Mauro Meister – Lei e Graça

A relação da Lei com o cristão é, até hoje, alvo de grandes debates. O cristão deve guardar a Lei? O cristão está sob a Lei? Não, mas em qual sentido? Todo? Só da maldição?

No vídeo abaixo, Mauro Meister, professor de Antigo Testamento no Andrew Jumper, fala sobre a perspectiva reformada clássica sobre a relação Lei e Graça.

Há três campos teológicos principais sobre as questões da lei, evangelho e a estruturação do relacionamento redentor de Deus com a humanidade: dispensacionalismo, teologia do pacto e teologia da nova aliança. Vale lembrar que mesmo dentro desses campos existem subdivisões e que algumas posições já não são nem mais aceitas (como o dispensacionalismo clássico – sim, tem mais de um tipo de dispensacionalismo). Se é a primeira vez que você ouve sobre esses assuntos, o conselho é que você leia e estude muito e, só depois, defenda sua posição. Não são assuntos fáceis, mais importantes. Abaixoi você pode ver um resumo dos três campos:

Entendo um pouco mais o assunto

O texto abaixo foi retirado de: O que John Piper crê sobre dispensacionalismo, teologia do pacto e teologia da nova aliança?

Dispensacionalismo

Pode ser difícil sumarizar a teologia dispensacionalista como um todo, pois nos últimos anos têm se desenvolvido múltiplas formas da mesma. Em geral, há três distintivos principais.

Primeiro, o dispensacionalismo vê Deus como estruturando seu relacionamento com a humanidade através de vários estágios de revelação, que delimitam diferentes dispensações, ou arranjos de administração. Cada dispensação é um “teste” da humanidade para ser fiel à revelação particular dada naquele tempo. Geralmente, sete dispensações são distinguidas: inocência (antes da queda), consciência (Adão a Noé), promessa (Abraão a Moisés), Lei (Moisés a Cristo), graça (Pentecoste ao arrebatamento), e o milênio.

Segundo, o dispensacionalismo sustenta uma interpretação literal da Escritura. Isto não nega a existência de figuras de linguagem e linguagens não-literais na Bíblia, mas antes, significa que há um significado literal por detrás das passagens figuradas.

Terceiro, como resultado desta interpretação literal da Escritura, o dispensacionalismo sustenta uma distinção entre Israel (até mesmo o Israel crente) e a igreja. Nesta visão, as promessas feitas a Israel no AT não foram pretendidas como profecias sobre o que Deus faria espiritualmente para a igreja, mas seria literalmente cumprida pelo próprio Israel (principalmente no milênio). Por exemplo, a promessa da terra é interpretada como significando que um dia Deus restaurará plenamente Israel à Palestina. Em contraste, os não-dispensacionalistas tipicamente vêem a promessa da terra como pretendida por Deus para profetizar, na forma obscura do antigo pacto, a grande realidade de que ele um dia faria da igreja inteira, judeus e gentios, herdeiros de todo o mundo renovado (cf. Romanos 4:13).

Assim, em muitas formas é correto dizer que o dispensacionalismo crê em “dois povos de Deus”. Embora tanto judeus como gentios sejam salvos por Cristo através da fé, o Israel crente será o recipiente das promessas “terrenas” adicionais (tais como prosperidade na terra específica da Palestina, a ser concretizada plenamente no milênio) que não se aplicam aos gentios crentes, cuja herança primária, dessa forma, é “celestial”.

Teologia do Pacto

A teologia do pacto crê que Deus tem estruturado seu relacionamento com a humanidade por pactos, ao invés de dispensações. Por exemplo, na Escritura lemos explicitamente de vários pactos funcionando como estágios na história redentora, tais como o pacto com Abraão, a entrega da lei, o pacto com Davi, e o novo pacto. Esses pactos pós-queda não são novos testes da fidelidade do homem a cada novo estágio de revelação (como são as dispensações no dispensacionalismo); antes, são administrações diferentes do único e abrangente pacto da graça.

O pacto da graça é um dos dois pactos fundamentais na teologia do pacto. Ele estrutura o relacionamento pós-queda de Deus para com a humanidade; antes da queda, Deus estruturou seu relacionamento pelo pacto das obras. O pacto da graça é mais bem entendido na relação com o pacto das obras.

O pacto das obras, instituído no Jardim do Éden, foi a promessa de que a obediência perfeita seria recompensada com a vida eterna. Adão foi criado sem pecado, mas com a capacidade para cair no pecado. Tivesse ele permanecido fiel na hora da tentação no Jardim do Éden (o “período probatório”), ele se tornaria incapaz de pecar e teria assegurado uma eterna e inquebrável posição correta diante de Deus.

Mas Adão pecou e quebrou o pacto, e através disso, sujeitou a si mesmo e todos os seus descendentes à penalidade da quebra do pacto: a condenação. Portanto, Deus, em sua misericórdia, instituiu o “pacto da graça”, que é a promessa de redenção e vida eterna àqueles que creriam no Redentor (vindouro). O requerimento da obediência perfeita para a vida eterna não é anulada no pacto da graça; pelo contrário, ele é cumprido por Cristo em favor do seu povo, visto que agora todos são pecadores, e ninguém pode satisfazer a condição de obediência perfeita por seu próprio desempenho. O pacto da graça, então, não coloca o pacto das obras de lado; antes, ele o cumpre!

Como mencionado acima, a teologia do pacto enfatiza que há somente um pacto da graça, e que todos os vários pactos redentores sobre os quais lemos na Escritura são simplesmente administrações diferentes deste único pacto. Como prova, é apontado que um pacto é em essência simplesmente uma promessa dada soberanamente (frequentemente com estipulações), e visto que há somente uma promessa de salvação (a saber, pela graça através da fé), segue-se que há, portanto, somente um pacto da graça. Todos os pactos redentores específicos sobre os quais lemos (o Abraâmico, Mosaico, etc.) são várias e progressivas expressões do pacto da graça.

Teologia da Nova Aliança [Pacto]

A teologia da nova aliança tipicamente não sustenta um pacto das obras ou um pacto da graça abrangente (embora eles ainda argumentem em favor de um único caminho de salvação). A diferença essencial entre a Teologia da Nova Aliança (daqui em diante TNA) e a Teologia do Pacto (TP), contudo, diz respeito à Lei Mosaica. A TP sustenta que a Lei Mosaica pode ser dividida em três grupos de lei – aquelas regulando o governo de Israel (leis civis), as leis cerimoniais e as leis morais. A lei cerimonial e a civil não mais estão em vigor, pois a primeira foi cumprida por Cristo e a última aplicava-se somente à teocracia de Israel, que agora não existe mais. Mas a lei moral continua.

A TNA argumenta que ninguém pode dividir a lei dessa forma, como se parte da Lei Mosaica pudesse ter sido ab-rogada e o restante ainda permanece em vigor. A Lei Mosaica é uma unidade, dizem eles, e assim, se parte foi cancelada, tudo dela foi cancelado. Em adição, eles dizem que o Novo Testamento ensina claramente que a Lei Mosaica como um todo foi substituída em Cristo. Em outras palavras, ela não mais é nossa fonte direta e imediata de orientação. A Lei Mosaica, como uma lei, não mais é obrigatória para o crente.

Isto significa que os crentes não são mais governados por alguma lei divina? Não, pois a Lei Mosaica foi substituída pela lei de Cristo. A TNA faz uma distinção entre a lei moral eterna de Deus e o código no qual Deus expressa essa lei para nós. A Lei Mosaica é uma expressão da lei moral eterna como um código particular que também contém regulamentações positivas pertinentes ao propósito temporal particular do código, e, portanto, o cancelamento da Lei Mosaica não significa que a lei moral eterna em si foi cancelada. Antes, no cancelamento da Lei Mosaica, Deus nos deu uma expressão diferente da sua lei moral eterna – a saber, a Lei de Cristo, consistindo nas instruções morais do ensino de Cristo e do Novo Testamento. A questão chave que a TNA procura levantar é: Para onde olhamos para ver a expressão da lei moral eterna de Deus hoje – para Moisés, ou para Cristo? A TNA diz que devemos olhar para Cristo.

Há muitas similaridades entre a Lei de Cristo e a Lei Mosaica, mas isto não muda o fato de que a Lei Mosaica foi cancelada e que, portanto, não devemos olhar para ela a fim de conseguir orientação direta, mas antes para o Novo Testamento. Por exemplo, a Inglaterra e os Estados Unidos possuem leis similares (por exemplo, o assassinato é ilegal em ambos os paises). Todavia, os ingleses não estão sob as leis da América, mas da Inglaterra. Se um cidadão inglês assassina na Inglaterra, ele é culpado por quebrar uma lei da Inglaterra contra o assassinato, não uma lei Americana.

O benefício da TNA, argumentam seus defensores, é que ela soluciona a dificuldade de tentar compreender quais das leis de Moisés se aplicam hoje. Sobre o entendimento deles, visto que a Lei Mosaica não é mais uma fonte de orientação direta e imediata, devemos olhar para a Lei de Cristo a fim de obter nossa orientação direta. Embora a Lei Mosaica não seja mais um código de lei obrigatório na era do NT, ela ainda tem a autoridade, não de lei, mas de testemunho profético. Como tal, preenche e explica certos conceitos tanto na lei do antigo como do novo pacto.

• Como esse é um tema controverso, há uma grande probabilidade de debate. Isso é bom, desde que feito debaixo desta lei sob qual todos estamos: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

125 Comentários
  1. Deniel Ladeira Diz

    Então deve-se guardar o sábado e não o domingo…

    1. Pedro Sousa Diz

      O sábado é cerimonial. Portanto, não deve-se guardá-lo. O domingo é guardado devido a tradição da igreja primitiva.

    2. NatanaelLopes Diz

      O sábado é cerimonial? Com base em que você diz isso? Quase todo antigo testamento é cerimonial ‘-‘

    3. Airton Carneiro Diz

      O Sábado fazia parte do culto a Deus. Concordo que devemos tirar um dia para o Senhor, mas se vê nas Escrituras e na História da Igreja que os cristãos passaram a guardar o domingo, o Dia do Senhor.

    4. Seja Um Reformador Diz

      O sábado faz parte do culto a Deus. Se Jesus não mudou o dia de adoração (Mt 5:17-19), quem somos nós para fazer tal mudança? O que vale mais, a história e tradição da igreja ou a Palavra do Deus Vivo? Somos protestantes ou não? Estamos perdendo os princípios da Reforma?

    5. rita maia Diz

      Num video do VE uma personalidade da igreja brasileira traduzia ao vivo uma palestra sobre os puritanos, quando o pregador falava sobre atitudes relacionadas a benção que era o sábado para os puritanos, o tradutor na primeira vez traduziu sábado, depois começou a falar domingo… Na época fiquei muito chateada com a hipocrisia da personalidade em questão.

    6. Felipe Araújo Diz

      E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.Atos 20.7 Este versículo deixa claro que desde o tempo apostólico os cristãos se reúnem para o culto solene no dia de domingo. Eu desafio você a me mostrar, na bíblia, os cristãos se reunindo no sétimo dia ou em outro dia senão o primeiro dia da semana

      Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia.
      No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar
      1 Coríntios 16:1-2 Paulo está pedindo dinheiro para doar. E justamento no primeiro dia da semana. Por que não é em outro dia? Porque era no primeiro dia da semana que se reuniam para o culto solene.

      Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.
      E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor.
      Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.
      E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.
      Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.
      Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
      Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.
      E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco João 20:19-26 Este é um dos motivos! Cristo morreu no primeiro dia da semana. Se o sétimo dia devia ser guardado por causa da criação, o primeiro é por causa da NOVA CRIAÇÃO. E Jesus demorou toda a semana para aparecer novamente, por que será que não escolheu outro dia?

      Sábado é dia de descanso, não necessariamente o sétimo dia. Coloquei algumas provas de como o primeiro dia substituiu o sétimo.

    7. Yuri Caio Diz

      Olhe atentamente o contexto pois nenhum deles está na guarda do domingo, doar dinheiro não é cultuar a Deus é uma obra q devemos fazer sempre e Paulo estava coletando para algum projeto e isso naum é prova para dia de guarda Mais uma vez olhe o contexto, no capítulo diz q os Apóstolos estavam reunidos com medo dos Judeus, estar reunido por medo, não significa guardar um dia, pois se for por dia de guarda o sábado será soberano em toda a bíblia e ainda podemos colocar q Cristo ressuscitou no domingo pq no Sábado ele descansou. Também leia Lucas 23:56 E os Apóstolos guardavam o Sábado, veja: Sim! Os discípulos de Jesus foram fiéis. Quer ver? “E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três Sábados disputou com eles sobre as Escrituras.” – Atos 17:2.Paulo e Barnabé foram a luz de Deus para os gentios. Veja: “Ao saírem eles, rogaram-lhes que no Sábado seguinte lhes falassem estas mesmas palavras… No Sábado seguinte afluiu quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus.” – Atos 13:42,44.
      Ouça mais: “E todos os Sábados discorria na Sinagoga, persuadindo tanto a judeus, como gregos.” – Atos 18: 4. Percebeu? Os judeus e gentios, todos fielmente observando o Sábado. Paulo pregou o evangelho durante 18 meses (78 Sábados) em Corinto (Atos 18:11), e 27 meses (116 Sábados) em Éfeso (Atos 19:8-10).
      Paulo trabalhava do primeiro ao sexto dia, porém, no Sábado, fechava a oficina de fazer tendas e ia para a Igreja (Atos 18:1-4). Lídia, a vendedora de púrpura, aceitou a Jesus, pela pregação de Paulo, no Sábado à beira de um rio, no Continente Europeu (Atos 16:13-15). E, a igreja daí surgida, passou a observar o Sábado.

