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Estagnação Intelectual – Você ama a Deus com toda a sua mente? (1)

você ama a Deus com toda a sua mente?

Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. (Mateus 22:37)

Você tem amado a Deus com toda sua mente? Empregado sua mente em pensar coisas grandiosas e profundas sobre Cristo? Ou tem sido infantil em seu entendimento das coisas espirituais (1 Co 14:20)? Queremos convidá-lo a mergulhar nas profundezas do saber de Deus.

O trecho a seguir foi retirado do capítulo 12 do livro “PENSE”, de John Piper, lançado pela Editora Fiel. Nesta passagem do livro, Piper analisa o texto de 1 Co. 8.1-11, e adverte o leitor sobre o objetivo de todo conhecimento baseado na verdade: o amor a Deus e ao próximo.

Vocês não sabem como convém saber

Como Paulo prosseguiu para abordar o conhecimento que ensoberbecia os corintos? Em 1 Co. 8.2, Paulo disse: “Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber”. Isso não significa que Paulo achava que os cristãos não sabiam as coisas. Dez vezes nesta epístola ele chama a atenção dos coríntios por não saberem coisas cruciais que já deviam saber sobre Deus e a vida (3.16; 5.6; 6.2, 3, 9, 15, 16, 19; 9.13, 24).

John Piper
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Quando Paulo os repreendeu por julgarem “saber alguma coisa”, ele tinha em mente a atitude deles. Em um sentido, eles “sabiam”. Mas não sabiam como lhes convinha saber. Por isso, em um sentido profundo, eles não sabiam de modo algum. Não tinham o único tipo de conhecimento que será levado em conta no final. Eles imaginavam que sabiam.

Isso é profundo. Paulo estava dizendo que o saber (e o pensar que o produz) não é verdadeiro apenas porque contém doutrina correta sobre comida oferecida a ídolos. Aqueles cristãos sabiam alguns fatos verdadeiros sobre Deus e sobre sua liberdade, mas Paulo disse que eles apenas imaginavam que sabiam. Em outras palavras, eles não tinham um verdadeiro conhecimento. Não sabiam como deviam saber e, por isso, não sabiam verdadeiramente. Imaginavam que sabiam.

O verdadeiro saber ama as pessoas

Agora, a pergunta crucial é: o que tornaria esse saber imaginário em saber verdadeiro? Em outras palavras, o que significa saber como devemos saber? Pensar como devemos pensar? A resposta está no texto anterior e no posterior.

No texto anterior, Paulo disse que o amor edifica (v. 1). Isso implica que qualquer conhecimento que não está a serviço do amor não é verdadeiro conhecimento. É conhecimento prostituído. É como se Deus pusesse instrumentos cirúrgicos em nossas mãos e nos ensinasse como salvar os doentes, mas os usamos para realizar um exímio ato de malabarismo enquanto os doentes morrem. Saber e pensar existem por causa do amor – por causa da edificação do povo de Deus na fé. O pensar que produz orgulho, em vez de amor, não é verdadeiro pensar. Apenas imaginamos que estamos pensando. Deus não o vê como pensar. Não é cirurgia, é malabarismo.

O verdadeiro saber ama a Deus

Ao procurar entender o que o versículo 2 significa ao dizer: “Não aprendeu ainda como convém saber”, eu disse que a resposta está no texto anterior e no posterior. Já a vimos no texto anterior: “O amor edifica” (v. 1).

Agora, no posterior: “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele” (v. 3). Paulo igualou o saber como devemos saber com o amar a Deus. Em conexão com o versículo 1, ele fez do amar as pessoas o critério do verdadeiro saber. E, em conexão com o versículo 3, ele fez do amar a Deus o critério de verdadeiro saber.

Vemos a ligação entre esse texto amor a Deus com todo o nosso entendimento. Essa é a razão de ser de nossa mente. E, nesta passagem, Paulo estava dizendo que amar a Deus é o que fazemos quando sabemos “como [nos] convém saber”. Na opinião de Paulo, pensar e saber nos são dados por Deus visando ao propósito de amar a Deus e amar as pessoas.

Pensar: a tarefa humilde de cortar lenha para o fogo

A lição extraída de 1 Coríntios 8.1-3 é que pensar é perigoso e indispensável. Sem uma profunda obra da graça no coração, o conhecimento – o fruto do pensar – ensoberbece. Mas, com a graça no coração, o pensar abre a porta do conhecimento humilde. E esse conhecimento é o combustível para o fogo do amor a Deus e ao homem. Se abandonarmos o pensar sério em nossa busca de Deus, esse fogo se apagará.

Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org

Disponibilizado por Blog Fiel

6 Comentários
  1. Pablo Guilherme Diz

    Realmente o que foi dito pelo o pr. John Piper é a pura verdade e também a realidade do que vivemos na prática; ortodoxia é muito bom e essencial para o nosso crescimento espiritual e nossa compreensão correta acerca de Deus, mas devemos ter muito cuidado para que este conhecimento não nos faça pecar, temos que ser humildes em exortar aqueles que resistem a fé com mansidão, afim de que o Senhor conceda arrependimento aos seus corações. Realmente este texto é muito próbulo para o presente momento, em que vemos tantos jovens na blogosfera escrevendo e criticando as pessoas, mas devemos ter muito cuidado ao fazermo criticas, mesmo que estejamos certo, mas temos que fazer isto com amor, para que não venhamos cair nas astutas siladas do diabo, que é a soberba e o orgulho.

    1. Carlos Ribeiro Jr. Diz

      certinho..

  2. Dani Lima Diz

    Décadas e décadas, contribuindo para o emburrecimento do povo de Deus no Brasil, levou a um entorpecimento mental!
    Visando na maior parte das vezes a experiencia em detrimento do estudo da palavra de Deus, abriu-se caminho para todos os ventos de doutrina que vemos por ai.
    Pensar é indispensável no caminho para mente de Cristo, más com o cuidado e limites de ter os pensamentos cativos e subjugados ao nosso Mestre!
    Dani Lima

  3. Wagner Diz

    boaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa ta vendo bem diferente da postagem do davi la derrubando o golias.

  4. Thaís Sardinha Diz

    Usar o pennsamento biblicoo para sermos amorosos!!!!! Soli Deo Gloria!!!

  5. Irmã Creuza Anastácio Diz

    muito obrigada, pela esta rica e valiosa reflexão, esta reflexão ira aumentar o combustível que com a graça Deus ilumine e fortalece a minha espiritualidade no serviço de uma construção do Reino de Deus, que é a justiça Paz amor, que o saber humano possa ser repleto do Espirito Santo.

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