{"id":53500,"date":"2020-04-30T11:12:42","date_gmt":"2020-04-30T14:12:42","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=53500"},"modified":"2020-04-30T11:12:42","modified_gmt":"2020-04-30T14:12:42","slug":"o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/04\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-2\/","title":{"rendered":"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 2)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;S\u00e9rie &#8220; O pensamento grego e a igreja crist\u00e3&#8220; | Clique para ler os outros artigos&#8221; size=&#8221;sm&#8221; align=&#8221;center&#8221; button_block=&#8221;true&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Ffiel.in%2F3aJBHzG|||&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">&#8220;Hoje, muitas pessoas levaram o conhecimento t\u00e3o longe que elas ficaram c\u00e9ticas em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio conhecimento.&#8221; Gene Edward Veith, Jr.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>A imagem de Deus no homem<\/h4>\n<p>As Escrituras ensinam que homem e mulher foram criados \u00e0 imagem de Deus (Gn 1.27). Foram criados por Deus segundo o pr\u00f3prio modelo divino (Ef 4.24).<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> Isso n\u00e3o significa que o homem seja fisicamente igual a Deus. Deus n\u00e3o tem forma, \u00e9 esp\u00edrito (Jo 4.24),<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> nem significa que seja da mesma ess\u00eancia uma vez que ela \u00e9 incomunic\u00e1vel.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Mas, na condi\u00e7\u00e3o de criatura, ele corresponde a Deus como tal.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>A imagem e semelhan\u00e7a refletem, em Ad\u00e3o, caracter\u00edsticas pr\u00f3prias por interm\u00e9dio das quais ele poderia relacionar-se consigo mesmo, com o mundo e com Deus. A imagem de Deus \u00e9 uma precondi\u00e7\u00e3o essencial para o seu relacionamento com Deus, e expressa, tamb\u00e9m, a sua natureza essencial: o homem \u00e9 o que \u00e9 por ser a imagem de Deus. N\u00e3o existiria humanidade sen\u00e3o pelo fato de ser a imagem de Deus. Essa compreens\u00e3o traz profundas implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas na teologia de Calvino<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> e de Schaeffer (1922-1984).<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p>Essa \u00e9 a nossa exist\u00eancia aut\u00eantica e toda inclusiva. \u00a0Deste modo, escreve Spykman (1926-1993), \u201cser humano \u00e9 ser a imagem de Deus. Portanto, <em>imago Dei<\/em> descreve nosso estado normal. N\u00e3o assinala algo que est\u00e1 dentro de n\u00f3s, ou a algo acerca de n\u00f3s, sen\u00e3o a nossa humanidade\u201d.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>A imagem de Deus n\u00e3o \u00e9 algo colado ou anexado a n\u00f3s, podendo ser tirado ou recolocado. Antes, \u00e9 algo essencial ao nosso ser. \u00a0Interpreta Erickson: \u201cA imagem de Deus \u00e9 intr\u00ednseca \u00e0 humanidade. N\u00e3o ser\u00edamos humanos sem ela. De toda a cria\u00e7\u00e3o, somente n\u00f3s somos capazes de ter um relacionamento pessoal consciente com o Criador e de reagir a Ele\u201d.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>Por conseguinte, o homem n\u00e3o simplesmente possui a imagem de Deus, como algo externo ou acess\u00f3rio, antes, ele \u00e9 a pr\u00f3pria imagem de Deus.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>A <em>Confiss\u00e3o de Westminster<\/em> (1647), cap\u00edtulo IV, se\u00e7\u00e3o 2, declara:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">&#8220;Depois de haver feito as outras criaturas, Deus criou o homem, macho e f\u00eamea, com almas racionais e imortais, e dotou-os de intelig\u00eancia, retid\u00e3o e perfeita santidade, segundo a sua pr\u00f3pria imagem, tendo a lei de Deus escrita em seus cora\u00e7\u00f5es e o poder de cumpri-la, mas com a possibilidade de transgredi-la, sendo deixados \u00e0 liberdade de sua pr\u00f3pria vontade, que era mut\u00e1vel. Al\u00e9m dessa escrita em seus cora\u00e7\u00f5es receberam o preceito de n\u00e3o comerem da \u00e1rvore da ci\u00eancia do bem e do mal; enquanto obedeceram a este preceito, foram felizes em sua comunh\u00e3o com Deus e tiveram dom\u00ednio sobre as criaturas.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O homem foi criado como um ser pessoal que tem consci\u00eancia e determina\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. Diferentemente de todos os outros animais, faz a distin\u00e7\u00e3o entre o eu, o mundo e Deus. Da\u00ed a capacidade de se relacionar com Deus (Gn 3.8-14; Jr 29.13; Mt 11.28-30) e com o seu semelhante, e pode entender (racionalmente) a vontade de Deus, fazer-se entender e avaliar todas as coisas (Gn 1.28-30; 2.18,19).