{"id":7400,"date":"2012-03-20T07:00:18","date_gmt":"2012-03-20T10:00:18","guid":{"rendered":"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=7400"},"modified":"2017-07-26T10:58:40","modified_gmt":"2017-07-26T13:58:40","slug":"william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/","title":{"rendered":"William Lane Craig &#8211; Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7amos uma s\u00e9rie de quatro postagens a respeito dos argumentos\u00a0em favor da exist\u00eancia de Deus que o fil\u00f3sofo crist\u00e3o\u00a0William Lane Craig apresenta, a saber:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>O Argumento Cosmol\u00f3gico<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1KU7DjU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Argumento Moral<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1KDf3DG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Argumento Teleol\u00f3gico<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/fiel.in\/2v7T6R8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Argumento Ontol\u00f3gico<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_separator style=&#8221;double&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1KTa3iR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5728\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/em-guarda-craig-e1320846909968.jpg?resize=106%2C163\" alt=\"em-guarda-craig\" width=\"106\" height=\"163\" \/><\/a>Nesta postagem, Craig apresenta uma vers\u00e3o do argumento cosmol\u00f3gico em favor da exist\u00eancia de Deus. Com base em dois argumentos filos\u00f3ficos e duas confirma\u00e7\u00f5es cient\u00edficas ele demonstra que \u00e9 plaus\u00edvel que o universo teve um come\u00e7o. Como tudo o que come\u00e7a a existir tem uma causa, deve haver uma causa transcendente para o universo. O livro \u201c<a href=\"http:\/\/fiel.in\/1KTa3iR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em Guarda<\/a>\u201d apresenta de forma simples e did\u00e1tica este argumento e muitos outros. Recomendamos para quem deseja se iniciar no assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dr. William Lane Craig possui doutorados pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e pela Universidade de Munique, na Alemanha.<\/em><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_separator style=&#8221;double&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Argumento cosmol\u00f3gico (Kalam)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Tudo o que come\u00e7a a existir tem uma causa;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. O universo come\u00e7ou a existir;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Portanto, o universo tem uma causa.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_video link=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Rj6x3zSg0rc&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abaixo apresentamos um artigo de William Lane Craig sobre este argumento. O texto foi traduzido e adaptado por Wagner K. e retirado do site\u00a0apologia.com.br. Clique para expandir.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_toggle title=&#8221;Explana\u00e7\u00e3o do Argumento Cosmol\u00f3gico (Kalam)&#8221;]<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA primeira quest\u00e3o que certamente deve ser perguntada\u201d, escreveu G.W.F. Leibiniz, \u00e9 \u201cPor que existe algo em vez de nada?\u201d\u00a0<sup>1<\/sup>. Esta quest\u00e3o parece ter uma for\u00e7a existencial profunda, que tem sido percebida por alguns dos maiores pensadores da humanidade. De acordo com Arist\u00f3teles, a filosofia come\u00e7a com um senso de assombro sobre o mundo, e a mais profunda quest\u00e3o que um homem pode fazer relaciona-se com a origem do universo<sup>2<\/sup>. Em sua biografia de Ludwig Wittgenstein, Norman Malcolm relata que Wittgenstein disse que algumas vezes ele teve certa experi\u00eancia que poderia ser mais bem descrita dizendo-se que \u201cquando a tenho, eu fico assombrado com a exist\u00eancia do mundo. Ent\u00e3o sou inclinado a usar frases como \u2018Qu\u00e3o extraordin\u00e1rio \u00e9 que algo deva existir\u2019\u201d\u00a0<sup>3<\/sup>\u00a0Similarmente, um fil\u00f3sofo contempor\u00e2neo observa, \u201c\u2026 Minha mente muitas vezes revira-se diante do imenso significado que esta quest\u00e3o tem para mim. Que algo exista de alguma forma parece-me um assunto para o mais profundo temor.\u201d\u00a0<sup>4<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que existe algo em vez de nada? Leibiniz respondeu esta quest\u00e3o argumentando que algo existe em vez de nada porque existe um ser necess\u00e1rio que carrega consigo sua raz\u00e3o para a exist\u00eancia e \u00e9 a raz\u00e3o suficiente para a exist\u00eancia de todo ser contingente<sup>5<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora Leibiniz (seguido por certos fil\u00f3sofos contempor\u00e2neos) tenha considerado a inexist\u00eancia de um ser necess\u00e1rio como logicamente imposs\u00edvel, uma explica\u00e7\u00e3o mais modesta da necessidade da exist\u00eancia chamada de \u201cnecessidade factual\u201d foi fornecida por John Hick: um ser necess\u00e1rio \u00e9 um ser eterno, n\u00e3o-causado, indestrut\u00edvel e incorrupt\u00edvel<sup>6<\/sup>. Leibiniz, \u00e9 claro, identificou o ser necess\u00e1rio como Deus. Seus cr\u00edticos, entretanto, contestaram esta identifica\u00e7\u00e3o, sustentando que o universo material poderia ele mesmo receber o status de um ser necess\u00e1rio. \u201cPor que\u201d, perguntou Hume, \u201cn\u00e3o poderia o universo material ser o Ente necess\u00e1rio, de acordo com esta pretensa explica\u00e7\u00e3o de necessidade?\u201d<sup>7<\/sup>. Tipicamente, esta tem sido precisamente a posi\u00e7\u00e3o do ateu. Os ateus n\u00e3o se sentiram compelidos a abra\u00e7ar a vis\u00e3o de que o universo veio a existir do nada sem nenhuma raz\u00e3o; ao inv\u00e9s disso, eles consideraram o universo mesmo como um tipo de ser factualmente necess\u00e1rio: o universo \u00e9 eterno, n\u00e3o-causado, indestrut\u00edvel e incorrupt\u00edvel. Como Russel claramente colocou, \u201c\u2026O universo est\u00e1 a\u00ed, e isto \u00e9 tudo\u201d<sup>8<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 que o argumento de Leibniz nos deixa, portanto, em um impasse racional ou ser\u00e1 que n\u00e3o existem mais recursos dispon\u00edveis para desvendar o mist\u00e9rio da exist\u00eancia do mundo? Parece-me que existem. \u00c9 lembrado que uma propriedade essencial de um ser necess\u00e1rio \u00e9 a eternidade. Se, ent\u00e3o, puder se demonstrar plaus\u00edvel que o universo come\u00e7ou a existir e, portanto, n\u00e3o \u00e9 eterno, at\u00e9 este ponto poder-se-ia demonstrar a superioridade do te\u00edsmo como uma cosmovis\u00e3o racional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, h\u00e1 uma forma do argumento cosmol\u00f3gico muito negligenciada hoje, mas de grande import\u00e2ncia hist\u00f3rica, que objetiva precisamente demonstrar que o universo teve um in\u00edcio no tempo<sup>9<\/sup>. Originada dos esfor\u00e7os dos te\u00f3logos crist\u00e3os para refutar a doutrina Grega da eternidade da mat\u00e9ria, este argumento desenvolveu-se em formula\u00e7\u00f5es sofisticadas atrav\u00e9s de te\u00f3logos Judeus e Isl\u00e2micos, que, em seguida, transmitiram-no de volta ao Ocidente Latino. O argumento, portanto, tem um vasto apelo inter-sect\u00e1rio, tendo sido defendido por Mu\u00e7ulmanos, Judeus e Crist\u00e3os, tanto Cat\u00f3licos como Protestantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O argumento, que denominei como argumento cosmol\u00f3gico de kalam, pode ser demonstrado como se segue:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Tudo que come\u00e7a a existir tem uma causa para sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. O universo come\u00e7ou a existir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.1. Argumento baseado na impossibilidade de um infinito real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.11. Um infinito real n\u00e3o pode existir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.12. Um regresso temporal infinito de eventos \u00e9 um infinito real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.13. Portanto, um regresso temporal infinito de eventos n\u00e3o pode existir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.2. Argumento baseado na impossibilidade da forma\u00e7\u00e3o de um infinito real pela adi\u00e7\u00e3o sucessiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.21 Uma cole\u00e7\u00e3o formada por sucessivas adi\u00e7\u00f5es n\u00e3o pode ser realmente infinita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.22 A s\u00e9rie temporal de eventos passados \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o formada por sucessivas adi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.23 Portanto, uma s\u00e9rie temporal de eventos passados n\u00e3o pode ser realmente infinita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Portanto, o universo tem uma causa para a sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vamos examinar este argumento mais de perto.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">DEFESA DO ARGUMENTO COSMOL\u00d3GICO DE KALAM<\/h2>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">SEGUNDA PREMISSA<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claramente, a premissa crucial neste argumento \u00e9 (2), e dois argumentos independentes s\u00e3o oferecidos em suporte dele. Vamos, ent\u00e3o, passar a examinar os argumentos que o amparam.