{"id":55236,"date":"2020-09-03T20:00:47","date_gmt":"2020-09-03T23:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=55236"},"modified":"2020-09-03T20:00:47","modified_gmt":"2020-09-03T23:00:47","slug":"o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-14","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/09\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-14\/","title":{"rendered":"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 14)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;S\u00e9rie &#8220; O pensamento grego e a igreja crist\u00e3&#8220; | Clique para ler os outros artigos&#8221; size=&#8221;sm&#8221; align=&#8221;center&#8221; button_block=&#8221;true&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Ffiel.in%2F3aJBHzG|||&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<h2>Esc\u00e2ndalo e loucura<\/h2>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">O pregador \u00e9 o que interpreta e ensina as verdades divinas. \u2013 Agostinho (354-430).<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Como j\u00e1 mencionamos, o Cristianismo n\u00e3o \u00e9 fic\u00e7\u00e3o; \u00e9 hist\u00f3ria real. Paulo mostra que a prega\u00e7\u00e3o da Palavra foi o m\u00e9todo prazerosamente estabelecido por Deus para alcan\u00e7ar os seus: <em>\u201c<u>Aprouve<\/u> <\/em>(eu)doke\/w)<em> a Deus salvar aos que creem, pela <u>loucura<\/u> <\/em>(mwri\/a) <em>da prega\u00e7\u00e3o\u201d <\/em>(1Co 1.22).<\/p>\n<p>Pelo fato de os homens n\u00e3o conseguirem entender salvadoramente a mensagem do Evangelho dentro do seu quadro de refer\u00eancia naturalista ou simplesmente de\u00edsta, consideram-na loucura: Tudo que n\u00e3o se ajusta ao seu padr\u00e3o de pensamento \u00e9 esc\u00e2ndalo (pedra de trope\u00e7o) ou loucura.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que o homem natural, n\u00e3o regenerado, n\u00e3o possa entender a mensagem do Evangelho e at\u00e9 mesmo explic\u00e1-la a outros; o problema \u00e9 que esta mensagem n\u00e3o faz sentido espiritual para ele. Ou seja: eu consigo entender o que voc\u00ea quer dizer s\u00f3 que n\u00e3o creio no que voc\u00ea diz.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>A mensagem da cruz \u00e9 considerada loucura pelos que est\u00e3o a perecer, justamente porque ela n\u00e3o possui qualquer atrativo de sabedoria humana que a recomende \u00e0s suas mentes.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Barclay (1907-1978), comenta que \u201cos gregos estavam intoxicados com palavras bonitas; e o pregador crist\u00e3o com sua tosca mensagem lhe parecia um personagem cru e inculto, do qual podiam mofar-se e ridicularizar em lugar de escut\u00e1-lo e respeit\u00e1-lo\u201d.<\/p>\n<p>A f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 para ser vivida e proclamada. A prega\u00e7\u00e3o caracteriza essencialmente a f\u00e9 crist\u00e3 e a sua proclama\u00e7\u00e3o. Paulo, ent\u00e3o indaga:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Como, por\u00e9m, invocar\u00e3o aquele em quem n\u00e3o creram? E como crer\u00e3o naquele de quem nada ouviram? E como ouvir\u00e3o, se n\u00e3o h\u00e1 quem pregue? E como pregar\u00e3o, se n\u00e3o forem enviados? Como est\u00e1 escrito: Qu\u00e3o formosos s\u00e3o os p\u00e9s dos que anunciam coisas boas!<\/em> (Rm 10.14-15).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No final de sua vida, Paulo, com a consci\u00eancia certa de ter conclu\u00eddo fielmente o seu minist\u00e9rio, exorta ao jovem Tim\u00f3teo:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer n\u00e3o, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haver\u00e1 tempo em que n\u00e3o suportar\u00e3o a s\u00e3 doutrina; pelo contr\u00e1rio, cercar-se-\u00e3o de mestres segundo as suas pr\u00f3prias cobi\u00e7as, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusar\u00e3o a dar ouvidos \u00e0 verdade, entregando-se \u00e0s <u>f\u00e1bulas<\/u> <\/em>(mu=qoj = lenda, mito)<em>. Tu, por\u00e9m, s\u00ea s\u00f3brio em todas as coisas, suporta as afli\u00e7\u00f5es, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu minist\u00e9rio.<\/em> (2Tm 4.2-5).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A despeito da irracionalidade moderna, inclusive entre n\u00f3s, ditos evang\u00e9licos que temos ignorado n\u00e3o impunemente as grandes batalhas acad\u00eamicas e consequentemente \u00e9ticas, com as quais nos deparamos<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> \u2013 o desafio de Deus para n\u00f3s n\u00e3o \u00e9 para nos tornarmos irracionais ou ignorantes, antes \u00e9 para que submetamos a nossa intelig\u00eancia \u00e0 Palavra.<\/p>\n<p>Aqui n\u00e3o se pede nenhum sacrif\u00edcio l\u00f3gico-racional, antes o que se requer, \u00e9 a humildade para reconhecer a nossa limita\u00e7\u00e3o diante da majestosa sabedoria de Deus (Rm 11.33-36), exercitando deste modo, por gra\u00e7a, a humanamente louca sabedoria de Deus em nossa vida, reconhecendo a nossa sufici\u00eancia n\u00e3o em nossa intelig\u00eancia ou valores, mas em Deus.<\/p>\n<p>A prega\u00e7\u00e3o do Evangelho revela a insensatez de nossa sabedoria e a verdadeira sabedoria de Deus, que, em princ\u00edpio, parece loucura. Isto \u00e9 altamente ofensivo aos s\u00e1bios deste mundo t\u00e3o convictos de seus conhecimentos e m\u00e9todos.<\/p>\n<p>Calvino (1509-1564) comenta:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">O fato de que o Evangelho \u00e9 aroma de morte para os \u00edmpios n\u00e3o vem tanto de sua pr\u00f3pria natureza, mas da pr\u00f3pria perversidade humana. Ao determinar um <em>caminho <\/em>de salva\u00e7\u00e3o, ele elimina a confian\u00e7a em quaisquer outros caminhos.