{"id":68522,"date":"2024-07-12T08:00:09","date_gmt":"2024-07-12T11:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=68522"},"modified":"2024-06-25T18:10:23","modified_gmt":"2024-06-25T21:10:23","slug":"por-que-aprender-grego-e-hebraico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/07\/por-que-aprender-grego-e-hebraico\/","title":{"rendered":"Por que aprender grego e hebraico?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_raw_html]JTNDaWZyYW1lJTIwc3JjJTNEJTIyaHR0cHMlM0ElMkYlMkZ3aWRnZXQuc3ByZWFrZXIuY29tJTJGcGxheWVyJTNGZXBpc29kZV9pZCUzRDYwNTA4MzMxJTI2dGhlbWUlM0RkYXJrJTI2cGxheWxpc3QlM0RmYWxzZSUyNnBsYXlsaXN0LWNvbnRpbnVvdXMlM0RmYWxzZSUyNmNoYXB0ZXJzLWltYWdlJTNEdHJ1ZSUyNmVwaXNvZGVfaW1hZ2VfcG9zaXRpb24lM0RyaWdodCUyNmhpZGUtbG9nbyUzRHRydWUlMjZoaWRlLWxpa2VzJTNEdHJ1ZSUyNmhpZGUtY29tbWVudHMlM0R0cnVlJTI2aGlkZS1zaGFyaW5nJTNEZmFsc2UlMjZoaWRlLWRvd25sb2FkJTNEZmFsc2UlMjIlMjB3aWR0aCUzRCUyMjEwMCUyNSUyMiUyMGhlaWdodCUzRCUyMjIwMHB4JTIyJTIwZnJhbWVib3JkZXIlM0QlMjIwJTIyJTNFJTNDJTJGaWZyYW1lJTNF[\/vc_raw_html][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RESUMO:<\/strong> Em um dia em que alguns semin\u00e1rios evang\u00e9licos n\u00e3o exigem mais as l\u00ednguas originais, e com todas as press\u00f5es do minist\u00e9rio pastoral, estudantes e pastores podem se perguntar se devem se preocupar em aprender (e manter) grego e hebraico. Por boas raz\u00f5es, no entanto, muitos dos l\u00edderes crist\u00e3os mais influentes e espiritualmente poderosos valorizaram as l\u00ednguas b\u00edblicas. Eles sabiam que os manuscritos hebraicos e gregos, em vez de tradu\u00e7\u00f5es, formavam a palavra inerrante de Deus. Eles sabiam que o ensino fiel e aut\u00eantico dependia do conhecimento em primeira m\u00e3o do texto original. E eles sabiam que as l\u00ednguas b\u00edblicas, embora dif\u00edceis de aprender, podem economizar muito tempo e esfor\u00e7o no final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando um semestre recente estava prestes a come\u00e7ar, um artigo apareceu no meu feed de m\u00eddia social. O presidente de um grande semin\u00e1rio evang\u00e9lico havia escrito sobre: &#8220;\u00c9 uma perda de tempo para os alunos do semin\u00e1rio (e pastores) aprenderem l\u00ednguas b\u00edblicas?&#8221;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> N\u00e3o \u00e9 a sua resposta, mas o fato de ele ter que fazer essa pergunta em primeiro lugar que me irrita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 vimos presidentes de semin\u00e1rio escreverem algo do tipo &#8220;\u00c9 uma perda de tempo para os alunos do semin\u00e1rio aprender teologia sistem\u00e1tica?&#8221; ou &#8220;\u00c9 uma perda de tempo para os alunos do semin\u00e1rio aprenderem a pregar?&#8221;. O que h\u00e1 nas l\u00ednguas b\u00edblicas que parece exigir um pedido p\u00fablico de desculpas por sua inclus\u00e3o no curr\u00edculo de um semin\u00e1rio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Independentemente do que nos trouxe at\u00e9 aqui, a verdade \u00e9 que muitas pessoas questionam o valor das l\u00ednguas b\u00edblicas para o treinamento ministerial, e eu defendo que as l\u00ednguas b\u00edblicas s\u00e3o absolutamente necess\u00e1rias. A seguir, apresentarei tr\u00eas raz\u00f5es pelas quais as l\u00ednguas originais s\u00e3o essenciais para a forma\u00e7\u00e3o ministerial, seguidas de uma considera\u00e7\u00e3o de tr\u00eas desafios em nossos dias.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, por que as l\u00ednguas b\u00edblicas s\u00e3o essenciais?<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">1. Porque Valorizamos a Palavra de Deus<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o hesito em afirmar que uma B\u00edblia em ingl\u00eas \u00e9 a palavra inerrante de Deus. No uso coloquial, nenhum esclarecimento adicional \u00e9 necess\u00e1rio. Devemos admitir, no entanto, que as tradu\u00e7\u00f5es da B\u00edblia em ingl\u00eas diferem. Em 1 Jo\u00e3o 1.1, os tradutores da B\u00edblia NET renderam as cinco \u00faltimas palavras gregas (peri tou logou t\u0113s z\u014d\u0113s) com uma observa\u00e7\u00e3o entre par\u00eanteses em ingl\u00eas: &#8220;(concernente \u00e0 palavra de vida)&#8221;. Na mesma