{"id":7613,"date":"2012-04-10T06:00:33","date_gmt":"2012-04-10T09:00:33","guid":{"rendered":"http:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/?p=7613"},"modified":"2017-07-26T10:58:00","modified_gmt":"2017-07-26T13:58:00","slug":"william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-teleologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/04\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-teleologico\/","title":{"rendered":"William Lane Craig &#8211; Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Teleol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Continuamos a s\u00e9rie de quatro postagens a respeito dos argumentos\u00a0em favor da exist\u00eancia de Deus que o fil\u00f3sofo crist\u00e3o\u00a0William Lane Craig apresenta, a saber:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1KGKaPJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Argumento Cosmol\u00f3gico<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1KU7DjU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Argumento Moral<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1KDf3DG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Argumento Teleol\u00f3gico<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/fiel.in\/2v7T6R8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Argumento Ontol\u00f3gico<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clique acima para navegar entre os argumentos.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_separator style=&#8221;double&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/fiel.in\/1KTa3iR\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5728\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/em-guarda-craig-e1320846909968.jpg?resize=106%2C163\" alt=\"em-guarda-craig\" width=\"106\" height=\"163\" \/><\/a>\u201cH\u00e1 quem pense que o chamado \u201cArgumento Teleol\u00f3gico\u201d da exist\u00eancia de Deus ficou no passado, com o exemplo do rel\u00f3gio, de Paley. O universo mecanicista, completamente previs\u00edvel e ordenado sob r\u00edgidas leis que poderiam ser plenamente concebidas pela ci\u00eancia e que funcionariam em qualquer lugar do cosmos \u00e9 uma id\u00e9ia que, como se sabe, n\u00e3o mais \u00e9 sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O homem foi \u201cdestronado\u201d de seu lugar de proemin\u00eancia, de acordo com o Darwinismo, e depois foram as \u201cleis da natureza\u201d, principalmente ap\u00f3s o advento da Mec\u00e2nica Qu\u00e2ntica e das distor\u00e7\u00f5es esquisitas da Relatividade Geral. Hoje, sabe-se que, quando se trata do muito grande ou do muito pequeno, as leis convencionais da F\u00edsica n\u00e3o valem, e \u00e9 necess\u00e1ria uma outra F\u00edsica\u2026 e assim foi no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, tem-se observado uma fina e quase impercept\u00edvel linha de condu\u00e7\u00e3o do fio da realidade, desde o micro at\u00e9 o macrocosmo; algo que tem sido negligenciado pelos entusiasmados darwinistas da atualidade. Uma l\u00f3gica fina que perpassa aspectos cosmol\u00f3gicos (da\u00ed as chamadas \u201cconstantes antropol\u00f3gicas\u201d da Cria\u00e7\u00e3o) e bioqu\u00edmicos, ou seja, por \u00e1reas distintas da Cria\u00e7\u00e3o que apologistas modernos t\u00eam tido at\u00e9 uma certa dificuldade em catalogar todo o material que tem dado suporte a especula\u00e7\u00f5es teleol\u00f3gicas modernas, o que seria imposs\u00edvel h\u00e1 duzentos ou trezentos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O v\u00eddeo a seguir \u00e9 um excerto de um debate em que o dr. Craig participou e no qual ele fala sobre a quest\u00e3o teleol\u00f3gica na \u00f3tica atual. Muito bom!\u201d (Artur Eduardo)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro \u201c<a class=\"external\" href=\"https:\/\/goo.gl\/9VA3Ex\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em Guarda<\/a>\u201d apresenta de forma simples e did\u00e1tica este argumento e muitos outros. Recomendamos para quem deseja se iniciar no assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dr. William Lane Craig possui doutorados pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e pela Universidade de Munique, na Alemanha.<\/em><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_separator style=&#8221;double&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text]<strong>O Argumento Teleol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>O ajuste fino do universo se deve a necessidade f\u00edsica, acaso ou design.<\/li>\n<li>\n<p>N\u00e3o se deve a necessidade f\u00edsica ou acaso.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p>Logo, o ajuste se deve a design.[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_video link=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6qy41YB4xfc&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text]<\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abaixo apresentamos um artigo de William Lane Craig sobre este argumento. O texto foi traduzido por Eliel Vieira e retirado do site\u00a0<a href=\"http:\/\/fiel.in\/1FllEGZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ibpan.com.br<\/a>.\u00a0Clique para expandir.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_toggle title=&#8221;Explana\u00e7\u00e3o do Argumento Teleol\u00f3gico&#8221;]<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O Argumento Teleol\u00f3gico do \u201cAjuste Fino\u201d<\/h2>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegamos agora ao argumento teleol\u00f3gico, ou o argumento para o design. Embora os defensores do chamado movimento Design Inteligente t\u00eam continuado a tradi\u00e7\u00e3o de focar em exemplos de design em sistemas biol\u00f3gicos, o ponto de corte da discuss\u00e3o contempor\u00e2nea se concentra no extraordin\u00e1rio ajuste fino do cosmo para a exist\u00eancia de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de discutirmos este argumento, \u00e9 importante entender que por \u201cfinamente ajustado\u201d, ningu\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 querendo dizer \u201cprojetado\u201d (do contr\u00e1rio o argumento seria obviamente circular). \u00a0Na verdade, durante os \u00faltimos cinquenta anos os cientistas t\u00eam descoberto que a exist\u00eancia de vida inteligente depende de um equil\u00edbrio complexo e delicado das condi\u00e7\u00f5es iniciais simplesmente dadas no pr\u00f3prio Big Bang. Este equil\u00edbrio \u00e9 conhecido como \u201cajuste fino\u201d do universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ajuste fino \u00e9 de dois tipos. Primeiro, quando as leis da natureza s\u00e3o expressas como