{"id":54429,"date":"2020-07-22T16:54:50","date_gmt":"2020-07-22T19:54:50","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=54429"},"modified":"2020-07-22T16:54:50","modified_gmt":"2020-07-22T19:54:50","slug":"o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/","title":{"rendered":"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 9)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;S\u00e9rie &#8220; O pensamento grego e a igreja crist\u00e3&#8220; | Clique para ler os outros artigos&#8221; size=&#8221;sm&#8221; align=&#8221;center&#8221; button_block=&#8221;true&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Ffiel.in%2F3aJBHzG|||&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">V\u00f3s sois assim, gregos, elegantes no falar mas loucos no pensar, pois chegastes a preferir a soberania de muitos deuses em vez da monarquia de um s\u00f3 Deus, como se acredit\u00e1sseis estar seguindo dem\u00f4nios poderosos. \u2013 Taciano (c. 120-c.180 AD).<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00c9, portanto, relativamente sem import\u00e2ncia se uma pessoa cr\u00ea ou n\u00e3o na exist\u00eancia de Deus. Exist\u00eancia \u00e9 um pseudoconceito. A quest\u00e3o importante \u00e9 \u2018Quem \u00e9 Deus?\u2019. A esta pergunta o Cristianismo oferece uma resposta trinitariana. \u2013 Gordon H. Clark (1902-1985).<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Na Gr\u00e9cia antiga, <em>ate\u00edsmo<\/em>,<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> na realidade, \u201c<em>impiedade<\/em>\u201d (a)se\/beia) para com os deuses<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> era a acusa\u00e7\u00e3o comum feita \u00e0queles que fizessem cr\u00edtica \u00e0 religi\u00e3o predominante, sendo descuidados para com as suas obriga\u00e7\u00f5es rituais. Este comportamento era considerado antissocial.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Se a pessoa fosse p\u00fablica ou influente, essa acusa\u00e7\u00e3o poderia servir como forma de vingan\u00e7a ou, para desacredit\u00e1-la diante da opini\u00e3o p\u00fablica. O caso mais conhecido \u00e9 o do fil\u00f3sofo S\u00f3crates (469-399 a.C.), que entre outras acusa\u00e7\u00f5es, teve a de \u201cn\u00e3o crer nos deuses em que o povo cr\u00ea e sim em outras divindades novas\u201d.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>Mas, na realidade \u2013 apesar de listas antigas de \u201cateus\u201d gregos,<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> cuja cren\u00e7a \u00e9 denominada por Plat\u00e3o (427-347 a.C.) de \u201cdoen\u00e7a\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> \u2013 tem sido extremamente dif\u00edcil provar al\u00e9m de qualquer contesta\u00e7\u00e3o, que algum pensador grego tivesse sido ateu \u201cpuro\u201d. No entanto, o que acontecia era coisa diferente: apesar do paganismo grego da Antiguidade ser cheio de lendas e supersti\u00e7\u00f5es, de quando em quando alguns pensadores se levantavam contra as cren\u00e7as e costumes populares, declarando algo de relevo. Muitas das cr\u00edticas estavam relacionadas \u2013 ainda que n\u00e3o solitariamente \u2013, \u00e0 fragilidade moral dos deuses t\u00e3o candidamente descrita nas obras de cunho hist\u00f3rico-religioso e que dominava a mente dos povos.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>Encontramos, por exemplo, a percep\u00e7\u00e3o de que os homens tendiam a fazer seus deuses \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a. Ali\u00e1s, esta \u00e9 uma caracter\u00edstica do ser humano, projetando o seu mundo a partir de si mesmo,<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> dando uma esp\u00e9cie de \u201ctroco\u201d a Deus.<\/p>\n<p>Calvino (1509-1564), diz que o homem pretende usurpar o lugar de Deus: \u201cCada um faz de si mesmo um deus e virtualmente se adora, quando atribui a seu pr\u00f3prio poder o que Deus declara pertencer-lhe exclusivamente\u201d.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> No entanto, a compreens\u00e3o de Calvino a respeito do homem crente, permanece: \u201co cora\u00e7\u00e3o fiel n\u00e3o inventa um deus a seu gosto, mas p\u00f5e a sua aten\u00e7\u00e3o no \u00fanico Deus verdadeiro, e n\u00e3o Lhe atribui o que lhe parece bom, mas se alegra com o que de Deus lhe \u00e9 revelado\u201d.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> E, \u201cO \u00fanico fundamento de toda a religi\u00e3o \u00e9 a imut\u00e1vel verdade de Deus\u201d.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a><\/p>\n<h2>Xen\u00f3fanes<\/h2>\n<p>Xen\u00f3fanes faz uma cr\u00edtica severa e pertinente a Homero e Hes\u00edodo:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Homero e Hes\u00edodo atribu\u00edram aos deuses tudo o que para os homens \u00e9 opr\u00f3brio e vergonha: roubo, adult\u00e9rio e fraudes rec\u00edprocas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Como contavam dos deuses muit\u00edssimas a\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0s leis: roubo, adult\u00e9rio, e fraudes rec\u00edprocas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mas os mortais imaginam que os deuses s\u00e3o engendrados, t\u00eam vestimentas, voz e forma semelhantes a eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Tivessem os bois, os cavalos e os le\u00f5es m\u00e3os, e pudessem, com elas, pintar e produzir obras como os homens, os cavalos pintariam figuras de deuses semelhantes a cavalos, e os bois semelhantes a bois, cada (esp\u00e9cie animal) reproduzindo a sua pr\u00f3pria forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os et\u00edopes dizem que os seus deuses s\u00e3o negros e de nariz chato, os tr\u00e1cios dizem que t\u00eam olhos azuis e cabelos vermelhos.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Xen\u00f3fanes propunha uma vis\u00e3o aparentemente pr\u00f3xima ao monote\u00edsmo ou pelo menos, um \u201cpolite\u00edsmo n\u00e3o antropom\u00f3rfico\u201d,<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a> mas, ainda assim, cosmol\u00f3gico, identificando, conforme pontua Arist\u00f3teles, o uno, ou seja, o universo,<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a> como sendo Deus.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a> Xen\u00f3fanes escreve: \u201cUm \u00fanico deus, o maior entre deuses e homens, nem na figura, nem no pensamento semelhante aos mortais\u201d.<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a> Na realidade, Xen\u00f3fanes destaca um deus supremo acima dos demais deuses e dos homens.<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a><\/p>\n<p>Reale (1931-2014) e Antiseri acentuam que \u201cdepois das cr\u00edticas de Xen\u00f3fanes, o homem ocidental poder\u00e1 nunca mais conceber o divino segundo formas e medidas <em>humanas<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a><\/p>\n<h2>Her\u00e1clito<\/h2>\n<p>Her\u00e1clito \u2013 a quem, juntamente com S\u00f3crates, Justino considera crist\u00e3o antes de Cristo<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a> \u2013, ridiculariza o antropomorfismo e a idolatria da religi\u00e3o contempor\u00e2nea, dirigindo a sua cr\u00edtica \u00e0 pr\u00e1tica do sacrif\u00edcio como meio de purifica\u00e7\u00e3o, e \u00e0s ora\u00e7\u00f5es feitas \u00e0s imagens:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Em v\u00e3o procuram purificar-se, manchando-se com novo sangue de v\u00edtimas, como se, sujos com lama, quisessem lavar-se com lama. E louco seria considerado se algu\u00e9m o descobrisse agindo assim. Dirigem tamb\u00e9m suas ora\u00e7\u00f5es a est\u00e1tuas, como se fosse poss\u00edvel conversar com edif\u00edcios, ignorando o que s\u00e3o os deuses e os her\u00f3is.<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Talvez isso revele o que Her\u00e1clito expressa no <em>Fragmento<\/em> 79: &#8220;O homem \u00e9 infantil frente \u00e0 divindade, assim como a crian\u00e7a frente ao homem&#8221;. Todavia devemos ressaltar que ele n\u00e3o era irreligioso, apenas discordava da pr\u00e1tica religiosa que via.