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#ConferênciaFiel 2011 – R. W. Glenn: A glória de Deus, o ganho de Cristo e a vida diária

Vimos que devemos buscar a glória de Deus, que santificado seja o Nome de Deus. Mas qual nome é esse?

Vemos em Êxodo 34:5-7 que o nome de Deus envolve seu amor (“misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade”) e sua justiça (“e a transgressão e o pecado; que ao culpado não tem por inocente”). Sabemos que é na cruz que a justiça e o amor de Deus são mostrados da forma mais clara. Na cruz Jesus absorveu a justa ira de Deus para que sintamos o amor de Deus. Então o Nome que devemos exaltar é o “Nome do Evangelho” de Deus.

E para fazer isso precisamos viver uma vida com a cruz/Evangelho no centro. E como eu vivo uma vida centrada no Evangelho?

Primeiro: Ore “Pai nosso que estais no céu, santificado seja o Teu nome”

Segundo: Através uma vida de arrependimento e fé, elementos que devem estar presente não só quando nos convertemos, mas por toda vida cristã.

Salmo 51 mostra o que caracteriza um verdadeiro arrependimento e baseado neste salmo podem-se ver cinco características do verdadeiro arrependimento (inspirado em Thomas Watson):

1) Enxergar seu pecado (v. 3). Você vê que aquilo que você fez é pecado? Davi demorou em perceber. E até perceber não houve arrependimento.

2)  Odiar seu pecado (v. 4). Você odeia seu pecado e o vê como ele é, isto é, mal?

3)  Entristecer-se por causa do seu pecado (vs. 8,12). A tristeza verdadeira é sobre o que fizemos contra Deus e não tristeza pelas consequências do pecado para nós. Autocomiseração pode parecer tristeza pelo pecado, mas não é. Quantas vezes você se entristeceu porque o seu pecado levou Cristo a cruz?

4) Confessar seu pecado (v. 4). Quando você confessa de verdade, você não diminui sua culpa, não joga a culpa em outro, ou apresenta desculpas. Você tem confessado seu pecado sem camuflá-lo?

5) Voltar-se do pecado (v. 12,13). Ao passo que você faz os quatro passos de cima, o pecado perderá força sobre você e você cada vez mais se voltará do seu pecado para Deus.

Então a dinâmica de viver uma vida centrada no Evangelho é: quanto mais pecaminoso você se enxerga, mais amado você se enxerga; e quanto mais amado você se enxerga, mais pecaminoso você se enxerga. E o arrependimento é o que faz esta dinâmica funcionar.

Mas não devemos nos arrepender só de nossos pecados, mas arrepender-se de qualquer autojustificação. Por exemplo, você tenta ganhar alguns pontos com Deus fazendo algo, por causa de um pecado rotineiro? Algo como, “vou compensar, Deus”. Não tente olhar para si mesmo para apaziguar a sua culpa! Olhe para Cristo. Outro exemplo, você se sente irado consigo mesmo por causa do seu pecado, ao ponto de ficar deprimido? Thomas Brook disse que devemos nos arrepender de ficar desmotivados por causa de nosso pecado, por que esse sentimento é uma recusa de aceitarmos o amor que flui na cruz.

Por fim, é bom destacar que o arrependimento é focado em Deus e não no pecado. Uma pessoa arrependida é consciente que Deus a ama (vs. 1,2). É a bondade de Deus que nos leva ao arrependimento. O que impele o verdadeiro arrependimento é a fé, é deixar o desprezível pecado para poder desfrutar a maravilhosa comunhão com Deus.

Você quer se juntar a Deus na santificação de Seu nome? Viva uma vida centrada no Evangelho, andando em fé e arrependimento.

Por R. W. Glenn | solidfoodmedia.com

Resumo por voltemosaoevangelho.com

4 Comentários
  1. Incendiário Diz

    Esse é um bom artigo sobre o Evangelho, porém, ele não respondeu a pergunta inicial: “Qual é o nome de Deus?”

    Êxodo 34:5 responde: “Tendo Jeová descido na nuvem, esteve com ele ali e proclamou o nome de Jeová.” Observação: essa citação não é da Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová, mas da Tradução Brasileira, uma versão protestante antiga.

    É uma pena que as versões modernas tenham omitam o nome de Deus – Jeová, ou Iavé – e usem apenas “SENHOR” ou “Eterno”.

    Abraços.

    E parabéns pelo artigo. Apesar dessa falha, é excelente no que diz respeito ao arrependimento e conversão.

    1. Vinícius S. Pimentel Diz

      Incendiário,

      A substituição do Tetragrama hebraico (“YHWH”) pelo nome SENHOR não foi uma escolha arbitrária dos tradutores. Na verdade, foram os escritores inspirados do Novo Testamento que se utilizaram amplamente dessa substituição. Quando eles citam passagens do Antigo Testamento em que o Tetragrama está presente, eles sempre usam a palavra grega “Kyrios”, que significa “Senhor” (compare, por exemplo, Isaías 40.3 com Mateus 3.3; e Deuteronômio 6.16 com Mateus 4.7). Portanto, parece-me que os tradutores modernos simplesmente trilharam os passos dos apóstolos e profetas que redigiram os livros do NT, ao utilizarem-se do nome SENHOR em lugar do Tetragrama hebraico.

      Em Cristo,
      Vinícius

  2. rita maia Diz

    Olá “Incendiário”!

    Parece que os judeus deixaram de pronunciar o NOME quando no exílio babilônico. Como no hebraico da época não eram usadas vogais, apenas consoantes, com o tempo a pronuncia correta se perdeu (então não é um problema das versões modernas)

    Então R.W.Glenn não tem como responder da forma que você gostaria.

    Algumas traduções tentam, como a Bíblia de Jerusalém, a João Ferreira de Almeida Rev. e Corrigida (ver Ezequiel cap 37 e 38). Mas são apenas suposições, outras versões preferem não supor nada…

    Creio que se o ETERNO desejasse que soubéssemos seu nome YESHUA nos teria ensinado. Aliás, penso que o nome de YESHUA nos foi dado, de certa forma, substituindo o nome do ETERNO, já que este nome contém o nome do ETERNO e é um nome que pode e deve ser invocado.

  3. Moisés Ruviaro Diz

    Desculpa, mas a discussão me parece bem inútil.

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