{"id":64454,"date":"2023-03-16T15:07:49","date_gmt":"2023-03-16T18:07:49","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=64454"},"modified":"2023-03-16T15:07:49","modified_gmt":"2023-03-16T18:07:49","slug":"senhor-da-me-conhecer-teu-nome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2023\/03\/senhor-da-me-conhecer-teu-nome\/","title":{"rendered":"Senhor, d\u00e1-me conhecer o teu nome"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;Artigo 6 da s\u00e9rie Rei e Pastor: O Senhor na vis\u00e3o e viv\u00eancia dos salmistas | clique aqui para ver os demais artigos desta s\u00e9rie&#8221; style=&#8221;classic&#8221; color=&#8221;white&#8221; size=&#8221;sm&#8221; align=&#8221;center&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fvoltemosaoevangelho.com%2Fblog%2Fserie%2Frei-e-pastor-o-senhor-na-visao-dos-salmistas%2F|title:Artigo%201%20da%20s%C3%A9rie%20Rei%20e%20Pastor%3A%20O%20Senhor%20na%20vis%C3%A3o%20e%20viv%C3%AAncia%20dos%20salmistas%20%7C%20clique%20aqui%20para%20ver%20os%20demais%20artigos%20desta%20s%C3%A9rie&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">E de quem se pode dizer com mais propriedade que \u201c\u00e9\u201d, sen\u00e3o daquele que disse a seu servo Mois\u00e9s: <em>Eu sou o que sou, <\/em>e: <em>Dir\u00e1s aos filhos de Israel: Aquele que \u00e9, enviou-me a v\u00f3s <\/em>(Ex 3.14).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u2013 Agostinho (354-430).<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<h2>O Nome Senhor<\/h2>\n<p>A palavra \u201cSenhor\u201d usada por Davi (Sl 23.1) e, que aparece em nossas vers\u00f5es, geralmente \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o do tetragrama hebraico HWHY, que \u00e9 reconhecido como sendo o nome pessoal,<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> real, essencial e pactual de Deus (Yehovah), o qual n\u00e3o \u00e9 atribu\u00eddo a nenhum outro suposto deus ou seres angelicais.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> \u201cO \u2018nome\u2019 \u00e9 Deus em revela\u00e7\u00e3o\u201d, resume Vos (1862-1949).<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>Yehovah \u00e9 o nome revelacional exclusivo de Deus (Ex 3.14-15; 6.2-3; Is 42.8; 48.11; Am 5.8; 9.6; Sl 83.18).<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> Este nome, j\u00e1 conhecido dos patriarcas (Gn 15.2,7-8),<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> \u00e9, conforme desejo de Mois\u00e9s, revelado o seu significado: \u201cEu sou o que sou\u201d, \u201cEu sou quem eu serei\u201d, \u201cEu serei quem eu sou\u201d, ou ainda: \u201cEu serei o que serei\u201d.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p>O Deus que se <strong>revela<\/strong> e, mant\u00e9m paradoxalmente o <strong>mist\u00e9rio<\/strong>, demonstrando a nossa limita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da condi\u00e7\u00e3o de criatura, \u00e9 o Deus que <strong>envia<\/strong>. Ele \u00e9 o Senhor.<\/p>\n<p>Israel, por sua vez, ser\u00e1 identificado e distinguido de todos os demais povos, por adorar apenas ao Senhor.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>Por\u00e9m, a sua origem \u00e9 disputada entre os eruditos, n\u00e3o se tendo uma opini\u00e3o consensual.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> No entanto, \u00e9 o nome com o qual Deus se manifesta a Mois\u00e9s e pelo nome que quer ser sempre lembrado. \u00c9 sua <em>autoapresenta\u00e7\u00e3o<\/em>.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode atribuir nome a Deus. Deus n\u00e3o tem nome no sentido de distingui-lo ou descritivo de sua natureza essencial.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> Os nomes fazem parte de sua autorrevela\u00e7\u00e3o. \u00c9 o desvelar-se adequado e ao mesmo tempo, acomodat\u00edcio de suas perfei\u00e7\u00f5es, aludindo a aspectos de sua identidade santa e perfeita.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> No entanto, nenhum nome ou todos os nomes coligados esgotam as suas perfei\u00e7\u00f5es. Deus \u00e9 um ser simples. Ele n\u00e3o \u00e9 comp\u00f3sito. A jun\u00e7\u00e3o do que podemos conhecer por gra\u00e7a n\u00e3o esgotam a majestade de Deus. Ali\u00e1s, nem pensemos nisso.<\/p>\n<h2>A simplicidade de Deus<\/h2>\n<p>Insistimos: Deus em sua <strong>simplicidade<\/strong>, n\u00e3o \u00e9 composto. Na integridade \u00fanica de seu ser, h\u00e1 perfei\u00e7\u00e3o, totalidade e harmonia absoluta. Deus <strong>n\u00e3o tem<\/strong> amor, justi\u00e7a e santidade, por exemplo, mas, <strong>\u00e9 absolutamente<\/strong> amor, justi\u00e7a e santidade. \u00c9 absolutamente absoluto! O padr\u00e3o final de todos os atributos e perfei\u00e7\u00f5es est\u00e1 em Deus que \u00e9 absoluto.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a><\/p>\n<p>N\u00f3s podemos conhecer a Deus como Criador porque Ele ao longo da hist\u00f3ria tem se dado a conhecer claramente na cria\u00e7\u00e3o. N\u00f3s, crist\u00e3os, podemos conhec\u00ea-lo pelo nome porque Ele mesmo se apresentou a n\u00f3s.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> O Criador que se mostra na cria\u00e7\u00e3o, \u00e9 o nosso Pai, conforme nos foi dado a conhecer em Cristo, nosso irm\u00e3o mais velho e que nos introduz na intimidade da Trindade (1Pe 1.3-5\/Tt 3.5; Rm 8.9,16).<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, em Ef 1.17, entramos em um terreno maravilhoso, surpreendente e altamente aben\u00e7oador. Em nossas ora\u00e7\u00f5es, ainda que nem sempre pensemos nisto e, por vezes, somos equivocadamente tentados a exclusivisar uma das Pessoas da Trindade, vemos, no entanto, na ora\u00e7\u00e3o de Paulo a presen\u00e7a n\u00e3o meramente figurativa, antes, real e aben\u00e7oadora da Sant\u00edssima Trindade. Paulo reconhece este fato. Deus deseja que partilhemos da intimidade da rela\u00e7\u00e3o da Trindade, nos dirigindo ao Pai, pela media\u00e7\u00e3o do Filho sob a dire\u00e7\u00e3o iluminadora do Esp\u00edrito.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a><\/p>\n<p>Lembremo-nos de que Trindade \u00e9 habitualmente o nome crist\u00e3o para Deus, fazendo, portanto, parte do cerne de nossa f\u00e9.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a> Adoramos a um s\u00f3 Deus que \u00e9 tripessoal e tri\u00fano quem mant\u00e9m suas perfei\u00e7\u00f5es em sua intertrinitaridade, n\u00e3o sendo, cada atributo, caracter\u00edstica ou exclusividade de cada pessoa.