{"id":60732,"date":"2021-12-03T14:00:14","date_gmt":"2021-12-03T17:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=60732"},"modified":"2021-12-08T14:42:50","modified_gmt":"2021-12-08T17:42:50","slug":"o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-consideracoes-finais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2021\/12\/o-pensamento-grego-e-a-igreja-crista-consideracoes-finais\/","title":{"rendered":"O pensamento grego e a igreja crist\u00e3: considera\u00e7\u00f5es finais"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;S\u00e9rie &#8220;O pensamento grego e a igreja crist\u00e3&#8220; | Clique para ler os outros artigos&#8221; size=&#8221;sm&#8221; align=&#8221;center&#8221; button_block=&#8221;true&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Ffiel.in%2F3aJBHzG|||&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">A verdade \u00e9 o melhor que o homem pode obter; a verdade \u00e9 o mais augusto que a divindade pode conceder. Deus cede todos os bens aos homens para suprir suas necessidades; mas, ao comunicar-lhes a intelig\u00eancia e sabedoria, permite-lhes que sejam part\u00edcipes dos atributos que lhe s\u00e3o pr\u00f3prios e de que faz constante uso. N\u00e3o \u00e9 a prata, nem o ouro, o que constitui a divina felicidade; o que estabelece seu poder n\u00e3o \u00e9 o trov\u00e3o, nem o raio, sen\u00e3o a ci\u00eancia e a sabedoria. \u2013 Plutarco (46-120 AD.).<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">O homem perfeitamente justo, o homem que \u00e9 t\u00e3o justo quanto humanamente poss\u00edvel, \u00e9, segundo S\u00f3crates, o fil\u00f3sofo, e, segundo os profetas, o servo fiel do Senhor. O fil\u00f3sofo \u00e9 o homem que dedica sua vida \u00e0 busca do conhecimento do bem, da ideia do bem; aquilo que chamamos de virtude moral \u00e9 apenas a condi\u00e7\u00e3o ou subproduto dessa busca. Segundo os profetas, por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de buscar o conhecimento do bem: \u201cEu te mostrarei, \u00f3, homem, o que te \u00e9 bom, o que o Senhor requer de ti: \u00c9 que pratiques a justi\u00e7a, que ames a miseric\u00f3rdia e que andes sol\u00edcito com o (servi\u00e7o do) teu Deus\u201d (Miqu\u00e9ias 6.8). \u2013 Leo Strauss (1899-1973).<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Ningu\u00e9m filosofa bem se n\u00e3o for tolo, isto \u00e9, crist\u00e3o. \u2013 Martinho Lutero (1483-1546).<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Pensar n\u00e3o \u00e9 o alvo da vida. Pensar, como o n\u00e3o pensar, pode ser o alicerce para a vangl\u00f3ria. Pensar, sem ora\u00e7\u00e3o, sem o Esp\u00edrito Santo, sem obedi\u00eancia e sem amor ensoberbecer\u00e1 e destruir\u00e1 (1Co 8.1). Mas o pensar em submiss\u00e3o \u00e0 poderosa m\u00e3o de Deus, o pensar saturado de ora\u00e7\u00e3o, o pensar guiado pelo Esp\u00edrito Santo, o pensar vinculado \u00e0 B\u00edblia, o pensar em busca de mais raz\u00f5es para louvar e proclamar as gl\u00f3rias de Deus, o pensar a servi\u00e7o do amor \u2013 esse pensar \u00e9 indispens\u00e1vel em uma vida de pleno louvor a Deus. \u2012 John Piper.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Linguagem e ressignifica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>\u00c9 muito curiosa a maneira como o <em>Targum<\/em><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><em>[5]<\/em><\/a> traduz de forma interpretativa o texto de Gn 2.7, que diz: <em>\u201cE o homem passou a ser alma vivente\u201d<\/em>, por <em>\u201c&#8230; um esp\u00edrito que fala\u201d<\/em>. Ou seja, uma personalidade dotada de capacidade de pensar e expressar-se por meio de palavras.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> <strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A linguagem \u00e9 um meio de identifica\u00e7\u00e3o,<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> difus\u00e3o da cultura e, ao mesmo tempo, de seu fortalecimento. A linguagem carrega consigo significados e valores, j\u00e1 que a linguagem e a comunidade mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o extremamente dif\u00edcil \u00e9 o processo de <em>ressignifica\u00e7\u00e3o<\/em> da linguagem de uma cultura. Uso aqui a express\u00e3o em sentido bastante restrito: Como fazer as pessoas ouvirem e assimilarem determinadas palavras dentro de uma perspectiva diferente e, at\u00e9 mesmo conflitante, em rela\u00e7\u00e3o aos significados aprendidos e dominantes?<\/p>\n<p>As palavras carregam consigo significados pr\u00f3prios de uma cultura. A transposi\u00e7\u00e3o deste conceito nem sempre \u00e9 poss\u00edvel porque a realidade descrita carece de termos naquela l\u00edngua para express\u00e1-la. Deste modo, trabalhamos com um conceito anal\u00f3gico<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> que se prop\u00f5e a fazer uma ponte, nem sempre no mesmo n\u00edvel, de dois pontos por vezes bastante distantes.<\/p>\n<p>Jaeger (1888-1961) ressaltando a influ\u00eancia da l\u00edngua grega, afirma que \u201ccom a l\u00edngua grega, todo um mundo de conceitos, categorias de pensamento, met\u00e1foras herdadas e sutis conota\u00e7\u00f5es de sentido entra no pensamento grego\u201d.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>Aqui podemos ter um vislumbre do problema dos escritores do Novo Testamento. Eles esbarraram repetidas vezes nessa quest\u00e3o: apresentar a mensagem crist\u00e3 com termos j\u00e1 conhecidos, mas, ao mesmo tempo, que ganharam um novo significado a partir da pr\u00f3pria essencialidade do Evangelho.<\/p>\n<p>Assim, os escritores sagrados, inspirados por Deus, valeram-se, por vezes, de palavras amplamente conceituadas e assimiladas, por\u00e9m, conferindo-lhes um sentido distinto, que, muitas vezes, s\u00f3 poderia ser compreendido a partir do Antigo Testamento. Com frequ\u00eancia \u00e9 frustrante estudar as palavras do Novo Testamento sem a perspectiva teol\u00f3gica de seu conte\u00fado j\u00e1 estabelecido no Antigo Testamento.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> O Novo Testamento foi escrito em grego, contudo a sua teologia encontra o seu fundamento na revela\u00e7\u00e3o veterotestament\u00e1ria.<\/p>\n<p>O ap\u00f3stolo Jo\u00e3o foi quem mais se deparou com essas quest\u00f5es do conhecimento, justamente por escrever no final do primeiro s\u00e9culo, quando o Cristianismo havia se expandido e, ao mesmo tempo, novas heresias surgiam com um conte\u00fado sincr\u00e9tico.<\/p>\n<p>Quando os pregadores crist\u00e3os empregaram, por exemplo, palavras tais como \u201cigreja\u201d, \u201clogos\u201d, \u201cjusti\u00e7a\u201d, \u201cconhecimento\u201d, \u201cregenera\u00e7\u00e3o\u201d, \u201csabedoria\u201d, entre outras, era natural que os seus ouvintes, prematuramente, associassem estes termos aos conte\u00fados j\u00e1 conhecidos. Uma barreira a ser transposta era mostrar que o Cristianismo tinha uma mensagem diferente e, ao mesmo tempo, urgente e relevante para os seus ouvintes.<\/p>\n<p>Como exemplo, cito que as ra\u00edzes do uso da palavra \u201cEvangelho\u201d no Novo Testamento, devem ser buscadas n\u00e3o no grego secular, mas sim no Antigo Testamento.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> Ou seja, mesmo a palavra tendo um emprego comum no grego cl\u00e1ssico, o seu conte\u00fado encontra-se nas p\u00e1ginas do Antigo Testamento. O recipiente \u00e9 grego, contudo, o conte\u00fado \u00e9 judaico. Muitas vezes a l\u00edngua grega \u00e9 apenas a ta\u00e7a de prata, mas, o conte\u00fado de ouro est\u00e1 na terminologia, repleta de significado teol\u00f3gico, veterotestament\u00e1ria.