{"id":69675,"date":"2024-10-25T08:00:31","date_gmt":"2024-10-25T11:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=69675"},"modified":"2024-12-10T16:46:20","modified_gmt":"2024-12-10T19:46:20","slug":"a-longa-e-esquecida-reforma-na-franca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/10\/a-longa-e-esquecida-reforma-na-franca\/","title":{"rendered":"A longa e esquecida reforma na Fran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_raw_html css=&#8221;&#8221;]JTNDYSUyMGNsYXNzJTNEJTIyc3ByZWFrZXItcGxheWVyJTIyJTIwaHJlZiUzRCUyMmh0dHBzJTNBJTJGJTJGd3d3LnNwcmVha2VyLmNvbSUyRmVwaXNvZGUlMkZhLWxvbmdhLWUtZXNxdWVjaWRhLXJlZm9ybWEtbmEtZnJhbmNhLXN0ZXBoZW4tbS1kYXZpcy0tNjMyNTcyNjElMjIlMjBkYXRhLXJlc291cmNlJTNEJTIyZXBpc29kZV9pZCUzRDYzMjU3MjYxJTIyJTIwZGF0YS13aWR0aCUzRCUyMjEwMCUyNSUyMiUyMGRhdGEtaGVpZ2h0JTNEJTIyMjAwcHglMjIlMjBkYXRhLXRoZW1lJTNEJTIybGlnaHQlMjIlMjBkYXRhLXBsYXlsaXN0JTNEJTIyZmFsc2UlMjIlMjBkYXRhLXBsYXlsaXN0LWNvbnRpbnVvdXMlM0QlMjJmYWxzZSUyMiUyMGRhdGEtY2hhcHRlcnMtaW1hZ2UlM0QlMjJ0cnVlJTIyJTIwZGF0YS1lcGlzb2RlLWltYWdlLXBvc2l0aW9uJTNEJTIycmlnaHQlMjIlMjBkYXRhLWhpZGUtbG9nbyUzRCUyMmZhbHNlJTIyJTIwZGF0YS1oaWRlLWxpa2VzJTNEJTIyZmFsc2UlMjIlMjBkYXRhLWhpZGUtY29tbWVudHMlM0QlMjJmYWxzZSUyMiUyMGRhdGEtaGlkZS1zaGFyaW5nJTNEJTIyZmFsc2UlMjIlMjBkYXRhLWhpZGUtZG93bmxvYWQlM0QlMjJ0cnVlJTIyJTNFT3UlQzMlQTdhJTIwJTIyQSUyMGxvbmdhJTIwZSUyMGVzcXVlY2lkYSUyMHJlZm9ybWElMjBuYSUyMEZyYW4lQzMlQTdhJTIwJTI2JTIzeDJGJTNCJTI2JTIzeDJGJTNCJTIwU3RlcGhlbiUyME0uJTIwRGF2aXMlMjIlMjBubyUyMFNwcmVha2VyLiUzQyUyRmElM0UlMEElM0NzY3JpcHQlMjBhc3luYyUyMHNyYyUzRCUyMmh0dHBzJTNBJTJGJTJGd2lkZ2V0LnNwcmVha2VyLmNvbSUyRndpZGdldHMuanMlMjIlM0UlM0MlMkZzY3JpcHQlM0U=[\/vc_raw_html][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RESUMO: A Reforma interrompeu o status quo religioso da Europa do in\u00edcio do s\u00e9culo XVI, quando multid\u00f5es abra\u00e7aram os ensinamentos de Martinho Lutero (1483-1546) e Jo\u00e3o Calvino (1509-1564). Seus seguidores eram chamados respectivamente de luteranos e reformados, estes \u00faltimos conhecidos tamb\u00e9m como calvinistas e huguenotes. O momento parecia oportuno para mudan\u00e7as religiosas. Os reis da Fran\u00e7a procuraram enfraquecer o controle da Igreja Romana; a nobreza estava descontente com os privil\u00e9gios desfrutados pelo clero e nutria uma hostilidade oculta que precisava apenas de uma fa\u00edsca para explodir. Entre o clero havia prelados eminentes que desejavam reforma e padres cansados do jugo pesado da hierarquia. Os plebeus que ainda carregavam as marcas do feudalismo viam pouca f\u00e9 ou virtude na vida do clero. No entanto, ningu\u00e9m previu os terr\u00edveis combates e persegui\u00e7\u00f5es que logo ocorreriam com a chegada da reforma na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria dos crist\u00e3os conhece a Reforma Protestante que abalou o continente europeu no s\u00e9culo XVI. De fato, os tremores secund\u00e1rios reverberam no presente sempre que as igrejas protestantes se re\u00fanem para adora\u00e7\u00e3o em todo o mundo. Poucas pessoas entendem que o que \u00e9 apresentado como a Reforma \u00e9 melhor entendido como reformas, uma s\u00e9rie de movimentos inter-relacionados que ocorreram em toda a Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As reformas que levaram ao estabelecimento de igrejas protestantes (como na Alemanha, Su\u00ed\u00e7a e Inglaterra) geralmente recebem maior aten\u00e7\u00e3o. Mas outros movimentos reformistas tamb\u00e9m fazem parte dessa hist\u00f3ria. Concomitantemente aos esfor\u00e7os de reforma de Martinho Lutero nos estados alem\u00e3es, um desafio ao status quo da Igreja Cat\u00f3lica come\u00e7ou na Fran\u00e7a, tornando-se uma das lutas mais prolongadas e sangrentas entre protestantes e cat\u00f3licos na era das reformas.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Acendendo o fogo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve tentativas no in\u00edcio dos anos 1500 de reformar a Igreja Cat\u00f3lica por dentro. Um dos esfor\u00e7os mais not\u00e1veis ocorreu sob <a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/10\/margarida-de-navarra\/\">Margarida, uma princesa francesa e mais tarde rainha de Navarra (1492-1549)<\/a>, atrav\u00e9s de seu casamento com Henrique d&#8217;Albret de Navarra. Influenciada pelo humanismo crist\u00e3o de Erasmo, Margarida apoiou os esfor\u00e7os de reforma em sua amada Igreja Cat\u00f3lica. Ela era irm\u00e3 do rei Francisco I (1494-1547), m\u00e3e da l\u00edder huguenote Jeanne d&#8217;Albret (1528-1572) e av\u00f3 do guerreiro huguenote Henrique de Navarra (1553-1610), que se converteu ao catolicismo em 1593 para se tornar o rei Henrique