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00c0 frente:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Toda verdade proclamada referente a Cristo \u00e9 completamente paradoxal pelo prisma do ju\u00edzo humano. Entretanto, o nosso dever \u00e9 prosseguir em nossa rota. Cristo n\u00e3o deve ser suprimido s\u00f3 porque para muitos ele n\u00e3o passa de pedra de ofensa e rocha de esc\u00e2ndalo. Ao mesmo tempo que ele prova ser destrui\u00e7\u00e3o para os \u00edmpios, em contrapartida ele ser\u00e1 sempre ressurrei\u00e7\u00e3o para os fi\u00e9is.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Quero dizer mais uma palavra. A prega\u00e7\u00e3o fundamenta-se no princ\u00edpio de que a Palavra de Deus \u00e9 infal\u00edvel e que Deus continua a falar por meio dela. Ou seja: A voz de Deus n\u00e3o se esgotou quando o c\u00e2non foi reconhecido,<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> mas, Deus continua a falar por meio de sua Palavra escrita e por meio dos pregadores que exp\u00f5em esta Palavra com fidelidade. O Deus que falou no passado continua a falar hoje.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<h2>B. Uma proclama\u00e7\u00e3o poderosamente submissa e inteligente<\/h2>\n<p>A proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho compete a n\u00f3s; \u00e9 uma responsabilidade inalien\u00e1vel e essencial de toda a Igreja.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> N\u00e3o compreendemos exaustivamente a rela\u00e7\u00e3o entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana, contudo, a B\u00edblia ensina estas duas verdades: Deus \u00e9 soberano e o homem \u00e9 respons\u00e1vel diante de Deus por suas decis\u00f5es (Rm 1.18-2.16).<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> O nosso confronto com os mist\u00e9rios da Palavra deve nos conduzir \u00e0 adora\u00e7\u00e3o sincera (Rm 11.33-36).<\/p>\n<p>Em nosso testemunho, procuramos anunciar o Evangelho de forma intelig\u00edvel, nos dirigindo a seres racionais a fim de que entendam a mensagem e creiam. Por isso, ao mesmo tempo em que sabemos que \u00e9 Deus quem converte o pecador, devemos usar os recursos de que dispomos &#8211; que n\u00e3o contrariem a Palavra de Deus -, para atingir a todos os homens.<\/p>\n<p>A nossa proclama\u00e7\u00e3o deve ser apaixonada, no sentido de que queremos alertar os homens para a realidade do Evangelho, \u201cpersuadindo-os\u201d pelo Esp\u00edrito, a se arrependerem de seus pecados e a se voltarem para Deus (Vejam-se: Lc 5.10; Rm 11.13-14; 1Co 9.19-23; 2Co 5.11)<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n<p>Cremos que o Esp\u00edrito da verdade nos capacita a proclamar o Evangelho com fidelidade e sabedoria. Evangelizar n\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio de aniquilamento da raz\u00e3o, antes \u00e9 um desafio \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de uma mente s\u00e3, que s\u00f3 pode ser restaurada pelo poder do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Toda verdade procede de Deus e, o Esp\u00edrito de Deus nos concede este discernimento na compreens\u00e3o e no uso da verdade. \u201cO Esp\u00edrito Santo \u00e9 o Esp\u00edrito da verdade, que se importa com a verdade, ensina a verdade e d\u00e1 testemunho da verdade\u201d, enfatiza Stott.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a><\/p>\n<p>O Livro de Atos registra que Paulo por tr\u00eas semanas pregou, conforme seu costume, na sinagoga de Tessal\u00f4nica.<\/p>\n<p>Lucas usa alguns termos muito interessantes para descrever a prega\u00e7\u00e3o de Paulo:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Tendo passado por Anf\u00edpolis e Apol\u00f4nia, chegaram a Tessal\u00f4nica, onde havia uma sinagoga de judeus. Paulo, segundo o seu costume, foi procur\u00e1-los e, por tr\u00eas s\u00e1bados, <u>arrazoou<\/u> <\/em>(diale\/gomai)<em> com eles acerca das Escrituras, <u>expondo<\/u> <\/em>(dianoi\/gw) <em>e <u>demonstrando<\/u> <\/em>(parati\/qhmi) <em>ter sido necess\u00e1rio que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, \u00e9 o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio. Alguns deles foram <u>persuadidos<\/u> <\/em>(pei\/qw) <em>e unidos a Paulo e Silas, bem como numerosa multid\u00e3o de gregos piedosos e muitas distintas mulheres,<\/em> (At 17.1-4).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Analisemos os verbos usados por Lucas:<\/p>\n<p><strong>a) \u201cArrazoar\u201d<\/strong> (diale\/gomai).<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> No grego cl\u00e1ssico a palavra tinha o emprego usual de \u201cconversar\u201d ou \u201cdiscutir\u201d. (Ver: Mc 9.34). A partir de S\u00f3crates (469-399 a.C.) passou a ser usada com o sentido de persuas\u00e3o por meio de perguntas e respostas. Em Arist\u00f3teles (384-322 a.C.), tem o sentido de investiga\u00e7\u00e3o dos fundamentos \u00faltimos do conhecimento.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a> Da\u00ed o sentido de argumentar, conduzir uma discuss\u00e3o e discursar, envolvendo sempre a ideia de est\u00edmulo intelectual por interm\u00e9dio do interc\u00e2mbio de <a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a> Enfim, envolvia uma argumenta\u00e7\u00e3o com o fim de persuadir, sendo permitida \u00e0 congrega\u00e7\u00e3o fazer perguntas.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<p>Paulo, portanto, passou tr\u00eas semanas fazendo perguntas, ouvindo indaga\u00e7\u00f5es, respondendo, argumentando com respeito ao Antigo Testamento e \u00e0 Pessoa de Cristo. A prega\u00e7\u00e3o do Evangelho envolve racioc\u00ednios e argumentos.<\/p>\n<p>Lucas registra tamb\u00e9m que em Corinto: <em>\u201cTodos os s\u00e1bados [Paulo] <u>discorria<\/u> <\/em>(diale\/gomai) <em>na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos\u201d<\/em> (At 18.4). Este era o m\u00e9todo habitual de Paulo. Ele usou do mesmo recurso na sinagoga de Tessal\u00f4nica (At 17.2);<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a> na sinagoga de Atenas e na pra\u00e7a (At 17.17);<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a> na sinagoga de \u00c9feso e na escola de Tirano durante dois anos (At 18.19; 19.8-10),<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a> na igreja em Tr\u00f4ade (At 20.7,9)<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a> e diante de violento Procurador F\u00e9lix (At 24.25).