<\/p>\n<h2>A din\u00e2mica da gra\u00e7a em pensamento operante<\/h2>\n<p><em>Mestre: \u201cQual \u00e9 o fim principal da vida humana ?<\/em><\/p>\n<p>Disc\u00edpulo: Conhecer os homens a Deus Seu Criador.<\/p>\n<p><em>\u201cMestre: Por que raz\u00e3o chamais este o principal fim ?<\/em><\/p>\n<p>Disc\u00edpulo: Porque nos criou Deus e p\u00f4s neste mundo para ser glorificado em n\u00f3s. E \u00e9 coisa justa que nossa vida, da qual Ele \u00e9 o come\u00e7o, seja dedicada \u00e0 Sua gl\u00f3ria. \u2012 Jo\u00e3o Calvino.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a><\/p>\n<p>Calvino dispunha de uma vis\u00e3o ampla da cultura, entendendo que Deus \u00e9 Senhor de todas as coisas. Por isso, toda verdade \u00e9 procedente de Deus, aquele que \u00e9 o seu autor e a preserva. Esta perspectiva amparava-se no conceito da <em>gra\u00e7a<\/em> <em>comum<\/em> ou <em>gra\u00e7a<\/em> <em>geral<\/em> de Deus sobre todos os homens.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> Esta compreens\u00e3o entende que a <em>gra\u00e7a especial <\/em>se refere \u00e0 salva\u00e7\u00e3o do homem e que a <em>gra\u00e7a comum<\/em> indica o cuidado providencial de Deus para com a sua Cria\u00e7\u00e3o. Deste modo, entende-se que Deus manifesta sua bondade para com todos (Mt 5.45; Lc 6.35) e possibilita o conhecimento de todas as ci\u00eancias a todos os homens, quer eles creiam em Deus, quer n\u00e3o. Os seus talentos s\u00e3o distribu\u00eddos entre crentes e n\u00e3o crentes.<\/p>\n<p>Essa perspectiva tem s\u00e9rias e importantes implica\u00e7\u00f5es culturais. A posi\u00e7\u00e3o de Calvino a que ele busca base nas Escrituras, historicamente remonta em sua g\u00eanese a Justino e a Agostinho.<\/p>\n<p>Como vimos, Justino, fil\u00f3sofo e M\u00e1rtir (c. 100-c.165 AD), entendia que \u201c&#8230; Tudo o que de bom foi dito por eles (fil\u00f3sofos), pertence a n\u00f3s, crist\u00e3os, porque n\u00f3s adoramos e amamos, depois de Deus, o Verbo, que procede do mesmo Deus ing\u00eanito e inef\u00e1vel\u201d.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a><\/p>\n<p>Conforme j\u00e1 tratamos, a linha interpretativa que parece ter prevalecido \u00e9 a de Agostinho (354-430), que mesmo admitindo a superioridade das Escrituras, orienta-nos quanto \u00e0 possibilidade de nos valer de recursos v\u00e1rios, mesmo provenientes, dos pag\u00e3os.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a><\/p>\n<p>Dentro desta tradi\u00e7\u00e3o, Calvino escreveu:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Visto que toda verdade procede de Deus, se algum \u00edmpio disser algo verdadeiro, n\u00e3o devemos rejeit\u00e1-lo, porquanto o mesmo procede de Deus. Al\u00e9m disso, visto que todas as coisas procedem de Deus, que mal haveria em empregar, para sua gl\u00f3ria, tudo quanto pode ser corretamente usado dessa forma?<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Quantas vezes, pois, entramos em contato com escritores profanos, somos advertidos por essa luz da verdade que neles esplende admir\u00e1vel, de que a mente do homem, quanto poss\u00edvel deca\u00edda e pervertida de sua integridade, no entanto \u00e9 ainda agora vestida e adornada de excelentes dons divinos. Se reputarmos ser o Esp\u00edrito de Deus a fonte \u00fanica da verdade, a pr\u00f3pria verdade, onde quer que <em>ela <\/em>apare\u00e7a, n\u00e3o <em>a <\/em>rejeitaremos, nem <em>a <\/em>desprezaremos, a menos que queiramos ser insultuosos para com o Esp\u00edrito de Deus. (&#8230;).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">E ent\u00e3o? Negaremos que a verdade se manifestou nos antigos jurisconsultos, os quais, com equidade t\u00e3o eminente, plasmaram a ordem pol\u00edtica e a institui\u00e7\u00e3o jur\u00eddica? Diremos que os fil\u00f3sofos foram cegos, tanto nesta apurada contempla\u00e7\u00e3o da natureza, quanto em <em>sua <\/em>engenhosa descri\u00e7\u00e3o? Diremos que careciam de intelig\u00eancia esses que, estabelecida a arte de arrazoar, <em>a n\u00f3s <\/em>nos ensinaram a falar com razoabilidade? Diremos que foram insanos esses que, forjando a medicina, nos dedicaram sua dilig\u00eancia? O que <em>dizer <\/em>de todas as ci\u00eancias matem\u00e1ticas? Porventura as julgaremos del\u00edrios de dementes? Pelo contr\u00e1rio, certamente n\u00e3o poderemos ler sem grande admira\u00e7\u00e3o os escritos dos antigos acerca dessas coisas. Mas os admiraremos porque seremos obrigados a reconhecer seu profundo preparo.<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em passagem magistral, analisando G\u00eanesis 4.20, Calvino destaca o fato de que mesmo na amaldi\u00e7oada descend\u00eancia de Caim, h\u00e1 espa\u00e7o para a gra\u00e7a de Deus, concedendo-lhe dons que permitissem a inven\u00e7\u00e3o das artes e de outras coisas \u00fateis para a vida presente. \u201cVerdadeiramente \u00e9 maravilhoso que esta ra\u00e7a que tinha ca\u00eddo profundamente de sua integridade superaria o resto da posteridade de Ad\u00e3o com raros dons\u201d, **comenta Calvino.<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a><\/p>\n<p>Entende que Mois\u00e9s registrou isso para real\u00e7ar a gra\u00e7a de Deus que n\u00e3o se tornou v\u00e3 sobre estes homens, visto que \u201chavia entre os filhos de Ad\u00e3o homens trabalhadores e habilidosos, que exerceram sua dilig\u00eancia na inven\u00e7\u00e3o e no cultivo da arte\u201d.<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a> Por isso, as \u201cartes liberais (Humanidades)<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a> e ci\u00eancias chegaram at\u00e9 n\u00f3s pelos pag\u00e3os. Realmente, somos compelidos a reconhecer que recebemos deles a astronomia e outras partes da filosofia, a medicina e a ordem do governo civil\u201d.<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a><\/p>\n<p>A leitura de Calvino a respeito da hist\u00f3ria, da teologia romana e de tudo o mais sempre era feita \u00e0 luz das Escrituras. Creio que nessa pr\u00e1tica temos um princ\u00edpio desafiante e estimulante para todo crist\u00e3o reformado.<\/p>\n<p>Hooykaas (1906-1994) resume o humanismo de Calvino: \u201cEle era um humanista talentoso e realista demais para aceitar que a Queda tivesse levado o homem a uma total deprava\u00e7\u00e3o no campo cient\u00edfico\u201d.<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a><\/p>\n<p>Wallace (1924-2003), por sua vez, acentua que Calvino:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Sempre insistiu que a tradi\u00e7\u00e3o precisava ser constantemente corrigida pelo ensino das Sagradas Escrituras e ser subordinada a elas. Por\u00e9m, ele sempre foi cuidadoso e criterioso em examinar minuciosamente dentro da tradi\u00e7\u00e3o o que devia ser rejeitado e o que devia ser aceito. Ningu\u00e9m foi mais obstinado em manter aquilo que ele tinha experimentado como algo bom, qualquer que fosse sua origem, contanto que sua reten\u00e7\u00e3o n\u00e3o atrapalhasse a total sujei\u00e7\u00e3o de sua mente e de sua vida \u00e0 Palavra de Deus ou o desviasse de seguir a Cristo.<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Calvino entendia que as ci\u00eancias e humanidades deveriam ser usadas para a gl\u00f3ria de Deus. Devemos nos valer dos recursos dispon\u00edveis, como por exemplo, para proclamar o evangelho: \u201c&#8230; a eloqu\u00eancia n\u00e3o se acha de forma alguma conflitante com a simplicidade do evangelho quando, livre do desprezo dos homens, n\u00e3o s\u00f3 lhe d\u00e1 o lugar de honra e se p\u00f5e em sujei\u00e7\u00e3o a ele, mas tamb\u00e9m o serve como uma empregada \u00e0 sua patroa\u201d.