<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a><\/p>\n<p>Her\u00e1clito, fugindo da ideia de fatalismo, entendia que o homem \u00e9 respons\u00e1vel pelos seus atos, portanto, afirma: &#8220;O car\u00e1ter \u00e9 para o homem um <em><u>dem\u00f4nio<\/u><\/em>&#8221; (dai\/mwn). (Frag<strong>.<\/strong>, 119).<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a><\/p>\n<h2>Emp\u00e9docles<\/h2>\n<p>Emp\u00e9docles fala do privil\u00e9gio de se conhecer a Deus, que \u00e9 um ser espiritual:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Bem-aventurado o homem que adquiriu o tesouro da sabedoria divina; desgra\u00e7ado o que guarda uma opini\u00e3o obscura sobre os deuses.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">N\u00e3o nos \u00e9 poss\u00edvel colocar (a divindade) ao alcance de nossos olhos ou de apanh\u00e1-la com as m\u00e3os, principais caminhos pelos quais a persuas\u00e3o penetra o cora\u00e7\u00e3o do homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Pois o seu corpo (da divindade) n\u00e3o \u00e9 provido de cabe\u00e7a humana; dois bra\u00e7os n\u00e3o se erguem de seus ombros, nem tem p\u00e9s, nem \u00e1geis joelhos, nem partes cobertas de cabelos; \u00e9 apenas um esp\u00edrito; move-se, santo e sobre-humano, e atravessa todo o cosmos com r\u00e1pidos pensamentos.<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Na Hist\u00f3ria Grega, o s\u00e9culo 5\u00ba a.C., costuma ser denominado, &#8220;S\u00e9culo de Ouro de Atenas&#8221; ou &#8220;S\u00e9culo de P\u00e9ricles&#8221;, especialmente, ainda que n\u00e3o exclusivamente, associado ao per\u00edodo em que P\u00e9ricles governou Atenas (444-429 a.C.).<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca foi que Atenas teve o seu grande desenvolvimento pol\u00edtico, art\u00edstico, liter\u00e1rio e social, al\u00e9m da prepara\u00e7\u00e3o de um ex\u00e9rcito bem treinado.<\/p>\n<p>Aqui temos um per\u00edodo de grande desenvolvimento democr\u00e1tico de Atenas. As assembleias e tribunais dependiam da habilidade ret\u00f3rica dos seus participantes. O discurso era o meio mais eficaz de adquirir influ\u00eancia, poder e honrarias ou, de se defender dos inimigos. A Ret\u00f3rica adquiriu um <em>status<\/em> de inigual\u00e1vel arma pol\u00edtica, assegurando a vit\u00f3ria a quem soubesse us\u00e1-la melhor.<\/p>\n<p>Sobre isso, escreveu Jaeger (1888-1961):<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">A faculdade orat\u00f3ria situa-se em plano id\u00eantico ao da inspira\u00e7\u00e3o das musas aos poetas. Reside antes de mais nada na judiciosa aptid\u00e3o para proferir palavras decisivas e bem fundamentadas. (&#8230;) A idade cl\u00e1ssica chama de orador o pol\u00edtico meramente ret\u00f3rico. (&#8230;) Neste ponto, devia basear-se na eloqu\u00eancia toda a educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos chefes, a qual se converteu necessariamente na forma\u00e7\u00e3o do orador.<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Este s\u00e9culo \u00e9 marcado por profundas modifica\u00e7\u00f5es. A vit\u00f3ria nas Guerras M\u00e9dicas (499-449 a.C.),<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a> quando foram expulsos os invasores persas das terras hel\u00eanicas (Maratona (490);<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a> Salamina (480)<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\">[29]<\/a> e Plateia (479)<a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\">[30]<\/a>), trouxe prosperidade no com\u00e9rcio, aumento de sua riqueza e, sobretudo, desenvolvimento e esplendor da sua cultura.<\/p>\n<h2>Os Sofistas<\/h2>\n<p>P\u00e9ricles (499-429 a.C.) deu uma Constitui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica \u00e0 Atenas. A vida pol\u00edtica e civil da cidade tomou novos aspectos, despertando um novo interesse intelectual. A preocupa\u00e7\u00e3o com a origem do mundo material, como vimos, que foi caracter\u00edstica das \u00e9pocas anteriores, cede lugar agora, \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o com o homem. Neste contexto surgiram os sofistas, eloquentes oradores, ret\u00f3ricos e fundamentalmente pedagogos que tinham como meta a educa\u00e7\u00e3o dos nobres,<a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\">[31]<\/a> especialmente na Gram\u00e1tica, na Literatura, na Filosofia, na Religi\u00e3o e, principalmente na Ret\u00f3rica.<\/p>\n<p>Os sofistas foram mestres que tiveram grande influ\u00eancia no 5\u00ba e 4\u00ba s\u00e9culos antes de Cristo. Deles provieram cr\u00edticas severas \u00e0 religi\u00e3o praticada. Prot\u00e1goras (c. 480-410 a.C.), por exemplo, partindo do princ\u00edpio de que o homem \u00e9 o senhor e padr\u00e3o de toda realidade, conduziu seu pensamento pelo pleno subjetivismo, dizendo: &#8220;O homem \u00e9 a medida de todas as coisas, das que s\u00e3o enquanto s\u00e3o, e das que n\u00e3o s\u00e3o enquanto n\u00e3o s\u00e3o&#8221;.<a href=\"#_ftn32\" name=\"_ftnref32\">[32]<\/a><\/p>\n<p>Deste conceito, ele deduz o seu agnosticismo teol\u00f3gico que, segundo nos parece, era o \u00fanico caminho poss\u00edvel para ser coerente com o seu pensamento relativista. Por isso, a sua compreens\u00e3o: \u201cQuanto aos deuses, n\u00e3o posso saber se existem nem se n\u00e3o existem nem qual possa ser a sua forma; pois muitos s\u00e3o os impedimentos para sab\u00ea-lo: a obscuridade do problema e a brevidade da vida do homem&#8221;.<a href=\"#_ftn33\" name=\"_ftnref33\">[33]<\/a><\/p>\n<p>Um seu contempor\u00e2neo, disc\u00edpulo de Parm\u00eanides (530-460 a.C.), Melisso de Samos (c. 490-c. 430 a.C.), tamb\u00e9m partilhava do mesmo agnosticismo, conforme testemunho de Di\u00f3genes La\u00e9rcio: \u201cDos deuses, dizia que n\u00e3o se deve dar explica\u00e7\u00e3o definitiva. Pois n\u00e3o se os pode conhecer\u201d.<a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\">[34]<\/a><\/p>\n<p>Calvino cita que o poeta grego Sim\u00f4nides de C\u00e9os (c. 557-c.468 a.C.), indagado pelo tirano Hier\u00e3o I de Siracusa sobre o que seria Deus, depois de alguns dias de reflex\u00e3o, respondeu: \u201cQuanto mais reflito, tanto mais obscuro o assunto me parece\u201d.<a href=\"#_ftn35\" name=\"_ftnref35\">[35]<\/a><\/p>\n<p>Tras\u00edmaco de Calced\u00f4nia (c. 459- 400 a.C.), entendendo que a justi\u00e7a \u00e9 sempre a do mais forte,<a href=\"#_ftn36\" name=\"_ftnref36\">[36]<\/a> sustentava que os deuses foram inventados pelos governantes com o objetivo de assustarem os homens. No entanto, caso eles existam, n\u00e3o t\u00eam provid\u00eancia nem se preocupam com os assuntos humanos.<a href=\"#_ftn37\" name=\"_ftnref37\">[37]<\/a> Ali\u00e1s, o conceito de um deus indiferente aos problemas humanos, n\u00e3o era estranho no 5\u00ba\/4\u00ba s\u00e9culos a.C. conforme indica Plat\u00e3o (427-347 a.C.), ainda que combatendo esta acep\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn38\" name=\"_ftnref38\">[38]<\/a><\/p>\n<p>Outro sofista e orador respeitado, Pr\u00f3dico de C\u00e9os (c. 465- c. 399 a.C.), disc\u00edpulo de Prot\u00e1goras (c. 480-410 a.C.), \u201cprecursor de S\u00f3crates\u201d,\u00a0 pessimista quanto \u00e0 vida, sustentava que n\u00e3o devemos temer a morte, visto que jamais nos encontraremos com ela: quando a morte chegar j\u00e1 n\u00e3o existiremos. Entendia que todos os bens, inclusive o divino, s\u00f3 o conseguimos com muito esfor\u00e7o, tendo como ingrediente fundamental a adora\u00e7\u00e3o aos deuses: &#8220;Os Deuses n\u00e3o concederam aos homens nenhuma das cousas belas e boas sem fadiga e estudos; mas se quiseres que os Deuses te sejam ben\u00e9volos, deves vener\u00e1-los&#8221;.<a href=\"#_ftn39\" name=\"_ftnref39\">[39]<\/a><\/p>\n<p>Para Pr\u00f3dico, conforme documenta\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, a origem da religi\u00e3o estava associada \u00e0 gratid\u00e3o dos homens, que denominaram de deuses as coisas \u00fateis \u00e0 vida, tais como o sol, a lua, os rios, os lagos, o alimento e o vinho.