{"id":55525,"date":"2020-09-16T16:45:48","date_gmt":"2020-09-16T19:45:48","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=55525"},"modified":"2020-09-16T16:45:48","modified_gmt":"2020-09-16T19:45:48","slug":"o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/09\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-parte-16\/","title":{"rendered":"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3 (Parte 16)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;S\u00e9rie &#8220; O pensamento grego e a igreja crist\u00e3&#8220; | Clique para ler os outros artigos&#8221; size=&#8221;sm&#8221; align=&#8221;center&#8221; button_block=&#8221;true&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Ffiel.in%2F3aJBHzG|||&#8221;][vc_column_text]Os ap\u00f3stolos deram enorme \u00eanfase \u00e0 prega\u00e7\u00e3o em seu minist\u00e9rio. Isso fica ainda mais evidente durante o incidente narrado em Atos: As vi\u00favas dos helenistas (judeus de fala e cultura grega provenientes da Dispers\u00e3o), estavam sendo habitualmente<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> <em>\u201cesquecidas na distribui\u00e7\u00e3o di\u00e1ria\u201d<\/em> (At 6.1).<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que j\u00e1 foi suposto, o \u201cesquecimento\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> ou uma provis\u00e3o menor para as vi\u00favas gregas,<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> n\u00e3o foi deliberado. A quest\u00e3o era mesmo de excesso de trabalho juntando a isso, a poss\u00edvel situa\u00e7\u00e3o de severa pen\u00faria das vi\u00favas.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>Os ap\u00f3stolos manifestaram grande discernimento. Havia muito que fazer. A Igreja estava fundamentada e perseverava na doutrina dos ap\u00f3stolos (At 2.42). O crescimento num\u00e9rico de convertidos era evidente (At 6.1). Eles precisavam continuar ensinando, alimentando o rebanho. Isto era priorit\u00e1rio na sua voca\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> N\u00e3o poderiam se desviar de sua tarefa principal, com o risco evidente de falharem em ambas as esferas. Portanto, reconhecendo o problema e ao mesmo tempo n\u00e3o tendo como resolver tudo sozinhos, encaminharam \u00e0 comunidade, de forma direta, a elei\u00e7\u00e3o de <em>\u201csete homens de boa reputa\u00e7\u00e3o, cheios do Esp\u00edrito e de sabedoria, aos quais encarregariam deste servi\u00e7o\u201d<\/em> (At 6.3). Detectando o problema, agiram de forma humilde, r\u00e1pida e eficaz.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o foi feita. Os ap\u00f3stolos, ent\u00e3o, se dedicaram mais especificamente a outra esp\u00e9cie de diaconia: <em>\u201c\u00e0 ora\u00e7\u00e3o e ao <u>minist\u00e9rio<\/u> <\/em>(diakoni\/a) <em>da Palavra\u201d<\/em> (At 6.4), of\u00edcio para o qual foram especialmente chamados: Pregar a Palavra de Deus buscando sempre em tudo o discernimento em Deus.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p>A Igreja no Novo Testamento logo enfrentou uma s\u00e9rie de persegui\u00e7\u00f5es, geradas num primeiro momento, pelos judeus. Para citar apenas algumas, temos a perpetrada contra Estev\u00e3o, que morreu apedrejado (At 7.1-60); a de Herodes Agripa I, que prendeu a Pedro e decapitou Tiago (At 12.1-3); Paulo, o antigo perseguidor do Evangelho, foi aquele que mais sofreu persegui\u00e7\u00f5es (At 9.23-25,29; 14.2-7,19; 16.19-24; 17.4-9, 13-15; 21.30-32).<\/p>\n<p>Essas persegui\u00e7\u00f5es, mesmo n\u00e3o sendo desejadas, era esperadas. Jesus Cristo, no primeiro serm\u00e3o ou s\u00e9rie de serm\u00f5es proferidos \u00e0s multid\u00f5es, fala de persegui\u00e7\u00e3o e sofrimento. Ele n\u00e3o apresenta um caminho colorido, repleto de falsas esperan\u00e7as, antes, adverte aos seus ouvintes que se quisessem seguir os seus ensinamentos deveriam estar preparados para ser caluniados, difamados e perseguidos.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>Por isso, n\u00e3o seria nenhuma novidade \u00e0queles que tivessem como projeto de vida a fidelidade a Deus: <em>\u201cP<\/em><em>ois assim <u>perseguiram<\/u><\/em> (diw\/kw) <em>aos profetas que viveram antes de v\u00f3s\u201d<\/em> (Mt 5.10). Mais tarde Estev\u00e3o faria publicamente esta acusa\u00e7\u00e3o aos judeus indicando a situa\u00e7\u00e3o de frequente persegui\u00e7\u00e3o imposta aos profetas de Deus: <em>\u201c<\/em><em>Qual dos profetas vossos pais n\u00e3o <u>perseguiram<\/u> <\/em>(diw\/kw)<em>? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual v\u00f3s agora vos tornastes traidores e assassinos<\/em><em>\u201d <\/em>(At 7.52).<\/p>\n<p>Juntamente com os princ\u00edpios orientadores e identificadores dos crist\u00e3os, h\u00e1 promessas e, tamb\u00e9m, a descri\u00e7\u00e3o, ainda que sum\u00e1ria, das consequ\u00eancias da ado\u00e7\u00e3o dessa \u00e9tica do Reino. Os crist\u00e3os, com seus valores e ensino, s\u00e3o diferentes e, por isso mesmo, devem saber que lhe esperam persegui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 muito relevante. O Cristianismo n\u00e3o nos prop\u00f5e a ser uma vers\u00e3o melhorada do velho homem, antes, h\u00e1 uma transforma\u00e7\u00e3o total, um nascer de novo. \u00a0A f\u00e9 crist\u00e3 prop\u00f5e uma vida em harmonia com a nossa nova natureza. Da\u00ed o conflito de ess\u00eancia, consequentemente, de valores, perspectivas e comportamento.