{"id":63999,"date":"2023-02-01T09:00:11","date_gmt":"2023-02-01T12:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=63999"},"modified":"2023-01-17T14:13:11","modified_gmt":"2023-01-17T17:13:11","slug":"salmo-32-a-misericordia-que-nos-assiste-parte-34","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2023\/02\/salmo-32-a-misericordia-que-nos-assiste-parte-34\/","title":{"rendered":"Salmo 32: A Miseric\u00f3rdia que nos assiste &#8211; (parte 34)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h4><strong><em>Continua\u00e7\u00e3o&#8230;<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9)<\/strong>Alegria em Deus por sermos declarados justos (Sl 32.1,2,11). A justi\u00e7a que temos n\u00e3o \u00e9 originariamente nossa, antes, foi-nos imputada por Cristo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A doutrina da justifica\u00e7\u00e3o pela gra\u00e7a mediante a f\u00e9 \u00e9 o ponto capital onde se fundamenta a f\u00e9 crist\u00e3 e, consequentemente, a nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/a> Uma express\u00e3o inspirada nos escritos de Lutero, referindo-se \u00e0 justifica\u00e7\u00e3o, como \u201co artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai\u201d, era comumente usada no s\u00e9culo XVII por te\u00f3logos luteranos e reformados.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A doutrina da justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u201cart\u00e9ria da gra\u00e7a\u201d,<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><strong><sup>[3]<\/sup><\/strong><\/a> pela qual flui os demais privil\u00e9gios da vida crist\u00e3. Devemos deixar claro que o fundamento de nossa justifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a f\u00e9, mas a justi\u00e7a de Cristo que \u00e9 imputada a n\u00f3s pela f\u00e9.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong><sup>[4]<\/sup><\/strong><\/a> Diante da santidade e majestade de Deus quem, em s\u00e3 consci\u00eancia, honesta e sensatamente ousaria se considerar justo? E mais: O Deus santo n\u00e3o pode receber nem ter comunh\u00e3o com um pecador.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><strong><sup>[5]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O salmista, j\u00e1 sabendo a resposta, pergunta: <em>\u201cSe <u>observares<\/u> <\/em>(shamar)<em>, SENHOR, iniquidades, quem, Senhor, subsistir\u00e1?\u201d<\/em> (Sl 130.3). Ele n\u00e3o se ilude. Sabe que o escrut\u00ednio de Deus \u00e9 perfeito. Quem passaria ileso? Quem pode dizer diante de Deus que n\u00e3o tem pecado?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Davi suplica: <em>\u201cN\u00e3o entres em ju\u00edzo com o teu servo, porque \u00e0 tua vista n\u00e3o h\u00e1 justo nenhum vivente\u201d<\/em> (Sl 143.2).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Elifaz indaga<em>: \u201cSeria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador? Eis que Deus n\u00e3o confia nos seus servos <\/em>(anjos)<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><strong><sup>[6]<\/sup><\/strong><\/a><em> e aos seus anjos atribui imperfei\u00e7\u00f5es\u201d<\/em><a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><strong><sup>[7]<\/sup><\/strong><\/a> (J\u00f3 4.17-18).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O <em>\u201cobservar\u201d<\/em> (shamar) de Deus (Sl 130.3), tem o sentido aqui de <em>\u201cobservar diligentemente<\/em>\u201d, <em>\u201cverdadeiramente atentar\u201d<\/em>, <em>\u201cprestar muita aten\u00e7\u00e3o em\u201d<\/em>; uma r\u00edgida e judiciosa observa\u00e7\u00e3o das faltas com o objetivo de prestar contas, como em J\u00f3: <em>\u201cSe eu pecar, tu me <u>observas<\/u> <\/em>(shamar)<em>;<\/em><a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><strong><sup>[8]<\/sup><\/strong><\/a><em> e da minha iniquidade n\u00e3o me perdoar\u00e1s\u201d<\/em> (J\u00f3 10.14).