{"id":68452,"date":"2024-07-04T08:00:18","date_gmt":"2024-07-04T11:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=68452"},"modified":"2024-06-19T18:20:55","modified_gmt":"2024-06-19T21:20:55","slug":"a-revolucao-sexual-e-o-corpo-da-mulher-e-do-bebe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/07\/a-revolucao-sexual-e-o-corpo-da-mulher-e-do-bebe\/","title":{"rendered":"A Revolu\u00e7\u00e3o Sexual e o corpo da mulher e do beb\u00ea"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A legaliza\u00e7\u00e3o do aborto \u00e9 apenas uma parte de um quadro cultural mais amplo. A Revolu\u00e7\u00e3o Sexual \u2014 enquanto mudan\u00e7a social maci\u00e7a e abrupta em si mesma \u2014 nasceu de uma longa sequ\u00eancia de mudan\u00e7as que priorizavam o eu aut\u00f4nomo acima do bem comum, como vimos no cap\u00edtulo\u00a02. O advento da p\u00edlula anticoncepcional e o div\u00f3rcio sem culpa trabalharam juntos para desvincular o sexo das consequ\u00eancias da gravidez e do contexto do casamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas aqui est\u00e1 o que perdemos de vista hoje quando falamos sobre contracep\u00e7\u00e3o: a p\u00edlula foi feita para as mulheres. Desde o seu advento, a contracep\u00e7\u00e3o tem sido o fardo das mulheres, n\u00e3o dos homens. As mulheres o ingerem; as mulheres s\u00e3o afetadas por ele. \u00c9 o corpo feminino que \u00e9 considerado quebrado, desalinhado, precisando de conserto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seja por conveni\u00eancia, por prop\u00f3sito ou subconscientemente, rotulamos coletivamente o corpo masculino como normal, preferido, bom do jeito que est\u00e1. Era o corpo da mulher que precisava ser mudado, sua biologia alterada, n\u00e3o o dele. O grito por igualdade no feminismo de segunda onda foi uma declara\u00e7\u00e3o de que a fisiologia feminina \u00e9 um problema e a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 encontrada em ter um corpo que pode funcionar mais como o de um homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como a hist\u00f3ria poderia ser diferente se, em vez disso, naquele momento, fic\u00e1ssemos com nosso Criador e proclam\u00e1ssemos que o corpo feminino era muito bom? E se, em vez de suprimir o que as mulheres podem fazer, celebr\u00e1ssemos? E se, em vez de prevenir a gravidez, a proteg\u00eassemos? E se troc\u00e1ssemos inconveni\u00eancia por\u00a0admira\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, sabemos o que aconteceu. Na busca por sexo desenfreado, come\u00e7amos a sacrificar tanto mulheres quanto crian\u00e7as. Em vez de ajustar o corpo masculino, ou melhor ainda, nossa sociedade \u2014 nossos valores, nossos apetites, nosso limite para a viol\u00eancia legalizada \u2014\u00a0legalizamos o aborto.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Consagrado em lei<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos vinte e um anos, Norma McCorvey estava gr\u00e1vida de seu terceiro filho. Ela queria um aborto, mas n\u00e3o era algo legalizado no Texas em 1969, a menos que fosse para salvar a vida da m\u00e3e. Depois de buscar um aborto ilegal em uma cl\u00ednica clandestina e descobrir que havia sido fechada recentemente, ela come\u00e7ou a trabalhar com um advogado de ado\u00e7\u00e3o para se preparar para o nascimento de seu filho. Por acaso, seu advogado a conectou a um advogado que estava se preparando para desafiar a lei de aborto do Texas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">McCorvey recebeu o pseud\u00f4nimo de Jane Roe (o Roe em <em>Roe x Wade<\/em>), e um processo foi aberto em seu nome contra o promotor do condado de Dallas, Henry Wade (o Wade em <em>Roe x Wade<\/em>). McCorvey nunca compareceu ao tribunal, nunca testemunhou e n\u00e3o queria necessariamente que o aborto fosse amplamente legalizado \u2014 ela s\u00f3 queria fazer um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, em 23 de janeiro de 1973, a Suprema Corte americana emitiu uma decis\u00e3o com o placar de 7 a 2 em favor de Jane Roe, legalizando o aborto em todo o pa\u00eds.