<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a><\/p>\n<p><strong>b) \u201cExpor\u201d<\/strong> (dianoi\/gw).<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a> \u201cAbrir completamente\u201d. Tem o sentido figurado de \u201cexplanar\u201d e \u201cinterpretar\u201d. Ou seja: pelo Esp\u00edrito, a exposi\u00e7\u00e3o de Paulo tornava a mensagem compreens\u00edvel, \u201cabria o significado\u201d do texto, evidenciado a sua aplicabilidade ao contexto de seus ouvintes (Cf. Lc 24.31-32).<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a> As pessoas poderiam n\u00e3o crer no que foi proclamado; contudo, n\u00e3o poderiam alegar falta de compreens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>c) \u201cDemonstrar\u201d<\/strong> (parati\/qhmi).<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a> \u201cColocar ao lado\u201d, \u201ccolocar diante de\u201d. Figuradamente tem o sentido de apresentar evid\u00eancias; ou seja, provar com passagens b\u00edblicas a veracidade de seu argumento. \u201cCitar para provar\u201d, \u201cdemonstrar\u201d. Ou seja: Paulo argumentava biblicamente o que ensinava, demonstrando, por exemplo, o cumprimento das profecias em Cristo e, ao mesmo tempo, confrontava as teses de seus oponentes com textos b\u00edblicos.<\/p>\n<p><strong>d) \u201cPersuadir\u201d<\/strong> (pei\/qw), que significa convencer despertando a confian\u00e7a de algu\u00e9m sobre o qu\u00ea foi persuadido, \u201cdar cr\u00e9dito\u201d (At 27.11). Lucas tamb\u00e9m registra que alguns dos judeus e numerosa multid\u00e3o de gregos \u2013 homens e mulheres distintas \u2013, <em>\u201cforam <u>persuadidos<\/u> <\/em>(pei\/qw) <em>e unidos a Paulo e Silas\u201d <\/em>(At 17.4). Paulo esfor\u00e7ava-se por persuadir os seus ouvintes a respeito do Evangelho (At 13.43; 18.4;19.8,26; 26.28; 28.23-24; 2Co 5.11).<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a><\/p>\n<p>Becker argumenta: \u201cPaulo n\u00e3o procurava dar origem \u00e0 f\u00e9 no Deus \u00fanico e, sim, persuadir os ouvintes quanto \u00e0 gra\u00e7a que acabava de ser dada por meio de Cristo\u201d.<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a> Seus ouvintes n\u00e3o seriam levados \u00e0 f\u00e9 simplesmente pela sabedoria humana. No entanto, devemos estar conscientes que a proclama\u00e7\u00e3o n\u00e3o exclui de forma alguma a nossa raz\u00e3o.<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a><\/p>\n<p>Mesmo havendo um tipo de linguagem que propiciava a persuas\u00e3o, Paulo n\u00e3o se valia deste m\u00e9todo. Diz aos cor\u00edntios: <em>\u201cA minha palavra e a minha prega\u00e7\u00e3o n\u00e3o consistiram em linguagem <u>persuasiva<\/u><\/em> (peiqo\/j) <em>de sabedoria, mas em demonstra\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito e de poder\u201d<\/em> (1Co 2.4).<\/p>\n<p>H\u00e1 sempre o risco de substituir o poder de Deus pela \u201ct\u00e9cnica\u201d, pela capacidade de convencer os nossos ouvintes. Neste caso, substituir\u00edamos o conte\u00fado pelo sucesso, a soberania de Deus pelo poder de nossos argumentos.<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\">[29]<\/a> \u00c9 preciso um cuidado especial neste ponto.<\/p>\n<p>Calvino se det\u00e9m especialmente nesta quest\u00e3o: \u201cPara que possa haver eloqu\u00eancia, devemos estar sempre em alerta a fim de impedir que a sabedoria de Deus venha sofrer degrada\u00e7\u00e3o por um brilhantismo for\u00e7ado e corriqueiro\u201d.<a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\">[30]<\/a> A eloqu\u00eancia \u201c\u00e9 um dom muito excelente, mas que, quando se v\u00ea divorciado do amor, de nada serve para algu\u00e9m obter o favor divino\u201d.<a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\">[31]<\/a> A quest\u00e3o est\u00e1 em n\u00e3o usar desses meios como sendo a for\u00e7a do Evangelho, esquecendo-nos de sua simplicidade que \u00e9-nos comunicada pelo Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Continua o reformador em lugares diferentes:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">N\u00e3o devemos condenar, nem rejeitar a classe de eloqu\u00eancia que n\u00e3o almeja cativar crist\u00e3os com um requinte exterior de palavras, nem intoxicar com deleites f\u00fateis, nem fazer c\u00f3cegas em seus ouvidos com sua suave melodia, nem mergulhar a <em>Cruz de Cristo<\/em> em sua v\u00e3 ostenta\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn32\" name=\"_ftnref32\">[32]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O Esp\u00edrito de Deus tamb\u00e9m possui uma eloqu\u00eancia particularmente sua.<a href=\"#_ftn33\" name=\"_ftnref33\">[33]<\/a><\/p>\n<p>A eloqu\u00eancia que est\u00e1 em conformidade com o Esp\u00edrito de Deus n\u00e3o \u00e9 bomb\u00e1stica nem ostentosa,<a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\">[34]<\/a> como tamb\u00e9m n\u00e3o produz um forte volume de ru\u00eddos que equivalem a nada. Antes, ela \u00e9 genu\u00edna e eficaz, e possui muito mais sinceridade do que refinamento.<a href=\"#_ftn35\" name=\"_ftnref35\">[35]<\/a><\/p>\n<p>Paulo recordando aos crentes de Corinto o que lhes havia ensinando, diz: <em>\u201cIrm\u00e3os, venho lembrar-vos <u>o evangelho<\/u> <\/em>(eu)angge\/llion)<em> <u>que vos anunciei<\/u> <\/em>(eu)aggeli\/zw) <em>\u00a0(&#8230;) que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras\u201d <\/em>(1Co 15.1,3).