{"id":67805,"date":"2024-04-17T08:00:13","date_gmt":"2024-04-17T11:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=67805"},"modified":"2024-05-24T11:19:26","modified_gmt":"2024-05-24T14:19:26","slug":"o-espirito-e-a-escritura-capitulo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/04\/o-espirito-e-a-escritura-capitulo-2\/","title":{"rendered":"Origem, Autoridade, Inerr\u00e2ncia e Significado (parte 2)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;Cap\u00edtulo 2 da s\u00e9rie O Esp\u00edrito e a Escritura | clique aqui para ver os demais artigos desta s\u00e9rie&#8221; style=&#8221;classic&#8221; color=&#8221;white&#8221; size=&#8221;sm&#8221; align=&#8221;center&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fvoltemosaoevangelho.com%2Fblog%2Fserie%2Fo-espirito-e-a-escritura%2F&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Nota do Editor:<\/strong> Este artigo \u00e9 um recurso selecionado para a <a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/04\/semana-da-inerrancia-biblica\/\">Semana da Inerr\u00e2ncia B\u00edblica do Minist\u00e9rio Fiel e Voltemos ao Evangelho<\/a>, uma semana onde estivemos, juntos com a igreja verdadeira, proclamando a inerr\u00e2ncia, sufici\u00eancia e autoridade da B\u00edblia, que \u00e9 a Palavra de Deus. Pedimos ao nosso colunista mais ass\u00edduo do blog, o <a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/autor\/hermisten-maia\/\">Reverendo Hermisten Maia<\/a>, para escrever sobre o assunto; ele ent\u00e3o nos presenteou com mais uma de suas s\u00e9ries, trazendo profundidade ao tema! Desfrute e compartilhe destes conte\u00fados e tenha sua f\u00e9 na inerrante Palavra de Deus fortalecida!<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h2><a name=\"_Toc492226394\"><\/a><a name=\"_Toc123660808\"><\/a>1. O Deus que se d\u00e1 a conhecer<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/h2>\n<p>A B\u00edblia parte do pressuposto da exist\u00eancia de Deus por um motivo simples: Foi Ele quem nos deu a B\u00edblia. Deus \u00e9 um ser necess\u00e1rio. Dele tudo se origina. Fora dele nada h\u00e1: Nem o existir, nem o conhecer, nem o ignorar.<\/p>\n<p>Antes do que um conceito e mais do que uma teoria ou abstra\u00e7\u00e3o, as Escrituras nos p\u00f5em em contato com o Deus vivo e pessoal, que vem ao nosso encontro; que age e fala.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p><em>\u201cAntes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu \u00e9s Deus\u201d<\/em>, escreveu Mois\u00e9s (Sl 90.2). Demonstrando a nossa limita\u00e7\u00e3o, as Escrituras falam com categorias que apenas margeiam o nosso limite e a ultrapassam, indicando que l\u00e1 n\u00e3o \u00e9 nosso territ\u00f3rio; n\u00e3o temos instrumental de compreens\u00e3o nem de contesta\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o houvesse a revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Consci\u00eancia da ignor\u00e2ncia \u00e9 gra\u00e7a<\/strong><\/h4>\n<p>A consci\u00eancia de nossa ignor\u00e2ncia \u00e9 gra\u00e7a que vem antecedida pela gra\u00e7a do conhecimento. Mois\u00e9s por revela\u00e7\u00e3o direta de Deus, registra de forma inspirada (2Pe 1.20-21), narrando os atos criadores de Deus, sem se preocupar em falar com mais detalhes a respeito daquele que, mediante a sua Palavra, faz com que do nada surja a vida, criando o universo, estabelecendo suas leis pr\u00f3prias e, avaliando a sua cria\u00e7\u00e3o como boa.<\/p>\n<p>Mois\u00e9s apresenta o Deus Todo-Poderoso exercitando o seu poder de forma criadora, segundo o seu eterno prop\u00f3sito. Deus existe. Este \u00e9 o fato pressuposto em toda a narrativa da Cria\u00e7\u00e3o. Deus cria segundo a sua Palavra e isto nos enche de admira\u00e7\u00e3o e reverente temor: a Palavra de Deus \u00e9 o verbo criador que manifesta a determina\u00e7\u00e3o e o poder de Deus (Gn 1.1,26, 27; Sl 33.6,9; Jo 1.1-3; Hb 11.3),<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> que criou as coisas com sabedoria (Pv 3.19).<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>Nas p\u00e1ginas das Escrituras Deus \u00e9 apresentado como o Senhor grandioso e incompar\u00e1vel. Seus pensamentos s\u00e3o inating\u00edveis e insond\u00e1veis.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> Ele \u00e9 o Rei da gl\u00f3ria.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> Em Cristo a sua gl\u00f3ria manifesta foi \u201couvida\u201d e partilhada (2Pe 1.16-18).<\/p>\n<p>Um dos fundamentos da doutrina crist\u00e3 \u00e9 a certeza de que cremos em um Deus Soberano<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> e Todo-Poderoso<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> que ama o seu povo e se d\u00e1 a conhecer pessoalmente a n\u00f3s.<\/p>\n<p>Sem a revela\u00e7\u00e3o de Deus seria imposs\u00edvel crer ou falar de Deus.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> No entanto, n\u00f3s podemos conhec\u00ea-lo genu\u00edna e pessoalmente: <em>\u201c<u>Conhecido<\/u><\/em> (yada\u2019)<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> <em>\u00e9<\/em><em> Deus em Jud\u00e1; <u>grande<\/u><\/em> (gadol) (= supremo),<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> <em>o seu nome em Israel\u201d <\/em>(Sl 76.1).<\/p>\n<p>O Senhor em sua Palavra, al\u00e9m de nos revelar facetas sublimes de sua natureza, nos d\u00e1 a conhecer aspectos de seu prop\u00f3sito eterno, que envolve o seu amor que antecede \u00e0 nossa cria\u00e7\u00e3o, o seu cuidado para conosco nos instruindo como devemos viver, a corre\u00e7\u00e3o quando nos desviamos, e a garantia final de nossa salva\u00e7\u00e3o futura j\u00e1 assegurada.<\/p>\n<p>Aqui vemos uma diferen\u00e7a bastante significativa entre a narrativa\/concep\u00e7\u00e3o b\u00edblica e toda a filosofia antiga. A diferen\u00e7a <strong>ontol\u00f3gica<\/strong> est\u00e1 no fato de que Deus se distingue da mat\u00e9ria criada. Ele, somente Ele, \u00e9 necess\u00e1rio, essencial, eterno e absoluto; de nada precisa. Toda a cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria nem se sustenta; \u00e9 contingente. Portanto, a rela\u00e7\u00e3o de Deus com a cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 por \u201cconstrangimento\u201d, antes, por sua livre determina\u00e7\u00e3o e gra\u00e7a.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 da cria\u00e7\u00e3o encontra a sua base e fundamento na Palavra de Deus, por isso, \u00e9 essencial \u00e0 nossa considera\u00e7\u00e3o o que o Esp\u00edrito Santo fez registrar no Livro de Hebreus: <em>\u201cPela f\u00e9 entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de maneira que o vis\u00edvel veio a existir das cousas que n\u00e3o aparecem\u201d<\/em> (Hb 11.3).