{"id":67469,"date":"2024-03-11T08:00:57","date_gmt":"2024-03-11T11:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=67469"},"modified":"2024-06-11T17:18:41","modified_gmt":"2024-06-11T20:18:41","slug":"o-complementarismo-leva-ao-abuso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/03\/o-complementarismo-leva-ao-abuso\/","title":{"rendered":"O complementarismo leva ao abuso?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Minha tarefa oficial \u00e9 de responder a dois cap\u00edtulos da terceira edi\u00e7\u00e3o de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Discovering Biblical Equality: Biblical, Theological, Cultural, and Practical Perspectives<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> [Descobrindo a igualdade b\u00edblica: perspectivas b\u00edblica, teol\u00f3gica, cultural e pr\u00e1tica]: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cHelping the Church Understand Biblical Equality\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> [Ajudando a igreja a entender a igualdade b\u00edblica] de Mimi Haddad e\u00a0 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cComplementarianism and Domestic Abuse: A Social-Scientific Perspective on Whether \u2018Equal but Different\u2019 Is Really Equal at All\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> [Complementarismo e abuso dom\u00e9stico: uma perspectiva cient\u00edfica-social sobre se &#8216;igual, mas diferente&#8217; \u00e9 realmente igual de qualquer forma].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O cap\u00edtulo de Haddad possui um prop\u00f3sito pastoral \u2013 ajudar os leitores a liderarem uma igreja em dire\u00e7\u00e3o a aceitarem e seguirem sua vis\u00e3o de uma igualdade de g\u00eanero b\u00edblica. O cap\u00edtulo de Pidgeon tem um prop\u00f3sito pol\u00eamico \u2013 persuadir os leitores de pesquisa cient\u00edfica social que o complementarismo cria e nutre pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias que, por sua vez, &#8220;facilitam viol\u00eancia de g\u00eanero&#8221; (p. 595).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ambos os cap\u00edtulos oferecem um tom af\u00e1vel \u00e0queles que, como eu, adotam uma posi\u00e7\u00e3o complementarista de &#8220;iguais, mas diferentes&#8221;. Ambos apresentam seu caso em tons comedidos sem falar demais ou caricaturar. E ambos, creio eu, buscam o bem do corpo de Cristo. Sou grato por tudo isto e espero seguir seus exemplos nestas maneiras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, n\u00e3o estou convencido que nenhuma das duas autoras entende autoridade ou igualdade adequadamente e por isso refletem a fraqueza do igualitarismo de forma geral. Ao inv\u00e9s de responder linha por linha de seus argumentos, portanto, eu gostaria de formular minha resposta em torno da seguinte quest\u00e3o: o complementarismo leva ao abuso? Considerarei as alega\u00e7\u00f5es das duas autoras ao longo do caminho, contudo, a resposta mais abrangente requer que pensemos mais cuidadosamente sobre autoridade e igualdade, o que significa que n\u00e3o estou meramente tentando responder, mas oferecer minha pr\u00f3pria contribui\u00e7\u00e3o significativa para a conversa. Farei tudo isto em sete pontos.<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><b> O complementarismo deve trabalhar mais arduamente em se opor a abuso.<\/b><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os Igualitaristas podem criticar o complementarismo de tornar as mulheres suscet\u00edveis ao abuso. No entanto, a primeira palavra de resposta de um complementarista deveria ser, &#8220;Obrigado por se opor a abuso. Estamos com voc\u00ea contra isso&#8221;, ainda que alguns igualitaristas ir\u00e3o rejeitar essa parceria.[1] Usar autoridade para ferir pessoas, que \u00e9 como eu defino &#8220;abuso&#8221;, \u00e9 terr\u00edvel tanto para o que faz \u00e0 v\u00edtima quanto para a forma em como mente a respeito de Deus. Isso desumaniza tanto o abusador quanto o abusado e destr\u00f3i a f\u00e9. \u00c9 perverso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o estou argumentando que devemos adotar defini\u00e7\u00f5es e vastas acusa\u00e7\u00f5es de um igualitarista. &#8220;<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Concept creep<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;[i] pode ser um problema ao localizar e definir o que \u00e9 abuso.[2] Ainda assim, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">concept creep<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 um problema, se n\u00e3o por qualquer outra raz\u00e3o, porque n\u00e3o queremos menosprezar casos reais de abuso; um erro de conceito n\u00e3o invalida o problema real que possa estar por tr\u00e1s deste conceito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Um estudo da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) baseado em dados de 161 pa\u00edses entre 2000 e 2018 mostra que 26\u201328 por cento de \u201cmulheres que casaram alguma vez\/se juntaram\u201d entre as idades de 20\u201344 \u201cforam sujeitas a viol\u00eancia f\u00edsica e\/ou sexual pelo seu atual ou ex-marido ou parceiro masculino \u00edntimo pelo menos uma vez em sua vida\u201d.[3]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Outro estudo compilado de 66 pesquisas em 44 pa\u00edses, representando 481.205 mulheres entre 2000 e 2013, diz que quase uma em tr\u00eas mulheres experimenta viol\u00eancia com o parceiro \u00edntimo em sua vida, com menos de 4 por cento de preval\u00eancia em pa\u00edses de alta renda e pelo menos 40 por cento de preval\u00eancia em alguns cen\u00e1rios de baixa renda.[4]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Complementaristas devem se importar e destacar esse tipo de informa\u00e7\u00e3o. Dentro de suas pr\u00f3prias igrejas, ademais, complementaristas devem estar na linha de frente da luta contra maridos e pastores abusivos. Cremos que Deus especificamente encarregou os homens a protegerem esposas e rebanhos. Portanto, devemos ser os primeiros em linha tanto em treinar homens a n\u00e3o abusarem de sua autoridade tanto quanto em disciplinar e at\u00e9 mesmo excluir da membresia igreja aqueles que abusam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em outras palavras, se presumirmos ensinar sobre a bondade da boa autoridade, teremos a responsabilidade especial de tamb\u00e9m ensinar contra a maldade da m\u00e1 autoridade. Jesus faz isto (Marcos 10.42). Paulo e Pedro tamb\u00e9m (Ef 6.4; 1 Pe 3.7).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse sentido, o cap\u00edtulo de Pidgeon distingue de maneira \u00fatil entre tipos de abuso (f\u00edsico, sexual, financeiro, espiritual, emocional e assim por diante). Como pastor eu vi todos eles. Seu cap\u00edtulo faz um bom trabalho em contar alguns efeitos de abuso. E mira corretamente os vieses inconscientes e conscientes que homens crist\u00e3os (sejam complementaristas ou igualitaristas, devo acrescentar) podem carregar pecaminosamente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Uma forma crucial de trabalhar contra tais vieses \u00e9 reconhecer o papel \u201cessencial e indispens\u00e1vel\u201d que as mulheres exercem no trabalho da igreja e na propaga\u00e7\u00e3o do evangelho.[5] O cap\u00edtulo de Haddad, nesta quest\u00e3o, conta de forma \u00fatil as maneiras maravilhosas em que Deus usou mulheres na Escritura e na hist\u00f3ria da igreja para expandir o alcance do evangelho. Em muitos pontos, minha nota na margem diz \u201cAm\u00e9m!\u201d. Ela tamb\u00e9m lista seis pr\u00e1ticas que igrejas podem usar para fazer a transi\u00e7\u00e3o para o igualitarismo: usar casais como recepcionistas; colocar mulheres para lerem a Escritura em voz alta na igreja; dar oportunidades \u00e0s mulheres de orarem publicamente quando oportunidades surgirem; encorajar mulheres a participarem das reuni\u00f5es administrativas da igreja; pedir a mulheres que sirvam em comit\u00eas e comiss\u00f5es da igreja; colocar mulheres para liderar pequenos grupos. O que \u00e9 engra\u00e7ado disso \u00e9 que, com exce\u00e7\u00e3o do \u00faltimo exemplo, toda igreja complementarista que eu conhe\u00e7o pratica os primeiros cinco. Talvez nossas igrejas n\u00e3o negligenciem o minist\u00e9rio de mulheres tanto quanto a autora imagina.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em resumo, complementaristas e igualitaristas concordam nisso: odiamos o abuso. A diferen\u00e7a se encontra em nossa solu\u00e7\u00e3o. Os Igualitaristas dizem, \u201cVamos desmontar as estruturas\u201d. Complementaristas dizem, \u201cBoas estruturas podem ser utilizadas para o abuso. Tornemos-nos melhores em ensinar a estrutura e disciplinar quem fizer mal uso dela\u201d. Eu retornarei a isso.<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><b> Os dados sobre a correla\u00e7\u00e3o entre o homem ser o cabe\u00e7a e abuso s\u00e3o confusos.<\/b><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Que abuso conjugal acontece \u00e9 claro. Ser\u00e1 que as vis\u00f5es de que o homem \u00e9 o cabe\u00e7a ou normas hier\u00e1rquicas de g\u00eanero contribuem para essa viol\u00eancia?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Pidgeon diz que sim e eu n\u00e3o creio que ela esteja completamente errada. Ela aponta para um Ficha T\u00e9cnica da OMS que diz, \u201cnormas de comunidade que privilegiam ou atribuem status superior a homens e status inferior a mulheres\u201d agem como um fator de risco para viol\u00eancia contra mulheres.[6] Apesar dessa afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o oferecer as bases de pesquisa para alegar isso, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de imaginar que homens que consideram que suas esposas possuem um \u201cstatus inferior\u201d podem achar mais f\u00e1cil de justificar um comportamento abusivo (para ser claro, complementarismo n\u00e3o ensina que mulheres possuem um \u201cstatus inferior\u201d). Ela tamb\u00e9m aponta em um artigo de quatro pesquisadoras australianas que conduziram entrevistas com l\u00edderes e membros de v\u00e1rias comunidades de f\u00e9 (crist\u00e3s, mu\u00e7ulmanas, budistas, hindu\u00edstas e judaicas) e determinaram que o abuso \u00e9 pouco compreendido nessas comunidades.[7] Muitas vezes elas tratam abuso como um tabu. Muitas vezes tais comunidades podem minimizar o abuso, culpar as v\u00edtimas, enfatizar demais o perd\u00e3o a ponto de negligenciar a prote\u00e7\u00e3o das mulheres, ou encorajar mulheres a permanecerem em situa\u00e7\u00f5es abusivas. N\u00e3o creio que essas coisas aconte\u00e7am somente em igrejas complementaristas, mas \u00e0s vezes elas acontecem em igrejas complementaristas. Isso n\u00e3o deveria ser assim.