<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><strong><sup>[9]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do homem finito diante do Deus infinito: a sua grandeza e senso de perfei\u00e7\u00e3o e de justi\u00e7a s\u00e3o como nada diante do Deus santo e perfeito. A grandeza de Deus revela a pequenez de nossas perspectivas. Mois\u00e9s escreve:<em> \u201cDiante de ti puseste as nossas iniquidades e, sob a luz do teu rosto, os nossos pecados ocultos\u201d<\/em> (Sl 90.8).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Davi, consciente dos limites do seu pr\u00f3prio escrut\u00ednio, escreve: <em>\u201cQuem h\u00e1 que possa <u>discernir<\/u> <\/em>(biyn) <em>as pr\u00f3prias <u>faltas<\/u> <\/em>(shegiy&#8217;ah)(= erros)<em>? Absolve-me das que me s\u00e3o ocultas\u201d<\/em> (Sl 19.12). A palavra <em>faltas<\/em> (shegiy&#8217;ah) est\u00e1 geralmente associada aos pecados cometidos inconscientemente. Da\u00ed a dificuldade de discernir tais faltas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entretanto, a suposta ignor\u00e2ncia n\u00e3o inocenta o infrator. O n\u00e3o ter percebido a indica\u00e7\u00e3o de contram\u00e3o em determinada rua n\u00e3o invalida a possibilidade da multa caso seja flagrado ou, pior, de ter causado um grave acidente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O conhecimento da Palavra d\u00e1-nos maior sensibilidade espiritual. Por isso mesmo, temos maior consci\u00eancia de nossos pecados e, ao mesmo tempo, sabemos das limita\u00e7\u00f5es do tribunal de nossa consci\u00eancia.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><strong><sup>[10]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A minha consci\u00eancia \u00e9 um elemento importante em meu progresso espiritual, ainda que n\u00e3o seja o tribunal definitivo.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><strong><sup>[11]<\/sup><\/strong><\/a> No entanto, Deus nos conhece perfeitamente. Ele tem o perfeito discernimento do que somos e pensamos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O salmista sabe que \u00e9 pecador, ainda que por vezes involuntariamente. Tem consci\u00eancia de que Deus o conhece perfeitamente. No entanto, sabe que o seu Deus al\u00e9m de onisciente, \u00e9 um Deus santo, cujo padr\u00e3o \u00e9 a sua perfeita santidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os nossos pecados sempre s\u00e3o uma afronta \u00e0 santidade de Deus. Eles precisam ser expiados. Contudo, como faz\u00ea-lo adequada e completamente se sou pecador e a minha d\u00edvida parece aumentar sempre?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Davi, consciente disso, roga o perd\u00e3o de Deus: <em>\u201c<u>Absolve-me<\/u><\/em> (naqah) (= tornar isento, ficar livre) <em>das que me s\u00e3o <u>ocultas<\/u> <\/em>(cathar)<em>\u201d<\/em> (Sl 19.12). Ele recorre a Deus porque somente ele pode perdoar nossas faltas.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><strong><sup>[12]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como ent\u00e3o, Deus pode nos considerar justos, sendo ele Santo? Como pode o homem pecador tornar-se justo aos olhos de Deus? Deus diminuiu o seu padr\u00e3o legal?