{"id":71926,"date":"2025-09-03T08:00:19","date_gmt":"2025-09-03T11:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=71926"},"modified":"2025-09-01T11:20:42","modified_gmt":"2025-09-01T14:20:42","slug":"o-ser-de-deus-e-o-existir-da-criacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2025\/09\/o-ser-de-deus-e-o-existir-da-criacao\/","title":{"rendered":"O ser de Deus e o existir da cria\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;Artigo 2 da s\u00e9rie O Ser, as pessoas e as coisas: Um di\u00e1logo entre Teologia e Filosofia | clique aqui para ver os demais artigos desta s\u00e9rie&#8221; style=&#8221;classic&#8221; color=&#8221;white&#8221; size=&#8221;sm&#8221; align=&#8221;center&#8221; css=&#8221;&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fvoltemosaoevangelho.com%2Fblog%2Fserie%2Fo-ser-as-pessoas-e-as-coisas-um-dialogo-entre-teologia-e-filosofia&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nota do editor:<\/strong> Este \u00e9 o segundo artigo da nova s\u00e9rie de Hermisten Maia \u2013 <a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/serie\/o-ser-as-pessoas-e-as-coisas-um-dialogo-entre-teologia-e-filosofia\"><em>O Ser, as pessoas e as coisas: Um di\u00e1logo entre Teologia e Filosofia<\/em><\/a>. Este\u00a0artigo apresenta a grandeza dos des\u00edgnios eternos de Deus, que transcendem tempo, espa\u00e7o e causa-efeito, mas se revelam na hist\u00f3ria para nos conduzir ao prop\u00f3sito eterno. A partir do Salmo 1 e da experi\u00eancia de Habacuque, mostra-se que a verdadeira felicidade n\u00e3o est\u00e1 em expedientes humanos, mas em alinhar a vida \u00e0 Lei e aos caminhos do Senhor, ainda que enfrentemos sil\u00eancio, demora ou disciplina. Deus \u00e9 o Ser absoluto, imut\u00e1vel e soberano, que governa meios e fins, dirige a hist\u00f3ria e sustenta todas as coisas. Diante disso, somos chamados a viver em f\u00e9, obedi\u00eancia e perseveran\u00e7a, confiando que, mesmo nas incertezas, o Senhor reina sobre tempo, circunst\u00e2ncias e eternidade.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O salmista exultante diante da grandeza de Deus e de seus maravilhosos feitos, canta: <em>\u201cQu\u00e3o <u>grandes<\/u><\/em> (gadal)<em>, SENHOR, s\u00e3o as tuas obras! Os teus <u>pensamentos<\/u><\/em> (machashabah) (des\u00edgnios,<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> intentos) \u00a0<em>que profundos!\u201d<\/em> (Sl 92.5).<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os seus des\u00edgnios, por serem verdadeiros e provenientes do Deus santo, justo e soberano, s\u00e3o inumer\u00e1veis e eternos:<em> \u201cO conselho do SENHOR dura para sempre; os <u>des\u00edgnios<\/u><\/em> (machashabah)<em> do seu cora\u00e7\u00e3o, por todas as gera\u00e7\u00f5es\u201d<\/em> (Sl 33.11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui j\u00e1 nos deparamos com algo grandioso demais para n\u00f3s. Como humanos que somos, pensamos sempre em termos de <strong>causa<\/strong> e <strong>efeito<\/strong> e, dentro da categoria <em>tempo<\/em> e <em>espa\u00e7o<\/em> repletos de circunst\u00e2ncias temporais, geogr\u00e1ficas, culturais, pessoais, sociais, entre outras. As nossas categorias e instrumentos emp\u00edricos s\u00e3o necess\u00e1rios por\u00e9m, temporais e ef\u00eameros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de prosseguir, assentemos um ponto: <strong>\u00a0<\/strong>Qualquer concep\u00e7\u00e3o fora dessas dimens\u00f5es (causa-efeito e tempo-espa\u00e7o) seria imposs\u00edvel ao homem por si s\u00f3, a menos que o Deus transcendente e pessoal se revele, apresentando uma dimens\u00e3o do al\u00e9m e depois nos capacitasse a perceb\u00ea-la por gra\u00e7a. Desse modo, sem essa compreens\u00e3o n\u00e3o seria poss\u00edvel falar de qualquer aspecto metaf\u00edsico ou imaterial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, foi dentro dessas categorias t\u00e3o importantes para n\u00f3s \u2013 concedidas por Deus \u2212, que Ele se revelou. Ele criou o tempo, a mat\u00e9ria\u00a0 e o espa\u00e7o dentro de uma coliga\u00e7\u00e3o temporal e multidependente, todavia, tudo preservado pelo seu poder. A fim de se comunicar conosco, Deus age e fala dentro do tempo e do espa\u00e7o. Ele se d\u00e1 a conhecer tamb\u00e9m nos eventos da hist\u00f3ria onde desenvolve o seu prop\u00f3sito glorioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Escrituras se constituem em grande parte em uma narrativa inspirada dos efeitos decorrentes da obedi\u00eancia e desobedi\u00eancia do povo Deus. A hist\u00f3ria vivencia a doutrina, a ilustrando em suas narrativas. N\u00e3o podemos deixar de perceber que, escrituristicamente, o Senhor da hist\u00f3ria ser\u00e1, no tempo determinado por Ele mesmo, o juiz absoluto da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os prop\u00f3sitos de Deus s\u00e3o eternos (Ef 3.11). O seu decreto \u00e9 eterno. Deus n\u00e3o est\u00e1 circunscrito ao tempo, \u00e0 aprendizagem e \u00e0 \u201cmatura\u00e7\u00e3o das ideias\u201d. Deus \u00e9 o Senhor da eternidade, do tempo e das circunst\u00e2ncias. O tempo \u00e9 onde Deus revela o seu prop\u00f3sito eterno.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> Na revela\u00e7\u00e3o de Deus, temos aos nossos olhos, o encontro do tempo com o eterno, sem que o Deus eterno e fiel, jamais deixe o tempo, onde Ele age e cuida de n\u00f3s.