Jesus nos conhece pelo nome

Devocional Deslumbradas aos pés de Jesus | Capítulo 9

Este é o nono de 10 capítulos da série Devocional Deslumbradas aos pés de Jesus.

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Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, supondo ser ele o jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico: Raboni (que quer dizer Mestre)!
(João 20.15-16).

 

Era domingo. O dia era cinzento, sem graça. Há poucos dias, o povo havia presenciado a morte do único cordeiro perfeito, e nada puderam fazer para impedir. Enquanto uns zombavam, outros celebravam e outros eram completamente indiferentes, um grupo de pessoas lamentava esta morte profundamente.

E lá estava Maria Madalena. Ela tinha saído antes do amanhecer para visitar o túmulo de Jesus, na companhia de outras mulheres, na intenção de terminar os preparativos para o sepultamento.

Surpresa, deparou-se com a pedra de entrada removida: Onde está o meu Mestre?

O sepulcro estava vazio, mas ela não sabia o que isso queria dizer ainda. Atônita, foi chamar dois dos discípulos, que testemunharam o fato, mas também não haviam entendido ainda a Escritura, que afirmava que Jesus deveria ressuscitar dentre os mortos.

Os discípulos voltaram para casa, mas Maria Madalena não saiu de lá, e ficou chorando à porta. Conversou com dois anjos sem entender o que estava acontecendo, até conversar com o próprio Cristo ressurreto:

“Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, supondo ser ele o jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. 

Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico: Raboni (que quer dizer Mestre)!” (João 20.15-16)

Que encontro! Ou melhor, que reencontro! Provavelmente, Maria não o reconheceu pelo fato de o dia estar ainda um pouco escuro, ou até pela tensão emocional que o episódio envolvia. Mas, além disso, ela estava agora diante do Salvador ressurreto, em seu corpo completa e perfeitamente revigorado após o longo período de sofrimento que seus últimos dias e a crucificação lhe impuseram. Ainda que não o reconhecesse de imediato, não demorou muito para que ela soubesse quem era ele.

Na verdade, bastou que lhe chamasse pelo nome – Maria! – e ela, prontamente, o reconheceu por quem ele era: Raboni.

Assim como vemos Jesus afirmar em João 10.3-4, ele nos conhece e nos chama pelo nome. Em resposta a um pastor amoroso, cuidadoso e zeloso, o que faz a ovelha? Ela o segue, pois conhece a sua voz. A resposta pronta de Maria a uma voz que lhe é familiar inspirou confiança, segurança, e completo deslumbramento. Raboni!

Que Bom Pastor é este que temos! Um pastor que se preocupa com cada uma de nós de forma individual, que nos conhece em detalhes, que escreveu nossos dias detalhadamente e de quem nada escapa. Um pastor que conhece o nosso nome e nos chama por ele, evidenciando um relacionamento próximo e afetuoso.

Nada disso ele faz porque merecemos, mas tão somente por causa do seu caráter.

Qual a nossa resposta diante disso? Somos como Maria, que prontamente acolhe o seu chamado e, por saber diante de quem está, reconhece seu completo senhorio sobre a sua vida? Temos ouvido a sua voz de tal forma que o reconhecemos de pronto? Ou será que estamos ouvindo tantas outras vozes que, confusas, não sabemos mais a quem seguir?

Não nos enganemos: diante do Salvador, que saibamos reconhecer a doçura e confiança em sua voz e, deslumbradas, possamos declamar quem ele é em nossas vidas: Raboni!

Por: Ana Márcia Castillo. © Voltemos Ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Revisor: Vinicius Lima. Editora da série: Renata Gandolfo.