<\/p>\n<p>As persegui\u00e7\u00f5es, portanto, conforme o ensino de Jesus Cristo, n\u00e3o seriam causadas por alguma idiossincrasia dos fi\u00e9is, antes, pelo seu desejo de se assemelhar a Cristo, o alvo final do crist\u00e3o.<\/p>\n<p>A fome e sede de justi\u00e7a que deve caracterizar o cidad\u00e3o do reino \u00e9 totalmente odiosa e, no m\u00ednimo, inc\u00f4moda ao mundo. \u00c9 imposs\u00edvel viver coerentemente no mundo sem revelar a nossa verdadeira identidade. Pela gra\u00e7a, somos o que somos: cidad\u00e3os do Reino. Somos, em muitos sentidos, estranhos neste mundo, somos estrangeiros residentes. Esta estranheza causada, n\u00e3o deve ser buscada, antes, se manifestar\u00e1 de forma natural conforme assumimos coerentemente os valores do Reino.<\/p>\n<p>Curiosamente, ao aproximar-se o final do seu minist\u00e9rio terreno, \u00e0s v\u00e9speras da sua autoentrega, Jesus se despede de seus disc\u00edpulos falando do Consolador e, tamb\u00e9m, das tribula\u00e7\u00f5es pelas quais passariam (Jo 13-16). H\u00e1 aqui uma transi\u00e7\u00e3o muito importante e significativa: o Senhor ap\u00f3s falar de seu sofrimento, considera-o como algo vencido &#8211; o que deve servir de est\u00edmulo aos disc\u00edpulos: <em>\u201cEstas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por afli\u00e7\u00f5es; mas tende bom \u00e2nimo; eu venci o mundo\u201d<\/em> (Jo 16.33).<\/p>\n<p>A cruz \u2012 ainda incompreens\u00edvel e inimagin\u00e1vel aos disc\u00edpulos \u2012 s\u00edmbolo de vergonha, humilha\u00e7\u00e3o, dor e aparente derrota, faz parte essencial de sua vit\u00f3ria. Sem a cruz, a encarna\u00e7\u00e3o e a ressurrei\u00e7\u00e3o ficam fora de contexto. Ali\u00e1s, todo o seu minist\u00e9rio, envolvendo o seu nascimento, ressurrei\u00e7\u00e3o, ascens\u00e3o e retorno glorioso, encontra o seu sentido na cruz. Notemos, ent\u00e3o, que a cruz n\u00e3o pode ser apenas um enfeite ou ornamento, antes, nos fala do pecado humano, da justi\u00e7a, da santidade e do amor de Deus.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>Sem a cruz de Cristo n\u00e3o h\u00e1 evangelho, nem f\u00e9, e, portanto, prega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os disc\u00edpulos de Cristo n\u00e3o devem se enganar, da\u00ed o Senhor longe de lhes alimentar expectativas materiais, diz:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em><sup>10<\/sup><\/em><em>Bem-aventurados os <u>perseguidos<\/u><\/em> (diw\/kw)<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> <em>por causa da <u>justi\u00e7a<\/u> <\/em>(dikaiosu\/nh)<em>, porque deles \u00e9 o reino dos c\u00e9us. <sup>11<\/sup>Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos <u>injuriarem<\/u> <\/em>(o)neidi\/zw)<em>,<\/em><a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><em> e vos <u>perseguirem<\/u> <\/em>(diw\/kw)<em>, e, <u>mentindo<\/u> <\/em>(yeu\/domai)<em>,<\/em><a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><em> disserem todo <u>mal<\/u> <\/em>(ponhro\/j)<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a><em> contra v\u00f3s. <sup>12<\/sup> <u>Regozijai<\/u>-vos<\/em> (xai\/rw)<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> <em>e <u>exultai<\/u><\/em> (a)gallia\/w)<em>, porque \u00e9 grande o vosso <u>galard\u00e3o<\/u><\/em> (misqo\/j)<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a> <em>nos c\u00e9us; pois assim <u>perseguiram<\/u><\/em> (diw\/kw) <em>aos profetas que viveram antes de v\u00f3s.<\/em> (Mt 5.10-12).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Desse modo, feliz \u00e9 o homem que \u00e9 perseguido por causa do seu testemunho vivencial e verbal, vivendo conforme os preceitos b\u00edblicos: bem-aventurados s\u00e3o aqueles que enfrentam oposi\u00e7\u00e3o devido ao seu apego \u00e0 Palavra em obedi\u00eancia sincera e tenaz a Deus.<\/p>\n<p>\u00c0s Igrejas da Dispers\u00e3o, em iminente persegui\u00e7\u00e3o, Pedro escreve:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em><sup>14<\/sup><\/em><em> Se, pelo nome de Cristo, sois <u>injuriados<\/u><\/em> (o)neidi\/zw)<em>, bem-aventurados sois, porque sobre v\u00f3s repousa o Esp\u00edrito da gl\u00f3ria e de Deus. <sup>15<\/sup> N\u00e3o sofra, por\u00e9m, nenhum de v\u00f3s como assassino, ou ladr\u00e3o, ou malfeitor, ou como quem se intromete em neg\u00f3cios de outrem; <sup>16<\/sup> mas, se sofrer como crist\u00e3o, n\u00e3o se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome.<\/em> (1Pe 4.14-16).<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em><sup>14<\/sup><\/em><em> Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da <u>justi\u00e7a<\/u><\/em>(dikaiosu\/nh)<em>, bem-aventurados sois. N\u00e3o vos amedronteis, portanto, com as suas amea\u00e7as, nem fiqueis alarmados; <sup>15<\/sup> antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso cora\u00e7\u00e3o, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir raz\u00e3o da esperan\u00e7a que h\u00e1 em v\u00f3s.<\/em> (1Pe 3.14-15).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 igreja era inevit\u00e1vel: Havia um conflito de valores excludentes entre a mensagem do Evangelho e o mundo. Os valores propostos pelo Cristianismo eram insuport\u00e1veis para uma sociedade pag\u00e3. A fidelidade ao seu Senhor inevitavelmente geraria persegui\u00e7\u00e3o. O caminho para uma vida c\u00f4moda seria negar o Senhor Jesus. No entanto, para o genu\u00edno disc\u00edpulo, essa op\u00e7\u00e3o jamais poderia ser considerada.