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">PRIMEIRO ARGUMENTO DE SUPORTE<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para se entender (2.1), precisamos entender a diferen\u00e7a entre um infinito potencial e um infinito real. Grosso modo, um infinito potencial \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o que cresce em dire\u00e7\u00e3o ao infinito como limite, mas nunca chega l\u00e1. Tal cole\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente indefinida, n\u00e3o infinita. O s\u00edmbolo para este tipo de infinito, que \u00e9 usado em c\u00e1lculo \u00e9\u00a0. Um infinito real \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o em que o n\u00famero de membros realmente<em>\u00a0\u00e9<\/em>\u00a0infinito. A cole\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 crescendo em dire\u00e7\u00e3o ao infinito, ela \u00e9 infinita, ela \u00e9 \u201ccompleta\u201d. O s\u00edmbolo para este tipo de infinito, que \u00e9 usado na teoria dos conjuntos para designar conjuntos que possuem um n\u00famero infinito de membros, tais como {1,2,3,\u2026}, \u00e9\u00a0. Ora, (2.11) sustenta, n\u00e3o que um n\u00famero infinito potencial n\u00e3o possa existir, mas que um n\u00famero infinito real de coisas n\u00e3o pode existir. Pois se um n\u00famero real de coisas pode existir, ent\u00e3o isto geraria todo tipo de absurdos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez a melhor maneira de trazer \u00e0 tona a verdade de (2.11) \u00e9 atrav\u00e9s de uma ilustra\u00e7\u00e3o. Deixe-me usar uma de minhas favoritas, o Hotel de Hilbert, um produto da mente do grande matem\u00e1tico alem\u00e3o, David Hilbert. Vamos imaginar um hotel com um n\u00famero finito de quartos. Suponha, al\u00e9m disso, que todos os quartos est\u00e3o ocupados. Quando um novo h\u00f3spede chega pedindo por um quarto, o propriet\u00e1rio se desculpa, \u201cSinto muito, todos os quartos est\u00e3o ocupados\u201d. Mas vamos imaginar um hotel com um n\u00famero infinito de quartos e suponha mais uma vez que todos os quartos est\u00e3o ocupados. N\u00e3o h\u00e1 um simples quarto vago em todo o hotel infinito. Deste modo, suponha que um novo h\u00f3spede apare\u00e7a pedindo por um quarto. \u201cMas \u00e9 claro!\u201d diz o propriet\u00e1rio, e ele imediatamente transfere a pessoa do quarto n\u00famero 1 para o quarto n\u00famero 2, a pessoa do quarto n\u00famero 2 para o quarto n\u00famero 3, a pessoa do quarto n\u00famero 3 para o n\u00famero 4, e assim por diante at\u00e9 o infinito. Como resultado desta mudan\u00e7a de quartos, o quarto n\u00famero 1 agora se tornou vago e o novo h\u00f3spede faz o check-in com gratid\u00e3o. Mas lembre-se, antes de ele ter chegado, todos os quartos estavam ocupados! Igualmente curioso, de acordo com os matem\u00e1ticos, n\u00e3o h\u00e1 agora mais pessoas no hotel do que havia antes: o n\u00famero \u00e9 simplesmente infinito. Mas como isso pode acontecer? O propriet\u00e1rio acabou de adicionar o nome do novo h\u00f3spede no registro e deu-lhe suas chaves \u2013 como pode n\u00e3o haver mais uma pessoa no hotel do que antes? Mas a situa\u00e7\u00e3o se torna ainda mais estranha. Suponha que um n\u00famero infinito de novos h\u00f3spedes apare\u00e7a no balc\u00e3o pedindo por quartos. \u201c\u00c9 claro, \u00e9 claro!\u201d diz o propriet\u00e1rio, e ele prossegue em mudar a pessoa do quarto 1 para o quarto 2, a pessoa do quarto 2 para o quarto 4, a pessoa do quarto 3 para o quarto 6, e assim por diante infinitamente, sempre colocando cada ocupante original em um quarto cujo n\u00famero seja o dobro do seu pr\u00f3prio. Como resultado, todos os quartos de n\u00famero \u00edmpar se tornar\u00e3o vagos, e o n\u00famero infinito de novos h\u00f3spedes \u00e9 facilmente acomodado. Ainda assim, antes de eles chegarem, todos os quartos estavam ocupados! E novamente, de modo bastante estranho, o n\u00famero de h\u00f3spedes no hotel \u00e9 o mesmo depois do n\u00famero infinito de novos h\u00f3spedes terem feito\u00a0<em>check-in<\/em>, ainda que tenha havido tantos novos h\u00f3spedes quanto h\u00f3spedes antigos. De fato, o propriet\u00e1rio poderia repetir este processo<em>infinitas vezes<\/em>\u00a0e ainda assim nunca haveria um \u00fanico h\u00f3spede a mais no hotel do que antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o Hotel de Hilbert \u00e9 ainda mais estranho do que o matem\u00e1tico alem\u00e3o demonstrou ser. Suponha que alguns dos h\u00f3spedes comecem a sair. Suponha que o h\u00f3spede no quarto 1 parta. Existe agora uma pessoa a menos no hotel? N\u00e3o de acordo com os matem\u00e1ticos \u2013 mas simplesmente pergunte para a mulher que arruma as camas! Suponha que os h\u00f3spedes dos quartos 1,3,5,\u2026 partam. Neste caso, um n\u00famero infinito de pessoas deixou o hotel, mas de acordo com os matem\u00e1ticos, n\u00e3o h\u00e1 menos pessoas no hotel \u2013 mas n\u00e3o converse com a mulher da lavanderia! Na verdade, poder\u00edamos fazer com que cada h\u00f3spede sa\u00edsse do hotel e repetir este processo infinitamente muitas vezes, e ainda n\u00e3o haveria menos pessoas no hotel. Mas, em vez disso, suponha que as pessoas dos quartos 4,5, 6,\u2026 partam. Em uma simples tirada o hotel se tornaria virtualmente vazio, o registro de h\u00f3spedes reduzido a tr\u00eas nomes, e o infinito convertido em finitude. E mesmo assim continuaria sendo verdadeiro que o mesmo n\u00famero de h\u00f3spedes partiu desta vez como da vez em que os h\u00f3spedes dos quartos 1,3,5,\u2026 partiram. Algu\u00e9m pode acreditar sinceramente que tal hotel possa existir realmente? Estes tipos de absurdos ilustram a impossibilidade da exist\u00eancia de um n\u00famero infinito real de coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto nos leva a (2.12). A verdade desta premissa parece claramente \u00f3bvia. Se o universo nunca come\u00e7ou a existir, ent\u00e3o antes de agora houve um n\u00famero infinito de eventos pr\u00e9vios. Portanto, uma s\u00e9rie de eventos sem come\u00e7o no tempo implica a exist\u00eancia de um n\u00famero infinito real de coisas, ou seja, eventos passados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste ponto pode ser proveitoso considerar algumas obje\u00e7\u00f5es que podem ser levantadas contra o argumento. Primeiro, vamos considerar as obje\u00e7\u00f5es a (2.11). Wallace Matson objeta que a premissa deve significar que um n\u00famero infinito real de coisas \u00e9\u00a0<em>logicamente<\/em>\u00a0imposs\u00edvel; mas que \u00e9 f\u00e1cil mostrar que tal cole\u00e7\u00e3o \u00e9 logicamente poss\u00edvel. Por exemplo, a s\u00e9rie de n\u00fameros negativos {\u2026-3,-2,-1} \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o infinita real sem um primeiro membro<sup>10<\/sup>. O erro de Matson est\u00e1 em pensar que (2.11) significa afirmar a impossibilidade\u00a0<em>l\u00f3gica<\/em>\u00a0de um n\u00famero infinito real de coisas. O que a premissa expressa \u00e9 a impossibilidade real ou factual de um infinito real. Para ilustrar a diferen\u00e7a entre a possibilidade l\u00f3gica e a real: n\u00e3o h\u00e1 impossibilidade l\u00f3gica de alguma coisa vir a existir sem uma causa, mas tal circunst\u00e2ncia pode muito bem ser imposs\u00edvel de modo real ou metaf\u00edsico. Da mesma forma, (2.11) declara que os absurdos conseq\u00fcentes na exist\u00eancia real de um infinito real mostram que tal exist\u00eancia \u00e9 metafisicamente imposs\u00edvel. Portanto, algu\u00e9m pode conceder que na esfera conceitual da matem\u00e1tica seja poss\u00edvel, dadas certas conven\u00e7\u00f5es e axiomas, falar consistentemente sobre s\u00e9ries infinitas de n\u00fameros, mas isto de maneira alguma implica que um n\u00famero infinito real de coisas seja realmente poss\u00edvel. Pode-se notar tamb\u00e9m que a escola matem\u00e1tica de intuicionismo nega at\u00e9 mesmo que a s\u00e9rie de n\u00fameros seja realmente infinita (eles consideram-na potencialmente infinita apenas), ent\u00e3o apelar \u00e0s s\u00e9ries de n\u00fameros como exemplos de infinitos reais \u00e9 um procedimento controverso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O falecido J.L. Mackie tamb\u00e9m objetou contra (2.11), declarando que os absurdos s\u00e3o resolvidos ao notar que para conjuntos infinitos o axioma \u201co todo \u00e9 maior que suas partes\u201d n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lido, como o \u00e9 para conjuntos finitos<sup>11<\/sup>. Similarmente, Quentin Smith comenta que uma vez que entendemos que um conjunto infinito tem um subconjunto pr\u00f3prio com o mesmo n\u00famero de membros quanto o pr\u00f3prio conjunto, as situa\u00e7\u00f5es pretensamente absurdas tornam-se \u201cperfeitamente cr\u00edveis\u201d<sup>12<\/sup>. Mas penso que \u00e9 precisamente esta caracter\u00edstica da teoria dos conjuntos infinitos que, quando interpretada para a esfera do real, produz resultados que s\u00e3o perfeitamente inacredit\u00e1veis, como por exemplo, o Hotel de Hilbert. Al\u00e9m disso, nem todos os absurdos derivam da nega\u00e7\u00e3o pela teoria dos conjuntos infinitos do axioma de Euclides: os absurdos ilustrados pela sa\u00edda dos h\u00f3spedes do hotel derivam dos resultados auto-contradit\u00f3rios quando as opera\u00e7\u00f5es inversas de subtra\u00e7\u00e3o ou divis\u00e3o s\u00e3o realizadas utilizando-se n\u00fameros transfinitos. Aqui o problema contra uma cole\u00e7\u00e3o infinita real de coisas torna-se decisiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente pode-se apontar a obje\u00e7\u00e3o de Sorabji, que sustenta que as ilustra\u00e7\u00f5es como as do Hotel de Hilbert n\u00e3o envolvem absurdos. Com o fim de se entender o que est\u00e1 errado com o argumento de\u00a0<em>kalam<\/em>, ele pede-nos para imaginar duas colunas paralelas come\u00e7ando no mesmo ponto e expandindo-se na dist\u00e2ncia infinita, uma coluna de anos passados e a outra coluna de dias passados. A raz\u00e3o por que a coluna de dias passados n\u00e3o \u00e9 maior do que a coluna de anos passados, diz Sorajbi, \u00e9 que a coluna de dias n\u00e3o ir\u00e1 \u201cexpandir-se\u201d al\u00e9m do distante fim da outra coluna, j\u00e1 que nenhuma das duas colunas possui um fim distante. No caso do Hotel de Hilbert h\u00e1 a tenta\u00e7\u00e3o de se pensar que algum residente infortunado no fim distante ir\u00e1 cair no espa\u00e7o. Mas n\u00e3o h\u00e1 fim distante: a linha de residentes n\u00e3o ir\u00e1 se expandir al\u00e9m do fim distante da linha de quartos. Uma vez que isto \u00e9 compreendido, o produto \u00e9 simplesmente uma verdade explic\u00e1vel -at\u00e9 