novo Testamento declara claramente que <em>era <\/em>o caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para revisar: na primeira parte, destaquei o argumento prim\u00e1rio contra a leitura normativa da pol\u00edtica eclesi\u00e1stica do Novo Testamento. Na segunda parte, tentei esbo\u00e7ar as linhas principais das estruturas das igrejas locais vistas no Novo Testamento e conclui que um padr\u00e3o consistente \u00e9 discern\u00edvel. Terceiro, nessa sess\u00e3o, ofereci uma resposta para tr\u00eas principais argumentos contra um padr\u00e3o consistente de pol\u00edtica no Novo Testamento: (1) a afirma\u00e7\u00e3o que o texto demonstra uma diversidade irreconcili\u00e1vel de padr\u00f5es de pol\u00edtica, (2) o argumento que o desenvolvimento na estrutura da igreja dentro do Novo Testamento torna todos os padr\u00f5es de pol\u00edtica relativos e (3) a alega\u00e7\u00e3o que uma igreja em uma cidade consistia em m\u00faltiplas congrega\u00e7\u00f5es. Esse terceiro argumento, \u00e9 claro, iria relativizar dois dos principais padr\u00f5es de pol\u00edtica que argumentei que eram consistentes pelo Novo Testamento: a lideran\u00e7a plural de presb\u00edteros e a autoridade congregacional sobre a membresia e disciplina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IV.O padr\u00e3o que deve ser, n\u00e3o meramente o padr\u00e3o que era<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, mesmo que houvesse de fato um padr\u00e3o de pol\u00edtica no Novo Testamento, o que dizer da alega\u00e7\u00e3o de Erickson que tal padr\u00e3o simplesmente tem sido \u201co padr\u00e3o que era, n\u00e3o o padr\u00e3o que deve ser\u201d<strong>#42<\/strong>? Como devemos decidir se todas as v\u00e1rias passagens s\u00e3o descritivas ou prescritivas? A forma como respondemos essa quest\u00e3o determinar\u00e1 se entendemos o seguir dos padr\u00f5es de pol\u00edtica da Escritura como sendo uma quest\u00e3o de obedi\u00eancia ou indiferen\u00e7a. Sendo assim, voltamo-nos para a quest\u00e3o se esses padr\u00f5es e instru\u00e7\u00f5es s\u00e3o normativos para a igreja hoje em dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira coisa a destacar \u00e9 que dever\u00edamos ser muito lentos para recusar o que \u00e9, de fato, um padr\u00e3o consistente de pol\u00edtica \u2013 ou mais precisamente, um n\u00famero de elementos discretos que se encaixam em uma estrutura coerente, ainda que apenas em esbo\u00e7o. A maioria dos autores que argumentam que os padr\u00f5es neotestament\u00e1rios de pol\u00edtica n\u00e3o s\u00e3o obrigat\u00f3rios tamb\u00e9m argumentam que eles n\u00e3o s\u00e3o consistentes entre si. Muito menos \u2013 se \u00e9 que h\u00e1 algum \u2013 veem um padr\u00e3o consistente e unificado, e ainda argumentam que isso n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lido para hoje.<strong>#43<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se somos confrontados com um padr\u00e3o consistente, dever\u00edamos pensar duas vezes sobre descarta-los por causa da \u201cfalta de material prescritivo\u201d<strong>#44<\/strong>. \u00c9 claro do Novo Testamento que, em geral, as pr\u00e1ticas apost\u00f3licas funcionavam como um precedente v\u00e1lido para todas as igrejas (cf. 1Cor\u00edntios 11.16). A princ\u00edpio, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o porque isso n\u00e3o poderia ser estender a assuntos de lideran\u00e7a e estrutura eclesi\u00e1stica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquele exemplo apost\u00f3lico era para funcionar normativamente como algo que batistas hist\u00f3ricos tem estado mais prontos para abra\u00e7ar do que os contempor\u00e2neos. William Williams, um professor fundador no <em>Southern Baptist Theological Seminary<\/em> [Semin\u00e1rio Teol\u00f3gico Batista do Sul], \u00e9 digno de ser citado:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs disc\u00edpulos do nosso Senhor deveriam considerar essa organiza\u00e7\u00e3o como um modelo obrigat\u00f3rio sobre eles para adota-la, ou ele deixou a forma da pol\u00edtica da igreja facultativa com seu povo? [&#8230;] Se qualquer e todas