O Problema do Mal: Augustus Nicodemus conversa com Davi Charles Gomes

Você já ouviu falar do “Problema do Mal”? A expressão se refere à mais difícil pergunta da história da teologia cristã: Se Deus é onipotente e bom, por que ele permite a existência do mal e do sofrimento? Essa pergunta é sempre feita e refeita após alguma calamidade e não foi diferente com Santa Maria. Que Deus esteja com cada um dos enlutados.

Neste vídeo, Augustus Nicodemus conversa com Davi Charles Gomes sobre essa questão. Gomes dá uma resposta abrangente e não simplista. O vídeo é um tanto longo (~30 min), mas cada minuto vale a pena.

Por: Augustus Nicodemus Lopes e Davi Charles Gomes. © Instituto Presbiteriano Mackenzie – Academia em Debate. Website: http://www.mackenzie.br/aed.htm

46 Comentários
  1. Ermeson Souza Diz

    Será que é tão complicado expor a justiça de Deus? Será que é tão difícil citar Gênesis 3. 17 E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.
    18 Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.
    19 No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.

    Todo sofrimento nesse mundo após a queda é justo! O Senhor é Deus justo que retribui justamente a afronta ao seu santo nome. Se existe uma coisa que de fato me deixa perplexo é o bem feito pelo Senhor nesse mundo cheio de pecadores como EU!!! Louvo ao Senhor que na Cruz ele puniu seu filho pelos pecados dos leitos garantindo assim eterna salvação. E se agora nesse tempo presente ele tem determinado justamento sofrimentos que resultarão em nossa santificação louvemos ao Eterno Senhor, pois ele já nós deu tudo na Cruz

  2. Ermeson Souza Diz

    Será que é tão complicado expor a justiça de Deus? Será que é tão difícil citar Gênesis 3. 17 E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.
    18 Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.
    19 No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.

    Todo sofrimento nesse mundo após a queda é justo! O Senhor é Deus justo que retribui justamente a afronta ao seu santo nome. Se existe uma coisa que de fato me deixa perplexo é o bem feito pelo Senhor nesse mundo cheio de pecadores como EU!!! Louvo ao Senhor que na Cruz ele puniu seu filho pelos pecados dos leitos garantindo assim eterna salvação. E se agora nesse tempo presente ele tem determinado justamento sofrimentos que resultarão em nossa santificação louvemos ao Eterno Senhor, pois ele já nós deu tudo na Cruz

    1. Franklin Pereira Araujo Diz

      Não sei se você se encontra em total desconhecimento ou se faz de bobo ao ignorar que seu Deus e onisciente e onipresente, logo esse tal pegado não teria ocorrido, sem contradizer seus poderes, isso sem citar os anjos guardiões do jardim do éden que teriam que falhar feiamente para que lúcifer pudesse entrar.

    2. Franklin Pereira Araujo Diz

      Sua religião veio do politeismo da Sumeria assim como todas as outras grandes mitologias. https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=fg5z3DhPvQE

  3. João Diz

    Não gostei. Com todo o respeito, mas esse cara parecia mais um padre preocupado em não parecer muito rude em suas afirmações.

  4. João Diz

    Não gostei. Com todo o respeito, mas esse cara parecia mais um padre preocupado em não parecer muito rude em suas afirmações.

  5. Deus e o Mal: O Problema Resolvido, do doutor Gordon H. Clark é uma ótima abordagem sobre o assunto, talvez a melhor. (Apesar de John Frame não concordar com a solução de Clark). Além disso, Vincent Cheung em seu livros A Luz das Nossas Mentes e O Autor do Pecado trabalha muito bem esse tema. Eu os recomendo. Que Deus os abençoe!

  6. Deus e o Mal: O Problema Resolvido, do doutor Gordon H. Clark é uma ótima abordagem sobre o assunto, talvez a melhor. (Apesar de John Frame não concordar com a solução de Clark). Além disso, Vincent Cheung em seu livros A Luz das Nossas Mentes e O Autor do Pecado trabalha muito bem esse tema. Eu os recomendo. Que Deus os abençoe!

  7. Ricardo Luís Ferreira Diz

    Eu gostei… e muito. Foram comentários sensatos, nada de religiosidade imatura, como a maioria gosta de ouvir.

  8. Lauro Pires Teixeira Diz

    É, Infelizmente o ser humano não quer se comprometer com a vida espiritual, e querem arrumar um jeito de fugir da realidade da eternidade.'' Em Rm está escrito;''Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nehuma!
    Parabéns pelo debate!

  9. Lara Nuccia Palheta Diz

    Gostei de conhecer este blog e saber deste programa da Machenzie. O Dr. Davi é bem calteloso quando se refere a falar sobre Deus; isto é muito bom. Não devemos tentar explicar Deus; Ele é O EU SOU. O Dr. Davi teve coragem de dizer "eu não sei" quando muitos preferem arriscar falar algo que nem tem certeza.

  10. Angelo. Diz

    O melhor momento foi quando ele disse que não sabia. A partir dalí ele então passa a expor o que ele acredita. Se ele soubesse a resposta seria muito melhor.
    O mal, o diabo que seja, é uma necessidade de Deus. Para que existiria o bem sem o mal para combatê-lo?
    Gostaria de deixar aqui uma pergunta: Por que ninguém conta milagre de amputados que voltaram a ter a parte amputada regenerada???? Já viu alguém que perdeu um braço e Deus fez nascer outro????
    Será que se eles pedirem isso aDeus ele fará ou já pediram e ele nunca fez?????

  11. Guest Diz

    Esta é uma questão Realmente delicada para se Afirmar que conhece a Resposta e tem convicção da Certeza.

  12. Franklin Pereira Araujo Diz

    A religião não sobrevive as premissas do paradoxo de Epicuro
    P1. Se Deus existe, então ele é onisciente, onipotente e todo-bondoso.
    P2. Se Deus é onisciente, então sabe desde a eternidade que o mal viria a existir.
    P3. Se Deus é onipotente, então ele pode acabar com o mal ou poderia tê-lo evitado.
    P4. Se Deus é todo-bondoso, então ele iria querer acabar ou evitar o mal.
    P5. Se Deus é onisciente, onipotente e todo-bondoso, então o mal e o sofrimento não deveriam existir.
    P6. O mal e o sofrimento existem.
    C1. Logo, Deus não é onisciente, onipotente e todo-bondoso [de P5 e P6 por modus tollens]
    C2. Logo, Deus não existe [de P1 e C1 por modus tollens]

    1. Otavio Pedriali Diz

      Reveja a premissa 4. O mal pode ser julgamento de Deus, e em nenhuma premissa vejo o atributo da justiça e do reto julgamento , algo que claramente se revela nas escrituras.

  13. Franklin Pereira Araujo Diz

    Deus poderia criar um mundo onde as pessoas só fizessem escolhas boas e ainda sim ter o livre arbítrio, mas se Davi Charles Gomes ainda insistir nesse assunto, dizendo que o mal e necessário para o aprendizado do homem, eu posso afirma que isso não e necessário. Deus não tem a opção de optar pelo mal para dar valor ao bem pois e benevolente e todas suas ações são consideras boas.

  14. Franklin Diz

    A religião não sobrevive as premissas do paradoxo de Epicuro
    P1. Se Deus existe, então ele é onisciente, onipotente e todo-bondoso.
    P2. Se Deus é onisciente, então sabe desde a eternidade que o mal viria a existir.
    P3. Se Deus é onipotente, então ele pode acabar com o mal ou poderia tê-lo evitado.
    P4. Se Deus é todo-bondoso, então ele iria querer acabar ou evitar o mal.
    P5. Se Deus é onisciente, onipotente e todo-bondoso, então o mal e o sofrimento não deveriam existir.
    P6. O mal e o sofrimento existem.
    C1. Logo, Deus não é onisciente, onipotente e todo-bondoso [de P5 e P6 por modus tollens]
    C2. Logo, Deus não existe [de P1 e C1 por modus tollens]

    1. David Ramin Diz

      A P4 é falha. Dela deriva P5. Igualmente falha.
      Sua conclusão, embora necessária dentro das premissas, está errada pelo erro da premissa.

      Veja:

      p1. Deus é onipotente
      c1. Deus pode dar poder de escolha a suas criaturas

      p2. Deus é absoluto
      c2. Toda existência deriva de Deus

      p1. Deus pode dar poder de escolha a suas criaturas
      p2. Toda existência deriva de Deus
      p3. O mal é a ausência de Deus
      p4. O mal existe
      p5. Deus é bom
      p6. O mal não pode vir do bem
      c3. Deus não pode criar o mal [de p4 e p5]
      c4. O mal é resultado da escolha de uma criatura [p4 e c3]

      Sua premissa diz que um Deus bom deveria evitar o mal.
      Sou obrigado a rejeitá-la: Deus permitir a escolha (e o resultado dela) às suas criaturas, não quer dizer que Ele seja mau.