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Calvino (1509-1564) apresenta a resposta. Fa\u00e7o duas cita\u00e7\u00f5es mais longas:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lemos que <em>justificado diante de Deus <\/em>\u00e9 <em>aquele <\/em>que, ao ju\u00edzo de Deus, n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 considerado justo, mas que tamb\u00e9m foi aceito em raz\u00e3o de sua justi\u00e7a, porque, como a iniquidade \u00e9 abomin\u00e1vel \u00e0 vista de Deus, assim o pecador n\u00e3o pode achar gra\u00e7a a seus olhos, na qualidade de pecador e por quanto tempo for tido como tal. Consequentemente, onde quer que haja pecado, a\u00ed tamb\u00e9m se manifesta a ira e vingan\u00e7a de Deus. Portanto, justificado \u00e9 <em>aquele <\/em>que n\u00e3o \u00e9 tido na conta de pecador, mas de justo, e por esse t\u00edtulo se posta firme diante do tribunal de Deus, onde todos os pecadores se prostram abatidos. Da mesma forma, se um inocente acusado for levado perante o tribunal de um juiz imparcial, depois de ser julgado segundo sua inoc\u00eancia, se diz que foi <em>justificado <\/em>diante do juiz; assim \u00e9 justificado diante de Deus <em>aquele <\/em>que, exclu\u00eddo do n\u00famero dos pecadores, tem a Deus por testemunha e arauto de sua justi\u00e7a. (&#8230;) Ser\u00e1 <em>justificado pela f\u00e9 <\/em>aquele que, exclu\u00eddo da justi\u00e7a das obras, apreende pela f\u00e9 a justi\u00e7a de Cristo, revestido da qual aparece perante Deus n\u00e3o como pecador, mas, pelo contr\u00e1rio, como justo. Portanto, interpretamos a justifica\u00e7\u00e3o simplesmente <em>como <\/em>a <em>aceita\u00e7\u00e3o merc\u00ea da qual, recebidos \u00e0 sua gra\u00e7a, Deus nos tem por justos<\/em>. E dizemos que ela consiste na remiss\u00e3o dos pecados e na imputa\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a de Cristo.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><strong><sup>[13]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>Daqui se conclui tamb\u00e9m isto: unicamente pela intercess\u00e3o da justi\u00e7a de Cristo \u00e9 que logramos ser justificados diante de Deus. Isso equivale exatamente se fosse dito que o homem n\u00e3o \u00e9 inerentemente justo; pelo contr\u00e1rio, visto que a justi\u00e7a de Cristo se comunica com ele por imputa\u00e7\u00e3o, <em>o <\/em>que \u00e9 digno de acurada considera\u00e7\u00e3o. Porque desse modo se desvanece aquela f\u00fatil fantasia, segundo a qual o homem \u00e9 justificado pela f\u00e9 enquanto por ela recebe o Esp\u00edrito de Deus, com o qual \u00e9 feito justo. Isto \u00e9 t\u00e3o contr\u00e1rio \u00e0 doutrina exposta, que jamais poder\u00e1 estar de acordo com ela.<sup>\u00a0 <\/sup>Ora, sem sombra de d\u00favida, que quem deve buscar a justi\u00e7a fora de si mesmo se encontra desnudo de sua pr\u00f3pria justi\u00e7a.\u00a0 (&#8230;) [2Co 5.21]. V\u00eas que nossa justi\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 em n\u00f3s, mas em Cristo; que entramos na posse desse direito somente porque somos participantes de Cristo, pois que com ele possu\u00edmos todas as suas riquezas. (&#8230;)\u00a0 Pois, merc\u00ea desse direito, Cristo, o Senhor, compartilha conosco sua justi\u00e7a, de sorte que, no que concerne ao ju\u00edzo de Deus, de certa maneira maravilhosa ele transmite seu poder.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><strong><sup>[14]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Certamente que n\u00e3o podemos baratear o perd\u00e3o de Deus. Devemos nos lembrar de que o perd\u00e3o gratuito de Deus custou o preciso sangue de seu Filho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Perdoar significa considerar o devedor como se n\u00e3o houvesse ofendido em nada. N\u00e3o lhe imputar nenhuma d\u00edvida. Ap\u00f3s o perd\u00e3o, o devedor deixou de s\u00ea-lo, tornou-se uma pessoa, sem\u00a0 adjetivos nesse sentido. Tanto a ofensa como o perd\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o contam mais. Com o perd\u00e3o de Deus o nosso relacionamento com ele \u00e9 restabelecido. O perd\u00e3o de Deus, longe de minimizar o pecado e a sua gravidade, antes, real\u00e7a a miseric\u00f3rdia de Deus.