<a href=\"#_ftn40\" name=\"_ftnref40\">[40]<\/a><\/p>\n<h2>Plat\u00e3o<\/h2>\n<p>Plat\u00e3o (427-347 a.C.), com discernimento correto, entendia que um dos males de sua \u00e9poca consistia na corros\u00e3o da religi\u00e3o praticada por supostos sacerdotes e profetas \u2013 que ele chama de mendigos e adivinhos \u2013, os quais exploravam a credulidade das pessoas, especialmente das ricas.<\/p>\n<p>Dentro do quadro descrito, uma das f\u00f3rmulas usadas por esses l\u00edderes religiosos, era fazer as pessoas crerem que poderiam mudar a vontade dos deuses mediante a oferta de sacrif\u00edcios ou, por meio de determinados encantamentos. Os deuses seriam, portanto, limitados e a\u00e9ticos, sem padr\u00e3o de moral, sendo guiados pelas sedu\u00e7\u00f5es humanas:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Mendigos e adivinhos v\u00e3o \u00e0s portas dos ricos tentar persuadi-los de que t\u00eam o poder, outorgado pelos deuses devido a sacrif\u00edcios e encantamentos, de curar por meio de prazeres e festas, com sacrif\u00edcios, qualquer crime cometido pelo pr\u00f3prio ou pelos seus antepassados, e, por outro lado, se se quiser fazer mal a um inimigo, mediante pequena despesa, prejudicar\u00e3o com igual facilidade justo e injusto, persuadindo os deuses a serem seus servidores \u2013 dizem eles \u2013 gra\u00e7as a tais ou quais inova\u00e7\u00f5es e feiti\u00e7arias. Para todas estas pretens\u00f5es, invocam os deuses como testemunhas, uns sobre o v\u00edcio, garantindo facilidades (&#8230;). Outros, para mostrar como os deuses s\u00e3o influenciados pelos homens, invocam o testemunho de Homero, pois tamb\u00e9m ele disse: <em>\u201cFlex\u00edveis at\u00e9 os deuses o s\u00e3o. Com as suas preces, por meio de sacrif\u00edcios, votos apraz\u00edveis, liba\u00e7\u00f5es, gordura de v\u00edtimas, os homens tornam-nos prop\u00edcios, quando algum saiu do seu caminho e errou\u201d <\/em>(<em>Il\u00edada <\/em>IX.497-501).<a href=\"#_ftn41\" name=\"_ftnref41\">[41]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Plat\u00e3o faz cr\u00edticas severas, especialmente a Homero e Hes\u00edodo por terem forjado conceitos de Deus que, segundo ele, n\u00e3o correspondiam \u00e0 realidade;<a href=\"#_ftn42\" name=\"_ftnref42\">[42]<\/a> por isso, tais lendas \u2013 que eram mescladas de elementos verdadeiros e falsos<a href=\"#_ftn43\" name=\"_ftnref43\">[43]<\/a> \u2013 n\u00e3o deveriam ser contadas \u00e0s crian\u00e7as e aos jovens, visto que elas corromperiam a forma\u00e7\u00e3o dos mesmos. As primeiras hist\u00f3rias a serem contadas, deveriam ser as mais nobres, que orientassem no sentido da virtude.<a href=\"#_ftn44\" name=\"_ftnref44\">[44]<\/a> Para ele, Deus estava acima de nossa capacidade racional e, mesmo que fosse percebido, seria incomunic\u00e1vel: \u201c&#8230;. descobrir o autor e o pai deste universo \u00e9 um grande feito, e quando se o descobriu, \u00e9 imposs\u00edvel divulg\u00e1-lo a todos\u201d.<a href=\"#_ftn45\" name=\"_ftnref45\">[45]<\/a><\/p>\n<p>Plat\u00e3o, com acuidade acentua que o Criador que formou o universo \u00e9 um ser pessoal e bom:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Ele era bom, e naquele que \u00e9 bom nunca se lhe nasce a inveja. Isento de inveja, desejou que tudo nascesse o mais poss\u00edvel semelhante a ele. (&#8230;) Deus quis que tudo fosse bom: excluiu, pelo seu poder, toda imperfei\u00e7\u00e3o, e assim, tomou toda essa massa vis\u00edvel, desprovida de todo repouso, mudando sem medida e sem ordem, e levou-a da desordem \u00e0 ordem, pois estimou que a ordem vale infinitamente mais que a desordem.<a href=\"#_ftn46\" name=\"_ftnref46\">[46]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um aspecto interessante: ainda que a quest\u00e3o do monote\u00edsmo n\u00e3o seja discutida entre os fil\u00f3sofos gregos;<a href=\"#_ftn47\" name=\"_ftnref47\">[47]<\/a> da\u00ed: \u201cdeus\u201d e \u201cdeuses\u201d serem express\u00f5es intercambi\u00e1veis; h\u00e1 um fragmento \u2013 muito citado entre os antigos \u2013, escrito por Ant\u00edstenes de Atenas (c. 450-360 a.C.), primeiramente sofista e depois disc\u00edpulo de S\u00f3crates (469-399 a.C.), no qual diz, conforme menciona C\u00edcero (106-43 a.C.): \u201cAnt\u00edstenes (&#8230;) em seu livro <em>A Filosofia Natural<\/em>, destr\u00f3i o poder e a personalidade dos deuses ao dizer que embora a religi\u00e3o popular reconhe\u00e7a muitos deuses, h\u00e1 somente um Deus na natureza\u201d.<a href=\"#_ftn48\" name=\"_ftnref48\">[48]<\/a><\/p>\n<p>Posteriormente, apologistas crist\u00e3os, inspirados nessas cr\u00edticas e de outros fil\u00f3sofos gregos e romanos \u2013 \u201cimpacientes com as divindades in\u00fateis\u201d \u2013, usariam m\u00e9todos semelhantes para criticarem a religi\u00e3o grega e a de outros povos.<a href=\"#_ftn49\" name=\"_ftnref49\">[49]<\/a><\/p>\n<p>Nos s\u00e9culos posteriores ao Novo Testamento, a quest\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o de concep\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas gregas n\u00e3o foi pac\u00edfica. Havia quem concordasse e outros que entendiam que o Cristianismo nada tinha a ver com o pensamento pag\u00e3o. \u00c9 isto que veremos no t\u00f3pico seguinte.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Taciano, <em>Discurso contra os Gregos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, 14. p. 80.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Gordon H. Clark, Ate\u00edsmo: In: Carl Henry, org. <em>Dicion\u00e1rio de \u00c9tica Crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2007, p. 63. Veja-se tamb\u00e9m: Gordon H. Clark, Dios: In: E.F. Harrison, ed. <em>Diccionario de Teologia,<\/em> Grand Rapids, Michigan: T.E.L.L., 1985, p. 157-167.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>No grego cl\u00e1ssico existiam os termos a)\/qeoj (<em>\u201csem deus\u201d <\/em>ou <em>\u201cabandonado pelos deuses\u201d<\/em>)(Cf. Liddell &amp; Scott; Bauer) (Ef 2.12) e a)qeo\/thj (<em>\u201cirreligiosidade\u201d, \u201cincredulidade\u201d, \u201cimpiedade\u201d<\/em>). A palavra <em>ate\u00edsmo<\/em> surgiu apenas no s\u00e9culo XVI sendo usada pela primeira vez em franc\u00eas (<em>ath\u00e9isme<\/em>) e posteriormente em ingl\u00eas (<em>atheism<\/em>) por Miles de Coverdale (1488-1569). A B\u00edblia traduzida por ele foi a primeira edi\u00e7\u00e3o completa das Escrituras impressa em ingl\u00eas (04\/10\/1535). Em franc\u00eas a palavra \u00e9 empregada para se contrapor a outra palavra, tamb\u00e9m nova, <em>de\u00edsmo<\/em>, criada pelos socianos que n\u00e3o queriam que seu pensamento fosse confundido com o pensamento ateu (Cf. De\u00edsmo: In: A. Lalande, <em>Vocabul\u00e1rio t\u00e9cnico e cr\u00edtico da filosofia, <\/em>S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 236). \u00c9 neste sentido que o te\u00f3logo calvinista, amigo e correspondente de Calvino, Pierre Viret (1511-1571) usou a express\u00e3o em 1564: \u201cH\u00e1 v\u00e1rios que confessam que acreditam que existe um Deus e uma Divindade, como os Turcos e os Judeus. Ouvi dizer que h\u00e1 nesse bando aqueles que se chamam De\u00edstas, uma palavra totalmente nova que eles querem opor ao Ate\u00edsmo\u201d (P. Viret, <em>Instruction Chr\u00e9tienne. Apud <\/em>De\u00edsmo: In: A. Lalande, <em>Vocabul\u00e1rio T\u00e9cnico<\/em><em> e Cr\u00edtico da Filosofia,<\/em> p. 236). Em portugu\u00eas a palavra \u00e9 tamb\u00e9m datada do s\u00e9culo XVI (Vejam-se: https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atheism (consultado em 30\/10\/19); R. Albert Mohler Jr., <em>Ate\u00edsmo Remix: um confronto crist\u00e3o aos novos ate\u00edstas, <\/em>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Editora Fiel, 2009, p. 21-22; Ate\u00edsmo: Jos\u00e9 Ferrater Mora, <em>Dicion\u00e1rio de Filosofia, <\/em>S\u00e3o Paulo: Loyola, 2000, v. 1, p. 213; Dios: J. Corominas; J.A. Pascual, <em>Diccionario cr\u00edtico etimol\u00f3gico de la lengua castellana,<\/em> Madrid: Editorial Gredos, 2007 (6. reimpresi\u00f3n), v. 2, p. 498-500; R. Albert Mohler Jr., O modo como o mundo pensa: um encontro com a mente natural no espelho e no mercado. In: John Piper; David Mathis, orgs. <em>Pensar \u2013 Amar \u2013 Fazer, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2013, p. 58). Quanto \u00e0 complexidade do uso do termo, vejam-se: Ate\u00edsmo: In: A. Lalande, <em>Vocabul\u00e1rio T\u00e9cnico e Cr\u00edtico da Filosofia, <\/em>S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 98-99; Giulio Girardi, Introduccion: In: Giulio Girardi, dir. <em>El Ate\u00edsmo Contempor\u00e1neo, <\/em>Madrid: Ediciones Cristiandad, 1971, v. 1, Tomo I, p. 27-104; Anton Anwander, El problema de los pueblos ateos: In: Giulio Girardi, dir. <em>El Ate\u00edsmo Contempor\u00e1neo, <\/em>Madrid: Ediciones Cristiandad, 1971, v. 1, T. II, p. 563-574.