tradu\u00e7\u00e3o, &#8220;palavra&#8221; n\u00e3o est\u00e1 em mai\u00fasculas, indicando que o ap\u00f3stolo Jo\u00e3o est\u00e1 se referindo \u00e0 mensagem do evangelho como &#8220;a palavra da vida&#8221;. Por outro lado, os tradutores da New Living Translation fazem uma nova frase das cinco palavras gregas (peri tou logou t\u0113s z\u014d\u0113s) e capitalizam &#8220;Palavra&#8221;, resultando em: &#8220;Ele \u00e9 a Palavra da vida&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, 1 Jo\u00e3o 1.1 se refere a Jesus como o Logos encarnado, ou se refere \u00e0 mensagem do evangelho recebida pela congrega\u00e7\u00e3o? Pode-se argumentar que Jo\u00e3o pretende algum n\u00edvel de ambiguidade em sua express\u00e3o original, encapsulando os significados tanto na B\u00edblia NET quanto na New Living Translation, mas as tradu\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas n\u00e3o incluem tal ambiguidade. Elas chegam em interpreta\u00e7\u00f5es distintas e diferentes. Somos for\u00e7ados a admitir que pelo menos uma tradu\u00e7\u00e3o est\u00e1 errada ou deficiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, n\u00e3o podemos afirmar que as palavras contidas em uma tradu\u00e7\u00e3o de uma B\u00edblia em ingl\u00eas s\u00e3o sopradas pelo Esp\u00edrito Santo. Entretanto, fazemos essa afirma\u00e7\u00e3o do grego e do hebraico que est\u00e3o por tr\u00e1s dessas palavras. O artigo 10 da Declara\u00e7\u00e3o de Chicago sobre Inerr\u00e2ncia B\u00edblica est\u00e1 correto ao afirmar a inerr\u00e2ncia e a completa veracidade das palavras gregas e hebraicas reais que os ap\u00f3stolos e profetas escreveram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O famoso estudioso do Novo Testamento A.T. Robertson (1863-1934) foi sem d\u00favida provocador quando disse:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px; text-align: justify;\"><em>O verdadeiro Novo Testamento \u00e9 o Novo Testamento grego. o Novo Testamento em ingl\u00eas \u00e9 simplesmente uma tradu\u00e7\u00e3o do Novo Testamento, n\u00e3o o Novo Testamento real. \u00c9 bom que o Novo Testamento tenha sido traduzido para tantas l\u00ednguas. O fato de ter sido escrito no koine, a l\u00edngua universal da \u00e9poca, em vez de em um dos dialetos gregos anteriores, torna mais f\u00e1cil traduzi-lo em l\u00ednguas modernas. Mas h\u00e1 muita coisa que n\u00e3o pode ser traduzida. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel reproduzir na tradu\u00e7\u00e3o as delicadas voltas do pensamento, as nuances da linguagem. O frescor de uma fruta n\u00e3o pode ser preservado em nenhum outro produto extra\u00eddo e feito dela.<\/em><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As B\u00edblias modernas em ingl\u00eas passam por revis\u00f5es peri\u00f3dicas. O texto nelas \u00e9 alterado. Isso n\u00e3o \u00e9 um reconhecimento impl\u00edcito de que, embora as tradu\u00e7\u00f5es sejam precisas, \u00e9 necess\u00e1rio fazer altera\u00e7\u00f5es para que a leitura seja mais precisa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus inspirou as palavras hebraicas, gregas e aramaicas das Escrituras, e se a Escritura \u00e9 a autoridade m\u00e1xima para nossas vidas e minist\u00e9rios, quando diverg\u00eancias acontecem, devemos apelar para essas constru\u00e7\u00f5es gramaticais hebraicas, gregas e aramaicas. Em seu primeiro discurso de convoca\u00e7\u00e3o no Semin\u00e1rio Teol\u00f3gico de Westminster em 1929, J. Gresham Machen declarou:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px; text-align: justify;\"><em>Se voc\u00ea quiser dizer o que a B\u00edblia diz, voc\u00ea deve ser capaz de ler a B\u00edblia por si mesmo. E voc\u00ea n\u00e3o pode ler a B\u00edblia por si mesmo, a menos que conhe\u00e7a as l\u00ednguas em que ela foi escrita&#8230; Em sua misteriosa sabedoria, [Deus] nos deu [sua Palavra] em hebraico e grego. Portanto, se quisermos conhecer as Escrituras, para o estudo do grego e do hebraico devemos ir.<\/em><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque valorizamos a Palavra de Deus inspirada e infal\u00edvel como a autoridade final para nossas cren\u00e7as e pr\u00e1ticas crist\u00e3s, estudantes que est\u00e3o se preparando para o minist\u00e9rio devem estudar as l\u00ednguas originais.