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><strong><sup>[15]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Palavra de Deus nos diz que todos pecaram (Rm 3.23). Por outro lado, temos no Novo Testamento a declara\u00e7\u00e3o expl\u00edcita que vale para todas as \u00e9pocas. que em Cristo Jesus somos justificados, sendo perdoados de todos os nossos pecados.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><strong><sup>[16]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O perd\u00e3o \u00e9 um favor de Deus, uma prerrogativa sua, n\u00e3o algo a que temos direito por nossos merecimentos. Daniel, diz: <em>\u201cAo Senhor, nosso Deus, pertence a miseric\u00f3rdia e o perd\u00e3o\u201d <\/em>(Dn 9.9\/Sl 130.4).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><em>\u201cDeus (&#8230;) \u00e9 rico em perdoar\u201d<\/em> (Is 55.7). Portanto, <em>\u201cBem-aventurado o homem a quem o SENHOR n\u00e3o atribui iniquidade e em cujo esp\u00edrito n\u00e3o h\u00e1 dolo\u201d <\/em>(Sl 32.2).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Grider (1921-2006) nos chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que \u201cnenhum livro de religi\u00e3o, a n\u00e3o ser a B\u00edblia, ensina que Deus perdoa completamente o pecado\u201d.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><strong><sup>[17]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Novo Testamento, Paulo estabelece um contraste entre a \u201cgra\u00e7a\u201d e as \u201cobras\u201d: <em>\u201cE, se \u00e9 pela gra\u00e7a, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 pelas obras; do contr\u00e1rio, a gra\u00e7a j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 gra\u00e7a\u201d <\/em>(Rm 11.6). \u201cM\u00e9ritos humanos est\u00e3o exclu\u00eddos de todo o plano da salva\u00e7\u00e3o\u201d, enfatiza Plumer (1802-1880).<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\"><strong><sup>[18]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><em>\u201cDeus (&#8230;) \u00e9 rico em perdoar\u201d<\/em> (Is 55.7). Portanto, <em>\u201cBem-aventurado o homem a quem o SENHOR n\u00e3o atribui iniquidade e em cujo esp\u00edrito n\u00e3o h\u00e1 dolo\u201d <\/em>(Sl 32.2). Alegremo-nos no Senhor! (Sl 32.11).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>10)<\/strong> A certeza de qu\u00e3o relevante \u00e9 a pureza de cora\u00e7\u00e3o e a pr\u00e1tica da justi\u00e7a <strong>(Sl 32.11)<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o presumas de tua justi\u00e7a para alcan\u00e7ar o reino, n\u00e3o presumas da miseric\u00f3rdia de Deus para continuar a pecar\u201d, escreveu sabiamente Agostinho (354-430).<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\"><strong><sup>[19]<\/sup><\/strong><\/a> O perd\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um credenciamento para a pr\u00e1tica do pecado, mas, para o buscar viver em retid\u00e3o e justi\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 11)<\/strong> O desejo de ensinar aos homens para que eles n\u00e3o cometam os mesmos pecados: <em>\u201cRestitui-me a alegria da tua salva\u00e7\u00e3o e sustenta-me com um esp\u00edrito volunt\u00e1rio. Ent\u00e3o, ensinarei aos <u>transgressores<\/u><\/em> (pa\u0302sha\u201b) <em>os teus caminhos, e os pecadores se converter\u00e3o a ti\u201d <\/em>(Sl 51.12-13).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Salmo 32 \u00e9 parte do cumprimento do que Davi prometera no Salmo 51.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 13)<\/strong> Davi depois de toda essa prova\u00e7\u00e3o saiu fortalecido em sua f\u00e9. Como um bem-aventurado perdoado por Deus (<strong>Sl 32.1<\/strong>,<strong>2<\/strong>), conclui o salmo regozijando-se no Senhor: <em>\u201cAlegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, \u00f3 justos; exultai, v\u00f3s todos que sois retos de cora\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> (Sl 32.11).