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#NovaReforma – Martinho Lutero – A Redescoberta da Justificação pela Fé (biografia e obras + papéis de parede)

A Redescoberta da Justificação pela Fé

“Para receber o favor de Deus em sua vida você deve ofertar e trazer o seu melhor”

Já ouviu esta frase de uma “igreja evangélica”? Se sim, isto é uma prova de que nosso contexto histórico não está muito diferente do de Lutero.

Qual o problema da frase? O problema é que ela nega toda essência do Cristianismo e do Evangelho, desonrando a Deus e Seu Cristo! Sim, é este o nível de perigo desta “ingênua” frase.

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Mas por quê?O Evangelho é a boa notícia de que pela fé (e somente pela fé) na morte de nosso Salvador na cruz temos acesso irrestrito a Deus. Isso porque jamais poderemos pagar o que devemos a Deus. Só através do sacrifício do Filho de Deus que podemos ser aceitos diante dele.

Um dos principais combates de Lutero foi contra as chamadas “indulgências”. Na época através de uma quantia financeira você poderia diminuir o seu sofrimento ou de outros no purgatório. Você basicamente comprava o favor de Deus e barganhava com o Altíssimo.

Infelizmente é isso que a teologia da prosperidade tem ensinado nos dias de hoje. Assim como nos dias de Lutero, precisamos de pessoas que se levantem em oração e pregação da Palavra dizendo:

Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra. [Portanto,] separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei [ou que buscais o favor de Deus por mérito financeiro]; da graça tendes caído. (adaptação de Romanos 11:6 e Gálatas 5:4)

Material sobre Lutero e Papéis de Parede

Trazemos abaixo um vasto conteúdo para você conhecer mais sobre Lutero. Sugerimos que você comece com a vídeo-aula de Juliano Heyse sobre o assunto. É um ótimo material. Então, se aprofunde lendo a biografia feita por John Fox e as próprias 95 teses de Lutero (afinal, se você é um protestante você deve pelo menos ler uma vez na vida as 95 teses). No final há uma referência de livros e obras do reformador.

 

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Juliano Heyse - Vídeo-aula sobre a vida de Lutero

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AVI

Por Juliano Heyse © Bom Caminho. Website: bomcaminho.com

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

História da Vida e Perseguições de Martinho Lutero por John Fox

Este ilustre alemão, teólogo e reformador da Igreja, filho de Juan Lutero e Margarita Ziegler, nasceu em Eisleben, uma cidade da Saxônia, no condado de Mansfield, no dia 10 de novembro de 1483.

A posição e condição de seus pais eram originalmente humildes, e a profissão de seu genitor era trabalhar nas minas; porém, é provável que por seu esforço e trabalho ajuntara uma fortuna para a sua família, porquanto, posteriormente, chegou a ser um magistrado de classe e dignidade. Lutero foi prontamente iniciado nos estudos, e aos treze anos de idade foi enviado a uma escola de Magdeburgo, e dali a Eisenach, na Turíngia, onde permaneceu por quatro anos, onde demonstrou as primeiras indicações de sua futura eminência.

Em 1501, foi enviado à Universidade de Erfurt, onde passou pelos costumeiros cursos de lógica e filosofia. Aos vinte anos de idade, recebeu o título de licenciado, e passou logo a ensinar a física de Aristóteles, ética e outros assuntos ligados à filosofia. Posteriormente, por indicação de seus pais, dedicou-se à lei civil, a fim de trabalhar como advogado; porém, foi separado desta atividade devido ao incidente relatado a seguir.

Ao andar certo dia pelos campos, foi lançado ao solo por um raio, enquanto um amigo morreu ao seu lado. Este fato afetou-o de tal modo que, sem comunicar o seu propósito a algum de seus amigos, retirou-se do mundo e enclausurou-se junto à ordem dos eremitas de Santo Agostinho.

Dedicou-se ali à leitura das obras de Santo Agostinho e dos escolásticos; porém, ao vasculhar a biblioteca, encontrou, acidentalmente, uma cópia da Bíblia latina que jamais havia visto antes. Esta atraiu poderosamente a sua curiosidade; leu-a ansiosamente e sentiu-se atônito ao perceber que apenas uma pequena porção das Escrituras era ensinada ao povo.

Fez a sua profissão de fé no mosteiro de Erfurt, após ter sido noviço durante um ano; e tomou ordens sacerdotais, ao celebrar a sua primeira missa em 1507. Um ano mais tarde foi transferido do mosteiro de Erfurt à Universidade de Wittenberg, pois, após a fundação da Universidade, pensava-se que nada seria melhor para dar-lhe reputação e fama imediata do que a autoridade e a presença de um homem tão célebre, por seu grande temperamento e erudição, como era Martinho Lutero.

Em Erfurt havia um certo ancião no convento dos agostinianos, com quem Lutero, que pertencia à mesma ordem, como frade agostiniano, conversou sobre vários assuntos, especialmente a remissão dos pecados. Sobre este tema, este sábio padre foi franco com Lutero, ao dizer-lhe que o expresso mandamento de Deus é que cada homem creia particularmente que os seus pecados foram perdoados em Cristo; disse-lhe ainda que esta interpretação particular fora confirmada por São Bernardo: “Este é o testemunho que o Espírito Santo te dá em teu coração, quando diz: Os teus pecados te são perdoados. Porque este é o ensino do apóstolo, que o homem é livremente justificado pela fé”.

Estas palavras não serviram somente para fortalecer Lutero, mas também para ensinar-lhe o pleno sentido do ensino do apóstolo Paulo, que insiste tantas vezes na seguinte frase: “Somos justificados pela fé”. E, após ler as exposições de muitos sobre esta passagem, logo percebeu, tanto pelo discurso do ancião como pelo conselho que recebeu em seu espírito, o quão vãs eram as interpretações que antes havia lido nos trabalhos dos escolásticos. E assim, pouco a pouco, ao ler e comparar os ditos e os exemplos dos profetas e dos apóstolos, com uma contínua invocação a Deus, e com a excitação da fé pelo poder da oração, deu-se conta desta doutrina com a maior evidência.

Assim prosseguiu os seus estudos em Erfurt pelo período de quatro anos no mosteiro dos agostinianos.

Em 1512, sete mosteiros de sua ordem tiveram uma divergência com o seu vigário geral. Lutero foi escolhido para ir a Roma e defender a sua causa. Naquela cidade, observou o papa e a sua corte, e teve também a oportunidade de contemplar as maneiras do clero, cujos modos precipitados, superficiais e ímpios de celebrar a missa foram severamente por ele criticados. Assim que ajustou a disputa que havia motivado a sua viagem, voltou a Wittenberg e foi constituído doutor em teologia, às custas de Federico, da Saxônia, que freqüentemente lhe ouvia pregar, e que estava familiarizado com o seu mérito, e que lhe reverenciava muito.

Continuou na Universidade de Wittenberg de onde, como professor de teologia, dedicou-se à atividade de sua vocação. Neste ponto deu início à leitura extremamente intensa das conferências sobre os livros sagrados. Explicou a Epístola aos Romanos e os Salmos, que esclareceu e explicou de uma maneira tão completamente nova e diferente do que havia sido o estilo dos comentaristas anteriores, que “era como, após uma longa e escura noite, amanhecesse um novo dia, a juízo de todos os homens piedosos e prudentes”.

Lutero dirigia de modo cuidadoso a mente dos homens ao filho de Deus, do mesmo modo que João Batista anunciava o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; do mesmo modo Lutero, ao resplandecer na igreja como uma luz brilhante após uma longa e tenebrosa noite, mostrou de maneira clara que os pecados são livremente remidos pelo amor do filho de Deus, e que cada pessoa deveria fielmente abraçar a este generoso dom.

A sua vida estava de acordo com o que ele professava; e evidenciou-se de modo claro que as suas palavras não eram meramente a atividade de seus lábios, mas que procediam de seu próprio coração. Esta admiração por sua vida de santificação atraiu muito os corações de seus ouvintes.

A fim de preparar-se melhor para a tarefa que havia empreendido, aplicou-se atentamente ao estudo dos idiomas grego e hebraico; e a isto estava dedicado quando se publicaram as indulgências gerais em 1517.

Leão X, que sucedeu a Júlio II em março de 1513, teve o desígnio de reconstruir a magnífica Catedral de São Pedro em Roma, cujas obras haviam sido iniciadas por Júlio, mas que ainda precisava de muito dinheiro para ser concluída. Por esta razão, Leão X, em 1517, aprovou a concessão de indulgências gerais a toda Europa, em favor de todos os que contribuíssem com qualquer soma de dinheiro para a reedificação da catedral; e designou pessoas em diferentes países para proclamarem estas indulgências e receberem o dinheiro das mesmas. Estes estranhos procedimentos provocaram muito escândalo em Wittenberg e, de modo particular, inflamaram o zelo de Lutero, o qual era por natureza ardente e ativo. Neste caso, por ser incapaz de conter-se, estava decidido a declarar-se contrário a tais indulgências em todas as circunstâncias.

Por esta razão, na véspera do dia de todos os santos, em 31 de outubro de 1517, fixou publicamente, na igreja adjacente ao castelo naquela cidade, as noventa e cinco teses contra as indulgências, onde desafiava a qualquer que se opusesse a elas, fosse por escrito ou por debate oral. As proposições de Lutero acerca das indulgências haviam sido publicadas há pouco, quando Tetzel, o frade dominicano comissionado para a sua venda, manteve e publicou suas teses em Frankfort, que continha um conjunto de proposições diretamente contrárias às de Lutero. Fez ainda mais: agitou o clero de sua ordem contra seu companheiro; considerou-o, do púlpito, um anátema e herege condenável, e queimou em público as suas teses em Frankfort. As teses de Tetzel também foram queimadas em Wittenberg, como reação, pelos luteranos. Porém o próprio Lutero negou ter parte nesta ação.

Em 1518, Lutero, ainda que dissuadido disto por seus amigos, porém, para mostrar obediência à autoridade, foi ao mosteiro de Santo Agostinho em Heidelberg, onde havia uma assembléia reunida; ali manteve, no dia 26 de abril, um debate sobre a “justificação pela fé”, que Bucero, o qual na ocasião estava presente, tomou por escrito, e comunicou-a posteriormente a Beatus Rhenanus, sem poupar as maiores críticas.

Enquanto isto, o zelo de seus adversários cresceu mais e mais contra ele; finalmente, foi considerado, diante de Leão X, um herege. Então, logo que regressou de Heidelberg, aquele papa lhe escreveu uma missiva nos termos mais submissos; Lutero enviou-lhe, ao mesmo tempo, uma explicação de suas proposições sobre as indulgências. Esta carta tinha a data do domingo da Trindade do ano de 1518, e foi acompanhada de um protesto no qual se declarava que ele não pretendia propor e nem defender algo em contrário às Sagradas Escrituras e nem à doutrina dos padres, recebida e observada pela Igreja de Roma, nem aos cânones nem aos decretos papais; contudo, pensava que possuía a liberdade suficiente para aprovar ou reprovar as opiniões de São Tomás, Boaventura e outros escolásticos e canonistas que não se baseavam em texto algum.