IV, o primeiro rei Bourbon da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Margarida pertencia a um grupo de cat\u00f3licos influenciados pelo Renascimento que adotaram os ensinamentos da Reforma, mas permaneceram leais \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica. Um grupo chamado C\u00edrculo de Meaux, por exemplo, estava comprometido em pregar o evangelho da justifica\u00e7\u00e3o somente pela f\u00e9 e se opunha \u00e0 venera\u00e7\u00e3o dos santos e \u00e0 venda de indulg\u00eancias. Em 1521, o estudioso humanista Jacques Lef\u00e8vre d&#8217;\u00c9taples, um dos membros do C\u00edrculo, traduziu os Evangelhos para o franc\u00eas e os distribuiu por toda a regi\u00e3o do interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Margarida estabeleceu-se em N\u00e9rac, que se tornou um ref\u00fagio para os perseguidos pela Igreja Cat\u00f3lica. Nicolas Cop, reitor da Sorbonne, foi for\u00e7ado a fugir de Paris para N\u00e9rac em 1533 ap\u00f3s seu serm\u00e3o evang\u00e9lico no Dia de Todos os Santos. Jo\u00e3o Calvino, que pode ter ajudado a preparar o serm\u00e3o de Cop, fugiu com ele e encontrou ref\u00fagio em N\u00e9rac com Lef\u00e8vre e outros. Sob sua influ\u00eancia, as cidades vizinhas de Sainte-Foy-la Grande, Bergerac, Agen, Clairac e, finalmente, La Rochelle logo foram conquistadas para a f\u00e9 reformada.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco I continuou protegendo Margarida e o C\u00edrculo de Meaux at\u00e9 o evento conhecido como o Caso dos Cartazes em outubro de 1534. Cartazes denunciando a missa cat\u00f3lica foram exibidos publicamente em v\u00e1rias cidades e at\u00e9 mesmo na porta do quarto de Francisco. Ap\u00f3s esse evento, Francisco consentiu em medidas brutais para suprimir os &#8220;hereges&#8221;.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> Por volta de meados do s\u00e9culo XVI, aqueles que seguiram os ensinamentos de Calvino ficaram conhecidos como huguenotes.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Quem eram os huguenotes?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A origem e a etimologia da designa\u00e7\u00e3o huguenote permanecem obscuras e contestadas pelos historiadores. De acordo com Brachet, que fornece sete sugest\u00f5es, &#8220;N\u00e3o se sabe se [huguenote] se originou no centro da Fran\u00e7a ou foi importado da fronteira de Genebra. Nenhuma palavra foi dita e escrita sobre isso.&#8221;<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> O presente consenso tem sua origem na palavra su\u00ed\u00e7o-alem\u00e3 Eidgenossen, que significa &#8220;os confederados&#8221;, com uma poss\u00edvel refer\u00eancia a uma rebeli\u00e3o genebrina contra o duque de Sab\u00f3ia. O termo foi inicialmente aplicado aos crentes reformados em esc\u00e1rnio e, com o tempo, entrou no vern\u00e1culo. Os chamados huguenotes preferiam o termo reformado (R\u00e9form\u00e9s) e, na \u00e9poca da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, eram comumente chamados de protestantes franceses ou calvinistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais importante do que a origem do termo, os huguenotes foram confrontados com o dilema de conciliar dois deveres de obedi\u00eancia: seu dever para com o rei da Fran\u00e7a como s\u00faditos e seu dever para com Deus como crist\u00e3os. Para obter orienta\u00e7\u00e3o sobre como conciliar esses deveres, os crentes reformados franceses rotineiramente se voltavam para as Institutas da Religi\u00e3o Crist\u00e3 de Calvino, publicadas pela primeira vez em latim em 1536 com uma dedicat\u00f3ria ao rei Francisco I, e depois publicadas em franc\u00eas em 1541.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Em seu cap\u00edtulo sobre o governo civil, Calvino trata com alguma extens\u00e3o o dever de submiss\u00e3o e obedi\u00eancia \u00e0s autoridades governamentais. Ele matiza suas exorta\u00e7\u00f5es em refer\u00eancia a Atos 5.29, afirmando que a obedi\u00eancia \u00e0s autoridades governamentais requer uma exce\u00e7\u00e3o para que &#8220;tal obedi\u00eancia n\u00e3o nos impe\u00e7a de obedecer a [Deus]&#8221;.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 1552 e 1554, Calvino foi mais longe em seu Coment\u00e1rio sobre Atos dos Ap\u00f3stolos, declarando que um rei, pr\u00edncipe ou magistrado que age de uma maneira que diminui a gl\u00f3ria de Deus torna-se nada mais do que um homem comum e que &#8220;n\u00e3o violamos a autoridade do rei quando nossa religi\u00e3o nos obriga a resistir a decretos tir\u00e2nicos que nos pro\u00edbem de prestar a Cristo e a Deus a honra e a adora\u00e7\u00e3o de que eles s\u00e3o dignos.