equa\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas voc\u00ea encontrar\u00e1 nelas certas constantes, como a constante que representa a for\u00e7a da gravidade. Estas constantes n\u00e3o s\u00e3o determinadas pelas leis da natureza. As leis da natureza s\u00e3o consistentes com uma ampla gama de valores para estas constantes. Segundo, em adi\u00e7\u00e3o a estas constantes, existem certas quantidades arbitr\u00e1rias colocadas como condi\u00e7\u00f5es iniciais sobre as quais as leis da natureza operam, por exemplo, a quantidade de entropia ou o equil\u00edbrio entre mat\u00e9ria e antimat\u00e9ria no universo. Agora, todas estas constantes e quantidades arbitr\u00e1rias se encaixam em uma extraordin\u00e1ria faixa estreita de valores que permitem a exist\u00eancia de vida. Se estas constantes ou quantidades fossem alteradas em menos do que a largura de um fio de cabelo, o equil\u00edbrio que permite a exist\u00eancia de vida seria destru\u00eddo e nenhum organismo de qualquer esp\u00e9cie poderia existir. [1]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, uma mudan\u00e7a no vigor da for\u00e7a at\u00f4mica de uma parte em 10<sup>100<\/sup>\u00a0teria impedido a exist\u00eancia de vida no universo. A constante cosmol\u00f3gica que conduz a infla\u00e7\u00e3o do universo e que \u00e9 respons\u00e1vel pela recente descoberta acelera\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o do universo \u00e9 inexplicavelmente ajustada para cerca de uma parte em 10<sup>120<\/sup>. Roger Penrose da Universidade de Oxford calculou que as excentricidades da condi\u00e7\u00e3o de baixa entropia do Big Bang serem por mero acaso s\u00e3o da ordem de uma parte em 10<sup>10(123)<\/sup>. Penrose comenta, \u201cEu n\u00e3o consigo me lembrar de qualquer outra coisa na f\u00edsica cuja exatid\u00e3o se aproxime, mesmo que remotamente, de uma parte em 10<sup>10(123)\u00a0<\/sup>\u201d[2]. E n\u00e3o se trata de apenas uma constante ou quantidade arbitr\u00e1ria ser requintadamente ajustada para dado valor; as rela\u00e7\u00f5es das constantes e quantidades umas com as outras precisam de igual modo ser finamente ajustadas. Assim, improbabilidade \u00e9 multiplicada por improbabilidade at\u00e9 que nossas mentes se percam em n\u00fameros t\u00e3o incompreens\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, quando os cientistas dizem que o universo \u00e9 \u201cfinamente ajustado\u201d para a exist\u00eancia de vida, eles n\u00e3o querem dizer que ele foi \u201cprojetado\u201d; eles querem dizer que pequenos desvios dos valores reais das constantes e quantidades arbitr\u00e1rias da natureza proibiriam o universo de abrigar vida ou, alternativamente, que a s\u00e9rie de valores que permitem vida ao universo \u00e9 incompreens\u00edvelmente estreita em compara\u00e7\u00e3o com a quantidade de valores que poderiam ser assumidos. O pr\u00f3prio Dawkins, citando o trabalho do astr\u00f4nomo real Sir Martin Rees, reconhece que o universo exibe este extraordin\u00e1rio ajuste fino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, aqui est\u00e1 uma formula\u00e7\u00e3o simples do argumento teleol\u00f3gico baseado no ajuste fino do universo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. O ajuste fino do universo se deve a necessidade f\u00edsica, acaso ou design.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. N\u00e3o se deve a necessidade f\u00edsica ou acaso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Logo, o ajuste se deve a design.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Premissa 1<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A premissa 1 simplesmente lista as tr\u00eas possibilidades para explicar a presen\u00e7a deste incr\u00edvel ajuste fino no universo: necessidade f\u00edsica, acaso ou design. A primeira alternativa defende que exista alguma \u201cTeoria do Tudo\u201d ainda desconhecida que explicaria a maneira pela qual o universo \u00e9. Ele tinha que ser desta forma, e n\u00e3o havia a menor possibilidade do universo n\u00e3o ser como ele \u00e9, permitindo a exist\u00eancia de vida. Em contraste, a segunda alternativa estabelece que o fino ajuste se deve inteiramente ao acaso. Trata-se apenas de um acidente o fato do universo permitir a exist\u00eancia de vida, e n\u00f3s somos os sortudos benefici\u00e1rios deste acidente. A terceira op\u00e7\u00e3o rejeita ambas afirma\u00e7\u00f5es anteriores em favor de uma Mente inteligente detr\u00e1s do cosmo, que projetou o universo para que ele permitisse a exist\u00eancia de vida. A quest\u00e3o \u00e9: qual destas alternativas \u00e9 a melhor explica\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Premissa 2<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A premissa 2 do argumento responde a esta quest\u00e3o. Considere as tr\u00eas alternativas. A primeira, necessidade f\u00edsica, \u00e9 extremamente implaus\u00edvel porque, como vimos, as constantes e as quantidades s\u00e3o independentes das leis da natureza. Assim, por exemplo, a candidata mais promissora \u00e0 Teoria do Tudo at\u00e9 o momento, a Teoria das Super Cordas ou Teoria M, falha em predizer a singularidade do nosso universo. A Teoria das Cordas permite uma \u201cpaisagem c\u00f3smica\u201d de cerca de 10<sup>500<\/sup>\u00a0universos diferentes poss\u00edveis governados pelas presentes leis da natureza, assim, nada faz para atribuir necessidade f\u00edsica aos valores e constantes observados. Com respeito a esta primeira alternativa, Dawkins observa que Sir Martin Rees rejeita esta explica\u00e7\u00e3o, e Dawkins diz, \u201cacho que concordo com eles [os que rejeitam esta explica\u00e7\u00e3o]\u201d [3].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim o que podemos dizer da segunda alternativa, de que o ajuste fino do universo se deve ao acaso? O problema com esta alternativa \u00e9 que os pontos contra a possibilidade do universo permitir vida s\u00e3o t\u00e3o incompreensivelmente grandes que n\u00e3o podem ser encarados racionalmente. Mesmo que existisse um grande n\u00famero de universos dentro da paisagem c\u00f3smica, mesmo assim o n\u00famero de mundos que permitiriam a exist\u00eancia de vida seria incomensuravelmente pequeno se comparado \u00e0 paisagem completa, assim, a exist\u00eancia de um universo que permite a exist\u00eancia de vida \u00e9 fantasticamente improv\u00e1vel. Estudantes ou leigos que alegremente declaram, \u201cIsto poderia ter ocorrido pelo acaso!\u201d simplesmente n\u00e3o tem id\u00e9ia da precis\u00e3o fant\u00e1stica dos requisitos de ajuste fino para a exist\u00eancia de vida. Eles nunca abra\u00e7ariam tal hip\u00f3tese em qualquer outra \u00e1rea de suas vidas \u2013 por exemplo, como um carro apareceu em sua garagem da noite para o dia.