<\/p>\n<p>Curiosamente, foi a busca da Igreja pela compreens\u00e3o do mist\u00e9rio do Cristo encarnado que a fez desenvolver e precisar o conceito de Trindade.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a> E a igreja estava certa. O que Deus revelou \u00e9 para n\u00f3s e para os nossos filhos para que o adoremos em obedi\u00eancia (Dt 29.29). Por sua vez, sabemos que a Trindade nos deu a Trindade. Sem a a\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria, jamais conhecer\u00edamos o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo.\u00a0 \u00c9 por eles que conhecemos o Deus Tri\u00fano e nos relacionamos com Ele em santa adora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conhecer a Deus sempre \u00e9 gra\u00e7a! Sem a gra\u00e7a que possibilita o conhecer, n\u00e3o haveria f\u00e9, nem, portanto, salva\u00e7\u00e3o. A f\u00e9 pressup\u00f5e conhecimento.<\/p>\n<p>Creio que o nome neotestament\u00e1rio para (YHWH) \u00e9 Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, a bendita Trindade, que aludindo ao ser de Deus, guia, guarda e conduz a Igreja. (Mt 28.19; 2Co 13.13).<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a><\/p>\n<p>No <em>Shem\u00e1<\/em><a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a> (\u201couve\u201d), o \u201ccredo judeu\u201d<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a> \u2013, lemos: <em>\u201c<sup>4<\/sup>Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, \u00e9 o \u00fanico SENHOR. <sup>5<\/sup> Amar\u00e1s, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu cora\u00e7\u00e3o, de toda a tua alma e de toda a tua for\u00e7a\u201d<\/em> (Dt 6.4-5).<\/p>\n<p>O Senhor \u00e9 o Deus da Alian\u00e7a que se revelou por meio de seus atos e da sua Lei. Como temos insistido, \u00e9 um Deus Pessoal que se relaciona pessoalmente com o seu povo (Ex 3.14). A grandeza de Deus \u00e9-nos manifesta de forma concreta por meio de sua revela\u00e7\u00e3o. O mist\u00e9rio \u00e9 enaltecido no ato de Deus desvelar-se. Isso \u00e9 grandioso demais para n\u00f3s.<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a><\/p>\n<p>Como bem sabemos, o texto hebraico original n\u00e3o constava de vogais, entretanto, com o decr\u00e9scimo do conhecimento da l\u00edngua hebraica, tornou-se ainda mais dif\u00edcil a compreens\u00e3o dos textos, visto que a introdu\u00e7\u00e3o mental de uma vogal errada, conduziria o leitor a uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada. Por isso, desde a Antiguidade v\u00e1rias tentativas foram feitas para se introduzir as vogais, o que finalmente ocorreu de forma satisfat\u00f3ria, pelos judeus da escola massor\u00e9tica de Tiber\u00edas, por volta do ano 950 da Era Crist\u00e3.<\/p>\n<p>No caso do nome (YHWH), que ocorre 5321 vezes no AT.,<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a> h\u00e1 algumas particularidades curiosas: Por volta do ano 300 a.C. ou um pouco antes, n\u00e3o sabemos ao certo, os judeus devido: <strong>1)<\/strong> sua rever\u00eancia para com Deus; <strong>2)<\/strong> sua interpreta\u00e7\u00e3o de Lv 24.16 e Ex 3.15, e <strong>3)<\/strong> o temor de serem culpados do pecado de profana\u00e7\u00e3o, deixaram de pronunciar o nome YHWH. O que eles passaram a fazer, foi o seguinte: Todas as vezes que liam o nome YHWH em voz alta, este nome era substitu\u00eddo por (\u2018\u00e2d\u00f4n\u00e2y)(&#8220;Senhor&#8221;).<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a> &#8220;Para indicar que esta substitui\u00e7\u00e3o se devia fazer, os Massoretas<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a> intercalavam as vogais de &#8216;aD\u00f5N\u00e3Y<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a> sob as consoantes de JaHWeH, da\u00ed surgiu a palavra JeHowah ou &#8216;Jeov\u00e1'&#8221;, comenta Archer Jr. (1916-2004).<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a><\/p>\n<p>O certo \u00e9 que hoje n\u00f3s n\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es de saber qual era a pron\u00fancia correta do tetragrammaton<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a> divino, da\u00ed pronunciar-se de diversas formas: Yav\u00e9, Jav\u00e9, Jeov\u00e1, entre outras.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 especialmente no nome YHWH que o Senhor se revela como o Deus de Gra\u00e7a\u201d, assevera Bavinck.<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a> Aqui, de modo especial, encontramos a afirma\u00e7\u00e3o da imutabilidade de Deus, a confirma\u00e7\u00e3o do eterno cumprimento das suas promessas decorrentes do Pacto (Ex 3.13,14; 6.2,3; 15.3; Is 42.8; Os 12.5-6). Deus n\u00e3o muda em seu relacionamento com o seu povo.<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\">[29]<\/a><\/p>\n<p>Deus se revela no Antigo Testamento como Senhor. O seu senhorio envolve alguns aspectos distintivos os quais ser\u00e3o melhor desenvolvidos posteriormente. Destaco aqui:<\/p>\n<p><strong>1) Deus \u00e9 autoexistente<\/strong> e, portanto, autopoderoso e autopreservador. Ele existe por si mesmo, n\u00e3o dependente de nada fora dele nem \u00e9 definido por nada externo a si\u00a0 (Ex 3.14\/Ap 1.4). Ele \u00e9 a causa eficiente de tudo o que existe (Is 44.24\/Jo 1.1-3).<a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\">[30]<\/a><\/p>\n<p><strong>2) Deus \u00e9 o Senhor da Terra<\/strong>: Ele criou o c\u00e9u e a terra, enchendo-os todo com a sua gl\u00f3ria, tendo, portanto, todo o dom\u00ednio (Gn 1.1; Js 3.11,13; Sl 93.1-2; 95.3-5; Is 6.3; Mq 4.1-3); consequentemente.<\/p>\n<p><strong>3) Ele \u00e9 o Senhor de Israel<\/strong>: Como Senhor de toda a cria\u00e7\u00e3o, vis\u00edvel e invis\u00edvel, Deus criou o seu povo e, o adquiriu ainda, num segundo est\u00e1gio, quando o livrou da escravid\u00e3o do Egito (Ex 19.4-6; Sl 100.3; Is 1.24; 6.1,8; 43.1,21; 60.21).<\/p>\n<p><strong>4) Deus \u00e9 o Senhor da Hist\u00f3ria<\/strong>: Deus exerce ativamente o seu poder sobre o mundo e os homens, dirigindo a Hist\u00f3ria para a realiza\u00e7\u00e3o do seu prop\u00f3sito eterno.<\/p>\n<p>Em alguns momentos a sucess\u00e3o dos eventos hist\u00f3ricos pode nos deixar perplexos, como aconteceu com o profeta Habacuque, entretanto, a m\u00e3o poderosa de Deus rege todos os acontecimentos. Deus dirige a hist\u00f3ria, fazendo com que todas as coisas contribuam para o bem do seu povo, da sua Igreja (Rm 8.28).