{"id":39439,"date":"2017-07-17T00:05:18","date_gmt":"2017-07-17T03:05:18","guid":{"rendered":"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=39439"},"modified":"2017-07-14T17:28:29","modified_gmt":"2017-07-14T20:28:29","slug":"doutrina-reformada-da-autoridade-das-escrituras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2017\/07\/doutrina-reformada-da-autoridade-das-escrituras\/","title":{"rendered":"A doutrina Reformada da autoridade das Escrituras"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A Confiss\u00e3o de F\u00e9 de Westminster cont\u00e9m uma declara\u00e7\u00e3o majestosa sobre a autoridade da Escritura:<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A autoridade da Escritura Sagrada , raz\u00e3o pela qual deve ser crida e obedecida, n\u00e3o depende do testemunho de qualquer homem ou Igreja, mas depende somente de Deus (que \u00e9 a pr\u00f3pria verdade), o seu autor; e, portanto, deve ser recebida, porque \u00e9 a Palavra de Deus. N\u00f3s podemos ser movidos e compelidos, pelo testemunho da Igreja, a um alto e reverente apre\u00e7o pela Escritura Sagrada; e a sublimidade do assunto, a efic\u00e1cia da sua doutrina, a majestade do estilo, a concord\u00e2ncia de todas as partes, o escopo do seu todo (que \u00e9 dar toda a gl\u00f3ria a Deus), a plena revela\u00e7\u00e3o que faz do \u00fanico caminho da salva\u00e7\u00e3o do homem, as suas muitas outras excel\u00eancias incompar\u00e1veis e sua completa perfei\u00e7\u00e3o, s\u00e3o argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser a Palavra de Deus; ainda assim, n\u00e3o obstante, a nossa plena persuas\u00e3o e certeza de sua verdade infal\u00edvel e autoridade divina prov\u00eam da opera\u00e7\u00e3o interna do Esp\u00edrito Santo, testemunhando por meio da Palavra e com a Palavra em nossos cora\u00e7\u00f5es. (CFW 1.4-5)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas palavras refletem o consenso do pensamento das Igrejas Reformadas sobre como devemos entender a autoridade da Escritura. Em suma, a autoridade da Escritura n\u00e3o depende da decis\u00e3o ou decreto de qualquer igreja ou qualquer homem. Pelo contr\u00e1rio, a Escritura \u00e9 autoritativa porque \u00e9 a Palavra do Deus vivo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>A doutrina reformada da autoridade das Escrituras<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo ensino \u00e9 encontrado nos escritos dos primeiros te\u00f3logos reformados e nas primeiras confiss\u00f5es reformadas. Jo\u00e3o Calvino (1509-64), por exemplo, explica que \u201cum erro muito pernicioso prevalece amplamente de que a Escritura tem apenas tanto peso quanto lhe \u00e9 concedido pelo consentimento da igreja\u201d (Institutas 1.7.1). Ele est\u00e1 falando aqui sobre a opini\u00e3o cat\u00f3lica romana predominante do s\u00e9culo dezesseis. Calvino argumenta antes que a Escritura \u00e9 autoritativa porque \u201cDeus fala pessoalmente nela\u201d (1.7.4). William Whitaker (1548-1595), em suas excelentes <em>Disputations on Holy Scripture<\/em>\u00a0[Discuss\u00f5es sobre a Escritura Sagrada] (1588), descreve de modo conciso a vis\u00e3o das Igrejas Reformadas sobre esse assunto:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O resumo de nossa opini\u00e3o \u00e9 que a Escritura \u00e9 autopistos, ou seja, tem toda a sua autoridade e cr\u00e9dito a partir de si mesma; deve ser reconhecida, deve ser recebida, n\u00e3o somente porque a igreja tem assim determinado e ordenado, mas porque ela prov\u00e9m de Deus; e n\u00f3s certamente sabemos que ela prov\u00e9m de Deus, n\u00e3o por meio da igreja, mas pelo Esp\u00edrito Santo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As primeiras confiss\u00f5es reformadas est\u00e3o unidas ao ensinar o mesmo ponto de vista. O Artigo 5 da Confiss\u00e3o Francesa (1559) diz a respeito da Escritura: \u201cCremos que a Palavra contida nesses livros procedeu de Deus, e recebe a sua autoridade somente dele, e n\u00e3o dos homens\u201d. O Artigo 19 da Confiss\u00e3o Escocesa (1560) afirma:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Como cremos e confessamos que as Escrituras de Deus s\u00e3o suficientes para instruir e tornar o homem de Deus perfeito, assim afirmamos e confessamos que a autoridade das Escrituras procede de Deus e n\u00e3o depende de homens nem de anjos. Afirmamos, portanto, que aqueles que alegam que as Escrituras n\u00e3o t\u00eam outra autoridade sen\u00e3o a que receberam da igreja, s\u00e3o blasfemos contra Deus e prejudiciais \u00e0 verdadeira igreja.