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">A Defesa do Acaso por Dawkins<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fim de resgatar a alternativa do acaso, seus proponentes t\u00eam sido for\u00e7ados a adotar a hip\u00f3tese de que existe um n\u00famero infinito de universos aleat\u00f3rios compondo um tipo de conjunto de mundos, ou multiverso, do qual o nosso universo \u00e9 apenas uma parte. Em algum lugar neste conjunto de mundos, universos finamente ajustados para a exist\u00eancia de vidav\u00e3o aparecer pelo mero acaso, e aconteceu de n\u00f3s estarmos em um destes mundos. Esta \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o que Dawkins considera mais plaus\u00edvel [4].<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">Um Multiverso \u00e9 \u201cN\u00e3o-Parcimonioso\u201d?<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui Dawkins \u00e9 bem sens\u00edvel em definir a postula\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios universos existindo como bolhas de sab\u00e3o, como ele t\u00e3o gentilmente colocou, um \u201cluxo extravagante\u201d. Mas ele replica, \u201cO multiverso pode parecer extravagante no mero n\u00famero de universos. Mas, se cada um desses universos for simples em suas leis fundamentais, n\u00e3o estamos postulando nada de muito improv\u00e1vel\u201d. [5]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta resposta \u00e9 multiplamente confusa. Primeiro, cada universo do multiverso n\u00e3o \u00e9 simples, mas caracterizado por uma multiplicidade de constantes e quantidades independentes. Se cada universo fosse simples, ent\u00e3o porque Dawkins sentiria a necessidade de recorrer \u00e0 hip\u00f3tese do multiverso em primeiro lugar? Al\u00e9m disto, n\u00e3o se trata da simplicidade das leis fundamentais, porque todos os universos no conjunto de mundos s\u00e3o caracterizados pelas mesmas leis \u2013 eles diferem entre si nos valores das constantes e de suas quantidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, Dawkins assume que a simplicidade do todo \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o da simplicidade das partes. Obviamente isto \u00e9 um erro. Um mosaico complexo de uma face romana, por exemplo, \u00e9 constru\u00eddo por um grande n\u00famero de pe\u00e7as individualmente simples e monocrom\u00e1ticas. Da mesma forma, um conjunto de universos simples continuaria sendo complexo se estes universos variassem nos valores de suas constantes e quantidades, al\u00e9m de todos compartilharem dos mesmos valores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Terceiro, a Navalha de Ockham nos fala que n\u00e3o devemos multiplicar entidades explicativas al\u00e9m do necess\u00e1rio, mas o n\u00famero de universos que est\u00e3o sendo postulados apenas para explicar o ajuste fino do nosso universo \u00e9 algo extraordinariamente extravagante. Apelar para o multiverso ao explicar a apar\u00eancia de design do nosso universo \u00e9 como utilizar uma marreta para quebrar a casca de um amendoim!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quarto, Dawkins tenta minimizar a extravag\u00e2ncia do multiverso afirmando que a despeito dele ter um n\u00famero extravagante de entidades, tal multiverso n\u00e3o \u00e9 altamente improv\u00e1vel. N\u00e3o est\u00e1 claro onde esta resposta se torna relevante ou at\u00e9 mesmo o que ela significa. Pois a obje\u00e7\u00e3o que esta sendo considerada n\u00e3o \u00e9 que o multiverso seja improv\u00e1vel, mas que ele \u00e9 extravagante e n\u00e3o-parcimonioso. Dizer que o multiverso n\u00e3o \u00e9 altamente improv\u00e1vel \u00e9 falhar em comentar a real obje\u00e7\u00e3o. E mais, \u00e9 dif\u00edcil saber sobre qual probabilidade Dawkins est\u00e1 falando aqui. Parece que ele est\u00e1 falando sobre a probabilidade intr\u00ednseca do multiverso, considerada aparte da evid\u00eancia do ajuste fino. Mas como tal probabilidade pode ser determinada? Pela simplicidade? Mas o problema \u00e9 que Dawkins n\u00e3o nos mostrou como a hip\u00f3tese de um conjunto de universos existir possa ser simples.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">A Sugest\u00e3o de Dawkins Sobre um Mecanismo que Gerasse Universos<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que Dawkins parece dizer, ao que me parece, \u00e9 que o multiverso pode ser simples se existir um mecanismo simples que atrav\u00e9s de um processo repetitivo gerasse muitos universos. Desta forma o gigantesco n\u00famero de entidades postuladas n\u00e3o seria um \u00f4nus \u00e0 teoria porque todas as entidades surgiram de um mecanismo simples e fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Um Modelo Oscilante do Universo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim sendo, que mecanismo Dawkins sugere para que se explique o surgimento de um conjunto ordenado, infinito e aleat\u00f3rio de universos. Primeiro, ele sugere um modelo oscilante de universo, no qual<\/p>\n<blockquote><p>nosso tempo e espa\u00e7o realmente come\u00e7aram no nosso big bang, mas foi apenas o mais recente numa longa s\u00e9rie de big bangs, cada um iniciado pelo big crunch que encerrou o universo anterior da s\u00e9rie. Ningu\u00e9m entende o que acontece em singularidades como o big bang, portanto \u00e9 conceb\u00edvel que as leis e as constantes sejam zeradas e tenham novos valores a cada vez. Se os ciclos de bang-expans\u00e3o-contra\u00e7\u00e3o-crunch v\u00eam acontecendo deste sempre, como num acorde\u00e3o c\u00f3smico, temos uma vers\u00e3o seriada, e n\u00e3o paralela, de multiverso. [6]<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aparentemente Dawkins n\u00e3o est\u00e1 ciente das muitas dificuldades dos modelos oscilat\u00f3rios de universo, que t\u00eam tornado os cosm\u00f3logos contempor\u00e2neos c\u00e9ticos em rela\u00e7\u00e3o a eles. Nos anos 60 e 70, alguns te\u00f3ricos propuseram modelos de oscila\u00e7\u00e3o para o universo em uma tentativa de evitar a singularidade inicial predita pelo modelo padr\u00e3o. Os prospectos de tais modelos, entretanto, foram severamente esmaecidos em 1970 pela formula\u00e7\u00e3o de Stephen Hawkins e Roger Penrose dos teoremas da singularidade, que levaram seus nomes. Os teoremas mostraram que em condi\u00e7\u00f5es bem gerais, uma singularidade c\u00f3smica inicial \u00e9 inevit\u00e1vel. Uma vez que \u00e9 imposs\u00edvel estender o espa\u00e7otempo da singularidade para o estado anterior, o teorema Hawking-Penrose da singularidade implica o in\u00edcio absoluto do universo. Refletindo no impacto desta descoberta, Hawking observa que o teorema Hawking-Penrose da