<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a><\/p>\n<p>No entanto: \u201cPara que possa haver eloqu\u00eancia, devemos estar sempre em alerta a fim de impedir que a sabedoria de Deus venha sofrer degrada\u00e7\u00e3o por um brilhantismo for\u00e7ado e corriqueiro\u201d.<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a> A eloqu\u00eancia \u201c\u00e9 um dom muito excelente, mas que, quando se v\u00ea divorciado do amor, de nada serve para algu\u00e9m obter o favor divino\u201d.<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a> Em outro lugar, respondendo a uma poss\u00edvel pergunta referente \u00e0 possibilidade de Paulo estar condenando a sabedoria de palavras como algo que se acha em oposi\u00e7\u00e3o a Cristo (1Co 1.17), diz:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Paulo n\u00e3o seria t\u00e3o irracional que condenasse como algo fora de prop\u00f3sito aquelas artes, as quais, sem a menor d\u00favida, s\u00e3o espl\u00eandidos dons de Deus, dons estes que poder\u00edamos chamar de <em>instrumentos<\/em> para auxiliarem os homens no desempenho de suas atividades nobres. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 nada de irreligioso nessas artes, pois s\u00e3o detentoras de ci\u00eancia saud\u00e1vel, e est\u00e3o subordinados a princ\u00edpios verdadeiros; e visto que s\u00e3o \u00fateis e adequ\u00e1veis \u00e0s atividades gerais da sociedade humana, \u00e9 indubit\u00e1vel que sua origem est\u00e1 no Esp\u00edrito. Al\u00e9m do mais, a utilidade que \u00e9 derivada e experienciada delas n\u00e3o deve ser atribu\u00edda a ningu\u00e9m, sen\u00e3o a Deus. Portanto, o que Paulo diz aqui n\u00e3o deve ser considerado como um desdouro das artes, como se estas estivessem agindo contra a religi\u00e3o.<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A quest\u00e3o est\u00e1 em n\u00e3o usar desses meios como sendo a for\u00e7a do evangelho, esquecendo-se de sua simplicidade que \u00e9-nos comunicada pelo Esp\u00edrito. Escreve em lugares diferentes:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">N\u00e3o devemos condenar nem rejeitar a classe de eloqu\u00eancia que n\u00e3o almeja cativar crist\u00e3os com um requinte exterior de palavras, nem intoxicar com deleites f\u00fateis, nem fazer c\u00f3cegas em seus ouvidos com sua suave melodia, nem mergulhar a <em>Cruz de Cristo<\/em> em sua v\u00e3 ostenta\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\">[29]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O Esp\u00edrito de Deus tamb\u00e9m possui uma eloqu\u00eancia particularmente sua. (&#8230;) A eloqu\u00eancia que est\u00e1 em conformidade com o Esp\u00edrito de Deus n\u00e3o \u00e9 bomb\u00e1stica nem ostentosa,<a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\">[30]<\/a> como tamb\u00e9m n\u00e3o produz um forte volume de ru\u00eddos que equivalem a nada. Antes, ela \u00e9 genu\u00edna e eficaz, e possui muito mais sinceridade do que refinamento.<a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\">[31]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A erudi\u00e7\u00e3o unida \u00e0 piedade e aos demais dotes do bom pastor, s\u00e3o como uma prepara\u00e7\u00e3o para o minist\u00e9rio. Pois, aqueles que o Senhor escolhe para o minist\u00e9rio, equipa-os antes com essas armas que s\u00e3o requeridas para desempenh\u00e1-lo, de sorte que lhe n\u00e3o venham vazios e despreparados.<a href=\"#_ftn32\" name=\"_ftnref32\">[32]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O homem que mais progride na piedade \u00e9 tamb\u00e9m o melhor disc\u00edpulo de Cristo, e o \u00fanico homem que deve ser tido na conta de genu\u00edno te\u00f3logo \u00e9 aquele que pode edificar a consci\u00eancia humana no temor de Deus.<a href=\"#_ftn33\" name=\"_ftnref33\">[33]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Deve ser enfatizado que Calvino usou como ningu\u00e9m de todas as ferramentas ent\u00e3o acess\u00edveis para uma boa exegese,<a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\">[34]<\/a> dispondo o seu material de forma clara, l\u00f3gica e simples, sendo chamado, n\u00e3o sem raz\u00e3o, de o \u201cpr\u00edncipe dos expositores\u201d.<a href=\"#_ftn35\" name=\"_ftnref35\">[35]<\/a><\/p>\n<p>Em sua interpreta\u00e7\u00e3o b\u00edblica, Calvino combinou de forma harmoniosa a an\u00e1lise filol\u00f3gica com a teol\u00f3gica associando tudo isso a um pensamento construtivo que fez com que a sua teologia tivesse seus pr\u00f3prios fundamentos na Palavra de Deus.<a href=\"#_ftn36\" name=\"_ftnref36\">[36]<\/a> Ele foi de fato o exegeta por excel\u00eancia da Reforma,<a href=\"#_ftn37\" name=\"_ftnref37\">[37]<\/a> sustentando que a Escritura \u00e9 a melhor int\u00e9rprete de si mesma.<a href=\"#_ftn38\" name=\"_ftnref38\">[38]<\/a> Portanto, qualquer doutrina ou mesmo profecia, que n\u00e3o se harmonize com Escritura, \u201ca norma da f\u00e9\u201d, ser\u00e1 considerada falsa.<a href=\"#_ftn39\" name=\"_ftnref39\">[39]<\/a> Desse modo, em nossa interpreta\u00e7\u00e3o, devemos nos limitar ao revelado. Como vimos: \u201c&#8230; Que esta seja a nossa regra sacra: n\u00e3o procurar saber nada mais sen\u00e3o o que a Escritura nos ensina. Onde o Senhor fecha seus pr\u00f3prios l\u00e1bios, que n\u00f3s igualmente impe\u00e7amos nossas mentes de avan\u00e7ar sequer um passo a mais\u201d.<a href=\"#_ftn40\" name=\"_ftnref40\">[40]<\/a><\/p>\n<p>Um outro ponto que pode nos servir de est\u00edmulo e desafio: Sempre \u00e9 bom lembrar que toda a sua obra foi produzida n\u00e3o num clima de sossego e paz, numa \u201ctorre de marfim\u201d, mas em meio a in\u00fameros problemas: administrativos, dom\u00e9sticos, financeiros e, principalmente, de sa\u00fade.<a href=\"#_ftn41\" name=\"_ftnref41\">[41]<\/a><\/p>\n<p>A f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 antit\u00e9tica n\u00e3o por quest\u00f5es estrat\u00e9gicas, perif\u00e9ricas ou gosto, mas, pela sua pr\u00f3pria ess\u00eancia. O Cristianismo confere sentido \u00e0 realidade, apresentando uma dimens\u00e3o al\u00e9m do aqui e agora, por\u00e9m, com profundo respeito ao j\u00e1, considerando que o agora n\u00e3o \u00e9 o <em>todo, <\/em>\u00a0mas, que ele encontrou sentido no <em>ainda <\/em>n\u00e3o.\u00a0 Em outras palavras, a f\u00e9 crist\u00e3 tem uma dimens\u00e3o f\u00edsica e metaf\u00edsica da vida. Aqui n\u00e3o h\u00e1 nenhum menosprezo pelo aspecto \u201cf\u00edsico\u201d, mas, a busca de sua plenifica\u00e7\u00e3o enquanto cria\u00e7\u00e3o de Deus, ultrapassando, portanto, os seus pr\u00f3prios limites materiais para de fato ter sentido.<\/p>\n<p>Por outro lado, devemos ter sempre em mente que Deus, Senhor de todas as coisas, vis\u00edveis e invis\u00edveis, temporais e eternas, por sua bondade, sempre concedeu ao homem lampejos de sabedoria. Isso se d\u00e1 na pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o do ser humano, criado \u00e0 sua imagem, e, tamb\u00e9m, no uso de sua raz\u00e3o que mesmo totalmente perdida no que se refere ao sentido espiritual, pode compreender, sempre pela bondade comum de Deus, aspectos verdadeiros do mundo real.<\/p>\n<p>Desse modo, a vida se torna menos angustiante e, n\u00f3s crist\u00e3os, pela gra\u00e7a, podemos nos valer dessas compreens\u00f5es para apresentar uma dimens\u00e3o mais ampla\u00a0 e completa, encontrando o sentido de todas as coisas em Deus. ***Ao mesmo tempo, as nossas contribui\u00e7\u00f5es podem ajudar na melhor compreens\u00e3o da ci\u00eancia, a fim de que ela n\u00e3o tenha apenas uma perspectiva material e pretensamente todo-poderosa.