O imperador Maximiliano estava igualmente solícito de que o papa detivesse a propagação das opiniões de Lutero na Saxônia, que eram perturbadoras, tanto para a igreja como para o império. Por esta razão, Maximiliano escreveu a Leão X uma carta datada de 5 de agosto de 1518, a fim de pedir-lhe que proibisse, por sua autoridade, estas inúteis, desconsideradas e perigosas disputas; também lhe assegurava que cumpriria estritamente, em seu império, tudo o que sua santidade ordenasse.

Enquanto isto, Lutero, quando soube o que era levado a cabo em Roma, por sua causa, empregou todos os meios imagináveis para que não fosse levado para lá, e para fazer com que a sua causa fosse julgada na Alemanha. O governador também estava contrário a que Lutero fosse a Roma, e pediu ao cardeal Caetano que pudesse ser ouvido diante dele, como representante papal na Alemanha. Com isto, o papa consentiu que a sua causa fosse julgada diante do cardeal Caetano, a quem havia dado poderes para decidi-la.

Por esta razão, Lutero dirigiu-se imediatamente a Augsburgo, e levava consigo cartas do governador. Lá chegou em outubro de 1518 e, após haver-se-lhe dado segurança, foi admitido na presença do cardeal. Porém, Lutero logo percebeu que tinha mais a temer por parte do cardeal do que pelas discussões sobre quaisquer temas; por esta razão, ao temer ser preso caso não se submetesse, retirou-se de Augsburgo no dia 20 de outubro. Porém, antes de partir, publicou uma apelação formal ao papa e, ao ver-se protegido pelo governador, transmitiu suas pregações sobre as mesmas doutrinas em Wittenberg, e enviou um desafio a todos os inquisidores que comparecessem e discutissem com ele.

Quanto a Lutero, Miltitius, o camarista do papa, tinha ordem de exigir do governador que o obrigasse a se retratar, ou que lhe negasse a sua proteção; porém, as coisas não poderiam ser feitas com tanto orgulho, pois o crédito de Lutero estava demasiadamente bem estabelecido. Além disto, aconteceu que o imperador Maximiliano morreu no dia 12 daquele mês, o que alterou muito o aspecto das coisas, e fez com que o governador estivesse mais livre e capaz para decidir a sorte de Lutero. Por esta razão, Miltitius pensou que o melhor seria ver o que se poderia fazer por meios limpos e gentis, e com esta finalidade começou a conversar com Lutero.

Durante todos estes acontecimentos a doutrina de Lutero era cada vez mais divulgada e prevalecia sobremaneira; e ele mesmo recebeu ânimo dos alemães e dos outros povos.

Naquela ocasião os boêmios lhe enviaram um livro do célebre Juan Huss, que havia sido martirizado durante a obra da reforma, e também cartas nas quais o exortavam à constância e à perseverança e reconheciam que a teologia que ele ensinava era pura, sã e ortodoxa. Muitos homens eruditos e eminentes colocaram-se ao seu lado.

Em 1519, Lutero manteve um célebre debate em Leipzig com Juan Eccius. Porém, esta discussão terminou finalmente como todas as outras, e não teve o privilégio de ver as partes aproximar-se, de modo algum; mas que se sentiam ainda mais como inimigos pessoais, do que antes do debate.

Por volta do final do ano, Lutero publicou um livro no qual defendia que a comunhão fosse celebrada de ambos os modos; isto foi condenado pelo bispo de Misnia em 24 de janeiro de 1520.

Enquanto Lutero trabalhava para defender-se perante o novo imperador, e diante dos bispos da Alemanha, Eccius foi a Roma para pedir a sua condenação, o que, como se pode perceber, não seria agora tão difícil de conseguir. Certo é que as contínuas importunações dos adversários de Lutero perante Leão X levaram-no finalmente a publicar uma condenação contra ele, e o fez em uma bula datada de 15 de junho de 1520. Isto teve lugar na Alemanha, e foi ali publicada por Eccius, que a havia solicitado em Roma, e que estava encarregado da execução da mesma, juntamente com Jerónimo Alejandro, pessoa eminente por sua erudição e eloqüência. Enquanto isto, Carlos I da Espanha e Carlos V da Alemanha resolviam as suas dificuldades nos Países Baixos. Em seguida, Carlos V dirigiu-se à Alemanha, e foi coroado imperador no dia 21 de outubro de 1520, em Aquisgrán.

Martinho Lutero, após ter sido acusado pela primeira vez em Roma, através da censura papal, em uma quinta-feira santa, dirigiu-se pouco depois da páscoa a Worms, onde compareceu diante do imperador e dos governantes de todos os estados da Alemanha. Manteve-se constante na verdade, defendeu-se e respondeu a todas as perguntas de seus adversários.

Lutero permaneceu alojado, bem agasalhado, e visitado por muitos condes, barões, cavaleiros de ordem, homens gentis, sacerdotes e pelos membros do parlamento comum, que freqüentavam o seu alojamento durante a noite.

Veio de modo contrário às expectativas de muitos, tanto dos adversários como dos amigos. Os seus admiradores deliberaram juntos, e muitos trataram de persuadi-lo para que não se aventurasse ao perigo de ir a Roma, pois consideraram que tantas vezes não se havia respeitado a promessa de segurança para as pessoas nesta condição. Ele, após ter ouvido todas as suas persuasões e conselhos, respondeu-lhes do seguinte modo: “No que a mim me diz respeito, uma vez que me chamaram, resolvi e estou certamente decidido a ir a Worms, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo; sim, mesmo sabedor de que há ali tantos demônios para resistir-me, em número tão grande como o das telhas que cobrem as casas da cidade de Worms”.

Lutero na Dieta de Worms

No dia seguinte, ele foi conduzido de seu alojamento à corte do imperador, onde permaneceu até as seis horas da tarde, porque os príncipes estavam ocupados na solução de diversos problemas do reino; ao permanecer ali, encontrava-se rodeado de um grande número de pessoas, quase prensado por tamanha multidão… Logo, quando os príncipes terminaram a primeira reunião e o chamaram, entrou Lutero, e Eccius, o oficial, falou do seguinte modo: “Responda agora à demanda do imperador. Manterás todos os livros que reconheceste serem de tua autoria, ou revogarás parte dos mesmos e te humilharás?”.

Martinho Lutero respondeu modesta e humildemente; porém, não desprovido de uma determinada firmeza e constância cristãs:

 “Considerando que vossa soberana majestade e vossos honoráveis demandais desejam uma resposta plena, isto digo e professo tão resolutamente quanto posso, sem dúvidas e nem sofisticações, que se não me convencerdes através do testemunho das Escrituras (pois não dou crédito nem ao papa e nem aos seus concílios gerais, que têm errado muitas vezes, e que têm sido contraditórios contra si mesmos), a minha consciência está tão ligada e cativa destas Escrituras que são a Palavra de Deus, que não me retrato nem posso me retratar de absolutamente nada, considerando que não é piedoso nem legítimo fazer qualquer coisa que seja contrária à minha consciência. Aqui estou e nisto descanso: nada mais tenho a dizer. Que Deus tenha misericórdia de mim!”.

Os príncipes consultaram-se entre si sobre a resposta dada por Lutero e, após terem-no interrogado diligentemente, o porta-voz respondeu-lhe assim:

“A majestade imperial demanda de ti uma simples resposta, seja negativa, seja afirmativa, se pretendes defender todos os teus livros como cristãos, ou não”.

Então Lutero, dirigindo-se ao imperador e aos nobres, rogou-lhes que não o forçassem a ceder contra a sua consciência, confirmada pelas Sagradas Escrituras, sem os argumentos manifestos que os seus adversários alegaram, e declarou:

“Estou atado pelas Escrituras”.

Antes que se concluísse aquela reunião, chamada de Dieta de Worms, Carlos V fez com que se redigisse um edito, datado de 8 de maio, decretando que Martinho Lutero fora, de conformidade com a sentença do papa, considerado desde então membro separado da Igreja, cismático e um herege obstinado e notório. Enquanto a bula de Leão X, aceita por Carlos V, era divulgada por todo o império, Lutero ficou detido no castelo de Wittenberg; porém, cansado de seu silêncio obsequioso, voltou a aparecer em público em Wittenberg no dia 6 de março de 1522, após uma ausência de cerca de dez meses.

Lutero promoveu então uma guerra aberta ao papa e aos bispos; e com a finalidade de conseguir que o povo menosprezasse a autoridade destes, tanto quanto fosse possível, escreveu um livro contrário à bula papal, e outro intitulado “A Ordem Episcopal”. Também publicou uma tradução no Novo Testamento no idioma alemão, que foi posteriormente revisado por ele e Melanton.

Reinava a confusão na Alemanha, e não menos na Itália, porque surgiu uma contenda entre o papa e o imperador, durante a qual Roma foi tomada por duas vezes, e o pontífice, preso. Enquanto os príncipes estavam assim ocupados em suas pendências mútuas, Lutero levou adiante a obra da Reforma, ao opor-se também aos papistas e combater aos anabatistas e outras seitas fanáticas que, ao aproveitar o seu gesto de enfrentar a Igreja Romana, haviam surgido e se estabelecido em diversos lugares.

Em 1527, Lutero sofreu um ataque de coagulação de sangue ao redor do coração, que quase pôs fim à sua vida. Ao perceber que as perturbações na Alemanha não pareciam ter fim, o imperador viu-se obrigado a convocar uma dieta na cidade de Spira, em 1529, para pedir a ajuda dos príncipes do império contra os turcos. Os reformadores de quatorze cidades alemãs, ou seja:

Estrasburgo, Nuremberg, Ulm, Constanza, Retlingen, Windsheim, Memmingen, Lindow, Kempten, Hailbron, Isny, Weissemburg, Nortlingen, e St. Gal uniram-se contra o decreto da dieta e emitiram um protesto contra as sanções que lhes foram impostas, o qual foi redigido e publicado em abril de 1529. Este foi o célebre documento que deu aos reformadores da Alemanha o nome de “Protestantes”.

Depois disto, os principais protestantes empreenderam a formação de uma aliança firme, e instruíram o governador da Saxônia e os seus aliados que haviam aprovado o que a dieta estabelecera; porém, os disputados redigiram uma apelação, e os protestantes apresentaram rapidamente uma apologia por causa de sua “Confissão”, a famosa declaração redigida por Melanton. Tudo isto foi firmado por vários príncipes, e Lutero já não tinha muito mais a fazer além de sentar-se e contemplar a magnânima obra que tinha levado a cabo.

Por ser somente um monge, foi capaz de dar à Igreja de Roma um golpe tão rude, que apenas mais um da mesma intensidade seria o suficiente para derrubá-la completamente; por esta razão, esta pode ser considerada uma obra magnânima.