essas formas n\u00e3o s\u00e3o igualmente adaptadas para subservir os fins principais pelos quais as igrejas s\u00e3o divinamente institu\u00eddas, ent\u00e3o h\u00e1 uma forma melhor adaptada que outra; e se h\u00e1 uma adaptada melhor que outra, o Salvador certamente n\u00e3o deixaria isso nas m\u00e3os da sabedoria humana fal\u00edvel para descobrir [&#8230;]. Devemos acreditar, em vista do importante suportar da forma da organiza\u00e7\u00e3o deles sobre a realiza\u00e7\u00e3o, bem ou mal sucedida, dos objetivos finais da institui\u00e7\u00e3o deles, que eles estavam sob a lideran\u00e7a do Esp\u00edrito Santo nessa quest\u00e3o, como tamb\u00e9m estavam na anuncia\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios doutrin\u00e1rios do cristianismo; para que a pol\u00edtica institu\u00edda por eles devesse ser considerada como a express\u00e3o da sabedoria divina acerca desse assunto.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Williams continua colocando um ponto final:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA real quest\u00e3o, ent\u00e3o, parece ser essa \u2013 estamos sob a obriga\u00e7\u00e3o de adotar aquela pol\u00edtica na qual a sabedoria divina indicou para ser a melhor adotada para promover os fins da organiza\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica, ou talvez sintamos a liberdade de muda-la ou substitui-la por alguma outra, de acordo com nossas vis\u00f5es de adequa\u00e7\u00e3o ou conveni\u00eancia? Tal quest\u00e3o n\u00e3o admite debate. N\u00e3o \u00e9 alegado que havia um sistema, logicamente proposto, e disposto de forma sistem\u00e1tica. Mas nem as doutrinas do evangelho tamb\u00e9m est\u00e3o bem-dispostas; e por um s\u00e1bio prop\u00f3sito. Somos, portanto, deixados para uma busca diligente das Escrituras, e por comparar Escritura com Escritura, coletar instru\u00e7\u00f5es partindo das refer\u00eancias incidentais e distribu\u00eddas rumo \u00e0s doutrinas nas Escrituras, para organiz\u00e1-las em um corpo de doutrinas sistem\u00e1tico e harmonioso. De forma similar, com os grandes princ\u00edpios de governo da igreja.\u201d<strong>#45<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posteriormente, argumentaria que essas passagens que estabelecem as linhas principais da pol\u00edtica eclesi\u00e1stica neotestament\u00e1ria carregam for\u00e7a normativa em si mesmas. Pegue a lideran\u00e7a plural de presb\u00edteros. Isso parece ser um padr\u00e3o consistente visto atrav\u00e9s do Novo Testamento. Ele deriva da pr\u00e1tica habitual do ap\u00f3stolo Paulo (Atos 14.23). \u00c9 uma pr\u00e1tica que Paulo ordenou seus delegados apost\u00f3licos seguirem (Tito 1.5). \u00c9 parte da \u201cordem\u201d na qual, de acordo com Paulo, cada igreja deveria estar organizada (Tito 1.5). Finalmente, a forma na qual as qualifica\u00e7\u00f5es para presb\u00edteros chegam at\u00e9 n\u00f3s (1Tim\u00f3teo 3.1-7), com nenhuma explica\u00e7\u00e3o ou indica\u00e7\u00e3o que seu papel \u00e9 limitado para uma situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na igreja. Juntando tudo isso, parece ser indicado que nossas igrejas devem fazer o que a igreja de Tim\u00f3teo em \u00c9feso devia fazer: buscar homens que se adequem \u00e0s qualifica\u00e7\u00f5es e, na medida que o Senhor os provenha, indica-los para o of\u00edcio de presb\u00edtero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com respeito a autoridade congregacional sobre a inclus\u00e3o e exclus\u00e3o da igreja, argumentaria similarmente: as passagens que estabelecem essa autoridade regulam o exerc\u00edcio daquela mesma autoridade por meio de qualquer outro grupo ou indiv\u00edduo. Portanto, eles estabelecem um padr\u00e3o normativo e v\u00e1lidador para as igrejas seguirem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inumeros batistas e congregacionais t\u00eam observado \u2013 talvez de forma an\u00e1rquica mas, eu diria, perspicazmente \u2013 que quando Jesus disse: \u201cdiga a igreja\u201d em Mateus 18.17, ele n\u00e3o disse: \u201cdiga ao presbit\u00e9rio\u201d ou \u201cbispo\u201d ou \u201cpapa\u201d. Isto \u00e9, Jesus