singularidade \u201cnos leva a abandonar as tentativas (principalmente dos russos) de argumentar que houve uma fase anterior de contra\u00e7\u00e3o e um ressalto n\u00e3o-singular para a expans\u00e3o. Digo isto embora quase todo mundo acredite atualmente que o universo e o pr\u00f3prio tempo tiveram um come\u00e7o no big bang\u201d. [7] \u00a0Dawkins aparentemente trabalha sobre a ilus\u00e3o de que a singularidade n\u00e3o estabelece um limite para espa\u00e7o e tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disto, a evid\u00eancia da astronomia observacional tem estado constantemente contr\u00e1ria a hip\u00f3tese de que o universo ir\u00e1 algum dia se recontrair em um Big Chunch. As tentativas de descobrir a massa densa o suficiente para gerar a atra\u00e7\u00e3o gravitacional requerida para parar e reverter a expans\u00e3o de forma continua come\u00e7aram recentemente. Na verdade, as observa\u00e7\u00f5es recentes de supernovas indicam que \u2013 longe de diminuir sua velocidade \u2013 a expans\u00e3o c\u00f3smica esta na verdade se acelerando! Existe alguma esp\u00e9cie de \u201cenergia negra\u201d misteriosa na forma de campo de energia vari\u00e1vel (chamada \u201cquintess\u00eancia\u201d) ou, mais provavelmente, a constante cosmol\u00f3gica positiva ou a energia do v\u00e1cuo tem feito com que a expans\u00e3o acontecesse mais rapidamente. Se a energia negra indica a exist\u00eancia de uma constante cosmol\u00f3gica positiva (como a evid\u00eancia tem cada vez mais sugerido), ent\u00e3o o universo vai expandir para sempre. De acordo com o site da NASA para o Wilkinson Microwave Anisotropy Probe, \u201cPois a teoria que se encaixa nos nossos dados \u00e9 que o universo vai se expandir para sempre\u201d. [8]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do mais, a parte de todas as dificuldades f\u00edsicas que confrontam os modelos oscilat\u00f3rios, as propriedades termodin\u00e2micas de tais modelos implicam o in\u00edcio absoluto do universo que seus proponentes tentam evitar. Pois a entropia \u00e9 conservada de c\u00edrculo a c\u00edrculo nestes modelos, onde possui o efeito de gerar oscila\u00e7\u00f5es maiores com cada c\u00edrculo sucessivo. Como um time de cientistas explica, \u201cO efeito da produ\u00e7\u00e3o de entropia ser\u00e1 de forma a alargar a escala c\u00f3smica, de c\u00edrculo a c\u00edrculo. [\u2026] Assim, pesquisando de volta no tempo, cada c\u00edrculo geraria menos entropia, teria um c\u00edrculo de tempo menor, e teria um menor fator de expans\u00e3o do que o c\u00edrculo que seguiu a ele\u201d. [9] \u00a0Assim, ao tra\u00e7ar as oscila\u00e7\u00f5es de volta no tempo, elas ficar\u00e3o cada vez menores at\u00e9 alcan\u00e7ar uma oscila\u00e7\u00e3o primeira e \u00ednfima. Zeldovich e Novikov ent\u00e3o concluem, \u201cO modelo do multic\u00edrculo possui um futuro infinito, mas um passado finito\u201d. [10] Na verdade, o \u00a0astr\u00f4nomo Joseph Silk estima com base nos atuais n\u00edveis de entropia que o universo n\u00e3o pode ter \u00a0tido mais de 100 oscila\u00e7\u00f5es anteriores [11]. Isto est\u00e1 longe do necess\u00e1rio para gerar o tipo de multiverso serial imaginado por Dawkins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, mesmo se o universo pudesse ter oscilado de um passado eterno, tal universo requereria um ajuste fino infinito de suas condi\u00e7\u00f5es iniciais a fim de que ele continuasse existindo ap\u00f3s infinitos n\u00fameros de ressaltos sucessivos. Assim, o mecanismo que Dawkins sonha que pudesse gerar seus muitos mundos n\u00e3o \u00e9 simples, mas o oposto. Al\u00e9m disto, tal universo envolve um ajuste fino de um tipo bastante bizarro, uma vez que suas condi\u00e7\u00f5es iniciais devem ser ajustadas nas \u00ednfimas partes. Mas como isto pode ser poss\u00edvel se n\u00e3o houve um come\u00e7o algum?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando para a discuss\u00e3o dos modelos oscilat\u00f3rios do universo, o cosm\u00f3logo qu\u00e2ntico Christopher Isham medita,<\/p>\n<blockquote><p>Talvez o melhor argumento a favor da tese de que o Big Bang suporta o te\u00edsmo \u00e9 o claro desconforto com o que ele \u00e9 recebido por alguns f\u00edsicos ateus. \u00c0s vezes ela gerou id\u00e9ias cient\u00edficas, como a cria\u00e7\u00e3o cont\u00ednua ou um universo oscilat\u00f3rio, sendo avan\u00e7adas com uma tenacidade que excede tanto seus valores intr\u00ednsecos que se pode apenas suspeitar da opera\u00e7\u00e3o de for\u00e7as psicol\u00f3gicas repousando bem mais profundamente do que o usual desejo acad\u00eamico de um teorista em defender sua teoria. [12]<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de Dawkins n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil discernir estas for\u00e7as psicol\u00f3gicas trabalhando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A Cosmologia Evolucion\u00e1ria de Lee Smolin<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Segundo mecanismo sugerido por Dawkins para a gera\u00e7\u00e3o do multiverso \u00e9 a cosmologia evolucion\u00e1ria de Lee Smolin. Smolin imagina um cen\u00e1rio, Dawkins explica, de acordo com o qual\u00a0universos-filhos nascem de universos pais, n\u00e3o num big crunch completo, mas de modo mais local, em buracos negros. Smolin acrescenta uma forma de hereditariedade: as constantes fundamentais de um universo-filho s\u00e3o vers\u00f5es ligeiramente \u201cmutadas\u201d das constantes de seu progenitor\u2026 Os universos que t\u00eam o necess\u00e1rio para \u201csobreviver\u201d e \u201creproduzir-se\u201d acabam predominando no multiverso. O \u201cnecess\u00e1rio\u201d inclui durar tempo suficiente para se \u201creproduzir\u201d. Como o ato da reprodu\u00e7\u00e3o acontece nos buracos negros, os universos bem-sucedidos precisam ter o necess\u00e1rio para criar buracos negros. Essa capacidade exige v\u00e1rias outras propriedades. Por exemplo, a tend\u00eancia da mat\u00e9ria de se condensar em nuvens e depois em estrelas \u00e9 um pr\u00e9-requisito para produzir buracos negros. As estrelas\u2026 s\u00e3o precursoras do desenvolvimento de uma qu\u00edmica interessante, e portanto da vida. Assim, sugere Smolin, houve uma sele\u00e7\u00e3o natural darwiniana de universos no multiverso, favorecendo diretamente a evolu\u00e7\u00e3o da fecundidade nos buracos negros e indiretamente a produ\u00e7\u00e3o de vida. [13]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dawkins reconhece que \u201cnem todos os f\u00edsicos\u201d est\u00e3o entusiasmados com o cen\u00e1rio proposto por Smolin. Eufemismo! O cen\u00e1rio de Smolin, a parte de ele ser ad hoc e por se sustentar em conjecturas que j\u00e1 foram