{"id":72793,"date":"2026-03-02T08:00:49","date_gmt":"2026-03-02T11:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=72793"},"modified":"2026-02-12T15:54:02","modified_gmt":"2026-02-12T18:54:02","slug":"a-biblia-nos-manda-perdoar-quem-nao-se-arrepende-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2026\/03\/a-biblia-nos-manda-perdoar-quem-nao-se-arrepende-parte-i\/","title":{"rendered":"A B\u00edblia nos manda perdoar quem n\u00e3o se arrepende? (Parte I)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nota do editor<\/strong>: O conte\u00fado deste artigo e sua posi\u00e7\u00e3o defendida n\u00e3o reflete, necessariamente, o posicionamento do Voltemos ao Evangelho e do Minist\u00e9rio Fiel sobre o assunto. Consideramos a argumenta\u00e7\u00e3o v\u00e1lida e coerente, trazendo luz \u00e0 quest\u00e3o e suscitando o debate saud\u00e1vel sobre este relevante tema.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><em><strong>Resumo:<\/strong> O perd\u00e3o que Deus demonstra para com os pecadores est\u00e1 condicionado ao arrependimento. Nos Evangelhos Sin\u00f3pticos, Jesus parece ensinar seus disc\u00edpulos a seguirem o mesmo paradigma de perd\u00e3o condicional. Uma leitura atenta das passagens relevantes revela que esse paradigma \u00e9 teologicamente consistente, hermeneuticamente razo\u00e1vel e exegeticamente satisfat\u00f3rio. Por meio de instru\u00e7\u00f5es diretas e par\u00e1bolas, Jesus ensinou seus disc\u00edpulos a serem como seu Pai celestial, perdoando aqueles que se arrependem. Artigo escrito pelo ThM. em Novo Testamento Matt Ferguson (Mestre em Teologia pelo Bethlehem College &amp; Seminary), pastor principal da Hunters Ridge Community Church em Hutchinson, Minnesota.<\/em><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os crist\u00e3os devem perdoar aqueles que os ofenderam e ainda n\u00e3o se arrependeram de suas ofensas? Por um lado, muitos dizem que o perd\u00e3o incondicional demonstra poderosamente o amor de Deus, ao mesmo tempo em que beneficia emocionalmente quem perdoa. Por outro lado, especialmente quando os transgressores persistem em sua ofensa, o perd\u00e3o incondicional levanta s\u00e9rias quest\u00f5es sobre a verdade, a justi\u00e7a, a natureza do amor verdadeiro e se essa abordagem reflete a postura de Deus em rela\u00e7\u00e3o aos pecadores. No final, a considera\u00e7\u00e3o mais importante \u00e9 como a pr\u00f3pria B\u00edblia responde a essa pergunta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lutar com a quest\u00e3o de perdoar ou n\u00e3o os impenitentes requer comparar as v\u00e1rias passagens sobre o perd\u00e3o interpessoal em todo o Novo Testamento.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Algumas das passagens n\u00e3o mencionam o arrependimento, sugerindo a alguns que o perd\u00e3o pode ser incondicional. Outras passagens parecem fazer do arrependimento um pr\u00e9-requisito para o perd\u00e3o. Como podemos conciliar isso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, os te\u00f3logos t\u00eam proposto, em geral, tr\u00eas paradigmas interpretativos para compreender essas passagens, cada um levando a uma posi\u00e7\u00e3o distinta sobre se o arrependimento \u00e9 um pr\u00e9-requisito para o perd\u00e3o.