estabeleceu a congrega\u00e7\u00e3o local como um todo como a autoridade final judicial e deliberativa sobre quem deve ser inclu\u00eddo e exclu\u00eddo da congrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse ensino, al\u00e9m do mais, foi dado pelos disc\u00edpulos de Jesus antes da igreja sequer ter existido. Eu argumentaria que isso de fato confirma sua relev\u00e2ncia universal e aplica\u00e7\u00e3o para todas as igrejas locais. Sendo assim, Paulo diz \u00e0 assembleia dos Cor\u00edntios como um todo para excluir o homem imoral (1Cor\u00edntios 5.4-5), ele aparentemente estava seguindo e confirmando a autoridade duradoura do ensino de Jesus acerca desse assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse padr\u00e3o de autoridade congregacional \u00e9 mostrado como sendo uma norma v\u00e1lida mais claramente \u00e0 luz da garantia de autoridade de Jesus para a congrega\u00e7\u00e3o local na famosa passagem das \u201cchaves do reino\u201d (Mateus 16.18-19). Se Jonathan Leeman est\u00e1 correto em argumentar que a passagem d\u00e1 import\u00e2ncia para um car\u00e1ter institucional para a igreja local, ent\u00e3o a quest\u00e3o da autoridade \u00e9 jogada em um al\u00edvio substancial. De acordo com a leitura de Leeman, Jesus est\u00e1 garantindo para a igreja local na terra a autoridade de declarar representativamente quem pertence e quem n\u00e3o pertence ao reino dos c\u00e9us pela forma de \u201canexar e liberar\u201d crentes professos na e da sua comunh\u00e3o.<strong>#46<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a igreja local \u00e9 dotada com essa representatividade e autoridade de embaixador, a quest\u00e3o naturalmente surge como a quem \u00e9 autorizado a exercer essa autoridade. Quando autoridade \u00e9 envolvida, a quest\u00e3o de autoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 inescap\u00e1vel. E nesse caso, porque a autoridade est\u00e1 sobre quem \u00e9 inclu\u00eddo e exclu\u00eddo da igreja, somos imediatamente envolvidos em quest\u00f5es de pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso n\u00e3o fala diretamente \u00e0 estrutura de lideran\u00e7a da igreja <em>per se<\/em>, em termos do que os l\u00edderes s\u00e3o chamados ou quantos devem ser. Mas fala muito sobre pol\u00edtica, no sentido que se Jesus autorizou esse exerc\u00edcio de autoridade, pode ser exercitado somente por aqueles que ele autorizou para fazer.<strong>#47<\/strong> Assim, se a congrega\u00e7\u00e3o local <em>como um todo <\/em>\u00e9 autorizada a exercer sua autoridade das chaves do reino, ent\u00e3o nenhuma autoridade extra congregacional tal como um bispo ou presbit\u00e9rio tem a garantia para exercit\u00e1-la. Nem qualquer subgrupo dentro da congrega\u00e7\u00e3o, tal como presb\u00edteros, \u00e9 licenciado para tomar a decis\u00e3o final em tais assuntos. Autoridade que representa o reino dos c\u00e9us requer uma autoriza\u00e7\u00e3o celestial. E a autoriza\u00e7\u00e3o que Jesus deu garante que essa autoridade seja exercitada somente pela congrega\u00e7\u00e3o local como um todo.<strong>#48<\/strong> Se algu\u00e9m quer argumentar que os presb\u00edteros, ou o presbit\u00e9rio, ou o bispo t\u00eam tamb\u00e9m sido autorizados para exercer as chaves, ent\u00e3o o \u00f4nus est\u00e1 sobre ele para demonstrar a partir do texto onde essa autoriza\u00e7\u00e3o ocorre, ou mesmo quando \u00e9 exemplificada na vida da igreja primitiva. Onde, por exemplo, vemos no Novo Testamento um colegiado de presb\u00edteros ou um bispo excomungando unilateralmente um indiv\u00edduo da membresia da igreja da maneira que Paulo ordena a igreja dos cor\u00edntios a fazer (1Cor\u00edntios 5.4)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quer voc\u00ea concorde ou discorde sobre a congrega\u00e7\u00e3o ter a autoridade final, voc\u00ea n\u00e3o pode escapar da quest\u00e3o de quem \u00e9 autorizado a fazer o que na igreja. Onde e como a igreja \u00e9 autorizada a agir para que mantenha seus membros e presb\u00edteros respons\u00e1veis?