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Salmo 1<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, o Salmo 1 \u2212 que serve como pref\u00e1cio ao livro dos Salmos<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> \u2212 apresenta, de forma clara e po\u00e9tica, os efeitos da obedi\u00eancia \u00e0 Lei de Deus e as consequ\u00eancias de trilhar um caminho aut\u00f4nomo, indiferente ao Senhor e aos seus preceitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O salmista inicia o Salmo falando sobre o homem bem-aventurado, estabelecendo uma distin\u00e7\u00e3o entre os \u201cpiedosos\u201d e \u201cpecadores\u201d. \u201cO primeiro salmo encontra-se no p\u00f3rtico da cole\u00e7\u00e3o dos salmos como um guia que em linhas claras indica a dire\u00e7\u00e3o da vida\u201d, resume Weiser (1893-1978).<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele tra\u00e7a um contraste profundo entre o justo, que encontra prazer na Lei do Senhor e nela medita dia e noite, e o \u00edmpio, que rejeita essa orienta\u00e7\u00e3o divina. Enquanto o justo \u00e9 comparado a uma \u00e1rvore plantada junto a ribeiros de \u00e1guas, firme, frut\u00edfera e pr\u00f3spera, o \u00edmpio \u00e9 descrito como palha levada pelo vento, inst\u00e1vel e sem dire\u00e7\u00e3o. O salmo conclui com uma afirma\u00e7\u00e3o contundente: o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos \u00edmpios perecer\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos aqui, portanto, uma reflex\u00e3o sobre as escolhas humanas e as suas consequ\u00eancias. Ou, positivamente: \u201cO Livro dos Salmos \u00e9 um manual de instru\u00e7\u00f5es para viver uma vida verdadeiramente feliz\u201d, escreve Futato.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os homens buscam a felicidade por meio de seus expedientes terrenos ou mesmo m\u00edstico-transcendentes, contudo, sempre partindo daqui de baixo. Deus, sem ignorar esse justo desejo humano \u2212 criado por Ele mesmo mas, deturpado com o pecado \u2212, prop\u00f5e em sua Palavra um outro ponto de partida. A sua origem est\u00e1 em cima; o caminho come\u00e7a pelo eterno passando pelo tempo. \u00a0Os problemas podem estar fenomenologicamente aqui embaixo, mas, a solu\u00e7\u00e3o em ess\u00eancia, sempre procede de cima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus conhece os anseios do nosso cora\u00e7\u00e3o, discerne o que \u00e9 melhor para n\u00f3s e, com gra\u00e7a, nos revela o caminho que conduz \u00e0quilo que Ele preparou. A felicidade, em Sua perspectiva, n\u00e3o \u00e9 concedida de modo autom\u00e1tico, mas proposta como fruto da obedi\u00eancia aos seus preceitos.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> O momento decisivo \u2014 o divisor de \u00e1guas \u2014 sempre se delineia por linha lim\u00edtrofe. Ainda que as consequ\u00eancias n\u00e3o se manifestem de imediato, elas vir\u00e3o, inevitavelmente.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O salmista declara, no Salmo 33.11, que os <em>des\u00edgnios<\/em> do Senhor permanecem para sempre. Essa afirma\u00e7\u00e3o nos lembra que, por mais que enxerguemos apenas fragmentos da realidade, jamais esgotamos os mist\u00e9rios do governo e dos prop\u00f3sitos divinos. Diante disso, \u00e9 comum que nos angustiemos ao interpretar o sil\u00eancio de Deus como passividade, indiferen\u00e7a ou demora. Muitas vezes, projetamos um desfecho que, segundo nossa l\u00f3gica \u2212 por vezes pretensamente bem estruturada, mas limitada \u2212 julgamos ser o melhor. E ent\u00e3o pensamos, questionamos, inquietamo-nos.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc517104913\"><\/a>A soberania de Deus na utiliza\u00e7\u00e3o dos meios<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o foi justamente isso que enfrentou o profeta Habacuque?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus \u00e9 soberano na utiliza\u00e7\u00e3o dos meios por Ele mesmo estabelecidos. De forma s\u00e1bia, santa e soberana, o Senhor usa os instrumentos que quer e segue o caminho que lhe apraz. No livro de Habacuque, vemos que Ele usou os caldeus para disciplinar a Jud\u00e1 (Hc 1.12\/Is 10.5-6). Deus \u00e9 senhor dos meios e dos fins!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc517104909\"><\/a>Os caldeus, sem d\u00favida, atribu\u00edam suas conquistas aos pr\u00f3prios feitos grandiosos (Hc 1.11,15,16). Ignoravam, por\u00e9m, que mesmo em sua maldade volunt\u00e1ria e deliberada, operava a m\u00e3o soberana de Deus, conduzindo a hist\u00f3ria ao fim que Ele havia determinado. Os caminhos do Senhor, muitas vezes, desafiam nossa compreens\u00e3o \u2212 s\u00e3o altos demais para a raz\u00e3o humana. E esta, em nome de uma racionalidade aut\u00f4noma e pretensamente suficiente, empenha-se em construir explica\u00e7\u00f5es plaus\u00edveis para a a\u00e7\u00e3o divina, tentando decifrar o insond\u00e1vel com ferramentas limitadas e especulativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><em>Pois eis que suscito os caldeus, na\u00e7\u00e3o amarga e impetuosa, que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que n\u00e3o s\u00e3o suas. <\/em>(Hc 1.6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><em>N\u00e3o \u00e9s tu desde a eternidade, \u00f3 SENHOR, meu Deus, \u00f3 meu Santo? N\u00e3o morreremos. \u00d3 SENHOR, para executar ju\u00edzo, puseste aquele povo; tu, \u00f3 Rocha, o fundaste para servir de disciplina.<\/em> (Hc 1.12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><em>Os caminhos de Deus s\u00e3o eternos.