<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc412102231\"><\/a><a name=\"_Toc412219183\"><\/a><a name=\"_Toc95556977\"><\/a><a name=\"_Toc123660810\"><\/a><a name=\"_Toc438644087\"><\/a><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <a name=\"_Toc492226396\"><\/a>A. Deus como Autor de todo conhecimento<\/strong><\/h2>\n<p>A exist\u00eancia de Deus n\u00e3o \u00e9 uma amea\u00e7a ao nosso conhecimento, mas \u00e9 pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e fonte dele. (&#8230;) As criaturas podem alcan\u00e7ar conhecimento finito (verdade dependente) porque Deus possui conhecimento infinito (verdade absoluta). \u2013 Michael Horton.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n<p>As Escrituras come\u00e7am com uma proposi\u00e7\u00e3o <strong>ontol\u00f3gica-revelacional-hist\u00f3rica<\/strong>. \u201cNo princ\u00edpio Deus\u201d. H\u00e1 um Deus que existe, antecede \u00e0 Cria\u00e7\u00e3o e, no espa\u00e7o-temporal cria todas as coisas se dando livre e graciosamente a conhecer.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> Deus n\u00e3o necessita do tempo para criar. No entanto concomitantemente cria o tempo-espa\u00e7o-mat\u00e9ria de forma revelacional e hist\u00f3rica. Assim, Ele historifica os seus atos que ser\u00e3o narrados, possibilitando-nos conhec\u00ea-lo em atos e palavra.<\/p>\n<p>O salmista, como produto dessa revela\u00e7\u00e3o e, sob a dire\u00e7\u00e3o de Deus, exulta: <em>\u201cQu\u00e3o <u>grandes<\/u> <\/em>(gadal)<em>, SENHOR, s\u00e3o as tuas obras! Os teus <u>pensamentos<\/u><\/em> (machashabah) (des\u00edgnios,<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> intentos)<em> que profundos!\u201d<\/em> (Sl 92.5).<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a><\/p>\n<p>Os seus des\u00edgnios, por serem verdadeiros e provenientes do Deus santo, justo e soberano, s\u00e3o inumer\u00e1veis e eternos:<em> \u201cO conselho do SENHOR dura para sempre; os <u>des\u00edgnios<\/u> <\/em>(machashabah)<em> do seu cora\u00e7\u00e3o, por todas as gera\u00e7\u00f5es\u201d<\/em> (Sl 33.11).<\/p>\n<p>Aqui j\u00e1 nos deparamos com algo grandioso demais para n\u00f3s. Como humanos que somos, pensamos sempre em termos de <strong>causa<\/strong> e <strong>efeito<\/strong> e, dentro da categoria <strong>tempo<\/strong> e <strong>espa\u00e7o<\/strong> repletos de circunst\u00e2ncias temporais, geogr\u00e1ficas, culturais, pessoais, sociais, entre outras.<\/p>\n<p>Antes de prosseguir, assentemos um ponto: <strong>\u00a0<\/strong>Qualquer concep\u00e7\u00e3o fora dessas dimens\u00f5es (causa-efeito e tempo-espa\u00e7o) seria imposs\u00edvel ao homem por si s\u00f3, a menos que o Deus transcendente e pessoal se revele, apresentando uma dimens\u00e3o do al\u00e9m e depois nos capacitando a perceb\u00ea-la por gra\u00e7a. Desse modo, sem essa compreens\u00e3o n\u00e3o seria poss\u00edvel falar de qualquer aspecto metaf\u00edsico ou imaterial.<\/p>\n<h4><strong>Deus cria o tempo, mat\u00e9ria e espa\u00e7o<\/strong><\/h4>\n<p>Portanto, foi dentro dessas categorias t\u00e3o importantes para n\u00f3s \u2013 concedidas por Deus \u2212, que Ele se revelou. Ele criou o tempo, a mat\u00e9ria e o espa\u00e7o dentro de uma coliga\u00e7\u00e3o temporal e multidependente, no entanto, todos preservados pelo seu poder.<\/p>\n<p>A fim de se comunicar conosco, Deus age e fala dentro do tempo e do espa\u00e7o.\u00a0 Ele se d\u00e1 a conhecer tamb\u00e9m nos eventos da hist\u00f3ria onde desenvolve o seu prop\u00f3sito glorioso.<\/p>\n<p>Escrituras se constituem em grande parte em uma narrativa inspirada dos efeitos decorrentes da obedi\u00eancia e desobedi\u00eancia do povo Deus. A hist\u00f3ria vivencia a doutrina, a ilustrando em suas narrativas. N\u00e3o podemos deixar de perceber que, escrituristicamente, o Senhor da hist\u00f3ria, ser\u00e1, no tempo determinado por Ele mesmo, o juiz da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria vemos a demonstra\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dos ensinamentos de Deus, revelando os acertos e fracassos de suas criaturas em serem fi\u00e9is ao seu Senhor, e, ao mesmo tempo, a demonstra\u00e7\u00e3o de sua miseric\u00f3rdia incompreens\u00edvel que atinge o seu \u00e1pice na encarna\u00e7\u00e3o do Verbo.<\/p>\n<p>A ontologia, a metaf\u00edsica e a epistemologia s\u00e3o temas que se imbricam. Para falar da ess\u00eancia da coisa temos que pelo menos admitir que existe um mundo real, independentemente de nosso conhecimento; no entanto, que podemos conhecer. Sen\u00e3o, tudo seria uma mera conversa fiada sem fundamento e, por isso, sem sentido.<\/p>\n<p>Para o crist\u00e3o, h\u00e1 um s\u00f3 Deus Todo-Poderoso, transcendente e pessoal que se revela possibilitando o nosso relacionamento com Ele e com toda a realidade.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a><\/p>\n<p>Para o Cristianismo o conhecimento n\u00e3o parte de baixo, mas de cima. O saber n\u00e3o \u00e9 uma babel humana planejada pelo homem e totalmente frustrante em seus desejos. A possibilidade e a legitimidade do conhecimento partem de Deus.<\/p>\n<p>Portanto, a plataforma de lan\u00e7amento do homem para ascender \u00e0s alturas j\u00e1 come\u00e7a equivocada pela sua simples idealiza\u00e7\u00e3o, quer seja \u201cdescobrindo o divino dentro de si\u201d, quer pela ascens\u00e3o m\u00edstica, quer pelo pensamento, reafirmando a sua exist\u00eancia como pretendeu Descartes (1596-1650).<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<p>Migliore escreveu com precis\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\"><em>A l\u00f3gica da f\u00e9 crist\u00e3 difere radicalmente dessa l\u00f3gica cartesiana em pelo menos dois aspectos. Primeiro, o ponto de partida da inquiri\u00e7\u00e3o para o crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a autoconsci\u00eancia, mas a consci\u00eancia da realidade de Deus, que \u00e9 o criador e redentor de todas as coisas. N\u00e3o \u201cPenso logo existo\u201d, mas \u201cDeus \u00e9, logo, n\u00f3s somos\u201d (Sl 8.1,3-4). (&#8230;) Segundo, para a f\u00e9 e teologia crist\u00e3s, a inquiri\u00e7\u00e3o \u00e9 deduzida pela f\u00e9 em Deus em vez de ser uma tentativa de chegar \u00e0 certeza \u00e0 parte de Deus.<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a><\/em><\/p>\n<h4><strong>Deus como Arqu\u00e9tipo de toda realidade e conhecimento<\/strong><\/h4>\n<p>Deus como fonte de todo conhecimento tem, naturalmente, a consci\u00eancia total da perfei\u00e7\u00e3o e amplitude do seu conhecimento. Ele se conhece perfeitamente, tendo ci\u00eancia de toda a sua perfei\u00e7\u00e3o: \u201cEm si mesmo Ele \u00e9 sujeito e objeto de todo conhecimento\u201d, resume Hoeksema (1886-1965).