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se trata de autoridade dos presb\u00edteros, a quest\u00e3o a ser perguntada \u00e9, como o Novo Testamento os autoriza? Eles det\u00eam uma autoridade distinta tanto quanto os membros da igreja s\u00e3o ordenados a obedec\u00ea-los (Hebreus 13.17), o que implica uma autoridade que n\u00e3o \u00e9 possu\u00edda conjuntamente por todos os membros da igreja. Claramente, eles s\u00e3o autorizados com \u201csupervis\u00e3o\u201d (por exemplo, Atos 20; 1Pedro 5) e \u201censino\u201d (por exemplo, Atos 20; 1Tim\u00f3teo 3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resumo, h\u00e1 muitas raz\u00f5es porque dever\u00edamos considerar a estrutura do esqueleto da igreja que temos adquirido a partir do Novo Testamento como normativa. Primeiro, mesmo que encontrarmos um \u201cpadr\u00e3o\u201d de pol\u00edtica eclesi\u00e1stica que necessariamente envolve uma cuidadosa s\u00edntese de v\u00e1rios dados textuais, parece que h\u00e1 um padr\u00e3o consistente discern\u00edvel de pol\u00edtica que pode ser adquirido do Novo Testamento. Portanto, devemos pensar duas vezes antes de simplesmente rejeitar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, temos boas raz\u00f5es teol\u00f3gicas e textuais para ver a pr\u00e1tica apost\u00f3lica nessa \u00e1rea como um precedente de estabelecimento v\u00e1lido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Terceiro, de v\u00e1rias formas, textos espec\u00edficos que suportam essa pol\u00edtica parecem indicar que esses padr\u00f5es e prescri\u00e7\u00f5es carregam uma for\u00e7a normativa duradoura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quarto, um exerc\u00edcio de autoridade em favor do c\u00e9u requer uma autoriza\u00e7\u00e3o celestial. Sendo assim, talvez mais explicitamente em quest\u00f5es de membresia e disciplina, pareceria que desde que a pol\u00edtica eclesi\u00e1stica toque esses assuntos, o que inescapavelmente faz, \u00e9 para ser regularmente pela garantia divina dada na Escritura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quinto, desde que l\u00edderes eclesi\u00e1sticos t\u00eam autoridade espec\u00edfica n\u00e3o garantidas a cada membro da congrega\u00e7\u00e3o, esse exerc\u00edcio de supervis\u00e3o espiritual autoritativa na igreja local de modo igual requer autoriza\u00e7\u00e3o divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por todas essas raz\u00f5es, dever\u00edamos considerar o padr\u00e3o neotestament\u00e1rio de pol\u00edtica n\u00e3o meramente como um padr\u00e3o que era, mas um padr\u00e3o que deve ser. E dever\u00edamos levar nossas igrejas \u2013 lenta e gradualmente, se necess\u00e1rio \u2013 a se conformar com o ensino das Escrituras nessa \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Millard Erickson,\u00a0<em>Christian Theology<\/em>\u00a0(2nd\u00a0ed., Grand Rapids: Baker, 1998), 1094-5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Andrew F. Walls, \u201cApostle,\u201d in\u00a0<em>New Bible Dictionary<\/em>, ed. I. Howard Marshall, A.R. Millard, J.I. Packer and D.J. Wiseman (3rd\u00a0ed.; Downers Grove: InterVarsity, 1996), 58.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Ibid., 59.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Ibid., 59-60.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Ibid., 60.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Gk.\u00a0<em>hegoumenos<\/em>; Hb 13:7, 17, 24.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 Gk.\u00a0<em>presbuteros<\/em>; At 11:30, 14:12, 15:2, 4, 6, 22, 23, 16:4, 20:17, 21:18; 1 Tm 5:17, 19; Tt 1:5; Tg 5:14; 1 Pe 5:1, 5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 Gk.\u00a0<em>episkopos<\/em>; At 20:28; Fp 1:1, 1 Tm 3:1-2; Tt 1:7; cf. 1 Pe 5:2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 Gk.\u00a0<em>poimen<\/em>; Ef 4:11; cf. At 20:28, 1 Pe 5:2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10 \u201cDiversidade irreconcili\u00e1vel\u201d \u00e9 uma frase de Markus Bockmuehl. Veja Markus Bockmuehl, \u201cIs There a New Testament Doctrine of the Church?