{"id":37359,"date":"2017-02-24T00:10:50","date_gmt":"2017-02-24T03:10:50","guid":{"rendered":"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=37359"},"modified":"2025-12-16T15:41:26","modified_gmt":"2025-12-16T18:41:26","slug":"um-conto-de-natal-romances-seculares-que-recomendamos-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2017\/02\/um-conto-de-natal-romances-seculares-que-recomendamos-8\/","title":{"rendered":"Um conto de Natal \u2013 Romances seculares que recomendamos [8]"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPara come\u00e7o de hist\u00f3ria, Cristo est\u00e1 vivo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se Charles Dickens tivesse sido inspirado a escrever um livro do Novo Testamento, suspeito que o come\u00e7o teria sido esse \u2013 pois essa verdade \u00e9 o fundamento do Cristianismo: \u201cE, se Cristo n\u00e3o ressuscitou, \u00e9 v\u00e3 a vossa f\u00e9, e ainda permaneceis nos vossos pecados\u201d (1 Cor\u00edntios 15.17). Mas essa ep\u00edgrafe \u00e9, como se sabe, uma modifica\u00e7\u00e3o do verso de abertura de seu famoso <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Conto-Natal-Charles-Dickens-ebook\/dp\/B00A3D18SM\"><em>Um conto de Natal <\/em>(L&amp;PM Pocket).<\/a> Este cl\u00e1ssico merecidamente celebrado narra a experi\u00eancia apavorante, mas moralmente reformadora, de Ebenezer Scrooge, como um sovina indelicado e insens\u00edvel que se pavoneava na terra. Sucessivamente assombrado por fantasmas dos natais passado, presente e futuro, os olhos de Scrooge s\u00e3o abertos para seu pr\u00f3prio ego\u00edsmo desprez\u00edvel, incitando arrependimento e uma altera\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica de seu comportamento mesquinho e desumano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Scrooge \u00e9 atemporal porque \u00e9 uma hist\u00f3ria espiritual. Sua transforma\u00e7\u00e3o ecoa a de Zaqueu (Lucas 19), o contraponto do jovem monarca rico cuja incapacidade de desapegar-se das coisas deste mundo introduz o ensino de Cristo segundo o qual \u201c\u00e9 mais f\u00e1cil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus\u201d (Mateus 19.24). Quando encontramos Scrooge pela primeira vez, ele \u00e9 esse homem rico. Seu amor ao dinheiro quase extinguiu as fa\u00edscas de amor e alegria que crepitam convulsivamente entre as sombras aglomeradas de seu cora\u00e7\u00e3o tenebroso. Sua condi\u00e7\u00e3o lament\u00e1vel \u00e9 posta em evid\u00eancia quando examinada no brilho do Natal, \u201cuma \u00e9poca de gentileza, perd\u00e3o, caridade e alegria\u201d, quando cora\u00e7\u00f5es trancafiados s\u00e3o abertos para deixar entrar a luz da gentileza e refleti-la de volta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nascimento n\u00e3o, morte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de sua longa associa\u00e7\u00e3o com o natal, o conto de Dickens come\u00e7a n\u00e3o com um nascimento, mas com uma morte \u2013 a morte do velho Marley, antigo companheiro de neg\u00f3cios de Scrooge. Para dizer a verdade, a morte subjaz toda hist\u00f3ria: ela projeta uma sombra sobre as mem\u00f3rias passadas de Scrooge; esconde-se por tr\u00e1s dos adornos das celebra\u00e7\u00f5es presentes; aguarda suas v\u00edtimas inevit\u00e1veis no futuro. Scrooge, certamente, est\u00e1 c\u00f4nscio da morte. Ele inclusive a recomenda ao pobre como um meio de mitigar o excesso populacional. Mas fica evidente que ele jamais pensou nisso como aplic\u00e1vel ou relevante para si. Isso come\u00e7a a mudar quando ele \u00e9 confrontado pelo fantasma do finado Marley, que lhe aparece para faz\u00ea-lo aceitar a morte e suas consequ\u00eancias \u2013 para adverti-lo a sair da estrada funesta em que ele anda ou sofrer castigos eternos. Preso aos grilh\u00f5es da morte e do tormento, ele vem para oferecer a Scrooge \u201cuma chance e uma esperan\u00e7a\u201d de escapar desse