{"id":65276,"date":"2023-07-19T08:00:04","date_gmt":"2023-07-19T11:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=65276"},"modified":"2023-07-12T14:51:20","modified_gmt":"2023-07-12T17:51:20","slug":"o-senhor-que-remove-verdadeiramente-a-culpa-verdadeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2023\/07\/o-senhor-que-remove-verdadeiramente-a-culpa-verdadeira\/","title":{"rendered":"O Senhor que remove verdadeiramente a culpa verdadeira"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;Artigo 24 da s\u00e9rie Rei e Pastor: O Senhor na vis\u00e3o e viv\u00eancia dos salmistas | clique aqui para ver os demais artigos desta s\u00e9rie&#8221; style=&#8221;classic&#8221; color=&#8221;white&#8221; size=&#8221;sm&#8221; align=&#8221;center&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fvoltemosaoevangelho.com%2Fblog%2Fserie%2Frei-e-pastor-o-senhor-na-visao-dos-salmistas%2F&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h4><strong>Psicologia, autoestima e prega\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>Culpa \u00e9 um conceito legal e objetivo, resultante de uma condena\u00e7\u00e3o pelo fato de ter-se quebrado uma lei ou ordem objetiva.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> Quem quebra a lei \u00e9 culpado. N\u00e3o h\u00e1 genu\u00edna culpa sem um <em>padr\u00e3o<\/em>, e a sua <em>transgress\u00e3o<\/em>. As Escrituras nos ensinam que todos n\u00f3s como seres respons\u00e1veis que somos, tornamo-nos culpados por transgredir\u00a0 a perfeita lei de Deus (Jo 8.34; Rm 5.12; 6.23; Ef 2.1).<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>As psicologias \u2212 que obviamente, n\u00e3o s\u00e3o m\u00e1s em si \u2212, que invadiram os nossos p\u00falpitos \u2013 isso sim \u00e9 mal em si! \u2013,\u00a0 em parte pela aus\u00eancia de pessoas habilitadas para expor as Escrituras com autoridade e integridade, se misturaram com a teologia de tal forma, que conceitos, por vezes, totalmente estranhos \u00e0 Palavra s\u00e3o difundidos com naturalidade sem que nem ao menos percebamos.<\/p>\n<p>Um dos conceitos propalados nesta psicologiza\u00e7\u00e3o t\u00e3o popular e, ao mesmo tempo, mal\u00e9fica, \u00e9 de que devemos eliminar o sentimento de culpa; vamos \u00e0 igreja para nos sentir bem.<\/p>\n<p>Outro ensinamento associado a esse, \u00e9 o da import\u00e2ncia de cultivarmos uma elevada autoestima. Por isso, o ensino que ameace ainda que tenuemente o seu superlativo autoconceito, \u00e9 rejeitado como n\u00e3o edificante, alienante e destruidor. Afinal, participo do culto para sair mais leve e solto, n\u00e3o com tristeza ou pesar, queixa-se de modo frustrante o adepto desse tipo de pensamento.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, prover recursos que aliviem o sentimento de culpa parecer\u00e1 sempre bem-vindo, visto que tal sentimento \u00e9 um incrementador de nossa ansiedade (Pv 28.1).<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Calvino denominou essa atitude de orgulho:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Desejosos de manter nossa autoestima, levamos muito a s\u00e9rio quando somos desprezados. Essa doen\u00e7a da natureza humana \u00e9 t\u00e3o generalizada que cada pessoa deseja que seus v\u00edcios agradem a outros. Se algu\u00e9m nos desaprova por alguma coisa que fazemos ou dizemos, nos sentimos imediatamente ofendidos sem qualquer raz\u00e3o plaus\u00edvel. Que cada um de n\u00f3s examine a si mesmo, e encontrar\u00e1 essa semente do orgulho em sua mente, at\u00e9 que a mesma seja erradicada pelo Esp\u00edrito de Deus.<\/em><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, devemos mimar a crian\u00e7a que h\u00e1 dentro de n\u00f3s \u2013 o Peter Pan que se nega a amadurecer preferindo cultivar a sua alegria descompromissada<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> \u2013, dizem. Como se a sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o termos culpa ou promover um alto conceito de n\u00f3s mesmos mudasse a realidade do que somos.<\/p>\n<h4><strong>Culpa e sentimento de culpa<\/strong><\/h4>\n<p>Enquanto a culpa \u00e9 objetiva, o sentimento de culpa \u00e9 subjetivo. \u00c9 nesta subjetividade que encontramos uma nuance de grande import\u00e2ncia. Todos somos culpados mas, nem todos tem o sentimento de culpa. O n\u00e3o sentimento de culpa n\u00e3o nos inocenta.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>Por sua vez, nem todo sentimento de culpa \u00e9 resultado de uma real culpa. Ele pode ser derivado de uma interpreta\u00e7\u00e3o errada, associada, por exemplo, a usos e costumes aprendidos que n\u00e3o s\u00e3o em si mesmos atos pecaminosos mas, foi assim que voc\u00ea foi educado.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> Deste modo, quando quebra algum princ\u00edpio de sua educa\u00e7\u00e3o, sente-se culpado por um \u201cconstrangimento social\u201d (Freud).<\/p>\n<p>Neste caso, o princ\u00edpio que deve ser aplicado, \u00e9 examinar biblicamente se o que aprendemos como sendo pecado \u00e9 de fato pecado. Outro ponto, que Sproul analisa, \u00e9 a quest\u00e3o da f\u00e9 e da consci\u00eancia. Quando agimos sem f\u00e9, cometemos pecado porque pecamos contra nossa consci\u00eancia.