<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n<p>Como indicativo da posi\u00e7\u00e3o elevada em que o homem foi colocado, o Criador compartilha com ele \u2013 aben\u00e7oando e capacitando-o<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> \u2013 do poder de nomear os animais \u2013 envolvendo neste processo intelig\u00eancia e n\u00e3o arbitrariedade<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> \u2013 e tamb\u00e9m de dar nome \u00e0 sua mulher (Gn 2.19,20,23; 3.20).<\/p>\n<p>Nesse contexto, notamos de passagem a intelig\u00eancia de Ad\u00e3o. Ele possu\u00eda condi\u00e7\u00f5es de discernir as esp\u00e9cies, exercitando a sua capacidade de julgar, atribuindo nomes que, certamente, estavam relacionados \u00e0s caracter\u00edsticas essenciais dos animais.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> \u00a0\u00a0 O homem percebia a ess\u00eancia da coisa, criando, assim, a linguagem. Ele tinha clareza, discernimento e unidade de pensamento incompar\u00e1veis. Sem d\u00favida, perdemos muito disso com a queda.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a><\/p>\n<p>Deus delega-lhes poderes para <em>cultivar<\/em> (db;[&#8216;) (\u2018abad) (lavrar, servir, trabalhar o solo) e <em>guardar<\/em> (rm;v&#8217;) (sh\u00e3mar) (proteger, vigiar, manter as coisas)<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a> o jardim do \u00c9den (Gn 2.15\/Gn 2.5; 3.23), demonstrando a sua rela\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio, n\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o, antes, um cuidado consciente, respons\u00e1vel e preservador da natureza (Sl 8.6-8).<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<p>Todavia, todas estas atividades envolvem o trabalho compartilhado por Deus com o ser humano. O nomear, procriar, dominar, guardar e cultivar refletem a gra\u00e7a providente e capacitante de Deus. \u00c9 neste particular \u2013 dom\u00ednio \u2013 que o homem foi bastante aproximado de Deus pelo poder que lhe foi outorgado.<\/p>\n<p>Ao homem foi conferido o poder de ir al\u00e9m da mat\u00e9ria, podendo raciocinar, estabelecer conex\u00e3o e visualizar o invis\u00edvel. \u201cO pensamento e o conhecimento do homem, apesar de serem extra\u00eddos de seu c\u00e9rebro, s\u00e3o, todavia em sua ess\u00eancia uma atividade inteiramente espiritual, pois transcendem aquilo que ele pode ver e tocar\u201d, interpreta Bavinck (1854-1921).<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a><\/p>\n<p>Pensar \u00e9 um privil\u00e9gio responsabilizador. O homem foi criado com a capacidade de analisar, duvidar, indagar e escolher livremente<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a> o seu caminho de vida.<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a><\/p>\n<p>\u00c9 capacitado a verbalizar os seus pensamentos e emo\u00e7\u00f5es, podendo, assim, dialogar com o seu pr\u00f3ximo (Gn 3.6) e com Deus (Gn 3.9-13), sendo entendido por Ele e entendendo a sua vontade, havendo uma compatibilidade entre a cria\u00e7\u00e3o e a nossa estrutura de pensamento. Deus, obviamente, se comunicava de forma acomodat\u00edcia \u00e0 estrutura intelectual que Ele mesmo nos deu. Portanto, desde o in\u00edcio estava constitu\u00edda uma <em>comunidade<\/em>, j\u00e1 que: &#8220;Comunicar \u00e9 uma maneira de compreens\u00e3o m\u00fatua\u201d.<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a><\/p>\n<p>Quando homens e mulheres usam adequadamente dos recursos que Deus lhes confiou para dominar a terra, cumpre o prop\u00f3sito da cria\u00e7\u00e3o glorificando a Deus. \u00c9 necess\u00e1rio, portanto, que glorifiquemos a Deus em nosso trabalho pela forma leg\u00edtima como o executamos. Devemos estar atentos ao fato de que o nosso dom\u00ednio est\u00e1 sob o dom\u00ednio de Deus. A Cria\u00e7\u00e3o pertence a Deus por direito; a n\u00f3s por delega\u00e7\u00e3o de Deus (Sl 24.1; 50.10-11; 115.16).<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a> Ele mesmo compartilhou conosco este poder, contudo, n\u00e3o abriu m\u00e3o dele.<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a> Teremos de lhe prestar contas.<\/p>\n<p>Por isso, ainda que o nosso dom\u00ednio seja demonstrado, especialmente pelo avan\u00e7o da ci\u00eancia, novos desafios surgem.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A plenitude deste dom\u00ednio temos em Cristo Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.