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[Relacionamento Complementares] C. J. Mahaney – O Evangelho e os Pastores Deliberadamente Complementaristas

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C. J. Mahaney – O Evangelho e os Pastores Deliberadamente Complementaristas

Nossa motivação para a masculinidade e a feminilidade bíblicas no casamento é o evangelho.

Estou convencido de que a posição complementarista fortalecerá a igreja no seu papel determinado por Deus de proclamar e proteger o evangelho. E os maiores defensores da posição complementarista (além da Bíblia) são os matrimônios, as famílias e as pessoas solteiras que irradiam a beleza e a sabedoria do plano de Deus para homens e mulheres.

A masculinidade e a feminilidade bíblicas são a plena demonstração dos efeitos transformadores de vidas que o Evangelho possui. Quando uma igreja ensina, pratica e honra as distinções entre os sexos determinadas pelo nosso bom e sábio Deus, o Evangelho avançará. Mas isto só acontecerá onde há pastores humildes e corajosos que conduzem todo membro e ministério da igreja por meio de exemplo pessoal e de pastoreio estratégico.

Entretanto, eis a minha preocupação: É muito fácil para nós como pastores afirmar a masculinidade e a feminilidade bíblicas e sustentar humildemente a posição complementarista, e ainda assim falhar em intencionalmente e constantemente aplicar este corpo de doutrina a nossas vidas e a nossas igrejas. Pastores devem não somente proclamar a verdade, mas colocá-la em prática.

Outro modo de dizer isso seria: o complementarismo deve ser funcional em nossas vidas pessoais e em nossas igrejas, e não simplesmente professado. Nossa compreensão da masculinidade e feminilidade bíblicas deveria significar que os maridos, as esposas, as crianças e os solteiros em nossas igrejas devem ser diferentes de como os casamentos e as famílias são no mundo.

Nossas responsabilidades como pastores recaem sobre duas categorias: aplicação pessoal e estratégia pastoral.

APLICAÇÃO PESSOAL

Nosso ensino neste tópico só será tão efetivo quanto for o nosso exemplo pessoal. Ser modelo precede o ensino. A instrução bíblica não pode ser divorciada do exemplo pessoal.

Precisamos proporcionar a nossas igrejas um modelo genuíno (não perfeito) de masculinidade bíblica. É possível ensinar habilmente Gênesis 1-3 ou Efésios 5 e ainda assim negligenciar a aplicação destas passagens às nossas vidas.

“Precisamos proporcionar a nossas igrejas um modelo genuíno (não perfeito) de masculinidade bíblica.”

Então permita-me perguntar-lhe: Onde e como você demonstrará a masculinidade bíblica à sua esposa e filhos nesta semana? Que diferença a sua posição complementarista fará em sua vida e para aqueles que você ama, guia e serve? Se eu passasse a semana com você, sua convicção sobre a masculinidade bíblica seria óbvia para mim?

Senhores, aqui está um presente que vocês podem dar às suas esposas nesta semana. Reserve algumas horas de tempo sem interrupções e peça-lhe que avalie honestamente seu exemplo pessoal de piedade e a sua liderança no lar.

Eu te desafio a fazer a ela esta pergunta: Onde eu preciso crescer em servi-la e conduzi-la?

Para marcar alguns pontos a mais de bônus, faça mais esta pergunta: Onde eu preciso crescer em servir e conduzir as crianças?

Esta única conversação poderia iniciar mudanças dramáticas na sua vida.

“Que diferença a sua posição complementarista fará em sua vida e para aqueles que você ama, guia e serve?”

Depois que você falar com sua esposa, eu lhe encorajo a relatar os detalhes a um companheiro presbítero, um pastor ou um amigo. Receba abertamente as suas perguntas e observações e comprometa-se com eles para aplicação. Este passo debilitará o orgulho e cultivará a humildade. Já que Deus dá graça ao humilde, esta é uma coisa inteligente a se fazer. Na verdade, seria estúpido não fazê-lo já que Deus opõe-se ao orgulhoso. Portanto, vamos evitar de sermos meros defensores da posição complementarista. Pela graça de Deus devemos ser complementaristas funcionais, o que significa que isso ficará evidente para todos que o virem.

(Na verdade, eu dobro o desafio para que você faça à sua esposa a pergunta acima.)

