{"id":54141,"date":"2020-06-25T16:02:17","date_gmt":"2020-06-25T19:02:17","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=54141"},"modified":"2020-06-25T16:02:17","modified_gmt":"2020-06-25T19:02:17","slug":"o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/06\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-6\/","title":{"rendered":"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 6)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;S\u00e9rie &#8220; O pensamento grego e a igreja crist\u00e3&#8220; | Clique para ler os outros artigos&#8221; size=&#8221;sm&#8221; align=&#8221;center&#8221; button_block=&#8221;true&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Ffiel.in%2F3aJBHzG|||&#8221;][vc_column_text]Os gregos diziam que a admira\u00e7\u00e3o conduz o homem \u00e0 filosofia. Plat\u00e3o (427-347 a.C.) e seu disc\u00edpulo Arist\u00f3teles (384-322 a.C.), est\u00e3o acordes neste ponto:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">A admira\u00e7\u00e3o \u00e9 a verdadeira caracter\u00edstica do fil\u00f3sofo. N\u00e3o tem outra origem a filosofia.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Foi, com efeito, pela admira\u00e7\u00e3o que os homens, assim hoje como no come\u00e7o, foram levados a filosofar, sendo primeiramente abalados pelas dificuldades mais \u00f3bvias, e progredindo em seguida pouco a pouco at\u00e9 resolverem problemas maiores: por exemplo, as mudan\u00e7as da Lua, a do Sol e dos astros e a g\u00eanese do universo.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>A admira\u00e7\u00e3o (assombro, pasmo) do universo e o admirar-se fazem parte da g\u00eanese da filosofia. Extasiado com a capacidade do homem, escreve S\u00f3focles (c. 495-406 a.C.): \u201cMuitos milagres h\u00e1, mas o mais portentoso \u00e9 o homem\u201d.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Esta admira\u00e7\u00e3o nos domina, envolve, absorve, tornando-se senhora de nossos pensamentos e inten\u00e7\u00f5es, deixando as suas marcas em nosso ser, n\u00e3o havendo mais o momento do velho conhecido, no sentido de compreens\u00e3o que n\u00e3o desperta admira\u00e7\u00e3o pela sua n\u00e3o novidade. Antes, pelo contr\u00e1rio, somos conduzidos do saber \u00e0 ignor\u00e2ncia e desta \u00e0quela num sem-fim de admira\u00e7\u00e3o-compreens\u00e3o-ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O universo conhecido abre novas portas que revelam a nossa &#8220;mais nova ignor\u00e2ncia&#8221;. A ignor\u00e2ncia conscientizada pode ser um forte est\u00edmulo \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e pesquisa que juntamente com o conhecer trar\u00e1 novas ignor\u00e2ncias. O maravilhoso \u00e9 o processo din\u00e2mico do saber-ignor\u00e2ncia-saber que percorre a senda da <em>docta ignorantia <\/em>como disposi\u00e7\u00e3o que se renova e se aperfei\u00e7oa. Toda ignor\u00e2ncia envolve saber. O saber, por sua vez, abre perspectivas que se descortinam em novas ignor\u00e2ncias que, levadas a s\u00e9rio, nos conduzem a um saber cada vez mais apurado.<\/p>\n<p>&#8220;A natureza do homem n\u00e3o \u00e9 ir sempre em frente; comporta idas e vindas&#8221;, pontua Pascal (1623-1662).<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Por isso, o saber \u00e9 sempre um ideal, uma busca perseverante que, em muitos casos, engloba o ato de desmontagem do &#8220;conhecido&#8221;, a fim de que possamos erguer novos edif\u00edcios ou, simplesmente, reconstru\u00ed-los, tendo como fundamento, uma nova certeza ou, a confirma\u00e7\u00e3o da antiga.<\/p>\n<p>A admira\u00e7\u00e3o \u00e9 o a)rxh\/ (princ\u00edpio) e pa\/qoj (paix\u00e3o) da filosofia. A admira\u00e7\u00e3o nos conduz de forma apaixonada rumo ao desconhecido pois ela, a admira\u00e7\u00e3o, &#8220;\u00e9 a primeira de todas as paix\u00f5es&#8221;.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> Acrescentaria, e a \u00faltima. Normalmente o homem ao morrer, continua admirado diante do desconhecido que o cerca; a admira\u00e7\u00e3o nos acompanha pela vida, at\u00e9 o \u00faltimo momento.