<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a><\/p>\n<p>Somente o Deus Trino \u2013\u00a0 como Arqu\u00e9tipo de toda a realidade, em sua unidade e multiplicidade \u2013, possui um conhecimento perfeito, arquet\u00edpico de si mesmo. Qualquer tipo de conhecimento parte de Deus, que \u00e9 a sua fonte-matriz inesgot\u00e1vel. Portanto, podemos concluir da\u00ed algumas coisas:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1) Deus \u00e9 o <em>princ\u00edpium essendi<\/em> de todo conhecimento, inclusive o cient\u00edfico. Logo,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2) Toda verdade \u00e9 proveniente de Deus, porque \u201ctodas as coisas procedem de Deus\u201d.<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a> Portanto, n\u00e3o pode haver contradi\u00e7\u00e3o entre os diversos ramos do conhecimento leg\u00edtimo, pois n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o em Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3) A ci\u00eancia e a f\u00e9 n\u00e3o se contradizem: o mesmo doador da f\u00e9 (Ef 2.8) \u00e9 o criador da verdade e de todo conhecimento verdadeiro, inclusive, cient\u00edfico. Logo, quando ambas parecem contradit\u00f3rias, \u00e9 porque, ou h\u00e1 uma compreens\u00e3o errada da f\u00e9, ou a considerada ci\u00eancia, em sua provisoriedade,<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a> est\u00e1 laborando em erro.<\/p>\n<h4><\/h4>\n<h4><strong>Humildade necess\u00e1ria do te\u00f3logo<\/strong><\/h4>\n<p>Por isso \u00e9 preciso que haja humildade de ambas as partes: do <strong>te\u00f3logo<\/strong> na interpreta\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus, sempre em submiss\u00e3o ao Esp\u00edrito de Deus,<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a> sem cair num dogmatismo ing\u00eanuo nem em um relativismo dogm\u00e1tico que corre sempre atr\u00e1s dos modismos cient\u00edficos e filos\u00f3ficos para adaptar a Teologia.<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a><\/p>\n<p>Podemos cair na armadilha de interpretar as Escrituras conforme teorias cient\u00edficas atuais elegendo determinada moda acad\u00eamica,<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a> a ci\u00eancia &#8211;\u00a0 ou o que se chama agora de ci\u00eancia -, de elemento convalidador da Palavra, negando assim, a autoridade das Escrituras e constituindo a ci\u00eancia em algo acima dela.<\/p>\n<p>Como crist\u00e3os, devemos caminhar conscientes de que apesar de nossas limita\u00e7\u00f5es, todas as coisas s\u00e3o conciliadas em Cristo (Cl 1.20).<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, devemos nos lembrar de que as interpreta\u00e7\u00f5es b\u00edblicas feitas a partir de concep\u00e7\u00f5es cient\u00edficas ou filos\u00f3ficas em voga, se mostrar\u00e3o vulner\u00e1veis conforme tais compreens\u00f5es se revelarem equivocadas.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso que, n\u00f3s te\u00f3logos, entendamos que trabalhar com a teologia n\u00e3o significa dizer sempre coisas novas, embora reconhe\u00e7amos \u201cas situa\u00e7\u00f5es novas que amea\u00e7am a salva\u00e7\u00e3o dos homens\u201d,<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a> para as quais devemos buscar na Palavra a resposta.<\/p>\n<p>Por outro lado, precisamos entender, que a Palavra de Deus \u00e9 mais completa e abundante do que qualquer dogma; portanto, o nosso sistema doutrin\u00e1rio, por melhor que seja \u2013 e eu estou convencido de que \u00e9 \u2013 n\u00e3o pode ser mais rico do que a Palavra de Deus, como bem observou Berkouwer (1903-1996): \u201cPorventura a Escritura n\u00e3o \u00e9 mais rica do que qualquer pronunciamento eclesi\u00e1stico, por mais excelente e atento ao Verbo divino que este possa ser?\u201d<em>.<\/em><a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a> Por isso, o crit\u00e9rio \u00faltimo de an\u00e1lise, ser\u00e1 sempre \u201cO Esp\u00edrito Santo falando na Escritura\u201d.<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a><\/p>\n<h4><strong>Humildade necess\u00e1rio do cientista<\/strong><\/h4>\n<p>O <strong>cientista<\/strong> por sua vez, precisa controlar as suas paix\u00f5es para que n\u00e3o se precipite em suas conclus\u00f5es, sabendo que na ci\u00eancia quase nada \u00e9 definitivo, exceto, talvez, a sua transitoriedade. O vislumbre do horizonte cient\u00edfico pode ser percebido, mas nunca ser\u00e1 alcan\u00e7ado. Como bem disse Gra\u00e7a Aranha (1868-1931): \u201cA marcha da ci\u00eancia \u00e9 como a nossa na plan\u00edcie do deserto: o horizonte foge sempre\u201d.<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a><\/p>\n<p>Deste modo, parece-me fundamental para o cientista o reexame constante da &#8220;ci\u00eancia&#8221;, contudo, tendo como referencial paradigm\u00e1tico, a convic\u00e7\u00e3o de que existem conhecimentos absolutos, mas, que nem por isso devem estar acima de nosso exame.<\/p>\n<p>Resumindo, podemos dizer que todas as vezes que houver aparente contradi\u00e7\u00e3o entre a Ci\u00eancia e a Teologia, h\u00e1, na realidade, uma falta de compreens\u00e3o de uma, ou de ambas as partes. Enquanto o que \u00e9 perfeito n\u00e3o se concretizar (1Co 13.10), essa tens\u00e3o sempre existir\u00e1 em nossas mentes finitas.<\/p>\n<p>Posteriormente li uma posi\u00e7\u00e3o semelhante em um autor contempor\u00e2neo, Bishop:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\"><em>Como o Esp\u00edrito Santo \u00e9 o autor final dos dois livros, o que eles revelam sobre a cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode entrar em conflito. Pelo contr\u00e1rio, os conflitos surgem do nosso manuseio dos dois livros. Para o livro da natureza, os cientistas observam e interpretam a cria\u00e7\u00e3o usando abordagens sistem\u00e1ticas que levam a teorias bem confirmadas. A cada passo do caminho, existe a possibilidade de m\u00e1 compreens\u00e3o e erro. Para o livro das Escrituras, trabalhamos com tradu\u00e7\u00f5es, nos engajamos na exegese e geramos doutrinas e teologias. Novamente, a cada passo do caminho, existe a possibilidade de m\u00e1 compreens\u00e3o e erros.<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\">[29]<\/a><\/em><\/p>\n<p>O mundo do conhecimento pertence a Deus. Ele \u00e9 o seu autor e revelador. Logo, todo e qualquer conhecimento quer <em>emp\u00edrico<\/em>, quer <em>filos\u00f3fico, <\/em>quer <em>cient\u00edfico<\/em>, quer <em>teol\u00f3gico<\/em><a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\">[30]<\/a> que o homem tenha ou possa ter, \u00e9 parte do conhecimento de Deus expresso na sua Cria\u00e7\u00e3o. Desta forma, podemos dizer que <em>n\u00e3o existe conhecimento fora de Deus<\/em>.