Em 1533 Lutero escreveu uma epístola consoladora aos cidadãos de Oschatz, que haviam sofrido algumas penalidades por terem aderido à confissão de fé de Augsburgo; e, em 1534, foi impressa a Bíblia que Lutero havia traduzido para o alemão, como protótipo do antigo acordo fechado em Bibliópolis, por mãos do mesmo editor, e que foi publicada no ano seguinte.

Naquele ano Lutero também publicou um livro, intitulado “Contra as Missas e a Consagração dos Sacerdotes”.

Em fevereiro de 1537 foi celebrada uma assembléia em Smalkalda sobre questões religiosas, para a qual Lutero e Melanton foram convidados. Durante esta reunião, ele ficou tão enfermo, que não havia esperança de que se recuperasse. Enquanto o levavam de volta, escreveu o seu testamento, no qual legava a seus amigos e irmãos o seu desdém pelo papado. E assim esteve ativo até a sua morte, que aconteceu em 1546.

Naquele ano, na companhia de Melanton, foi à Saxônia, sua província natal, que há muito tempo não visitava, e ali chegou são e salvo. Porém, pouco depois, foi chamado pelos condes de Mansfelt, para que arbitrasse umas diferenças que haviam surgido acerca de seus limites e, ao chegar, foi recebido por mais de cem ginetes e conduzido de maneira muito honrosa. Porém, ficou tão enfermo naquela ocasião, que se temeu que pudesse morrer. Lutero disse, então, que estes ataques de enfermidade sempre lhe sobrevinham quando tinha qualquer grande obra a empreender. Porém, nesta ocasião, não se recuperou, mas morreu no dia 18 de fevereiro, com sessenta e três anos de idade. Pouco antes de expirar, admoestou àqueles que estavam em volta de si a que orassem a favor da propagação do Evangelho, e disse-lhes:

“Porque o Concílio de Trento, que teve uma ou duas reuniões, e o papa, inventarão coisas estranhas contra o Evangelho”.

Ao sentir que se aproximava o desenlace fatal, antes das nove horas da manhã, encomendou-se a Deus com esta devota oração: “Meu Pai celestial, Deus eterno e misericordioso! Tu manifestaste a mim o teu amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Ensinei a respeito dEle, e tenho-o conhecido; amo-o da mesma forma que preservo a minha própria vida, minha saúde e minha redenção; a Quem os malvados têm perseguido, caluniado e afligido com vitupérios. Leve a minha alma a Ti”.

Depois disto, citou a frase a seguir, e repetiu-a por três vezes: “Em tuas mãos entrego o meu espírito. Tu me remiste, ó Deus, de verdade!”.

Em seguida, citou João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Após repetir as suas orações várias vezes, foi chamado à presença de Deus.

Desta forma, a sua alma limpa foi pacificamente separada de seu corpo terrestre.

Por John Fox | Livro dos Mártires (Mundo Cristão)

Disponibilizado por: monergismo.com

95 Teses

Em 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg 95 teses que gostaria de discutir com os teólogos católicos, as quais versavam principalmente sobre penitência, indulgências e a salvação pela fé. O evento marca o início da Reforma Protestante, de onde posteriormente veio a Igreja Presbiteriana, e representa um marco e um ponto de partida para a recuperação das sãs doutrinas.


Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito.Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

1ª Tese Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos…., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.
2ª Tese E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.
3ª Tese Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.
4ª Tese Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.
5ª Tese O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.
6ª Tese O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.
7ª Tese Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.
8ª Tese Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
9ª Tese Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema
10ª Tese Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
11ª Tese Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.
12ª Tese Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
13ª Tese Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
14ª Tese Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.
15ª Tese Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.
16ª Tese Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
17ª Tese Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.
18ª Tese Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
19ª Tese Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.
20ª Tese Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.
21ª Tese Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.
22ª Tese Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.
23ª Tese Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.
24ª Tese Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.
25ª Tese Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d’almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.
26ª Tese O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.
27ª Tese Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.
28ª Tese Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.
29ª Tese E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.
30ª Tese Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.
31ª Tese Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.
32ª Tese Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
33ª Tese Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.
34ª Tese Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.
35ª Tese Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36ª Tese Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37ª Tese Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
38ª Tese Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.
39ª Tese É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.
40ª Tese O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.
41ª Tese É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
42ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
43ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.
44ª Tese Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.
45ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.
46ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.
47ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada
48ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.
49ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.
50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.
52º Tese Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.
53ª Tese São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.
54ª Tese Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.
55ª Tese A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.
56ª Tese Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.
57ª Tese Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.
58ª Tese Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.
59ª Tese São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.
60ª Tese Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.
61ª Tese Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.
62ª Tese O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63ª Tese Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.
64ª Tese Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.
65ª Tese Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.
66ª Tese Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
67ª Tese As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.
68ª Tese Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69ª Tese Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-
70ª Tese Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.
71ª Tese Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
72ª Tese Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.
73ª Tese Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.
74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.
75ª Tese Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.
78 ª Tese Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.
77ª Tese Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.
78ª Tese Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.
79ª Tese Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.
80ª Tese Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.
81ª Tese Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.
82 ª Tese Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima’ caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?
83ª Tese Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto’ ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?
84ª Tese Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?
85ª Tese Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?
86ª Tese Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?
87ª Tese Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?
88ª Tese Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.
89ª Tese Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?
90ª Tese Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91ª Tese Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.
92ª Tese Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.
93ª Tese Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.
94ª Tese Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.
95ª Tese E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.

Obras de Martinho Lutero

Assim como todo ser humano, Lutero estava sujeito a erros e acertos, por isso não recomendamos integralmente toda sua produção literárias (pode-se exemplificar com seu anti-semitismo). Recomendamos que você leia e examine à luz das Escrituras e retenha o que for bom (e há muita coisa boa).

Nascido Escravo (Editora Fiel) - Clique na imagem para acessar

Várias obras pela editora Sinodal - clique para acessar

Veja o Índice Obras Selecionadas de Martinho Lutero por Germano G. Streese

Material online:

- Postado no Voltemos ao Evangelho

- Postado no Monergismo (aqui e aqui)

- Postado no Projeto Spurgeon

Conhece mais material de Lutero? Deixe um comentário que adicionamos aqui.





  • Geraldo Magela do Amaral

    Achei o material riquíssimo com um conteúdo amplo em áreas especificas na vida do grande reformador …gostaria de saber se posso ter acesso ao material por escrito .

    • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

      Como assim por escrito, Geraldo?

      • Geraldo Magela do Amaral

        Ouvi a aula queria saber se tem este material escrito ou em apostila para ler .e isto

        • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

          Infelizmente não.

        • http://lucianobraga.com Luciano Braga

          De qualquer forma é melhor mesmo os vídeos. Eu mesmo tenho vários vídeos que baixo do Youtube com pregações e estudos Bíblicos completos. Até mesmo se você quer mostrar a alguém é melhor por que as pessoas geralmente tem preguiça de ler.

  • Alan Albuquerque

    e o papel de parede? ^^v

    • Alan Albuquerque

      agora eu vi… rsrs

  • Thiago Azevedo

    Lutero & Nazismo

    Graça e Paz, eu admiro Lutero por sua história, mas algo me confunde muito e eu aproveito o gancho para questionar algumas coisas, talvez (acredito eu assim) os irmãos do VE, tem uma bagagem maior para explanar essas colocações

    1-Martinho Lutero foi anti-semita.

    2- opinião predominante entre os historiadores é que a sua retórica antijudaica contribuiu significativamente para o desenvolvimento do anti-semitismo na Alemanha

    3-O próprio Adolf Hitler em sua autobiografia Mein Kampf considerou Lutero uma das três maiores figuras da Alemanha

    4-O Pastor Wilhelm Rehm de Reutlingen, declarou publicamente, que “Hitler não teria sido possível, sem Martinho Lutero”

    5- Julius Streicher, o editor do jornal Nazista Der Stürmer, argumentou durante sua defesa no julgamento de Nuremberg “que nunca havia dito nada sobre os judeus que Martinho Lutero não tivesse dito 400 anos antes”

    6-Em novembro de 1933, uma manifestação protestante que reuniu um recorde de 20.000 pessoas, aprovou três resoluções:
    a) Adolf Hitler é a conclusão da Reforma;
    b) Judeus Batizados devem ser retirados da Igreja;
    c) O Antigo Testamento deve ser excluído da Sagrada Escritura.

    7-Diversos historiadores (entre os quais se destacam William L. Shirer e Michael H. Hart[42]) sugerem que a influência de Lutero tenha auxiliado a aceitação do nazismo na Alemanha pelos protestantes no século XX.

    A Alemanha deve ficar livre de judeus, aos quais após serem expulsos, devem ser despojados de todo dinheiro e jóias, prata e ouro, e que fossem incendiadas suas sinagogas e escolas, suas casas derrubadas e destruídas (…), postos sob um telheiro ou estábulo como os ciganos (…), na miséria e no cativeiro assim que estes vermes venenosos se lamentassem de nós e se queixassem incessantemente a Deus”. – “Sobre os judeus e suas mentiras” de Martinho Lutero.

    Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_Lutero

    Thiago Azevedo -> Essas colocações de Lutero foram afloradas no final de sua vida, dês de minha conversão sempre ouvi falar de lutero e como estudante de teologia é uma peça impar com toda certeza.
    Mas é um espanto saber desse horrendo pedaço da história do reformador Lutero, e até difícil de acreditar que o homem que teve a ousadia das 95 teses seja também um homem que incentivasse o ódio contra os judeus. Na verdade nunca acreditaria nisso se não fosse os próprios escritos de lutero afirmando tais coisas.

    Sei que Lutero foi um ser humano pecador como qualquer outro, mas em nenhum lugar menciona tais fatos da história de lutero, então gostaria de saber mais. Deus os abençoe.

    • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

      Leia o que escrevemos na parte de “livros e obras”.

      É realmente triste.

      • Thiago Azevedo

        Vini,

        Acabo de ler “livros e obras”, (na primeira passada aqui no blog não estava abrindo essa aba).

        Mas vc conseguiria dizer o “PORQUÊ DISSO” ??

        • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

          Não sei, não. =/

    • Luiz Antonio

      Primeiramente, gostaria de dizer que sou cristão/protestante/evangélico/crente/bíblia/aqueles-do-livro-preto, entre outros adjetivos que nos são imputados.

      Em segundo lugar, assim como a inquisição católica direta ou indiretamente assassinou milhares de pessoas injustamente, Lutero teve participação na “inquisição protestante”, a qual se deu como uma revanche aos ensinamenstos e doutrinas católicas que oprimiam o povo – neste caso o povo “alemão” – por séculos: milhares de católicos também foram mortos por protestantes, seguidores de Lutero e Calvino.

      Portanto, amigos, o grande feito de Lutero foi nos permitir a leitura de nossa bíblia em nosso idioma, além de trazer à tona novamente uma doutrina que já estava esquecida nos porões do Vaticano: a salvação é pela fé e não por obras!

      Contudo, isso não o isenta de ter participado – direta ou indiretamente – de episódios lamentáveis como este, citado pelo amigo acima, que diz respeito ao ódio aos judeus, bem como do ódio aos católicos.