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos perder a dimens\u00e3o de que todo o saber pertence a Deus. Ele rege a hist\u00f3ria e os acontecimentos aparentemente fortuitos. Se, como vimos, toda verdade pertence a Deus, como esbo\u00e7ou Justino, elaborou este pensamento mais tarde Agostinho, e o plenificou Calvino, podemos nos valer das contribui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o por acaso, ocorreram no mundo \u201cpag\u00e3o\u201d, porque se elas forem verdadeiras provieram de Deus.<\/p>\n<p>O pensamento crist\u00e3o nos liberta do exclusivismo de guetos, quer acad\u00eamicos, quer religiosos (conservadores ou liberais), que inibem a pesquisa e nos impede de uma vis\u00e3o mais plena da verdade de Deus, esteja onde estiver, surja onde surgir. Cristo e a sua Palavra se constituem nos aferidores de toda verdade. Jesus Cristo \u00e9 o verdadeiro e absoluto c\u00e2non da verdade!<\/p>\n<p>Devemos nos lembrar que devido \u00e0 gra\u00e7a comum de Deus, os incr\u00e9dulos, a despeito de sua rebeli\u00e3o contra Deus,\u00a0 n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o coerentes como gostariam de ser. Afinal, ainda carregam em si a imagem de Deus. Por outro lado, os crist\u00e3os, ainda que sinceros, vivem nessa vida em uma condi\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o com pecado sobrevivente em seus cora\u00e7\u00f5es. Por isso, incongru\u00eancias de todos n\u00f3s na elabora\u00e7\u00e3o de nossos sistemas de pensamento e de tudo o mais.<a href=\"#_ftn42\" name=\"_ftnref42\">[42]<\/a><\/p>\n<p>No entanto, como a luz divina n\u00e3o foi totalmente apagada nas mentes humanas quanto \u00e0s quest\u00f5es materiais, podemos encontrar aqui e ali intui\u00e7\u00f5es a respeito da origem humana, suas necessidades e a falta de sentido de muitos de seus sonhos. Por meio dessas luzes, o homem revela, sem se dar conta, de sua origem transcendente mas, ao mesmo tempo, carece de uma vis\u00e3o abrangente dos fen\u00f4menos visto que somente em Cristo, temos a s\u00edntese dos aparentes paradoxos e antinomias de nossa mente finita, visto que nele habita plenamente todos os tesouros de conhecimento e sabedoria (Cl 2.3).<\/p>\n<p>Poythress, faz uma constata\u00e7\u00e3o pertinente. Por\u00e9m, ela s\u00f3 \u00e9 v\u00e1lida para aqueles que, sens\u00edveis ao seu chamado, tentam apresentar uma resposta b\u00edblica \u00e0s inquieta\u00e7\u00f5es e desafios humanos. A Palavra deve continuar sendo a nossa norma de crer, pensar e agir:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">A maior parte da filosofia ocidental tem sido a hist\u00f3ria de tentar responder \u00e0s principais quest\u00f5es da vida independentemente da revela\u00e7\u00e3o divina, pela raz\u00e3o somente. E essa receita de pol\u00edtica de ignorar a revela\u00e7\u00e3o divina \u00e9 uma receita para a autonomia do pensamento humano em lugar da submiss\u00e3o \u00e0 instru\u00e7\u00e3o de Deus.<a href=\"#_ftn43\" name=\"_ftnref43\">[43]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A mensagem crist\u00e3 parte do princ\u00edpio da soberania de Deus sobre todas as coisas, por isso, nada existe nesse mundo que n\u00e3o perten\u00e7a a Deus. A igreja como institui\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria avan\u00e7a em todas as dire\u00e7\u00f5es levando o Evangelho porque o mundo pertence a Deus.<\/p>\n<p>As <em>\u201cextremidades da terra\u201d<\/em> (Sl 2.8) s\u00e3o possess\u00f5es do Senhor. N\u00e3o h\u00e1 quem possa dizer-lhe: isto n\u00e3o lhe pertence. N\u00e3o h\u00e1 um cent\u00edmetro sequer de toda a cria\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja abrangido pela totalidade do poder governativo de Deus.<a href=\"#_ftn44\" name=\"_ftnref44\">[44]<\/a> Tudo pertence a Deus. Nenhum rei \u201cgoverna sen\u00e3o pela vontade de Deus\u201d.<a href=\"#_ftn45\" name=\"_ftnref45\">[45]<\/a> Portanto, reivindicar qualquer autonomia ou qualquer forma de exclus\u00e3o do poder de Deus. Mantendo-o alheio, consiste em um atentado \u00e0 sua soberania.<a href=\"#_ftn46\" name=\"_ftnref46\">[46]<\/a><\/p>\n<p>Kuiper (1886-1966), observa que a declara\u00e7\u00e3o do Cristo ressurreto: <em>\u201cToda a autoridade me foi dada no c\u00e9u e na terra\u201d<\/em> (Mt 28.18), prefacia o mandamento evangel\u00edstico. \u201cIsso torna a Grande Comiss\u00e3o uma afirma\u00e7\u00e3o da soberania mediat\u00e1ria de Cristo\u201d.<a href=\"#_ftn47\" name=\"_ftnref47\">[47]<\/a><\/p>\n<p>Aqui vemos estampada parte da esfera do dom\u00ednio de Cristo. Ele manda a Igreja evangelizar todo o mundo, porque o mundo todo lhe pertence. Ele \u00e9 o Senhor! A Boa Nova do Evangelho envolve a mensagem de ambos os testamentos: Deus \u00e9 o Senhor de toda realidade e de toda verdade.<\/p>\n<p>O senso de urg\u00eancia da Igreja deve ser derivado do senso de urg\u00eancia de Deus. A Miss\u00e3o \u00e9 de Deus que se agencia por meio da Igreja.<a href=\"#_ftn48\" name=\"_ftnref48\">[48]<\/a> A elei\u00e7\u00e3o do povo de Deus \u00e9 para o servi\u00e7o de Deus na sociedade.<\/p>\n<p>A doutrina da voca\u00e7\u00e3o \u00e9 o fundamento da teologia da vida crist\u00e3. Deus em seu amor eterno urgencia com a igreja a que compartilhe com todos, de forma \u201ccentr\u00edfuga\u201d esta mensagem.<a href=\"#_ftn49\" name=\"_ftnref49\">[49]<\/a>\u00a0 A Pessoa de Cristo tem em si mesma e consequentemente em sua obra a for\u00e7a centr\u00edpeta que nos atrai e, num processo natural desta atra\u00e7\u00e3o transformadora, exerce a sua for\u00e7a centr\u00edfuga que nos conduz a anunciar a sua pessoa e os seus feitos gloriosos e redentores entre todos os povos.<\/p>\n<p>No Novo Testamento, Paulo instrui a Tim\u00f3teo: <em>\u201cPrega a palavra (&#8230;) Pois haver\u00e1 <u>tempo<\/u> <\/em>(kairo\/j)<a href=\"#_ftn50\" name=\"_ftnref50\">[50]<\/a> <em>em que n\u00e3o suportar\u00e3o a s\u00e3 doutrina\u201d <\/em>(2Tm 4.2,3). Hoje ainda temos ouvintes; mas, at\u00e9 quando? Hoje temos aqueles ouvintes; mas por quanto tempo? <strong>\u201c<\/strong><em>Pois haver\u00e1 <u>tempo<\/u> <\/em>(kairo\/j)<em> em que n\u00e3o suportar\u00e3o a s\u00e3 doutrina\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Aquelas pessoas que hoje ouvem a Palavra com interesse e avidez poder\u00e3o n\u00e3o ouvir em outras \u00e9pocas ou circunst\u00e2ncias, da\u00ed a nossa responsabilidade de anunciar hoje a Palavra de Deus. \u201cA Escritura nos adverte que, na perspectiva de Deus, o tempo \u00e9 curto, a necessidade \u00e9 grande e a tarefa \u00e9 urgente\u201d, alerta-nos Stott (1921-2011).<a href=\"#_ftn51\" name=\"_ftnref51\">[51]<\/a><\/p>\n<p>O senso de urg\u00eancia deve nos levar a falar como se aquela fosse a \u00faltima vez. A mensagem crist\u00e3 deve ter sempre uma conota\u00e7\u00e3o de apelo ao homem para que assuma, pela gra\u00e7a de Deus, uma posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel e submissa \u00e0 sua Palavra. Contudo, devemos nos lembrar, conforme ensina-nos Kuiper (1886-1966), de que \u201co motivo da urg\u00eancia da evangeliza\u00e7\u00e3o jaz em Deus. Porque Ele \u00e9 quem \u00e9, insiste urgentemente com os pecadores para que se convertam a Ele\u201d.<a href=\"#_ftn52\" name=\"_ftnref52\">[52]<\/a><\/p>\n<p>Concluo com uma bela s\u00edntese de Kalsebeek:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Quando os crist\u00e3os se unem para buscar a <strong>maneira<\/strong> em que deveriam se conduzir \u00e0 luz da Palavra de Deus, eles devem faz\u00ea-lo com grande humildade, permanecendo abertos a outros que talvez j\u00e1 tenham chegado \u00e0 conclus\u00f5es que eles ainda n\u00e3o podem ver. A ant\u00edtese entre a <em>civitas terrena <\/em>e a <em>civitas Dei<\/em> continuar\u00e1 at\u00e9 que o Reino de Deus triunfe e Deus seja tudo em todos como o resultado da reden\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo,<a href=\"#_ftn53\" name=\"_ftnref53\">[53]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<hr class=\"bs-divider full large\" \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Plutarco, <em>Os mist\u00e9rios de \u00cdsis e Os\u00edris, <\/em>S\u00e3o Paulo: Nova Acr\u00f3pole do Brasil, 1981, 1, p. 15.