\u201d in\u00a0<em>Scripture\u2019s Doctrine and Theology\u2019s Bible: How the New Testament Shapes Christian Dogmatics<\/em>, ed. Markus Bockmuehl and Alan J. Torrance (Grand Rapids: Baker, 2008), 35, e minha resposta \u00e0vis\u00e3o de Bockmuehl na se\u00e7\u00e3o tr\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11 A maioria da seguinte discuss\u00e3o encontra argumento com (embora n\u00e3o diretamente dependente de) Wayne Grudem,\u00a0<em>Systematic Theology: An Introduction to Biblical Doctrine\u00a0<\/em>(2nd\u00a0ed.; Grand Rapids: Zondervan, 2007), 912-920, de acordo com Wayne Grudem, \u201cWhy Don\u2019t We Follow the Uniform New Testament Pattern of Plural Elders to Govern Our Churches?\u201d Evangelical Theological Society Papers. Portland: Theological Research Exchange Network, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12\u00a0Veja, por exemplo, D.A. Carson, \u201cChurch, Authority in the,\u201d in\u00a0<em>Evangelical Dictionary of Theology<\/em>, ed. Walter Elwell (2nd\u00a0ed.; Grand Rapids: Baker, 2001), 249. Veja a seguinte discurs\u00e3o de Mark Dever em \u201cThe Doctrine of the Church,\u201d in\u00a0<em>A Theology for the Church<\/em>, ed. Daniel L. Akin (Nashville: B&amp;H Academic, 2007), 801-802.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">13 Alguns, como R. Alastair Campbell em sua obra\u00a0<em>Elders: Seniority within Earliest Christianity<\/em>\u00a0(Edinburgh: T&amp;T Clark, 1995), disputa esse ponto e oferece uma leitura alternativa. Contudo, visto que Paulo pode usar vers\u00f5es de todos os tr\u00eas termos de forma intercambi\u00e1vel, no mesmo contexto, qualquer leitura que deixa uma separa\u00e7\u00e3o entre os termos poderia contradizer o sentido claro do texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14 Para mais exemplos de pluralidade de presb\u00edteros na igreja local veja Dever, \u201cThe Doctrine of the Church,\u201d 803-804.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">15 Para uma justificativa de ver o presbit\u00e9rio como um of\u00edcio, n\u00e3o meramente uma fun\u00e7\u00e3o, veja Benjamin L. Merkle,\u00a0<em>The Elder and Overseer: One Office in the Early Church<\/em>\u00a0(New York: Peter Lang, 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">16 Se Romanos 16.1 indique que Febe detinha o of\u00edcio de diaconosa n\u00e3o \u00e9 importante para a nossa atual discuss\u00e3o, apesar disso trazer o assunto de se o Novo Testamento permite ou n\u00e3o diaconisas. Para mais argumentos em favor de que Romanos 16.1 se refere ao of\u00edcio de di\u00e1cono, veja Thomas R. Schreiner,\u00a0<em>Romans<\/em>\u00a0(Baker Exegetical Commentary on the New Testament; Grand Rapids: Baker, 1998), 787-788. Para mais argumentos em favor do entendimento de 1Tim\u00f3teo 3.11 como uma refer\u00eancia a diaconisa, e portanto a legitimidade de mulheres nesse of\u00edcio hoje, veja Andreas J K\u00f6stenberger, \u201cHermeneutical and Exegetical Challenges in Interpreting the Pastoral\u00a0Epistles,\u201d in\u00a0<em>Entrusted With the Gospel: Paul\u2019s Theology in the Pastoral Epistles<\/em>, ed. Andreas J. K\u00f6stenberger and Terry L. Wilder (Nashville: B&amp;H Academic, 2010), 24-26.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">17 Veja Benjamin L. Merkle,\u00a0<em>40 Questions About Elders and Deacons<\/em>\u00a0(Grand Rapids: Kregel, 2008), 238-243.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18 Veja mais em Benjamin L. Merkle, \u201cThe Biblical Qualifications and Responsibilities of Deacons.\u201d\u00a0<em>9Marks Journal<\/em>, 7.2 (2010): 8-11 [online]. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.9marks.org\/journal\/biblical-qualifications-and-responsibilities-deacons\">http:\/\/www.9marks.org\/journal\/biblical-qualifications-and-responsibilities-deacons<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">19 Para uma breve defesa do entendimento tradicional de Atos 6 como o in\u00edcio do of\u00edcio de di\u00e1cono, uma posi\u00e7\u00e3o da qual gentilmente duvido, veja John Hammett,\u00a0<em>Biblical Foundations for Baptist Churches: A Contemporary Ecclesiology<\/em>\u00a0(Grand Rapids: Kregel, 2005), 192. Mark Dever in \u201cThe Doctrine of the Church\u201d tamb\u00e9m