      • Thiago Azevedo

        Concordo, o que levanta a seguinte pergunta.

        Como um homem cheio da graça de Deus, cheio do Espírito Santo de Deus poderia alimentar tal ódio ? Ainda mais contra o povo escolhido de Deus…

        Triste..

    • Magno

      Thiago peço perdão por minha intromissão, mas não posso deixar ver suas indagações pois tive as mesmas indagações quando li o livro “sobre ao judeus e suas mentiras” livro esse que deixou de ser publicado por ele ter sido usado pelos nazistas. porém temos que olhar o este livro com um prisma da ótica histórica. de acordo com a teoria dos analises históricos devemos olhar o contexto social, a região, a mentalidade do povo e para que povo se não iremos cair no mesmo abismo dos acusadores de Calvino no incidente com Servet. No livro Lutero fala sobre como o povo Judeu era arrogante e como o cristianismo o tratavam, alegando que eles eram o povo santo e escolhido. Lutero não tinha a intenção com este livro causar raiva para os judeus e sim mostrar que sem Cristo não tinha como um judeu ser Salvo.
      Em relação os nazistas terem usado Lutero e outros grandes autores da literatura mundial nos revela como DEUS age para cumprir Ele que ele falou com o holocausto, não quero com isso afirmar que o genocídio que houve não é algo sem escrúpulos, mas mostrar como Deus usa até o mal para o Bem. com o Holocausto ouve uma movimentação maior e olhar melhor para o povo judeu restituindo-lhe a terra que eram deles e fazendo cumprir uma profecia. O profeta Ezequiel previu que o povo judeu iria restabelecer seu território no fim dos tempos. Vejamos Ezequiel 37:1-14:

      “Veio sobre mim a mão do Senhor; e ele me levou no Espírito do Senhor, e me pôs no meio do vale que estava cheio de ossos;
      e me fez andar ao redor deles. E eis que eram muito numerosos sobre a face do vale; e eis que estavam sequíssimos.
      Ele me perguntou: Filho do homem, poderão viver estes ossos? Respondi: Senhor Deus, tu o sabes.
      Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor.
      Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que vou fazer entrar em vós o fôlego da vida, e vivereis.
      E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vos estenderei pele, e porei em vós o fôlego da vida, e vivereis. Então sabereis que eu sou o Senhor.
      Profetizei, pois, como se me deu ordem. Ora enquanto eu profetizava, houve um ruído; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, osso ao seu osso.
      E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles fôlego.
      Então ele me disse: Profetiza ao fôlego da vida, profetiza, ó filho do homem, e dize ao fôlego da vida: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó fôlego da vida, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.
      Profetizei, pois, como ele me ordenara; então o fôlego da vida entrou neles e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo.
      Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que eles dizem: Os nossos ossos secaram-se, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo cortados.
      Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu vos abrirei as vossas sepulturas, sim, das vossas sepulturas vos farei sair, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
      E quando eu vos abrir as sepulturas, e delas vos fizer sair, ó povo meu, sabereis que eu sou o Senhor.
      E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o Senhor, o falei e o cumpri, diz o Senhor.”

      A profecia do vale dos ossos secos também nos diz muito espiritualmente. Mas a essência desta profecia foi justamente mostrar que o povo judeu retornaria dos países em que viviam para novamente formar sua nação.

      Desde que os judeus foram expulsos de Israel pelos romanos em 70 d.C, eles jamais regressaram até 1948. O Estado de Israel foi oficialmente idealizado depois que o cientista Chaim Weizmann, durante a Primeira Guerra Mundial, inventou uma tecnologia para se produzir pólvora rapidamente para a Inglaterra. Isto foi a chave para a Inglaterra vencer seus inimigos.

      Como gratidão a Chaim, os ingleses decidiram recompensá-lo com o que ele quisesse pedir. Porém, Chaim pediu aos ingleses para negociarem com os outros países vencedores da Primeira Guerra a volta dos judeus à região da Palestina. Foi então criado o primeiro tratado da criação do Estado de Israel, chamado de Declaração de Balfour, que se concluiu em 1948, quando então David Ben-Gurion, judeu nascido na Polônia em 1886, fundou oficialmente o país Israel, sendo seu primeiro ministro. Hoje, o aeroporto internacional de Tel Aviv leva o nome de Ben-Gurion.

      Basta verificarmos com mais atenção os versículos 11 a 14, para concluirmos que foi exatamente o que aconteceu em 1948.

      • Thiago Azevedo

        Magno graça e Paz, o agradeço por participar dessa troca de informações e enriquecer o debate. Concordo com o que o irmão falou em especial sobre o regresso dos judeus, porem a informação que o irmão colocou aqui:

        “Lutero não tinha a intenção com este livro causar raiva para os judeus e sim mostrar que sem Cristo não tinha como um judeu ser Salvo.”

        E a informação de um trocho do livro de Lutero que diz:

        “A Alemanha deve ficar livre de judeus, aos quais após serem expulsos, devem ser despojados de todo dinheiro e jóias, prata e ouro, e que fossem incendiadas suas sinagogas e escolas, suas casas derrubadas e destruídas (…), postos sob um telheiro ou estábulo como os ciganos (…), na miséria e no cativeiro assim que estes vermes venenosos se lamentassem de nós e se queixassem incessantemente a Deus”. – “Sobre os judeus e suas mentiras” de Martinho Lutero.”

        Em outras parte ele incentiva o assassinato de judeus.

        ” Lutero também parecia aconselhar seus assassinatos,[27] escrevendo “É nossa a culpa em não matar eles”

        O quer quero dizer Magno é que a sua frase da a impressão de um Lutero, amoroso que se preocupa com os judeus. Já os trechos de escritos encontrados na internet (não posso dizer se verdadeiros ou não mas ate onde pude notar sim)… Mostram um Lutero com um ódio mortal aos Judeus.

        Lutero também parecia aconselhar seus assassinatos, escrevendo “É nossa a culpa em não matar eles”.

        Não importa o contexto histórico ou cultural, em minha opinião nada justificaria “É nossa a culpa em não matar eles”, principalmente vindo de um homem de Deus.

        A contribuição de Lutero é inquestionável, mas, essa história do final de sua vida é uma mancha negra que não pode ser esquecida. E ao meu ver tem que se sublinhar o assunto e combate-lo, mostrando as pessoas que isso foi um erro do grande reformador Martinho Lutero.

        • Jonatas

          Lá vamos nós…rsrsrs
          Longe de querer “defender” Lutero nesse caso…dos judeus
          [que até é citado como um erro na aula do Juliano Heyse]

          Pra mim assim como Calvino no caso de Servet estava errado…Lutero
          nesse ponto também estava…mas antes, só uma pergunta…vc viu esses trechos
          no livro mesmo de lutero, ou de um site falando sobre o assunto?? É sempre
          importante verificar a seriedade e veracidade do site…mas enfim…

          Em 1500 (isso vc pode conferir historicamente) não havia um senso patriótico
          em qualquer nação…as unificações e independências surgem bem depois, porque não havia essa questão; a Alemanha nem era nação alemã e sim o Santo Império…As nações mesmo são formadas ali por 1700

          Embora Lutero tivesse uma atitude muita negativa quanto aos judeus o pensamento europeu naquela época era esse…os judeus ainda eram tidos como “assassinos de Cristo”…é só olhar na inquisição católica romana o que se fazia com os judeus…eles quando se “convertiam” ao catolicismo romano eram chamados de “novos cristãos” por deixar o judaísmo.

          Toda a europa cristã se opunha tanto aos judeus quanto aos muçulmanos…
          Lutero nascendo nessa visão…permaneceu nela (o que não desculpa seus erros)

          E se tratando de Hitler, um homem muito habilidoso e inteligente…usou a própria Bíblia para o seu benefício

          E se vc for ver…os verdadeiros protestantes na Alemanha no tempo de Hitler
          não aderiram ao nazismo, mas sim todos os que se encataram com Hitler.

          Resumindo: Lutero simplesmente manifestou o sentimento dos europeus cristãos quanto aos judeus…

          Esse foi um de alguns dos erros de Lutero…mas Deus usou outros homens como Zwinglio, Calvino, os puritanos, etc para irem consertando os erros que ficaram pra trás (e assim é até hoje)

          Então ao analisarmos um erro…precisamos verificar todas as suas facetas
          pra não abraçarmos só o lado negativo e vice-versa.

          • Thiago Azevedo

            Concordo com você Jonatas, como falei os benefícios causados por lutero sem dúvida são inquestionáveis, mas é interessante ressaltar esse fato triste. Que Deus o abençoe, e que sempre o irmão passe por aqui e por outros lugares enriquecendo debates. Fique na Paz do Senhor. ;)

        • Magno

          Thiago concordo plenamente com você. sobre o livro e o tenho.
          questões histórica, o que eu falei foi devido te-lo analisa-lo
          junto com um amigo que é historiador. se você quiser o livro
          posso envia-lo para você.

  • http://mobinp.blogspot.com Jefferson Ricardo

    Interessante, não sabia dessa arte da história de Lutero.
    Muito bom esse material, sempre tive a vontade de saber mais sobre ele. Valeu gente, graça e paz do Senhor. ;)

  • Jonatas

    Aê Vini…valeu por aceitar uma sugestão =D

    Pra mim lembrar dessa reforma e dos homens nela envolvidos sempre são edificantes e nos fortalecem.

    Uma coisa que vejo hoje…e vi em mim mesmo rs…é que muitas vezes não sabemos quem esses homens de Deus foram…e que se nós hoje gozamos de liberdade na fé, e podemos estar livres de várias heresias…muito se dá por causa da obra de Deus através desses homens.

    Abraços =D

  • Ana Paula

    Parabéns.
    Glória a Deus e a Cristo Jesus por essa obra!!!

  • Mateus Oliveira

    Um pedido, se possível: Vocês poderiam disponibilizar os wallpapers em widescreen?

    • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

      OK =)

  • http://antunesebd.blogspot.com Antunes

    o trabalho de vocês é muito bom.

  • Roger Waters

    Vini , faz um certo tempo que venho estudando o blog de vocês , tenho crescido em sabedoria e entendimento da palavra , gostaria de adiciona-lo no msn para conversamos sobre a palavra de Deus , se possível me adicione Rogerwaters-@hotmail.com.
    Abraços , Naz paz do Senhor !