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>No grego cl\u00e1ssico a palavra n\u00e3o era reservada apenas ao conte\u00fado religioso, tinha um emprego mais amplo, envolvendo a conduta (conte\u00fado \u00e9tico). Plat\u00e3o, por exemplo, a emprega no sentido de \u201cimpiedade (&#8230;) para com os deuses e para com os pais\u201d (Plat\u00e3o,<em> A Rep\u00fablica,<\/em> 7. ed. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, (1993), 615c) e, desprezo para com os homens (Plat\u00e3o,<em> A Rep\u00fablica, <\/em>391c). Vejam-se diversos exemplos em: W. Foerster, a(sebh\/j, etc: In: G. Friedrich; Gerhard Kittel, eds. <em>Theological Dictionary of the New Testament,<\/em> 8. ed. Grand Rapids, Michigan: WM. B. Eerdmans Publishing Co., (reprinted) 1982, v. 7, p. 185-187. Consulte tamb\u00e9m: W. G\u00fcnther, Piedade: In: Colin Brown, ed. ger. <em>O Novo dicion\u00e1rio internacional de Teologia do Novo Testamento,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1981-1983, v. 3, p. 544-547. No Novo Testamento a palavra tem o emprego comum de impiedade: * Rm 1.18; 11.26; 2Tm 2.16; Tt 2.12; Jd 15,18.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>Quanto \u00e0 progressiva distin\u00e7\u00e3o entre os termos a)qeo\/thj e o a)sebe\/ia, veja-se: W. Foerster, a(sebh\/j, etc: In: G. Friedrich; Gerhard Kittel, eds. <em>Theological Dictionary of the New Testament,<\/em> v. 7, p. 186.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Plat\u00e3o, <em>Defesa de S\u00f3crates,<\/em> S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, (Os Pensadores, v. 2), 1972, 24b-c. p. 17. (Veja-se: Jean-Yves Lacoste, Ate\u00edsmo: In: Jean-Yves Lacoste, dir. <em>Dicion\u00e1rio cr\u00edtico de Teologia, <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulinas; Loyola, 2004, p. 204-205). Evidentemente, h\u00e1 in\u00fameros outros casos. Outro bem conhecido \u00e9 o de Di\u00e1goras de Melos (c. 465-410 a.C.) \u2013 ali\u00e1s, em todas as men\u00e7\u00f5es feitas ao seu nome, aparece o apelido de \u201co ate\u00edsta\u201d \u2013, disc\u00edpulo de Dem\u00f3crito, que foi acusado de impiedade quando ensinava em Atenas (411 a.C.) devido ao seu suposto ate\u00edsmo (Veja-se: Cicero, <em>The nature of the Gods,<\/em> England: Pinguin Books, 1972, I.1. p. 69; III.88-90, p. 232). (Ver: W.K.C. Guthrie, <em>Os sofistas,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, p. 220-221; Atheism: In: William Fleming, <em>The Vocabulary of Philosophy, Mental, Moral, and Metaphysical, <\/em>2. ed. New York: Sheldon &amp; Company, 1869, p. 54-55).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Cf. W.K.C. Guthrie, <em>Os sofistas,<\/em> p. 220-221. Vejam-se: Cicero, <em>The Nature of the Gods,<\/em> I.1; Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas,<\/em> I.3.3.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Plat\u00e3o usa a express\u00e3o: \u201cdoen\u00e7a do ate\u00edsmo\u201d (Plat\u00e3o, <em>As Leis,<\/em> Bauru, SP.: EDIPRO, 1999, p. 357-358, 402). O cap\u00edtulo X de sua obra \u00e9 dedicado \u00e0 defesa da religi\u00e3o combatendo algumas formas de ate\u00edsmo. Veja-se um bom resumo deste cap\u00edtulo em: Ate\u00edsmo: N. Abbagnano, <em>Dicion\u00e1rio de filosofia,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo: Mestre Jou, 1982, p. 82-83.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Vejam-se alguns exemplos de insatisfa\u00e7\u00e3o In: W.K.C. Guthrie, <em>Os Sofistas,<\/em> p. 212ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> \u201cO homem em geral, e o homem primitivo em particular, tem tend\u00eancia para imaginar o mundo exterior \u00e0 sua imagem\u201d (Bronislaw Malinowski,<em> Magia, ci\u00eancia e religi\u00e3o,<\/em> Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Setenta, (s.d.), p. 20).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>O Livro dos Salmos,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 2002, v. 3, (Sl 100.1-3), p. 549.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas da Religi\u00e3o Crist\u00e3: edi\u00e7\u00e3o especial com notas para estudo e pesquisa,<\/em> S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2006, v. 1, (I.1), p. 61.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>As Pastorais,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1998, (Tt 1.2), p. 303.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a>Xen\u00f3fanes, <em>Fragmentos<\/em>, 11-16. In: Gerd A. Bornheim, org. <em>Os Fil\u00f3sofos Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos,<\/em> 3. ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1977, p. 32. Mais tarde, um escritor crist\u00e3o do segundo s\u00e9culo, fazendo uma apologia do Cristianismo \u2013 que estava sendo severamente perseguido durante o reinado de Adriano (117-138 AD), a quem destina o seu escrito \u2013, critica o polite\u00edsmo grego: \u201cOs gregos, que dizem ser s\u00e1bios, mostraram-se mais ignorantes do que os caldeus, introduzindo uma multid\u00e3o de deuses que nasceram, uns var\u00f5es, outros f\u00eameas, escravos de todas as paix\u00f5es e realizadores de toda esp\u00e9cie de iniquidades. Eles mesmos contaram que seus deuses foram ad\u00falteros e assassinos, col\u00e9ricos, invejosos e rancorosos, parricidas e fratricidas, ladr\u00f5es e roubadores, coxos e corcundas, feiticeiros e loucos. (&#8230;) Da\u00ed vemos, \u00f3 rei, como s\u00e3o rid\u00edculas, insensatas e \u00edmpias as palavras que os gregos introduziram, dando nome de deuses a esses seres que n\u00e3o s\u00e3o tais. Fizeram isso, seguindo seus maus desejos, a fim de que, tendo deuses por advogados de sua maldade, pudessem entregar-se ao adult\u00e9rio, ao roubo, ao assass\u00ednio e a todo tipo de v\u00edcios. Com efeito, se os deuses fizeram tudo isso, como n\u00e3o o fariam tamb\u00e9m os homens que lhes prestam culto? (&#8230;) Os homens imitaram tudo isso e se tornaram ad\u00falteros e pervertidos e, imitando seu deus, cometeram todo tipo de v\u00edcios. Ora, como se pode conceber que deus seja ad\u00faltero, pervertido e parricida?\u201d (Aristides de Atenas, <em>Apologia,<\/em> I.8-9. In: <em>Padres apologistas,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, p. 43-45).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> W.K.C. Guthrie, <em>Os sofistas,<\/em> p. 211.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a>Ver: Giovanni Reale; Dario Antiseri, <em>Hist\u00f3ria da filosofia: Antiguidade e Idade M\u00e9dia,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1990, v. 1, p. 49.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Arist\u00f3teles, <em>Metaf\u00edsica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, (Os Pensadores, v. 4), 1973, I.5, p. 223.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Xen\u00f3fanes,<em> Fragmento,<\/em> 23.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> Cf. \u00c9tienne Gilson, <em>O esp\u00edrito da filosofia Medieval<\/em>, S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2006, p. 55.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a>Giovanni Reale; Dario Antiseri, <em>Hist\u00f3ria da Filosofia: Antiguidade e Idade M\u00e9dia,<\/em> v. 1, p. 48.