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8 dicas para mordomia financeira

O ano está apenas no início, e como todo início, nós tendemos a fazer planos de várias naturezas: vida pessoal, familiar, eclesiástica, estudantil, entre outras, mas muitas vezes esquecemos de nos organizar financeiramente para realizarmos o que desejamos. Algumas de nós planejam tão alto, tão além das próprias possibilidades, que nos frustramos e já abandonamos o plano antes mesmo que se realize. Esse artigo é para nós, que sonhamos e planejamos e, também, para aqueles que nem sequer ousam sonhar, porque acham que está além de suas possibilidades. Mas planejando, dentro da vontade do Pai, é sim possível:

Dica 1 – Tudo é do Senhor – Ter em mente que tudo é do Senhor, que tudo que fazemos é para sua glória e para servir o seu povo, Tim Challies cita em seu livro Faça Mais e Melhor:

1: Qual foi o propósito último de Deus ao criar você?

R: Deus me criou para a glória dele.

2: De que maneira você pode glorificar a Deus em sua vida cotidiana?

R: Posso glorificar a Deus em minha vida cotidiana praticando boas obras.

Dica 2 – A resposta certa vem do Senhor – Uma verdade bíblica a ser lembrada: “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor” Provérbios 16.1.

Podemos fazer planos, é saudável. Nosso Deus é um Deus de ordem, foi assim na criação (Gn 1-2), foi assim no vale de ossos (Ez 37.1-14), tudo muito bem organizado. Esse versículo nos faz lembrar que existe a parte de Deus no plano, a parte que, no final das contas, é ele quem vai nos orientar, dirigir e guiar para sua glória, para a edificação da sua igreja e para sermos mais parecidas com Cristo. Nossa parte é planejar e não nos deixarmos levar pela ansiedade.

Dica 3 – Planejamento – Com essas verdades bíblicas em mente, sigamos fazendo planos que podem ser de curto, médio e longo prazo, que compreendem um ano, de dois até cinco anos e mais de cinco anos, respectivamente.

Podemos começar de forma simples, pensando no plano de um ano e, dentro desse plano de um ano, dividi-lo em 4 etapas, por exemplo, como se um ano fosse nosso longo prazo e cada etapa um curto prazo. Vamos dizer que nesse longo prazo queremos comprar ou investir em algo que custe R$2.000,00. Isso quer dizer que cada etapa teremos que economizar R$500,00. Muitas vezes já queremos desistir daqui, quando vemos que parece que isso não vai encaixar na nossa vida financeira, imagina ter mais esse montante para pensar?

Mas continuemos, não desista de ler.

Dica 4 – Saber onde gastamos – Será que temos ideia de quanto gastamos com estacionamento? Com um cafezinho que tomamos na rua? Com a pizza de domingo após o culto? Ou a proporção que é o valor de um suco de laranja versus o número de laranjas gastas para fazer? (dica: daria para fazer uns três sucos em casa!). A leitora desse estar me achando avarenta nesse momento, mas eu proponho que você anote durante dois meses seus gastos desse tipo, menores, pequenos, que tiramos o dinheiro do bolso e pagamos sem perceber e, prepare o coração, o valor vai ser bem mais alto que esperamos, sempre é! Não estou dizendo que não podemos nos dar pequenos prazeres as nossas papilas gustativas, mas que precisamos ter consciência no que estamos gastando e foco em nossa meta.

Dica 5 – Evite ao máximo ter gastos fixos. Tem aqueles que não tem jeito mesmo, que temos que pagar mês a mês, como escola, moradia, água, luz, internet, mercado. Fazer uma manutenção no carro e na casa mais urgentes. Mas tem aqueles que podemos esperar ter o dinheiro para comprar ou investir, como uma calça jeans extra, um utensilio para a casa que queremos.

Uma dica bônus para as compras: Podemos anotar em um caderno todas as coisas que não são essenciais ao nosso dia-a-dia (como as citadas acima) e, no final do mês, escolhemos um item da lista ou estipularmos um valor teto e compramos aquilo que for mais urgente. O que é muito interessante dessa lista é que, muitas vezes, nos damos conta que não precisamos tanto assim daquele item.

Dica 6 – Agende suas contas no banco: pague-as em dia, não deva nem a amiga que vende aquele produto no seu local de trabalho. Devemos dar testemunho de integridade e honestidade. Pagar juros é uma demonstração que não estamos sendo bons mordomos daquilo que o Senhor nos deu para administrar, estamos perdendo dinheiro que poderia ser usado para outra questão, mesmo que sejam centavos.

Dica 7 – Faça as contas das entradas x saídas – se estiver no vermelho (mais saídas do que entradas) não desista, siga as dicas, diminua os gastos supérfluos e revise a cada 3 meses se você está atingindo a meta estabelecida para o ano. E aos poucos vá aumentando suas metas.

Dica 8 – Dízimos e ofertas – Essa não é a última fase de sua organização financeira, mas está no final para nos lembramos que ao Senhor pertencem todas as coisas. As ofertas têm que estar no início de seu orçamento. A oferta emana do coração, tenha um coração generoso para dar, conforme o Senhor designar. Ajudar ao próximo é amor não condicional.

Deus abençoe a cada uma, para que possamos honrar ao Senhor com as primícias de nossas rendas e com aquilo que ele permite que nós gerenciemos.

Por: Michelle Almeida. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Original: 8 dicas para mordomia financeira.

2 Comentários
  1. Flavio Diz

    Dízimar e ofertar é obrigação ?

    1. Renata Gandolfo Diz

      Olá, Flávio, veja esse artigo: https://voltemosaoevangelho.com/blog/2015/07/o-dizimo-nao-e-uma-invencao-da-teologia-da-prosperidade/ , creio que vai esclarecer sua questão. Deus o abençoe.

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