{"id":42448,"date":"2018-02-28T00:05:12","date_gmt":"2018-02-28T03:05:12","guid":{"rendered":"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=42448"},"modified":"2018-02-28T11:35:45","modified_gmt":"2018-02-28T14:35:45","slug":"como-catolicos-e-alguns-protestantes-entendem-as-boas-obras-de-modo-equivocado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2018\/02\/como-catolicos-e-alguns-protestantes-entendem-as-boas-obras-de-modo-equivocado\/","title":{"rendered":"Como cat\u00f3licos (e alguns protestantes) entendem as boas obras de modo equivocado"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Um modo de abordar a divis\u00e3o hist\u00f3rica entre os ensinos cat\u00f3lico romano e da reforma sobre a justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 enfatizar como a justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 se relaciona com o cont\u00ednuo amor pr\u00e1tico e a retid\u00e3o na vida crist\u00e3.<\/p>\n<p>Ainda que os reformadores tenham afirmado que a justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 somente sempre seria seguida de amor e retid\u00e3o pr\u00e1ticos, os l\u00edderes do catolicismo romano viram na doutrina dos reformadores uma amea\u00e7a \u00e0 santidade da vida crist\u00e3 e um comprometimento do amor crist\u00e3o.<\/p>\n<p>Um texto cl\u00e1ssico da reforma que tentou proteger contra esse mal-entendido sobre a justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 foi a declara\u00e7\u00e3o da Confiss\u00e3o de F\u00e9 de Westminster sobre a justifica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote><p>A f\u00e9, assim recebendo a Cristo e descansando nEle e em Sua justi\u00e7a, \u00e9 o \u00fanico instrumento de justifica\u00e7\u00e3o; ainda assim, ela n\u00e3o est\u00e1 sozinha na pessoa justificada, mas sempre encontra-se acompanhada de todas as outras gra\u00e7as salv\u00edficas, e n\u00e3o \u00e9 uma f\u00e9 morta, mas uma f\u00e9 que opera pelo amor (11.2).<\/p><\/blockquote>\n<p>Ou para usar as palavras de Tiago: \u201cA f\u00e9 sem obras \u00e9 morta\u201d (Tg. 2.26). \u201cA f\u00e9 sem as obras \u00e9 inoperante\u201d (Tg. 2.20). Tal f\u00e9 n\u00e3o justifica.<\/p>\n<h2>Contra o que os cat\u00f3licos romanos advertiram<\/h2>\n<p>Mas os cat\u00f3licos romanos do s\u00e9culo XVI consideraram o perigo como mais grave. O Conc\u00edlio de Trento (1545-1563) foi convocado como uma esp\u00e9cie de \u201ccontrarreforma\u201d \u00e0 reforma protestante. Aqui, as vis\u00f5es cat\u00f3licas sobre a justifica\u00e7\u00e3o foram expressas de modo a proteger contra os erros e os perigos percebidos no ensino dos reformadores. Voc\u00ea pode conhecer a preocupa\u00e7\u00e3o deles nesses trechos do <a href=\"https:\/\/history.hanover.edu\/texts\/trent\/ct06.html\">decreto do conc\u00edlio sobre a justifica\u00e7\u00e3o<\/a>:<\/p>\n<blockquote><p>Mas ningu\u00e9m, posto que justificado, se deve julgar eximido da observ\u00e2ncia dos mandamentos (Cap\u00edtulo XI).<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m disser que no Evangelho n\u00e3o h\u00e1 nada de preceito sen\u00e3o a f\u00e9, e que todas as demais coisas s\u00e3o indiferentes, nem mandadas nem proibidas, mas livres; ou que os dez mandamentos de modo algum pertencem aos crist\u00e3os \u2014 seja an\u00e1tema (Canon XIX).<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m disser que o homem justificado, por mais perfeito que seja, n\u00e3o est\u00e1 obrigado \u00e0 observ\u00e2ncia dos mandamentos de Deus e da Igreja&#8230; \u2014 seja an\u00e1tema (Canon XX).<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m disser que Jesus Cristo foi dado por Deus aos homens [s\u00f3] como Redentor em quem devem crer, e n\u00e3o tamb\u00e9m como Legislador a quem devem obedecer \u2014 seja an\u00e1tema (Canon XXI).