Como saber se eu realmente sou um convertido?

Como posso saber se eu fui genuinamente convertido?

A primeira epístola de João oferece vários “testes” para ajudar os cristãos a saberem se eles salvificamente chegaram à fé em Cristo:

 1. O teste da fé: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (1 João 5.1a).  Então, pergunte a si mesmo: eu confio em Jesus Cristo para a salvação?

 2. O teste da obediência: “Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1.6-7).  Então, pergunte a si mesmo: a minha vida mostra um padrão habitual de pecado não arrependido ou de arrependimento de pecado e de luta para andar na luz?

 3. O teste do amor: “aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si” (1 João 3.14b-15).  Então, pergunte a si mesmo: eu amo outros cristãos de maneiras concretas que mostram a realidade da minha fé?

  4. O teste da perseverança: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1 João 2.19).  Aqueles que não perseveram na fé provam que sua fé era falsa desde o início. Então, pergunte a si mesmo: eu estou continuamente na fé a despeito das lutas e oposições?

Mais um princípio: até mesmo cristãos são propensos ao autoengano. Portanto, trabalhe essas questões com os membros de sua igreja que o conhecem melhor e que o amam (veja Provérbios 11.4; 15.22). Obviamente, isso é difícil de fazer se você não deixou as pessoas entrarem em sua vida no início.

Alguém pode ser genuinamente convertido e viver contente em pecado?

Falando de uma forma geral, não.

 • João é absolutamente claro: somente aqueles que andam na luz, obedecem aos mandamentos de Deus e amam outros cristãos são genuinamente convertidos (1 João 1.6-7; 2.4-6; 3.7-8).

• Paulo levanta o mesmo ponto quando escreve: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?” (1 Coríntios 6.9).  Em outro lugar, ele diz claramente: “Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis” (Romanos 8.13). Aqueles que lutam ativamente contra o pecado e buscam a retidão são genuinamente cristãos.

• O próprio Jesus diz: “Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Mateus 7.18-19). Todos aqueles que nasceram de novo produzem bom fruto espiritual, o que destaca cada um deles como diferentes do mundo (veja também Mateus 5.13-16; Mateus 7.21-22).

Embora nenhum cristão seja perfeito nesta vida, o Novo Testamento insiste em que somente as pessoas cujas vidas demonstram genuíno fruto espiritual nasceram de novo.

Como eu confronto de forma amável alguém que afirma ser convertido, mas que vive como um não cristão?

Ore por você mesmo e pela outra pessoa. Ore para que você seja fiel em simplesmente falar a verdade, apoiando-se no Espírito de Deus para fazer a obra de verdadeira persuasão (1 Coríntios 3.6-7; 2 Coríntios 7.8-10). Ore para que ela se convença e para que tenha uma mudança de coração.

Fale a verdade em amor (Efésios 4.15). Aborde a pessoa cuidadosamente, pacientemente e gentilmente. Explique que você a está confrontando a partir de uma preocupação profunda e amável pelo bem eterno dela.

Leve-a para as Escrituras. Explique que seu propósito não é dar um veredito final sobre sua alma. Ao contrário disso, você está preocupado com o fato de ela não estar vivendo como a Escritura diz que um cristão vive.  Indique para ela passagens como Mateus 7.13-29; Romanos 6.12-23; 8.13, 1 Coríntios 6.9-11; 2 Coríntios 13.5 e todo o livro de 1 João.

Questione-a gentilmente. Pergunte coisas como: “Você acha que sua vida está de acordo com a figura que a Bíblia faz de um cristão genuíno? Você está genuinamente lutando contra o pecado ou está secretamente apreciando-o? Você acredita que ser um cristão significa arrepender-se de seus pecados e confiar em Cristo?”

Lembre-a da profissão de fé e do batismo dela. Lembre-a do evangelho.

Clame a ela para que considere a eternidade.  Lembre-a de que a alegria eterna ou a condenação é o que está em jogo (Salmo 49; Mateus 25.31-46).

© 9Marks. Website: 9marks.org. Traduzido com permissão. Fonte: How do I lovingly confront someone who claims to be converted but who lives like a non-Christian? / Can someone be genuinely converted and contentedly live in sin? / How can I know if I’ve been genuinely converted?