<\/p>\n<p>Desse modo, Lucas relata a atitude dos ap\u00f3stolos ao serem a\u00e7oitados e proibidos de pregar a Cristo: <em>\u201cEles se retiraram do Sin\u00e9drio <u>regozijando-<\/u>se <\/em>(xai\/rw) <em>por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse nome\u201d<\/em> (At 5.41). Da mesma forma Paulo narra os seus sofrimentos: <em>\u201cEntristecidos, mas sempre <u>alegres<\/u><\/em> (xai\/rw)<em>\u201d<\/em> (2Co 6.10).<\/p>\n<p>Pedro orienta e consola as igrejas perseguidas apresentando uma vis\u00e3o escatol\u00f3gica: \u201c<em><u>Alegrai-vos<\/u><\/em> (xai\/rw) <em>na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que tamb\u00e9m, na revela\u00e7\u00e3o de sua gl\u00f3ria, <u>vos alegreis<\/u><\/em> (xai\/rw) <em><u>exultando<\/u> <\/em>(a)gallia\/w)<em>\u201d<\/em> (1Pe 4.13).<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a><\/p>\n<p>Bonhoeffer (1906-1945), escreve com maestria:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Enquanto Jesus diz: Bem-aventurados, bem-aventurados!, o mundo est\u00e1 a gritar: Fora, fora! Sim, fora!&#8230; mas para onde? Para o reino dos c\u00e9us. \u2018Regozijai-vos e exultai, porque \u00e9 grande o vosso galard\u00e3o nos c\u00e9us.\u2019 L\u00e1 est\u00e3o os pobres no sal\u00e3o festivo. O pr\u00f3prio Deus enxugar\u00e1 dos olhos deles as l\u00e1grimas de alegria, e serve aos famintos sua Ceia. Os corpos feridos e martirizados j\u00e1 est\u00e3o transfigurados, e a veste do pecado e arrependimento foi substitu\u00edda pela veste branca da eterna justi\u00e7a. J\u00e1 neste tempo a Igreja dos perseguidos sob a cruz percebe um chamado que parte daquela alegria eterna, o chamado de Jesus: Bem-aventurados, bem-aventurados.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Escrevendo aos cor\u00edntios, Paulo faz um resumo do que havia sofrido pelo Evangelho de Cristo (2Co 11.23-33). Contudo, havia nele, uma vis\u00e3o constante que transpunha o sentimento de dor e ang\u00fastia. Na pris\u00e3o, escreveu aos filipenses: <em>\u201cQuero ainda, irm\u00e3os, cientificar-vos de que as cousas que me aconteceram t\u00eam antes contribu\u00eddo para o progresso do evangelho\u201d<\/em> (Fp 1.12) e, diz mais: <em>\u201cAlegrai-vos sempre no Senhor, outra vez digo, alegrai-vos\u201d<\/em> (Fp 4.4). O Evangelho prosseguia em sua caminhada vitoriosa a despeito dos obst\u00e1culos erguidos contra ele.<\/p>\n<p>Paulo estava convencido e, demonstrava isto na pr\u00e1tica, que Deus nos faz vencer os obst\u00e1culos que est\u00e3o \u00e0 nossa frente.<\/p>\n<p>A persegui\u00e7\u00e3o n\u00e3o se encerrou no primeiro s\u00e9culo. A Igreja foi alvo de ataques f\u00edsicos, morais, intelectuais e espirituais. Todavia, ao lado destas afrontas, ela\u00a0\u00a0 pode desfrutar da presen\u00e7a confortadora do Esp\u00edrito Santo.\u00a0 De fato, o Senhor Jesus n\u00e3o nos deixou \u00f3rf\u00e3os; Ele, Ele mesmo est\u00e1 conosco aqui e agora, e para sempre (Jo 14.16-18\/At 9.31). Deus levantou tamb\u00e9m os Pais Apologistas comprometidos com a defesa da f\u00e9 crist\u00e3 contra os insistentes ataques aos seus ensinamentos.<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a><\/p>\n<p>Outro aspecto que apenas pontuo, \u00e9 que n\u00e3o podemos desconsiderar as transforma\u00e7\u00f5es pelas quais o mundo passou, atingindo o epicentro do Cristianismo com a queda de Jerusal\u00e9m (70 A.D.), a expans\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano, as diversas persegui\u00e7\u00f5es aos crist\u00e3os, a oficializa\u00e7\u00e3o do Cristianismo por parte de Constantino e, posteriormente, com a sua queda. Grandes transforma\u00e7\u00f5es cujos efeitos s\u00e3o de alguma forma duradouros, interferem na prega\u00e7\u00e3o no sentido de modelo e, especialmente de conte\u00fado. Foi assim durante as epidemias c\u00edclicas da Peste Negra na Idade M\u00e9dia, durante a Guerra Civil americana, a Segunda Guerra Mundial e, n\u00e3o \u00e9 diferente hoje nesse per\u00edodo de pandemia e redemocratiza\u00e7\u00e3o cultural em nosso pa\u00eds. Esse n\u00e3o \u00e9 o meu ponto de an\u00e1lise, por\u00e9m, como disse, quis apenas pontu\u00e1-lo. O fato \u00e9 que a hist\u00f3ria nunca pode ser separada dos acontecimentos sociais. Os fen\u00f4menos se mostram na hist\u00f3ria. Os que os percebem e interpretam, tamb\u00e9m vivem na hist\u00f3ria. N\u00e3o h\u00e1 nenhum tipo de v\u00e1cuo social nos fen\u00f4menos nem no historiador que os interpretam.<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a><\/p>\n<p>No per\u00edodo p\u00f3s-apost\u00f3lico as <em>homilias<\/em> consistiam numa simples exposi\u00e7\u00e3o popular de alguma passagem das Escrituras lida na Congrega\u00e7\u00e3o. Esta exposi\u00e7\u00e3o, que tinha um car\u00e1ter informal \u2013 tendo pouco ou nada a ver com a ret\u00f3rica grega \u2013, era acompanhada de reflex\u00f5es e exorta\u00e7\u00f5es morais. A descri\u00e7\u00e3o de Justino (100-167 AD) feita por volta do ano 150, oferece-nos uma ideia de como era o culto e a prega\u00e7\u00e3o naquele per\u00edodo:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">No dia que se chama do sol (domingo),<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a> celebra-se uma reuni\u00e3o de todos os que moram nas cidades ou nos campos, e a\u00ed se leem, enquanto o tempo o permite, as Mem\u00f3rias dos ap\u00f3stolos (quatro