<\/p>\n<p>Notemos que Paulo escrevia \u00e0 igreja, aos crentes. N\u00e3o havia um novo Evangelho a ser pregado. Ele precisava apenas ser recordado em seu conte\u00fado e significado: <em>\u201cvenho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei\u201d<\/em>. Na realidade, Paulo estava declarando (lembrando) o Evangelho que j\u00e1 fora evangelizado (anunciado); nada havia a acrescentar e, ao mesmo tempo, a mensagem transmitida n\u00e3o era descart\u00e1vel: permanecia com o mesmo valor e relev\u00e2ncia.<em> \u00a0<\/em>Portanto, evangelizar, proclamar as Boas Novas, \u00e9 um trabalho cont\u00ednuo. N\u00e3o se encerra, simplesmente, com o primeiro an\u00fancio:\u00a0 \u201c<em>venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei\u201d<\/em>.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Uma caracter\u00edstica distintiva do homem \u00e9 a capacidade de julgar, discernindo o bem do mal.<a href=\"#_ftn36\" name=\"_ftnref36\">[36]<\/a> Esta capacidade deve ser exercitada por n\u00f3s no emprego dos recursos que Deus nos tem fornecido. Dentro da nossa linha de estudo, devemos estar atentos ao uso que fazemos da palavra como instrumento de persuas\u00e3o. Como ouvintes, devemos tamb\u00e9m permanecer alerta para que n\u00e3o sejamos persuadidos pela beleza do discurso, sem verificar a sua validade. Resumindo: <em>\u201cCuidado que ningu\u00e9m vos venha a enredar com sua filosofia e v\u00e3s sutilezas, conforme a tradi\u00e7\u00e3o dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e n\u00e3o segundo Cristo\u201d <\/em>(Cl 2.8).<\/p>\n<p>No Novo Testamento temos diversas orienta\u00e7\u00f5es sobre isso. Devemos dar cr\u00e9dito \u00e0 verdade procedente de Deus (1Ts 2.10-13). Contudo, como muitos falsos mestres t\u00eam sa\u00eddo pelo mundo, faz-se necess\u00e1rio provar os esp\u00edritos.<\/p>\n<p>Precisamos exercitar o ceticismo crist\u00e3o que n\u00e3o aceita tudo, contudo, n\u00e3o rejeita a procura da verdade:<a href=\"#_ftn37\" name=\"_ftnref37\">[37]<\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Amados, n\u00e3o deis cr\u00e9dito a qualquer esp\u00edrito; antes, <u>provai<\/u> <\/em>(dokima\/zw<em>)<\/em><a href=\"#_ftn38\" name=\"_ftnref38\">[38]<\/a> <em>os esp\u00edritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas t\u00eam sa\u00eddo pelo mundo fora. Nisto reconheceis o Esp\u00edrito de Deus: todo esp\u00edrito que confessa que Jesus Cristo veio em carne \u00e9 de Deus; e todo esp\u00edrito que n\u00e3o confessa a Jesus n\u00e3o procede de Deus; pelo contr\u00e1rio, este \u00e9 o esp\u00edrito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, j\u00e1 est\u00e1 no mundo. Filhinhos, v\u00f3s sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior \u00e9 aquele que est\u00e1 em v\u00f3s do que aquele que est\u00e1 no mundo. Eles procedem do mundo; por essa raz\u00e3o, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve.\u00a0 N\u00f3s somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que n\u00e3o \u00e9 da parte de Deus n\u00e3o nos ouve. Nisto reconhecemos o esp\u00edrito da <u>verdade<\/u> <\/em>(a)lh\/qeia)<em> e o esp\u00edrito do erro.<\/em> (1Jo 4.1-6).<a href=\"#_ftn39\" name=\"_ftnref39\">[39]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A verdade n\u00e3o gera mentira: <em>\u201c&#8230;.mentira alguma jamais procede da <u>verdade<\/u> <\/em>(a)lh\/qeia)<em>\u201d<\/em> (1Jo 2.21).<\/p>\n<p>O nosso desejo de servir a Deus n\u00e3o nos deve tornar presas f\u00e1ceis de qualquer ensinamento ou doutrina. Precisamos cientificar-nos se aquilo que \u00e9-nos transmitido procede ou n\u00e3o de Deus. Para este exame temos as Escrituras Sagradas como fonte de todo conhecimento revelado a respeito de Deus e do que ele deseja de n\u00f3s. Foi assim que a nobre Igreja de Ber\u00e9ia procedeu ao ouvir Paulo e Silas. Ainda que aqueles irm\u00e3os\u00a0 tenham recebido a Palavra com avidez, isto n\u00e3o os impediu de examinar<a href=\"#_ftn40\" name=\"_ftnref40\">[40]<\/a> <em>\u201cas Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim\u201d<\/em> (At 17.11). \u201cEles combinavam receptividade com questionamento cr\u00edtico\u201d.<a href=\"#_ftn41\" name=\"_ftnref41\">[41]<\/a><\/p>\n<p>Portanto, como h\u00e1 outras vozes querendo nos afastar da verdade, apresentando um caminho que, \u00e0 primeira vista, pode nos parecer mais convidativo e tentador, devemos perseverar no caminho da verdade. Paulo recrimina o esmorecimento dos g\u00e1latas que come\u00e7ando a crer corretamente na gra\u00e7a de Deus, agora, passam a viver, como se fosse poss\u00edvel, pelas obras. O legalismo judaico se constitu\u00eda num impedimento aos judeus crist\u00e3os: <em>\u201cV\u00f3s corr\u00edeis bem; quem vos <u>impediu<\/u> <\/em>(e)gko\/ptw)<a href=\"#_ftn42\" name=\"_ftnref42\">[42]<\/a> <em>de continuardes a obedecer \u00e0 <u>verdade<\/u> <\/em>(a)lh\/qeia)<em>?\u201d<\/em> (Gl 5.7).<\/p>\n<p>Os falsos mestres, privados da verdade,<a href=\"#_ftn43\" name=\"_ftnref43\">[43]<\/a> procuram desviar-nos da verdade pervertendo os ensinamentos da Palavra.<\/p>\n<p>Paulo cita dois falsos mestres de seu tempo, Himeneu<a href=\"#_ftn44\" name=\"_ftnref44\">[44]<\/a> e Fileto, que, seguindo ensinamentos gn\u00f3sticos, com uma linguagem corrosiva, eliminavam a esperan\u00e7a na ressurrei\u00e7\u00e3o futura, pervertendo a f\u00e9 de alguns:<em>\u00a0<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Al\u00e9m disso, a linguagem deles corr\u00f3i como <u>c\u00e2ncer<\/u> <\/em>(ga\/ggraina);<a href=\"#_ftn45\" name=\"_ftnref45\">[45]<\/a><em> entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da <u>verdade<\/u> <\/em>(a)lh\/qeia)<em>, asseverando que a ressurrei\u00e7\u00e3o j\u00e1 se realizou, e est\u00e3o <u>pervertendo<\/u> <\/em>(a)natre\/pw = \u201carruinar\u201d, \u201cvirar\u201d<a href=\"#_ftn46\" name=\"_ftnref46\">[46]<\/a>) <em>a f\u00e9 a alguns. <\/em>(2Tm 2.17-18).