    8. Airton Carneiro Diz

      Perceba algo meu irmão: A Nova aliança começou depois da morte de Cristo, como diz as Sagradas Escrituras, Ele nasceu “sob a lei”, Ele deveria cumpri-lá. Porém, como expôs muito bem o Frank Brito, Paulo pedi que os Colosenses não se preocupassem com os que julga sobre as tradições judaizantes.

    9. rita maia Diz

      Irmão, desde quando o domingo é o dia do senhor? que senhor? O sol?

    10. Vinícius S. Pimentel Diz

      Rita,

      Qualquer puritano utiliza o termo “shabbath” para se referir ao domingo, e não ao sábado. Se ele quisesse se referir ao sétimo dia, diria “saturday”, e não “shabbath”. O tradutor apenas buscou facilitar o entendimento em português, já que em nossa língua é mais difícil distinguir o “dia do descanso” (shabbath) do “sétimo dia” (sábado).

      A posição puritana é essencialmente aquela descrita na Confissão de Fé de Westminster, cap. XXI, par. VII: “Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus designou particularmente um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.”

      Em Cristo,
      Vinícius

    11. rita maia Diz

      Grata Vinicius pela explicação em relação ao que significava Shabbath para os puritanos.

      Quanto ao domingo, as explicações católicas/evangélicas não convencem a todos porque são baseadas em tradição e não na Palavra.

      Respeito a interpretação de cada um, faço do 7o. dia da semana o meu Shabbath como uma forma de amar a DEUS, e vou aos cultos na Igreja Batista aos domingos com o mesmo amor.

      Apenas participei das discussões aqui porque alguém começou e achei importante colocar o que vejo como bíblico em relação a essa questão, me sentiria culpada se não o fizesse.

      Amo esse site, considero o melhor site verdadeiramente cristão que conheço.
      Abraço

    12. Seja Um Reformador Diz

      O sábado não é ponto de salvação. Mas também não é cerimonial, pois está dentro dos Dez Mandamentos e faz parte da lei moral (Êx 20:8-11). Sobre a tradição, leia Marcos 7:6-9.

    13. Wilter Porto Diz

      Se a guarda do sábado fosse algo realmente importante Jesus teria dito ou o repetido como fez com os outros 9 mandamentos. Antes pelo contrário questionou a idolatria promovida pelos judeus mediante o dia, onde ele mesmo diz em Marcos 2:25-28 25 Respondeu-lhes ele: Acaso nunca lestes o que fez Davi quando se viu em necessidade e teve fome, ele e seus companheiros?
      26 Como entrou na casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu dos pães da proposição, dos quais não era lícito comer senão aos sacerdotes, e deu também aos companheiros?27 E prosseguiu: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.28 Pelo que o Filho do homem até do sábado é Senhor.. Outra coisa que me intriga é o fato de vocês adventistas se dizerem guardadores da lei de Deus, por exemplo nunca vi um caso sequer onde um pai membro de Igreja Adventista ter apedrejado um filho por lhe serem desobedientes como diz em Deuteronômio 21:18-21 Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedeça à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e que, embora o castiguem, não lhes dê ouvidos,seu pai e sua mãe, pegando nele, o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar; e dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é contumaz e rebelde; não dá ouvidos à nossa voz; é comilão e beberrão.Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; assim exterminarás o mal do meio de ti; e todo o Israel, ouvindo isso, temerá. Será que os filos de todos os adventistas são extremamente obedientes? Ou vocês têm negligenciado a lei, isso é lei moral, e se tem quebrado esse mandamento estão contrariando o novo testamento em Tiago 02:10 Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos.

      O que está evidente para mim é que vocês são judaizantes querendo se passar por cristãos, reconheço evidentemente que boa parte da literatura e da música produzida pelos adventistas são de uma qualidade maravilhosa, com um teor voltado para Deus e sua glória, contudo as heresias não podem deixar de ser questionadas, como por exemplo a marcação infundada das datas de retorno de Cristo e também essa idolatria pelo sábado. É preciso que se entenda essa “mudança” de dia da semana, creio piamente que tudo para Deus deve ser em primeiro lugar a começar pelo dia de culto que deve ser o primeiro dia da semana, qual o problema disso? O dízimo deve ser devolvido, antes de pagar qualquer conta e por aí vai. Por acaso Deus aceita nosso culto somente no sábado? E como ficaria a advertência de Jesus “orai sem cessar”, será que Deus só escuta as orações feitas no sábado?

    14. Jefferson A Diz

      Li seus argumentos, percebo que você é conhecedor da bíblia. Mas eu tenho uma pergunta: Quando estudei a doutrina histórica dos adventistas percebi que os argumentos que hoje são usados foram formulados pela Assembleia de vocês, que A Lei e Jesus estão no mesmo patamar (mas como pode Jesus dizer: Eu sou Senhor do sábado e não ser Superior a ele?), que não existe inferno, minha salvação depende também de satanás – e não unicamente morte de Cristo na cruz – compartilhando com Jesus de uma expiação no santuário celeste em uma alusão a Lv. 16: 20-22 e que os escritos de Ellen G. White estão no mesmo patamar da Bíblia e acima de qualquer interpretação bíblica que não esteja em acordo com os escritos de Ellen tendo em vista que para os adventistas esta mulher é a única que possui o Espírito da Verdade, como pode isso? Meu querido, seus argumentos estão historicamente e biblicamente viciados, não é apenas uma questão da guarda do sábado mas também de doutrinas anti-bíblicas.

    15. Éverton Wilian Dos Reis Diz

      Como bem explana a Confissão de Westminster e os Catecismos, a lei moral de Deus está resumidamente compreendida nos 10 mandamentos. Se guardar o sábado era parte dos 10 mandamentos, logo o sábado é parte da lei moral de Deus e não cerimonial. Há textos que embasam a transposição do sábado para o domingo como o dia do Senhor, após Sua ressurreição, e como esse dia deve ser guardado, com base na prática da própria igreja primitiva e dos apóstolos, p. ex., 1Co 16.1,2, At 20.7, Ap 1.10 (cf. também a Confissão no Cap. XXI.VIII).

    16. Anderson Clayton Diz

      As escrituras não mostram que a lei moral de Deus está resumidamente compreendida nos 10 mandamentos, até mesmo porque os termos moral, cívico e cerimonial não fazem parte das escrituras, apenas do entendimento. Mesmo que se justifique que entendemos que o princípio dos 10 mandamentos é moral e portanto o sábado o seria, Cristo resumiu ainda mais para a sua Igreja, quando perguntado justamente sobre a lei com referência aos 10, que seria amor ao próximo como a sí mesmo e amor à Deus acima de todas as coisas. Não precisaríamos dos 10 para entender estes dois, sabendo que a moral de Deus está diretamente relacionada ao pecado, onde a transgreção é a prática inversa da santidade de Deus e a falta do bem. Ainda mais, por ser a lei moral de Deus a moral do próprio Deus, onde ela é totalmente baseada em Sua Santidade e a que de igual modo Ele requer de nós, de modo que a prática contrária não é e nem pode ser realizada por Ele, ou seja, Deus não comete pecado, que pecado haveria cometido Deus contra a Sua Santidade por não haver Ele mesmo descansado ao sétimo dia de sua criação? Pode-se afirmar que Deus não pôde pela sua moral deixar de descansar ao sétimo dia? Isso deve ser considerado, mesmo tendo em mente versos como Êxodo 31:13-14.

      Em Mateus 12 Cristo não advertiu os fariseus pelo questionamento como se eles estivessem acrescentando algo a mais ao mandamento, até mesmo porque textos como Êxodo 31:15 deixam bem claro que sob pena de morte “nenhum trabalho” poderia ser feito, mesmo o apresentado por Cristo em seu exemplo no verso 11 onde um grande esforço precisaria ser feito contrariando assim o descanso ordenado. Então, a questão é sob que perspectiva devemos considerar o texto de Mateus 12 e outros similares.

      O texto de Paulo aos Colossenses é muito significativo. No contexto ele fala sobre a liberdade em Cristo e sobre o cuidado para não sei deixar prender por filosofias e outras restrições onde ele menciona a própria lei e então se refere a restrições, geralmente impostas aos gentios pelos Judeus da época onde ele menciona especificamente o próprio sábado. resumidamente:

      8 Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;

      11 No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo;

      14 Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.

      16-17 Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,
      Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.

    17. rita maia Diz

      Isso, nos deixamos corromper como os da época de Jesus, invalidamos a Lei de DEUS substituindo-a pela tradição de homens…

    18. Vinícius S. Pimentel Diz

      Os adeptos da teologia do pacto concordam que se deve guardar o quarto mandamento, que é, para eles, moral e não cerimonial. Daí surgem duas possibilidades de interpretação:

      1) O aspecto moral do mandamento restringe-se aos princípios de (a) descansar na obra de Cristo, (b) ser diligente em atender às convocações da igreja para o culto público (seria a contrapartida do AT ao “não deixemos de congregar-nos” do NT) e (c) dar períodos regulares de descanso aos seus empregados. Nessa interpretação, a norma de guardar “um dia em sete” é considerada cerimonial e, portanto, cumprida em Cristo, de modo que não estamos mais obrigados à observância da sombra, permanecendo apenas os princípios acima, que são sua substância. Apesar de haver controvérsia, essa parece ter sido a opinião de Calvino.

      2) A própria regra de guardar “um dia em sete” possui caráter moral, de modo que os crentes do novo testamento estão também vinculados a ela. Todavia, o quarto mandamento não diz QUAL dia da semana deve ser guardado, apenas que um dia entre sete deve ser reservado como um dia especial de adoração (pública, familiar e individual). Assim, na Antiga Aliança, guardava-se o sétimo dia como um memorial da criação, e, na Nova, guarda-se o domingo como o dia da vitória do Cordeiro. Essa é a interpretação puritana, exposta nos padrões de Westminster.

    19. Felipe Araújo Diz

      E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.Atos 20.7 Este versículo deixa claro que desde o tempo apostólico os cristãos se reúnem para o culto solene no dia de domingo. Eu desafio você a me mostrar, na bíblia, os cristãos se reunindo no sétimo dia ou em outro dia senão o primeiro dia da semana

      Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia.
      No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar
      1 Coríntios 16:1-2 Paulo está pedindo dinheiro para doar. E justamento no primeiro dia da semana. Por que não é em outro dia? Porque era no primeiro dia da semana que se reuniam para o culto solene.

      Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.
      E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor.
      Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.
      E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.
      Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.
      Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
      Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.
      E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco João 20:19-26 Este é um dos motivos! Cristo morreu no primeiro dia da semana. Se o sétimo dia devia ser guardado por causa da criação, o primeiro é por causa da NOVA CRIAÇÃO. E Jesus demorou toda a semana para aparecer novamente, por que será que não escolheu outro dia?

      Sábado é dia de descanso, não necessariamente o sétimo dia. Coloquei algumas provas de como o primeiro dia substituiu o sétimo.

    20. rita maia Diz

      Ops, você sabe realmente o que está escrito em Jo 20:19?
      A Almeida Corrigida e Anotada diz literalmente o que está escrito em grego: “o primeiro dos sábados” em Jo 20;19, em At 20:7, em 1 Co 6:1-2
      Se estivermos enganados, nos perdoe.

  2. João Victor Diz

    Depois que eu terminar de rever algumas questões sobre o divórcio, retornarei ao estudo deste tema.

  3. Yago Martins Diz

    Só para deixar claro: embora eu seja o entrevistador, isso não significa que eu esteja concordando com tudo que está sendo dito. Este é um tema ainda muito confuso para mim e ainda estou formulando minha opinião. Mas o vídeo é ótimo para conhecermos a posição reformada clássica.

    1. Rafael Diz

      Não Yago essa não é posição reformada clássica, essa é a posição “reformada” de menos de 200 anos para trás. Não pesquisei as datas exatas, então se eu errar algum ano me perdoem (mas não vai ser muito longe disso não), mas a assembléia de Westminster terminou os trabalhos salvo engano em 671, e a posição dela era teonomista, até que em 1864, salvo engano, ela foi modificada pela PCUSA (prebyterian church EUA) para esse texto que conhecemos hoje. A confissão Belga foi teonomista até inicio dos 1900 (não lembro o ano de cabeça mas a modificação dela já foi depois de 1900). Então a posição reformada clássica é a encontrada nas institutas, em John Owen, Martin Bucer, e nas confissões reformadas sem revisão, e que perduraram por mais ou menos 1200 anos na igreja. Isso é clássico. Essa é a nova “tradição” de 200 anos para cá, não é clássica não.

    2. Yago Martins Diz

      Tá.

    3. Rafael Diz

      Opa 1671 e não 671. Então corta uns mil anos ai … rsrs
      disse que erraria por pouco mais foi por muito rsrs.

    4. Rafael Diz

      E a belga foi em 1910, seria melhor ter confirmado antes, mas… Desculpe o engano, mas no geral é isso aí!!!

    5. Vinícius S. Pimentel Diz

      Rafael, a modificação das confissões Reformadas foi no tópico sobre o papel do governo civil, e não sobre a lei civil como princípio de equidade. A respeito desse tópico, nunca houve qualquer mudança nos documentos Reformados.

  4. Seja Um Reformador Diz

    Sou Adventista do Sétimo Dia e muitas vezes este povo que busca viver em sinceridade diante de Deus é acusado de ser “legalista”, mas a explicação que o Pr Meister deu é exatamente a mesma que ensinamos, por um simples motivo: É bíblica. Gostei das seguintes observações que ele fez:

    “A graça operava no período do Antigo Testamento, então eu não posso realizar esta divisão artificial: Antigo Testamento, lei; e Novo Testamento, graça.”

