Um blog do Ministério Fiel
O poder absoluto e o poder ordenado revelados na soberania de Deus
O sentido bíblico do poder soberano do nosso Deus
Nota do editor: Este é o terceiro artigo da nova série de Hermisten Maia – O Ser, as pessoas e as coisas: Um diálogo entre Teologia e Filosofia. O artigo expõe a soberania de Deus distinguindo poder absoluto (tudo o que Deus pode) e poder ordenado (o que Ele decidiu fazer em seus decretos eternos), mostrando que Deus age sempre em perfeita consonância com seus atributos e por meio da providência. A narrativa de Daniel 3 ilustra uma fé madura: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego confessam que Deus pode livrar, mas se submetem ao seu “se” soberano. A Escritura afirma que o poder pertence a Deus (Sl 62.11; 103.19) e que Ele reina sem depender de nada fora de si; sua essência e existência são uma só. Essa doutrina molda a ética cristã: obedecer sem triunfalismo, confiar sem condicionar a fé a resultados, adorar com reverência e viver sob o reinado eterno daquele cujos planos não falham.
A soberania de Deus se revela tanto naquilo que Ele realiza − o poder ordenado — quanto naquilo que, embora possível, Ele não determina realizar − o poder absoluto.[1] O poder absoluto abrange todas as possibilidades divinas, enquanto o poder ordenado representa a expressão concreta daquilo que Deus, por sua vontade santa e sábia, decidiu efetivar.[2] Assim, o próprio Deus, ao decretar o que fará, restringe voluntariamente o exercício de seu poder absoluto, sem, contudo, anulá-lo. O poder de Deus é sempre condizente com a totalidade de seus atributos.
O poder de Deus é sempre coerente com a totalidade de seus atributos. Sua vontade é santa, e não há contradições em seus propósitos. O poder soberano de Deus não é limitado por fraqueza, mas por sua própria perfeição: Ele não realiza o absurdo, o contraditório ou o imoral.[3] Como afirma Frame: “Deus é o padrão para a moralidade humana, assim Ele não pode ser menos que perfeito em sua santidade, bondade e retidão.” [4]
Deus exerce seu poder tanto no cumprimento dos decretos eternos quanto nas obras da providência − que são, por definição, a execução temporal desses decretos.[5] O que Deus realiza não delimita seu poder; pelo contrário, sua ação manifesta apenas uma fração da sua majestade. Como João Batista advertiu: “Destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão” (Mt 3.9).
Na criação e preservação do universo temos uma amostra gloriosa do poder divino, mas não sua totalidade. O poder de Deus transcende infinitamente aquilo que foi revelado. Ele é maior que tudo o que criou, e sua ação está sempre em perfeita consonância com suas eternas perfeições. [6]
Tudo o que Deus deseja, Ele pode realizar (Mt 19.26; Jó 23.13[7]).[8] No entanto, Ele não precisa agir para ser quem é. Em Deus, não há separação entre ato e potência. Ele pode tudo, mas não deseja tudo o que poderia fazer. Sua ação é guiada por decretos sábios e voluntários, que não estão sujeitos a conselhos ou pressões externas. Esses decretos, eternos e anteriores à criação, são expressões deliberadas de sua própria natureza.
Deus realiza o que realiza porque, além de ter pleno poder, age conforme sua santa vontade − e, conforme suas promessas. Reconhecer a liberdade soberana de Deus é reconhecer que Ele é Deus, contemplando-o na plenitude de sua natureza e revelação. [9]
Os amigos de Daniel e sua confiança irrestrita em Deus
Ilustremos isso dentro da correta perspectiva dos amigos de Daniel. Quando Nabucodonosor tentou forçar os amigos de Daniel a se curvarem diante de um ídolo, revelou sua arrogância ao desafiar o Deus verdadeiro. Ao oferecer-lhes uma chance de retratação, recebeu uma resposta que ecoa até hoje como testemunho de fé inabalável:
Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste. (Dn 3.17-18).