<\/em> (Hc 3.6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><em>Porque os meus pensamentos n\u00e3o s\u00e3o os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR. <\/em>(Is 55.8).<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Ess\u00eancia e exist\u00eancia<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus \u00e9. Nele, ess\u00eancia e exist\u00eancia se fundem de modo absoluto e insepar\u00e1vel.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> Somente em Deus encontramos uma identidade plena, onde tudo \u00e9 ess\u00eancia \u2212 sem sombra de varia\u00e7\u00e3o ou acidente. Sua ess\u00eancia \u00e9 infinita e insond\u00e1vel (Sl 145.3\/J\u00f3 11.7-9), transcendente a qualquer elemento externo. Ele \u00e9, eternamente, por Si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jamais houve, nem haver\u00e1, em Deus qualquer dicotomia entre o ser e o existir. Como \u201ccausa n\u00e3o causada\u201d (Sl 94.9),<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> o Ser sem precedente, nada o antecede, nada lhe acrescenta. Tudo procede dele, mas nele nada \u00e9 derivado. O Senhor (Yehovah) n\u00e3o se torna. Ele \u00e9. Eternamente \u00e9 o que \u00e9, pelo seu pr\u00f3prio poder. Por isso, Ele ser\u00e1 o que ser\u00e1, porque \u00e9, desde sempre, o que foi: o Deus absoluto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Executa seu plano soberano n\u00e3o por rea\u00e7\u00e3o, mas por determina\u00e7\u00e3o eterna. Ele \u00e9 o que ser\u00e1, assim como \u00e9 o que foi (Ex 3.14; J\u00f3 36.22-23; 41.11; Is 40.13-14; Rm 11.33-36; 1Co 2.16).<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A Realidade pertence a Deus<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, \u00e9 evidente que a chamada realidade \u2014 as pessoas, as coisas e os eventos \u2014 n\u00e3o atribuem sentido a Deus. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 Deus quem confere sentido a toda a exist\u00eancia. Ele \u00e9 o fundamento, o prop\u00f3sito e o destino de todas as coisas. Tudo converge para Ele, como afirma o ap\u00f3stolo Paulo: <em>\u201cPorque dele, e por meio dele, e para ele s\u00e3o todas as coisas. A ele, pois, a gl\u00f3ria eternamente. Am\u00e9m!\u201d<\/em> (Rm 11.36).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A realidade pertence a Deus, quem a criou, e lhe confere sentido. Quando, ent\u00e3o nos referimos ao conhecimento que podemos ter do pr\u00f3prio Deus, do seu car\u00e1ter e majestade, temos de reafirmar a verdade b\u00edblica de que esse conhecimento prov\u00e9m do pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Deus se revela de modo real<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, Deus s\u00f3 pode ser conhecido por Ele mesmo. Por isso a necessidade de revela\u00e7\u00e3o para que possamos conhec\u00ea-lo, e nos relacionarmos com Ele.\u00a0 Deus em sua integridade se revela verdadeiramente\u00a0 como \u00e9 em sua natureza essencial,\u00a0 ainda que n\u00e3o conhe\u00e7amos a ess\u00eancia de Deus.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> Por\u00e9m, nenhuma de suas perfei\u00e7\u00f5es esgota a totalidade de seu ser. Este conhecimento resultante da gra\u00e7a \u00e9 \u00fanico, singular e pessoal.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A eternidade, a hist\u00f3ria e as circunst\u00e2ncias nada acrescentam a Deus que, como ser absolutamente simples e necess\u00e1rio, \u00e9 completo<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> e, por isso mesmo, perfeito. A partir da compreens\u00e3o dessa condi\u00e7\u00e3o absoluta, necess\u00e1ria e eterna, \u00e9 que\u00a0 toda a ontologia, epistemologia, teologia e \u00e9tica tornam-se poss\u00edveis sem cairmos em relativismos ou subjetivismos absolutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pessoas e as coisas existem. Como cria\u00e7\u00e3o do Deus absoluto, toda a natureza luta contra a sua extin\u00e7\u00e3o j\u00e1 que \u00e9 criatura e <em>organicamente<\/em>\u00a0 \u2212 e no ser humano, tamb\u00e9m <em>intelectualmente<\/em> \u2212, n\u00e3o se \u201cconforma\u201d com os limites do aqui e agora. O seu existir, tem em si o senso, ainda que long\u00ednquo do absoluto que permanece como resqu\u00edcio da Cria\u00e7\u00e3o. \u00c9 um senso de autopreserva\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 inerente.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somos criaturas finitas. Perecemos, pois n\u00e3o possu\u00edmos a imortalidade \u2014 atributo exclusivo de Deus, conforme afirma a Escritura: <em>\u201co \u00fanico que possui a imortalidade\u201d<\/em> (1Tm 6.16). Assim, a nossa perman\u00eancia n\u00e3o \u00e9 inerente, mas nos \u00e9 comunicada graciosamente por Aquele que \u00e9 eterno em ess\u00eancia. \u00c9 somente por estarmos unidos ao Deus eterno que podemos participar, ainda que de forma derivada e dependente, daquilo que transcende o tempo e a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, como indicamos, temos em n\u00f3s o aspirar pela eternidade que n\u00e3o nos permite satisfazer com o que \u00e9 terreno e, por isso passageiro (Ec 3.11). O transcender-se marca sempre a arte e a literatura em toda cultura.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a> No tempo, categorizamos o nosso anseio pelo eterno:\u00a0 \u201cCaminhamos por essa terra, fazendo o que podemos para torn\u00e1-la um lugar melhor e, ao mesmo tempo, sabendo que pertencemos a outro pa\u00eds. Lar \u00e9 onde o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1; e nossos cora\u00e7\u00f5es anseiam por estar com Deus\u201d, comenta McGrath.