    “O crente não está mais debaixo da lei cerimonial e não está mais debaixo da maldição da lei, isso é fato. […] Eu tenho que seguir a lei de Deus. Para o crente, ela [a lei] não é instrumento de salvação.”

    “A lei moral é parte do caráter de Deus. Deus é um Ser moral. A lei é uma expressão daquilo que Ele é.”

    “A função da lei cerimonial se encerra, pois Cristo a cumpre de maneira plena. Você vai ser tudo a respeito disso no livro de Hebreus.”

    No final do vídeo, meu sentimento é de exaltação ao nome de Yahweh, nosso Deus, porque este pastor é extremamente iluminado pelo Espírito Santo. Sua sabedoria vem do Céu e seu discernimento é equilibrado.

    A Bíblia ensina que Deus não muda (Malaquias 3:6) e Jesus é Yahweh (João 1:1-3, 14). Logo, foi Cristo que deu a lei a Moisés no Sinai, por isso, Ele mesmo disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mateus 5:17).

    Não somos salvos pela observância da lei, mas também não somos salvos da observância da lei. Pois “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1João 3:4). Logo, Jesus não morreu na cruz, nos concedeu graça, libertação e plenitude de vida para que continuemos a viver como transgressores.

    Todavia, Paulo nos adverte a não vivermos na fria observância externa da letra da lei. Mas, antes, como remidos pelo sangue de Jesus, o Espírito Santo escreve em nós (2Co 3:3) a lei em nossas mentes e corações (Hb 8:10). Ao contemplar o claro ensinamento entre lei e graça, que o próprio Spurgeon entendia e pregava, entendemos esta advertência: “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade” (1João 2:4).

    Jesus disse que o Espírito Santo “quando vier [e Ele já veio no Pentecostes], porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade” (João 16:13). Perceba, a TODA verdade e não a apenas uma parte dela. O que é verdade na Bíblia? Eis as colunas da verdade:

    1. Deus – Jeremias 10:10
    2. Jesus – João 14:6
    3. Espírito Santo – 1 João 5:6
    4. A Bíblia – João 17:17
    5. Os Dez Mandamentos – Salmos 119:142, 151

    O povo de Deus que espera a volta de Jesus deve ter esta característica: “guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17). Diante de tudo isso, porque muitos cristãos insistem em rejeitar o sábado (Êx 20:8-11), do quarto mandamento, que é o sinal de Yahweh com Seu povo na Terra (Ezequiel 20:12, 20) e que Jesus não aboliu (Mt 5:17-18)?

    Os que se dizem protestantes, que tem a Bíblia como norma máxima de conduta e prática cristã, continuam aceitando o domingo, um dia que foi estabelecido por Roma, acima do dia que Deus estabeleceu. Deus não deu o sábado para o judeu, pois o sábado foi dado para o homem ainda no Éden, antes de existir hebreu. Deus profetizou que uma igreja dita “cristã” haveria de mudar Sua lei (Dn 7:25). Não há um único texto no qual Deus autorizou a mudança da adoração do sábado para o domingo. Aos que fazem isso porque “Jesus ressuscitou no domingo”, devem ler o que Cristo disse:

    “Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.” (Marcos 7:6-9)

    “Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração.” (Hebreus 3:15).

    1. rita maia Diz

      Gostei do seu texto, mas desculpe, Yeshua não é YHWH, é Filho dEle.
      Yeshua nos resgatou da maldição da Lei.
      Yeshua não nos resgatou da Lei.
      A salvação é pela fidelidade, a santificação e as bençãos, pela obediência a Lei.
      Terei muita dificuldade em acreditar em alguém que pregue desobediência a DEUS.

    2. Seja Um Reformador Diz

      Irmã Rita, Shalom!

      Percebo apenas que a irmã confunde alguns conceitos sobre a natureza de Deus, tais como: unicidade e pluralidade. Não posso pregar desobediência a Deus, jamais faria isso. Mas, realmente, desconfie daquele que pregue a salvação pela obediência, isso sim está errado.

      A Bíblia diz que “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1 João 3:4) e também diz “Se me amais, guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15). Quem foi salvo pela maravilhosa graça de Jesus, ama tanto a Deus que nunca mais na sua vida vai querer magoá-lo. Ama tanto a Deus que vai querer fazer toda a vontade do Pai. Ama tanto a Deus que vai querer ser obediente. O Espírito Santo nos guia nesta obediência. A nossa obediência é mérito de Jesus e não nossa. Ele foi perfeito em cumprir tudo. A nós só cabe aceitar o pacote da salvação (vida eterna + mudança de caráter + obediência) mediante a fé em Cristo. Paulo diz que “o cumprimento da lei é o amor” (Romanos 13:10).

    3. rita maia Diz

      Querido irmão adventista: belas argumentações, belos textos.
      Algo que aprendi com os judeus messiânicos é que podemos divergir nas interpretações e continuar sendo irmãos.

      Gostei muito da parte em que você diz sobre quem “ama tanto a Deus que vai querer fazer toda a vontade do Pai… que vai querer ser obediente…”

      Neste momento me senti um pouco menos sozinha, pois é assim que me sinto. Estudo a Lei não para ser salva, mas porque já sou salva. Porque quero, por gratidão, e como forma de adoração, fazer, dentro do possível, toda a vontade do PAI.

      Shalom! Shalom!

    4. Seja Um Reformador Diz

      Louvado seja o SENHOR, nosso Deus!!!

    5. Anderson Clayton Diz

      Gostei do levantamento das naturezas da Verdade, mas não seria tão dispensacionalista (se é que se pode dizer) assim. Mas e o que se diz quanto Hebreus 7:12,18, Colossenses 2:16-17, Galatas 3:24-25 e referências?

    6. Seja Um Reformador Diz

      Caro irmão Anderson, graça e paz!

      A “mudança de lei” de Hebreus 7:12 não se refere aos dez mandamentos, basta ler o capítulo todo, ou melhor, basta ler a perícope inteira para se constatar isso. Aqui está se justificando porque o sacerdócio de Jesus é verdadeiro, mesmo, perante a lei CERIMONIAL, ele não ser da descendência de Arão (os únicos permitidos a ser sacerdotes no templo).

      Colossenses 2:16-17 eu expliquei logo acima, ao irmão Frank Brito.

      A epístola de Paulo à igreja da Galácia visa combater o mau uso da lei de Deus. Haviam judaizantes fazendo com que o povo abandonasse a graça (favor imerecido) e buscasse justificação própria com base na observância dos mandamentos de Deus. Este é o pano de fundo que motivou Paulo escrever o que escreveu. O “aio” de Gálatas 3:24 é a lei moral, mas aqui não está dizendo que ela foi abolida, mas que ela serviu (e continua servindo), pois a lei de Deus (os dez mandamentos) são como um espelho. Eles apenas nos revelam que estamos “sujos”, mas não provê o sabonete da graça e a água da misericórdia, por isso, como “aio”, ela nos conduz a Jesus, a única solução para o nosso problema. O sangue dEle nos limpa. Depois disso, voltamos até o espelho, e nos vemos limpinho porque a justiça de Cristo foi creditada em nossa vida mediante a fé em seu sacrifício expiatório. A Palavra de Deus é linda não é mesmo? Louvado seja Deus por isso!

    7. Anderson Clayton Diz

      Bom dia Irmão, Graça e Paz!

      Compreendo claramente que Hebreus 7:12 diz respeito a questões cerimoniais, o ponto seria a definição da “categoria” do mandamento do sábado.

      Quanto ao texto de Gálatas 3:24, sim, também entendo que se refere a lei moral num argumento de Paulo que fica ainda mais claro em Romanos 7, mas neste ponto, se a lei moral serve para nos apontar o pecado, ou em suas palavras, nos mostrar que estamos “sujos”, considere por favor, (para que não precise repetí-lo aqui) o argumento que apresentei em resposta ao irmão Éverton Wilian Dos Reis, mais a baixo.
      De mesmo modo, considero de uma forma diferente o texto de Colossenses 2, que quanto ao seu argumento em resposta ao irmão Frank Brito, não foi muito claro, ou devo dizer, aparentou ser contraditório, veja:

      No primeiro ponto de sua defesa você afirma:

      “1- O sábado do quarto mandamento, dia de adoração semanal, não é “sombra das coisas que haviam de vir”, pois trata-se de um memorial da criação. Ou seja, nos chama atenção para o passado e não “para as coisas que haviam de vir”.”

      Aqui você diz que o Sábado não se aplica como “sombra das coisas que haviam de vir” e que o mesmo aponta para o passado e não para frente. Porém devemos compreender que TODA a escritura sagrada aponta para Cristo, que apesar de não ter início e nem fim, de estar com Deus e ser Deus na criação de todas as coisas, havia sido prometido para um tempo no futuro, no qual conhecemos a sua vinda entre nós. Logo, é para este momento que todo o velho testamento apontava e aponta.

      Além do ponto de vista sobre “para onde apontam” essencialmente os textos bíblicos, seu argumento sobre o texto específico de Paulo não foi objetivamente claro, afinal, bem frisou em seu 2º argumento:

      “2- Devemos considerar o contexto imediato do verso. Paulo diz: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados” (Cl 2:16) e depois ele coloca a condição porque ninguém deve nos julgar a este respeito, pois TUDO ISSO “tem sido sombra das coisas que haviam de vir” (Cl 2:17).”

      Ora, se TUDO ISSO refere-se aos objetos citados no verso anterior, é claro que Paulo está incluindo o sábado na lista das “sombras”. E também, não que você esteja defendendo isto, mas de maneira alguma podemos considerar que o “julgamento” que Paulo se refere é pela prática de tais coisas e não pela ausência das mesmas.

      Enfim, para validar seu último argumento:

      “Em Colossenses 2:16-17, Paulo está dizendo que não somos obrigados a adotar nenhum costume judaico, principalmente referente às leis cerimoniais, pois em Jesus todas elas foram encerradas. Por isso o véu do templo rasgou quando Jesus morreu na cruz (Mt 27:51).”

      teria definitivamente que excluir o sábado das palavras de Paulo, ou ele haveria cometido um erro?

      Se tem um entendimento mais claro, ou uma exegese mais detalhada sobre o texto específico do verso 16 (não referente a minha, mas referente a sua mesmo) e o objetivo do sábado ali dentro, por favor, seja mais claro.

      Fraternalmente, em Cristo.

    8. Seja Um Reformador Diz

      Verdadeiramente Paulo escreveu tudo o que escreveu de forma inspirada, quem questionar isso, questiona a própria autoridade das Escrituras e longe isso de mim.

      Paulo disse sábado mesmo, mas é que no antigo Israel haviam dois sábados. Como pode o irmão estar dizendo isso, você deve estar se perguntando? É simples. Vejamos o que diz o texto:

      “São estas as festas fixas do SENHOR, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao SENHOR oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio, além dos sábados do SENHOR, e das vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao SENHOR.” (Levítico 23:37-38)

      Este ‘sábados’ de Colossenses 2:16-17 aí estão associados a dias de festa e Lua nova, que eram solenes festividades nacionais JUDAICAS, ou feriados FIXOS. Ora, o sábado do decálogo não tem esta natureza. Não era festivo e nem típico.

      O sábado que Paulo cita no contexto de dias de festas e de lua nova era cerimonial. Basta lembrar que a raiz da palavra hebraica “sábado” é “descanso”. Logo, os sábados cerimoniais eram feriados nacionais. Em Levítico 23:37-38, o próprio Yahweh, nosso Deus, faz distinção entre os sábados judaicos e os sábados dEle. E no contexto que Ele fala sobre lei cerimonial, o SENHOR diz “além dos sábados do SENHOR”.

      A Páscoa, por exemplo, era um “sábado” no sentido de nenhum trabalho ser realizado neste dia, mas a páscoa podia cair na segunda, terça ou quarta e mesmo assim ainda ser “sábado”. De caráter totalmente diferente, o sábado do SENHOR é semanal e foi instituído pelo próprio Deus, não por uma igreja.

      Concordo contigo que “devemos compreender que TODA a escritura sagrada aponta para Cristo”, mas não preciso violentar o contexto imediato e claro das Escrituras para fazer isso. Até porque Jesus disse que é o Senhor do Sábado (Mt 12:8), foi Ele quem o estabeleceu e só Ele pode mudar, mas não o fez (Mt 5:17-19).

    9. Anderson Clayton Diz

      Olá meu irmão adventista, Graça e Paz novamente!

      Ok, concordamos que Paulo, e não somente ele, mas os escritores bíblicos foram inspirados pelo Espírito Santo para compor suas obras conforme 2 Pedro 1:16-21 e 2 Timóteo 3:14-17, e diria mais, até mesmo os responsáveis pela atual formação do cânon como o conhecemos também. Mas, além disso, o restante acho que apenas complicou um pouco mais.

      Veja o que observei:

      Você argumenta que sábado também pode ser entendido como um feriado a partir do significado direto da palavra, que neste caso é shabbâth que seria traduzido como descanso. Concordo, sábado significa descanso, ou ainda um intervalo, logo, o sábado não é o sétimo dia, mas o sétimo dia é um sábado, assim como o sétimo ano era também um sábado – Levíticos 25:4 – e também o primeiro dia do sétimo mês era um sábado – Levíticos 23:24-32 – (muito embora eu não tenha profundo conhecimento de como era o calendário hebreu, poderia considerar, pela ignorância, que há a possibilidade de coincidir com o sétimo da semana). Mas o que noto aqui, é que em todos os versos encontrados sobre o sábado, seja em qual dia for, ou ainda anos ou o que quer que seja, a palavra hebraica é a mesma shabbâth, inclusive em Êxodo 20:8. Ou seja, não há diferença entre sábados!