mesmo surpreendente e regozijante \u2013 sobre o infinito<sup>13<\/sup>. Ora, Sorajbi certamente est\u00e1 correto, como vimos, em que o Hotel de Hilbert ilustra uma verdade explic\u00e1vel sobre a natureza do infinito real. Se um n\u00famero realmente infinito de coisas pudesse existir, o Hotel de Hilbert seria poss\u00edvel. Mas Sorajbi parece falhar em entender o ponto principal do paradoxo: eu, por exemplo, n\u00e3o vejo tenta\u00e7\u00e3o em pensar em pessoas caindo no fim distante do hotel, pois n\u00e3o h\u00e1 nenhum, mas tenho dificuldades em acreditar que um hotel em que todos os quartos est\u00e3o ocupados possa acomodar mais h\u00f3spedes. \u00c9 claro que a linha de h\u00f3spedes n\u00e3o ir\u00e1 se expandir al\u00e9m da linha de quartos, mas se todos esses quartos infinitos j\u00e1 possuem h\u00f3spedes neles, ent\u00e3o ser\u00e1 que mudar tais h\u00f3spedes de lugar pode realmente criar quartos vagos? A pr\u00f3pria ilustra\u00e7\u00e3o de Sorajbi das colunas de anos passados e de dias passados n\u00e3o \u00e9 menos inquietante para mim: se dividirmos as colunas em segmentos do tamanho de um p\u00e9 e marcarmos uma coluna como os anos e a outra como os dias, ent\u00e3o uma coluna \u00e9 t\u00e3o longa como a outra e mesmo assim para cada segmento do tamanho de um p\u00e9 na coluna de anos, s\u00e3o encontrados 365 segmentos de tamanho igual na coluna de dias! Estes resultados paradoxais podem ser evitados somente se as cole\u00e7\u00f5es de infinitos reais puderem existir apenas na imagina\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o na realidade. De qualquer forma, a ilustra\u00e7\u00e3o do Hotel de Hilbert n\u00e3o \u00e9 exaurida por lidar apenas com a adi\u00e7\u00e3o de novos h\u00f3spedes, pois a subtra\u00e7\u00e3o de h\u00f3spedes resulta em absurdos at\u00e9 mesmo mais intrat\u00e1veis. A an\u00e1lise de Sorajbi n\u00e3o faz nada para resolv\u00ea-las. Portanto, parece-me que as obje\u00e7\u00f5es \u00e0 premissa (2.11) s\u00e3o menos plaus\u00edveis do que a premissa em si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 (2.12), a obje\u00e7\u00e3o mais freq\u00fcente \u00e9 que o passado deve ser considerado como um infinito potencial apenas, n\u00e3o como um infinito real. Esta foi a posi\u00e7\u00e3o de Aquino contra Bonaventure, e o fil\u00f3sofo contempor\u00e2neo Charles Hartshorne parece se alinhar com Tom\u00e1s neste ponto<sup>14<\/sup>. Tal posi\u00e7\u00e3o, entretanto, \u00e9 insustent\u00e1vel. O futuro \u00e9 potencialmente infinito, j\u00e1 que ele n\u00e3o existe; mas o passado \u00e9 real de um modo que o futuro n\u00e3o \u00e9, como evidenciado no fato de que possu\u00edmos tra\u00e7os do passado no presente, mas n\u00e3o tra\u00e7os do futuro. Portanto, se a s\u00e9rie de eventos passados nunca come\u00e7ou a existir, ent\u00e3o deve ter havido um n\u00famero infinito real de eventos passados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As obje\u00e7\u00f5es contra ambas as premissas, portanto, parecem ser menos convincentes do que as premissas em si. Juntas, elas implicam que o universo come\u00e7ou a existir. Portanto, eu concluo que este argumento fornece bons fundamentos para aceitar a verdade da premissa (2) que o universo come\u00e7ou a existir.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">SEGUNDO ARGUMENTO DE SUPORTE<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo argumento (2.2) para o in\u00edcio do universo \u00e9 baseado na impossibilidade de se formar um infinito real por adi\u00e7\u00f5es sucessivas. Este argumento \u00e9 distinto do primeiro no que ele n\u00e3o nega a possibilidade da exist\u00eancia de um infinito real, mas a possibilidade de este ser\u00a0<em>formado<\/em>\u00a0por adi\u00e7\u00e3o sucessiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A premissa (2.21) \u00e9 o passo crucial no argumento. N\u00e3o se pode formar uma cole\u00e7\u00e3o infinita real de coisas por se adicionar sucessivamente um membro depois do outro. Desde que \u00e9 poss\u00edvel sempre adicionar mais um antes de se chegar ao infinito, \u00e9 imposs\u00edvel alcan\u00e7ar o infinito real. Algumas vezes isto \u00e9 chamado de impossibilidade de \u201ccontar ao infinito\u201d ou \u201catravessar o infinito\u201d. \u00c9 importante entender que esta impossibilidade n\u00e3o tem nada a ver com a quantidade de tempo dispon\u00edvel: faz parte da natureza do infinito que ele n\u00e3o pode ser assim formado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algu\u00e9m pode dizer que enquanto uma cole\u00e7\u00e3o infinita n\u00e3o pode ser formada ao come\u00e7ar por um ponto e depois adicionar membros, todavia uma cole\u00e7\u00e3o infinita poderia ser formada sem nenhum in\u00edcio, mas terminando em um ponto, ou seja, terminando em um ponto ap\u00f3s um membro ap\u00f3s outro ter sido adicionado pela eternidade. Mas este m\u00e9todo parece at\u00e9 mais inacredit\u00e1vel do que o primeiro m\u00e9todo. Se n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel contar at\u00e9 o infinito, ent\u00e3o como \u00e9 poss\u00edvel contar regressivamente do infinito? Se n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel atravessar o infinito pelo mover em uma dire\u00e7\u00e3o, como seria poss\u00edvel atravess\u00e1-lo pelo simples mover na dire\u00e7\u00e3o oposta?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, a id\u00e9ia de uma s\u00e9rie sem come\u00e7o terminando no presente parece absurda. Para dar apenas uma ilustra\u00e7\u00e3o: suponha que encontremos um homem que afirma ter contado atrav\u00e9s da eternidade e agora est\u00e1 terminando: \u2026, -3, -2, -1,0. Poder\u00edamos perguntar por que ele n\u00e3o terminou de contar ontem ou anteontem ou no ano passado? At\u00e9 l\u00e1 um tempo infinito j\u00e1 teria se passado, ent\u00e3o ele j\u00e1 deveria ter terminado naquele tempo. Portanto, em nenhum ponto no passado infinito poder\u00edamos encontrar o homem terminando sua contagem, porque em tal ponto ele j\u00e1 deveria ter terminado! De fato, n\u00e3o importa qu\u00e3o longe voltemos ao passado, n\u00f3s nunca poderemos encontrar o homem terminando a contagem, pois em qualquer ponto que o alcan\u00e7armos ele j\u00e1 ter\u00e1 terminado. Mas se em nenhum ponto do passado podemos encontrar ele contando [at\u00e9 o fim], isto contradiz a hip\u00f3tese de que ele esteve contando pela eternidade. Isto ilustra o fato de que a forma\u00e7\u00e3o de um infinito real por adi\u00e7\u00e3o consecutiva \u00e9 igualmente imposs\u00edvel se algu\u00e9m o faz at\u00e9 ou do infinito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A premissa (2.22) pressup\u00f5e uma vis\u00e3o din\u00e2mica do tempo no qual os eventos s\u00e3o realizados de modo serial, um depois do outro. A s\u00e9rie de eventos n\u00e3o \u00e9 um tipo de linha do mundo eternamente subsistente que aparece sucessivamente na consci\u00eancia. Ao inv\u00e9s disso, tornar-se \u00e9 real e essencial ao processo temporal. Esta vis\u00e3o do tempo n\u00e3o \u00e9 livre de desafios, mas considerar suas obje\u00e7\u00f5es nos levaria muito longe<sup>15<\/sup>. No momento, \u00e9 preciso satisfazer-se com o fato de que estamos argumentando no fundamento comum com nossas intui\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias da transforma\u00e7\u00e3o temporal e em concord\u00e2ncia com um bom n\u00famero de fil\u00f3sofos contempor\u00e2neos do tempo e do espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dadas as verdades de (2.21) e (2.22), a conclus\u00e3o (2.23) segue logicamente. Se o universo n\u00e3o come\u00e7ou a existir em um tempo finito atr\u00e1s, ent\u00e3o o presente momento nunca poderia ter chegado. Mas obviamente, ele chegou. Ent\u00e3o, sabemos que o universo \u00e9 finito no passado e come\u00e7ou a existir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Novamente, ser\u00e1 proveitoso considerar v\u00e1rias obje\u00e7\u00f5es que t\u00eam sido oferecidas contra este racioc\u00ednio. Contra (2.21), Mackie objeta que o argumento assume indevidamente um ponto inicial infinitamente distante no passado e ent\u00e3o declara imposs\u00edvel viajar daquele ponto at\u00e9 hoje. Mas n\u00e3o haveria um ponto inicial no passado infinito, nem mesmo um infinitamente distante. Mesmo assim, de qualquer ponto no passado infinito, h\u00e1 apenas uma dist\u00e2ncia finita at\u00e9 o presente<sup>16<\/sup>. Ora, parece-me que a alega\u00e7\u00e3o de Mackie de que o argumento pressup\u00f5e um ponto inicial infinitamente distante \u00e9 inteiramente sem fundamento. A caracter\u00edstica das s\u00e9ries n\u00e3o possu\u00edrem in\u00edcio serve apenas para acentuar a dificuldade de serem formadas pela adi\u00e7\u00e3o cumulativa. O fato de n\u00e3o haver nenhum in\u00edcio, nem mesmo um infinitamente distante, torna o problema mais, n\u00e3o menos, perturbador. E o ponto que em qualquer momento do passado infinito possui apenas uma dist\u00e2ncia temporal finita at\u00e9 o presente pode ser descartado como irrelevante. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 como qualquer por\u00e7\u00e3o finita das s\u00e9ries temporais pode ser formada, mas como toda s\u00e9rie infinita pode ser formada. Se Mackie pensa que porque cada segmento das s\u00e9ries pode ser formado por adi\u00e7\u00e3o cumulativa ent\u00e3o toda a s\u00e9rie inteira pode ser formada, ent\u00e3o ele est\u00e1 simplesmente cometendo a fal\u00e1cia da composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sorajbi similarmente objeta que a raz\u00e3o porque \u00e9 imposs\u00edvel contar regressivamente do infinito \u00e9 porque contar envolve por natureza pegar um n\u00famero inicial, o que est\u00e1 faltando neste caso. Mas completar um lapso infinito de anos n\u00e3o envolve nenhum ano inicial e, portanto, \u00e9 poss\u00edvel<sup>17<\/sup>. Entretanto, esta resposta \u00e9 claramente inadequada, pois, como vimos, os anos de um passado infinito poderiam ser enumerados por n\u00fameros negativos, que no caso de um n\u00famero infinito completo de anos implica, realmente, em uma contagem regressiva do infinito. Sorajbi, entretanto, antecipa esta obje\u00e7\u00e3o e afirma que tal contagem regressiva \u00e9 poss\u00edvel em princ\u00edpio e, portanto, nenhuma barreira l\u00f3gica foi mostrada para o transcorrer de um n\u00famero infinito de anos passados. Entretanto, novamente, a quest\u00e3o que estou colocando n\u00e3o \u00e9 se existe uma contradi\u00e7\u00e3o l\u00f3gica em tal pensamento, mas se tal contagem n\u00e3o \u00e9 metafisicamente absurda. Pois vimos que tal contagem n\u00e3o poderia em nenhum ponto ter sido completada. Mas Sorajbi novamente tem uma resposta pronta: dizer que a contagem n\u00e3o deve ter terminado em nenhum ponto confunde a contagem de um n\u00famero infinito de anos com a contagem de todos os n\u00fameros. Em qualquer ponto do passado, o contador eterno j\u00e1 ter\u00e1 contado um n\u00famero infinito de n\u00fameros, mas isto n\u00e3o implica que ele ter\u00e1 contado todos os n\u00fameros negativos. Eu n\u00e3o penso que o argumento faz esta alega\u00e7\u00e3o equivocada, e isto pode ser tornado claro examinando-se a raz\u00e3o porque nosso contador eterno \u00e9 supostamente capaz de completar a contagem dos n\u00fameros negativos terminando em zero. De forma a justificar a possibilidade deste feito intuitivamente imposs\u00edvel, o argumento do oponente apela ao chamado Princ\u00edpio da Correspond\u00eancia usada na teoria dos conjuntos para determinar se dois conjuntos s\u00e3o equivalentes (ou seja, possuem o mesmo n\u00famero de membros) ao comparar os membros de um conjunto com os membros do outro conjunto e\u00a0<em>vice versa<\/em>. Com base neste princ\u00edpio, o opositor argumenta que desde que o contador viveu, digamos, um n\u00famero infinito de anos e desde que o conjunto de anos passados pode ser colocado em uma correspond\u00eancia de um-a-um com o conjunto de n\u00fameros negativos, segue que ao contar um n\u00famero por ano, um contador eterno iria completar a contagem de n\u00fameros negativos at\u00e9 o ano presente. Se pergunt\u00e1ssemos por que o contador n\u00e3o poderia terminar no ano que vem ou em uma centena de anos, o opositor responderia que antes do presente ano, um n\u00famero infinito de anos j\u00e1 teria passado, ent\u00e3o, pelo princ\u00edpio da correspond\u00eancia, todos os n\u00fameros j\u00e1 devem ter sido contados agora. Mas este racioc\u00ednio volta-se contra o opositor: pois, como vimos, nesta explica\u00e7\u00e3o o contador j\u00e1 deveria ter terminado de contar todos os n\u00fameros em qualquer ponto do passado, j\u00e1 que existe uma correspond\u00eancia um-a-um entre os anos do passado e os n\u00fameros negativos. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 equ\u00edvoco entre contar um n\u00famero infinito e contar todos os n\u00fameros. Entretanto, neste ponto um absurdo mais profundo aparece \u00e0 vista: suponha que haja outro contador que fa\u00e7a a contagem no ritmo de um n\u00famero negativo por dia. De acordo com o Princ\u00edpio da Correspond\u00eancia, que fundamenta a teoria dos conjuntos infinitos e a aritm\u00e9tica transfinita, ambos os contadores eternos terminar\u00e3o suas contagens no mesmo momento, mesmo que um esteja contando em um ritmo 365 vezes mais r\u00e1pido que o outro! Ser\u00e1 que algu\u00e9m pode acreditar que estes cen\u00e1rios podem, de fato, serem obtidos na realidade, ao inv\u00e9s de representarem o produto de um jogo imagin\u00e1rio jogado em uma esfera puramente conceitual de acordo com conven\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas adotadas e axiomas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que diz respeito \u00e0 premissa (2.22), muitos pensadores objetaram que n\u00e3o precisamos considerar o passado como uma s\u00e9rie infinita sem come\u00e7o e com um fim no presente. Popper, por exemplo, admite que o\u00a0<em>conjunto<\/em>\u00a0de todos os eventos passados seja realmente infinito, mas que as\u00a0<em>s\u00e9ries\u00a0<\/em>de eventos passados s\u00e3o potencialmente infinitas. Isto pode ser visto come\u00e7ando-se no presente e numerando os eventos regressivamente, formando assim um infinito potencial. Portanto, o problema de um infinito real ser formado por adi\u00e7\u00e3o sucessiva n\u00e3o aparece<sup>18<\/sup>. De maneira similar, Swinburne pensa que \u00e9 duvidoso que uma s\u00e9rie completa infinita sem in\u00edcio, mas com um fim fa\u00e7a sentido, mas ele prop\u00f5e resolver o problema ao come\u00e7ar no presente e regressar ao passado, ent\u00e3o a s\u00e9rie de eventos passados n\u00e3o teria um fim e seria, portanto, um infinito completo<sup>19<\/sup>. Esta obje\u00e7\u00e3o, entretanto, confunde claramente a contagem<em>regressiva mental\u00a0<\/em>com o<em>\u00a0progresso real\u00a0<\/em>das s\u00e9ries temporais dos eventos em si. Numerar as s\u00e9ries regressivamente a partir do presente mostra apenas que se h\u00e1 um n\u00famero infinito de eventos passados, ent\u00e3o podemos numerar um n\u00famero infinito de eventos passados. Mas o problema \u00e9: como esta cole\u00e7\u00e3o infinita de eventos veio a ser formada por adi\u00e7\u00e3o sucessiva? Como concebemos mentalmente as s\u00e9ries n\u00e3o afetam de maneira alguma o car\u00e1ter ontol\u00f3gico das s\u00e9ries em si como uma s\u00e9rie sem in\u00edcio, mas com um fim, ou, em outras palavras, como um infinito real completado por adi\u00e7\u00e3o sucessiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Novamente, as obje\u00e7\u00f5es a (2.21) e (2.22) parecem menos plaus\u00edveis do que as premissas em si. Juntas elas implicam (2.23), ou seja, que o universo come\u00e7ou a existir.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">PRIMEIRA CONFIRMA\u00c7\u00c3O CIENT\u00cdFICA<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes argumentos puramente filos\u00f3ficos para o come\u00e7o do universo receberam confirma\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias a partir de descobertas na astronomia e na astrof\u00edsica no s\u00e9culo XX. Estas confirma\u00e7\u00f5es podem ser resumidas em dois pontos: a confirma\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o do universo e a confirma\u00e7\u00e3o das propriedades termodin\u00e2micas do universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o ao primeiro, a descoberta de Hubble em 1929 do desvio para o vermelho na luz de gal\u00e1xias distantes iniciou uma revolu\u00e7\u00e3o na astronomia talvez t\u00e3o significante como a revolu\u00e7\u00e3o Cop\u00e9rnica. Antes disso, o universo como um todo era concebido como est\u00e1tico; mas a conclus\u00e3o impressionante a que Hubble chegou foi que o desvio para o vermelho \u00e9 devido ao fato de que o universo est\u00e1, de fato,\u00a0<em>expandindo-se<\/em>. A incr\u00edvel implica\u00e7\u00e3o deste fato \u00e9 que se algu\u00e9m tra\u00e7a a expans\u00e3o de volta no tempo, o universo se torna denso e mais denso at\u00e9 que se chega ao ponto de densidade infinita, do qual o universo come\u00e7ou a expandir. A conclus\u00e3o da descoberta de Hubble \u00e9 que em algum ponto do passado finito \u2013 provavelmente h\u00e1 15 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s \u2013 o universo inteiro se contraiu em um ponto matem\u00e1tico simples que marcou a origem do universo. Esta explos\u00e3o inicial veio a ser chamada \u201cBig Bang\u201d. Quatro dos mais proeminentes astr\u00f4nomos do mundo descreveram tal evento nestas palavras:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O universo come\u00e7ou de um estado de densidade infinita\u2026 Espa\u00e7o e tempo foram criados neste evento e tamb\u00e9m toda a mat\u00e9ria do universo. N\u00e3o faz sentido perguntar o que aconteceu antes do Big Bang, \u00e9 como perguntar qual \u00e9 o norte do P\u00f3lo Norte. Da mesma forma, n\u00e3o \u00e9 sensato perguntar onde o Big Bang se localizou. O universo-ponto n\u00e3o foi um objeto isolado no espa\u00e7o; ele era o universo completo, e, portanto, a resposta s\u00f3 pode ser que o Big Bang come\u00e7ou em todo lugar<sup>20<\/sup>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este evento que marcou o in\u00edcio do universo torna-se mais impressionante quando se reflete no fato de que um estado de \u201cdensidade infinita\u201d \u00e9 sin\u00f4nimo de \u201cnada\u201d. N\u00e3o pode haver um objeto que possui densidade infinita, porque se ele tivesse qualquer tamanho ele poderia ser at\u00e9 mais denso. Portanto, como o astr\u00f4nomo de Cambridge Fred Hoyle apontou, a teoria do Big Bang requer a cria\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria do nada. Isto porque quando se volta no tempo, chega-se ao ponto em que, nas palavras de Hoyle, o universo foi \u201creduzido a nada\u201d<sup>21<\/sup>. Portanto, o que o modelo do Big Bang parece requerer que o universo come\u00e7ou a existir e foi criado do nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns te\u00f3ricos tentaram evitar o in\u00edcio absoluto do universo implicado pela teoria do Big Bang ao especular que o universo pode ter passado por s\u00e9ries infinitas de expans\u00f5es e contra\u00e7\u00f5es. Existem, por\u00e9m, bons fundamentos para questionar a adequa\u00e7\u00e3o de tal modelo oscilante do universo: (i) o modelo oscilante parece ser fisicamente imposs\u00edvel. Apesar de toda discuss\u00e3o sobre esses modelos, o fato parece ser que eles s\u00e3o poss\u00edveis apenas teoricamente, mas n\u00e3o possivelmente. Como o falecido professor Tinsley de Yale explica, em modelos oscilantes \u201cmesmo que os matem\u00e1ticos digam que o universo oscila, n\u00e3o h\u00e1 f\u00edsica conhecida para reverter o colapso e saltar para uma nova expans\u00e3o. Os f\u00edsicos parecem dizer que aqueles modelos come\u00e7am do Big Bang, expandem, colapsam e ent\u00e3o acabam\u201d<sup>22<\/sup>. Para que o modelo oscilante possa ser correto, parece que as leis conhecidas da f\u00edsica teriam que ser revisadas. (ii) O modelo oscilante parece ser observadamente indefens\u00e1vel. Dois fatos da astronomia observacional parecem ir contra o modelo oscilante. Primeiro, a homogeneidade observada da distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria atrav\u00e9s do universo parece inexplic\u00e1vel em um modelo oscilante. Durante a fase de contra\u00e7\u00e3o de tal modelo, buracos negros come\u00e7am a engolir a mat\u00e9ria ao redor, resultando em uma distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria sem homogeneidade. Mas n\u00e3o h\u00e1 nenhum mecanismo conhecido para resolver esta falta de homogeneidade durante a fase de expans\u00e3o seguinte. Portanto, a homogeneidade da mat\u00e9ria observada atrav\u00e9s do universo continua sem explica\u00e7\u00e3o. Segundo, a densidade do universo parece ser insuficiente para a re-contra\u00e7\u00e3o do universo. Para que o modelo oscilante seja at\u00e9 mesmo poss\u00edvel, \u00e9 necess\u00e1rio que o universo seja suficientemente denso para que a gravidade possa superar a for\u00e7a da expans\u00e3o e puxar o universo de volta novamente. Entretanto, de acordo com as melhores estimativas, se algu\u00e9m levar em considera\u00e7\u00e3o tanto a mat\u00e9ria luminosa quanto a mat\u00e9ria n\u00e3o-luminosa (encontrada em halos gal\u00e1cticos) como qualquer contribui\u00e7\u00e3o das part\u00edculas de neutrinos para a massa total, o universo continua tendo apenas metade do que \u00e9 necess\u00e1rio para a re-contra\u00e7\u00e3o\u00a0<sup>23<\/sup>. Al\u00e9m disso, trabalhos recentes em calcular a velocidade e desacelera\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o confirmam que o universo est\u00e1 expandindo na chamada \u201cvelocidade de escape\u201d e n\u00e3o vai, portanto, se re-contrair. De acordo com Sandage e Tammann, \u201cPortanto, somos for\u00e7ados a concluir que\u2026 parece inevit\u00e1vel que o universo ir\u00e1 se expandir para sempre\u201d; eles concluem, portanto, que \u201co Universo aconteceu apenas uma vez.\u201d\u00a0<sup>24<\/sup>.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">SEGUNDA CONFIRMA\u00c7\u00c3O CIENT\u00cdFICA<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se n\u00e3o fosse o bastante, existe uma segunda confirma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do in\u00edcio do universo baseada nas propriedades termodin\u00e2micas de v\u00e1rios modelos cosmol\u00f3gicos. De acordo com a segunda lei da termodin\u00e2mica, processos que agem em um sistema fechado sempre tendem a um estado de equil\u00edbrio. Assim, nosso interesse est\u00e1 nas implica\u00e7\u00f5es disso quando a lei \u00e9 aplicada ao universo como um todo. Pois o universo \u00e9 um gigantesco sistema fechado, j\u00e1 que \u00e9 tudo o que existe e n\u00e3o h\u00e1 energia fluindo para dentro do exterior. A segunda lei da termodin\u00e2mica parece implicar que, dado tempo suficiente, o universo ir\u00e1 atingir um estado de equil\u00edbrio termodin\u00e2mico conhecido como \u201cmorte t\u00e9rmica\u201d do universo. Esta morte pode ser quente ou fria, dependendo do universo expandir para sempre ou de eventualmente contrair-se novamente. Por um lado, se a densidade do universo \u00e9 grande o bastante para superar a for\u00e7a da expans\u00e3o, ent\u00e3o o universo ir\u00e1 se contrair novamente em uma bola de fogo. Quando o universo se contrai, as estrelas queimam mais rapidamente at\u00e9 finalmente explodirem ou evaporarem. Quando o universo se torna mais denso, os buracos negros come\u00e7am a engolir tudo o que h\u00e1 em volta e a aglutinarem-se eles pr\u00f3prios at\u00e9 que todos os buracos negros finalmente aglutinem-se em um gigantesco buraco negro de igual extens\u00e3o com o universo, de onde ele jamais voltar\u00e1 a surgir. Por outro lado, se a densidade do universo \u00e9 insuficiente para parar a expans\u00e3o, como parece mais prov\u00e1vel, ent\u00e3o as gal\u00e1xias ir\u00e3o transformar todos seus gases em estrelas e as estrelas ir\u00e3o se consumir. Em 10<sup>30<\/sup>\u00a0anos o universo ir\u00e1 consistir de 90% de estrelas mortas, 9% de buracos negros super-massivos e 1% de mat\u00e9ria at\u00f4mica. A f\u00edsica de part\u00edculas elementares sugere que depois os pr\u00f3tons ir\u00e3o se decair em el\u00e9trons e p\u00f3sitrons, tornando o espa\u00e7o cheio de um g\u00e1s rarefeito t\u00e3o ralo que a dist\u00e2ncia entre um el\u00e9tron e um p\u00f3sitron ser\u00e1 do tamanho da presente gal\u00e1xia. Em 10<sup>100<\/sup>anos, alguns cientistas acreditam que os buracos negros em si ir\u00e3o se dissipar em radia\u00e7\u00e3o e part\u00edculas elementares. Eventualmente toda mat\u00e9ria no universo frio, escuro e eternamente em expans\u00e3o, ser\u00e1 reduzida a um g\u00e1s ultra-ralo de part\u00edculas elementares e radia\u00e7\u00e3o. O equil\u00edbrio ir\u00e1 prevalecer, e todo o universo atingir\u00e1 o estado final, onde nenhuma mudan\u00e7a ocorrer\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o que precisa ser respondida \u00e9 esta: se, dado tempo suficiente, o universo ir\u00e1 atingir a morte t\u00e9rmica, ent\u00e3o porque n\u00e3o est\u00e1 agora em um estado de morte t\u00e9rmica se ele existiu por um tempo infinito? Se o universo n\u00e3o come\u00e7ou a existir, ent\u00e3o ele devia estar agora em um estado de equil\u00edbrio. Alguns te\u00f3ricos sugeriram que o universo escapa da morte t\u00e9rmica final ao oscilar do passado eterno ao futuro eterno. Mas j\u00e1 vimos que tal modelo parece ser fisicamente e observadamente invi\u00e1vel. Mas mesmo que evitemos tais considera\u00e7\u00f5es e imaginemos que o universo oscila, o fato \u00e9 que as propriedades termodin\u00e2micas deste modelo implicam o exato come\u00e7o do universo que seus proponentes tentam evitar. Pois as propriedades termodin\u00e2micas de um modelo oscilante s\u00e3o tais que o universo expande mais longe e mais longe a cada ciclo sucessivo. Portanto, quando se tra\u00e7a as expans\u00f5es de volta no tempo, eles se tornam menores e menores. Como um time cient\u00edfico explica, \u201cO efeito da produ\u00e7\u00e3o de entropia ser\u00e1 alargar a escala c\u00f3smica de ciclo a ciclo\u2026Portanto, olhando de volta no tempo, cada ciclo gerou menos entropia, teve um ciclo de tempo menor, e teve um fator de expans\u00e3o do ciclo menor do que o ciclo que o seguiu.\u201d\u00a0<sup>25<\/sup>. Novikov e Zeldovich do Instituto de Matem\u00e1tica Aplicada da Academia de Ci\u00eancias da URSS portanto concluem: \u201cO modelo multi-ciclo tem um futuro infinito, mas apenas um passado finito\u201d<sup>26<\/sup>. Como outro escritor aponta, o modelo oscilante do universo, portanto, ainda requer uma origem do universo anterior ao menor ciclo<sup>27<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, para qualquer cen\u00e1rio que algu\u00e9m escolha para o futuro do universo, a termodin\u00e2mica implica que o universo come\u00e7ou a existir. De acordo com o f\u00edsico P.C. Davies, o universo deve ter sido criado um tempo finito atr\u00e1s e est\u00e1 em um processo de t\u00e9rmino. Antes da cria\u00e7\u00e3o, o universo simplesmente n\u00e3o existia. Portanto, conclui Davies, mesmo que n\u00e3o gostemos, devemos concluir que a energia do universo foi de alguma maneira simplesmente \u201ccolocada\u201d na cria\u00e7\u00e3o como uma condi\u00e7\u00e3o inicial\u00a0<sup>28<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto temos confirma\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e filos\u00f3ficas para o in\u00edcio do universo. Com este fundamento, penso que estamos amplamente justificados em concluir pela verdade da premissa (2) que o universo come\u00e7ou a existir.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">PRIMEIRA PREMISSA<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A premissa (1) impressiona-me como relativamente incontroversa. Ela \u00e9 baseada na intui\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica de que algo n\u00e3o pode vir do nada. Portanto, qualquer argumento em favor do princ\u00edpio est\u00e1 sujeito a ser menos \u00f3bvio que o princ\u00edpio em si mesmo. At\u00e9 mesmo o grande c\u00e9tico David Hume admitiu que ele nunca afirmou uma proposi\u00e7\u00e3o t\u00e3o absurda como que algo possa vir \u00e0 exist\u00eancia sem uma causa; ele apenas negou que algu\u00e9m poderia\u00a0<em>provar<\/em>\u00a0o obviamente verdadeiro princ\u00edpio causal<sup>29<\/sup>. Com rela\u00e7\u00e3o ao universo, se originalmente n\u00e3o houve nada \u2013 nem Deus, nem espa\u00e7o, nem tempo -, ent\u00e3o como poderia o universo possivelmente vir a existir? A verdade do princ\u00edpio\u00a0<em>ex nihilo, nihil fit<\/em>\u00a0\u00e9 t\u00e3o \u00f3bvio que eu penso que somos justificados em abrir m\u00e3o de uma defesa elaborada da primeira premissa do argumento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, alguns pensadores, ao exercitarem evitar o te\u00edsmo impl\u00edcito nesta premissa dentro do presente contexto, sentiram compelidos a negar sua verdade. De maneira a evitar suas conclus\u00f5es te\u00edstas, Davies apresenta um cen\u00e1rio em que ele confessa que \u201cn\u00e3o deveria ser levado muito a s\u00e9rio\u201d, mas que parece exercer uma forte atra\u00e7\u00e3o para Davies<sup>30<\/sup>. Ele faz refer\u00eancia a uma teoria qu\u00e2ntica da gravidade de acordo com a qual o espa\u00e7o-tempo em si poderia trazer o n\u00e3o-causado \u00e0 exist\u00eancia do absolutamente nada. Enquanto admite que \u201cn\u00e3o h\u00e1 uma teoria qu\u00e2ntica da gravidade satisfat\u00f3ria,\u201d tal teoria \u201cpoderia permitir que o espa\u00e7o-tempo fosse criado e destru\u00eddo espontaneamente e sem uma causa da mesma maneira que part\u00edculas s\u00e3o criadas e destru\u00eddas espontaneamente e sem uma causa. A teoria iria implicar certa probabilidade determinada e matem\u00e1tica de que, por exemplo, uma bolha de espa\u00e7o iria aparecer onde nada havia antes. Portanto, o espa\u00e7o-tempo poderia sair do nada como resultado de uma transi\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica sem causa\u201d<sup>31<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em verdade, a cria\u00e7\u00e3o de pares de part\u00edculas n\u00e3o fornece analogia para este vir-a-ser\u00a0<em>ex-nihilo<\/em>\u00a0radical, como Davies parece sugerir. Este fen\u00f4meno qu\u00e2ntico, mesmo que fosse uma exce\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio de que todo evento tem uma causa, n\u00e3o fornece analogia para algo vindo \u00e0 exist\u00eancia do nada. Embora os f\u00edsicos falem disto como cria\u00e7\u00e3o de pares de part\u00edculas e destrui\u00e7\u00e3o, estes termos s\u00e3o filosoficamente enganosos, porque tudo o que realmente ocorre \u00e9 convers\u00e3o de energia em mat\u00e9ria ou vice versa. Como Davies admite, \u201cO processo descrito aqui n\u00e3o representa a cria\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria do nada, mas a convers\u00e3o de energia pr\u00e9-existente em forma de mat\u00e9ria.