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a>Justino de Roma, <em>I Apologia,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, 46.3. p. 61-62.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a>Her\u00e1clito, <em>Frag., <\/em>5. Veja-se tamb\u00e9m: <em>Fragmento, <\/em>14. Sobre Her\u00e1clito, Br\u00e9hier comenta: &#8220;A sabedoria de Her\u00e1clito despreza o que ao vulgo se refere: a come\u00e7ar pela religi\u00e3o popular, a venera\u00e7\u00e3o das imagens e, particularmente, os cultos misteriosos, \u00f3rficos ou dionis\u00edacos (<em>Frags.,<\/em> 5,14,15), com suas ign\u00f3beis purifica\u00e7\u00f5es pelo sangue, os traficantes de mist\u00e9rios, que alimentam a ignor\u00e2ncia dos homens sobre o al\u00e9m&#8221; (\u00c9. Br\u00e9hier, <em>Hist\u00f3ria da filosofia,<\/em> S\u00e3o Paulo: Mestre Jou, 1977, I\/1, p. 53).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a>Her\u00e1clito, <em>Frags<\/em>., 14\/67.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a>Lembremo-nos que para os gregos o homem ao nascer est\u00e1 ligado a um dai\/mwn (<em>\u201cdeus\u201d, \u201cdeusa\u201d, \u201cpoder divino\u201d, \u201cdestino\u201d, \u201csorte\u201d<\/em>) e, que este determina o seu destino para o bem ou para o mal. Notemos que a palavra grega para felicidade \u00e9 eu)daimoni\/a (bom dem\u00f4nio). No fragmento de Her\u00e1clito, ele parece estar criticando a concep\u00e7\u00e3o prevalecente de \u201cdestino\u201d, trazendo para o homem a responsabilidade de sua conduta. (Veja-se: F.E. Peters, <em>Termos Filos\u00f3ficos Gregos: Um l\u00e9xico hist\u00f3rico,<\/em> 2. ed. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, (1983), p. 47-48). Kirk e Raven comentam: &#8220;dai\/mwn significa aqui simplesmente um destino pessoal do homem; este \u00e9 determinado pelo seu pr\u00f3prio car\u00e1ter, sobre o qual o homem tem um certo dom\u00ednio, e n\u00e3o por poderes externos e frequentemente caprichosos que atuam, talvez, atrav\u00e9s de um &#8216;g\u00eanio&#8217; atribu\u00eddo a cada indiv\u00edduo pelo acaso ou Sorte&#8221; (G.S. Kirk; J.E. Raven, <em>Os Fil\u00f3sofos Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos,<\/em> 2. ed. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, 1982, p. 216-217).<\/p>\n<p>Dai\/mwn significa \u201cdeus\u201d, \u201cdeusa\u201d, \u201cdestino\u201d, \u201cdem\u00f4nio\u201d, \u201cpoder sobre-humano\u201d. Dai\/mwn \u00e9 uma palavra mais geral do que Qeo\/j, ainda que esta n\u00e3o seja precisa. Assim como &#8220;qeo\/j&#8221;, &#8220;Dai\/mwn\u201d tamb\u00e9m \u00e9 de terminologia incerta. Sugere-se que a palavra venha de dai\/omai (= &#8220;dividir&#8221;, &#8220;partilhar&#8221;), tendo o significado de &#8220;dilacerar&#8221;, \u201cseparar\u201d, e, portanto, estando relacionada com a concep\u00e7\u00e3o de dai\/mwn como aquele que consome o corpo. (Veja-se: Werner Foerster, dai\/mwn: In: G. Friedrich; Gerhard Kittel, eds. <em>Theological dictionary of the New Testament,<\/em> 8. ed. Grand Rapids, Michigan: WM. B. Eerdmans Publishing Co., (reprinted) 1982, v. 2, p. 2). &#8220;Pode haver alguma conex\u00e3o com a ideia do deus dos mortos como sendo aquele que divide os cad\u00e1veres&#8221; (Cf. H. Bietenhard, Dem\u00f4nio: In: Colin Brown, ed. ger. <em>O novo dicion\u00e1rio internacional de Teologia do Novo Testamento,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1981, v. 1, p. 594. Veja-se tamb\u00e9m, Werner Foerster, dai\/mwn: In: G. Friedrich; Gerhard Kittel, eds. <em>Theological dictionary of the New Testament,<\/em> v. 2, p. 2). Uma outra explica\u00e7\u00e3o encontramos em Plat\u00e3o (427-347 a.C.), que derivava &#8220;<em>da\u00edm\u00f5n<\/em>&#8221; de &#8220;Da\u00ebm\u00f5n&#8221; (&#8220;S\u00e1bio&#8221;, &#8220;h\u00e1bil&#8221;), da &#8220;sabedoria que lhe \u00e9 pr\u00f3pria&#8221; (Plat\u00e3o, <em>Cr\u00e1tilo,<\/em> 398b-c).<\/p>\n<p>S\u00f3crates (469-399 a.C.) alegou diante de seus algozes que desde a inf\u00e2ncia ouvia vozes que o chamavam para uma miss\u00e3o e o impediam de realizar determinadas tarefas. Esta inspira\u00e7\u00e3o, diz S\u00f3crates, vem de um &#8220;deus ou de um g\u00eanio&#8221; (daimo\/nion) (Plat\u00e3o, <em>Defesa de S\u00f3crates,<\/em> 31 c-d.), que algures chama de &#8220;bem&#8221;, tendo sido experimentado por poucas pessoas (Plat\u00e3o, <em>A Rep\u00fablica,<\/em> 7. ed. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, (1993), 496c). Em Emp\u00e9docles (c. 450 a.C.) o &#8220;dai\/mwn&#8221; \u00e9 um ser espiritual \u2013 distinto da &#8220;yuxh\/&#8221; ou a pr\u00f3pria \u2013, que acompanhava o homem desde o nascimento (<em>Frag., <\/em>115. Veja-se: H. Bietenhard, Dem\u00f4nio: In: Colin Brown, ed. ger. <em>O novo dicion\u00e1rio Internacional de Teologia do Novo Testamento,<\/em> v. 1, p. 594; F.E. Peters, <em>Termos filos\u00f3ficos gregos: um l\u00e9xico hist\u00f3rico,<\/em> 2. ed. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, (1983), p. 48; G.S. Kirk; J.E. Raven, <em>Os fil\u00f3sofos Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos,<\/em> p. 364-365). Plat\u00e3o tamb\u00e9m o identificou como a alma (Plat\u00e3o, <em>Timeu,<\/em> S\u00e3o Paulo: Hemus, (s.d.), 90a), sendo o &#8220;dai\/mwn&#8221; uma esp\u00e9cie de \u201canjo\u201d que nos guarda (Plat\u00e3o, <em>Rep\u00fablica,<\/em> 620d), no entanto fomos n\u00f3s quem o escolhemos (Plat\u00e3o, <em>Rep\u00fablica,<\/em> 617d-e).<\/p>\n<p>Na mitologia grega, o &#8220;daimo\/nion&#8221; \u00e9 um deus inferior, intermedi\u00e1rio entre os deuses e os mortais. (Hes\u00edodo, <em>Teogonia<\/em>, 120). Em Homero, &#8220;dai\/mwn&#8221; \u00e9 empregado de forma intercambi\u00e1vel com &#8220;Qeo\/j&#8221; (<em>A Il\u00edada<\/em>, Rio de Janeiro: Editora Tecnoprint, (s.d.), XVII.98,99; Plat\u00e3o, <em>Apologia,<\/em> 27d), embora &#8220;Qeo\/j&#8221; fosse, como j\u00e1 mencionamos, uma palavra mais precisa que &#8220;dai\/mwn&#8221;. Plat\u00e3o seguiu o conceito de Hes\u00edodo, atribuindo ao &#8220;daimo\/nion&#8221; a condi\u00e7\u00e3o de intermedi\u00e1rio, permitindo o di\u00e1logo dos deuses com os homens (Plat\u00e3o, <em>O banquete<\/em>, 202e-203a). Eles s\u00e3o filhos dos deuses (Qew++=n) (Plat\u00e3o, <em>Defesa de S\u00f3crates,<\/em> 27 c-d), tendo sido criados pelo &#8220;dhmiourgo\/j&#8221; (&#8220;O art\u00edfice do mundo&#8221;), que cria seres inferiores respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o dos seres vivos (Plat\u00e3o, <em>Timeu<\/em>, 29d-30c; 41a-c; Plat\u00e3o, <em>A Rep\u00fablica,<\/em> 530a; Xenofonte, <em>Ditos e feitos memor\u00e1veis de S\u00f3crates,<\/em> S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, (Os Pensadores, v. 2), 1972, I.4.7; IV.3.13). Esta concep\u00e7\u00e3o do &#8220;dhmiourgo\/j&#8221; foi retomada pelos gn\u00f3sticos. (Veja-se: Irineu, <em>Contra as heresias,<\/em> I.5.2-3). Valentino o considerava como o \u00faltimo dos eons (Clemente de Alexandria, <em>Stromata,<\/em> IV.13: In: Alexander Roberts; James Donaldson, editors. <em>Ante-Nicene Fathers,<\/em> 2. ed. Peabody, Massachusetts: Hendrickson Publishers, 1995, v. 2, p. 425-426). Plat\u00e3o tamb\u00e9m assim os descreve: &#8220;Zeus, o grande condutor do c\u00e9u, anda no seu carro alado a dar ordens e cuida de tudo. O ex\u00e9rcito dos deuses (Qew++=n) e dos dem\u00f4nios (daimo\/nion) segue-o, distribu\u00eddo em onze tribos&#8221; (Plat\u00e3o, <em>Fedro<\/em>, 246e-247). Homero considerava Zeus um deus extremamente poderoso, sendo o \u201cpai dos deuses e dos homens\u201d e, mais forte do que todos os outros deuses juntos. (Homero, <em>A Il\u00edada,<\/em> VIII, p. 133ss).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte, as almas dos homens escolhem o seu &#8220;dai\/mwn&#8221; para proteger a sua vida (<em>A Rep\u00fablica,<\/em> 617e; 620d); tornando-se as almas dos &#8220;homens de bem&#8221; em dem\u00f4nio (Plat\u00e3o, <em>Cr\u00e1tilo,<\/em> 398b-c). Por isso, o homem de bem, vivo ou morto, deve ser chamado de dem\u00f4nio (<em>Cr\u00e1tilo,<\/em> 398c).