<\/p><\/blockquote>\n<h2>Dois modos diferentes de proteger o lugar da santifica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Todas essas quatro declara\u00e7\u00f5es s\u00e3o advert\u00eancias leg\u00edtimas contra uma vis\u00e3o antib\u00edblica da justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 somente. A diferen\u00e7a n\u00e3o se encontra aqui. Tanto os reformadores quanto os cat\u00f3licos romanos foram zelosos quanto \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da conex\u00e3o b\u00edblica entre a justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 e uma vida de amor e justi\u00e7a obedientes, ou seja, ambos visavam preservar uma<em> conex\u00e3o necess\u00e1ria entre justifica\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>A diferen\u00e7a consistiu em como essa conex\u00e3o seria concebida e preservada. O catolicismo romano o concebeu e preservou definindo a justifica\u00e7\u00e3o de tal modo que <em>inclui<\/em> a santifica\u00e7\u00e3o. Os reformadores conceberam e preservaram a conex\u00e3o, definindo a justifica\u00e7\u00e3o como o perd\u00e3o dos pecados e a imputa\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a de Cristo por meio da f\u00e9 \u2014 ao mesmo tempo ressaltando que essa f\u00e9 \u00e9 de tal natureza que, pelo Esp\u00edrito Santo, santifica (At. 26.18).<\/p>\n<p>Ou, para expressar com outras palavras, a conex\u00e3o necess\u00e1ria entre a justifica\u00e7\u00e3o e a santifica\u00e7\u00e3o foi preservada no catolicismo romano ao afirmarem que a justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a <em>infus\u00e3o<\/em> ou a <em>iner\u00eancia<\/em> ou a <em>comunica\u00e7\u00e3o<\/em> do dom da justi\u00e7a adquirida pelo sangue de Cristo na alma crente. E os reformadores preservaram a conex\u00e3o dizendo que a justifica\u00e7\u00e3o era a<em> imputa\u00e7\u00e3o<\/em> da justi\u00e7a de Cristo por meio de uma f\u00e9 que necessariamente levaria \u00e0 santifica\u00e7\u00e3o. Pois, para um, a justifica\u00e7\u00e3o <em>\u00e9<\/em> santifica\u00e7\u00e3o. E para o outro, a justifica\u00e7\u00e3o <em>conduz <\/em>\u00e0 santifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>A defini\u00e7\u00e3o de justifica\u00e7\u00e3o pelo conc\u00edlio de Trento<\/h2>\n<p>Por exemplo, o conc\u00edlio de Trento, no decreto sobre a justifica\u00e7\u00e3o, o expressa assim:<\/p>\n<blockquote><p>A justifica\u00e7\u00e3o&#8230; n\u00e3o \u00e9 somente a remiss\u00e3o dos pecados, mas <em>ao mesmo tempo<\/em> a <em>santifica\u00e7\u00e3o <\/em>e<em> renova\u00e7\u00e3o<\/em> do homem interior pela volunt\u00e1ria recep\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a (Cap\u00edtulo VII, \u00eanfase acrescentada).<\/p>\n<p>Essa justi\u00e7a \u00e9 chamada de nossa, porque somos justificados por ela, estando <em>inerentemente em n\u00f3s<\/em>, e essa mesma \u00e9 a (justi\u00e7a) de Deus, em vista dos m\u00e9ritos de Cristo <em>ela \u00e9 infundida em n\u00f3s<\/em> (Cap\u00edtulo XVI, \u00eanfase acrescentada).<\/p><\/blockquote>\n<p>Assim, o catolicismo romano fala dos crentes como \u201cfeitos justos\u201d atrav\u00e9s da justifica\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio de \u201cconsiderados justos\u201d:<\/p>\n<blockquote><p>Assim tamb\u00e9m jamais seriam <em>justificados<\/em>, se n\u00e3o renascessem em Cristo. Pois \u00e9 por esse renascimento, em virtude do m\u00e9rito da Paix\u00e3o, que a gra\u00e7a, por meio da qual s\u00e3o <em>feitos justos<\/em>, lhes \u00e9 concedida (Cap\u00edtulo III).<\/p><\/blockquote>\n<p>Segue-se, ent\u00e3o, que nossa justifica\u00e7\u00e3o, como a santifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 progressiva e pode aumentar. Podemos ser \u201cmais justificados\u201d, uma vez que a justifica\u00e7\u00e3o consiste na nossa pr\u00f3pria medida da bondade operada por um novo nascimento.<\/p>\n<blockquote><p>Eles, por meio da observ\u00e2ncia dos mandamentos de Deus e da Igreja, <em>crescem nessa justifica\u00e7\u00e3o <\/em>recebida pela gra\u00e7a de Cristo, cooperando na f\u00e9 com as boas obras (Tg 2, 22), s\u00e3o justificados ainda mais (Cap\u00edtulo X).