{"id":38883,"date":"2017-06-08T00:10:06","date_gmt":"2017-06-08T03:10:06","guid":{"rendered":"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=38883"},"modified":"2019-01-14T10:15:23","modified_gmt":"2019-01-14T12:15:23","slug":"uma-feminilidade-distorcida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2017\/06\/uma-feminilidade-distorcida\/","title":{"rendered":"Uma Feminilidade Distorcida"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira vez que voc\u00ea ouve um garoto dizer isto, pode ser muito ruim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVoc\u00ea joga a bola como uma menina!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEle gritou exatamente como uma menina!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEca&#8230; Isso \u00e9\u00a0 nojento. \u00c9\u00a0 rosa. Isso \u00e9\u00a0 coisa\u00a0\u00a0 de menina.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conte\u00fado desses insultos geralmente n\u00e3o carrega um motivo s\u00e9rio, mas a implica\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: meninas s\u00e3o diferentes. Diferentes no sentido de piores. Inferiores. Se um menino n\u00e3o tem certa habilidade, for\u00e7a ou velocidade, ele n\u00e3o \u00e9 melhor que&#8230; uma menina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do fundo do cora\u00e7\u00e3o feminino, um protesto importante surge: Isso n\u00e3o \u00e9 justo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sei quando me dei conta disso, mas deve ter sido durante os primeiros anos de escola. Tenho lembran\u00e7as de competir em corridas e de garantir que os times das meninas se sa\u00edssem bem contra os times dos meninos. A certa altura, os garotos tinham algumas liberdades durante o recreio que n\u00e3o eram dadas \u00e0s meninas \u2014 talvez de jogar algum esporte com contato f\u00edsico. Ent\u00e3o n\u00f3s, meninas, rode\u00e1vamos a professora durante o recreio e, de maneira sarc\u00e1stica, brinc\u00e1vamos os jogos de crian\u00e7as bem pequenas, como forma de demonstrar nosso argumento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ensino m\u00e9dio, a divis\u00e3o entre os g\u00eaneros se tornou mais amea\u00e7adora \u2014 e, de maneira bizarra, mais sedutora. Todas as meninas queriam a aten\u00e7\u00e3o tradicionalmente dada \u00e0s l\u00edderes de torcida e \u00e0s rainhas dos bailes, mas havia sempre o risco das fofocas de vesti\u00e1rio. Meninas no ensino m\u00e9dio n\u00e3o eram mais acusadas de ter piolhos ou apenas de serem \u201cnojentas\u201d. Nessa fase, os insultos masculinos tinham um vi\u00e9s amea\u00e7ador e desrespeitoso, frequentemente combinados a difama\u00e7\u00f5es sexuais. Mesmo assim, alguns meninos eram bonitos. N\u00f3s quer\u00edamos a aten\u00e7\u00e3o e o tempo deles. N\u00f3s apenas n\u00e3o sab\u00edamos se pod\u00edamos confiar neles. E, algumas vezes, n\u00f3s n\u00e3o pod\u00edamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grosso modo, isso resume meu entendimento sobre a \u201cpol\u00edtica sexual\u201d at\u00e9 o tempo de faculdade \u2014 nada traum\u00e1tico tampouco minimamente dram\u00e1tico. Minha fam\u00edlia era intacta e est\u00e1vel. Meu pai era am\u00e1vel e presente em minha vida, assim como minha m\u00e3e. Eu me envolvi em v\u00e1rias atividades escolares. Meus pais compareceram a todos os concertos e apresenta\u00e7\u00f5es da banda marcial, \u00e0s pe\u00e7as teatrais e \u00e0s reuni\u00f5es de pais e mestres. Eu circulava bem perto do grupo popular \u2014 n\u00e3o fazia parte do seleto grupo de l\u00edderes de torcida e dos jogadores de futebol americano, mas era pr\u00f3xima o suficiente para ser convidada para as festas eventuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada disso realmente explica por que eu acabei entrando naquele primeiro m\u00f3dulo de Estudos Femininos na faculdade. Provavelmente, pensei que seria uma mat\u00e9ria eletiva mais f\u00e1cil que Ci\u00eancias Pol\u00edticas ou Economia. Mas a raz\u00e3o por que eu me matriculei no segundo m\u00f3dulo foi bem mais intencional: atrav\u00e9s do feminismo, eu recebi uma