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Artigo 5 da Confiss\u00e3o Belga (1561) explica a autoridade da Escritura do mesmo modo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Recebemos todos esses livros, e apenas esses, como santos e can\u00f4nicos, para a regula\u00e7\u00e3o, fundamento e confirma\u00e7\u00e3o da nossa f\u00e9; acreditando, sem d\u00favida, em todas as coisas contidas neles, n\u00e3o tanto porque a igreja os recebe e aprova como tais, por\u00e9m mais especialmente porque o Esp\u00edrito Santo testemunha em nossos cora\u00e7\u00f5es que eles prov\u00eam de Deus, do que eles carregam a evid\u00eancia em si mesmos. Pois mesmo os cegos s\u00e3o capazes de perceber que as coisas preditas neles se cumprem. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Segunda Confiss\u00e3o Helv\u00e9tica (1566) explica que as Sagradas Escrituras \u201ct\u00eam autoridade suficiente a partir de si mesmas, n\u00e3o de homens. Porque o pr\u00f3prio Deus falou aos pais, aos profetas, aos ap\u00f3stolos, e ainda fala a n\u00f3s pelas Escrituras Sagradas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vemos em todos esses a estreita liga\u00e7\u00e3o entre a inspira\u00e7\u00e3o da Escritura e a autoridade da Escritura. Cada um desses te\u00f3logos e confiss\u00f5es observa corretamente que a Escritura \u00e9 a Palavra de Deus. \u00c9 precisamente porque a Escritura \u00e9 \u201cinspirada por Deus\u201d (2 Tim\u00f3teo 3.16) que \u00e9 autoritativa. N\u00e3o h\u00e1 e n\u00e3o pode haver autoridade superior a Deus. A Escritura carrega a autoridade de Deus, a autoridade suprema, porque a Escritura \u00e9 a pr\u00f3pria Palavra de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que os te\u00f3logos e as confiss\u00f5es reformadas do s\u00e9culo dezesseis tiveram que se esfor\u00e7ar por esse ponto? A Igreja Cat\u00f3lica Romana n\u00e3o cria que a Escritura \u00e9 a Palavra de Deus? Sim, Roma cria e ensinava que a Escritura \u00e9 a Palavra de Deus, mas diante dos desafios levantados pelos Reformadores, Roma acusou os Reformadores de inconsist\u00eancia. \u201cVoc\u00eas, protestantes, apelam para a Escritura\u201d, eles diziam, \u201cmas voc\u00eas n\u00e3o t\u00eam o direito de faz\u00ea-lo, porque nem saberiam o que \u00e9 a Escritura \u00e0 parte da declara\u00e7\u00e3o da igreja\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns dos apologistas cat\u00f3licos romanos do s\u00e9culo dezesseis foram mais moderados na maneira como explicaram a sua vis\u00e3o. Outros, como observado por Whitaker, foram <strong>perturbadoramente grosseiros.<\/strong> O te\u00f3logo romano Johann Eck, por exemplo, afirmou que \u201ca igreja \u00e9 mais antiga do que as Escrituras, e que a Escritura n\u00e3o \u00e9 aut\u00eantica, sen\u00e3o pela autoridade da igreja\u201d. Albert Pighius afirma de modo semelhante: \u201cToda a autoridade que a Escritura agora tem para conosco depende necessariamente da autoridade da igreja\u201d. O cardeal Stanislaus Hosius chegou a dizer: \u201cAs Escrituras t\u00eam somente tanta for\u00e7a quanto as f\u00e1bulas de Esopo, se destitu\u00eddas da autoridade da Igreja\u201d. Os Reformadores entenderam corretamente que essas s\u00e3o palavras de combate.