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> O primeiro \u00e9 o <em>perd\u00e3o incondicional<\/em>,<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> em que o perd\u00e3o \u00e9 concedido independentemente do arrependimento. Para os defensores dessa vis\u00e3o, as passagens que n\u00e3o mencionam o arrependimento indicam que o perd\u00e3o \u00e9 sempre incondicional, e as passagens que mencionam o arrependimento apenas ilustram a reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda posi\u00e7\u00e3o \u00e9 o que chamo de <em>perd\u00e3o bidimensional<\/em>,<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> que afirma dois aspectos ou dimens\u00f5es do perd\u00e3o nas Escrituras: uma dimens\u00e3o vertical entre a v\u00edtima e Deus e uma dimens\u00e3o horizontal entre a v\u00edtima e o ofensor. A dimens\u00e3o vertical envolve o perd\u00e3o incondicional e unilateral no cora\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, enquanto a dimens\u00e3o horizontal diz respeito \u00e0s etapas condicionais e bilaterais para a reconcilia\u00e7\u00e3o que ocorrem ap\u00f3s o arrependimento. A presen\u00e7a ou aus\u00eancia do arrependimento determina qual dimens\u00e3o est\u00e1 sendo abordada em qualquer passagem.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira posi\u00e7\u00e3o \u00e9 o <em>perd\u00e3o condicional<\/em>, em que o perd\u00e3o e a reconcilia\u00e7\u00e3o est\u00e3o intimamente associados e s\u00e3o concedidos apenas \u00e0queles que se arrependem de sua ofensa. Os defensores dessa vis\u00e3o argumentam que as passagens que mencionam o arrependimento demonstram que ele \u00e9 um pr\u00e9-requisito para o perd\u00e3o, e as passagens que n\u00e3o o mencionam, no entanto, o pressup\u00f5em.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presente ensaio argumenta que o perd\u00e3o condicional \u00e9 mais persuasivo porque \u00e9 (1) <em>teologicamente consistente<\/em>, pois reflete o perd\u00e3o de Deus aos pecadores arrependidos; (2) <em>hermen\u00eauticamente razo\u00e1vel<\/em>, pois segue princ\u00edpios s\u00f3lidos para harmonizar textos semelhantes que apresentam pequenas diferen\u00e7as entre si; e (3) <em>exegeticamente satisfat\u00f3rio<\/em> em sua interpreta\u00e7\u00e3o dos textos pertinentes ao perd\u00e3o. Ao elaborar esses tr\u00eas argumentos, o ensaio explica como o perd\u00e3o condicional demonstra o amor e a alegria de Deus.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Teologicamente consistente<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O perd\u00e3o \u00e9, antes de tudo, uma a\u00e7\u00e3o de Deus para com seu povo rebelde. \u00c0 medida que a Hist\u00f3ria da Reden\u00e7\u00e3o se desenrola, as Escrituras nos ensinam a gram\u00e1tica de Deus sobre o arrependimento e o perd\u00e3o; aprendemos o perd\u00e3o com Ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso perd\u00e3o aos outros \u00e9 ent\u00e3o modelado segundo o seu padr\u00e3o divino (Mateus 6.12, 14\u201315; 18.33; Ef\u00e9sios 4.32; Colossenses 3.13).<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como buscamos em Deus o nosso padr\u00e3o de perd\u00e3o, devemos considerar como o perd\u00e3o de Deus est\u00e1 condicionado ao arrependimento. Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento revelam que Ele ama os pecadores, mas perdoa apenas os arrependidos.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Esse padr\u00e3o implica, em primeiro lugar, que devemos seguir o exemplo de perd\u00e3o de Deus, amando graciosamente a todos, mas perdoando apenas os arrependidos. Tamb\u00e9m implica que negar o perd\u00e3o aos que n\u00e3o se arrependem n\u00e3o significa necessariamente que a v\u00edtima seja insens\u00edvel ou pecaminosamente amargurada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exame minucioso dos principais textos sobre o perd\u00e3o nos Evangelhos Sin\u00f3pticos revela a gram\u00e1tica divina do perd\u00e3o condicional.