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Os ministros determinaram que as mulheres t\u00eam o direito fundamental de optar por interromper a pr\u00f3pria gravidez, sem restri\u00e7\u00e3o governamental excessiva. Eles argumentaram que proibir o aborto infringia o direito de privacidade de uma mulher gr\u00e1vida, por causa da ang\u00fastia e das dificuldades associadas a uma crian\u00e7a indesejada ou n\u00e3o planejada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo do caso, McCorvey deu \u00e0 luz seu beb\u00ea e o colocou para ado\u00e7\u00e3o. Ela nunca fez um aborto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma reviravolta surpreendente e amplamente desconhecida dos eventos, depois de trabalhar em uma cl\u00ednica de aborto e testemunhar em primeira m\u00e3o seu impacto nas mulheres, McCorvey rejeitou o movimento pelo direito ao aborto e foi trabalhar em um centro de recursos de gravidez pr\u00f3-vida. Em 2005, perante o Comit\u00ea Judici\u00e1rio do Senado, ela prestou este testemunho:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><em>Acredito que fui usada e abusada pelo sistema judicial na Am\u00e9rica. Em vez de ajudar as mulheres em Roe x Wade, eu trouxe destrui\u00e7\u00e3o para mim e milh\u00f5es de mulheres em toda a na\u00e7\u00e3o [\u2026]. Em vez de me ajudar financeiramente ou profissionalmente, em vez de me ajudar a largar as drogas e o \u00e1lcool, em vez de trabalhar para uma ado\u00e7\u00e3o aberta ou me dar outra ajuda, meus advogados [\u2026] estavam procurando uma jovem mulher branca para ser cobaia de uma grande nova experi\u00eancia social [\u2026]. Voc\u00ea tem alguma ideia de quanto sofrimento emocional eu experimentei? \u00c9 um inferno saber que voc\u00ea desempenhou um papel, embora em algum sentido eu fosse apenas um pe\u00e3o do sistema legal.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Os beb\u00eas n\u00e3o nascidos s\u00e3o pessoas?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cora\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o <em>Roe x Wade<\/em> estava uma pressuposi\u00e7\u00e3o prevalecente, embora provavelmente subconsciente, em toda a sociedade de que definimos a n\u00f3s mesmos. Temos acreditado cada vez mais ao longo do \u00faltimo s\u00e9culo que nossa identidade, nossa realidade, quem realmente somos, \u00e9 autoinventada e autorrealizada. Em 1973, as mulheres americanas ganharam o direito de abortar por n\u00e3o se definirem como m\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco importa que os beb\u00eas existam. Pouco importa que as mulheres estejam realmente gr\u00e1vidas. Sentimentos, n\u00e3o fatos, moldam a realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A opini\u00e3o majorit\u00e1ria, escrita pelo juiz Harry Blackmun, diz que \u201ca palavra \u2018pessoa\u2019, conforme usada na D\u00e9cima Quarta Emenda, n\u00e3o inclui os n\u00e3o nascidos [\u2026]. Se a sugest\u00e3o de personalidade for estabelecida [\u2026], o direito do feto \u00e0 vida seria ent\u00e3o garantido\u201d.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Os beb\u00eas n\u00e3o nascidos, ele argumentou, podem ser humanos, mas n\u00e3o s\u00e3o pessoas, porque n\u00e3o t\u00eam capacidade de se autodefinir. Inspirando e expirando o ar cultural da \u00e9poca, a Suprema Corte decidiu que uma pessoa \u00e9 algu\u00e9m que define sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Para ser uma pessoa, \u00e9 preciso ser capaz de <em>pensar<\/em>, n\u00e3o apenas de <em>ser<\/em>.