      Entretanto, se as criaturas não possuem poder de escolha, Deus é quem faz o mal, e não poderíamos chamá-lO “bom”.

      Concluo duas coisas:
      1) Deus deu poder de escolha a suas criaturas
      2) O mal é, e só pode ser (por p6), resultado da escolha (permitida por Deus) de uma criatura

    2. David Ramin Diz

      Outro problema:
      p1. Deus é absoluto
      p2. Toda existência deriva de Deus
      p3. O mal existe
      c1. O mal deriva de Deus

      Isso, porém, entra em confronto com:
      p1. O mal não pode vir do bem
      p2. Deus é bom
      c1. O mal não vem de Deus

      Podemos resolvê-lo pela escolha das criaturas. Embora a existência das criaturas derive de Deus, é o poder de escolha delas que permite a existência do mal.

      Resolvemos o problema e ainda rejeitamos, mais uma vez, que Deus tenha tolhido o poder de escolha de suas criaturas e ordenado o mal.

    3. Daniel Gardner Diz

      As premissas não levem em conta que o sofrimento pode ter um fim bom. A morte de Cristo foi sofrida e dolorida, mas trouxe salvação para todos os homens.

      As premissas defendidas por Epicuro sugerem que nenhum bom pode surgir do sofrimento ou aquilo que entendemos como ‘mal’.

  15. Franklin Diz

    Deus poderia criar um mundo onde as pessoas só fizessem escolhas boas e ainda sim ter o livre arbítrio, mas se Davi Charles Gomes ainda insistir nesse assunto, dizendo que o mal e necessário para o aprendizado do homem, eu posso afirma que isso não e necessário. Deus não tem a opção de optar pelo mal para dar valor ao bem pois e benevolente e todas suas ações são consideras boas.

  16. Guilherme Adriano Diz

    Na visão da teologia reformada, não há como escapar, Deus não simplesmente permitiu, mas ordenou, desejou e quis que o mal acontecesse, Ele quis o pecado como parte da humanidade. O problema do mal é apenas um problema, em minha opinião, ao cristão reformado.
    OBS.: Não sou católico, ahuahua nem Ortodoxo Oriental, auhauha.

    Pois:

    "[…] Deus quis que o homem caísse em pecado. Não estou acusando Deus de pecar; estou sugerindo que Deus criou o pecado." – Sproul, R.C. Jr. Almighty Over All (Grand Rapids: Baker Book House, 1999), 54.

    “A vontade de Deus é a causa principal de todas as coisas.” – Calvin, John. Concerning the Eternal Predestination of God 177 (OC 8.360) (‘summam et praecipuam rerum omnium causam’). Cf. Inst. I.xviii.2 (1559).

    “Deus faz anjos e homens pecar” – Huldrych Zwingliu. Objections to calvinism as it is by R.S. Foster, p. 267.

    “Deus decretou de sua vontade e de toda eternidade a prática de todos os pecados do mundo” – Jonathan Edwards. The decrees, b1 C. 111, p. 104.

    “Claramente que era vontade de Deus que o pecado entrasse neste mundo, caso contrário ele não teria entrado, pois nada acontece exceto o que Deus eternamente decretou.” – Pink, A.W. The Sovereignty of God, 2009, 162.

    “Desejo muito franca e claramente afirmar que se um homem se embriaga e mata sua família, era a vontade de Deus que ele devesse assim fazer […] Que seja inequivocamente dito que esse ponto de vista, certamente, faz de Deus a causa do pecado. Deus é a única causa última de tudo. Não há absolutamente nada independente dele.” – Clark, Gordan. Religion, Reason, and Revelation, (Philadelphia, PA: Presbyterian & Reformed), 1961, 221.

    “Portanto, a Bíblia ensina explicitamente que Deus cria o pecado.” – Clark, Gordan. Predestination. (The Trinity Foundation), 1987. 18.

    “O primeiro homem caiu porque o Senhor considerou que ele deveria cair” – Calvin, John. Inst. III.xxiii.8. See A.N.S. Lane, “Did Calvin Believe in Freewill?” Vox Evangelica 12 (1981): 73.

    “Predestinação significa que o plano soberano de Deus, no qual Ele decide tudo o que está a acontecer em todo o universo. […] Deus está por trás de tudo. Ele decide e faz com que todas as coisas aconteçam que acontecem. […] Não, Ele predestinou tudo […] mesmo o pecado […] Embora o pecado e a incredulidade são contrários ao que Deus ordena […] Deus os tenha incluído em seu decreto soberano (ordenado deles, fez com que eles certamente acontecerá).” – Palmer, Edwin. H. The Five Points of Calvinism, 24-25.

    “Deus ordena e controla todas as ações humanas” – Packer. J.I, Evangelism and the Sovereignty of God (Chicago: InterVarsity Press, 1961), 19-23.
    “O que temos que provar é que eventos individuais são ordenados por Deus e que a cada evento vem de sua vontade pretendida. Nada acontece por acaso.” – Calvin, John. Institutes of the Christian Religion, Book I, Ch. 16, Sect. 4.

    “Portanto, quando digo que tudo o que existe – incluindo o mal – é ordenado por um Deus infinitamente santo e sábio para fazer a glória de Cristo brilhar mais intensamente…” – Piper, John. Spectacular Sins: And Their Global Purpose in the Glory of Christ (Wheaton: Crossway, 2008), 44.

    “Durante um debate, James White, apologista calvinista, disse que era Deus quem decretava e queria o estupro de crianças.” – White, James. http://turretinfan.blogspot.com/2011/08/why-it-is-important-to-go-back-to.html

    “Primeiro, a predestinação eterna de Deus, pela qual antes da queda de Adão Ele decretou o que deveria ocorrer sobre todo o gênero humano e cada indivíduo, foi fixada e determinada.” – John Calvin, Concerning the Eternal Predestination of God, p.121.

    “Eu livremente reconheço minha doutrina por ser esta: que Adão caiu, não só com a permissão de Deus, mas por seu conselho muito secreto e decreto.” – John Calvin, Secret Providence, p. 267.

    “[…] Deus é o autor de todas as maldades.” – John Calvin, Concerning the Eternal Predestination of God, p.179.

    Eu, porém, fico com a Bíblia, onde o Senhor diz:
    "E edificaram os altos de Baal, que estão no Vale do Filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem veio ao meu coração, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá." – Jeremias 32:35.

    1. Flávio Ricardo da Silva Diz

      Eu vi um video, há um tempo atrás, em que um rabbi perguntava a um grupo de pessoas em visita a Jerusalém: "Deus habita o coração do demônio?". Fico curioso de saber a sua resposta, se não te incomodares. :)

    2. Guilherme Adriano Diz

      Poxa, pergunta interessante. Qual foia resposta do rabbi?
      Pra mim, essa é uma pergunta irrespondível. Não tenho como saber nem creio que há como saber. No entanto, minha opinião é: Primeiro, coração significa, na Bíblia, centro de emoção, intimidade e decisão, ou seja, provavelmente a mente. Então acho que, como ideia, sim. Como consciência, sim. Como quem tem soberania, sim, pois está escrito em Tiago, "crês que Deus é um, até os demônios creem, e tremem". Nos Evangelhos, os demônios dizem a Jesus, "Sabemos quem tu és, o Santo de Deus, viestes no atormentar antes da hora?" Mas como alguém cuja natureza se beneficia e o amor converte, não.
      Acredito que os demônios tenham consciência d'Ele, mas não que Deus habite neles pelo Espírito Santo, pois Deus habita em quem é filho, disse Jesus, "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada". Sendo o corpo "O templo do Espírito Santo", creio que Deus habita em filhos.
      A maioria dos filósofos e teólogos cristãos dizem, como Platão, que o mal é a ausência de Deus, não o oposto. Assim, creio que Deus não habita o coração, mente, espírito demoníaco de maneira que esse se beneficie ou mesmo queira, mas vejo os demônios como seres que constantemente fogem da presença divina.

      Outra possível resposta seria assim: Deus morar no demônio seria, para o demônio, a pior punição.

  17. Guilherme Adriano Diz

    Vergonhoso o vídeo. Basicamente = Deus disciplinou o povo.
    A alternativa do Livre arbítrio, que os pais da igreja antes de Agostinho defendiam, nem sequer foi trabalhada.
    Vergonhoso o vídeo.
    Parem de culpar Deus, o homem é livre. O homem é responsável.
    Vergonhoso o vídeo.
    Como todo idólatra reformado, jogue a culpa em Deus para justificar teologia assassina.
    Vergonhoso o vídeo.

    1. Saudade de um debate teologico filosofico altamente subversivo contigo Guigo!! Vejo q continua descendo o pau nos calvinolatras rs.