Mesmo amarrados e lançados na fornalha (Dn 3.21), Sadraque, Mesaque e Abede-Nego eram os verdadeiramente livres. A fidelidade nas pequenas coisas os preparou para resistir nos grandes desafios. Para eles, a soberania de Deus não era um conceito teórico, mas uma realidade vital. Não estavam dispostos a debater sobre o poder de Deus − já haviam visto provas suficientes.[10]
Eles não sabiam se seriam poupados, mas tinham plena convicção de que, se Deus assim quisesse (poder ordenado), nada poderia impedi-lo (poder absoluto). Como escreve Marconcini:
Os jovens não têm necessidade de um milagre para acreditar na onipotência divina, ao contrário dos pagãos. Deus pode libertar do fogo: se não o faz, alimenta outros projetos aos quais é justo abandonar-se com extrema confiança.[11]
Eles conheciam a Deus profundamente. Sabiam que Ele podia livrá-los,[12] mas não presumiram que o faria. Como bem declarou Calvino: “[Deus] é poderoso para nos salvar se assim quiser.”[13]
Essa certeza deve também moldar nossa fé. Deus não está comprometido com nossas expectativas, mas com suas promessas. Aqueles jovens tinham razões humanas para crer que seriam libertos − estavam ali por fidelidade. No entanto, não condicionaram sua fé ao desejo de sobrevivência. Deus não lhes prometera livramento naquela prova, e eles não falaram por Ele. Sabiam que, se Deus quisesse, nem a fornalha nem o rei poderiam impedir seu livramento.[14] Mas também sabiam que o poder de Deus não dependia daquela circunstância.
Precisamos aprender a confiar em Deus e em suas promessas, sem confundir nossos anseios − por mais santos que pareçam − com os propósitos divinos. Como conclui Calvino: “Sempre que for oportuno, Deus usará seu poder e nos salvará; contudo, se Ele nos levar à morte, decidamos em nossos corações que não nos há nada melhor do que morrermos, e que é prejudicial o prolongamento de nossas vidas.” [15]
Fidelidade inabalável de Deus
Eles sabiam que Deus age como determina agir, tendo plenos poderes para levar adiante a sua determinação (Sl 115.3).
Os jovens hebreus, diante da ameaça de morte, demonstraram não apenas coragem, mas também discernimento espiritual. A acusação que lhes foi feita era parcialmente verdadeira: de fato, eles não serviriam nem adorariam deuses estranhos − deuses que, na verdade, nada são. Sua resposta ao rei Nabucodonosor foi firme e reverente: “Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (Dn 3.17-18/Dn 3.12).
Essa declaração revela uma fé madura e consciente. Eles sabiam que Deus age conforme determina agir, e que possui plenos poderes para cumprir sua vontade soberana (Sl 115.3). A confiança deles não estava baseada em uma expectativa pessoal de livramento, mas na certeza de que Deus é soberano e age segundo seus eternos propósitos.
Por meio do profeta Isaías, Deus afirma com clareza sobre a destruição futura da Babilônia: “…. O meu conselho permanecerá de pé, farei toda da minha vontade” (Is 46.10). Essa convicção deve moldar também a nossa maneira de sonhar, planejar e projetar o futuro. Quais são os nossos sonhos para os próximos dias, meses e anos? Como os idealizamos? É essencial que compreendamos: se estiverem alinhados com o propósito de Deus, nada poderá frustrá-los. Contudo, devemos sempre lembrar do “se”. A vontade de Deus é soberana, e não está subordinada aos nossos desejos, por mais legítimos que pareçam.
No caso dos três jovens, Deus, conforme seu propósito, decidiu salvá-los. E o próprio rei pagão, que antes os ameaçara com arrogância, teve de reconhecer: “… não há outro Deus que possa livrar como este.” (Dn 3.29)
Nabucodonosor aprendeu, ainda que a duras penas, que seu poder era limitado. Ele podia emitir decretos e exercer autoridade, mas não detinha poder absoluto. Somente Deus é soberano em essência e em ação.
Poder auto-autenticador do Rei
Os homens, por mais influentes que pareçam, estão poderosos − não são poderosos. Seu poder é circunstancial, derivado de posições que ocupam, riquezas que acumulam, prestígio que conquistam ou da proximidade com outros que detêm essas vantagens. Trata-se de um poder emprestado, transitório, sujeito às flutuações da história e da vontade alheia.[16]
Em contraste, quando a Escritura fala do poder soberano de Deus, ela não se refere a um estado condicionado por fatores externos como fama, fortuna ou influência. O poder de Deus não é atribuído − é inerente. Ele não está poderoso; Ele é o próprio Poder.
Deus é autopoderoso − fonte e fundamento de toda autoridade. Ele é o auto-autenticador de tudo o que é e faz. Seu poder não depende de nada fora de si. Toda força, toda autoridade, toda manifestação de poder legítimo emana dele. Por isso, o salmista declara com reverência e convicção: “Uma vez falou Deus (elohim), duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus (elohim)” (Sl 62.11).