Original: Como saber se eu realmente sou um convertido? © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Felipe Prestes. Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva.

7 Comentários
  1. viniciusjordan Diz

    Essa questão do amor é uma dúvida minha. Quanto disso é presente na conversão e quanto na santificação?
    Tomando o exemplo de uma pessoa ‘vazia’, indiferente, apática, ou revoltada, cheia de ódio… Uma coisa é ela se arrepender de seus pecados, reconhecer que a sua situação não é certa e decidir mudar, decidir seguir e buscar o caminho de Cristo.
    Outra coisa, penso eu, é essa mudança surtir um efeito imediato no coração. Ou seja, aquele que antes era indiferente ou que se isolava do convívio, agora passar a amar o próximo.
    Sempre tive problemas quando lia essa passagem de 1 João; eu ainda tento compreender. O que se quer dizer com demonstração concreta de amor? Afinal, isso é um sentimento, certo? Eu tenho domínio sobre minhas decisões (conversão), mas, sobre os sentimentos (mudança)? Mas, se eu decidi buscar a Deus de todo o coração, será que minha conversão não seria verdadeira, apesar de eu ainda não conseguir demonstrar afeto pelo próximo?, ou talvez até demonstre, mas não de todo coração?

    Essa questão reflete em outros aspectos da vida cristã, especialmente no que se refere a emoções/sentimentos. A alegria, por exemplo. A princípio eu pensava que júbilo era uma marca da verdadeira conversão e por isso achava que não era salvo. Ainda hoje, busco a palavra de Deus e viver em santidade, mas não me vejo como exemplo de pessoa alegre ou afetuosa. Tenho orado por isso.

    1. Sérgio R C Navarro Diz

      Shalon Vinicios Jurdan! Achei interessante sua colocação e gostaria de compartilhar aqui o que creio sobre isso. O ato de aceitação a Jesus de uma pessoa, não quer dizer que ela já mudou seu carater ou os sentimentos ruins que ela possui. Creio que quando alguém aceita a Jesus e se realmente ela está disposta a seguir a Cristo, ela será regenerada pelo E.S gradativamente, tanto no seu carater sendo moldado e seus sentimentos que talvez já sejam indesejados mas permanece dentro da pessoa ainda. Tenho vivido algo muito lindo e quando envagelizo alguém, sempre friso que se conseguirmos cumprir os mandamentos de Cristo com certeza seremos modados no sentido carater e sentimentos. Falo dos dois maiores mandamentos que Cristo enfatizou: Amarás o Senhor teu Deus acima de tudo e de todas a coisas e amarás o seu próximo como a ti mesmo. Ainda não respodi sua questão…….agora vou dizer como funciona segundo tenho tido experiência de vida neste sentido. Todos que aceita a Cristo, a tendência é busca-lo certo? Se uma pessoa reamente amar a Deus acima de tudo e de todas as coisas,é inevitável que o amor de Deus jorrará sobre essa pessoa que está amanda a Deus acima de tudo e de todas a coisas. Quando a pessoa sente esse amor inexplicavel de Deus jorrando nele, automaticamente ele quer o seu próprio bem, ou seja, quer e deseja de toda alma e toda consciência de ser salvo, pois o amor que Deus jorrou nele, a fez que ele amasse a si mesmo. Agora se cumpre o segundo maior mandamento: amar o teu próximo como a ti mesmo. Quando isso não acontece é impossível amarmos o nosso próximo como a nós mesmos. Agora que essa pessoa se ama muito e quer ser salva por Cristo, ela consegue amar o próximo. Por que? Bem ela amou a Deus incondicionalmente acima de Tudo e de Todas as coisas, ela teve o milagre amar a si mesmo, então agora ela vê o próximo com outros olhos, seja quem for, desde que seja um ser humano, agora ve com outros sentimentos, sentimento de amor. E por que ela ama agora o próximo? Ela encontrou em Deus o amor verdadeiro, o amor que está nela quer que ela seja salva quer também que seu próximo seja salvo também, é aí que entrar o desejo ardente em nós de ensinarmos o amor de Cristo ao nosso próximo, evangelizando-os o envangelho de Cristo, fazendo deles discípulos como Cristo no ensinou.