<a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\">[31]<\/a> \u00a0O Senhor da Hist\u00f3ria conduz a hist\u00f3ria para o seu glorioso fim: \u00a0\u201cO Senhor da hist\u00f3ria ser\u00e1 o Juiz do mundo inteiro\u201d, nos lembra Lloyd-Jones.<a href=\"#_ftn32\" name=\"_ftnref32\">[32]<\/a><\/p>\n<p><strong>5) Deus \u00e9 o Senhor da gra\u00e7a<\/strong>: O Antigo Testamento \u00e9 o registro infal\u00edvel da historifica\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a de Deus. Os homens s\u00e3o compelidos a se estribarem \u00fanica e simplesmente na sua gra\u00e7a: <em>\u201cNo tocante a mim, confio na tua gra\u00e7a\u201d <\/em>(Sl 13.5). Essa gra\u00e7a deve ser compartilhada e proclamada (Sl 40.10). (Veja-se: Sl 63.3; 69.16; 85.9-12; 89.14; Is 60,10; Dt 7.6-8, etc.).<\/p>\n<p><strong>6) N\u00e3o h\u00e1 impedimentos para Deus<\/strong>. Sendo Ele coerente consigo mesmo, \u00e9 poderoso para cumprir todas as suas promessas. (Ex 3.13,14; 6.2-4; 15.1-7; Sl 22.3-5; Is 42.8-9; Os 12.5-6).<\/p>\n<h2>Jesus Cristo revela o nome<\/h2>\n<p>A quest\u00e3o do nome adquire um sentido ainda mais rico e profundo<a href=\"#_ftn33\" name=\"_ftnref33\">[33]<\/a> por meio do Logos encarnado. O Filho eterno coexistente com o Pai, estando com Ele desde o \u201cin\u00edcio\u201d (Jo 1.18),<a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\">[34]<\/a> foi quem o revelou de forma completa dentro do prop\u00f3sito Trinit\u00e1rio de se fazer conhecido.<\/p>\n<p>Na <em>Ora\u00e7\u00e3o Sacerdotal<\/em><a href=\"#_ftn35\" name=\"_ftnref35\">[35]<\/a> Jesus Cristo, fala ao Pai a respeito de seus disc\u00edpulos:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles t\u00eam guardado a tua palavra. <\/em>(Jo 17.6).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Eu lhes fiz <u>conhecer<\/u><\/em> <em>o teu nome e ainda o farei <u>conhecer<\/u>.<\/em> (Jo 17.26).<\/p>\n<p>Como temos insistido, o conhecimento do nome de Deus s\u00f3 nos \u00e9 poss\u00edvel por iniciativa do pr\u00f3prio Deus. O seu nome n\u00e3o \u00e9 atribu\u00eddo por n\u00f3s de forma arbitr\u00e1ria.<a href=\"#_ftn36\" name=\"_ftnref36\">[36]<\/a> Ali\u00e1s, nem ter\u00edamos par\u00e2metros para isso. Ele mesmo se d\u00e1 a conhecer em Jesus Cristo. A revela\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato da livre gra\u00e7a de Deus.<a href=\"#_ftn37\" name=\"_ftnref37\">[37]<\/a> \u201c\u00c9 o pr\u00f3prio Deus que, por meio da natureza e da Escritura, colocou seus nomes espl\u00eandidos em nossa boca\u201d, destaca Bavinck.<a href=\"#_ftn38\" name=\"_ftnref38\">[38]<\/a><\/p>\n<p>O nome de Deus retrata aspectos de sua pr\u00f3pria natureza. O nome abrange tudo quanto nos foi revelado a seu respeito: Todos os seus atributos revelados e todas as suas obras.<a href=\"#_ftn39\" name=\"_ftnref39\">[39]<\/a> O nome de Deus est\u00e1 relacionado \u00e0 sua revela\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn40\" name=\"_ftnref40\">[40]<\/a> Jesus revelou (<em>fanero<\/em><a href=\"#_ftn41\" name=\"_ftnref41\">[41]<\/a> = \u201ctornar claro\u201d; \u201cmanifestar\u201d, \u201cfazer conhecido\u201d) o nome do Pai (Jo 17.6).<\/p>\n<p>Revelar o nome significa revelar a pr\u00f3pria pessoa e o seu car\u00e1ter. Do mesmo modo: confiar no nome \u00e9 o mesmo que confiar na pessoa (Sl 9.10; 20.7; 22.22; Mt 12.21,<a href=\"#_ftn42\" name=\"_ftnref42\">[42]<\/a> etc.).<a href=\"#_ftn43\" name=\"_ftnref43\">[43]<\/a> No Salmo 8.1, a majestade de Deus e o seu nome, s\u00e3o poeticamente sin\u00f4nimos.<a href=\"#_ftn44\" name=\"_ftnref44\">[44]<\/a><\/p>\n<p>Jesus Cristo diz a Ananias que Paulo, antigo perseguidor e agora convertido a Cristo, era um instrumento escolhido <em>\u201cpara levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel\u201d<\/em> (At 9.15).<\/p>\n<p>Glorificar o nome de Deus \u00e9 o mesmo que glorificar a Deus. Jesus Cristo ora: <em>\u201cPai, glorifica o teu nome. Ent\u00e3o, veio uma voz do c\u00e9u: Eu j\u00e1 o glorifiquei e ainda o glorificarei\u201d<\/em> (Jo 12.28).<\/p>\n<p>O nome \u00e9 a pr\u00f3pria pessoa em seus atos.<a href=\"#_ftn45\" name=\"_ftnref45\">[45]<\/a> Nas Escrituras o nome revela aspectos do seu car\u00e1ter e perfei\u00e7\u00e3o. Quando o nome do Pai \u00e9 associado ao do Filho e ao do Esp\u00edrito Santo, \u201cassume o car\u00e1ter de perfei\u00e7\u00e3o e plenitude\u201d, interpretam Bietenhard (1916-2008) e Bruce (1910-1990).<a href=\"#_ftn46\" name=\"_ftnref46\">[46]<\/a><\/p>\n<p>Ele nos guarda em seu nome que \u00e9 poderoso. Nele podemos nos refugiar e sentir-nos seguros. Esse \u00e9 o testemunho dos servos de Deus:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>O SENHOR te responda no dia da tribula\u00e7\u00e3o; o nome do Deus de Jac\u00f3 te eleve em seguran\u00e7a.<\/em> (Sl 20.1).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>O mestre de canto. Salmo did\u00e1tico. Para instrumentos de cordas. De Davi, quando os zifeus vieram dizer a Saul: N\u00e3o est\u00e1 Davi homiziado entre n\u00f3s? \u00d3 Deus, salva-me, pelo teu nome, e faze-me justi\u00e7a, pelo teu poder. <\/em>(Sl 54.1).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Torre forte \u00e9 o nome do SENHOR, \u00e0 qual o justo se acolhe e est\u00e1 seguro.<\/em> (Pv 18.10).<a href=\"#_ftn47\" name=\"_ftnref47\">[47]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se o nome de Deus nos fala de sua natureza e de seus atos, em contrapartida, essa revela\u00e7\u00e3o deve deixar claro para n\u00f3s como devemos nos relacionar com Ele. Em outras palavras: Se Deus se revela como santo, justo, misericordioso, fiel e majestoso, a nossa rela\u00e7\u00e3o com Ele deve levar tudo isso em considera\u00e7\u00e3o: O Deus a quem servimos e oramos \u00e9 um Deus, santo, justo, misericordioso, fiel e majestoso. A adora\u00e7\u00e3o, rever\u00eancia, humildade e gratid\u00e3o s\u00e3o alguns dos componentes de nossa aproxima\u00e7\u00e3o do nosso Senhor.