    2. Guilherme Adriano Diz

      auahuah…pois é, Alex, talvez conforme amadureça aprenda a conviver com a perspectiva reformada da eleição incondicional e a diferença de opinião no campo teológico.
      Também tenho saudades, mano, MESMO! :(
      Agora tomei vergonha na cara e comecei a ler o que calvino escreveu e o que calvinistas têm dito desde então. Fico aterrorizado com o que escrevem, como citei aí embaixo as leituras, e o quanto esse cara derramou de sangue.
      Enfim, não sou calvinista e não sou grande fã dos aprendizes dele, uahuahua.

    3. Dominic St Pierre Diz

      Guil, you should read this too – a tremendous work and read! will give you a completely different perspective.
      http://vineofdavid.org/_php/download.php?file=History_of_Jewish_Christianity_Schonfield.pdf

  18. Bruno Henrique Veiga de Souza Diz

    Creio que Deus permitiu Adão ser provado, mas que ordenou a sua queda, nunca! Assim Deus não é Amor, não é Caridade, mas um Sarcástico Soberano, tornando-se Tirano, Mal e indigno de adoração, pois seria igual ao homem pecador, em nada tendo de superior. Os maus acontecimentos podem ter sua permissão de execução, mas não é seu desejo que o homem seja dominado pelo Mal. Só pra avisar estou comentando as citações da publicação no face.

  19. Rafael Nobre Ravazzi Diz

    Guilherme Adriano, já que você gosta tanto dá bíblia, não se lembra de que ela afirma claramente a responsabilidade do homem E a soberania de Deus?
    Eu sei que é muito complicado esse assunto, mas pensar que tem um só átomo no universo que age a par da soberania de Deus, fora de seu controle, não é mais assustador ainda?
    Pela fé, eu entendo que Deus tem motivo pra tudo o que faz e Ele não deve satisfações a ninguém.

  20. Hewerton Leão Simões Diz

    Esse silogismo tem vários problemas. Um deles, como já foi apontado pelo Otavio Pedriali, se encontra na premissa 4. Por qual definição de amor sabemos que Deus já deveria ter destruído o mal ou já queria ter destruído o mal? Qual essa definição de amor? E como você pode justificá-la? Ela é universal e absoluta? E se não, por que você tenta impor uma visão subjetiva e relativa sobre a cosmovisão bíblica? Se ela for bíblica, você precisa mostrar o texto que defina amor e como ele contraria a existência e criação do mal por parte de Deus (sim, foi Deus quem criou o mal).

    Caso você não consiga fazer isso, por que devemos considerar a sua objeção sequer como inteligível? Se você não pode definir os termos e mostrar que seus termos são bíblicos, que oposição você está criando contra o cristianismo?

    Fora que seu silogismo não leva necessária e automaticamente às conclusões que você chegou. A forma como ele está estruturado permite que haja outras conclusões também não necessárias. Como sugere Vincent Cheung, posso chegar a conclusões completamente diferentes da sua usando essas mesmas premissas, como:

    "Portanto, Deus tem um bom propósito para o mal", ou;

    "Portanto, Deus eventualmente destruirá o mal."

    Já eu como cristão, posso dizer, com toda a confiança e apoio bíblico, que o mal não é um obstáculo para a existência do Deus Cristão. Pelo contrário, o mal só faz sentido se houver um Padrão Moral Último e Absoluto pelo qual posso definir e sustentar solidamente a minha definição de mal. E esse Padrão é o que o cristão chama de Deus. Somente pressupondo a existência do Deus Cristão o mal faz sentido e pode ser definido. Caso contrário, tudo não passará de subjetividade e arbitrariedade irrelevante.

    Além de que o cristianismo diz que Esse Deus criou o mal para que a Sua Glória fosse mais manifestada na salvação dos Seus escolhidos e destruição dos réprobos (Isaías 45:7; Romanos 9:22-23; Provérbios 16:4). Ou seja, a criação e sustentação do mal por Deus serve a um bom propósito que é a Glória d'Ele. Dessa forma, não há, na verdade, nenhum problema do mal que impede a existência ou bondade de Deus. O problema é justamente do não cristão que, ao excluir o Deus Cristão, retira de si mesmo o fundamento para definir bem, mal ou moralidade por um Padrão Objetivo e Absoluto.

    Há muitas outras coisas que poderiam ser ditas, mas para não ficar um comentário muito enjoativo (e por nõa ter muito tempo disponível) deixarei apenas esses obstáculos para você, com o seu filósofo Epicuro, resolverem e refutarem.

  21. Hewerton Leão Simões Diz

    Franklin Pereira Araujo

    O autor do artigo disse:

    “Àqueles que recusarem a conclusão de que Deus não existe, restam duas alternativas: questionar a validade ou a correção do argumento.”

    Eu já questionei a validade e refutei esse paradoxo (contradição) no meu comentário. Há vários problemas com ele. O primeiro é que a definição de mal não é objetiva, absoluta e universal. Por qual padrão objetivo, absoluto e universal o autor do texto (baseado em Epicuro) diz, por exemplo, que “o mal é tudo que é indesejável”? De onde ele tirou isso? Qual a base ou o fundamento dessa definição? Ela é universal, objetiva e absoluta? Se ele não pode me mostrar que ela é objetiva, por que ele tenta impor esse padrão SUBJETIVO dele sobre os teístas e fazer com que o paradoxo sequer faça sentido? Eu não aceito a definição dele de mal. E agora? Como ele justifica a definição dele? Se ele não puder justificar a definição dele, o “problema do mal” que ele lançou perde todo o sentido e não teremos problema de forma alguma. E realmente ele não pode justificar essa definição. Dessa forma, não há nenhum problema do mal. A premissa 4 é falsa e, portanto, todo o argumento cai por terra.

    Repetindo um parágrafo do meu último comentário:

    “Já eu como cristão, posso dizer, com toda a confiança e apoio bíblico, que o mal não é um obstáculo para a existência do Deus Cristão. Pelo contrário, o mal só faz sentido se houver um Padrão Moral Último e Absoluto pelo qual posso definir e sustentar solidamente a minha definição de mal. E esse Padrão é o que o cristão chama de Deus. Somente pressupondo a existência do Deus Cristão o mal faz sentido e pode ser definido. Caso contrário, tudo não passará de subjetividade e arbitrariedade irrelevante.”

    Há vários erros lógicos nesse artigo que você passou e se eu fosse comentar sobre todos eles o texto ficaria enorme e enjoativo. Desde o livre arbítrio (QUE NEM SEQUER EXISTE) ao porquê da permissão (na verdade a causação) do mal por Deus e o terrível apelo intuitivo (o que por si só já invalida o argumento dele como sendo estritamente racional) que ele faz. Mas como você me passou um artigo, irei retribuir lhe passando outro artigo que literalmente detona e faz desse que você me passou um pano de chão. Só lhe alerto para que você não se assuste com o teor lógico dele e venha a ter um distúrbio. O autor é contra (assim como eu e muitos calvinistas) o livre arbítrio e o rechaça. A Teodicéia dele seguirá outro rumo. Só leia se estiver preparado para ser confrontado pela verdade e ser desiludido de sua visão. Aí vai o link:

    O Problema do Mal – Vincent Cheung:

    http://www.monergismo.com/textos/problema_do_mal/mal_cheung.htm

    E aqui vai o link do livro de onde esse artigo foi tirado:

    O Autor do Pecado – Vincent Cheung:

    http://www.monergismo.com/textos/livros/autor_pecado_livro_cheung.pdf

    Seria bom você ler esse livro. Nele o Cheung defende que o Deus Cristão é o Autor Metafísico do Pecado (não o pecador/transgressor da Lei) e demonstra que isso não traz nenhum problema bíblico ou lógico, na verdade, a objeção a isso é que é irracional e ilógica. O autor do livro mostra que Deus é Onipotente, Onibenevolente e Onisciente sem que isso impeça com que Ele crie o mal.

    Vale a pena ler e tirar a venda irracional dos olhos.

    Terei de sair, mas caso você responda, amanhã confiro e replico.

  22. Hewerton Leão Simões Diz

    Por que você apagou o meu comentário? Já sei, você viu que refutei e destruí completamente esse silogismo do artigo mostrando os vário erros dele, principalmente na premissa 4, e ficou com medo de deixar alguém ver. Você sabia que isso é desonestidade intelectual?

    Mas como você desistiu do “problema do mal” e viu que ele não é um desafio lógico ao cristianismo, você postou o link de dois vídeos que não tem nada a ver com o tema (ou seja, desviou o assunto) para tentar vencer de qualquer jeito. Vou considerar a sua rendição na questão do problema do mal e irei refutar ponto por ponto os dois vídeos que você postou. Só espero que dessa vez você não use novamente de desonestidade intelectual e apague o meu comentário. Se você fizer isso, considerarei como se você tivesse se rendido no debate. Começarei comentando o vídeo do “Pirulla25” e depois comentarei o vídeo do Richard Dawkins. Dividirei meu comentário em duas partes, pois ele ficará um pouco extenso. O comentário do primeiro vídeo será dividido e o comentário do segundo vídeo estará unido à segunda parte do comentário do primeiro vídeo.