Evangelhos)<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a> ou os escritos dos profetas. Quando o leitor termina, o presidente faz uma exorta\u00e7\u00e3o e convite para imitarmos esses belos exemplos. Em seguida, levantamo-nos todos juntos e elevamos nossas preces. Depois de terminadas, como j\u00e1 dissemos, oferece-se p\u00e3o, vinho e \u00e1gua, e o presidente, conforme suas for\u00e7as, faz igualmente subir a Deus suas preces e a\u00e7\u00f5es de gra\u00e7as e todo o povo exclama, dizendo: \u2018Am\u00e9m\u2019. Vem depois a distribui\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a> e participa\u00e7\u00e3o feita a cada um dos alimentos consagrados pela a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as e seu envio aos seus ausentes<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a> pelos di\u00e1conos.<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Com o passar do tempo, a prega\u00e7\u00e3o crist\u00e3 foi se tornando mais elaborada, deixando gradativamente o seu car\u00e1ter at\u00e9 certo ponto informal. Esta transforma\u00e7\u00e3o deve-se fundamentalmente aos seguintes motivos:<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a><\/p>\n<p><strong>1) A dissemina\u00e7\u00e3o do Evangelho entre os gentios: <\/strong>No mundo greco-romano a ret\u00f3rica era a coroa da educa\u00e7\u00e3o liberal, ganhando forte \u00eanfase no quarto s\u00e9culo. Pois bem, se um pregador desejasse ter um ouvido benigno para com a sua mensagem, em um mundo com semelhante \u00eanfase na orat\u00f3ria, seu estilo seria fundamental.<\/p>\n<p><strong>2) A Convers\u00e3o de homens que j\u00e1 tinham sido treinados na Ret\u00f3rica:<\/strong> A despeito de muitas persegui\u00e7\u00f5es, houve um per\u00edodo de intenso trabalho mission\u00e1rio por parte da igreja, contando sempre com a disposi\u00e7\u00e3o de muitos presb\u00edteros.<\/p>\n<p>Eus\u00e9bio (c. 260-c. 340) de Cesar\u00e9ia, pai da Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica, sumariou o trabalho mission\u00e1rio de in\u00fameros an\u00f4nimos servos de Deus:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Empreendiam viagens longe de casa e faziam a obra de evangelistas, tendo o prop\u00f3sito de pregar a todos quantos ainda n\u00e3o tivessem ouvida a palavra da f\u00e9 e de lhes dar por escrito os divinos evangelhos. Esses homens\u00a0 se limitaram a meramente deitar os alicerces\u00a0 da f\u00e9 em alguns lugares estrangeiros e a nomear outros como pastores, aos quais confiavam os cuidados do que acabaram de ser trazidos \u00e0 f\u00e9; em seguida, partiam para outras regi\u00f5es e a outras pessoas com a gra\u00e7a e a coopera\u00e7\u00e3o de Deus&#8230;.<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Destes novos convertidos, muitos se tornaram pregadores, usando naturalmente seus dotes orat\u00f3rios e sua forma\u00e7\u00e3o ret\u00f3rica na proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho. Afinal a cultura greco-romana era a sua cultura,<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a> ou seja: estava profundamente radicada no que h\u00e1 de mais \u00edntimo no ser humano;<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a> e o cristianismo era uma esp\u00e9cie de contracultura. O paradoxo aqui \u00e9 que voc\u00ea pode, sem perceber, ensinar princ\u00edpios e valores contra culturais por meio de princ\u00edpios de sua cultura.<\/p>\n<p><strong>3) \u00canfase na Ret\u00f3rica:<\/strong> Este argumento \u00e9 decorrente do anterior. Ainda que no primeiro s\u00e9culo a separa\u00e7\u00e3o entre a prega\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e a ret\u00f3rica tivesse uma n\u00edtida distin\u00e7\u00e3o (Veja-se: 1Co 2.4,5), a partir do segundo s\u00e9culo as diferen\u00e7as tornaram-se cada vez mais t\u00eanues. Mesmo a ret\u00f3rica n\u00e3o ocupando o mesmo lugar de destaque como, por exemplo, no tempo de Quintiliano (c. 35-100 AD), ela era enfatizada nas Escolas. No in\u00edcio da Idade M\u00e9dia, a ret\u00f3rica teria um novo alento, quando a partir do V s\u00e9culo, ela viria constituir-se juntamente com a Gram\u00e1tica e a L\u00f3gica, o <em>Trivium<\/em> \u2013 um curso preparat\u00f3rio para o <em>Q<\/em><em>uadrivium<\/em> (Aritm\u00e9tica, geometria, astronomia e m\u00fasica). O <em>Trivium <\/em>e o <em>Quadrivium <\/em>constitu\u00edam as sete Artes Liberais. (&#8220;Artes libero dignae&#8221;); isto \u00e9: Hist\u00f3ria, Ret\u00f3rica, L\u00f3gica, Aritm\u00e9tica, M\u00fasica, Astronomia e Geometria.<\/p>\n<p>No quarto s\u00e9culo encontramos Lact\u00e2ncio (c. 240-c. 320), o \u201cC\u00edcero crist\u00e3o\u201d, falando da simplicidade do Evangelho em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 complexidade ret\u00f3rica de fil\u00f3sofos que tem beleza, mas, n\u00e3o a verdade.<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\">[29]<\/a><\/p>\n<p>Os testemunhos hist\u00f3ricos que temos a partir do segundo s\u00e9culo, informam-nos que apesar de perseguidos, os crist\u00e3os davam o seu testemunho, sendo muitas vezes martirizados \u2013 ali\u00e1s a palavra grega \u201cm\u00e1rtir\u201d significa \u201ctestemunha\u201d \u2013, vemos tamb\u00e9m que o seu comportamento era contagiante por meio de uma conduta diferente, que procurava se pautar pela Palavra de Deus.