{"id":65354,"date":"2023-08-02T08:00:12","date_gmt":"2023-08-02T11:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=65354"},"modified":"2023-08-01T14:29:23","modified_gmt":"2023-08-01T17:29:23","slug":"o-senhor-que-perdoa-a-despeito-da-gravidade-de-nossos-pecados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2023\/08\/o-senhor-que-perdoa-a-despeito-da-gravidade-de-nossos-pecados\/","title":{"rendered":"O Senhor que perdoa a despeito da gravidade de nossos pecados"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;Artigo 26 da s\u00e9rie Rei e Pastor: O Senhor na vis\u00e3o e viv\u00eancia dos salmistas | clique aqui para ver os demais artigos desta s\u00e9rie&#8221; style=&#8221;classic&#8221; color=&#8221;white&#8221; size=&#8221;sm&#8221; align=&#8221;center&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fvoltemosaoevangelho.com%2Fblog%2Fserie%2Frei-e-pastor-o-senhor-na-visao-dos-salmistas%2F&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos de s\u00edntese do que alinhamos, relacionemos agora alguns aspectos concernentes \u00e0 gravidade do pecado e \u00e0 necessidade que temos do perd\u00e3o concedido por Deus.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>A gravidade do pecado e a necessidade de perd\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pecado consiste na falta de conformidade com a lei de Deus. Por isso a sua culpa.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> Independentemente das consequ\u00eancias diretas do pecado, ele sempre traz culpa, ainda que o homem dominado por suas paix\u00f5es tente eliminar esse sintoma que lhe parece misterioso. Entretanto, sabemos que isso \u00e9 resultante do fato de que Deus criou o homem para se relacionar com Ele.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Pecado como falsidade ideol\u00f3gica<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pecado \u00e9 uma falsidade ideol\u00f3gica de nossa natureza essencial, j\u00e1 que fomos criados para glorificar a Deus em nossa alegre e prazerosa obedi\u00eancia. Como imagem, dever\u00edamos refletir em nossa vida e comportamento aspectos da gloriosa beleza de Deus. A santidade proposta por Deus para seus filhos consiste na harmonia de sua vida e a\u00e7\u00e3o com a beleza da santidade eterna de Deus expressa na sua revela\u00e7\u00e3o e, perfeitamente, em Jesus Cristo. No entanto, o pecado nos descaracterizou; s\u00f3 trouxe deformidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para um tratamento adequado de qualquer problema, necessitamos de um diagn\u00f3stico correto. Por\u00e9m, mesmo tendo esse diagn\u00f3stico seguro, podemos indevidamente seguir o caminho do negacionismo ou, nos aventurar em f\u00f3rmulas m\u00e1gicas que para nada mais servem, sen\u00e3o para agravar a nossa dor e desilus\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m podemos, de posse de uma an\u00e1lise correta do problema, perceber que n\u00e3o temos acesso ao rem\u00e9dio. Ele pode ser inacess\u00edvel porque, por exemplo, \u00e9 muito caro, n\u00e3o \u00e9 conhecido ou mesmo permitido o seu uso no pa\u00eds onde vivemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro tr\u00e1gico caminho que podemos seguir \u00e9 simplesmente nos negar a adotar o caminho proposto por simples e total falta de f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seja em que condi\u00e7\u00f5es for, estaremos fadados aos efeitos da n\u00e3o corre\u00e7\u00e3o do problema.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>A Palavra nos d\u00e1 o diagn\u00f3stico correto<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Palavra de Deus nos apresenta o diagn\u00f3stico completo, perfeito e exaustivo da situa\u00e7\u00e3o humana e, tamb\u00e9m, apresenta o rem\u00e9dio definitivo para nos curar: A expia\u00e7\u00e3o de nossos pecados em Cristo Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso \u00e9 que sem a consci\u00eancia do pecado n\u00e3o h\u00e1 Evangelho. Somente o Evangelho trata o pecado com seriedade.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> Isso porque Deus leva a s\u00e9rio a condi\u00e7\u00e3o de suas criaturas em suas mis\u00e9rias espirituais.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Lei \u00e9 Evangelho<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lei \u00e9 o Evangelho ainda que n\u00e3o em sua plenitude. Sem a Lei n\u00e3o h\u00e1 consci\u00eancia do pecado e, por isso mesmo, a convic\u00e7\u00e3o da necessidade de salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Boa Nova de salva\u00e7\u00e3o engloba a conscientiza\u00e7\u00e3o do pecado, as suas consequ\u00eancias e, fundamentalmente, a liberta\u00e7\u00e3o de suas mazelas pela gra\u00e7a de Deus. Por isso \u00e9 que podemos dizer que a Lei \u00e9 gra\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lei de Deus revela o nosso pecado, evidenciando a sua gravidade<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> e, nos aponta o caminho proposto por Deus. Assim, a Lei deve ser pregada a todos, a crentes e descrentes.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lei moral permanece, como escreve Calvino:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 320px; text-align: justify;\"><em>A lei moral de Deus \u00e9 a verdadeira e perp\u00e9tua regra de justi\u00e7a, ordenada a todos os homens, de todo e qualquer pa\u00eds e de toda e qualquer \u00e9poca em que vivam, se \u00e9 que pretendem reger a sua vida segundo a vontade dele. Porque esta \u00e9 a vontade eterna e imut\u00e1vel de Deus: que ele seja honrado por todos n\u00f3s, e que todos n\u00f3s nos amemos uns aos outros.<\/em><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><em>[5]<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lei, portanto, nos conduz \u00e0 gra\u00e7a que brilha de forma magn\u00edfica na face de Cristo (Gl 3.24).<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> Portanto, jamais poderemos separar a Lei do Evangelho sem perdermos a dimens\u00e3o abrangente do prop\u00f3sito salv\u00edfico de Deus.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00e9tica crist\u00e3 \u00e9 fortemente marcada pela certeza de que a nossa salva\u00e7\u00e3o \u00e9 por gra\u00e7a. Pertence totalmente a Deus e, ao mesmo tempo, pela consci\u00eancia da necessidade de sermos obedientes \u00e0 Lei de Deus: \u201cUm crist\u00e3o medir\u00e1 todas as suas a\u00e7\u00f5es por meio da lei de Deus, seus pensamentos secretos estar\u00e3o sujeitos \u00e0 sua divina vontade\u201d, escreve Calvino.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, \u00e9 natural que os homens se inclinem prazerosamente para os ensinamentos que falam de suas virtudes e capacidade.