{"id":50764,"date":"2019-10-01T10:41:07","date_gmt":"2019-10-01T13:41:07","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=50764"},"modified":"2019-10-01T11:01:17","modified_gmt":"2019-10-01T14:01:17","slug":"era-uma-vez-em-hollywood-e-o-poder-dos-filmes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2019\/10\/era-uma-vez-em-hollywood-e-o-poder-dos-filmes\/","title":{"rendered":"&#8220;Era uma vez em Hollywood&#8221; e o poder dos filmes"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<em><strong>Nota do editor:<\/strong>\u00a0<\/em><em>Existem spoilers ao longo deste artigo. Al\u00e9m disso, o filme em discuss\u00e3o \u00e9 classificado como \u201cR\u201d por linguagem e viol\u00eancia. Os espectadores devem escolher se querem ou n\u00e3o assistir.<\/em><\/p>\n<p>O t\u00edtulo do nono filme de Quentin Tarantino, \u201cEra uma vez em Hollywood\u201d, posiciona imediatamente o filme como um conto de fadas. N\u00e3o se deve \u201centrar\u201d no filme esperando uma descri\u00e7\u00e3o historicamente precisa de Los Angeles em 1969, a Fam\u00edlia Manson e os infames assassinatos de Tate &#8211; embora existam aspectos dessas coisas que Tarantino se esfor\u00e7a ao m\u00e1ximo para descrever com precis\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o, este \u00e9 um conto de fadas, que se passa em uma terra de sonhos m\u00edsticos &#8211; Hollywood, 1969. \u00c9 um filme que idealiza tanto o glamouroso (festas nas colinas de Hollywood) quanto o ordin\u00e1rio (fazer macarr\u00e3o com queijo em uma casa m\u00f3vel Van Nuys) , saturando tudo em cores vivas e recursos widescreen. \u00c9 um filme que homenageia o pr\u00f3prio cinema: sua hist\u00f3ria, g\u00eaneros, personalidades e &#8211; acima de tudo &#8211; sua capacidade de fazer coisas divinas, como transcender o lugar e o tempo, intervir em atos de injusti\u00e7a e fornecer vislumbres um mundo de um s\u00f3 dia onde tudo que \u00e9 triste se tornar\u00e1 \u00a0falso (ver Ap 21 1\u20138). Apropriadamente, tamb\u00e9m \u00e9 um filme com um final Hollywoodiano.<\/p>\n<p>De fato, seu t\u00e3o comentado final de \u201cMas, e se?\u201d (Mais sobre isso depois) nos lembra que os filmes s\u00e3o um meio inerentemente escatol\u00f3gico. Em sua capacidade de percorrer o tempo \u2013 \u201cesculpir o tempo\u201d, como diria Andrei Tarkovosky &#8211; e \u201cderrotar a morte\u201d controlando suas circunst\u00e2ncias, os filmes apresentam aos espectadores pinceladas viscerais de eternidade. Talvez seja por isso que n\u00f3s os amamos. As cavernas escuras dos cinemas fornecem ref\u00fagios onde o tempo \u00e9 suspenso &#8211; \u201clugares suaves\u201d que evocam alegria porque nos d\u00e3o saudades.<\/p>\n<p>E o filme de Tarantino n\u00e3o \u00e9 nada sen\u00e3o prazeroso. Mas, ao celebrar o poder do cinema de \u201cvislumbrar a eternidade\u201d, \u201cEra uma vez\u201d, em \u00faltima an\u00e1lise, apenas alimenta o fogo do nosso desejo por um final melhor. A satisfa\u00e7\u00e3o de seu final \u00e9 poderosa, mas provis\u00f3ria. Deixamos o cinema satisfeitos com a catarse que acabamos de testemunhar &#8211; mas depois nos lembramos que \u00e9 fic\u00e7\u00e3o. Ainda assim, na medida em que inflama nosso desejo de tratar a injusti\u00e7a e reverter a morte, \u00e9 um filme significativo e refrescante.<\/p>\n<h2>Como os filmes enfrentam a morte<\/h2>\n<p>Uma bela cena em \u201cEra uma vez\u201d mostra Sharon Tate (Margot Robbie) em um cinema em Los Angeles, assistindo a si mesma na tela em uma matin\u00ea de The Wrecking Crew <em>(no Brasil \u201c<\/em><em>Arma Secreta contra Matt Helm\u201d) <\/em>de 1968. Mas Tarantino faz algo importante nessa cena, porque a Tate que vemos na tela \u00e9 a Tate real. \u00c0 medida que Tarantino corta entre a verdadeira Tate e Margot Robbie, nos lembramos dos \u201ctruques\u201d dos filmes &#8211; algo que o cineasta est\u00e1 sempre nos lembrando nos seus recursos extremos.