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m do que Pidgeon destaca, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar estudos que demonstrem algum tipo de conex\u00e3o entre normas hier\u00e1rquicas de g\u00eanero e abuso. Um dos grandes estudos que citei na se\u00e7\u00e3o 1 acima observa que normas \u201cespecialmente preditivas\u201d de viol\u00eancia \u00e0 parceira \u201cs\u00e3o normas relacionadas a autoridade masculina sobre o comportamento feminino, normas que justificam espancar a esposa e a extens\u00e3o em que a lei e pr\u00e1tica colocam mulheres em desvantagem em compara\u00e7\u00e3o aos homens em acesso a terra, propriedade e outros recursos de produ\u00e7\u00e3o\u201d.[8] Nenhum complementarista justificaria espancar a esposa, \u00e9 claro, mas o que o relat\u00f3rio quer dizer por \u201cnormas relacionadas \u00e0 autoridade masculina sobre comportamento feminino\u201d? Para responder, ele aponta para um outro estudo do Centro de Desenvolvimento da OCDE[iii] que mede v\u00e1rios itens: casamento precoce para mulheres de idade entre 15 a 19 anos, normas que toleram viol\u00eancia dom\u00e9stica, mutila\u00e7\u00e3o de genit\u00e1lia feminina, prefer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos filhos homens, como observados em taxas de abortos (pense em \u00cdndia e China), leis de heran\u00e7a, acesso a posse de terras e servi\u00e7os financeiros, igualdade em liberdades civis e participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O \u00fanico crit\u00e9rio que poderia ser aplicado potencialmente ao complementarismo \u00e9 o de \u201ctrabalho de cuidado n\u00e3o pago\u201d, referindo-se a maior taxa de m\u00e3es cuidando de filhos em casa do que os pais.[9]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O melhor que posso dizer \u00e9 que tais crit\u00e9rios s\u00e3o t\u00edpicos em um mundo de pesquisas de ci\u00eancias sociais. Eles indicam que, sim, normas de g\u00eanero que garantem status superior e poder a homens ao inv\u00e9s de mulheres, desde o \u00fatero at\u00e9 a cova, tendem a ser correlacionar a taxas comparativamente mais altas de abuso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dito isso, estes estudos agem como enormes redes de pesca que capturam, a partir de uma perspectiva crist\u00e3, tanto o atum que devem capturar quanto os golfinhos que n\u00e3o devem, por assim dizer. Isto \u00e9, eles medem uma s\u00e9rie de coisas que o complementarismo b\u00edblico (ou melhor dizendo, o cristianismo) se op\u00f5e totalmente, bem como algumas coisas poderiam ser apoiadas (embora um pesquisador da OMS ou da OCDE n\u00e3o o fa\u00e7a). Tal \u00e9 o caso para as pesquisas que Pidgeon cita tamb\u00e9m. Ela menciona que \u201cnormas comunit\u00e1rias que privilegiam ou atribuem status superior a homens\u201d da Ficha T\u00e9cnica da OMS, que em si \u00e9 deixada indefinida. No entanto, bem ao lado deste crit\u00e9rio est\u00e1 um outro: \u201ccomportamentos masculinos prejudiciais, incluindo ter m\u00faltiplas parceiras ou atitudes que toleram viol\u00eancia\u201d. Tirar li\u00e7\u00f5es para o complementarismo de tais estudos, em outras palavras, \u00e9 um pouco como pesquisar \u201cataques felinos em humanos\u201d e incluir em seu conjunto de amostras ambos gatos selvagens e gatos dom\u00e9sticos, mas sem especificar a diferen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Existem quaisquer estudos que cheguem perto de fazerem compara\u00e7\u00f5es justas \u2014 casamentos crist\u00e3os complementaristas <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">versus<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> casamentos crist\u00e3os n\u00e3o-complementaristas? Na verdade, existem, e esses estudos tratam casamentos tradicionais como apresentando as taxas mais baixas de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou, pelo menos, diferen\u00e7as que s\u00e3o estatisticamente irrelevantes. Simultaneamente, tais estudos apresentam as assim chamadas &#8220;mulheres tradicionais\u201d como as mais felizes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Bradley Wilcox, soci\u00f3logo da Universidade da Virg\u00ednia, em seu livro de 2004 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Soft Patriarchs, New Men: How Christianity Shapes Fathers and Husbands<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, baseia em seus estudos o argumento:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ao contr\u00e1rio das afirma\u00e7\u00f5es de feministas, muitos estudiosos da fam\u00edlia e cr\u00edticos p\u00fablicos, os homens conservadores protestantes que frequentam a igreja n\u00e3o podem ser justamente descritos como homens familiares &#8220;abusivos&#8221; e &#8220;autorit\u00e1rios&#8221;, ligados \u00e0s &#8220;formas estereotipadas de masculinidade&#8221;. Eles superam os homens protestantes moderados e que n\u00e3o frequentam nenhuma igreja quanto \u00e0 dedica\u00e7\u00e3o emocional e pr\u00e1tica aos filhos e esposas&#8230; e s\u00e3o os menos propensos a abusar fisicamente de suas esposas.[10]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso,<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">homens conservadores Protestantes que v\u00e3o \u00e0 igreja \u201cpassam mais tempo com seus filhos; s\u00e3o mais propensos a abra\u00e7ar e elogiar seus filhos; suas esposas relatam n\u00edveis mais altos de satisfa\u00e7\u00e3o com a aprecia\u00e7\u00e3o, afei\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o que recebem de seus maridos; e eles passam mais tempo socializando com suas esposas\u201d.[11]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em rela\u00e7\u00e3o a pr\u00f3pria viol\u00eancia dom\u00e9stica:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">homens conservadores protestantes que v\u00e3o \u00e0 igreja registram os mais baixos n\u00edveis de viol\u00eancia em qualquer grupo neste estudo. De fato\u2026 homens de fam\u00edlia conservadores protestantes que v\u00e3o \u00e0 igreja tem os mais baixos n\u00edveis de viol\u00eancia dom\u00e9stica de qualquer grande grupo religioso no Estados Unidos.[12]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Curiosamente, Wilcox conclui que valores conservadores n\u00e3o s\u00e3o o problema; nominalismo \u00e9, como mostra o gr\u00e1fico abaixo:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-67497\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Captura-de-Tela-2024-03-08-as-14.21.06.png?resize=623%2C775&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"623\" height=\"775\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Captura-de-Tela-2024-03-08-as-14.21.06.png?w=623&amp;ssl=1 623w, https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Captura-de-Tela-2024-03-08-as-14.21.06.png?resize=241%2C300&amp;ssl=1 241w, https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Captura-de-Tela-2024-03-08-as-14.21.06.png?resize=610%2C759&amp;ssl=1 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px\" \/>Figura: Maridos que cometem viol\u00eancia dom\u00e9stica | Fonte: NSFH2[iv] (1992\u20131994)<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Porque seria assim? O ensino da B\u00edblia sobre o homem ser o cabe\u00e7a parece restringir homens crist\u00e3os fi\u00e9is, enquanto homens crist\u00e3os nominais s\u00e3o mais propensos a torcer isso para seus pr\u00f3prios prop\u00f3sitos autorit\u00e1rios. N\u00e3o se esque\u00e7a: o diabo tamb\u00e9m sabe como usar a B\u00edblia (Mt 4.6). Homens crist\u00e3os progressistas, enquanto isso, est\u00e3o em algum lugar no meio desta pesquisa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2017, cr\u00edticos da pesquisa na qual Wilcox dependia comentaram que a pesquisa usou dados de mais de vinte anos atr\u00e1s, que ela era restrita ao Estados Unidos e que dependia do relato pr\u00f3prio dos homens, e n\u00e3o do relato das mulheres v\u00edtimas.[13] Em 2019, no entanto, o Institute for Family Studies [<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Instituto para Estudos sobre Fam\u00edlia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">] publicou descobertas semelhantes\u00a0 \u00e0s relatadas no livro de Wilcox de 2004 no Mapa Mundial da Fam\u00edlia, que se baseia em onze pa\u00edses e que se baseia tanto no relato das mulheres quanto dos homens [14]. Quando se trata das medi\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia por parceiro \u00edntimo (VPI) [vi], o Mapa Mundial da Fam\u00edlia[vii] afirma os estudos de Wilcox de 2004 no que diz respeito \u00e0 distin\u00e7\u00e3o entre homens crist\u00e3os nominais e fi\u00e9is.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A religiosidade, ou compromisso religioso, parece ser o fator determinante, n\u00e3o a tradi\u00e7\u00e3o religiosa, e sugere-se que a religiosidade nominal pode representar o maior risco. Tanto os n\u00e3o religiosos quanto os religiosamente devotos apresentam menor probabilidade de envolvimento em viol\u00eancia entre parceiros \u00edntimos (IPV, na sigla em ingl\u00eas) em compara\u00e7\u00e3o com aqueles que raramente frequentam cultos religiosos.[15]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No que diz respeito a distin\u00e7\u00e3o entre tradicionais e progressistas a respeito de VPI, o mapa cita diferen\u00e7as que s\u00e3o estatisticamente insignificantes:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Relatos populares sugerem que a ideia da submiss\u00e3o de esposas a seus maridos fornece uma cobertura teol\u00f3gica para relacionamentos abusivos \u2013 ou pelo menos para homens que abusam de mulheres. Contudo, vemos pouca evid\u00eancia disso aqui. Mulheres dentro de casamentos significantemente religiosos, sejam eles patriarcais ou igualitaristas, n\u00e3o s\u00e3o estatisticamente diferentes de qualquer outro grupo de mulheres&#8230; As cren\u00e7as do homem como cabe\u00e7a\u00a0 (ou seja, n\u00e3o em combina\u00e7\u00e3o com a religiosidade do casal) n\u00e3o est\u00e3o associadas a vitimiza\u00e7\u00e3o de mulheres.[16]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Cr\u00edticos tamb\u00e9m culparam a pesquisa de 1990 de apenas apontar para o abuso f\u00edsico.\u00a0 O que \u00e9 interessante, no entanto, \u00e9 que as pesquisas que informam o Mapa Mundial da Fam\u00edlia descobriram que mulheres e casamentos \u201caltamente religiosos de g\u00eanero tradicional\u201d expressam as taxas mais altas de \u201ccontentamento, satisfa\u00e7\u00e3o e estabilidade\u201d em seus casamentos (17.02 em seu indicador) relativas a todos os grupos, incluindo mulheres em casamentos \u201caltamente religiosos de g\u00eanero progressista\u201d (16.76). Al\u00e9m disso, mulheres em casamentos \u201cmenos religiosos, ou mistos, de g\u00eanero tradicional\u201d (15.59) pontuaram mais alto que mulheres que fazem parte de casais \u201cmenos religiosos, ou mistos, de g\u00eanero progressista\u201d (15.22).