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>Sproul \u00e9 bastante contundente:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A presen\u00e7a de sentimentos de culpa n\u00e3o indica automaticamente a presen\u00e7a de culpa objetiva com respeito a uma a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, mas pode representar a presen\u00e7a da culpa de agir contra a pr\u00f3pria consci\u00eancia. A conclus\u00e3o \u00e9 que, toda vez que experimentamos sentimentos de culpa, precisamos parar e perguntar a n\u00f3s mesmos t\u00e3o honestamente quanto poss\u00edvel: \u201cEu transgredi a lei de Deus?\u201d.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A <strong>culpa psicol\u00f3gica, <\/strong>que pode perdurar pela falsa ideia de pecado ou, pela compreens\u00e3o equivocada da obra expiat\u00f3ria de Cristo e do completo perd\u00e3o de Deus, deve ser superada biblicamente.(1Jo 1.9; 3.5; Jo 1.29)<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>No entanto, a autoestima n\u00e3o ir\u00e1 vencer o <strong>genu\u00edno<\/strong> sentimento de culpa resultante de um pecado <strong>real<\/strong>. Somente o Evangelho pode nos mostrar o que realmente somos e como podemos nos tornar em Cristo.<\/p>\n<p>Buber (1878-1965), tem um insight muito perspicaz:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Se Deus faz essa pergunta [\u201cOnde voc\u00ea est\u00e1?\u201d], Ele n\u00e3o quer saber algo que ainda n\u00e3o saiba sobre a pessoa; Ele quer provocar alguma coisa nessa pessoa, algo que s\u00f3 pode ser provocado dessa maneira \u2013 com a condi\u00e7\u00e3o de que a pergunta atinja o cora\u00e7\u00e3o da pessoa, de que a pessoa se permita ser atingida no cora\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ad\u00e3o se esconde para n\u00e3o ter de dar satisfa\u00e7\u00f5es, para escapar da responsabilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria vida. Dessa maneira, todos os homens se escondem, pois todos s\u00e3o Ad\u00e3o e est\u00e3o na situa\u00e7\u00e3o de Ad\u00e3o. Para escapar da responsabilidade por sua vida, a exist\u00eancia \u00e9 transformada num sistema de esconderijos.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p data-pm-slice=\"1 1 []\">A autoestima n\u00e3o ir\u00e1 vencer o <strong>genu\u00edno<\/strong> sentimento de culpa resultante de um pecado <strong>real<\/strong>. Somente o Evangelho pode nos mostrar o que realmente somos e como podemos nos tornar em Cristo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Sentimento de culpa como b\u00ean\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que se diga que o problema humano n\u00e3o \u00e9 a culpa mas, sim, o pecado. Tendemos a criticar as consequ\u00eancias de nossos atos ignorando que a sequ\u00eancia \u00e9 decorrente de escolhas nossas. Devemos considerar tamb\u00e9m, que o sentimento de culpa n\u00e3o \u00e9 necessariamente resultante do pecado mas, da gra\u00e7a restauradora de Deus que deseja nos conduzir ao arrependimento de nossos pecados.<\/p>\n<p>Por isso, uma das consequ\u00eancias do pecado \u00e9 a culpa. \u201cQuando Ad\u00e3o e Eva cometeram sua primeira transgress\u00e3o, a vergonha e a culpa foram sentidas pela primeira vez na hist\u00f3ria humana\u201d, escreve Sproul (1939-2017).<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> Ele est\u00e1 correto \u00e0 luz do que escreve Paulo: <sup>\u00a0<\/sup><em>\u201cOra, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja <u>culp\u00e1vel<\/u><\/em> <a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> <em>perante Deus\u201d<\/em> (Rm 3.19).<\/p>\n<p>O pecado n\u00e3o \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o crist\u00e3, antes \u00e9 a realidade do homem ap\u00f3s a Queda, quando nossos primeiros Pais desobedeceram a Deus resultando tal ato em vergonha e culpa.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Culpa e autoestima<\/strong><\/h4>\n<p>MacArthur \u00e9 cir\u00fargico:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Culpa<\/strong> n\u00e3o conduz \u00e0 dignidade e nem \u00e0 autoestima. A sociedade encoraja o pecado, mas n\u00e3o tolera a culpa produzida por ele.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14] <\/a><\/em><\/p>\n<p><em>A verdadeira culpa tem somente uma causa: o pecado. At\u00e9 que o pecado seja tratado, a consci\u00eancia lutar\u00e1 para acusar. E o pecado \u2013 e n\u00e3o a baixa estima \u2013 \u00e9 o que o Evangelho veio derrotar.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>As pessoas querem pecar, mas sem culpa&#8230;.<\/em><a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><em>[<\/em>16]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O cristianismo n\u00e3o \u00e9 uma religi\u00e3o de doen\u00e7a e enfermidade com \u00eanfase m\u00f3rbida e patol\u00f3gica no pecado. Mesmo sabendo que o cristianismo n\u00e3o \u00e9 triste nem melanc\u00f3lico, devemos pontuar que as Escrituras evidenciam de forma franca os nossos pecados para que, buscando o perd\u00e3o, nos alegremos no Senhor da Gl\u00f3ria, rico em miseric\u00f3rdia<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a> (Sl 16.11; Gl 5.22; Fp 3.1; 4.4; 1Ts 5.16). A alegria do Esp\u00edrito \u00e9 resultado de um cora\u00e7\u00e3o guiado por Ele.<\/p>\n<p>O cristianismo trata essencialmente com doentes e, sincera e misericordiosamente apresenta com clareza, sinceridade e compaix\u00e3o o seu diagn\u00f3stico terminal se permanecer distante de Deus. Por\u00e9m, ao mesmo tempo, apresenta a cura definitiva na expia\u00e7\u00e3o de Cristo Jesus.