vis\u00e3o de mundo que tratava do sexismo dissimulado do qual suspeitei todos aqueles anos. As coisas come\u00e7aram a fazer sentido. O problema eram&#8230; os homens! O \u201cpatriarcalismo\u201d e sua opress\u00e3o contra as mulheres eram os verdadeiros culpados. (Ou melhor, womyn\u00b9.) Como estudante de Jornalismo, eu precisava de algum tema no qual eu me especializasse, uma causa para advogar. Encontrei a minha no feminismo. Fiz minha miss\u00e3o de vida espalhar a causa do feminismo nas revistas e r\u00e1dios em que trabalhei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve alguns contratempos pelo caminho. Certa vez durante a faculdade, segundo me lembro, meu feminismo crescente arruinou o Dia de A\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as. No jantar, meu tio, um homem pragm\u00e1tico formado na Academia Naval, fez algum coment\u00e1rio \u2014 agora j\u00e1 esquecido e provavelmente mais benigno do que eu percebi ser \u2014 que me ofendeu muito. Comecei um longo discurso sobre estupro, patriarcalismo, a opress\u00e3o das \u201cwomyn\u201d e os pap\u00e9is sufocantes de esposas e m\u00e3es. (Nenhum dos quais, exceto o patriarcalismo, eu havia experimentado pessoalmente.) Qualquer refuta\u00e7\u00e3o das minhas vastas conclus\u00f5es era respondida com crescentes volume e paix\u00e3o da minha parte. Eu havia vivido apenas duas d\u00e9cadas, mas, em minha opini\u00e3o, possu\u00eda a sabedoria de muitos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m houve o tempo em que choquei meu pai com o an\u00fancio de que, se um dia me cassasse, n\u00e3o mudaria meu sobrenome. Naquela \u00e9poca, eu pensava que essa era uma tradi\u00e7\u00e3o opressiva e desnecess\u00e1ria e n\u00e3o via qualquer motivo para mudar minha identidade apenas porque havia obtido um esposo. Eu honestamente pensei que meu pai concordaria comigo, porque ele era pai de tr\u00eas filhas, e, se todas n\u00f3s mud\u00e1ssemos nosso sobrenome, o nome da fam\u00edlia morreria com ele. Mas ele n\u00e3o pareceu muito feliz, o que genuinamente me surpreendeu. Em retrospectiva, eu sinceramente n\u00e3o sei se foi a informa\u00e7\u00e3o ou o meu comportamento que provocou essa rea\u00e7\u00e3o dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aprendi muito da teoria nas aulas de Estudos Femininos, mas, surpreendentemente, n\u00e3o aprendi muito\u00a0 sobre a hist\u00f3ria real. N\u00f3s aprendemos sobre o movimento de liberta\u00e7\u00e3o feminina das d\u00e9cadas de 1960 e 1970, mas nada anterior a isso. Eu n\u00e3o me lembro de estudar coisa alguma escrita antes do influente livro de Betty Friedan, da d\u00e9cada de 1960, A M\u00edstica Feminina, ou seja, nada anterior ao meu pr\u00f3prio nascimento. Levaria anos at\u00e9 que aprendesse sobre o movimento sufragista que precedeu o feminismo moderno, os diferentes impactos da Reforma Protestante e do Iluminismo sobre os pap\u00e9is de cada g\u00eanero, e, finalmente, a respeito do que a B\u00edblia diz sobre homens e mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O feminismo me ensinou que os homens eram o problema, mas, no fim das contas, a pol\u00edtica feminista me deixou entediada. Embora eu n\u00e3o tivesse problemas em concordar que os homens eram o problema, eu n\u00e3o tinha nada contra algum homem em espec\u00edfico, e alguns pareciam agrad\u00e1veis e, at\u00e9 mesmo, atraentes para mim. Depois de um tempo, a vitimiza\u00e7\u00e3o estridente do feminismo perdeu seu apelo. Embora uma das minhas colegas tenha ido trabalhar para grupos feministas de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u2014 a National Organization for Women [Organiza\u00e7\u00e3o Nacional pelas Mulheres] e depois a Feminist Majority [Maioria Feminista] \u2014, eu peguei meu diploma em Jornalismo e meu certificado em Estudos Femininos e busquei uma carreira na m\u00eddia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o demorou muito para que a minha defini\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica do feminismo se tornassem t\u00e3o gen\u00e9ricas quanto as de uma mulher carregando a