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m somos lembrados do poder assustador do cinema de \u201cdeter\u201d a morte. Porque mesmo sabendo que Tate se foi &#8211; que sua morte aconteceu tragicamente logo ap\u00f3s o lan\u00e7amento de The Wrecking Crew &#8211; ela ainda est\u00e1 l\u00e1 na tela. Pixels cintilantes de carne e sangue. Preservada para sempre como uma pessoa de vinte e cinco anos, bonita, cheia de vida e entusiasmo. Quando assistimos a um filme antigo e vemos uma estrela falecida a muito tempo, no auge de sua vida, isso \u00e9 uma derrota moment\u00e2nea da morte &#8211; um lembrete de que, embora \u201cnossos corpos estejam enterrados em fraqueza\u201d, os crist\u00e3os acreditam que \u201cser\u00e3o ressuscitados em poder\u201d (1Co 15.43).<\/p>\n<p>Essa cena \u00e9 um belo pren\u00fancio do poder ainda mais vencedor da morte, no final do filme. Ent\u00e3o aqui vai. Pare de ler aqui se voc\u00ea ainda n\u00e3o viu o filme.<\/p>\n<h2>Esperando o pior<\/h2>\n<p>\u201cEra Uma Vez\u201d foi anunciado como o filme de Tarantino sobre o terr\u00edvel assassinato, da gr\u00e1vida Sharon Tate e seu beb\u00ea ainda n\u00e3o nascido, pela fam\u00edlia Manson e outras tr\u00eas pessoas, em 9 de agosto de 1969. Era um pesadelo (sa\u00eddo direto de um filme de terror) de invas\u00e3o de domic\u00edlio que chocou o mundo e interrompeu abruptamente o idealismo da d\u00e9cada hippie de 1960.<\/p>\n<p>Sabendo que \u00e9 disso que o filme trata e, conhecendo a propens\u00e3o de Tarantino por uma macabra e exagerada viol\u00eancia, os espectadores assistem ao filme em um estado de tens\u00e3o constante (como fazemos com todos os filmes de Tarantino). N\u00f3s sabemos o que est\u00e1 por vir. Esperamos o pior. Haver\u00e1 sangue.<\/p>\n<p>Mas do come\u00e7o ao fim, o filme nos surpreende. Em v\u00e1rios pontos, nos sentimos especialmente tensos. Quando o personagem dubl\u00ea de Brad Pitt visita o Spahn Movie Ranch e encontra uma trupe assustadora de hippies da fam\u00edlia Manson, esperamos coisas terr\u00edveis. Quando o pr\u00f3prio Manson (Damon Herriman) aparece, para agravar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o, na 10050 Cielo Drive (a casa que Sharon Tate e Roman Polanski compartilhavam), sentimos medo da viol\u00eancia. Mas n\u00e3o h\u00e1 sangue.<\/p>\n<p>Em vez disso, o filme \u00e9 alegre e despreocupado durante grande parte de seu tempo de execu\u00e7\u00e3o, apreciando as brincadeiras e glamourosas fa\u00e7anhas de seu par central de Hollywood (Brad Pitt e Leonardo DiCaprio), que passam muito tempo em carros legais dirigindo por uma cidade legal, ouvindo m\u00fasica legal (Mamas e Papas, Neil Diamond, Deep Purple e assim por diante) na esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio AM KHJ. Ainda assim, o pavor do inevit\u00e1vel cl\u00edmax &#8211; para onde tudo isso est\u00e1 caminhando? &#8211; confere intensidade a cada cena inocente, de tal forma que o ato rotineiro de Pitt abrir uma lata de comida de cachorro \u201cWolf\u2019s Tooth\u201d \u00e9 aterrorizante.<\/p>\n<p>Quando a viol\u00eancia inevit\u00e1vel do filme chega, nos vinte minutos finais de duas horas e quarenta e cinco minutos, \u00e9 t\u00e3o sangrenta e extrema quanto o esperado. Mas talvez na maior reviravolta do tipo \u201cMas, e se?\u201d da carreira de Tarantino (ou da carreira de qualquer cineasta), a viol\u00eancia n\u00e3o acontece com quem esperamos que ela aconte\u00e7a. Muito de como Tarantino descreve as a\u00e7\u00f5es dos assassinos da fam\u00edlia Manson (\u201cTex\u201d Watson, Susan Atkins, Linda Kasabian e Patricia Krenwinkel) \u00e9 mais ou menos preciso &#8211; at\u00e9 o momento em que entram na casa. Eles n\u00e3o entram na 10050 Cielo Drive, onde Tate mora. Eles entram na casa ao lado, onde mora o personagem de DiCaprio e de onde Pitt est\u00e1 saindo. E, em vez de matar brutalmente pessoas inocentes, os Manson s\u00e3o brutalmente mortos.