      Mas Além da análise da palavra hebraica você diz:

      “Este ‘sábados’ de Colossenses 2:16-17 aí estão associados a dias de festa e Lua nova, que eram solenes festividades nacionais JUDAICAS, ou feriados FIXOS. Ora, o sábado do decálogo não tem esta natureza. Não era festivo e nem típico.”

      Bom, poderia concordar com você sobre a natureza do sábado do quarto mandamento, de que ele não é “festivo”, mas leiamos:

      “Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua.” Êxodo 31:16.

      “Celebrando-o”… para mim isto significa festa sim! O salmista que o diga. Mas nem precisamos ir tão longe à frente, pois em Êxodo 10:9 diz: “… porque temos de celebrar uma festa ao Senhor”.

      Mas para que não se tenha dúvidas sobre que possível sábado seria o deste verso 16, o verso imediatamente anterior diz:

      “Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente morrerá.” Êxodo 31:15.

      É bastante óbvio que se refere ao sétimo dia do Senhor, que é um dos sábados e que este, apesar de não ter a ênfase dos demais, também era um dia de celebração.

      Bom, com isto quero voltar ao texto de Paulo aos Colossenses, lá, a palavra grega usada é sabbaton, que é justamente uma transliteração da palavra hebraica shabbâth. Quero dizer com isto que é muito razoável que Paulo estivesse se referindo a TODOS os sábados já que sendo um homem extremamente letrado e ainda mais, guiado pelo Espírito Santo, ele não usou de especificações. Isto que estou considerando a análise dos significados das palavras para entender os sábados, mas nem precisaria, pois se no final das contas Paulo usa ali em seu texto as palavras “DIAS DE FESTAS” porque razão ele repetiria os sábados festivos??? Não seriam pois dias de festas de acordo com sua ponderação???? Para que tal redundância?

      Mas antes de terminar, deixe-me voltar ao texto que você usou, Levítico 23:37-38. Você diz que por razão do “além dos sábados do Senhor” no 38, Deus estaria fazendo distinção entre os “Seus” sábados e o dos “judeus”… Ora, há sábado dos Judeus? Há, como você disse em outro parágrafo, sábado instituído por uma Igreja? Não foi pois Deus, o Senhor, que instituiu a todos os sábados? Não foi Ele quem criou cada um e os santificou para si? Quando Deus cria todas as solenidades, ou seja, as festas citadas em todo o capítulo 23 dentre as quais se apresentam diversos sábados diferentes, Ele não inicia e encerra a narrativa dizendo: “Estas são as solenidades do SENHOR” VS 4 e 44? Seriam instituídos por quem e para quem afinal estes sábados todos?

      Sobre as escrituras apontarem para Cristo, não creio mesmo que haja necessidade de violentar o contexto imediato, claro que não, mas creio que o contexto imediato não é o que parece à vista de primeiro momento, como que se a principal finalidade do texto fosse a literal e, portanto, histórica (no sentido de apenas registrar o evento histórico e validá-lo como um final absoluto), não, creio que o contexto para ser entendido é justamente o de toda a obra (66 livros), logo, a conclusão que tiro dos sábados, com respaldo, é:

      “Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus.” Hebreus 4:9 (ACF).

      Onde para repouso é usada a palavra grega sabbatismos, que significa descanso sabático, que é uma palavra derivada de sabbaton que como já disse, é uma transliteração de shabbâth, ou seja, sábado. Assim, na NVI não equivocadamente ficou: (apesar de não gostar desta tradução):

      “Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus;” Hebreus 4:9

      Ainda antes de terminar, tenho o pensamento, meu, não o respaldo com as escrituras apesar de pensar assim a partir delas, de que um objetivo específico para os sábados, todos, seria providenciar um tempo para santificação do povo em dedicação total. Vejo por hoje, tantas vezes nossas rotinas nos ocupam a mente de tal forma que fica difícil se concentrar em uma meditação ou oração. Isto não seria problema para nós hoje uma vez que Cristo nos santifica pela sua obra e a nossa luta pela santificação deixou de ser inalcançável ou inatingível, mas para eles poderia ser um “facilitador” mesmo que tendo o objetivo de mostrar que ainda com isso não o poderiam de fato alcançar ou atingir.

      Deus abençoe.

    10. Anderson Clayton Diz

      Amados, bom dia… Passei a noite toda sonhando com sábados em português, inglês, hebraico e grego.. hehe

      Não havia lido ainda, mas ao ler agora pela manhã, concordo plenamente com a resposta do irmão Frank Brito em resposta ao seu argumento sobre o texto de Colossenses, caro irmão adventista. Trouxe evidências suficientemente claras, ao menos para mim, sobre quais seriam os SÁBADOS, LUAS NOVAS e FESTAS FIXAS. Assim como julgo não haver redundâncias em Paulo, como que referências a eventos de mesmo significado, não há redundância em nenhum dos autores das diversas referências pelo irmão citadas.
      Que a Paz do nosso Senhor esteja sobre todos nós. Ótimo dia a todos.

    11. Anderson Clayton Diz

      Olá novamente, não quero sobrecarregar nosso irmão adventista, mas creio que outros pontos foram abordados anteriormente e não foram diligentemente tratados.
      O irmão poderá claramente apresentar uma única resposta a tudo isto, como lhe aprouver, mas realmente preciso então acrescentar algumas coisas.

      Quanto ao texto de Levítico 23, só mais uma, o “Além dos sábados do Senhor e dons, e votos e ofertas”, aqui o “além” não está significando uma conjunção aditiva? Ou seja, “Guardem estas festividades junto com os sábados e holocaustos e todo o mais que já faziam”. (paráfrase pessoal.) Na NVI diz: “Isso fora as do sábado do Senhor e fora as dádivas e votos de vocês, e todas as ofertas voluntárias que vocês derem ao Senhor.” Levítico 23:38. Na católica diz: “sem falar dos sábados do Senhor, de vossos dons, vossos votos e de todas as ofertas espontâneas que fizerdes ao Senhor”. Ou seja, não está separando as coisas, mas juntando.

      Bom, além desta ênfase na relação entre o texto de Paulo aos Colossenses e os textos do AT, eu disse em comentário ao argumento do irmão Éverton Wilian dos Reis que, em outras palavras, o texto de Mateus 12 precisaria ser devidamente analisado. Você irmão adventista, usou este verso afirmando apenas que Cristo não mudou o sábado, sem fazer uma análise exegética dele, mas, será mesmo que não mudou?

      Há uma diferença significativa do 4º mandamento em relação aos demais e isto precisa ser observado. Olhemos para as Palavras de Jesus em suas citações de alguns dos mandamentos:

      “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.
      Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.” Mateus 5:21-22.

      “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.
      Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mateus 5:27-28.

      Isto, citando diretamente dois dos dez mandamentos, mas ainda cita textos externos do decágono mas devidamente relacionados com os 10, portanto morais, para estes Ele diz:

      “Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite.
      Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.” Mateus 5:31-32.

      E assim com o juramento; sobre forma de punição quanto ao “olho por olho, dente por dente” e ainda sobre o amor ao próximo mas ódio para com os inimigos.

      O que se observa aqui? Claramente Jesus não estava invalidando os mandamentos, inclusive aqueles que sendo observações de caráter moral, estavam fora do decágono. Pelo contrário, Ele apresentou uma observação ainda mais profunda, mais criteriosa, uma análise bem menos hipócrita da que se vinha sendo feita pelos religiosos da época, que me faz pensar que deliberadamente desejavam a morte com todo gosto, sem de fato “praticar” o ato para não ter culpa, talvez até maquinando formas de trucidação contra seus adversários deleitando-se em seus pensamentos, e ainda, com respaldo pelo “ódio pelos inimigos” do verso 43 que julgavam ser um ato aprovado, bem como a ideia de vingança que provavelmente traziam do texto do AT quanto ao “olho por olho” segundo o verso 38, que era uma determinação punitiva dos mandamentos.

      O mesmo em relação ao adultério, com pensamentos completamente lascivos totalmente livres de qualquer remorso, deleitando-se o máximo possível em suas mentes já que não o podiam “praticar”, possivelmente desejando mulheres de suas proximidades, desde que em hipocrisia, não fosse mulher de outro, para não cair diretamente no 10º, ou seja, que fossem solteiras.

      Mas em relação ao sábado? Os comentários do Senhor quanto ao dia do mandamento a ser guardado em descanso são completamente diferentes: Em Mateus 12 os fariseus questionaram sobre a colheita de espigas praticada pelos discípulos do Senhor naquele dia. Ora, creio que diferente da hipocrisia com a qual lidavam com os demais mandamentos, como pude supor acima, não o fizeram em relação a esse, pois julgaram justamente como violação aquilo que os discípulos faziam, como lemos:

      “Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá.
      E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam.
      Então disse o SENHOR a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?” Êxodo 16:26-28

      É bem claro que até mesmo a colheita do alimento do dia era proibida por Deus, sob acusação de recusa a guardar os mandamentos e leis do Senhor. No entanto, os discípulos o fizeram com a autorização de Jesus. Não é interessante notar que ao invés de deixar mais rígido, como com os demais, aqui Jesus o folga? E diga-se que só O vejo fazer com este.

      Ainda em um momento posterior quando novamente questionado sobre o sábado, mas desta vez quanto à cura, Ele não julga aprovado e nitidamente sensato o salvamento da ovelha de sua pergunta hipotética? Com isto Ele está mais uma vez aprovando um nível de esforço totalmente contrário ao entendimento do “descanso sabático”. Textos como o de Êxodo 31:15 dizem:

      “Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente morrerá.”

      “Algum trabalho”, com certeza salvar um animal de uma cova é definitivamente um trabalho.

      Voltando ao primeiro relato de Mateus, Jesus cita o evento em que Davi pega dos pães da proposição que eram sagrados e que só os sacerdotes poderiam comer, segundo o mandamento do Senhor. (note-se aqui referência a um evento ligado à lei cerimonial!). O texto de 1 Samuel 21 à que Jesus se refere nada tem haver com sábado, logo, o que Cristo mostra é uma exceção, e porque? Não é com a intenção de afirmar que quanto sábado também há? Mas quê mandamento do Senhor de ordem moral tem exceções? Só posso me lembrar do 6º mandamento, “Não matarás”. Quanto a esse, o próprio Senhor inúmeras vezes mandou matar, logo, aqueles que eram proibidos de matar se encontravam matando. Mas isto não voluntaria e inconsequentemente, não, eram exatamente ordens do Altíssimo que é o Autor da Vida, que dá a quem quer e a tira como lhe aprouver. Fora isso, não encontro outras exceções.

      Davi não foi condenado pelo seu ato, nem os seus homens. Porque usar analogia daquele verso senão para aplicar ao sábado o mesmo sentido? Vemos ainda Jesus falar dos sacerdotes que no templo violam o sábado e ficam sem culpa! Ora, se o violam não quer dizer que o desobedecem, quebrando assim o mandamento? Outra vez se referindo a um evento totalmente cerimonial! Então Ele diz: “Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo” Mateus 12:6. Deve-se entender que o Templo era o responsável por tornar inculpáveis àqueles que violavam o sábado e logo, Ele era ainda maior que este templo, por isso seus discípulos ao colher espigas e mesmo Ele ao curar no sábado, ou seja, quebrando diretamente o mandamento, não eram culpados. Isto tudo, sem analisar outros versos, como João 7:23, por exemplo, que sendo completa e inquestionavelmente refutada a circuncisão, neste exemplo se mostra superior ao sábado, onde o mandamento deste é quebrado para cumprimento daquele e Cristo não o repreende como erro, antes, justifica pela tal sua obra.

      Agora mais um ponto importante. Deve-se observar que Jesus fez e disse estas coisas enquanto exercia seu ministério, que estava de certa forma sujeito às leis cerimoniais. Como bem o irmão adventista lembrou e disse: “Por isso o véu do templo rasgou quando Jesus morreu na cruz (Mt 27:51).”, sim, ele foi rasgado precisamente no momento da morte, mas porque? Segundo ao autor de Hebreus, lemos:

      “E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
      Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador.
      Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?” Hebreus 9:15-17.

      Logo, as mudanças significativas que Cristo estabeleceu foram determinadas com a sua morte, sendo apenas neste momento validada a mudança da lei. Cristo durante seu ministério ainda estava sujeito ao sábado bem como Ele mesmo teve que ser circuncidado na carne, algo que sabemos não ter valor algum, e se estando sujeito fez o que fez, imagine o que vale agora se não há sujeição e vigora definitivamente uma nova lei, um novo mandamento? (que não é novo, é velho, mas é apresentado e cumprido de forma bem diferente).

    12. Anderson Clayton Diz

      Correção: a análise de Jesus não foi menos hipócrita, obviamente ela não teve hipocrisia alguma, esta, condizia apenas com os fariseus. A análise de Jesus Cristo foi perfeita.

    13. Felipe Araújo Diz

      O texto de colossenses fala dos aspectos cerimonias do Sábado. Porém, sendo o quarto mandamento também é moral. Porém, quanto a isso o novo testamento deixa claro que o sétimo dia foi substituido pelo primeiro( Atos 20.7; 1 co 16.2).

    14. rita maia Diz

      Desculpe Felipe, sei que você tem boas intenções, mas:
      1) você sabe o que está realmente escrito em At 20:7? e em 1 Co 16:2?
      2) Se realmente DEUS tivesse mudado de idéia em relação a um mandamento tão “martelado” e cobrado até aquele instante, ELE não teria deixado isso claríssimo para não haver confusão?
      3) JESUS guardava o Sábado, quem somos nós para contestá-lo? Que autoridade um papa tinha para mudar isso?

