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Tom Ascol – Tempo de plantar

Na igreja primitiva, a evangelização e a implantação de igrejas andavam lado a lado. De fato, não havia outra alternativa, porque, onde o evangelho penetrava e as pessoas se convertiam, se elas tinham de reunir-se como igreja, um corpo era estabelecido. Os novos crentes de Éfeso não podiam ser integrados às várias igrejas da cidade. Tinham de tornar-se parte de uma nova igreja.

Esta é uma conclusão inevitável do livro de Atos: onde a evangelização resultava em pessoas tornando-se seguidores de Cristo, ali novas igrejas eram plantadas. A primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé demonstra isso claramente. Em seu retorno à igreja de origem, em Antioquia, eles visitaram outra vez os novos convertidos que haviam sido ganhados para Cristo nas cidades da Galácia e da Frígia. Lucas nos diz que eles voltaram por aquelas cidades e fortaleceram “a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé” e promoveram, “em cada igreja, a eleição de presbíteros” (At 14.22-23).

A evangelização resultou em novos discípulos que se uniram em igrejas locais. Essa foi a maneira como as igrejas do século I foram plantadas. Hoje, se formos honestos, teremos de admitir que muitas de nossas igrejas novas resultam de pecado, e não de evangelização. Se as igrejas que começaram como resultado de separação de outra igreja deixassem de existir, o número de igrejas evangélicas diminuiria grandemente.

Não estou dizendo que não é correto o crente deixar uma igreja para começar outra. Às vezes, essa é única opção disponível. Em uma época em que muitas igrejas perderam o evangelho, tal opção é comum, pois tem de haver alguma ruptura em igrejas que se esforçam para recuperar o evangelho. A obra de reforma e renovação da igreja é muito importante e bastante necessária; e as consequências que acompanham esse esforço são, às vezes, inicialmente muito dolorosas.

No entanto, o compromisso com a reforma da igreja nunca deve se tornar uma desculpa para negligenciarmos a implantação de igrejas. Pela graça de Deus, mais e mais pastores e igrejas estão pensando sobre e tomando os passos para se tornarem ativamente envolvidos na obra de começar novas igrejas. O tema da Conferência Nacional Founders, em 2008, abordou tanto a reforma como a implantação de igrejas. Cada igreja precisa cultivar um compromisso permanente com ambas as coisas.

Ore ao Senhor pedindo-Lhe que desperte entre nós maior paixão pela ampliação de seu reino, enviando mais obreiros para a sua seara, para que vejamos pessoas convertidas e novas igrejas implantadas.

Por: Tom Ascol | blog.founders.org

Tradução: Pr. Wellington Ferreira © Editora FIEL 2009.

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  • Douglas Jurkovic

    Muito Coerente e verdadeira essa abordagem! Vivo isso atualmente, a Plantação de uma Igreja onde O Fundamento É o já Conhecido e Único, Jesus, o Cristo.
    A cada dia o Senhor tem agregado a nós aqueles que hão de serem salvos.
    O mais importante de tudo, percebo que o rompimento com alguns paradigmas nos deixa enxergar, verdadeiramente, que os Campo estão Brancos.

    Que o Senhor Plante em nossas corações a Vontade Santa de ir ao “Campo”.

  • Mario belsoli

    Tenho aprendido na real tudo isso que o ASCOL escreveu;

    Não começar igreja por divisão, é pouco visto esses dias…Até pq , qndo se começa assim tem que se depender totalmente de DEUS, pra se ter os resultados, e não de pressupostos humanos!
    Que DEUS nos abençoes com o maximo de experiências, e comentários e através da conferência sobre implanatar igrja num mundo pós cristão.

    Soli DEO GLORIA!