{"id":69202,"date":"2024-09-24T08:00:25","date_gmt":"2024-09-24T11:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=69202"},"modified":"2024-09-20T18:08:02","modified_gmt":"2024-09-20T21:08:02","slug":"a-confessionalidade-na-historia-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/09\/a-confessionalidade-na-historia-da-igreja\/","title":{"rendered":"A confessionalidade na Hist\u00f3ria da Igreja"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 o terceiros de 08 cap\u00edtulos da s\u00e9rie da revista <em>Tabletalk<\/em>: \u00a0<strong><em><a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/serie\/a-igreja-confessional-revista-tabletalk\/\">A igreja confessional<\/a>.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o in\u00edcio, mesmo em sua manifesta\u00e7\u00e3o no Antigo Testamento, o povo de Deus tem sido uma comunidade que tem confiss\u00f5es de f\u00e9. O \u201ccredo principal\u201d da Escritura \u00e9 o\u00a0<em>Shema<\/em>: \u201cOuve, Israel, o Senhor, nosso Deus, \u00e9 o \u00fanico Senhor\u201d (Dt 6:4). Esse credo \u00e9 citado tanto por Jesus (Mc 12:29) quanto por Paulo (1 Co 8:4-6). No monte Sinai, Deus se revelou como um Deus que \u00e9 \u201ccompassivo, clemente e long\u00e2nimo e grande em miseric\u00f3rdia e fidelidade\u201d (\u00cax 34:6). Na opini\u00e3o de alguns estudiosos, essa express\u00e3o tamb\u00e9m cumpriu uma fun\u00e7\u00e3o semelhante a um credo para o povo da velha alian\u00e7a. Foi repetido v\u00e1rias vezes na hist\u00f3ria de Israel, desde o Pentateuco at\u00e9 os profetas, inclu\u00eddas tr\u00eas refer\u00eancias nos Salmos (Sl 86:15; 103:8; 145:8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afirma\u00e7\u00f5es semelhantes a credos tamb\u00e9m podem ser achadas no Novo Testamento. Dois exemplos desse tipo de afirma\u00e7\u00e3o s\u00e3o 1 Tim\u00f3teo 2:5 e 3:16. \u201cParece plaus\u00edvel que Paulo citou confiss\u00f5es de f\u00e9 crist\u00e3s bem primitivas, orais ou escritas\u201d, escreve o historiador Jaroslav Pelikan. Outros estudiosos argumentam que as afirma\u00e7\u00f5es de \u201cfiel \u00e9 a palavra\u201d nas ep\u00edstolas pastorais de Paulo tamb\u00e9m se originaram de f\u00f3rmulas de credo ou de liturgias da igreja primitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 medida que a igreja antiga continuou a usar essa pr\u00e1tica, comp\u00eandios de credos primitivos se tornaram a \u201cregra de f\u00e9\u201d, um resumo doutrin\u00e1rio recebido dos ap\u00f3stolos e transmitido \u00e0s gera\u00e7\u00f5es posteriores. As primeiras disputas crist\u00e3s sobre a Trindade e sobre quest\u00f5es cristol\u00f3gicas levaram a igreja a aprimorar sua gram\u00e1tica de f\u00e9; e a igreja expressou suas convic\u00e7\u00f5es conclusivas sobre a Trindade e sobre quest\u00f5es cristol\u00f3gicas em credos que promoveram ensino da igreja e condenaram o desviar-se desse ensino (por exemplo, nos conc\u00edlios de Niceia, Constantinopla e Calced\u00f4nia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s acrescentaram afirma\u00e7\u00f5es confessionais a esses credos antigos. Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre os dois? Em geral, os credos (escritos nos v\u00e1rios primeiros s\u00e9culos da igreja) s\u00e3o afirma\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias breves (com foco na natureza da Trindade ou a encarna\u00e7\u00e3o do Filho) que s\u00e3o aceitas normalmente pela igreja universal (por isso, s\u00e3o chamados credos ecum\u00eanicos). Os tr\u00eas principais credos ecum\u00eanicos s\u00e3o o Credo Apost\u00f3lico, o Credo Niceno e o Credo de Atan\u00e1sio. Elaboradas sobre esses fundamentos, as confiss\u00f5es dos s\u00e9culos XVI e XVII eram express\u00f5es de regi\u00f5es espec\u00edficas da f\u00e9 reformada (p. ex., Confiss\u00e3o de F\u00e9 de La Rochelle ou Confiss\u00e3o de F\u00e9 Escocesa), que confrontavam as amea\u00e7as externas (como os desvios anabatistas ou a obje\u00e7\u00e3o apresentada pelos arminianos) ou ofereceram desenvolvimentos mais exaustivos da f\u00e9 e vida reformadas (como a teologia da alian\u00e7a e o governo eclesi\u00e1stico).