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">2. Porque valorizamos o ensino fiel e aut\u00eantico<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atrav\u00e9s do meu papel de professor na plataforma on-line The Daily Dose of Greek, recebo e-mails de pessoas de muitas origens crist\u00e3s diferentes. H\u00e1 algum tempo, recebi uma nota de um ministro metodista que lamentava que muitos de seus colegas pastores metodistas n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o estavam preparando serm\u00f5es do Novo Testamento grego, mas estavam pregando serm\u00f5es de outras pessoas como seus (aparentemente n\u00e3o fazendo nenhuma prepara\u00e7\u00e3o de serm\u00e3o!). Esse pastor metodista me disse que o que mant\u00e9m seu ensinamento aut\u00eantico, original e envolvente \u00e9 o trabalho de preparar mensagens semanais do Novo Testamento grego e do Antigo Testamento hebraico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Jeremias 23.29, Deus diz: <em>&#8220;N\u00e3o \u00e9 a minha palavra como o fogo&#8221;, pergunta o Senhor, &#8220;e como um martelo que despeda\u00e7a a rocha? <\/em>(NVI). Voc\u00ea n\u00e3o pode entrar na forja ofuscante da palavra de Deus e deixar de sair com uma mensagem nova, oportuna e fiel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando as pessoas v\u00eam \u00e0 sua casa para comer, voc\u00ea reaquece as sobras de ontem para servi-las? Ou pior, voc\u00ea vai at\u00e9 a casa do vizinho e pede as sobras? Por acaso voc\u00ea polvilha um pouco de queijo por cima primeiro para dar um sabor de mais fresco? John Piper nos adverte: &#8220;A comida de segunda m\u00e3o n\u00e3o sustentar\u00e1 e aprofundar\u00e1 a f\u00e9 e a santidade de nosso povo&#8230; O que \u00e9 mais importante e mais profundamente pr\u00e1tico para o of\u00edcio pastoral do que avan\u00e7ar na exegese grega e hebraica pela qual extra\u00edmos os tesouros de Deus?&#8221;<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu livro <em>Clash of Visions<\/em>, Robert Yarborough explora as anota\u00e7\u00f5es manuscritas de Martinho Lutero sobre o texto de Romanos.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Ao fazer isso, fica claro que Lutero n\u00e3o obteve suas ideias sobre justi\u00e7a ouvindo um podcast ou pesquisando a palavra na Teologia Hist\u00f3rica de Gregg Allison. Sua compreens\u00e3o do dom da justi\u00e7a de Deus em Cristo para pecadores \u00edmpios eclodiu a partir de Romanos e Salmos enquanto ele estudava os textos b\u00edblicos nas l\u00ednguas originais. O pr\u00f3prio Lutero fala dessa experi\u00eancia:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px; text-align: justify;\"><em>Embora a F\u00e9 e o Evangelho possam ser proclamados por pregadores sem o conhecimento das l\u00ednguas, a prega\u00e7\u00e3o ser\u00e1 fraca e ineficaz. Mas onde as l\u00ednguas forem estudadas, o an\u00fancio ser\u00e1 aut\u00eantico e poderoso, as Escrituras ser\u00e3o pesquisadas e a f\u00e9 ser\u00e1 constantemente redescoberta atrav\u00e9s de palavras e a\u00e7\u00f5es sempre novas.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup><strong>[7]<\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">3. Porque temos tempo limitado<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse terceiro ponto pode parecer inicialmente contraintuitivo. Se tivermos pouco tempo, n\u00e3o dever\u00edamos usar apenas uma tradu\u00e7\u00e3o para o ingl\u00eas e outros recursos homil\u00e9ticos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considere uma par\u00e1bola: Se voc\u00ea precisa cortar uma pilha de lenha, \u00e9 uma perda de tempo fazer uma pausa e primeiro afiar o machado? A.T. Robertson observou: &#8220;Se a educa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica aumentar\u00e1 seu poder para Cristo, n\u00e3o \u00e9 seu dever obter esse poder adicional?&#8230; Nunca diga que est\u00e1 perdendo tempo indo \u00e0 escola. Voc\u00ea est\u00e1 economizando tempo, comprando-o para o futuro e armazenando-o. O tempo usado no armazenamento de energia n\u00e3o \u00e9 perdido.