{"id":38274,"date":"2017-04-28T00:10:34","date_gmt":"2017-04-28T03:10:34","guid":{"rendered":"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=38274"},"modified":"2017-04-28T17:21:43","modified_gmt":"2017-04-28T20:21:43","slug":"o-estrangeiro-romances-seculares-que-recomendamos-16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2017\/04\/o-estrangeiro-romances-seculares-que-recomendamos-16\/","title":{"rendered":"O Estrangeiro \u2013 Romances seculares que recomendamos [16]"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 figura intelectual mais representativa de meados do s\u00e9culo 20 do que Albert Camus. Al\u00e9m de ser um ficcionista influente, Camus estava no centro da contracorrente intelectual que agitou a Europa e atravessou os Estados Unidos. Os princ\u00edpios subjacentes desses movimentos permanecem difundidos na cultura ocidental, e esta \u00e9 parte da relev\u00e2ncia de Camus para n\u00f3s hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascido na Arg\u00e9lia, em 1913, Camus foi um esp\u00edrito inquieto que se manteve em movimento e buscou muitos caminhos intelectuais e profissionais. Como uma figura liter\u00e1ria, Camus \u00e9 considerado um autor franc\u00eas. Ele \u00e9 t\u00e3o famoso como fil\u00f3sofo quanto como ficcionista, e, de fato, seus romances s\u00e3o uma encarna\u00e7\u00e3o de suas perspectivas filos\u00f3ficas. Ele morreu instantaneamente num acidente de carro em 1960, quando tinha 46 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A natureza multifacetada da vida de Camus faz dela um genu\u00edno comp\u00eandio sobre o secularismo moderno. Camus foi um ativista pol\u00edtico, pacifista e revolucion\u00e1rio. Foi casado duas vezes, mas desdenhava do casamento como uma institui\u00e7\u00e3o. Ele viveu uma vida sensual e desordenada. Essa vida ca\u00f3tica \u00e9, em si mesma, instrutiva para os crist\u00e3os. Se quisermos ver um homem moderno \u201cem escala maior\u201d, Camus preenche a nossa figura representativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas meu tema \u00e9 por que devemos <em>ler<\/em> Camus. A vida de Camus \u00e9 o refr\u00e3o de fundo (um refr\u00e3o \u00fatil) para sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Essa produ\u00e7\u00e3o abrange uma gama muito ampla, que eu n\u00e3o conseguirei abordar neste breve ensaio. Consequentemente, focarei na obra mais conhecida de Camus, seu romance de 1942 <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/O-Estrangeiro-Albert-Camus\/dp\/8577992705\"><em>O Estrangeiro<\/em> (L&amp;PM Pocket, 2010)<\/a>, um marco da literatura moderna. Camus tinha apenas 29 anos quando esse livro foi publicado.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>O contador de hist\u00f3rias<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu primeiro contato com <em>O Estrangeiro<\/em> aconteceu quando eu estava num culto na capela da faculdade, na Central College, em minha cidade natal Pella, Iowa. Um palestrante de cerim\u00f4nias em ocasi\u00f5es especiais fez uma refer\u00eancia fortuita \u00e0 obra-prima de Camus, citando a premissa central da est\u00f3ria, a saber, que o protagonista foi achado culpado n\u00e3o porque ele assassinou um homem, mas porque ele n\u00e3o chorou no funeral de sua m\u00e3e. Achei essa premissa narrativa completamente intrigante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Li <em>O Estrangeiro<\/em> pela primeira depois do meu segundo ano na faculdade, enquanto fazia trabalhos eclesi\u00e1sticos na Calif\u00f3rnia. Outro membro de minha equipe tinha acabado de ler o romance e o recomendou. Achei a famosa abertura cativante e inesquec\u00edvel. \u201cMam\u00e3e morreu hoje. Ou, talvez, ontem; n\u00e3o estou bem certo. O telegrama da fam\u00edlia diz: SUA M\u00c3E FALECEU. FUNERAL AMANH\u00c3. MEUS P\u00caSAMES. O que deixa d\u00favidas sobre o caso; poderia ter sido ontem\u201d. Thomas Hardy certa vez afirmou que uma est\u00f3ria deve ser formid\u00e1vel o bastante para ser digna de ser contada. <em>O Estrangeiro<\/em> satisfaz esse crit\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Camus conserva a genialidade da escrita durante todo o romance. A \u00faltima frase \u00e9 t\u00e3o formid\u00e1vel quando a primeira: \u201cPara me sentir menos s\u00f3, tudo o que restava era a esperan\u00e7a de que no dia de minha execu\u00e7\u00e3o tivesse uma enorme multid\u00e3o de expectadores e que eles me cumprimentassem com uivos de maldi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira raz\u00e3o por que os crist\u00e3os devem ler Camus o romancista \u00e9, portanto, uma raz\u00e3o narrativa e est\u00e9tica: Camus \u00e9 um grande contador de hist\u00f3rias e fornece os subs\u00eddios e a ocasi\u00e3o para o entretenimento art\u00edstico. Vale a pena ler <em>O Estrangeiro<\/em> s\u00f3 pela genialidade do seu estilo. O exemplo de John Milton \u00e9 esclarecedor nesse ponto. Embora Milton, com o tempo, passasse a deplorar a perspectiva moral dos poetas romanos que excitaram sua imagina\u00e7\u00e3o juvenil, ele, n\u00e3o obstante, lembra que \u201ca arte deles ainda \u00e9 aplaudida\u201d. Afinal de contas, a imagem de Deus nas pessoas \u00e9 o que as capacita a criar forma e beleza. Sempre apreciei o talento art\u00edstico de <em>O Estrangeiro<\/em>, apesar da dist\u00e2ncia que eu sinto da cosmovis\u00e3o que ele oferece para o meu consentimento.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Voz da aut\u00eantica experi\u00eancia humana<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema da literatura, eu digo repetidamente aos meus alunos, \u00e9 a experi\u00eancia humana. A literatura raramente nos fornece uma informa\u00e7\u00e3o nova. O que ela faz, em vez disso, \u00e9 nos colocar em contato com a experi\u00eancia humana, elucidando essa experi\u00eancia no processo. <em>O Estrangeiro<\/em> desempenha essa fun\u00e7\u00e3o em um grau proeminente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O protagonista da est\u00f3ria se chama Meursault. Suas a\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es s\u00e3o anormais ao extremo. Sobretudo, ele \u00e9 incapaz de atribuir sentimento e significado humano normais aos eventos externos de sua vida. Ele assassinou um homem e n\u00e3o sente nenhum remorso. Quando sua namorada Marie lhe pede em casamento, o narrador em primeira pessoa registra: \u201cEu disse que n\u00e3o me importava; se era isso o que ela queria, n\u00f3s nos casar\u00edamos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escrever isso como sendo t\u00e3o anormal a ponto de ser irrelevante \u00e9 perder o ponto. A imagina\u00e7\u00e3o sempre salienta o que ela toca. Como resultado, as experi\u00eancias de vida ficam evidente com clareza mais do que comum. A vida de Meursault \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o cem por cento fiel de como muitas pessoas ao nosso redor vivem \u2013 uma representa\u00e7\u00e3o intensa e exagerada, sem d\u00favidas, mas fiel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 uma segunda raz\u00e3o para os crist\u00e3os lerem Camus: seus personagens fict\u00edcios e os eventos de suas vidas s\u00e3o uma janela para o nosso mundo. O notici\u00e1rio di\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9 uma janela para o nosso mundo, mas est\u00e1 desatualizado em 48 horas. Meursault, em contraposi\u00e7\u00e3o, assombra nossa mem\u00f3ria e se torna um conhecido inesquec\u00edvel. Enquanto refletimos nele, passamos a entender algo das pessoas em nossas pr\u00f3prias vidas.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Camus, o fil\u00f3sofo moderno<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Camus tamb\u00e9m \u00e9 um grandioso fil\u00f3sofo moderno. \u00c9 verdade que ele repetidamente repudiou pertencer \u00e0 escola moderna de pensamento. Contudo, essas tradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o evidentes em seus escritos e entrevistas. Tudo o que posso dizer \u00e0 guisa de explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que Camus era desconfiado com sistemas organizados. Consequentemente, quando ele afirma n\u00e3o ser um existencialista, isso significa que ele n\u00e3o queria ser identificado com todas as facetas desse movimento e seus adeptos. Adicionalmente, precisamos ler as suas declara\u00e7\u00f5es com cuidado. Quando ele