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUANDO AS CONFISS\u00d5ES DIVIDEM<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As confiss\u00f5es procuram manter o povo de Deus na unidade de sua \u201cf\u00e9 igualmente preciosa\u201d (2 Pe 1:1). Mas n\u00e3o t\u00eam feito isso sempre; \u00e0s vezes, t\u00eam causado divis\u00f5es. O acr\u00e9scimo da express\u00e3o\u00a0<em>filioque<\/em>\u00a0(a qual afirma que o Esp\u00edrito procede do Pai e do Filho) pela igreja do Ocidente ao Credo Niceno contribuiu para o cisma entre a cristandade do Oriente e do Ocidente em 1054.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A disputa de Marburgo de 1529 procurou unir os segmentos luteranos e reformados do protestantismo e conseguiu unidade em quatorze dos quinze pontos de doutrina. Todavia, Martinho Lutero n\u00e3o se reconciliou com Ulrico Zu\u00ednglio no que diz respeito \u00e0 presen\u00e7a de Cristo na Ceia do Senhor. Foi um rev\u00e9s tr\u00e1gico para a causa protestante; e J. Gresham Machen expressou isso muito bem ao comentar que o fracasso em conseguir unidade sobre a Ceia, em Marburgo, foi uma \u201ccalamidade\u201d. Por\u00e9m, Machen disse logo em seguida que \u201cteria sido uma calamidade muito maior\u201d se Lutero tivesse visto essas diferen\u00e7as sacramentais como \u201cum assunto trivial\u201d, ao acrescentar: \u201cEssa indiferen\u00e7a teria sido muito mais letal do que todas as divis\u00f5es entre os segmentos da igreja\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Francis Turretin e J. H. Heidegger compuseram a Formula Consensus Helv\u00e9tica em 1675, as igrejas reformadas confrontavam o primeiro surgimento da cr\u00edtica b\u00edblica. Em resposta, os autores da f\u00f3rmula argumentaram em favor da inspira\u00e7\u00e3o dos pontos voc\u00e1licos nas Escrituras hebraicas. Embora essa confiss\u00e3o tenha sido recebida pelas igrejas reformadas su\u00ed\u00e7as, muitos de seus contempor\u00e2neos n\u00e3o viram essa maneira de sustentar a integridade b\u00edblica como algo que demandava uma resposta confessional. E, assim, a f\u00f3rmula permaneceu como uma afirma\u00e7\u00e3o confessional su\u00ed\u00e7a por meros sessenta e seis anos. Nas palavras de J. V. Fesko, isso foi um \u201cexagero confessional\u201d, porque \u201cestreitou excessivamente as portas da ortodoxia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A li\u00e7\u00e3o desses epis\u00f3dios n\u00e3o \u00e9 abandonarmos as confiss\u00f5es, e sim lutarmos mais com refinamento e aprimoramento da gram\u00e1tica de nossa f\u00e9. Confiss\u00f5es n\u00e3o podem nem devem dizer tudo. Cuidar a sua formula\u00e7\u00e3o servir\u00e1 \u00e0 genu\u00edna catolicidade da igreja. Philip Schaff elogiou corretamente a Confiss\u00e3o de F\u00e9 de Westminster neste respeito: esta expressou \u201ca mais vigorosa e, ao mesmo tempo, a mais moderada forma de calvinismo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Igrejas confessionais sempre entenderam que credos e confiss\u00f5es elaborados por homens s\u00e3o padr\u00f5es subordinados. Servem \u00e0 igreja como normas que s\u00e3o regidas pela Escritura, a \u00fanica regra infal\u00edvel de f\u00e9 e pr\u00e1tica. Portanto, as confiss\u00f5es podem ser revisadas em ocasi\u00f5es em que a igreja pode aplicar a Escritura para ter um melhor entendimento. Por exemplo, as revis\u00f5es dos presbiterianos americanos da Confiss\u00e3o de F\u00e9 de Westminster em 1789 esclareceram a