<\/p>\n<p>A cura em Cristo tem sido intensamente demonstrada ao longo da hist\u00f3ria. A sua verifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 diante de todos por meio da vida da igreja constitu\u00edda de pecadores enfermos em seus pecados, mas, que foram curados, restabelecidos em Cristo e caminham, por gra\u00e7a, em dire\u00e7\u00e3o a Deus.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o podemos falar de perd\u00e3o sem considerarmos o pecado. Ali\u00e1s, sem consci\u00eancia de pecado n\u00e3o podemos sequer ter uma dimens\u00e3o clara do que seja o perd\u00e3o b\u00edblico.<\/p>\n<p>Mohler Jr., coloca bem a quest\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Onde o pecado n\u00e3o \u00e9 encarado como pecado, a gra\u00e7a n\u00e3o pode ser gra\u00e7a. Que necessidade de expia\u00e7\u00e3o poderiam ter homens e mulheres quando lhes \u00e9 dito que o seu problema mais profundo \u00e9 algo menos do que aquilo que a B\u00edblia ensina explicitamente? O ensino fraco sobre o pecado leva \u00e0 gra\u00e7a barata e n\u00e3o conduz ao evangelho.<\/em><a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jesus Cristo veio salvar os enfermos, n\u00e3o os supostamente s\u00e3os: <em>\u201c<sup>31<\/sup> Respondeu-lhes Jesus: Os s\u00e3os n\u00e3o precisam de m\u00e9dico, e sim os doentes.\u00a0 <sup>32<\/sup> N\u00e3o vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento\u201d<\/em> (Lc 5.31-32).<\/p>\n<h4><strong>Estado terminal<\/strong><\/h4>\n<p>Considerar-nos s\u00e3os quando na realidade estamos em um estado terminal, \u00e9 algo terrivelmente nocivo a todos n\u00f3s.\u00a0 O cristianismo n\u00e3o provoca a doen\u00e7a, nem ensina o \u201cdesprezo pelo corpo\u201d, tendo \u201crancor dos enfermos\u201d, como propalava Nietzsche (1844-1900),<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a> antes a diagnostica e apresenta o rem\u00e9dio.<\/p>\n<p>Stott \u00e9 preciso: <em>\u201cUma consci\u00eancia culpada ser\u00e1 uma grande b\u00ean\u00e7\u00e3o somente se nos for\u00e7ar a voltar para casa\u201d<\/em>.<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a><\/p>\n<p>Por isso, o sentimento de culpa pode ser uma das b\u00ean\u00e7\u00e3os de Deus para que n\u00e3o nos entreguemos totalmente ao pecado e \u00e0s suas resistentes amarras. \u201cA culpa que sentimos como pecadores \u00e9 leg\u00edtima, natural e at\u00e9 mesmo apropriada\u201d, conclui MacArthur.<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a><\/p>\n<p>E quanto ao sentimento de culpa resultante de uma interpreta\u00e7\u00e3o errada dos fatos e de nossa responsabilidade?<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, essa sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 terr\u00edvel porque nos culpamos por algo que, na realidade n\u00e3o praticamos, portanto, n\u00e3o somos culpados. Isso, sem d\u00favida, nos neutraliza, colocando um peso imenso sobre nossos ombros. \u00c0 semelhan\u00e7a de Atlas, sentimo-nos condenados a carregar os c\u00e9us sobre os nossos ombros, nos destruindo em nossa caminhada produtiva de obedi\u00eancia e louvor a Deus.<\/p>\n<p>Para o sentimento de culpa decorrente de uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada da realidade, da mesma forma, devemos suplicar a Deus que nos liberte desse sentimento e que nos d\u00ea uma compreens\u00e3o adequada da realidade, amparados na obra de Cristo que nos perdoa de todos os nossos pecados, inclusive deste\u00a0 que, por vezes \u00e9 decorrente de um julgamento errado a respeito de nossos poderes e por isso, de nossa responsabilidade.<\/p>\n<p>Portanto, esse sentimento pode se constituir no caminho para, por gra\u00e7a, compreendermos que a solu\u00e7\u00e3o para o nosso problema n\u00e3o est\u00e1 em um simples autoexame, medita\u00e7\u00f5es ou t\u00e9cnicas respirat\u00f3rias, mas no arrependimento sincero e confiss\u00e3o a Deus de nossa culpa.<\/p>\n<p>Algo fundamental para a solu\u00e7\u00e3o de um problema, \u00e9 ter uma defini\u00e7\u00e3o clara e correta sobre ele. Defini\u00e7\u00e3o \u00e9 delimita\u00e7\u00e3o. A defini\u00e7\u00e3o, sendo apropriada, nos permite ver o objeto como ele de fato \u00e9.<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a> A\u00a0 conceitua\u00e7\u00e3o de Espinosa (1632-1677) \u00e9-nos orientadora: &#8220;A verdadeira defini\u00e7\u00e3o de cada coisa n\u00e3o envolve nem exprime sen\u00e3o a natureza da coisa definida&#8221;.<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a><\/p>\n<p>Deus por meio de sua Palavra nos mostra com objetividade o que somos. Deus nos leva a s\u00e9rio bem como o problema do pecado, da culpa e da condena\u00e7\u00e3o humana. Ele n\u00e3o nos \u00e9 indiferente a despeito de nosso sofrimento gerado como consequ\u00eancia de nossa desobedi\u00eancia.<\/p>\n<p>Poythress est\u00e1 correto ao dizer que o \u201cproblema fundamental \u00e9 o problema do pecado e da culpa (&#8230;) Somente quando come\u00e7amos a ver a magnitude do problema \u00e9 que desistimos de seguir nossos pr\u00f3prios caminhos, fazer nossas pr\u00f3prias regras e seguir nossos pr\u00f3prios desejos\u201d.