afirmou, em um ensaio de 1950, que passou toda uma vida tentando \u201ctranscender o niilismo\u201d, n\u00e3o significa necessariamente que sua tentativa foi bem-sucedida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em seus dias, e subsequentemente, Camus foi considerado como um existencialista. O protagonista de <em>O Estrangeiro<\/em> (cuja admira\u00e7\u00e3o Camus professou) \u00e9 um her\u00f3i existencial: fechado num mundo de total subjetividade, encarando sua pr\u00f3pria exist\u00eancia do momento como a \u00fanica realidade, negando a possibilidade de realidade sobrenatural e suas consola\u00e7\u00f5es, vivendo sob a sombra da morte e trabalhando com a premissa de que a vida em si \u00e9 o valor sublime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizer que esse existencialismo morreu h\u00e1 muito tempo \u00e9 incorreto. O Existencialismo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um movimento filos\u00f3fico de meados do s\u00e9culo 20; \u00e9, tamb\u00e9m, um movimento universal. Muitas pessoas em nossa sociedade vivem e pensam como existencialistas, e se quisermos entend\u00ea-las, assimilar o romance existencial de Camus \u00e9 de grande ajuda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O movimento liter\u00e1rio e filos\u00f3fico com que Camus estava mais profundamente identificado em seus dias era o movimento absurdista. Dificilmente seria um exagero dizer que <em>O Estrangeiro<\/em> foi o \u201crepresentante perfeito\u201d desse movimento. O confrade e fil\u00f3sofo franc\u00eas Jean-Paul Sartre escreveu um ensaio sobre <em>O Estrangeiro<\/em> que ajudou a torn\u00e1-lo famoso. Nele, ele escreveu: \u201cAbsurdidade significa div\u00f3rcio, discrep\u00e2ncia. <em>O Estrangeiro<\/em> \u00e9 um romance de discrep\u00e2ncia, div\u00f3rcio e desorienta\u00e7\u00e3o\u201d. Sartre tamb\u00e9m relacionou o estilo do livro a essa perspectiva absurdista, assinalando que cada frase \u00e9 autossuficiente, com o mundo sendo \u201cdestru\u00eddo e renovado de frase a frase\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como com o existencialismo, seria errado relegar a vis\u00e3o absurdista de vida a um movimento filos\u00f3fico e liter\u00e1rio de meados do s\u00e9culo 20. A incapacidade de Mersault em associar sentido normal aos eventos em sua vida \u2013 a dist\u00e2ncia absurda entre a sua experi\u00eancia e sua rea\u00e7\u00e3o a ela \u2013 \u00e9 o que vemos de forma menos dr\u00e1stica ao nosso redor. Se entendermos Meursault, entenderemos muito sobre a nossa pr\u00f3pria sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro movimento moderno que encontra express\u00e3o em Camus \u00e9 o niilismo. Embora Camus desejasse distanciar-se dele como um sistema filos\u00f3fico, seu protagonista fict\u00edcio \u00e9 inteiramente um niilista que nega que a vida tenha sentido. Meursault berra para o capel\u00e3o que o visita na pris\u00e3o: \u201cNada, nada teve a menor import\u00e2ncia\u201d. Como se sabe, parte desse niilismo \u00e9 negar a exist\u00eancia de Deus (\u201cExpliquei que eu n\u00e3o acreditava em Deus\u201d, Meursault diz ao capel\u00e3o). O novo ate\u00edsmo que nos aflige hoje n\u00e3o tem nada de novo. Podemos encontr\u00e1-lo desenvolvido no romance de Camus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumindo: outra boa raz\u00e3o para os crist\u00e3os lerem Camus \u00e9 a clareza com que seus escritos incorporam as principais perspectivas filos\u00f3ficas dos mundos contempor\u00e2neo e moderno. O fato de <em>O Estrangeiro<\/em> ser ambientado na Arg\u00e9lia de 80 anos atr\u00e1s, longe de ser uma perda, d\u00e1 ao livro uma dist\u00e2ncia \u00fatil de nosso pr\u00f3prio momento hist\u00f3rico. Emancipado da confus\u00e3o superficial de nossa pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o cultural, a est\u00f3ria consegue real\u00e7ar as caracter\u00edsticas essenciais de nosso mundo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Um quase crist\u00e3o?