    —————————-

    Comentário do vídeo do “Pirulla25”:

    O autor do primeiro vídeo (“Pirulla25”) começa dizendo (fazendo uma tréplica a um tal de Rafazanga) que não há evidências suficientes para se ter uma determinada crença, mas que a crença moral é uma evidência anedótica. Mas a questão é:

    O que ele define como evidência? E qual o padrão ele usa para medir uma evidência? E que padrão é esse? E qual a base desse padrão? É objetiva? Se não, como ousa tentar definir uma evidência se ele nem mesmo sabe o padrão usado para isso? E quanto a “suficiente”? O que ele define como “suficiente”? Qual o padrão ele usa para medir e dizer que uma evidência é suficiente? Por evidência suficiente anterior? Mas como ele sabe que a quantidade de evidência anterior é suficiente? E como ele sabe que a quantidade de evidência anterior a essa anterior é suficiente? E por aí vai…

    Ou seja, ele não pode querer falar de evidência (nesse caso empírica) se ele nem mesmo tem uma definição de evidência suficiente que pode ser suportada por evidência suficiente anterior. Enfim, esse princípio é autodestrutivo.

    ————

    Ele também diz que o cristianismo tem tantas chances de estar certo como qualquer outra religião, e, portanto, não podemos afirmar que o cristianismo é correto. Isso é um erro crasso e estúpido. Somente o cristianismo tem um primeiro princípio epistemológico absoluto e objetivo (Bíblia) pelo qual podemos deduzir uma cosmovisão verdadeira e necessária. As outras são baseadas em primeiros princípios autocontraditórios e falhos. Esse ponto eu gostaria de desenvolver mais, mas o espaço e o tempo são poucos, dessa forma, esperarei a sua réplica para desenvolvê-lo em cima dela.

    —————

    Ele diz que a moralidade é uma “construção social” (em outras palavras) e que a moralidade bíblica (assim como a moralidade islâmica) por seguir o princípio da Lei de Talião, é atrasada. Isso é um erro terrível. A moralidade é absoluta ainda que alguns povos ou indivíduos não adiram a ela. Óbvio que nem todas as pessoas seguem o mesmo padrão em todos os pontos, porém, sempre houve pontos de concordância básicos sobre moral. Mesmo que um indivíduo suprima essa moralidade inata, ainda assim eles a conhecem. Mas a questão é: Como ele sabe o que é moralidade? E como ele pode dizer que um tipo de moralidade é atrasada? Qual o padrão ele usa para isso? Ele é objetivo? Se não, como ele pode dizer, de forma objetiva, que algo é atrasado e outro algo não? Isso é um absurdo!! Por exemplo, por qual padrão ele diz que a Lei de Talião é errada? Construção social? Se for, então é arbitrário, afinal, quem garante que a sociedade não irá mudar novamente os seus padrões para aderir à moralidade “arcaica” novamente? Se alguém defende o direito à pedofilia, por exemplo, como ele poderá dizer que isso é imoral? E se a sociedade quiser aderir a esse ponto? Ela se torna moral? Se sim, por que não poderemos clamar também pelos direitos dos estupradores, assassinos, psicopatas, zoófilos, necrófilos, etc? O que ele usará para impedir essa “evolução moral”? Que base ele usará para dizer que é imoral? Mas a moral não evolui?

    —————————-

    Ele diz que o estupro não é algo intrinsicamente imoral. Para isso ele usa o exemplo do orangotango (?) e da história. Como um animal é um ser amoral, não irei entrar no ponto em que ele comenta sobre ele. Quanto à história, ele erra absurdamente ao dizer que só pelo fato de muitas pessoas terem cometido o estupro em vários períodos históricos, isso faz dele um ato amoral durante esses períodos históricos. Como ele pode me provar que o estupro não era tido como algo imoral e que as legislações só protegiam algumas mulheres, como as casadas ou as filhas, somente por serem elas propriedades e produtos comerciais dos maridos e pais? Que absurdo é esse? Ele é onisciente? Se não, como ele pode dizer que o objetivo da proteção das mulheres era pelo simples fato de elas serem propriedades privadas? Ele já leu alguma vez o texto “arcaico” de Deuteronômio 22:55-26? E o que tem a ver nós termos algum antepassado estuprador com isso ser amoral? Nonsense!! É risível esse argumento

    ———————

    A parte mais engraçada do vídeo é a que ele diz que a proposição “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem a você” é uma máxima universal. De onde ele tirou isso? Como ele pode provar que essa proposição é um valor universal? Ele tenta ilustrar (fazer uma analogia) isso mostrando que os animais (de novo os animais) como algumas espécies de macacos, tem hierarquia e algumas normas e regras que eles seguem institivamente. Ele também diz que alguns machos alfas são considerados os líderes pela força. Ora, mas ele não estava querendo provar que a proposição “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem a você” é universal? Como então, ele pode usar o exemplo onde um macho desse a porrada em outros para conseguir a liderança? Isso é autocontraditório!! O que essa analogia faz é destruir o ponto que ele quis estabelecer e não reforçar. Mas é claro, havia me esquecido que os ateus são autocontraditórios e irracionais.

    ——————-

    Ele também ele lança a proposição “essência não existe” e tenta dar uma justificação intuitiva para ela. Ora, mas dizer que algo não “PARECE ser assim” não é uma justificação. Eu poderia muito bem dizer o contrário (como realmente digo) que “PARECE ser assim”. Como ele me refutaria? Usando exemplos históricos e de animais? Ao dizer que haviam padrões morais arcaicos ele não prova que os homens aceitavam coisas imorais como sendo morais (por exemplo, o estupro). Ele simplesmente diz que na antiguidade haviam regras sociais diferentes das nossas. E daí? Se existiam aristocracias ou monarquias, obviamente os reis e suas famílias ditavam as regras que quisessem, o povo aceitasse isso ou não. Mas isso não prova que as pessoas concordavam ou aceitavam que essas regras eram morais. Para dizer que sim, ele precisa ter uma mente onisciente e mostrar que todas as pessoas concordavam com isso. Mas como ele não tem, ele não pode fazer isso. Quanto aos animais eles não são racionais, portanto, usar o exemplo deles para tentar justificar um ponto é no mínimo (e estou sendo caridoso) incoerente.

    (Continua…)

  23. Hewerton Leão Simões Diz

    (…Continuação do comentário do vídeo do “Pirula25”)

    Ele continua tentando provar que temos uma essência divina dentro de nós e, para isso, diz que o assassinato, em nossa sociedade, tem várias exceções. Ele também diz que um assassino só tem remorso ao assassinar a primeira pessoa e que, depois de ter mata uma série de pessoas, isso se torna comum. Porém, ele não nota que existem alguns casos em que para se cumprir uma Lei moral superior, é necessário “quebrar” uma Lei moral inferior. A própria Bíblia mostra que o amor que devemos ter para com Deus é superior ao amor que devemos ter para com os homens (Mt 22:34-40). Ou seja, devemos amar aos homens, mas devemos amar ainda mais a Deus. Dessa forma, existem “graus de moralidade”. O assassinato, por exemplo, era punido com a morte (Gn 9:6; Ex 21:12), já o furto não era punido com a morte, mas o ladrão devia restituir o que roubou com juros (Ex 22:1,4). Ou seja, a Lei que dizia não matarás era mais importante em grau do que a que impedia o roubo. Porém, ambas eram morais. O ponto é que realmente existem exceções para algumas leis morais, quando essas impedem o cumprimento de outras leis morais mais importantes. Dessa forma, matar para defender a propriedade e a família, por exemplo, é algo moralmente correto e não imoral (Ex 22:2; Mt 24: 43). E isso é intrínseco na mente humana. Isso é algo autoevidente. Quanto ao assassinato (como qualquer outro erro moral), o cristianismo não defende que o assassino não perca a afeição natural ou um aspecto da sua moralidade ao praticar constantemente um crime. Muito pelo contrário, pregamos que um pecador insubordinado, quanto mais resiste à sua consciência, é entregue por Deus mais e mais em um estado de depravação e insensibilidade moral (Sl 81:12; Rm 1:18-32). Ou seja, é o próprio Deus que retira o resquício moral de um insubordinado e o ENDURECE moralmente para depois destruí-lo (Rm 11:7-10). Mas isso não é contrário de forma alguma a fé cristã, mas sim um apoio a ela. Ou seja, ao citar esse ponto, o autor do vídeo contribuiu com a minha posição.

    —————–

    Ele termina dizendo que a moral é relativa é que existem sociedades com uma visão de deus onde a moralidade é diferente da do cristão e uma sociedade sem Deus onde a moralidade é praticamente igual a do cristão. O ponto onde ele erra é justamente o de atribuir às pessoas de toda a história o poder de construir as regras sociais. A maioria das sociedades eram governadas por autocratas, aristocratas, ou monarcas, dessa forma, o povo não poderia escolher as suas regras. Eles eram governados por outros, portanto, eles tinham de se submeter aos governantes. Mas independente de essas sociedades aderirem ou não a padrões morais diferentes dos padrões do cristianismo, isso não significa que os indivíduos dessas sociedades concordavam com esses padrões morais. Como eu já disse, há indivíduos que suprimem os valores inatos e outros não. Há indivíduos que, como o autor do vídeo mostra, depois de cometerem atos de imoralidade extrema mais de uma vez, acabam se acostumando com esses atos e apagando os valores morais de suas consciências. Isso é mais do que óbvio.