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Hermeneuticamente razo\u00e1vel<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vou concentrar meus argumentos na <em>hermen\u00eautica<\/em> e na <em>exegese<\/em>, limitando seu escopo ao ensinamento de Jesus sobre o perd\u00e3o interpessoal nos Evangelhos Sin\u00f3pticos. Essas passagens sin\u00f3pticas fornecem um caso de teste ideal para harmonizar os textos sobre o perd\u00e3o devido \u00e0 sua semelhan\u00e7a entre si e porque todos relatam o mesmo ensinamento de um \u00fanico orador, o pr\u00f3prio Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um princ\u00edpio b\u00e1sico da interpreta\u00e7\u00e3o b\u00edblica s\u00f3lida sustenta que textos mais claros ou detalhados devem informar nossa compreens\u00e3o daqueles que s\u00e3o menos claros ou detalhados.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Isso \u00e9 especialmente importante quando se harmoniza passagens que registram a mesma cole\u00e7\u00e3o de ensinamentos, eventos ou t\u00f3picos.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando uma passagem sobre o perd\u00e3o n\u00e3o menciona o arrependimento, devemos recorrer a outras passagens que falam explicitamente sobre isso para obter uma compreens\u00e3o mais abrangente do todo.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> John Piper argumenta que uma boa exegese exige que<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><em>leiamos com a vis\u00e3o abrangente da realidade dos autores. . . . H\u00e1 aspectos da inten\u00e7\u00e3o de um autor que \u00e0s vezes n\u00e3o est\u00e3o explicitamente inclu\u00eddos nas palavras que voc\u00ea est\u00e1 lendo, mas que voc\u00ea precisa conhecer para interpret\u00e1-lo corretamente, e que voc\u00ea pode aprender em outras partes das Escrituras, especialmente em outras coisas que o mesmo autor escreveu.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo a l\u00f3gica de Piper, um paradigma hermen\u00eautico adequado para ler as passagens sobre o perd\u00e3o em que o arrependimento n\u00e3o \u00e9 expl\u00edcito \u2014 Mateus 6.12, 14\u201315; Lucas 6.37\u201338; 11.4; 23.34a \u2014 \u00e9 l\u00ea-las \u00e0 luz do que esses mesmos autores dizem sobre o arrependimento (Mateus 18.15\u201335; Lucas 17.3\u20134). E lemos um texto como Marcos 11.25 \u00e0 luz das passagens mais claras de Mateus e Lucas. Quando lemos passagens em que o arrependimento n\u00e3o \u00e9 mencionado, podemos pressupor sua rela\u00e7\u00e3o com o perd\u00e3o a partir das passagens em que ele est\u00e1 presente.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Exegeticamente satisfat\u00f3rio<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguir essa l\u00f3gica nos leva a avaliar textos pertinentes em que o perd\u00e3o \u00e9 condicionado ao arrependimento e a harmoniz\u00e1-los com outros textos dos sin\u00f3pticos.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cSe ele se arrepender, perdoe\u201d<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucas 17.3\u20134 oferece talvez o exemplo mais claro de perd\u00e3o condicional. Jesus enquadra explicitamente a rela\u00e7\u00e3o entre arrependimento e perd\u00e3o com uma estrutura condicional: \u201cSe teu irm\u00e3o pecar, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-o\u201d. Ele refor\u00e7a isso com uma ilustra\u00e7\u00e3o: \u201cSe ele pecar contra ti sete vezes no dia e se converter a ti sete vezes, dizendo: \u2018Eu me arrependo\u2019, voc\u00ea deve perdo\u00e1-lo.