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 14)<\/strong> O Livro de Salmos se inicia com a uma instru\u00e7\u00e3o permanente que prefacia todos os salmos: <em>&#8220;Bem-aventurado o homem que n\u00e3o anda no <u>conselho<\/u> <\/em>(hc'[e)(etsah) (caminho, conc\u00edlio, des\u00edgnio) <em>dos \u00edmpios, n\u00e3o se det\u00e9m no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores\u201d <\/em>(Sl 1.1).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O salmista, contrariamente aos \u00edmpios, tem na Palavra de Deus alegria e conselho: <em>\u201cCom efeito, os teus testemunhos s\u00e3o o meu <u>prazer <\/u><\/em>(thaphets)<em>, s\u00e3o os meus <u>conselheiros<\/u> <\/em>(etsah)<em>\u201d<\/em> (Sl 119.24)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O homem que se compraz na lei do Senhor \u00e9 bem-aventurado. Parte da bem-aventuran\u00e7a j\u00e1 \u00e9 o deleite na Palavra de Deus: <em>\u201cAleluia! Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR e se <u>compraz<\/u> <\/em>(thaphets)<em> nos seus mandamentos\u201d <\/em>(Sl 112.1).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por mais prazeroso que seja o estudo da Palavra e o maravilhar-se com a majestade de Deus revelada e a sua instru\u00e7\u00e3o, nem sempre temos o discernimento correto na aplica\u00e7\u00e3o desta lei absoluta aos nossos dilemas cotidianos. Da\u00ed a ora\u00e7\u00e3o do salmista: <em>\u201cGuia-me pela vereda dos teus mandamentos, pois nela me <u>comprazo<\/u><\/em> (thaphets)<em>\u201d<\/em> (Sl 119.35).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 preciso que cultivemos o h\u00e1bito de meditar na Palavra e descobrir dentro de um processo de aprendizado, o prazer em cumpri-la: <em>\u201c<u>Agrada-me<\/u> <\/em>(thaphets) <em>fazer a tua vontade, \u00f3 Deus meu; dentro do meu cora\u00e7\u00e3o, est\u00e1 a tua lei\u201d <\/em>(Sl 40.8).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Palavra de Deus sempre ser\u00e1 doce para aqueles que querem agradar a Deus confiando nas suas promessas. <em>\u201cMais me regozijo com o caminho dos teus <u>testemunhos<\/u><\/em> (`eduth) <em>do que com todas as riquezas\u201d <\/em>(Sl 119.14).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O salmista descreve a sua experi\u00eancia; como a sua familiaridade prazerosa com a Palavra de Deus o preservou num momento de grande ang\u00fastia: <em>&#8220;N\u00e3o fosse a tua lei ter sido o meu <u>prazer<\/u> <\/em>(thapets)<em>, h\u00e1 muito j\u00e1 teria eu perecido na minha ang\u00fastia\u201d <\/em>(Sl 119.92).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na ang\u00fastia, muitos dos mitos de nosso pensamento e de nossa imagina\u00e7\u00e3o desaparecem. Percebemos ent\u00e3o, para nossa tristeza, que muito do que cr\u00edamos e propal\u00e1vamos nada tem a dizer de relevante e significativo naquelas circunst\u00e2ncias; eram pensamentos v\u00e3os, vazios de conte\u00fado e, por isso mesmo, irrelevantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Descobrimos, ent\u00e3o, a grandeza e praticidade da Palavra; no seu conselho encontramos a disciplina educativa de Deus, as suas promessas passam a fazer sentido para n\u00f3s; \u00e9 como se um novo mundo se descortinasse \u00e0 nossa frente. Pela Palavra n\u00e3o perecemos na ang\u00fastia, antes, sa\u00edmos fortalecidos em nossa f\u00e9, mais confiantes no Deus da Palavra e em suas promessas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O prazer na Palavra faz com que direcionemos nossos pensamentos e cora\u00e7\u00f5es para ela. Ao inv\u00e9s de alimentarmos m\u00e1goas, ressentimentos e desejos de vingan\u00e7a, buscamos na Palavra, que \u00e9 o nosso prazer, o suprimento para as nossas necessidades e a orienta\u00e7\u00e3o em nossas decis\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A vontade de Deus sempre ser\u00e1 agrad\u00e1vel \u00e0queles que desejarem viver em comunh\u00e3o com Ele. Portanto, quando oramos para que Deus concretize o seu prop\u00f3sito, estamos dizendo: Senhor, faze a tua vontade, pois sei que \u00e0 medida que eu me consagrar a ti, mais prazer terei na tua Palavra, mais agrad\u00e1vel ela ser\u00e1 a mim, como \u00e9 para ti.