<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a><\/p>\n<h4><strong>Culpa \u00e9 sintoma: tratemos da causa<\/strong><\/h4>\n<p>Por isso n\u00f3s n\u00e3o tratamos primariamente da culpa, mas do que gerou a culpa. O sentimento de culpa sendo verdadeiro, no sentido de que de fato somos culpados, \u00e9 um sintoma importante que indica a necessidade de sermos tratados espiritual e moralmente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a culpa \u00e9 de certa forma um lembran\u00e7a espiritual e nost\u00e1lgica daquilo que fomos. H\u00e1 uma sensibilidade inerente a n\u00f3s que aponta para o fato de termos sido criados \u00e0 imagem de Deus mas, que com a queda, essa imagem desfigurada e caricata, tenta com insist\u00eancia, destruir esses resqu\u00edcios do nosso Criador que est\u00e3o impregnados em nossa mem\u00f3ria ontol\u00f3gica.<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a><\/p>\n<p>Com a nossa regenera\u00e7\u00e3o espiritual, nossa imagem \u00e9 restaurada e, com ela recuperamos em Cristo aspectos fundamentais do homem criado. Em Cristo recuperamos as dores benditas de uma consci\u00eancia iluminada pelo Esp\u00edrito, mas, que ainda lida com o nosso pecado.<\/p>\n<p>Deus n\u00e3o nos trata com paliativos. Por isso, Ele n\u00e3o simplesmente nos \u201cdesculpa\u201d de forma banal e corriqueira. Ele nos perdoa. No perd\u00e3o de Deus e sua internaliza\u00e7\u00e3o em nossos cora\u00e7\u00f5es encontramos a solu\u00e7\u00e3o definitiva para nossa culpa que foi levada por Jesus Cristo sobre a cruz, nos perdoando de todos os pecados. Tudo foi feito pela gra\u00e7a; nada ficou para tr\u00e1s; Ele nos perdoou completa e totalmente.<\/p>\n<p>Portanto, o caminho para a liberta\u00e7\u00e3o da culpa real, \u00e9 o arrependimento sincero e a confiss\u00e3o de nossos pecados, reconhecendo a gra\u00e7a de Deus em nossa vida.<\/p>\n<h4><strong>A import\u00e2ncia dos sintomas<\/strong><\/h4>\n<p>O sentimento de culpa, nestes casos, \u00e9 gra\u00e7a! \u00c9 o Esp\u00edrito indicando de forma convincente que algo est\u00e1 errado; que transgredimos a Palavra de Deus.<\/p>\n<p>Por exemplo, a sensa\u00e7\u00e3o indesejada de dor, como quando tocamos distraidamente em um ferro quente, propicia um alerta para evitar um mal maior.<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a> O painel do carro<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a> que com tanta frequ\u00eancia em nosso pa\u00eds acende indicando problemas na \u201cinje\u00e7\u00e3o\u201d, \u00e9 indesejado, por\u00e9m, passa a ser um sinal important\u00edssimo at\u00e9 ent\u00e3o impercept\u00edvel, de que algo est\u00e1 errado. Em geral, para nossa alegria (n\u00e3o \u00e9 a \u201cinje\u00e7\u00e3o\u201d) e tristeza, \u00e9 o combust\u00edvel do posto \u201cconfi\u00e1vel\u201d com \u201cbandeira\u201d, que n\u00e3o atende \u00e0s especifica\u00e7\u00f5es da mistura, j\u00e1 por si s\u00f3, bastante generosa&#8230;. Portanto, a luz vermelha n\u00e3o \u00e9 o problema. Ela apenas indica que algo est\u00e1 errado.<\/p>\n<p>Mohler escreveu sobre a quest\u00e3o do pecado e de suas consequ\u00eancias:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O medo do pecado e de suas consequ\u00eancias leva todos \u00e0 necessidade da gra\u00e7a de Deus por meio do evangelho de Jesus Cristo. Este \u00e9 o grande paradoxo da vida crist\u00e3. O mundo deseja que fujamos de nossa culpa. A culpa \u00e9 vista como um inimigo que deve ser morto. Os livros de autoajuda enchem as prateleiras das livrarias porque as pessoas tentam implacavelmente esmagar o sentimento interior de culpa. Para o crist\u00e3o, por\u00e9m, a culpa \u00e9 um presente. Esse sentimento de culpa insaci\u00e1vel e incans\u00e1vel nos leva \u00e0 \u00fanica esperan\u00e7a que temos. Os pecadores devem abra\u00e7ar a culpa infinita em que vivem se quiserem encontrar a gra\u00e7a infinita de Deus. Quando reconhecemos nossa culpa, ent\u00e3o, e apenas ent\u00e3o, podemos chegar \u00e0quela fonte carmesim de esperan\u00e7a, o sangue de Jesus que nos purifica.<\/em><a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portanto, o sentimento de culpa n\u00e3o \u00e9 o fim, mas, por vezes, \u00e9 o meio utilizado por Deus para restringir o mal e nos conduzir, no momento pr\u00f3prio, de volta a Ele pela Palavra.<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\">[29]<\/a><\/p>\n<h4><strong>Consci\u00eancia limpa, significa estar sem pecado?<\/strong><\/h4>\n<p>A nossa consci\u00eancia, n\u00e3o cauterizada, tem um papel importante nesse processo, de alguma forma nos deixando intranquilos com o nosso pecado (1Tm 4.2\/1Co 4.3-5).<a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\">[30]<\/a><\/p>\n<p>Keller (1950-2023), faz uma \u00fatil aplica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O fato de Paulo ter a consci\u00eancia limpa n\u00e3o faz diferen\u00e7a. Observe com aten\u00e7\u00e3o o que ele diz no vers\u00edculo 4: \u201cMinha consci\u00eancia est\u00e1 limpa, mas isso n\u00e3o me torna inocente\u201d. A consci\u00eancia dele pode estar limpa \u2014 mas Paulo sabe que consci\u00eancia limpa n\u00e3o faz dele um homem inocente. Hitler talvez tivesse a consci\u00eancia limpa, mas isso n\u00e3o significa que ele era inocente.