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u201cexistir de Deus\u201d \u00e9 uma categoria divina comunicativa acomodat\u00edcia \u00e0 fragilidade e limita\u00e7\u00e3o de compreens\u00e3o j\u00e1 que pensamos sempre com categorias delimitadas pela transitoriedade do existir. Falar do existir de Deus\u00a0 \u00e9 por si s\u00f3 uma categoriza\u00e7\u00e3o humana e, por isso mesmo, com a permiss\u00e3o de Deus, acomodat\u00edcia e restritiva.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhecemos a Deus porque Ele se revela. O nosso conhecimento \u00e9 limitado, por\u00e9m, pode ser real e verdadeiro.<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a> A cria\u00e7\u00e3o do nada pressup\u00f5e a exist\u00eancia de um Deus soberanamente livre e autopoderoso que se basta eternamente a si mesmo.<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a> E mais, Ele n\u00e3o se confunde com a mat\u00e9ria e tem delibera\u00e7\u00e3o e poder pr\u00f3prio para trazer a exist\u00eancia o que n\u00e3o existe (Gn 1.1; Rm 4.17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus existe por si mesmo, n\u00e3o depende de nada fora dele\u00a0 (Ex 3.14\/Ap 1.4). Ele \u00e9 a causa eficiente de tudo o que existe (Is 44.24\/Jo 1.1-3).<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a> Deus antecede \u00e0 cria\u00e7\u00e3o. Permanece para sempre e n\u00e3o muda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus revelou-se como &#8220;Eu sou o que sou,&#8221; destacando sua natureza eterna, n\u00e3o apenas um atributo. Essa express\u00e3o indica que Deus possui exist\u00eancia por sua pr\u00f3pria natureza, sem origem em outro ser. Filosoficamente, isso se refere \u00e0 autoexist\u00eancia de Deus, contrastando com tudo que existe, j\u00e1 que tudo o mais fora dele, deriva sua exist\u00eancia de outro ser. Deus \u00e9 o pr\u00f3prio Ser, sem necessidade de atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim comenta Agostinho (354-430):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><em>Outras subst\u00e2ncias ou ess\u00eancias admitem acidentes, causas de pequenas ou grandes mudan\u00e7as. Deus, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 suscept\u00edvel de acidentes, e por isso, nele existe unicamente uma subst\u00e2ncia ou ess\u00eancia imut\u00e1vel. A Deus somente compete verdadeira e infinitamente o ser em si mesmo, pelo qual designamos o seu esse, isto \u00e9, a sua ess\u00eancia. Tudo o que muda n\u00e3o conserva o ser em si mesmo e o que pode mudar, mesmo que n\u00e3o mude, pode ser o que antes n\u00e3o tinha sido. Assim, somente ao que n\u00e3o muda e n\u00e3o pode de forma alguma mudar, pode-se afirmar, sem escr\u00fapulos, que verdadeiramente \u00e9 o Ser.<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O poder de Deus \u00e9 soberanamente livre. Deus \u00e9 soberano em si mesmo. A onipot\u00eancia faz parte da sua ess\u00eancia. Por isso mesmo, para Ele n\u00e3o h\u00e1 imposs\u00edveis. Apesar de qualquer oposi\u00e7\u00e3o, Ele executa o seu plano.<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comentando o Sl 33.11, Barnes (1798-1870) faz uma descri\u00e7\u00e3o das incertezas humanas em todos os n\u00edveis, enfatizando, de modo contratante, com\u00a0 o poder absoluto de Deus:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><em>N\u00e3o pode existir nenhum conselho ou nenhuma vontade superior capaz de mud\u00e1-lo, ao contr\u00e1rio do que sucede com os planos dos homens; e nenhum prop\u00f3sito dos seres que lhe s\u00e3o inferiores \u2013 anjos, homens e dem\u00f4nios \u2013 pode afetar, derrotar ou modificar os seus planos eternos. Nenhuma mudan\u00e7a das condi\u00e7\u00f5es humanas pode obstruir seus planos; nenhuma oposi\u00e7\u00e3o pode\u00a0 derrot\u00e1-los, nenhum progresso pode super\u00e1-los ou substitu\u00ed-los (&#8230;) As coisas que determinou, ou que tem inten\u00e7\u00e3o de realizar, ser\u00e3o realizadas. (&#8230;) Os planos de Deus n\u00e3o sobre mudan\u00e7a pela passagem de uma gera\u00e7\u00e3o a outra, e assim sucessivamente; nem por novas dinastias de reis, nem pelas revolu\u00e7\u00f5es que pode ocorrer em na\u00e7\u00f5es e imp\u00e9rios.<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a><\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc517104914\"><\/a>A rela\u00e7\u00e3o entre a f\u00e9 num Deus santo e justo e a aparente vit\u00f3ria do mal<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro do profeta Habacuque reflete o conflito entre a f\u00e9 do profeta e a amarga experi\u00eancia vivida. Como Deus pode permitir isso? Esta \u00e9 a quest\u00e3o do profeta. Confesso, que por vezes, \u00e9 a nossa tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele objetiva mostrar que mesmo que Deus tivesse usado uma na\u00e7\u00e3o pag\u00e3 para disciplinar o seu povo, mais tarde, Ele mesmo destruiria os caldeus devido a sua idolatria e extrema perversidade,<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a> resultante de sua pr\u00f3pria delibera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao entender que Deus disciplina por amor (Hb 12.6), aprendemos a n\u00e3o interpretar dificuldades como rejei\u00e7\u00e3o, mas como express\u00e3o de cuidado divino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, n\u00e3o devemos nos precipitar. A aparente demora de Deus em nos atender visa nos estimular \u00e0 pr\u00e1tica perseverante da ora\u00e7\u00e3o e a confian\u00e7a em suas promessas.