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Mente secular otimista<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral a mente secular \u00e9 profundamente otimista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas potencialidades. Portanto, falar de pecado \u00e9 algo que n\u00e3o encontra t\u00e3o facilmente ouvidos prazerosos ou mesmo atentos. Da\u00ed, uma tend\u00eancia comum \u00e9 a tentativa de suavizar esta doutrina, mudando nomes, perspectivas, redirecionando \u00eanfases ou, simplesmente silenciando a respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro de uma perspectiva mais filos\u00f3fica, tenta-se driblar a real quest\u00e3o por meio da ameniza\u00e7\u00e3o da realidade com a apresenta\u00e7\u00e3o do perd\u00e3o, como se a no\u00e7\u00e3o de perd\u00e3o, por si s\u00f3, trouxesse al\u00edvio, enquanto a proclama\u00e7\u00e3o da realidade do pecado assustasse as pessoas, as afastassem da mensagem do Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, talvez isso seja assim no campo especulativo onde o pecado e o perd\u00e3o s\u00e3o apenas conceitos vagos sobre os quais reflito por meio de uma an\u00e1lise fenomenol\u00f3gica, n\u00e3o me importando com a sua ess\u00eancia e fundamenta\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deste modo, o que importa \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o subjetiva do conceito, n\u00e3o a veracidade e implica\u00e7\u00f5es dos fatos. Neste sentido, recordo-me da declara\u00e7\u00e3o de Erasmo de Roterd\u00e3 (1466-1536): &#8220;Por certo s\u00e3o numerosos e fortes os argumentos contra a institui\u00e7\u00e3o da confiss\u00e3o pelo pr\u00f3prio Senhor. Mas como negar a seguran\u00e7a em que se encontra aquele que se confessou a um padre qualificado?&#8221;.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Crentes mimados<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crist\u00e3o de hoje, em especial, tende a gostar de ser mimado pelos seus l\u00edderes. No culto ficam numa posi\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel e climatizada, analisando com certa indiferen\u00e7a o que \u00e9 dito, percorrendo os olhos sobre os demais frequentadores buscando algo curioso, manuseando o celular, fazendo carinho em algum familiar pr\u00f3ximo, chamando a aten\u00e7\u00e3o do seu familiar para alguma curiosa mensagem que chegou via zap, talvez comunicando o nascimento do filhotinho lindo do \u201cGolden Retriever\u201d (\u201coh meu Deus que lindinho!\u201d), partilhando o celular com algu\u00e9m que insensivelmente quer participar do culto mas, j\u00e1 que n\u00e3o est\u00e1 conseguindo entender nada que n\u00e3o tenha muitas figuras e luzes, aproveita para perguntar quantos filhos nasceram porque tem interesse, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O culto parece um exerc\u00edcio de relaxamento \u2013 onde n\u00e3o preciso pensar \u2013, desfile de moda e amenidades. Desse modo, passamos o tempo brincando com as coisas de Deus sem nenhum tipo de escr\u00fapulo, constrangimento ou sentimento de culpa. Afinal, <em>\u2018a gra\u00e7a de Jesus \u00e9 maravilhosa!\u2019<\/em>, complacentemente diz para si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, nos levantamos para alguns c\u00e2nticos\/hinos, aproveitamos para olhar para tr\u00e1s ver se determinado irm\u00e3o chegou&#8230; Cantamos com certa sensibilidade alguns c\u00e2nticos, nos sentamos, dando uma \u00faltima olhada para tr\u00e1s e continuamos em nossa jornada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somos h\u00e1beis em buscar justificativas para os nossos erros, colocando todo o \u00f4nus do mal uso de nossa liberdade, sobre os ombros dos outros, ficando assim, ilusoriamente leves. Se for o caso, buscamos ainda o discurso gen\u00e9rico da vitimiza\u00e7\u00e3o: Deus sabe que somos pecadores&#8230; Deus \u00e9 misericordioso, etc.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>A necessidade de sermos confrontados pela Palavra<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas essas atitudes s\u00e3o danosas, porque nos afastam ainda mais do real confronto com a Palavra, a \u00fanica que pode apresentar uma resson\u00e2ncia de nossa alma e de sua necessidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o diagn\u00f3stico for a pr\u00f3pria dor, talvez percebamos quanto tempo perdemos em futilidades sem atentarmos realmente para a instru\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Horton pontua:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 320px; text-align: justify;\"><em>A necessidade de miseric\u00f3rdia s\u00f3 \u00e9 sentida depois que a realidade da culpa impressiona. (&#8230;) O grito pelo socorro da gra\u00e7a nunca cativar\u00e1 o ouvido enquanto n\u00e3o houver novamente um sentimento de culpa e desespero em nossas igrejas.<\/em><a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><em>[11]<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, entendemos que somente pela gra\u00e7a, por meio da Palavra, podemos ter uma clara consci\u00eancia de nossa pecaminosidade ativa e concreta e de sua afronta a Deus.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> S\u00f3 conseguimos mensurar a gra\u00e7a, ainda que limitadamente, quando somos confrontados com o nosso pecado e a possibilidade concreta de perd\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ter consci\u00eancia do pecado significa reconhecer o qu\u00e3o urgentemente precisamos de perd\u00e3o. O Evangelho s\u00f3 se torna <strong>subjetivamente<\/strong> <strong>necess\u00e1rio<\/strong> \u2013 enquanto na realidade ele \u00e9 urgentemente necess\u00e1rio \u2013 quando as pessoas percebem, por Deus, a sua necessidade. Enquanto isso n\u00e3o acontecer, ele soar\u00e1 sempre como algo descart\u00e1vel, ultrapassado ou loucura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Permanecemos, assim, mortos espiritualmente, tendo a liberdade de um morto em decomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao tratarmos desse tema, devemos ter em mente que a quest\u00e3o primeira n\u00e3o \u00e9 a quantidade ou intensidade de nossos pecados, mas, o fato de que pecamos \u2013 e, diferentemente da compreens\u00e3o de determinados pensadores humanistas, inclusive crist\u00e3os<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> \u2013; a gravidade do pecado est\u00e1 no ponto de que todo pecado \u00e9\u00a0 sempre\u00a0 contra Deus, o eternamente santo,<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> que n\u00e3o tolera o mal (Hc 2.13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma compreens\u00e3o atenuada e adocicada da gravidade e horror do pecado, esvazia o significado da gra\u00e7a manifesta na cruz de Cristo. O que intensifica ainda mais a complexidade de nossa rebeli\u00e3o \u00e9 o mal uso que fazemos de seus espl\u00eandidos dons que nos foram conferidos<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a> e, o fato de rejeitarmos o seu infinito e santo amor plenificado em Jesus Cristo.