    15. Anderson Clayton Diz

      Querida Rita, Graça e Paz.

      Sobre Jesus guardar o sábado, leve em consideração que Ele mesmo estava sob um velho testamento. Jesus não apenas guardava o sábado, mas cumpria toda a lei, seja ela de qual categoria fosse, Ele foi circuncidado na carne, ao modelo de Abraão, devemos fazer o mesmo? Até que o véu fosse efetivamente rasgado, não houve mudanças quanto ao nosso acesso a Deus. Jesus estabeleceu um novo testamento e uma mudança na lei após sua morte e ressurreição. Sugiro que leia a postagem a baixo.

      Deua a abençoe.

    16. Christian Diz

      É Jesus guardava inclusive a lei cerimonial, então deixe de repetir esse argumento, pois obviamente ele teria que guarda toda a lei para nos justificar, vc que fazer tudo que Jesus fez então circuncide o seu primogênito ao oitavo dia.

    17. Anderson Clayton Diz

      Caro Felipe Araújo, Graça e Paz.

      Sobre o sábado ser moral, por favor, leia as outras postagens que enderecei ao irmão adventista que não está mais participando, principalmente a parte referente ao texto de Mateus 12. Pondere e dê um parecer, se discordar, argumente sobre o porque e apresente outro entendimento a respeito. Obviamente não estou a defender o comprimento literal do 4º mandamento, mas também não julgo ser o caso de uma substituição, como que do sábado, ou melhor, sétimo dia para o primeiro.
      No caso do encontro de Jesus com aquela mulher samaritana (João 4), ela questinou sobre qual o local correto para adoração, pois Israel havia se divido nas mãos de Roboão, filho de Salomão, no que se poderia chamar de Israel do norte e Israel do sul, não tivesse a nação de sul passado a se chamar Judá apenas. Deus havia ficado com os Judeus na divisão e era correto que o local aceito por Deus era o templo de Salomão em Jerusalém, capital de Judá. Já os samaritanos, de Samaria a capital da então Israel, diziam que era em um monte. A resposta de Jesus foi objetiva: “O local já não importa mais”. Creio que limites de “quando” também podem ser entendidos da mesma forma.

      Deus abençoe.

    18. Frank Brito Diz

      A Lei vigora, é verdade, e sua lógica sobre ela vigorar está substancialmente correta. Mas a observação do sétimo dia não era uma exigência moral, mas era uma sombra da Lei e, portanto, foi ab-rogada juntamente com todas as outras sombras da Lei. Colossenses 2.

    19. Seja Um Reformador Diz

      Irmão, por favor, não fique zangado comigo, eu te peço em nome de Jesus. Mas, um exegeta bíblico jamais utilizaria Colossenses 2:16-17 para “provar” que não devemos observar o quarto mandamento da lei de Deus pelos seguintes motivos:

      1.O sábado do quarto mandamento, dia de adoração semanal, não é “sombra das coisas que haviam de vir”, pois trata-se de um memorial da criação. Ou seja, nos chama atenção para o passado e não “para as coisas que haviam de vir”. Veja o texto:

      “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Êxodo 20:8-11)

      O motivo que devemos guardar de realizar trabalho neste dia é porque “em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e, ao sétimo dia, descansou”. Quando aconteceu isso?

      “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” (Gênesis 2:2-3).

      2. Devemos considerar o contexto imediato do verso. Paulo diz: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados” (Cl 2:16) e depois ele coloca a condição porque ninguém deve nos julgar a este respeito, pois TUDO ISSO “tem sido sombra das coisas que haviam de vir” (Cl 2:17).

      A lei moral (dez mandamentos) em nenhum lugar da Bíblia é utilizada como apontando algo para o futuro. Diferentemente, a lei cerimonial (a de sacrifícios) sim, essa sim. Lá era morto um cordeirinho sem defeito e Jesus é chamado de o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. A lei cerimonial, a que organizava as funções do tabernáculo terrestre, essa sim “tem sido sombra das coisas que haviam de vir” (Cl 2:17).

      Foi essa lei que Paulo disse: “Porque o fim da lei é Cristo” (Romanos 10:4). A palavra “fim” neste texto, em grego, é “telos” que significa também “conclusão de um ato ou uma condição”. Jesus é a conclusão da lei cerimonial, pois tudo no tabernáculo terrestre apontava para seu sacrifício expiatório.

      Em Colossenses 2:16-17, Paulo está dizendo que não somos obrigados a adotar nenhum costume judaico, principalmente referente às leis cerimoniais, pois em Jesus todas elas foram encerradas. Por isso o véu do templo rasgou quando Jesus morreu na cruz (Mt 27:51).

    20. Frank Brito Diz

      “… e tendes a vossa plenitude nele, que é a cabeça de todo principado e potestade, no qual também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados com ele no batismo, no qual também fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos; e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz. Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de DIAS DE FESTA, ou de LUA NOVA, ou de SÁBADOS, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo”. (Cl 2.10-17)

      Podemos entender com clareza que ele está se referindo ao sétimo dia de cada semana quando comparamos a estrutura do que ele diz aqui com a estrutura de diversos textos no Antigo Testamento.

      “Ora, resolveu Salomão edificar uma casa ao nome do Senhor, como também uma casa real para si. Designou, pois, Salomão setenta mil homens para servirem de carregadores, e oitenta mil para cortarem pedras na montanha, e três mil e seiscentos inspetores sobre eles. E Salomão mandou dizer a Hurão, rei de Tiro: Como fizeste com Davi, meu pai, mandando-lhe cedros para edificar uma casa em que morasse, assim também fazem comigo. Eis que vou edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus e lha consagrar para queimar perante ele incenso aromático, para apresentar continuamente, o pão da preposição, e para oferecer os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas do Senhor nosso Deus”. (II Crônicas 2.1-4)

      Este texto registra a iniciativa do rei Salomão de construir o templo. Aqui ele menciona algumas coisas que deveriam acontecer neste templo: “oferecer os holocaustos da manhã e da tarde, NOS SÁBADOS, nas LUAS NOVAS e nas FESTAS FIXAS do Senhor nosso Deus”. Devemos notar que Salomão cita aqui as mesmas coisas que Paulo citou as Colossenses, mas em ordem
      invertida: “Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa
      de DIAS DE FESTA, ou de LUA NOVA, ou de SÁBADOS, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo”. (Cl 2.10-17)

      Salomão estava se referindo a uma obrigação da Lei. Quando buscamos na Lei a que obrigação Salomão se refere, fica absolutamente claro que Salomão estava se referindo ao sétimo dia da semana.

      == SÁBADOS ==

      “Disse mais o Senhor a Moisés: Ordena aos filhos de Israel, e dize-lhes… No dia de sábado oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e dois décimos de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, com a sua oferta de libação; é o holocausto de todos os sábados, além do holocausto contínuo e a sua oferta de libação”. (Nm 28.9-10)

      == LUA NOVA ==

      “Nos princípios dos vossos meses oferecereis em holocausto ao Senhor: dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito; e três décimos de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, para cada novilho; e dois décimos de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, para o carneiro; e um décimo de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, para cada cordeiro; é holocausto de cheiro suave, oferta queimada ao Senhor. As ofertas de libação do mesmo serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto de cada mês, por todos os meses do ano. Também oferecerás ao Senhor um bode como oferta pelo pecado; oferecer-se-á esse além do holocausto contínuo, com a sua oferta de libação”. (Nm 28.11-15)

      == DEMAIS FESTAS ==

      Páscoa

      “No primeiro mês, aos catorze dias do mês, é a páscoa do Senhor. E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; por sete dias se comerão pães ázimos. No primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; mas oferecereis oferta queimada em holocausto ao Senhor: dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos eles sem defeito; e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite; oferecereis três décimos de efa para cada novilho, dois décimos para o carneiro, e um décimo para cada um dos sete cordeiros; e em oferta pelo pecado oferecereis um bode, para fazer expiação por vos. Essas coisas oferecereis, além do holocausto da manhã, o qual é o holocausto contínuo. Assim, cada dia oferecereis, por sete dias, o alimento da oferta queimada em cheiro suave ao Senhor; oferecer-se-á além do holocausto contínuo com a sua oferta de libação; e no sétimo dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis”. (Nm 28.16-25)

      A Festa das Semanas (ou Pentecostes)

      “Semelhantemente tereis santa convocação no dia das primícias, quando fizerdes ao Senhor oferta nova de cereais na vossa festa de semanas; nenhum trabalho servil fareis. Então oferecereis um holocausto em cheiro suave ao Senhor: dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano; e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para cada novilho, dois décimos para o carneiro, e um décimo para cada um dos sete cordeiros; e um bode para fazer expiação por vós. Além do holocausto contínuo e a sua oferta de cereais, os oferecereis, com as suas ofertas de libação; eles serão sem defeito”. (Nm 28.26-31)

      A Festa das Trombetas

      “No sétimo mês, no primeiro dia do mês, tereis uma santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; será para vós dia de sonido de trombetas. Oferecereis um holocausto em cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos sem defeito; e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para o novilho, dois décimos para o carneiro, e um décimo para cada um dos sete cordeiros; e um bode para oferta pelo pecado, para fazer expiação por vós; além do holocausto do mês e a sua oferta de cereais, e do holocausto contínuo e a sua oferta de cereais, com as suas ofertas de libação, segundo a ordenança, em cheiro suave, oferta queimada ao Senhor”. (Nm 29.1-6)

      O Dia da Expiação

      “Também no dia dez deste sétimo mês tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; nenhum trabalho fareis; mas oferecereis um holocausto, em cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos eles sem defeito; e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para o novilho, dois décimos para o carneiro, e um décimo para cada um dos sete cordeiros; e um bode para oferta pelo pecado, além da oferta pelo pecado, com a qual se faz expiação, e do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e as suas ofertas de libação”. (Nm 29.7-11)

      A Festa dos Tabernáculos

      “Semelhantemente, aos quinze dias deste sétimo mês tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; mas por sete dias celebrareis festa ao Senhor. Oferecereis um holocausto em oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor: treze novilhos, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, todos eles sem defeito; e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para cada um dos treze novilhos, dois décimos para cada um dos dois carneiros, e um décimo para cada um dos catorze cordeiros; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No segundo dia, doze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e as suas ofertas de libação: No terceiro dia, onze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No quarto dia, dez novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No quinto dia, nove novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No sexto dia, oito novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No sétimo dia, sete novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No oitavo dia tereis assembleia solene; nenhum trabalho servil fareis; mas oferecereis um holocausto em oferta queimada de cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para o novilho, para o carneiro e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. Oferecereis essas coisas ao Senhor nas vossas festas fixas, além dos vossos votos, e das vossas ofertas voluntárias, tanto para os vossos holocaustos, como para as vossas ofertas de cereais, as vossas ofertas de libações e os vossos sacrifícios de ofertas pacíficas”. (Nm 29.12-39)

      Era a isso que Salomão se referia quando mencionou a necessidade de “oferecer os holocaustos da manhã e da tarde, NOS SÁBADOS, nas LUAS NOVAS e nas FESTAS FIXAS do Senhor nosso Deus”. (II Crônicas 2.4) Claramente os sábados eram o sétimo dia de cada semana, as luas novas acontecia mensalmente e as festas fixas eram demais celebrações. Em I Crônicas vemos também as três coisas juntas:

      “Eis porque, segundo as ultimas palavras de Davi, foram contados os levitas da idade de vinte anos para cima. Porque o seu cargo seria o de assistirem aos filhos de Arão no serviço da casa do Senhor, nos átrios, e nas câmaras, e na purificação de todas as coisas sagradas, e em qualquer trabalho para o serviço da casa de Deus, cuidando dos pães da proposição, e da flor de farinha para a oferta de cereais, quer seja de bolos ázimos, quer seja do que se assa na panela, quer seja do que é misturado com azeite, e de toda sorte de medidas e pesos; e de estarem cada manhã em pé para render graças e louvor ao Senhor, e semelhantemente à tarde. e oferecerem continuamente perante o Senhor todos os holocaustos, nos SÁBADOS, nas LUAS NOVAS e nas FESTAS FIXAS, segundo o número ordenado”. (I Crônicas 23.27-31)

      Em Neemias também:

      “…para os pães da proposição, para a contínua oferta de cereais, para o contínuo holocausto dos SÁBADOS e das LUAS NOVAS, para as FESTAS FIXAS, para as coisas sagradas, para as ofertas pelo pecado a fim de fazer expiação por Israel, e para toda a obra da casa do nosso Deus”. (Neemias
      10.33)

      Em Ezequiel também:

      “Tocará ao príncipe dar os holocaustos, as ofertas de cereais e as libações, nas
      FESTAS, nas LUAS NOVAS e nos SÁBADOS, em todas as festas fixas da casa de Israel. Ele proverá a oferta pelo pecado, a oferta de cereais, o holocausto e as ofertas pacíficas, para fazer expiação pela casa de Israel”. (Ez 45.17)

      Isaías também:

      “Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As LUAS NOVAS, os SÁBADOS, e a convocação de
      assembleias … não posso suportar a iniquidade e o ajuntamento solene! As
      vossas LUAS NOVAS, e as vossas FESTAS SOLENES, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer”.(Is 1.13-14)

      Em Oséias também:

      “Também farei cessar todo o seu gozo, as suas FESTAS, as suas LUAS NOVAS, e os seus SÁBADOS, e todas as suas assembleias solenes”. (Oséias 2.11)

      Sendo assim, fica perfeitamente claro ao que Paulo estava se referindo quando Paulo citou as três coisas juntas. Está claro que quando ele falou nos sábados, ele estava se referindo ao sétimo dia da semana. Está claro que Paulo reconhecia que a necessidade de guardar o dia de sábado era uma sombra que havia se cumprido em Cristo.

