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Cinco pontos preocupantes na igreja protestante moderna

Eu tento não me concentrar tanto ou por muito tempo nas coisas desanimadoras que vejo, simplesmente porque penso que devo ser cuidadoso para não me tornar ressentido e cínico. Por ser escocês, já tenho tendência nativa suficiente para ser melancólico! Mas, é verdade que há muitas coisas para causar preocupação. A passagem exposta na minha ordenação ao ministério do Evangelho foi 2 Coríntios 4:1-6, e tem me servido como um guia desde então. Paulo diz que ele renunciou não somente os caminhos vergonhosos ou dissimulados, mas que ele também não “faz” algo simplesmente porque “funciona”. Em vez disso, ele expõe a verdade, e o faz de tal forma que a verdade do Evangelho e sua própria integridade estejam claras. Por outro lado, nós nos tornamos uma igreja muito pragmática; temos uma sede pelo tamanho (maior é visto como melhor.)

Nós também temos semeado um culto à personalidade e ao guru. Tenho visto materiais do comitê de indicação pastoral declarando sem rodeios que eles precisam de um “comunicador extraordinário” para ser seu ministro. Muita da nossa filosofia tem de fato se tornado muito mundana.

Uma evidência recente disto está na tranquilidade em que alguns cristãos hoje falam sobre “a qualidade do nosso culto.” Mas ao contrário de seus antepassados, eles cultuam somente uma vez no domingo. Muitos pastores sabem que um culto noturno não teria muita presença por todos os tipos de razões que eu acho que não serviriam diante do Deus do universo que é digno de ser louvado e adorado, por toda eternidade! Pergunto-me o que Ele pensa da qualidade do nosso culto*.

Também me preocupa que estamos vivendo na era do líder de louvor e do conselheiro ao invés do pregador (o que fazemos e sobre o que falamos – infelizmente geralmente sobre nós mesmos – tem prioridade sobre Deus falar conosco).

Novamente, há a falta da oração e da igreja que ora. Para mim isto é o mais preocupante, por esta razão: Temos construído igrejas aparentemente fortes, grandes, bem sucedidas e ativas. Mas muitas de nossas igrejas nunca se congregam para orar. Ressalto: nunca! O que isso indica que dizemos sobre a vida da igreja como uma comunidade? Por outro lado, a marca do verdadeiro espírito apostólico na igreja é que nos entreguemos juntos à oração e à Palavra (Atos 6:4). Não me espanta que “crescia a palavra de Deus, e […] se multiplicava o número dos discípulos” (Atos 6:7). Sendo assim, não deveria nos surpreender que enquanto muitas igrejas veem o crescimento, geralmente este é uma reposição de números, não de conversões. Desejo fortemente que nossas igrejas aprendam a manter as coisas principais no centro, que aprendamos a sermos verdadeiras igrejas, calorosos companheiros de oração, de ensino e ministração do Evangelho, e de amor mútuo genuíno. No final do dia, tal Igreja só precisa “ser” para que visitantes sintam que essa é uma completa nova ordem da realidade e sejam atraídos a Cristo.

* N. do tradutor.: os cultos nos EUA são majoritariamente matutinos.

Por: Sinclair Ferguson. © Ligonier Ministries. Website: ligonier.org. Traduzido com permissão. Fonte: What Concerns You About Modern-Day Protestant Christianity?

Original: Cinco pontos preocupantes na igreja protestante moderna. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: e Revisão: Equipe VE.

13 Comentários
  1. Vinícius Musselman Pimentel Diz

    Temos 5 pontos para meditar:
    (1) o pragmatismo,
    (2) o culto à personalidade,
    (3) a falsa qualidade do culto,
    (4) a mudança da era do pregador para a era do líder de louvor e do conselheiro e
    (5) a falta de oração.

    Sim, você provavelmente concorda com os pontos. Temos que refletir, agora, em como mudar esse cenário. Sugestões?

    1. Roger Santos Diz

      Primeiro a igreja deve orar. Mas como orar se um dos problemas é a falta de oração? Segundo, um líder deverá iniciar a mudança. Nada acontece sem líder(es), infelizmente. Alguém discorda?