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Tempo, espa\u00e7o e circunst\u00e2ncias<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Tempo<\/em> e <em>espa\u00e7o<\/em> determinam muitas de nossas prioridades conforme as circunst\u00e2ncias. Em boa parte das vezes, tais circunst\u00e2ncias s\u00e3o elaboradas pela mistura de ambos os elementos conforme a nossa f\u00f3rmula caseira de relacionar tempo e espa\u00e7o \u00e0 nossa pressa e gosto. Ali\u00e1s, todas essas quest\u00f5es se embricam em uma miscel\u00e2nea da qual n\u00e3o h\u00e1 uma prioridade absoluta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, em nossa incompreens\u00e3o e incertezas diante desses elementos, o tempo pode nos parecer, como ao angustiado poeta argentino Jorge L. Borges (1899-1986), uma sucess\u00e3o de instantes que nos escapa \u2212 um labirinto onde cada passo \u00e9 tamb\u00e9m uma perda, uma <em>\u201cilus\u00e3o\u201d<\/em>.<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a> No entanto, sabemos, que ele \u00e9 implac\u00e1vel em sua caminhada e transitoriedade.<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a> Mas, n\u00e3o nos esque\u00e7amos; est\u00e1 sob a dire\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando estamos apressados aguardando algo, tudo parece demorado. Quando estou com tempo dispon\u00edvel, as dist\u00e2ncias ficam mais curtas. O rel\u00f3gio, em nossa mente, pode ser\u00a0 romanticamente domesticado, o que de fato n\u00e3o ocorre objetivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme a nossa base de avalia\u00e7\u00e3o comparativa circunstancial, posso dizer que algo \u00e9 longe ou perto; r\u00e1pido ou demorado. J\u00e1 observaram como uma viagem de duas horas \u00e9 longa a partir, digamos, da primeira hora de percurso? J\u00e1 uma viagem de 8 horas, voc\u00ea nem sequer considera a primeira hora porque ainda faltam muitas outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a refei\u00e7\u00e3o servida no restaurante? Faz diferen\u00e7a o tempo de espera quando voc\u00ea est\u00e1 com fome, sozinho e, sem celular (Talvez seja por isso que as pessoas \u201croteadas\u201d tendem a pedir a senha do Wi-Fi antes do prato). A sua percep\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente se estiver tranquilo, sem muita fome e com uma boa prosa ou conversando no zap.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma, como temos uma dimens\u00e3o mais imediatamente material da realidade, tendemos a circunscrev\u00ea-la a isso apenas. Assim procedendo, os prop\u00f3sitos de Deus podem nos parecer demasiadamente demorados \u2212 incrementados e fortalecidos pela nossa ansiedade material ou materialista \u2212\u00a0 ainda que estejam perfeitamente sob o seu dom\u00ednio e controle.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, apesar da subjetividade que permeia nossa percep\u00e7\u00e3o \u2212 limitada, fragmentada e muitas vezes distorcida \u2212 isso n\u00e3o altera a realidade objetiva de que Deus permanece soberano, dirigindo e sustentando todas as coisas. A nossa vis\u00e3o pode vacilar, mas o Senhor n\u00e3o perde o controle. Ele reina absoluto, mesmo quando n\u00e3o compreendemos os caminhos pelos quais Ele nos conduz.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Algumas considera\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da grandeza do Ser de Deus e da complexidade da cria\u00e7\u00e3o, somos convidados a viver com humildade, rever\u00eancia e confian\u00e7a. N\u00e3o compreendemos plenamente os caminhos divinos, mas podemos descansar na certeza de que Deus se revela, age na hist\u00f3ria e conduz todas as coisas com prop\u00f3sito eterno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, a verdadeira felicidade n\u00e3o est\u00e1 em seguir nossos pr\u00f3prios caminhos, mas em alinhar nossa vida \u00e0 vontade de Deus, como o justo do Salmo 1, que medita na Lei do Senhor e frutifica. Mesmo quando enfrentamos sil\u00eancio, demora ou disciplina, como Habacuque, somos chamados \u00e0 perseveran\u00e7a na ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 confian\u00e7a na soberania divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tempos de incerteza, quando o tempo parece um labirinto e as circunst\u00e2ncias nos confundem, devemos lembrar: tudo est\u00e1 sob o governo de Deus. Ele \u00e9 o Senhor do tempo, dos meios e dos fins. Nossa resposta deve ser f\u00e9 ativa, obedi\u00eancia perseverante e esperan\u00e7a fundamentada em Sua revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Sl 40.5.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>Curiosamente, um fil\u00f3sofo pag\u00e3o, Xen\u00f3fanes (c. 580-c.460 a.C.), criticando a religiosidade de sua \u00e9poca, prop\u00f5e uma vis\u00e3o pr\u00f3xima ao monote\u00edsmo ou pelo menos, um <strong>\u201cpolite\u00edsmo n\u00e3o antropom\u00f3rfico\u201d <\/strong>(W.K.C. Guthrie, <em>Os Sofistas,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995, p. 211), mas, ainda assim, cosmol\u00f3gico, identificando, conforme pontua Arist\u00f3teles, o uno, ou seja, o universo (Ver: Giovanni Reale; Dario Antiseri, <em>Hist\u00f3ria da Filosofia: Antiguidade e Idade M\u00e9dia,<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 1990, v. 1, p. 49.), como sendo Deus (Arist\u00f3teles, <em>Metaf\u00edsica,<\/em> S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, (Os Pensadores, v. 4), 1973, I.5, p. 223). Escreve tendo uma vis\u00e3o grandiosa de deus: \u201cUm \u00fanico deus, o maior entre deuses e homens, nem na figura, nem no pensamento semelhante aos mortais\u201d (Xen\u00f3fanes,<em> Frag.,<\/em> 23: In: Gerd A. Bornheim, org., <em>Os Fil\u00f3sofos Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos,<\/em> 3. ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1977. (Tradu\u00e7\u00e3o um pouco diferente: In: Jos\u00e9 Cavalcante de Souza, org., <em>Os Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores, v. 1), 1973, p. 71).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>Meu antigo e saudoso professor de Hist\u00f3ria da Igreja, Rev. L\u00e1zaro Lopes de Arruda (1919-2006), escreveu: &#8220;[A Hist\u00f3ria da igreja \u00e9] a narra\u00e7\u00e3o dos fatos relativos \u00e0 origem, ao desenvolvimento e prop\u00f3sito do Reino de Deus na Terra&#8221; (L\u00e1zaro Lopes de Arruda, <em>Anota\u00e7\u00f5es de Hist\u00f3ria da Igreja,<\/em> S\u00e3o Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1990, Tomo I, p. 15).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Conforme express\u00e3o de Spurgeon (C.H. Spurgeon, <em>El Tesoro de David, <\/em>Barcelona: CLIE., (1989), v.\u00a0 1, p. 13. Do mesmo modo: Walter Brueggemann, <em>The Psalms the life of Faith, <\/em>Minneapolis: Fortress Press, 1995, p. 190; A.F. Kirkpatrick, <em>The Book of Psalms, <\/em>Cambridge: University Press, \u00a9 1902, 1951 (Reprinted), p. 1.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>Artur Weiser, <em>Os Salmos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulus, 1994, p.\u00a0 69. \u201cO salmo usa a forma po\u00e9tica do paralelismo para criar um apogeu. A primeira coisa que \u00e9 dita sobre essa pessoa aben\u00e7oada \u00e9 que ela n\u00e3o anda no conselho dos \u00edmpios. Ela \u00e9 surda aos conselhos dos pag\u00e3os, que nos induzem a participar dos caprichos deste mundo\u201d (R.C. Sproul, Oh! Como amo a tua lei. In: Don Kistler, org. <em>Crer e Observar: o crist\u00e3o e a obedi\u00eancia, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2009, [p. 11-23], p. 12). Veja-se: Mark D. Futato, <em>Interpreta\u00e7\u00e3o dos Salmos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, p. 47-48.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Mark D. Futato, <em>Interpreta\u00e7\u00e3o dos Salmos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, p. 54.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Veja-se: Peter C. Craigie, <em>\u00a0Psalms 1-50, <\/em>2. ed. Waco: Thomas Nelson, Inc. (Word Biblical Commentary, v.\u00a0 19), 2004, (Sl 1), p. 60.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Veja-se a oportuna figura empregada por Schaeffer (1912-1984)\u00a0 concernente aos Alpes Su\u00ed\u00e7os (Francis A. Schaeffer, <em>O Grande desastre evang\u00e9lico:<\/em> In: Francis A. Schaeffer, <em>\u00a0A Igreja no S\u00e9culo 21, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2010, p. 269ss.).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> \u201cLogo, \u00e9 imposs\u00edvel que, em Deus, a exist\u00eancia seja diferente da ess\u00eancia.\u00a0 (&#8230;) A exist\u00eancia est\u00e1 para a ess\u00eancia, da qual difere, como o ato para a pot\u00eancia. Ora, Deus nada tendo de potencial, como demonstramos, resulta que a sua ess\u00eancia n\u00e3o difere da sua exist\u00eancia e, portanto, s\u00e3o id\u00eanticas.\u00a0 (&#8230;) Deus \u00e9 a sua ess\u00eancia.\u00a0 (&#8230;) Deus \u00e9 a sua exist\u00eancia e n\u00e3o somente, a sua ess\u00eancia\u201d (Tom\u00e1s de Aquino, <em>Suma Teol\u00f3gica, <\/em>2. ed. Caxias do Sul, RS.; Porto Alegre: Escola Superior de Teologia S\u00e3o Louren\u00e7o de Brindes; Universidade de Caxias do Sul; Livraria Sulina Editora; GRAFOSUL, 1980, v. 1,\u00a0 Primeira Parte, Quest\u00e3o 2, Artigo 4, Solu\u00e7\u00e3o, p. 26-27). Da mesma forma resume Bavinck: &#8220;Somente em Deus a exist\u00eancia e a ess\u00eancia s\u00e3o uma coisa s\u00f3&#8221;. (Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 246).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Veja-se: Fran\u00e7ois Turretini, <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 1, p. 247.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> \u201cDeus se revela como ele verdadeiramente \u00e9. Seus atributos revelados verdadeiramente revelam sua natureza\u201d (Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 98).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> \u201cConhecer a Deus \u00e9 uma coisa completamente \u00fanica, singular, visto que Deus \u00e9 \u00fanico, \u00e9 singular\u201d (John M. Frame, <em>A Doutrina do conhecimento de Deus, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2010, p. 25).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> \u201cA ess\u00eancia de Deus \u00e9 perfeitamente simples e livre de toda e qualquer composi\u00e7\u00e3o. (&#8230;) Toda composi\u00e7\u00e3o infere em muta\u00e7\u00e3o, por meio da qual uma coisa se torna parte de um todo, o que ela n\u00e3o era antes\u201d (Fran\u00e7ois Turretini, <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011, v. 1, p. 262,263).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Veja-se: Herman, Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, 156.