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lloyd-Jones est\u00e1 correto ao resumir: \u201cN\u00e3o podemos ser crist\u00e3os sem convic\u00e7\u00e3o do pecado. Ser crist\u00e3o significa que compreendemos que somos culpados diante de Deus e que estamos sob a ira de Deus\u201d.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Schaeffer (1912-1984) coloca a quest\u00e3o nesses termos:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 320px; text-align: justify;\"><em>N\u00f3s pecamos deliberadamente contra o santo de Deus; \u00e9 por isso que a nossa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 desesperadora. (&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 320px; text-align: justify;\"><em>O problema n\u00e3o est\u00e1 na quantidade de pecados que praticamos, mas em quem ofendemos. N\u00f3s pecamos contra um Deus infinitamente santo, que realmente existe. E, a partir do momento em que pecamos contra um Deus infinitamente santo, que realmente existe, nosso pecado \u00e9 infinito.<\/em><a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\"><em>[18]<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema \u00e9 que o pecado n\u00e3o nos deixa perceber as suas consequ\u00eancias: estamos totalmente alienados de Deus. O pecado faz conosco o que determinados rem\u00e9dios fazem como efeito colateral: mascaram os sintomas, tornando a poss\u00edvel enfermidade impercept\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O homem desde a queda encontra-se sob o dom\u00ednio do pecado e, por isso mesmo \u00e9 incapaz de responder positivamente ao chamado externo do Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pecado corrompeu o intelecto, a vontade e a faculdade moral de toda a ra\u00e7a humana; por isso, o homem est\u00e1 morto espiritualmente, sendo escravo do pecado (Gn 6.5; 8.21; Is 59.2; Jo 8.34,43,44 Rm 3.9-12,23; Ef 2.1,5; Cl 1.13; 2.13)<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a> e, nada pode fazer \u2013 e na realidade nem sequer deseja \u2013 para retornar \u00e0 comunh\u00e3o perdida. Como disse o Senhor Jesus Cristo: <em>\u201cEm verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado \u00e9 escravo do pecado<\/em>\u201d (Jo 8.34) (Vejam-se: Is 64.6; Rm 6.6). Agora \u201cO homem peca com o consentimento de uma vontade pronta e disposta\u201d, interpreta Calvino.<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Perdemos a nossa percep\u00e7\u00e3o espiritual<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A deprava\u00e7\u00e3o total \u00e9 justamente isto: a contamina\u00e7\u00e3o de todas as nossas faculdades pelo pecado. Perdemos totalmente a nossa capacidade de percep\u00e7\u00e3o espiritual. As cousas de Deus soam como loucura (1Co 1.18-21; 2.6-8; 12-16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O homem pelo seu pr\u00f3prio conhecimento n\u00e3o pode conhecer a Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 por isso que a loucura de Deus, que tanto humilha o homem em sua tentativa de autossufici\u00eancia, \u00e9 o caminho estabelecido por Deus para conhec\u00ea-Lo salvadoramente (1Co 1.21).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nossa l\u00f3gica, resultante de gra\u00e7a comum de Deus, t\u00e3o h\u00e1bil para desvendar os mist\u00e9rios do saber, encontrar aqui e ali elementos de verdade que podem nos auxiliar a melhor compreender aspectos da realidade<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a> e desmantelar sofismas, se mostra totalmente inadequada e incapaz para perceber a realidade da Palavra que nos fala de Deus e do que somos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Calvino resume:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 320px; text-align: justify;\"><em>O intelecto do homem est\u00e1 de fato cegado, envolto em infinitos erros e sempre contr\u00e1rio \u00e0 sabedoria de Deus; a vontade, m\u00e1 e cheia de afei\u00e7\u00f5es corruptas, odeia a justi\u00e7a de Deus; e a for\u00e7a f\u00edsica, incapaz de boas obras, tende furiosamente \u00e0 iniquidade.<\/em><a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\"><em>[22]<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que o homem n\u00e3o seja absolutamente mau &#8211; n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o mau quanto poderia -, \u00e9 extensivamente mau; todo o seu ser est\u00e1 contaminado pelo pecado.<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a> O pecado nos domina completamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na linguagem do profeta Isa\u00edas, <em>\u201cToda a cabe\u00e7a est\u00e1 doente e todo o cora\u00e7\u00e3o enfermo. Desde a planta do p\u00e9 at\u00e9 \u00e0 cabe\u00e7a n\u00e3o h\u00e1 nele cousa s\u00e3, s\u00e3o feridas, contus\u00f5es e chagas inflamadas, umas e outras n\u00e3o espremidas, nem atadas, nem amolecidas com \u00f3leo<\/em>\u201d (Is 1.5-6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Calvino \u00e9 enf\u00e1tico em lugares diferentes:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 320px; text-align: justify;\"><em>N\u00e3o teremos uma ideia adequada do dom\u00ednio do pecado, a menos que nos conven\u00e7amos dele como algo que se estende a cada parte da alma, e reconhe\u00e7amos que tanto a mente quanto o cora\u00e7\u00e3o humanos se t\u00eam tornado completamente corrompidos.<\/em><a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\"><em>[24]<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 320px; text-align: justify;\"><em>Nada, sen\u00e3o a morte, procede dos labores de nossa carne, visto que os mesmos s\u00e3o hostis \u00e0 vontade de Deus. Ora, a vontade de Deus \u00e9 a norma da justi\u00e7a. Segue-se que tudo quanto seja contr\u00e1rio a ela \u00e9 injusto; e se \u00e9 injusto, tamb\u00e9m traz, ao mesmo tempo, a morte. Contemplamos a vida em v\u00e3o, caso Deus nos seja contr\u00e1rio e hostil, pois a morte, que \u00e9 a vingan\u00e7a da ira divina, deve necessariamente seguir de imediato a ira divina.