&#8221;<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao trabalhar textos b\u00edblicos em aulas, fico sempre impressionado com a quantidade de perguntas excelentes que os alunos fazem e que n\u00e3o s\u00e3o abordadas pelos coment\u00e1rios. Mesmo comentaristas muito bons negligenciam quest\u00f5es cruciais. Eu digo aos alunos: &#8220;Voc\u00eas n\u00e3o percebem que as pessoas que escrevem esses coment\u00e1rios s\u00e3o pessoas falhas e m\u00edopes como voc\u00eas? Talvez o comentarista n\u00e3o tenha percebido o insight que voc\u00ea est\u00e1 levantando, ou talvez ele tivesse uma pergunta semelhante ao que voc\u00ea est\u00e1 perguntando, mas sem saber a resposta, ele evitou o assunto completamente em sua escrita. Somente engajando o texto inspirado das Escrituras para si mesmo voc\u00ea tem acesso consistente \u00e0s perguntas mais centrais e aos dados que respondem a essas perguntas.&#8221; Por isso, Scott Hafemann observou certa vez: &#8220;Uma hora no texto [das l\u00ednguas originais] vale mais do que dez horas na literatura secund\u00e1ria&#8221;.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d\u00favida, os coment\u00e1rios podem ser muito \u00fateis para entender o significado e as implica\u00e7\u00f5es de um texto b\u00edblico. E com tempo limitado, os pastores querem ser capazes de usar e entender os melhores coment\u00e1rios sobre as passagens que est\u00e3o pregando. No entanto, os melhores coment\u00e1rios muitas vezes acompanham de perto o texto hebraico e grego, e sem um conhecimento pr\u00e1tico das l\u00ednguas b\u00edblicas, o ministro n\u00e3o \u00e9 capaz de utilizar das ferramentas mais \u00fateis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha av\u00f3 costumava dizer aos netos que, quando meu pai era um menino aprendendo a ler, se ele n\u00e3o sabia uma palavra ou n\u00e3o sabia pronunci\u00e1-la, ele apenas dizia &#8220;barco a vapor&#8221; e continuava lendo. Tirei da minha prateleira um coment\u00e1rio t\u00e9cnico muito \u00fatil sobre Romanos de John Harvey. Fiquei imaginando como seria tentar l\u00ea-lo sem um conhecimento da gram\u00e1tica grega. Talvez fosse como substituir cada termo grego ou gramatical pela palavra &#8220;barco a vapor&#8221;. Considere um trecho deste coment\u00e1rio sobre Romanos 3.21 caso eu n\u00e3o conhecesse a gram\u00e1tica grega e sua linguagem:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px; text-align: justify;\"><em>O barco a vapor poderia ser barco a vapor, mas \u00e9 mais prov\u00e1vel barco a vapor, modificando barco a vapor de barco a vapor. O tempo presente \u00e9 o barco a vapor; Barco a vapor + barco a vapor indica o barco a vapor do barco a vapor simples. O barco a vapor com barco a vapor \u00e9 barco a vapor; O barco a vapor com barco a vapor \u00e9 barco a vapor. &#8220;Lei e Profetas&#8221; n\u00e3o ocorre em nenhum outro lugar em Paulo. Veja Longenecker para fundo judaico na frase. &#8220;Profetas&#8221; \u00e9 um barco a vapor para seus escritos.<\/em><a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ministro sem forma\u00e7\u00e3o em grego e hebraico est\u00e1 em desvantagem significativa para ler e compreender os melhores recursos. Philip Melanchthon disse certa vez que, sem as linguas b\u00edblicas, seremos &#8220;pessoas silenciosas&#8221; como te\u00f3logos.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> Podemos acrescentar que, sem as l\u00ednguas b\u00edblicas, tamb\u00e9m somos te\u00f3logos surdos e cegos, incapazes de nos beneficiar dos insights dos melhores estudiosos e professores da igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um semestre, depois de supervisionar um exame final em Sintaxe Grega e Exegese, encontrei uma aluna da turma. Ela me disse (parafraseando): &#8220;Voc\u00ea sabe, Dr. Plummer, eu nunca serei uma estudiosa do grego, mas depois de dois semestres de grego, acho que posso detectar quando uma argumenta\u00e7\u00e3o \u00e9 s\u00f3lida ou infundada nos coment\u00e1rios.