<\/p>\n<p>Plotino disse que um &#8220;dai\/mwn&#8221; \u00e9 uma \u201cimagem de Deus\u201d e que os dem\u00f4nios est\u00e3o na segunda ordem, depois dos deuses, vindo depois deles os homens e os animais (Plotino, <em>Enneades,<\/em> VI.7.6; III.2.11. Cf. Dem\u00f4nio: In: Nicola Abbagnano, <em>Dicion\u00e1rio de filosofia,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo: Mestre Jou, 1982, p. 224).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a>Emp\u00e9docles, <em>Fragmentos<\/em>, 132-134. In: Gerd A. Bornheim, org. <em>Os fil\u00f3sofos Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos,<\/em> 3. ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1977, p. 80-81.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a>Werner Jaeger, <em>Paideia: <\/em><em>A Forma\u00e7\u00e3o do Homem Grego,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo; Bras\u00edlia, DF.: Martins Fontes; Editora Universidade de Bras\u00edlia, 1989, p. 236.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a> Tamb\u00e9m conhecidas como Guerras Grego-Persas e Guerras Persas<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a>Veja-se a descri\u00e7\u00e3o desta batalha in: Her\u00f3doto, <em>Hist\u00f3ria<\/em>, Rio de Janeiro: Ediouro, (s.d.), VI.93-120.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a>Her\u00f3doto, <em>Hist\u00f3ria<\/em>, VIII.24-96.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a>Her\u00f3doto, <em>Hist\u00f3ria<\/em>, IX.1-107, 115-121.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\">[31]<\/a> Cf. Werner Jaeger, <em>Paideia: A Forma\u00e7\u00e3o do Homem Grego,<\/em> p. 236.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\">[32]<\/a> <em>Apud<\/em> Plat\u00e3o, <em>Teeteto<\/em>: In: <em>Teeteto e Cr\u00e1tilo<\/em>, Bel\u00e9m: Universidade Federal do Par\u00e1, 1988, 152a; 160c.\u00a0 Citado tamb\u00e9m em Plat\u00e3o, <em>Cr\u00e1tilo, <\/em>385e. Arist\u00f3teles (384-322 a.C.), diz: &#8220;O princ\u00edpio (&#8230;) expresso por Prot\u00e1goras, que afirmava ser o homem a <u>medida<\/u> (Me\/tron) de todas as coisas (&#8230;) outra coisa n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o que aquilo que parece a cada um tamb\u00e9m o \u00e9 certamente. Mas, se isto \u00e9 verdade, conclui-se que a mesma cousa \u00e9 e n\u00e3o \u00e9 ao mesmo tempo e que \u00e9 boa e m\u00e1 ao mesmo tempo, e, assim, desta maneira, re\u00fane em si todos os opostos, porque ami\u00fade uma cousa parece bela a uns e feia a outros, e deve valer como medida o que parece a cada um&#8221; (Arist\u00f3teles, <em>Metaf\u00edsica<\/em>, XI, 6. 1 062). (Para consultar uma edi\u00e7\u00e3o bilingue, grego-portugu\u00eas, veja-se: Arist\u00f3teles, <em>Metaf\u00edsica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Loyola, 2002. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/moodle.ufsc.br\/pluginfile.php\/1332285\/mod_resource\/content\/1\/Aristoteles-Metafisica-Edicoes%20Loyola%20%282002%29.pdf\">https:\/\/moodle.ufsc.br\/pluginfile.php\/1332285\/mod_resource\/content\/1\/Aristoteles-Metafisica-Edicoes%20Loyola%20%282002%29.pdf<\/a>) (Consultado em 28.12.19). Plat\u00e3o diferentemente de Prot\u00e1goras, entendia que a medida de todas as coisas estava em Deus. \u201cAos nossos olhos a divindade ser\u00e1 \u2018a medida de todas as coisas\u2019 no mais alto grau\u201d (Plat\u00e3o, <em>As Leis,<\/em> Bauru, SP.: EDIPRO, 1999, IV, 716c. p. 189).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\">[33]<\/a>Di\u00f3genes Laercio, <em>Vidas, opiniones y sentencias de los Fil\u00f3sofos m\u00e1s Ilustres, <\/em>Buenos Aires: El Ateneo, (1947), X, p. 581-582. Veja-se: tamb\u00e9m: Rodolfo Mondolfo, <em>O Pensamento Antigo,<\/em> 3. ed. S\u00e3o Paulo: Mestre Jou, 1971, v. 1, p. 144-145.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\">[34]<\/a>Melisso de Samos, <em>Dox.<\/em> 3. In: Gerd A. Bornheim, org. <em>Os Fil\u00f3sofos Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos,<\/em> p. 66. Veja-se tamb\u00e9m, a cita\u00e7\u00e3o em C\u00edcero (Cicero, <em>The Nature of the Gods,<\/em> I.1, 29, 63,117).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref35\" name=\"_ftn35\">[35]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas,<\/em> I.5.12. Na sequ\u00eancia, Calvino comenta a insufici\u00eancia da revela\u00e7\u00e3o na natureza para o homem auferir um conhecimento s\u00f3lido e precioso de Deus.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref36\" name=\"_ftn36\">[36]<\/a>Plat\u00e3o, <em>A Rep\u00fablica,<\/em> 7. ed. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, (1993), 338e-339a; 343c-344c.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref37\" name=\"_ftn37\">[37]<\/a>Plat\u00e3o, <em>A Rep\u00fablica,<\/em> 336b; 338c.\/Plat\u00e3o, <em>Leis,<\/em> 889e<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref38\" name=\"_ftn38\">[38]<\/a> Vejam-se: Xenofonte, <em>Ditos e feitos memor\u00e1veis de S\u00f3crates,<\/em> I.4.10ss; Plat\u00e3o, <em>As <\/em><em>Leis,<\/em> 885b, 888c. Plat\u00e3o, <em>A Rep\u00fablica,<\/em> 365d-e<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref39\" name=\"_ftn39\">[39]<\/a>Pr\u00f3dico, <em>Das Horas,<\/em> Fragmento, 2. Veja-se: tamb\u00e9m: Xenofonte, <em>Ditos e Feitos Memor\u00e1veis de S\u00f3crates, <\/em>II.1.28; Plat\u00e3o, <em>Prot\u00e1goras<\/em>, 315c. Barclay (1907-1978) escreve: \u201cpara a mentalidade grega a primeira caracter\u00edstica de Deus era a <em>apatheia<\/em>. Esta palavra significa mais que <em>apatia<\/em>: significa <em>incapacidade total de sentir<\/em>. Os gregos sustentavam que Deus n\u00e3o poderia sentir. Se pudesse sentir alegria ou tristeza, aborrecer-se ou apiedar-se, significava que nesse momento algu\u00e9m o havia afetado. Se isto era assim, significava que o homem havia influ\u00eddo em Deus; portanto, era mais poderoso que ele. Deste modo, pois, sustentavam que Deus deve ser incapaz de todo sentimento e que nada pode afet\u00e1-lo jamais. Um Deus que sofria era para os gregos uma contradi\u00e7\u00e3o\u201d (William Barclay, <em>1 y 2 Corintios,<\/em> Buenos Aires: La Aurora, 1973, p. 30-31). Na realidade esta caracter\u00edstica foi mais amplamente desenvolvida com o estoicismo. Vejam-se: S. Lilla, Ap\u00e1theia: In: \u00c2ngelo Di Berardino, org. <em>Dicion\u00e1rio Patr\u00edstico e de Antiguidades Crist\u00e3s<\/em>, Petr\u00f3polis, RJ.; S\u00e3o Paulo: Vozes; Paulinas, 2002, p. 125-126; Ap\u00e1theia: In: F.E. Peters, <em>Termos Filos\u00f3ficos Gregos: Um l\u00e9xico hist\u00f3rico,<\/em> 2. ed. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, (1983), p. 31-32. Para um estudo cl\u00e1ssico sobre os Sofistas e suas contribui\u00e7\u00f5es, veja-se: Eduard Zeller, <em>S\u00f3crates y los Sofistas, <\/em>Buenos Aires: Editorial Nova, 1955).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref40\" name=\"_ftn40\">[40]<\/a> Veja-se: Cicero, <em>The Nature of the Gods,<\/em> I.118; W.K.C. Guthrie, <em>Os Sofistas,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, p. 221-224.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref41\" name=\"_ftn41\">[41]<\/a> Plat\u00e3o, <em>A Rep\u00fablica,<\/em> 364c-e.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref42\" name=\"_ftn42\">[42]<\/a> Plat\u00e3o, <em>A Rep\u00fablica,<\/em> 377d; 382a-383a; 388b-d. Por tr\u00e1s dessa cr\u00edtica de Plat\u00e3o, est\u00e1 o conceito vigente da palavra \u201cteologia\u201d.