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Leo Strauss; Eric Voegelin, <em>F\u00e9 e filosofia pol\u00edtica: a correspond\u00eancia entre Leo Strauss e Eric Voegelin, <\/em>S\u00e3o Paulo: \u00c9 Realiza\u00e7\u00f5es, 2017, p. 164-165.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>Martinho Lutero, <em>O Debate de Heidelberg<\/em> (1518). In: <em>Martinho Lutero: Obras Selecionadas,<\/em> S\u00e3o Leopoldo, RS.; Porto Alegre, RS.: Sinodal; Conc\u00f3rdia, 1987, v. 1, tese 30, p. 39.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>John Piper, <em>Pense \u2013 A Vida da Mente e o Amor de Deus, <\/em>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 2011, p. 41.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Tradu\u00e7\u00e3o parafraseada da B\u00edblia hebraica para o aramaico, l\u00edngua que se tornou popular entre os judeus desde os tempos de Neemias. (Veja-se: Gleason L. Archer, Jr., <em>Merece Confian\u00e7a o Antigo Testamento,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1974, p. 48-50).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a>Cf. Joseph H. Hertz, <em>Pentateuch and Haftorahs<\/em>, 2. ed., London: Soncino Press, 1960, (Gn 2.7), p. 7.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> \u201cSe realmente queremos entender uma cultura, muitas vezes diz-se necess\u00e1rio que compreendamos a sua l\u00edngua\u201d (Tim Chester, <em>Conhecendo o Deus Trino: porque Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo s\u00e3o boas novas<\/em>, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 2016, p. 18).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a>\u201cUma l\u00edngua \u00e9 inconceb\u00edvel sem uma comunidade lingu\u00edstica que a suporte, assim como essa comunidade s\u00f3 existe em virtude de uma l\u00edngua determinada, que lhe d\u00e1 ao mesmo tempo sua forma e seu contorno. Desde que uma l\u00edngua existe, existe tamb\u00e9m uma comunidade lingu\u00edstica. H\u00e1, em suma, entre as duas, uma depend\u00eancia rec\u00edproca\u201d (Walther Von Wartburg; Stephen Ullmann, <em>Problemas e m\u00e9todos da lingu\u00edstica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Difel, 1975, p. 205). \u00c0 frente: \u201cTudo o que podemos dizer \u00e9 que o nascimento da l\u00edngua ou de uma determinada l\u00edngua, ou o nascimento da comunidade que a suporta, o desenvolvimento do esp\u00edrito, e a origem do g\u00eanero humano, representam fen\u00f4menos geneticamente conexos\u201d (<em>Ibidem<\/em>., p. 206-207).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a>Devo esta express\u00e3o \u00e0s observa\u00e7\u00f5es de Collingwood (R.G. Collingwood, <em>Los principios del arte, <\/em>M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f4mica, \u00a9 1960, 3. reimpress\u00e3o, 1993, p. 18-20).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Werner Jaeger, <em>Cristianismo Primitivo e Paideia Grega, <\/em>Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 1991, p. 17.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Veja-se: Fran\u00e7ois Turretini, <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 1, p. 39-40.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a>Vejam-se: Gerhard Friedrich, Eu)agge\/lion: In: Gerhard Kittel; G. Friedrich, eds. <em>Theological Dictionary of the New Testament, <\/em>v. 2, p. 725; P. Bl\u00e4ser, Evangelho: In: Heinrich Fries, dir., <em>Dicion\u00e1rio de Teologia,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1983, v. 2, p. 153; Donatien Mollat, Evangelho: In: Xavier L\u00e9on-Dufour, dir. <em>Vocabul\u00e1rio de Teologia B\u00edblica,<\/em> 3. ed. Petr\u00f3polis, RJ.: Vozes, 1984, p. 319; U. Becker, Evangelho: In: Colin Brown, ed. ger. <em>O<\/em> <em>Novo Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia do Novo Testamento, <\/em>v. 2, p. 169.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a>John Calvin, <em>Catechism of the Church of Geneva,<\/em> perguntas 1 e 2. In: John Calvin, <em>Tracts and Treatises on the Doctrine and Worship of the Church,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1958, v. 2, p. 37. Durante o inverno de 1536-1537, Calvino (1509-1564) elaborou um Catecismo. Posteriormente, ele o reviu \u2013 tornando a sua teologia mais acess\u00edvel aos seus destinat\u00e1rios: as crian\u00e7as \u2013, e o ampliou consideravelmente, mudando inclusive a sua forma, passando ent\u00e3o, a ser constitu\u00eddo de perguntas e respostas, contendo 373 quest\u00f5es. Esta nova edi\u00e7\u00e3o, de onde extra\u00edmos as duas perguntas acima, foi publicada entre o fim de 1541 e o in\u00edcio de 1542.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a>Cf. <em>As Institutas, <\/em>II.2.16-17,27; II.3.4. Esta doutrina, que nada mais \u00e9 do que a compreens\u00e3o de que o Esp\u00edrito Santo exerce influ\u00eancia comum sobre os homens em geral, pode ser resumida em tr\u00eas pontos: <strong>1)<\/strong> Uma atitude favor\u00e1vel da parte de Deus para com a humanidade em geral \u2013 eleitos e r\u00e9probos \u2013, concedendo-lhes os bens necess\u00e1rios \u00e0 sua exist\u00eancia: chuva, sol, \u00e1gua, alimento, vestu\u00e1rio, abrigo; <strong>2)<\/strong> A restri\u00e7\u00e3o do pecado feita pelo Esp\u00edrito Santo na vida dos indiv\u00edduos e na sociedade: \u201cA obra da gra\u00e7a divina se v\u00ea em tudo que Deus faz para restringir a devastadora influ\u00eancia e desenvolvimento do pecado no mundo&#8230;.\u201d (L. Berkhof, <em>Teologia Sistem\u00e1tica,<\/em> Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 1990, p. 436); <strong>3)<\/strong> A possibilidade da aplica\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a civil por parte do n\u00e3o regenerado: Aquilo que \u00e9 certo nas atividades civis ou naturais. No entanto, deve ser dito que esta gra\u00e7a: <strong>a)<\/strong> N\u00e3o remove a culpa do pecado; <strong>b)<\/strong> N\u00e3o suspende a senten\u00e7a de condena\u00e7\u00e3o, portanto, o homem continua sob o ju\u00edzo de Deus. Deste modo, esta a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito deve ser distinta da Sua opera\u00e7\u00e3o efetiva no cora\u00e7\u00e3o dos eleitos por meio da qual Ele os regenera.<\/p>\n<p>Kuyper a definiu da seguinte forma; \u00c9 a a\u00e7\u00e3o \u201cpela qual Deus, mantendo a vida do mundo, suaviza a maldi\u00e7\u00e3o que repousa sobre ele, suspende seu processo de corrup\u00e7\u00e3o, e assim permite o desenvolvimento de nossa vida sem obst\u00e1culos, na qual glorifica-se a Deus como Criador\u201d (A. Kuyper, <em>Calvinismo<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2002, p. 38-39). Veja um testemunho interessante:\u00a0Vern S. Poythress, <em>Redimindo a filosofia: uma abordagem teoc\u00eantrica \u00e0s grandes quest\u00f5es,<\/em> Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, p. 39; Vern S. Poythress, <em>O Senhorio de Cristo: servindo o nosso Senhor o tempo todo, com toda a vida e de todo o nosso cora\u00e7\u00e3o<\/em>, Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, p. 64.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a>Justino, <em>Segunda Apologia<\/em>, S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, XIII.4. p. 104. Veja-se uma argumenta\u00e7\u00e3o interessante a favor do aconselhamento integracionista partindo da gra\u00e7a comum em: Ian F. Jones, <em>Fundations for Biblical Christian Counseling: The Counsel of Heaven on Earth, <\/em>Tennessee; Broadman &amp; Holman Publishers, 2006,\u00a0 p. 3-13.