ESTRATÉGIA PASTORAL

Você tem uma estratégia para ajudar a sua igreja a demonstrar a masculinidade e a feminilidade bíblicas?

Nesse caso, qual é a sua estratégia? Qual é o seu plano para esclarecer, cultivar e celebrar a masculinidade e feminilidade bíblicas em sua igreja? Isto deve ser feito proposital, estratégica e consistentemente e não ocasionalmente. E não será feito se você não liderar humilde, sábia e corajosamente.

Eis o porquê: Os membros de nossas igrejas estão sendo atacados diariamente por uma cosmovisão e cultura feminista. Eles estão inalando ares feministas todos os dias. Portanto, não tome por certo que a sua declaração de fé ou a série de estudos que você fez no ano passado são suficientes para proteger sua igreja do feminismo cultural ou evangélico.

“Os membros de nossas igrejas estão sendo atacados diariamente por uma cosmovisão e cultura feminista.”

Eis o como: Comece refletindo em cada ministério da sua igreja. A masculinidade e feminilidade bíblica são exemplificadas e explicitamente ensinadas em cada ministério? O que dizer do ministério com as crianças? E o ministério da mocidade? A equipe de adoração? O ministério de aconselhamento? Avalie profundamente todos os aspectos da sua igreja, inclusive a dieta de ensino aos domingos. Então elabore um plano específico para canalizar este importante corpo de doutrina através de cada ministério da sua igreja para que chegue a cada membro da sua igreja durante todos os anos em que você for pastor dela.

Pregar sobre masculinidade e feminilidade bíblicas não é suficiente. Precisamos transferir este corpo de verdade a toda a membresia de nossa igreja. Que começa conosco.

Por: C. J. Mahaney ©9Marks. Website:9marks.org

Tradução: bomcaminho.com

 

4 Comentários
  1. Aline Ramos Diz

    Nossa!! Excelente!! Mais do que um texto sobre masculinidade e feminilidade bíblicas, é um DESAFIO nestes aspectos! Totalmente verdade que temos ouvido falar bem mais desse assunto ultimamente, mas temos visto estes ensinos colocados em prática? Essa é a parte mais difícil.

    Estive no iPródigo ontem lendo o texto “Mulheres podem ser pastoras?”, e fiz um questionamento que julgo estar relacionada tbm a este post aqui. Repito-o, então, para uma possível discussão:

    Existe algum ensinamento bíblico que limite ou direcione o papel de liderança de uma rede de jovens, ou um pequeno grupo misto (homens e mulheres), sendo exercido por uma mulher? Isso estaria incluso nesta discussão de complementaridade?

    Questiono não de uma forma legalista, mas na esperança de ter uma reflexão sobre o assunto. Agradeceria a ajuda.

    Paz! ;)

    1. Vini Diz

      Aline, paz.

      Toda distinção de papel por causa do gênero entra na questão da complementariedade. Temos postado aqui o artigo do iPródigo e outro:
      http://voltemosaoevangelho.com/blog/2010/07/pve-mulheres-podem-ser-pastoras-2/

      Você já chegou a ler?

      Sinceramente, eu não sei responder com precisão suas perguntas. E confesso que não sou um expert no assunto. Iremos depois (em outro especial) entrar em mais detalhes sobre masculinidade e feminilidade. Neste só traçamos alguns contornos.

      Minha sugestão é que você faça esta pergunta para o @augustuslopes a opinião dele. Ele sempre responde. rs

      E vamos crescendo no conhecimento do nosso Senhor e de Sua vontade para nós.

    2. Aline Ramos Diz

      Oi Vini, obrigada por responder! =)

      Então, já li si o post do iProdigo, e já li/ouvi outros posicionamentos a esse respeito tbm, inclusive uma série de palestras do John Piper numa conferência da editora Fiel, excelentes! Já li alguns livros tbm, e deu pra compreender bem a base bíblica para a posição contra o ordenamento de mulheres, bem como a essência da complementaridade.

      No entanto, ainda ficou essa dúvida. De qualquer maneira, ainda que não seja possível saná-la agora, fica aí um tema para discussões futuras!

      O assunto é sempre muito bem-vindo!

      Valeu! ;)

  2. Fábio Diz

    Sinceramente, não consegui entender bem o esse texto quer dizer, essa história de “complementarista” não deu pra digerir…… depois dou outra lida talvez esreja mais ilumidado pra entender….

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