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 320px; text-align: justify;\"><em>Observemos aqui que a vontade humana \u00e9 em todos os aspectos oposta \u00e0 vontade divina, pois assim como h\u00e1 uma grande diferen\u00e7a entre n\u00f3s e Deus, tamb\u00e9m deve haver entre a deprava\u00e7\u00e3o e a retid\u00e3o.<\/em><a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\"><em>[25]<\/em><\/a><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>O pecado como aliena\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O homem foi criado essencialmente como ser social,<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a> o que trouxe implica\u00e7\u00f5es em seu relacionamento com Deus e com os demais homens, como bem destacou Lact\u00e2ncio (260-330).<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a> O pecado alienou-nos de Deus, de n\u00f3s mesmos, do nosso semelhante e da natureza.<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a> Assim, o pecado, de certa forma, desumanizou-nos.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Perda do aspecto \u00e9tico da imagem e semelhan\u00e7a<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Queda trouxe consequ\u00eancias desastrosas \u00e0 imagem de Deus refletida no homem. Ap\u00f3s a queda, mesmo o homem n\u00e3o-regenerado continua sendo imagem e semelhan\u00e7a de Deus (<em>aspecto metaf\u00edsico<\/em>):<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\">[29]<\/a> Apesar de o pecado ter sido devastador para o homem, Deus n\u00e3o apagou a sua \u201cimagem\u201d, ainda que a tenha corrompida,<a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\">[30]<\/a> alienando-o de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme j\u00e1 mencionamos, o pecado trouxe como implica\u00e7\u00e3o a perda do <em>aspecto \u00e9tico<\/em> da imagem de Deus.<a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\">[31]<\/a>\u00a0 A nossa vontade, como agente de nosso intelecto,<a href=\"#_ftn32\" name=\"_ftnref32\">[32]<\/a> agora, \u00e9 oposta \u00e0 vontade de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O prop\u00f3sito divino de santidade para n\u00f3s foi contraposto pelo desejo pecaminoso do homem de seguir seu pr\u00f3prio caminho \u00e0 revelia de Deus e de seus mandamentos.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Imagem de satan\u00e1s<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A imagem que agora refletimos estampa mais propriamente o car\u00e1ter de Satan\u00e1s.<a href=\"#_ftn33\" name=\"_ftnref33\">[33]<\/a> O homem est\u00e1 eticamente sob o seu dom\u00ednio.<a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\">[34]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Calvino \u00e9 enf\u00e1tico ao retratar a deprava\u00e7\u00e3o humana:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 320px; text-align: justify;\"><em>Portanto, que os homens reconhe\u00e7am que, conquanto s\u00e3o nascidos de Ad\u00e3o, s\u00e3o criaturas depravadas, e por isso s\u00f3 podem conceber pensamentos pecaminosos, at\u00e9 que se tornem nova feitura de Cristo, e sejam formados por seu Esp\u00edrito para uma nova vida. E n\u00e3o se deve nutrir d\u00favida de que o Senhor declara que a pr\u00f3pria mente do homem \u00e9 depravada e totalmente infectada com pecado; de modo que todos os pensamentos que procedem da\u00ed s\u00e3o maus. Se tal \u00e9 o defeito na pr\u00f3pria fonte, segue-se que todos os afetos humanos s\u00e3o maus e suas obras cobertas com a mesma polui\u00e7\u00e3o, visto que, necessariamente, t\u00eam laivos de seu original. Porquanto Deus n\u00e3o diz meramente que os homens \u00e0s vezes pensam mal; mas a linguagem \u00e9 sem fronteira, circunscrevendo a \u00e1rvore com seus frutos.\u00a0 (&#8230;) Pois visto que sua mente seja corrompida com descaso de Deus, com orgulho, amor-pr\u00f3prio, ambi\u00e7\u00e3o, hipocrisia e fraude, ela n\u00e3o pode proceder de outra forma, sen\u00e3o que todos os seus pensamentos se acham contaminados com os mesmos v\u00edcios. Al\u00e9m disso, n\u00e3o podem tender para um fim correto; donde sucede devam ser julgados como sendo o que realmente s\u00e3o: pervertidos e perversos. Pois tudo quanto h\u00e1 em tais homens, que nos deleita sob o matiz de virtude, \u00e9 como o vinho deteriorado pelo odor do tonel. Porque (como j\u00e1 se disse) as pr\u00f3prias afei\u00e7\u00f5es da natureza, que em si mesmas s\u00e3o louv\u00e1veis, contudo est\u00e3o viciadas pelo pecado original, e, em raz\u00e3o de sua irregularidade, t\u00eam se degenerado de sua natureza peculiar; tal \u00e9 o amor m\u00fatuo de pessoas casadas, o amor de pais para com seus filhos, e da\u00ed por diante. E a cl\u00e1usula adicionada, \u2018desde sua mocidade\u2019, declara mais plenamente que os homens j\u00e1 nascem maus; a fim de mostrar que, t\u00e3o logo atingem a idade em que come\u00e7am a formar pensamentos, j\u00e1 revelam a corrup\u00e7\u00e3o radical da mente.\u00a0 (&#8230;) Devemos, pois, aquiescer ao ju\u00edzo de Deus, o qual pronuncia o homem como estando t\u00e3o escravizado pelo pecado, que n\u00e3o pode produzir nada s\u00e3o e sincero. Todavia, ao mesmo tempo devemos recordar que n\u00e3o se deve lan\u00e7ar nenhuma culpa sobre Deus por aquilo que tem sua origem na defec\u00e7\u00e3o do primeiro homem, pela qual a ordem da cria\u00e7\u00e3o foi subvertida. E, al\u00e9m do mais, deve-se notar que os homens n\u00e3o s\u00e3o isentados de culpa e condena\u00e7\u00e3o mediante o pretexto desta servid\u00e3o; porque, embora todos se apressem para o mal, contudo n\u00e3o s\u00e3o impelidos por qualquer for\u00e7a extr\u00ednseca, e sim pela inclina\u00e7\u00e3o direta de seus pr\u00f3prios cora\u00e7\u00f5es; e, por fim, pecam n\u00e3o de outro modo, sen\u00e3o voluntariamente.<a href=\"#_ftn35\" name=\"_ftnref35\">[35]<\/a><\/em><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>O boi e o jumento<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por interm\u00e9dio de Isa\u00edas, Deus faz uma analogia extremamente forte para ilustrar a nossa situa\u00e7\u00e3o. Ele toma dois animais dif\u00edceis de trato: o boi e o jumento. Mostra que a obtusidade, a teimosia e a dificuldade de condu\u00e7\u00e3o destes animais d\u00e3o-se pela sua pr\u00f3pria natureza; no entanto, assim mesmo, eles sabem reconhecer os seus donos, aqueles que lhes alimentam. O homem, por sua vez, como coroa da cria\u00e7\u00e3o,<a href=\"#_ftn36\" name=\"_ftnref36\">[36]<\/a>\u00a0 cedendo ao pecado perdeu totalmente o seu discernimento espiritual; j\u00e1 n\u00e3o reconhecemos nem mesmo o nosso Criador; antes lhe voltamos as costas e prosseguimos em outra dire\u00e7\u00e3o:<a href=\"#_ftn37\" name=\"_ftnref37\">[37]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel n\u00e3o tem conhecimento, o meu povo n\u00e3o entende. Ai desta na\u00e7\u00e3o pecaminosa, povo carregado de iniquidade, ra\u00e7a de malignos, filhos corruptores; abandonaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para tr\u00e1s. <\/em>(Is 1.3-4).