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Dualismo: corpo e\u00a0mente<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Decorre dessa cosmovis\u00e3o, ent\u00e3o, que um aborto \u00e9 um ato do corpo e n\u00e3o gera nenhuma consequ\u00eancia para a mente. Achamos que n\u00e3o deve haver nenhum desdobramento mental ou emocional de um aborto, porque n\u00f3s n\u00e3o somos nossos corpos. Al\u00e9m disso, podemos acabar com uma vida n\u00e3o nascida sem quaisquer efeitos nocivos, porque \u00e9 apenas um humano, n\u00e3o uma pessoa. N\u00e3o \u00e9 algo danoso, porque fetos abortados s\u00e3o apenas corpos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa filosofia da personalidade tem consequ\u00eancias reais. At\u00e9 o momento, mais de 60 milh\u00f5es de mulheres na Am\u00e9rica fizeram uma escolha sobre quem querem ser e infligiram essa escolha aos seus pr\u00f3prios corpos e aos corpos de seus beb\u00eas.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Os conselheiros nas cl\u00ednicas de aborto dizem \u00e0s mulheres todos os dias que o aborto \u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o. Dizem que \u00e9 seguro, n\u00e3o \u00e9 muito doloroso, \u00e9 emocionalmente menos prejudicial do que dar \u00e0 luz o beb\u00ea. Mulheres com gravidezes n\u00e3o planejadas s\u00e3o convencidas de que o ato f\u00edsico n\u00e3o ferir\u00e1 seus cora\u00e7\u00f5es e almas imateriais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o que tem sido louvado como uma escolha empoderadora desde 1973 provou ser um arrependimento devastador. As v\u00edtimas do aborto n\u00e3o s\u00e3o apenas os beb\u00eas. S\u00e3o tamb\u00e9m as m\u00e3es que acreditam nos conselheiros pr\u00f3-aborto, seus parceiros, amigos e familiares, e uma cultura que diz: \u201c<em>Voc\u00ea tem que fazer isso. \u00c9 melhor assim. Afinal, n\u00e3o \u00e9 uma pessoa. Voc\u00ea pode eliminar esse erro e seguir em frente com sua vida como se nunca tivesse acontecido. Voc\u00ea pode fazer e celebrar a escolha de determinar o seu destino<\/em>\u201d<em>.<\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Aborto: os\u00a0dados<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meio s\u00e9culo ap\u00f3s sua legaliza\u00e7\u00e3o, devemos finalmente, e plenamente, admitir que o aborto \u00e9 uma falsifica\u00e7\u00e3o cultural, uma promessa vazia. O que se segue n\u00e3o \u00e9 um relato definitivo de todos os efeitos nocivos do aborto, mas espero que seja esclarecedor. Devo avisar-lhe agora que provavelmente ser\u00e1 uma leitura desanimadora. Geralmente n\u00e3o somos abertas e honestas sobre as tristes realidades do aborto. Esse \u00e9 um tema pesado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, aqui est\u00e1 o que devemos lembrar: \u201cA luz resplandece nas trevas, e as trevas n\u00e3o prevaleceram contra ela\u201d (Jo 1.5). Temos que ser honestas e realistas sobre o que est\u00e1 obscuro, para que a luz possa brilhar. Jesus \u00e9 a luz do mundo. Ele \u00e9 vitorioso e est\u00e1 vivo. Ele \u00e9 o doador da vida. Nem mesmo a escurid\u00e3o do aborto pode venc\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu desejo \u00e9 que n\u00f3s, mulheres, saibamos mais do que apenas frases de efeito e estejamos prontas com a verdade para que possamos oferecer esperan\u00e7a real a n\u00f3s mesmas, nossas irm\u00e3s, nossas amigas, nossas filhas e qualquer desconhecida na rua que n\u00e3o saiba o que fazer com a crian\u00e7a n\u00e3o planejada em seu ventre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O aborto rebaixa o genu\u00edno feminismo<\/em>. Ningu\u00e9m dentro do movimento diz mais que o aborto destr\u00f3i \u201capenas um aglomerado de c\u00e9lulas\u201d. Bioeticistas, m\u00e9dicos, conselheiros e ativistas sabem que um embri\u00e3o \u00e9 um beb\u00ea de verdade. Uma integrante do grupo <em>Feminist for life<\/em> [Feministas pela vida] disse que vincular o feminismo ao aborto \u00e9 criar \u201cfeminismo terrorista\u201d, porque for\u00e7a a feminista a estar \u201cdisposta a matar pela causa em que acredita\u201d.