\u00a0 No entanto, o problema para o homem natural \u00e9 que ele baniu\u00a0\u00a0 arrogantemente de sua possibilidade de conhecimento e relev\u00e2ncia, a Deus e consequentemente a Cristo e as Escrituras. O tr\u00e1gico dessa postura, \u00e9 que quando isso ocorre, o homem se torna um \u00f3rf\u00e3o epistemol\u00f3gico.<a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\">[31]<\/a><\/p>\n<p>Mohler Jr., no pref\u00e1cio \u00e0 preciosa obra de Frame, caracterizou bem isso:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><em>A rejei\u00e7\u00e3o da autoridade b\u00edblica invariavelmente leva \u00e0 seculariza\u00e7\u00e3o da sociedade. Secular, em termos de conversa\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica e intelectual contempor\u00e2nea, refere-se \u00e0 aus\u00eancia de qualquer autoridade ou cren\u00e7a te\u00edsta vinculativa. \u00c9 uma ideologia e um resultado. Seculariza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma ideologia; \u00e9 uma teoria e um processo sociol\u00f3gico pelo qual as sociedades se tornam menos te\u00edstas \u00e0 medida que se tornam mais modernas. \u00c0 medida que as sociedades entram em condi\u00e7\u00f5es de modernidade mais profunda e progressiva, elas saem de situa\u00e7\u00f5es nas quais existe uma for\u00e7a vinculativa de cren\u00e7a religiosa, e cren\u00e7a te\u00edsta em particular. Essas sociedades se mudam para condi\u00e7\u00f5es nas quais h\u00e1 cada vez menos cren\u00e7a e autoridade te\u00edstas, at\u00e9 que quase n\u00e3o h\u00e1 lembran\u00e7a de que alguma autoridade vinculativa tenha existido. A cultura ocidental secularizou al\u00e9m da autoridade do Deus da B\u00edblia e quase al\u00e9m da mem\u00f3ria de tal autoridade.<a href=\"#_ftn32\" name=\"_ftnref32\">[32]<\/a><\/em><\/p>\n<p>Esse homem delimitou-se dentro de uma camisa de for\u00e7a que o venderam como se fosse uma indument\u00e1ria cognitiva que o permitiria dar o grande salto libertador, mas, sem perceber, ele ficou limitado \u00e0 raz\u00e3o<a href=\"#_ftn33\" name=\"_ftnref33\">[33]<\/a> que, tamb\u00e9m n\u00e3o funciona bem j\u00e1 que um dos axiomas da raz\u00e3o \u00e9 que h\u00e1 muito por conhecer al\u00e9m de sua capacidade cognitiva. Al\u00e9m disso, ela operando bem, pode e deve ser uma boa companheira epistemol\u00f3gica, mas n\u00e3o, senhora \u00fanica e absoluta. <a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\">[34]<\/a><\/p>\n<p>Satan\u00e1s n\u00e3o sossega. Ele atua tamb\u00e9m dessa forma, talvez com mais habilidade. Para n\u00e3o ferir as suscetibilidades de uma f\u00e9 fr\u00e1gil causada pela sua ingenuidade ou pelo gradualmente sufocamento provocado pela nossa vaidade. Afinal, Gostamos de erguer bustos com a nossa ef\u00edgie na pra\u00e7a de nosso cora\u00e7\u00e3o em constante repagina\u00e7\u00e3o arquitetada pelo nosso ego.<\/p>\n<p>Van Til (1895-1987), escreveu com propriedade:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\"><em>Uma das maiores e, certamente, a primeira vit\u00f3ria do inimigo \u00e9 a vit\u00f3ria de quebrar a moral do crente. Se ele pode fazer um crist\u00e3o acreditar que nenhuma revela\u00e7\u00e3o redentora sobrenatural \u00e9 necess\u00e1ria para o homem, porque sua mente \u00e9 normal e precisa apenas da verifica\u00e7\u00e3o m\u00fatua do companheiro para gui\u00e1-la em seu voo, ent\u00e3o, Satan\u00e1s conseguiu muito. O liberalismo atual \u00e9 um excelente exemplo dessa vit\u00f3ria. O fato de que um naturalismo puro, como o liberalismo, ainda deva ter um lugar dentro de uma igreja crist\u00e3 mostra que os crist\u00e3os dormiram no posto.<a href=\"#_ftn35\" name=\"_ftnref35\">[35]<\/a><\/em><\/p>\n<p>A realidade pertence a Deus, quem a criou, e lhe confere sentido. Quando, ent\u00e3o nos referimos ao conhecimento que podemos ter do pr\u00f3prio Deus, do seu car\u00e1ter e majestade, temos de reafirmar a verdade b\u00edblica de que esse conhecimento prov\u00e9m do pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<p>Portanto, Deus s\u00f3 pode ser conhecido por Ele mesmo. Por isso a necessidade de revela\u00e7\u00e3o para que possamos conhec\u00ea-lo, e nos relacionarmos com Ele.\u00a0 Deus em sua integridade se revela verdadeiramente como \u00e9 em sua natureza essencial, ainda que n\u00e3o conhe\u00e7amos a ess\u00eancia de Deus.<a href=\"#_ftn36\" name=\"_ftnref36\">[36]<\/a> Por\u00e9m, nenhuma de suas perfei\u00e7\u00f5es esgota a totalidade de seu ser. Este conhecimento resultante da gra\u00e7a \u00e9 \u00fanico, singular e pessoal.<a href=\"#_ftn37\" name=\"_ftnref37\">[37]<\/a><\/p>\n<p>Como mais um ingrediente de cautela, devemos entender que o nosso conhecimento de Deus por meio de sua revela\u00e7\u00e3o \u00e9 um <em>\u201cconhecimento-de-servo\u201d<\/em> delimitado pelo pr\u00f3prio Senhor, considerando, inclusive, o pecado humano. O nosso conhecimento nunca \u00e9 autorreferente com validade pr\u00f3pria e por iniciativa nossa.<a href=\"#_ftn38\" name=\"_ftnref38\">[38]<\/a>\u00a0 \u201cVisto que somos seres finitos e n\u00e3o podemos enxergar o todo da realidade de uma vez, nossa perspectiva da realidade \u00e9 necessariamente limitada por nossa finitude\u201d, interpretam Geisler (1932-1919) e Bocchino.<a href=\"#_ftn39\" name=\"_ftnref39\">[39]<\/a><\/p>\n<p>Em outras palavras, citando Frame: \u201c\u00c9 um conhecimento <em>acerca <\/em>de Deus como Senhor, e um conhecimento que est\u00e1 <em>sujeito<\/em> a Deus como Senhor\u201d.<a href=\"#_ftn40\" name=\"_ftnref40\">[40]<\/a><\/p>\n<h4><strong>A ontologia determina em \u00faltima inst\u00e2ncia a epistemologia<\/strong><\/h4>\n<p>Ali\u00e1s, n\u00e3o podemos escapar desse fato que nos humaniza. Por isso mesmo, a realidade sempre \u00e9 mais importante e complexa do que a nossa percep\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia. A ontologia \u00e9 a determinante de nossa possibilidade epistemol\u00f3gica. No entanto, esta n\u00e3o condiciona a outra. As coisas s\u00e3o o que s\u00e3o independentemente de nossa apreens\u00e3o. Assim como o nome n\u00e3o delimita nem determina a ess\u00eancia da coisa, a nossa percep\u00e7\u00e3o, com seus erros e acertos, n\u00e3o estatui por si s\u00f3 a ess\u00eancia e o alcance da realidade.<\/p>\n<p>A realidade possibilita a experi\u00eancia e variados aprendizados, por\u00e9m, a experi\u00eancia n\u00e3o determina a realidade. Ela pode, e costumeiramente deve, nos ajudar a ver a realidade de modo diferente, de forma mais compat\u00edvel com a sua natureza. Isso, sem d\u00favida nos conduzir\u00e1 a novas experi\u00eancias e novos aprendizados resultantes dos anteriores. A realidade, portanto, proporciona ensino e renova\u00e7\u00e3o. O aprendizado em geral \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o ainda que nem sempre tenhamos a dimens\u00e3o do processo durante o processo. Quem tem olhos e ouvidos vejam, ou\u00e7am e aprendam.