[17]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Talvez as diferen\u00e7as mais significantes apareceram nas pesquisas sobre a satisfa\u00e7\u00e3o sexual da mulher. O estudo relata, \u201cem rela\u00e7\u00e3o a satisfa\u00e7\u00e3o sexual, um padr\u00e3o diferente emergiu com mulheres altamente religiosas tradicionais sendo significativamente mais prov\u00e1veis de serem satisfeitas sexualmente do que mulheres em todos os outros grupos \u2013 incluindo mulheres altamente religiosas progressistas\u201d.[18] Em termos de mulheres que concordaram fortemente com a afirma\u00e7\u00e3o \u201cestou satisfeita com meu relacionamento sexual com meu parceiro\u201d,<\/span><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">56% das mulheres \u201caltamente religiosas de g\u00eanero tradicional\u201d contra 37% das \u201caltamente religiosas de g\u00eanero progressista\u201d fortemente concordaram;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">36% das mulheres \u201cmenos religiosas ou mistas de g\u00eanero tradicional\u201d contra 29% das \u201cmenos religiosas ou mistas de g\u00eanero progressista\u201d fortemente concordaram;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">E 31% das mulheres \u201cseculares de g\u00eanero conservador\u201d contra 32% das \u201cseculares de g\u00eanero progressista\u201d fortemente concordaram.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">New York Times<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Wilcox resumiu o que as pesquisas por tr\u00e1s do Mapa Mundial da Fam\u00edlia ensinam: mulheres de g\u00eanero conservador que frequentam a igreja regularmente s\u00e3o, de longe, as mais felizes de qualquer grupo. Dentre as que frequentam a igreja regularmente, 73% das mulheres de g\u00eanero conservador relatam casamentos felizes contra 60% das mulheres igualitaristas. Curiosamente, esposas seculares progressistas s\u00e3o mais felizes que esposas seculares conservadoras: 55% a 33%, respectivamente. Enquanto isso, 46% das esposas do meio religioso, que n\u00e3o v\u00e3o \u00e0 igreja com frequ\u00eancia ou t\u00eam maridos que fazem isso, relatam casamentos felizes.[19]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Porque esposas de g\u00eanero tradicional dentre o subconjunto das que frequentam a igreja e as esposas igualitaristas dentre o subconjunto secular s\u00e3o as mais felizes em seu subconjunto? Wilcox observa em seu artigo para o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Times<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, \u201cAcontece que o feminismo e a f\u00e9, ambos t\u00eam grandes expectativas em rela\u00e7\u00e3o a maridos e pais, mesmo que por raz\u00f5es ideol\u00f3gicas bem diferentes, e ambos resultam em casamentos de maior qualidade para as mulheres\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O que podemos concluir desses dados? A autoridade \u00e9 uma ferramenta que pode ser usada para o bem ou para o mal, como computadores, bisturis ou dinamite. Com dinamite, por exemplo, voc\u00ea pode explodir uma casa ou estabelecer uma linha f\u00e9rrea. De igual forma, a agenda feminista e igualitarista relata corretamente o dano causado por normas de g\u00eanero sexistas ao redor do mundo. Portanto, elas buscam erradicar essas normas se desfazendo de aspectos importantes junto com os indesej\u00e1veis. A parte valiosa da qual elas se desfazem \u00e9 todo o bem que a autoridade de um marido e um pastor pode fazer. Concluindo, a an\u00e1lise delas \u00e9 unilateral.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ao ler o cap\u00edtulo de Pidgeon, esperei que ela apresentasse evid\u00eancia de que homens complementaristas abusam suas esposas em uma taxa mais alta do que os homens igualitaristas e n\u00e3o crist\u00e3os, mas isso n\u00e3o acontece em momento algum. Ainda assim, ela conclui o cap\u00edtulo, &#8220;N\u00e3o \u00e9 mais paus\u00edvel simplesmente afirmar do p\u00falpito que o complementarismo, devido a sua miseric\u00f3rdia, n\u00e3o facilita a viol\u00eancia de g\u00eanero&#8221;. Como ela chega a essa conclus\u00e3o sem evid\u00eancias?\u00a0 Est\u00e1 embutido nas premissas de seu argumento geral. Em \u00faltima an\u00e1lise, seu argumento n\u00e3o \u00e9 baseado em ci\u00eancias sociais, mas em ideologia. Seu argumento n\u00e3o \u00e9, &#8220;Olhe todas essas igrejas complementaristas onde a taxa de abuso \u00e9 comparativamente mais alta&#8221;. Em vez disso, seu argumento \u00e9 que o complementarismo e o abuso dom\u00e9stico operam pela mesma din\u00e2mica de poder: ambos limitam as mulheres. E uma vez que a afirma\u00e7\u00e3o de autoridade que limita o que uma mulher pode fazer \u00e9 algo ruim (a premissa impl\u00edcita), \u00e9 \u00f3bvio que o complementarismo leva ao abuso. Ela ent\u00e3o aposta nesse instinto quando diz que se recusa a reconhecer que a &#8220;desigualdade de g\u00eanero&#8221; (ela emprega a defini\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas) \u00e9 a base para o abuso, antes que &#8220;\u00e9 em si mesmo um ato de abuso&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Observe, ent\u00e3o, como funciona o seu argumento presun\u00e7oso: a premissa se torna a conclus\u00e3o. A saber, uma vez que limitar mulheres \u00e9 abuso (premissa), limitar as mulheres leva ao abuso (conclus\u00e3o). Isso resume o cap\u00edtulo. Outra forma de descrever essa premissa seria que a autoridade \u00e9 nociva porque imp\u00f5e limites sobre pessoas, retornarei a esse ponto a seguir.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Contudo, e se ela acreditasse na bondade da boa autoridade, que algumas limita\u00e7\u00f5es sobre as pessoas nem sempre \u00e9 algo ruim e que a autoridade do homem na casa e na igreja realmente pode servir para o bem da mulher?<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li>\n<h3><b> Argumentos igualitaristas sobre o abuso colocam a autoridade sob uma luz completamente negativa.<\/b><\/h3>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Essa an\u00e1lise unilateral significa que os argumentos igualitaristas sobre abuso tendem a colocar a autoridade em si sob uma luz completamente negativa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O cap\u00edtulo de Pidgeon, por exemplo, dedica tr\u00eas p\u00e1ginas \u00e0 hist\u00f3ria de Davi e Bate-Seba a fim de ensinar a li\u00e7\u00e3o de que &#8220;cada grau de poder e privil\u00e9gio que uma pessoa tem amplia o escopo para o abuso&#8221; (p. 581). O poder corrompe, ela observa. At\u00e9 a\u00ed, tudo bem. Contudo, para onde ela vai a seguir parece infeliz para o seu argumento. Davi foi capaz de tirar vantagem de Bate-Seba, ela observa, porque &#8220;Bate-Seba n\u00e3o possu\u00eda a mesma autoridade que Davi&#8221;. Ent\u00e3o ela tra\u00e7a um paralelo: no complementarismo, &#8220;\u00e9 negada a mesma autoridade \u00e0s mulheres que os homens&#8221;. Ent\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 tirar a autoridade do homem, para que ela n\u00e3o leve ao abuso dom\u00e9stico. A implica\u00e7\u00e3o, operando de tr\u00e1s para frente para Davi e Bate-Seba, por\u00e9m, \u00e9 de que a autoridade nunca deveria ter sido dada a Davi.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quer ela queira ou n\u00e3o, seus argumentos culpam a pr\u00f3pria autoridade. Se continuarmos a seguir essa l\u00f3gica, dever\u00edamos remover a autoridade do governo para que ela n\u00e3o possa ser abusada. O mesmo com a autoridade paterna, a autoridade administrativa e toda e qualquer autoridade. At\u00e9 mesmo a autoridade de Deus, francamente, come\u00e7a a parecer um pouco suspeita.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Estou destacando os instintos completamente negativos em dire\u00e7\u00e3o a autoridade que est\u00e3o em jogo aqui porque \u00e9 um vi\u00e9s profundo e arraigado da nossa gera\u00e7\u00e3o p\u00f3s moderna. A tradi\u00e7\u00e3o iluminista, da qual a p\u00f3s-modernidade ironicamente depende, \u00e9 um argumento sustentado contra todas as formas de autoridade, seja epistemol\u00f3gica, religiosa, pol\u00edtica, moral, cient\u00edfica, lingu\u00edstica e, finalmente, de g\u00eanero. Fixamos nossos dois olhos na maldade da m\u00e1 autoridade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, a solu\u00e7\u00e3o para a m\u00e1 autoridade n\u00e3o \u00e9 a aus\u00eancia de autoridade, mas a boa autoridade<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Os\u00a0 defensores dos direitos civis nos anos 60 responderam \u00e0s autoridades racistas locais e do estado apelando \u00e0s autoridades federais. De igual forma, aqueles que se op\u00f5em ao abuso infantil em casa ou igreja apelam \u00e0s autoridades do estado na forma de servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o a crian\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3 porque o poder pode ser corrompido n\u00e3o faz da autoridade algo menos dado por Deus. A pr\u00f3pria ag\u00eancia humana \u00e9 corrupta, mas Deus ainda a concede. A li\u00e7\u00e3o de Davi e Bate-Seba \u00e9 que Davi usou erroneamente de sua autoridade e precisou ser disciplinado, como o profeta Nat\u00e3 o fez. A li\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 que Davi possuir autoridade \u00e9 algo completamente ileg\u00edtimo e que ningu\u00e9m deveria possuir autoridade de governo. Afinal, Deus o fez rei. A autoridade de Davi era leg\u00edtima, mesmo se usada erroneamente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Pidgeon est\u00e1 certa: mais poder e privil\u00e9gio ampliam o escopo para abuso. Vamos sempre manter um olho fixo nessa realidade. No entanto, n\u00e3o se desfa\u00e7a de aspectos importantes junto com os indesej\u00e1veis, como eu disse. Como crist\u00e3os, tamb\u00e9m precisamos manter um olho na boa autoridade. Falando nisso\u2026<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"4\">\n<li>\n<h3><b> A autoridade, segundo a inten\u00e7\u00e3o de Deus na cria\u00e7\u00e3o e na reden\u00e7\u00e3o, \u00e9 boa e vivificante.