independ\u00eancia entre igreja e estado. Mas as revis\u00f5es das confiss\u00f5es de f\u00e9 s\u00e3o raras. Quando acontece, frequentemente se acomodam ao esp\u00edrito da \u00e9poca e enfraquecem o testemunho da igreja reformada. Isso foi o que aconteceu nas revis\u00f5es de 1903 feitas pelos presbiterianos do norte dos Estados Unidos, que abrandaram o ensino de Westminster sobre a deprava\u00e7\u00e3o humana e a elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DESCONTENTAMENTO CONFESSIONAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, a igreja olha para sua hist\u00f3ria confessional com razo\u00e1vel ceticismo. O interesse pelas confiss\u00f5es est\u00e1 desaparecendo, e sua influ\u00eancia sobre a gram\u00e1tica da f\u00e9 est\u00e1 diminuindo. A afirma\u00e7\u00e3o que as confiss\u00f5es de f\u00e9 podem unir de forma genu\u00edna produz suspeitas. \u201cPodemos ter confiss\u00f5es ou podemos ter catolicidade, mas n\u00e3o podemos ter ambas\u201d. Esse parece ser o esp\u00edrito prevalecente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria do presbiterianismo americano, dividido em muitas denomina\u00e7\u00f5es, parece oferecer apoio a esse argumento. H\u00e1 mais de um s\u00e9culo, B. B. Warfield disse que havia \u201cinsatisfa\u00e7\u00e3o geral\u201d sobre as confiss\u00f5es entre os presbiterianos de seus dias. Ele definiu v\u00e1rias causas. Uma fonte de descontentamento era os superexigentes termos de subscri\u00e7\u00e3o (ou seja, o voto que os oficiais tinham de fazer para sustentar os padr\u00f5es confessionais). Warfield defendeu a pr\u00e1tica (estabelecida no presbiterianismo americano colonial) de exigir que pastores e presb\u00edteros se subscrevessem aos Padr\u00f5es de Westminster que continham o \u201csistema de doutrina\u201d que encontramos na Escritura. Isso deixava os pastores livres do compromisso com as palavras exatas da confiss\u00e3o, dando liberdade para modificarem algumas de suas proposi\u00e7\u00f5es. Subscri\u00e7\u00e3o confessional r\u00edgida \u201cdevasta-se a si mesma\u201d, afirmou Warfield. E prosseguiu dizendo que \u201cuma rigidez excessiva requer e deseja frouxid\u00e3o no desempenho\u201d e serve muitas vezes para erodir o confessionalismo pr\u00e1tico. Nas palavras de Charles Hodge, \u201cos mais r\u00edgidos no mundo s\u00e3o os menos fi\u00e9is\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O descontentamento surge frequentemente de uma no\u00e7\u00e3o pobre de catolicidade. Se minimiz\u00e1ssemos as confiss\u00f5es de nossas igrejas, n\u00e3o surgiria uma igreja unida maior? Uma declara\u00e7\u00e3o de f\u00e9 evang\u00e9lica breve e gen\u00e9rica n\u00e3o atrairia o maior interesse? Warfield argumentou que essa abordagem era semelhante a \u201cconstruir uma grande casa ao redor de uma fam\u00edlia dividida\u201d. A unidade da igreja nunca surge \u00e0s expensas de sua maturidade na f\u00e9. Ele acrescentou: \u201cDevemos considerar bem se este caminho liberal n\u00e3o leva finalmente \u00e0 tirania\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O QUE FAZEM AS CONFISS\u00d5ES\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas express\u00f5es de insatisfa\u00e7\u00e3o confessional enfatizam a confus\u00e3o generalizada em nossos dias a respeito da natureza e do prop\u00f3sito das confiss\u00f5es de f\u00e9 na igreja. Outra vez, Warfield nos ajuda neste assunto. Observou que as confiss\u00f5es, empregadas corretamente, prestam tr\u00eas servi\u00e7os \u00e0 igreja: testes, textos e testemunhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As confiss\u00f5es s\u00e3o testes quando candidatos s\u00e3o examinados para exercer lideran\u00e7a da igreja. Formam a base da confian\u00e7a da igreja quanto \u00e0 aptid\u00e3o de um indiv\u00edduo para o of\u00edcio de