    Enfim, esse vídeo é completamente falacioso e não trás nenhum problema ao meu ponto. Na verdade, a visão apresentada nesse vídeo (apesar de estar errada) contribui com os meus pontos, afinal, se realmente não há padrões morais absolutos, então não há um mal absoluto, e se não há um mal absoluto, então não existe nenhum “problema do mal” para resolver. Dessa forma, o cristão está livre desse “problema” e a visão ateísta não tem um padrão pelo qual julgar o Deus Cristão. Assim, o ateísmo se autocontradiz mais uma vez e se mostra autodestrutivo.

    —————–

    Comentário do vídeo de Richard Dawkins:

    Quanto ao vídeo do Dawkins, o que ele tem a ver com o que estamos debatendo? O que me importa se um hindu crê em Krishna, ou se um viking crê em Odin, ou se um egípcio crê em Rá, ou se um grego crê em Zeus? Estamos falando sobre o problema do mal com referência ao Deus Cristão e Seus Atributos, não sobre crenças subjetivas. Eu poderia refutar logicamente cada uma dessas crenças subjetivas, mas não quero me desviar do tema do tópico. Estamos falando de Teodicéia, não sobre a existência ou não existência de outros deuses ou sobre religiões comparadas.

    Mas se eu estivesse debatendo com o Dawkins, eu não apelaria à minha experiência pessoal, mas sim, à objetividade da Escritura e mostraria que sem tê-la como primeiro princípio, é impossível construir uma visão de mundo coerente e consistente. Como sei que ele é biólogo, eu diria a ele que é necessário pressupor as premissas cristãs até mesmo para construir um pensamento científico. Afinal, qual a garantia dele de que o universo é lógico e segue padrões lógicos? Como ele pode me provar, por exemplo, que amanhã haverá luz do sol? Não vale dizer que as leis físicas garantem isso, pois ele não pode me provar que não haverá uma nova lei física que irá interferir de alguma forma nas leis físicas atuais e mudar a rotação da terra ou mesmo fazer com que o sol seja destruído. Já eu, posso tranquilamente dizer que isso não acontecerá baseado em Gênesis 8:22, onde Deus diz que enquanto a terra durar nunca irá faltar calor e frio, verão e inverno, dia e noite. Ou seja, a própria ciência depende de e precisa pressupor premissas bíblicas para poder existir. Eu também poderia questionar a própria ciência, afinal, ela é baseada no empirismo e na indução. Dessa forma, eu poderia pedir a ele para justificar para mim o empirismo de forma lógica. Mas como isso é impossível, ele novamente seria derrotado facilmente. Ou seja, é impossível vencer o cristianismo e o Deus Cristão num debate estritamente racional.

  24. Hewerton Leão Simões Diz

    Por que você apagou o meu comentário? Já sei, você viu que refutei e destruí completamente esse silogismo do artigo mostrando os vário erros dele, principalmente na premissa 4, e ficou com medo de deixar alguém ver. Você sabia que isso é desonestidade intelectual?

    Mas como você desistiu do “problema do mal” e viu que ele não é um desafio lógico ao cristianismo, você postou o link de dois vídeos que não tem nada a ver com o tema (ou seja, desviou o assunto) para tentar vencer de qualquer jeito. Vou considerar a sua rendição na questão do problema do mal e irei refutar ponto por ponto os dois vídeos que você postou. Só espero que dessa vez você não use novamente de desonestidade intelectual e apague o meu comentário. Se você fizer isso, considerarei como se você tivesse se rendido no debate. Começarei comentando o vídeo do “Pirulla25” e depois comentarei o vídeo do Richard Dawkins. Dividirei meu comentário em duas partes, pois ele ficará um pouco extenso. O comentário do primeiro vídeo será dividido e o comentário do segundo vídeo estará unido à segunda parte do comentário do primeiro vídeo.

    —————————-

    Comentário do vídeo do “Pirulla25”:

    O autor do primeiro vídeo (“Pirulla25”) começa dizendo (fazendo uma tréplica a um tal de Rafazanga) que não há evidências suficientes para se ter uma determinada crença, mas que a crença moral é uma evidência anedótica. Mas a questão é:

    O que ele define como evidência? E qual o padrão ele usa para medir uma evidência? E que padrão é esse? E qual a base desse padrão? É objetiva? Se não, como ousa tentar definir uma evidência se ele nem mesmo sabe o padrão usado para isso? E quanto a “suficiente”? O que ele define como “suficiente”? Qual o padrão ele usa para medir e dizer que uma evidência é suficiente? Por evidência suficiente anterior? Mas como ele sabe que a quantidade de evidência anterior é suficiente? E como ele sabe que a quantidade de evidência anterior a essa anterior é suficiente? E por aí vai…

    Ou seja, ele não pode querer falar de evidência (nesse caso empírica) se ele nem mesmo tem uma definição de evidência suficiente que pode ser suportada por evidência suficiente anterior. Enfim, esse princípio é autodestrutivo.

    ————

    Ele também diz que o cristianismo tem tantas chances de estar certo como qualquer outra religião, e, portanto, não podemos afirmar que o cristianismo é correto. Isso é um erro crasso e estúpido. Somente o cristianismo tem um primeiro princípio epistemológico absoluto e objetivo (Bíblia) pelo qual podemos deduzir uma cosmovisão verdadeira e necessária. As outras são baseadas em primeiros princípios autocontraditórios e falhos. Esse ponto eu gostaria de desenvolver mais, mas o espaço e o tempo são poucos, dessa forma, esperarei a sua réplica para desenvolvê-lo em cima dela.

    —————

    Ele diz que a moralidade é uma “construção social” (em outras palavras) e que a moralidade bíblica (assim como a moralidade islâmica) por seguir o princípio da Lei de Talião, é atrasada. Isso é um erro terrível. A moralidade é absoluta ainda que alguns povos ou indivíduos não adiram a ela. Óbvio que nem todas as pessoas seguem o mesmo padrão em todos os pontos, porém, sempre houve pontos de concordância básicos sobre moral. Mesmo que um indivíduo suprima essa moralidade inata, ainda assim eles a conhecem. Mas a questão é: Como ele sabe o que é moralidade? E como ele pode dizer que um tipo de moralidade é atrasada? Qual o padrão ele usa para isso? Ele é objetivo? Se não, como ele pode dizer, de forma objetiva, que algo é atrasado e outro algo não? Isso é um absurdo!! Por exemplo, por qual padrão ele diz que a Lei de Talião é errada? Construção social? Se for, então é arbitrário, afinal, quem garante que a sociedade não irá mudar novamente os seus padrões para aderir à moralidade “arcaica” novamente? Se alguém defende o direito à pedofilia, por exemplo, como ele poderá dizer que isso é imoral? E se a sociedade quiser aderir a esse ponto? Ela se torna moral? Se sim, por que não poderemos clamar também pelos direitos dos estupradores, assassinos, psicopatas, zoófilos, necrófilos, etc? O que ele usará para impedir essa “evolução moral”? Que base ele usará para dizer que é imoral? Mas a moral não evolui?

    —————————-

    Ele diz que o estupro não é algo intrinsicamente imoral. Para isso ele usa o exemplo do orangotango (?) e da história. Como um animal é um ser amoral, não irei entrar no ponto em que ele comenta sobre ele. Quanto à história, ele erra absurdamente ao dizer que só pelo fato de muitas pessoas terem cometido o estupro em vários períodos históricos, isso faz dele um ato amoral durante esses períodos históricos. Como ele pode me provar que o estupro não era tido como algo imoral e que as legislações só protegiam algumas mulheres, como as casadas ou as filhas, somente por serem elas propriedades e produtos comerciais dos maridos e pais? Que absurdo é esse? Ele é onisciente? Se não, como ele pode dizer que o objetivo da proteção das mulheres era pelo simples fato de elas serem propriedades privadas? Ele já leu alguma vez o texto “arcaico” de Deuteronômio 22:55-26? E o que tem a ver nós termos algum antepassado estuprador com isso ser amoral? Nonsense!! É risível esse argumento

    ———————

    A parte mais engraçada do vídeo é a que ele diz que a proposição “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem a você” é uma máxima universal. De onde ele tirou isso? Como ele pode provar que essa proposição é um valor universal? Ele tenta ilustrar (fazer uma analogia) isso mostrando que os animais (de novo os animais) como algumas espécies de macacos, tem hierarquia e algumas normas e regras que eles seguem institivamente. Ele também diz que alguns machos alfas são considerados os líderes pela força. Ora, mas ele não estava querendo provar que a proposição “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem a você” é universal? Como então, ele pode usar o exemplo onde um macho desse a porrada em outros para conseguir a liderança? Isso é autocontraditório!! O que essa analogia faz é destruir o ponto que ele quis estabelecer e não reforçar. Mas é claro, havia me esquecido que os ateus são autocontraditórios e irracionais.