&#8221; Ao que digo: &#8220;Bem feito, boa e fiel aluna&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo \u00e9 limitado. Um conhecimento pr\u00e1tico de grego e hebraico economiza tempo, conectando o ministro diretamente com o texto e diretamente com os melhores recursos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passamos agora a considerar tr\u00eas desafios espec\u00edficos que enfrentamos no ensino de l\u00ednguas b\u00edblicas para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de ministros crist\u00e3os.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Desafio 1: Modelos ruins<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, muitos alunos, pastores e professores foram desligados do valor do grego e do hebraico, sentando-se sob a prega\u00e7\u00e3o e o ensino daqueles que usaram mal as l\u00ednguas. Um colega meu, Tim Beougher, me relatou esta frase de Charles Spurgeon: <em>&#8220;Nosso Senhor foi crucificado sob um sinal escrito em latim, grego, hebraico e, desde ent\u00e3o, muitas congrega\u00e7\u00f5es t\u00eam sido crucificadas semanalmente por seus pastores sob essas mesmas l\u00ednguas&#8221;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, todos n\u00f3s poder\u00edamos contar exemplos sofr\u00edveis sobre reflex\u00f5es gramaticais equivocadas \u2013 fal\u00e1cias etimol\u00f3gicas, transfer\u00eancias de totalidade ileg\u00edtimas e assim por diante. N\u00e3o temos tempo para explorar tais fal\u00e1cias exeg\u00e9ticas em detalhes<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>, mas pode-se entender por que muitas pessoas questionam o valor das l\u00ednguas b\u00edblicas se n\u00e3o as viram usadas corretamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Costumo recomendar fortemente aos meus alunos para que refer\u00eancias expl\u00edcitas ao grego e ao hebraico sejam bastante raras em seus serm\u00f5es. Como regra geral, o grego \u00e9 como nossas roupas de baixo: deve fornecer apoio, mas n\u00e3o deve ser vis\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, em 1 Jo\u00e3o 1.5, lemos: <em>ho theos ph\u014ds estin kai skotia en aut\u014d ouk estin oudemia<\/em>. &#8220;Deus \u00e9 luz, e nele n\u00e3o h\u00e1 trevas de modo algum&#8221;. Agora, mesmo uma leitura superficial do grego nota rapidamente uma dupla nega\u00e7\u00e3o \u2013 com as palavras <em>ouk<\/em> e <em>oudemia<\/em> empregadas. Poder\u00edamos traduzir a frase de forma grosseira: &#8220;Deus \u00e9 luz e n\u00e3o h\u00e1 trevas nele&#8221;. Seria completamente desnecess\u00e1rio, em minha opini\u00e3o, o pastor oferecer coment\u00e1rios gramaticais sobre negativas duplas no grego <em>koin\u00e9<\/em> ou at\u00e9 mesmo mencionar as palavras <em>ouk<\/em> e <em>oudemia<\/em>. \u00c9 melhor deixar que a for\u00e7a dessa afirma\u00e7\u00e3o contagie as emo\u00e7\u00f5es do pregador, de modo que ele diga algo como: &#8220;Deus \u00e9 luz &#8211; completamente santo &#8211; n\u00e3o h\u00e1 a menor part\u00edcula de escurid\u00e3o ou pecado nele!&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como pregador, que sensa\u00e7\u00e3o maravilhosa estar no ch\u00e3o s\u00f3lido das afirma\u00e7\u00f5es e da estrutura reais do texto. Caso contr\u00e1rio, voc\u00ea pode acabar como o pastor cujas anota\u00e7\u00f5es foram descobertas, e ao lado da margem do manuscrito em um lugar foram rabiscadas as palavras: &#8220;Ponto fraco. Grite alto aqui&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Desafio 2: Distra\u00e7\u00f5es e Pregui\u00e7a<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos pensar que distra\u00e7\u00f5es e pregui\u00e7a s\u00e3o problemas modernos, mas h\u00e1 quase cem anos, A.T. Robertson escreveu: <em>&#8220;A principal raz\u00e3o pela qual os pregadores n\u00e3o obt\u00eam e n\u00e3o mant\u00eam um conhecimento justo e necess\u00e1rio do Novo Testamento grego \u00e9 nada menos do que descuido e at\u00e9 pregui\u00e7a em muitos casos&#8221;<\/em>.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quantas horas por semana o aluno m\u00e9dio do semin\u00e1rio, professor ou pastor gasta nas redes sociais, na Netflix, nos esportes ou nos notici\u00e1rios? Talvez digamos que gostar\u00edamos de ter mais tempo para estudar, mais tempo para usar ou reviver nosso conhecimento das l\u00ednguas b\u00edblicas, mas o que realmente fazemos mostra o que queremos fazer.