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a>Cf. Santo Agostinho, <em>A Doutrina Crist\u00e3,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1991, II.41-43.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>As Pastorais,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1998, (Tt 1.12), p. 318. Vejam-se tamb\u00e9m: <em>As Institutas, <\/em>I.5.2; I.15.6; II.2.13,15, 16; John Calvin, To Bucer, \u201cLetters,\u201d <em>John Calvin Collection,<\/em> (CD-ROM), (Albany, OR: Ages Software, 1998), Fevereiro de 1549, n\u00ba 236. Fiel a esse princ\u00edpio, na Academia de Genebra, estudavam-se autores gregos e latinos, tais como: Her\u00f3doto, Xenofonte, Homero, Dem\u00f3stenes, Plutarco, Plat\u00e3o, C\u00edcero, Virg\u00edlio, Ov\u00eddio, entre outros. (Ver: Philip Schaff, <em>History of the Christian Church,<\/em> v. 8, p. 805; Ronald S. Wallace, <em>Calvino, Genebra e a Reforma,<\/em> S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2003, p. 88). N<em>As Institutas, <\/em>escreveu: \u201cAdmito que a leitura de Dem\u00f3stenes ou C\u00edcero, de Plat\u00e3o ou Arist\u00f3teles, ou de qualquer outro da classe deles, nos atrai maravilhosamente, nos deleita e nos comovem ao ponto de nos arrebatarem\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas da Religi\u00e3o Crist\u00e3: edi\u00e7\u00e3o especial com notas para estudo e pesquisa, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2006, (I.1), v. 1. p. 74). Ver tamb\u00e9m: Heber Carlos de Campos, A \u201cFilosofia Educacional\u201d de Calvino e a Funda\u00e7\u00e3o da Academia de Genebra. In: <em>Fides Reformata,<\/em> S\u00e3o Paulo: Centro Presbiteriano de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Andrew Jumper, 5\/1 (2000) 41-56, p. 51.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas <\/em>(2006), II.2.15. Ele acrescenta: \u201c&#8230;. Se o Senhor nos quis deste modo ajudados pela obra e minist\u00e9rio dos \u00edmpios na f\u00edsica, na dial\u00e9tica, na matem\u00e1tica e nas demais \u00e1reas do saber, fa\u00e7amos uso destas, para que n\u00e3o soframos o justo castigo de nossa displic\u00eancia, se negligenciarmos as d\u00e1divas de Deus nelas graciosamente oferecidas\u201d (J. Calvino, <em>As Institutas, <\/em>II.2.16). (Vejam-se: J. Calvino, <em>As Institutas,<\/em> I.5.2; II.2.12-17; A. Kuyper, <em>Calvinismo<\/em>, p. 128-129).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a>John Calvin, <em>Calvin\u2019s Commentaries, <\/em>Grand Rapids, Michigan: Baker Book House Company, 1996 (Reprinted), v. 1, (Gn 4.20), p. 217.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> John Calvin, <em>Calvin&#8217;s Commentaries,<\/em> v. 1, (Gn 4.20), p. 218.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a>No s\u00e9culo XIV, o voc\u00e1bulo \u201chumanista\u201d era empregado na It\u00e1lia, referindo-se aos que se dedicavam ao estudo das Humanidades (\u201cStudia Humanitatis\u201d) [\u201cTodos estes estudos tinham em vista a forma\u00e7\u00e3o moral dos estudantes tornando-os mais humanos pelo desenvolvimento das qualidades que tornam o homem superior aos animais\u201d (Humanidade: In: Francisco da Silveira Bueno, <em>Grande Dicion\u00e1rio Etimol\u00f3gico-Pros\u00f3dico da L\u00edngua Portuguesa,<\/em> S\u00e3o Paulo: Saraiva, 1965, v. 4, p. 1824)] que correspondia \u00e0s \u201cArtes Liberais\u201d (\u201cArtes libero dignae\u201d); isto \u00e9: Hist\u00f3ria, Ret\u00f3rica, L\u00f3gica, Aritm\u00e9tica, M\u00fasica, Astronomia e Geometria.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a>John Calvin, <em>Calvin\u2019s Commentaries,<\/em> v. 1, (Gn 4.20), p. 218. \u201c\u00c9 bem verdade que os que receberam instru\u00e7\u00e3o sobre as artes liberais, ou que provaram algo delas, t\u00eam nesse conhecimento uma ajuda especial para aprofundar-se nos segredos da sabedoria divina\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas da Religi\u00e3o Crist\u00e3: edi\u00e7\u00e3o especial com notas para estudo e pesquisa, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2006, (I.1), v. 1. p. 63).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a>R. Hooykaas, <em>A Religi\u00e3o e o Desenvolvimento da Ci\u00eancia Moderna,<\/em> Bras\u00edlia, DF.: Editora Universidade de Bras\u00edlia, 1988, p. 152. Ver: Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas, <\/em>II.12-13; Donald S. Wallace, <em>Calvino, Genebra e a Reforma,<\/em> p. 91-96.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> Donald S. Wallace, <em>Calvino, Genebra e a Reforma,<\/em> p. 11-12.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Paracletos, 1996, (1Co 1.17), p. 55. \u201cDemais, ningu\u00e9m ter\u00e1 por genu\u00edna a verdade que se apoia na excel\u00eancia da orat\u00f3ria. Naturalmente que a orat\u00f3ria pode servir de aux\u00edlio para a verdade, mas esta n\u00e3o pode depender daquela\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 2.5), p. 79). \u201cN\u00e3o existe nada de grandioso em algu\u00e9m ser adepto de uma elocu\u00e7\u00e3o fluente quando o tal nada emite sen\u00e3o sons vazios! Portanto, aprendamos que a atratividade lingu\u00edstica meramente superficial, e a habilidade na transmiss\u00e3o do ensino, s\u00e3o como um corpo bem formado e saud\u00e1vel na apar\u00eancia, enquanto o poder de que Paulo fala aqui \u00e9 como a alma\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 4.20), p. 148-149). \u201cEmbora o Salmo contenha muitas coisas que s\u00e3o geralmente conhecidas, todavia ele ilustra com todo esplendor e ornamento de ret\u00f3rica, para que possa afetar ainda mais poderosamente os cora\u00e7\u00f5es dos homens e adquirir para si uma autoridade ainda maior\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>O Livro dos Salmos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Parakletos, 2002, v. 3, (Sl 78.3), p. 197).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 2.13), p. 91.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 13.1), p. 394.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 1.17), p. 53-54.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 1.17), p. 55. \u201cDeus quer que sua Igreja seja edificada com base na genu\u00edna prega\u00e7\u00e3o de sua Palavra, n\u00e3o com base em fic\u00e7\u00f5es humanas. (&#8230;) Nesta categoria est\u00e3o quest\u00f5es especulativas que geralmente fornecem mais para ostenta\u00e7\u00e3o \u2013 ou algum louco desejo \u2013 do que para a salva\u00e7\u00e3o de homens\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 3.12), p. 112). \u201cA prega\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 nua e simples; portanto, n\u00e3o deve ela ser ofuscada por um revestimento dissimulante de verbosidade\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 1.17), p. 54). \u201c(A) f\u00e9 saud\u00e1vel equivale \u00e0 f\u00e9 que n\u00e3o sofreu nenhuma corrup\u00e7\u00e3o proveniente de f\u00e1bulas\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Pastorais,<\/em> (Tt 1.14), p. 320). \u201cSe porventura desejarmos conservar a f\u00e9 em sua integridade, temos de aprender com toda prud\u00eancia a refrear nossos sentidos para n\u00e3o nos entregarmos a invencionices estranhas. Pois assim que a pessoa passa a dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s f\u00e1bulas, ela perde tamb\u00e9m a integridade de sua f\u00e9\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Pastorais,<\/em> (Tt 1.14), p. 320).