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Disputa sobre o C\u00e2non <\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate do s\u00e9culo dezesseis sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a autoridade da Escritura e a autoridade da igreja tornou-se focado em grande parte na quest\u00e3o do c\u00e2non b\u00edblico. A Escritura \u00e9 necess\u00e1ria para que os crist\u00e3os conhe\u00e7am a vontade de Deus a respeito do que devemos crer e o que devemos fazer. Roma argumentou, por\u00e9m, que sem a autoridade pr\u00e9via de uma igreja infal\u00edvel, n\u00e3o saber\u00edamos quais livros pertencem ao c\u00e2non da Escritura e quais n\u00e3o. N\u00e3o temos um \u00edndice inspirado, disseram os apologistas romanos. Em outras palavras, Roma afirmou: voc\u00eas, protestantes, n\u00e3o podem apelar \u00e0s Escrituras se n\u00e3o sabem o que \u00e9 a Escritura, e somente a Igreja Cat\u00f3lica Romana tem autoridade para dizer o que \u00e9 a Escritura. Apenas Roma pode fornecer um \u00edndice de conte\u00fado infal\u00edvel. Assim, a autoridade da Escritura repousa sobre a autoridade da igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 uma cr\u00edtica desafiadora. \u00c9 uma cr\u00edtica particularmente desafiadora para aqueles protestantes que rejeitaram a doutrina reformada das Escrituras e optaram por uma vis\u00e3o da autoridade b\u00edblica que nega a autoridade subordinada, mas real da igreja e dos credos. As ra\u00edzes dessa vis\u00e3o s\u00e3o encontradas na Reforma Radical. Os Reformadores Radicais, embora diferindo entre si em v\u00e1rios detalhes, insistiram que a Escritura n\u00e3o \u00e9 somente a \u00fanica autoridade infal\u00edvel, mas a \u00fanica autoridade total<strong>.<\/strong> N\u00e3o apenas as tradi\u00e7\u00f5es medievais n\u00e3o b\u00edblicas foram desconsideradas, mas a tradi\u00e7\u00e3o no bom senso da <em>regula fidei<\/em>, o testemunho dos pais, a interpreta\u00e7\u00e3o tradicional da Escritura e o julgamento corporativo da igreja tamb\u00e9m foram desprezados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras, os Reformadores Radicais defendiam o que pode ser chamado de <em>nuda Scriptura<\/em>, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 doutrina dos Reformadores Magisteriais de <em>sola Scriptura<\/em>. Os Reformadores Magisteriais, como Martinho Lutero, Jo\u00e3o Calvino e Martin Bucer, insistiram que a Escritura era a \u00fanica fonte de revela\u00e7\u00e3o especial, a \u00fanica autoridade infal\u00edvel, mas que devia ser interpretada na e pela igreja de acordo com a <em>regula fidei <\/em>(a \u201cregra de f\u00e9\u201d encontrada nos credos da igreja). Os Reformadores Magisteriais n\u00e3o rejeitaram a autoridade da igreja e os credos entendidos adequadamente como autoridades subordinadas. O que eles rejeitaram foi qualquer tentativa de colocar a autoridade da igreja ou dos credos no mesmo n\u00edvel que a autoridade de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas como os protestantes defensores da <em>sola Scriptura<\/em> responderam ao desafio de Roma? Primeiro, eles apontaram que a reivindica\u00e7\u00e3o de Roma \u00e0 autoridade infal\u00edvel era invalidada devido ao fato de que o c\u00e2non do Antigo Testamento de Roma estava incorreto. Roma argumentou que o c\u00e2non do Antigo Testamento deveria incluir os chamados livros ap\u00f3crifos. Os livros ap\u00f3crifos foram inclu\u00eddos na tradu\u00e7\u00e3o Vulgata Latina da B\u00edblia porque eles foram encontrados em edi\u00e7\u00f5es posteriores da Septuaginta, a tradu\u00e7\u00e3o grega do Antigo Testamento. Jer\u00f4nimo (347-420), que traduziu boa parte da Vulgata, traduziu alguns desses livros, mas argumentou que eles n\u00e3o eram can\u00f4nicos, porque n\u00e3o estavam inclu\u00eddos no Antigo Testamento hebraico. Com o tempo, no entanto, eles foram inclu\u00eddos na maioria das edi\u00e7\u00f5es da Vulgata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Precisamos lembrar que a Septuaginta foi conclu\u00edda em algum momento no in\u00edcio do s\u00e9culo II a.C. Os livros ap\u00f3crifos foram todos escritos entre 185 a.C. e 100 d.C. Isso significa que a maioria (se n\u00e3o todos) dos livros ap\u00f3crifos foram escritos muito depois que a Septuaginta foi conclu\u00edda. Os protestantes observaram que o Antigo Testamento hebraico nunca havia contido os livros ap\u00f3crifos adicionais encontrados no Antigo Testamento Cat\u00f3lico Romano. Em vez disso, os livros no Antigo Testamento hebreu correspondiam exatamente