<\/p><\/blockquote>\n<h2>Tr\u00eas raz\u00f5es pelas quais os reformadores rejeitaram a vis\u00e3o cat\u00f3lica romana<\/h2>\n<p>Os reformadores consideraram isso um erro muito grave. Em primeiro lugar, n\u00e3o se tratava do ensino b\u00edblico sobre a justifica\u00e7\u00e3o. Em segundo lugar, ao contr\u00e1rio de seus pr\u00f3prios prop\u00f3sitos, n\u00e3o promovia a esperan\u00e7a ou a santidade ao povo de Deus. Em terceiro lugar, essa vis\u00e3o obscurecia a plenitude da gl\u00f3ria do que Cristo realmente obteve para o seu povo.<\/p>\n<h2>1. Misturar justifica\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o \u00e9 antib\u00edblico<\/h2>\n<p>O ensino da B\u00edblia \u00e9 que a justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato de Deus que \u00e9 experimentado pelo \u201c\u00edmpio\u201d. Em outras palavras, a justifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a <em>infus\u00e3o <\/em>de bondade, mas a<em> declara\u00e7\u00e3o<\/em> de que uma pessoa \u00edmpia \u00e9 considerada justa.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cOra, ao que trabalha, o sal\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 considerado como favor, e sim como d\u00edvida. Mas, ao que n\u00e3o trabalha, por\u00e9m cr\u00ea naquele que justifica o \u00edmpio, a sua f\u00e9 lhe \u00e9 atribu\u00edda como justi\u00e7a\u201d (Rm 4.4-5).<\/p><\/blockquote>\n<p>Isso n\u00e3o significa que \u201ccrer\u201d \u00e9 um ato \u00edmpio. Significa que, quando uma pessoa \u00e9 \u201cnascida de Deus\u201d, e trazida da morte espiritual para a f\u00e9 viva (1Jo 5.1); nesse instante, o ato de Deus justificar n\u00e3o trata a <em>cren\u00e7a<\/em> como uma virtude merit\u00f3ria, mas como um <em>recebimento de Cristo<\/em>, em quem o crente \u00e9 considerado justo. Como experimentamos a f\u00e9, que \u00e9 uma boa experi\u00eancia, e naquele momento de justifica\u00e7\u00e3o somos considerados \u201c\u00edmpios\u201d, Andrew Fuller explica:<\/p>\n<blockquote><p>Esse termo [\u201c\u00edmpio\u201d em Rm 4.5], eu compreendo, n\u00e3o tem o prop\u00f3sito, na passagem em considera\u00e7\u00e3o, de expressar o estado atual da <em>mente<\/em> que a pessoa naquele momento possui, mas o <em>car\u00e1ter <\/em>sob o qual Deus a considera ao atribuir a b\u00ean\u00e7\u00e3o da justifica\u00e7\u00e3o a ela. Seja qual for o estado atual da mente do pecador \u2014 seja ele um fariseu altivo ou um publicano humilde \u2014 se ele n\u00e3o possui nada que possa, em qualquer grau, lidar com a maldi\u00e7\u00e3o que est\u00e1 contra ele [Gl 3.10], ou que de algum modo funciona como um motivo de aceita\u00e7\u00e3o com Deus, ele deve ser justificado, se for o caso, como indigno, \u00edmpio e totalmente separado da considera\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a do mediador\u201d (<a href=\"https:\/\/www.desiringgod.org\/books\/andrew-fuller--2\">Andrew Fuller: <em>Holy Faith, Worthy Gospel, World Mission<\/em>, 51<\/a>).<\/p><\/blockquote>\n<h3>Justi\u00e7a que n\u00e3o vem de n\u00f3s mesmos<\/h3>\n<p>Paulo se esfor\u00e7a em Filipenses 3.8-9 para distinguir a justi\u00e7a pr\u00f3pria da justi\u00e7a que temos na uni\u00e3o com Cristo por meio da f\u00e9.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, <em>n\u00e3o tendo justi\u00e7a pr\u00f3pria<\/em>, que procede de lei, sen\u00e3o a que \u00e9 mediante a f\u00e9 em Cristo, <em>a justi\u00e7a que procede de Deus<\/em>, baseada na f\u00e9\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Nesse texto, a justi\u00e7a que temos \u201cnele\u201d e a justi\u00e7a que temos \u201cmediante a f\u00e9 em Cristo\u201d s\u00e3o as mesmas. Portanto, entendemos que a f\u00e9 \u00e9 o instrumento pelo qual Deus nos une a Cristo, onde h\u00e1 uma justi\u00e7a que n\u00e3o procede de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>Portanto, infiro que quando Paulo diz que Deus \u201cjustifica o \u00edmpio\u201d (Rm 4.5), ele est\u00e1 implicando que a justifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 santifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 um processo de desenvolvimento da piedade. \u00c9 um ato instant\u00e2neo de declara\u00e7\u00e3o de absolvi\u00e7\u00e3o e justifica\u00e7\u00e3o. \u00c9 um ato de considerar instantaneamente uma pessoa perfeitamente justa, a qual n\u00e3o \u00e9 justa em si mesma. O fundamento dessa declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 em n\u00f3s, mas em Cristo.