    21. Frank Brito Diz

      Você disse:

      “O sábado do quarto mandamento, dia de adoração semanal, não é “sombra das coisas que haviam de vir”, pois trata-se de um memorial da criação. Ou seja, nos chama atenção para o passado e não “para as coisas que haviam de vir”.

      A sua lógica é “se comemorava algo passado então não pode ser sombra das coisas que haviam de vir”. Que esta é uma ideia falsa pode ser facilmente demonstrada quando consideramos que o sacrifício da PÁSCOA, por exemplo, comemorava a libertação do povo da escravidão do Egito (evento PASSADO), mas ainda assim era “sombra das coisas vindouras”. Sendo assim, o fato de algo comemorar um evento passado, como a Criação, não significa que tal lei não poderia ser uma sombra.

    22. Max Vieira Diz

      Muito bom! Adicione-me no Facebook! Graça e Paz ‘Reformador’!!!

    23. Frank Brito Diz

      E não, a questão do Domingo não tem nada a ver com a Igreja Romana. Isso é historiografia falsa e quem divulga isso é culpado de quebrar o nono mandamento.

    24. Seja Um Reformador Diz

      Caro irmão Frank, esta é uma acusação muito séria, a que fez a meu respeito (Mt 7:1-2). Em 3 de março de 321 d.C., o imperador Constantino emitiu o primeiro decreto para se observar o domingo (e automaticamente rejeitar o sábado bíblico), no decreto está escrito:

      “Que os juízes e o povo das cidades, bem como os comerciantes, repousem no venerável dia do Sol.”

      Sim, a adoração aos domingos surgiu do paganismo. O “venerável dia do Sol” é o domingo, que em inglês, é “sunday” (sun = Sol e day = dia). Contrariando claramente o que está escrito: “Levantando os olhos para o céu e vendo o sol, a lua, as estrelas e todo o exército do céu, não se deixe seduzir para adorá-los e servi-los.” (Deuteronômio 4:19).

      O Concílio (Sínodo) de Laodiceia, realizado por volta de 363-364 d.C. (as datas variam), registra a primeira proibição à guarda do sábado bíblico. Bispos se reuniram em Laodiceia e decretaram: “Os cristãos não devem judaizar” (ou seja, não devem guardar o sábado) “e permanecer ociosos durante o sábado”.

      Daniel 7:25 diz que um poder vindo de Roma tentaria mudar a lei do Senhor. Deus nos diz para ficarmos alerta! Existem várias declarações de fontes católicas romanas que reconhecem a igreja como responsável pela mudança do sábado. A obra The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine explica esse fato da seguinte maneira:

      “Pergunta: Qual é o terceiro mandamento?
      Resposta: O terceiro mandamento é: Lembra-te do dia de sábado para o santificar.

      Pergunta: Qual dia é o sábado?
      Resposta: O sábado é o sétimo dia da semana.

      Pergunta: Por que observamos o domingo em vez do sábado?
      Resposta: Observamos o domingo em vez do sábado porque a Igreja Católica transferiu a solenidade do sábado para o domingo.”

      A lei de Deus foi mudada pela Igreja Católica Romana nos séculos 4º e 5º. Isso não é segredo algum. A igreja reconhece abertamente esse fato. Em sua edição de 23 de setembro de 1893, o periódico The Catholic Mirror afirmou:

      “A Igreja Católica, mais de mil anos antes da existência do protestantismo, em
      virtude de sua divina missão, mudou o dia de sábado para o domingo.”

      Karl Keating, um destacado escritor católico dos Estados Unidos, direcionou seu desafio aos protestantes: “Fundamentalistas se reúnem para adorar no domingo. No entanto, não existe nenhuma evidência na Bíblia de que a adoração coletiva deveria ser feita nesse dia. O sábado judaico, ou dia de descanso, é, obviamente, o sétimo dia da semana. Foi a Igreja Católica que decidiu ser o domingo o dia de adoração para os cristãos, em honra à ressurreição. (Catholicism and Fundamentalism: The Attack on “Romanism” by “Bible Christians” (San Francisco: Ignatius, 1988), p. 38.)

    25. Frank Brito Diz

      “Caro irmão Frank, esta é uma acusação muito séria, a que fez a meu respeito”

      Se você estivesse preocupado em evitar acusações sérias, você mesmo teria seriamente se preocupado em não levantar acusações sérias e a respeito da instituição Domingo, como a que você levantou baseada em historiografia falsa.

      Você disse:

      “Em 3 de março de 321 d.C., o imperador Constantino emitiu o primeiro decreto para se observar o domingo”

      O fato de Constantino ter legislado o Domingo como um dia de descanso não significa que tal coisa foi instituida no Cristianismo por ele. Para provar que foi instituida por ele, não basta demonstrar que ele legislou. Você tem que demonstrar que a legislação dele foi uma inovação, que não foi baseado no costume já anteriormente existente no Cristianismo.

      De fato, Constantino legislou o Domingo, mas isso foi simplesmente baseado naquilo que JÁ ERA um costume da Igreja, MUITO ANTES de Constantino. Isso é bem documentado em autores que precedem Constantino e, portanto, é falso testemunho dizer que tal coisa foi instituida por ele. Nós temos registro da prática já no segundo século por meio de Justino Martír em sua obra “Primeira Apologia”, especificamente no capítulo 67. Você pode ler esta obra aqui:

      http://www.coramdeo.com.br/scriptorium/patristica/Justino_Primeira_Apologia_Port.pdf

      Recomendo o livro “From Sabbath to the Lord’s Day” do D.A. Carson para que você obtenha um registro histórico bem documentado de que tal coisa foi anterior Constantino e que ele simplesmente legislou o que já existia.

    26. Caio Satiro Diz

      Por você ser um adventista eu naturalmente desconfiaria dos seus argumentos, é um erro que não sei exatamente o porque tenho, mas veja só, eu li com atenção o que você disse e foi o argumento mais claro pra mim até agora, mesmo eu já me opondo a obrigação do sábado.

      Mas veja também, minha igreja tem cultos todos os dias e eu vou quase todos quando não em todos, o que eu penso sobre isso???
      quer dizer não há um dia especial para guardar, porque em todos estamos cultuando.

      ??

    27. Seja Um Reformador Diz

      Caro irmão Caio, obrigado por sua sinceridade. Antes de sábado, de lei e de qualquer coisa, somos remidos pelo sangue do Cordeiro de Deus e um dia, todos nós aqui, iremos viver para sempre na Nova Jerusalém, isso é o mais importante. Amém?

      O que fico preocupado é que Satanás tem conseguido enganar muitos cristãos ao fazerem pensar que a adoração é do jeito que nós queremos. Isso é um engano satânico. Adoração é do jeito de que Deus quer. É para Ele, não é para nós. São as músicas que Ele gosta. São os sermões da Sua Palavra e é o dia que Ele escolheu.

      Todos os dias são do SENHOR, pois Ele mesmo os criou, um por um, na semana da criação. Todavia, apenas um deles o SENHOR santificou (Gn 2:3). Santificar, na Bíblia, é separar. Deus separou este dia, de forma especial, e nos deu como um presente, a fim de que não realizemos nenhuma obra. É um dia de visitar doentes, orar por presos, ir a igreja também (não só neste dia, mas neste dia é o culto principal), etc.

      Os homens dizem que é o domingo (porque na Bíblia não há um único verso sequer que autorize a mudança da adoração do sábado para o domingo), Deus diz que é o sábado Eu fico com Pedro, quando disse: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” (Atos 5:29)

    28. Felipe Aráujo Diz

      E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.Atos 20.7 Este versículo deixa claro que desde o tempo apostólico os cristãos se reúnem para o culto solene no dia de domingo. Eu desafio você a me mostrar, na bíblia, os cristãos se reunindo no sétimo dia ou em outro dia senão o primeiro dia da semana

      Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia.
      No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar
      1 Coríntios 16:1-2 Paulo está pedindo dinheiro para doar. E justamento no primeiro dia da semana. Por que não é em outro dia? Porque era no primeiro dia da semana que se reuniam para o culto solene.

      Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.
      E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor.
      Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.
      E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.
      Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.
      Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
      Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.
      E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco João 20:19-26 Este é um dos motivos! Cristo morreu no primeiro dia da semana. Se o sétimo dia devia ser guardado por causa da criação, o primeiro é por causa da NOVA CRIAÇÃO. E Jesus demorou toda a semana para aparecer novamente, por que será que não escolheu outro dia?

      Sábado é dia de descanso, não necessariamente o sétimo dia. Coloquei algumas provas de como o primeiro dia substituiu o sétimo. Você tem um bom conhecimento geral da relação lei e graça( melhor que o normal), porém, precisa aprender mais sobre o quarto mandamento.

    29. rita maia Diz

      Felipe, você tem razão, o primeiro dia (que começava logo após o por-do-sol do sétimo dia), era usado para compartilhar o pão e arrecadar ofertas, pois no Shabbat isso não era feito. Paulo não pregou um dia inteiro e uma noite, mas pregou a partir do por de sol do Shabbat até a madrugada.

      Se os primeiros irmãos não guardavam o Shabbat, desprezando assim o exemplo do Messias e a Lei de DEUS, e cultuavam apenas no dia do sol, porque o papa teve que, cerca de 300 anos depois, instituir uma lei obrigando-os a trabalhar no Sabbat?

      (Só lembrando: Jesus se disse o “Senhor do Shabbat”)

    30. =D Diz

      Cuidado em chamar domingo de dia do Sol apenas por causa de Sunday, se for nesses termos saturday se tornaria do dia de saturno.

    31. Yuri Caio Diz

      Olhe atentamente o contexto pois nenhum deles está na guarda do domingo, doar dinheiro não é cultuar a Deus é uma obra q devemos fazer sempre e Paulo estava coletando para algum projeto e isso naum é prova para dia de guarda Mais uma vez olhe o contexto, no capítulo diz q os Apóstolos estavam reunidos com medo dos Judeus, estar reunido por medo, não significa guardar um dia, pois se for por dia de guarda o sábado será soberano em toda a bíblia e ainda podemos colocar q Cristo ressuscitou no domingo pq no Sábado ele descansou. Também leia Lucas 23:56 E os Apóstolos guardavam o Sábado, veja: Sim! Os discípulos de Jesus foram fiéis. Quer ver? “E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três Sábados disputou com eles sobre as Escrituras.” – Atos 17:2.Paulo e Barnabé foram a luz de Deus para os gentios. Veja: “Ao saírem eles, rogaram-lhes que no Sábado seguinte lhes falassem estas mesmas palavras… No Sábado seguinte afluiu quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus.” – Atos 13:42,44.
      Ouça mais: “E todos os Sábados discorria na Sinagoga, persuadindo tanto a judeus, como gregos.” – Atos 18: 4. Percebeu? Os judeus e gentios, todos fielmente observando o Sábado. Paulo pregou o evangelho durante 18 meses (78 Sábados) em Corinto (Atos 18:11), e 27 meses (116 Sábados) em Éfeso (Atos 19:8-10).
      Paulo trabalhava do primeiro ao sexto dia, porém, no Sábado, fechava a oficina de fazer tendas e ia para a Igreja (Atos 18:1-4). Lídia, a vendedora de púrpura, aceitou a Jesus, pela pregação de Paulo, no Sábado à beira de um rio, no Continente Europeu (Atos 16:13-15). E, a igreja daí surgida, passou a observar o Sábado.

    32. joao Diz

      Os adventistas cometem erro ao dizer que o sabado é o selo de Deus.O selo na verdade é o espírito santo porque fomos selados por ele.
      JESUS não citou o sábado como mandamento ao jovem rico.Se fosse importante este mandamento o teria citado.
      Entendo que o sabado é uma simbologia para conscientizar ao cristão que deve pelo menos guardar um dia da semana ao Senhor independente de ser qualquer dia.

    33. Caio Satiro Diz

      “O crente não está mais debaixo da lei cerimonial e não está mais debaixo da maldição da lei, isso é fato. […] Eu tenho que seguir a lei de Deus. Para o crente, ela [a lei] não é instrumento de salvação.”

      Como as obras, que não salvam, mas uma fé sem elas é morta.

    34. Weslei Diz

      Você pode guardar o sábado e não ser salvo e pode não guardar e ser salvo, e todo o inverso também é verdadeiro.

    35. Humberto FAS Diz

      Todo aquele que aceitou a cristo como Salvador e Senhor, e isto por misericórdia de Deus, assume o caráter de Cristo com alegria profunda, tal que o seu comportamento reflete essa nova vida, o que, consequentemente, o torna cumpridor da leil Há algo importante a ser percebido aqui: a lei é cumprida por desejarmos a viver segundo o caráter de cristo, não o contrário, isto é, tentar refletir Jesus esmerando-se em cumprir a lei. Esse éi o pensamento equivocado dos judeus: buscam a Deus cumprindo a lei que Jesus sempre soube sermos incapazes de cumprí-la. Ele, Jesus, é o caminho que, trilhado, nos leva a cumprir a lei. Não há dia especial para servir a Deus. Todos os dias são o dia de adorarmos a Deus, em todas as situações do nosso viver, em espírito e em verdade. Agradeço a Deus que. por Cristo, em Cristo e com Cristo, nos faz viver em abundância. Amém!