<\/p>\n<p>Aqui torna-se oportuno transcrever parte de um documento an\u00f4nimo, escrito ao que parece no final do 2\u00b0 s\u00e9culo, intitulado <em>Carta a Diogneto<\/em>, que consistia numa explica\u00e7\u00e3o do pensamento, conduta e f\u00e9 crist\u00e3, dirigida a um pag\u00e3o que, impressionado com o testemunho crist\u00e3o, queria saber mais a respeito desta religi\u00e3o.<a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\">[30]<\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Os crist\u00e3os, de fato, n\u00e3o se distinguem dos outros homens, nem por sua terra, nem por l\u00edngua ou costumes. Com efeito, n\u00e3o moram em cidades pr\u00f3prias, nem falam l\u00edngua estranha, nem t\u00eam algum modo especial de viver. Sua doutrina n\u00e3o foi inventada por eles, gra\u00e7as ao talento e especula\u00e7\u00e3o de homens curiosos, nem professam, como outros, algum ensinamento humano. Pelo contr\u00e1rio, vivendo em cidades gregas e b\u00e1rbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes do lugar quanto \u00e0 roupa, ao alimento e ao resto, testemunham um modo de vida social admir\u00e1vel e, sem d\u00favida, paradoxal. Vivem na sua p\u00e1tria, mas como forasteiros; participam de tudo como crist\u00e3os e suportam tudo como estrangeiros. Toda p\u00e1tria estrangeira \u00e9 p\u00e1tria deles, e cada p\u00e1tria \u00e9 estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas n\u00e3o abandonam os rec\u00e9m-nascidos. P\u00f5em a mesa em comum, mas n\u00e3o o leito; est\u00e3o na carne, mas n\u00e3o vivem segundo a carne; moram na terra, mas t\u00eam sua cidadania no c\u00e9u; obedecem \u00e0s leis; amam a todos e s\u00e3o perseguidos por todos (&#8230;). Pelos judeus s\u00e3o combatidos como estrangeiros, pelos gregos s\u00e3o perseguidos, e aqueles que os odeiam n\u00e3o saberiam dizer o motivo do \u00f3dio.<a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\">[31]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Apesar de uma hist\u00f3ria de discrimina\u00e7\u00e3o, persegui\u00e7\u00e3o e mart\u00edrio, o Cristianismo cresceu. No IV s\u00e9culo, o Imperador Constantino (280-337) promulgou o <em>\u00c9dito de Mil\u00e3o<\/em> (313), no qual declarava o fim das persegui\u00e7\u00f5es aos crist\u00e3os e a restitui\u00e7\u00e3o de suas propriedades. Em 330, Constantino inaugurou a cidade de Constantinopla transferindo a capital de Roma para a nova cidade.<\/p>\n<p>Numa carta a Eus\u00e9bio, bispo de Cesar\u00e9ia, Constantino pedindo com urg\u00eancia a prepara\u00e7\u00e3o de 50 B\u00edblias para a nova capital, revela algo a respeito do crescimento do n\u00famero de crist\u00e3os e de Igrejas:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Com a ajuda da provid\u00eancia de Deus, nosso Salvador, s\u00e3o muit\u00edssimos os que se h\u00e3o incorporado \u00e0 sant\u00edssima Igreja na cidade que leva o meu nome. Parece, pois, mui conveniente que, respondendo ao r\u00e1pido pro-gresso da cidade sob todos os aspectos, se aumente tamb\u00e9m o n\u00famero de Igrejas. [33]<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>4) O Decl\u00ednio dos pregadores Judeus-Crist\u00e3os e Judeus: <\/strong>Temos aqui, a meu ver, mais um efeito dos dois primeiros motivos. A prega\u00e7\u00e3o do estilo judeu cedeu lugar a uma prega\u00e7\u00e3o mais elaborada, modelada ao senso est\u00e9tico grego e romano.<\/p>\n<p>Dentre os homens que se converteram ao Cristianismo e que deram contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 arte da prega\u00e7\u00e3o, destacamos: Clemente de Alexandria (c. 150-c.215); Tertuliano (c.150-c. 220); Or\u00edgenes (185-254); Lact\u00e2ncio (c. 240-c.320); Cipriano (200-285); Bas\u00edlio Magno (c. 330-379); Arn\u00f3bio (c. 255-c.330), mestre de Ret\u00f3rica em Sicca, na prov\u00edncia Romana da \u00c1frica; Cris\u00f3stomo (c. 347-407); Greg\u00f3rio de Nissa (c. 335-394); Ambr\u00f3sio (340-397); Jo\u00e3o de Ant\u00edoco (347-407) e Agostinho de Hipona (354-430).<\/p>\n<p>Foi Or\u00edgenes quem iniciou a caminhada de transi\u00e7\u00e3o da \u201chomilia\u201d informal, para o serm\u00e3o mais elaborado. Todavia, quem exerceu maior influ\u00eancia na prega\u00e7\u00e3o crist\u00e3 deste per\u00edodo, foi Agostinho, na sua obra, <em>De Doctrina Christiana<\/em> (397-427), que tomando Paulo como \u201cmodelo de eloqu\u00eancia\u201d,<a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\">[34]<\/a> seguiu de perto a Arist\u00f3teles e C\u00edcero. Estabeleceu uma rela\u00e7\u00e3o entre os princ\u00edpios da teoria ret\u00f3rica com a tarefa da prega\u00e7\u00e3o, fazendo as adapta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<a href=\"#_ftn35\" name=\"_ftnref35\">[35]<\/a> Insistiu \u2013 seguindo a C\u00edcero \u2013, que a prega\u00e7\u00e3o tem tr\u00eas prop\u00f3sitos: <em>Instruir<\/em> (docere); <em>Agradar<\/em> (delectare) e <em>Persuadir<\/em> (flectere), enfatizando este \u00faltimo.<a href=\"#_ftn36\" name=\"_ftnref36\">[36]<\/a><\/p>\n<p>Agostinho tamb\u00e9m deu \u00eanfase \u00e0 necessidade de haver um acordo entre a vida e as palavras do pregador, bem como a necessidade de ora\u00e7\u00e3o como uma prepara\u00e7\u00e3o para o serm\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Quem quiser conhecer e ensinar deve, na verdade, primeiramente aprender tudo o que \u00e9 preciso ensinar, e adquirir o talento da palavra como conv\u00e9m a um homem da Igreja. Mas no momento mesmo de falar, que pense nestas palavras do Senhor, que se aplicam particularmente o cora\u00e7\u00e3o bem disposto: Quando vos entregarem n\u00e3o fiqueis preocupados em saber como ou o que haveis de falar, porque n\u00e3o sereis v\u00f3s que estareis falando naquela hora, mas o Esp\u00edrito de vosso Pai \u00e9 que falar\u00e1 em v\u00f3s.