    ——————-

    Ele também ele lança a proposição “essência não existe” e tenta dar uma justificação intuitiva para ela. Ora, mas dizer que algo não “PARECE ser assim” não é uma justificação. Eu poderia muito bem dizer o contrário (como realmente digo) que “PARECE ser assim”. Como ele me refutaria? Usando exemplos históricos e de animais? Ao dizer que haviam padrões morais arcaicos ele não prova que os homens aceitavam coisas imorais como sendo morais (por exemplo, o estupro). Ele simplesmente diz que na antiguidade haviam regras sociais diferentes das nossas. E daí? Se existiam aristocracias ou monarquias, obviamente os reis e suas famílias ditavam as regras que quisessem, o povo aceitasse isso ou não. Mas isso não prova que as pessoas concordavam ou aceitavam que essas regras eram morais. Para dizer que sim, ele precisa ter uma mente onisciente e mostrar que todas as pessoas concordavam com isso. Mas como ele não tem, ele não pode fazer isso. Quanto aos animais eles não são racionais, portanto, usar o exemplo deles para tentar justificar um ponto é no mínimo (e estou sendo caridoso) incoerente.

    (Continua…)

  25. Hewerton Leão Simões Diz

    (…Continuação do comentário do vídeo do “Pirula25”)

    Ele continua tentando provar que temos uma essência divina dentro de nós e, para isso, diz que o assassinato, em nossa sociedade, tem várias exceções. Ele também diz que um assassino só tem remorso ao assassinar a primeira pessoa e que, depois de ter mata uma série de pessoas, isso se torna comum. Porém, ele não nota que existem alguns casos em que para se cumprir uma Lei moral superior, é necessário “quebrar” uma Lei moral inferior. A própria Bíblia mostra que o amor que devemos ter para com Deus é superior ao amor que devemos ter para com os homens (Mt 22:34-40). Ou seja, devemos amar aos homens, mas devemos amar ainda mais a Deus. Dessa forma, existem “graus de moralidade”. O assassinato, por exemplo, era punido com a morte (Gn 9:6; Ex 21:12), já o furto não era punido com a morte, mas o ladrão devia restituir o que roubou com juros (Ex 22:1,4). Ou seja, a Lei que dizia não matarás era mais importante em grau do que a que impedia o roubo. Porém, ambas eram morais. O ponto é que realmente existem exceções para algumas leis morais, quando essas impedem o cumprimento de outras leis morais mais importantes. Dessa forma, matar para defender a propriedade e a família, por exemplo, é algo moralmente correto e não imoral (Ex 22:2; Mt 24: 43). E isso é intrínseco na mente humana. Isso é algo autoevidente. Quanto ao assassinato (como qualquer outro erro moral), o cristianismo não defende que o assassino não perca a afeição natural ou um aspecto da sua moralidade ao praticar constantemente um crime. Muito pelo contrário, pregamos que um pecador insubordinado, quanto mais resiste à sua consciência, é entregue por Deus mais e mais em um estado de depravação e insensibilidade moral (Sl 81:12; Rm 1:18-32). Ou seja, é o próprio Deus que retira o resquício moral de um insubordinado e o ENDURECE moralmente para depois destruí-lo (Rm 11:7-10). Mas isso não é contrário de forma alguma a fé cristã, mas sim um apoio a ela. Ou seja, ao citar esse ponto, o autor do vídeo contribuiu com a minha posição.

    —————–

    Ele termina dizendo que a moral é relativa é que existem sociedades com uma visão de deus onde a moralidade é diferente da do cristão e uma sociedade sem Deus onde a moralidade é praticamente igual a do cristão. O ponto onde ele erra é justamente o de atribuir às pessoas de toda a história o poder de construir as regras sociais. A maioria das sociedades eram governadas por autocratas, aristocratas, ou monarcas, dessa forma, o povo não poderia escolher as suas regras. Eles eram governados por outros, portanto, eles tinham de se submeter aos governantes. Mas independente de essas sociedades aderirem ou não a padrões morais diferentes dos padrões do cristianismo, isso não significa que os indivíduos dessas sociedades concordavam com esses padrões morais. Como eu já disse, há indivíduos que suprimem os valores inatos e outros não. Há indivíduos que, como o autor do vídeo mostra, depois de cometerem atos de imoralidade extrema mais de uma vez, acabam se acostumando com esses atos e apagando os valores morais de suas consciências. Isso é mais do que óbvio.

    Enfim, esse vídeo é completamente falacioso e não trás nenhum problema ao meu ponto. Na verdade, a visão apresentada nesse vídeo (apesar de estar errada) contribui com os meus pontos, afinal, se realmente não há padrões morais absolutos, então não há um mal absoluto, e se não há um mal absoluto, então não existe nenhum “problema do mal” para resolver. Dessa forma, o cristão está livre desse “problema” e a visão ateísta não tem um padrão pelo qual julgar o Deus Cristão. Assim, o ateísmo se autocontradiz mais uma vez e se mostra autodestrutivo.

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    Comentário do vídeo de Richard Dawkins:

    Quanto ao vídeo do Dawkins, o que ele tem a ver com o que estamos debatendo? O que me importa se um hindu crê em Krishna, ou se um viking crê em Odin, ou se um egípcio crê em Rá, ou se um grego crê em Zeus? Estamos falando sobre o problema do mal com referência ao Deus Cristão e Seus Atributos, não sobre crenças subjetivas. Eu poderia refutar logicamente cada uma dessas crenças subjetivas, mas não quero me desviar do tema do tópico. Estamos falando de Teodicéia, não sobre a existência ou não existência de outros deuses ou sobre religiões comparadas.

    Mas se eu estivesse debatendo com o Dawkins, eu não apelaria à minha experiência pessoal, mas sim, à objetividade da Escritura e mostraria que sem tê-la como primeiro princípio, é impossível construir uma visão de mundo coerente e consistente. Como sei que ele é biólogo, eu diria a ele que é necessário pressupor as premissas cristãs até mesmo para construir um pensamento científico. Afinal, qual a garantia dele de que o universo é lógico e segue padrões lógicos? Como ele pode me provar, por exemplo, que amanhã haverá luz do sol? Não vale dizer que as leis físicas garantem isso, pois ele não pode me provar que não haverá uma nova lei física que irá interferir de alguma forma nas leis físicas atuais e mudar a rotação da terra ou mesmo fazer com que o sol seja destruído. Já eu, posso tranquilamente dizer que isso não acontecerá baseado em Gênesis 8:22, onde Deus diz que enquanto a terra durar nunca irá faltar calor e frio, verão e inverno, dia e noite. Ou seja, a própria ciência depende de e precisa pressupor premissas bíblicas para poder existir. Eu também poderia questionar a própria ciência, afinal, ela é baseada no empirismo e na indução. Dessa forma, eu poderia pedir a ele para justificar para mim o empirismo de forma lógica. Mas como isso é impossível, ele novamente seria derrotado facilmente. Ou seja, é impossível vencer o cristianismo e o Deus Cristão num debate estritamente racional.

  26. Hewerton Leão Simões Diz

    Parece que o face está bugando. Só estou vendo a segunda parte de meu comentário, portanto, irei postar a primeira parte novamente. Caso você esteja conseguindo vê-la, desconsidere esse segundo post:

    Como você desistiu do “problema do mal” e viu que ele não é um desafio lógico ao cristianismo, você postou o link de dois vídeos que não tem nada a ver com o tema (ou seja, desviou o assunto) para tentar vencer de qualquer jeito. Vou considerar a sua rendição na questão do problema do mal e irei refutar ponto por ponto os dois vídeos que você postou. Só espero que dessa vez você não use novamente de desonestidade intelectual e apague o meu comentário. Se você fizer isso, considerarei como se você tivesse se rendido no debate. Começarei comentando o vídeo do “Pirulla25” e depois comentarei o vídeo do Richard Dawkins. Dividirei meu comentário em duas partes, pois ele ficará um pouco extenso. O comentário do primeiro vídeo será dividido e o comentário do segundo vídeo estará unido à segunda parte do comentário do primeiro vídeo.