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contrastando com o a atitude de seguir o conselho dos \u00edmpios, deparamo-nos com a certeza de que a instru\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 segura. Os conselhos de Deus t\u00eam sentido para o tempo, em todas as circunst\u00e2ncias pr\u00f3prias de nossa finitude, e para nos conduzir em seguran\u00e7a \u00e0 eternidade, quando o Esp\u00edrito ser\u00e1 tudo em todos: <em>\u201cTu me guias com o teu <u>conselho<\/u><\/em> (\u2018ets\u00e3h) <em>e depois me recebes na gl\u00f3ria\u201d<\/em> (Sl 73.24). A Palavra de Deus \u00e9 um\u00a0 <em>\u201cguia seguro para o c\u00e9u\u201d<\/em>!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No livro de Salmos temos uma anatomia da alma feita de forma perfeita pelo Senhor que nos criou e nos conhece perfeitamente. Nas Escrituras encontramos a demonstra\u00e7\u00e3o da miseric\u00f3rdia de Deus cercando os seus servos, nos instruindo, corrigindo e nos educando de forma restauradora \u00e0 sua comunh\u00e3o, conduzindo-nos graciosamente ao modelo perfeito de seu Filho, Jesus Cristo, o nosso Senhor. (Rm 8.29-30).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Veja-se: Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas, <\/em>III.11.1. Turretini diz que ela \u00e9 \u201ca principal plataforma da religi\u00e3o crist\u00e3\u201d (Fran\u00e7ois Turretini, <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 2, p. 757). \u201cA doutrina da justifica\u00e7\u00e3o pela gra\u00e7a \u00e9 o \u00e2mago da f\u00e9 crist\u00e3\u201d (Franklin Ferreira; Alan Myatt, <em>Teologia Sistem\u00e1tica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 2007, p. 812). \u201c&#8230;. \u00e9 a pr\u00f3pria estrutura e o pilar do cristianismo. Um erro sobre a justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 algo perigoso, como um defeito em uma funda\u00e7\u00e3o. A justifica\u00e7\u00e3o dada por Cristo e a fonte da \u00e1gua da vida\u201d (Thomas Watson, <em>A F\u00e9 Crist\u00e3, estudos baseados no breve catecismo de Westminster, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2009, p. 264).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>Em 1677, Owen (1616-1683)\u00a0 escreveu: \u201cEm minha opini\u00e3o, Lutero falou a verdade quando disse: \u201cAmisso articulo justificationis, simul amissa est tota doctrina Christiana\u201d. E eu gostaria que ele n\u00e3o tivesse sido um profeta verdadeiro, quando predisse que nas eras seguintes sua doutrina seria novamente obscurecida&#8230;.\u201d (John Owen, <em>\u00a0The Doctrine of Justification by faith, <\/em>p. 67: In <a href=\"https:\/\/ccel.org\/ccel\/owen\/just\/just.iv.viii.html\">https:\/\/ccel.org\/ccel\/owen\/just\/just.iv.viii.html<\/a> (Consulta feita em 29.12.2022). Vejam-se: Alister E. McGrath, <em>Lutero e a Teologia da Cruz, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2015, p. 41-42; W. Robert Godfrey, Calvino e o Conc\u00edlio de Trento: In: Michael Horton, org.,<em> Cristo o Senhor: A Reforma e o Senhorio da Salva\u00e7\u00e3o,<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora Cultura Crist\u00e3, 2000, p. 115. Fazendo eco a esta express\u00e3o, mais tarde escreveria Bavinck: \u201cA justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a doutrina sobre a qual a igreja fica de p\u00e9 ou cai. Ou devemos fazer alguma coisa para sermos salvos ou nossa salva\u00e7\u00e3o \u00e9 puramente um dom da gra\u00e7a. Deus n\u00e3o coloca de lado a lei que nos julga adequadamente; somente porque Cristo suportou a ira de Deus n\u00f3s somos reconhecidos como justos nele\u201d (Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 4, p. 180-181). (Do mesmo modo: John Murray, <em>Reden\u00e7\u00e3o: Consumada e Aplicada, <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Cultura Crist\u00e3, 1993, p. 136).