&#8221;<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> A edi\u00e7\u00e3o definitiva de 1559 das Institutas em latim integrou a ideia de que um pr\u00edncipe \u00edmpio abole seu poder. O disc\u00edpulo e sucessor de Calvino, Teodoro Beza, adotou uma abordagem semelhante quando invocou os deveres dos magistrados menores para resistir aos pr\u00edncipes que agiam contra a pureza da religi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes do in\u00edcio da d\u00e9cada de 1560, a repress\u00e3o constante que os protestantes experimentavam era moderada em compara\u00e7\u00e3o com a feroz persegui\u00e7\u00e3o aos crentes reformados na Inglaterra e a persegui\u00e7\u00e3o aos luteranos na Alemanha. Quando as Guerras Religiosas eclodiram em 1562, os protestantes franceses foram capazes de fundamentar sua concep\u00e7\u00e3o de obedi\u00eancia em um corpo de ensinamentos que, no entanto, continha alguma ambiguidade. O que estava claro era a obriga\u00e7\u00e3o de obedecer \u00e0s autoridades, desde que n\u00e3o ordenassem a desobedi\u00eancia a Deus.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Conspira\u00e7\u00e3o fracassada<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1559, os huguenotes estabeleceram uma confiss\u00e3o de f\u00e9 em seu primeiro s\u00ednodo nacional em Paris. Em sua Histoire Eccl\u00e9siastique, Beza relatou a exist\u00eancia de 2.150 igrejas reformadas no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1560, um n\u00famero contestado e repetido por muitos historiadores. Mesmo que o n\u00famero de igrejas tenha sido inflacionado para impressionar a Coroa e obter reconhecimento oficial, o n\u00famero de fi\u00e9is reformados atingiu seu pico por volta dessa \u00e9poca, diminuindo apenas nas d\u00e9cadas seguintes devido \u00e0 guerra, \u00e0 reconvers\u00e3o ao catolicismo e \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esperan\u00e7a dos huguenotes de um decreto para obter exist\u00eancia legal no reino foi frustrada com a morte acidental do rei Henrique II (1519-1559) durante um torneio de justa. Seu filho Francisco II (1544-1560) o sucedeu aos quinze anos por um breve reinado e ficou sob a influ\u00eancia de membros da Casa de Guise, arqui-inimigos dos crentes reformados. A fac\u00e7\u00e3o Guise assumiu o controle do governo e pressionou Francisco a recusar qualquer compromisso com seus s\u00faditos reformados. Com efeito, essas iniciativas forneceram aos huguenotes uma causa pol\u00edtica a ser explorada. Embora a repress\u00e3o viesse do rei ou de sua comitiva, os huguenotes responsabilizavam seus maus conselheiros pelas a\u00e7\u00f5es e consideravam o rei um prisioneiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ver o rei como prisioneiro levou \u00e0 fracassada Conspira\u00e7\u00e3o de Amboise, liderada por nobres huguenotes, para sequestrar o rei Francisco II em mar\u00e7o de 1560. O l\u00edder da conspira\u00e7\u00e3o, Jean du Barry, foi morto na floresta Ch\u00e2teau-Renault quatro dias ap\u00f3s a tentativa abortada de remover o rei da influ\u00eancia da Casa de Guise. O corpo de Barry foi levado para Amboise, pendurado na forca, cortado em cinco peda\u00e7os e exibido nos port\u00f5es da cidade. Seus co-conspiradores foram ca\u00e7ados e massacrados sem o devido processo, com seus corpos pendurados nas janelas do castelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Catarina de M\u00e9dicis (1519-1589), vi\u00fava do defunto Henrique II e agora rainha regente, ficou chocada com a selvageria das repres\u00e1lias contra os conspiradores e percebeu que a unidade do reino estava amea\u00e7ada.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Igreja e Estado em guerra<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7ando em 1560 com o reinado de Carlos IX (1550-1574), e sob a influ\u00eancia de Catarina de M\u00e9dicis, a monarquia liderou tentativas de concilia\u00e7\u00e3o confessional. Catarina queria um moderado no governo como defensor da reconcilia\u00e7\u00e3o e sugeriu que o rei nomeasse Michel de L&#8217;Hospital, um ex-membro do Parlamento de Paris. Ele se tornou chanceler da Fran\u00e7a em 6 de maio de 1560 e permaneceu nessa posi\u00e7\u00e3o at\u00e9 27 de setembro de 1568, durante a primeira (1562-1563) e a segunda (1567-1568) guerras religiosas.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> Embora L&#8217;Hospital nunca tenha se convertido \u00e0 religi\u00e3o reformada, ele trabalhou incansavelmente pela paz entre confiss\u00f5es concorrentes, preferindo a persuas\u00e3o \u00e0 restri\u00e7\u00e3o, e avan\u00e7ou o conceito de separa\u00e7\u00e3o entre o Estado e a religi\u00e3o para libertar a na\u00e7\u00e3o de conflitos religiosos intermin\u00e1veis.