A repetição poética − “uma vez falou Deus, duas vezes ouvi” − intensifica a certeza da afirmação: o poder é de Deus, exclusivamente. O termo hebraico (elohim) reforça a majestade e a pluralidade de perfeições que habitam na unidade divina. Deus não apenas possui poder − Ele é o poder absoluto, eterno, santo e soberano.
A Confissão de Fé de Westminster (1647) resume:
Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. (II.2).
VanGemeren, comentando o Salmo 93.1, exulta:
A exclamação “o Senhor reina”, é uma proclamação do glorioso governo de Yahweh (…). A posição enfática de “o Senhor” no Texto Massorético não deixa ambiguidade na afirmação de que é Yahweh, e nenhuma outra divindade, que reina em glória (Ap 19.6).[17]
A declaração bíblica do reinado de Deus não se refere a uma entronização cerimonial ou a um título meramente simbólico. Trata-se da afirmação de sua condição eterna como Rei e do exercício real e absoluto de sua soberania.[18] Deus reina porque é Rei − não por concessão, aclamação ou herança, mas por sua própria natureza. Como afirma a Escritura:
Quem primeiro me deu alguma coisa, para que eu lhe retribua? Pois tudo o que há debaixo dos céus é meu. (Jó 41.11).
Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! (Rm 11.33-36).
Deus é tão eterno quanto o seu poder. Não podemos falar da “história de Deus” como se fosse um processo evolutivo − como se Ele estivesse aprendendo, crescendo ou tornando-se o que é. Deus não se desenvolve; Ele se revela. A história que conhecemos é a história das manifestações de Deus na trajetória humana, em seus avanços e retrocessos, cumprindo no tempo aquilo que determinou na eternidade, em perfeita sabedoria, amor, justiça e santidade.
O seu reinado, assim como sua existência, não tem início nem fim. Ele sempre foi e sempre será o que é, independentemente de qualquer elemento externo. Deus existe eternamente por si mesmo. [19] Como resume Bavinck com precisão teológica: “Somente em Deus a existência e a essência são uma coisa só.” [20]
O Senhor (Yehovah) não se torna algo. Ele é o que é − eternamente, imutavelmente, absolutamente. Por isso, Ele será o que será, porque é o Deus eterno, soberano e suficiente em si mesmo. Sua realeza não depende de aclamação; sua autoridade não deriva de outro; seu poder não é emprestado. Ele é o fundamento de tudo o que existe − e o Rei sobre tudo o que criou e, nada existe fora dele que não tenha sido criado por Ele.
Charnock (1628-1680) escreveu de forma magistral:
A eternidade é um atributo negativo, e é uma negação de qualquer medida de tempo para Deus, assim como a imensidão é uma negação de quaisquer limites de lugar. Assim como a imensidão é a difusão de sua essência, a eternidade é a duração de sua essência; e quando dizemos que Deus é eterno, excluímos dele todas as possibilidades de começo e fim, todo fluxo e mudança. Como a essência de Deus não pode ser limitada por nenhum lugar, também não pode ser limitada por nenhum tempo: como é sua imensidão estar em toda parte, assim é sua eternidade estar sempre. (…) Como sua essência abrange todos os seres e os ultrapassa, e sua imensidão supera todos os lugares; assim, sua eternidade compreende todos os tempos, todas as durações e os supera infinitamente.[21]
A existência de Deus é autoexistente, sustentada por sua própria determinação eterna. Ele não depende de nada fora de si para ser o que é. Sua vontade é o fundamento último de todas as coisas − e isso nos basta.[22] Não há necessidade de explicações adicionais quando o próprio Deus é o ponto de partida e de chegada de toda realidade.
Somente Deus é absoluto. Ele é o fim de todas as coisas, o Alfa e o Ômega, o princípio e o propósito. [23] Por isso, a Bíblia não se ocupa em justificar sua existência; ela simplesmente parte do fato consumado de que Deus existe, revelando seu poder desde o primeiro versículo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” (Gn 1.1)
Deus possui o poder em si mesmo − e tem todo poder sobre o seu próprio poder. Nada lhe escapa, nada é grande demais, nada é incompreensível para Ele. O Senhor governa soberanamente sobre todas as coisas com sua mão poderosa. Nenhum inimigo, força ou circunstância pode frustrar seus planos ou destruir sua obra. Como afirma o salmista: “O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.” (Sl 103.19).