destino apavorante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTr\u00eas esp\u00edritos vir\u00e3o visitar voc\u00ea\u201d, Marley diz a Scrooge. Os esp\u00edritos mostram muitas coisas a ele, mas o que todos eles revelam em conjunto \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o progressiva de Scrooge de sua humanidade. Todavia, Scrooge n\u00e3o est\u00e1 de todo perdido. Pequenos remorsos come\u00e7am a lhe ocorrer logo no in\u00edcio de suas visita\u00e7\u00f5es espectrais. Os esp\u00edritos s\u00e3o peritos no assunto, abanando essas brasas de remorso para que se transformem em chamas de arrependimento. Mas \u00e9 o terceiro esp\u00edrito, de aspecto medonho, a quem Scrooge se refere como um \u201cFantasma\u201d, que faz com que ele se ajoelhe e implore por uma chance de consertar seus caminhos. As vis\u00f5es presididas por essa apari\u00e7\u00e3o amea\u00e7adora, que sequer proporciona os confortos do discurso, n\u00e3o s\u00e3o aliviadas nem pelas do\u00e7uras da lembran\u00e7a nem pelos lampejos da alegria presente. Scrooge \u00e9 levado a encarar a sua pr\u00f3pria morte, sua separa\u00e7\u00e3o final do mundo. Mas n\u00e3o \u00e9 meramente sua morte, mas especialmente o tipo de morte que abala Scrooge: uma morte n\u00e3o pranteada e at\u00e9 mesmo comemorada; uma morte que revela o vazio e ego\u00edsmo absoluto de sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado das experi\u00eancias sobrenaturais de Scrooge \u00e9 que ele \u00e9 renascido em um homem bom. Ele come\u00e7a imediatamente a melhorar, a mostrar compaix\u00e3o e benevol\u00eancia, a mudan\u00e7a em seu cora\u00e7\u00e3o manifesta atrav\u00e9s de boas obras: \u201cE todos concordavam em dizer que ali estava um homem que sabia celebrar o natal e manter seu esp\u00edrito vivo o ano todo \u2013 se \u00e9 que algum homem consegue isso\u201d. A sombra da morte produziu vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O verdadeiro esp\u00edrito do Natal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Marley aparece pela primeira vez, Scrooge, o homem mais pr\u00e1tico do mundo, deseja constatar que o fantasma seja de fato real, e n\u00e3o uma ilus\u00e3o gastronomicamente inspirada. De fato, ele come\u00e7a a entrevista recusando-se categoricamente a acreditar em sua realidade. Contudo, ele precisa passar a aceitar essa realidade caso queira passar por qualquer corre\u00e7\u00e3o moral, e o fantasma insiste que ele fa\u00e7a isso. \u201cQue provas deseja de que eu existo, al\u00e9m daquelas que seus olhos e ouvidos j\u00e1 lhe deram?\u201d, Marley desafia. Mas a preocupa\u00e7\u00e3o em estabelecer a realidade da visita\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 do fantasma: o narrador insiste nisso. \u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida alguma de que Marley estava morto. Isso precisa ficar bem claro, ou nada de espantoso sair\u00e1 dessa hist\u00f3ria\u201d. N\u00e3o s\u00f3 os leitores devem aceitar esse fato, n\u00f3s tamb\u00e9m devemos entender que Scrooge tamb\u00e9m sabe disso: \u201cScrooge sabia que ele estava morto? Claro que sabia. Como n\u00e3o iria saber?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este epis\u00f3dio lembra a apari\u00e7\u00e3o de Cristo aos seus disc\u00edpulos. Eles sabiam que ele estava morto, contudo viram-no agora vivo. Ele lhes apareceu n\u00e3o como um esp\u00edrito (que \u00e9 o que eles temiam), mas em corpo com \u201ccarne e ossos\u201d (Lucas 24.37-39) \u2013 o que ele demonstrou quando comeu na frente deles. Ele convenceu at\u00e9 mesmo o mais obstinado dos c\u00e9ticos, Tom\u00e9, ao apelar para os seus sentidos: \u201cP\u00f5e aqui o dedo e v\u00ea as minhas m\u00e3os; chega tamb\u00e9m a m\u00e3o e p\u00f5e-na no meu lado; n\u00e3o sejas incr\u00e9dulo, mas crente\u201d (Jo\u00e3o 20.27). A visita\u00e7\u00e3o \u00e9 real. Cristo ressurgiu do t\u00famulo e apareceu