    —————————-

    Comentário do vídeo do “Pirulla25”:

    O autor do primeiro vídeo (“Pirulla25”) começa dizendo (fazendo uma tréplica a um tal de Rafazanga) que não há evidências suficientes para se ter uma determinada crença, mas que a crença moral é uma evidência anedótica. Mas a questão é:

    O que ele define como evidência? E qual o padrão ele usa para medir uma evidência? E que padrão é esse? E qual a base desse padrão? É objetiva? Se não, como ousa tentar definir uma evidência se ele nem mesmo sabe o padrão usado para isso? E quanto a “suficiente”? O que ele define como “suficiente”? Qual o padrão ele usa para medir e dizer que uma evidência é suficiente? Por evidência suficiente anterior? Mas como ele sabe que a quantidade de evidência anterior é suficiente? E como ele sabe que a quantidade de evidência anterior a essa anterior é suficiente? E por aí vai…

    Ou seja, ele não pode querer falar de evidência (nesse caso empírica) se ele nem mesmo tem uma definição de evidência suficiente que pode ser suportada por evidência suficiente anterior. Enfim, esse princípio é autodestrutivo.

    ————

    Ele também diz que o cristianismo tem tantas chances de estar certo como qualquer outra religião, e, portanto, não podemos afirmar que o cristianismo é correto. Isso é um erro crasso e estúpido. Somente o cristianismo tem um primeiro princípio epistemológico absoluto e objetivo (Bíblia) pelo qual podemos deduzir uma cosmovisão verdadeira e necessária. As outras são baseadas em primeiros princípios autocontraditórios e falhos. Esse ponto eu gostaria de desenvolver mais, mas o espaço e o tempo são poucos, dessa forma, esperarei a sua réplica para desenvolvê-lo em cima dela.

    —————

    Ele diz que a moralidade é uma “construção social” (em outras palavras) e que a moralidade bíblica (assim como a moralidade islâmica) por seguir o princípio da Lei de Talião, é atrasada. Isso é um erro terrível. A moralidade é absoluta ainda que alguns povos ou indivíduos não adiram a ela. Óbvio que nem todas as pessoas seguem o mesmo padrão em todos os pontos, porém, sempre houve pontos de concordância básicos sobre moral. Mesmo que um indivíduo suprima essa moralidade inata, ainda assim eles a conhecem. Mas a questão é: Como ele sabe o que é moralidade? E como ele pode dizer que um tipo de moralidade é atrasada? Qual o padrão ele usa para isso? Ele é objetivo? Se não, como ele pode dizer, de forma objetiva, que algo é atrasado e outro algo não? Isso é um absurdo!! Por exemplo, por qual padrão ele diz que a Lei de Talião é errada? Construção social? Se for, então é arbitrário, afinal, quem garante que a sociedade não irá mudar novamente os seus padrões para aderir à moralidade “arcaica” novamente? Se alguém defende o direito à pedofilia, por exemplo, como ele poderá dizer que isso é imoral? E se a sociedade quiser aderir a esse ponto? Ela se torna moral? Se sim, por que não poderemos clamar também pelos direitos dos estupradores, assassinos, psicopatas, zoófilos, necrófilos, etc? O que ele usará para impedir essa “evolução moral”? Que base ele usará para dizer que é imoral? Mas a moral não evolui?

    —————————-

    Ele diz que o estupro não é algo intrinsicamente imoral. Para isso ele usa o exemplo do orangotango (?) e da história. Como um animal é um ser amoral, não irei entrar no ponto em que ele comenta sobre ele. Quanto à história, ele erra absurdamente ao dizer que só pelo fato de muitas pessoas terem cometido o estupro em vários períodos históricos, isso faz dele um ato amoral durante esses períodos históricos. Como ele pode me provar que o estupro não era tido como algo imoral e que as legislações só protegiam algumas mulheres, como as casadas ou as filhas, somente por serem elas propriedades e produtos comerciais dos maridos e pais? Que absurdo é esse? Ele é onisciente? Se não, como ele pode dizer que o objetivo da proteção das mulheres era pelo simples fato de elas serem propriedades privadas? Ele já leu alguma vez o texto “arcaico” de Deuteronômio 22:55-26? E o que tem a ver nós termos algum antepassado estuprador com isso ser amoral? Nonsense!! É risível esse argumento

    ———————

    A parte mais engraçada do vídeo é a que ele diz que a proposição “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem a você” é uma máxima universal. De onde ele tirou isso? Como ele pode provar que essa proposição é um valor universal? Ele tenta ilustrar (fazer uma analogia) isso mostrando que os animais (de novo os animais) como algumas espécies de macacos, tem hierarquia e algumas normas e regras que eles seguem institivamente. Ele também diz que alguns machos alfas são considerados os líderes pela força. Ora, mas ele não estava querendo provar que a proposição “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem a você” é universal? Como então, ele pode usar o exemplo onde um macho desse a porrada em outros para conseguir a liderança? Isso é autocontraditório!! O que essa analogia faz é destruir o ponto que ele quis estabelecer e não reforçar. Mas é claro, havia me esquecido que os ateus são autocontraditórios e irracionais.

    ——————-

    Ele também ele lança a proposição “essência não existe” e tenta dar uma justificação intuitiva para ela. Ora, mas dizer que algo não “PARECE ser assim” não é uma justificação. Eu poderia muito bem dizer o contrário (como realmente digo) que “PARECE ser assim”. Como ele me refutaria? Usando exemplos históricos e de animais? Ao dizer que haviam padrões morais arcaicos ele não prova que os homens aceitavam coisas imorais como sendo morais (por exemplo, o estupro). Ele simplesmente diz que na antiguidade haviam regras sociais diferentes das nossas. E daí? Se existiam aristocracias ou monarquias, obviamente os reis e suas famílias ditavam as regras que quisessem, o povo aceitasse isso ou não. Mas isso não prova que as pessoas concordavam ou aceitavam que essas regras eram morais. Para dizer que sim, ele precisa ter uma mente onisciente e mostrar que todas as pessoas concordavam com isso. Mas como ele não tem, ele não pode fazer isso. Quanto aos animais eles não são racionais, portanto, usar o exemplo deles para tentar justificar um ponto é no mínimo (e estou sendo caridoso) incoerente.

    (Continua…)

  27. Franklin Pereira Araujo Diz

    Hewerton Leão Simões
    Admito, estava com preguiça de escrever. No texto da explicação do paradoxo o rapaz assume que todas as suas respostas só fazem sentido pra quem encara da forma lógica o problema, ou seja um deus não pode existir sendo tão contraditório, mas você e o escritor discordam disso, como? Ora, esta escrita na bíblia, logico! Onde mais existe mais contradição do que no livro sagrado dos cristãos. O paradoxo não foi escrito para refutar somente o deus cristão, mas todos os deuses exceto o deus dos deístas que não seguem dogmas. Eu estava lendo esta última resposta e não parei de pensar na forma como você vê o argumento dos animais do pirula. Quando ele diz que o comportamento dos orangotangos demonstra um comportamento social ele usa a ciência do comportamento dos primatas (Primatologia) como base para sua explicação. Um exemplo: O Bonobo apresenta um padrão social semelhante ao nosso, mesmo eles sendo irracionais como você destacou, eles compartilham conosco 98,6% do DNA e justamente por serem irracionais eles não deveriam ter normas semelhante a nossa, seres racionais, provando assim o argumento.
    Sempre tive medo de pessoas como você, forçando a barra para estarem certas, passam por cima da moral e da ética por não conseguirem assumir que estão erradas.
    Encerro aqui, não postarei mais resposta. Você se baseia em fé envolto em fatos distorcidos para dar certo sua psicose.
    https://www.youtube.com/watch?v=_FgM3OomxlU
    https://www.youtube.com/watch?v=RL_-QAzinQY

  28. Hewerton Leão Simões Diz

    Franklin Pereira Araujo,

    Irei pegar o seu argumento parte por parte para mostrar o quanto ele é estúpido e irracional e irei detonar cada premissa ilógica que você lançou. Você disse:

    “Admito, estava com preguiça de escrever.”

    Ou seja, você é simplesmente um neo ateu que não possui base lógica para defender os seus pontos e precisa, para isso, de vídeos enfadonhos e enormes de terceiros (também sem base lógica nenhuma) para tentar estabelecer o seu ponto. Mas o pior é que não há ponto nenhum!! Afinal, se você está com preguiça de escrever, para que entrar em um debate que (nesse caso) necessita justamente escrever? Que idiotice é essa? Se não quer escrever, não entre em um debate. Simples!!