  • Leo

    Pelo que me consta, Servet ja havia sido condenado à morte pela igreja catolica da franca antes de Calvino ter algum contato com ele, portanto mais um mito sobre Calvino.

    http://www.frequency.com/video/mitos-sobre-calvino-y-servet/18608489

    http://www.mackenzie.br/7035.html

  • http://oratefratessemper.blogspot.com Bruno Ferrão

    Lutero foi um homem inspirado pelo demônio para fazer o que fez, e é por isso que está no inferno! Ele dividiu a Igreja de Cristo conquistada pelo Seu sangue ao criticar atitudes pessoais do papa. Oh, quão enganado estava. Mesmo que todo o clero estivesse corrompido, o que não é verdade, nem isso bastaria para justificar o que eles fez, aliás a Igreja não é formada apenas pelo clero, mas por todos aqueles de boa vontade. O que esperar de um endemoniado, que viveu a falar mentiras, que morreu no desagrado de Deus. Oh, um homem que viveu pregando o ódio ao papado – diga-se de passagem instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, leiam Mt. 16, 18. Um homem que via o demônio várias vezes ao dia, sendo parabenizado por ele pela atitude cismática. Cujos livros citavam satanás mais de 18 vezes em apenas 4 linhas de leitura… A Igreja verdadeira é uma só, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, fundamentada nas Sagradas Escrituras e na Tradição Apostólica, fundada por Jesus Cristo. As demais foram fundadas por homens, não são válidas, porque cegos não podem guiar outros cegos: ambos cairão no buraco.

    • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

      Paulo não consultou Pedro para fundar a igreja junto aos gentios. Ele também dividiu a Igreja?

      • http://oratefratessemper.blogspot.com Bruno Ferrão

        Caro amigo, lendo a Bíblia qualquer cristão pode perceber a primazia de Pedro enunciada no Novo Testamento. São Paulo não fundou outra igreja, paralela à Igreja que Jesus fundou sobre a pedra – que é Pedro. Paulo pregou o Evangelho, a verdade e a tradição apostólica, não como Lutero fez – cá entre nós, Lutero abriu uma igreja nova, sem nenhuma consonância coma Sé Petrina e ainda pregava o ódio ao papado. São Paulo jamais fez isso. Nota a diferença?
        Vini, São Pedro, o primeiro papa, fala em nome dos Apóstolos (Lc. 12, 41; Mt. 19, 27; Mc. 8,29) e age por todos (Mt. 14, 28; Mc. 8, 32; Mt. 16, 22; Lc. 22, 8; Jo. 18, 10). Outras vezes os Evangelistas referem-se aos Apóstolos dizendo “Pedro e os seus” (Mc. 1, 36; Lc. 8, 45; 9, 32; Mc. 16, 7; At. 2, 14.17). Meu caro, há tantas citações bíblicas que demonstram a primazia petrina, contudo quero deter-me apenas na pergunta que formulaste: “Paulo não consultou Pedro para fundar a igreja junto aos gentios. Ele também dividiu a Igreja?”.
        O próprio São Paulo assinala de modo preeminente a importância de São Pedro como cabeça da Igreja. Depois de sua estada na Arábia, dirige-se à Jerusalém para vê-lo (Gal. 1, 18); reconhece nele uma das colunas da Igreja (Gal. 2, 9); coloca-o como o primeiro entre as testemunhas das aparições de Cristo ressuscitado (Cor. 15, 5); e mesmo quando lhe resiste “em face” em Antioquia, age como quem reconhece sua autoridade e, portanto, confirma de algum modo seu primado. Não é a toa que São Pedro ocupa posição preeminente no Novo Testamento, onde é mencionado 114 vezes nos Evangelhos e 57 vezes nos Atos dos Apóstolos.

      • http://oratefratessemper.blogspot.com Bruno Ferrão

        Caro amigo, lendo a Bíblia qualquer cristão pode perceber a primazia de Pedro enunciada no Novo Testamento. São Paulo não fundou outra igreja, paralela à Igreja que Jesus fundou sobre a pedra – que é Pedro. Paulo pregou o Evangelho, a verdade e a tradição apostólica, não como Lutero fez – cá entre nós, Lutero abriu uma igreja nova, sem nenhuma consonância coma Sé Petrina e ainda pregava o ódio ao papado. São Paulo jamais fez isso. Nota a diferença?
        Vini, São Pedro, o primeiro papa, fala em nome dos Apóstolos (Lc. 12, 41; Mt. 19, 27; Mc. 8,29) e age por todos (Mt. 14, 28; Mc. 8, 32; Mt. 16, 22; Lc. 22, 8; Jo. 18, 10). Outras vezes os Evangelistas referem-se aos Apóstolos dizendo “Pedro e os seus” (Mc. 1, 36; Lc. 8, 45; 9, 32; Mc. 16, 7; At. 2, 14.17). Meu caro, há tantas citações bíblicas que demonstram a primazia petrina, contudo quero deter-me apenas na pergunta que formulaste: “Paulo não consultou Pedro para fundar a igreja junto aos gentios. Ele também dividiu a Igreja?”.
        O próprio São Paulo assinala de modo preeminente a importância de São Pedro como cabeça da Igreja. Depois de sua estada na Arábia, dirige-se à Jerusalém para vê-lo (Gal. 1, 18); reconhece nele uma das colunas da Igreja (Gal. 2, 9); coloca-o como o primeiro entre as testemunhas das aparições de Cristo ressuscitado (Cor. 15, 5); e mesmo quando lhe resiste “em face” em Antioquia, age como quem reconhece sua autoridade e, portanto, confirma de algum modo seu primado. Não é a toa que São Pedro ocupa posição preeminente no Novo Testamento, onde é mencionado 114 vezes nos Evangelhos e 57 vezes nos Atos dos Apóstolos.

  • http://oratefratessemper.blogspot.com Bruno Ferrão

    Caro amigo, lendo a Bíblia qualquer cristão pode perceber a primazia de Pedro enunciada no Novo Testamento. São Paulo não fundou outra igreja, paralela à Igreja que Jesus fundou sobre a pedra – que é Pedro. Paulo pregou o Evangelho, a verdade e a tradição apostólica, não como Lutero fez – cá entre nós, Lutero abriu uma igreja nova, sem nenhuma consonância coma Sé Petrina e ainda pregava o ódio ao papado. São Paulo jamais fez isso. Nota a diferença?
    Vini, São Pedro, o primeiro papa, fala em nome dos Apóstolos (Lc. 12, 41; Mt. 19, 27; Mc. 8,29) e age por todos (Mt. 14, 28; Mc. 8, 32; Mt. 16, 22; Lc. 22, 8; Jo. 18, 10). Outras vezes os Evangelistas referem-se aos Apóstolos dizendo “Pedro e os seus” (Mc. 1, 36; Lc. 8, 45; 9, 32; Mc. 16, 7; At. 2, 14.17). Meu caro, há tantas citações bíblicas que demonstram a primazia petrina, contudo quero deter-me apenas na pergunta que formulaste: “Paulo não consultou Pedro para fundar a igreja junto aos gentios. Ele também dividiu a Igreja?”.
    O próprio São Paulo assinala de modo preeminente a importância de São Pedro como cabeça da Igreja. Depois de sua estada na Arábia, dirige-se à Jerusalém para vê-lo (Gal. 1, 18); reconhece nele uma das colunas da Igreja (Gal. 2, 9); coloca-o como o primeiro entre as testemunhas das aparições de Cristo ressuscitado (Cor. 15, 5); e mesmo quando lhe resiste “em face” em Antioquia, age como quem reconhece sua autoridade e, portanto, confirma de algum modo seu primado. Não é a toa que São Pedro ocupa posição preeminente no Novo Testamento, onde é mencionado 114 vezes nos Evangelhos e 57 vezes nos Atos dos Apóstolos.

    Amigo, dê uma olhada neste texto sobre a Primazia de Pedro e a Infalibilidade Papal.
    http://arautos.org/artigo/23897/Primado-e-infalibilidade-de-Pedro.html

    • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

      Você não respondeu minha pergunta. A questão é que Paulo começou igrejas entre os gentios sem consultar Pedro (Gálatas 1:16-18). Só foi conversar com ele 3 anos depois e não foi para pedir autorização. Logo, Paulo começou algo a parte da autorização de Pedro e sem o consentimento dele.

      É certo que Pedro tem um papel importante. Ninguém nega isso. Mas disso para o papado e a infalibilidade papal é um pulo ilógico e sem suporte bíblico.

      Aliás, você só desmoronou seu argumento. Citando:

      “reconhece nele uma das colunas da Igreja (Gal. 2, 9)”

      Pedro é uma das colunas, não a coluna, segundo Paulo. Além de Pedro, outras importantes colunas eram Tiago e João.

      “e mesmo quando lhe resiste “em face” em Antioquia, age como quem reconhece sua autoridade e, portanto, confirma de algum modo seu primado.”

      De onde você tirou isso? Do texto que não foi. Quero ver se algum católico apontar o dedo para o papa e dizer “você se tornou repreensível” em público o que vocês pensariam do ato.

      Por fim, o cabeça da Igreja é Cristo e não Pedro.

      PS.: Evangelho? Desculpe-me, mas não há nenhum Evangelho em salvação pelas obras mais fé.

      PS2: Se você quiser apontar os defeitos de Lutero (o qual não estou pretendendo defender), primeiro tome cuidado do telhado de vidro da vida dos papas durante a história. Pedro foi o primeiro a se tornar repreensível, mas os papas, condenáveis.

  • http://oratefratessemper.blogspot.com Bruno Ferrão

    Vini,

    a doutrina católica está fundamentada na Revelação Divina, ou seja, a Bíblia + a Tradição Apostólica (herdada dos 12 e passada de geração em geração pelos papas e bispos) + o Magistério Vivo. Quando Lutero e outros reformadores dividiram a Igreja de Cristo cometeram um gravíssimo erro, que Lutero chama de Sola fide, sola scriptura. Isso significa que ele e seus outros imitadores só aceitam a Bíblia como única fonte de inspiração para a fé. É como se tivéssemos um livreto com 3 páginas e alguém rasga duas, a interpretação desse mesmo livreto será incompleta. Além do mais a doutrina católica não surgiu do nada, de um dia para outro, como os reformadores fizeram, mas ela foi construída pelo árduo esforço de bons cristãos e coadjuvados pelo Espírito Santo. Olhe para a História e verás: Santo Tomás de Aquino, Santo Agostinho, Irineu de Lyon, Ambrósio de Milão, Santo Anselmo, Duns Scot, Santo Alberto Magno e tantos outros.
    Quando citas o “teto de vidro dos papas” digo a você que tome mais cuidado ao pensar assim, pois a nenhum papa foi dada a graça da impecabilidade, o próprio Pedro negou Nosso Senhor 3 vezes, não foi? Jesus prometeu que as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela (a sua Igreja) e é claro que o demônio sempre tenta derrubá-la, como tentou na Reforma Protestante, como tenta hoje ao insuflar o vírus do modernismo na Igreja e sempre tentou ao longo dos séculos. Sugiro que leia as determinações do Concílio de Trento que vieram apenas confirmar a fé sempre professada pela Igreja Católica desde os tempos apostólicos. Leia na sua Bíblia (que Lutero deixou incompleta) Mt. 16, 18-19 e com um esforço de bonae voluntátis constatarás que há uma só Igreja, e não milhares de seitas.
    Se de fato a Igreja e o papado fossem demoníacos, como afirmavam os reformadores, ela já teria caída há muito tempo junto com os papas. Eu e você sabemos muito bem que todos somos pecadores, mas daí vir a pregar doutrinas fundadas por homens inspirados pelo demônio seria loucura, não inocência.

    • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

      Bruno,

      Sei bem que para vocês a Bíblia não é suficiente, nem a Autoridade Suprema sobre questões de fé e prática.

      há uma só Igreja, e não milhares de seitas
      Mas antes de falar de divisão da Igreja, você supõe que a igreja romana que vende indulgências é a Igreja de Cristo. O que é um grande engano. Você supõe que a igreja romana que se justifica diante de Deus com fé mais obras é a Igreja de Criso, o que é outro engano.
      Sim, há uma só Igreja e um só Corpo e não é a igreja romana.

      pois a nenhum papa foi dada a graça da impecabilidade
      Eu sei, mas só é contraditório você ficar acusando Lutero de demoníaco quando teve papas bem piores que ele. E quanto a infabilidade doutrinária dos papas até a história a nega:
      http://farisaismo.blogspot.com/2011/02/contradicoes-de-papas-e-concilios.html
      http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=84&cont=0&menu=2&submenu=2
      Sem contar que não tem base nem nas Escrituras nem nos pais da Igreja.

      Além do mais a doutrina católica não surgiu do nada, de um dia para outro, como os reformadores fizeram
      Ledo engano. Boa parte dos reformadores estudavam os pais da igreja, em especial Agostinho. E aliás, se você sonha que há coerência teológica entre os católicos é outro engano. A igreja romano está cheia de divisões teológicas internas.

      Leia na sua Bíblia (que Lutero deixou incompleta)
      Não meu amigo, São Jerônimo já condenava sua bíblia apócrifa.

      pregar doutrinas fundadas por homens inspirados pelo demônio seria loucura, não inocência.
      Concordo. Abadone a igreja apostota romana.

      • http://oratefratessemper.blogspot.com Bruno Ferrão

        Poderíamos ficar anos aqui discutindo um assunto do qual eu e você já decidimos o caminho a seguir. Com a graça de Nossa Senhora de Fátima, hei de morrer católico apostólico romano. Quanto a você, confia e segue perseverante no seu caminho, sabe o que está fazendo e tem argumentos, que para você já são suficientes, para continuar assim. Eu sei que para mim nenhum argumento que não seja coerente com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana não é suficiente para mim, eu posso discutir horas e apresentar-lhe diversas respostas às suas, com certeza você iria rebatê-las porque já tem um porque de não aceitar a doutrina católica. Apenas, antes de criticar a fé cristã, poderia ler o Catecismo da Igreja Católica, lá está a perfeita expressão da nossa fé e assim julgar qual religião está certa, aliás, o próprio Lutero antes de morrer voltou atrás de tudo o que tinha feito. É como você mesmo diz, a própria história nega a coerência de Lutero, ele semeou o joio e arrependeu-se disto. A própria História também, segundo outra corrente de historiadores diz que Lutero enforcou-se. Ora, é fácil usar a história para acusar e julgar a vida pessoal dos papas, mas então olhe de onde veio a sua doutrina. Eu creio que a doutrina católica veio de Jesus Cristo, ela é a mesma desde os tempos apostólicos, se você não crê nada possa fazer, mas a sua veio dos homens, portanto que crédito merece? Sem contar que é uma doutrina oriunda de muitos séculos depois de Cristo, se olhar os documentos dos pais da Igreja verás que todos eles condenariam essa doutrina protestante. O próprio São Jerônimo, que traduziu a Bíblia para o Latim, estava a serviço do papa Dâmaso, e foi Lutero quem tirou alguns livros da Bíblia para justificar seus pensamentos errôneos.
        Poderia ficarmos aqui todos os dias trocando respostas, civilizadamente claro, porque somos irmãos, embora separados pela discórdia. Lei este link aqui, http://pioxiicaluniado.blogspot.com/2011/08/indice-das-mentiras-em-sites.html . Este é meu último comentário, senão a conversa não tem fim. Abraços, fique em paz, como diria São Francisco de Assis, PAX ET BONUM – PAZ E BEM – de Bruno Ferrão.

        • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

          Bruno,

          Não sigo Lutero amigo. Nem concordo com tudo o que ele defendeu. Sim, ele se arrependeu momentaneamente do que tinha feito, mas depois continuou. A intenção de Lutero nunca foi criar uma divisão e sim levar a igreja romana de volta ao Evangelho, pois a igreja da época era apóstata, se ainda não é.

          Mas como dizia Lutero, minha mente está cativa às Escrituras. O engraçado é que você afirma que a minha igreja veio de homens, mas não sou eu que defendo a infalibilidade papal. Aliás, você não respondeu o argumento de São Jerônimo e continua se esquivando acusando Lutero, como se isso fosse me afetar de alguma forma. Lutero para mim era falível. Assim também são todos os papas. No dia em que você mostrar pelas Escrituras que a infalibilidade papal existe então considerarei o assunto.

          Até lá continue seguindo homens falíveis (como já provado pela história, tanto em piedade como em doutrina), que seguirei as Escrituras Sagradas.

  • Claúdio Horiz

    Caro Vini,

    em uma de suas refutações ao Bruno você disse uma coisa que muito me intrigou: “Só as Escrituras são suficientes”. Eu discordo de você.
    Grande parte de sua argumentação, escorpião Saul, se baseia nesta tese errada. Só vale o que está na Bíblia, porque a Bíblia seria a única fonte da revelação.

    Ora, essa tese é refutada pelo próprio Evangelho.

    No final do Evangelho de São João nos foi dito:

    ” Muitas outras coisas, porém, há ainda, que fez Jesus, as quais se se escrevessem uma por uma, creio que nem no mundo todo poderiam caber os livros que delas se houvessem de escrever” (Jo XXI, 25).

    Está na Bíblia, que nem tudo o que Deus revelou foi posto na Bíblia! Se o que Cristo fez, e não foi posto na Bíblia, não deve ser acreditado, então não se tem Fé em Cristo, mas só na Bíblia: colocou-se um livro no lugar de Cristo. Transformou-se a Bíblia em ídolo.

    E Nosso Senhor Jesus Cristo anunciou que o Espírito Santo completaria a instrução dos Apóstolos:

    “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas vós não as podeis compreender agora. Quando vier, porém, o Espírito de verdade, ele vos guiará no caminho da verdade integral, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir” (Jo. XVI, 12-113).

    E o que Cristo ensinou e fez nos foi transmitido pela Tradição Apostólica.

    Por isso, duas são as fontes da Revelação: a Sagrada Escritura e a Tradição.

    Também os Atos dos Apóstolos nos dizem que Cristo ensinou outras coisas mais que não foram postas nos livros sagrados, mas guardadas pela Tradição:

    “Na primeira narração, ó Teófilo, falei de todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até o dia em que, tendo dado as suas instruções por meio do Espírito Santo, foi arrebatado ao (céu); aos quais também se manifestou vivo, depois de sua paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes por quarenta dias e falando do reino de Deus”. (Atos I, 1-3)

    Será que aquilo que Jesus fez e ensinou nesses quarenta dias não tem valor? Falou, ensinou e fez Ele coisas inúteis?

    E as Instruções que Ele deu, e o que Ele falou então aos Apóstolos sobre o Reino de Deus – a Igreja – não teriam nenhum valor?

    É evidente que essas instruções e ensinamentos têm valor sim, porque provém de Deus, apesar de não terem sido registradas na Sagrada Escritura. Elas nos foram guardadas pela Tradição.

    Discorde você que não está na Bíblia que se deva guardar o que foi ensinado por Cristo e pelos Apóstolos, só pela palavra falada. Que só vale o que foi escrito.

    Ora, em São Paulo foi escrito o contrário:

    “Permanecei, pois constantes, irmãos, e conservai as tradições que aprendesses, ou por nossas palavras ou por nossa carta” (II Tess. II, 14).

    Neste ponto discordei de você, porque vai contra a palavra que está escrita na Bíblia, a qual afirma que se devem conservar as tradições, que se deve conservar também o que foi ensinado só por palavra, além do que foi ensinado por escrito.

    Portanto, a tese protestante de que se deve crer só no que está na Bíblia é negada pela própria Bíblia.

    E há muitas coisas que os Apóstolos praticaram e ensinaram que não foram registradas antes na Bíblia. Assim, por exemplo, a “imposição de mãos”. Dela não se acha menção nos Evangelhos, e, entretanto, os Apóstolos a praticaram. Teriam eles inventado da própria cabeça tal costume? Claro que não! Cristo deve tê-los instruído a fazer a “imposição de mãos” (Atos, VIII, 14-17; e Heb VI, 1-2).

    São Tiago – embora os protestantes, seguindo Lutero e outros, recusem essa epístola — nos fala da unção sobre os enfermos: “Está entre vós algum enfermo? Chame os presbíteros da Igreja, e [esses] façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor; a oração da Fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará; se estiver com pecados, ser-lhe-ão perdoados” (S. Tiago, V, 15). E também essa unção dos enfermos não aparece nos evangelhos.

    Ora, nem a imposição de mãos (Sacramento da Confirmação), nem a unção dos enfermos (Sacramento da Extrema Unção) poderiam transmitir a graça, se não tivessem sido instituídos pelo próprio Cristo.

    Cristo legou aos Apóstolos um conjunto de verdades reveladas e de sacramentos instituídos por Ele mesmo que formam o “Depósito da Fé” que deveria ser guardado:

    “Ó Timóteo, guarda o depósito (da Fé), evitando as novidades profanas de palavras e as contradições de uma ciência de falso nome, professando a qual alguns se desviaram da Fé”(I Tim . VI, 20)

    Concluindo: a Bíblia não é a única fonte da Revelação!

    Abraços amigo.
    Cláudio

    • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

      Copy-Paste: http://www.montfort.org.br/old/perguntas/virgemmaria2.html

      Onde eu disse que a Escrituras sempre foram a única fonte de revelação? Nenhum protestante defendi isso. É óbvio que: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hebreus 1:1).

      A revelação divina suprema foi feita pelo Filho, o qual outorgou a todos os apóstolos como você mesmo citou em Jo 16. Estes apóstolos transmitiram sim ensinos orais e escritos.

      Mas, a menos que você tenha gravado o que eles falaram nós não temos a transmissão oral. Você dirá: “mas foi guardada pela tradição”. Isso não encontra nenhum respaldo bíblico. É ordenado a Timóteo guardar a tradição e não falado que a tradição foi guardada de forma inerrante. Até entre os pais da igreja havia discordâncias, mostrando que se todos não tinham a mesma tradição. Além do mais, não há nenhum texto que exponha a continuação do apostolado de qualquer apóstolo ou de Pedro através dos papas. Só malabarismos interpretativos.

      Logo, resta o que foi escrito. Sobre isso Paulo diz que: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2 Timóteo 3:16-17). E Pedro considera os escritos de Paulo como Escrituras.