<a href=\"#_ftn37\" name=\"_ftnref37\">[37]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>O verbo paraqewre\/w no imperfeito, sugere a ideia de algo frequente e habitual. Este verbo s\u00f3 ocorre aqui (At 6.1) no Novo Testamento.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Assim pensa Barclay. (William Barclay, <em>El Nuevo Testamento Comentado,<\/em> Buenos Aires: La Aurora, 1974, v. 7, p. 60).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Calvino aventa sobre essa possibilidade (John Calvin, <em>Commentary upon the Acts of the Apostles,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, (<em>Calvin\u2019s Commentaries<\/em>), 1996 (Reprinted), v. 18\/2, (At 6.1), p. 231).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Vejam-se: I.H. Marshall, <em>Atos: Introdu\u00e7\u00e3o e Coment\u00e1rio,<\/em> S\u00e3o Paulo: Mundo Crist\u00e3o; Vida Nova, 1982, p. 123; John R.W. Stott, <em>A Mensagem de Atos, <\/em>S\u00e3o Paulo: ABU Editora, 1994, p. 133; Simon Kistemaker, <em>Coment\u00e1rio do Novo Testamento: Atos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2006, v. 1, p. 295.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>\u201cPortanto, quando os ap\u00f3stolos p\u00f5em a prega\u00e7\u00e3o do evangelho em primeiro plano, disso inferimos que nenhuma obedi\u00eancia \u00e9 mais agrad\u00e1vel a Deus do que esta. N\u00e3o obstante, ao mesmo tempo real\u00e7a-se a dificuldade, quando dizem que n\u00e3o est\u00e3o aptos para exercerem aqueles dois of\u00edcios. Por certo que de modo algum somos superiores a eles\u201d (John Calvin, <em>Commentary upon the Acts of the Apostles,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, (<em>Calvin\u2019s Commentaries<\/em>), 1996 (Reprinted), v. 18\/2, (At 6.2), p. 234).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> \u201c\u00c9 uma marca de prud\u00eancia e piedade preocupar-se em cercear rapidamente o mal no nascedouro, e n\u00e3o protelar a descoberta de um rem\u00e9dio para o mesmo. Pois depois que toda dissens\u00e3o e rivalidade tiverem recobrado for\u00e7a, se convertem numa ferida que \u00e9 dif\u00edcil de se curar\u201d, interpreta Calvino (John Calvin, <em>Commentary upon the Acts of the Apostles,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, (<em>Calvin\u2019s Commentaries<\/em>), 1996 (Reprinted), v. 18\/2, (At 6.2), p. 231-232).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Stott lamentando a falta de seriedade moderna para com a Palavra, diz que se adot\u00e1ssemos esta mesma agenda apost\u00f3lica, \u201c&#8230;. envolveria para a maioria de n\u00f3s, uma reestrutura\u00e7\u00e3o radical do nosso programa e do cronograma, inclusive uma delega\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel de outras responsabilidades aos l\u00edderes leigos, mas expressaria uma convic\u00e7\u00e3o verdadeiramente neotestament\u00e1ria a respeito da natureza essencial do pastorado\u201d (John Stott, <em>Eu Creio na Prega\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Vida, 2003, p. 132).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Barclay destaca esta caracter\u00edstica do Senhor denominando-a de \u201cabsoluta honradez\u201d (William Barclay, <em>El Nuevo Testamento Comentado, <\/em>Buenos Aires: La Aurora, 1973, v. 1, (Mt 5.10-12), p. 120).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a>Veja-se: David Martyn Lloyd-Jones, <em>Uma Na\u00e7\u00e3o sob a Ira de Deus: estudos em Isa\u00edas 5<\/em>, 2. ed. Rio de Janeiro: Textus, 2004, p. 222.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a>O substantivo <em>\u201cpersegui\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> (Diwgmo\/j = \u201cca\u00e7a\u201d, \u201cp\u00f4r em fuga\u201d) d\u00e1 a entender a figura simb\u00f3lica de um animal ca\u00e7ado, de uma presa perseguida, de um tormento incans\u00e1vel e sem miseric\u00f3rdia. Esta palavra denota mais especificamente as persegui\u00e7\u00f5es promovidas pelos inimigos do Evangelho; ela se refere sempre \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o por motivos religiosos (Ver: Mc 4.17; At 8.1; 13.50; Rm 8.35; 2Tm 3.11). O verbo Diw\/kw \u00e9 utilizado sistematicamente para aqueles que perseguiam a Jesus, os disc\u00edpulos e a Igreja (Mt 5.10-12; Lc 21.12; Jo 5.16; 15.20). Lucas emprega este mesmo verbo para descrever a persegui\u00e7\u00e3o que Paulo efetuou contra a Igreja (At 22.4; 26.11; 1Co 15.9; Gl 1.13,23; Fp 3.6), sendo tamb\u00e9m a palavra empregada por Jesus Cristo quando pergunta a Saulo do porqu\u00ea de sua persegui\u00e7\u00e3o (At 9.4-5\/At 22.7-8\/At 26.14-15). Paulo diz que antes perseguia a igreja (Fp 3.6) mas, agora, prosseguia para o alvo (Fp 3.12,14). O escritor de Hebreus diz que devemos perseguir a paz e a santifica\u00e7\u00e3o (Hb 12.14). Pedro ensina o mesmo a respeito da paz (1Pe 3.11).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> O sentido da palavra \u00e9 de repreender, insultar, censurar. A palavra n\u00e3o indica uma atitude m\u00e1 em si, a quest\u00e3o est\u00e1 em seu motivo.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> O sentido da palavra \u00e9 o de enganar com mentiras.