a eles, n\u00e3o como uma sombra atormentada, mas como o senhor da morte e rei da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na hist\u00f3ria de Dickens, Scrooge reforma sua vida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua humanidade. Mas a realidade da ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais poderosa. A f\u00e9 em Cristo n\u00e3o apenas reforma, ela tamb\u00e9m transforma. Sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o significam que estamos mortos para o pecado e vivos em Cristo (Romanos 6.11). N\u00f3s tamb\u00e9m temos sido visitados por um Esp\u00edrito, que oferece n\u00e3o somente \u201coportunidade e esperan\u00e7a\u201d, mas uma vit\u00f3ria segura sobre a morte espiritual. Para todos os que creem, a morte de Cristo produziu o nosso novo nascimento. Se conservarmos essa gra\u00e7a, manteremos o esp\u00edrito do Natal vivo o ano todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia <a href=\"http:\/\/fiel.in\/2lzxbwx\">Um conto de Natal<\/a><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_message color=&#8221;alert-danger&#8221; message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;alert-danger&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Por: Justin D. Lyons.\u00a0\u00a9 The Gospel Coalition. Website: https:\/thegospelcoalition.org\/\u00a0Traduzido com permiss\u00e3o. Fonte: <a href=\"http:\/\/fiel.in\/2mhnZv8\">Scrooge and the Death that Gives Life<\/a><\/p>\n<p>Original: Um conto de Natal.\u00a0\u00a9 Minist\u00e9rio Fiel. Website:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ministeriofiel.com.br\/\" target=\"_blank\">MinisterioFiel.com.br<\/a>. Todos os direitos reservados. Tradu\u00e7\u00e3o: Leonardo Bruno Galdino.[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se Charles Dickens tivesse sido inspirado a escrever um livro do Novo Testamento, suspeito que o come\u00e7o teria sido esse \u2014 pois essa verdade \u00e9 o fundamento do Cristianismo: \u201cE, se Cristo n\u00e3o ressuscitou, \u00e9 v\u00e3 a vossa f\u00e9, e ainda permaneceis nos vossos pecados\u201d (1 Cor\u00edntios 15.17). <\/p>\n","protected":false},"author":504,"featured_media":37362,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[3063],"tags":[400],"class_list":["post-37359","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cosmovisao-e-cultura","tag-romances-seculares","tema-artes","tema-classicos","tema-literatura","tema-literatura-secular"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Um conto de Natal \u2013 Romances seculares que recomendamos [8]<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2017\/02\/um-conto-de-natal-romances-seculares-que-recomendamos-8\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Um conto de Natal \u2013 Romances seculares que recomendamos [8]\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Se Charles Dickens tivesse sido inspirado a escrever um livro do Novo Testamento, suspeito que o come\u00e7o teria sido esse \u2014 pois essa verdade \u00e9 o fundamento do Cristianismo: \u201cE, se Cristo n\u00e3o ressuscitou, \u00e9 v\u00e3 a vossa f\u00e9, e ainda permaneceis nos vossos pecados\u201d (1 Cor\u00edntios 15.17).\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2017\/02\/um-conto-de-natal-romances-seculares-que-recomendamos-8\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Voltemos Ao Evangelho\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/facebook.com\/voltemosaoevangelho\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-02-24T03:10:50+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-12-16T18:41:26+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/um-conto-de-natal.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"890\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"381\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Justin D. 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