<\/b><\/h3>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A B\u00edblia ensina que toda <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">autoridade no per\u00edodo da queda<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 m\u00e1 e destrutiva. O Igualitarismo acerta em cheio nesse ponto. Estar &#8220;debaixo&#8221; de uma pessoa ca\u00edda pode ser desvantajoso. Pode tornar vulner\u00e1veis os filhos, cidad\u00e3os, membros da igreja e mulheres. Tanto os complementaristas como os igualitaristas n\u00e3o podem negar isso, mas prestar aten\u00e7\u00e3o a isso. A m\u00e1 autoridade desencoraja, aleija, murcha, suga, desumaniza, apaga, aniquila. Ela usa, mas n\u00e3o d\u00e1. \u00c9 o imperialismo pol\u00edtico, explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, degrada\u00e7\u00e3o ambiental, monopoliza\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios, opress\u00e3o social, conjugal e abuso infantil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Contudo, o que as pessoas hoje ignoram \u00e9 que a autoridade na cria\u00e7\u00e3o e a autoridade na reden\u00e7\u00e3o s\u00e3o boas e vivificantes. Boa autoridade d\u00e1 origem \u00e0 vida. Odiar autoridade \u00e9 odiar o ato de criar, porque criar algo\u2014um jogo, um computador, um carro, um casamento, uma casa, um livro \u2014 requer princ\u00edpios de design que ent\u00e3o governam (regem) aquilo que \u00e9 criado. A cria\u00e7\u00e3o e a autoridade s\u00e3o totalmente entrela\u00e7adas. Deus, o governador, \u00e9 o Deus criador, porque o bom governo cria e a cria\u00e7\u00e3o requer governo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Boa autoridade n\u00e3o apenas opera do topo para baixo, mas tamb\u00e9m de baixo para cima. A boa autoridade diz, &#8220;Permita-me ser a plataforma na qual voc\u00ea edificar\u00e1 sua vida. Eu irei prover, financiar, dar recursos e guiar voc\u00ea. Apenas me d\u00ea ouvidos&#8221;. A boa autoridade liga a fim de soltar, corrige a fim de ensinar, poda a fim de gerar crescimento, disciplina a fim de treinar, legisla a fim de edificar, julga a fim de redimir, estuda a fim de inovar. As regras para um jogo, as linhas na estrada, uma alian\u00e7a para amantes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A boa autoridade ama. A boa autoridade doa. A boa autoridade distribui poder.[20]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 vantajoso para uma pessoa estar &#8220;debaixo&#8221; de uma boa autoridade pois ela \u00e9 fortalecida e cresce. Todos que j\u00e1 tiveram um bom professor, treinador ou m\u00e3e sabem bem disso. Por exemplo, meu chefe, Ryan, compartilha a responsabilidade final dos desafios e ansiedades da nossa organiza\u00e7\u00e3o. Eu posso ir para casa e deixar tudo isso para tr\u00e1s. Ele n\u00e3o. Enquanto isso, ele constr\u00f3i uma pista para que eu corra em minha escrita, ensino e fala. Sua autoridade n\u00e3o me prejudica, ela me liberta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em outras palavras, a autoridade na cria\u00e7\u00e3o e reden\u00e7\u00e3o \u00e9 boa n\u00e3o apenas para o que a pessoa no topo recebe, mas de igual forma para o que a pessoa de baixo recebe. A pessoa no topo, na verdade, deve carregar os maiores pesos e custos de tudo. Ele ou ela possui poder n\u00e3o para dominar, mas para ser usado em favor dos outros. Assim como o nosso Senhor Jesus, que deu sua vida em resgate de muitos, tamb\u00e9m deve o marido, pastor, governador, pai, professor, piloto ou oficial do ex\u00e9rcito. Bons diretores de escola tendem a serem os primeiros a chegar e os \u00faltimos a sair. Bons donos de com\u00e9rcio absorvem os custos dos erros dos empregados e oferecem uma segunda chance. Bons pastores ouvem e choram mais pelos pecados da igreja do que qualquer outra pessoa. Bons maridos n\u00e3o imprimem ansiedades e temores em suas esposas e filhos, mas os tomam para si mesmos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Davi teve seus momentos terr\u00edveis, mas tamb\u00e9m teve bons. Ou\u00e7a essas \u201c\u00faltimas palavras\u201d duramente conquistadas de Davi:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Aquele que domina com justi\u00e7a sobre os homens,<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">que domina no temor de Deus,<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00e9 como a luz da manh\u00e3, quando sai o sol,<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">como manh\u00e3 sem nuvens,<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva. <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(2 Sm 23.1, 3\u20134).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os crist\u00e3os, novamente, devem manter um olho na m\u00e1 autoridade e um olho na boa autoridade\u2014um olho em Davi com Bate-Seba, um olho no chamado para &#8220;[dominar] no temor de Deus&#8221; como sol e chuva que &#8220;faz brotar da terra a erva&#8221;. N\u00e3o podemos abandonar estes dois olhares. Sem d\u00favida, os complementaristas podem se esquecer de dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e1 autoridade quando elogiam a lideran\u00e7a de um marido. Contudo, argumentos igualitaristas como os de Pidgeon, enquanto postura, parece se esquecer de dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 boa autoridade poss\u00edvel.\u00a0<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"5\">\n<li>\n<h3><b> Ao visar a autoridade ao inv\u00e9s do uso ego\u00edsta do poder, o igualitarismo escolhe o inimigo errado e, com isso, enfraquece os casamentos.<\/b><\/h3>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Algo crucial para o entendimento do debate entre o complementarismo e o igualitarismo \u00e9 a distin\u00e7\u00e3o entre autoridade e poder. Poder \u00e9 a habilidade ou capacidade de fazer algo \u2013 a habilidade, por exemplo, de levantar uma pedra ou solucionar um problema de matem\u00e1tica ou consertar um vazamento de uma torneira. Autoridade, por outro lado, \u00e9 o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">direito moral<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> ou <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">licen\u00e7a<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> para tomar decis\u00f5es com esse poder. \u00c9 uma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">autoriza\u00e7\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> para fazer algo. A raz\u00e3o pela qual a distin\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o crucial \u00e9 que, n\u00e3o \u00e9 porque voc\u00ea toma a autoridade de algu\u00e9m que isso signifique que voc\u00ea tomou o seu poder.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A B\u00edblia estabelece of\u00edcios de autoridade nos lugares onde o poder existe por natureza, ou seja, pelo design da Cria\u00e7\u00e3o de Deus. Em outras palavras, a lei revelada de Deus mapeia sua lei natural. Os pais naturalmente t\u00eam poder sobre seus filhos. Portanto, a B\u00edblia d\u00e1 estrutura, ordem e prop\u00f3sito ao poder dos pais (p. ex.\u00a0 Dt 6; Ef 6.1\u20134).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os seres humanos possuem naturalmente poder sobre os recursos da Terra. Portanto, a B\u00edblia d\u00e1 estrutura aos governos e regras \u00e0 medida em que os seres humanos ca\u00eddos lutam por esses recursos (p. ex. Gn 9.5\u20136).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Pela regularidade estat\u00edstica e tamb\u00e9m devido ao design da Cria\u00e7\u00e3o, maridos e esposas possuem naturalmente formas variadas de poder f\u00edsico, emocional e social e seus pap\u00e9is procriativos diferem necessariamente. Portanto, Deus mapeia sobre marido e mulher conjuntos distintos de deveres, responsabilidades e obriga\u00e7\u00f5es, que correspondem amplamente \u00e0s suas distintas possibilidades e poderes que lhes s\u00e3o concedidas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Suponha, ent\u00e3o, que voc\u00ea tenha um homem que abusa fisicamente de sua esposa. Nem o complementarista nem o igualitarista diriam que ele possui a autoridade \u2013 o direito moral \u2013 de golpe\u00e1-la, amea\u00e7\u00e1-la ou intimid\u00e1-la. A autoridade, pelo menos formalmente, n\u00e3o \u00e9 o problema. O que \u00e9 ent\u00e3o? \u00c9 o fato de que, mesmo que voc\u00ea tome sua autoridade como marido, voc\u00ea n\u00e3o pode tomar seu poder f\u00edsico, e ele est\u00e1 usando esse poder de forma ego\u00edsta e orgulhosa. Ent\u00e3o, diga o que quiser sobre sua autoridade, o verdadeiro monstro permanece sem solu\u00e7\u00e3o: um uso ego\u00edsta e orgulhoso do poder. O igualitarismo, em outras palavras, oferece uma esp\u00e9cie de diagn\u00f3stico errado, apontando a autoridade como o problema.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, o problema \u00e9 pior do que apenas um diagn\u00f3stico errado. Remover a autoridade ou o cargo do homem remove as restri\u00e7\u00f5es ao poder. Por que Deus estabelece of\u00edcios autoritativos? Ele os estabelece tanto para capacitar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">quanto<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> para restringir. Tanto para dar liberdade <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">quanto<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> para dar responsabilidade. Tanto para dar oportunidade <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">quanto<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> para impor presta\u00e7\u00e3o de contas. A autoridade de um cargo vincula os detentores de cargos tanto quanto os solta. Se a autoridade s\u00e3o as linhas na estrada, como eu disse acima, o igualitarismo tira essas linhas e sinais de limite de velocidade sem fazer nada para desacelerar o carro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Na Escritura, a concess\u00e3o de autoridade vem com uma maior responsabilidade. Observe:<\/span><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">o aumento da responsabilidade de um anci\u00e3o: \u201cObedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas\u201d (Hb 13.17);<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">o aumento da responsabilidade de um marido: \u201cvivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo considera\u00e7\u00e3o para com a vossa mulher como parte mais fr\u00e1gil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma gra\u00e7a de vida, para que n\u00e3o se interrompam as vossas ora\u00e7\u00f5es\u201d (1 Pe 3:7);<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">o aumento da responsabilidade dos pais: \u201cPais, n\u00e3o irriteis os vossos filhos, para que n\u00e3o fiquem desanimados\u201d (Cl 3:21);<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">e o aumento da responsabilidade de um mestre ou empregador: \u201cE v\u00f3s, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as amea\u00e7as, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, est\u00e1 nos c\u00e9us e que para com ele n\u00e3o h\u00e1 acep\u00e7\u00e3o de pessoas\u201d (Ef 6:9).<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Repetidamente, a B\u00edblia enfatiza que a figura de autoridade carrega o julgamento mais pesado (ver tamb\u00e9m Tg 3.1).