    2. WAGNER Diz

      concordo em parte, digo que a igreja deve ser levada ao arrendimento e a ser ensinada sobre a necessidade da oração, creio que a igreja é o reflexo do seu pastor, segundo devemos voltar a aplicar a disciplina eclesiastica nos moldes biblicos isso sumiu da igreja, e qdo é feita, é feita de maneira negligente, por exemplo estimula-se 6 meses pro camarada voltar, e msm que não é visto nenhum sinal de arrependimento nele, ele é admitido ao grupo, penso que a aplicação destes conceitos biblicos, nos traram, ou atraira pra nós o favor divino, 2 Cr 7:14.

    3. wagner Diz

      se é que posso dizer assim, Is 59:1-2.

  2. Filipe Diz

    1) O pragmatismo é um “mal” do século 21 e mundano que não é benigno em sentido algum para a igreja. Hoje um membro entra na igreja e se por um acaso tiver os relacionamentos certos “sobe” de cargo…vira diácono, líder e é ungido pastor sem o menor conhecimento da palavra…
    2) Deve haver um senso do líder em evidência, para evitar a soberba, orgulho e outros males.
    3) Não sei opinar, acho meio complexo
    4) Pregadores nao se preocupavam com o que as pessoas iam pensar…falavam o necessário, hoje é falado o agradável, voltar a essência da palavra onde vemos diversos pregadores com muito mais temor a Deus do que temor aos homens.
    5) Orar mais, mais reuniões de intercessão…não há segredo.
    Como Washer diz: “Conheço a vida de um homem pelo tempo que ele passa em oração”

    1. Roger Santos Diz

      Concordo com os pontos 1 e 4. Descordo com o tipo de reunião apontado no ponto 5, não se tem oração sem intimidade. Estamos acomodados com a salvação, não queremos mais o ide. O evangelho está resumido em poucos versículos. Todos bem vindos aos nossos egos e ouvidos. O negar-se foi abandonado. Sem choro, arrependimento, submissão e renúncia, não há avivamento.

  3. João Paulo Diz

    A situação é critica. Vejo isto de perto, pois na igreja onde sou co-pastor e cuido da reunião de oração, a igreja não participa. Poucos participam. Os líderes de ministérios não participam. Sempre há desculpas.

    Percebi que se fizesse da reunião um culto “carismático”, dizendo o tempo todo que o Espírito Santo disse isso ou aquilo (quando na verdade não disse), revelações e tudo mais que agradasse os consumidores da fé, esta reunião estaria cheia.Bom, como não faço isso e nem farei, e nesse caso, prefiro até ser expulso da igreja por não fazer, a reunião continua com baixa. Muitas vezes o desanimo vem, ou o desejo que “abrir a cabeça” do povo para que entendam, mas, eu recordo que o Senhor conhece os seus e é Ele quem desperta, a mim, basicamente, devo expor a Palavra e o Espírito de Deus ira vivificar os corações.
    Particularmente tenho pautado a reunião de oração sobre este ponto:* Se você não ora em sua casa, se você não tem intimidade com Deus em oração no secreto, isto é, em tua casa, não adianta vir orar “carismaticamente” aqui na igreja diante de todos, pois Cristo nos advertiu que pelos frutos os conhecereis. Orar na igreja reflete o que você é verdadeiramente em sua casa. Se de fato somos discípulos de Cristo, a oração será um caminho lógico para vida do cristão, pois, este, o cristão, ama estar em oração com Deus.

  4. Andre Diz

    só uma pergunta que não tem muito a ver com o tema: vocês do voltemos ao evangelho são calvinistas?

  5. Nelson L. Noronha Diz

    Excelente texto que, apesar de curto, não deixa de ter conteúdo, abordando um tema tão importante para a vida da Igreja. Obrigado por disponibilizarem o mesmo, assim como tantos outros. Paz!

  6. Ligia Accioli Ramos Rodrigues Diz

    Muito bom, é a realidade atual, mas que pode ser mudada.

  7. Dinah Raiol Diz

    AMÉM!!!

  8. Erlon Reis Diz

    Muito bom!

  9. Alex Freitas Diz

    legal

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