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Enquanto as feministas originais protegiam mulheres e crian\u00e7as, eram ativistas antiescravid\u00e3o, reformadoras sociais e sufragistas, o feminismo de segunda onda n\u00e3o pode ser separado do assassinato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A maioria das mulheres se sente pressionada a abortar, despreparada para isso e culpada por isso.<\/em> Um estudo revela o seguinte sobre mulheres ap\u00f3s o aborto nos Estados Unidos:<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Mais de 90% disseram que n\u00e3o receberam informa\u00e7\u00f5es suficientes para fazer uma escolha consciente;<\/li>\n<li>Mais de 80% disseram que provavelmente n\u00e3o teriam abortado se n\u00e3o tivessem sido t\u00e3o fortemente encorajadas a faz\u00ea-lo;<\/li>\n<li>83% disseram que teriam continuado a gesta\u00e7\u00e3o se tivessem tido mais apoio.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O aborto aumenta consideravelmente os riscos \u00e0 sa\u00fade mental das mulheres.<\/em> Um estudo do <em>British Journal of Psychiatry<\/em> descobriu que o aborto causa:<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>81% de aumento no risco de doen\u00e7as mentais;<\/li>\n<li>34% de aumento no risco de ansiedade;<\/li>\n<li>37% de aumento no risco de depress\u00e3o;<\/li>\n<li>110% de aumento no risco de uso de \u00e1lcool;<\/li>\n<li>155% de aumento no risco de suic\u00eddio.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>As mulheres procuram abortos por raz\u00f5es que podem ser aliviadas com outros servi\u00e7os sociais e apoios.<\/em> De acordo com a <em>Care Net<\/em>, uma organiza\u00e7\u00e3o que re\u00fane milhares de centros de recursos de gravidez, as mulheres s\u00e3o levadas ao aborto pelas seguintes raz\u00f5es:<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>finan\u00e7as (40%);<\/li>\n<li>tempo (36%);<\/li>\n<li>raz\u00f5es relacionadas ao parceiro (31%);<\/li>\n<li>a necessidade de se concentrar em outras crian\u00e7as (29%);<\/li>\n<li>v\u00e1rias raz\u00f5es (64%);<\/li>\n<li>um evento traum\u00e1tico recente, como desemprego, rompimento ou atraso no aluguel ou hipoteca (57%);<\/li>\n<li>um problema f\u00edsico ou de sa\u00fade (12%);<\/li>\n<li>estupro (1%);<\/li>\n<li>incesto (&lt;0,5%).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O aborto tem um passado e um presente racistas.<\/em> Margaret Sanger fundou a <em>Planned Parenthood<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup><strong>[10]<\/strong><\/sup><\/a><\/em> [Parentalidade planejada] e defendeu o controle de natalidade no in\u00edcio dos anos 1900. Os motivos de Sanger eram racistas e enraizados no movimento eugenista, cujo lema era: \u201cMais do apto, menos do inapto\u201d. Embora eu esteja certa de que a maioria dos funcion\u00e1rios da Planned Parenthood atualmente n\u00e3o seja intencionalmente racista, os n\u00fameros atuais de aborto relacionados \u00e0 ra\u00e7a deveriam causar um clamor p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aborto \u00e9 respons\u00e1vel por 61% das mortes de negros americanos e 64% das mortes de hisp\u00e2nicos\/latinos.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> Enquanto os negros americanos representam apenas 13% da popula\u00e7\u00e3o dos EUA, as mulheres negras praticam 36% de todos os abortos. Esses desequil\u00edbrios grosseiros deveriam fazer cada americano parar e pensar. Por que permitimos que os provedores de aborto se aproveitem de mulheres negras?