<\/p>\n<p>Portanto, isso deve ser essencialmente modelador de nossos atos, ora\u00e7\u00f5es e culto. O Salmo 23 \u00e9 claramente relacional. Se o Senhor \u00e9 o meu pastor, eu de fato, sou sua ovelha. Somos o que somos enquanto o somos para o outro. N\u00e3o existe pastor sem ovelhas, nem ovelhas sem pastor. A nossa alegria e seguran\u00e7a \u00e9 saber que o nosso pastor \u00e9 o Senhor. Por isso mesmo, eu n\u00e3o preciso de nada. N\u00e3o por resigna\u00e7\u00e3o, mas, porque nada nos falta nem nos faltar\u00e1. Conhecemos nosso Senhor.<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc517104889\"><\/a>Falta de um conhecimento pessoal de Deus<\/h2>\n<p>Por vezes, o nosso problema fundamental, \u00e9 que nos falta um conhecimento pessoal de Deus, um conhecimento de quem Ele \u00e9; e, portanto, de uma confian\u00e7a resultante da certeza de quem \u00e9 o Deus em quem cremos.<\/p>\n<p>O nome de Deus s\u00f3 pode ser genuinamente conhecido por meio do conhecimento salvador de Jesus Cristo.<a href=\"#_ftn48\" name=\"_ftnref48\">[48]<\/a> Jesus Cristo n\u00e3o se perdeu em quest\u00f5es perif\u00e9ricas, antes diz que manifestou o nome de Deus, ou seja: anunciou o car\u00e1ter, os atos e as perfei\u00e7\u00f5es de Deus.<\/p>\n<p>A Palavra anunciada por Cristo revelava a Deus como <strong>Senhor<\/strong> de todas as coisas e <strong>presen\u00e7a cuidadosa<\/strong> (transcend\u00eancia e iman\u00eancia), evidenciando aspectos da sua natureza. Apenas em car\u00e1ter ilustrativo podemos afirmar que na Ora\u00e7\u00e3o Sacerdotal (Jo\u00e3o 17) vemos Deus como:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Pai <strong>(1)<\/strong><\/li>\n<li>O Senhor da Gl\u00f3ria: <strong>(1,4,5)<\/strong><\/li>\n<li>Todo-Poderoso <strong>(2)<\/strong>. Ele tem <u>autoridade<\/u> (<em>exousia<\/em>) sobre todas as coisas.<\/li>\n<li>Deus que se revela <strong>(3)<\/strong>. Deus se revela para ser conhecido. Ele enviou o seu Filho com este prop\u00f3sito.<\/li>\n<li>O \u00fanico Deus verdadeiro <strong>(3)<\/strong><\/li>\n<li>Deus eterno<strong> (5)<\/strong><\/li>\n<li>Pai que escolhe os seus<strong> (6,9)<\/strong><\/li>\n<li>Todo-Poderoso para guardar os seus <strong>(6,9,11,15)<\/strong><\/li>\n<li>Pai Santo e santificador <strong>(11,17)<\/strong><\/li>\n<li>Acolhedor <strong>(21)<\/strong>. O Pai nos acolhe em sua intimidade com o Filho a fim de sermos um povo, unido com Eles.<\/li>\n<li>Ama o seu povo <strong>(23)<\/strong><\/li>\n<li>Ama o Filho<strong> (23-24,26)<\/strong><\/li>\n<li>Pai Justo <strong>(25)<\/strong><\/li>\n<li>Pai que permanece eternamente unido ao Filho <strong>(21-24)<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Retornando ao Antigo Testamento, partindo da Palavra YHWH, queremos analisar como as Escrituras, especialmente no livro de Salmos, revelam o Senhor.<\/p>\n<p>Tomo aqui as palavras de Beeke e Smalley como de extremo significado b\u00edblico e de grande relev\u00e2ncia na transi\u00e7\u00e3o nesse estudo:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Conhecer a Deus como o Senhor que habita perto do seu povo \u00e9 tem\u00ea-lo. Devemos, portanto, humilhar-nos com santo respeito na presen\u00e7a do grande \u201cEu Sou\u201d. Devemos considerar sua absoluta independ\u00eancia de todas as limita\u00e7\u00f5es e sua constante fidelidade \u00e0 sua alian\u00e7a. Devemos ador\u00e1-lo com alegria e tremor. Ele \u00e9 o verdadeiro Deus. Em tudo isso, confiemos nele de todo o cora\u00e7\u00e3o como o \u00fanico Redentor. No nome divino, \u201co Senhor\u201d, encontramos a raiz da qual crescem todos os doces frutos que nutrem a alma do crente em todas as prova\u00e7\u00f5es e tenta\u00e7\u00f5es.<a href=\"#_ftn49\" name=\"_ftnref49\">[49]<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este \u00e9 o Senhor de Davi e dos salmistas. Este \u00e9 o nosso Senhor. Assim sendo, nada nos faltar\u00e1.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> St. Agostinho, <em>A Trindade, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Paulus, 1994, 5.2.3. (p. 193).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>Vejam-se: John Frame, <em>A Doutrina de Deus,<\/em> S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2013, p. 38-39; Joel R. Beeke; Paul M. Smalley, <em>Teologia Sistem\u00e1tica Reformada, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2020, v. 1, p. 484.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cf. Paulo Anglada, <em>Soli Deo Gloria: O Ser e as obras de Deus, <\/em>Ananindeua, PA.: Knox Publica\u00e7\u00f5es, 2007, p. 35.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>Geerhardus Vos, <em>Teologia B\u00edblica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2010, p. 139.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a><em><sup>\u201c14<\/sup><\/em><em> Disse Deus a Mois\u00e9s: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dir\u00e1s aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a v\u00f3s outros.\u00a0 <sup>15<\/sup> Disse Deus ainda mais a Mois\u00e9s: Assim dir\u00e1s aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abra\u00e3o, o Deus de Isaque e o Deus de Jac\u00f3, me enviou a v\u00f3s outros; este \u00e9 o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> \u00a0(Ex 3.14-15). <em>\u201c<\/em><em><sup>2<\/sup><\/em><em> Falou mais Deus a Mois\u00e9s e lhe disse: Eu sou o SENHOR.\u00a0 <sup>3<\/sup> Apareci a Abra\u00e3o, a Isaque e a Jac\u00f3 como Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, O SENHOR, n\u00e3o lhes fui conhecido\u201d<\/em> (Ex 6.2-3). <em>\u201c<\/em><em>Eu sou o SENHOR, este \u00e9 o meu nome; a minha gl\u00f3ria, pois, n\u00e3o a darei a outrem, nem a minha honra, \u00e0s imagens de escultura\u201d<\/em> (Is 42.8). <em>\u201c<\/em><em>Por amor de mim, por amor de mim, \u00e9 que fa\u00e7o isto; porque como seria profanado o meu nome? A minha gl\u00f3ria, n\u00e3o a dou a outrem\u201d<\/em> (Is 48.11). <em>\u201cProcurai o que faz o Sete-estrelo e o \u00d3rion, e torna a densa treva em manh\u00e3, e muda o dia em noite; o que chama as \u00e1guas do mar e as derrama sobre a terra; SENHOR \u00e9 o seu nome\u201d<\/em> (Am 5.8). <em>\u201c<\/em><em>Deus \u00e9 o que edifica as suas c\u00e2maras no c\u00e9u e a sua ab\u00f3bada fundou na terra; \u00e9 o que chama as \u00e1guas do mar e as derrama sobre a terra; SENHOR \u00e9 o seu nome\u201d<\/em> (Am 9.6). <em>\u201c<\/em><em>E reconhecer\u00e3o que s\u00f3 tu, cujo nome \u00e9 SENHOR, \u00e9s o Alt\u00edssimo sobre toda a terra\u201d<\/em> (Sl 83.18).