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somos criaturas fracas que se tornam facilmente viciadas em tecnologia e entretenimento. Se n\u00e3o quisermos cair em uma nova era sombria de ignor\u00e2ncia e passividade, precisamos de h\u00e1bitos e disciplina capacitados pelo Esp\u00edrito. Ben Merkle e eu tentamos oferecer solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para esses problemas em nosso livro <em>Greek for Life: Strategies for Learning, Retaining, and Reviving New Testament Greek<\/em> (Grego para a vida: Estrat\u00e9gias para aprender, reter e reviver o grego do Novo Testamento) (Baker, 2017). E h\u00e1 um volume complementar para o hebraico: <em>Hebrew for Life<\/em> (Baker, 2020), com Adam Howell como autor principal.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Desafio 3: A eros\u00e3o generalizada das habilidade lingu\u00edsticas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dif\u00edcil priorizar o ensino do idioma b\u00edblico quando os professores e pastores que os alunos admiram n\u00e3o aprenderam grego e hebraico ou n\u00e3o mantiveram suas habilidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se me permitem ser franco, tenho certeza de que entre os leitores deste artigo h\u00e1 v\u00e1rias pessoas que se arrependem de n\u00e3o terem aprendido os idiomas b\u00edblicos ou de terem deixado suas habilidades se atrofiarem seriamente. Talvez, se voc\u00ea fechar os olhos por um momento, possa se imaginar olhando para um vale de ossos lingu\u00edsticos secos e ouvir uma voz dizer: &#8220;Filho do homem, esses ossos podem viver?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho o prazer de lhe dizer que sim. J\u00e1 vi muitas pessoas reviverem com sucesso seu conhecimento de grego. Isso nunca foi t\u00e3o f\u00e1cil. Vivemos em um momento inigual\u00e1vel da hist\u00f3ria mundial &#8211; nunca foi t\u00e3o f\u00e1cil aprender, reviver ou progredir em sua capacidade de ler as Escrituras nos idiomas originais!<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixe-me contar a hist\u00f3ria de um de meus ex-colegas, o Dr. Bill Cutrer. Bill se formou no Dallas Theological Seminary e tinha uma base s\u00f3lida em grego, mas permitiu que suas habilidades se desgastassem com o tempo. Foi por volta do ano de 2010, na \u00e9poca em que o Southern Seminary enviava DVDs para os alunos on-line. Bill adquiriu dois volumes para si mesmo e fez dois cursos de n\u00edvel de mestrado. Depois, ele participou de um curso no campus sobre exegese grega da ep\u00edstola de Tiago.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bill faleceu repentinamente em um passeio de bicicleta em 2013. Gosto de imagin\u00e1-lo instantaneamente transportado para a presen\u00e7a de Deus, e sei que n\u00e3o houve hesita\u00e7\u00e3o quando ele se juntou ao coro celestial dizendo: <em>hagios hagios hagios kyrios ho theos ho pantokrat\u014dr ho \u0113n kai ho \u014dn kai ho erchomenos<\/em>: &#8220;Santo, santo, santo \u00e9 o Senhor Deus Todo-Poderoso, que era, que \u00e9 e que h\u00e1 de vir!&#8221; (Apocalipse 4.8).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">&#8216;Na porta da sala de aula&#8217;<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio dos anos 1900, um dos gram\u00e1ticos gregos mais respeitados do mundo era James Hope Moulton (1863-1917). A devo\u00e7\u00e3o de Moulton ao texto das Escrituras e ao Deus que as inspirou o levou a servir como mission\u00e1rio na \u00cdndia. Ap\u00f3s algum tempo de trabalho mission\u00e1rio, em abril de 1917 (em meio \u00e0 Primeira Guerra Mundial), quando voltava para sua terra natal, a Gr\u00e3-Bretanha, seu navio foi torpedeado por um submarino alem\u00e3o. Moulton sobreviveu por v\u00e1rios dias em um bote salva-vidas, mas acabou falecendo e foi sepultado no mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quero compartilhar com voc\u00eas um poema que Moulton escreveu em Bangalore, na \u00cdndia, em 21 de fevereiro de 1917, apenas algumas semanas antes de morrer. Intitulado &#8220;At the Classroom Door&#8221; (Na porta da sala de aula), \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o em forma po\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Senhor, com a Tua palavra abre a porta, convidando<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Professor e aluno para festejar esta hora contigo;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Abre um livro onde Deus, em escrita humana<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Pensa Seus pensamentos profundos, e l\u00ednguas mortas vivem para mim.