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A falsa doutrina \u00e9 contagiante. Paulo\u00a0 exorta a Tito com veem\u00eancia\u00a0 a respeito dos insubordinados, especialmente judeus: <em>\u201c\u00c9 preciso faz\u00ea-los calar, porque andam <u>pervertendo<\/u> <\/em>(a)natre\/pw) <em>casas inteiras, ensinando o que n\u00e3o devem, por torpe gan\u00e2ncia\u201d<\/em> (Tt 1.11).<\/p>\n<p>Por causa dos falsos mestres o caminho da verdade ser\u00e1 infamado. Escreve Pedro:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Assim como, no meio do povo, surgiram <u>falsos profetas<\/u> <\/em>(yeudoprofh\/thj)<em>,<\/em><a href=\"#_ftn47\" name=\"_ftnref47\">[47]<\/a> <em>assim tamb\u00e9m haver\u00e1 entre v\u00f3s <u>falsos mestres<\/u>\u00a0 <\/em>(yeudodida\/skaloj)<em>, os quais introduzir\u00e3o, dissimuladamente, heresias destruidoras, at\u00e9 ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destrui\u00e7\u00e3o. E muitos seguir\u00e3o as suas <u>pr\u00e1ticas libertinas<\/u><\/em> (a)se\/lgeia)<em>, e, por causa deles, <u>ser\u00e1 infamado<\/u> <\/em>(blasfhme\/w)<a href=\"#_ftn48\" name=\"_ftnref48\">[48]<\/a> <em>o caminho da verdade\u201d<\/em> (2Pe 2.1-2).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Pedro diz que o presb\u00edtero como pastor do rebanho deve estar em condi\u00e7\u00f5es de alimentar o seu rebanho com a Palavra e, tamb\u00e9m, saber combater \u00e0queles que tentar\u00e3o seduzir os fi\u00e9is com <em>\u201cpalavras <u>fict\u00edcias<\/u> <\/em>\u00a0(plasto\/j)<em>\u201d<\/em>\u00a0 (2Pe 2.3).<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Agostinho, <em>A Doutrina Crist\u00e3,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1991, IV.4.6. p. 217.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ver: James M. Boice, <em>O Evangelho da Gra\u00e7a<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2003, p. 108-109.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cf. Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1996, (1Co 1.18), p. 56.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>\u201cA igreja est\u00e1 hoje perecendo por falta de pensamento, n\u00e3o por excesso do mesmo\u201d (J.G. Machen, <em>Cristianismo y Cultura, <\/em>Barcelona: Asociaci\u00f3n Cultural de Estudios de la Literatura Reformada, 1974, p. 19). \u201cO empobrecimento intelectual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 pode levar ao empobrecimento espiritual\u201d (William L. Craig, <em>A Verdade da F\u00e9 Crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 2004, p. 14). \u201cQuero tamb\u00e9m mostrar que os crist\u00e3os n\u00e3o precisam ter medo de pensar; que, na verdade, os crist\u00e3os t\u00eam vantagens sobre n\u00e3o-crist\u00e3os quando se trata de usar o intelecto\u201d (Gene Edward Veith, Jr., <em>De Todo o Teu Entendimento<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2006, p. 13). Vejam-se tamb\u00e9m as oportunas observa\u00e7\u00f5es de Craig. (William L. Craig, <em>A Verdade da F\u00e9 Crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 2004. p. 11-16).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de Romanos,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1997, (Rm 1.16), p. 58.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de Romanos,<\/em> (Rm 6.1), p. 201-202.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Quanto \u00e0 quest\u00e3o do reconhecimento do c\u00e2non, veja-se: Hermisten M.P. Costa, <em>A Inspira\u00e7\u00e3o e Inerr\u00e2ncia das Escrituras, <\/em>2. ed. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2008.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Veja-se uma boa exposi\u00e7\u00e3o deste ponto in: John Stott, <em>Eu Creio na Prega\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Vida, 2003, p. 106ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> \u201cA evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a inalien\u00e1vel responsabilidade de toda comunidade crist\u00e3, bem como de todo indiv\u00edduo crente\u201d (J.I. Packer, <em>Evangeliza\u00e7\u00e3o e soberania de Deus,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1990, p. 21).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Vejam-se: J.I. Packer, <em>Evangeliza\u00e7\u00e3o e Soberania de Deus,<\/em> p. 16-27; R.B. Kuiper, <em>Evangeliza\u00e7\u00e3o Teoc\u00eantrica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, 1976, p. 27.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a><em>\u201c&#8230;.Disse Jesus a Sim\u00e3o: N\u00e3o temas; doravante ser\u00e1s pescador de homens\u201d<\/em> (Lc 5.10). <em>\u201cDirijo-me a v\u00f3s outros, que sois gentios! Visto, pois, que eu sou ap\u00f3stolo dos gentios, glorifico o meu minist\u00e9rio, para ver se, de algum modo, posso incitar \u00e0 emula\u00e7\u00e3o os do meu povo e salvar alguns deles\u201d<\/em> (Rm 11.13-14). <em>\u201cPorque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior n\u00famero poss\u00edvel. Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora n\u00e3o esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, n\u00e3o estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo fa\u00e7o por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele\u201d <\/em>(1Co 9.19-23). <em>\u201cE assim, conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens e somos cabalmente conhecidos por Deus; e espero que tamb\u00e9m a vossa consci\u00eancia nos reconhe\u00e7a\u201d <\/em>(2Co 5.11).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Veja-se: J.I. Packer, <em>Evangeliza\u00e7\u00e3o e Soberania de Deus,<\/em> p. 36-37.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> John R.W. Stott, <em>A Verdade do Evangelho: um apelo \u00e0 Unidade,<\/em> Curitiba; S\u00e3o Paulo: Encontro; ABU., 2000, p. 130.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> A palavra tem o sentido de \u201cdissertar\u201d (At 17.17; 19.8; 24.25); \u201cdiscorrer\u201d (At 18.4; 19.9; Hb 12.5); \u201cpregar\u201d (At 18.19); \u201cexortar\u201d (At 20.7); \u201cdiscursar\u201d (At 20.9); \u201cdiscutir\u201d (At 24.12); \u201cdisputar\u201d (Jd 9).