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos Estados Gerais<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> em 1560, o chanceler afirmou seu desejo de relegar os termos huguenotes, papistas e luteranos ao passado e conservar apenas o nome crist\u00e3o. O Col\u00f3quio de Poissy em 1561, organizado por Catarina de M\u00e9dicis, apresentou a \u00faltima oportunidade para cat\u00f3licos e crentes reformados alcan\u00e7arem toler\u00e2ncia religiosa m\u00fatua e unidade nacional. Beza estava presente como representante de Calvino, junto com l\u00edderes leigos reformados. O resultado do col\u00f3quio, no entanto, demonstrou a incompatibilidade das duas religi\u00f5es, particularmente na quest\u00e3o da Eucaristia.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1562, L&#8217;Hospital preparou o \u00c9dito de Janeiro, que autorizou o culto reformado pela primeira vez sob certas condi\u00e7\u00f5es.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> O \u00e9dito ofereceu um raio de esperan\u00e7a \u00e0 tens\u00e3o religiosa que se formava na Fran\u00e7a, mas foi rejeitado pela Igreja Cat\u00f3lica porque contradizia o Conc\u00edlio de Trento, que havia anatematizado as chamadas heresias protestantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, ap\u00f3s o massacre dos huguenotes reunidos para adora\u00e7\u00e3o em Vassy em 1\u00ba de mar\u00e7o de 1562, a guerra tornou-se inevit\u00e1vel. Lu\u00eds de Bourbon levantou um ex\u00e9rcito e capturou as cidades de Orleans e Rouen, marcando o in\u00edcio das Guerras Religiosas. O massacre de huguenotes em Toulouse em maio e a destrui\u00e7\u00e3o de igrejas em Vend\u00f4me e Meaux agravaram ainda mais as tens\u00f5es religiosas. Uma vez que o \u00c9dito de Amboise em 18 de mar\u00e7o de 1563 encerrou a primeira guerra religiosa, a na\u00e7\u00e3o experimentou um breve per\u00edodo de calma e os detidos religiosos foram libertados. O decreto tolerava a liberdade de consci\u00eancia, mas n\u00e3o concedia liberdade de culto religioso.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a primeira guerra religiosa, Catarina organizou uma vasta expedi\u00e7\u00e3o por toda a Fran\u00e7a para salvar o reino da guerra civil. Os projetos de Catherine n\u00e3o se materializaram. Em 1567, ap\u00f3s v\u00e1rios anos de tens\u00f5es latentes, Bourbon novamente liderou as opera\u00e7\u00f5es militares das for\u00e7as huguenotes. Em novembro, a Batalha de Saint-Denis terminou com uma derrota huguenote, bem como a morte do comandante do ex\u00e9rcito real. A Paz de Longjumeau em mar\u00e7o de 1568 confirmou o \u00c9dito de Amboise, com algumas concess\u00f5es adicionais feitas aos nobres huguenotes para adorar livremente em suas resid\u00eancias particulares.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a> No entanto, tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiu garantir uma paz duradoura, pois outra guerra eclodiu apenas alguns meses depois, em setembro.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Massacre do Dia de S\u00e3o Bartolomeu<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira guerra religiosa (1568-1570) terminou com a Paz de Saint-Germain-en-Laye. O tratado foi negociado por Catarina de M\u00e9dicis e Joana d&#8217;Albret, que arranjaram um casamento entre a filha de Catarina, Margarida de Valois, e o filho protestante de Joana, Henrique de Navarra. O casamento ocorreu com grande pompa em 18 de agosto de 1572.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas quatro dias depois, no entanto, em 22 de agosto, foi feito um atentado contra a vida do l\u00edder huguenote e comandante militar, almirante Gaspard de Coligny. Dois dias depois, enquanto Coligny estava convalescendo, assassinos o assassinaram e jogaram seu corpo sem vida pela janela. Assim come\u00e7ou o massacre do Dia de S\u00e3o Bartolomeu, que modificou radicalmente as rela\u00e7\u00f5es entre os huguenotes e o rei. Com a suspeita de cumplicidade de Carlos IX e sua m\u00e3e Catarina, milhares de seus s\u00faditos reformados foram assassinados em Paris e nas prov\u00edncias durante os tr\u00eas dias do massacre. As popula\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas de muitas cidades se juntaram \u00e0 carnificina \u201cpara extirpar todo o movimento protestante, desde a raiz at\u00e9 os ramos\u201d.