<\/p>\n<p>Como temos insistido, poder conhecer a Deus \u00e9 sempre uma iniciativa da gra\u00e7a divina, que se manifesta no fato de Deus se revelar e de nos possibilitar conhecer. O nosso conhecimento \u00e9 um ato de f\u00e9; e esta \u00e9 procedente da gra\u00e7a.<a href=\"#_ftn41\" name=\"_ftnref41\">[41]<\/a><\/p>\n<p>Mais: n\u00e3o somos nem nunca seremos o padr\u00e3o de verdade. Os nossos pensamentos e as nossas supostas experi\u00eancias concretas, por mais nobres que sejam, n\u00e3o t\u00eam poder autorreferentes, se constituindo em fundamento de nossas decis\u00f5es e ensino.<a href=\"#_ftn42\" name=\"_ftnref42\">[42]<\/a> Antes, precisam sempre ser validados pela Palavra, que \u00e9 a verdade (Jo 17.17). Portanto, as nossas apreens\u00f5es e experi\u00eancias podem, quando muito, reivindicarem serem verdadeiras \u2013 por corresponderem \u00e0 verdade -, mas n\u00e3o a verdade em si. A verdade pertence somente a Deus.<\/p>\n<p>S\u00f3 pensamos verdadeiramente quando pensamos \u00e0 luz da Palavra. Por isso, \u00e9 que conhecer a Deus \u00e9 algo singular, sem paralelo, porque somente Deus \u00e9 soberano e, somente a partir dele podemos conhec\u00ea-lo. E tudo isso, por meio de Jesus Cristo, o Deus encarnado,<a href=\"#_ftn43\" name=\"_ftnref43\">[43]<\/a> a revela\u00e7\u00e3o pessoal de Deus.<a href=\"#_ftn44\" name=\"_ftnref44\">[44]<\/a><\/p>\n<p>Portanto, como crist\u00e3os devemos conduzir nossas pesquisas buscando em Deus a sabedoria para desvendar os mist\u00e9rios revelados na cria\u00e7\u00e3o a fim de que possamos compreend\u00ea-los de forma correta (verdadeira), glorificando a Deus em todo o nosso labor.<a href=\"#_ftn45\" name=\"_ftnref45\">[45]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Vejam-se: Hermisten M.P. Costa, <em>O Deus que fala: estudos no Salmo 19, <\/em>Goi\u00e2nia, GO.: Editora Vila Nova, 2016; Hermisten M.P. Costa, <em>Fundamentos Pressuposicionais da Teologia Reformada: Apontamentos te\u00f3ricos e pr\u00e1ticos, <\/em>\u00a0Goi\u00e2nia, GO.: Editora Cruz, 2022.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Veja-se: Herman Bavinck, <em>Teologia Sistem\u00e1tica, <\/em>Santa B\u00e1rbara D\u2019Oeste, SP.: SOCEP, 2001, p. 175.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> \u201cNo princ\u00edpio, criou Deus os c\u00e9us e a terra. (&#8230;) <sup>26<\/sup> Tamb\u00e9m disse Deus: Fa\u00e7amos o homem \u00e0 nossa imagem, conforme a nossa semelhan\u00e7a; tenha ele dom\u00ednio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos c\u00e9us, sobre os animais dom\u00e9sticos, sobre toda a terra e sobre todos os r\u00e9pteis que rastejam pela terra. <sup>27<\/sup> Criou Deus, pois, o homem \u00e0 sua imagem, \u00e0 imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou\u201d (Gn 1.1,26-27). \u201c<sup>6<\/sup> Os c\u00e9us por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o ex\u00e9rcito deles. (&#8230;) <sup>9<\/sup> Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir\u201d (Sl 36,6,9).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> \u201cO Senhor com sabedoria fundou a terra, com intelig\u00eancia estabeleceu os c\u00e9us\u201d (Pv 3.19).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> \u201cO conselho do SENHOR dura para sempre; os <u>des\u00edgnios<\/u> (machashabah) do seu cora\u00e7\u00e3o, por todas as gera\u00e7\u00f5es\u201d (Sl 33.11). \u201cQu\u00e3o <u>grandes<\/u> (gadal), SENHOR, s\u00e3o as tuas obras! Os teus <u>pensamentos<\/u> (machashabah) (= des\u00edgnios, intentos) que profundos!\u201d (Sl 92.5).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> \u201c<sup>7<\/sup>Levantai, \u00f3 portas, as vossas cabe\u00e7as; levantai-vos, \u00f3 portais eternos, para que entre o Rei da Gl\u00f3ria. <sup>8<\/sup>Quem \u00e9 o Rei da <u>Gl\u00f3ria<\/u> (kabod)? O SENHOR, forte e poderoso, o SENHOR, poderoso nas batalhas. <sup>9<\/sup>Levantai, \u00f3 portas, as vossas cabe\u00e7as; levantai-vos, \u00f3 portais eternos, para que entre o Rei da <u>Gl\u00f3ria<\/u> (kabod). <sup>10<\/sup>Quem \u00e9 esse Rei da <u>Gl\u00f3ria<\/u> (kabod)? O SENHOR dos Ex\u00e9rcitos, ele \u00e9 o Rei da <u>Gl\u00f3ria<\/u> (kabod)\u201d (Sl 24.7-10).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><em>[7]<\/em><\/a> &#8220;<sup>33<\/sup>\u00d3 profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Qu\u00e3o insond\u00e1veis s\u00e3o os seus ju\u00edzos, e qu\u00e3o inescrut\u00e1veis, os seus caminhos! <sup>34<\/sup> Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? <sup>35<\/sup> Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restitu\u00eddo? <sup>36<\/sup> Porque dele, e por meio dele, e para ele s\u00e3o todas as coisas. A ele, pois, a gl\u00f3ria eternamente. Am\u00e9m!&#8221; (Rm 11.33-36).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> \u201cNo c\u00e9u est\u00e1 o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada\u201d (Sl 115.3). \u201cTudo quanto aprouve ao SENHOR, ele o fez, nos c\u00e9us e na terra, no mar e em todos os abismos\u201d (Sl 135.6). \u201c&#8230; O meu conselho permanecer\u00e1 de p\u00e9, farei toda a minha vontade\u201d (Is 46.10). \u201cTodos os moradores da terra s\u00e3o por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o ex\u00e9rcito do c\u00e9u e os moradores da terra; n\u00e3o h\u00e1 quem lhe possa deter a m\u00e3o, nem lhe dizer: Que fazes?\u201d (Dn 4.35). \u201cNele (Jesus Cristo), digo, no qual fomos tamb\u00e9m feitos heran\u00e7a, predestinados segundo o prop\u00f3sito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade\u201d (Ef 1.11).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> \u201cA revela\u00e7\u00e3o crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 somente necess\u00e1ria para que se possa crer no Deus da religi\u00e3o crist\u00e3, como tamb\u00e9m n\u00e3o tem sentido imaginar que se possa conhecer a exist\u00eancia desse mesmo Deus de outro modo que n\u00e3o pela f\u00e9 em sua pr\u00f3pria revela\u00e7\u00e3o\u201d (\u00c9tienne Gilson, <em>O Fil\u00f3sofo e a Teologia, <\/em>S\u00e3o Paulo; Santo Andr\u00e9, SP.: Paulus; Academia Crist\u00e3, 2021, p. 88).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a>(yada\u2019)<em>. <\/em>Este conhecimento envolve a capacidade de discernir (Sl 4.4), experimentar (Sl 9.11; 20.7; 25.4.14; 119.75; 139.1,2,4, 14), ver (Sl 16.11); pensar\/perceber (Sl 35.8); perfeito conhecimento (Sl 37.18; 44.21; 50.11; 69.5; 94.11; 103.14; 139.23; 142.3); conhecimento \u00edntimo e pessoal (Sl 51.3); intimidade\/proximidade (Sl 55.13; 88.18); compreender (Sl 73.16); aprender (Sl 78.3); ensinar (Sl 90.12); fazer not\u00f3rio\/manifestar (Sl 98.2; 103.7; 145.12).