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Devo esta express\u00e3o a Kuyper (Abraham Kuyper,<em> A Obra do Esp\u00edrito Santo<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2010, p. 329).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>\u201cA f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 a base da justifica\u00e7\u00e3o; se o fosse, a f\u00e9 tornar-se-ia uma obra merit\u00f3ria. (&#8230;) De acordo com Paulo, n\u00e3o \u00e9 sobre a nossa f\u00e9, mas sobre a retid\u00e3o de Cristo, que a nossa justifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 alicer\u00e7ada\u201d (J.I. Packer, <em>Voc\u00e1bulos de Deus,<\/em> S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP. Fiel, 1994, p. 130,131). Veja-se: Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 4, p. 217ss.; p. 266.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>Veja-se: Thomas Watson, <em>A F\u00e9 Crist\u00e3, estudos baseados no breve catecismo de Westminster, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2009, p. 266.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Aqui n\u00e3o indica o pecado dos anjos; antes, que Deus realiza as suas pr\u00f3prias tarefas essenciais.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><u>BJ<\/u>: \u201c<em>Verbera o erro\u201d<\/em>; <u>ACR<\/u>: \u201c<em>Atribui loucura\u201d<\/em>. \u201cO significado da palavra traduzida <em>imperfei\u00e7\u00f5es<\/em> no v. 18b, que ocorre somente aqui, \u00e9 totalmente desconhecido, e tem dado origem a muitas conjecturas e emendas\u201d (Francis I. Anderson, <em>J\u00f3: Introdu\u00e7\u00e3o e Coment\u00e1rio,<\/em> S\u00e3o Paulo: Mundo Crist\u00e3o; Vida Nova, 1984, (J\u00f3 4.18), p. 112).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>Vejam-se: Hermann J. Austel, Shama\u2019: In: R. Laird Harris, et. al., eds. <em>Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia do Antigo Testamento<\/em>, S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1998, p. 1585-1587; Keith N. Schoville, Smr: In: Willem A. VanGemeren, org., <em>Novo Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia e Exegese do Antigo Testamento, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 4, p. 181-183.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Do mesmo modo: <em>\u201cAinda que eu seja justo, a minha boca me condenar\u00e1; embora seja eu \u00edntegro, ele me ter\u00e1 por culpado\u201d <\/em>(J\u00f3 9.20).<em> \u201c&#8230;.<u>observas<\/u> <\/em>(rm;v&#8217;) (shamar) <em>todos os meus caminhos e tra\u00e7as limites \u00e0 planta dos meus p\u00e9s\u201d <\/em>(J\u00f3 13.27).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> \u201cFar\u00edamos bem em relembrar que, fazendo de nosso conhecimento e de nossa consci\u00eancia miseravelmente imperfeitos e a medida de nossa pecaminosidade, estamos pisando em terreno perigoso\u201d (J.C. Ryle, <em>Santidade, <\/em>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Editora Fiel, 1987, p. 23).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>\u201cA consci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um tribunal celestial, por\u00e9m \u00e9 o mais elevado tribunal terreno, pois \u00e9 o sistema de alerta da alma\u201d (John MacArthur, Certezas que impulsionam um minist\u00e9rio duradouro: In: John Piper; Justin Taylor, eds. <em>Firmes: um chamado \u00e0 perseveran\u00e7a dos santos, <\/em>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Editora Fiel, 2010, p. 70).