trata os Sete como di\u00e1conos, apesar de reconhecer que o di\u00e1cono somente atende \u201cexplicitamente\u201d ao status de of\u00edcio depois (799-800). Finalmente, enquanto Anthony Thiselton n\u00e3o discute a rela\u00e7\u00e3o dos Sete relatada em Atos 6 ao of\u00edcio de di\u00e1cono, ele apresente uma proposta interessante para entender o termo <em>diakonein<\/em>\u00a0para se referir amplamente a uma responsabilidade administrativa exercida em favor de outra, baseado no argumento de John N. Collins. Essa proposta parece ser complementar no que diz respeito \u00e0 \u00eanfase tradicional dos di\u00e1conos como servos das necessidades f\u00edsicas da igreja. Veja Anthony Thiselton,\u00a0<em>The Hermeneutics of Doctrine\u00a0<\/em>(Grand Rapids: Eerdmans, 2007), 493-494.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">20 Veja, por examplo, Mateus 18:15-20, 1 Cor\u00edntios 5:1-13, 2 Tessalonicenses. 3:14-15, e Tito 3:10-11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">21\u00a0Jonathan Leeman,\u00a0<em>The Church and the Surprising Offense of God\u2019s Love: Reintroducing the Doctrines of Church Membership and Discipline<\/em>\u00a0(Wheaton: Crossway, 2010), 173. O cap\u00edtulo 4 da obra de Leeman cont\u00e9m uma extensa exegese de Mateus 16.18-19 e outros textos relevantes em Mateus que suporta essa alega\u00e7\u00e3o central. Para uma discuss\u00e3o mais sucinta atualizada dessas passagens de Leeman, veja \u201cPolitical Church: How Christ\u2019s Keys of the Kingdom Constitute the Local Church as a Political Assembly,\u201d (PhD Diss., the University of Wales, 2013), cap\u00edtulo 6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">22\u00a0Ibid., 194-195.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">23\u00a0Enquanto a linguagem de Leeman de um car\u00e1ter institucional talvez v\u00e1 um passo al\u00e9m daquela dos autores congregacionais anteriores, muitos autores congregacionais hist\u00f3ricos t\u00eam entendido que \u201cas chaves do reino\u201d em Mateus 16.18-19 amplamente da mesma forma que Leeman. Para um exemplo representativo, veja John Cotton,\u00a0<em>The Keyes of the Kingdom of Heaven, and The Power Thereof, According to the Word of God<\/em>\u00a0(London: Thomas Goodwin and Philip Nye, 1644; repr. Boston: S.K. Whipple and Co., 1852).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">24\u00a0Muitos comentaristas de uma variedade de tradi\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas tem reconhecido esse ponto b\u00e1sico. Veja, por exemplo, Leon Morris, <em>The Gospel According to Matthew\u00a0<\/em>(Pillar New Testament Commentary; Grand Rapids: Eerdmans, 1992), 468-9; and D.A. Carson, \u201cMatthew,\u201d in\u00a0<em>Expositor\u2019s Bible Commentary<\/em>, vol. 8 (Grand Rapids: Zondervan, 1984), 403.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">25\u00a0\u201cdiversidade irreconcili\u00e1vel\u201d \u00e9 uma frase de Bockmuehl. Veja Bockmuehl, \u201cIs There a New Testament Doctrine of the Church?\u201d 35.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">26\u00a0Ernst K\u00e4semann, \u201cUnity and Multiplicity in the New Testament Doctrine of the Church,\u201d in\u00a0<em>New Testament Questions of Today<\/em>, trans. W.J. Montague. (New Testament Library; London, SCM: 1969), 256-257, citado in Bockmuehl, 32.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">27\u00a0Erickson,\u00a0<em>Christian Theology<\/em>, 1094.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">28\u00a0Ibid. Para a discuss\u00e3o completa de Erickson de governo de igreja, veja 1080-1097.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">29\u00a0Peter Toon, \u201cEpiscopalianism,\u201d in\u00a0<em>Who Runs the Church?<\/em>\u00a0ed. Steven B. Cowan (Grand Rapids: Zondervan, 2004), 27-28.