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Para um estudo mais exaustivo do uso da palavra e de suas variantes, vejam-se: M.G. Abegg, Jr., Gdl: In: Willem A. VanGemeren, org. <em>Novo Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia e Exegese do Antigo Testamento, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 1, p. 798-801; Jan Bergman, et. al., G\u00e2dhal: In: G.J. Botterweck, Helmer Ringgren, eds. <em>Theological Dictionary of the Old Testament, <\/em>Grand Rapids, MI.: Eerdmans, 1977 (Revised edition), v. 2, p. 390-416. (Para os nossos objetivos, especialmente, as p\u00e1ginas 406-412).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Michael Horton, <em>Doutrinas da f\u00e9 crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2016, p. 62.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a>Veja-se: Cornelius Van Til, <em>An Introduction to Systematic Theology,<\/em> Phillipsburg, New Jersey: Presbyterian and Reformed Publishing Co. 1974, p. 22.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Sl 40.5.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a>Curiosamente, um fil\u00f3sofo pag\u00e3o, Xen\u00f3fanes (c. 580-c.460 a.C.), criticando a religiosidade de sua \u00e9poca, prop\u00f5e uma vis\u00e3o pr\u00f3xima ao monote\u00edsmo ou pelo menos, um <strong>\u201cpolite\u00edsmo n\u00e3o antropom\u00f3rfico\u201d <\/strong>(W.K.C. Guthrie, <em>Os Sofistas,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, p. 211), mas, ainda assim, cosmol\u00f3gico, identificando, conforme pontua Arist\u00f3teles, o uno, ou seja, o universo (Ver: Giovanni Reale; Dario Antiseri, <em>Hist\u00f3ria da Filosofia: Antiguidade e Idade M\u00e9dia,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1990, v. 1, p. 49.), como sendo Deus (Arist\u00f3teles, <em>Metaf\u00edsica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, (Os Pensadores, v. 4), 1973, I.5, p. 223). Escreve tendo uma vis\u00e3o grandiosa de deus: \u201cUm \u00fanico deus, o maior entre deuses e homens, nem na figura, nem no pensamento semelhante aos mortais\u201d (Xen\u00f3fanes,<em> Frag.,<\/em> 23: In: Gerd A. Bornheim, org., <em>Os Fil\u00f3sofos Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos,<\/em> 3. ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1977. (Tradu\u00e7\u00e3o um pouco diferente: In: Jos\u00e9 Cavalcante de Souza, org., <em>Os Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores, v. 1), 1973, p. 71).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Veja-se: Hermisten M.P. Costa, <em>Uma f\u00e9 que investiga e uma ci\u00eancia que cr\u00ea, <\/em>Goi\u00e2nia, GO.:\u00a0 Cruz, 2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a>Pascal (1623-1662), faz uma cr\u00edtica a Descartes: \u201cN\u00e3o posso perdoar Descartes; bem quisera ele, em toda a sua filosofia, passar sem Deus, mas n\u00e3o p\u00f4de evitar de faz\u00ea-lo dar um piparote para p\u00f4r o mundo em movimento; depois do que, n\u00e3o precisa mais de Deus\u201d (Blaise Pascal, <em>Pensamentos,<\/em> S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1973 (Os Pensadores, v. 16), II.77. p. 61-62).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a>Daniel L. Migliore, <em>Faith Seeking Understanding: An introduction to Christian Theology, <\/em>Grand Rapids, Michigan,\u00a0 1991, 1996 (Reprinted), p. 4.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a>H. Hoeksema, <em>Reformed Dogmatics,<\/em> 3. ed. Grand Rapids, Michigan: Reformed Free Publishing Association, 1976, p. 15.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> Jo\u00e3o Calvino, <em>As Pastorais,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paracletos, 1998, (Tt 1.12), p. 318. &#8220;Se reputamos ser o Esp\u00edrito de Deus a fonte \u00fanica da verdade mesma, onde quer que ela haja de aparecer, nem a rejeitaremos, nem a desprezaremos, a menos que queiramos ser insultuosos para com o Esp\u00edrito de Deus\u201d (J. Calvino, <em>As Institutas,<\/em> II.2.15).\u00a0 \u201cSe o Senhor nos quis deste modo ajudados pela obra e minist\u00e9rio dos \u00edmpios na f\u00edsica, na dial\u00e9tica, na matem\u00e1tica e nas demais \u00e1reas do saber, fa\u00e7amos uso destas, para que n\u00e3o soframos o justo castigo de nossa displic\u00eancia, se negligenciarmos as d\u00e1divas de Deus nelas graciosamente oferecidas\u201d (J. Calvino, <em>As Institutas,<\/em> II.2.16). Esta compreens\u00e3o esteve sempre presente no pensamento teol\u00f3gico da Igreja; cito alguns exemplos: Justino M\u00e1rtir (c. 100-165): \u201c&#8230;. Tudo o que de bom foi dito por eles (fil\u00f3sofos), pertence a n\u00f3s, crist\u00e3os, porque n\u00f3s adoramos e amamos, depois de Deus, o Verbo, que procede do mesmo Deus ing\u00eanito e inef\u00e1vel\u201d (Justino, <em>Segunda Apologia<\/em>, S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, XIII.4. p. 104); Agostinho (354-430): \u201cTodo bom e verdadeiro crist\u00e3o h\u00e1 de saber que a Verdade, em qualquer parte onde se encontre, \u00e9 propriedade do Senhor. Essa verdade, uma vez reconhecida e professada, o far\u00e1 rejeitar as fic\u00e7\u00f5es supersticiosas que se encontram at\u00e9 nos Livros sagrados\u201d (Santo Agostinho, <em>A Doutrina Crist\u00e3<\/em>, S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1991, II.19. p. 122). \u201cA verdade fundamenta-se de modo permanente na raz\u00e3o das coisas e foi estabelecida por Deus\u201d (Santo Agostinho, <em>A Doutrina Crist\u00e3,<\/em> II.33. p. 140-141). \u201cTodo bem procede de Deus. N\u00e3o h\u00e1, de fato, realidade alguma que n\u00e3o proceda de Deus\u201d (Santo Agostinho, <em>O Livre-Arb\u00edtrio, <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, II.3.20.54. p. 143) (Ver tamb\u00e9m: Santo Agostinho, <em>A Doutrina Crist\u00e3<\/em>, S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1991, II.41. p. 149-151 e II.43. p. 153-154). Strong (1835-1921): \u201cA Ci\u00eancia e a Escritura lan\u00e7am luz uma sobre a outra. O mesmo Esp\u00edrito divino que deu revela\u00e7\u00e3o a ambas est\u00e1 ainda presente, capacitando o crente a interpretar uma pela outra e ent\u00e3o progressivamente chegar ao conhecimento da verdade\u201d (A.H. Strong, <em>Systematic Theology,<\/em> 35. ed. Valley Forge, PA.: The Judson Press, 1993, p. 27); A.A. Hodge (1823-1886): \u201cToda verdade \u00e9 um s\u00f3 todo\u201d (A.A. Hodge, <em>Esbo\u00e7os de Theologia, <\/em>Lisboa: Barata &amp; Sanches, 1895, p. 7). Ver tamb\u00e9m a cita\u00e7\u00e3o nesta mesma dire\u00e7\u00e3o de alguns puritanos em Leland Ryken, <em>Santos no Mundo, <\/em>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: FIEL, 1992, p. 177-179.