\u201d A implica\u00e7\u00e3o \u00e9 direta: o perd\u00e3o depende do arrependimento e, quando um irm\u00e3o se arrepende, um crist\u00e3o deve perdoar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns podem se preocupar que essa conclus\u00e3o ignore o argumento de Jesus ou cometa a fal\u00e1cia l\u00f3gica de \u201cnegar o antecedente\u201d. Em outras palavras, como Jesus aborda apenas o que fazer <em>se<\/em> ocorrer o arrependimento, n\u00e3o podemos inferir o que fazer <em>se ele n\u00e3o<\/em> ocorrer. No entanto, tirar uma implica\u00e7\u00e3o negativa negando o antecedente pode ser v\u00e1lido quando justificado contextualmente.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> Nesta passagem, tr\u00eas fatores contextuais e um fator intertextual apoiam a nega\u00e7\u00e3o do antecedente, inferindo assim uma leitura condicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro, as duas cl\u00e1usulas no vers\u00edculo 3 s\u00e3o obriga\u00e7\u00f5es paralelas:<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> assim como seria impr\u00f3prio repreender algu\u00e9m que n\u00e3o pecou, tamb\u00e9m \u00e9 impr\u00f3prio perdoar algu\u00e9m que n\u00e3o se arrependeu. Podemos, portanto, ler essa dupla obriga\u00e7\u00e3o como \u201crepreenda o pecador; perdoe o arrependido\u201d.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> Em segundo lugar, a advert\u00eancia anterior nos vers\u00edculos 1-2 sobre o julgamento associado ao pecado implica que o arrependimento \u00e9 necess\u00e1rio para evitar as consequ\u00eancias do pecado \u2014 o pecado n\u00e3o arrependido necessariamente acarreta julgamento, e o pecado do qual se arrepende resulta em perd\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em terceiro lugar, o vers\u00edculo 4 refor\u00e7a a import\u00e2ncia do arrependimento, repetindo a condi\u00e7\u00e3o:<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> Cada ato de arrependimento precede cada ato de perd\u00e3o.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> Finalmente, a passagem paralela em Mateus 18.15-20 apresenta dois resultados expl\u00edcitos \u2014 restaura\u00e7\u00e3o por meio do arrependimento ou exclus\u00e3o por meio da falta de arrependimento \u2014 sugerindo que o relato de Lucas assume a mesma estrutura condicional com dois resultados potenciais, dependendo da presen\u00e7a ou aus\u00eancia de arrependimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em conjunto, esses fatores indicam que o perd\u00e3o deve ser concedido ao arrependido e n\u00e3o ao n\u00e3o arrependido.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Par\u00e1bola do perd\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mateus 18.15\u201335 forma um discurso unificado sobre o perd\u00e3o, ligando o processo de reconcilia\u00e7\u00e3o pessoal e eclesial (vers\u00edculos 15\u201320) \u00e0 conversa de Jesus com Pedro e \u00e0 par\u00e1bola do servo implac\u00e1vel (vers\u00edculos 21\u201335).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os vers\u00edculos 15\u201320 descrevem um processo gradual para lidar com o pecado dentro da comunidade: confronto privado, depois confronto por testemunhas e, finalmente, envolvimento da igreja. Cada etapa pressup\u00f5e o objetivo do arrependimento e da reconcilia\u00e7\u00e3o. No entanto, se o transgressor \u201cse recusa a ouvir\u201d, ele deve ser tratado como um estranho, sinalizando que a reconcilia\u00e7\u00e3o e o perd\u00e3o s\u00e3o negados na aus\u00eancia de arrependimento. A estrutura condicional torna o perd\u00e3o dependente da resposta do transgressor, refletindo o relato resumido de Lucas (cf. Mateus 18.15 com Lucas 17.3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, a pergunta de Pedro sobre quantas vezes perdoar segue naturalmente da