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a> Henrique de Navarra foi poupado mediante sua promessa de se converter ao catolicismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a determina\u00e7\u00e3o do rei de perseguir os huguenotes, o antigo argumento de manipula\u00e7\u00e3o por conselheiros n\u00e3o era mais v\u00e1lido. De agora em diante, o rei era visto como um tirano que perseguia seus s\u00faditos por causa de sua religi\u00e3o. Os huguenotes, portanto, pegaram em armas em resist\u00eancia ativa contra o pr\u00f3prio soberano. O \u00c9dito de Beaulieu em maio de 1576 sob o rei Henrique III encerrou a quinta guerra religiosa e concedeu aos huguenotes o direito ao culto p\u00fablico. Isso resultou na forma\u00e7\u00e3o da Liga Cat\u00f3lica em defesa da causa cat\u00f3lica, liderada por Henrique, duque de Guise. Quando Francisco, duque de Anjou, morreu em 1584 durante o reinado de seu irm\u00e3o Henrique III, Henrique de Navarra tornou-se o herdeiro leg\u00edtimo do trono. Os interesses dos huguenotes se voltaram para a defesa de seu direito \u00e0 coroa.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Henrique de Navarra foi criado na f\u00e9 reformada ap\u00f3s a confiss\u00e3o p\u00fablica de f\u00e9 de sua m\u00e3e no Natal de 1560. Sob a influ\u00eancia de seu pai, ele se converteu ao catolicismo em 1562, mas depois voltou \u00e0 confiss\u00e3o reformada ap\u00f3s a morte de seu pai naquele mesmo ano. Henrique III proibiu a religi\u00e3o reformada em julho de 1585, o que invalidou a sucess\u00e3o de Navarra \u00e0 coroa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante os anos de 1588 e 1589, Navarra multiplicou a atividade militar na Normandia e nos arredores de Paris. Ele e Henrique III se aproximaram ap\u00f3s a ruptura de Henrique com a Liga Cat\u00f3lica e o assassinato pela guarda-costas do rei em 1588 de Henrique de Guise, o l\u00edder da Liga Cat\u00f3lica e tenente-general do ex\u00e9rcito do rei. Por sua vez, Henrique III foi assassinado em Saint-Cloud em agosto de 1589 nas m\u00e3os de um monge dominicano radical. Antes de sua morte, Henrique III implorou a Navarra que se convertesse ao catolicismo e o reconheceu como seu sucessor.<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O compromisso de Henrique<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eventualmente, Henrique de Navarra se converteu ao catolicismo para acabar com d\u00e9cadas de derramamento de sangue e exercer sua reivindica\u00e7\u00e3o ao trono. Ele foi coroado Henrique IV em 1594, e as Guerras Religiosas terminaram com o \u00c9dito de Nantes em 1598. O decreto impunha a coexist\u00eancia religiosa, embora os protestantes n\u00e3o obtivessem plena liberdade religiosa. O decreto era mais favor\u00e1vel \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica, com o culto protestante autorizado apenas nos lugares onde existia em 1597. Os textos reais at\u00e9 ent\u00e3o se referiam ao protestantismo como a nova religi\u00e3o (nouvelle religion). No pre\u00e2mbulo do \u00c9dito de Nantes, eles agora pertenciam \u00e0 chamada religi\u00e3o reformada (la religion pr\u00e9tendue r\u00e9form\u00e9e), com o desejo do rei de que esses s\u00faditos retornassem \u00e0 verdadeira religi\u00e3o, agora sua.<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os historiadores modernos geralmente elogiam Henrique IV por sacrificar seus escr\u00fapulos religiosos e adotar a religi\u00e3o da maioria para acabar com as intermin\u00e1veis guerras civis. Um historiador o descreve como &#8220;c\u00ednico&#8221; que, no entanto, &#8220;salvou a Fran\u00e7a da disc\u00f3rdia religiosa&#8221;.<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Henrique IV sobreviveu \u00e0s v\u00e1rias conspira\u00e7\u00f5es contra sua vida antes de cair nas m\u00e3os de um fan\u00e1tico cat\u00f3lico em 14 de maio de 1610. Com sua morte, a causa protestante perdeu seu maior protetor, e seu assassinato fortaleceu uma monarquia absoluta. O crime de lesa-majestade refor\u00e7ou a vontade de elevar os reis a um lugar sagrado e inviol\u00e1vel, apoiando a doutrina do direito divino. O trono foi colocado t\u00e3o alto que desobedecer ao rei equivalia a desobedecer a Deus. Como resultado, a menor amea\u00e7a aos reis nos s\u00e9culos XVII e XVIII levou a uma repress\u00e3o implac\u00e1vel.<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Anos no deserto<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a morte de Henrique em 1610, seu filho Lu\u00eds XIII (1601-1643) minou o \u00c9dito de Nantes. Ao longo do s\u00e9culo XVII, por subornos, convers\u00f5es for\u00e7adas e ex\u00edlio, os huguenotes foram reduzidos em n\u00famero e influ\u00eancia e, portanto, tamb\u00e9m em sua capacidade de resistir \u00e0 opress\u00e3o. Lu\u00eds XIV (1638-1715), neto de Henrique, foi levado a acreditar que esses esfor\u00e7os haviam reduzido o n\u00famero de huguenotes a ponto de o \u00c9dito de Nantes n\u00e3o ser mais necess\u00e1rio. Na realidade, ainda havia cerca de oitocentos mil protestantes na \u00e9poca da revoga\u00e7\u00e3o do \u00c9dito de Nantes em 1685.