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">30\u00a0Sobre isto, veja Craig L. Blomberg,\u00a0<em>From Pentecost to Patmos: An Introduction to Acts through Revelation<\/em>\u00a0(Nashville: B&amp;H Academic, 2006), 21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">31\u00a0Para um argumento recente e engenhoso em favor da autoridade paulina das Ep\u00edstolas Pastorais, veja Terry L. Wilder, \u201cPseudonymity, the New Testament, and the Pastoral Epistles,\u201d in\u00a0<em>Entrusted With the Gospel: Paul\u2019s Theology in the Pastoral Epistles<\/em>, ed. Andreas J. K\u00f6stenberger and Terry L. Wilder (Nashville: B&amp;H Academic, 2010), 28-51.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">32\u00a0Nem, para o assunto, \u00e9 a doutrina da Trindade. Algu\u00e9m pondera porque evang\u00e9licos que apoiariam da doutrina da Trindade depreciariam a s\u00edntese sistem\u00e1tica similar em outra \u00e1rea das doutrinas crist\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">33\u00a0Muito mais precisaria ser dito para que salvaguardar adequademente contra uma aplica\u00e7\u00e3o de algum tipo de \u201ctrajet\u00f3ria hermen\u00eautica\u201d para a \u00e1rea de pol\u00edtica ecleci\u00e1stica. Por ora, irei simplesmente argumentar que desenvolvimento (diversidade) dentro da era apost\u00f3lica parece levar para uma consistente pol\u00edtica (unidade), mais que vice versa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">34\u00a0D.A. Carson, \u201cEvangelicals, Ecumenism and the Church\u201d in\u00a0<em>Evangelical Affirmations<\/em>, ed. Kenneth S. Kantzer and Carl F. H. Henry (Grand Rapids: Zondervan, 1990) 364-365.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">35\u00a0D.A. Carson, \u201cChurch, Authority in the,\u201d in\u00a0<em>Evangelical Dictionary of Theology<\/em>, ed. Walter Elwell (2nd\u00a0ed.; Grand Rapids: Baker, 2001), 250.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">36\u00a0Estou em d\u00edvida com Greg Gilbert por atrair minha aten\u00e7\u00e3o para as seguintes refer\u00eancias. Veja sua postagem no blog, \u201cLooking to the Bible on the Multi-Site Issue,\u201d at\u00a0<a href=\"http:\/\/www.9marks.org\/blog\/looking-bible-multi-site-issue\">http:\/\/www.9marks.org\/blog\/looking-bible-multi-site-issue<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">37 Veja, por exemplo, Jerome Murphy O\u2019Connor, \u201cHouse Churches and the Eucharist,\u201d in\u00a0<em>Christianity at Corinth: The Quest for the Pauline Church<\/em>, ed. Edward Adams and David G. Horrell (Louisville: Westminster John Knox, 2004), 133-134.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">38\u00a01Cor\u00edntios 11:17, 18, 20, 33, 34; 14:23, 26.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">39\u00a0Contra Murphy O\u2019Connor, que diz: \u201cAparentaria, portanto, que uma reuni\u00e3o de \u2018toda a igreja\u2019 (Romanos 16.23; 1Cor\u00edntios 14.23) era a exce\u00e7\u00e3o em vez da regra; seria simplesmente vergonhoso\u201d. Veja See Murphy O\u2019Connor, \u201cHouse Churches and the Eucharist,\u201d 133.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">40\u00a0Contra o argumento que esbocei aqui, \u00e9 comumente afirmado que n\u00e3o h\u00e1 lugar grande o suficiente para acomodar o n\u00famero inteiro de crentes em Corinto para se reunirem em um local. O primeiro problema com esse argumento \u00e9 que \u00e9 baseado em pura conjectura, visto que n\u00e3o temos dados suficientes acerca do tamanho da igreja de Corinto. Segundo, esse argumento recusa a dirigir uma evid\u00eancia arqueol\u00f3gica mais clara que estabeleceu que as casas em Corinto, que teriam sido dentro dos termos dos \u201cn\u00e3o muitos\u201d que eram de alta posi\u00e7\u00e3o social (1Cor\u00edntios 1:26), poderia facilmente ter acomodado muitas centenas de pessoas. Veja, por exemplo, Carolyn Osiek and David L. Balch,\u00a0<em>Families in the New Testament World: Households and House Churches,\u00a0<\/em>ed. Don S. Browning and Ian S. Evison, The Family, Religion, and Culture (Louisville, KY: Westminster John Knox, 1997).