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>O te\u00f3logo Karl Barth (1886-1968) falando sobre teologia, faz um coment\u00e1rio que nos parece pertinente tamb\u00e9m em nossa abordagem:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Seria inconceb\u00edvel imaginar que algum dia o homem possa deixar de aprender \u2013 que o desacostumado venha a ser-lhe rotina \u2013 que o novo se lhe torne antigo \u2013 que consiga domesticar a estranheza (&#8230;). Jamais o homem \u00e9 \u201cdemitido\u201d da admira\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A filosofia se alimenta da admira\u00e7\u00e3o. A sua morte est\u00e1 no recebimento passivo, acr\u00edtico de um pensamento, sem uma verifica\u00e7\u00e3o a respeito de seus pressupostos. Filosofar \u00e9 se admirar com o desconhecido.<\/p>\n<p>Se afirmo que a admira\u00e7\u00e3o nos envolve de forma apaixonante, por outro lado, \u00e9 preciso que deixemos claro que a admira\u00e7\u00e3o n\u00e3o age sozinha; h\u00e1 um outro sentimento que tamb\u00e9m nos acompanha e, mesmo que n\u00e3o queiramos aceit\u00e1-lo, ele est\u00e1 a\u00ed, \u00e0 nossa volta, c\u00e1 dentro pulsando no peito ou martelando no c\u00e9rebro: a ang\u00fastia diante da morte.<\/p>\n<h2>A Ang\u00fastia<\/h2>\n<p>Na filosofia encontramos tamb\u00e9m a experi\u00eancia da fraqueza, da debilidade, das quest\u00f5es sempre recorrentes em momentos diferentes e com conota\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias: por que o ser e n\u00e3o o nada? Por que existo? Quem sou eu? Qual o sentido da vida? Posso fazer diferen\u00e7a?<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>Quando o homem se confronta com a situa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia, constata que o seu ser est\u00e1 para o n\u00e3o-ser de forma dram\u00e1tica pois, ele se depara como que diante de um espelho que revela a imagem da sua finitude, pobreza e limita\u00e7\u00e3o. Este quadro nos conduz \u00e0 ang\u00fastia e ao sentimento de perdi\u00e7\u00e3o. A vida por tr\u00e1s destas lentes mostra-se como incerta e insegura.<\/p>\n<p>Agostinho (354-430), comentando <em>G\u00eanesis, <\/em>descreve a angustiante entrada da morte na vida humana:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Esta morte teve lugar no dia em que se fez o que Deus proibiu. Com efeito, perderam aquele estado admir\u00e1vel pelo qual n\u00e3o poderiam nem ser atados pela doen\u00e7a, nem ser mudados pela idade (&#8230;). Tendo perdido esse estado, o corpo deles contraiu a propriedade doentia e mort\u00edfera (&#8230;) para que os que nascem sucedam aos que morrem.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Esta preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 &#8220;privil\u00e9gio&#8221; do homem do s\u00e9culo XXI; Her\u00e1clito (c. 544-c. 484 a.C.) j\u00e1 falava da transitoriedade do ser.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> Parm\u00eanides, seu contempor\u00e2neo, trata da apar\u00eancia do ser.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> Este assunto tamb\u00e9m n\u00e3o escapou aos escritos de Plat\u00e3o (427-347 a.C.)<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> e de Arist\u00f3teles (384-322 a.C.). Os medievais, por outro lado, acentuaram a conting\u00eancia do ser, e assim por diante.<\/p>\n<p>Apesar de esta tem\u00e1tica ser antiga, este sentimento caracteriza de forma marcante o homem do s\u00e9culo XXI, possivelmente, pela dificuldade de aceit\u00e1-la, pelo problema de relacionamento, de boa vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Aqui, os existencialistas, no s\u00e9culo XX, de modo especial, encontraram um lauto banquete para os seus escritos: &#8220;Descobrir a morte \u00e9 descobrir a fome de imortalidade&#8221;, diz Miguel de Unamuno (1864-1936);<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> Paul Tillich (1886-1965), por sua vez, declara: &#8220;A ansiedade ante o destino e a morte controla as vidas mesmo daqueles que perderam a vontade de viver&#8221;.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a><\/p>\n<p>Martin Heidegger (1889-1976) assinala que o homem \u00e9 o eterno inacabado, estando constantemente \u00e0 procura de algo que o complete; por isso, ele est\u00e1 sempre de passagem, sempre a caminhar, nunca para, pois ele est\u00e1 a todo tempo precisando de um acabamento; \u00e9 um projeto, ser incompleto que busca o seu aperfei\u00e7oamento.