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixe-me ser bastante direta: essas estat\u00edsticas n\u00e3o s\u00e3o porque as mulheres negras ou hisp\u00e2nicas\/latinas s\u00e3o mais ego\u00edstas ou mais violentas. \u00c9 porque elas, como todas n\u00f3s, foram moldadas por uma cultura e um contexto que dizem que o aborto \u00e9 melhor para voc\u00ea do que um beb\u00ea. Para as mulheres com menos recursos, como muitas vezes \u00e9 o caso das mulheres que est\u00e3o entre as minorias nos Estados Unidos, o aborto muitas vezes parece o \u00fanico caminho a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Todas n\u00f3s<\/em> precisamos nos perguntar o que estamos fazendo para apoiar mulheres necessitadas. Como podemos nos juntar \u00e0s mulheres \u00e0 margem da sociedade para que o aborto n\u00e3o pare\u00e7a sua melhor op\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Abortos em casa<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero total de abortos nos Estados Unidos est\u00e1 em decl\u00ednio, o que provavelmente se deve a um aumento no uso de contraceptivos, \u00e0 recess\u00e3o sexual discutida no cap\u00edtulo\u00a05 e \u00e0 subnotifica\u00e7\u00e3o de abortos em casa (discutidos a seguir). O ano mais recente para o qual as estat\u00edsticas de aborto dos Estados Unidos est\u00e3o dispon\u00edveis (2017) revela que a vida de 862.000 beb\u00eas foram encerradas apenas naquele ano.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> Esse n\u00famero \u201creduzido\u201d ainda \u00e9 tr\u00e1gico e n\u00e3o inclui uma contagem abrangente de abortos induzidos por medicamentos, que s\u00e3o cada vez mais rotineiros, mas dif\u00edceis de rastrear.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crescente disponibilidade de abortos em casa faz com que o enfrentamento da falsifica\u00e7\u00e3o que \u00e9 o aborto pare\u00e7a mais urgente do que nunca. O aborto por medica\u00e7\u00e3o est\u00e1 atualmente dispon\u00edvel para as mulheres atrav\u00e9s de cl\u00ednicas de aborto, seus m\u00e9dicos, do correio via telemedicina ou de um pedido pela internet. Em 2023, por lei, as cl\u00ednicas universit\u00e1rias p\u00fablicas do <em>campus<\/em> na Calif\u00f3rnia come\u00e7ar\u00e3o a oferecer abortos induzidos por medicamentos aos seus alunos (a p\u00edlula do dia seguinte, que \u00e9 diferente de um aborto medicamentoso, j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel em m\u00e1quinas de venda autom\u00e1tica em <em>campi<\/em> universit\u00e1rios em todo o pa\u00eds).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma mulher que d\u00e1 fim a sua gravidez por medica\u00e7\u00e3o ingere primeiro uma p\u00edlula contendo mifepristona para excluir de seu corpo a progesterona, que \u00e9 necess\u00e1ria para apoiar uma gravidez. No dia seguinte, a mulher toma um comprimido contendo misoprostol, que induz o aborto espont\u00e2neo. A aparente facilidade e anonimato tornaram o processo atraente, mas ele permanece muito perigoso. As mulheres experimentam c\u00f3licas (muitas vezes extremas e debilitantes), hemorragia e o parto de um beb\u00ea morto. Embora a <em>Planned Parenthood<\/em> pressione as mulheres a ingerir a primeira p\u00edlula antes de deixarem seus escrit\u00f3rios, tudo isso pode acontecer na privacidade de sua pr\u00f3pria casa (ou talvez no banheiro n\u00e3o t\u00e3o privado de um dormit\u00f3rio), o que significa que as mulheres e meninas est\u00e3o ainda mais isoladas e em risco f\u00edsico e emocional com esses chamados abortos autoconduzidos. Permitir que uma mulher suporte tal risco e trauma por si s\u00f3 deve ser impens\u00e1vel. Em que outra esfera da medicina isso \u00e9 sequer imagin\u00e1vel?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mulheres e seus beb\u00eas merecem muito mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Artigo adaptado do livro <a href=\"https:\/\/www.editorafiel.com.br\/feminilidade-distorcida-jen-oshman\">Feminilidade distorcida, de Jen Oshman. Publicado pela Editora Fiel.