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A tr\u00e1gica ironia do igualitarismo \u00e9 que, na tentativa de proteger as mulheres, ele na verdade alivia a responsabilidade dos homens. Uma coisa que observei entre homens casados imaturos em situa\u00e7\u00f5es de aconselhamento \u00e9 seu instinto de culpar suas esposas por dificuldades no casamento. Eles brigam como crian\u00e7as: &#8220;Mas ela&#8230;&#8221; &#8220;Mas ele\u2026&#8221; &#8220;Mas ela\u2026&#8221; Mesmo que esses homens afirmem ser complementaristas, eles argumentam como igualitaristas funcionais, ou seja, como se todos possu\u00edssem igual responsabilidade quando o relacionamento passa por \u00e1guas mais agitadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Um complementarismo mais b\u00edblico, no entanto, reconhece que, embora homens e mulheres possam igualmente pecar, os homens t\u00eam a maior responsabilidade de consertar o problema e encontrar uma solu\u00e7\u00e3o, como todo l\u00edder faz. Um marido n\u00e3o pode dizer: &#8220;Mas ela&#8230;&#8221; Em vez disso, ele deve sempre olhar para a situa\u00e7\u00e3o como um todo. Talvez eles estejam brigando sobre &#8220;x&#8221;. Ele deve se perguntar: o que ele poderia ter feito para evitar \u201cx\u201d em primeiro lugar? Ou, se \u201cx\u201d estava al\u00e9m de seu controle, como Deus pretende que ele ame e conduza sua esposa atrav\u00e9s de \u201cx\u201d? Em outras palavras, ele n\u00e3o deve mais jogar o jogo infantil de pagar na mesma moeda. Em vez disso, ele n\u00e3o pode passar essa bola. Quando algo d\u00e1 errado em um casamento, Jesus bater\u00e1 na porta dele primeiro \u2013 assim como Deus fez no jardim quando veio procurar Ad\u00e3o quando ele e Eva pecaram. Portanto, um homem deve morrer para seu ego, absorver qualquer culpa ou custo necess\u00e1rio e come\u00e7ar a trabalhar a pr\u00e1tica de assumir a responsabilidade pelo todo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Acabar com o of\u00edcio de autoridade, em outras palavras, na verdade enfraquece o casamento e o coloca em perigo. Temos certeza de que o abuso \u00e9 um problema muito s\u00e9rio. Mas provavelmente o problema mais comum que um pastor como eu observa diariamente \u00e9 o velho e claro problema de homens imaturos e ego\u00edstas que n\u00e3o tomam responsabilidade em encerrar a discuss\u00e3o, de se colocarem no caminho do dano, de usarem sua for\u00e7a para o bem de sua esposa, de serem os primeiros a pedirem perd\u00e3o, de reconhecerem que Jesus os encarregou de carregar o fardo e de tomar a iniciativa em fazer as pazes, que se recusam a absorver uma injusti\u00e7a, que insistem em pagar na mesma moeda, que, resumindo, agem como crian\u00e7as de seis anos de idade ao insistirem que tudo \u00e9 &#8220;justo&#8221; e &#8220;igual&#8221;, especialmente quando suas vontades n\u00e3o s\u00e3o atendidas e a vida se torna dif\u00edcil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Contudo, esses s\u00e3o os tipos de homens que o igualitarismo habilita \u2013 homens de pavio curto, defensivos, que passam a responsabilidade. Ele n\u00e3o os chama a algo mais elevado, mais dif\u00edcil, mais duro, mais altru\u00edsta, mais generoso, que pensa menos em si mesmo, que toma mais iniciativa, de mais peito e mais sacrificial. Em vez disso, \u00e9 uma cosmovis\u00e3o que ensina ambos homens e mulheres a pensarem em termos de meus dons, meus direitos de us\u00e1-los, minha auto-descoberta e minha auto-express\u00e3o. E dessa forma todos nos tornamos mais centrados em n\u00f3s mesmos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quantas vezes eu me sento sozinho com um homem casado que n\u00e3o para de falar, &#8220;Mas ela\u2026&#8221; A minha resposta \u00e9 algo como, &#8220;Sinto muito, sei que isso pode ser dif\u00edcil de ouvir. Mas, irm\u00e3o, estou te chamando para ser homem e morrer para si mesmo. Chega de joguinho de culpa. Jesus est\u00e1 batendo em sua porta. Esque\u00e7a todas as coisas de crian\u00e7a. Como voc\u00ea est\u00e1 se responsabilizando? O que voc\u00ea est\u00e1 fazendo para edificar, encorajar, unificar e liderar? Voc\u00ea a convenceu de que voc\u00ea \u00e9 100 por cento por ela, ou voc\u00ea d\u00e1 a ela raz\u00e3o para pensar que voc\u00ea s\u00f3 vive para si mesmo?&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Maridos e esposas ca\u00eddos, ambos usaram seu poder f\u00edsico, emocional e social de maneira ego\u00edsta. Isso \u00e9 verdade em todas as culturas em cada era e local. A solu\u00e7\u00e3o igualitarista e feminista \u00e9 de se livrar de todas as hierarquias e estruturas a fim de proteger o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">eu<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e suas ambi\u00e7\u00f5es. A solu\u00e7\u00e3o b\u00edblica \u00e9 colocar marido e esposa em uma estrutura que insiste que cada pessoa tire o foco de si mesmo e sirva o outro, cada um de acordo com suas concess\u00f5es naturais de for\u00e7a, seja f\u00edsica, emocional ou social.<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"6\">\n<li>\n<h3><b> O igualitarismo n\u00e3o reconhece que a igualdade, assim como a autoridade, se divide entre vers\u00f5es boas e m\u00e1s.<\/b><\/h3>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O igualitarismo, como o nome indica, \u00e9 movido por uma vis\u00e3o de igualdade entre homens e mulheres. N\u00e3o \u00e9 preciso ler mais do que o t\u00edtulo de Haddad para enxergar isso: &#8220;Ajudando a igreja a entender a igualdade b\u00edblica&#8221;. O problema \u00e9 que ela, como os igualitaristas em geral, n\u00e3o reconhece que a igualdade, como a autoridade, se divide entre vers\u00f5es boas e m\u00e1s. A vers\u00e3o boa tem ra\u00edzes em G\u00eanesis 1 e em nossa cria\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem de Deus. A vers\u00e3o m\u00e1 \u00e9 um produto de G\u00eanesis 3 [ACF]: \u201cSereis como Deus\u201d, a qual \u00e9 a vers\u00e3o mais comum de igualdade em nosso mundo ca\u00eddo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A vers\u00e3o m\u00e1 presume ser igual a Deus. Diz que seus instintos e desejos b\u00e1sicos s\u00e3o bons. Voc\u00ea pode definir e criar o universo por si mesmo. Voc\u00ea se torna igual por auto-descoberta e auto-afirma\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Isso nos leva aonde precisamos nos envolver com o cap\u00edtulo de Haddad. O objetivo do artigo de Haddad \u00e9 ajudar os l\u00edderes da igreja a persuadir suas congrega\u00e7\u00f5es do igualitarismo. O ensino sobre a igualdade b\u00edblica tem circulado por quase quinhentos anos, ela observa, mas a maioria das igrejas ainda pratica padr\u00f5es de lideran\u00e7a que d\u00e3o prefer\u00eancia a homens ou permite apenas homens. O que os l\u00edderes da igreja devem fazer ent\u00e3o? Seguindo o livro de Everett Rogers, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Diffusion of Innovations <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">[Difus\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es], o cap\u00edtulo de Haddad estabelece os cinco elementos b\u00e1sicos que Rogers diz serem necess\u00e1rios para ajudar uma nova ideia ou mudan\u00e7a a se difundir atrav\u00e9s de um grupo: usar linguagem compreens\u00edvel, mostrar como a nova ideia melhora a vida das pessoas, conectar a ideia \u00e0s cren\u00e7as centrais das pessoas, modelar e fornecer pontos de partida f\u00e1ceis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, \u00e0 medida que Haddad percorre esses cinco elementos, surge um tema comum: o foco nos dons das pessoas. Como o primeiro elemento da ci\u00eancia da difus\u00e3o \u00e9 usar uma linguagem simples, Haddad aconselha: \u201cem vez de usar o termo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">igualitarismo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, podemos falar de minist\u00e9rio baseado em <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">dons<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d (p. 541). Uma vez que o elemento dois \u00e9 mostrar como uma nova ideia melhora a vida das pessoas, Haddad incentiva perguntar aos membros da igreja: \u201cA vis\u00e3o tradicional da lideran\u00e7a masculina e da submiss\u00e3o feminina proporcionar\u00e1 o desenvolvimento mais completo dos <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">dons<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> que Deus deu [\u00e0s nossas filhas]?\u201d (p. 544). Como o elemento tr\u00eas \u00e9 conectar uma ideia \u00e0s cren\u00e7as centrais, Haddad sugere, \u201ctamb\u00e9m podemos falar da rica tradi\u00e7\u00e3o das mulheres ao longo da hist\u00f3ria da igreja que levaram muitos \u00e0 f\u00e9 usando seus <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">dons<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> de prega\u00e7\u00e3o e ensino\u201d (p. 547). Como o elemento quatro \u00e9 modelar, Haddad observa: \u201cN\u00e3o podemos subestimar nossa necessidade de observar as mulheres usando seus <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">dons<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> na igreja\u201d (p. 549). Como o elemento cinco \u00e9 fornecer pontos de partida f\u00e1ceis, Haddad oferece: \u201cOs igualitaristas podem ajudar seus irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo a experimentar ou demonstrar a mensagem, empoderando-os a usarem seus <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">dons<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d (p. 552).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O foco nos dons de um indiv\u00edduo \u00e9 o fio que amarra o cap\u00edtulo. Os dons \u2013 a linguagem dos dons, a demonstra\u00e7\u00e3o dos dons, a conex\u00e3o dos dons, a modelagem dos dons, a descoberta dos dons \u2013 fornecem o conceito que deve suportar o peso da persuas\u00e3o. Como ela diz, ela pretende substituir um minist\u00e9rio que \u00e9 \u201cbaseado em g\u00eanero\u201d por um que \u00e9 \u201cbaseado em dons\u201d (p. 544).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dessa forma, o cap\u00edtulo de Haddad soa totalmente consistente com grande parte da literatura evang\u00e9lica de discipulado da segunda metade do s\u00e9culo XX. Quantos programas da escola dominical e guias de lideran\u00e7a enfatizaram \u201ctestes de dons espirituais\u201d e \u201cminist\u00e9rios de todos os membros\u201d que chamavam as pessoas a empregar seus dons? Os membros da igreja dissecaram Romanos 12 e 1 Cor\u00edntios 12, perguntando qual dom eles tinham. Os pastores de jovens e faculdades falaram sobre o dom da solteirice de 1 Cor\u00edntios 7 e o chamado para miss\u00f5es. No m\u00ednimo, Haddad conhece bem seu p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Bem antes de ler o cap\u00edtulo de Haddad, de fato, notei que essa \u00eanfase no discipulado das d\u00e9cadas de 1980 e 90 havia migrado para conversas questionando o complementarismo nas d\u00e9cadas de 2000 e 2010. O t\u00f3pico dos dons se tornou um dos dois sinos (o primeiro sino \u00e9 a quest\u00e3o do abuso) sendo tocado repetidamente por amigos piedosos que conhecem suas B\u00edblias, que aceitam tacitamente as leituras complementaristas, que sinceramente pretendem servir \u00e0 igreja e, no entanto, que se perguntam: e as mulheres que t\u00eam o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">dom<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> de pregar, ensinar ou liderar? A resposta &#8220;elas devem ensinar outras mulheres&#8221; \u00e9 insatisfat\u00f3ria. Ainda assim, acredito que a pergunta geralmente \u00e9 sincera e enraizada no amor por outras mulheres, seu desenvolvimento e o bem da igreja e do reino.