<\/p>\n<p><em>O Diret\u00f3rio de Culto de Westminster <\/em>(1645), falando sobre o Minist\u00e9rio pastoral, diz que na prega\u00e7\u00e3o, o ministro deve desempenhar a sua tarefa \u201cclaramente, para que o mais simples possa entender, expondo a verdade, n\u00e3o em palavras sedutoras de sabedoria humana, mas na demonstra\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito e do poder, para que a cruz de Cristo n\u00e3o seja tornada ineficaz; abstendo-se tamb\u00e9m de um uso sem proveito de l\u00ednguas desconhecidas, frases estranhas, e cad\u00eancia de sons e palavras; citando bem poucas vezes senten\u00e7as de escritores teol\u00f3gicos ou outros humanistas, antigos ou modernos, por mais elegantes que sejam\u201d (<em>O Diret\u00f3rio de Culto de Westminster,<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora os Puritanos, 2000, p. 40).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a> \u201cPois ningu\u00e9m \u00e9 mais radical do que os mestres desses discursos bomb\u00e1sticos, quando fazem pronunciamentos precipitados sobre coisas das quais nada sabem\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Pastorais,<\/em> (1Tm 1.7), p. 34).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\">[31]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de 1 Cor\u00edntios,<\/em> (1Co 1.17), p. 56.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\">[32]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas, <\/em>IV.3.11. \u201cN\u00e3o se requer de um pastor apenas cultura, mas tamb\u00e9m inabal\u00e1vel fidelidade pela s\u00e3 doutrina, ao ponto de jamais apartar-se dela\u201d (J. Calvino, <em>As Pastorais,<\/em> (Tt 1.9), p. 313). \u201cO pastor \u00e9 aquele a cujos cuidados s\u00e3o confiadas almas. N\u00e3o \u00e9 apenas um homem fino e agrad\u00e1vel que visita as pessoas, toma uma ch\u00e1vena de ch\u00e1 com elas \u00e0 tarde ou se entret\u00e9m com elas. Ele \u00e9 o guardi\u00e3o, o vigia, o preceptor, o organizador, o diretor, que governa o rebanho. O mestre ministra instru\u00e7\u00e3o na doutrina, na verdade\u201d (David M. Lloyd-Jones, <em>A Unidade Crist\u00e3,<\/em> S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, 1994, p. 167).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\">[33]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>As Pastorais,<\/em> (Tt 1.1), p. 300.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\">[34]<\/a>Vejam-se: Jo\u00e3o Calvino,<em> As Institutas, <\/em>I.5.2; II.2.12-17; 12; Donald K. McKim, Calvin\u2019s View of Scripture: In: Donald K. McKim, ed. <em>Readings in Calvin\u2019s Theology,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1984, p. 64-65; Alister E. McGrath, <em>A Life of John Calvin: A Study in the Shaping of Western Culture,<\/em> Oxford, UK. &amp; Cambridge, USA.: Blackwell Publishers, (Reprinted), 1991, p. 151; Anthony N.S. Lane, <em>John Calvin: Student of the Church Fathers, <\/em>Grand Rapids, Mi: Baker Books, 1999, especialmente, p. 15-66.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref35\" name=\"_ftn35\">[35]<\/a>Cf. a express\u00e3o de Singer (C. Gregg Singer, <em>John Calvin: His Roots and Fruits,<\/em> Greenville: Abingdon Press, 1989, p. 6). Os editores das obras de Calvino em Brunswick, comparando Calvino com outros reformadores, concluem que ele pode, com justi\u00e7a, ser chamado de o \u201cpr\u00edncipe e guia (standard-bearer) dos te\u00f3logos\u201d (Cf. John Murray, <em>Calvin as Theologian and Expositor,<\/em> Carlisle, Pennsylvania: The Banner of Truth Trust, (<em>Collected Writings of John Murray,<\/em> v. 1), 1976, p. 306).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref36\" name=\"_ftn36\">[36]<\/a> Ver: Thomas F. Torrance, <em>The Hermeneutics of John Calvin<\/em>, Edinburgh: Lindsay &amp; Co. Ltd., 1988, p. 61.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref37\" name=\"_ftn37\">[37]<\/a> \u201cA palma pertence a Lutero como tradutor; a Calvino como int\u00e9rprete da Palavra\u201d (Jorge P. Fisher, <em>Historia de la Reforma,<\/em> Barcelona: CLIE., (1984), p. 204). \u201cLutero foi o pr\u00edncipe dos tradutores; Calvino, o pr\u00edncipe dos comentaristas\u201d (P. Schaff, <em>The Creeds of Christendom,<\/em> v. 1, p. 459). \u201cO maior exegeta e te\u00f3logo da Reforma foi indubitavelmente Calvino\u201d (F.W. Farrar, <em>History of Interpretation,<\/em> London: Macmillan and Co., 1886, p. 342 (Edi\u00e7\u00e3o fac-s\u00edmile feita pela Kessinger Publishing)). \u201cEle foi um dos maiores int\u00e9rpretes da Escritura que j\u00e1 viveu\u201d (F.W. Farrar, <em>History of Interpretation, <\/em>p. 343). Murray acrescenta: \u201cCalvino foi um exegeta e te\u00f3logo b\u00edblico de primeira linha\u201d (John Murray, em Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o americana da <em>Institui\u00e7\u00e3o<\/em>, (<em>Reformation History Library<\/em><em>,<\/em> [CD-ROM], (Albany, OR: Ages Software, 1997), p. 4). \u201cO maior exegeta do seu tempo&#8230;.\u201d (Henri Strohl, <em>O Pensamento da Reforma,<\/em> S\u00e3o Paulo: ASTE, 1963, p. 222). \u201cEle encontra-se facilmente entre os mais brilhantes (comentaristas) de sua era\u201d (Alister E. McGrath, <em>A Vida de Jo\u00e3o Calvino, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2004, p. 167). \u201cJo\u00e3o Calvino (1509-1564), o maior exegeta da Reforma&#8230;.\u201d (David S. Dockery, <em>Hermen\u00eautica Contempor\u00e2nea \u00e0 luz da Igreja Primitiva, <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Vida, 2005, p. 154).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref38\" name=\"_ftn38\">[38]<\/a> Veja-se: Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de Romanos,<\/em> (Rm 12.6), p. 430-432; <em>As Institutas, <\/em>IV.17.32.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref39\" name=\"_ftn39\">[39]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de Romanos,<\/em> (Rm 12.6), p. 432. \u201cA palavra de Deus, \u00e0 \u00fanica norma do genu\u00edno discernimento, a qual \u00e9 aqui declarada como indispens\u00e1vel a todos os crist\u00e3os\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de Hebreus,<\/em> (Hb 5.14), p. 143).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref40\" name=\"_ftn40\">[40]<\/a>J. Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de Romanos,<\/em> (Rm 9.14), p. 330. Veja-se tamb\u00e9m: Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas, <\/em>I.14.4. \u201cA Escritura \u00e9 a palavra de Deus, que \u00e9 a fonte de toda a sabedoria. Isso significa que a Escritura deve desempenhar um papel fundamental como fonte de sabedoria e conhecimento\u201d (Vern S. Poythress, <em>O senhorio de Cristo: servindo o nosso Senhor o tempo todo, em toda a vida e de todo o nosso cora\u00e7\u00e3o, <\/em>Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, p. 50).