revista Cosmopolitan. Constru\u00e7\u00f5es sociais e teorias de g\u00eanero eram agora lembran\u00e7as distantes. Restaram-me um senso de moda andr\u00f3geno do tipo \u201cvista-se objetivando o sucesso\u201d, uma percep\u00e7\u00e3o exagerada de abuso sexual e discrimina\u00e7\u00e3o no ambiente de trabalho e uma caricatura da sexualidade masculina como o modelo de liberdade para ambos os sexos. Agress\u00e3o no trabalho e em encontros rom\u00e2nticos foi o legado da minha educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando eu tinha vinte e nove anos, examinei minha vida e percebi um vazio. Um insistente foco em mim mesma n\u00e3o havia gerado muita felicidade.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A Psique Feminina Fragmentada<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante esse tempo, uma amiga me emprestou um livro, dizendo o qu\u00e3o \u00fatil ele havia sido para \u201creaver uma psique feminina completa\u201d. A premissa do livro era de que as mulheres poderiam ser restauradas pelo estudo das fraquezas e for\u00e7as das deusas da mitologia grega e pela busca por reconcilia\u00e7\u00e3o desses arqu\u00e9tipos numa mulher completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu fiz o teste do livro e descobri que meu resultado era muito pr\u00f3ximo ao de Atenas, a deusa-guerreira que surgiu completamente formada da cabe\u00e7a de Zeus. Este \u00e9 um trecho da descri\u00e7\u00e3o que anotei em meu di\u00e1rio \u00e0quele tempo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 f\u00e1cil identificar Atenas no mundo moderno. Ela est\u00e1 l\u00e1 fora, em todos os sentidos da palavra. Editando revistas, dirigindo departamentos de Estudos Femininos em faculdades, apresentando programas de entrevistas, fazendo turismo educacional na Nicar\u00e1gua, produzindo filmes, desafiando o parlamento local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mulher \u201cAtenas\u201d \u00e9 muito vis\u00edvel porque ela \u00e9 extrovertida, pr\u00e1tica e inteligente. Os homens geralmente s\u00e3o um pouco intimidados por ela no in\u00edcio, porque ela n\u00e3o responde \u00e0s t\u00e1ticas sexuais comuns, e ela os colocar\u00e1 contra a parede em qualquer discuss\u00e3o intelectual. Quando eles ganham o respeito dela, ela se torna a mais leal das companheiras, uma amiga para toda a vida e uma fonte generosa de inspira\u00e7\u00e3o [&#8230;].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de sua for\u00e7a, genialidade e independ\u00eancia, h\u00e1 um paradoxo na imagem tradicional de uma dama de armadura. Parece-nos que quanto mais energia a mulher \u201cAtenas\u201d coloca em desenvolver seu eu de sucesso, secular e bem armado, tanto mais ela esconde sua vulnerabilidade feminina. Assim, com sua androgenia, Atenas esconde um conflito, uma tens\u00e3o n\u00e3o resolvida entre seu eu exterior inflex\u00edvel e seu eu oculto, n\u00e3o expressado, que pode ser uma fonte de grande inseguran\u00e7a no tocante a encontrar uma identidade feminina integral. N\u00f3s chamamos isso de \u201ca ferida de Atenas\u201d [&#8230;].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela\u00a0 disputar\u00e1\u00a0 [com\u00a0 seu\u00a0 companheiro],\u00a0 competir\u00e1\u00a0 com\u00a0 ele\u00a0 e\u00a0 frequentemente o desprezar\u00e1 por n\u00e3o ser t\u00e3o\u00a0 firme quanto ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Esse era um retrato bastante exato da minha vida naquela \u00e9poca. Eu realmente n\u00e3o sabia o que fazer com a minha identidade feminina, mas certamente sabia como discutir com homens. Agora, ao citar aquele livro, n\u00e3o o estou endossando de forma alguma. Mas eu olho para tr\u00e1s e me maravilho com o qu\u00e3o criativo Deus \u00e9 quando ele come\u00e7a a trabalhar em nossos cora\u00e7\u00f5es. J\u00e1 que eu n\u00e3o estava nem um pouco perto de uma B\u00edblia naquele tempo, Deus usou aquele livro e sua premissa teol\u00f3gica defeituosa para despertar a minha mente. Aquela cita\u00e7\u00e3o foi a \u00faltima coisa que escrevi em meu di\u00e1rio antes de embarcar no voo para a \u00c1frica do Sul. Eu sa\u00ed para aquelas f\u00e9rias pensando que precisava fazer alguma coisa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 minha psique feminina fragmentada. Eu vi o problema \u2014 ou pelo menos parte dele \u2014, mas n\u00e3o tinha certeza sobre como resolv\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi durante minhas viagens na \u00c1frica do Sul que Deus revelou para mim mais sobre esse dilema e ofereceu sua solu\u00e7\u00e3o preciosa. Eu estava indo visitar minha irm\u00e3 e meu cunhado, que estavam morando l\u00e1 temporariamente para estudar em um Instituto B\u00edblico. Meu plano era desfrutar de umas f\u00e9rias ex\u00f3ticas, nada mais. Mas no domingo de P\u00e1scoa, numa igreja lutando pela reconcilia\u00e7\u00e3o racial em uma na\u00e7\u00e3o ferida pelo apartheid, eu escutei a maior mensagem de reden\u00e7\u00e3o e perd\u00e3o que j\u00e1 alcan\u00e7ou os ouvidos humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e1, sentada entre pessoas que certa vez se desprezavam por causa da cor de suas peles, eu aprendi que a esperan\u00e7a da mudan\u00e7a se encontrava na vida e na morte de Jesus Cristo. Depois de explicar a evid\u00eancia hist\u00f3rica para a veracidade da vida de Jesus, o pastor nos falou sobre a import\u00e2ncia de sua morte. Ele come\u00e7ou com o problema do pecado \u2014 nossa rebeli\u00e3o contra as leis de Deus e os padr\u00f5es santos. Num lugar como a \u00c1frica do Sul, marcada pelo preconceito e pelo derramamento de sangue, o pecado \u00e9 claramente evidente. Mas mesmo se nunca tiv\u00e9ssemos discriminado nem assassinado algu\u00e9m, n\u00f3s n\u00e3o ser\u00edamos inocentes. Desde o momento em que gritamos \u201cn\u00e3o!\u201d enquanto beb\u00eas, passando pelo tempo em que tra\u00edmos, mentimos e roubamos quando adultos, at\u00e9 as in\u00fameras horas que gastamos consumidos pela nossa autoimagem e avalia\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria \u00e0s custas dos outros, n\u00f3s acumulamos um peso de culpa e pecado que nos esmaga diante de um Deus santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pastor nos explicou que a B\u00edblia diz que a morte \u00e9 a consequ\u00eancia do pecado. Cada um de n\u00f3s enfrenta a morte por causa de nossos pecados individuais, mas tamb\u00e9m vivemos num mundo ca\u00eddo por causa de nossa pecaminosidade coletiva. Mas Deus nos oferece uma solu\u00e7\u00e3o chocante. Para quebrar o ciclo de pecado e morte, ele enviou seu Filho, Jesus Cristo, para ser nosso substituto \u2014 para viver a vida perfeita que n\u00e3o podemos viver a fim de pagar pela puni\u00e7\u00e3o de nossos pecados que n\u00e3o podemos pagar. Jesus morreu na cruz para que pud\u00e9ssemos viver. Sua ressurrei\u00e7\u00e3o, tr\u00eas dias depois, era prova de que seu sacrif\u00edcio foi suficiente para quebrar o ciclo da maldi\u00e7\u00e3o do pecado e da morte. Deus n\u00e3o ignora o pecado nem tolera a injusti\u00e7a. Ele derramou toda a justa ira por nossos pecados sobre seu Filho para que pud\u00e9ssemos receber perd\u00e3o. O pecado n\u00e3o ficou impune, mas na cruz de Cristo a miseric\u00f3rdia triunfa sobre o ju\u00edzo. Esse \u00e9 o evangelho \u2014 ou as boas-novas \u2014 da vida, da morte e da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquele domingo de P\u00e1scoa, eu finalmente ouvi e entendi a gravidade dessa mensagem. Eu vi a raiva, o duro julgamento de outros e o ego\u00edsmo na minha vida, tais quais eles eram: pecado contra Deus e contra os outros. E eu ca\u00ed em l\u00e1grimas \u00e0 medida que as boas-novas do sacrif\u00edcio salvador de Jesus foram reveladas e oferecidas a mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela primeira vez, eu tinha esperan\u00e7a real por mudan\u00e7a. Mas a mudan\u00e7a era um processo. Eu ainda era hesitante em algumas \u00e1reas, c\u00ednica quanto \u00e0 subcultura evang\u00e9lica, aos esc\u00e2ndalos dos pregadores da TV, aos milagres falsificados e \u00e0 divis\u00e3o denominacional. Ao longo daquela viagem, fiz v\u00e1rias perguntas dif\u00edceis \u00e0 minha irm\u00e3 