\u201d<sup>32<\/sup>\u00a0Portanto, Davies ilude grandemente seu leitor quando ele afirma que \u201cPart\u00edculas\u2026 podem aparecer do nada sem uma causa espec\u00edfica\u201d e novamente, \u201cAinda, o mundo da f\u00edsica qu\u00e2ntica produz rotineiramente algo do nada\u201d<sup>33<\/sup>\u00a0Ao contr\u00e1rio, o mundo da f\u00edsica qu\u00e2ntica\u00a0<em>nunca<\/em>\u00a0produz algo do nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, para considerar o caso em seus pr\u00f3prios m\u00e9ritos: a gravidade qu\u00e2ntica \u00e9 t\u00e3o pouco compreendida que o per\u00edodo anterior a 10<sup>-43<\/sup>\u00a0segundo que esta teoria espera descrever, tem sido comparada por um engra\u00e7adinho como as regi\u00f5es nos mapas dos antigos cart\u00f3grafos marcadas com \u201cAqui h\u00e1 drag\u00f5es\u201d: ele pode ser facilmente enchido com toda sorte de fantasias. De fato, n\u00e3o parece haver uma boa raz\u00e3o para se pensar que tal teoria iria envolver o tipo de vir-a-ser\u00a0<em>ex-nihilo<\/em>\u00a0espont\u00e2neo que Davies sugere. Uma teoria da gravidade qu\u00e2ntica tem sido o objetivo para arranjar uma teoria da gravidade baseada na troca de part\u00edculas (gravit\u00f5es) ao inv\u00e9s da geometria do espa\u00e7o, o que pode ser trazido para uma Teoria da Grande Unifica\u00e7\u00e3o que une todas as for\u00e7as da natureza em um estado super-sim\u00e9trico no qual uma for\u00e7a fundamental e um tipo simples de part\u00edcula existem. Mas n\u00e3o parece haver nada nisso que sugira a possibilidade do vir-a-ser\u00a0<em>ex-nihilo<\/em>\u00a0espont\u00e2neo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em verdade, n\u00e3o est\u00e1 de todo claro que a explica\u00e7\u00e3o de Davies seja at\u00e9 mesmo intelig\u00edvel. O que pode significar, por exemplo, atrav\u00e9s da afirma\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 uma probabilidade matem\u00e1tica de que o nada deveria gerar uma regi\u00e3o de espa\u00e7o-tempo \u201conde nada existia antes?\u201d Isto n\u00e3o pode significar que, dado tempo suficiente, uma regi\u00e3o do espa\u00e7o iria pular \u00e0 exist\u00eancia em certo lugar, j\u00e1 que nem o lugar e nem o tempo existem separados do espa\u00e7o-tempo. A no\u00e7\u00e3o de certa probabilidade de algo saindo do nada, portanto, parece incoerente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta linha de id\u00e9ias, sou lembrado de algumas observa\u00e7\u00f5es de A.N. Prior relacionadas ao argumento colocado por Jonathan Edwards contra algo vindo \u00e0 exist\u00eancia sem uma causa. Isto seria imposs\u00edvel, disse Edwards, pois ent\u00e3o seria inexplic\u00e1vel porque toda e qualquer coisa n\u00e3o poderiam ou n\u00e3o viriam chegar \u00e0 exist\u00eancia sem uma causa, j\u00e1 que antes de suas exist\u00eancias eles n\u00e3o possuem naturezas que poderiam controlar suas vindas-a-exist\u00eancia. Prior fez uma aplica\u00e7\u00e3o cosmol\u00f3gica do racioc\u00ednio de Edwards ao comentar sobre a teoria do estado estacion\u00e1rio quando esta postula a cria\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de \u00e1tomos de hidrog\u00eanio\u00a0<em>ex-nihilo<\/em>:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o faz parte da teoria de Hoyle que este processo seja sem causa, mas eu quero me definir melhor sobre isto, e dizer que se ele \u00e9 sem causa, ent\u00e3o o que se alega acontecer \u00e9 fant\u00e1stico e inacredit\u00e1vel. Se for poss\u00edvel que objetos \u2013 em verdade, objetos que realmente s\u00e3o objetos, \u201csubst\u00e2ncias possuidoras de capacidades\u201d \u2013 venham a existir sem uma causa, ent\u00e3o \u00e9 inacredit\u00e1vel que eles venham a se tornar objetos do mesmo tipo, ou seja, \u00e1tomos de hidrog\u00eanio. A natureza peculiar dos \u00e1tomos de hidrog\u00eanio n\u00e3o pode ser o que faz esse vir-a-exist\u00eancia poss\u00edvel para eles e nem para objetos de qualquer outro tipo; pois os \u00e1tomos de hidrog\u00eanio n\u00e3o possuem esta natureza at\u00e9 que eles venham a t\u00ea-la, isto \u00e9, at\u00e9 que suas vindas-a-exist\u00eancia tenham ocorrido. Este \u00e9 o argumento de Edwards, de fato, e aqui ele parece inteiramente convincente\u2026<sup>34<\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso em quest\u00e3o, se originariamente nada existia, ent\u00e3o por que o vazio deveria trazer \u00e0 exist\u00eancia o espa\u00e7o-tempo espontaneamente, ao inv\u00e9s de, digamos, \u00e1tomos de hidrog\u00eanio, ou at\u00e9 mesmo coelhos? Como algu\u00e9m pode falar da probabilidade de algo em particular pular para a exist\u00eancia a partir do nada?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Davies em certa ocasi\u00e3o pareceu responder que as leis da f\u00edsica s\u00e3o o fator de controle que determina o que ir\u00e1 saltar sem causa \u00e0 exist\u00eancia. \u201cMas qual das leis? Elas devem estar \u2018ali\u2019 para o in\u00edcio de modo que o universo possa vir a existir. A f\u00edsica qu\u00e2ntica deve existir (em algum sentido) de modo que a transi\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica possa gerar o cosmo em primeiro lugar\u201d<sup>35<\/sup>\u00a0Em verdade isto parece excessivamente estranho. Davies parece atribuir \u00e0s leis da natureza um tipo de status causal e ontol\u00f3gico tal que elas for\u00e7am um vir-a-ser espont\u00e2neo. Mas isto parece claramente enganoso: as leis da f\u00edsica n\u00e3o causam ou for\u00e7am nada por si mesmas; elas s\u00e3o apenas descri\u00e7\u00f5es proposicionais de certa forma e generalidade que ocorre no universo. E a quest\u00e3o que Edwards levanta \u00e9 por que, se n\u00e3o h\u00e1 absolutamente nada, seria verdade que qualquer coisa ao inv\u00e9s de outra deveria saltar \u00e0 exist\u00eancia sem uma causa? \u00c9 f\u00fatil dizer que de alguma forma pertence \u00e0 natureza do espa\u00e7o-tempo fazer isso, pois se n\u00e3o houvesse absolutamente nada ent\u00e3o n\u00e3o haveria nenhuma natureza para determinar que tal espa\u00e7o-tempo devesse vir a existir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 mesmo de forma mais fundamental, todavia, o que Davies antev\u00ea certamente \u00e9 tolice metaf\u00edsica.Apesar de seu cen\u00e1rio ser colocado como uma teoria cient\u00edfica, algu\u00e9m precisa ser corajoso o bastante para dizer que o Imperador n\u00e3o est\u00e1 vestindo nenhuma roupa. Ambas as condi\u00e7\u00f5es suficientes e necess\u00e1rias para o surgimento do espa\u00e7o-tempo existiam ou n\u00e3o; se existiam, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 verdade que nada existiu; se n\u00e3o existiam, ent\u00e3o parece ontologicamente imposs\u00edvel que algo deva surgir do absoluto nada. Chamar uma gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea \u00e0 exist\u00eancia do nada de \u201ctransi\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica\u201d ou atribu\u00ed-la a \u201cgravidade qu\u00e2ntica\u201d n\u00e3o explica nada; de fato, nesta teoria, n\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00e3o. Ela apenas acontece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece-me, portanto, que Davies n\u00e3o forneceu nenhuma base plaus\u00edvel para negar a verdade da primeira premissa do argumento cosmol\u00f3gico. Que tudo o que existe tem uma causa parece ser uma verdade ontologicamente necess\u00e1ria, uma que \u00e9 constantemente confirmada em nossa experi\u00eancia.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">CONCLUS\u00c3O<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dada a verdade das premissas (1) e (2), segue logicamente que (3) o universo deve ter uma causa para sua exist\u00eancia. De fato, penso que pode ser plausivelmente argumentado que a causa do universo deve ser um Criador pessoal. Pois como poderia um efeito temporal surgir de uma causa eterna? Se a causa fosse simplesmente um conjunto mec\u00e2nico e operacional de condi\u00e7\u00f5es suficientes e necess\u00e1rias que existem desde a eternidade, ent\u00e3o por que o efeito n\u00e3o existiria tamb\u00e9m desde a eternidade? Por exemplo, se a causa da \u00e1gua ser congelada \u00e9 a temperatura abaixo de zero grau, ent\u00e3o se a temperatura estivesse abaixo de zero grau desde a eternidade, qualquer \u00e1gua presente estaria congelada desde a eternidade. O \u00fanico meio de se obter uma causa eterna com um efeito temporal seria se a causa fosse um agente pessoal que livremente escolhe criar um efeito no tempo. Por exemplo, um homem sentado na eternidade pode querer se levantar; portanto, um efeito temporal pode surgir de um agente eternamente existente. De fato, o agente pode criar da eternidade um efeito temporal tal que nenhuma mudan\u00e7a no agente necessite ser concebida. Portanto, somos trazidos n\u00e3o somente \u00e0 primeira causa do universo, mas ao seu Criador pessoal.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">CONCLUS\u00c3O E SUM\u00c1RIO<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em conclus\u00e3o, vimos com base em argumentos filos\u00f3ficos e confirma\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que \u00e9 plaus\u00edvel que o universo teve um come\u00e7o. Dado o princ\u00edpio intuitivamente \u00f3bvio de que tudo que come\u00e7a a existir tem uma causa para sua exist\u00eancia, somos levados a concluir que o universo tem uma causa para a sua exist\u00eancia. Com base no nosso argumento, esta causa deve ser n\u00e3o-causada, eterna, imut\u00e1vel, atemporal e imaterial. Al\u00e9m disso, ela deve ser um agente pessoal que livremente escolhe criar um efeito no tempo. Portanto, com fundamento no argumento cosmol\u00f3gico de\u00a0<em>kalam<\/em>, concluo que \u00e9 racional crer que Deus existe.