se\u00e7\u00e3o anterior e pressup\u00f5e o mesmo contexto de arrependimento. A ordem de Jesus de perdoar \u201csetenta vezes sete\u201d<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> n\u00e3o anula a <em>condi\u00e7\u00e3o<\/em> de arrependimento previamente estabelecida, mas amplia a <em>extens\u00e3o<\/em> do perd\u00e3o quando o arrependimento ocorre. Jesus n\u00e3o precisa repetir as instru\u00e7\u00f5es relativas ao arrependimento; elas est\u00e3o impl\u00edcitas na pergunta de Pedro. Interpretar as palavras de Jesus como postulando o perd\u00e3o incondicional simplesmente porque Pedro ou Jesus n\u00e3o disseram \u201cquando ele se arrepender\u201d coloca uma carga indevida sobre o texto e ignora o contexto imediato e as conex\u00f5es lingu\u00edsticas entre os vers\u00edculos 15, 21 e 35.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, a par\u00e1bola de Jesus ilustra o padr\u00e3o pressuposto por Pedro e Jesus nos vers\u00edculos 15-20. O mestre perdoa a imensa d\u00edvida de um servo <em>depois que<\/em> o servo implora por miseric\u00f3rdia \u2014 uma maneira adequada de retratar o arrependimento. Quando esse servo se recusa a perdoar outro servo que implora por miseric\u00f3rdia, o mestre revoga o perd\u00e3o que concedeu ao primeiro servo. A par\u00e1bola conclui com uma advert\u00eancia de que Deus far\u00e1 o mesmo com aqueles que n\u00e3o perdoam, mostrando que o perd\u00e3o divino \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, condicional. Isso apresenta um dilema contextual para aqueles que reconhecem, por um lado, que a passagem ensina que os crist\u00e3os devem perdoar como Deus perdoa, mas insistem, por outro lado, que os crist\u00e3os concedem perd\u00e3o interpessoal incondicional. O perd\u00e3o de Deus nesta passagem \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, condicional (vers\u00edculos 34-35) e segue um pedido de miseric\u00f3rdia do devedor (vers\u00edculos 25-27). O perd\u00e3o de Deus \u00e9 gracioso e generoso, mas n\u00e3o incondicional.<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\"><sup>[19]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ler a segunda e \u00faltima parte deste artigo <a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2026\/03\/a-biblia-nos-manda-perdoar-quem-nao-se-arrepende-parte-ii\/\">CLIQUE AQUI<\/a> (dispon\u00edvel a partir de 09\/03\/2026).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ver mais conte\u00fados do Desiring God traduzidos em nosso blog, <a href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/serie\/desiring-god\/\">CLIQUE AQUI<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Este artigo resume e adapta material da minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em teologia. A maioria dos argumentos aqui apresentados s\u00e3o detalhados na disserta\u00e7\u00e3o. Matthew William Ferguson, <a href=\"https:\/\/bcsmn.libguides.com\/ld.php?content_id=81409587\">\u201cPerdoando o Arrependido: Uma An\u00e1lise Exeg\u00e9tica do Perd\u00e3o Condicional em Mateus 18:15\u201335 e nos Evangelhos Sin\u00f3pticos\u201d<\/a> (disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em teologia, Bethlehem College and Seminary, 2025).