descartadas pela ci\u00eancia, encontra dificuldades insuper\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro, uma falha fatal no cen\u00e1rio de Smolin \u00e9 sua pressuposi\u00e7\u00e3o de que universos ajustados para produ\u00e7\u00e3o de buracos negros seriam tamb\u00e9m ajustados para a produ\u00e7\u00e3o de estrelas est\u00e1veis. Na verdade, o exato oposto \u00e9 verdadeiro: os mais eficientes geradores de buracos negros seriam os universos que gerassem buracos negros primordiais antes da forma\u00e7\u00e3o das estrelas, sendo assim universos que pudessem gerar vida seriam capinados pelo cen\u00e1rio cosmol\u00f3gico evolucion\u00e1rio de Smolin. Sendo assim, segue que o cen\u00e1rio de Smolin na verdade tornaria ainda mais improv\u00e1vel a exist\u00eancia de um universo que pudesse gerar vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, especula\u00e7\u00f5es sobre universos carregando \u201cbeb\u00eas universos\u201d via buracos negros contradizem o conhecimento estabelecido da f\u00edsica qu\u00e2ntica. A conjectura de que buracos negros podem ser portais de wormholes [14] atrav\u00e9s dos quais bolhas de energia de falso v\u00e1cuo podem atravessar para criar novos beb\u00eas universos foi o assunto de uma aposta entre Stephen Hawking e John Preskill. Em 2004 Hawking finalmente admitiu, em um evento muito comentando pela imprensa, que ele perdeu. [15] A conjectura exige que a informa\u00e7\u00e3o trancada em um buraco negro se perdesse completamente e para sempre ao escapar para outro universo. Hawking finalmente veio a concordar que a teoria qu\u00e2ntica exige que a informa\u00e7\u00e3o seja preservada na forma\u00e7\u00e3o e evapora\u00e7\u00e3o de um buraco negro. As implica\u00e7\u00f5es? \u201cN\u00e3o existe universo beb\u00ea se ramificando, como eu pensava. A informa\u00e7\u00e3o permanece firmemente em nosso universo. Sinto muito em desapontar os f\u00e3s de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas se a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 preservada, n\u00e3o existe possibilidade de usar buracos negros para viajar para outros universos\u201d. [16] Isto significa que o cen\u00e1rio de Smolin \u00e9 fisicamente imposs\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes foram os \u00fanicos mecanismos sugeridos por Dawkins para a gera\u00e7\u00e3o de universos ordenados e aleat\u00f3rios. Nenhum deles \u00e9 sequer defens\u00e1vel, muito menos simples. Dawkins, portanto, falhou ao devolver a obje\u00e7\u00e3o de que a postula\u00e7\u00e3o de multiversos ordenados e aleat\u00f3rios \u00e9 um \u201cluxo extravagante\u201d.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">Outras Obje\u00e7\u00f5es ao Multiverso<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas existem ainda obje\u00e7\u00f5es formid\u00e1veis para a infer\u00eancia do multiverso, aparentemente desconhecidas a Dawkins. Primeiro, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia independente de que o multiverso exista, muito menos que ele seja aleatoriamente ordenado e infinito. Lembre-se que Borde, Guth e Vilenkin provaram que qualquer universo em um estado de total expans\u00e3o n\u00e3o pode ter um passado infinito. O teorema deles se aplica ao multiverso tamb\u00e9m. Portanto, uma vez que o passado do multiverso \u00e9 finito, apenas um n\u00famero finito de outros mundos pode ter sido gerado at\u00e9 agora, portanto n\u00e3o h\u00e1 garantias de que um mundo finamente ajustado apareceria no multiverso. Em contraste, n\u00f3s temos evid\u00eancias independentes para a exist\u00eancia de um Projetista c\u00f3smico, a saber, os outros argumentos para a exist\u00eancia de Deus que n\u00f3s discutimos. Desta forma, levando tudo isto em considera\u00e7\u00e3o, o te\u00edsmo \u00e9 a melhor explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, se nosso universo \u00e9 apenas um membro aleat\u00f3rio dentro de um conjunto de universos, ent\u00e3o \u00e9 infinitamente mais prov\u00e1vel que n\u00f3s dever\u00edamos estar observando um universo muito diferente do que o que n\u00f3s de fato estamos observando. Roger Penrose apresentou esta obje\u00e7\u00e3o com for\u00e7a. [17] Ele calculou que \u00e9 inconcebivelmente mais prov\u00e1vel que um sistema solar completo se forme atrav\u00e9s de colis\u00f5es aleat\u00f3rias de part\u00edculas do que que um universo finamente ajustado exista. Portanto, se nosso universo fosse apenas um membro aleat\u00f3rio de um multiverso, ent\u00e3o \u00e9 incalculavelmente mais prov\u00e1vel que n\u00f3s estiv\u00e9ssemos observando um universo n\u00e3o mais ordenado do que nosso sistema solar. Ou ainda, se nosso universo fosse um membro qualquer de um multiverso, ent\u00e3o n\u00f3s dever\u00edamos estar observando eventos extraordin\u00e1rios como cavalos vindo a existir atrav\u00e9s de colis\u00f5es de part\u00edculas aleat\u00f3rias ou m\u00e1quinas de movimento perp\u00e9tuo, uma vez que tais coisas s\u00e3o muito mais prov\u00e1veis do que todas as constantes e quantidades do universo encaixando como luva, apenas pelo acaso, com os valores infinitesimais que permitem a exist\u00eancia de vida. Universos observ\u00e1veis como aqueles seriam muito mais comuns no multiverso do que mundos como o nosso, portanto, deveriam ser observados por n\u00f3s. N\u00f3s n\u00e3o temos tais observa\u00e7\u00f5es, o que refuta fortemente a hip\u00f3tese do multiverso. No ate\u00edsmo, pelo menos, \u00e9 mais prov\u00e1vel que n\u00e3o exista multiverso.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Conclus\u00e3o<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ajuste fino do universo \u00e9, portanto, n\u00e3o ocorre por necessidade f\u00edsica nem acaso. Segue-se, portanto, que o ajuste fino \u00e9 devido ao design, a n\u00e3o ser que a hip\u00f3tese do design possa ser demonstrada como ainda mais implaus\u00edvel do que seus advers\u00e1rios.