<\/em><a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\">[31]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 importante que se diga que a nossa consci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 infal\u00edvel nem \u00e9 padr\u00e3o de verdade. Ela pode refletir simplesmente aspectos de nossa educa\u00e7\u00e3o e tradi\u00e7\u00e3o. A Palavra de Deus tamb\u00e9m nos liberta de falsas tradi\u00e7\u00f5es criadas \u00e0 revelia e contr\u00e1rias \u00e0 Palavra. Deste modo, a minha consci\u00eancia pode estar simplesmente se manifestando por eu agir contra tais tradi\u00e7\u00f5es e n\u00e3o contra a Palavra. (Rm 14.14, 20-23; 1Co 10.25-29; 1Tm 4.4-5).<\/p>\n<p>Devemos cultivar uma consci\u00eancia santa \u2013 n\u00e3o legalistamente m\u00f3rbida \u2013, instru\u00edda pela\u00a0 Palavra e, por isso mesmo, sens\u00edvel aos preceitos de Deus. A purifica\u00e7\u00e3o e lapida\u00e7\u00e3o de nossa consci\u00eancia deve ser saturada com a Palavra a fim de que ela seja inundada pelos ensinos do Senhor.<\/p>\n<p>Packer escreveu magistralmente sobre isso:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Uma consci\u00eancia educada e sens\u00edvel \u00e9 um monitor de Deus. Ela atenta para as qualidades morais do que fazemos ou planejamos fazer, condena a ilegalidade e irresponsabilidade e faz com que nos sintamos culpados, envergonhados e temerosos da futura retribui\u00e7\u00e3o que, segundo ela, merecemos quando nos permitimos desafiar seus limites. A estrat\u00e9gia de Satan\u00e1s \u00e9 corromper, tornar insens\u00edvel e, se poss\u00edvel, matar a nossa consci\u00eancia. O relativismo, materialismo, narcisismo, secularismo e hedonismo do mundo ocidental contempor\u00e2neo lhe presta grande ajuda neste sentido. Sua tarefa \u00e9 ainda mais facilitada pelo modo como as fraquezas morais do mundo foram aceitas na igreja contempor\u00e2nea.<\/em><a href=\"#_ftn32\" name=\"_ftnref32\">[32]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma consci\u00eancia assim educada e preservada, \u00e9 nossa aliada na preven\u00e7\u00e3o do mal e de suas tenta\u00e7\u00f5es (Sl 119.11). A Palavra nos ensina que andar em justi\u00e7a \u00e9 uma forma preventiva de nos guardar da corrup\u00e7\u00e3o do pecado: <em>\u201cA <u>justi\u00e7a<\/u><\/em> (tsedaqah) <em><u>guarda<\/u><\/em> (natsar)\u00a0 (observar,<a href=\"#_ftn33\" name=\"_ftnref33\">[33]<\/a> preservar,<a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\">[34]<\/a> seguir<a href=\"#_ftn35\" name=\"_ftnref35\">[35]<\/a>) <em>ao que anda em <u>integridade<\/u><\/em> (<em>tom<\/em>),<a href=\"#_ftn36\" name=\"_ftnref36\">[36]<\/a> <em>mas a mal\u00edcia subverte ao pecador\u201d<\/em> (Pv 13.6).<a href=\"#_ftn37\" name=\"_ftnref37\">[37]<\/a><\/p>\n<p>Quando seguimos a justi\u00e7a de Deus, estamos amparados nos seus ensinamentos que s\u00e3o perfeitos; n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o neles. A Palavra de Deus, dentro dos limites pr\u00f3prios do revelado, \u00e9 uma express\u00e3o perfeita do que Deus \u00e9 e do que Ele deseja de n\u00f3s. Desse modo, podemos estar seguros em seus caminhos.<\/p>\n<p>Certamente, uma das formas de nos preservar no caminho da justi\u00e7a \u00e9 educar-nos a contentar-nos com o que temos, sem nos deixar fascinar pelo caminho tortuoso, aparentemente f\u00e1cil e promissor da injusti\u00e7a: <em>\u201cMelhor \u00e9 o pouco, havendo <u>justi\u00e7a<\/u><\/em> (tsedaqah), <em>do que grandes rendimentos com injusti\u00e7a\u201d<\/em> (Pv 16.8).<\/p>\n<p>Por sua vez, quando a injusti\u00e7a \u00e9 institucionalizada, ela, aparentemente deixa de ser injusti\u00e7a. Quando os interesses est\u00e3o acima de princ\u00edpios, podemos justificar todas as coisas ao nosso alvitre. Quando os fins justificam os meios, significa que os fins foram sacralizados e, por isso mesmo, os meios j\u00e1 est\u00e3o santificados ou, digamos, perfeitamente racionalizados e legitimados.<\/p>\n<p>Por isso, a B\u00edblia nos ensina enfaticamente que a justi\u00e7a que devemos seguir \u00e9 a de Deus, conforme \u00e9-nos ensinada por Jesus Cristo. Devemos saturar o nosso cora\u00e7\u00e3o com a Palavra para que possamos ter uma consci\u00eancia teoc\u00eantrica; um pensar b\u00edblico.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de 30 anos (1993) o\u00a0 premiado colunista\u00a0 norte-americano Charles Krauthammer (1950-2018), comentou de forma tristemente perspicaz, o fato de Katherine Power \u2013 que em companhia de 3 outros criminosos, havia assaltado um banco em 1970, culminando com a morte de um policial\u00a0 (Schroeder) alvejado com um tiro pelas costas, deixando \u00f3rf\u00e3os seus 9 filhos pequenos \u2013, depois de 23 anos foragida, vivendo com outro nome, se apresentou \u00e0 pol\u00edcia de Boston.<a href=\"#_ftn38\" name=\"_ftnref38\">[38]<\/a><\/p>\n<p>Ela declarou \u00e0 imprensa que suas atitudes no passado foram \u201cing\u00eanuas e impensadas\u201d. Disse tamb\u00e9m que sabia que deveria respoder a essas acusa\u00e7\u00f5es do passado para poder viver com total autencidade no presente. Comenta Krauthammer: \u201cPower veio do frio em busca de \u2018autenticidade total\u2019. N\u00e3o por remorso ou resigna\u00e7\u00e3o. N\u00e3o buscando perd\u00e3o ou arrependimeno\u201d. Seu marido, de forma mais espec\u00edfica, disse que\u00a0 \u201cEla n\u00e3o voltou por causa da culpa. Ele queria sua vida de volta. Ela quer ser \u00edntegra\u201d.