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cPorque, como, pela desobedi\u00eancia de um s\u00f3 homem, muitos se tornaram pecadores, assim tamb\u00e9m, por meio da obedi\u00eancia de um s\u00f3, muitos se tornar\u00e3o justos\u201d (Rm 5.19).<\/p><\/blockquote>\n<p>A perfeita obedi\u00eancia de Cristo \u00e9 considerada como nossa.<\/p>\n<blockquote><p>Davi fala sore a bem-aventuran\u00e7a do homem a quem Deus <em>considera como justo, independentemente de obras<\/em> (Rm 4.6)<\/p><\/blockquote>\n<h3>Imputa\u00e7\u00e3o e perfeita obedi\u00eancia de Cristo<\/h3>\n<p>Essa \u201cconsidera\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 o que os reformadores quiseram dizer com \u201cimputa\u00e7\u00e3o\u201d. A raz\u00e3o pela qual precisamos ser <em>considerados <\/em>ou<em> imputados<\/em> justos por meio da perfeita obedi\u00eancia de Cristo \u00e9 que a lei de Deus exige a perfei\u00e7\u00e3o e n\u00e3o temos esperan\u00e7a sem essa obedi\u00eancia. \u00c9 claro que a lei, entendida em seu sentido mais amplo (o Pentateuco, ou mesmo todo o Antigo Testamento), fez provis\u00e3o para a imperfei\u00e7\u00e3o por meio do sistema de sacrif\u00edcios. Mas esse sistema foi necess\u00e1rio porque a lei exigia perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>Todos os que dependem das obras da lei est\u00e3o sob uma maldi\u00e7\u00e3o; pois est\u00e1 escrito: \u201cMaldito todo aquele que n\u00e3o permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para pratic\u00e1-las\u201d (Gl 3.10).<\/p>\n<p>\u201cPois qualquer que guarda toda a lei, mas trope\u00e7a em um s\u00f3 ponto, se torna culpado de todos\u201d (Tg 2.10).<\/p><\/blockquote>\n<p>Portanto, o modo de justifica\u00e7\u00e3o divina \u00e9 afastar completamente a nossa aten\u00e7\u00e3o para longe de nossa bondade defeituosa e direcion\u00e1-la totalmente para Cristo. Paulo o afirma radicalmente assim:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitar\u00e1. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que <em>est\u00e1 obrigado a guardar toda a lei\u201d<\/em> (Gl 5.2-3).<\/p><\/blockquote>\n<p>Em outras palavras, se confiarmos minimamente em um ato que<em> n\u00f3s<\/em> realizamos para a justifica\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, precisaremos confiar completamente em nossa observ\u00e2ncia da lei. E, Paulo j\u00e1 disse que isso \u00e9 imposs\u00edvel (Gl 2.16, 3.10). Isso significa que a justifica\u00e7\u00e3o somente pela f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo da santifica\u00e7\u00e3o, nem a abrange. O escritor aos Hebreus expressa essa realidade sem usar a palavra \u201cjustifica\u00e7\u00e3o\u201d:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cPorque, com uma \u00fanica oferta, aperfei\u00e7oou para sempre quantos est\u00e3o sendo santificados\u201d (Hb 10.14).<\/p><\/blockquote>\n<p>Aqui est\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o n\u00edtida entre o ato de Cristo de<em> aperfei\u00e7oar de uma vez por todas<\/em>, que j\u00e1 aconteceu, e o seu ato de <em>santifica\u00e7\u00e3o progressiva<\/em>, que est\u00e1 em curso. Quem Cristo \u201caperfei\u00e7oou\u201d de uma vez por todas em um s\u00f3 instante (ou seja, justificou)? Aqueles que est\u00e3o \u201csendo santificados\u201d. A justifica\u00e7\u00e3o e a santifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o as mesmas coisas. O processo cont\u00ednuo de ser santificado \u00e9 a evid\u00eancia de ter sido de uma vez por todas \u201caperfei\u00e7oado\u201d.