<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Perd\u00e3o \u00e9 essencial<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, o perd\u00e3o \u00e9 essencial ao homem. Sem perd\u00e3o jamais poderemos voltar a nos relacionar com Deus. Estaremos para sempre separados dele. Isso, de fato, \u00e9 um inferno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, quando nos deparamos com a Lei de Deus e as exig\u00eancias divinas, por gra\u00e7a tomamos consci\u00eancia de qu\u00e3o distantes estamos do padr\u00e3o divino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O salmista sabia bem disso, por isso, clama: <em>\u00a0 \u201c<\/em><em>Por causa do teu nome, SENHOR, <u>perdoa<\/u><\/em> (salach) <em>a minha <u>iniquidade<\/u><\/em> (awon)<em>, que \u00e9 grande<\/em><em>\u201d <\/em>(Sl 25.11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O perd\u00e3o \u00e9 o caminho da reconcilia\u00e7\u00e3o. Carecemos, de fato, de perd\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/serie\/rei-e-pastor-o-senhor-na-visao-dos-salmistas\/\">Clique AQUI<\/a>\u00a0para ver os demais artigos da s\u00e9rie!<br \/>\n<a class=\"external\" href=\"https:\/\/www.editorafiel.com.br\/48_hermisten-maia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique AQUI<\/a>\u00a0para conhecer os excelentes livros de Hermisten Maia pela Editora Fiel.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Veja-se: <em>Catecismo Maior de Westminster<\/em>, Pergunta 24.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>Veja-se: J. Gresham Machen, <em>Cristianismo e Liberalismo<\/em>, S\u00e3o Paulo: Os Puritanos, 2001, p. 69ss.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Veja-se: Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas, <\/em>II.7.6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Veja-se: <em>F\u00f3rmula de Conc\u00f3rdia, Ep\u00edtome <\/em>VI.2-3: In: <em>Livro de Conc\u00f3rdia, <\/em>7. ed. (rev. Atual.), S\u00e3o Leopoldo, RS.; Canoas, RS.; Porto Alegre: Editora Conc\u00f3rdia; Editora Sinodal; Editora da Ulbra, 2016, p. 517.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas da Religi\u00e3o Crist\u00e3: edi\u00e7\u00e3o especial com notas para estudo e pesquisa, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2006, v. 4, (IV.16), p. 160.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Veja-se: Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas, <\/em>II.7.8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> \u201cO Evangelho e a Lei n\u00e3o devem ser separados, constituem uma \u00fanica entidade no interior da qual o Evangelho \u00e9 a coisa primordial e a Lei permanece contida na Boa Nova\u201d (Karl Barth, <em>Esbo\u00e7o de uma Dogm\u00e1tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Fonte Editorial, 2006, p. 22).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Jo\u00e3o Calvino, <em>A Verdadeira vida crist\u00e3,<\/em> S\u00e3o Paulo: Novo S\u00e9culo, 2000, p. 31.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a>Cf. Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas,<\/em> II.1.2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Erasmo, <em>Opera Omnia,<\/em> Leyde, 1704, v, col. 145-6, <em>Apud <\/em>Jean Delumeau, <em>A confiss\u00e3o e o perd\u00e3o: as dificuldades da confiss\u00e3o nos s\u00e9culos XIII a XVIII,<\/em> S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 37. Em outro lugar, tamb\u00e9m indagou: \u201cPor que se dar ao trabalho de confessar seus pecados a outro ser humano apenas pelo fato de ser um sacerdote, quando pode confess\u00e1-los diretamente a Deus?\u201d (<em>Apud <\/em>Alister E. McGrath, <em>Teologia, sistem\u00e1tica, hist\u00f3rica e filos\u00f3fica: uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 teologia crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Shedd Publica\u00e7\u00f5es, 2005, p. 84).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Michael S. Horton, Os Sola\u2019s de Reforma: In: J.M. Boice;\u00a0 B. Sasse, <em>Reforma Hoje, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 1999, p. 123.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> \u201c\u00c9 mister gra\u00e7a e ilumina\u00e7\u00e3o espiritual para crermos que nossos pecados s\u00e3o um problema s\u00e9rio aos olhos de Deus, conforme a B\u00edblia nos diz. Precisamos orar para que Deus nos torne humildes e dispostos a aprender, quando estudamos esse tema\u201d (J.I. Packer, <em>Voc\u00e1bulos de Deus<\/em>, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 1994, p. 63. Ver tamb\u00e9m p. 70s.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Dentro desta perspectiva limitante do sentido do pecado, inclu\u00edmos, entre outros, Cecil Osborne (1904-1999), que seguindo o pensamento de Erich Fromm (1900-1980), escreveu: \u201cPecado \u00e9 essencialmente um erro contra si mesmo ou contra outro ser humano\u201d (Cecil Osborne, <em>A Arte de Compreender-se a Si Mesmo<\/em>, Rio de Janeiro: JUERP., 1977, p. 139). Fromm (1900-1980) escrevera: \u201cPecado n\u00e3o se dirige primariamente contra Deus, mas contra n\u00f3s mesmos\u201d (Erich Fromm, <em>Psican\u00e1lise e religi\u00e3o, <\/em>2. ed. Rio de Janeiro: Livro Ibero-Americano, Ltda., 1962, p. 105). Veja-se tamb\u00e9m: E. Fromm, <em>An\u00e1lise do Homem<\/em>, S\u00e3o Paulo: C\u00edrculo do Livro, [s.d.], 218p. De modo semelhante, esse conceito tem sido amplamente difundido por um disc\u00edpulo de Norman Vincent Peale (1898-1993), o Dr. Robert H. Schuller (1926-2015), que enfatiza: \u201co pecado \u00e9 uma ofensa psicol\u00f3gica a si mesmo\u201d (Vejam-se as pertinentes cr\u00edticas a esta posi\u00e7\u00e3o em: John MacArthur Jr., <em>Sociedade sem Pecado,<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora Cultura Crist\u00e3, 2002, p. 78ss.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> &#8220;O pecado envolve uma certa responsabilidade, por um lado, responsabilidade esta surgida da santidade de Deus, e, por outro lado, da seriedade do pecado como oposi\u00e7\u00e3o \u00e0quela santidade&#8221; (John Murray, <em>Reden\u00e7\u00e3o: consumada e aplicada,<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora Cultura Crist\u00e3, 1993, p. 29). \u201cJamais compreenderemos o que o pecado realmente \u00e9, enquanto n\u00e3o aprendermos a pensar nele em termos de nosso relacionamento com Deus\u201d (J.I. Packer, <em>Voc\u00e1bulos de Deus<\/em>, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 1994, p. 64).