lideran\u00e7a. Esse teste vincula a f\u00e9 do candidato, ele pode de cora\u00e7\u00e3o fazer o voto e se compromete a ensinar o que a B\u00edblia revela sobre, por exemplo, a representa\u00e7\u00e3o federal de Ad\u00e3o ou sobre o nascimento virginal de Cristo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As confiss\u00f5es s\u00e3o textos quando instruem os fi\u00e9is em teologia. Catecismos (afirma\u00e7\u00f5es confessionais em forma de perguntas e respostas) s\u00e3o ferramentas de discipulado especialmente eficazes. Baseados com frequ\u00eancia no Credo Apost\u00f3lico, na Ora\u00e7\u00e3o do Pai Nosso e nos Dez Mandamentos, os catecismos providenciam os meios de educar tanto os jovens quanto os adultos na f\u00e9 crist\u00e3. Igrejas enfraquecem a sua identidade confessional quando negligenciam seu dever de aperfei\u00e7oar os santos por meio de catequese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As confiss\u00f5es de f\u00e9 s\u00e3o testemunhos quando s\u00e3o declara\u00e7\u00f5es da f\u00e9 da igreja. Essa fun\u00e7\u00e3o inclui o testemunho coletivo da igreja para um mundo que observa e para outras igrejas crist\u00e3s, mas \u00e9 visto especialmente quando a igreja oferece louvores congregacionais e a\u00e7\u00f5es de gra\u00e7as a Deus em sua vida lit\u00fargica. Isso envolve a leitura ou recita\u00e7\u00e3o regular de por\u00e7\u00f5es das confiss\u00f5es no culto, mas n\u00e3o \u00e9 tudo. As confiss\u00f5es da igreja devem moldar o cantar da igreja. O culto p\u00fablico exige canto congregacional. Quando isso \u00e9 substitu\u00eddo por m\u00fasica especial, por m\u00fasicos profissionais, a igreja rouba de seu rebanho o privil\u00e9gio de confessar sua f\u00e9. Al\u00e9m disso, o canto da igreja n\u00e3o pode ser reduzido a express\u00f5es de experi\u00eancia individual. O testemunho da igreja n\u00e3o deve ser \u201cEu me rendo\u201d, mas, em vez disso, \u201cLouvamos-te, nosso Deus, nosso Redentor e Criador\u201d. \u00c9 uma confiss\u00e3o de f\u00e9 superficial cuja gram\u00e1tica ricamente teol\u00f3gica n\u00e3o molda o car\u00e1ter do louvor da igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Testes, textos e testemunhos: essas fun\u00e7\u00f5es possibilitam que confiss\u00f5es sirvam como coluna vertebral da igreja confessional e invertem o argumento sobre as confiss\u00f5es. Em vez de prejudicar a causa da catolicidade, as confiss\u00f5es favorecem-na. Em muitas ocasi\u00f5es, divis\u00f5es presbiterianas resultaram no afastamento da fidelidade confessional. Sem confiss\u00f5es, as igrejas s\u00e3o abaladas por todo vento de doutrina, desconectadas das outras por interpreta\u00e7\u00f5es peculiares e desvinculadas da tradi\u00e7\u00e3o reformada, por causa de preocupa\u00e7\u00f5es moment\u00e2neas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONFISS\u00d5ES COMO LUGARES ESPA\u00c7OSOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Salmo 18, Davi louva a Deus por coloc\u00e1-lo em um lugar espa\u00e7oso (v. 19) e largo (v. 36), uma linguagem que se acha em outras passagens do Antigo Testamento. O que \u00e9 esse lugar espa\u00e7oso? Associado frequentemente \u00e0 terra prometida, \u00e9 um lugar de seguran\u00e7a, liberdade e prosperidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Igrejas confessionais s\u00e3o vistas muitas vezes como lugares estreitos, nos quais doutrinas sustentadas rigidamente permitem pouco desvio, levando algu\u00e9m a temer uma claustrofobia teol\u00f3gica de uniformitarianismo tir\u00e2nico. Sem d\u00favida, as confiss\u00f5es podem ser e t\u00eam sido usadas de modo errado. Podem ser reduzidas a martelos para impor uniformidade r\u00edgida em tribunais da igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, na hist\u00f3ria da igreja, as confiss\u00f5es revelam uma