<a href=\"#_ftn39\" name=\"_ftnref39\">[39]<\/a><\/p>\n<p>Observem que os conceitos de pecado, arrependimento e culpa est\u00e3o totalmente ausentes. Ela participou de um assalto, da morte de um policial com todos os outros elementos decorrentes e, agora, passados 23 anos, quer voltar \u00e0 sua autenticidade, sem culpa nem arrependimento. Reassumindo o seu nome e sofrendo a penalidade, ela quer ser ela mesma e ponto. Deseja afirmar a sua autenticidade.\u00a0 A grande quest\u00e3o \u00e9 esta. Temos uma terapia sem pecado e sem sentimento de culpa. N\u00f3s nos perdoamos e est\u00e1 tudo acabado. Seguida essa linha de racioc\u00ednio ela estar\u00e1 curada; recuperou o seu senso do \u201cEu\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 natural ao ser humano, quando n\u00e3o consegue eliminar os conceitos de pecado, culpa e arrependimento, tentar retardar o m\u00e1ximo poss\u00edvel a sua aceita\u00e7\u00e3o. Quando seus malabarismos terap\u00eauticos se deparam com uma rua sem sa\u00edda, apelam para, quem sabe, um \u00faltimo recurso: mudan\u00e7a de nomes.<\/p>\n<p>Buscamos agora, n\u00e3o mais o arrependimento de nosso pecado, mas a restaura\u00e7\u00e3o do nosso eu, a integridade de nosso \u201cself\u201d. Afinal, sentimento de culpa e pecado s\u00e3o express\u00f5es criadas pela religi\u00e3o e mais especificamente pelo cristianismo para nos dominar (Nietzsche). Por isso, precisa ser eliminado.<\/p>\n<p>Onde n\u00e3o h\u00e1 padr\u00f5es, leis e normas, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para pecado, arrependimento e sentimento de culpa. Tamb\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1rio que se diga, que n\u00e3o haver\u00e1 espa\u00e7o para confiss\u00e3o, gra\u00e7a, expia\u00e7\u00e3o, perd\u00e3o e reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/serie\/rei-e-pastor-o-senhor-na-visao-dos-salmistas\/\">Clique AQUI<\/a>\u00a0para ver os demais artigos da s\u00e9rie!<br \/>\n<a class=\"external\" href=\"https:\/\/www.editorafiel.com.br\/48_hermisten-maia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique AQUI<\/a>\u00a0para conhecer os excelentes livros de Hermisten Maia pela Editora Fiel.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>Veja-se: Culpa: In: Carl F.H. Henry, org. <em>Dicion\u00e1rio de \u00c9tica Crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2007, p. 152-153.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u201cCulpa \u00e9 aquilo em que uma pessoa incorre quando transgride uma lei\u201d (R.C. Sproul, O que posso fazer com minha culpa? S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 2013, p. 6).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a><em>\u201cFogem os <u>perversos<\/u> <\/em>(rasha) (= \u00edmpios)<em>, sem que ningu\u00e9m os persiga; mas o justo \u00e9 intr\u00e9pido como o le\u00e3o\u201d<\/em> (Pv 28.1\/Lv 26.17,36; Sl 53.5). O caminho do \u00edmpio ainda que por um momento pare\u00e7a florescente, n\u00e3o prevalecer\u00e1; antes, perecer\u00e1 (Sl 1.5-6). Ele se perde, sendo infrut\u00edfero (Sl 112.10; Pv 10.28; 11.7). Isto porque o ju\u00edzo pertence a Deus (Dt 1.17). <em>\u201cVi um \u00edmpio prepotente a expandir-se qual cedro do L\u00edbano. Passei, e eis que desaparecera; procurei-o, e j\u00e1 n\u00e3o foi encontrado. Observa o homem \u00edntegro, e atenta no que \u00e9 reto; porquanto o homem de paz ter\u00e1 posteridade\u201d<\/em> \u00a0(Sl 37.35-37). O cedro do L\u00edbano \u00e9 conhecido pela sua durabilidade e estatura (Ez 31.3; Am 2.9), podendo atingir 40 metros de altura.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>Jo\u00e3o Calvino,<em> O Evangelho segundo Jo\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Editora Fiel, 2015, v. 1, (Jo 4.9), p. 157. \u201cT\u00e3o tendenciosas s\u00e3o as sutilezas, nas quais os homens orgulhosos buscam gl\u00f3ria para si pr\u00f3prios, que subvertem a genu\u00edna doutrina do Evangelho, a qual \u00e9 simples e despretensiosa\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Pastorais,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos,1998, (1Tm 6.20), p. 186).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>Veja-se: J.I. Packer, <em>A Redescoberta da santidade, <\/em>\u00a02. ed. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2018, p. 157-158.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Veja-se o pequeno e excelente livro de Sproul. R.C. Sproul, <em>O que posso fazer com minha culpa? <\/em>\u00a0S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 2013, p. 9-11.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Veja-se: Paul Tournier, <em>Culpa e Gra\u00e7a: uma an\u00e1lise do sentimento de culpa e o ensino, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: ABU., 1985, p. 71ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Vejam-se alguns exemplos deste caso em R.C. Sproul, <em>O que posso fazer com minha culpa? <\/em>\u00a0S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 2013, p. 11ss.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a>R.C. Sproul, <em>O que posso fazer com minha culpa?<\/em> S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 2013, p. 13-14.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Sobre esses pontos, veja-se: Francis A. Schaeffer, <em>Verdadeira espiritualidade, <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Fiel, 1980, p. 144-156.