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Os crist\u00e3os primitivos, por exemplo, foram acusados de <strong>canibalismo<\/strong> devido \u00e0s palavras da Ceia (\u201ccomei e bebei\u201d); <strong>orgias<\/strong> (Devido \u00e0 \u201cfesta do amor\u201d, \u201cag\u00e1pe\u201d, quando os crist\u00e3os se saudavam com \u00f3sculo santo); <strong>incendi\u00e1rios<\/strong> (devido \u00e0 prega\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica); <strong>dissolu\u00e7\u00e3o familiar<\/strong> (divis\u00e3o na fam\u00edlia quando nem todos se convertiam ao cristianismo) e <strong>rebeldia<\/strong> (n\u00e3o participavam do culto ao imperador, instrumento pol\u00edtico de manuten\u00e7\u00e3o da unidade do imp\u00e9rio). (Veja-se: William Barclay, <em>El Nuevo Testamento Comentado, <\/em>Buenos Aires: La Aurora, 1973, v. 1, (Mt 5.10-12), p. 123-125). Todas estas acusa\u00e7\u00f5es foram fermentando, criando, gradativamente uma atmosfera de indisposi\u00e7\u00e3o, de senso comum avesso aos crist\u00e3os. (Veja-se: Jaroslav Pelikan, <em>A Tradi\u00e7\u00e3o Crist\u00e3: uma hist\u00f3ria do desenvolvimento da doutrina: o surgimento da tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica 100-600, volume 1,<\/em> S\u00e3o Paulo: Shedd Publica\u00e7\u00f5es, 2014, p. 48ss.).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> O verbo est\u00e1 no imperfeito, xai\/rete, indicando uma a\u00e7\u00e3o incompleta visto que ainda est\u00e1 em processo de realiza\u00e7\u00e3o com vistas ao seu objetivo final. Neste caso, a alegria recomendada deve ser cont\u00ednua.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> A palavra galard\u00e3o que tem tamb\u00e9m o significado de recompensa (Mt 5.46; 6.2,5,16; Jo 4.36); sal\u00e1rio (Mt 20.8; Lc 10.7; Rm 4.4; 1Tm 5.18; Tg 5.4); pre\u00e7o (At 1.18); pr\u00eamio (2Pe 3.15) e, at\u00e9 mesmo, gan\u00e2ncia (Jd 11), enfatiza n\u00e3o as nossas obras, antes, a miseric\u00f3rdia de Deus que se lhe antecipa. Nesta bem-aventuran\u00e7a somos confrontados com os valores celestiais os quais devem iluminar e dirigir nossos valores: \u201cporque deles \u00e9 o reino dos c\u00e9us\u201d (Mt 5.10). Da\u00ed a instru\u00e7\u00e3o de Paulo aos colossenses: \u201c<em>Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas l\u00e1 do alto, onde Cristo vive, assentado \u00e0 direita de Deus. <sup>2<\/sup> Pensai nas coisas l\u00e1 do alto, n\u00e3o nas que s\u00e3o aqui da terra; <sup>3<\/sup> porque morrestes, e a vossa vida est\u00e1 oculta juntamente com Cristo, em Deus. <sup>4<\/sup> Quando Cristo, que \u00e9 a nossa vida, se manifestar, ent\u00e3o, v\u00f3s tamb\u00e9m sereis manifestados com ele, em gl\u00f3ria\u201d<\/em> (Cl 3.1-4).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Do mesmo modo, Paulo escrevera aos tessalonicenses quando enfrentavam persegui\u00e7\u00e3o: <em>\u201c<u>Regozijai<\/u>-vos<\/em> (xai\/rete<em>) sempre\u201d<\/em> (1Ts 5.16\/Fp 3.1; 4.4).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Dietrich Bonhoeffer, <em>Discipulado, <\/em>2. ed. S\u00e3o Leopoldo, RS.: Sinodal, 1984, p. 63.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Veja-se: Jaroslav Pelikan, <em>A Tradi\u00e7\u00e3o Crist\u00e3: uma hist\u00f3ria do desenvolvimento da doutrina: o surgimento da tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica 100-600, volume 1,<\/em> S\u00e3o Paulo: Shedd Publica\u00e7\u00f5es, 2014, p. 33-85.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> Para a minha perspectiva de hist\u00f3ria, veja-se: file:\/\/\/C:\/Users\/hermi\/Downloads\/10286-Texto%20do%20artigo-41816-1-10-20170403.pdf (Consulta feita em 12.09.2020).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> Cf. Justino de Roma, <em>I Apologia,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, 67.7. Essa pr\u00e1tica tornou-se comum no Novo Testamento, perpetuou-se na Igreja Crist\u00e3 e, j\u00e1 no segundo s\u00e9culo encontramos farto material atestando o culto dominical. (Vejam-se: <em>Didaqu\u00ea<\/em>, XIV.1; <em>The Epistle of Barnabas,<\/em> XV. In: Alexander Roberts; James Donaldson, eds., <em>Ante-Nicene Fathers,<\/em> 2. ed. Peabody, Massachusetts: Hendrickson Publishers, 1995, v. 1, p. 147. <em>Cartas de Santo In\u00e1cio de Antioquia,<\/em> Petr\u00f3polis, RJ.: Vozes, \u00e3 1970, <em>Carta aos Magn\u00e9sios,<\/em> 9, p. 53).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a>Esta express\u00e3o de Justino refere-se aos Evangelhos, conforme ele mesmo diz: \u201cFoi isso o que os Ap\u00f3stolos nas Mem\u00f3rias por eles escritas, que se chamam Evangelhos&#8230;.\u201d (Justino de Roma, <em>I Apologia,<\/em> 66.3).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> A distribui\u00e7\u00e3o dos elementos da Ceia n\u00e3o era feita indistintamente, mas somente aos crentes, conforme ele mesmo explica: \u201cEste alimento se chama entre n\u00f3s Eucaristia, da qual ningu\u00e9m pode participar, a n\u00e3o ser que creia serem verdadeiros nossos ensinamentos e se lavou no banho que traz a remiss\u00e3o dos pecados e a regenera\u00e7\u00e3o e vive conforme o que Cristo ensinou\u201d (Justino de Roma, <em>I Apologia,<\/em> 66.1). Crit\u00e9rio semelhante, temos no <em>Didaqu\u00ea,<\/em> IX.5: \u201cMas ningu\u00e9m coma nem beba de vossa A\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as, a n\u00e3o ser os que foram batizados no nome do Senhor. Pois que, a respeito disto, tamb\u00e9m disse o Senhor: \u2018N\u00e3o deis aos c\u00e3es o que \u00e9 santo\u2019.