aos livros encontrados no Antigo Testamento usado \u200b\u200bpelos protestantes. Somente a numera\u00e7\u00e3o e ordena\u00e7\u00e3o dos livros \u00e9 diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda observa\u00e7\u00e3o feita pelos protestantes contra a alega\u00e7\u00e3o de Roma de que uma igreja infal\u00edvel \u00e9 necess\u00e1ria se quisermos ter um c\u00e2non funcionalmente autoritativo \u00e9 que Israel n\u00e3o era infal\u00edvel. Por que isso importa? Porque Deus confiou os or\u00e1culos do Antigo Testamento aos judeus (Romanos 3.1-2). Apesar do fato reconhecido de que os judeus n\u00e3o eram infal\u00edveis, eles conseguiram, por mais de mil anos, preservar o c\u00e2non da Escritura do Antigo Testamento. Jesus e os ap\u00f3stolos usaram esse c\u00e2non do Antigo Testamento sem dar qualquer indica\u00e7\u00e3o de que os judeus haviam falhado em realizar essa tarefa para a qual foram escolhidos. Se uma igreja infal\u00edvel n\u00e3o era necess\u00e1ria para o estabelecimento e preserva\u00e7\u00e3o do c\u00e2non antes de Cristo, uma igreja infal\u00edvel n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para o mesmo agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o no centro do debate entre Roma e os protestantes a respeito do c\u00e2non e da autoridade da Escritura pode ser afirmada da seguinte forma (usando a terminologia de Michael Kruger): O c\u00e2non das Escrituras \u00e9 <em>determinado pela comunidade <\/em>ou \u00e9<em> auto-autenticado<\/em>? De acordo com Roma, a autoridade da Escritura depende da autoridade da igreja. O problema mais fundamental dessa vis\u00e3o, por mais que possa ser cuidadosamente pormenorizada e qualificada, \u00e9 que inescapavelmente coloca de modo inevit\u00e1vel a autoridade de Deus sob a autoridade da igreja. Isso inverte completamente a verdadeira posi\u00e7\u00e3o das coisas. Se acreditamos na autoridade da Escritura, de acordo com Roma, devemos assumir a autoridade da igreja. Mas por que devemos aceitar a autoridade da igreja? Ela \u00e9 auto-autenticada? N\u00e3o, diz Roma, e ela apela \u00e0s Escrituras para estabelecer a autoridade da igreja, assim como ela apela \u00e0 igreja para estabelecer a autoridade da Escritura. A natureza circular desse apelo foi apontada desde a Reforma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizer que o c\u00e2non e a autoridade da Escritura s\u00e3o auto-autenticados \u00e9 afirmar o que as confiss\u00f5es reformadas afirmam. Para usar as palavras de William Whitaker, \u00e9 dizer que \u201ca Escritura \u00e9 <em>autopistos<\/em>\u201d. Ela tem \u201ctoda a sua autoridade e cr\u00e9dito de si mesma\u201d. Por qu\u00ea? Porque \u00e9 a Palavra do Deus vivo, e Deus n\u00e3o precisa apelar \u00e0 igreja para estabelecer a sua pr\u00f3pria autoridade soberana inerente. Deus \u00e9 Deus. A igreja n\u00e3o \u00e9 Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, como a igreja veio a reconhecer os livros corretos e apenas os livros corretos? O pr\u00f3prio Jesus nos d\u00e1 a resposta quando diz: \u201cAs minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conhe\u00e7o, e elas me seguem\u201d (Jo\u00e3o 10.27). Como Roger Nicole apontou, a melhor maneira de descrever o modo como conhecemos o c\u00e2non \u00e9 \u201co testemunho do Esp\u00edrito Santo dado corporativamente ao povo de Deus\u201d. O reconhecimento dos livros can\u00f4nicos \u00e9 devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo capacitando o povo de Deus a ouvir a sua voz.