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para uma aplica\u00e7\u00e3o dessa pesquisa para essa pergunta de se o Novo Testamento prov\u00ea ou n\u00e3o precedente para igrejas multi-site, veja Grant Gaines, \u201cWere New Testament House Churches Multi-Site? \u201d (N\u00e3o dispon\u00edvel em papel, acessado online em\u00a0<a href=\"http:\/\/grantgaines.files.wordpress.com\/2010\/05\/were-new-testament-house-churches-multi-site.pdf\">http:\/\/grantgaines.files.wordpress.com\/2010\/05\/were-new-testament-house-churches-multi-site.pdf<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">41\u00a0Estou em d\u00edvida com Bruce Winter por destacar a signific\u00e2ncia desse texto para o atual debate por correspond\u00eancia pessoal. Para argumentos em favor da proveni\u00eancia corintiana dos Romanos veja Schreiner,\u00a0<em>Romans<\/em>, 4. Schreiner veja tamb\u00e9m a refer\u00eancia de Paulo a Gaio como indicador que Gaio hospedou uma reuni\u00e3o inteira. Veja ibid., 808.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">42\u00a0Erickson,\u00a0<em>Christian Theology<\/em>, 1095.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">43\u00a0De fato, como mencionei no come\u00e7o desse ensaio, n\u00e3o estou ciente de um \u00fanico autor que v\u00ea um padr\u00e3o consistenete de pol\u00edtica dentro do Novo Testamento ainda argumentando que n\u00e3o \u00e9 prescritivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">44\u00a0Erickson,\u00a0<em>Christian Theology<\/em>, 1094.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">45\u00a0William Williams,\u00a0<em>Apostolical Church Polity<\/em>\u00a0(Philadelphia: American Baptist Publication Society, 1874), repr. in Mark Dever, ed.,\u00a0<em>Polity: Biblical Arguments on How to Conduct Church Life<\/em>\u00a0(Washingdon, DC: Nine Marks Ministries, 2001), 543-546.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">46\u00a0Veja Leeman,\u00a0<em>The Church and the Surprising Offense of God\u2019s Love<\/em>, chapter 4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">47\u00a0Essa \u00e9 uma raz\u00e3o porque, parece para mim, congregacionalistas hist\u00f3ricos como homens que escreveram o <em>Apologeticall Narration<\/em>\u00a0estavam certos em exigir algum tipo de garantia, \u201cdire\u00e7\u00f5es, padr\u00f5es, [ou] exemplos\u201d para qualquer tipo de exerc\u00edcio de autoridade eclesi\u00e1stica. Veja Alan P.F. Sell,\u00a0<em>Saints: Visible, Orderly &amp; Catholic: The Congregational Idea of the Church<\/em>\u00a0(Allison Park, PA: Pickwick Publishers, 1986), 31.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">48\u00a0Para uma discuss\u00e3o de autoridade e autoriza\u00e7\u00e3o, veja Leeman, <em>The Church and the Surprising Offense of God\u2019s Love,\u00a0<\/em>ch. 3; \u201cPolitical Church,\u201d ch. 2.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_message message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;alert-danger&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Por:<\/strong> Bobby Jamieson.\u00a0\u00a9 2013\u00a09Marks. Original:\u00a0<a href=\"http:\/\/fiel.in\/2evxHom\" target=\"_blank\">Why New Testament Polity Is Prescriptive<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Tradu\u00e7\u00e3o<\/strong>: Matheus Fernandes.\u00a0<strong>Revis\u00e3o:\u00a0<\/strong>Yago Martins. \u00a9 2016 Minist\u00e9rio Fiel. Todos os direitos reservados. Website:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ministeriofiel.com.br\/\" target=\"_blank\">MinisterioFiel.com.br<\/a>. Original:\u00a0O padr\u00e3o neotestament\u00e1rio de governo eclesi\u00e1stico<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Permiss\u00f5es<\/strong>: Voc\u00ea est\u00e1 autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu minist\u00e9rio e o tradutor, n\u00e3o altere o conte\u00fado original e n\u00e3o o utilize para fins comerciais.<\/p>\n<p>[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, muitos evang\u00e9licos assumem que B\u00edblia n\u00e3o prescreve um padr\u00e3o normativo de pol\u00edtica eclesi\u00e1stica. Isso \u00e9 uma premissa natural \u2013 e conveniente \u2013 para uma gera\u00e7\u00e3o de l\u00edderes eclesi\u00e1sticos que t\u00eam sido treinados para valorizar a inova\u00e7\u00e3o, a criatividade, a efici\u00eancia e a produtividade acerca do modelo de uma corpora\u00e7\u00e3o bem-sucedida. 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