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a>Veja-se: Anthony A. Hoekema, <em>Criados \u00e0 Imagem de Deus,<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora Cultura Crist\u00e3, 1999, p. 101-102.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> \u201cO incr\u00e9dulo despreza o amor de Deus. Se este amor fosse pequeno, seria um pecado pequeno ignor\u00e1-lo. Se \u00e9 grande, \u00e9 grande pecado rejeit\u00e1-lo. Mas o fato \u00e9 que este amor \u00e9 infinito. Isso faz da rejei\u00e7\u00e3o deste amor um pecado de propor\u00e7\u00f5es infinitas\u201d (R.B. Kuiper, <em>Evangeliza\u00e7\u00e3o Teoc\u00eantrica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, 1976, p. 19). \u201cComo o amor de Deus \u00e9 infinito, desprezar esse amor \u00e9 pecado de propor\u00e7\u00f5es infinitas No entanto, \u00e9 o que fazem aqueles que, por sua descren\u00e7a, rejeitam o Filho de Deus, dom do Seu amor. (&#8230;) Rejeitar este amor \u00e9 incorrer no banimento eterno da presen\u00e7a de Deus. Responder com f\u00e9 e amor \u00e9 herdar a vida eterna. Nada pode ser mais urgente do que a escolha de uma destas atitudes&#8221; (R.B. Kuiper, <em>Evangeliza\u00e7\u00e3o Teoc\u00eantrica<\/em>, p. 72).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a>D.M. Lloyd-Jones, <em>O supremo prop\u00f3sito de Deus, <\/em>S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, 1996, p. 227.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a>Francis Schaeffer, <em>A obra consumada de Cristo,<\/em> S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2003, p. 75.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a><em>\u201cViu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo des\u00edgnio do seu cora\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> (Gn 6.5). <em>\u201c&#8230;. o SENHOR (&#8230;) disse consigo mesmo: N\u00e3o tornarei a amaldi\u00e7oar a terra por causa do homem, porque \u00e9 mau o des\u00edgnio \u00edntimo do homem desde a sua mocidade&#8230;.\u201d<\/em> (Gn 8.21). <em>\u201c&#8230;. as vossas iniquidades fazem separa\u00e7\u00e3o entre v\u00f3s e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de v\u00f3s, para que vos n\u00e3o ou\u00e7a\u201d <\/em>(Is 59.2)<em>. \u201cReplicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: tudo o que comete pecado \u00e9 escravo do pecado. (&#8230;) Qual a raz\u00e3o por que n\u00e3o compreendeis a minha linguagem? \u00c9 porque sois incapazes de ouvir a minha palavra. V\u00f3s sois do diabo, que \u00e9 vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princ\u00edpio e jamais se firmou na verdade, porque nele n\u00e3o h\u00e1 verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe \u00e9 pr\u00f3prio, porque \u00e9 mentiroso e pai da mentira\u201d <\/em>(Jo 8.34,43,44). <em>\u201cQue se conclui? Temos n\u00f3s qualquer vantagem? N\u00e3o, de forma nenhuma; pois j\u00e1 temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, est\u00e3o debaixo do pecado; como est\u00e1 escrito: N\u00e3o h\u00e1 justo, nem um sequer, n\u00e3o h\u00e1 quem entenda, n\u00e3o h\u00e1 quem busque a Deus; todos se extraviaram, \u00e0 uma se fizeram in\u00fateis; n\u00e3o h\u00e1 quem fa\u00e7a o bem, n\u00e3o h\u00e1 nem um sequer\u201d<\/em> (Rm 3.9-12). <em>\u201c&#8230;. todos pecaram e carecem da gl\u00f3ria de Deus\u201d<\/em> (Rm 3.23). <em>\u201cEle vos deu vida, estando v\u00f3s mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o pr\u00edncipe da potestade do ar, do esp\u00edrito que agora atua nos filhos da desobedi\u00eancia; (&#8230;) e estando n\u00f3s mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, \u2014pela gra\u00e7a sois salvos\u201d <\/em>(Ef 2.1,5). <em>\u201cEle nos libertou do imp\u00e9rio das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor (&#8230;). E a v\u00f3s outros, que est\u00e1veis mortos pelas vossas transgress\u00f5es e pela incircuncis\u00e3o da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos\u201d<\/em> (Cl 1.13; 2.13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Instru\u00e7\u00e3o na f\u00e9,<\/em> Goi\u00e2nia: Logos Editora, 2003, Cap. 5, p. 16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a>Calvino em passagem magistral, escreveu:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuantas vezes, pois, entramos em contato com escritores profanos, somos advertidos por essa luz da verdade que neles esplende admir\u00e1vel, de que a mente do homem, quanto poss\u00edvel deca\u00edda e pervertida de sua integridade, no entanto \u00e9 ainda agora vestida e adornada de excelentes dons divinos. Se reputarmos ser o Esp\u00edrito de Deus a fonte \u00fanica da verdade, a pr\u00f3pria verdade, onde quer que <em>ela <\/em>apare\u00e7a, n\u00e3o <em>a <\/em>rejeitaremos, nem <em>a <\/em>desprezaremos, a menos que queiramos ser insultuosos para com o Esp\u00edrito de Deus. Ora, nem se menosprezam os dons do Esp\u00edrito sem desprezar-se e afrontar-se ao pr\u00f3prio <em>Esp\u00edrito<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cE ent\u00e3o? Negaremos que a verdade se manifestou nos antigos jurisconsultos, os quais, com equidade t\u00e3o eminente, plasmaram a ordem pol\u00edtica e a institui\u00e7\u00e3o jur\u00eddica? Diremos que os fil\u00f3sofos foram cegos, tanto nesta apurada contempla\u00e7\u00e3o da natureza, quanto em <em>sua <\/em>engenhosa descri\u00e7\u00e3o? Diremos que careciam de intelig\u00eancia esses que, estabelecida a arte de arrazoar, <em>a n\u00f3s <\/em>nos ensinaram a falar com razoabilidade? Diremos que foram insanos esses que, forjando a medicina, nos dedicaram sua dilig\u00eancia? O que <em>dizer <\/em>de todas as ci\u00eancias matem\u00e1ticas? Porventura as julgaremos del\u00edrios de dementes? Pelo contr\u00e1rio, certamente n\u00e3o poderemos ler sem grande admira\u00e7\u00e3o os escritos dos antigos acerca dessas coisas. Mas os admiraremos porque seremos obrigados a reconhecer seu profundo preparo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTodavia, consideraremos algo digno de louvor ou mui excelente que n\u00e3o reconhe\u00e7amos provir de Deus? Envergonhemo-nos de t\u00e3o grande ingratid\u00e3o, na qual nem <em>mesmo <\/em>os poetas pag\u00e3os incidiram, os quais t\u00eam professado que a filosofia \u00e9 invento dos deuses, bem como as leis e todas as boas artes. Portanto, se esses homens, a quem a Escritura chama [<em>psychiko\u00fas <\/em>\u2013 <em>naturais<\/em>, 1Co 2.14], que n\u00e3o tinham outra ajuda al\u00e9m da luz da natureza, foram t\u00e3o engenhosos na intelig\u00eancia das coisas deste mundo, tais exemplos devem ensinar-nos quantos s\u00e3o os dons e gra\u00e7as que o Senhor tem deixado \u00e0 natureza humana, mesmo depois de ser despojada do verdadeiro e sumo bem\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas <\/em>(2006), II.2.15). Em outro lugar: \u201cReconhe\u00e7o que alguns gr\u00e3os de piedade sempre foram espalhados por todo o mundo, e que n\u00e3o pode haver d\u00favida \u2013 se nos permitir a express\u00e3o \u2013 Deus semeou, pelas m\u00e3os de fil\u00f3sofos e escritores profanos, os excelentes sentimentos que ser\u00e3o encontrados em seus escritos\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>O Evangelho segundo Jo\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 2015, v. 1, (Jo 4.36), p. 186). Veja um testemunho interessante: Vern S. Poythress, <em>Redimindo a filosofia: uma abordagem teoc\u00eantrica \u00e0s grandes quest\u00f5es,<\/em> Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, p. 39; Vern S. Poythress, <em>O Senhorio de Cristo: servindo o nosso Senhor o tempo todo, com toda a vida e de todo o nosso cora\u00e7\u00e3o<\/em>, Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, p. 64.\u00a0 Kuyper \u00a0definiu \u201cgra\u00e7a comum\u201d da seguinte forma. \u00c9 a a\u00e7\u00e3o \u201cpela qual Deus, mantendo a vida do mundo, suaviza a maldi\u00e7\u00e3o que repousa sobre ele, suspende seu processo de corrup\u00e7\u00e3o, e assim permite o desenvolvimento de nossa vida sem obst\u00e1culos, na qual glorifica-se a Deus como Criador\u201d (A. Kuyper, <em>Calvinismo<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2002, p. 38-39).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Instru\u00e7\u00e3o na f\u00e9,<\/em> Cap. 4, p. 15. Veja-se: D.M. Lloyd-Jones, <em>O supremo prop\u00f3sito de Deus: Exposi\u00e7\u00e3o sobre Ef\u00e9sios 1.1-23, <\/em>S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, 1996, p. 338.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a>&#8220;Lembremo-nos de que nossa ru\u00edna se deve imputar \u00e0 deprava\u00e7\u00e3o de nossa natureza, n\u00e3o \u00e0 natureza em si, em sua condi\u00e7\u00e3o original, para que n\u00e3o lhe lancemos a acusa\u00e7\u00e3o contra o pr\u00f3prio Deus, autor dessa natureza&#8221; (J. Calvino, <em>As Institutas,<\/em> II.1.10). <u>Vejam-se<\/u>: <em>Confiss\u00e3o de Westminster,<\/em> VI.2; IX.3; <em>Catecismo Menor de Westminster,<\/em> Quest\u00e3o 18; <em>Catecismo de Heidelberg,<\/em> Quest\u00f5es 5 e 7; <em>C\u00e2nones de Dort,<\/em> III e IV; L. Berkhof, <em>Teologia Sistem\u00e1tica,<\/em> Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 1990, p. 248; W.J. Seaton, <em>Os Cinco Pontos do Calvinismo,<\/em> S\u00e3o Paulo: Publica\u00e7\u00f5es Evang\u00e9licas Selecionadas, (s.d.), p. 6-7; Duane E. Spencer, <em>TULIP: Os Cinco Pontos do Calvinismo \u00e0 Luz das Escrituras,<\/em> S\u00e3o Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1992, p. 39; L. Boettner, <em>La Predestinaci\u00f3n,<\/em> Grand Rapids, Michigan: SLC. (s.d.), p. 55-73; A.W. Pink, <em>Deus \u00e9 Soberano,<\/em> S\u00e3o Paulo: Fiel, 1977, p.101-119; Edwin H. Palmer, <em>Doctrinas Claves,<\/em> Carlisle, Pennsylvania: El Estandarte de la Verdad, 1976, p. 11-36; A.A. Hodge, <em>Esbo\u00e7os de Theologia,<\/em> Lisboa: Barata &amp; Sanches, 1895, Cap. XX, p. 312-321; John L. Dagg, <em>Manual de Teologia,<\/em> S\u00e3o Paulo: Fiel, 1989, p. 126-130.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>O livro dos Salmos,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, (Sl 51.5), p. 431. Do mesmo modo MacArthur: \u201cA deprava\u00e7\u00e3o (&#8230;) significa que o mal contaminou cada aspecto da humanidade \u2013 cora\u00e7\u00e3o, mente, personalidade, emo\u00e7\u00f5es, consci\u00eancia, raz\u00f5es e vontade (Cf. Jr 17.9; Jo 8.44)\u201d (John MacArthur Jr., <em>Sociedade sem pecado,<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora Cultura Crist\u00e3, 2002, p. 81).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a>Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de Romanos,<\/em> (Rm 8.7), p. 266-267.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a>\u201cO homem foi formado para ser um animal social\u201d (John Calvin, <em>Commentaries on The First Book of Moses Called Genesis,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1981 (Reprinted), v. 1, (Gn 2.18), p. 128). Em outro lugar: \u201cO homem \u00e9 um animal social de natureza, consequentemente, propende por instinto natural a promover e conservar esta sociedade e, por isso, observamos que existem na mente de todos os homens impress\u00f5es universais n\u00e3o s\u00f3 de uma certa probidade, como tamb\u00e9m de uma ordem civil\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas,<\/em> II.2.13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a>Veja-se: Lactantius, <em>The Divine Institutes, <\/em>VI.10: In: Alexander Roberts; James Donaldson, eds. <em>Ante-Nicene Fathers<\/em>, 2. ed. Peabody, Massachusetts: Hendrickson Publishers, 1995, v. 7, p. 173 e <em>passim<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a>\u201cPelo pecado estamos alienados de Deus\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>Ef\u00e9sios<\/em>, S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1998, (Ef 1.9), p. 32); \u201cT\u00e3o logo Ad\u00e3o alienou-se de Deus em consequ\u00eancia de seu pecado, foi ele imediatamente despojado de todas as coisas boas que recebera\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>Exposi\u00e7\u00e3o de Hebreus,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1997, (Hb 2.5), p. 57). \u201cComo a vida espiritual de Ad\u00e3o era o permanecer unido e ligado a seu Criador, assim tamb\u00e9m o dEle alienar-se foi-lhe a morte da alma\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas,<\/em> II.1.5).\u00a0 Vejam-se tamb\u00e9m: Francis A. Schaeffer, <em>Polui\u00e7\u00e3o e a Morte do Homem,<\/em> S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2003, p. 46-47; John W. R. Stott, <em>O Disc\u00edpulo Radical, <\/em>Vi\u00e7osa, MG.: Ultimato, 2011, p. 43.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a> Podemos tamb\u00e9m chamar de aspecto &#8220;lato&#8221;, &#8220;estrutural&#8221; ou &#8220;formal&#8221;. (Para uma vis\u00e3o panor\u00e2mica do uso destes termos, veja-se: Anthony A. Hoekema, <em>Criados \u00e0 Imagem de Deus,<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora Cultura Crist\u00e3, 1999, p. 84-88).