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Para responder mais plenamente, ent\u00e3o, h\u00e1 uma maneira certa e errada de pensar sobre os dons que Deus nos d\u00e1. Uma vis\u00e3o correta dos dons de uma pessoa mant\u00e9m o controle sobre eles. \u00c9 melhor descobri-los e empreg\u00e1-los do que n\u00e3o. Devemos encorajar os jovens crist\u00e3os a fazer isso. No entanto, n\u00e3o devemos dar um valor prim\u00e1rio a eles, como se nosso senso de nossos dons determinasse as estruturas de nossas igrejas ou os minist\u00e9rios aos quais temos direito. Essa \u00e9 a maneira errada de v\u00ea-los: &#8220;Eu sou uma cantora incr\u00edvel; voc\u00ea deve me apresentar l\u00e1 na frente&#8221;. &#8220;Eu n\u00e3o sou bom com crian\u00e7as; voc\u00ea n\u00e3o deve me pedir para servir no minist\u00e9rio infantil&#8221;. Em vez disso, devemos colocar todos os nossos dons, talentos e recursos aos p\u00e9s de Deus e pedir-lhe que os use como quiser para seus prop\u00f3sitos e gl\u00f3ria. \u201cOk, talvez eu n\u00e3o tenha o dom de trabalhar com crian\u00e7as. Mas isso permitir\u00e1 que os pais da crian\u00e7a de dois anos se sentem no culto e sejam revigorados e edificados? Beleza, pode contar comigo. Eu posso servir a igreja dessa maneira\u201d (ver 1 Co 14.12). \u00c9 por isso que os presb\u00edteros da minha igreja, os quais s\u00e3o apenas homens, servem no minist\u00e9rio infantil. Al\u00e9m disso, n\u00e3o descobriremos as vers\u00f5es melhores e mais verdadeiras de n\u00f3s mesmos por meio da auto-express\u00e3o, mas por meio do auto-sacrif\u00edcio: \u201cse o gr\u00e3o de trigo, caindo na terra, n\u00e3o morrer, fica ele s\u00f3; mas, se morrer, produz muito fruto\u201d (Jo 12.24).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Muitas vezes, Deus prefere nos usar onde somos fracos e n\u00e3o dotados, como com Mois\u00e9s, que n\u00e3o foi dotado para falar, exigindo que Deus o suprisse com a boca de Ar\u00e3o; ou com Gide\u00e3o, que n\u00e3o foi dotado de grandes for\u00e7as, mas Deus determinou dar-lhe a vit\u00f3ria de qualquer maneira; ou com a pessoa dotada de l\u00ednguas, mas que escolhe dar prioridade \u00e0 profecia, uma vez que a profecia edifica a igreja (1Co 12.2\u20135). Dessa forma, Deus recebe a gl\u00f3ria. Nossos dons s\u00e3o apenas ferramentas a serem usadas a crit\u00e9rio do Senhor. Eles n\u00e3o s\u00e3o a identidade ou a ostenta\u00e7\u00e3o de um crist\u00e3o. Nossa identidade e orgulho j\u00e1 est\u00e3o seguros na dignidade, justi\u00e7a e dons recebidos vicariamente de Cristo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Minha preocupa\u00e7\u00e3o com a \u00eanfase ou orgulho dado aos dons \u00e9 que isso soa menos como a B\u00edblia e mais como o individualismo expressivo de nosso momento hist\u00f3rico \u2013 a suposi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-Rousseau, p\u00f3s-Marx, p\u00f3s-Freud, p\u00f3s-moderna de que meu <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">eu<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> interior mais profundo \u00e9 o meu <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">eu<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> mais verdadeiro, que todo o meu potencial depende de me livrar das restri\u00e7\u00f5es socialmente constru\u00eddas que s\u00e3o obst\u00e1culos para esse <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">eu<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> emergente. Essa \u00eanfase pode depender muito facilmente de uma antropologia atom\u00edstica de \u201capenas deixe cada flor florescer\u201d, que opera lado a lado com uma vis\u00e3o de mundo romantizada. Ariel quer andar na terra, Bela quer mais do que uma vida provinciana e a rainha Elsa emprega todos os seus poderes de gelo. Essa \u00e9 a vida plena. O mundo inteiro deve estar dispon\u00edvel para mim se eu acreditar que algo est\u00e1 de acordo com meus dons e meu eu interior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Todo esse construto abre pouco espa\u00e7o para a possibilidade de que Deus possa ter prop\u00f3sitos comuns que transcendam qualquer um de n\u00f3s, indiv\u00edduos, e que ele possa colocar diferentes grupos de pessoas para trabalhar de maneiras diferentes para que todo o corpo possa ser edificado. Considere a imagem b\u00edblica da igreja como \u201cfam\u00edlia\u201d, com m\u00e3es, pais, irm\u00e3s e irm\u00e3os (1Tm 5.1\u20132); ou a igreja como um \u201ccorpo\u201d, no qual os olhos n\u00e3o podem dizer \u00e0 m\u00e3o: \u201cN\u00e3o precisamos de ti\u201d, nem a cabe\u00e7a aos p\u00e9s: \u201cN\u00e3o preciso de v\u00f3s\u201d, com as partes mais fracas consideradas indispens\u00e1veis e as partes menos honrosas recebendo maior honra (1Co 12.21\u201323).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Qu\u00e3o mais colorida e resplandecente \u00e9 a imagem de Deus do que a imagem da Disney da rainha Elsa, declarando que ela n\u00e3o esconderia mais quem \u00e9, mas tomaria sua posi\u00e7\u00e3o e ent\u00e3o &#8220;livre estou&#8221;, sendo a auto-descoberta e a express\u00e3o o bem supremo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Haddad quer um minist\u00e9rio baseado em dons. Acho que o melhor modelo \u00e9 um minist\u00e9rio baseado na obedi\u00eancia, na fam\u00edlia, na responsabilidade e no amor sacrificial, no qual o chamado \u00e0 obedi\u00eancia, \u00e0 fam\u00edlia, \u00e0 responsabilidade e ao amor determina como e quando usamos nossos dons e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ou deixe-me usar uma linguagem estrutural. A \u201cestrutura\u201d de uma igreja \u00e9 nada mais nada menos do que um conjunto de regras ou obedi\u00eancias exigidas pelo Rei Jesus para a forma como vivemos nossa vida juntos: \u201cBatizando-os&#8230;\u201d; \u201cQuando vos reunis para comer&#8230;\u201d; &#8220;Presb\u00edteros \u2026 que [sejam]&#8230;&#8221;; &#8220;&#8230;dize-o \u00e0 igreja&#8221;. A estrutura da igreja, em outras palavras, \u00e9 a \u00e9tica de toda a igreja. E a li\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 que as estruturas b\u00edblicas devem determinar como usamos nossos dons. Elas tanto capacitam quanto restringem o uso de nossos dons. No entanto, Haddad e a agenda igualitarista nos pedem para fixar nossos olhos em nossos dons e deixar que eles determinem nossas estruturas de igreja \u2013 nossas obedi\u00eancias necess\u00e1rias. Temo que isso seja retr\u00f3grado. Corre o risco de se tornar uma vers\u00e3o cristianizada do expressivismo do indiv\u00edduo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo isso nos leva de volta \u00e0 maneira certa e errada de pensar sobre igualdade. O caminho errado olha para dentro, lista os ativos e virtudes do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">eu <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e, em seguida, se afirma comparando-se com os outros. &#8220;Sou t\u00e3o inteligente quanto ele&#8221;. Possui um forte senso de direito. Ele vive fazendo exig\u00eancias. &#8220;Eu mere\u00e7o isso. Eu tenho direito a isso&#8221;. Tem pouco ou nenhum espa\u00e7o para fun\u00e7\u00f5es, responsabilidades, diferen\u00e7as e, acima de tudo, hierarquias atribu\u00eddas. Em vez disso, procura nivelar todas as hierarquias porque o sentido do eu est\u00e1 enraizado no eu e, portanto, pode tolerar poucas limita\u00e7\u00f5es impostas externamente. Despreza qualquer papel de submiss\u00e3o ou fala de limita\u00e7\u00e3o. Ele vive de auto-afirma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.[21]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Enquanto isso, a maneira correta de pensar sobre a igualdade come\u00e7a com o fato de que Deus atribuiu a todos n\u00f3s um valor inestim\u00e1vel e igual, criando-nos \u00e0 sua imagem. Todos os seres humanos possuem igual valor como imagem de Deus \u2013 desde o embri\u00e3o no \u00fatero at\u00e9 o rei no trono. Nesse sentido, o cristianismo oferece um igualitarismo mais radical do que qualquer outra coisa. No entanto, Deus coloca a todos n\u00f3s para trabalhar e n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o preocupado com nossa posi\u00e7\u00e3o e status quanto n\u00f3s, como se nosso valor dependesse das hierarquias deste mundo. Em vez disso, Deus est\u00e1 fazendo algo maior. Aceitar sua agenda significa estar disposto a ser o \u00faltimo em vez de o primeiro, o mais baixo em vez de o mais alto. \u00c9 a pessoa que diz: \u201cSenhor, estou feliz por ser o mais baixo e o \u00faltimo\u201d, a quem Deus agarra e diz: \u201cVoc\u00ea \u00e9 exatamente o tipo de trabalhador que estou procurando. Eu o colocarei em primeiro lugar\u201d (Mt 20.16).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A igualdade piedosa n\u00e3o se sente amea\u00e7ada por pap\u00e9is, responsabilidades ou mesmo hierarquias dadas por Deus. Deleita-se na diferen\u00e7a, confiando que toda distin\u00e7\u00e3o atribu\u00edda por Deus possui prop\u00f3sito e contribui para as in\u00fameras refra\u00e7\u00f5es de sua gl\u00f3ria. N\u00e3o pressup\u00f5e que as designa\u00e7\u00f5es de diferentes mordomias e posi\u00e7\u00f5es, responsabilidades e pap\u00e9is de Deus prejudiquem a igualdade. Em vez disso, as enxerga como tantas partes de um corpo, cada parte destinada a fazer o trabalho de todo o corpo. Segue o pensamento de longo prazo e, em \u00faltima an\u00e1lise, refor\u00e7a a igualdade sob e no governo de Deus.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Cada um de n\u00f3s deve dirigir dentro de nossas faixas na pista, quer sejamos um l\u00edder ou um seguidor. Cada um de n\u00f3s deve manter o limite de velocidade e dirigir na dire\u00e7\u00e3o em que Deus nos diz para dirigir. Todos devemos nos submeter a ele e \u00e0 sua lei. L\u00edderes lideram e seguidores seguem \u2013 tudo em submiss\u00e3o a ele. Nesse sentido, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre liderar e seguir para um ser humano. Liderar de acordo com a lei de Deus \u00e9 seguir de acordo com a lei de Deus. Eles s\u00e3o iguais, porque sua lei \u00e9 uma s\u00f3.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em suma, uma boa igualdade funciona em conjunto com uma boa autoridade. As pessoas ouvem &#8220;autoridade&#8221; e pensam imediatamente em uma hierarquia unidimensional \u2013 superior ou inferior. Essa dimens\u00e3o existe. No entanto, o quadro maior \u00e9 multidimensional e comunal. Estabelecer uma autoridade \u00e9 estabelecer um <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">cargo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, completo com responsabilidades, obriga\u00e7\u00f5es, prop\u00f3sitos e mecanismos de presta\u00e7\u00e3o de contas. E Deus coloca todos n\u00f3s para trabalhar em v\u00e1rios cargos, porque cada <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">escrit\u00f3rio<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> serve a um prop\u00f3sito muito maior do que ele mesmo. Ele d\u00e1 um trabalho ao marido, outro \u00e0 esposa; um ao pastor, outro ao membro; um aos pais, outro ao filho; um ao governador, outro aos governados; alguns &#8220;superiores&#8221;, alguns &#8220;inferiores&#8221;, mas tudo por causa de seus prop\u00f3sitos maiores em nossa vida, na igreja e na cria\u00e7\u00e3o. Cada cargo, al\u00e9m disso, vem com uma li\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica. O cargo de pai terreno nos ensina algo sobre nosso Pai celestial (Ef 3.15). Os cargos de marido e mulher nos ensinam algo sobre Cristo e a igreja (Ef 5.22\u201331). Cargos de filho e filha, sobre serem filhos de Deus e nossa heran\u00e7a prometida (Gl 4.1\u20137). Cargos de irm\u00e3o e irm\u00e3, sobre ser um co-herdeiro com Cristo, nosso irm\u00e3o primog\u00eanito (Rm 8.17). O cargo de governador, sobre a ira de Deus contra o pecado (Rm 13.4).