      Logo, “o homem de Deus pode ser perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra” tendo somente o ensino, a instrução e a correção que vem das Escrituras. Se você nega isso converse com Paulo e com Pedro que subscreveu os escritos dele.

      Paz

  • Claúdio Horiz

    Amigo,

    não vim aqui fazer debates extensivos. As palavras que usei são do prof. Orlando Fedeli, pois achei que seriam úteis e bastante embasadas para defender meu ponto de vista. Por outro lado, você me deu uma dica bastante interessante e que talvez eu faça:

    Se você nega isso converse com Paulo e com Pedro que subscreveu os escritos dele.

    E olhe que não é muito difícil fazer isto. O sucessor de Pedro está lá em Roma, S.S. Bento XVI, e ter acesso a seus ensinamentos não é demasiado complexo. Vini, eu li todas as suas refutações e só posso concluir que estão guiadas por uma linha de raciocínio certamente errada. Entre os pais da Igreja havia discordâncias? Evidente que havia. Mas a verdade sempre prevaleceu, porque o Espírito Santo – digamos entre nós, prometido por Cristo à sua Igreja – sempre esteve presente na História e guiou – e ainda guia – os pastores da Igreja, a quem Nosso Senhor deu os poderes de pregar em nome dEle. Talvez você possa se perguntar como isso se deu? É simples, Cristo não poderia dar as chaves do céu, como deu a Pedro em Mt. 16, a um homem sem coadjuvá-lo a não cair em erro quando falasse em Fé e Moral – daí a infalibilidade do sucessor de Pedro.
    Não obstante, o próprio Doutor da Igreja, Santo Agostinho de Hipona declara em Epístolas 53, 1: “Fora da Igreja é possível tudo, exceto a salvação. É possível ter honras, é possível ter sacramentos, é possível cantar aleluias, é possível responder ‘amém’, é possível possuir o Evangelho, é possível ter fé no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e pregar; mas em nenhum lugar, senão na Igreja Católica, é possível encontrar a salvação”.
    Meu filho, há tantas coisas que gostaria de expor-lhe, mas não tenho muito tempo hábil para isso nem mesmo muita inteligência. O pouco que sei, e que a Santa Igreja sempre ensinou, está aqui. Posso até dizer-lhe que já fui protestante por um determinado tempo da minha vida, contudo hoje sou católico porque Jesus Cristo me chamou. Ser fiel às verdades revelados por Deus à Igreja Católica não é ser cego, nem um asno, mas antes ser cristão! Porque o próprio Paulo afirma ter um só batismo, um só Deus e uma só fé.

    Nulla eclesiae, nulla salus

    • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

      Seu pensamento também é errado: supondo que a Igreja de Cristo equivale a igreja romana. E católico eu também sou, amigo. Afinal você deve saber que católico significa universal. Logo, também faço parte da Igreja Universal/Católica de Cristo. Aliás, ela é universal e não romana.

      Seu pensamento sobre a inafabilidade papal é falho, pois além de não ter nenhuma base nas Escrituras e ampla refutação histórica, não segue logicamente que se Cristo deu a chave dos céus para Pedro isso também foi passado para um sucessor imaginário de Pedro que não consta nas Escrituras.

      Quanto as discordâncias dos pais da igreja, bom ela serve para provar que:

      (1) Não se consultou o papa (nem existia) para resolver qualquer coisa, mas fizeram concílios, seguindo o exemplo em Atos, onde Pedro teve uma voz importante, mas não a única (e também não há nenhum indício de superioridade de Pedro sobre os demais, só a menção dele mesmo que Deus o levou para evangelizar os gentios)

      (2) Se a tradição tivesse sido mantida intacta não haveria discordâncias, pois haveria uma só tradição de pensamento.

      Você acha que eu afirmo haver mais de uma Igreja, o que é tolice. Há uma só Igreja Universal de Cristo, seu Corpo, composto de todo cristão verdadeiro, justificado somente pela fé na mediação única de Cristo.

      Paz

      • Cristina Girão

        Queridos como vocês são doutos nesse assunto, mas a minha pergunta é bem simples, todo essa “discurssão” os levarão para o céu? Acredito fielmente que  enquanto as  pessoas “cristãs” estiverem preocupadas em justificar apenas o que acreditam, em defender a bandeira da sua igreja, o Evangelho o verdadeiro Evangelho deixa de ser Luz e passa a  ser confusão para muitos, somos e fazemos parte sim da Igreja Católica Apostólica  de CRISTO, Ele sim é  o nosso autor e consumador de nossa fé, sem a  qual ninguém o verá, a BÍBLIA é um livro muito Sagrado para ser colocado em debates como este, que a tornam duvisdosa para alguém que não tenha nenhum ou pouco de conhecimento bíblico e o que pior, esse tipo de convesação apenas refuta ainda mais o que  o diabo quer, ou seja, dividir, criar contenda e mutiplicar a dúvida  no coração vazio dos homens carnais e ainda mais atenuar o que  os “ATEUS” não creem, na Palavra de Deus como ABSOLUTA. 

        Cristina Girão

  • Claúdio Horiz

    Mais uma vez enganado. Os pais da Igreja discordavam e cada um tinha um pensamento diferente. Com certeza, através dos concílios, o bispo de Roma sempre guardou a fé por ele recebida e transmitida pelos apóstolos. É claro que existe uma só igreja, a Católica Apostólica Romana. Negar isso é negar as verdades reveladas por Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a vida no madeiro da cruz e derramou seu sangue por muitos. Essas divisões desmerecem a morte amantíssima de Cristo, criam cismas dentro da Igreja que Ele conquistou ao preço de seu sangue. Os pais da Igreja tinham discordâncias, ora, o próprio Doutor Angélico, Sto. Tomás de Aquino, também discordava de muitas coisas com relação a doutrina católica, mas me diga se alguma vez um deles dividiu a Igreja como outrora na Reforma Protestante? Nunca, jamais passou pela cabeça de um deles fazer uma atrocidade dessas. Convenhamos, se a Santa Igreja Católica pregasse mentiras e não tivesse aval divino sua duração seria mui pequena, e assim como várias heresias que surgiram pela História, já teria sido dissipada e quiçá esquecida. Mas pelo contrário, a nau de Pedro continua navegando, ainda que pelos escolhos que a cercam, e Pedro – o capitão – está presente na pessoas dos seus sucessores. É o Divino Espírito Santo quem guia a Igreja de Cristo. Seria uma tolice afirmar que o papa, sendo o pastor do rebanho e zelador do redil de Cristo, erra. Ele pode errar em assuntos que não remetem à Fé e Moral, visto que quando ele fala em ex cathedra, ou seja, quando está ensinado ao seu rebanho as coisas divinas não pode errar, seria um descuido de Nosso Senhor deixar isso acontecer. E não aconteceu.
    Como você disse, os pais da Igreja realizavam concílios justamente para conciliar suas teses, e eles como guardas da fé e da tradição, coadjuvados pelo Espírito santo, sempre encontravam a verdade. Pode ver filho, que toda a fé católica é embasada neles. Me cite algo de novo que a Santa Igreja inventou nesses quase 2000 mil anos de existência. Se puder, o que acho impossível, garanto para você que rasgo a fé que recebi, católica, una e cristã, para tornar-me protestante.
    Me perdoe reiterar minha afirmação, mas quem está errado é você. Os pais da Igreja realizavam concílios e resolviam tudo sem criar cismas. Durante o século XVI e XVII os “reformadores” não tiveram a mesma atitude. Por que será? Será que suas doutrinas eram assim tão obviamente erradas que nenhum teve a capacidade de, em plena comunhão com a cristandade, resolver suas divergências numa boa? Ah, houve sim um concílio. O Concílio de Trento. Ele resolveu tudo, reafirmou a única e verdadeira fé, coibiu, puniu e proibiu todas as heresias propagadas então, isso não só com os ditos reformadores, mas também dentro da Igreja: puniu severamente a simonia e o nepotismo, incentivou a criação de seminários para uma melhor formação do clero, entre outras coisas. O próprio Lutero, quando ainda católico, teve a oportunidade de ir à Roma defender suas teses, haja vista que o papa Leão X – representado pelo cardeal Caetano e uma junta de teólogos – mostrou boa-vontade em ouvir as famosas 95 teses. Estavam tão contaminadas pelo erro que Lutero foi refutado por todos os teólogos ali presentes. Isso com certeza o enfureceu e por isso Martinho nutria um ódio terrível ao papado.
    Lutero pensava diferente de Muntzer que pensava diferente de Calvino que pensava diferente de Zwinglio que pensava diferente de Henrique VIII… Nossa, que bagunça! Estamos precisando fazer um concílio para resolver o problema. Ah, mas ninguém está com bonae voluntátis para isso, cada um acha que está mais certo que o outro. Jesus, Maria, José ajudai-nos.

    • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

      Cláudio,

      Você não provou nada meu caro. Só afirmou. Fazer afirmações é fácil. Não contra-argumentou nada que falei, então todos argumentos anteriores continuam não respondidos.

      Mas deixe-me responder mais algumas indagações suas:

      Durante o século XVI e XVII os “reformadores” não tiveram a mesma atitude. Por que será?

      Por que a igreja romana daquela época era apóstata (se ainda não continua) e vendia o céu por dinheiro, servindo a Mamon e não a Deus. E poderiam ser discursados inúmeros motivos.

      mostrou boa-vontade em ouvir as famosas 95 teses
      hahahahaha Boníssima vontade

      Lutero pensava diferente de Muntzer que pensava diferente de Calvino que pensava diferente de Zwinglio que pensava diferente de Henrique VIII
      Você acabou de afirmar que os pais da igreja também pensavam diferente. Incoerente sua acusação. Até hoje dentro da igreja romana há inúmeras correntes teológicas.

      Convenhamos, se a Santa Igreja Católica pregasse mentiras e não tivesse aval divino sua duração seria mui pequena, e assim como várias heresias que surgiram pela História, já teria sido dissipada e quiçá esquecida.
      Argumento totalmente sem sentido. Dá para a argumentar a mesma coisa a favor do islamismo, e até da doutrina da justificação pela fé somente.

      Me cite algo de novo que a Santa Igreja inventou nesses quase 2000 mil anos de existência. Se puder, o que acho impossível,
      Os Pais da igreja, tais como Atanásio, Gregório, Hilário, Rufino e Jerônimo, adotaram o cânon dos 39 livros hebraicos. – Bíblia do Pontífice de Roma, pág. 6 – Já a igreja romana de hoje…
      Pronto para rasgar?

      Mas, novamente, não há nada de argumentação bíblica. Parece que sua única esperança de argumentação é o papa, pois das Escrituras não vem nenhum argumento.