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a><em>\u201c<sup>2<\/sup> Respondeu Abr\u00e3o: SENHOR Deus, que me haver\u00e1s de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa \u00e9 o damasceno Eli\u00e9zer?\u00a0 (\u2026)<sup> 7<\/sup> Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por heran\u00e7a esta terra.\u00a0 <sup>8<\/sup> Perguntou-lhe Abr\u00e3o: SENHOR Deus, como saberei que hei de possu\u00ed-la?\u201d <\/em>(Gn 15.2,7-8).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Cf. Joel R. Beeke; Paul M. Smalley, <em>\u00a0Teologia Sistem\u00e1tica Reformada, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2020, v. 1, p. 482-483.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Cf. Walter Eichrodt, <em>Teologia del Antiguo Testamento, <\/em>Madrid: Ediciones Cristiandad, 1975, v. 1, p. 171.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Uma breve, por\u00e9m, \u00f3tima discuss\u00e3o sobre o assunto temos em Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 144-147. Mais atual, por\u00e9m, menos cr\u00edtico: Terence Fretheim, Jav\u00e9: In: Willem A. VanGemeren, org. <em>Novo Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia e Exegese do Antigo Testamento, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 4, p. 736-741.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Cf. Carl F.H. Henry, <em>Deus, Revela\u00e7\u00e3o e Autoridade v. 2: Deus que fala e age &#8211; 15 teses &#8211; parte um<\/em>, S\u00e3o Paulo: Hagnos, 2017, p. 225.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a>Veja-se: Fran\u00e7ois Turretini, <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 1, p. 253.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> \u201cNa Escritura o nome de Deus \u00e9 autorrevela\u00e7\u00e3o. Somente Deus pode dar nome a si mesmo; seu nome \u00e9 id\u00eantico \u00e0s perfei\u00e7\u00f5es que ele exibe no mundo e para o mundo. Ele se faz conhecido ao seu povo por meio de seus nomes pr\u00f3prios: a Israel, como YHWH, \u00e0 igreja crist\u00e3, como Pai. Os nomes revelados de Deus n\u00e3o revelam seu ser como tal, mas sua acomoda\u00e7\u00e3o \u00e0 linguagem humana&#8221; (Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 97). Do mesmo modo havia se expressado Turretini. Veja-se: Fran\u00e7ois Turretini, <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 1, p. 253.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Veja-se: John Frame, <em>Teologia Sistem\u00e1tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2019, v. 1, p. 89.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Deus expressa o seu pensamento e a sua vontade no mundo, na Cria\u00e7\u00e3o, envolvendo o homem com a manifesta\u00e7\u00e3o vis\u00edvel da sua gl\u00f3ria que \u00e9 proclamada, apesar do pecado, de forma fecunda nas obras da Cria\u00e7\u00e3o (Sl 19.1; At 14.17; Rm 1.19,20). (Vejam-se: Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de Hebreus, <\/em>S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1997, (Hb 11.3), p. 299; R.C. Sproul, <em>Somos todos te\u00f3logos: uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Teologia Sistem\u00e1tica, <\/em>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 2017, p. 36-37; R.C. Sproul, <em>Estudos b\u00edblicos expositivos em Romanos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, p. 31-40).<\/p>\n<p>Deus, o mundo e o homem s\u00e3o as tr\u00eas realidades com as quais toda a ci\u00eancia e toda filosofia se ocupam (Herman Bavinck, <em>The Philosophy of Revelation,<\/em> New York: Longmans, Green, and Company, 1909, p. 83). Pois bem, se Deus n\u00e3o tivesse primeiramente, de forma livre e soberana se revelado (Sl 115.3; Rm 11.33-36) \u2013 concedendo ao homem o universo como meio externo de conhecimento que funciona com as suas leis pr\u00f3prias e regulares \u2013 toda e qualquer ci\u00eancia seria imposs\u00edvel. O mundo, inclusive o homem, \u00e9 o grande laborat\u00f3rio de todas as ci\u00eancias. S\u00f3 que, quem \u201cconstruiu\u201d este laborat\u00f3rio foi Deus, e deixou ao homem a responsabilidade de estud\u00e1-lo, descobrindo os \u201cenigmas\u201d que est\u00e3o por tr\u00e1s das leis que funcionam de acordo com as prescri\u00e7\u00f5es do seu Criador. N\u00e3o pensemos, contudo que Deus criou o mundo apenas para satisfazer a curiosidade humana. Deus o fez como testemunho da sua gl\u00f3ria: \u201cA grande finalidade da cria\u00e7\u00e3o foi a manifesta\u00e7\u00e3o da gl\u00f3ria de Deus\u201d (A.W. Pink, <em>Deus \u00e9 Soberano,<\/em> S\u00e3o Paulo: Fiel, 1977, p. 84). Deus ainda hoje n\u00e3o deixou de dar testemunho da sua exist\u00eancia e bondoso cuidado para com o homem (At 14.17). Deus est\u00e1 ativo, preservando a sua cria\u00e7\u00e3o para o fim proposto por ele mesmo. \u201cDeus n\u00e3o \u00e9 mero espectador do universo que ele criou. Ele est\u00e1 presente e ativo em todas as partes, como o fundamento que sustenta tudo e o poder que governa tudo o que existe\u201d (L. Boettner, <em>La Predestinaci\u00f3n,<\/em> Grand Rapids, Michigan: TELL. [s.d.], p. 33). A B\u00edblia atesta este fato amplamente (Vejam-se: Ne 9.6; At 17.28; Ef 4.6; Cl 1.17; Hb 1.3) (Veja-se: <em>Confiss\u00e3o de Westminster,<\/em> Cap. V). Deus faz todas as coisas <em>\u201cconforme o conselho da sua vontade\u201d<\/em> (Ef 1.11\/Sl 115.3).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a>\u201cO prop\u00f3sito original de Deus foi que o ser humano partilhasse a intimidade familiar jubilosa da Trindade\u201d (J.I. Packer, <em>O Plano de Deus para Voc\u00ea, <\/em>2. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2005, p. 125).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Veja-se: Tim Chester, <em>Conhecendo o Deus Trino, <\/em>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Editora Fiel, 2016, p. 18.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a>Pelikan (1923-2006) chega a dizer que \u201co dogma da Trindade foi desenvolvido como a resposta da igreja \u00e0 quest\u00e3o sobre a identidade de Jesus Cristo\u201d (Jaroslav Pelikan, <em>A tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3: uma hist\u00f3ria do desenvolvimento da doutrina: O surgimento da tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica 100-600, v. 1, <\/em>S\u00e3o Paulo: Shedd Publica\u00e7\u00f5es, 2014,\u00a0 p. 235).