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Rejei\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas da autoridade b\u00edblica<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que os cat\u00f3licos romanos e protestantes tradicionais disputassem pela rela\u00e7\u00e3o entre a autoridade das Escrituras e a autoridade da igreja, eles concordavam que as Escrituras eram a Palavra de Deus inspirada e infal\u00edvel. Desde o Iluminismo, essa suposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 sob forte amea\u00e7a. Em vez da Escritura e\/ou da igreja, a raz\u00e3o humana tornou-se o \u00e1rbitro da verdade. Os estudiosos influenciados pela filosofia do Iluminismo come\u00e7aram a atacar a veracidade dos relatos b\u00edblicos. Os milagres foram rejeitados. A resposta de alguns na igreja foi reformular o Cristianismo de uma forma que se acreditava ser mais atraente para os europeus p\u00f3s-iluministas. Friedrich Schleiermacher, por exemplo, fundamentou a teologia na experi\u00eancia e no sentimento humanos, e n\u00e3o na autoridade das Escrituras. O sentimento subjetivo, ele cria, \u00e9 imune aos argumentos dos cr\u00edticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9culo vinte, os ataques liberais contra a autoridade da Escritura continuaram, o que ocasionou intensas batalhas em v\u00e1rias igrejas. Na d\u00e9cada de 1920, J. Gresham Machen resumiu o pensamento de muitos quando declarou que o liberalismo \u201cn\u00e3o \u00e9 apenas uma religi\u00e3o diferente do Cristianismo, mas pertence a um tipo de religi\u00f5es totalmente diferente\u201d. O liberalismo teol\u00f3gico foi criticado n\u00e3o apenas por protestantes tradicionais como Machen, mas tamb\u00e9m por estudiosos neo-ortodoxos. Karl Barth, por exemplo, dizia sobre as opini\u00f5es de Schleiermacher que \u201cningu\u00e9m pode falar sobre Deus simplesmente falando sobre o homem em voz alta\u201d. E H. Richard Niebuhr \u00e9 conhecido por seu resumo do evangelho liberal: \u201cUm Deus sem ira trouxe homens sem pecado a um reino sem julgamento por meio das ministra\u00e7\u00f5es de um Cristo sem cruz\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora eruditos neo-ortodoxos como Barth e Niebuhr tenham visto corretamente os perigos mortais do liberalismo teol\u00f3gico, eles tamb\u00e9m tinham um entendimento falho da autoridade b\u00edblica. Para Barth, \u00e9 incorreto identificar a Escritura com a Palavra de Deus. Em vez disso, a B\u00edblia \u201cdeve tornar-se continuamente a Palavra de Deus\u201d. A B\u00edblia se torna a Palavra de Deus quando Deus livre e soberanamente escolhe us\u00e1-la desse modo. Ao introduzir essa distin\u00e7\u00e3o conceitual entre a Palavra de Deus e a B\u00edblia, Barth (e os estudiosos neo-ortodoxos que o seguiram) esvaziaram a pr\u00f3pria B\u00edblia de qualquer autoridade divina inerente. A influ\u00eancia de te\u00f3logos liberais como Schleiermacher e te\u00f3logos neo-ortodoxos como Barth continua at\u00e9 hoje, em v\u00e1rias formas.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando confrontado por Satan\u00e1s e por outros advers\u00e1rios, Jesus Cristo repetidamente apelou \u00e0s Escrituras como a autoritativa Palavra de Deus. N\u00e3o havia d\u00favida na mente de Jesus de que aquilo que Mois\u00e9s disse, Deus disse; de que aquilo que os profetas disseram, Deus disse. Para Jesus, as palavras \u201cest\u00e1 escrito\u201d resolviam o argumento. Como seguidores de Cristo, devemos ter a mesma atitude que Jesus teve em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Escritura. Toda a Escritura \u00e9 inspirada por Deus. \u00c9 <em>theopneustos<\/em>, \u201csoprada por Deus&#8221;. Quando ouvimos as Escrituras, ouvimos a pr\u00f3pria voz do Deus Todo-Poderoso. N\u00e3o existe maior autoridade.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_message color=&#8221;alert-danger&#8221; message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;alert-danger&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Por: Keith Mathison.\u00a0\u00a9 Ligonier Ministries.Website: <a href=\"http:\/\/www.ligonier.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ligonier.org<\/a>. Traduzido\u00a0com permiss\u00e3o. Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/fiel.in\/2uS5hxq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">What We\u2019ve Received<\/a><\/p>\n<p>Original: .\u00a0\u00a9 Minist\u00e9rio Fiel. Website:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ministeriofiel.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MinisterioFiel.com.br<\/a>. Todos os direitos reservados. Tradu\u00e7\u00e3o: Camila Rebeca Teixeira. 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