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a>Ver: Gottlob Schrenk, diale\/gomai: In: G. Kittel; G. Friedrich, eds. <em>Theological Dictionary of the New Testament,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1983 (Reprinted), v. 2, p. 93.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a>Cf. A.T. Robertson, \u201c<em>Word Pictures in the New Testament,<\/em> Vol. 3 \u2013 Acts,\u201d <em>The Master Christian Library,<\/em> (CD-ROM), Version 8 (Rio, Wi: Ages Software, 2000), in loc.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a>Cf. D. Furst, Pensar: In: Colin Brown, ed. ger. <em>O Novo dicion\u00e1rio internacional de Teologia do Novo Testamento, <\/em>v. 3, p. 515.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> <em>\u201cPaulo, segundo o seu costume, foi procur\u00e1-los e, por tr\u00eas s\u00e1bados, <u>arrazoou com<\/u> <\/em>(diale\/gomai) <em>eles acerca das Escrituras\u201d <\/em>(At 17.2).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a><em>\u201cPor isso, <u>dissertava<\/u> <\/em>(diale\/gomai) <em>na sinagoga entre os judeus e os gentios piedosos; tamb\u00e9m na pra\u00e7a, todos os dias, entre os que se encontravam ali\u201d<\/em> (At 17.17).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a><em>\u201cChegados a \u00c9feso, deixou-os ali; ele, por\u00e9m, entrando na sinagoga, <u>pregava<\/u> <\/em>(diale\/gomai) <em>aos judeus\u201d <\/em>(At 18.19).<em> \u201cDurante tr\u00eas meses, Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, <u>dissertando<\/u> <\/em>(diale\/gomai) <em>e persuadindo com respeito ao reino de Deus. Visto que alguns deles se mostravam empedernidos e descrentes, falando mal do Caminho diante da multid\u00e3o, Paulo, apartando-se deles, separou os disc\u00edpulos, <u>passando a discorrer<\/u> <\/em>(diale\/gomai) <em>diariamente na escola de Tirano. Durou isto por espa\u00e7o de dois anos, dando ensejo a que todos os habitantes da \u00c1sia ouvissem a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos\u201d<\/em> (At 18.8-10).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a><em>\u201cNo primeiro dia da semana, estando n\u00f3s reunidos com o fim de partir o p\u00e3o, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, <u>exortava<\/u>-os <\/em>(diale\/gomai) <em>e prolongou o discurso at\u00e9 \u00e0 meia-noite. (&#8230;) Um jovem, chamado \u00cautico, que estava sentado numa janela, adormecendo profundamente <u>durante o<\/u> prolongado <u>discurso<\/u> <\/em>(diale\/gomai)<em> de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto\u201d<\/em> (At 20.7,9).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a><em>\u201c<u>Dissertando<\/u> <\/em>(diale\/gomai) <em>ele acerca da justi\u00e7a, do dom\u00ednio pr\u00f3prio e do Ju\u00edzo vindouro, ficou F\u00e9lix amedrontado e disse: Por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei\u201d <\/em>(At 24.25).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a>A palavra tem o sentido de \u201cexpor\u201d (Lc 24.32) e, especialmente, de \u201cabrir\u201d: abrir o ventre (Lc 2.23); abrir o c\u00e9u (At 7.56). No sentido figurado: abrir os ouvidos (Mc 7.34-35); abrir os olhos para que compreenda (Lc 24.31\/Gn 3.5,7); abrir o cora\u00e7\u00e3o (At 16.14); abrir a mente (Lc 24.45).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a>Comentando At 16.14, onde a mesma palavra \u00e9 empregada, Stott escreve: \u201cPercebemos que a mensagem era de Paulo, mas a iniciativa salvadora vinha de Deus. A prega\u00e7\u00e3o de Paulo n\u00e3o era efetiva em si mesma; o Senhor operava atrav\u00e9s dela. E a obra do Senhor n\u00e3o era direta em si; Ele preferiu operar por interm\u00e9dio da prega\u00e7\u00e3o de Paulo. Sempre \u00e9 assim\u201d (John R.W. Stott, <em>A Mensagem de Atos: at\u00e9 os confins da Terra, <\/em>S\u00e3o Paulo: ABU Editora, 1994, (At 16.13-15), p. 296).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a> Significa \u201cpropor\u201d (Mt 23.24,31); \u201cdistribuir\u201d (Mc 6.41; 8.6-7); oferecer (Lc 10.8; 11.6); confiar (Lc 12.48); entregar (Lc 23.46); encomendar (At 14.23; 20.32; 1Pe 4.19); \u201cp\u00f4r diante de\u201d (1Co 10.27); \u201cencarregar\u201d (1Tm 1.18); transmitir (2Tm 2.2).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a><em>\u201cDespedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos pros\u00e9litos piedosos seguiram Paulo e Barnab\u00e9, e estes, falando-lhes, os <u>persuadiam<\/u> <\/em>(pei\/qw) <em>a perseverar na gra\u00e7a de Deus\u201d <\/em>(At 13.43). <em>\u201cE todos os s\u00e1bados discorria na sinagoga, <u>persuadindo<\/u> <\/em>(pei\/qw) <em>tanto judeus como gregos\u201d <\/em>(At 18.4). <em>\u201cDurante tr\u00eas meses, Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, dissertando e <u>persuadindo<\/u> <\/em>(pei\/qw) <em>com respeito ao reino de Deus\u201d<\/em> (At 19.8). Dem\u00e9trio insuflando o povo: <em>\u201ce estais vendo e ouvindo que n\u00e3o s\u00f3 em \u00c9feso, mas em quase toda a \u00c1sia, este Paulo <u>tem persuadido<\/u> <\/em>(pei\/qw) <em>e desencaminhado muita gente, afirmando n\u00e3o serem deuses os que s\u00e3o feitos por m\u00e3os humanas\u201d <\/em>(At 19.26). <em>\u201cEnt\u00e3o, Agripa se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me <u>persuades<\/u> <\/em>(pei\/qw) <em>a me fazer crist\u00e3o\u201d <\/em>(At 26.28). <em>\u201cHavendo-lhe eles marcado um dia, vieram em grande n\u00famero ao encontro de Paulo na sua pr\u00f3pria resid\u00eancia. Ent\u00e3o, desde a manh\u00e3 at\u00e9 \u00e0 tarde, lhes fez uma exposi\u00e7\u00e3o em testemunho do reino de Deus, <u>procurando persuadi<\/u>-los <\/em>(pei\/qw) <em>a respeito de Jesus, tanto pela lei de Mois\u00e9s como pelos profetas. Houve alguns <u>que ficaram persuadidos<\/u> <\/em>(pei\/qw) <em>pelo que ele dizia; outros, por\u00e9m, continuaram incr\u00e9dulos\u201d<\/em> (At 28.23-24). <em>\u201cE assim, conhecendo o temor do Senhor, <u>persuadimos<\/u> <\/em>(pei\/qw) <em>os homens e somos cabalmente conhecidos por Deus; e espero que tamb\u00e9m a vossa consci\u00eancia nos reconhe\u00e7a\u201d<\/em> (2Co 5.11).