<\/p>\n<p>Ad\u00e3o e Eva, antes de pecar, tinham uma compreens\u00e3o genu\u00edna a respeito de Deus (Cl 3.10).<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a>\u00a0 No entanto, \u201cap\u00f3s a sua rebeli\u00e3o, ficou privado da verdadeira luz divina, na aus\u00eancia da qual nada h\u00e1 sen\u00e3o tremenda escurid\u00e3o\u201d, descreve Calvino (1509-1564).<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a><\/p>\n<p>O seu conhecimento tornou-se totalmente nulo quanto \u00e0 salva\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a> \u00c9 bom lembrar que a compreens\u00e3o n\u00e3o era exaustiva visto ser Deus infinito e inesgot\u00e1vel e, tamb\u00e9m, que Ad\u00e3o ignorava, em seu primeiro estado, aspectos do ser de Deus, tais como o seu amor redentor, o seu plano salv\u00edfico, a sua miseric\u00f3rdia etc.<\/p>\n<p>A queda trouxe s\u00e9rias consequ\u00eancias: a morte e a escravid\u00e3o. Calvino resume: \u201cComo a morte espiritual n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o o estado de aliena\u00e7\u00e3o em que a alma subsiste em rela\u00e7\u00e3o a Deus, j\u00e1 nascemos todos mortos, bem como vivemos mortos at\u00e9 que nos tornamos participantes da vida de Cristo\u201d.<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a><\/p>\n<p>O homem perdeu totalmente seu discernimento espiritual: ele est\u00e1 morto! O pecado traz em um outro est\u00e1gio a idolatria visto que o homem sozinho n\u00e3o consegue se relacionar com Deus, e at\u00e9 mesmo ignora o Deus verdadeiro (At 17.22-29).<\/p>\n<p>Com\u00eanio (1592-1670) comenta:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00c9 evidente que todo o homem nasce apto para adquirir conhecimento das coisas: Primeiro, porque \u00e9 imagem de Deus. Com efeito, a imagem, se \u00e9 perfeita, apresenta necessariamente os tra\u00e7os do seu arquet\u00edpico, ou ent\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 uma imagem. Ora, uma vez que, entre os atributos de Deus, se destaca a onisci\u00eancia, necessariamente brilhar\u00e1 no homem algo de semelhante a ela. (&#8230;) A tal ponto a mente do homem \u00e9 de capacidade inesgot\u00e1vel que, no conhecimento, se apresenta como um abismo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">[No entanto] ap\u00f3s a queda, que o obscurece e confunde, \u00e9 incapaz de se libertar pelos seus pr\u00f3prios meios; e aqueles que deveriam ajud\u00e1-lo n\u00e3o <em>contribuem<\/em> sen\u00e3o para aumentar o embara\u00e7o em que se encontra.<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O <em>Catecismo de Heidelberg<\/em> (1563), \u00e0 pergunta 6, responde:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Deus criou o homem bom e \u00e0 sua imagem, isto \u00e9, em verdadeira justi\u00e7a e santidade, a fim de que ele conhecesse corretamente a Deus, seu Criador, o amasse de todo cora\u00e7\u00e3o e vivesse com ele em eterna bem-aventuran\u00e7a, louvando-o e glorificando-o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Gene Edward Veith, Jr, <em>De Todo o Teu Entendimento<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2006, p. 108.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u201cDeus \u00e9 o prot\u00f3tipo do qual o homem e a mulher s\u00e3o meras c\u00f3pias, r\u00e9plicas (<em>Selem, <\/em>\u2018est\u00e1tua ou c\u00f3pia lavrada ou trabalhada\u2019) e fac-s\u00edmiles (<em>d<sup>e<\/sup>m\u00fbt, <\/em>\u2018semelhan\u00e7a\u2019)\u201d (Walter C. Kaiser Jr. <em>Teologia do Antigo Testamento,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1980, p. 78). Para uma interpreta\u00e7\u00e3o diferente do conceito de <em>imagem <\/em>e <em>semelhan\u00e7a, <\/em>apontando na dire\u00e7\u00e3o de o homem ser \u201ccomo\u201d Deus, seu representante apenas, nada indicando ontologicamente, ver: Eugene H. Merrill, <em>Teologia do Antigo Testamento, <\/em>S\u00e3o Paulo: Shedd Publica\u00e7\u00f5es, 2009, p. 175ss. Para uma cr\u00edtica a esta posi\u00e7\u00e3o, veja-se: Anthony A. Hoekema, <em>Criados \u00e0 Imagem de Deus,<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora Cultura Crist\u00e3, 1999, p. 84ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> J. Gresham Machen, <em>El Hombre,<\/em> Lima: El Estandarte de la Verdad, 1969, p. 145.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>Veja-se: R. L. Dabney, <em>Lectures in Systematic Theology,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1985, p. 293.