<\/p>\n<h2>2. Misturar justifica\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que destr\u00f3i ambas<\/h2>\n<p>Esse fato nos leva ao segundo motivo pelo qual os reformadores consideraram a vis\u00e3o cat\u00f3lica romana um erro grave: isso n\u00e3o \u00e9 \u00fatil para promover a esperan\u00e7a ou a santidade no povo de Deus. Existem outros s\u00e9rios problemas com a forma como o catolicismo romano ensina a busca por santidade \u2014 por exemplo, a sua vis\u00e3o da penit\u00eancia, a confiss\u00e3o ao sacerdote, a comunica\u00e7\u00e3o sacramental da gra\u00e7a (como na missa), <a href=\"https:\/\/www.desiringgod.org\/articles\/mary-did-you-know\">o papel de Maria<\/a> e dos santos, a autoridade da igreja, dentre outros. Por\u00e9m, a alega\u00e7\u00e3o de que a justifica\u00e7\u00e3o inclui a santifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos problemas mais s\u00e9rios.<\/p>\n<h3>Nossa \u00fanica esperan\u00e7a<\/h3>\n<p>No Novo Testamento, a \u00fanica busca por retid\u00e3o pr\u00e1tica que \u00e9 cheia de esperan\u00e7a e que exalta a Cristo \u00e9 a que se baseia na confian\u00e7a de que eu j\u00e1 sou perfeitamente justo em Cristo. Charles Wesley o expressou assim: \u201cEle destr\u00f3i o poder do pecado cancelado\u201d. A primeira coisa que deve acontecer na minha guerra contra o pecado \u00e9 que todos os meus pecados devem ser cancelados por causa de Cristo. Todos eles \u2014 para sempre. Isso aconteceu na cruz.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cDeus nos perdoou de todas as nossas ofensas, cancelando o escrito de d\u00edvidas que era contra n\u00f3s com suas demandas legais. Deus removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz\u201d (Cl 2.13-14).<\/p><\/blockquote>\n<p>Todo o escrito de d\u00edvidas que poderia condenar um crente \u00e9 cancelado na cruz. Portanto, toda guerra contra o pecado \u00e9 contra o pecado cancelado.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cLan\u00e7ai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois tamb\u00e9m Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado\u201d (1Co 5.7).<\/p><\/blockquote>\n<p>Lance fora o fermento do pecado em sua vida porque, em Cristo, n\u00e3o h\u00e1 mais fermento em sua vida. Voc\u00ea est\u00e1 sem fermento. Cristo morreu por voc\u00ea. Essa \u00e9 a nossa \u00fanica esperan\u00e7a de vit\u00f3ria. Outra maneira de diz\u00ea-lo \u00e9 que o \u00fanico modo de buscar a santifica\u00e7\u00e3o, de modo esperan\u00e7oso, baseado no evangelho, \u00e9 busc\u00e1-la <em>com base na justifica\u00e7\u00e3o<\/em>. N\u00e3o <em>como parte da<\/em> justifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>O ponto crucial da santifica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Aqui est\u00e1 o ponto crucial dessa quest\u00e3o: se buscarmos a santifica\u00e7\u00e3o (o que devemos fazer, Hb 12.14) sem confiarmos na obra completa de Deus na justifica\u00e7\u00e3o, ca\u00edmos na armadilha contra a qual Paulo advertiu em G\u00e1latas 5.2 e come\u00e7amos a estabelecer a nossa justi\u00e7a pr\u00f3pria \u2014 nossa pr\u00f3pria justifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 imposs\u00edvel. Se tentarmos derrotar um pecado n\u00e3o-perdoado, ou seja, se tentarmos vencer o nosso pecado antes dele estar cancelado, nos tornamos nossos pr\u00f3prios salvadores; anulamos a justifica\u00e7\u00e3o do \u00edmpio (Rm 4.4-5); e nos conduzimos para o desespero e suic\u00eddio.<\/p>\n<p>A boa nova dos reformadores, ao contr\u00e1rio do que os cat\u00f3licos romanos pensavam, n\u00e3o \u00e9 que a santifica\u00e7\u00e3o seja opcional. N\u00e3o h\u00e1 <a href=\"https:\/\/www.desiringgod.org\/articles\/three-ways-our-deeds-relate-to-our-salvation\">salva\u00e7\u00e3o final<\/a> sem a confirma\u00e7\u00e3o da justifica\u00e7\u00e3o em uma vida de santidade (2Pe 1.10; 2Ts 2.13). Em vez disso, a boa nova \u00e9 que a luta pela santidade \u00e9 esperan\u00e7osa porque se <em>baseia <\/em>na obra consumada e final da justifica\u00e7\u00e3o. \u201cAos que justificou, a esses tamb\u00e9m glorificou\u201d (Rm 