\u00a0 Novamente: \u201cO auge do desenvolvimento doutrinal da igreja primitiva foi o dogma da Trindade\u201d (Jaroslav Pelikan, <em>A tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3: uma hist\u00f3ria do desenvolvimento da doutrina: O surgimento da tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica 100-600, v.. 1,<\/em> p. 185). \u201c\u00c9 verdade que as controv\u00e9rsias cristol\u00f3gicas que remontam ao ano 360 n\u00e3o s\u00e3o no fundo mais do que uma consequ\u00eancia l\u00f3gica das discuss\u00f5es sobre a f\u00e9 trinit\u00e1ria\u201d (B. Studer, Trindade: In: \u00c2ngelo Di Berardino, org. <em>Dicion\u00e1rio Patr\u00edstico e de Antiguidades Crist\u00e3s, <\/em>Petr\u00f3polis, RJ.; S\u00e3o Paulo: Vozes; Paulinas, 2002, p. 1389). \u201c\u00c9 poss\u00edvel argumentar que a doutrina da Trindade encontra-se intimamente associada ao desenvolvimento da doutrina sobre a divindade de Cristo. Quanto mais a igreja insistia no fato de Cristo ser Deus, mas era pressionada a esclarecer a forma como Cristo se relacionava com Deus\u201d (Alister E. McGrath, <em>Teologia Sistem\u00e1tica, hist\u00f3rica e filos\u00f3fica: uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 teologia crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Shedd Publica\u00e7\u00f5es, 2005, p. 378). No final do segundo s\u00e9culo, Irineu (c. 130-200 AD) testemunha que a Igreja de Deus, espalhada por toda face da terra, declarava a sua f\u00e9 trinit\u00e1ria \u2013 conforme recebera dos disc\u00edpulos \u2013, a saber: \u201ca f\u00e9 em um s\u00f3 Deus, Pai onipotente, que fez o c\u00e9u e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um s\u00f3 Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado para nossa salva\u00e7\u00e3o; e no Esp\u00edrito Santo que, pelos profetas, anunciou a economia de Deus\u201d (Irineu, <em>Irineu de Li\u00e3o,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1985, I.10.1. p. 61-62). Ainda segundo ele, esta prega\u00e7\u00e3o era comum na Igreja \u201cUnanimemente as prega, ensina e entrega, como se possu\u00edsse uma s\u00f3 boca\u201d (Irineu, <em>Irineu de Li\u00e3o,<\/em> I.10.2. p. 62).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a>Bavinck faz uma analogia semelhante com o nome plural de Deus: \u201cDeus se revelou mais abundantemente no nome \u2018Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo\u2019. A plenitude que, desde o princ\u00edpio, estava no nome Elohim, foi gradualmente desenvolvida e tornou-se mais plena e manifestamente expressa no nome trinit\u00e1rio de Deus\u201d (Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 150).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> \u00c9 a primeira palavra que aparece em Dt 6.4, derivada do verbo ((m$) (Sh\u00e3ma\u2019), \u201couvir\u201d, envolvendo normalmente a ideia de ouvir com afei\u00e7\u00e3o, entender, obedecer (Veja-se: Hermann J. Austel, Sh\u00e3ma\u2019: In: R. Laird Harris, et. al., eds., <em>Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia do Antigo Testamento,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1998, p. 1586).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a>Conforme express\u00e3o de Edersheim (1825-1889). Veja-se: Alfred Edersheim, <em>La Vida y los Tiempos de Jesus el Mesias,<\/em> Barcelona: CLIE, 1988, v. 1, p. 491.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a>\u201cO verdadeiro <em>mist\u00e9rio <\/em>s\u00f3 pode ser entendido como um <em>mist\u00e9rio <\/em>genu\u00edno mediante a revela\u00e7\u00e3o. (&#8230;) Porque a revela\u00e7\u00e3o do Nome \u00e9 a automanifesta\u00e7\u00e3o do Deus que \u00e9 livre, e exaltado acima deste mundo, \u00e9 s\u00f3 isto que nos confronta com o verdadeiro mist\u00e9rio de Deus. Por isso a revela\u00e7\u00e3o do Nome de Deus est\u00e1 no centro do testemunho b\u00edblico da revela\u00e7\u00e3o\u201d (Emil Brunner, <em>Dogm\u00e1tica<\/em>, S\u00e3o Paulo: Novo S\u00e9culo, 2004, v. 1, p. 157).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a>Cf. Gottfried Quell, ku\/rioj: In: G. Kittel; G. Friedrich, eds. <em>Theological Dictionary of the New Testament<\/em>, 8. ed. Grand Rapids, Michigan: WM. B. Eerdmans Publishing Co., (reprinted) 1982, v. 3, p. 1067. Fretheim fala-nos de cerca de 6800 vezes (Cf. Terence Fretheim, Jav\u00e9: In: Willem A. VanGemeren, org., <em>Novo Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia e Exegese do Antigo Testamento, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 4, p. 736).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> Palavra usada exclusivamente para Deus. Cf. <em>Gesenius\u2019 Hebrew-Chaldee Lexicon to the Old Testament, <\/em>13. ed. Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1978, p. 12b.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a>Sobre os Massoretas, Veja-se: Gleason L. Archer Jr., <em>Merece Confian\u00e7a o Antigo Testamento,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1974, p. 65ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a>Ainda que em menor escala, os Massoretas tamb\u00e9m intercalavam com o <em>tetragrammaton<\/em>, as vogais de &#8216;Elohim. Cf. L. Berkhof, <em>Teologia Sistem\u00e1tica, <\/em>Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 1990, p. 51; G. Hendriksen, <em>El Evangelio Segun San Mateo<\/em>, Grand Rapids, Michigan: Subcomision Literatura Cristiana, 1986, p. 343.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a>Gleason L. Archer Jr., <em>Merece Confian\u00e7a o Antigo Testamento,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1974, p. 66. Veja-se: Terence Fretheim, Jav\u00e9: In: Willem A. VanGemeren, org., <em>Novo Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia e Exegese do Antigo Testamento, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 4, p. 737.