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a>Vejam-se: Jo\u00e3o Calvino, <em>As Institutas,<\/em> I.15.4; II.1.5; Juan Calvino, <em>Breve Instruccion Cristiana,<\/em> Barcelona: Fundaci\u00f3n Editorial de Literatura Reformada, 1966, p. 13; Jo\u00e3o Calvino, <em>Ef\u00e9sios,<\/em> (Ef 4.24), p. 142; Jo\u00e3o Calvino, <em>O Livro dos Salmos,<\/em> v. 1, (Sl 8.5), p. 169; v. 2, (Sl 62.9), p. 579.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\">[31]<\/a>Podemos tamb\u00e9m chamar de aspecto &#8220;estrito&#8221;, &#8220;funcional&#8221; ou &#8220;material&#8221;. (Para uma vis\u00e3o panor\u00e2mica do uso destes termos, veja-se: Anthony A. Hoekema, <em>Criados \u00e0 Imagem de Deus,<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora Cultura Crist\u00e3, 1999, p. 84-88,101). \u201c\u00c9 verdade que ela n\u00e3o foi totalmente extinta; mas, infelizmente, qu\u00e3o \u00ednfima \u00e9 a por\u00e7\u00e3o dela que ainda permanece em meio \u00e0 miser\u00e1vel subvers\u00e3o e ru\u00ednas da queda\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>O Livro dos Salmos,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1999, v. 1, (Sl 8.5), p. 169). \u201cEle \u00e9 a criatura que, inicialmente, foi criada \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, e essa origem divina e essa marca divina nenhum erro pode destruir. Contudo, ele perdeu, por causa do pecado, os gloriosos atributos de conhecimento, justi\u00e7a e santidade que estavam contidos na imagem de Deus. Todavia, esses atributos ainda est\u00e3o presentes em \u2018pequenas reservas\u2019 remanescentes da sua cria\u00e7\u00e3o; essas reservas s\u00e3o suficientes n\u00e3o somente para torn\u00e1-lo culpado, mas tamb\u00e9m para dar testemunho de sua primeira grandeza e lembr\u00e1-lo continuamente de seu chamado divino e de seu destino celestial\u201d (Herman Bavinck, <em>Teologia Sistem\u00e1tica,<\/em> Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste, SP.: SOCEP., 2001, p. 17-18). Vejam-se: Jo\u00e3o Calvino, <em>O Livro dos Salmos,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, (Sl 51.5), p. 431-432; John Calvin, <em>Commentaries on the Epistle of James, <\/em>Grand Rapids, Michigan: Baker Book House Company, 1996, (Calvin&#8217;s Commentaries, v. 22), (Tg 3.9), p. 323; <em>As Institutas, <\/em>I.15.8; II.2.26,27; Hermisten M.P. Costa, <em>Jo\u00e3o Calvino 500 anos: introdu\u00e7\u00e3o ao seu pensamento e obra,<\/em> S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2009, p. 211ss.; W. Gary Crampton; Richard E. Bacon, <em>Em Dire\u00e7\u00e3o a uma Cosmovis\u00e3o Crist\u00e3, <\/em>Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2010, p. 27; Herman Dooyeweerd, <em>No Crep\u00fasculo do Pensamento, <\/em>S\u00e3o Paulo: Hagnos, 2010, p. 260-261; Fran\u00e7ois Turretini, <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 1, p. 591; Emil Brunner, <em>Dogm\u00e1tica: A Doutrina Crist\u00e3 da Cria\u00e7\u00e3o e da Reden\u00e7\u00e3o,<\/em> S\u00e3o Paulo: Fonte Editorial, 2006, v. 2,\u00a0 p. 88.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\">[32]<\/a>Ver: James M. Boice, <em>O Evangelho da Gra\u00e7a<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2003, p. 111. Agostinho (354-430), comentando o Salmo 148, faz uma analogia muito interessante: \u201cComo nossos ouvidos captam nossas palavras, os ouvidos de Deus captam nossos pensamentos. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel agir mal quem tem bons pensamentos. Pois as a\u00e7\u00f5es procedem do pensamento. Ningu\u00e9m pode fazer alguma coisa, ou mover os membros para fazer algo, se primeiro n\u00e3o preceder uma ordem de seu pensamento, como do interior do pal\u00e1cio, qualquer coisa que o imperador ordenar, emana para todo o imp\u00e9rio romano; tudo o que se realiza atrav\u00e9s das prov\u00edncias. Quanto movimento se faz somente a uma ordem do imperador, sentado l\u00e1 dentro? Ao falar, ele move somente os l\u00e1bios; mas move-se toda a prov\u00edncia, ao se executar o que ele fala. Assim tamb\u00e9m em cada homem, o imperador acha-se no seu \u00edntimo, senta-se em seu cora\u00e7\u00e3o; se \u00e9 bem e ordena coisas boas, elas se fazem; se \u00e9 mau, e ordena o mal, o mal se faz\u201d (Agostinho, <em>Coment\u00e1rio aos Salmos<\/em>, S\u00e3o Paulo: Paulus, (Patr\u00edstica, 9\/3), 1998, v. 3, (Sl 148.1-2), p. 1126-1127).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\">[33]<\/a>\u201cMoral e espiritualmente, o car\u00e1ter do homem estampa a imagem de Satan\u00e1s, e n\u00e3o a de Deus. Ora, \u00e9 precisamente isso o que a B\u00edblia quer dizer quando fala sobre o homem ca\u00eddo no pecado como \u2018filho do diabo\u2019. (Jo 8.44; Mt 13.38; At 13.10 e 1Jo 3.8)\u201d (J.I. Packer, <em>Voc\u00e1bulos de Deus<\/em>, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Fiel, 1994, p. 67). \u201cTampouco \u00e9 absurdo dizer que a imagem em parte se perdeu e em parte se conservou, e que no mesmo sujeito h\u00e1 a imagem de Deus e a do diabo em diferentes aspectos\u201d (Fran\u00e7ois Turretini, <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 1, p. 588).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\">[34]<\/a>Cf. Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 3, 190.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref35\" name=\"_ftn35\">[35]<\/a>John Calvin, <em>Commentaries on the First Book of Moses Called Genesis,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1981 (Reprinted), v. 1, (Gn 8.21), p. 284-286.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref36\" name=\"_ftn36\">[36]<\/a>&#8220;N\u00e3o \u00e9 arrog\u00e2ncia humana acreditar que seja a coroa, o alvo da cria\u00e7\u00e3o. Ela o \u00e9, n\u00e3o apenas porque seja a \u00faltima numa s\u00e9rie ascendente, mas porque, pela sua natureza, foi estabelecida para isso&#8221; (Emil Brunner, <em>Dogm\u00e1tica: A Doutrina Crist\u00e3 da Cria\u00e7\u00e3o e da Reden\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Fonte Editorial, 2006, v. 2, p. 99).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref37\" name=\"_ftn37\">[37]<\/a>Lloyd-Jones explora com vivacidade a analogia do texto. Veja-se: D.M. Lloyd-Jones, <em>O Caminho de Deus, n\u00e3o o nosso,<\/em> p. 43-46.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_message message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;grey&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Autor: Hermisten Maia. \u00a9 Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. 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