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os exerc\u00edcios de autoridade e submiss\u00e3o, dois lados de uma moeda para um ser humano, sempre ensinam teologia, quer estejamos ensinando certo ou errado. Para estar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">em<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> autoridade, voc\u00ea deve estar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">sob<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> autoridade, e estar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">sob<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> ela \u00e9 estar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">nela<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Por estarmos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">sob<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> ou <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">dentro<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, ent\u00e3o, ensinamos ao mundo como \u00e9 Deus, assim como o Cristo encarnado governou, submetendo-se inteiramente ao seu Pai celestial, mostrando ao mundo como \u00e9 o Pai celestial.<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"7\">\n<li>\n<h3><b> Os complementaristas devem ensinar que a autoridade de um marido e de um presb\u00edtero n\u00e3o inclui o direito \u00e0 disciplina.<\/b><\/h3>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Finalmente, os complementaristas devem fazer um trabalho melhor de ensinar em suas igrejas que Deus n\u00e3o d\u00e1 aos maridos e presb\u00edteros o direito ou o poder de disciplinar. E tal ensino tamb\u00e9m deve funcionar de forma a prevenir abusos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Permita-me explicar. Deus estabeleceu dois tipos de autoridade na terra. Ambos os tipos de autoridade possuem a autoridade para emitir mandamentos vinculativos. No entanto, apenas um tipo pode obrigar a obedi\u00eancia externamente com a amea\u00e7a da disciplina (exemplos: estado com o poder da \u201cespada\u201d; pais com o poder da \u201cvara\u201d; igreja com o poder das \u201cchaves\u201d). O outro tipo n\u00e3o pode aplicar press\u00e3o externa. Em vez disso, \u00e9 uma forma de autoridade adequada \u00e0 nova alian\u00e7a e ao evangelho. Busca, portanto, compelir a a\u00e7\u00e3o apelando para o desejo interno (exemplos: maridos pelo poder do amor e da empatia; pastores pelo exemplo de uma vida justa). Rotulei esses dois tipos de autoridade como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">autoridade de mandamento<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">autoridade de conselho<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> em outro lugar,[22] e expandi isso extensamente em meu livro sobre autoridade.[23]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O pai de uma crian\u00e7a de tr\u00eas anos pode decretar unilateralmente as consequ\u00eancias da desobedi\u00eancia. Assim como um policial. Assim como uma igreja sobre seus membros. Um marido n\u00e3o pode e um presb\u00edtero n\u00e3o pode (digo isso como congregacional). Em vez disso, estes dois \u00faltimos possuem uma autoridade de conselho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Uma autoridade de conselho \u00e9 uma autoridade real, porque Deus ordena que a esposa e o membro da igreja se submetam. Esposas e membros possuem uma obriga\u00e7\u00e3o moral real que Deus um dia impor\u00e1. No entanto, o marido e o presb\u00edtero\/pastor, no aqui e agora, carecem de um mecanismo de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Em vez disso, sua forma de autoridade os for\u00e7a a amar, a viver com compreens\u00e3o, a ensinar com grande paci\u00eancia, a esperar, a cortejar e, em todas as coisas, a se esfor\u00e7ar para provocar esse desejo interno (ver 1 Tm 1.5; Fm 8, 9, 14).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Como tal, uma autoridade de aconselhamento n\u00e3o usa a for\u00e7a, mas renuncia \u00e0 for\u00e7a porque, para o fazer, tem de se apoiar na beleza do que quer que seja que leva a esses novos desejos. Funciona melhor apontando para essa beleza. Convidando. Convidando com bondade. Ent\u00e3o, os cora\u00e7\u00f5es &#8220;debaixo&#8221; dela <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">querem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> segui-la. \u00c9 uma forma de autoridade adequada \u00e0 parceria, \u00e0 colegialidade e \u00e0 unidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mais especificamente, Deus d\u00e1 aos maridos a oportunidade de exercer esse tipo de autoridade com o poder de atra\u00e7\u00e3o de um amor semelhante ao C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos de Salom\u00e3o. Este \u00e9 o seu dom de gra\u00e7a comum para toda a cria\u00e7\u00e3o e parte da l\u00f3gica subjacente da conex\u00e3o tipol\u00f3gica entre maridos e esposas e Cristo e a igreja.\u00a0 Em seguida, Deus d\u00e1 aos presb\u00edteros a oportunidade da gra\u00e7a especial de exerc\u00ea-la por meio de uma vida de retid\u00e3o convincente. Sua retid\u00e3o deve ser atraente para uma congrega\u00e7\u00e3o nascida de novo, de modo que os presb\u00edteros possam dizer com Paulo: \u201cSede meus imitadores, como tamb\u00e9m eu sou de Cristo\u201d (1Co 11.1).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Um bom marido ou pastor n\u00e3o quer for\u00e7ar decis\u00f5es <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">agora<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, como um pai de uma crian\u00e7a de tr\u00eas anos deve de tempos em tempos. De que adianta o \u201camor for\u00e7ado\u201d de uma esposa? E qu\u00e3o justa \u00e9 a \u201cjusti\u00e7a for\u00e7ada\u201d de um membro? Isso n\u00e3o \u00e9 a justi\u00e7a do evangelho. Em vez disso, bons maridos e pastores jogam o jogo longo. A pergunta deles n\u00e3o \u00e9: &#8220;Como posso fazer com que ela seja uma esposa perfeita hoje, ou que eles sejam membros perfeitos?&#8221; A pergunta deles \u00e9: &#8220;Como posso ajudar ela e eles a se parecerem mais com Jesus nos pr\u00f3ximos cinquenta anos, agindo eu como o pr\u00f3prio Jesus?&#8221; Esse \u00e9 o trabalho para o qual o complementarismo b\u00edblico chama os homens.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo isso significa que uma autoridade de conselho \u00e9 essencialmente evangel\u00edstica. Voc\u00ea convida. Voc\u00ea n\u00e3o for\u00e7a. Voc\u00ea exercita uma m\u00e3o comparativamente leve, n\u00e3o pesada. Voc\u00ea trabalha para estar presente e com a pessoa. Voc\u00ea n\u00e3o faz pronunciamentos autorit\u00e1rios ou sem investir no relacionamento e ganhar confian\u00e7a. \u00c0s vezes voc\u00ea corrige, mas principalmente voc\u00ea compele com esperan\u00e7a. Voc\u00ea aponta para a lei, mas principalmente anuncia a gra\u00e7a. Voc\u00ea fala claramente, mas tamb\u00e9m fala gentilmente, porque seu objetivo \u00e9 conquistar as pessoas \u2013 esposas para a unidade, membros da igreja para a justi\u00e7a, n\u00e3o crist\u00e3os para o evangelho. Voc\u00ea n\u00e3o deve ser um ing\u00eanuo, assim como Jesus n\u00e3o era um ing\u00eanuo, nem deve desistir, assim como Jesus n\u00e3o desistiu. No entanto, como Jesus chamou seus disc\u00edpulos de suas redes de pesca, maridos e presb\u00edteros exercem autoridade iniciando e apontando em amor para o caminho a seguir. Esposas e membros, por sua vez, possuem a obriga\u00e7\u00e3o de seguir sempre que o marido ou presb\u00edtero liderar, assim como o ouvinte n\u00e3o crist\u00e3o do evangelho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O tipo de autoridade que Deus d\u00e1 aos presb\u00edteros e maridos, em outras palavras, n\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria-prima de abuso. Quando exercido como Deus pretende, \u00e9 mat\u00e9ria-prima de amor, ternura, compaix\u00e3o, for\u00e7a e uma dire\u00e7\u00e3o para Deus.<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Conclus\u00e3o<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O complementarismo leva ao abuso? N\u00e3o. Quando praticado biblicamente, \u00e9 um preventivo de abusos e protetor de mulheres.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os homens abusivos adoram usar a Escritura e a teologia complementarista para manter o controle? Sim. Novamente, Satan\u00e1s gosta de usar a B\u00edblia para seus prop\u00f3sitos perversos (Mt 4.6), porque o abuso sempre mente sobre Deus. Nos ensina que Deus usa sua autoridade para prop\u00f3sitos perversos e enganosos e que n\u00e3o podemos realmente confiar nele.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Isso significa que os pastores t\u00eam uma responsabilidade especial de falar contra o abuso. Aqui est\u00e1 uma dica pr\u00e1tica para os pastores: Ao preparar um serm\u00e3o, pergunte-se como um abusador pode usar indevidamente seu texto b\u00edblico e, talvez, incluir uma advert\u00eancia contra tais usos indevidos em seu serm\u00e3o. Inclua especialmente as advert\u00eancias com os textos favoritos do agressor, como &#8220;volta-lhe tamb\u00e9m a outra [face]&#8221;; &#8220;fazei tudo sem murmura\u00e7\u00f5es nem contendas&#8221;; &#8220;suportai-vos uns aos outros&#8221;; &#8220;mulheres sejam submissas ao seu pr\u00f3prio marido&#8221;; e assim por diante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sou grato a Pidgeon por querer prevenir o abuso e Haddad por querer ajudar as mulheres a perceber e empregar plenamente seus dons. Eu s\u00f3 acho que h\u00e1 uma maneira melhor de realizar ambos os objetivos, que come\u00e7a com todos n\u00f3s, homens e mulheres, nos submetendo \u00e0s estruturas \u2014 isto \u00e9, mandamentos \u2014 da Palavra de Deus. Isso inclui ensinar os outros a fazer o mesmo e corrigir, at\u00e9 mesmo excomungar, os abusadores que n\u00e3o o fazem.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[1] Ver tanto a declara\u00e7\u00e3o contra abuso como o artigo explicando a rejei\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os igualitarista de tal parceria na p\u00e1gina 3 desse boletim: <\/span><a href=\"https:\/\/cbmw.