<\/p>\n<p>A morte que tanto angustia o homem \u00e9, ao mesmo tempo, individualizante, pois d\u00e1 consci\u00eancia da autenticidade da vida de cada um; ela \u00e9 minha, individual, intransfer\u00edvel. A morte \u00e9 coisa personalizada; \u00e9 aquilo que o homem tem de mais aut\u00eantico; afinal, o homem nada mais \u00e9 do que um-ser-para-a-morte.<\/p>\n<p>O homem vive no mundo da possibilidade, contudo, debaixo de toda possibilidade humana, agrad\u00e1vel ou desagrad\u00e1vel, se esconde temporariamente (nunca sabemos por quanto tempo) a alternativa imanente do insucesso, do fracasso e da morte, enfim, h\u00e1 a sombria presen\u00e7a da possibilidade de o &#8220;imposs\u00edvel&#8221; tornar-se poss\u00edvel e vice-versa. Isso gera ang\u00fastia.<\/p>\n<p>Este sentimento controla o homem como que por controle-remoto e, por mais que n\u00e3o o queiramos, por mais mal-educados que sejamos, ele est\u00e1 sempre \u00e0 porta, quer batendo, quer entrando discretamente, sem-cerim\u00f4nia, com bastante intimidade, nos dizendo com a sua presen\u00e7a, que n\u00e3o adianta expuls\u00e1-lo; \u00e9 in\u00fatil; afinal, todos n\u00f3s estamos fadados a ele.<\/p>\n<p>\u201cO que distingue os humanos de todas as outras criaturas \u00e9 a autoconsci\u00eancia. Sabemos que estamos vivos e que morreremos, e n\u00e3o conseguimos deixar de questionar por que a vida \u00e9 assim e qual \u00e9 o seu significado\u201d, afirmam Colson (1931-2012) e Fickett.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a><\/p>\n<p>A ang\u00fastia gera o pensar, o analisar, o &#8220;conhece-te a ti mesmo&#8221; socr\u00e1tico. O homem com suas inc\u00f3gnitas diante do destino e da morte, \u00e9 conduzido de forma enfeiti\u00e7ante pela an\u00e1lise do eu e, num ato subsequente, na correla\u00e7\u00e3o eu-mundo-tu-a- partir-de-mim. Deste modo, podemos dizer que na filosofia, num primeiro momento, o &#8220;homem \u00e9 a medida de todas as coisas&#8221;, visto que \u00e9 a partir de minha corporeidade que crio as refer\u00eancias;<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a> a minha estrutura de orienta\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e significa\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a> Por isso as nossas considera\u00e7\u00f5es sobre o que tipificamos como grande, pequeno, confort\u00e1vel, distante, pr\u00f3ximo, alto, baixo, inc\u00f4modo etc. Quem mora longe: eu que moro na zona sul ou voc\u00ea que mora na zona leste? O meu corpo determina a dist\u00e2ncia do outro. Em geral \u00e9 muito curiosa e surpreendente a vis\u00e3o que passamos a ter da casa de nossos av\u00f3s quando voltamos nela ap\u00f3s muitos anos, j\u00e1 na vida adulta. A impress\u00e3o que t\u00ednhamos na inf\u00e2ncia sempre era de que ela era maior do que como a percebemos agora.<\/p>\n<p>Todavia, a verdadeira filosofia n\u00e3o se esgota neste primeiro momento; ela reconhece al\u00e9m de si, a sua exist\u00eancia, da\u00ed a dimens\u00e3o do Outro, como fundamento e que confere sentido ao ser.<\/p>\n<h2>2. O Esp\u00edrito filos\u00f3fico e sua materializa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Jesus Cristo \u00e9 Senhor do seu chamado filos\u00f3fico? (&#8230;) Os fil\u00f3sofos crist\u00e3os deveriam dar o melhor para imitar Cristo, n\u00e3o S\u00f3crates, Plat\u00e3o, Arist\u00f3teles, ou quem quer que seja, em sua voca\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica. \u2013 David K. Naugle.<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a><\/p>\n<p>O conhecimento filos\u00f3fico \u00e9 caracterizado pelo esfor\u00e7o da raz\u00e3o em problematizar as quest\u00f5es da vida humana que busca por meio do racioc\u00ednio, discernir entre o certo e o errado e estabelece uma concep\u00e7\u00e3o geral do mundo.<\/p>\n<p>Filosofar \u00e9 um ato concreto, inserido na hist\u00f3ria, marcado, com muita frequ\u00eancia, pelas circunst\u00e2ncias que nos possuem e, que por vezes, assumem\u00a0 a condi\u00e7\u00e3o de onipresen\u00e7a e pretensamente, eviternidade.