<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o decreto foi revogado, a religi\u00e3o protestante foi proibida, os pastores foram ordenados a abjurar sua f\u00e9 ou deixar o reino dentro de quinze dias, e a emigra\u00e7\u00e3o para leigos foi proibida sob pena de morte, pris\u00e3o perp\u00e9tua nas gal\u00e9s do rei ou pris\u00e3o. Apesar da proibi\u00e7\u00e3o de emigrar, dezenas de milhares fugiram e encontraram ref\u00fagio em na\u00e7\u00f5es protestantes.<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a> De acordo com algumas estimativas, &#8220;quase 150.000 refugiados fugiram da Fran\u00e7a por terra e mar ao longo de uma d\u00e9cada, encontrando abrigo em estados protestantes vizinhos, da Alemanha \u00e0 Inglaterra&#8221;.<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a> Os que permaneceram estavam sujeitos \u00e0 estrita observ\u00e2ncia da religi\u00e3o cat\u00f3lica, embora houvesse resist\u00eancia ao decreto do rei nas regi\u00f5es do reino onde os huguenotes estavam concentrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim come\u00e7ou um per\u00edodo conhecido como a &#8220;Igreja do Deserto&#8221;, quando os crentes se reuniam clandestinamente em \u00e1reas remotas. Sem lideran\u00e7a pastoral, alguns profetas autoproclamados surgiram e pediram resist\u00eancia armada. Durante a Guerra dos Camisards (1702-1705) na regi\u00e3o de C\u00e9vennes, no sul da Fran\u00e7a, os guerreiros camponeses resistiram a todas as adversidades e lutaram bravamente at\u00e9 que n\u00e3o pudessem mais resistir. Centenas de aldeias foram totalmente queimadas. Depois que a rebeli\u00e3o foi esmagada, os crentes reformados sofreram persegui\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios graus ao longo do s\u00e9culo XVIII. Muitos enfrentaram convers\u00f5es for\u00e7adas, confisco de suas terras, sequestro de seus filhos, senten\u00e7as de pris\u00e3o perp\u00e9tua nas gal\u00e9s do rei para homens e pris\u00e3o perp\u00e9tua para mulheres que n\u00e3o renunciassem \u00e0 sua religi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A repress\u00e3o ao protestantismo continuou at\u00e9 o \u00c9dito de Toler\u00e2ncia em 1787 sob Lu\u00eds XVI (1754-1793), que concedeu direitos civis aos protestantes e acabou com a persegui\u00e7\u00e3o patrocinada pelo Estado. A Revolu\u00e7\u00e3o Francesa em 1789 derrubou a monarquia e a Igreja Cat\u00f3lica, com Lu\u00eds XVI e Maria Antonieta guilhotinados durante o Reinado do Terror em 1793. A Revolu\u00e7\u00e3o terminou quando Napole\u00e3o Bonaparte tomou o poder por meio de um golpe de Estado em 1799. Ele imp\u00f4s a Concordata com Roma em 1801 e os Artigos Org\u00e2nicos em 1802 para fornecer reconhecimento legal ao protestantismo e \u00e0 liberdade de culto. Tr\u00eas confiss\u00f5es &#8211; luterana, reformada e, mais tarde, judaica &#8211; foram legalmente reconhecidas e subsidiadas ao lado da Igreja Cat\u00f3lica. Os huguenotes foram integrados \u00e0 sociedade francesa e, \u00e0 medida que a liberdade religiosa ganhava terreno, sua identidade distinta como minoria perseguida desapareceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O protestantismo se diversificou na Fran\u00e7a durante o s\u00e9culo XIX, \u00e0 medida que muitas igrejas reformadas se dividiram sobre quest\u00f5es teol\u00f3gicas sob a influ\u00eancia do racionalismo iluminista. Ent\u00e3o, em 1905, a Concordata foi revogada com a Lei de Separa\u00e7\u00e3o entre Igreja e Estado. A lei encerrou o conflito entre fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas monarquistas e anticlericais, o Estado declarou neutralidade em quest\u00f5es religiosas e as igrejas sob a Concordata perderam subs\u00eddios estatais.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Rica heran\u00e7a<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os protestantes reformados na Fran\u00e7a n\u00e3o se descrevem mais como huguenotes. O termo remonta a um per\u00edodo espec\u00edfico de meados do s\u00e9culo XVI ao s\u00e9culo XVIII. Aqueles que usam a palavra huguenote hoje geralmente tra\u00e7am uma conex\u00e3o geneal\u00f3gica com ancestrais huguenotes que viveram durante as persegui\u00e7\u00f5es dos s\u00e9culos XVI a XVIII, quando ondas de huguenotes emigraram para locais de ref\u00fagio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns pa\u00edses de ref\u00fagio t\u00eam sociedades compostas de &#8220;descendentes dos huguenotes (protestantes franceses) que escaparam da persegui\u00e7\u00e3o religiosa na Fran\u00e7a&#8221;.