<\/p>\n<p>A palavra &#8220;Teologia&#8221; que n\u00e3o aparece nas Escrituras, \u00e9 o resultado da jun\u00e7\u00e3o de dois termos gregos: &#8220;qeo\/j&#8221; = &#8220;Deus&#8221; e &#8220;Lo\/goj&#8221; = &#8220;Estudo&#8221;, &#8220;tratado&#8221;, &#8220;discurso&#8221;. No entanto, mesmo \u201cteologia\u201d n\u00e3o ocorrendo nas Escrituras, os termos que a comp\u00f5em ocorrem (Lc 8.21; Rm 3.2; 1Pe 4.11). A origem de &#8220;qeo\/j&#8221; \u00e9 incerta. O termo \u00e9 usado e comentado primariamente por Plat\u00e3o (427-347 a.C.) (<em>Rep\u00fablica<\/em>, 379a) com o sentido de hist\u00f3ria dos mitos e lendas dos deuses contada pelos poetas, a qual deveria ser analisada criticamente e purgada dos inconvenientes conforme o padr\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o adotado. (Plat\u00e3o, <em>A Rep\u00fablica,<\/em> 378b-e. Veja-se: H. Fries, Teologia: In: H. Fries, ed. <em>Dicion\u00e1rio de Teologia,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1987, v. 5, p. 297. Veja-se tamb\u00e9m, Theolog\u00eda: In: F.E. Peters, <em>Termos Filos\u00f3ficos Gregos: Um l\u00e9xico hist\u00f3rico,<\/em> p. 228). Na Gr\u00e9cia antiga, &#8220;<em>teologia<\/em>&#8221; e &#8220;te\u00f3logo&#8221;, passaram por diversas muta\u00e7\u00f5es; os poetas foram os primeiros a se intitularem de &#8220;te\u00f3logos&#8221; (Agostinho, <em>A Cidade de Deus,<\/em> 2. ed. Petr\u00f3polis, RJ.: Vozes, 1990, (v. 2), XVIII.14), e a teologia referia-se \u00e0s discuss\u00f5es filos\u00f3ficas a respeito dos deuses e do mundo: teogonias e cosmogonias. Devemos lembrar que mesmo havendo uma hierarquia entre os deuses gregos (&#8220;Cronos&#8221; = &#8220;tempo&#8221; e depois &#8220;Zeus&#8221; = &#8220;C\u00e9u brilhante&#8221;), &#8220;qeo\/j&#8221; n\u00e3o denotava uma unidade monote\u00edsta, mas sim, a concep\u00e7\u00e3o conexa e integrada de v\u00e1rios deuses; a totalidade das divindades.<\/p>\n<p>A palavra &#8220;Teologia&#8221; parece ter sido incorporada \u00e0 linguagem crist\u00e3 nos s\u00e9culos IV e V, referindo-se \u00e0 genu\u00edna compreens\u00e3o das Escrituras Sagradas (Veja-se por exemplo a forma empregada por Eusebio de Cesarea, <em>Historia Eclesi\u00e1stica,<\/em> Madrid: La Editorial Catolica, S.A., (Biblioteca de Autores Cristianos), 1973, I.2.3; II, pr\u00f3logo 1; III.24.13). O Evangelista Jo\u00e3o foi cognominado pelos &#8220;Pais da Igreja&#8221; de &#8220;o te\u00f3logo&#8221;, porque ele tratou mais detalhadamente das &#8220;rela\u00e7\u00f5es internas das pessoas da Trindade&#8221; (A.H. Strong, <em>Systematic Theology,<\/em> 35. ed. Valley Forge, PA.: The Judson Press, 1993, p. 1). Posteriormente, este mesmo t\u00edtulo seria dado a Greg\u00f3rio de Nazianzo (c. 330-389), especialmente devido \u00e0 sua defesa da divindade de Cristo (distin\u00e7\u00e3o homologada em Calced\u00f4nia, 451) (Cf. Philip Schaff, <em>History of the Christian Church,<\/em> Peabody, Massachusetts: Hendrickson Publishers, 1996, v. 8, p. 26). Durante a Reforma, Melanchthon denominaria com grande \u00eanfase a Calvino de \u201co Te\u00f3logo\u201d (Philip Schaff, <em>History of the Christian Church,<\/em> v. 8, p. 260; Philip Schaff, <em>The Creeds of Christendom,<\/em> 6. ed. Revised and Enlarged, Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, (1931), v. 1, p. 446)<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref43\" name=\"_ftn43\">[43]<\/a> Plat\u00e3o, <em>A Rep\u00fablica,<\/em> 377a.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref44\" name=\"_ftn44\">[44]<\/a> Plat\u00e3o, <em>A Rep\u00fablica,<\/em> 378e.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref45\" name=\"_ftn45\">[45]<\/a>Plat\u00e3o, <em>Timeu<\/em><strong>,<\/strong> 28. Veja-se tamb\u00e9m, Rudolf Otto, <em>O Sagrado,<\/em> S\u00e3o Bernardo do Campo, SP.: Imprensa Metodista; Programa Ecum\u00eanico de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o, 1985, p. 96.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref46\" name=\"_ftn46\">[46]<\/a> Plat\u00e3o, <em>Timeu<\/em><strong>, <\/strong>29-30. Agostinho aventa a possibilidade de Plat\u00e3o ter tido contato com as Escrituras (Agostinho, <em>A Cidade de Deus,<\/em> 2. ed. Petr\u00f3polis, RJ.: Vozes, 1990, (v. 1), VIII.11). Acredita que Plat\u00e3o possa ter conhecido o profeta Jeremias no Egito (Santo Agostinho, <em>A Doutrina Crist\u00e3,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1991, II.29. p. 135). Arist\u00f3bulo (c. 150 a.C.) procura demonstrar que Plat\u00e3o e Pit\u00e1goras teriam tido algum contato com os escritos do Antigo Testamento (Cf. Nicola Abbagnano, <em>Hist\u00f3ria da Filosofia, <\/em>3. ed. Lisboa: Editorial Presen\u00e7a, (1984), v. 2, \u00a7 119, p. 78).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref47\" name=\"_ftn47\">[47]<\/a> Ver: \u00c9tienne Gilson, <em>O Esp\u00edrito da Filosofia Medieval<\/em>, S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2006, p. 54ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref48\" name=\"_ftn48\">[48]<\/a>Cicero, <em>The nature of the Gods,<\/em> I.32. Veja-se: W.K.C. Guthrie, <em>Os Sofistas,<\/em> p. 230-231.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref49\" name=\"_ftn49\">[49]<\/a> Cf. Michael Green,<em> Evangeliza\u00e7\u00e3o na Igreja Primitiva,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1984, p. 16.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Calvino (1509-1564), diz que o homem pretende usurpar o lugar de Deus: \u201cCada um faz de si mesmo um deus e virtualmente se adora, quando atribui a seu pr\u00f3prio poder o que Deus declara pertencer-lhe exclusivamente\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":54431,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[3063],"tags":[2533,2532],"class_list":["post-54429","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cosmovisao-e-cultura","tag-o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista","tag-reflexoes-comprometidas","tema-a-igreja-e-o-mundo","tema-filosofia","tema-intelecto","tema-intelecto-dup","tema-pensamento-cristao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 9)<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 9)\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Calvino (1509-1564), diz que o homem pretende usurpar o lugar de Deus: \u201cCada um faz de si mesmo um deus e virtualmente se adora, quando atribui a seu pr\u00f3prio poder o que Deus declara pertencer-lhe exclusivamente\u201d.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Voltemos Ao Evangelho\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/facebook.com\/voltemosaoevangelho\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-07-22T19:54:50+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-pensamento-grego-e-a-igreja-crista\u0303-Parte-9.jpg?fit=750%2C395&ssl=1\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"750\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"395\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Hermisten Maia\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@voltemos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@voltemos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Hermisten Maia\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"32 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Hermisten Maia\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/cf905e2261780bfba3cda58932d1b22b\"},\"headline\":\"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 9)\",\"datePublished\":\"2020-07-22T19:54:50+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/\"},\"wordCount\":6328,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/07\\\/O-pensamento-grego-e-a-igreja-crista%CC%83-Parte-9.jpg?fit=750%2C395&ssl=1\",\"keywords\":[\"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3\",\"Reflex\u00f5es Comprometidas\"],\"articleSection\":[\"Cosmovis\u00e3o e cultura\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/\",\"name\":\"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 9)\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/07\\\/O-pensamento-grego-e-a-igreja-crista%CC%83-Parte-9.jpg?fit=750%2C395&ssl=1\",\"datePublished\":\"2020-07-22T19:54:50+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/07\\\/O-pensamento-grego-e-a-igreja-crista%CC%83-Parte-9.jpg?fit=750%2C395&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/07\\\/O-pensamento-grego-e-a-igreja-crista%CC%83-Parte-9.jpg?fit=750%2C395&ssl=1\",\"width\":750,\"height\":395},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2020\\\/07\\\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 