A majestade de Deus não é uma qualidade adquirida − é sua própria essência. Ele é o Deus que é, eternamente, imutavelmente, soberanamente. E diante disso, nossa resposta é reverência, confiança e adoração.
Algumas considerações
A ontologia bíblica parte da afirmação fundamental: Deus é. Ele é o Ser absoluto, auto-existente, cuja essência não deriva de nada fora de si. Sua existência não é explicada, mas pressuposta (Gn 1.1). Isso estabelece o ponto de partida para toda epistemologia cristã: conhecemos porque Deus se revelou. E essa revelação é sempre coerente com sua natureza santa, justa e soberana.
O poder absoluto de Deus − aquilo que Ele pode fazer − e o poder ordenado − aquilo que Ele decidiu fazer − revelam não apenas a grandeza de seu Ser, mas também a integridade de sua vontade. Deus não age por necessidade, mas por decreto. Ele não é condicionado por circunstâncias, expectativas humanas ou limitações morais externas. Sua ação é sempre expressão de sua perfeição.
Essa compreensão tem implicações éticas profundas. Os amigos de Daniel (Dn 3) não negociaram sua fidelidade com base em resultados. Eles sabiam que Deus podia livrá-los (poder absoluto), mas se submetiam à sua vontade soberana (poder ordenado). A ética cristã, portanto, não se fundamenta em garantias circunstanciais, mas na confiança reverente de que Deus é bom, poderoso e sábio — mesmo quando não age como esperamos.
Como afirma o salmista: “O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.” (Sl 103.19).
Essa soberania não é simbólica, mas real, eterna e eficaz. Deus reina porque é Rei, e tudo o que existe subsiste por sua vontade e poder. Reconhecer isso nos conduz a uma postura de humildade epistemológica (sabemos porque Ele nos revela), reverência ontológica (Ele é o fundamento do ser) e obediência ética (vivemos para sua glória, não para nossa conveniência).
[1]Vejam-se: Stephen Charnock, The Existence and Attributes of God, Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, (Two Volumes in one), 1996 (Reprinted), v. 2, p. 12; Herman Bavinck, Dogmática Reformada: Deus e a Criação, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 2, p. 252ss.; Agostinho, A Cidade de Deus contra os pagãos, 2. ed. Petrópolis, RJ.; São Paulo: Vozes; Federação Agostiniana Brasileira, 1990, v. 1, 5.10, p. 204-205; François Turretini, Compêndio de Teologia Apologética, São Paulo: Cultura Cristã, 2011, v. 1, p. 335-336.
[2]Vejam-se: Stephen Charnock, The Existence and Attributes of God, Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, (Two Volumes in one), 1996 (Reprinted), v. 2, p. 12; Herman Bavinck, Dogmática Reformada: Deus e a Criação, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 2, p. 252ss.; Agostinho, A Cidade de Deus contra os pagãos, 2. ed. Petrópolis, RJ.; São Paulo: Vozes; Federação Agostiniana Brasileira, 1990, v. 1, 5.10, p. 204-205; François Turretini, Compêndio de Teologia Apologética, São Paulo: Cultura Cristã, 2011, v. 1, p. 335-336.
[3]Vejam-se: William G.T. Shedd, Dogmatic Theology, Grand Rapids, Michigan: Zondervan Publishing House, [s.d.], (Reprinted), v. 1, p. 359-360; L. Berkhof, Teologia Sistemática, Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 1990, p. 83; J.I. Packer, Teologia Concisa, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999, p. 34; Augustus H. Strong, Teologia Sistemática, São Paulo: Hagnos Editora, 2003, v. 1, p. 428; Sto. Agostinho, A Cidade de Deus, 2. ed. Petrópolis, RJ.; São Paulo: Editora Vozes; Federação Agostiniana Brasileira, 1990, v. 1, V.10. p. 204-205; John M. Frame, The Doctrine of God, Phillipsburg, NJ.: P & R Publishing, 2002, p. 518-521; Wayne Grudem, Teologia Sistemática, São Paulo: Vida Nova, 1999, p. 160; Richard A. Muller, Dictionary of Latin and Greek Theological Terms, 4. ed. Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1993, p. 231; Heber Carlos de Campos, O Ser de Deus, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999, p. 386-389; Alister E. McGrath, Teologia, sistemática, histórica e filosófica: uma introdução à teologia cristã, São Paulo: Shedd Publicações, 2005, p. 332-336; C.S. Lewis, O Problema do Sofrimento, 2. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1986, p. 19-26; Herman Bavinck, Dogmática Reformada: Deus e a Criação, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 2, p. 252-256; Charles Hodge, Teologia Sistemática, São Paulo: Hagnos Editora, 2001, p. 307ss.; François Turretini, Compêndio de Teologia Apologética, São Paulo: Cultura Cristã, 2011, v. 1, p. 326ss.