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a>Martin Buber, <em>O caminho do homem segundo o ensinamento chass\u00eddico, <\/em>S\u00e3o Paulo: \u00c9 Realiza\u00e7\u00f5es, 2011, p. 10.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a>R.C. Sproul, <em>Estudos b\u00edblicos expositivos em Romanos, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, p. 109.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Termo jur\u00eddico que indica algu\u00e9m evidentemente culpado, j\u00e1 n\u00e3o havendo possibilidade de defesa.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a>John F. MacArthur, Jr., <em>\u00a0Sociedade Sem Pecado<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2002, p. 17.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a>John F. MacArthur, O Aconselhamento e a pecaminosidade humana: In: John F. MacArthur, et. al., eds.<em> Introdu\u00e7\u00e3o ao aconselhamento b\u00edblico: um guia b\u00e1sico dos princ\u00edpios e pr\u00e1tica do aconselhamento, <\/em>S\u00e3o Paulo: Hagnos, 2004, p. 130.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> John F. MacArthur, Jr., <em>\u00a0Sociedade Sem Pecado<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2002, p. 25.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> \u201cA verdadeira alegria da vida crist\u00e3 tamb\u00e9m depende de um correto entendimento da doutrina\u201d\u00a0 (D. Martyn Lloyd-Jones, <em>A Vida de Paz, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, 2008, p. 26). \u201cUma das gl\u00f3rias da mensagem crist\u00e3 \u00e9 que ela oferece alegria e d\u00e1 alegria real. O indiv\u00edduo tristonho, desanimado e de cara-amarrada n\u00e3o \u00e9 bom representante do verdadeiro cristianismo\u201d (David Martyn Lloyd-Jones, <em>Uma Na\u00e7\u00e3o sob a Ira de Deus: estudos em Isa\u00edas 5<\/em>, 2. ed. Rio de Janeiro: Textus, 2004,\u00a0 p. 62).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a>Albert Mohler Jr., <em>O Desaparecimento de Deus, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2010, p. 32.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> Veja-se: F. Nietzsche, <em>O Anticristo, <\/em>4. ed. Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es de Ouro, \u00a9 1985, p. 99-101.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> John R.W. Stott, <em>A Cruz de Cristo,<\/em> Miami: Editora Vida, 1991, p. 88.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> John F. MacArthur, O aconselhamento e a pecaminosidade humana: In: John F. MacArthur, et. al., eds. <em>\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o ao aconselhamento b\u00edblico: um guia b\u00e1sico dos princ\u00edpios e pr\u00e1tica do aconselhamento, <\/em>S\u00e3o Paulo: Hagnos, 2004, p. 138. Do mesmo modo, escreveu Stott: \u201cSe os seres humanos pecaram (o que aconteceu), e se s\u00e3o respons\u00e1veis por seus pecados (o que s\u00e3o), ent\u00e3o s\u00e3o culpados perante Deus. A culpa \u00e9 dedu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica das premissas do pecado e responsabilidade. Erramos por nossa pr\u00f3pria falta, e, portanto, devemos arcar com a justa penalidade de nosso erro\u201d (John R.W. Stott, <em>A Cruz de Cristo,<\/em> Miami: Editora Vida, 1991, p. 86).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a>\u201cUma defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o arbitr\u00e1ria deve afirmar o conjunto de caracter\u00edsticas singulares compartilhado por todas as coisas do tipo que est\u00e1 sendo definido\u201d (Roy A. Clouser, <em>O mito da neutralidade religiosa: Um ensaio sobre a cren\u00e7a religiosa e seu papel no pensamento te\u00f3rico<\/em>, Bras\u00edlia, DF.: Editora Monergismo, 2020. Edi\u00e7\u00e3o do Kindle. (Posi\u00e7\u00e3o 287 de 11450).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a>Baruch Espinosa, <em>\u00c9tica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, (Os Pensadores, v. 17), 1973, I.8. E<em>sc\u00f3lio 2<\/em>, p. 91.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> Vern S. Poythress, <em>O Senhorio de Cristo: servindo o nosso Senhor o tempo todo, em toda a vida e de todo o nosso cora\u00e7\u00e3o, <\/em>Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, p. 16.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a>\u00a0 \u201cEle \u00e9 a criatura que, inicialmente, foi criada \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, e essa origem divina e essa marca divina nenhum erro pode destruir. Contudo, ele perdeu, por causa do pecado, os gloriosos atributos de conhecimento, justi\u00e7a e santidade que estavam contidos na imagem de Deus. Todavia, esses atributos ainda est\u00e3o presentes em \u2018pequenas reservas\u2019 remanescentes da sua cria\u00e7\u00e3o; essas reservas s\u00e3o suficientes n\u00e3o somente para torn\u00e1-lo culpado, mas tamb\u00e9m para dar testemunho de sua primeira grandeza e lembr\u00e1-lo continuamente de seu chamado divino e de seu destino celestial\u201d (Herman Bavinck, <em>Teologia Sistem\u00e1tica,<\/em> Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste, SP.: SOCEP., 2001, p. 17-18). \u201c\u00c9 verdade que ela n\u00e3o foi totalmente extinta; mas, infelizmente, qu\u00e3o \u00ednfima \u00e9 a por\u00e7\u00e3o dela que ainda permanece em meio \u00e0 miser\u00e1vel subvers\u00e3o e ru\u00ednas da queda\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>O Livro dos Salmos,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1999, v. 1, (Sl 8.5), p. 169).