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a>O. Becker, F\u00e9: In: Colin Brown, ed. ger. <em>O Novo Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia do Novo Testamento, <\/em>v. 2, p. 214.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a>Veja-se o excelente t\u00f3pico do livro de Stott: John R.W. Stott, <em>Crer \u00e9 tamb\u00e9m Pensar,<\/em> S\u00e3o Paulo: ABU., 1984 (2. impress\u00e3o), p. 45-51.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a> Packer desenvolve este tema de forma pertinente:<\/p>\n<p>\u201cSe considerarmos que nossa tarefa consiste n\u00e3o simplesmente em apresentar Cristo, mas realmente em produzir convertidos \u2013 evangelizando n\u00e3o apenas fielmente, mas tamb\u00e9m com sucesso \u2013 ent\u00e3o nossa maneira de evangelizar tornar-se-\u00e1 pragm\u00e1tica e calculista. Terminar\u00edamos por concluir que nosso equipamento b\u00e1sico, tanto para tratar pessoalmente como para pregar publicamente, deve ser duplo. Precisar\u00edamos possuir n\u00e3o apenas uma compreens\u00e3o clara do significado e aplica\u00e7\u00e3o do evangelho, mas igualmente uma t\u00e9cnica irresist\u00edvel capaz de induzir os ouvinte a aceit\u00e1-lo. Assim sendo, precisar\u00edamos nos esfor\u00e7ar por experimentar e desenvolver tal t\u00e9cnica. E dever\u00edamos avaliar toda evangeliza\u00e7\u00e3o, tanto a nossa como a de outras pessoas, n\u00e3o pelo crit\u00e9rio da mensagem pregada, mas tamb\u00e9m dos resultados vis\u00edveis. E, se nossos pr\u00f3prios esfor\u00e7os n\u00e3o estivessem produzindo frutos, concluir\u00edamos que nossa t\u00e9cnica ainda precisa de melhoramentos. E caso estivessem produzindo fruto, concluir\u00edamos que isso justifica a t\u00e9cnica usada. Se assim fosse, dever\u00edamos considerar a evangeliza\u00e7\u00e3o como uma atividade que envolve uma batalha de vontades entre n\u00f3s mesmos e aqueles para quem pregamos, uma batalha cuja vit\u00f3ria dependeria de havermos detonado uma barragem suficiente de efeitos calculados. Dessa maneira, nossa filosofia de evangeliza\u00e7\u00e3o tornar-se-ia terrivelmente semelhante \u00e0 filosofia da lavagem cerebral. E j\u00e1 n\u00e3o poder\u00edamos mais argumentar, quando tal semelhan\u00e7a fosse aceita como fato, que essa n\u00e3o \u00e9 a concep\u00e7\u00e3o certa de que seja evangelizar. Pois seria um conceito apropriado de evangeliza\u00e7\u00e3o, se a produ\u00e7\u00e3o de convertidos fosse responsabilidade nossa.<\/p>\n<p>\u201cIsso nos mostra o perigo de esquecermos as implica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas da soberania de Deus\u201d (J.I. Packer, <em>Evangeliza\u00e7\u00e3o e Soberania de Deus,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1990, p. 22-23).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios<\/em>, S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1996, (1Co 2.13), p. 91.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\">[31]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios<\/em>, (1Co 13.1), p. 394.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\">[32]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios, <\/em>(1Co 1.17), p. 55. \u201cDeus quer que sua Igreja seja edificada com base na genu\u00edna prega\u00e7\u00e3o de sua Palavra, n\u00e3o com base em fic\u00e7\u00f5es humanas. (&#8230;) Nesta categoria est\u00e3o quest\u00f5es especulativas que geralmente fornecem mais para ostenta\u00e7\u00e3o \u2013 ou algum louco desejo \u2013 do que para a salva\u00e7\u00e3o de homens\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 3.12), p. 112). \u201cA prega\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 nua e simples; portanto, n\u00e3o deve ela ser ofuscada por um revestimento dissimulante de verbosidade\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 1.17), p. 54). \u201c(A) f\u00e9 saud\u00e1vel equivale \u00e0 f\u00e9 que n\u00e3o sofreu nenhuma corrup\u00e7\u00e3o proveniente de f\u00e1bulas\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Pastorais, <\/em>S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1998, (Tt 1.14), p. 320). \u201cSe porventura desejarmos conservar a f\u00e9 em sua integridade, temos de aprender com toda prud\u00eancia a refrear nossos sentidos para n\u00e3o nos entregarmos a invencionices estranhas. Pois assim que a pessoa passa a dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s f\u00e1bulas, ela perde tamb\u00e9m a integridade de sua f\u00e9\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Pastorais,<\/em> (Tt 1.14), p. 320).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\">[33]<\/a> Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios<\/em>, (1Co 1.17), p. 56.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\">[34]<\/a>\u201cPois ningu\u00e9m \u00e9 mais radical do que os mestres desses discursos bomb\u00e1sticos, quando fazem pronunciamentos precipitados sobre coisas das quais nada sabem\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Pastorais,<\/em> (1Tm 1.7), p. 34).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref35\" name=\"_ftn35\">[35]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 1.17), p. 56.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref36\" name=\"_ftn36\">[36]<\/a> Arist\u00f3teles, <em>A Pol\u00edtica, <\/em>I.1.10, p. 14.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref37\" name=\"_ftn37\">[37]<\/a> Vejam-se: Fran\u00e7ois Turretini, <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 1, p. 233; Gene Edward Veith, Jr., <em>De Todo o teu entendimento<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2006, p. 129-131.