      Então quando chegamos a esse nível conseguirndo cumprir os dois maiores mandamentos de Cristo, é impossível termos sentimentos contrários aos de Cristo em relação ao nosso próximo.

      Marcos 12
      — Qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei?
      29Jesus respondeu:
      — É este: “Escute, povo de Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 30Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças.” 31E o segundo mais importante é este: “Ame os outros como você ama a você mesmo.” Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois.

      Espero ter colaborado com esse relato de vida.

      Att. Sergio Navarro

    2. Igor Daniel Diz

      O amor cristão não é um simples sentimento . Envolve uma escolha intencional de estender o amor de Deus ao próximo ( amigo ou inimigo ) de formas práticas.
      Vale também examinar nosso coração afim de conhecer as motivações das nossas ações.

      Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos.
      Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus?
      Filhinhos, NÃO AMEMOS DE PALAVRA NEM DE BOCA , MAS EM AÇÃO E EM VERDADE. (1 João 3: 16 a 18)

    3. viniciusjordan Diz

      Olá. Li os dois textos que sugeriu, agradeço, são muito bons. E o que entendi deles é que o amor cristão é completo: não é ‘apenas um sentimento’; e não é ‘apenas ação’ (como se observar haver uma tendência a essa polarização muitas vezes). Ele deve ser sincero, doutro modo tornaria a prática um peso; como diz o texto, ‘em ação e em verdade’.
      E isso retoma exatamente a minha dúvida inicial. Se se resumisse a ação, seria mais fácil, por assim dizer. Mas como deve ser verdadeiro, como deve também ser um sentimento, ou seja, vir do coração, fluir do interior (assim como Jesus explica que deve ser o cumprimento da Lei), isso impossibilita qualquer disfarce ou farça.
      Assim, recoloco em outras palavras minha dúvida inicial: isso pode ser um pouco assustador. E se eu tiver passado por vários âmbitos da vida cristã, mas nunca testemunhado o verdadeiro amor ao próximo e a Deus em meu coração? Em outras palavras ainda: e se, no lugar ao amor, eu for indiferente ao próximo?

    4. Igor Daniel Diz

      Bom , eu creio que ama verdadeiramente aquele que é nascido de Deus , crê em Cristo e tem o Espírito Santo.
      (Mas o Fruto do Espírito é AMOR… GL:5-22)
      É bom examinar-mos para saber se estamos na fé (2Co:13-5). A carta de 1 João é ótima para vermos como é aquele que é nascido de Deus e nos comparar.

      Será que o amar em “ação e em verdade” não é viver pela fé (“Certeza” Hb:11-1) na Palavra de Deus que é a verdade?(Mas o meu justo viverá pela fé…Hb:10:38). Assim sendo ,amamos com certeza naquilo que cremos.Certeza de que amamos segundo o exemplo que é Cristo(A Verdade), de forma que agrada e glorifica a Deus. Amamos a Deus obedecendo os seus mandamentos (Jo:14-21),mas amar a Deus que é perfeito é uma coisa e amar o nosso inimigo é outra.Será que temos sempre que sentir algo que nos impulsione a amá-lo? ( também tenho dúvidas quanto a isso ) Ou a fé é suficiente para que tenhamos certeza de que temos de amar o inimigo pois essa é a vontade de Deus?

      Porque em Cristo Jesus nem circuncisão nem incircuncisão têm efeito algum, mas sim a fé que atua pelo amor.
      Gálatas 5:6

      Segundo Hebreus:10-24 e 25 creio que viver em comunidade nos ajuda a viver em amor,até porque,como vamos amar nossos irmãos sem nos reunirmos a eles?
      Enfim , não quero te confundir mais. Eu não tenho todas as respostas e com certeza tem gente mais capacitada para responder essas perguntas. Espero que você consiga as respostas que precisa.

    5. Igor Daniel Diz

      Sugiro que pesquise e leia dois textos ,é só pesquisar: “A Singularidade do Amor Cristão ministério fiel” e “Uma Mensagem Constrangedora ministério fiel”

    6. viniciusjordan Diz

      Obrigado, vou ver.

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