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a> Veja-se: Jay E. Adams, <em>Teologia do aconselhamento crist\u00e3o, <\/em>Eus\u00e9bio, CE.: Editora Peregrino, 2016, p. 202-203.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a>A figura do painel que emprego h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, foi inspirada na aplica\u00e7\u00e3o feita por Adams (1929-2020) que li ainda no meu tempo de estudante. Veja-se: Jay E. Adams, <em>Conselheiro Capaz, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Fiel, 1977, p. 101-102.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a>Albert Mohler Jr., <em>O Credo dos Ap\u00f3stolos: Descobrindo o Cristianismo aut\u00eantico em uma era de falsifica\u00e7\u00f5es, <\/em>Rio de Janeiro:\u00a0 Pro Nobis Editora, 2021, p. 200-201.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a>\u201cEstejamos seguros de que quando Deus nos faz sentir Sua m\u00e3o, de modo a humilhar-nos sob ela, que Deus nos est\u00e1 fazendo um favor especial, e que se trata de um privil\u00e9gio que Ele n\u00e3o concede a ningu\u00e9m, sen\u00e3o a seus pr\u00f3prios filhos\u201d (Juan Calvino, Bienaventurado el Hombre a Quem Dios Corrige: In: <em>Sermones Sobre Job,<\/em> Jenison, Michigan: T.E.L.L., 1988, (Sermon n\u00ba 3), p. 49).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a><em>\u201cPela hipocrisia dos que falam mentiras e que t\u00eam cauterizada a pr\u00f3pria consci\u00eancia\u201d <\/em>(1Tm 4.2). <em>\u201cTodavia, a mim mui pouco se me d\u00e1 de ser julgado por v\u00f3s ou por tribunal humano; nem eu tampouco julgo a mim mesmo. <sup>4<\/sup>Porque de nada me arg\u00fai a consci\u00eancia; contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga \u00e9 o Senhor.\u00a0 <sup>5<\/sup> Portanto, nada julgueis antes do tempo, at\u00e9 que venha o Senhor, o qual n\u00e3o somente trar\u00e1 \u00e0 plena luz as coisas ocultas das trevas, mas tamb\u00e9m manifestar\u00e1 os des\u00edgnios dos cora\u00e7\u00f5es\u201d <\/em>(1Co 4.3-5).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\">[31]<\/a>Timothy Keller, <em>Ego transformado<\/em>, S\u00e3o Paulo: Vida Nova,\u00a0 Edi\u00e7\u00e3o do Kindle, p. 18.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\">[32]<\/a>J.I. Packer, <em>A Redescoberta da santidade, <\/em>\u00a02. ed. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2018, p. 120.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\">[33]<\/a> Sl 119.145.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\">[34]<\/a> Sl 31.23; 32.7; 61.7; 64.1.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref35\" name=\"_ftn35\">[35]<\/a> Sl 119.33.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref36\" name=\"_ftn36\">[36]<\/a> Integridade (1Rs 9.4; Sl 7.8; 26.1,11; 37.37); sinceridade (Gn 20.5,6; Sl 25.21); pacato (Gn 25.27); ajustar (Ex 26.24). A palavra (tom) \u00e9 da mesma de raiz (tamiym), (tamam): ser completo, estar terminado.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref37\" name=\"_ftn37\">[37]<\/a>\u201cA consci\u00eancia \u00e9 de fato muit\u00edssimo importante, mas ela tem de retornar constantemente \u00e0 escola da Escritura a fim de receber a instru\u00e7\u00e3o\u00a0 do Esp\u00edrito Santo. \u00c9 assim que os crentes se tornam e permanecem c\u00f4nscios da vontade de Deus\u201d (W. Hendriksen, <em>\u00a0Romanos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2001, (Rm 12.2), p. 533).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref38\" name=\"_ftn38\">[38]<\/a> Para mais detalhes, veja-se: <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Katherine_Ann_Power\">https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Katherine_Ann_Power<\/a> \u00a0\u00a0(Consulta feita em 06.07.2023).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref39\" name=\"_ftn39\">[39]<\/a> <a href=\"http:\/\/content.time.com\/time\/subscriber\/article\/0,33009,979318,00.html\">http:\/\/content.time.com\/time\/subscriber\/article\/0,33009,979318,00.html<\/a> \u00a0(Consultado em 05.07.2023), (Quem me chamou a aten\u00e7\u00e3o para este fato foi John MacArthur Jr. (<em>Sociedade Sem Pecado,<\/em> S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2002, p. 16-17).[\/vc_column_text][vc_message message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;grey&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Autor: Hermisten Maia. \u00a9 Voltemos ao Evangelho. 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Leciona em diversos Semin\u00e1rios ininterruptamente desde 1980. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Teologia Sistem\u00e1tica, lecionando h\u00e1 40 anos, e Hist\u00f3ria da Reforma Protestante, atuando principalmente nos seguintes temas: Jo\u00e3o Calvino e Teologia Reformada e Cosmovis\u00e3o Reformada. Faz parte de diversos Conselhos Editoriais de Revistas de Teologia e de Ci\u00eancias da Religi\u00e3o. Tem 40 livros escritos e mais de 1.500 artigos publicados. Leciona em diversas Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior no Brasil. 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