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Para maior clareza, limitei esta discuss\u00e3o a autores mais recentes, visto que obter vis\u00f5es hist\u00f3ricas precisas sobre a rela\u00e7\u00e3o entre arrependimento e perd\u00e3o interpessoal \u00e9 frequentemente dif\u00edcil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Considero \u00fatil pensar na posi\u00e7\u00e3o incondicional como sendo argumentada a partir de uma ou mais disciplinas ou \u00eanfases: <em>teol\u00f3gica<\/em>, <em>terap\u00eautica<\/em> ou <em>textual<\/em>. Embora qualquer autor empregue m\u00faltiplas abordagens, geralmente uma delas recebe \u00eanfase principal. Exemplos de uma abordagem <em>teol\u00f3gica<\/em> incluem L. Gregory Jones, <em>Embodying Forgiveness: A Theological Analysis<\/em> (Eerdmans, 1995) e Miroslav Volf, <em>Free of Charge: Giving and Forgiving in a Culture Stripped of Grace<\/em> (Zondervan, 2005). Para uma abordagem <em>terap\u00eautica<\/em>, veja Lewis B. Smedes, <em>Forgive and Forget: Healing the Hurts That We Don&#8217;t Deserve*<\/em> (Simon &amp; Schuster, 1984); Everett L. Worthington, <em>Just Forgiving: How the Psychology and Theology of Forgiveness and Justice Inter-Relate<\/em>, <em>Journal of Psychology and Christianity<\/em> 25, n\u00ba 2 (2006): 158\u201368; e Everett L. Worthington, <em>Forgiveness and Reconciling: Bridges to Wholeness and Hope<\/em>, ed. rev. (IVP, 2003). Para uma abordagem <em>textual<\/em>, veja Randy Nelson, \u201cExegeting Forgiveness\u201d, <em>American Theological Inquiry<\/em> 5, n\u00ba 2 (2012): 35\u201358; ou, em casos espec\u00edficos, John MacArthur, que oscila entre uma abordagem incondicional e uma bidimensional. John MacArthur, The Freedom and Power of Forgiveness (Crossway, 1998).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> A designa\u00e7\u00e3o \u201cbidimensional\u201d n\u00e3o \u00e9 amplamente utilizada ou reivindicada por aqueles que geralmente concordam com suas proposi\u00e7\u00f5es. Normalmente, os proponentes se descrevem como n\u00e3o sendo totalmente condicionais nem incondicionais, mas sim como seguindo uma posi\u00e7\u00e3o biblicamente equilibrada, situada entre os dois extremos. Para uma an\u00e1lise mais completa da posi\u00e7\u00e3o bidimensional, veja Ferguson, \u201cForgiving the Repentant\u201d, pp. 38\u201344, 114\u201349. Alguns proponentes bidimensionais conhecidos s\u00e3o Timothy Keller, <em>Forgive: Why Should I And How Can I?<\/em> (Viking, 2022); D.A. Carson, <em>Love in Hard Places<\/em> (Crossway, 2002); David Powlison, <em>Good and Angry: Redeeming Anger, Irritation, Complaining, and Bitterness<\/em> (New Growth, 2016); Gary Inrig, <em>Forgiveness: Discover the Power and Reality of Authentic Christian Forgiveness<\/em> (Discovery, 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Por uma quest\u00e3o de simplicidade, me refiro \u00e0 posi\u00e7\u00e3o incondicional e \u00e0 posi\u00e7\u00e3o bidimensional coletivamente como incondicional, visto que ambas compartilham argumentos semelhantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Alguns defensores conhecidos do perd\u00e3o condicional incluem Chris Brauns, em <em>Unpacking Forgiveness: Biblical Answers for Complex Questions and Deep Wounds <\/em>(Crossway, 2008); Jay E. Adams, em <em>From Forgiven to Forgiving: Learning to Forgive One Another God&#8217;s Way<\/em> (Calvary, 1994); Kevin DeYoung, em <em>Following Up on Forgiveness<\/em>, The Gospel Coalition, <a href=\"https:\/\/www.thegospelcoalition.org\/blogs\/kevin-deyoung\/following-up-on-forgiveness\/\">https:\/\/www.thegospelcoalition.org\/blogs\/kevin-deyoung\/following-up-on-forgiveness\/<\/a>; e Ardel B. Caneday, em <em>Lavishly Forgive Sins in Order to Be Forgiven: Jesus&#8217; Parable of the Unmerciful Servant<\/em>, The Evangelical Review of Theology and Politics 5 (2017): 17\u201332.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Para uma breve argumenta\u00e7\u00e3o em apoio a isso, veja Bryan Maier, Forgiveness and Justice: A Christian Approach (Kregel, 2017), 64\u201370.