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a>\u201c[A ci\u00eancia] \u00e9 provis\u00f3ria e limitada\u201d (Karl Barth, <em>Esbo\u00e7o de uma Dogm\u00e1tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Fonte Editorial, 2006, p. 7). S\u00e3o pertinentes e embara\u00e7osas as observa\u00e7\u00f5es de Veith, Jr.: \u201cAqueles que veem a ci\u00eancia como algo que produz a verdade imut\u00e1vel deveriam estudar a hist\u00f3ria da ci\u00eancia e fazer a si mesmos outras perguntas: Se a ci\u00eancia tem nos dado uma s\u00e9rie de modelos para explicar dados sempre crescentes, podemos esperar que seja absoluto o que a ci\u00eancia nos diz agora? Daqui a cem anos, a ci\u00eancia estar\u00e1 nos dizendo o mesmo que nos diz hoje?\u00a0 (&#8230;) Se a ci\u00eancia de 1500 parece bastante primitiva e ing\u00eanua, ser\u00e1 que a nossa ci\u00eancia tamb\u00e9m n\u00e3o parecer\u00e1 primitiva e ing\u00eanua daqui a quinhentos anos? O que a ci\u00eancia proclama como fato nem sempre \u00e9 t\u00e3o certo para a gera\u00e7\u00e3o seguinte de cientistas\u201d (Gene Edward Veith, Jr., <em>De todo o teu entendimento<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2006, p. 57. Vejam-se tamb\u00e9m: K. R. Popper, <em>A L\u00f3gica da Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores, v. 44), 1975, \u00a7 85. p. 383, 384; Karl R. Popper, <em>O realismo e o objectivo da ci\u00eancia,<\/em> (P\u00f3s-Escrito \u00e0 L\u00f3gica da Descoberta Cient\u00edfica, v. 1), Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es Dom Quixote, 1987, *27, p. 234-235; Jean Piaget, <em>A Epistemologia Gen\u00e9tica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores, v. 51), 1975, p. 129-130; Hermisten M.P. Costa, <em>Uma f\u00e9 que investiga e uma ci\u00eancia que cr\u00ea, <\/em>\u00a0Goi\u00e2nia, GO.: Cruz, 2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a>\u201cA tarefa da dogm\u00e1tica \u00e9 precisamente reproduzir racionalmente o conte\u00fado da revela\u00e7\u00e3o que se refere ao conhecimento de Deus. Naturalmente, nessa reprodu\u00e7\u00e3o do conte\u00fado da revela\u00e7\u00e3o, existe o perigo, em muitos n\u00edveis, de se cometer enganos e cair em erro. Esse fato deve predispor o te\u00f3logo dogm\u00e1tico, assim como todo aquele que se dedica \u00e0 ci\u00eancia, \u00e0 mod\u00e9stia\u201d (Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 1, p. 45). \u201cN\u00e3o devemos supor que temos toda a verdade e que n\u00e3o estamos enganados em nada\u201d (A.W. Tozer, <em>O Poder de Deus<\/em>, 2. ed. S\u00e3o Paulo: Mundo Crist\u00e3o, 1986, p. 71). \u201cInsistir que a Palavra de Deus \u00e9 absoluta n\u00e3o \u00e9 insistir que todo o conhecimento seja absoluto\u201d (Gene Edward Veith, Jr, <em>De Todo o Teu Entendimento<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2006, p. 65). \u201cA teologia \u00e9 uma tentativa humana de tirar conclus\u00f5es da revela\u00e7\u00e3o especial de Deus. As regras que controlam esse questionamento s\u00e3o as regras da hermen\u00eautica e da l\u00f3gica. Para fazer uma boa Teologia deve-se buscar uma objetividade rigorosa quando se procura determinar a verdade, mais sempre com um grau de humildade que reconhece que somente a Escritura \u00e9 a verdade absoluta. A Teologia pode ser corrompida pelo pecado humano e feita obscura por falta de vis\u00e3o espiritual\u201d (Perry G. Downs, <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3: Ensino e Crescimento<\/em>, S\u00e3o Paulo: Editora Cultura Crist\u00e3, 2001, p. 15).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> Em 1921 Machen (1881-1937) propunha-se a mostrar \u201cque a tentativa liberal de reconciliar o cristianismo com a ci\u00eancia moderna tem realmente abdicado de tudo o que \u00e9 peculiar ao cristianismo e, assim, o que permanece \u00e9, em ess\u00eancia, apenas aquele mesmo tipo indefinido de aspira\u00e7\u00e3o religiosa que havia no mundo antes do cristianismo entrar em cena\u201d. Acrescenta de forma gravemente contundente: \u201cAo tentar remover do cristianismo tudo o que possivelmente poderia ser objetado em nome da ci\u00eancia, ao tentar subornar o inimigo atrav\u00e9s das concess\u00f5es que este mais deseja, o apologista realmente abandona o que come\u00e7ou a defender\u201d (J.G. Machen, <em>Cristianismo e Liberalismo<\/em>, S\u00e3o Paulo: Editora os Puritanos, 2001, p. 18-19). \u201cA teologia tem a tend\u00eancia de ajustar-se a modas, como a filosofia\u201d (A.W. Tozer, <em>O Poder de Deus<\/em>, 2. ed. S\u00e3o Paulo: Mundo Crist\u00e3o, 1986, p. 70).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> \u201cA preval\u00eancia de uma cren\u00e7a pode n\u00e3o ser um indicador confi\u00e1vel de sua verdade, mas apenas um reflexo das modas intelectuais ou culturais transit\u00f3rias. O que hoje parece ser permanente e globalmente aceito \u00e9 com frequ\u00eancia descartado amanh\u00e3 como uma forma ultrapassada de pensar\u201d (Alister E. McGrath, <em>Surpreendido pelo sentido: ci\u00eancia, f\u00e9 e o sentido das coisas, <\/em>S\u00e3o Paulo: Hagnos, 2015, p. 19).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a>G. C. Berkouwer, <em>A Pessoa de Cristo,<\/em> S\u00e3o Paulo: ASTE., 1964, p. 72. \u201cO Esp\u00edrito sempre diz a mesma coisa a todo aquele a quem Ele fala, e absolutamente sem atentar para as \u00eanfases doutrin\u00e1rias ou as modas teol\u00f3gicas que passam. Ele faz cintilar a beleza de Cristo no cora\u00e7\u00e3o surpreso, e o reverente esp\u00edrito a recebe com um m\u00ednimo de interfer\u00eancia\u201d (A.W. Tozer, <em>O Poder de Deus,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo: Mundo Crist\u00e3o, 1986, p. 70).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a> \u00a0G.C. Berkouwer, <em>A Pessoa de Cristo,<\/em> p. 72.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a> Confiss\u00e3o de Westminster, I.10.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a><em>Apud<\/em> G.V. do Monte Pereira, redator, <em>Biblioteca Internacional de Obras C\u00e9lebres,<\/em> Lisboa: [s.d.], v. 7, p. 3539.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a> Robert C. Bishop, Met\u00e1fora dos dois livros. In: Paul Copan, et. al., ed. <em>Dicion\u00e1rio de Cristianismo e Ci\u00eancia<\/em>, Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2018 (Edi\u00e7\u00e3o do Kindle), posi\u00e7\u00e3o 21614-21622 de 34343.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a>Quanto aos tipos de conhecimento, veja um resumo em: Hermisten M. P. Costa, <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 metodologia das ci\u00eancias teol\u00f3gicas, <\/em>Goi\u00e2nia, GO.: Cruz, 2015.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\">[31]<\/a> Cf. Carl F.H. Henry, <em>O Resgate da F\u00e9 Crist\u00e3, <\/em>\u00a0Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2014, p. 35.