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/1-1.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/cbmw.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/1-1.pdf<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[2] Nick Haslam \u201cConcept Creep: Psychology\u2019s Expanding Concepts of Harm and Pathology.\u201d Psychological Inquiry: An International Journal for the Advancement of Psychological Theory 27 (2016): 1\u201317.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[3] Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, \u201cViolence against women prevalence estimates, 2018 \u2013 Executive summary,\u201d modificado pela \u00faltima vez 7 de Mar\u00e7o, 2021, <\/span><a href=\"https:\/\/www.who.int\/publications\/i\/item\/9789240026681\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.who.int\/publications\/i\/item\/9789240026681<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[4] Lori L Heise e Andreas Kotsadam, \u201cCross-national and multilevel correlates of partner violence: an analysis of data from population-based surveys,\u201d The Lancet Vol 3 (June 2015): 332\u2013340, <\/span><a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/action\/showPdf?pii=S2214-109X%2815%2900013-3\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.thelancet.com\/action\/showPdf?pii=S2214-109X%2815%2900013-3<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[5] Jonathan Leeman, \u201cEssencial e indispens\u00e1vel: Mulheres e a miss\u00e3o da Igreja\u201d, Voltemos ao Evangelho, modificado pela \u00faltima vez em 1 de Novembro, 2020, <\/span><a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/11\/essencial-e-indispensavel-mulheres-e-a-missao-da-igreja\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/11\/essencial-e-indispensavel-mulheres-e-a-missao-da-igreja\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[6] Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, \u201cViolence against women,\u201d modificado pela \u00faltima vez em 9 de Mar\u00e7o, 2021, <\/span><a href=\"https:\/\/www.who.int\/news-room\/fact-sheets\/detail\/violence-against-women\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.who.int\/news-room\/fact-sheets\/detail\/violence-against-women<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[7] Mandy Truong, Bianca Calabria, Mienah Zulfacar Sharif, and Naomi Priest, The Conversation, \u201cNew study finds family violence is often poorly understood in faith communities,\u201d modificado pela \u00faltima vez em 17 de Abril, 2019, <\/span><a href=\"https:\/\/theconversation.com\/new-study-finds-family-violence-is-often-poorly-understood-in-faith-communities-115562\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/theconversation.com\/new-study-finds-family-violence-is-often-poorly-understood-in-faith-communities-115562<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[8] Heise and Kotsadam, \u201cCross-national and multilevel correlates of partner violence,\u201d The Lancet, <\/span><a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/action\/showPdf?pii=S2214-109X%2815%2900013-3\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.thelancet.com\/action\/showPdf?pii=S2214-109X%2815%2900013-3<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.,<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[9] Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Social Institutions &amp; Gender Index: Synthesis Report (OCDE, 2014), 9, 16, <\/span><a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/dev\/development-gender\/BrochureSIGI2015-web.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.oecd.org\/dev\/development-gender\/BrochureSIGI2015-web.pdf<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[10] W. Bradford Wilcox, Soft Patriarchs, New Men: How Christianity Shapes Fathers and Husbands (Chicago: University of Chicago Press, 2004), 199\u2013200.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[11]Wilcox, Soft Patriarchs, New Men, 206\u2013207.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[12] Wilcox, Soft Patriarchs, New Men, 207.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[13] Pidgeon aponta para as cr\u00edticas metodol\u00f3gicas do argumento que \u201chomens que frequentam a igreja tem menores taxas de viol\u00eancia\u201d listado nesse artigo: Mandy Truong, Naomi Priest, and Nicholas Biddle, The Conversation, \u201cDomestic violence and Australian churches: why the current data have limitations,\u201d July 23, 2017, \u201chttps:\/\/theconversation.com\/domestic-violence-and-australian-churches-why-the-current-data-have-limitations-81467. Para ser claro, nem ela nem as autoras aqui fornecem evid\u00eancia contr\u00e1ria. Suas preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o metodol\u00f3gicas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[14] Institute for Family Studies and Wheatley Institution, World Family Map 2019: Mapping Family Change and Child Well-Being Outcomes. https:\/\/ifstudies.org\/ifs-admin\/resources\/reports\/worldfamilymap-2019-051819.pdf.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[15] World Family Map 2019, 33.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[16] World Family Map 2019, 36.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[17] World Family Map 2019, 26.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[18] World Family Map 2019, 26\u201327.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[19] W. Bradford Wilcox, Jason S Carroll, and Laurie DeRose, \u201cReligious Men Can Be Devoted Dads, Too: Faith, like Feminism, Sets High Expectations for Husbands,\u201d New York Times, May 18, 2019, accessed May 31, 2023, <\/span><a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2019\/05\/18\/opinion\/sunday\/happy-marriages.html?unlocked_article_code=WoMOBdI6MyC1Yab1Xn9fwLihFxewlUqD2E_GKDFVfY2N4pM4w1FhbQjcaj4lsyCVtMMGBcO5C5OAqwbZWItsOJZ8niUBcNGuVXzlObnFRbCgGJliKvPQyGlJ_bYuACdSt6bLLv5AbDgqECc2hcu5d8XeMJCnUi7YwxJH1u8rC7-kMzbSFXVaoQNu4iuXOlFXCQJkGaCyuu2CbRKdDfvN5LOhf3WB45gMd_HYBynBEZxFWkLdZxIvi_OtjqOAtSJccY7mZd72aKUUcdKQWBLMk-jn6zO5Q9BXGW6x06E_cyyc75noDEx73X2htgPNPkqDU-ov9vd8MUAgr8sunA2gDw&amp;smid=url-share\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.nytimes.com\/2019\/05\/18\/opinion\/sunday\/happy-marriages.html?unlocked_article_code=WoMOBdI6MyC1Yab1Xn9fwLihFxewlUqD2E_GKDFVfY2N4pM4w1FhbQjcaj4lsyCVtMMGBcO5C5OAqwbZWItsOJZ8niUBcNGuVXzlObnFRbCgGJliKvPQyGlJ_bYuACdSt6bLLv5AbDgqECc2hcu5d8XeMJCnUi7YwxJH1u8rC7-kMzbSFXVaoQNu4iuXOlFXCQJkGaCyuu2CbRKdDfvN5LOhf3WB45gMd_HYBynBEZxFWkLdZxIvi_OtjqOAtSJccY7mZd72aKUUcdKQWBLMk-jn6zO5Q9BXGW6x06E_cyyc75noDEx73X2htgPNPkqDU-ov9vd8MUAgr8sunA2gDw&amp;smid=url-share<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[20] Esse par\u00e1grafo e o anterior fazem parte do meu livro Authority: How Godly Rule Protects the Vulnerable, Strengthens Communities, and Promotes Human Flourishing (Wheaton, IL: Crossway, lan\u00e7amento em Setembro, 2023).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[21] Esse par\u00e1grafo e alguns dos seguintes adotam bastante do meu pr\u00f3ximo livro Authority: How Godly Rule Protects the Vulnerable, Strengthens Communities, and Promotes Human Flourishing (Wheaton, IL: Crossway, lan\u00e7amento em Setembro, 2023).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[22] Jonathan Leeman, \u201cComplementarismo: um momento de acerto de contas (Parte 3\/5): Como avan\u00e7ar? Uma melhor compreens\u00e3o da autoridade e da igualdade\u201d, Voltemos ao Evangelho, modificado pela \u00faltima vez em 4 de Maio, 2020, <\/span><a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/05\/complementarismo-um-momento-de-acerto-de-contas-parte-3-5\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2020\/05\/complementarismo-um-momento-de-acerto-de-contas-parte-3-5\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[23] Jonathan Leeman, Authority: How Godly Rule Protects the Vulnerable, Strengthens Communities, and Promotes Human Flourishing (Wheaton, IL: Crossway, lan\u00e7amento em Setembro, 2023).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>Observa\u00e7\u00f5es do tradutor:<\/i><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">*As notas numeradas com algarismos ar\u00e1bicos s\u00e3o do pr\u00f3prio autor e se encontram ao fim do artigo. Por isso, optei por enumerar minhas notas com algarismos romanos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">[i] \u201c\u2018Concept creep\u2019 \u00e9 a expans\u00e3o sem\u00e2ntica progressiva de conceitos relativos a dano tais como bullying, dist\u00farbio mental, preconceito e trauma\u201d. HASLAM, Nick, e DAKIN, Brodie C, et al. &#8220;Harm inflation: Making sense of concept creep&#8221;. EUROPEAN REVIEW OF SOCIAL PSYCHOLOGY, vol.31,no.1, 2020, pp. 254-286. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/findanexpert.unimelb.edu.au\/scholarlywork\/1457784-harm-inflation--making-sense-of-concept-creep\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/findanexpert.unimelb.edu.au\/scholarlywork\/1457784-harm-inflation&#8211;making-sense-of-concept-creep<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 15\u00a0 jul.\u00a0 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[iii] Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[iv] Pesquisa Nacional de Fam\u00edlias e Casas, Segunda Onda (National Survey of Families and Households, Wave 2).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[v] Institute for Family Studies.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[vi] Intimate partner violence (IPV).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">[vii] World Family Map.<\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_message color=&#8221;alert-danger&#8221; message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;alert-danger&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Por: JONATHAN LEEMAN. \u00a9 CBMW. Website: <a href=\"https:\/\/cbmw.org\/\">www.cbmw.org<\/a>. Traduzido com permiss\u00e3o. Fonte: <a href=\"https:\/\/cbmw.org\/2023\/06\/22\/does-complementarianism-lead-to-abuse-a-response-to-mimi-haddad-helping-the-church-understand-biblical-equality-and-kylie-maddox-pidgeon-complementarianism-and-domestic\/\"><em>Does Complementarianism Lead to Abuse?: A Response to Mimi Haddad, \u201cHelping the Church Understand Biblical Equality\u201d and Kylie Maddox Pidgeon, \u201cComplementarianism and Domestic Abuse\u201d<\/em><\/a>. Tradu\u00e7\u00e3o: Alex Motta. Revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o por Vinicius Lima.<\/p>\n<p>[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jonathan Leeman rebate dois cap\u00edtulos de autoras igualitaristas que argumentam que o complementarismo e a cren\u00e7a da autoridade masculina \u00e9 o fator que leva homens a abusarem de suas esposas e outras 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