9)\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/\",\"name\":\"Voltemos Ao Evangelho\",\"description\":\"um site crist\u00e3o por Cristo e pelo Evangelho\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#organization\",\"name\":\"Voltemos ao Evangelho\",\"url\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2015\\\/04\\\/ve-cr.png?fit=644%2C805&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2015\\\/04\\\/ve-cr.png?fit=644%2C805&ssl=1\",\"width\":644,\"height\":805,\"caption\":\"Voltemos ao Evangelho\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/facebook.com\\\/voltemosaoevangelho\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/voltemos\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/vevangelho\\\/\",\"https:\\\/\\\/pinterest.com\\\/voltemos\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/user\\\/VoltemosAoEvangelho\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/cf905e2261780bfba3cda58932d1b22b\",\"name\":\"Hermisten Maia\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/20a122e67798d4049bc4cbbf17df84dc5c06ef0e060afe4bb9b31e081200eff7?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/20a122e67798d4049bc4cbbf17df84dc5c06ef0e060afe4bb9b31e081200eff7?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/20a122e67798d4049bc4cbbf17df84dc5c06ef0e060afe4bb9b31e081200eff7?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Hermisten Maia\"},\"description\":\"Hermisten Maia \u00e9 ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil, integrando a Equipe de Pastores da Primeira IP de S\u00e3o Bernardo do Campo, SP. \u00c9 formado em Teologia, Filosofia e Pedagogia. \u00c9 Mestre e Doutor em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o. Leciona em diversos Semin\u00e1rios ininterruptamente desde 1980. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Teologia Sistem\u00e1tica, lecionando h\u00e1 40 anos, e Hist\u00f3ria da Reforma Protestante, atuando principalmente nos seguintes temas: Jo\u00e3o Calvino e Teologia Reformada e Cosmovis\u00e3o Reformada. Faz parte de diversos Conselhos Editoriais de Revistas de Teologia e de Ci\u00eancias da Religi\u00e3o. Tem 40 livros escritos e mais de 1.500 artigos publicados. Leciona em diversas Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior no Brasil. Publica diariamente em suas redes sociais um artigo e um v\u00eddeo.\",\"url\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/autor\\\/hermisten-maia\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 9)","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 9)","og_description":"Calvino (1509-1564), diz que o homem pretende usurpar o lugar de Deus: \u201cCada um faz de si mesmo um deus e virtualmente se adora, quando atribui a seu pr\u00f3prio poder o que Deus declara pertencer-lhe exclusivamente\u201d.","og_url":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/","og_site_name":"Voltemos Ao Evangelho","article_publisher":"https:\/\/facebook.com\/voltemosaoevangelho","article_published_time":"2020-07-22T19:54:50+00:00","og_image":[{"width":750,"height":395,"url":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-pensamento-grego-e-a-igreja-crista\u0303-Parte-9.jpg?fit=750%2C395&ssl=1","type":"image\/jpeg"}],"author":"Hermisten Maia","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@voltemos","twitter_site":"@voltemos","twitter_misc":{"Escrito por":"Hermisten Maia","Est. tempo de leitura":"32 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/"},"author":{"name":"Hermisten Maia","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#\/schema\/person\/cf905e2261780bfba3cda58932d1b22b"},"headline":"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 9)","datePublished":"2020-07-22T19:54:50+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/"},"wordCount":6328,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-pensamento-grego-e-a-igreja-crista%CC%83-Parte-9.jpg?fit=750%2C395&ssl=1","keywords":["O pensamento grego e a igreja crist\u00e3","Reflex\u00f5es Comprometidas"],"articleSection":["Cosmovis\u00e3o e cultura"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/","url":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/","name":"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 9)","isPartOf":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-pensamento-grego-e-a-igreja-crista%CC%83-Parte-9.jpg?fit=750%2C395&ssl=1","datePublished":"2020-07-22T19:54:50+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-pensamento-grego-e-a-igreja-crista%CC%83-Parte-9.jpg?fit=750%2C395&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-pensamento-grego-e-a-igreja-crista%CC%83-Parte-9.jpg?fit=750%2C395&ssl=1","width":750,"height":395},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/07\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-9\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 9)"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#website","url":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/","name":"Voltemos Ao Evangelho","description":"um site crist\u00e3o por Cristo e pelo Evangelho","publisher":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#organization","name":"Voltemos ao Evangelho","url":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ve-cr.png?fit=644%2C805&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ve-cr.png?fit=644%2C805&ssl=1","width":644,"height":805,"caption":"Voltemos ao Evangelho"},"image":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/facebook.com\/voltemosaoevangelho","https:\/\/x.com\/voltemos","https:\/\/www.instagram.com\/vevangelho\/","https:\/\/pinterest.com\/voltemos\/","https:\/\/www.youtube.com\/user\/VoltemosAoEvangelho"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#\/schema\/person\/cf905e2261780bfba3cda58932d1b22b","name":"Hermisten Maia","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/20a122e67798d4049bc4cbbf17df84dc5c06ef0e060afe4bb9b31e081200eff7?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/20a122e67798d4049bc4cbbf17df84dc5c06ef0e060afe4bb9b31e081200eff7?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/20a122e67798d4049bc4cbbf17df84dc5c06ef0e060afe4bb9b31e081200eff7?s=96&d=mm&r=g","caption":"Hermisten Maia"},"description":"Hermisten Maia \u00e9 ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil, integrando a Equipe de Pastores da Primeira IP de S\u00e3o Bernardo do Campo, SP. \u00c9 formado em Teologia, Filosofia e Pedagogia. \u00c9 Mestre e Doutor em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o. Leciona em diversos Semin\u00e1rios ininterruptamente desde 1980. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Teologia Sistem\u00e1tica, lecionando h\u00e1 40 anos, e Hist\u00f3ria da Reforma Protestante, atuando principalmente nos seguintes temas: Jo\u00e3o Calvino e Teologia Reformada e Cosmovis\u00e3o Reformada. Faz parte de diversos Conselhos Editoriais de Revistas de Teologia e de Ci\u00eancias da Religi\u00e3o. Tem 40 livros escritos e mais de 1.500 artigos publicados. Leciona em diversas Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior no Brasil. Publica diariamente em suas redes sociais um artigo e um v\u00eddeo.","url":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/autor\/hermisten-maia\/"}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-pensamento-grego-e-a-igreja-crista%CC%83-Parte-9.jpg?fit=750%2C395&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p4MFiq-e9T","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54429","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/133"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54429"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54429\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54433,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54429\/revisions\/54433"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}