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quero concluir retornando \u00e0 vida do autor. Camus nos oferece um estudo de caso sobre o mist\u00e9rio de como alguns supostos n\u00e3o-crist\u00e3os est\u00e3o realmente envolvidos profundamente com a f\u00e9 crist\u00e3. Ao explorar as excentricidades das intera\u00e7\u00f5es de Camus com a f\u00e9 crist\u00e3, podemos agu\u00e7ar nosso entendimento da complexidade do que encontramos nas atitudes de muitas pessoas ao nosso redor que parecem intransigentes \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3, mas permanecem profundamente emaranhadas nela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A educa\u00e7\u00e3o inicial de Camus foi cat\u00f3lica, e ele foi batizado quando crian\u00e7a. Embora rejeitasse o cristianismo institucional, ele, n\u00e3o obstante, permaneceu dialogando com os crist\u00e3os e o cristianismo por toda a sua vida. O cristianismo era, para ele, um parceiro de treinamento intermitente. O autor do livro <em>Albert Camus and Cristianity<\/em> (Jean Ominus; University of Alabama Press, 1965) escreve que, embora Camus \u201cfosse totalmente divorciado da religi\u00e3o&#8230; h\u00e1, nele, o tra\u00e7o de uma cicatriz, at\u00e9 mesmo de uma ferida aberta\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio de meu estudo em <em>O Estrangeiro<\/em>, encontrei refer\u00eancias \u00e0 tese de que Camus estava se movendo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 perspectiva crist\u00e3 pouco antes de sua morte prematura. E dif\u00edcil extrair isso dos escritos de Camus, mas certos aspectos de sua vida tornam essa hip\u00f3tese plaus\u00edvel. Por exemplo, em uma entrevista sobre a ocasi\u00e3o do seu recebimento do Pr\u00eamio Nobel de Literatura, em 1957, ele disse: \u201cS\u00f3 tenho venera\u00e7\u00e3o e respeito pela pessoa de Cristo e sua vida. N\u00e3o acredito em sua ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que impactou verdadeiramente foi um livro publicado em 2000 por um metodista americano chamado Howard Mumma, que atuou como um pastor convidado na Igreja Americana em Paris por alguns ver\u00f5es no final dos anos 50. O livro (<a href=\"http:\/\/www.amazon.com\/Albert-Camus-Minister-Howard-Mumma\/dp\/B000I0RSKC\/?tag=thegospcoal-20\"><em>Albert Camus and the Minister<\/em><\/a>, Paraclete Press) narra como Camus via o minist\u00e9rio fora das conversas \u201cirregulares e ocasionais\u201d. No fim, Camus pediu para Mumma realizar um batismo privado (o qual Mumma recusou). Quando Camus acompanhou Mumma at\u00e9 o aeroporto em vista do retorno deste aos Estados Unidos naquele ver\u00e3o, esperando retomar sua conversa no ano seguinte, ele disse: \u201cVou continuar lutando pela F\u00e9\u201d. Ele morreu dentro de poucos meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seriedade moral e humanit\u00e1ria de Camus \u00e9 bem atestada. Mas se, al\u00e9m disso, Camus tornar-se um candidato crist\u00e3o s\u00e9rio, somos naturalmente incitados a examinar seus escritos em busca de evid\u00eancias de uma alma sedenta sob a rejei\u00e7\u00e3o not\u00f3ria do cristianismo ortodoxo e da igreja. E se tal complexidade existisse num famoso agn\u00f3stico moderno, que tipo de luz poderia lan\u00e7ar sobre alguns conhecimentos em nossas\u00a0pr\u00f3prias vidas? Esta, tamb\u00e9m, \u00e9 uma raz\u00e3o para os crist\u00e3os lerem Camus.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_message color=&#8221;alert-danger&#8221; message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;alert-danger&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Por: Leland Ryken.\u00a0\u00a9 The Gospel Coalition. Website: thegospelcoalition.org . Traduzido com permiss\u00e3o. Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/fiel.in\/2oNoMnp\" target=\"_blank\">Why Christians Should Read Camus<\/a><\/p>\n<p>Original: O Estrangeiro \u2013 Romances seculares que recomendamos [16].\u00a0\u00a9 Minist\u00e9rio Fiel. Website:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ministeriofiel.com.br\/\" target=\"_blank\">MinisterioFiel.com.br<\/a>. Todos os direitos reservados. Tradu\u00e7\u00e3o: Leonardo Bruno Galdino. Revis\u00e3o: William Teixeira.[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leland Ryken fala sobre o romance de Albert Camus, O 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