Mãe, não chore pelo ninho vazio

Todo início de ano, ficamos rodeadas de mães que vão passar pelo desafiante momento de enviarem seus jovens filhos para a universidade em outra cidade. Se este filho é o ultimo dos filhos a sair de casa, na maioria das vezes, esta mãe ficará com uma enorme lacuna de afazeres em sua vida cotidiana, mas, além disso, também haverá considerável transformação em sua vida afetiva, esta é a famosa síndrome do Ninho Vazio.

Vida Transformada

Para muitas mulheres que dedicaram a maior parte de seu tempo com a educação e o cuidado dos filhos e do lar, esta nova etapa da vida com a casa vazia e silenciosa pode ser realmente desafiadora.

Os filhos que saem de casa bem jovens, entre 17 a 19 anos, terão grandes desafios para viverem longe do conforto de seu lar e do aconchego e respaldo da família. Incluímos neste quadro as novas tarefas que terão que aprender a fazer para cuidarem de si mesmos e ainda o novo estágio de vida acadêmica que exigirá novas responsabilidades e usará muita energia, sem falar nos relacionamentos com pessoas desconhecidas (posso estar deixando algum detalhe esquecido), mas o que precisamos perceber é que o jovem que sai de casa terá de lidar com muitas situações que vão exigir dele novas estratégias na vida.

Mães, eles terão pouco ou quase nenhum tempo para a antiga vida, e isto inclui o relacionamento com você!

Ninho vazio, tempo sobrando

Mãe, você vai sobreviver à saída de seu filho de casa. Sei que é difícil ver seu jovem sair, mas há graça de Deus cuidando de todo esse processo.

Você terá um tempo mais folgado para as suas atividades; poderá usar parte dele para os cuidados com você mesma, como, por exemplo, uma atividade física ou aprender algo que gostaria, mas que adiou por muito tempo (artesanato, música, estudos diversos).

Além disso, seu tempo com o marido também poderá ser enriquecido com novos investimentos. Poderão planejar viagens a dois nos feriados, ou ter um dia na semana para passearem, ou ainda fazer uma comida juntos, enfim, aproveitar o tempo juntos. Poderá também receber amigos com mais frequência ou visitá-los.

Se você ainda não serve em sua igreja, poderá ser este um bom momento para encontrar um ministério em que possa oferecer seus dons.

Planeje

Antes de chegar o dia da partida, planeje com antecedência como poderá usar seu tempo, isso trará o benefício de te livrar da ansiedade e fará sua mente focar as coisas boas e usar sua energia, seus pensamentos e criatividade para traçar metas e organizar sua agenda.

Você poderá também pensar em quais dias e horários será conveniente manter contato com seu filho. Isso vai ajudar vocês a manterem uma comunicação constante. Vocês também poderão adaptar este momento conforme forem percebendo os horários que são mais propícios para se falarem. Conheço mãe e filha que se falam todas as noites após a filha chegar em casa e finalizar seus cuidados pessoais. Outra mãe e seu filho se falam com menos frequência por seus horários serem divergentes. Os pais precisam respeitar o novo ritmo dos filhos. Os filhos precisam lembrar que os pais se preocupam com o seu bem-estar e precisam responder a essas demandas de comunicação.

É bom lembrar-se de planejar como serão os finais de semana, férias e feriados, já que tudo o que é previamente organizado causa menos estresse, tanto para os pais como para os filhos.

As finanças também importam agora que o jovem deverá ter mais responsabilidade com seus gastos e gerir uma renda destinada ao seu sustento.

Adoção

Para finalizar, sabemos que o instinto materno grita dentro de nós, então não vamos desperdiçar este dom maravilhoso que Deus nos deu, não é verdade?

Enquanto o seu filho está longe, aproveite para se aproximar de um jovem que talvez esteja na mesma situação de seu filho, morando em uma cidade distante de sua própria casa.

Você pode fazer a ele o que gostaria que a igreja da cidade onde o seu filho está morando fizesse ao seu filho. Convide-o para um almoço em família após o culto dominical. Quando fizer um doce ou um pão (quem faz pão nos dias de hoje?), leve uma parte para este jovem. Você também pode oferecer o seu contato telefônico aos pais dele, caso necessitem se comunicar por algum motivo. E tantas outras coisas que uma mãe sabe que um jovem necessita. Lembre-se de que fomos adotadas na melhor família que existe e que podemos ser imitadoras de Deus nesta função de pais adotivos.

Agora é hora de deixar o filhote levantar voo e partir. E você, ovelha, ore e siga!

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado. Efésios 1.3-6

Para ovelhas curiosas:

Escravo, de John MacArthur, Editora Fiel

Neste livro, li pela primeira vez sobre sermos adotadas na família de Deus. São dois capítulos inteiros sobre este tema. Bastante esclarecedor.

Por: Renata Gandolfo. © Voltemos Ao Evangelho. Website: VoltemosAoEvangelho.com. Todos os direitos reservados. Original: Mãe, não chore pelo ninho vazio.

3 Comentários
  1. Suzi Weissmann Diz

    Gostei muito do texto e gostaria de deixar aqui meu testemunho, de como realmente Deus em Sua graça e misericórdia não nos desempara. Tenho 2 filhos e no início de 2009, o mais velho saiu de casa para trabalhar, o mais novo saiu para cursar a faculdade e o marido saiu porque nos separamos. Eu e meus filhos sempre fomos cristãos, Presbiterianos e sempre vivemos na dependência de Deus. Passamos por momentos difíceis, certamente, mas sempre amparados por Deus e foi Nele que nos refugiamos. Onde meus filhos estavam, trabalhando ou estudando, sempre procuraram igrejas irmãs para congregarem. Hoje estão formados, trabalhando, casados e com filhos e sempre servindo e glorificando ao Senhor. Quanto a mim, na época ainda trabalhava fora, então os dias eram mais facilmente preenchidos e nas noites e finais de semana busquei ainda mais comunhão com Deus, estudando mais Sua palavra, servindo mais na igreja e cuidando mais de mim. Os laços que unem eu e meus filhos sempre foram mais que laços de sangue, mas laços de amor, um amor que vem Daquele que é amor. Toda essa situação que vivemos nos tornou ainda mais dependentes de Deus e nos fez crescer ainda mais no conhecimento e na graça do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Soli Deo Gloria!!

    1. Renata M Gandolfo Diz

      Graças a Deus, Suzi, pela superabundante graça do Senhor em nossas vidas! Obrigada por compartilhar seu testemunho.

  2. Suzi Weissmann Diz

    Bom dia.
    Desculpe, é a primeira vez q tento fazer um comentário, mas acho q enviei p vcs um comentário que deveria ser postado nos comentários do artigo, “Mãe, não chore pelo ninho vazio”.
    Desconsiderem, por favor.

    obrigada
    Suzi

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