8.30). Isso vai acontecer. A luta pela santidade seria sem esperan\u00e7a sem a garantia dessa consumada obra divina de justifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>3. Misturar justifica\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o obscurece a gl\u00f3ria de Cristo<\/h2>\n<p>O que aponta para a terceira e \u00faltima raz\u00e3o pela qual os reformadores consideraram a confus\u00e3o cat\u00f3lica romana entre a justifica\u00e7\u00e3o e a santifica\u00e7\u00e3o como um erro s\u00e9rio. Essa confus\u00e3o obscurece a plena gl\u00f3ria do que Cristo realmente obteve para o seu povo.<\/p>\n<h3>A perfei\u00e7\u00e3o \u00e9 nossa<\/h3>\n<p>Certamente, o catolicismo romano enfatiza que n\u00e3o h\u00e1 santifica\u00e7\u00e3o sem o sangue e a justi\u00e7a de Cristo. Mas, o catolicismo n\u00e3o credita a Cristo a obten\u00e7\u00e3o de uma retid\u00e3o justificadora que prov\u00ea a completa absolvi\u00e7\u00e3o e justifica\u00e7\u00e3o de todo o povo de Deus no instante em que tais pessoas creem.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o gloriosa de Jesus, a saber, que a sua obra \u00e9 tal, na vida e na morte, que em um piscar de olhos, na primeira ocorr\u00eancia de f\u00e9 salv\u00edfica, todo pecado \u00e9 perdoado (At 10.43) e a perfei\u00e7\u00e3o eterna (Hb 10.14) \u00e9 considerada como nossa. O catolicismo romano atribui a Cristo muitos atributos e triunfos grandiosos e maravilhosos, mas esse n\u00e3o \u00e9 um deles.<\/p>\n<h2>A f\u00e9 n\u00e3o est\u00e1 sozinha<\/h2>\n<p>Em nossas conversas com os cat\u00f3licos romanos, sempre ser\u00e1 s\u00e1bio enfatizar o qu\u00e3o seriamente consideramos a necessidade da santifica\u00e7\u00e3o para a salva\u00e7\u00e3o final. N\u00e3o ser\u00e1 surpreendente se eles ficarem perplexos. Muitos evang\u00e9licos cambaleiam quanto \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de que a justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 somente pela f\u00e9 (Rm 3.28), e ainda assim a salva\u00e7\u00e3o<em> final<\/em> tem o pr\u00e9-requisito da santidade (Hb 12.14). Mas esse \u00e9 um ensino reformado ao longo de s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Minha opini\u00e3o \u00e9 que o movimento reformado n\u00e3o se aproximou, em geral, t\u00e3o profundamente da <a href=\"https:\/\/www.desiringgod.org\/books\/acting-the-miracle\">din\u00e2mica da santifica\u00e7\u00e3o<\/a> quanto poss\u00edvel para explicar por que a f\u00e9 justificadora deve produzir uma vida de amor. Isso provavelmente fez com que muitos cat\u00f3licos romanos fossem c\u00e9ticos quanto ao nosso esfor\u00e7o para manter a justifica\u00e7\u00e3o e a santifica\u00e7\u00e3o juntas.<\/p>\n<p>\u00c9 encorajador ouvir Lutero dizer:<\/p>\n<blockquote><p>A f\u00e9 \u00e9 algo muito poderoso, ativo, agitado, efetivo, que imediatamente renova uma pessoa e novamente o regenera e o conduz completamente a um novo modo e car\u00e1ter de vida, de forma que \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o fazer o bem sem cessar (Serm\u00e3o em Lucas 16.1-9).<\/p><\/blockquote>\n<p>E \u00e9 verdade quando a confiss\u00e3o de Westminster afirma:<\/p>\n<blockquote><p>[A f\u00e9] n\u00e3o est\u00e1 sozinha na pessoa justificada, mas sempre encontra-se acompanhada de todas as outras gra\u00e7as salv\u00edficas, e n\u00e3o \u00e9 uma f\u00e9 morta, mas uma f\u00e9 que opera pelo amor (11.2).<\/p><\/blockquote>\n<p>Esses tipos de afirma\u00e7\u00f5es podem ser multiplicados a centenas na tradi\u00e7\u00e3o reformada. Contudo, em menor n\u00famero s\u00e3o as explica\u00e7\u00f5es do <em>porqu\u00ea<\/em> a f\u00e9 tem necessariamente esse efeito sobre a vida. N\u00e3o \u00e9 suficiente dizer que a f\u00e9 faz com que o Esp\u00edrito Santo execute a sua obra santificadora, embora isso seja verdade (Gl 3.5). O que requer aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo real e experiencial do pensamento, sentimento e vontade que nos afasta da f\u00e9 que justifica para o amor habitual.