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a>Cf. L. Berkhof, <em>Teologia Sistem\u00e1tica<\/em>, Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 1990, p. 51; H. Bavinck, <em>The Doctrine of God, <\/em>2. ed. Grand Rapids, Michigan: W. M. Eerdmans Publishing Co., 1955, p. 102ss.; A.R. Crabtree, <em>Teologia do Velho Testamento,<\/em> 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1977, p. 64; J. Barton Payne, Hawa: In: R. Laird Harris, et. al., eds. <em>Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia do Antigo Testamento, <\/em>S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1998, p. 346; Fran\u00e7ois Turretini, <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 1, p. 253-254. Vejam-se tamb\u00e9m: J. Barton Payne, <em>The<\/em> <em>Theology of the Older Testament, <\/em>Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 1962, p. 147-149; Joel R. Beeke; Paul M. Smalley, <em>\u00a0Teologia Sistem\u00e1tica Reformada, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2020, v. 1, p. 483.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a>Herman Bavinck, <em>The Doctrine of God<\/em>, 2. ed. Grand Rapids, Michigan: W. M. Eerdmans Publishing Co., 1955, p. 103. Cf. tamb\u00e9m, L. Berkhof, <em>Teologia Sistem\u00e1tica<\/em>, Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 1990, p. 51.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a>Veja-se: Walter C. Kaiser, Jr., <em>Teologia do Antigo Testamento<\/em>, S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1980, p. 111-112. G. Aul\u00e9n: &#8220;A f\u00e9 entende a imutabilidade como express\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o inalter\u00e1vel da vontade de Deus e como a afirma\u00e7\u00e3o de que essa vontade, sob todas as circunst\u00e2ncias e em toda a sua atividade, caracteriza-se pelo amor&#8221; (G. Aul\u00e9n, <em>A F\u00e9 Crist\u00e3<\/em>, S\u00e3o Paulo: ASTE, 1965, p. 131).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a> \u201cDeus \u00e9 aquele que existe de si mesmo e por meio de si mesmo, o ser perfeito que \u00e9 absoluto em sabedoria e bondade, justi\u00e7a e santidade, poder e bem-aventuran\u00e7a\u201d (Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 98).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\">[31]<\/a> &#8220;Toda na\u00e7\u00e3o da terra est\u00e1 sob a m\u00e3o divina, porque n\u00e3o h\u00e1 poder neste mundo que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, n\u00e3o seja por Ele controlado. (&#8230;) Deus \u00e9 o Senhor da hist\u00f3ria. (&#8230;) Ele come\u00e7ou o processo hist\u00f3rico, controla-o, e por-lhe-\u00e1 um fim. Jamais devemos perder de vista este fato decisivo&#8221; (D. Martyn Lloyd Jones,<em> Do Temor \u00e0 F\u00e9,<\/em> Miami: Vida, 1985, p. 21).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\">[32]<\/a> D.M. Lloyd-Jones, <em>Deus o Pai, Deus o Filho, <\/em>S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, 1997, p. 323.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\">[33]<\/a> Veja-se: Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 100-101.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\">[34]<\/a><em>\u201cNingu\u00e9m jamais viu a Deus; o Deus unig\u00eanito, que est\u00e1 no seio do Pai, \u00e9 quem o revelou\u201d<\/em> (Jo 1.18).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref35\" name=\"_ftn35\">[35]<\/a>Para um estudo mais detalhado dessa ora\u00e7\u00e3o, veja-se: Hermisten M.P. Costa, <em>A Tua Palavra \u00e9 a Verdade, <\/em>2. ed. Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2012.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref36\" name=\"_ftn36\">[36]<\/a>Veja-se: Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 101-102.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref37\" name=\"_ftn37\">[37]<\/a>\u201cEle n\u00e3o nos manda que subamos incontinenti aos c\u00e9us, e, sim, perscrutando nossa debilidade, Ele mesmo desce at\u00e9 n\u00f3s\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>O Livro dos Salmos,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, (Sl 42.1-3), p. 257). \u201cO Deus verdadeiramente Deus \u00e9 aquele que n\u00e3o \u00e9 conhecido por meio da raz\u00e3o, mas atrav\u00e9s da manifesta\u00e7\u00e3o do seu Nome, o Deus da revela\u00e7\u00e3o\u201d (Emil Brunner, <em>Dogm\u00e1tica<\/em>, S\u00e3o Paulo: Novo S\u00e9culo, 2004, v. 1, p. 162-163).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref38\" name=\"_ftn38\">[38]<\/a>Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 110.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref39\" name=\"_ftn39\">[39]<\/a> \u201c\u2018O nome\u2019 significa tudo quanto est\u00e1 envolvido na pessoa de Deus, tudo quanto nos foi revelado a respeito de Deus. Significa Deus em todos os Seus atributos, Deus em tudo quanto Ele \u00e9 em Si mesmo, Deus em tudo quanto Ele tem realizado e continua realizando\u201d (D. M. Lloyd-Jones, <em>Estudos no Serm\u00e3o do Monte,<\/em> S\u00e3o Paulo: FIEL., 1984, p. 345). \u201cO nome significa a representa\u00e7\u00e3o gloriosa de Deus no mundo criado\u201d (K. Barth, <em>La Oraci\u00f3n,<\/em> Buenos Aires: La Aurora, 1968, p. 45).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref40\" name=\"_ftn40\">[40]<\/a> Her\u00f3doto registra uma tradi\u00e7\u00e3o, relacionada com os Pelasgos, os quais em tempos antigos sacrificavam \u201caos deuses todas as coisas que lhes podiam oferecer (&#8230;) lhes dirigiam preces, n\u00e3o lhes dando, todavia, nem nome nem sobrenome, pois nunca os viram designados por tal forma. Chamavam-nos deuses, de um modo geral, considerando-lhes a fun\u00e7\u00e3o de estabelecer e manter a ordem no universo. N\u00e3o vieram a conhecer sen\u00e3o muito mais tarde os nomes dos deuses, quando os eg\u00edpcios os divulgaram&#8230;.\u201d (Her\u00f3doto,<em> Hist\u00f3ria,<\/em> Rio de Janeiro: Ediouro, [s.d.], II.52).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref41\" name=\"_ftn41\">[41]<\/a> Este verbo \u00e9 empregado por Jo\u00e3o para indicar o in\u00edcio da \u201cmanifesta\u00e7\u00e3o\u201d da gl\u00f3ria do Filho atrav\u00e9s do milagre da transforma\u00e7\u00e3o da \u00e1gua em vinho (Jo 2.11). Coube a Cristo \u2013 Aquele que se manifestou em carne (1Tm 3.16; 2Tm 1.10) \u2013 revelar aos seus santos o \u201cmist\u00e9rio\u201d que estivera oculto a respeito da gl\u00f3ria de Deus, sendo confiado a Paulo este an\u00fancio (Cl 1.26,27\/Tt 1.3). Nesta revela\u00e7\u00e3o do Pai no Filho, vemos a manifesta\u00e7\u00e3o do amor do Deus Pai e do Deus Filho (1Jo 4.9\/1Pe 1.20). A manifesta\u00e7\u00e3o do Filho aniquilou o pecado e o poder do diabo (Hb 9.26; 1Jo 3.5,8). Os irm\u00e3os de Jesus, de forma provocativa, desafiaram-no a manifestar publicamente os Seus sinais (Jo 7.4). Por meio da igreja Deus revela a fragr\u00e2ncia do conhecimento de Cristo (2Co 2.14). A manifesta\u00e7\u00e3o final do Filho ser\u00e1 glorificante (Cl 3.4; 1Pe 5.4; 1Jo 3.2). Os que abandonam definitivamente a Igreja de Cristo revelam quem realmente s\u00e3o (1Jo 2.19).