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> \u201cAs artes apontam para o que est\u00e1 al\u00e9m do meramente humano, pois a fonte da beleza, creio, est\u00e1 al\u00e9m de tudo que \u00e9 meramente humano\u201d (Charles Colson; Harold Fickett, <em>Uma boa vida, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2008, p. 248). Como bem disse o pintor noruegu\u00eas Munch (1863-1944) no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, num momento n\u00e3o rotineiro de sobriedade: \u201cA arte \u00e9 a compuls\u00e3o do homem para a cristaliza\u00e7\u00e3o. (&#8230;) A natureza n\u00e3o \u00e9 apenas o que o olho pode ver. Ela mostra tamb\u00e9m as imagens interiores da alma \u2012 as imagens que ficam do lado de tr\u00e1s dos olhos\u201d (Edvard Munch, Arte e Natureza: In: H.B. Chipp, <em>Teorias da Arte Moderna,<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1999 (2\u00aa tiragem), p. 112).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Alister McGrath, <em>A F\u00e9 e os credos, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2017, p. 23.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Como bem escreve Clark (1902-1985): \u201c\u00c9, portanto, relativamente sem import\u00e2ncia se uma pessoa cr\u00ea ou n\u00e3o na exist\u00eancia de Deus. Exist\u00eancia \u00e9 um pseudoconceito. A quest\u00e3o importante \u00e9 \u2018Quem \u00e9 Deus?\u2019. A esta pergunta o Cristianismo oferece uma resposta trinitariana\u201d\u00a0 (Gordon H. Clark, Ate\u00edsmo: In: Carl Henry, org. <em>Dicion\u00e1rio de \u00c9tica Crist\u00e3, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2007, p. 63. Do mesmo modo, na mesma obra, ver o verbete escrito pelo autor, \u201cDios\u201d, p. 164). Veja-se: Carl F.H. Henry, <em>Deus, Revela\u00e7\u00e3o e Autoridade v. 2: Deus que fala e age &#8211; 15 teses &#8211; parte um<\/em>, S\u00e3o Paulo: Hagnos, 2017, p. 261-263.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> \u201c\u00c9 claro que todo o nosso conhecimento de Deus \u00e9 ect\u00edpico ou derivado da Escritura. Somente o autoconhecimento de Deus \u00e9 adequado, n\u00e3o-derivado ou arquet\u00edpico. Apesar disso, nosso conhecimento finito, inadequado, ainda \u00e9 verdadeiro, puro e suficiente\u201d (Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a cria\u00e7\u00e3o, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo, Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 97). Vejam-se: Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a cria\u00e7\u00e3o, <\/em>v. 2, p. 98,99,110; Emil Brunner, <em>Dogm\u00e1tica<\/em>, S\u00e3o Paulo: Novo S\u00e9culo, 2004, v. 1, p. 156-157; Francis A. Schaeffer, <em>O Deus que Interv\u00e9m<\/em>, S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2002, p. 151; John M. Frame, <em>\u00a0A Doutrina de Deus, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2013, p. 164ss.; Morton H. Smith, <em>\u00a0Systematic Theology, <\/em>South Carolina: Greenville Seminary Press, 1994, p. 100-106.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> \u201cA subst\u00e2ncia suprema (&#8230;) tudo o que ela \u00e9, \u00e9 por si mesma e de si mesma\u201d (St. Anselmo de Cantu\u00e1ria, <em>Monol\u00f3gio, <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores, v. 7), 1973, I.6, p. 21).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> \u201cDeus \u00e9 aquele que existe de si mesmo e por meio de si mesmo, o ser perfeito que \u00e9 absoluto em sabedoria e bondade, justi\u00e7a e santidade, poder e bem-aventuran\u00e7a\u201d (Herman Bavinck, <em>Dogm\u00e1tica Reformada, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012, v. 2, p. 98).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> St\u00ba. Agostinho, <em>\u00a0A Trindade, <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulus, 1994 (Patr\u00edstica, v. 7). Livro 5.2, p. 193.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> Ver: Herman Bavinck, <em>Teologia Sistem\u00e1tica,<\/em> Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste, SP.: SOCEP., 2001, p. 479-512.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a>Albert Barnes, <em>Notes Critical, Explanatory, and Practical on the Book of Psalms, <\/em>New York: Harper &amp; Brothers, Publishers, 1869, v. 1 (Sl 33.11), p. 281.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> Veja-se: Stanley A. Ellisen, <em>Conhe\u00e7a melhor o Antigo Testamento, <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Vida, 1999 (7. impress\u00e3o), p. 320.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a>\u201cO tempo, se podemos intuir essa identidade, \u00e9 uma ilus\u00e3o: a indiferencia\u00e7\u00e3o e a inseparabilidade de um momento de seu aparente ontem e de outro de seu aparente hoje, bastam para desintegr\u00e1-lo\u201d (Jorge L. Borges, <em>Historia de la Eternidad,<\/em> Buenos Aires: Emec\u00e9 Editores, (6. impresi\u00f3n), 1969, p. 29).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a>Agostinho (354-430) escreveu de forma magistral sobre o tempo em diversos lugares. Destaco aqui duas proposi\u00e7\u00f5es do autor: \u201cA brevidade dos dias estende-se at\u00e9 o fim dos s\u00e9culos. Brevidade porque a totalidade do tempo, n\u00e3o digo de hoje at\u00e9 o fim dos s\u00e9culos, mas de Ad\u00e3o at\u00e9 o fim dos s\u00e9culos, \u00e9 uma ex\u00edgua gota d\u2019agua, se comparada \u00e0 eternidade\u201d (Sto. Agostinho, <em>Coment\u00e1rio aos Salmos,<\/em>\u00a0 S\u00e3o Paulo: Paulus, (Patr\u00edstica, 9\/3), 1998,\u00a0 (Sl\u00a0 101), v. 3, p. 36). \u201cTodos os dias do tempo v\u00eam para n\u00e3o existirem mais. Toda hora, todo m\u00eas, todo ano: nada disso permanece. Antes de vir, ser\u00e1; quando vier, n\u00e3o ser\u00e1 mais\u201d (Sto. Agostinho, <em>Coment\u00e1rio aos Salmos,<\/em>\u00a0 S\u00e3o Paulo: Paulus, (Patr\u00edstica, 9\/3), 1998,\u00a0 (Sl\u00a0 101), v. 3, p. 37).