<\/p>\n<p>O esp\u00edrito filos\u00f3fico se caracteriza pela busca da verdade. Deste modo, podemos dizer que o filosofar \u00e9 o exerc\u00edcio criativo daquele esp\u00edrito que foi tocado por indaga\u00e7\u00f5es tais como: &#8220;Por que existo?&#8221;, &#8220;Por que h\u00e1 algo em vez de nada?&#8221;, &#8220;Que devo fazer?&#8221;. O filosofar est\u00e1 presente de forma evidente nas encruzilhadas das op\u00e7\u00f5es, ou diante da sensa\u00e7\u00e3o de vazio deixada pelas oportunidades que nos escaparam, ou,\u00a0 de fato, nunca existiram. Seja como for, a filosofia est\u00e1 sempre a caminho, em busca de respostas.<\/p>\n<p>Por isso, a filosofia \u00e9 um ato humano, limitado, apesar de audacioso. O fil\u00f3sofo trabalha com a integra\u00e7\u00e3o do Eu-Mundo-Outro, buscando uma compreens\u00e3o do ente em si e de suas correla\u00e7\u00f5es essenciais e circunstanciais.<\/p>\n<p>Filosofar \u00e9 ter consci\u00eancia de que estamos de forma imperativa e incondicional, em busca de respostas, tentando interpretar e explicar os fen\u00f4menos.<\/p>\n<p>No verbete <em>Filosofia <\/em>da <em>Enciclop\u00e9dia Francesa, <\/em>encontramos a seguinte defini\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Filosofia \u00e9 dar a raz\u00e3o das coisas, ou pelo menos procur\u00e1-la; porque, enquanto se limita a ver e contar o que v\u00ea, n\u00e3o se sai da hist\u00f3ria [&#8230;] aquele que se det\u00e9m a descobrir a raz\u00e3o que faz com que as coisas sejam, e que sejam desta e n\u00e3o daquela maneira, \u00e9 que \u00e9 o fil\u00f3sofo propriamente dito.<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Filosofar \u00e9 um ato de ignor\u00e2ncia consciente. Por isso, \u00e9 que a busca de respostas \u00e9 o resultado da ignor\u00e2ncia n\u00e3o conformada: sabedora de si, mas concomitantemente, insatisfeita consigo mesma e,\u00a0 justamente, por isso, busca de forma criativa as solu\u00e7\u00f5es as quais, por sua vez, nos conduzem a novos problemas, que nos despertam para a procura de novas solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por isso, a dial\u00e9tica \u2013 o &#8220;equil\u00edbrio din\u00e2mico&#8221; \u2013 do saber-ignor\u00e2ncia, observada em 1952, por Maurice Merleau-Ponty (1908-1961): &#8220;O que caracteriza o fil\u00f3sofo \u00e9 o movimento que leva incessantemente do saber \u00e0 ignor\u00e2ncia, da ignor\u00e2ncia ao saber, e um certo repouso neste movimento&#8221;.<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a><\/p>\n<p>O filosofar \u00e9 um ato concreto, real, inserido na cotidianidade. N\u00e3o \u00e9 um desligamento da realidade, criando um mundo ideal, uma utopia, uma vida privada, mas, sim, uma intersubjetividade que envolve um relacionamento conosco, com o mundo e com o outro, em uma tentativa humana de conhecer, interpretar e agir no mundo.<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo est\u00e1 comprometido \u00fanica e invariavelmente com a verdade. Este comprometimento existencial deve ser a pr\u00f3pria realidade \u00f4ntica da Filosofia. Desta forma, a sua exist\u00eancia \u00e9 o atestado ou, n\u00e3o, da Filosofia. O filosofar que n\u00e3o se coadune com a realidade essencial da Filosofia, n\u00e3o merece este nome. Por isso, o fil\u00f3sofo deve rejeitar os seus preconceitos, os acordos silenciosos e as pretensas verdades estabelecidas que, com frequ\u00eancia, s\u00e3o sustentadas com o fim de favorecer as ideologias e\/ou manter o &#8220;status quo&#8221;. Um &#8220;fil\u00f3sofo&#8221; domesticado desconhece o sentido da Filosofia e, na realidade, elegeu um outro senhor. A verdade enquanto verdade verdadeira foi esquecida.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>Plat\u00e3o, <em>Teeteto<\/em>, 2. ed. Bel\u00e9m: Universidade Federal do Par\u00e1, 1988, 155d. p. 20.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>Arist\u00f3teles, <em>Metaf\u00edsica<\/em>, S\u00e3o Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores, v. 4), 1973, I.2. p. 214.