<\/a><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorafiel.com.br\/feminilidade-distorcida-jen-oshman\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images.tcdn.com.br\/img\/img_prod\/1221753\/feminilidade_distorcida_confrontando_cinco_tendencias_culturais_1129_2_cf6e7b23a7ad5aa37e617f683b10e367.jpg?resize=350%2C524&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"524\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> [N.T.] Em 24 de Junho de 2022 (ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o original deste livro), a Suprema Corte americana decidiu, no caso conhecido como Dobbs x Jackson Women\u2019s Health Organization, reverter a decis\u00e3o de Roe, afirmando que a constitui\u00e7\u00e3o americana n\u00e3o confere direito ao aborto; a quest\u00e3o, portanto, deveria voltar \u00e0s legislaturas de cada estado.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Norma McCorvey, \u201cTestimony of Norma McCorvey\u201d, June 23, 2005 (dispon\u00edvel em:\u00a0 https:\/\/www.judiciary.senate.gov\/imo\/media\/doc\/McCorvey%20Testimony%20062305.pdf, acesso em 2 set.2022).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Roe v. Wade, 410 U.S. 113 (1973).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Devo os cr\u00e9ditos \u00e0 autora e fil\u00f3sofa Nancy Pearcey, que d\u00e1 a esse dualismo um tratamento completo em seu livro Love Thy Body (Grand Rapids, MI: Baker, 2018) [em portugu\u00eas: Ama teu corpo (Rio de Janeiro: CPAD, 2020)].<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> \u201cReported Annual Abortions 1973\u20132017\u201d, National Right to Life Educational Foundation, 2018 (dispon\u00edvel em:\u00a0 https:\/\/nrlc.org\/uploads\/factsheets\/FS01AbortionintheUS.pdf, acesso em 3 set.2022).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Randy Alcorn, \u201cIt Is Possible to Be a Feminist and Be Prolife,\u201d Eternal Perspective Ministries (blog), June 11, 2018 (dispon\u00edvel em: https:\/\/www.epm.org\/blog\/2018\/Jun\/11\/prolife-feminist, acesso em 3 set. 2022).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> \u201cKey Facts about Abortion\u201d, Elliot Institute, n.d., www.afterabortion.org, citado em Randy Alcorn, <em>Why Pro-Life?: Careing for the Unborn and Their Mothers<\/em> (Peabody, MA: Hendrickson, 2012), p. 77.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Priscilla K. Coleman, \u201cAbortion and Mental Health: Quantitative Synthesis and Analysis of Research Published 1995\u20132009\u201d. Cambridge University Press, January 2, 2018 (dispon\u00edvel em: https:\/\/www.cambridge.org\/core\/journals\/the-british-journal-of-psychiatry\/article\/abortion-and-mental-health-quantitative-synthesis-and-analysis-of-research-published-19952009\/E8D556AAE1C1D2F0F8B060B28BEE6C3D, acesso em 3 set. 2022).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Care Net, \u201cFacts on Abortion\u201d, 2019 (dispon\u00edvel em: https:\/\/www.care-net.org\/hubfs\/Downloads\/Top_40_Abortion_Statistics.pdf, acesso em 23 set. 2022).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> [N.T.] Organiza\u00e7\u00e3o americana que \u00e9 a maior respons\u00e1vel pela realiza\u00e7\u00e3o de abortos no pa\u00eds.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> Danny David, \u201cStudy: Abortion Is the Leading Cause of Death in America\u201d, Live Action News, August 11, 2016 (dispon\u00edvel em: https:\/\/www.liveaction.org\/news\/unc-study-demonstrates-effect-of-abortion-on-minorities-and-public-health\/, acesso em 3 set. 2022).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> \u201cInduced Abortion in the United States, Fact Sheet\u201d, Guttmacher Institute, set.2019 (dispon\u00edvel em: https:\/\/www.guttmacher.org\/fact-sheet\/induced-abortion-united-states, acesso em 3 set. 2022).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_message message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;alert-danger&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221;]Por: Jen Osham \u00a9Minist\u00e9rioFiel. 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