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A Cr\u00edtica de Dawkins ao Design<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dawkins afirma que a alternativa do design \u00e9, na verdade, inferior \u00e0s hip\u00f3teses de multiverso. Sumarizando o que ele chama de \u201cargumento central do meu livro\u201d, ele argumenta,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Um dos grandes desafios ao intelecto humano vem sendo explicar de onde vem a apar\u00eancia complexa e improv\u00e1vel de design no universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. A tenta\u00e7\u00e3o natural \u00e9 atribuir a apar\u00eancia de design e um design verdadeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. A tenta\u00e7\u00e3o \u00e9 falsa, porque a hip\u00f3tese de que haja um projetista suscita imediatamente o problema maior sobre quem projetou o projetista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. O guindaste mais engenhoso e poderoso descoberto at\u00e9 agora \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o darwiniana, pela sele\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. N\u00f3s n\u00e3o temos ainda um guindaste equivalente para a f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. N\u00f3s n\u00e3o podemos perder a esperan\u00e7a de que surja um guindaste melhor na f\u00edsica, algo t\u00e3o poderoso quanto o darwinismo \u00e9 para a biologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7. Portanto, Deus quase com certeza n\u00e3o existe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este argumento \u00e9 incr\u00edvel porque a conclus\u00e3o ate\u00edsta, \u201cPortanto, Deus quase com certeza n\u00e3o existe\u201d n\u00e3o segue das seis premissas anteriores mesmo que concedamos que cada uma delas seja verdadeira e justificada. No m\u00e1ximo, a conclus\u00e3o \u00e9 que n\u00f3s n\u00e3o podemos inferir a exist\u00eancia de Deus com base a apar\u00eancia de design no universo. Mas esta conclus\u00e3o \u00e9 bem compat\u00edvel com a exist\u00eancia de Deus e at\u00e9 mesmo com nossa cren\u00e7a em Deus sendo justificada sobre outras bases. A rejei\u00e7\u00e3o do argumento do design para a exist\u00eancia de Deus n\u00e3o faz nada para provar que Deus n\u00e3o existe ou at\u00e9 mesmo que a cren\u00e7a em Deus seja injustificada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer forma, o argumento de Dawkins tem \u00eaxito em minar a alternativa do design? O passo (5) faz alus\u00e3o ao ajuste fino c\u00f3smico que tem sido o foco de nossa discuss\u00e3o. Dawkins mant\u00e9m a esperan\u00e7a de que \u201cAlgum teoria do tipo da do multiverso pode em princ\u00edpio fazer pela f\u00edsica o mesmo trabalho explanat\u00f3rio que o darwinismo faz pela biologia\u201d[18]. Mas ele admite que n\u00f3s n\u00e3o temos isto ainda, mas tamb\u00e9m n\u00e3o lida com os formid\u00e1veis problemas de tal explica\u00e7\u00e3o do ajuste fino. Portanto, a esperan\u00e7a expressa no passo (6) representa nada mais do a f\u00e9 de um naturalista. Dawkins insiste que mesmo na aus\u00eancia de uma explica\u00e7\u00e3o \u201caltamente satisfat\u00f3ria\u201d para o ajuste fino, ainda assim as explica\u00e7\u00f5es \u201crelativamente fracas\u201d que temos no momento s\u00e3o \u201cobviamente melhores que a hip\u00f3tese contraproducente de um projetista inteligente.\u201d[19] S\u00e9rio? Que obje\u00e7\u00e3o t\u00e3o poderosa \u00e0 hip\u00f3tese do design \u00e9 esta que garante esta obviedade interior para a admitida fraca hip\u00f3tese do multiverso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resposta se encontra no passo (3). A obje\u00e7\u00e3o de Dawkins aqui \u00e9 que n\u00f3s n\u00e3o estamos justificados em inferir o design como a melhor explica\u00e7\u00e3o para a ordem complexa do universo porque sen\u00e3o um problema maior vai surgir: quem projetou o projetista? (Uma vez que Dawkins erroneamente pensa que o multiverso \u00e9 simples, n\u00e3o ocorreu a ele a quest\u00e3o, \u201cQuem projetou o multiverso?\u201d) Esta quest\u00e3o aparentemente \u00e9 t\u00e3o esmagadora que compensa todos os problemas relativos \u00e0 hip\u00f3tese do multiverso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obje\u00e7\u00e3o de Dawkins, entretanto, n\u00e3o possui peso algum por duas raz\u00f5es. Primeiro, a fim de reconhecermos uma explica\u00e7\u00e3o como melhor, n\u00f3s n\u00e3o temos que ter uma explica\u00e7\u00e3o para a explica\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 um ponto elementar na filosofia da ci\u00eancia. Se um grupo de arque\u00f3logos encontrar durante suas escava\u00e7\u00f5es coisas parecidas com flechas e pontas de cer\u00e2mica, eles estar\u00e3o justificados em inferir que estes artefatos n\u00e3o s\u00e3o fruto do acaso por sedimenta\u00e7\u00e3o e metamorfoses, mas produtos de algum grupo desconhecido de pessoas, mesmo que eles n\u00e3o tenham a melhor ideia sobre quem estas eram pessoas ou de onde eles vieram. De igual modo, se astronautas descobrirem um maquin\u00e1rio no lado escuro da lua, eles estar\u00e3o justificados em inferir que isto \u00e9 produto de agentes inteligentes, mesmo que eles n\u00e3o tenham a menor ideia de quem eram estes agentes ou como eles chegaram l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Repetindo: a fim de reconhecer uma explica\u00e7\u00e3o como melhor, voc\u00ea n\u00e3o precisa de uma explica\u00e7\u00e3o para a explica\u00e7\u00e3o. Na verdade, tal exig\u00eancia nos levaria a um regresso infinito de explica\u00e7\u00f5es de forma que nada jamais poderia ser explicado, e a ci\u00eancia seria destru\u00edda! Pois antes de qualquer explica\u00e7\u00e3o pudesse ser aceit\u00e1vel, voc\u00ea precisaria de uma explica\u00e7\u00e3o para ela, e uma explica\u00e7\u00e3o para a explica\u00e7\u00e3o da explica\u00e7\u00e3o, etc. Nada poderia jamais ser explicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, neste caso, a fim de reconhecer que o design inteligente \u00e9 a melhor explica\u00e7\u00e3o para a apar\u00eancia de design no universo, voc\u00ea n\u00e3o precisa ter uma explica\u00e7\u00e3o para o Projetista. A quest\u00e3o se o Projetista tem ou n\u00e3o uma explica\u00e7\u00e3o simplesmente ser\u00e1 deixada aberta para investiga\u00e7\u00e3o futura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, Dawkins pensa que no caso do Projetista divino para o universo, o Projetista deve ser t\u00e3o complexo quanto as coisas que est\u00e3o sendo explicadas, desta forma nenhum avan\u00e7o explicativo estaria sendo feito ao se postular o Projetista. Esta obje\u00e7\u00e3o dispara todo o tipo de perguntas sobre o papel da simplicidade na avalia\u00e7\u00e3o de explica\u00e7\u00f5es competitivas. Primeiro, Dawkins parece confundir a simplicidade de uma hip\u00f3tese com a simplicidade da entidade descrita na hip\u00f3tese. [20] Postular uma causa complexa para explicar algum efeito ainda pode ser uma hip\u00f3tese simples, especialmente quando comparada com as hip\u00f3teses rivais. Pense, por exemplo, em nossos \u00a0arque\u00f3logos postulando um ser humano para explicar as flechas e as pontas de cer\u00e2mica descobertas. Um ser humano \u00e9 uma entidade infinitamente mais complexa do que uma flecha ou que um peda\u00e7o de cer\u00e2mica, mas a hip\u00f3tese de um projetista humano \u00e9 uma explica\u00e7\u00e3o muito mais simples. Certamente \u00e9 mais simples do que a hip\u00f3tese de que os artefatos tenham sido resultado n\u00e3o intencionado de, digamos, uma debandada de b\u00fafalos que arrancou um peda\u00e7o de uma rocha que por acaso se lascou no formato de pontas e flechas. O ponto \u00e9 que \u00e9 a hip\u00f3tese rival que est\u00e1 sendo avaliada pelo crit\u00e9rio de simplicidade, n\u00e3o as entidades postuladas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, existem muitos outros fatores al\u00e9m de simplicidade que os cientistas pesam ao determinar qual hip\u00f3tese \u00e9 a melhor, como poder explanat\u00f3rio, escopo explicativo, etc. Uma hip\u00f3tese que tenha, por exemplo, um escopo explicativo mais amplo pode ser menos simples do que sua hip\u00f3tese rival, mas ainda assim ser preferida porque explica mais coisas. Simplicidade n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico crit\u00e9rio, e nem mesmo o mais importante para avalia\u00e7\u00e3o de teorias!