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> \u201cO homem foi criado \u00e0 imagem de Deus. Ele \u00e9, portanto, semelhante a Deus em todas as coisas nas quais uma criatura pode ser como Deus\u201d (Cornelius Van Til, <em>Apolog\u00e9tica Crist\u00e3,<\/em> S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2010,\u00a0 p. 35).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Veja-se: Hermisten M.P. Costa, <em>Jo\u00e3o Calvino 500 anos: introdu\u00e7\u00e3o ao seu pensamento e obra,<\/em> S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2009.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> \u201cEstou convencido de que uma das grandes fraquezas na prega\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica nos \u00faltimos anos \u00e9 que n\u00f3s perdemos de vista o fato b\u00edblico de que o homem \u00e9 maravilhoso. (&#8230;) O homem est\u00e1 realmente perdido, mas isso n\u00e3o significa que ele n\u00e3o \u00e9 nada. N\u00f3s temos que resistir ao humanismo, mas classificar o homem como um zero n\u00e3o \u00e9 o caminho certo para resistir a ele. Voc\u00ea pode enfatizar que o homem est\u00e1 totalmente perdido e ainda ter a resposta b\u00edblica de que o homem \u00e9 realmente grande. (&#8230;) Do ponto de vista b\u00edblico, o homem est\u00e1 perdido, mas \u00e9 grande\u201d (Francis A. Schaeffer, <em>Morte na Cidade, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2003, p. 60,61). \u201cJamais estaremos em condi\u00e7\u00f5es de tratar as pessoas como seres humanos, de atribuir a elas o mais alto n\u00edvel de humanidade verdadeira, a menos que realmente conhe\u00e7amos a sua origem \u2013 quem essas pessoas s\u00e3o. Deus diz ao homem quem ele \u00e9. Deus nos diz que Ele criou o homem \u00e0 sua imagem. Portanto, o homem \u00e9 algo maravilhoso. (&#8230;) A B\u00edblia diz que voc\u00ea \u00e9 maravilhoso porque foi feito \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, mas que voc\u00ea \u00e9 imperfeito, porque em certo espa\u00e7o-temporal da Hist\u00f3ria, o homem caiu\u201d (Francis A. Schaeffer, <em>A Morte da raz\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2002, p. 34). S\u00e3o muito oportunas e sens\u00edveis as analogias feitas por Olyott. (Veja-se: Stuart Olyott, <em>Jonas &#8211; O mission\u00e1rio bem-sucedido que fracassou,<\/em> S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 2012,\u00a0 p. 75).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a>Gordon J. Spykman, <em>Teolog\u00eda Reformacional: Un Nuevo Paradigma para Hacer la Dogm\u00e1tica,<\/em> Jenison, Michigan: The Evangelical Literature League, 1994, p. 248-249. Do mesmo modo: Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 542,564.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a>Millard J. Erickson, <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Teologia Sistem\u00e1tica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1997, p. 207.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a>Veja-se: Morton H. Smith,<em> Systematic Theology,<\/em> Greenville, South Carolina: Greenville Seminary Press, 1994, v. 1, p. 238.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a><em> \u201c<\/em><em><sup>28<\/sup><\/em><em> E Deus os aben\u00e7oou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos c\u00e9us e sobre todo animal que rasteja pela terra. <sup>29<\/sup> E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que d\u00e3o semente e se acham na superf\u00edcie de toda a terra e todas as \u00e1rvores em que h\u00e1 fruto que d\u00ea semente; isso vos ser\u00e1 para mantimento. <sup>30<\/sup> E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos c\u00e9us, e a todos os r\u00e9pteis da terra, em que h\u00e1 f\u00f4lego de vida, toda erva verde lhes ser\u00e1 para mantimento. E assim se fez\u201d <\/em>(Gn 1.28-30). <em>\u201c<\/em><em><sup>18<\/sup><\/em><em> Disse mais o Senhor Deus: N\u00e3o \u00e9 bom que o homem esteja s\u00f3; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja id\u00f4nea. <sup>19<\/sup> Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos c\u00e9us, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles\u201d <\/em>(Gn 2.18-19).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a>Ver: Gerard Van Groningen, <em>R<\/em><em>evela\u00e7\u00e3o Messi\u00e2nica no Velho Testamento, <\/em>Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 1995, p. 97.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> \u00c9 muito interessante a abordagem deste exerc\u00edcio de Ad\u00e3o analisado pelo campo da semi\u00f3tica. Veja-se: Umberto Eco, <em>A Busca da L\u00edngua Perfeita na Cultura Europeia, <\/em>2. ed. Bauru, SP.: EDUSC, 2002, p. 25ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a>Veja-se: Fran\u00e7ois Turretini, <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 1, p. 591.