<\/p>\n<h2>Insira o hedonismo crist\u00e3o<\/h2>\n<p>O hedonismo crist\u00e3o (cujo princ\u00edpio central \u00e9: \u201cDeus \u00e9 mais glorificado em n\u00f3s quando estamos mais satisfeitos nele\u201d) estimula esses processos. Por exemplo, suponha que concordemos, com raz\u00e3o, com Andrew Fuller:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSejam quais forem as demais propriedades que a f\u00e9 possua, \u00e9 a f\u00e9 enquanto <em>recebendo Cristo<\/em> e nos unindo com ele que justifica\u201d (<a href=\"https:\/\/www.desiringgod.org\/books\/andrew-fuller--2\">Andrew Fuller<\/a>, 50).<\/p><\/blockquote>\n<p>O hedonismo crist\u00e3o pressiona e pergunta: \u201cComo \u00e9 realmente essa experi\u00eancia de <em>receber Cristo<\/em>? \u00c9 como receber um golpe? \u00c9 como receber um presente que voc\u00ea precisa, mas n\u00e3o deseja? \u00c9 como receber a ajuda desejada de algu\u00e9m que voc\u00ea n\u00e3o gosta? \u00c9 como receber um pacote do carteiro que voc\u00ea mal conhece ou n\u00e3o se preocupa em conhecer?<\/p>\n<p>O hedonismo crist\u00e3o pressiona a dimens\u00e3o afetiva de \u201creceber\u201d Cristo, porque sabe a partir da B\u00edblia e da experi\u00eancia que h\u00e1 muitas maneiras de \u201creceber\u201d Cristo que n\u00e3o s\u00e3o salv\u00edficas. As pessoas em Jo\u00e3o 6 receberam Jesus como rei e Jesus se retirou deles (Jo 6.15). Os irm\u00e3os de Jesus o receberam como um operador de milagres e Jesus disse que eles n\u00e3o tinham f\u00e9 salv\u00edfica (Jo 7.5). O povo na festa \u201ccreu\u201d nele em algum sentido, mas Jesus n\u00e3o se confiou a eles (Jo 2.24). Sim\u00e3o estava pronto para receber o Esp\u00edrito Santo, e Pedro lhe disse, essencialmente, que pegasse o seu dinheiro e fosse para o inferno (At 8.20).<\/p>\n<h2>Receba Cristo como um tesouro<\/h2>\n<p>Portanto, o <a href=\"http:\/\/www.desiringgod.org\/topics\/christian-hedonism\">hedonismo crist\u00e3o<\/a> pressiona a experi\u00eancia real at\u00e9 discernir o que \u00e9 esse \u201creceber Cristo\u201d. E o que encontra \u00e9 que o receber a Cristo \u00e9 salv\u00edfico se ele for recebido n\u00e3o apenas como Salvador e Senhor, mas como um tesouro supremo.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO reino dos c\u00e9us \u00e9 semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo\u201d (Mt 13.44).<\/p>\n<p>\u201cQuem ama seu pai ou sua m\u00e3e mais do que a mim n\u00e3o \u00e9 digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim n\u00e3o \u00e9 digno de mim\u201d (Mt 10.37).<\/p>\n<p>\u201cSim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor\u201d (Fp 3.8).<\/p><\/blockquote>\n<h2>N\u00e3o h\u00e1 c\u00e9u sem Jesus<\/h2>\n<p>Em outras palavras, receber Cristo de forma salv\u00edfica significa preferir Cristo sobre todas as outras pessoas e coisas. Significa desejar <em>Cristo<\/em> e n\u00e3o apenas o que ele pode <em>fazer<\/em>. Suas a\u00e7\u00f5es em nosso nome s\u00e3o destinadas a tornar poss\u00edvel conhec\u00ea-lo e deletar-se nele para sempre. N\u00f3s n\u00e3o o recebemos salvificamente quando o recebemos como um bilhete para fora do inferno ou para o c\u00e9u. Ele n\u00e3o \u00e9 um bilhete. Ele \u00e9 um tesouro \u2014 o maior tesouro. Ele \u00e9 quem faz do c\u00e9u o <em>c\u00e9u.<\/em> Se desejamos um c\u00e9u sem dor e sem Cristo, n\u00e3o recebemos Cristo; n\u00f3s o usamos.<\/p>\n<p>Portanto, ao falar sobre santifica\u00e7\u00e3o e justifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 \u00fatil insistir que a <em>f\u00e9 que justifica significa receber, acolher, abra\u00e7ar Jesus por tudo o que Deus \u00e9 para n\u00f3s nele. <\/em>Isso \u00e9 verdade mesmo que agora n\u00e3o consigamos ver tudo o que Deus ser\u00e1 para n\u00f3s em Jesus. J\u00e1 temos visto o suficiente da gl\u00f3ria de Deus em Cristo (2Co 4.6) para que saibamos que queremos passar a eternidade descobrindo cada vez mais o Deus que se entrega para n\u00f3s em Jesus.