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas deixe todos estes problemas de lado, pois o erro doloroso de Dawkins \u00e9 sua suposi\u00e7\u00e3o de que um Projetista divino \u00e9 uma entidade t\u00e3o complexa quanto o universo. Como uma consci\u00eancia ou mente pura sem um corpo, Deus \u00e9 uma entidade notavelmente simples. Uma mente (ou alma) n\u00e3o \u00e9 um objeto f\u00edsico composto de partes. Em contraste com o universo contingente e matizado com todas suas quantidades inexplic\u00e1veis e constantes, uma mente divina \u00e9 surpreendentemente simples. Dawkins protesta, \u201cUm Deus capaz de monitorar e controlar permanentemente o status individual de cada part\u00edcula do universo n\u00e3o pode ser simples.\u201d [21] Isto \u00e9 uma confus\u00e3o. Certamente uma mente pode ter ideias complexas (ela pode pensar, por exemplo, em um c\u00e1lculo infinitesimal) e pode ser capaz de fazer tarefas complexas (como controlar a trajet\u00f3ria de cada part\u00edcula do universo), mas a mente em si mesma \u00e9 uma entidade incrivelmente simples e n\u00e3o-f\u00edsica. Dawkins evidentemente confundiu as ideias e os efeitos de uma mente, que podem, de fato, ser complexos, com a pr\u00f3pria mente, que \u00e9 uma entidade incrivelmente simples. Portanto, postular uma mente divina por tr\u00e1s do universo, definitivamente, \u00e9 um avan\u00e7o em simplicidade, para tudo que vale.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu livro Dawkins de forma triunfante relata como ele apresentou seu suposto argumento destruidor em uma confer\u00eancia da Funda\u00e7\u00e3o Templeton sobre ci\u00eancia e religi\u00e3o na Universidade de Cambridge, apenas para ser rejeitado pelos outros participantes, que o disseram que os te\u00f3logos sempre consideraram que Deus \u00e9 simples. [45] Eles estavam corret\u00edssimos. De fato, a atitude presun\u00e7osa e auto-exaltativa sobre sua obje\u00e7\u00e3o equivocada, sustentada at\u00e9 mesmo em face de repetida corre\u00e7\u00e3o por parte de te\u00f3logos e fil\u00f3sofos proeminentes como Richard Swinburne e Keith Ward, \u00e9 uma maravilha de se ver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, das tr\u00eas alternativas diante de n\u00f3s \u2013 necessidade f\u00edsica, acaso ou design \u2013 a mais plaus\u00edvel das tr\u00eas, como explica\u00e7\u00e3o para o ajuste fino c\u00f3smico, \u00e9 o design. Desta forma, o argumento teleol\u00f3gico continua robusto atualmente, como sempre foi, defendido de v\u00e1rias formas diferentes por fil\u00f3sofos e cientistas como as Robin Collins, John Leslie, Paul Davies, William Dembski, Michael Denton e outros.[23]<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">[1] Voc\u00ea pode pensar que se as constantes e quantidades tivessem assumido valores diferentes, ent\u00e3o outras formas de vida poderiam ter evolu\u00eddo sobre outras condi\u00e7\u00f5es. Mas este n\u00e3o \u00e9 o caso. Por \u201cvida\u201d os cientistas se referem a aquelas propriedades dos organismos de se alimentar, extrair energia dali, crescer, adaptar-se ao meio ambiente e reproduzir. O ponto \u00e9 que a fim de que o universo permitisse a exist\u00eancia de vida, qualquer que seja a forma que esta vida possa ter, as constantes e quantidades t\u00eam que ter seus valores incomensuravelmente ajustados finamente. Na aus\u00eancia do ajuste fino, nem mesmo mat\u00e9ria at\u00f4mica ou qu\u00edmica existiriam, para n\u00e3o falar de planetas, onde a vida precisaria evoluir!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[2] Roger Penrose, \u201cTime-Asymmetry and Quantum Gravity,\u201d in Quantum Gravity 2 (ed. C. J. Isham, R. Penrose, and D. W. Sciama; Oxford: Clarendon, 1981), 249.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[3] Dawkins, Deus, um del\u00edrio, 196.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[4] Ibid., 197.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[5] Ibid., 199.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[6] Ibid., 197.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[7] Stephen Hawking e Roger Penrose, The Nature of Space and Time (The Isaac Newton Institute Series of Lectures;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Princeton, NJ: Princeton University Press, 1996), 20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[8] Veja\u00a0<a class=\"external\" href=\"http:\/\/map.gsfc.nasa.gov\/m_mm\/mr_limits.html.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/map.gsfc.nasa.gov\/m_mm\/mr_limits.html.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[9] Duane Dicus, et al., Effects of Proton Decay on the Cosmological Future, Astrophysical Journal 252 (1982): 1, 8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[10] Igor D. Novikov and Yakov B. Zel\u2019dovich, Physical Processes near Cosmological Singularities, Annual Review of<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Astronomy and Astrophysics 11 (1973): 401\u20132.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[11] Joseph Silk, The Big Bang (2d ed.; San Francisco: Freeman, 1989), 311\u201312.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[12] Christopher Isham, \u201cCreation of the Universe as a Quantum Process,\u201d in Physics, Philosophy and Theology: A<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Common Quest for Understanding (ed. R. J. Russell, W. R. Stoeger, and G. V. Coyne; Vatican City: Vatican Observatory,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1988), 378. Isham\u2019s mentioning \u201ccontinuous creation\u201d is a reference to the defunct Steady State theory.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[13] Dawkins, Deus, um del\u00edrio, 197-198.