  • Claúdio Horiz

    Embora você tenha esses argumentos que justificam sua posição, para mim suas refutações estão respondidas sim. Quanto a proposta que eu te fiz… bom não irei rasgar, porque eu tenho total certeza da fé que eu sigo, das verdades reveladas por Jesus Cristo e transmitidas pelos Soberanos Pontífices através dos séculos. A Santa Igreja teve boa-vontade em ouvir Lutero sim senhor. Senão não o teria chamado a Roma para dar explicações. Ele foi, se não deu certo foi porque ele pregava uma coisa tão nova que nenhum teólogo da corte papal conseguir concatenar os argumentos luteranos com as verdades cristãs. Outra coisa filho, dentro da Santa Igreja sempre houve diferentes correntes teológicas, mas há uma só que exprime nossa fé, aquela contida no Catecismo da Igreja Católica. Ah, São Jerônimo também, como você disse ao Bruno, condenava a bíblia apócrifa. Tem razão, a Bíblia que os reformadores fizeram inovações e outras que João Almeida traduzindo com vários erros. Essa Bíblia não é só São Jerônimo quem condena, mas o Céu inteiro. Ele estava a serviço do papa Dâmaso, quem em 382 abençoava a Bíblia Vulgata da autoria do próprio Jerônimo. A questão é que muitos “reformadores” simplesmente rasgaram livros que continham contra-argumentos às suas teses mentirosas. Ora, o próprio demônio, num exorcismo assistido por 6 padres na Itália, em 1975, confessou ter sido ele quem inspirou Lutero, Calvino e todos os reformadores. Quem deve estar pronto para rasgar a fé, aliás falsa, é você, não eu. Confio em Deus Padre, Filho e Espírito Santo, na Santíssima Virgem e no Papa. Eu não me apoio só no Papa, mas nas escrituras e na tradição apostólica.
    Se estou na Igreja Católica não é porque estou enganado, por fé eu creio que há uma só Igreja e não dez mil como existe no protestantismo. E depois vem dizer que não existe uma igreja física, mas uma espiritual apenas… Ora, se isso fosse verdade eu poderia, sem peso na consciência, ir ao culto na Assembleia de Deus hoje, amanhã na Universal, depois numa igreja luterana, depois numa calvinista e quem sabe eu termino numa missa anglicana?
    Digo leia Mt. 16, 18-19. Reitero a afirmação do Bruno. Procure na internet a lista de todos os papas, desde São Pedro até hoje. A Igreja nunca ficou sem nenhum papa, sem orientação do Espírito Santo. Ela nasceu do Pentecostes… fora ela as outras nasceram da vontade humana. Não vale a pena seguir nenhuma delas.
    Você que gosta tanto de falar dos pais da Igreja, um deles, Irineu de Lyon, deixou um recado para você: “Por astuta aparência de verdade, os hereges seduzem a mente dos inexpertos e escravizam-nos, falsificando as palavras do Senhor”. Meu filho, de que adianta você me citar tantos argumentos bíblicos, se errada já está a sua interpretação deles, de nada adiantaria eu ficar aqui citando os mesmos trechos.
    Usar a História e falsas interpretações da Bíblia contra a Igreja de Cristo é um pecado grabilíssimo.

    Jo. 8, 44: O demônio é pai da mentira.

    Lei aqui, já que me citou aquele link, agora convido você para ler este abaixo. Dá uma olhadinha porque tem artigos muitíssimo bem embasados para derrubar suas críticas infundadas sobre a Igreja Católica, o Papado e as Indulgências (que você falou ao Bruno) e tantas outras. Se você acha que faltou argumentos meus, que só afirmei, bom, aqui tem bastante argumentos…

    http://mentiras-evanglicas-e-outras.blogspot.com/

    Fique com Deus Nosso Senhor e a Virgem Santíssima.

  • Claúdio Horiz

    Ah Vini, já ia me esquecendo,

    no artigo que você me citou dizia abertamente que Santo Agostinho de Hipona era contra o primado de Pedro e a sucessão apostólica:

    Agostinho um dos grandes vultos católicos era contra a interpretação sustentada hoje pelo catolicismo.

    Bom eu penso diferente. Vejamos o que ele, Agostinho , ensina para nós:

    Sermões 295,2: Entre estes somente Pedro mereceu representar toda a Igreja. Por causa desta representação da Igreja, que somente ele conduziu, mereceu escutar “Eu te darei as chaves do reino dos Céus”

    Carta 53, 2: Desta forma, se a linha sucessória dos apóstolos deve ser levada em consideração, com que maior certeza e benefício à Igreja devemos retornar até alcançar o próprio Pedro, a quem, como uma figura que comporta toda a Igreja, o Senhor disse “Sobre esta pedra edificarei e minha Igreja, e os portões do inferno não prevalecerão contra ela”.

    Sermão número 26, sobre Mt 14,25, diz que:
    1. O Evangelho que acabou de ser lido ensina que o Senhor Cristo, que andou sobre as águas, e o apóstolo Pedro, com quem Ele estava caminhando, e que cambaleou através do medo, e começou a afundar pela falta de confiança, reerguido pela confissão, nos traz o entendimento que o mar é o nosso mundo ao redor, e o apóstolo Pedro a imagem da Igreja. Pois Pedro, o primeiro entre os apóstolos, e que confessa grande amor a Cristo, responde na maior parte das vezes sozinho pelos outros. Novamente, quando o Senhor Jesus Cristo perguntou quem os homens diziam que ele era, e quando os discípulos deram várias definições dos homens, e o Senhor perguntou de novo quem ele era, para os homens, Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Um, entre todos, respondeu, a unidade entre vários. Então disse o Senhor a ele “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas,porque isso não te foi revelado por alguém de carne e sangue, e sim meu Pai do céu”. E Ele acrescentou, “Pois eu te digo”, como se estivesse dizendo “Assim como tu disseste de mim “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”, eu te digo “Tu és Pedro””, pois antes ele era chamado Simão.

    Comentário ao Evangelho do III domingo da Páscoa – ano C (Jo 21,1-19)

    Quando interrogava a Pedro, o Senhor interrogava também a nós
    Quando ouves o Senhor dizendo: Pedro, tu me amas? (Jo 21,16), lembra-te de um espelho e procura ver-te nele. Pois que outra coisa Pedro aí fazia se não representar a Igreja? Por isso, quando interrogava a Pedro, o Senhor nos interrogava também a nós, interrogava a Igreja. Para saberes que Pedro era figura da Igreja, recorda aquela passagem do Evangelho: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não a vencerão. Eu te darei as chaves do Reino dos céus (Mt 16,18-19).
    É um homem só que as recebe. Quais sejam as chaves do Reino dos céus ele explicou assim: O que ligares na terra será ligado nos céus e o que desligares na terra será desligado nos céus (Mt 16,19).
    Mas, se apenas a Pedro é que isso se disse, somente Pedro é que fez isso: morreu e partiu. Quem, portanto, liga e quem desliga? Ouso afirmar que também nós temos essas chaves.

    Concluo apenas que o Santo Bispo de Hipona, aliás Doutor da Igreja Católica, defendia sim o papado. Acho que o prof. Paulo Cristiano se equivocou um pouquinho.

    • http://voltemosaoevangelho.com/vinipimentel/ Vini

      É meu caro, você continua não contra-argumentando. Não são os protestantes que tiraram de sua “bíblia”, foi São Jerônimo. Se acerta com ele e avisa ele que a tradição que passaram para ele estava errada.

      Quanto ao resto é o mesmo blablabla de sempre sem argumentos e nada baseado na Bíblia. Aliás, até agora você não provou que a Bíblia fala sobre a inerrância da transmissão da tradição.

      Abraço

  • Cláudio Horiz

    Vini,

    se acha que meus argumentos são fracos e pouco respondem às suas refutações, porque não tenta refutar as argumentações veras do link que te cedi? Bom, Foi o papa Dâmaso quem abençoou canonicamente a Bíblia verdadeira em 182 d.C. Graças a uns “reformadores” nasceu essa bíblia apócrifa que vocês usam, daí não tem como a gente conversar no mesmo plano visto que não dá para eu argumentar contra uma seita que além de ter a bíblia toda adulterada tem a própria doutrina cheia de interpretações incoerentes e errôneas. Leia o link que e cedi. Quem sabe você não abre um pouquinho os olhos para a cegueira na qual você se encontra. Bom, como disse não tenho muito tempo hábil para dar atenção a uma conversa doutrinária – aliás eu nem sou teólogo, sou um simples católico que procura fazer as coisas como Deus manda – e por isso, enquanto você usa frases feitas do tipo “baseado nas Escrituras” e desacredita da autoridade papal eu foi seguir Nosso Senhor Jesus Cristo na Igreja

  • Cláudio Horiz

    Vini,

    se acha que meus argumentos são fracos e pouco respondem às suas refutações, porque não tenta refutar as argumentações veras do link que te cedi? Bom, Foi o papa Dâmaso quem abençoou canonicamente a Bíblia verdadeira em 182 d.C. Graças a uns “reformadores” nasceu essa bíblia apócrifa que vocês usam, daí não tem como a gente conversar no mesmo plano visto que não dá para eu argumentar contra uma seita que além de ter a bíblia toda adulterada tem a própria doutrina cheia de interpretações incoerentes e errôneas. Leia o link que e cedi. Quem sabe você não abre um pouquinho os olhos para a cegueira na qual você se encontra. Bom, como disse não tenho muito tempo hábil para dar atenção a uma conversa doutrinária – aliás eu nem sou teólogo, sou um simples católico que procura fazer as coisas como Deus manda – e por isso, enquanto você usa frases feitas do tipo “baseado nas Escrituras” e desacredita da autoridade papal eu foi seguir Nosso Senhor Jesus Cristo na Igreja que Ele fundou e ampara até os dias de hoje. Vou-me porque tenho que cuidar das minhas obrigações diárias. Ah, invés de estudar essas teologia carregadas de erros doutrinários e baseadas em fatos históricos adulterados ou viciados na mentira porque não se aplica no estudo correto das Sagradas Escrituras? Contra fatos não há argumentos. Continue seguindo Lutero, Calvino, Zwinglio esses outros homens falíveis enquanto a Santa Igreja Católica Apostólica Romana segue a Jesus Cristo.

    Fique com Deus
    In corde Iesu semper!

  • Mário

    Vini,

    eu li o artigo, todavia encontrei um erro histórico. Lutero não pregou as 95 teses na Catedral de Wittenberg – como afirma o papel de parede. Na verdade, o que alguns historiadores afirmam é que Lutero apresentou algumas teses para discussão, conforme um antigo costume da universidade, cita, e sobre o rio Elba, não na catedral. Foi Melanchthon quem passou a propalar esse fato como se fosse um marco no protestantismo: o rompimento com Roma. Sabe-se, contudo, que nesse dia Melanchthon estava em Tünbigen e não em Wittenberg.

    Abraços amigo

    • Bruna

      onde você achou essa afirmação?

  • Marcos

    Excelente série da Reforma Protestante – continuem a postar tudo sobre este período.
    A Igreja atual está totalmente ignorante sobre estes fatos e precisa aprender o que é o real cristianismo.