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Veja 1 Reis 8.47\u201350; 2 Cr\u00f4nicas 7.14; Salmo 32.5.; Isa\u00edas 1.16\u201318; 55.7; Jeremias 36.3; Ezequiel 33.11\u201316 ; Joel 2.12\u201313; Jonas 3.5\u201310; Marcos 4.12; Lucas 24.47; Atos 2.38; 8.22; 10.43; 26.18 ; 1 Jo\u00e3o 1.9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Confiss\u00e3o de F\u00e9 de Westminster 1.9. Al\u00e9m disso, \u201cO que um declarou de forma mais breve e obscura, o outro complementa e explica com mais clareza.\u201d Martin Chemnitz, Exame sobre o Conc\u00edlio de Trento , trad. Fred Kramer (Concordia, 1987), 2:747.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> Uma ilustra\u00e7\u00e3o \u00fatil desse princ\u00edpio vem das narrativas da ressurrei\u00e7\u00e3o. Tanto Mateus 28:2 quanto Marcos 16:5 mencionam um anjo no t\u00famulo de Jesus, enquanto Lucas 24:4 e Jo\u00e3o 20:12 mencionam dois . O relato de dois anjos n\u00e3o contradiz a refer\u00eancia a um; em vez disso, reflete uma diferen\u00e7a nas \u00eanfases seletivas dos autores. Embora Mateus e Marcos n\u00e3o mencionem a presen\u00e7a de um segundo anjo, podemos pressupor a presen\u00e7a do anjo com base em Lucas e Jo\u00e3o. Mais informa\u00e7\u00f5es em um texto podem nos ajudar a ler um texto compar\u00e1vel com menos informa\u00e7\u00f5es e preencher quaisquer lacunas, desde que n\u00e3o haja contradi\u00e7\u00e3o. O sil\u00eancio de Mateus e Marcos a respeito do segundo anjo n\u00e3o \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica de que nenhum segundo anjo estava presente; portanto, n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o com os relatos de Lucas e Jo\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> Muitos defensores do perd\u00e3o incondicional e bidimensional argumentam que, como algumas passagens sobre o perd\u00e3o n\u00e3o mencionam explicitamente o arrependimento, o perd\u00e3o deve, portanto, ser incondicional. Esse racioc\u00ednio \u00e9 falho por v\u00e1rios motivos. Primeiro, imp\u00f5e um padr\u00e3o injustificado que n\u00e3o aplicamos a outros textos ou doutrinas, esperando que toda qualifica\u00e7\u00e3o ou ressalva relevante esteja sempre presente. Segundo, concluir que o arrependimento \u00e9 irrelevante para o perd\u00e3o por causa de sua aus\u00eancia em uma passagem \u00e9 argumentar a partir do sil\u00eancio, uma forma fraca de argumenta\u00e7\u00e3o. Terceiro, quando condi\u00e7\u00f5es como o arrependimento est\u00e3o ausentes ou n\u00e3o s\u00e3o declaradas, n\u00e3o se segue que a incondicionalidade esteja presente. Uma passagem com condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o declaradas para o perd\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o mesmo que um ensinamento positivo de perd\u00e3o incondicional. Enquadr\u00e1-la de outra forma comete um erro categorial ou envolve um salto associativo injustificado. Uma passagem que comunica perd\u00e3o ilimitado n\u00e3o ensina necessariamente o perd\u00e3o incondicional<a href=\"https:\/\/www.desiringgod.org\/articles\/should-we-forgive-apart-from-repentance#fnref11\">.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> John Piper, <em>Expository Exultation: Christian Preaching as Worship<\/em> (Crossway, 2018), 189, 191. Publicado em portugu\u00eas pela Editora Fiel sob o t\u00edtulo <a href=\"https:\/\/www.editorafiel.com.br\/exultacao-expositiva-john-piper\">\u201cExulta\u00e7\u00e3o Expositiva\u201d.