[4]John M. Frame, The Doctrine of God, p. 519.
[5]No Catecismo Maior de Westminster (1647) temos a pergunta 14: “Como executa Deus os seus decretos?”. Responde: “Deus executa os seus decretos nas obras da criação e da providência, segundo a sua presciência infalível e o livre e imutável conselho da Sua vontade”. (Veja-se também: Agostinho, A Trindade, São Paulo: Paulus, 1994, III.4.9.
[6]Vejam-se: Herman Bavinck, Dogmática Reformada: Deus e a Criação, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 2, p. 256; François Turretini, Compêndio de Teologia Apologética, São Paulo: Cultura Cristã, 2011, v. 1, p. 329ss.
[7]“Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível” (Mt 19.26). “Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem o pode dissuadir? O que ele deseja, isso fará” (Jó 23.13).
[8] Stott (1921-2011) coloca nestes termos: “A liberdade de Deus é perfeita, no sentido de que Ele é livre para fazer absolutamente qualquer coisa que Ele queira” (John Stott, Ouça o Espírito, Ouça o Mundo, São Paulo: ABU Editora, 1997, p. 58).
[9]Veja-se: A.W. Pink, Deus é Soberano, Atibaia, SP.: Editora Fiel, 1977, p. 19,21,138.
[10]Veja-se: Ronald S. Wallace, A Mensagem de Daniel, São Paulo: ABU., 1985, p. 60.
[11]B. Marconcini, Daniel: Um povo perseguido procura as fontes da esperança, São Paulo: Paulinas, 1984, p. 30.
[12] “Ao ler esta história não temos de chegar à conclusão de que Deus sempre livra a seus filhos como livrou a aqueles três. Deus nem sempre nos concede livramentos tão dramáticos. (…) A salvação eterna é segura; a liberação do forno de fogo somente foi um sinal dessa salvação” (S.G. De Graaf, El Pueblo de la Promesa, Grand Rapids, Michigan: Subcomision Literatura Cristiana de la Iglesia Cristiana Reformada, 1981, v. 2, p. 372).
[13]João Calvino, O Profeta Daniel: 1-6, São Paulo: Edições Parakletos, 2000, v. 1, (Dn 3.16-18), p. 206.
[14] “Ao esperarmos pelo livramento divino, é preciso que vigiemos bem para não cedermos às insinuações dos sentidos; tenhamos sempre em mente que Ele nem sempre opera segundos os meios aparentes, senão que nos livra quando usa métodos que são inescrutáveis à razão. Se porventura tentarmos prescrever qualquer linha particular de procedimento, não estaremos agindo de outra forma senão voluntariamente limitando seu infinito poder” (João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, (Sl 61.2), p. 563).
[15]João Calvino, O Profeta Daniel: 1-6, v. 1, (Dn 3.23-25), p. 216.
[16]T. Hobbes, O Leviatã, São Paulo: Abril Cultural, (Os Pensadores, v. 14), 1974, I.x., p. 57ss, fala sobre algumas formas de poder humano.
[17]Willem A. VanGemeren, Psalms: In: Frank E. Gaebelein, gen. ed. The Expositor’s Bible Commentary, Grand Rapids, MI.: Zondervan, 1991, v. 5, (Sl 93.1), p. 607-608. Veja-se também, o apêndice do Salmo 5, “Yahweh é rei”, p. 91ss.
[18] Veja-se: K.A. Kitchen, Ancient Orient and Old Testament, Chicago: InterVarsity, 1966, p. 103-104.
[19] Veja-se uma breve, porém, boa discussão sobre isso em R.C. Sproul, Razão para crer, São Paulo: Mundo Cristão, 1986, p. 80-83.
[20]Herman Bavinck, Dogmática Reformada: Deus e a Criação, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 2, p. 246.
[21] Stephen Charnock, The Existence and Attributes of God, Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, (Two volumes in one), 1996 (Reprinted), v. 1, p. 281.
[22] Veja-se: João Calvino, As Institutas, III.23.2.
[23]“Nada, exceto Deus mesmo, é um fim em si mesmo” (John Piper, Pense – A Vida da Mente e o Amor de Deus, São José dos Campos, SP.: Fiel, 2011, p. 41).
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