<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a> H\u00e1 tamb\u00e9m reuni\u00f5es peri\u00f3dicas na Fran\u00e7a para marcar datas importantes na hist\u00f3ria huguenote. O Museu do Deserto na Fran\u00e7a organiza uma assembleia protestante anual para lembrar o intenso per\u00edodo de persegui\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a Revoga\u00e7\u00e3o do \u00c9dito de Nantes, quando o protestantismo foi proibido e os protestantes se reuniram ilegalmente em segredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas igrejas reformadas na Fran\u00e7a se considerariam descendentes espirituais dos huguenotes e reivindicariam uma heran\u00e7a calvinista, embora com v\u00e1rios graus de fidelidade aos ensinamentos reformados do s\u00e9culo XVI. Como exemplo de fidelidade aos ensinamentos da Reforma, a Faculdade Jean Calvin em Aix-en-Provence hoje serve \u00e0s igrejas francesas como um estabelecimento calvinista evang\u00e9lico, com \u00eanfase na gra\u00e7a de Deus e na salva\u00e7\u00e3o em Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os huguenotes foram mitificados e demonizados; suas fa\u00e7anhas foram exageradas e subestimadas; eles foram vilipendiados e venerados. Alguns se tornaram huguenotes por convic\u00e7\u00e3o religiosa; outros por ambi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O que \u00e9 incontest\u00e1vel \u00e9 que os huguenotes abra\u00e7aram os ensinamentos da Reforma de Calvino, o que os tornou inimigos da igreja estabelecida. Honramos sua mem\u00f3ria quando lembramos sua hist\u00f3ria tr\u00e1gica e her\u00f3ica. Seguimos seu exemplo quando permanecemos comprometidos com a verdade da Palavra de Deus em face da oposi\u00e7\u00e3o religiosa ou estatal.<\/p>\n<p>Confira nossa s\u00e9rie especial de m\u00eas da Reforma 2024\u00a0 \u2014 <a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/serie\/aqui-nos-permanecemos\/\">Aqui N\u00f3s Permanecemos: uma jornada de 31 dias com os her\u00f3is da Reforma<\/a>.<\/p>\n<p>Confira os excelente livros da Editora Fiel sobre a Reforma Protestante e Hist\u00f3ria da Igreja \u2014 <a href=\"https:\/\/www.editorafiel.com.br\/historia-da-igreja\">CLIQUE AQUI<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Jean-Pierre Babelon,\u00a0<em>Henri IV<\/em>\u00a0(Paris: Fayard, 1982), 76.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Guillaume de F\u00e9lice,\u00a0<em>Histoire des Protestants, 1521\u20131787<\/em>\u00a0(repr., Marseille: \u00c9ditions Th\u00e9otex, 2020), 46.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Auguste Brachet,\u00a0<em>An Etymological Dictionary of the French Language<\/em>\u00a0(Oxford: Clarendon Press, 1878), 200.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Hugues Daussy, \u201cLes huguenots entre l\u2019ob\u00e9issance au roi et l\u2019ob\u00e9issance \u00e0 Dieu,\u201d\u00a0<em>Nouvelle Revue du XVIe Si\u00e8cle<\/em>\u00a022, no. 1 (2004): 49\u201350.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> John Calvin,\u00a0<em>L\u2019Institution chr\u00e9tienne<\/em>, vol. 4 (Chicago: \u00c9ditions Kerygma, 1978), 480\u201381.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Daussy, \u201cLes huguenots,\u201d 52\u201354.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Daussy, \u201cLes huguenots,\u201d 56\u201357.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Philip Benedict and Nicolas Fornerod, \u201cLes 2,150 \u2018\u00e9glises\u2019 r\u00e9form\u00e9es de France de 1561\u20131562,\u201d\u00a0<em>Revue Historique<\/em>\u00a0651, no. 3 (July 2009): 529\u201330.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Galand-Willemen and Petris,\u00a0<em>Michel De L\u2019Hospital: Chancelier-Po\u00e8te<\/em>\u00a0(Geneva: Droz, 2020), 9.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Babelon,\u00a0<em>Henri IV<\/em>, 445.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Os Estados Gerais (les \u00e9tats g\u00e9n\u00e9raux) eram assembleias convocadas pelo rei para aconselhar ou votar sobre subs\u00eddios. As tr\u00eas classes eram o clero, a nobreza e os plebeus.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Bernard Cottret,\u00a0<em>Histoire de la r\u00e9forme protestante<\/em>, XVI\u2013XVIII si\u00e8cle (Paris: Perrin, 2001), 183.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Babelon,\u00a0<em>Henri IV<\/em>, 94.