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Pastoreando Igrejas Saudáveis – Miguel Núñez (Reprise: Conferência Fiel Pastores e Líderes 2016)

Atos 20.28: Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.

Resumo

Em um só versículo, o apóstolo Paulo nos mostra quatro grande verdades do ministério pastoral:

1) A importância do caráter do pastor: “atendei por vós”

2) A importância do nosso chamado: “o Espírito Santos vos constituiu bispos”

3) A importância de reconhecer que cuidamos de ovelhas que pertencem a outro: “pastoreardes a igreja de Deus”

4) A importância daqueles a quem cuidados: “a qual ele comprou com o seu próprio sangue”

Vemos aqui, então, o caráter do pastor, o chamado do pastor, o Senhor do rebanho, o valor do rebanho. Sem essas coisas, um pastor não poderá pastorear de maneira saudável.

Precisamos nos lembrar que o pastorado é uma vocação e não uma profissão. Como o pastor John Piper enfatiza não somos profissionais. Não obtemos o ministério pastoral por carreira ou contrato, mas somente pelo chamado de Deus.

O que faz de alguém um pastor não é a sua reputação, mas o seu caráter. O que constitui um pastor não é o seu conhecimento, mas a sua sabedoria. O que faz de alguém um pastor não é a sua habilidade de dar ordens, mas a sua capacidade de servir.

No Antigo Testamento, vemos três figuras:

• Profeta: proclamava a Palavra de Deus

• Sacerdote: cuidado pessoal das ovelhas

• Rei: liderar o povo de Deus

No Novo Testamento, vemos essas três funções se juntando na figura do pastor. Ele é chamado para proclamar a Palavra de Deus, cuidar das ovelhas e liderar o rebanho.

Proclamar a Palavra de Deus

Se queremos pastorear igrejas saudáveis precisamos despertar pela necessidade de ensinar a Palavra. Existem várias razões para uma igreja doente, mas no topo de todas elas está um púlpito doente.

No começo do Sermão do Monte, vemos que Jesus ao ver a multidão, primeiramente, a ensina. Isso nos mostra que se queremos pastorear igrejas saudáveis, precisamos servir a dieta do Senhor – a Palavra de Deus.

Já no final do sermão, a multidão se admirou da autoridade do Senhor. O pastor precisa lembrar que no exercício de sua função profética, ele precisa pregar com autoridade, sem ser, contudo, autoritário. Essa autoridade vem não da de um boa oratória, mas de um estilo de vida de santidade fora do púlpito. Um pastor não é só um pregador, mas alguém conformado à imagem de Cristo a fim de mostrar às ovelhas o que é uma vida entregue à causa de Cristo. O bispo é chamado para ser irrepreensível.

Cuidado das ovelhas

Em Mateus 9.35-38, outra ocasião em que Jesus viu uma multidão, lemos que ele se compadeceu da multidão, pois eram como ovelhas que não têm pastor (não uma multidão sem pregador). Essa é uma característica do bom pastor. Ele sente compaixão pelas ovelhas – e isso não é algo que você aprende no ministério.

Quando Jesus pergunta a Pedro se ele o amava, ele lhe mostra que se o apóstolo o amava, deveria amar, cuidar, pastorear, alimentar o rebanho de Cristo. Uma boa pregação não substitui um coração pastoral e terno, que se dói e chora pelas ovelhas.

Liderar o povo de Deus

Jesus liderou seus discípulos, ora os afastando da multidão, ora os levando a servir a multidão. Da mesma forma, o pastor é chamado para liderar o povo de Deus. E para isso ele precisa ter firmeza do seu chamado, da sua função e da vontade de Deus, pois toda pessoa tem uma ideia do que acham que o pastor deve fazer. Assim, como Cristo repreendeu Pedro quando este tentou desviá-lo do caminho, o pastor precisa ter uma ideia clara de sua função e da vontade de Deus para não irá se desviar do seu propósito.

O pastor também precisa de um temor reverente pela santidade a Deus, pois quando a perde, o povo que ele dirige se afasta de Deus, mesmo continuando suas atividades religiosas.

E, após, exercer tudo isso, o pastor precisa lembrar que ele não basta de servo (1Co 4.1). Por mais que ele seja muito conhecido pelos homens, diante de Deus, ele não é uma celebridade, mas um servo. Assim como Cristo lavou os pés dos discípulos, o pastor é chamado para servir aqueles que Deus colocou sob seus cuidados, mesmo que seja um traidor como Judas.

O pastor precisa reconhecer que o melhor adorno para seu ministério é uma vida de serviço e humildade. O ramo que tem mais frutos é o que se inclina par abaixo.

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