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[14] Em f\u00edsica, um buraco de verme ou buraco de minhoca, \u00e9 uma caracter\u00edstica topol\u00f3gica hipot\u00e9tica do continuum<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">espa\u00e7o-tempo, a qual \u00e9 em ess\u00eancia um \u201catalho\u201d atrav\u00e9s do espa\u00e7o e do tempo. [Nota do Tradutor]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[15] Para um relato de primeira m\u00e3o, veja no website de John Preskill:\u00a0<a class=\"external\" href=\"http:\/\/www.theory.caltech.edu\/~preskill\/jp_24\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.theory.caltech.edu\/~preskill\/jp_24<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">jul04.html.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[16] S. W. Hawking, Information Loss in Black Holes,\u00a0<a class=\"external\" href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/hep-th\/0507171\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/arxiv.org\/abs\/hep-th\/0507171<\/a>\u00a0(15 de Setembro de 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[17] Veja Roger Penrose, The Road to Reality (New York: Knopf, 2005), 762\u201365.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[18] Dawkins, Deus, um del\u00edrio, 213.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[19] Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[20] Veja seus coment\u00e1rios sobre Keith Ward em Deus, um del\u00edrio, 202-203. Ward pensa que a hip\u00f3tese de um projetista c\u00f3smico \u00fanico \u00e9 simples, mesmo que ele rejeite a no\u00e7\u00e3o de que Deus seja simples, no sentido de que ele n\u00e3o tem propriedades distintas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[21] Dawkins, Deus, um del\u00edrio, 202.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[22] Ibid., 204. A simplicidade de Deus at\u00e9 foi constru\u00edda para representar que ele n\u00e3o tem partes distintas, uma doutrina mais implaus\u00edvel. Mas a simplicidade de uma entidade imaterial n\u00e3o precisa implicar que a entidade n\u00e3o tenha propriedades distintas, como imaterialidade e autoconsci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[23] Robin Collins, The Well-Tempered Universe (breve); John Leslie, Universes (London: Routledge, 1989); Paul Davies, Cosmic Jackpot (Boston: Houghton Mifflin, 2007); William Dembski,\u00a0 The Design Revolution (Downers Grove: IVP, 2004); Michael Denton, Nature\u2019s Destiny: How the Laws of Biology Reveal Purpose in the Universe (New York: Free Press, 1998); Michael Behe, The Edge of Evolution: The Search for the Limits of Darwinism (New York: Free Press, 2007).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Material Extra (V\u00eddeos e Textos)&#8221;]<\/p>\n<h2>V\u00eddeos:<\/h2>\n<p id=\"watch-headline-title\"><a class=\"external\" href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Uv3nOIg3_NA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Exist\u00eancia de Deus (3\/6) O Argumento Teleol\u00f3gico \/ Sintonia Fina<\/a><\/p>\n<p id=\"watch-headline-title\">Argumento Teleol\u00f3gico \u2013 William Lane Craig (<a class=\"external\" href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UCs62XWxuPs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Parte 1<\/a>,\u00a0<a class=\"external\" href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=fDH8nNqcaYg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Parte 2<\/a>)<\/p>\n<h2>Textos:<\/h2>\n<p><a class=\"external\" href=\"http:\/\/ibpan.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O novo ate\u00edsmo e cinco argumentos\u00a0para a exist\u00eancia de Deus<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Livros:<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/goo.gl\/9VA3Ex\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em Guarda &#8211; William Lane Craig (Vida Nova)<\/a><\/p>\n<div class=\"wp-caption aligncenter\"><\/div>\n<p>[\/vc_toggle][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira um repert\u00f3rio de v\u00eddeos e textos de William Lane Craig argumentando em favor da exist\u00eancia de Deus usando o Argumento Teleol\u00f3gico.<\/p>\n","protected":false},"author":399,"featured_media":7335,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7613","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tema-atributos-de-deus","tema-evangelizacao-e-missoes","tema-a-outros"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>William Lane Craig - Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Teleol\u00f3gico<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/04\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-teleologico\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"William Lane Craig - Argumentos em Favor da Exist\u00eancia de Deus: Argumento Teleol\u00f3gico\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Confira um repert\u00f3rio de v\u00eddeos e textos de William Lane Craig argumentando em favor da exist\u00eancia de Deus usando o Argumento Teleol\u00f3gico.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/2012\/04\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-teleologico\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Voltemos Ao Evangelho\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/facebook.com\/voltemosaoevangelho\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2012-04-10T09:00:33+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2017-07-26T13:58:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/i0.wp.com\/voltemosaoevangelho.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/craig-argumentos1.jpg?fit=700%2C200&ssl=1\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"700\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"200\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"William Lane Craig\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@voltemos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@voltemos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"William Lane Craig\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"32 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/04\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-teleologico\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/2012\\\/04\\\/william-lane-craig-argumentos-em-favor-da-existencia-de-deus-argumento-teleologico\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"William Lane Craig\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/voltemosaoevangelho.com\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/aaa2b4738ebc5238f1f26ffb7c6b5afa\"},\"headline\":\"William Lane Craig &#8211; 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