e ao meu cunhado. Eles responderam graciosamente com as palavras da Escritura, mas n\u00e3o tentaram me for\u00e7ar a aceitar a vis\u00e3o deles. Eu me maravilhei com a modera\u00e7\u00e3o deles e ponderei sobre suas palavras \u00e0 medida que as estradas empoeiradas da \u00c1frica do Sul passavam sob as rodas do carro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No terceiro domingo na \u00c1frica do Sul, visitamos uma igreja na Cidade do Cabo para ouvir o antigo pastor do meu cunhado. Um americano chamado C. J. Mahaney pregou uma mensagem sobre a honestidade e a variedade das emo\u00e7\u00f5es humanas registradas no livro de Salmos. C. J. aliviou minhas preocupa\u00e7\u00f5es quanto a p\u00f4r um sorriso falso no rosto por causa de Jesus. A B\u00edblia n\u00e3o se evadiu da realidade de nossos sentimentos inst\u00e1veis. Ela tamb\u00e9m n\u00e3o nos deixou chafurdando neles. Nossas emo\u00e7\u00f5es foram planejadas por Deus para nos impelir em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade e \u00e0 f\u00e9 \u2014 uma progress\u00e3o modelada para n\u00f3s em quase todos os salmos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>1 &#8211;\u00a0N. da T.: neologismo da l\u00edngua inglesa utilizado por algumas feministas em lugar de \u201cwoman\u201d [mulher] e \u201cwomen\u201d [mulheres], a fim de que a nomenclatura n\u00e3o fique dependente de \u201cman\u201d [homem] e \u201cmen\u201d [homens]. N\u00e3o h\u00e1 correspondente em portugu\u00eas, visto que \u201cmulher\u201d e \u201chomem\u201d s\u00e3o palavras de estruturas diferentes.[\/vc_column_text][vc_empty_space height=&#8221;30px&#8221;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1496868635617{border-left-width: 3px !important;padding-top: 20px !important;padding-right: 20px !important;padding-bottom: 10px !important;padding-left: 15px !important;background-color: #f7f7f7 !important;border-left-color: #dd3333 !important;border-left-style: solid !important;}&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-37474 alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ve-lancamento-feminilidade-radical-300x300.jpg?resize=189%2C189\" alt=\"\" width=\"189\" height=\"189\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ve-lancamento-feminilidade-radical.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ve-lancamento-feminilidade-radical.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ve-lancamento-feminilidade-radical.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 189px) 100vw, 189px\" \/>Como podemos entender o delicado equil\u00edbrio entre a influ\u00eancia cultural, a perspectiva hist\u00f3rica e a autoridade b\u00edblica quando se trata de nosso papel como mulheres no lar, no trabalho, na igreja e na cultura? De que forma as tr\u00eas ondas do feminismo impediram a vis\u00e3o de Deus para as mulheres? E, finalmente, como podemos entender para onde ir a partir daqui?<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 confus\u00e3o radical de nossa cultura acerca da feminilidade, Carolyn ensina a verdade radical do plano s\u00e1bio e gracioso de Deus para as mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"btn btn-default btn-md\" style=\"color: #fff;\" href=\"http:\/\/editorafiel.com.br\/produto\/7891468\/Feminilidade-Radical\" target=\"_blank\">Confira<\/a><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_message color=&#8221;alert-danger&#8221; message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;alert-danger&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Por: Carolyn McCulley.\u00a0\u00a9 2017 Editora Fiel. Website: editorafiel.com.br . Traduzido com permiss\u00e3o. Fonte: Extra\u00eddo do livro: Carolyn McCulley, <a href=\"editorafiel.com.br\/produto\/7891468\/Feminilidade-Radical\">Feminilidade Radical<\/a><\/p>\n<p>Original: Uma Feminilidade Distorcida.\u00a0\u00a9 Minist\u00e9rio Fiel. Website:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ministeriofiel.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">MinisterioFiel.com.br<\/a>. 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