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">NOTAS<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"1\" name=\"1\"><\/a>1. G.W. Leibniz, \u201cThe Principles of Nature and of Grace, Based on Reason,\u201d in<em>Leibniz Selections<\/em>, ed. Philip P. Wiener, The Modern Student\u2019s Library (New York: Charles Scribner\u2019s Sons, 1951), p. 527.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"2\" name=\"2\"><\/a>2. Aristotle\u00a0<em>Metaphysica<\/em>\u00a0Lambda. l. 982b10-15.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"3\" name=\"3\"><\/a>3. Norman Malcolm,\u00a0<em>Ludwig Wittgenstein: A Memoir<\/em>\u00a0(London: Oxford University Press, 1958), p. 70.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"4\" name=\"4\"><\/a>4. J.J.C. Smart, \u201cThe Existence of God,\u201d\u00a0<em>Church Quarterly Review\u00a0<\/em>156 (1955): 194.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"5\" name=\"5\"><\/a>5. G.W. Leibniz,\u00a0<em>Theodicy: Essays on the Goodness of God, the Freedom of Man, and the Origin of Evil<\/em>, trans. E.M. Huggard (London: Routledge &amp; Kegan Paul, 1951), p. 127; cf. idem, \u201cPrinciples,\u201d p. 528.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"6\" name=\"6\"><\/a>6. John Hick, \u201cGod as Necessary Being,\u201d\u00a0<em>Journal of Philosophy<\/em>\u00a057 (1960): 733-4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"7\" name=\"7\"><\/a>7. David Hume,\u00a0<em>Dialogues concerning Natural Religion<\/em>, ed. com uma introdu\u00e7\u00e3o escrita por Norman Kemp Smith, Library of the Liberal Arts (Indianapolis: Bobbs-Merrill. 1947), p. 190.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"8\" name=\"8\"><\/a>8. Bertrand Russell and F.C. Copleston, \u201cThe Existence of God,\u201d in\u00a0<em>The Existence of God<\/em>, ed. com uma introdu\u00e7\u00e3o escrita por John Hick, Problems of Philosophy Series (New York: Macmillan &amp; Co., 1964), p. 175.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"9\" name=\"9\"><\/a>9. Vide William Lane Craig,\u00a0<em>The Cosmological Argument from Plato to Leibniz<\/em>, Library of Philosophy and Religion (London: Macmillan, 1980), pp. 48-58, 61-76, 98-104, 128-31.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"10\" name=\"10\"><\/a>10. Wallace Matson,\u00a0<em>The Existence of God\u00a0<\/em>(Ithaca, N.Y.: Cornell University Press, 1965), pp. 58-60.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"11\" name=\"11\"><\/a>11. J.L. Mackie,\u00a0<em>The Miracle of Theism (<\/em>Oxford: Clarendon Press, 1982), p. 93.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"12\" name=\"12\"><\/a>12. Quentin Smith, \u201cInfinity and the Past,\u201d\u00a0<em>Philosophy of Science<\/em>\u00a054 (1987): 69.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"13\" name=\"13\"><\/a>13. Richard Sorabji,\u00a0<em>Time, Creation and the Continuum\u00a0<\/em>(Ithaca, N.Y.: Cornell University Press, 1983), pp. 213, 222-3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"14\" name=\"14\"><\/a>14. Charles Hartshorne,\u00a0<em>Man\u2019s Vision of God and the Logic of Theism<\/em>\u00a0(Chicago: Willett, Clark, &amp; Co., 1941), p. 37.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"15\" name=\"15\"><\/a>15 G.J. Whitrow defende uma forma deste argumento que n\u00e3o pressup\u00f5e uma vis\u00e3o din\u00e2mica do tempo, afirmando que um passado infinito ainda teria que ser \u201cvivido atrav\u00e9s\u201d de qualquer ser consciente, eterno, mesmo que as s\u00e9ries de eventos f\u00edsicos tenham subsistido eternamente (G.J. Whitrow,\u00a0<em>The Natural Philosophy of Time<\/em>, 2d ed. [Oxford: Clarendon Press, 1980], pp. 28-32).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"16\" name=\"16\"><\/a>16. Mackie,\u00a0<em>Theism<\/em>, p. 93.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"17\" name=\"17\"><\/a>17. Sorabji, Time, Creation, and the Continuum, pp. 219-22.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"18\" name=\"18\"><\/a>18. K.R. Popper, \u201cOn the Possibility of an Infinite Past: a Reply to Whitrow,\u201d<em>British Journal for the Philosophy of Science\u00a0<\/em>29 (1978): 47-8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"19\" name=\"19\"><\/a>19. R.G. Swinburne, \u201cThe Beginning of the Universe,\u201d\u00a0<em>The Aristotelian Society<\/em>40 (1966): 131-2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"20\" name=\"20\"><\/a>20. Richard J. Gott,\u00a0<em>et.al.<\/em>, \u201cWill the Universe Expand Forever?\u201d\u00a0<em>Scientific American\u00a0<\/em>(March 1976), p. 65.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"21\" name=\"21\"><\/a>21. Fred Hoyle,\u00a0<em>From Stonehenge to Modern Cosmology<\/em>\u00a0(San Francisco: W.H. Freeman, 1972), p. 36.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"22\" name=\"22\"><\/a>22. Beatrice Tinsley, carta pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"23\" name=\"23\"><\/a>23. David N. Schramm and Gary Steigman, \u201cRelic Neutrinos and the Density of the Universe,\u201d\u00a0<em>Astrophysical Journal<\/em>\u00a0243 (1981): p. 1-7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"24\" name=\"24\"><\/a>24. Alan Sandage and G.A. Tammann, \u201cSteps Toward the Hubble Constant. VII,\u201d\u00a0<em>Astrophyscial Journal\u00a0<\/em>210 (1976): 23, 7; veja tamb\u00e9midem, \u201cSteps toward the Hubble Constant. VIII.\u201d\u00a0<em>Astrophysical Journal<\/em>\u00a0256 (1982): 339-45.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"25\" name=\"25\"><\/a>25. Duane Dicus,\u00a0<em>et.al.<\/em>\u00a0\u201cEffects of Proton Decay on the Cosmological Future.\u201d<em>Astrophysical Journal<\/em>\u00a0252 (1982): l, 8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"26\" name=\"26\"><\/a>26. I.D. Novikov e Ya. B. Zeldovich, \u201cPhysical Processes Near Cosmological Singularities,\u201d\u00a0<em>Annual Review of Astronomy and Astrophysics<\/em>\u00a011 (1973): 401-2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"27\" name=\"27\"><\/a>27. John Gribbin, \u201cOscillating Universe Bounces Back,\u201d\u00a0<em>Nature<\/em>\u00a0259 (1976): 16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"28\" name=\"28\"><\/a>28. P.C.W. Davies,\u00a0<em>The Physics of Time Asymmetry\u00a0<\/em>(London: Surrey University Press, 1974), p. 104.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"29\" name=\"29\"><\/a>29. David Hume para John Stewart, February, 1754, in\u00a0<em>The Letters of David Hume<\/em>, ed. J.Y.T. Greig (Oxford: Clarendon Press, 1932), 1:187.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"30\" name=\"30\"><\/a>30. Paul Davies,\u00a0<em>God and the New Physics<\/em>\u00a0(New York: Simon &amp; Schuster, 1983), p. 214.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"31\" name=\"31\"><\/a>31. Ibid., p. 215.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"32\" name=\"32\"><\/a>32. Ibid., p. 31.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"33\" name=\"33\"><\/a>33. Ibid., pp. 215, 216.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"34\" name=\"34\"><\/a>34. A.N. Prior, \u201cLimited Indeterminism,\u201d in\u00a0<em>Papers on Time and Tense<\/em>\u00a0(Oxford: Clarendon Press, 1968), p. 65.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"35\" name=\"35\"><\/a>35. Davies,\u00a0<em>God<\/em>, p. 217.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O artigo original est\u00e1\u00a0<a href=\"http:\/\/fiel.in\/1KDfhL3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n<p>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Material Extra (V\u00eddeos e Textos)&#8221;]<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">V\u00eddeos:<\/h2>\n<p id=\"watch-headline-title\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1LRRoAe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Deus Como a Primeira Causa \u2013 William Lane Craig e Robert Lawrence Kuhn<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1PBkmrC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00e3o Seria Anti-Cient\u00edfico Colocar Deus no Come\u00e7o do Universo? \u2013 William Lane Craig<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam para a Exist\u00eancia de Deus (<a href=\"http:\/\/fiel.in\/1jhtSFX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">parte 1<\/a>, <a href=\"http:\/\/fiel.in\/1LaGmf7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">parte 2<\/a>, <a href=\"http:\/\/fiel.in\/1jhtZl8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">parte 3<\/a>, <a href=\"http:\/\/fiel.in\/1VdijRo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">parte 4<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1KU8cKt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um minuto de Apolog\u00e9tica \u2013 O Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam \u2013 William Lane Craig<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1iA9Qpz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Qu\u00ea Causou Deus? \u2013 William Lane Craig<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Textos:<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1Vf088C\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Isa\u00edas Lob\u00e3o \u2013 Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1MtTEk7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">William Lane Craig \u2013 O Argumento da Conting\u00eancia<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Livros:<\/h2>\n<div class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p class=\"wp-caption-text\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/goo.gl\/9VA3Ex\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em Guarda &#8211; William Lane Craig (Vida Nova)<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p>[\/vc_toggle][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira um repert\u00f3rio de v\u00eddeos e textos de William Lane Craig argumentando em favor da exist\u00eancia de Deus usando o Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam.<\/p>\n","protected":false},"author":399,"featured_media":7335,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[136],"tags":[],"class_list":["post-7400","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-apologetica","tema-atributos-de-deus","tema-evangelizacao-e-missoes","categoria-videos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>William Lane Craig - Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Confira um repert\u00f3rio de v\u00eddeos e textos de William Lane Craig argumentando em favor da exist\u00eancia de Deus usando o Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"William Lane Craig - Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Confira um repert\u00f3rio de v\u00eddeos e textos de William Lane Craig argumentando em favor da exist\u00eancia de Deus usando o Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Voltemos Ao Evangelho\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/facebook.com\/voltemosaoevangelho\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2012-03-20T10:00:18+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2017-07-26T13:58:40+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"700\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"200\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"William Lane Craig\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@voltemos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@voltemos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"William Lane Craig\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"46 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"William Lane Craig\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/aaa2b4738ebc5238f1f26ffb7c6b5afa\"},\"headline\":\"William Lane Craig &#8211; Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam\",\"datePublished\":\"2012-03-20T10:00:18+00:00\",\"dateModified\":\"2017-07-26T13:58:40+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/\"},\"wordCount\":9149,\"commentCount\":7,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2012\\\/03\\\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1\",\"articleSection\":[\"Apolog\u00e9tica\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/\",\"name\":\"William Lane Craig - Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2012\\\/03\\\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1\",\"datePublished\":\"2012-03-20T10:00:18+00:00\",\"dateModified\":\"2017-07-26T13:58:40+00:00\",\"description\":\"Confira um repert\u00f3rio de v\u00eddeos e textos de William Lane Craig argumentando em favor da exist\u00eancia de Deus usando o Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2012\\\/03\\\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2012\\\/03\\\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1\",\"width\":\"700\",\"height\":\"200\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/03\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"William Lane Craig &#8211; Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/\",\"name\":\"Voltemos Ao Evangelho\",\"description\":\"um site crist\u00e3o por Cristo e pelo Evangelho\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#organization\",\"name\":\"Voltemos ao Evangelho\",\"url\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2015\\\/04\\\/ve-cr.png?fit=644%2C805&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2015\\\/04\\\/ve-cr.png?fit=644%2C805&ssl=1\",\"width\":644,\"height\":805,\"caption\":\"Voltemos ao Evangelho\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/facebook.com\\\/voltemosaoevangelho\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/voltemos\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/vevangelho\\\/\",\"https:\\\/\\\/pinterest.com\\\/voltemos\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/user\\\/VoltemosAoEvangelho\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/aaa2b4738ebc5238f1f26ffb7c6b5afa\",\"name\":\"William Lane Craig\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"http:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2015\\\/07\\\/William-Lane-Craig_avatar_1436812700-96x96.jpg\",\"url\":\"http:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2015\\\/07\\\/William-Lane-Craig_avatar_1436812700-96x96.jpg\",\"contentUrl\":\"http:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2015\\\/07\\\/William-Lane-Craig_avatar_1436812700-96x96.jpg\",\"caption\":\"William Lane Craig\"},\"description\":\"\u00c9 doutor em filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em teologia pela Universidade de Munique, na Alemanha. Atualmente leciona filosofia na Talbot School of Theology, na Calif\u00f3rnia, Estados Unidos. \u00c9 conferencista internacional e autor de dezenas de artigos e livros no campo da filosofia e da apolog\u00e9tica.\",\"url\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/autor\\\/william-lane-craig\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"William Lane Craig - Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam","description":"Confira um repert\u00f3rio de v\u00eddeos e textos de William Lane Craig argumentando em favor da exist\u00eancia de Deus usando o Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"William Lane Craig - Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam","og_description":"Confira um repert\u00f3rio de v\u00eddeos e textos de William Lane Craig argumentando em favor da exist\u00eancia de Deus usando o Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam.","og_url":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/","og_site_name":"Voltemos Ao Evangelho","article_publisher":"https:\/\/facebook.com\/voltemosaoevangelho","article_published_time":"2012-03-20T10:00:18+00:00","article_modified_time":"2017-07-26T13:58:40+00:00","og_image":[{"width":700,"height":200,"url":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1","type":"image\/jpeg"}],"author":"William Lane Craig","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@voltemos","twitter_site":"@voltemos","twitter_misc":{"Escrito por":"William Lane Craig","Est. tempo de leitura":"46 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/"},"author":{"name":"William Lane Craig","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#\/schema\/person\/aaa2b4738ebc5238f1f26ffb7c6b5afa"},"headline":"William Lane Craig &#8211; Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam","datePublished":"2012-03-20T10:00:18+00:00","dateModified":"2017-07-26T13:58:40+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/"},"wordCount":9149,"commentCount":7,"publisher":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1","articleSection":["Apolog\u00e9tica"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/","url":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/","name":"William Lane Craig - Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam","isPartOf":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1","datePublished":"2012-03-20T10:00:18+00:00","dateModified":"2017-07-26T13:58:40+00:00","description":"Confira um repert\u00f3rio de v\u00eddeos e textos de William Lane Craig argumentando em favor da exist\u00eancia de Deus usando o Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1","width":"700","height":"200"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/03\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-cosmologico-kalam\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"William Lane Craig &#8211; Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Cosmol\u00f3gico Kalam"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#website","url":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/","name":"Voltemos Ao Evangelho","description":"um site crist\u00e3o por Cristo e pelo Evangelho","publisher":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#organization","name":"Voltemos ao Evangelho","url":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ve-cr.png?fit=644%2C805&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ve-cr.png?fit=644%2C805&ssl=1","width":644,"height":805,"caption":"Voltemos ao Evangelho"},"image":{"@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/facebook.com\/voltemosaoevangelho","https:\/\/x.com\/voltemos","https:\/\/www.instagram.com\/vevangelho\/","https:\/\/pinterest.com\/voltemos\/","https:\/\/www.youtube.com\/user\/VoltemosAoEvangelho"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/#\/schema\/person\/aaa2b4738ebc5238f1f26ffb7c6b5afa","name":"William Lane Craig","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/William-Lane-Craig_avatar_1436812700-96x96.jpg","url":"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/William-Lane-Craig_avatar_1436812700-96x96.jpg","contentUrl":"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/William-Lane-Craig_avatar_1436812700-96x96.jpg","caption":"William Lane Craig"},"description":"\u00c9 doutor em filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em teologia pela Universidade de Munique, na Alemanha. Atualmente leciona filosofia na Talbot School of Theology, na Calif\u00f3rnia, Estados Unidos. \u00c9 conferencista internacional e autor de dezenas de artigos e livros no campo da filosofia e da apolog\u00e9tica.","url":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/autor\/william-lane-craig\/"}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p4MFiq-1Vm","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7400","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/399"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7400"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7400\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7400"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7400"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7400"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}