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\">[32]<\/a>R. Albert Mohler Jr., Foreword: In: John M. Frame, <em>A History of Western Philosophy and Theology, <\/em>Phillipsburg, New Jersey: P&amp;R Publishing Company, 2015, p, xxii.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\">[33]<\/a> \u201cA raz\u00e3o natural jamais guiar\u00e1 os homens a Cristo. O fato de serem eles dotados de sabedoria para dirigir suas vidas e de se formarem em filosofia e ci\u00eancias se reduz e resulta em nada\u201d (Jo\u00e3o Calvino,<em> O Evangelho segundo Jo\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP.: Editora Fiel, 2015, v. 1, (Jo 1.5), p. 38).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\">[34]<\/a>\u201cAt\u00e9 hoje existem pessoas que falam sobre serem \u201cguiadas\u201d pela raz\u00e3o quando est\u00e3o, na verdade, sendo limitadas por ela. Elas est\u00e3o desesperadas para limitar a realidade ao mundo diminuto e apagado que a raz\u00e3o pode provar\u201d (Alister McGrath, <em>A f\u00e9 e os credos<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2017, p. 16). Veja-se: B. Pascal, <em>Pensamentos<\/em>, S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, (Os Pensadores, v. 16), 1973, IV.267. p. 110.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref35\" name=\"_ftn35\">[35]<\/a>Cornelius Van Til, <em>Epistemologia Reformada<\/em>, Natal, RN.: Nadere Reformatie Publica\u00e7\u00f5es, 2020, v. 1, p. 12, E-book.\u00a0 Posi\u00e7\u00e3o 170 de 715.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref36\" name=\"_ftn36\">[36]<\/a> \u201cDeus se revela como ele verdadeiramente \u00e9. Seus atributos revelados verdadeiramente revelam sua natureza\u201d (Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 98).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref37\" name=\"_ftn37\">[37]<\/a> \u201cConhecer a Deus \u00e9 uma coisa completamente \u00fanica, singular, visto que Deus \u00e9 \u00fanico, \u00e9 singular\u201d (John M. Frame, <em>A Doutrina do conhecimento de Deus, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2010, p. 25).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref38\" name=\"_ftn38\">[38]<\/a>A respeito de um comportamento oposto, escreveu Lloyd-Jones: \u201cN\u00e3o h\u00e1 maior obra-prima do diabo do que seu sucesso em persuadir as pessoas de que \u00e9 seu conhecimento superior que as leva a rejeitar o cristianismo. Mas exatamente o oposto \u00e9 que \u00e9 verdadeiro. O diabo as mant\u00e9m na ignor\u00e2ncia porque, enquanto permanecerem nela, elas far\u00e3o o que ele manda. A partir do momento em que recebem a luz \u2013 o evangelho \u00e9 chamado de \u2018luz\u2019 \u2013 elas veem o diabo e o abandonam\u201d (David Martyn Lloyd-Jones, <em>Uma Na\u00e7\u00e3o sob a Ira de Deus: estudos em Isa\u00edas 5<\/em>, 2. ed. Rio de Janeiro: Textus, 2004, p. 68).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref39\" name=\"_ftn39\">[39]<\/a>Norman Geisler; Peter Bocchino, <em>Fundamentos Inabal\u00e1veis: resposta aos maiores questionamentos contempor\u00e2neos sobre a f\u00e9 crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 2003, p. 50.\u00a0 Da mesma maneira, veja-se: Vern S. Poythress, <em>Redimindo a filosofia: uma abordagem teoc\u00eantrica \u00e0s grandes quest\u00f5es,<\/em> Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, p. 74ss. Calvino comenta a necessidade da revela\u00e7\u00e3o de Deus em Cristo. Argumenta: \u201cPorque, visto que Deus \u00e9 incompreens\u00edvel, a f\u00e9 poderia jamais alcan\u00e7\u00e1-lo, a menos que ela tenha uma considera\u00e7\u00e3o imediata por Cristo. Al\u00e9m disso, h\u00e1 duas raz\u00f5es por que a f\u00e9 poderia estar n\u00e3o em Deus, a n\u00e3o ser que Cristo interviesse como Mediador: primeiro, a grandeza da gl\u00f3ria divina deve ser levada em conta e, ao mesmo tempo, a pequenez de nossa capacidade. Nossa acuidade sem d\u00favida est\u00e1 muito longe de ser capaz de subir t\u00e3o alto a ponto de compreender a Deus. Da\u00ed, todo conhecimento de Deus sem Cristo \u00e9 um vasto abismo que deglute imediatamente todos nossos pensamentos\u201d (John Calvin, <em>Calvin&#8217;s Commentaries,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Baker Book House Company, 1996 (Reprinted), v. 22, (1Pe 1.21), p. 53).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref40\" name=\"_ftn40\">[40]<\/a>John M. Frame, <em>A Doutrina do conhecimento de Deus, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2010, p. 56.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref41\" name=\"_ftn41\">[41]<\/a> \u201cTodo conhecimento \u00e9 f\u00e9\u201d (Gordon H. Clark, <em>Uma vis\u00e3o crist\u00e3 dos Homens e do Mundo, <\/em>Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2013, p. 305).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref42\" name=\"_ftn42\">[42]<\/a>Veja-se: Francisco L. Schalkwijk, <em>Medita\u00e7\u00f5es de um peregrino, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2014, p. 127.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref43\" name=\"_ftn43\">[43]<\/a> \u201cToda nossa luz e conhecimento consistem (&#8230;) em conhecer a Deus na pessoa de seu Filho unig\u00eanito. Com isso, digo eu, \u00e9 que devemos nos contentar\u201d (Jo\u00e3o Calvino, <em>Serm\u00f5es em Ef\u00e9sios<\/em>, Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2009, p. 146-147). Veja-se tamb\u00e9m: John Calvin, <em>Calvin&#8217;s Commentaries,<\/em> Grand Rapids, Michigan: Baker Book House Company, 1996 (Reprinted), v. 22, (1Pe 1.21), p. 53.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref44\" name=\"_ftn44\">[44]<\/a> Vejam-se: Herman Bavinck, <em>Teologia Sistem\u00e1tica,<\/em> Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste, SP.: SOCEP., 2001, p. 25-26; Emil Brunner, <em>Dogm\u00e1tica<\/em>, S\u00e3o Paulo: Novo S\u00e9culo, 2004, v. 1, p. 167.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref45\" name=\"_ftn45\">[45]<\/a> Veja-se: Vern S. Poythress, O Senhorio de Cristo: servindo o nosso Senhor o tempo todo, em toda a vida e de todo o nosso cora\u00e7\u00e3o, Bras\u00edlia, DF.: Monergismo, 2019, p. 130.[\/vc_column_text][vc_message message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;grey&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Autor: Hermisten Maia. \u00a9 Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Editor e Revisor: Vinicius Lima.[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A B\u00edblia parte do pressuposto da exist\u00eancia de Deus por um motivo simples: Foi Ele quem nos deu a B\u00edblia. Deus \u00e9 um ser necess\u00e1rio. Dele tudo se origina. 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