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref42\" name=\"_ftn42\">[42]<\/a> <em>\u201cEm ti, pois, confiam os que <u>conhecem<\/u> <\/em>([dy) (yada)<em> o teu nome, porque tu, SENHOR, n\u00e3o desamparas os que te buscam\u201d<\/em> (Sl 9.10). <em>\u201c<\/em><em>Uns confiam em carros, outros, em cavalos; n\u00f3s, por\u00e9m, nos gloriaremos em o nome do SENHOR, nosso Deus\u201d<\/em> (Sl 20.7). <em>\u201c<\/em><em>A meus irm\u00e3os declararei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da congrega\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> (Sl 22.22). <em>\u201c<\/em><em>E, no seu nome, esperar\u00e3o os gentios\u201d<\/em> (Mt 12.21).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref43\" name=\"_ftn43\">[43]<\/a>Vejam-se: H. Bietenhard, o(\/noma, etc.: In: G. Kittel; G. Friedrich, eds. <em>Theological Dictionary of the New Testament<\/em>, Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1981 (Reprinted), v. 5, p. 242-283; J.A. Motyer, Nome: In: J.D. Douglas, ed. org. <em>O Novo Dicion\u00e1rio da B\u00edblia,<\/em> S\u00e3o Paulo: Junta Editorial Crist\u00e3, 1966, v. 2, p 1120-1122; H. Bietenhard; F.F. Bruce, Nome: In: Colin Brown, ed. ger.<em> O Novo Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia do Novo Testamento,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1981-1983, v. 3, p. 276-284; C. Biber, Nome: In: J.J. von Allmen, dir. <em>Vocabul\u00e1rio B\u00edblico,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo: ASTE., 1972, p. 275-278; J.T. Muller, Nombre: In: E.F. Harrison, ed. <em>Diccionario de Teologia,<\/em> Michigan; T.E.L.L., 1985, p. 370-371; W. Barclay, <em>El Nuevo Testamento Comentado,<\/em> Buenos Aires: La Aurora, 1974, v. 6, p. 232-234; Herman Hoeksema, <em>Reformed Dogmatics,<\/em> 3. ed. Grand Rapids, Michigan: Reformed Publishing Association, 1976, p. 337-338; A. Van Den Born; V. Imschoot, Nome de Deus e Nome Pr\u00f3prio: In: A. Van Den Born, red. <em>Dicion\u00e1rio Enciclop\u00e9dico da B\u00edblia,<\/em> 2. ed. Petr\u00f3polis, RJ.: Vozes, 1977, p. 1048-1050; G. Hendriksen, <em>El Evangelio Segun San Mateo,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Subcomision Literatura Cristiana, 1986, p. 342; A. R. Crabtree, <em>Teologia do Velho Testamento,<\/em> 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1977, p. 61ss.; W.E. Wine, <em>Diccionario Expositivo de Palabras del Nuevo Testamento, <\/em>Terrassa, Barcelona: CLIE., 1984, v. 3, p. 65; R. Youngblood, Significados dos nomes nos Tempos B\u00edblicos. In: Walter A. Elwell, ed. <em>Enciclop\u00e9dia Hist\u00f3rico-Teol\u00f3gica da Igreja Crist\u00e3,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1988-1990, v. 3, p. 25; Emil Brunner, <em>Dogm\u00e1tica<\/em>, S\u00e3o Paulo: Novo S\u00e9culo, 2004, v. 1, p. 155-167; Herman Bavinck, <em>Reformed Dogmatics: God and Creation, <\/em>Grand Rapids, MI.: Baker Academic, 2004, v. 2, p. 95-147; Paulo Anglada, <em>Soli Deo Gl\u00f3ria: O Ser e Obras de Deus, <\/em>Ananindeua, Par\u00e1: Knox Publica\u00e7\u00f5es, 2007, p. 31-53; Russel P. Shedd, <em>A Solidariedade da Ra\u00e7a: O Homem em Ad\u00e3o e em Cristo,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1995, p. 18-20; G. Von Rad, <em>Teologia do Antigo Testamento,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo: ASTE, 1973, v. 1, p. 186-192; H.H. Rowley, <em>A F\u00e9 em Israel: aspectos do pensamento do Antigo Testamento,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1977, p. 52ss.; Daniel I. Block, <em>O Evangelho segundo Mois\u00e9s \u2212 Reflex\u00f5es teol\u00f3gicas e \u00e9ticas no livro de Deuteron\u00f4mio, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2017,\u00a0 p. 255ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref44\" name=\"_ftn44\">[44]<\/a> Cf. Peter C. Craigie; Marvin E. Tate, <em>Psalms 1-50, <\/em>2. ed. Waco: Thomas Nelson, Inc. (Word Biblical Commentary, v. 19), 2004, (Sl 8), p. 107.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref45\" name=\"_ftn45\">[45]<\/a> \u201cO <em>nome<\/em> de Deus, de maneira como o explico, deve ser aqui subentendido como sendo o conhecimento do car\u00e1ter e perfei\u00e7\u00f5es de Deus, at\u00e9 ao ponto em que ele se nos faz conhecido. N\u00e3o aprovo as especula\u00e7\u00f5es sutis daqueles que creem que o nome de Deus significa nada mais nada menos que Deus mesmo\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>O Livro dos Salmos,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1999, v. 1, (Sl 8.1), p. 158).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref46\" name=\"_ftn46\">[46]<\/a>H. Bietenhard; F.F. Bruce, Nome: In: Colin Brown, ed. ger. <em>O Novo Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia do Novo Testamento,<\/em> S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1981-1983, v. 3, p. 281.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref47\" name=\"_ftn47\">[47]<\/a> \u201cNas Escrituras o nome sempre vale pelo car\u00e1ter; vale pela perfei\u00e7\u00e3o da pessoa e seus atributos; representa o que a pessoa realmente \u00e9. O nome \u00e9 o que revela verdadeiramente a pessoa e \u00e9 a conota\u00e7\u00e3o de tudo o que a pessoa \u00e9 na ess\u00eancia\u201d (D. Martyn Lloyd-Jones, <em>Seguros mesmo no Mundo,<\/em> S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, (Certeza Espiritual, v. 2), 2005, p. 52).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref48\" name=\"_ftn48\">[48]<\/a> Veja-se: Emil Brunner, <em>Dogm\u00e1tica<\/em>, S\u00e3o Paulo: Novo S\u00e9culo, 2004, v. 1, p. 167.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref49\" name=\"_ftn49\">[49]<\/a> Joel R. Beeke; Paul M. Smalley, <em>\u00a0Teologia Sistem\u00e1tica Reformada, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2020, v. 1, p. 494.[\/vc_column_text][vc_message message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;grey&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Autor: Hermisten Maia. \u00a9 Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. 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