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Muito temerosa a tarefa, muito grande o dever que me chama,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Muito pesado \u00e9 o peso que recai sobre mim!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Oh, se o meu pr\u00f3prio pensamento, caindo sobre Tuas palavras, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Estragar a grande mensagem, e os homens n\u00e3o Te ouvirem!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>D\u00e1-me Tua voz para falar, Teu ouvido para escutar, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>D\u00e1-me Tua mente para compreender Teu mist\u00e9rio; <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ent\u00e3o meu cora\u00e7\u00e3o pulsar\u00e1, e meus olhos felizes brilhar\u00e3o, <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Arrebatado pelas maravilhas que Tu me mostras.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup><strong>[16]<\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhe\u00e7a o livro <a href=\"https:\/\/www.editorafiel.com.br\/michael-j-kruger\/introducao-biblico-teologica-ao-novo-testamento-michael-j-kruger\">Introdu\u00e7\u00e3o b\u00edblico-teol\u00f3gica ao Novo Testamento, de Michael J. Kruger (Editora Fiel)<\/a> e aprofunde seus conhecimentos acerca dos escritos do Novo Testamento.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Michael Kruger, \u201cIs It a Waste of Time for Seminary Students (and Pastors) to Learn the Biblical Languages?\u201d Canon Fodder, August 20, 2018, https:\/\/www.michaeljkruger.com\/is-it-a-waste-of-time-for-seminary-students-and-pastors-to-learn-the-biblical-languages-4\/.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Como sou especialista em estudos do Novo Testamento, vou me concentrar no grego neste ensaio. Uma vers\u00e3o anterior deste ensaio foi publicada pela primeira vez como meu discurso de 2021 no The Southern Baptist Theological Seminary.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> A.T. Robertson, The Minister and His Greek New Testament (1923; repr., Grand Rapids: Baker, 1977), 17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> \u201cWestminster Theological Seminary: Its Purpose and Plan,\u201d in J. Gresham Machen: Selected Shorter Writings, ed. D.G. Hart (Phillipsburg, NJ: P&amp;R, 2004), 188\u201389.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> John Piper, Brothers, We Are Not Professionals: A Plea to Pastors for Radical Ministry, updated and expanded ed. (Nashville: B&amp;H, 2013), 100.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Robert W. Yarborough, Clash of Visions: Populism and Elitism in New Testament Theology, Reformed, Exegetical, and Doctrinal Studies (Fearn, Scotland: Christian Focus, 2019), 48\u201349.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Martin Luther, \u201cTo the Councilmen of All Cities in Germany That They Establish and Maintain Christian Schools\u201d (1524), in Luther\u2019s Works, ed. Jaroslav Pelikan, Helmut T. Lehmann, and Christopher Boyd, vol. 45, The Christian in Society II, ed. Walther I. Brandt, trans. Albert T.W. Steinhaeuser and Walther I. Brandt (Philadelphia: Muhlenberg, 1962), 365.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> A.T. Robertson, \u201cPreaching and Scholarship,\u201d inaugural faculty address of The Southern Baptist Theological Seminary, October 3, 1890, as cited by S. Craig Sanders, \u201cA.T. Robertson and His \u2018Monumental Achievement,\u2019\u201d Baptist Press, September 22, 2014, http:\/\/dev.bpnews.net\/43400\/at-robertson-and-his-monumental-achievement.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Scott Hafemann, as part of \u201cThe SBJT Forum: Profiles in Expository Preaching,\u201d SBJT 3, no. 2 (1999): 88.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> John D. Harvey, Romans, EGGNT (Nashville: B&amp;H Academic, 2017), 91.