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>O verbo est\u00e1 no piel. Neste modo, sempre Deus \u00e9 o sujeito da a\u00e7\u00e3o. (Veja-se: Milton C. Fisher; Bruce K. Waltke, N\u00e3q\u00e2: In: R. Laird Harris, et. al., eds. <em>Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia do Antigo Testamento<\/em>, S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1998, p. 998.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas, <\/em>III.11.2.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas, <\/em>(2006) III.11.23.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> <em>\u201cEu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgress\u00f5es por amor de mim, e dos teus pecados n\u00e3o me lembro\u201d <\/em>(Is 43.25). <em>\u201cDesfa\u00e7o as tuas transgress\u00f5es como a n\u00e9voa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi\u201d<\/em> (Is 44.22). <em>\u201cQuem, \u00f3 Deus, \u00e9 semelhante a ti, que perdoas a iniquidade, e te esqueces da transgress\u00e3o do restante da tua heran\u00e7a? O Senhor n\u00e3o ret\u00e9m a sua ira para sempre, porque tem prazer na miseric\u00f3rdia. Tornar\u00e1 a ter compaix\u00e3o de n\u00f3s; pisar\u00e1 aos p\u00e9s as nossas iniquidades, e lan\u00e7ar\u00e1 todos os nossos pecados nas profundezas do mar\u201d<\/em> (Mq 7.18-19). <em>\u201c&#8230;.Perdoarei as suas iniquidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei\u201d<\/em> (Jr 31.34). (Vejam-se: Is 55.7; Jr 5.1; 33.8; Ez 36.25).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> \u201cSe Deus perdoasse o pecado sem contudo ministrar sua justi\u00e7a, deixaria de ser Deus. A maravilha deste plano \u00e9 que Deus, ao colocar os nossos pecados sobre Cristo e ao tratar deles punindo-os em Cristo, pode perdoar-nos e ainda ser justo. Ele puniu o pecado, n\u00e3o o esqueceu, n\u00e3o o ignorou\u201d (D.M Lloyd-Jones, <em>Salvos desde a Eternidade<\/em>, S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, 2005 (Certeza Espiritual: v. 1), p. 53).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> J.K. Grider, Perd\u00e3o: In: Walter A. Elwell, ed<em>. Enciclop\u00e9dia Hist\u00f3rico-Teol\u00f3gica da Igreja Crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1990, v. 3, p. 136. Esta declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o entra em conflito com o fato de que os deuses dos povos do Antigo Testamento eram aplacados em sua ira e esta consci\u00eancia de \u201cperd\u00e3o\u201d era testemunhada pelos seus adoradores. (Cf. J. Scharbert, Perd\u00e3o: In: Heinrich Fries<\/p>\n<p>, (dire\u00e7\u00e3o de), <em>Dicion\u00e1rio de Teologia, <\/em>2. ed. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1987, v. 4, p. 229-230). Contudo, um exemplo expl\u00edcito de um \u201cdeus\u201d declarando o perd\u00e3o absoluto parece ser estranho \u00e0 literatura antiga, fora da B\u00edblia.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> William S. Plumer, <em>Psalms,<\/em> Carlisle: The Banner of Truth Trust, 1978, (Reprinted), (Sl 130.4), p. 1125.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\"><sup>[19]<\/sup><\/a>Agostinho, <em>Coment\u00e1rio aos Salmos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulus, 1997, v. 1, Sl 31, \u201cII. Serm\u00e3o ao Povo\u201d, p. 350.[\/vc_column_text][vc_message message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;grey&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Autor: Hermisten Maia. \u00a9 Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. 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