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> Para uma discuss\u00e3o sobre quando infer\u00eancias negativas podem ser logicamente v\u00e1lidas, veja Peter Kreeft, <em>Socratic Logic: A Logic Text Using Socratic Method, Platonic Questions, and Aristotelian Principles<\/em>, 3\u00aa ed., ed. Trent Dougherty (St. Augustine&#8217;s, 2010), 264\u201371.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> James R. Edwards, <em>The Gospel According to Luke<\/em>, PNTC (Eerdmans, 2015), 478.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> Darrell L. Bock, <a href=\"https:\/\/ref.ly\/Luke%201.1%E2%80%939.50;esv?t=biblia\"><em>Luke 1:1\u20139:50<\/em><\/a>, BECNT (Baker Academic, 1994), 1,387.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> Charles Edwards Powell, \u201cThe Semantic Relationship Between the Protasis and the Apodosis of New Testament Conditional Constructions\u201d (PhD diss., Dallas Theological Seminary, 2000), 356.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> I. Howard Marshall, <em>The Gospel of Luke<\/em>, NIGTC (Eerdmans, 1978), 643.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> O recente exame de numerosos textos gregos antigos por Lucas Gregorio Moncada III indica uma alta probabilidade de que a f\u00f3rmula de Mateus fosse uma f\u00f3rmula matem\u00e1tica grega comum que denotava \u201csetenta vezes sete\u201d e n\u00e3o \u201csetenta e sete vezes\u201d. Lucas Gregorio Moncada III, \u201cSeventy Times Seven or Seventy-Seven Times: The Mathematical Formula in <a href=\"https:\/\/ref.ly\/Matt%2018.22;esv?t=biblia\">Matthew 18:22<\/a> and LXX <a href=\"https:\/\/ref.ly\/Gen%204.24;esv?t=biblia\">Genesis 4:24<\/a> ,\u201d <em>BBR<\/em> 33, no. 1 (2023): 17\u201333.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\"><sup>[19]<\/sup><\/a> Dois autores prol\u00edficos sobre o perd\u00e3o que argumentam que o perd\u00e3o de Deus \u00e9, pelo menos em certo sentido, incondicional s\u00e3o Miroslav Volf, em sua obra &#8221; <em>Free of Charge: Giving and Forgiving in a Culture Stripped of Grace&#8221;<\/em> (Grand Rapids: Zondervan, 2005), e L. Gregory Jones, em &#8221; <em>Embodying Forgiveness: A Theological Analysis&#8221;<\/em> (Grand Rapids: Eerdmans, 1995).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_message message_box_style=&#8221;outline&#8221; style=&#8221;square&#8221; message_box_color=&#8221;grey&#8221; icon_type=&#8221;pixelicons&#8221; css=&#8221;&#8221; el_class=&#8221;creditos_box&#8221; icon_pixelicons=&#8221;vc_pixel_icon vc_pixel_icon-explanation&#8221;]Por: Matt Ferguson \u00a9\ufe0f Desiring God Foundation. Website: <a href=\"http:\/\/desiringGod.org\">desiringGod.org<\/a>. Traduzido com permiss\u00e3o. Fonte: <a href=\"https:\/\/www.desiringgod.org\/articles\/should-we-forgive-apart-from-repentance\"><strong><em>Should We Forgive Apart from Repentance?<\/em><\/strong><\/a>\u00a0|<em>\u00a0<\/em>Todos os direitos reservados. Revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o: <em>Vinicius Lima<\/em>.[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por meio de instru\u00e7\u00f5es diretas e par\u00e1bolas, Jesus ensinou seus disc\u00edpulos a serem como seu Pai celestial, perdoando aqueles que se arrependem.<\/p>\n","protected":false},"author":1151,"featured_media":72795,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[700,2409,726],"tags":[592],"class_list":["post-72793","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estudos-biblicos","category-estudos-no-novo-testamento","category-relacionamentos","tag-desiring-god","tema-conflitos","tema-perdao","tema-relacionamentos","categoria-artigo"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A B\u00edblia nos manda perdoar quem n\u00e3o se arrepende? 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