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a>Cf. Abraham Kuyper, \u00a0<em>Sabedoria &amp; Prod\u00edgios: Gra\u00e7a comum na ci\u00eancia e na arte, <\/em>\u00a0Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2018, p. 47-62.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a>Vejam-se: Gn 3.24; 30.31; 2Sm 15.16; Sl 12.7; Is 21.11-12.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a>Veja-se: Francis A. Schaeffer, <em>Polui\u00e7\u00e3o e a Morte do Homem,<\/em> S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2003, p. 48-50.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a>Herman Bavinck, <em>Teologia Sistem\u00e1tica, <\/em>Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste, SP.: SOCEP., 2001, p. 18.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> Entendamos aqui que o <em>livremente<\/em> est\u00e1 relacionado ao fato de que nada havia na natureza humana que o determinasse de forma condicionante a, por exemplo, pecar.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> Veja-se: <em>Confiss\u00e3o de Westminster, <\/em>IX.1-2.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> Rollo May,<em> Poder e Inoc\u00eancia, <\/em>Rio de Janeiro: Artenova, 1974, p. 57-58.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a>Veja-se: John W. R. Stott, <em>O Disc\u00edpulo Radical, <\/em>Vi\u00e7osa, MG.: Ultimato, 2011, p. 45.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> Veja-se: Gerard Van Groningen, <em>Cria\u00e7\u00e3o e Consuma\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2002, v. 1, p. 86-87, especialmente a nota 47.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> Vejam-se: Anthony A. Hoekema, <em>Criados \u00e0 Imagem de Deus, <\/em>p. 40-41; Charles Hodge, <em>Teologia Sistem\u00e1tica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Hagnos Editora, 2001, p. 557-558; Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 97-99, 110; John M. Frame, <em>\u00a0A Doutrina de Deus, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2013, p. 168.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Ef\u00e9sios, <\/em>S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1998, (Ef 4.18), p. 137.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a> \u201cDepois da Queda do primeiro homem, nenhum conhecimento de Deus valeu para a salva\u00e7\u00e3o sem o Mediador\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas, <\/em>II.6.1).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Ef\u00e9sios,<\/em> (Ef 2.1), p. 51. \u201cO g\u00eanero humano, depois que foi arruinado pela queda de Ad\u00e3o, ficou n\u00e3o s\u00f3 privado de um estado t\u00e3o distinto e honrado, e despojado de seu primevo dom\u00ednio, mas est\u00e1 tamb\u00e9m mantido cativo sob uma degradante e ignom\u00ednia escravid\u00e3o\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>O Livro dos Salmos,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1999, v. 1, (Sl 8.6), p. 171). \u201cO primeiro homem foi criado por Deus em retid\u00e3o; em sua queda, por\u00e9m, arrastou-nos a uma corrup\u00e7\u00e3o t\u00e3o profunda, que toda e qualquer luz que lhe foi originalmente concedida ficou totalmente obscurecida\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>O Livro dos Salmos,<\/em> v. 2, S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1999, (Sl 62.9), p. 579). \u201cTodos n\u00f3s estamos perdidos em Ad\u00e3o\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>Ef\u00e9sios,<\/em> (Ef 1.4), p. 24).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a>Jo\u00e3o Am\u00f3s Com\u00e9nio, <em>Did\u00e1ctica Magna, <\/em>3. ed. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, (1985), p. 102-103.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A imagem de Deus n\u00e3o \u00e9 algo colado ou anexado a n\u00f3s, podendo ser tirado ou recolocado. 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Leciona em diversos Semin\u00e1rios ininterruptamente desde 1980. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Teologia Sistem\u00e1tica, lecionando h\u00e1 40 anos, e Hist\u00f3ria da Reforma Protestante, atuando principalmente nos seguintes temas: Jo\u00e3o Calvino e Teologia Reformada e Cosmovis\u00e3o Reformada. Faz parte de diversos Conselhos Editoriais de Revistas de Teologia e de Ci\u00eancias da Religi\u00e3o. Tem 40 livros escritos e mais de 1.500 artigos publicados. Leciona em diversas Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior no Brasil. 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