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref38\" name=\"_ftn38\">[38]<\/a>Dokima\/zw ressalta o aspecto positivo de \u201cprovar\u201d para \u201caprovar\u201d, indicando a genuinidade do que foi testado (2Co 8.8; 1Ts 2.4; 1Tm 3.10).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref39\" name=\"_ftn39\">[39]<\/a>Archibald Alexander (1772-1851), um dos fundadores do Semin\u00e1rio de Princeton e seu primeiro professor de Teologia Sistem\u00e1tica, resumiu:<\/p>\n<p>\u201cNa avalia\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia religiosa \u00e9 de todo importante manter continuamente \u00e0 vista o sistema de verdade divina contido nas Sagradas Escrituras; caso contr\u00e1rio, nossa experi\u00eancia, como ocorre muito frequentemente, se degenerar\u00e1 em entusiasmo. (&#8230;) Em nossos dias n\u00e3o h\u00e1 nada mais necess\u00e1rio que estabelecer na religi\u00e3o, uma cuidadosa distin\u00e7\u00e3o entre as experi\u00eancias verdadeiras e as falsas; para \u2018provar os esp\u00edritos se procedem de Deus.\u2019 E ao fazer esta discrimina\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 outro padr\u00e3o de prova sen\u00e3o a infal\u00edvel Palavra de Deus. Tragamos cada pensamento, motivo, impulso e emo\u00e7\u00e3o, ante esta pedra de toque. \u2018\u00c0 lei e ao testemunho, se n\u00e3o falam de acordo com estes, \u00e9 porque n\u00e3o h\u00e1 luz neles\u2019\u201d (Archibald Alexander, <em>Thoughts on Religious Experience,<\/em> Carlisle, Pennsylvania: The Banner of Truth Trust, 1989 (Reprinted), p. XVIII).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref40\" name=\"_ftn40\">[40]<\/a> A palavra traduzida por \u201cexaminando\u201d \u00e9 a)nakri\/zw, que tem o sentido de \u201cfazer uma pesquisa cuidadosa\u201d, um \u201cexame criterioso\u201d, \u201cinquirir\u201d. (*Lc 23.14; At. 4.9; 12.19; 17.11; 24.8; 28.18; 1Co 2.14,15 (duas vezes); 4.3 (duas vezes),4; 9.3; 10.25,27; 14.24). Conforme vemos em Lc 23.14; At 4.9 e 24.8, o verbo era usado para \u201cinvestiga\u00e7\u00f5es judiciais\u201d. \u201cEste verbo implica em integridade e aus\u00eancia de preconceito. Desde ent\u00e3o, o adjetivo \u2018bereano\u2019 tem sido aplicado a pessoas que estudam as Escrituras com imparcialidade e cuidado\u201d (John R.W. Stott, <em>A Mensagem de Atos: at\u00e9 os confins da Terra, <\/em>S\u00e3o Paulo: ABU Editora, 1994, (At 17.11), p. 308).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref41\" name=\"_ftn41\">[41]<\/a> John R.W. Stott, <em>A Mensagem de Atos: at\u00e9 os confins da Terra,<\/em> (At 17.11), p. 308.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref42\" name=\"_ftn42\">[42]<\/a>No seu emprego militar a palavra tinha o sentido de cortar uma \u00e1rvore para causar um impedimento ou, abrir uma vala que obstaculizasse temporariamente o caminho do inimigo, da\u00ed a palavra tomar o sentido de \u201c<em>impedimento<\/em>\u201d, \u201c<em>empecilho<\/em>\u201d, \u201c<em>obst\u00e1culo<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref43\" name=\"_ftn43\">[43]<\/a><em>\u201cAlterca\u00e7\u00f5es sem fim, por homens cuja mente \u00e9 pervertida e privados da <u>verdade<\/u> <\/em>(a)lh\/qeia)<em>, supondo que a piedade \u00e9 fonte de lucro\u201d<\/em> (1Tm 6.5).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref44\" name=\"_ftn44\">[44]<\/a> Paulo se referira a este como que algu\u00e9m que naufragou na f\u00e9 (1Tm 1.19-20).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref45\" name=\"_ftn45\">[45]<\/a>Esta palavra s\u00f3 ocorre aqui em todo o Novo Testamento. \u00c9 deste termo que prov\u00e9m palavra <em>gangrena<\/em>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref46\" name=\"_ftn46\">[46]<\/a> A palavra \u00e9 usada no sentido literal Jo 2.15: <em>\u201cEm tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo ch\u00e3o o dinheiro dos cambistas, <u>virou<\/u> <\/em>(a)natre\/pw) <em>as mesas\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref47\" name=\"_ftn47\">[47]<\/a> Jesus Cristo j\u00e1 nos alertara sobre eles. Vejam-se: Mt 7.15; 24.11,24; Lc 6.26. O ap\u00f3stolo Jo\u00e3o falaria mais tarde de sua realidade presente (1Jo 4.1).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref48\" name=\"_ftn48\">[48]<\/a> O verbo Blasfhme\/w, que tem o sentido de \u201cinjuriar\u201d, \u201cdifamar\u201d, \u201dinsultar\u201d, \u201ccaluniar\u201d, \u201cmaldizer\u201d, \u201cfalar mal\u201d, \u201cfalar para danificar\u201d, etc., \u00e9 formado de duas palavras, Bla\/yij derivada de Bla\/ptw = \u201cinjuriar\u201d, \u201cprejudicar\u201d (* Mc 16.18; Lc 4.35) e Fhmi\/ = \u201cfalar\u201d, \u201cafirmar\u201d, \u201canunciar\u201d, \u201ccontar\u201d, \u201cdar a entender\u201d. A Blasf\u00eamia tem sempre uma conota\u00e7\u00e3o negativa, de \u201cmaldizer\u201d, \u201ccaluniar\u201d, \u201ccausar m\u00e1 reputa\u00e7\u00e3o\u201d etc., contrastando com Eu)fhmi\/a (\u201cboa fama\u201d * 2Co 6.8) e Eu)\/fhmoj (\u201cboa fama\u201d * Fp 4.8) (Eu)\/ &amp; fh\/mh). No Fragmento 177 de Dem\u00f3crito, lemos: \u201cNem a nobre palavra encobre a m\u00e1 a\u00e7\u00e3o, nem \u00e9 a boa a\u00e7\u00e3o prejudicada pela <u>m\u00e1 palavra<\/u> (Blasfhmi\/a)\u201d. Paulo diz que o mal testemunho dos judeus contribu\u00eda para que os gentios blasfemassem o nome de Deus (Rm 2.24, citando Is 52.5). Compare este fato com a orienta\u00e7\u00e3o de Paulo, 1Tm 6.1; Tt 2.5.<\/p>\n<p>A falsa doutrina propicia a pr\u00e1tica da blasf\u00eamia (1Tm 6.3,4), bem como os falsos mestres (2Pe 2.1-2,10-12).[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A prega\u00e7\u00e3o da Palavra foi o m\u00e9todo prazerosamente estabelecido por Deus para alcan\u00e7ar os 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