    36. Edmar Diz

      Paz meu irmão, faço suas palavras as minhas, pois Ele próprio disse: Eu sou o Senhor do sábado, os judeus precisavam de um dia específico da semana para se santificarem a Deus, mais hoje somos lavados pelo sangue de Jesus e nele somos cumpridores desta lei.Ora Jesus disse : Vinde a mim todos os que estas cansados e oprimidos e eu vos aliviarei, ou seja (descanso) Ele é o nosso descanso e o descanso.

    37. Operário do Rei Diz

      Você discorreu um pensamento belo, sincero e muito importante, é uma pena que você ‘encalhou’ no sábado!

    38. Christian Diz

      Deus profetizou que uma igreja dita “cristã” haveria de mudar Sua lei

      É então esse dito cristão sou eu e se não me engano o próprio Mauro Meister que vc tanto elogiou,e ainda tantos outros que não guardam o sábado, vc deveria ser mais coerente e assumir sua posição professada no templo e que foi sutilmente exposta aqui, que nós os que não guardamos o sétimo dia fazemos parte da falsa igreja dita “cristã”,e porque vc fica vindo pescar estudos aqui pois até onde eu saiba o conteúdo aqui exposto não é Adventísta

  5. Anderson Clayton Diz

    Observo o seguinte: Afirmar um período de Lei e outro de Graça, como pactos ou alianças, é complicado se entendermos com isto que houveram duas tentativas de “acordo”, uma vez que a Palavra nos fala de reconciliação, admitindo-se hipotéticamente que a primeira houvesse falhado para então se justificar a última. Descarto este pensamento apartir do entendimento (modesto) monergista, uma vez que Deus em sua soberania não teria jamais “falhado”. Olhando para as escrituras vejo o texto de Romanos 15:4 e não limito sua abrangência apenas às experiências dos autores bíblicos ou sujeitos de suas narrativas, mas a verdadeiramente “…tudo o que dantes foi escrito…” 1 Coríntios 10:11 também me esclaresse muito sobre isto. A dedução lógica do Pr. Mauro quanto a salvação de indivíduos no período do antigo testamento me é bastante satisfatória, a Graça infalivelmente operava já no AT e creio também que efetivamente firmada em Cristo Jesus, pois as profecias específicas quanto ao redentor, por exemplo, foram anunciadas por profetas que verdadeiramente creram nestas mensagens, se salvos, não o seriam de outra forma que não pela Graça por meio da fé em Jesus o Messias. Davi dá testemunhos claros de crer no Senhor e vemos a informação do próprio Senhor Jesus de que até o patriarca Abraão nEle creu. Mas sem se aprofundar no entendimento de que Jesus é manifesto em todo o AT e que este à Ele aponta, posso deduzir que todo o tempo foi e é tempo da Graça de Deus, mas para que esta fosse manifesta como hoje a conhecemos, “exemplos” e outras “ferramentas” foram usadas por Deus naqueles tempos, como claramente vemos na história de Abraão e sua oferta, Isaque, por exemplo.
    Como o irmão Yago comentou, também não tenho opinião definitivamente formada sobre o assunto, nem quanto ao que falei bem quanto a todo o resto do assunto, mas sei que até então cria, mesmo sem conhecer as doutrinas, propriamente estruturadas com seus “títulos”, no que no texto do Pr. Piper se chama Teologia do Pacto, mas me interessei bastante pela Teologia da Nova Aliança.
    Deus abençoe a toda a equipe do Voltemos, como sempre trabalhos muito edificantes. Glórias à Deus.

    1. Anderson Clayton Diz

      É útil acrescentar Hebreus 10:1 aos textos de Romanos e 1 Coríntios. Cristo não foi um plano B.

    2. Gabriel Luckas Diz

      COm certeza Irmao. Cristo é o Unico Plano! Quando Vi Graça(Cruz) no tempo do AT meu coracao se encheu de Alegria. A Cruz é o meio por qual os Homens sao Salvos em todas as Epocas. Até porque não há Logica na Salvacao dos Homens se For por Outro Meio

      Graças ao Pai Pela Sua Graça!

  6. Frank Brito Diz

    “Ele declara que são mestres falsos e enganadores aqueles que não ensinam seus discípulos a obediência a Lei e que são indignos de ocupar um lugar na Igreja aqueles que de alguma maneira enfraquecem a autoridade da Lei; e, por outro lado, que são os mais honestos e fiéis ministros de Deus que, tanto em palavra quanto em exemplo, ensinam a guardar a Lei… Aqueles que desprezam a doutrina da Lei, qualquer sílaba que seja, será rejeitado como o menor dos homens… Cristo declara que, quando Sua Igreja fosse renovada, nenhum mestre deveria ser aceito nela se não aqueles que são expositores fiéis da Lei e que trabalham para manter sua doutrina inteiramente”. (João Calvino, Comentário de Mateus 5.17-19)

    QUEM NÃO DEFENDE A VALIDADE DA LEI COMO PADRÃO DE JUSTIÇA PARA REGER NOSSAS VIDAS NÃO É REFORMADO E MUITO MENOS BÍBLICO!

    1. Yago Martins Diz

      Frank e sua sutileza de sempre :p

    2. reino da verdade Diz

      Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.
      Romanos 10:4

    3. Nádia Britto Panaino Diz

      Sim, querido irmão…. o termo original grego para “fim” neste texto tem o sentido de “finalidade”; e não “finalizado”.

  7. Nivaldo Pereira de Souza Diz

    “O Cristão vive entre 2 dias: O dia em que Cristo foi pendurado diante dos homens e o dia em que todos os homens vão se ajoelhar perante Cristo. Isso é que é motivação!” Paul Washer

  8. Nivaldo Pereira de Souza Diz

    Parabéns a excelente entrevista com Mauro Meister, que foi bem didático na sua pouca fala, acredito que a 2ª Edição do Livro estará ainda melhor. Meu posicionamento sobre o tema é a posição clássica.

  9. Hugo Diz

    Graça e Paz amados.

    Bom primeiramente gostaria de saber porque o caro adventista faz aqui num blog cristão, mas tudo bem…

    Apenas passei pra lembrar os amados irmãos que: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.” (Tiago 2 : 10)

    Quem se habilita a tentar????

    1. Seja Um Reformador Diz

      Caro irmão Hugo,

      Sinceramente, tive que ler duas vezes o que você disse para realmente ter certeza que havia entendido bem. Tenho certeza que muitos dos cristãos zelosos que tem acompanhado estas postagens também se entristeceram ao perceber que tais palavras vieram de um cristão.

    2. Jefferson A Diz

      Li seus argumentos, percebo que você é conhecedor da bíblia. Mas eu tenho uma pergunta: Quando estudei a doutrina histórica dos adventistas percebi que os argumentos que hoje são usados foram formulados pela Assembleia de vocês, que A Lei e Jesus estão no mesmo patamar (mas como pode Jesus dizer: Eu sou Senhor do sábado e não ser Superior a ele?), que não existe inferno, minha salvação depende também de satanás – e não unicamente morte de Cristo na cruz – compartilhando com Jesus de uma expiação no santuário celeste em uma alusão a Lv. 16: 20-22 e que os escritos de Ellen G. White estão no mesmo patamar da Bíblia e acima de qualquer interpretação bíblica que não esteja em acordo com os escritos de Ellen tendo em vista que para os adventistas esta mulher é a única que possui o Espírito da Verdade, como pode isso? Meu querido, seus argumentos estão historicamente e biblicamente viciados, não é apenas uma questão da guarda do sábado mas também de doutrinas anti-bíblicas.

    3. rita maia Diz

      Hugo, suas palavras ao irmão adventista me fazem questionar sua definição de cristão.
      E me levaram a perguntar, segundo sua definição, o que você estaria fazendo aqui?

  10. Gabriel Luckas Diz

    Vi o Video li a maioria dos comentarios e Deixo Minha Humilde Opniao

    Nao vivemos de Letras Escritas na Lei mas pelo Espirito que em nós Vive (Rm 7.6) que Nos transforma a Imagem de Cristo (2a Co 3.18).

    Eis o Ponto: A Lei(mandamento) de Cristo vai ainda Além da Lei de Moisés, enquanto Moisés diz pra nao matar Cristo diz pra Nao Odiar, ,etc. Dizer que Cristo estava dando o Verdadeiro Significado da Lei no Monte é forçar a Escritura a Dizer o que nao Disse. “Ouvistes o que Foi Dito” “Eu Porém Vos Digo”. Cristo estava dando a Sua Lei, Baseada em Si Mesmo. O Proprio Contexto mostra que uma era a justiça dos Fariseus e outra a Dos Discipulos de Cristo.

    Nosso Modelo é ainda muito maior do que A Lei, que agora tem SIM partes Internalizadas em Nós pelo Espirito, mas sao apenas Sombra do Cristo Perfeito. Os Mandamentos de Cristo se relacionavam com o Amor, pois ao Amar a Pai e ao Proximo cumprimos a Lei que se Baseia no Amor. Cristo é Amor. Viu a Conexao?

    Cristo é Amor que nos Orientou a Amarmos para Sermos Perfeitos Cumprindo a Lei que se Baseava no Amor que era apenas uma Sombra em todos os Sentidos do Proprio Cristo.

    Portanto, voltar à Lei como forma de Santificação seria um retrocesso, seria Terminar na Carne o que Comecou no Espirito, passaria de uma religiao onde devemos FAZER e nao a Boa Nova onde por Cristo SOMOS, visto que Somos Transformados a Imagem de Cristo pelo Espirito e nao na Caducidade da Letra. Sendo a Lei a Sombra do Perfeito vemos SIM muitos pontos importantes e Firmes que podemos até mesmo praticar, mas a Realidade é Cristo, pelo Espirito, sempre Superior â Propria Lei. Repito, Seria um Retrocesso, ainda que aparentemente valido em alguns pontos.(chamada Lei Moral)

    Obs1: Separar a Lei Em 3 só Vi na Teologia, na Escritura nunca vi.

    Obs2: Leio ha alguns Anos o NT e nao vejo de forma alguma, principalmente em Paulo, um incentivo em se praticar a Lei, ao contrario ( Rm 2.29, 1a Co 9.21, Rm4.15)

    Obs3: O tema é complexo e requer muito estudo e confesso que talvez eu nao consiga expor tao bem meu ponto de vista ;D

    >> Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Gálatas 2:19 << Paz a Todos

    1. rita maia Diz

      Irmão, sobre sua Obs2:
      Se você ler com atenção o livro de Atos você verá Paulo (Shaul) cumprindo a Lei, e se defendendo dizendo que nunca deixou de cumpri-la.
      Verá que milhares de judeus reconheceram a Yeshua como o Messias e que continuaram a ser praticantes da Lei.
      Infelizmente a igreja romana, para justificar a perseguição aos judeus, sempre enfatizou os que não creram, e os que perseguiam a Shaul. E tentando nos separar da Oliveira onde fomos enxertados.
      Em todos os tempos encontraremos religiosos ocupados com poder político e posição, distantes da vontade de DEUS, acrescentando e impondo costumes e tradições humanas. Entre os judeus não foi e não é diferente.

    2. Gabriel Luckas Diz

      Paz irma.

      Concordo, Saulo cumpria a Lei. Mas em 1a Co 9.6 ele diz “E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei.” Logo após vai dizer q vivia como que Sem Lei para os que estavam sem Lei, mas na verdade Saulo nao estava Sem Lei só por Crer em Cristo, alias ele Estava na Lei de Cristo (nao na de moisés).

      Saulo a Cumpria em Seus Costumes e Rituais apenas por Viver entre Judeus, pra nao por Escandalo aos que Creriam mesmo que ele a Praticasse e Depois Pregasse o Evangelho a Eles.

      Por isso alguns mandamentos sao dados aos Discipulos Gentios em Atos 15 “pois Moisés é lido todos os sabados nas sinagogas” para que nao se gerasse Tumultos e empecilhos ao Caminho. Se bem que nao deram a Circuncisao e a Lei aos Gentios Cristaos, mas apenas “algumas coisas Necessarias…”

      E Sim os Judeus antigos que se Convertiam a Cristo continuavam Guardando a Lei, os gentios nao. Paz

  11. ricardo Diz

    Gostei da entrevista! Bastante esclarecedora, equilibrada, não tendenciosa. Não tenho a pretensão de julgar ninguém quanto ao assunto, pois tenho certeza que, quando as coisas forem totalmente esclarecidas, nos espantaremos com o quanto estávamos longe da verdade.

  12. ricardo Diz

    Quanto ao culto no sábado ou domingo, tema do debate intenso abaixo: O dia de sábado é o mesmo dia de sábado dos Judeus??? ou seja, é exatamente, até hoje, o mesmo dia santificado pelo Senhor? Aguardando a resposta ……………

  13. Seja Um Reformador Diz

    Quando falamos sobre a lei de Deus, devemos entender que o que está em jogo é o caráter de Deus. Eu disse em um comentário abaixo que sou Adventista do Sétimo Dia e não quero que ninguém de vocês deixem as igrejas de vocês para virem frequentar a minha. Deus é minha testemunha que não é este o meu desejo, mas que todos cheguem ao entendimento do que a Palavra de Deus diz a este respeito. Que deixemos de lado tradições, ponto de vistas e opiniões de líderes manipuladores e fiquemos somente com o que as Escrituras afirmam.

    O desejo de Satanás é revelado a nós: “Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isaías 14:13-14). Satanás sempre atacou a lei de Deus, porque ele sempre atacou a justiça e o caráter do SENHOR.

    Creio que meus comentários aqui foram suficientes. As Escrituras mesmo dizem algo sobre isso: “Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis” (Tito 3:9). Além de tudo, não é a força dos argumentos que nos levam ao entendimento das Escrituras, pois Deus diz: “Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos” (Zacarias 4:6), é o Espírito Santo de Deus que “convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8). Graça e Paz a todos!