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Galand-Willemen and Petris,\u00a0<em>Michel De L\u2019Hospital<\/em>, 37\u201338.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Babelon,\u00a0<em>Henri IV<\/em>, 139.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Robert M. Kingdon,\u00a0<em>Myths about the St. Bartholomew\u2019s Day Massacres, 1572\u20131576<\/em>\u00a0(Cambridge: Harvard University Press, 1988), 35.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Daussy, \u201cLes huguenots,\u201d 61\u201362.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Jean-Christian Petitfils,\u00a0<em>L\u2019Assassinat d\u2019Henri IV<\/em>\u00a0(Paris: Perrin, 2009), 43\u201344.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> Charles Alfred Janz\u00e9,\u00a0<em>Les Huguenots: Cent ans de pers\u00e9cutions, 1685\u20131789<\/em>\u00a0(Paris: Grassart, 1886), 39\u201340.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> Norman Davies,\u00a0<em>Europe: A History<\/em>\u00a0(Oxford: Oxford University Press, 1996), 539.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> Petitfils,\u00a0<em>L\u2019Assassinat<\/em>, 276.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> Patrick Cabanel, \u201cEnchanter, d\u00e9senchanter l\u2019histoire du Refuge huguenot,\u201d\u00a0<em>Revue d&#8217;histoire du protestantisme<\/em>\u00a02, no. 3 (July\u2013September 2017), 410.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> As palavras em ingl\u00eas \u201crefuge\u201d e \u201crefugee\u201d v\u00eam das palavras francesas refuge e r\u00e9fugi\u00e9.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> Owen Stanwood,\u00a0<em>The Global Refuge: Huguenots in an Age of Empire<\/em>\u00a0(New York: Oxford University Press), 5.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a> \u201cHome,\u201d The National Huguenot Society, accessed November 6, 2023,\u00a0<a href=\"https:\/\/nationalhuguenotsociety.org\/\">https:\/\/nationalhuguenotsociety.org<\/a>.[\/vc_column_text][vc_message message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;grey&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; css=&#8221;&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Por: Stephen M. Davis \u00a9\ufe0f Desiring God Foundation. Website: <a href=\"http:\/\/desiringGod.org\">desiringGod.org<\/a>. Traduzido com permiss\u00e3o. Fonte: <a href=\"https:\/\/www.desiringgod.org\/articles\/the-long-forgotten-reformation-in-france\"><em>The Long, Forgotten Reformation in France.<\/em><\/a> Todos os direitos reservados. Revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o: <em>Vinicius Lima<\/em>.<\/p>\n<figure class=\"resource__image\"><\/figure>\n<figure class=\"resource__image\"><\/figure>\n<p>[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os huguenotes foram mitificados e demonizados; suas fa\u00e7anhas foram exageradas e subestimadas; eles foram vilipendiados e venerados. <\/p>\n","protected":false},"author":1067,"featured_media":69677,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[507],"tags":[592],"class_list":["post-69675","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-da-igreja","tag-desiring-god","tema-huguenotes","tema-reforma-protestante","categoria-artigo"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A longa e esquecida reforma na Fran\u00e7a - Voltemos Ao Evangelho<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Os huguenotes foram mitificados e demonizados; suas fa\u00e7anhas foram exageradas e subestimadas; eles foram vilipendiados e venerados.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/10\/a-longa-e-esquecida-reforma-na-franca\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A longa e esquecida reforma na Fran\u00e7a - Voltemos Ao Evangelho\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Os huguenotes foram mitificados e demonizados; suas fa\u00e7anhas foram exageradas e subestimadas; eles foram vilipendiados e venerados.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2024\/10\/a-longa-e-esquecida-reforma-na-franca\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Voltemos Ao Evangelho\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/facebook.com\/voltemosaoevangelho\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-10-25T11:00:31+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-12-10T19:46:20+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/franca-1.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"837\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"470\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Stephen M. 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