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> S\u00f3focles, <em>A Ant\u00edgone,<\/em> 2. ed. Petr\u00f3polis, RJ.: Vozes, 1968, 330.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>Blaise Pascal, <em>Pensamentos,<\/em> VI.354, p. 128.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>R. Descartes, <em>As Paix\u00f5es da Alma,<\/em> S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, (Os Pensadores, v. 15), 1973, II, Art. 53, p. 252. \u00c0 frente: \u201cA admira\u00e7\u00e3o \u00e9 uma s\u00fabita surpresa da alma, que a leva a considerar com aten\u00e7\u00e3o os objetos que lhe parecem raros e extraordin\u00e1rios\u201d (Art. 70, p. 255).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <strong>\u201c<\/strong>A ci\u00eancia n\u00e3o conhece a causa que faz com que a morte seja uma necessidade. (&#8230;) O mist\u00e9rio da morte permanece t\u00e3o intacto quanto o da vida\u201d (Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 3, p. 190).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a>K. Barth, <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Teologia Evang\u00e9lica,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Leopoldo, RS.: Sinodal, 1979, p. 51-52.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Vejam-se as pertinentes percep\u00e7\u00f5es de McGrath (Alister E. McGrath, <em>Surpreendido pelo sentido: ci\u00eancia, f\u00e9 e o sentido das coisas, <\/em>S\u00e3o Paulo: Hagnos, 2015, p. 164-185).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a>St. Agostinho, <em>Coment\u00e1rio ao G\u00eanesis,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 2005, (Cole\u00e7\u00e3o Patr\u00edstica; 21), p. 422.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a>Veja-se: Her\u00e1clito, <em>Fragmentos,<\/em> 12, 49a, 88: In: Gerd A. Bornheim, org. <em>Os fil\u00f3sofos Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos,<\/em> 3. ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1977.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a>Veja-se: Parm\u00eanides, <em>Fragmentos,<\/em> 3: In: Gerd A. Bornheim, org. <em>Os fil\u00f3sofos Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos,<\/em> 3. ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1977.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a>Veja-se: Plat\u00e3o, <em>Apologia de S\u00f3crates,<\/em> S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, (Os Pensadores, v. 2), 1972, 28b-29b. p. 20-21.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a>Miguel de Unamuno, <em>Do Sentimento Tr\u00e1gico da Vida,<\/em> Porto: Editora Educa\u00e7\u00e3o Nacional, 1953, p. 81.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a>Paul Tillich, <em>A Coragem de Ser,<\/em> 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976, p. 9.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a>Charles Colson; Harold Fickett, <em>Uma boa vida, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2008, p. 20.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Ver: Jacques Ellul, <em>A Palavra Humilhada,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1984, p. 9 e Battista Mondin, <em>O Homem, quem \u00e9 ele?<\/em>, S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1980, p. 33.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Cf. Edmond Barbotin, <em>Humanit\u00e9 de L\u2019Homme: \u00c9tude de Philosophie Concr\u00e8te, <\/em>Paris: Editions Aubier, 1970, p. 53ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> David K. Naugle, <em>Filosofia: um guia para estudantes,<\/em> Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2014, p. 131,136.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a>Filosofia: In: <em>Enciclop\u00e9dia Francesa,<\/em> (A Enciclop\u00e9dia: Textos Escolhidos), Lisboa: Estampa, 1974, p. 77.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> M. Merleau-Ponty, <em>Elogio da Filosofia,<\/em> 2. ed. Lisboa: Guimar\u00e3es Editores, (1979), p. 11.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Normalmente o homem ao morrer, continua admirado diante do desconhecido que o cerca; a admira\u00e7\u00e3o nos acompanha pela vida, at\u00e9 o \u00faltimo 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