<\/p>\n<h2>Desejando justi\u00e7a<\/h2>\n<p>Observar os assassinos de Manson encarando sua cruel e imagin\u00e1ria puni\u00e7\u00e3o dessa maneira \u00e9, sem d\u00favida, satisfat\u00f3rio. Como observa o te\u00f3logo David Bentley Hart, escrevendo sobre o filme no The New York Times (!), A cena \u201c[d\u00e1] express\u00e3o gloriosa \u00e0 uma f\u00faria perfeitamente justa\u201d, transportando o espectador para \u201calguma outra ordem de realidade, onde pelo menos no imagin\u00e1rio, a do\u00e7ura et\u00e9rea sobreviveu e o horror pereceu\u201d.<\/p>\n<p>Esse tipo de hist\u00f3ria revisionista cinematogr\u00e1fica &#8211; a indulg\u00eancia ousada no poder da suposi\u00e7\u00e3o \u201cMas, e se?\u201d do cinema &#8211; n\u00e3o \u00e9 novidade para Tarantino. Django Unchained (2012) (no Brasil \u201cDjango Livre\u201d ) apresenta uma fantasia de justi\u00e7a de um escravo (Jamie Foxx) destruindo uma planta\u00e7\u00e3o e seus habitantes vil\u00e3os propriet\u00e1rios de escravos. O \u00e9pico da Segunda Guerra Mundial, Inglourious Basterds (2009) (No Brasil \u201cBastardos Ingl\u00f3rios\u201d) termina com um bando de judeus matando Hitler, \u00a0Goebbels e dezenas de nazistas em \u2013 onde mesmo? &#8211; em um cinema.<\/p>\n<p>N\u00e3o perca o significado do cen\u00e1rio do cinema para o final de \u201cIngl\u00f3rios\u201d que cumpre a justi\u00e7a. Tarantino est\u00e1 fazendo uma declara\u00e7\u00e3o reflexiva sobre como os filmes podem tocar excepcionalmente nosso anseio por justi\u00e7a e apresentar imagens &#8211; ainda que ef\u00eameras &#8211; de desfechos corretos e bons finais, em um mundo onde essas coisas s\u00e3o dolorosamente ilus\u00f3rias. Ele est\u00e1 fazendo a mesma coisa em \u201cEra uma vez\u201d, onde a celebra\u00e7\u00e3o da fantasia cinematogr\u00e1fica e o anseio moral por justi\u00e7a est\u00e3o deliberada e comoventemente entrela\u00e7ados.<\/p>\n<p>Dessa forma, \u201cEra uma vez em Hollywood\u201d \u00e9 um dos filmes mais redentores do ano. Como observa Hart, \u201c\u00e9 esse anseio moral pelo contra factual &#8211; pela justi\u00e7a c\u00f3smica total, que a hist\u00f3ria raramente encarna &#8211; que informa e anima as formas mais verdadeiramente redentoras do anseio moral religioso, filos\u00f3fico e social\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>\u201cTarantino est\u00e1 fazendo uma declara\u00e7\u00e3o reflexiva sobre como os filmes podem explorar exclusivamente nosso anseio por justi\u00e7a e apresentar imagens &#8211; ainda que ef\u00eameras &#8211; de desfechos corretos e bons finais\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Revertendo a maldi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>As cenas finais de \u201cEra uma vez\u201d s\u00e3o lindas e assustadoras, chamadas para a cena do \u201cfantasma de Sharon Tate na tela\u201d do in\u00edcio do filme. N\u00e3o vemos Tate viva e bem, mas ouvimos sua voz feliz atrav\u00e9s de uma cabine telef\u00f4nica &#8211; uma voz de outro mundo, uma dimens\u00e3o substituta da produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica. Como antes, uma Tate preservada \u00e9 colocada diante de n\u00f3s com alguma dist\u00e2ncia. Aqui est\u00e1 como Hart \u201cl\u00ea\u201d a cena:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>\u201c\u00c9 um lembrete requintadamente pungente de que ela est\u00e1 falando daquela realidade alternativa, daquele para\u00edso terrestre em que o mal n\u00e3o podia entrar, naquele outro mundo onde os males do tempo est\u00e3o desfeitos. E ent\u00e3o o port\u00e3o se abre, e a protagonista do filme pode entrar neste (por falta de uma palavra melhor) c\u00e9u. Mesmo assim, o \u00faltimo vislumbre de Tate \u00e9 por tr\u00e1s e por cima, com o rosto virado porque, afinal, ela est\u00e1 l\u00e1, n\u00e3o aqui.