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O que cremos ser a verdadeira fé? – Catecismo Nova Cidade (31/52)
Pergunta 31: O que cremos ser a verdadeira fé?
Tudo que nos é ensinado pelo evangelho. O Credo Apostólico expressa o que cremos com as seguintes palavras: Cremos em Deus Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, que foi concebido pelo Espírito Santo, nascido da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Ele desceu ao Hades. No terceiro dia, ressuscitou da morte. Ascendeu ao céu, e está assentado à destra de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Cremos no Espírito Santo, na santa igreja cristã, na comunhão dos santos, no perdão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna.
JUDAS 3
Quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca de nossa salvação comum, foi que me senti obrigado a me corresponder convosco, exortando-vos a batalhardes diligentemente pela fé que, uma vez por todas, foi entregue aos santos.
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JOHN WESLEY
Mas o que vem a ser fé? Não uma opinião, não mais que um conjunto de palavras; nem um número qualquer de opiniões reunidas, por mais verdadeiras que sejam. Uma série de opiniões não constitui a fé cristã, assim como um colar de contas não representa a santidade cristã. Não é meramente concordar com qualquer opinião, ou com um número determinado de opiniões. Um homem pode concordar com três ou com 23 credos: ele pode concordar com todo o Antigo e com todo o Novo Testamento (pelo menos quanto àquilo que ele consegue entender), mas não ter fé cristã de modo algum… fé cristã… é a divina evidência ou convicção trabalhada no coração de que Deus se reconciliou comigo por meio de seu Filho; de que sou unido inseparavelmente com confiança nele, como gracioso Pai reconciliado, como em todas as coisas, especialmente por todas aquelas boas coisas que são invisíveis e eternas. No sentido cristão, crer é, portanto, andar na luz da eternidade; ter visão clara e confiança no Todo-Poderoso, reconciliado comigo mediante o Filho de seu amor.
A. CARSON
“Cremos em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra.” Assim começa o universalmente conhecido Credo Apostólico. Falando estritamente, não foi formulado pelos apóstolos. Surgiu no segundo século. É chamado de Credo Apostólico porque o resumo do que é dado no credo reflete a doutrina dos apóstolos, a doutrina do Novo Testamento de forma resumida. É uma das primeiras confissões de fé cristã. Mas é tão primitiva, e tem sido usada tão amplamente por tantas denominações cristãs de todo o mundo, que é uma das raras coisas a unir todos os cristãos em uma crença comum.
Se você ler com cuidado e devagar, verá uma menção explícita ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, à criação, ao nascimento virginal, à vinda de Cristo, à sua ressurreição dos mortos, quem são os cristãos, o que significa ter o Espírito Santo operando dentro de nós, e assim por diante, tudo em um breve compasso que milhões e milhões de cristãos ou memorizaram ou recitam a cada domingo, ou às vezes usam como parte de seu culto particular.
É importante relembrar que os credos são formados, pelo menos em parte, pela era em que foram formulados, não porque a Bíblia mude, mas porque as perguntas que fazemos sobre a Bíblia mudam um pouquinho de tempos em tempos. Outras declarações de credo, por exemplo, feitas na época da Reforma, no século XVI, formulam e respondem a perguntas de um modo ligeiramente diferente. Mas o Credo Apostólico é declarado regularmente pelos cristãos em todo o mundo porque foi escrito em uma época tão remota que foi usado muito antes de as divisões doutrinárias importantes se estabelecerem. Dentro dessa estrutura, habilmente ele sumariza o evangelho em poucas sentenças. De alguma forma, é uma tentativa do segundo século de recapitular o que lemos, por exemplo, nos primeiros versículos de 1 Coríntios 15, que, em si, é um credo muito simples. Paulo pergunta: O que é o evangelho? Bem, primeiro Cristo morreu por nossos pecados conforme as Escrituras e, depois, diversas coisas são acrescentadas e acrescentadas e acrescentadas, até que tenhamos um resumo das grandes boas-novas e de seu conteúdo — de que Deus, na plenitude dos tempos, enviou seu Filho para morrer na cruz, ressurgir da morte e trazer para si um vasto número de pessoas a quem Paulo chama de nova humanidade.
Portanto, quando nos ajuntamos para o culto público do Dia do Senhor e recitamos o credo, lembre-se de que, por trás dessas meras palavras, estão dois mil anos de história cristã. O credo serve para conectar os cristãos a culturas, linguagens, um espaço e um tempo em que todos dizemos, juntos, que cremos em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra.
ORAÇÃO
Criador do céu e da Terra, torna vivas para nós as surpreendentes reivindicações de nossa fé. Não permita que divorciemos a verdade teológica da história de nossa salvação, que aconteceu dentro do tempo e do espaço. Que não vacilemos em descrença, mas descansemos nossa vida sobre a verdade de que tu ressuscitas os mortos. Amém.
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