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>AGOSTINHO, Santo. <em>A Trindade<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1994. (Patr\u00edstica, v. 7).<\/p>\n<p>AGOSTINHO, Santo. <em>Coment\u00e1rio aos Salmos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1998. (Patr\u00edstica, 9\/3), v. 3.<\/p>\n<p>ANSELMO DE CANTU\u00c1RIA, Santo. <em>Monol\u00f3gio<\/em>. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1973. (Os Pensadores, v. 7).<\/p>\n<p>AQUINO, Tom\u00e1s de. <em>Suma Teol\u00f3gica<\/em>. 2. ed. Caxias do Sul, RS; Porto Alegre: Escola Superior de Teologia S\u00e3o Louren\u00e7o de Brindes; Universidade de Caxias do Sul; Livraria Sulina Editora; GRAFOSUL, 1980. v. 1.<\/p>\n<p>ARIST\u00d3TELES. <em>Metaf\u00edsica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1973. (Os Pensadores, v. 4).<\/p>\n<p>ARRUDA, L\u00e1zaro Lopes de. <em>Anota\u00e7\u00f5es de Hist\u00f3ria da Igreja<\/em>. S\u00e3o Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1990. Tomo I.<\/p>\n<p>BARNES, Albert. <em>Notes Critical, Explanatory, and Practical on the Book of Psalms<\/em>. New York: Harper &amp; Brothers, Publishers, 1869. v. 1.<\/p>\n<p>BAVINCK, Herman. <em>Dogm\u00e1tica Reformada: Deus e a Cria\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012. v. 2.<\/p>\n<p>BAVINCK, Herman. <em>Teologia Sistem\u00e1tica<\/em>. Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste, SP: SOCEP, 2001.<\/p>\n<p>BORGES, Jorge L. <em>Historia de la Eternidad<\/em>. Buenos Aires: Emec\u00e9 Editores, 1969. (6. impresi\u00f3n).<\/p>\n<p>BRUEGGEMANN, Walter. <em>The Psalms: The Life of Faith<\/em>. Minneapolis: Fortress Press, 1995.<\/p>\n<p>BRUNNER, Emil. <em>Dogm\u00e1tica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Novo S\u00e9culo, 2004. v. 1.<\/p>\n<p>CLARK, Gordon H. Ate\u00edsmo. In: HENRY, Carl F.H. (Org.). <em>Dicion\u00e1rio de \u00c9tica Crist\u00e3<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2007.<\/p>\n<p>COLSON, Charles; FICKETT, Harold. <em>Uma boa vida<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2008.<\/p>\n<p>CRAIGIE, Peter C. <em>Psalms 1\u201350<\/em>. 2. ed. Waco: Thomas Nelson, Inc., 2004. (Word Biblical Commentary, v. 19).<\/p>\n<p>ELLISEN, Stanley A. <em>Conhe\u00e7a melhor o Antigo Testamento<\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora Vida, 1999. (7. impress\u00e3o).<\/p>\n<p>FRAME, John M. <em>A Doutrina de Deus<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2013.<\/p>\n<p>FRAME, John M. <em>A Doutrina do conhecimento de Deus<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2010.<\/p>\n<p>FUTATO, Mark D. <em>Interpreta\u00e7\u00e3o dos Salmos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011.<\/p>\n<p>GUTHRIE, W.K.C. <em>Os Sofistas<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995.<\/p>\n<p>HENRY, Carl F.H. <em>Deus, Revela\u00e7\u00e3o e Autoridade<\/em>. v. 2. S\u00e3o Paulo: Hagnos, 2017.<\/p>\n<p>KIRKPATRICK, A.F. <em>The Book of Psalms<\/em>. Cambridge: University Press, 1902. Reprinted 1951.<\/p>\n<p>McGRATH, Alister. <em>A F\u00e9 e os credos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2017.<\/p>\n<p>MUNCH, Edvard. Arte e Natureza. In: CHIPP, H.B. <em>Teorias da Arte Moderna<\/em>. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1999. (2\u00aa tiragem).<\/p>\n<p>REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia: Antiguidade e Idade M\u00e9dia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1990. v. 1.<\/p>\n<p>SCHAEFFER, Francis A. <em>O Deus que Interv\u00e9m<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2002.<\/p>\n<p>SCHAEFFER, Francis A. <em>O Grande desastre evang\u00e9lico<\/em>. In: SCHAEFFER, Francis A. <em>A Igreja no S\u00e9culo 21<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2010.<\/p>\n<p>SMITH, Morton H. <em>Systematic Theology<\/em>. South Carolina: Greenville Seminary Press, 1994.<\/p>\n<p>SOUZA, Jos\u00e9 Cavalcante de (Org.). <em>Os Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1973. (Os Pensadores, v. 1).<\/p>\n<p>SPROUL, R.C. Oh! Como amo a tua lei. In: KISTLER, Don, org. <em>Crer e Observar: o crist\u00e3o e a obedi\u00eancia, <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2009, p. 11-23.<\/p>\n<p>SPURGEON, C.H. <em>El Tesoro de David<\/em>. Barcelona: CLIE, 1989. v. 1.<\/p>\n<p>TURRETINI, Fran\u00e7ois. <em>Comp\u00eandio de Teologia Apolog\u00e9tica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2011. v. 1.<\/p>\n<p>WEISER, Artur. <em>Os Salmos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1994.<\/p>\n<p>XEN\u00d3FANES. Fragmento 23. In: BORNHEIM, Gerd A. (Org.). <em>Os Fil\u00f3sofos Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos<\/em>. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1977.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_message message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;grey&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Autor: Hermisten Maia. \u00a9 Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. 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