\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> Calvino, mesmo sem aludir a esta passagem, demonstra ter restri\u00e7\u00f5es a essa pr\u00e1tica. (Veja-se: J. Calvino, <em>As Institutas,<\/em> IV.17.39).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> Justino de Roma, <em>I Apologia,<\/em> 67.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a> Vejam-se: John A. Broadus, <em>O Preparo e Entrega de Serm\u00f5es<\/em>, p. 9-10; Ralph G. Turnbull, <em>Baker\u2019s Dictionary of Practical Theology<\/em>, 7. ed. Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1980, p. 51-52; Edwin C. Dargan, <em>A History of Preaching<\/em>, Grand Rapids, MI.: Baker Book House, 1954, v. 1, p. 29ss. John Stott, S\u00e3o Paulo: Editora Vida, 2003, p. 15-21. Em especial, para um estudo mais completo, consulte a magn\u00edfica obra de Old (1933-2016):\u00a0 Hugh O. Old, <em>The Reading and Preaching of the Scriptures in the Worship of the Christian Church: Vol. 2 \u2013 The Patristic Age, <\/em>Grand Rapids, MI.: Eerdmans, 1998.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a>Eusebio de Cesarea, <em>Historia Eclesi\u00e1stica<\/em>, Madrid: La Editorial Catolica, S.A., (Biblioteca de Autores Cristianos, 349), 1973, v. 1, III.37.2-3.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a>\u201cA cultura organiza-se segundo as rela\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas sobre o conhecimento do mundo, a vida e as experi\u00eancias do esp\u00edrito e as ordens pr\u00e1ticas em que se realizam os ideais da nossa conduta. Nisto se expressa o complexo estrutural ps\u00edquico, o qual precisamente determina tamb\u00e9m a concep\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica do mundo\u201d (Wilhelm Dilthey, <em>A Ess\u00eancia da Filosofia, <\/em>3. ed. Lisboa: Editorial Presen\u00e7a, (1984), p. 138).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a>Ver: Johannes Hessen, <em>Filosofia dos Valores<\/em>, 5. ed. Coimbra: Arm\u00eanio Amado, Editor, Sucessor, 1980, p. 246.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a> Veja-se, por exemplo: Lactantius, <em>The Divine Institutes,<\/em> III. In: Alexander Roberts; James Donaldson, eds. <em>Ante-Nicene Fathers,<\/em> Peabody, Massachusetts: Hendrickson publishers, \u00a9 1994, v. 7, p. 69ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a> Veja-se: Carta a Diogneto, I: In: <em>Padres Apologistas,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, p. 19. O autor n\u00e3o se identifica-se. Especula-se que tenha sido Panteno de Alexandria, Quadrado de Atenas e Hip\u00f3lito, entre outros. Diogneto, seria o preceptor do Imperador Marco Aur\u00e9lio ou Cl\u00e1udio Di\u00f3genes, que era Procurador de Alexandria entre o final do segundo s\u00e9culo e in\u00edcio do terceiro. (Vejam-se: J. Quasten, <em>Patrolog\u00eda,<\/em> Madrid: La Editorial Catolica (Biblioteca de Autores Cristianos, 206), 1968, v. 1, p. 245-249 e J.B. Lightfoot, <em>Los Padres Apostolicos, <\/em>Barcelona: CLIE, (s.d.), p. 597-600.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\">[31]<\/a> <em>Carta a Diogneto,<\/em> V.1-11,17: In: <em>Padres Apologistas,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, p. 22-23.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\">[32]<\/a> Quanto a um estudo estimativo do crescimento do Cristianismo nos primeiros s\u00e9culos, amparado em boas fontes, veja-se: Rodney Stark, <em>O crescimento do cristianismo: um soci\u00f3logo considera a hist\u00f3ria, <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulus, 2006, p. 13-37.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\">[33]<\/a> Eusebius, <em>The Life of Constantine,<\/em> IV.36: In: Philip Schaff; Henry Wace, eds. <em>Nicene and Post-Nicene Fathers of Christian Church,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, (reprinted), (Second Series), 1978, v. 1, p. 549.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\">[34]<\/a>Agostinho, <em>A Doutrina Crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1991, IV.7.15. p. 228.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref35\" name=\"_ftn35\">[35]<\/a> Veja-se por exemplo, Agostinho, <em>A Doutrina Crist\u00e3, <\/em>IV.19.35. p. 248-249; IV.19.37. p. 250-251<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref36\" name=\"_ftn36\">[36]<\/a>Agostinho, <em>A Doutrina Crist\u00e3, <\/em>IV.12.27ss. p. 239ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref37\" name=\"_ftn37\">[37]<\/a>Agostinho, <em>A Doutrina Crist\u00e3,<\/em> IV.16.32. p. 245.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem a cruz de Cristo n\u00e3o h\u00e1 evangelho, nem f\u00e9, e, portanto, 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Leciona em diversos Semin\u00e1rios ininterruptamente desde 1980. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Teologia Sistem\u00e1tica, lecionando h\u00e1 40 anos, e Hist\u00f3ria da Reforma Protestante, atuando principalmente nos seguintes temas: Jo\u00e3o Calvino e Teologia Reformada e Cosmovis\u00e3o Reformada. Faz parte de diversos Conselhos Editoriais de Revistas de Teologia e de Ci\u00eancias da Religi\u00e3o. Tem 40 livros escritos e mais de 1.500 artigos publicados. Leciona em diversas Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior no Brasil. 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