hist\u00f3ria diferente. Podem ser um presente pelo qual a igreja \u00e9 chamada a manter unidade entusiasta e cordial entre seus membros e comunh\u00e3o com a igreja em geral. Nas palavras de Richard Muller, uma confiss\u00e3o \u201cprov\u00ea limites para express\u00e3o teol\u00f3gica e religiosa, mas tamb\u00e9m oferece margem consider\u00e1vel para o desenvolvimento de express\u00e3o teol\u00f3gica e religiosa variada dentro desses limites\u201d. As maiores \u00e9pocas de prosperidade teol\u00f3gica na tradi\u00e7\u00e3o reformada t\u00eam sido caracterizadas por aten\u00e7\u00e3o intensificada \u00e0s suas confiss\u00f5es. Em vez de serem obst\u00e1culo ao florescimento da igreja, os credos e as confiss\u00f5es s\u00e3o vitais \u00e0 unidade, \u00e0 santidade, \u00e0 apostolicidade e \u00e0 catolicidade da igreja.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_message color=&#8221;alert-danger&#8221; message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;alert-danger&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; css=&#8221;&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Por: John R. Muether. \u00a9 Ligonier Ministries. Website: <a href=\"http:\/\/www.ligonier.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ligonier.org<\/a>. Traduzido com permiss\u00e3o. Fonte: <a href=\"https:\/\/pt.ligonier.org\/artigos\/igreja-confessional-historia\/\"><em>A igreja confessional na hist\u00f3ria<\/em><\/a>. <span style=\"font-weight: 400;\">Traduzido por <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Jo\u00e3o Costa. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Revis\u00e3o por Renata Gandolfo<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Editor: <em>Vinicius Lima<\/em>.<\/span>[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As maiores \u00e9pocas de prosperidade teol\u00f3gica na tradi\u00e7\u00e3o reformada t\u00eam sido caracterizadas por aten\u00e7\u00e3o intensificada \u00e0s suas confiss\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":1058,"featured_media":69055,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[3062,435],"tags":[3863,480],"class_list":["post-69202","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-igreja-eclesiologia","category-teologia","tag-a-igreja-confessional-revista-tabletalk","tag-ligonier","tema-confessionalidade","tema-credos-e-confissoes","categoria-artigo"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A confessionalidade na Hist\u00f3ria da Igreja<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As maiores \u00e9pocas de prosperidade teol\u00f3gica na tradi\u00e7\u00e3o reformada t\u00eam sido caracterizadas por aten\u00e7\u00e3o intensificada \u00e0s suas confiss\u00f5es.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/09\/a-confessionalidade-na-historia-da-igreja\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A confessionalidade na Hist\u00f3ria da Igreja\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"As maiores \u00e9pocas de prosperidade teol\u00f3gica na tradi\u00e7\u00e3o reformada t\u00eam sido caracterizadas por aten\u00e7\u00e3o intensificada \u00e0s suas confiss\u00f5es.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/09\/a-confessionalidade-na-historia-da-igreja\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Voltemos Ao Evangelho\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/facebook.com\/voltemosaoevangelho\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-09-24T11:00:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/confessionalidade-1.png?fit=837%2C470&ssl=1\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"837\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"470\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"John R. 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