<\/p>\n<h2>A f\u00e9 que justifica quebra o duplo poder do pecado<\/h2>\n<p>Dessa forma, o hedonismo crist\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o para a natureza da f\u00e9 justificadora, que \u00e9 um longo caminho para explicar por que \u00e9 verdade quando Lutero diz que \u00e9 imposs\u00edvel para a f\u00e9 justificadora n\u00e3o fazer o bem. E por que \u00e9 verdade quando a confiss\u00e3o de Westminster afirma que a f\u00e9 \u201cn\u00e3o \u00e9 uma f\u00e9 morta, mas uma f\u00e9 que opera pelo amor\u201d.<\/p>\n<p>Quando experimentamos a f\u00e9 justificadora como <em>ser satisfeitos com tudo o que Deus \u00e9 para n\u00f3s em Jesus<\/em>, essa nova satisfa\u00e7\u00e3o espiritual em Deus corta a raiz do duplo poder do pecado. O pecado tem poder por fazer amea\u00e7as sobre a dor que podemos encontrar no caminho da obedi\u00eancia e por fazer promessas sobre o prazer que podemos encontrar no caminho da desobedi\u00eancia.<\/p>\n<p>Por\u00e9m a f\u00e9 que justifica encontrou que tudo o que Deus \u00e9 para n\u00f3s \u00e9 mais satisfat\u00f3rio do que todas as promessas do pecado e mais seguro do que todas as amea\u00e7as do pecado. Portanto, os comportamentos que fluem dessa f\u00e9 ser\u00e3o os comportamentos de amor sacrificial e que honram a Deus.<\/p>\n<h2>Chaves para a santidade e o amor<\/h2>\n<p>Talvez, ent\u00e3o, em suas conversas com amigos cat\u00f3licos romanos, voc\u00ea poder\u00e1 remover um obst\u00e1culo para que eles vejam a beleza da justifica\u00e7\u00e3o somente pela f\u00e9. Poder\u00e1 mostrar-lhes que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 indiferente \u00e0 santidade ou a uma vida de amor. Antes, sua doutrina da justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 possui a chave dupla para tal santidade e amor. A <em>primeira <\/em>chave \u00e9 que o caminho b\u00edblico para a santidade pr\u00e1tica aos olhos do homem come\u00e7a com a confian\u00e7a de que somos perfeitamente santos aos olhos de Deus. A <em>segunda<\/em> chave \u00e9 que a f\u00e9 que justifica cont\u00e9m uma satisfa\u00e7\u00e3o superior em Deus que corta a raiz das amea\u00e7as e das promessas do pecado.<\/p>\n<p>O catolicismo romano n\u00e3o precisa misturar justifica\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o para garantir um lugar para a santifica\u00e7\u00e3o na vida crist\u00e3. Em verdade, essa confus\u00e3o n\u00e3o consegue assegurar esse lugar. Um caminho melhor, mais b\u00edblico, mais esperan\u00e7oso e que mais exalta a Cristo \u00e9 afirmar a imputa\u00e7\u00e3o do que Cristo obteve mediante a f\u00e9 e ver essa f\u00e9 como um recebimento feliz de Cristo como o tesouro supremo que ele \u00e9.[\/vc_column_text][vc_message color=&#8221;alert-danger&#8221; message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;alert-danger&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Por: John Piper.\u00a0\u00a9 Desiring God Foundation.Website: <a href=\"http:\/\/www.desiringgod.org\/languages\/portuguese\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desiringGod.org<\/a>. Traduzido\u00a0com permiss\u00e3o. Fonte: <a href=\"https:\/\/www.desiringgod.org\/articles\/no-love-lost\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">No Love Lost &#8211; How catholics (and some protestants) go wrong on good works<\/a>.<\/p>\n<p>Original: <a href=\"http:\/\/fiel.in\/2CQKw9a\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Como cat\u00f3licos (e alguns protestantes) entendem as boas obras de modo equivocado<\/a>.\u00a0\u00a9 Voltemos Ao Evangelho. Website:\u00a0<a href=\"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">voltemosaoevangelho.com<\/a>. Todos os direitos reservados. Tradu\u00e7\u00e3o: Tradu\u00e7\u00e3o: Camila Rebeca Teixeira. Revis\u00e3o: William Teixeira.[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>John Piper mostra como e por que cat\u00f3licos (e alguns protestantes) entendem a rela\u00e7\u00e3o entre as boas obras e a justifica\u00e7\u00e3o de modo 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