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    Você disse:

    “No texto da explicação do paradoxo o rapaz assume que todas as suas respostas só fazem sentido pra quem encara da forma lógica o problema, ou seja um deus não pode existir sendo tão contraditório,”

    O quê? Que lógica é usado pelo autor do artigo? Se eu (e o autor do texto que lhe passei) mostrei que não há nenhum “Problema do Mal” se não assumirmos um Padrão Último de Moralidade, invalidando assim a premissa 4, como você pode tentar mais uma vez dizer que existe um problema que torna o meu Deus um ser contraditório? Se você disser “X” e eu disser “não-X” mostrando que “X” é falso ou “não-X” (minha posição) é verdadeiro porque “Z – K = não-X”, você não pode simplesmente afirmar “X” novamente sem destruir minha dedução. Você precisará mostrar onde errei em minha dedução e estabelecer novamente a sua e não simplesmente sair afirmando ad nausean a sua premissa. Você tem algum grau de analfabetismo funcional? Se não, como interpreta de forma tão horrível a refutação que fiz e o pior, nem sequer comenta sobre ela? Das duas uma: ou você é um analfabeto funcional ou é muito desonesto intelectualmente!! Pessoalmente acredito que seja um pouco dos dois. Se não existe bem ou mal absolutos, então não há “Problema do MAL” de forma alguma. Entendeu ou precisa que eu desenhe? Você defende que a moralidade é relativa e não absoluta, portanto, você não pode tentar lançar a sua moral relativa sobre a Fé Cristão como se ela fosse absoluta. Se não existe um Padrão Moral Último, não existe mal; e se não existe mal, não existe “Problema do Mal”. Em outras palavras, se você não crê em um Padrão Objetivo de Moralidade, não há moralidade, mas se você crê em um Padrão Objetivo de Moralidade eu lhe demando uma justificação racional para isso. Ou seja, o ônus está sobre você!!

    A única forma de se aceitar uma moral absoluta é justamente pressupondo a existência do Deus Cristão que você está tentando questionar com o “Problema do Mal”. Mas se você já pressupor a existência desse Deus para poder validar o seu Padrão, como você pode querer questionar a existência desse Deus por este Padrão, sendo que Ele mesmo é o Padrão? Ou seja, como você pode querer questionar Deus usando para isso Ele mesmo? Isso é BURRICE!! É o mesmo que dizer que A é não-A, o que é uma autocontradição, pois A não pode ser não-A. Mas isso não seria de se admirar, pois o ateísmo é uma cosmovisão (visão de mundo) completamente autocontraditória e BURRA em cada um de seus pontos e pressupostos.

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    Você disse:

    “mas você e o escritor discordam disso, como? Ora, esta escrita na bíblia, logico! Onde mais existe mais contradição do que no livro sagrado dos cristãos.”

    Claro que eu discordo desse paradoxo ridículo!! Se não existe um Mal, como pode existir um “Problema do Mal”? Mas se existe um Mal, como você pode me provar isso? Você tem algum padrão objetivo e absoluto? Se sim, demonstre! Se não, por que continua insistindo com esse paradoxo idiota?

    Quanto às contradições da Bíblia, primeiro lhe demando que você me dê uma definição de contradição e me mostre que ela é uma definição válida. Depois quero que você me mostre as possíveis “contradições” da Bíblia. Bom dever de casa.

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    Você disse:

    “O paradoxo não foi escrito para refutar somente o deus cristão, mas todos os deuses exceto o deus dos deístas que não seguem dogmas.”

    Como já provei que ele é um argumento fraco, ele não pode refutar o Deus Cristão. Pode até refutar outros deuses fracos e patéticos das mitologias, mas não o Deus Cristão que é o Criador do céu e da terra e Padrão Último de Moralidade!! Para dizer que esse paradoxo refuta algum dogma cristão, você (e o autor do artigo) precisaria mostrar qual dogma é esse. O que até agora não foi (e não pode ser) feito.

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    Você disse:

    “Eu estava lendo esta última resposta e não parei de pensar na forma como você vê o argumento dos animais do pirula. Quando ele diz que o comportamento dos orangotangos demonstra um comportamento social ele usa a ciência do comportamento dos primatas (Primatologia) como base para sua explicação. Um exemplo: O Bonobo apresenta um padrão social semelhante ao nosso, mesmo eles sendo irracionais como você destacou, eles compartilham conosco 98,6% do DNA e justamente por serem irracionais eles não deveriam ter normas semelhante a nossa, seres racionais, provando assim o argumento.”

    Mas quem disse que a ciência é racional? O princípio epistemológico do qual ela parte é o empirismo. Mas a questão é: O empirismo é racionalmente válido? Você poderia me mostrar que ele é autoevidente e auto-justificatório? Se não, por que eu devo aceitar essa comparação (analogia) dos orangotangos como válida? Se o método científico não pode sequer ser justificado por ele mesmo, por que devo considerar as conclusões extraídas dele como válidas? Você pode me mostrar de forma irrefutável que o empirismo, a indução e as sensações são infalíveis? Se não, tudo o que você disse nesse fragmento não passa de tagarelice irrelevante. Mas caso você possa, estou esperando ansiosamente a sua justificação.

  29. Hewerton Leão Simões Diz

    Você disse:

    “Sempre tive medo de pessoas como você, forçando a barra para estarem certas, passam por cima da moral e da ética por não conseguirem assumir que estão erradas. “

    O quê? Que frase hilária é essa? Sinceramente estou rindo aqui!! Eu passo por cima da moral e da ética por não conseguir assumir que estou errado? Que “Moral”? E que “Ética”? De onde você tirou isso? Se não há um Padrão Moral Absoluto, por que você me culpa de passar por cima da Moral e da Ética? O que para você é moral ou ético pode não ser moral e ético para outra pessoa, não é isso mesmo? Então por que você se preocupa por eu passar por cima de sua Moral e Ética subjetiva? E mesmo que eu aceitasse que o seu padrão é Absoluto (simplesmente por piedade e para ver onde você quer chegar), quando eu fiz isso? Quando fui “imoral”? Só porque detonei esse paradoxo ridículo e os vídeos toscos do Pirula e do Dawkins e não aceitei as conclusões desses idiotas? Ora, mas se eu os venci intelectualmente de forma justa, onde quebrei algum padrão ético? E se eu quebrei, por que você não me mostra qual o erro LÓGICO dos meus argumentos?

    OBS: Não vale mimimi, eu quero deduções e inferências necessárias. Se não puder fazer isso, se renda e aceite que você não pode refutar o Deus Cristão e seja honesto. Caso contrário, você estará provando (como já está) que o desonesto intelectual aqui é você e não eu. Não adianta afirma “X” é preciso justificá-lo!! Se não puder, recolha-se à sua insignificância.

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    Você disse:

    “Encerro aqui, não postarei mais resposta. Você se baseia em fé envolto em fatos distorcidos para dar certo sua psicose.”

    Não, eu me baseio em argumentos lógicos. Ou seja, em SILOGISMOS – se é que você sabe o que isso significa – não em argumentos intuitivos, empíricos ou emocionais que não possuem nenhum valor racional. Em outras palavras, eu refuto e destruo todos os seus pífios argumentos (e dos seus coleguinhas dos vídeos) pela razão enquanto você nem sequer se dá ao trabalho de tentar questionar os meus. Mas como você já admitiu, isso é devido ao seu medo de ser mais e mais humilhado, mas não se preocupe, o seu ateísmo fará com que isso seja uma constante em sua vida e os cristãos que forem debater com você já saberão (pelo simples fato de você ser um ateu) que você é inferior intelectualmente. Nós já sabemos, como diz os Salmos 14:1 e 53:1, que os ateus são tolos/néscios, ou seja, idiotas! O nosso Deus já nos revelou isso!! Portanto, não estranhamos as burrices ditas por vocês. Nós também já fomos assim, mas graças ao Poder Regenerador do Espírito Santo, fomos ressuscitados dessa morte espiritual e intelectual interior. Eu sei como funciona uma mente de um não-cristão. Portanto, tenho pena de você e orarei para que Deus também se apiede de você e tire a sua ignorância e burrice. Talvez Ele tenha misericórdia e te dê Fé (Efésios 2:8) para a salvação física e intelectual, ou talvez (dependendo do plano d’Ele) Ele lhe endureça mais para que você continue em sua burrice e para que futuramente lhe torture eternamente no inferno (Romanos 9:14-18; 11:7-10).

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    Quanto aos seus vídeos ridículos, não comentarei pois não tem nada a ver com o tema e são extensos, chatos e ilógicos. Não há nenhum argumento contrário à Fé Cristã, somente mimimi e insatisfação com as crenças sem fundamentação sólida. Dessa forma, não perderei o meu tempo com baboseiras. Os autores apelam todo o tempo ao empirismo e a indução, mas como não aceito esses princípios epistemológicos o ônus da prova está sobre você e os autores irracionais (para não dizer idiota) dos vídeos.

  30. Mizael Andrade Reis Diz

    Eu gosto do Pastor Charles, mas (com respeito) ele às vezes parece reduzir a consistência que há no pressuposicionalismo, com o qual diz concordar. Clark, Till ou qualquer outro não responderia tão “lentamente”, fazendo das verdades da Palavra de Deus a última tônica da resposta. A afirmação “Deus é soberano” foi feita bem cautelosamente, e em cada palavra, transparecia temer ofender a quem escuta. Raramente ele recorreu às verdades da palavra de Deus, como fonte da qual verte a resposta para essa pergunta. A prolixidade dele as vezes nubla sua objetividade. A resposta de Paulo a questão, começa com a pecaminosidade humana, em Romanos 1, mas, inevitavelmente, e por conta da natureza da pergunta, culminará em Romanos 9.

  31. CoF89 Diz

    Ta mudo o vídeo!

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