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> From Melanchthon\u2019s inaugural address on \u201cThe Reform of the Education of Youth\u201d (1518), cited in Hans J. Hillerbrand, ed., The Reformation: A Narrative History Related by Contemporary Observers and Participants, new ed. (Grand Rapids: Baker, 1987), 59\u201360.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> Veja, por exemplo: D.A. Carson.<em> Exegetical Fallacies<\/em>, 2nd ed. (Grand Rapids: Baker, 1996) (em portugu\u00eas: Os perigos da interpreta\u00e7\u00e3o b\u00edblica, Editora Vida Nova).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> Robertson, The Minister and His Greek New Testament, 16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> N\u00e3o temos tempo para explorar esse t\u00f3pico mais detalhadamente, mas James KA Smith fala sobre ele de maneira pungente em seu livro <em>You Are What You Love: The Spiritual Power of Habit<\/em> (Grand Rapids: Brazos, 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> Voc\u00ea pode come\u00e7ar hoje gastando apenas cinco minutos em Beginninggreek.com e Dailydoseofgreek.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> Poema impresso na primeira p\u00e1gina n\u00e3o numerada do primeiro fasc\u00edculo publicado separadamente de A Grammar of New Testament Greek: Accidence and Word-Formation, vol. 2, part 1, General Introduction: Sounds and Writing, ed. Wilbert Francis Howard (Edinburgh: T&amp;T Clark, 1919). O poema, escrito em Bangalore, \u00cdndia, \u00e9 datado de 21 de fevereiro de 1917.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_message color=&#8221;alert-danger&#8221; message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;alert-danger&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Por: <span style=\"font-weight: 400;\">Robert L. Plummer<\/span>. \u00a9 Desiring God Foundation.Website: <a href=\"http:\/\/www.desiringgod.org\/languages\/portuguese\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desiringGod.org<\/a>. Traduzido com permiss\u00e3o. Fonte: <a href=\"https:\/\/www.desiringgod.org\/articles\/why-learn-greek-and-hebrew\">Why Learn Greek and Hebrew?<\/a> | Revisor e Editor: <em>Vinicius Lima.<\/em>[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo serve como um encorajamento a pastores e ministros da Palavra para que n\u00e3o desistam e se empenhem ao m\u00e1ximo na compreens\u00e3o das l\u00ednguas b\u00edblicas.<\/p>\n","protected":false},"author":628,"featured_media":68525,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[700,467],"tags":[592],"class_list":["post-68522","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estudos-biblicos","category-ministerio-pastoral","tag-desiring-god","tema-exegese","tema-linguas-biblicas","categoria-artigo"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Por que aprender grego e hebraico?<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Este artigo serve como um encorajamento a pastores e ministros da Palavra para que n\u00e3o desistam e se empenhem ao m\u00e1ximo na compreens\u00e3o das l\u00ednguas b\u00edblicas\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/07\/por-que-aprender-grego-e-hebraico\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Por que aprender grego e hebraico?\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Este artigo serve como um encorajamento a pastores e ministros da Palavra para que n\u00e3o desistam e se empenhem ao m\u00e1ximo na compreens\u00e3o das l\u00ednguas b\u00edblicas\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/07\/por-que-aprender-grego-e-hebraico\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Voltemos Ao Evangelho\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/facebook.com\/voltemosaoevangelho\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-07-12T11:00:09+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/grego-1.png?fit=837%2C470&ssl=1\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"837\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"470\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Robert L. 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