  14. Edson Correa Diz

    Olá meus amados irmãos em cristo,
    Desculpem-me a ingenuidade, mas Jesus diz em João 6:37 que “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.”

    Então talvez não dependamos da lei, mas se nós dependemos dela, não seria o caso de ter que nos circuncidarmos quando nos convertêssemos para começar a cumpri-la, pois se não cumprimos essa lei de que adianta cumprir as demais? Ou devemos cumprir apenas aquelas que nos interessam, que são mais fáceis ou as que nossa religião determina?
    Se não me engano são 613 leis e não apenas dez. Leis que eu entendo que Jesus Cristo resumiu em apenas duas em Lucas 10:27.
    Será que algum dos irmãos já conseguiu decorar todas as 613 leis e segui-las? Eu não consigo! Será que vou para o inferno por conta disso?

    1. rita maia Diz

      Olá irmão Edson!

      Quanto a Jo 6:37, acredito que realmente não seremos lançados fora jamais, mas também acredito que temos a opção de sairmos fora.

      Não dependemos da Lei para sermos salvos.Nem Jesus cumpriu todos os 613 preceitos, pois muitos são específicos, a circuncisão física, por exemplo é específica para o descendentes físicos de Abraão que creem no DEUS de Israel.

      Cumprir a Lei pode ser uma demonstração de amor. Penso que DEUS tinha motivos para dizer a Israel o que ele desejava de um povo separado para ELE. Lembre que os gentios que criam eram acrescentados a Israel, se tornando, também, pela fé, filhos de DEUS. Mas, segundo os apóstolos não precisavam cumprir a Lei dada aos filhos de Israel, mas precisavam sim, cumprir as Leis dadas a Noé.

      CUMPRIR OS MANDAMENTOS NÃO LIVRA DO INFERNO.

      Você poderia cumprir todos os possíveis dentre os 613, e iria para o inferno da mesma maneira, SÓ A FIDELIDADE A JESUS E SEU DEUS E PAI pode nos livrar do Sheol e do Inferno (que foi preparado para o Adversário e seus anjos)

      OBEDECER A DEUS É A FORMA DE DEMONSTRAR AMOR A ELE.

      Um exemplo: se ELE deixou claro aos israelitas que abominava a ingestão de carne de porco, quem sou eu para cometer essa abominação diante dELE? Agradar ao meu estômago e desagradar a DEUS? Nem pensar… Não é uma questão de ser proibido ou não, é uma questão de: é demonstração de amor a DEUS.

      Mas não é isso que fazemos o tempo todo? Agradamos a nós mesmos e desagradamos ao ETERNO, mas como sabemos se O estamos desagradando? Onde ELE fala o que lhe é agradável?. Mas Seu Espírito em nós nos capacita a sermos separados, mas desejamos isso?

      SEDE SANTOS POR QUE EU SOU SANTO.

      SER SANTO NÃO É NÃO COMETER PECADO. Lendo em um dos profetas notei que DEUS diz que Israel era santo para ELE enquanto estava no deserto, no entanto era um povo pecador demais (como somos hoje).

      ENTÃO FICA A PERGUNTA: O QUE É SER SANTO? COMO O POVO DE DEUS PODE SER SANTO PARA ELE HOJE?

  15. Max Vieira Diz

    Interessantíssimo!!! Até então nenhum pastor ou cristão que conheço acredita que devemos

    guardar os 10 Mandamentos! São dispensacionalistas! Mas me pergunto: como pode ser assim? Na verdade concordam com 9 mandamentos e arrumam desculpas para não guardar o 4° (Lembra-te do Sábado para o santificar [Êxodo 20] ). O que vocês acham? Não há na Bíblia toda alguma indicação de que ele tenha sido abolido! E pra variar usam aquela desculpa de que Cristo aboliu a Lei! Impossível!!! Deus diz que sua Lei é Imutável e Jesus confirma isso; Ele vai além: Jesus diz que veio cumprir a Lei e que quem ensinasse diferente do que na Lei está escrito, seria chamado menor no Reino de Deus e que não passariam os céus e a terra sem que tudo se cumprisse (Mt. 5,18-20)!

    Paulo (que muitos usam para defender este erro) diz: “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.” (Rm 3.31)

    Jesus diz que vem buscar uma Igreja que guarda os Mandamentos de Deus e Tem a Fé em Jesus..(Ap.12:17 e Ap 14:12).

    Os Cristãos atuais se esquecem que o 4º mandamento!!!

    E Daniel já falava (profetizava) a mudança de Lei não por parte de Deus mas do “Iníquo” que vigora ainda neste mundo porém, com nome diferente… (Dn.7:25)

    Vejamos que quem tropeça em UM dos mandamentos será culpado de Todos!!!

    Paz seja multiplicada!

    1. Anderson Clayton Diz

      Graça e Paz. Irmão Max, sugiro que leia a todos os comentários de seu colega adventista, o “seja um reformador” e então o as respostas a ele já submetidas e então participe apresentando argumentos dentro do que já foi discutido.

      Deus abençoe.

    2. Max Vieira Diz

      Desculpe Irmão Anderson, não entendi corretamente o que disse! Poderia repetir?

    3. Anderson Clayton Diz

      Olá, Graça e Paz. Claro, é que em relação ao seu comentário e seus questionamentos, bastante coisa já foi discutida aqui. Em defesa do sábado o Irmão “Seja Um Reformador” a quem em outro post você pediu que lhe adicionasse no face, já postou muitos argumentos com suas referências bíblicas. Eu como outros irmãos já o respondemos com nossos argumentos. Principalmente um irmão chamado Frank Brito e eu. (apesar de eu não ser completamente favorável da idéia de troca de sétimo dia por primeiro). Pedi para você ler todas estas postagens e então desse continuidade, se possível e quiser, já que muita coisa foi respondida ao adventista (Seja Um Reformador) mas ele não contra argumentou mais.
      Deus abençoe.

  16. Edmar Diz

    ótima abordagem, confesso que esse negócio de lei e graça pra mim também é ainda um pouco confuso, mais o que importa é fazermos sempre a vontade do Senhor nosso Deus, cumprindo os seus mandamentos para assim estarmos verdadeiramente amando o Senhor.

    “Se me amais guardareis os meus mandamentos”.João 14:15

  17. Rogério B. Kohn Diz

    Para mim é bem simples, conforme Deuteronomio 13. Se Jesus pregou contra a Torah, não era digno de confiança. Nas palavras dele mesmo: “Não vim abolir a Torah” e “apartai-vos de mim vós que praticais a “anomia” (negação da Torah)”. Paz do Pai a todos!

  18. rita maia Diz

    Parabenizo Pastor Mauro Meister pela coragem e sinceridade.
    E a cada irmão, que por amor, tentou esclarecer, ao outro, seu ponto de vista, sua forma de interpretar as Escrituras, a posição doutrinária que segue.
    Precisamos aprender uma coisa dos judeus: divergir sem dividir.
    A Igreja já está fragmentada demais. Só um milagre nos fará UM.

  19. Bruno Diz

    Pessoal do VE, estão cometendo um erro grave!! Não estão colocando as referências bibliográficas das imagens que vocês colocam nas postagens!! Por favor, peço para que nas próximas deixem bem explícito a origem das imagens e fotos.

    Obrigado

  20. Bruno Rodrigues Diz

    Excelente

  21. Marcelo Augusto Diz

    Concordo com muitaas coisa que ele disse! a Primeira Sim no AT pessoas foram salvas pela graça de Deus! e é confirmado no Novo Testamento,quando a Palavra diz que o Cordeiro foi Imolado antes da fundação do Mundo quer dizer que a graça já existia antes do mundo ser MUNDO! e é verdade Cristo sofreu toda a maldição da lei nas suas costas a Ira do Deus todo poderoso mas a Lei é o que Deus ama e se deleita os Dez Mandamentos é pra seguimos e fazermos a vontade de Deus pq os Dez mandamentos são os Dez mandamentos Santos de Deus! Devemos seguir a Lei de Deus e não tentar nos justificar por meio da lei pois a justificação só há em um Cristo Jesus Nosso Senhor!

  22. Maria Teresa Cury Solar Diz

    Perfeito. Esse pastor esta totalmente de acordo com a palavra de Deus

  23. Patricia Torres e Silva Diz

    "QUANTO EU AMO A TUA LEI SENHOR, ELA É A TUA PRÓPRIA GRAÇA" ALELUIA!!

  24. Patricia Torres e Silva Diz

    "QUANTO EU AMO A TUA LEI SENHOR, ELA É A TUA PRÓPRIA GRAÇA" ALELUIA!!

  25. Patricia Torres e Silva Diz

    "QUANTO EU AMO A TUA LEI SENHOR, ELA É A TUA PRÓPRIA GRAÇA" ALELUIA!!

  26. Patricia Torres e Silva Diz

    "QUANTO EU AMO A TUA LEI SENHOR, ELA É A TUA PRÓPRIA GRAÇA" ALELUIA!!

  27. Patricia Torres e Silva Diz

    "QUANTO EU AMO A TUA LEI SENHOR, ELA É A TUA PRÓPRIA GRAÇA" ALELUIA!!

  28. Patricia Torres e Silva Diz

    "QUANTO EU AMO A TUA LEI SENHOR, ELA É A TUA PRÓPRIA GRAÇA" ALELUIA!!

  29. Patricia Torres e Silva Diz

    "QUANTO EU AMO A TUA LEI SENHOR, ELA É A TUA PRÓPRIA GRAÇA" ALELUIA!!

  30. Patricia Torres e Silva Diz

    "QUANTO EU AMO A TUA LEI SENHOR, ELA É A TUA PRÓPRIA GRAÇA" ALELUIA!!

  31. Patricia Torres e Silva Diz

    "QUANTO EU AMO A TUA LEI SENHOR, ELA É A TUA PRÓPRIA GRAÇA" ALELUIA!!

  32. PATRICIA Diz

    COMO RECEBERÍAMOS A GRAÇA SE NÃO FOSSE PELA LEI ? TUA LEI É A PRÓPRIA GRAÇA ALELUIA!!

  33. Chateira Diz

    eu só quero saber se sou obrigado a dar o dizimo(10%) na igreja ou não?? alguem tem a resposta???????

  34. Yuri Caio Diz

    Na bíblia diz: LUCAS 23:56- Em seguida, foram para casa e prepararam perfumes e especiarias aromáticas. E descansaram no SÁBADO, em obediência ao mandamento.
    Os discípulos de Cristo guardaram o sábado
    E no capítulo 24:1-3 de Lucas diz: No PRIMEIRO DIA DA SEMANA, de manhã bem cedo, as mulheres levaram ao sepulcro as especiarias aromáticas que haviam preparado.Encontraram removida a pedra do sepulcro,mas, quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus.

    Se nós com total convicção afirmamos q o 1ºdia q Cristo ressuscitou foi o Domingo, então o dia q os discípulos guardaram foi o 7º no caso o Sábado. E não como alguns dizem guardem um dia em sete, na bíblia essas passagens já especificam qual é o dia que deve ser guardado

  35. Juliana Monteiro Diz

    perfeito! fiquei querendo ver mais…rsrs..

  36. Juliana Monteiro Diz

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  37. Juliana Monteiro Diz

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  38. Juliana Monteiro Diz

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  39. Andreoni Camargo Diz

    Bom demais Parabéns!

  40. Andreoni Camargo Diz

    Bom demais Parabéns!

  41. Andreoni Camargo Diz

    Bom demais Parabéns!

  42. Fellipe de Miranda Diz

    pessoal, dou graças a Deus por todos os irmão que comentaram aqui, continuem a ser instrumentos de benção com o conhecimento adquirido pela iluminação do Santo Espírito!
    Solo Deo Gloria!

  43. Izabel Cristina Diz

    Quero maissss….

  44. Sergio Ricardo Stelluto Diz

    eu sou da igreja adventista da promessa e a minha igreja usou este livro como base em uma lição bíblica nossa sobre este mesmo tema… excelente livro,muito esclarecedor,parabens!!!!

  45. Sergio Ricardo Stelluto Diz

    excelente li

  46. Sergio Ricardo Stelluto Diz

    excelente livro,muito esclarecedor…. eu sou adventista e nós já usamos este livro em nossas lições.
    parabéns rev. mauro mister!!!

  47. Rodrigo Ribeiro Diz

    uma pergunta …e em relação ao cumprimento da lei …no caso o sábado? deve ser cumprido ou observado?

  48. Teologia Simples Diz

    Olá amigos, sem dúvida alguma esse assunto é um daqueles que, conforme ditado popular “dá muito pano pra manga”.

    Tenho estudado esse assunto detidamente há pelo menos 10 anos. Ainda tenho várias questões que não consigo entender plenamente. Porém aproveito aqui o espaço para compartilhar algumas afirmações e perguntas com vocês para conhecer sua opinião a respeito. Segue:

    1. A distinção entre lei moral, cerimonial, civil e de saúde é algo que foi sistematizado por algum profeta ou apóstolo ou é uma maneira de interpretar criada por teólogos no passado?

    2. Os judeus do passado em sua tradição faziam tal distinção? Há alguma fonte histórica que revele que isso já era uma prática comum no judaísmo do 1o século ou anterior?

    3. Sem dúvida muitos teólogos do passado identificaram os dez mandamentos como a lei moral de Deus. Sendo assim parece ser algo de extrema importância para o povo de Deus. Porém fica a pergunta que não quer calar: Porque a expressão dez mandamentos aparece somente três vezes em toda a Bíblia?

    4. Existe evidencia no texto bíblico que especifique os dez mandamentos sendo exclusivamente a lei moral de Deus como muitos teólogos afirmam?

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