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref41\" name=\"_ftn41\">[41]<\/a>No dia 25 de dezembro de 1555, Calvino escreve ao pastor de Zurich, Johann Wolf (c. 1521-1572), amigo de Bullinger, em resposta \u00e0 sua carta de 3 de dezembro. Nela retrata algumas de suas ang\u00fastias:<\/p>\n<p>\u201cCreia-me, tive menos problemas com Serveto e tenho agora com Westphal e seus companheiros, do que com aqueles que est\u00e3o pr\u00f3ximos de mim, cuja quantidade n\u00e3o pode ser estimada e cujas paix\u00f5es s\u00e3o irreconcili\u00e1veis. Se pudesse escolher, seria melhor ser queimado pelos papistas do que ser eternamente praguejado pelos vizinhos. Eles n\u00e3o me d\u00e3o um momento de descanso, embora possam ver claramente que estou entrando em colapso sob a carga do trabalho, perturbado por tristes acontecimentos intermin\u00e1veis e por demandas importunas, Meu \u00fanico conforto \u00e9 que a morte logo me tirar\u00e1 desse servi\u00e7o sobremodo dif\u00edcil\u201d (Calvino para o pastor em Zurich: Rudolf Schwarz, ed., <em>Johannes Calvins Lebenswerk in seinen Briefen,<\/em> Germany: Neukirchener Verlag: 1962, v. 2, p. 819). Vejam-se: John Calvin, To Farel, \u201cLetters,\u201d <em>John Calvin Collection,<\/em> (CD-ROM), (Albany, OR: Ages Software, 1998), n\u00ba 34; John Calvin, To the Physicians of Montpellier, \u201cLetters,\u201d <em>John Calvin Collection,<\/em> (CD-ROM), n\u00ba 665; John Calvin, To Monsieur de Falais, \u201cLetters,\u201d <em>John Calvin Collection,<\/em> (CD-ROM), 161; T.H.L. Parker, <em>Portrait of Calvin,<\/em> London: SCM Press, 1954, p. 72; Thea B. Van Halsema, <em>Jo\u00e3o Calvino era Assim,<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora Vida Evang\u00e9lica, 1968, p. 131-132; David Mathis, Introdu\u00e7\u00e3o: A gl\u00f3ria divina e a labuta di\u00e1ria. In: John Piper; David Mathis, eds. <em>Com Calvino no Teatro de Deus, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crista, 2011, p. 15-16 (em especial).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref42\" name=\"_ftn42\">[42]<\/a> Veja-se: Vern S. Poythress, <em>Redimindo a filosofia: uma abordagem teoc\u00eantrica \u00e0s grandes quest\u00f5es,<\/em> Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, p. 30ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref43\" name=\"_ftn43\">[43]<\/a> Vern S. Poythress, <em>O Senhorio de Cristo: servindo o nosso Senhor o tempo todo, em toda a vida e de todo o nosso cora\u00e7\u00e3o, <\/em>Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, p. 99. Para a demonstra\u00e7\u00e3o dessa tese, veja-se: Vern S. Poythress, <em>Redimindo a filosofia: uma abordagem teoc\u00eantrica \u00e0s grandes quest\u00f5es, <\/em>Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, 380p.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref44\" name=\"_ftn44\">[44]<\/a>\u00c9 bastante conhecida a declara\u00e7\u00e3o de Kuyper, quando, realizando um antigo sonho, falou na Aula Inaugural na Universidade Livre de Amsterd\u00e3 em 20 de outubro1880, expressando a sua cosmovis\u00e3o que caracterizaria aquela Institui\u00e7\u00e3o: Nenhuma \u00fanica parte do nosso universo mental deve ser hermeticamente fechado do restante. (&#8230;) N\u00e3o existe um cent\u00edmetro quadrado no dom\u00ednio inteiro de nossa exist\u00eancia humana sobre o qual Cristo, que \u00e9 Soberano sobre <em>tudo<\/em>, n\u00e3o reivindique: \u2018\u00c9 meu!\u2019\u201d (Abraham Kuyper, Sphere Sovereignty: In: James D. Bratt, ed. <em>Abraham Kuyper: A centennial reader, <\/em>Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1998, p. 488).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref45\" name=\"_ftn45\">[45]<\/a>Jo\u00e3o Calvino<em>, O Profeta Daniel: Cap\u00edtulos 1-6, <\/em>S\u00e3o Paulo: Parakletos, 2000, v. 1, (Dn 2.36-39), p. 148.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref46\" name=\"_ftn46\">[46]<\/a> Veja-se: Vern S. Poythress, <em>O Senhorio de Cristo: servindo o nosso Senhor o tempo todo, com toda a vida e de todo o nosso cora\u00e7\u00e3o<\/em>, Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, p. 13-14.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref47\" name=\"_ftn47\">[47]<\/a>R.B. Kuiper, <em>Evangeliza\u00e7\u00e3o Teoc\u00eantrica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, 1976, p. 46. Do mesmo modo: John Stott, <em>Ou\u00e7a o Esp\u00edrito, Ou\u00e7a o Mundo,<\/em> S\u00e3o Paulo: ABU Editora, 1997, p. 408-409.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref48\" name=\"_ftn48\">[48]<\/a> \u201cTodos n\u00f3s dever\u00edamos concordar que a miss\u00e3o surge primariamente da natureza de Deus e n\u00e3o da natureza da Igreja\u201d (John R.W. Stott, <em>A Miss\u00e3o Crist\u00e3 no Mundo Moderno<\/em>, Vi\u00e7osa, MG.: Ultimato, 2010, p. 24). \u201cA miss\u00e3o primordial \u00e9 a de Deus, pois foi Ele quem mandou seus profetas, seu Filho, seu Esp\u00edrito\u201d (John R.W. Stott, <em>A Miss\u00e3o Crist\u00e3 no Mundo Moderno<\/em>, p. 25).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref49\" name=\"_ftn49\">[49]<\/a> Vejam-se: J. Blauw, <em>A Natureza Mission\u00e1ria da Igreja,<\/em> S\u00e3o Paulo: ASTE., 1966, p. 34ss.; John R.W. Stott, <em>A Miss\u00e3o Crist\u00e3 no Mundo Moderno<\/em>, p. 24ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref50\" name=\"_ftn50\">[50]<\/a>A ideia da palavra \u00e9 de \u201c<em>oportunidade<\/em>\u201d, <em>\u201ctempo certo\u201d, \u201ctempo favor\u00e1vel\u201d<\/em>, etc. (Vejam-se: Mt 24.45; Mc 12.2; Lc 20.10; Jo 7.6,8; At 24.25; Gl 6.10; Cl 4.5; Hb 11.15). Ela enfatiza mais o conte\u00fado do tempo. Este termo que ocorre 85 vezes no NT., \u00e9 mais comumente traduzido por \u201ctempo\u201d, surgindo, ent\u00e3o, algumas variantes, indicando a ideia de oportunidade. Assim temos (Almeida Revista e Atualizada): <em>Tempo e tempos<\/em>: Mt 8.29; 11.25; 12.1; 13.30; 14.1; Lc 21.24; At 3.20; 17.26; <em>\u201cDevidos tempos\u201d<\/em>: Mt 21.41; <em>\u201cTempo determinado\u201d<\/em>: Ap 11.18; <em>\u201cMomento oportuno\u201d<\/em>: Lc 4.13; <em>\u201cTempo oportuno\u201d<\/em>: Hb 9.10; 1Pe 5.6; <em>Oportunidade<\/em>: Lc 19.44; Gl 6.10; Cl 4.5; Hb 11.15; <em>Devido tempo<\/em>: Lc 20.10; <em>Presente<\/em>: Mc 10.30; Lc 18.30; <em>\u201cCircunst\u00e2ncias oportunas\u201d<\/em>: 1Pe 1.11; <em>Algum tempo<\/em>: Lc 8.13; <em>Hora<\/em>: Lc 8.13; 21.8; <em>\u00c9poca<\/em>: Lc 12.56; At 1.7; 1Ts 5.1 (Xro\/nwn kai\\ tw=n kairw=n); 1Tm 6.15; Hb 9.9; <em>Ocasi\u00e3o<\/em>: Lc 13.1; 2Ts 2.6; 1Pe 4.17; <em>Esta\u00e7\u00f5es<\/em>: At 14.17; <em>Vagar<\/em>: At 24.25; <em>Avan\u00e7ado<\/em>: Hb 11.11.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref51\" name=\"_ftn51\">[51]<\/a> John Stott, <em>Ou\u00e7a o Esp\u00edrito, Ou\u00e7a o Mundo,<\/em> S\u00e3o Paulo: ABU Editora, 1997, p. 417.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref52\" name=\"_ftn52\">[52]<\/a>R.B. Kuiper, <em>Evangeliza\u00e7\u00e3o Teoc\u00eantrica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, 1976, p. 71.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref53\" name=\"_ftn53\">[53]<\/a>L. Kalsbeek, <em>Contornos da Filosofia Crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2015, p. 130.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mensagem crist\u00e3 deve ter sempre uma conota\u00e7\u00e3o de apelo ao homem para que assuma, pela gra\u00e7a de Deus, uma posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel e submissa \u00e0 sua Palavra.<\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":60774,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Hermisten Maia: A mensagem crist\u00e3 deve ter sempre uma conota\u00e7\u00e3o de apelo ao homem para que assuma, pela gra\u00e7a de Deus, uma 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Leciona em diversos Semin\u00e1rios ininterruptamente desde 1980. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Teologia Sistem\u00e1tica, lecionando h\u00e1 40 anos, e Hist\u00f3ria da Reforma Protestante, atuando principalmente nos seguintes temas: Jo\u00e3o Calvino e Teologia Reformada e Cosmovis\u00e3o Reformada. Faz parte de diversos Conselhos Editoriais de Revistas de Teologia e de Ci\u00eancias da Religi\u00e3o. Tem 40 livros escritos e mais de 1.500 artigos publicados. Leciona em diversas Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior no Brasil. 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