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Para mim, parece \u00f3bvio que a sanidade moral exige esse outro mundo. Se \u00e9 real, em algum lugar e de alguma forma (e eu sou um daqueles tolos que querem acreditar que \u00e9), ent\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 a \u00fanica vers\u00e3o deste mundo que vale a pena amar incondicionalmente, e a \u00fanica forma de exist\u00eancia que vale a pena tentar tornar concretamente real aqui e agora\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Hart eloquentemente captura como os filmes, na melhor das hip\u00f3teses, podem dar imagens concretas desse \u201coutro mundo\u201d, apresentando irrealidade de maneiras que estranhamente parecem mais reais que a realidade. Como a Terra-m\u00e9dia de Tolkien, a N\u00e1rnia de Lewis ou todos os tipos de outras fic\u00e7\u00f5es e contos de fadas, os cen\u00e1rios de sonhos dos filmes parecem mais verdadeiros para n\u00f3s do que a vida real. Por qu\u00ea? Porque eles expressam de forma comovente a revers\u00e3o que ansiamos: a revers\u00e3o da maldi\u00e7\u00e3o, a reconcilia\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o que a cria\u00e7\u00e3o ca\u00edda (inclusive n\u00f3s) precisa.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>\u201cE se filmes como esse n\u00e3o forem uma fuga indulgente do mundo real, mas convites importantes para refletir, discutir e apontar as pessoas para um mundo mais real\u201d?<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Longe de zombar e descartar as fantasias do \u201cMas, e se?\u201d das artes narrativas (como o filme magistral de Tarantino), por que n\u00e3o valorizarmos por nos lembrar que o desejo de uma invers\u00e3o da maldi\u00e7\u00e3o, como o \u201cMas, e se?\u201d, \u00e9 exatamente o que devemos fazer? E se v\u00edssemos essas express\u00f5es da gra\u00e7a comum como fertilizantes para o solo do evangelho &#8211; a gra\u00e7a especial de conhecer o verdadeiro Aslan, o homem Jesus atrav\u00e9s do qual a maldi\u00e7\u00e3o da morte \u00e9 substitu\u00edda pelo dom da vida eterna (Rm 5.12\u201321)? E se filmes como esse n\u00e3o forem uma fuga indulgente do mundo real, mas convites importantes para refletir, discutir e apontar as pessoas para um mundo mais real?[\/vc_column_text][vc_message color=&#8221;alert-danger&#8221; message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;alert-danger&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Por: Brett McCracken. \u00a9 The Gospel Coalition. Website: <a href=\"https:\/\/www.thegospelcoalition.org\/article\/upon-time-power-movies\/\">thegospelcoalition.org<\/a>. Traduzido com permiss\u00e3o. Fonte: <a href=\"https:\/\/www.thegospelcoalition.org\/article\/upon-time-power-movies\/\">\u2018Once Upon a Time\u2019 and the \u2018What If?\u2019 Power of Movies<\/a>.<\/p>\n<p>Original: <a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2019\/09\/voce-nao-pode-repetir-o-passado-mas-hollywood-tenta\/\">&#8220;Era uma vez em Hollywood&#8221; e o poder dos filmes<\/a>. \u00a9 Minist\u00e9rio Fiel. Website: <a href=\"http:\/\/www.ministeriofiel.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">MinisterioFiel.com.br<\/a>. Todos os direitos reservados. Tradu\u00e7\u00e3o: Paulo Reiss Junior. Revis\u00e3o: Filipe Castelo Branco.[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E se filmes como esse n\u00e3o forem uma fuga indulgente do mundo real, mas convites importantes para refletir, discutir e apontar as pessoas para um mundo mais real?<\/p>\n","protected":false},"author":612,"featured_media":50767,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[3063],"tags":[],"class_list":["post-50764","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cosmovisao-e-cultura","tema-filmes-e-series"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>&quot;Era uma vez em Hollywood&quot; 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