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Pregando Cristo no Antigo Testamento (10)

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Esta é uma série de postagens sobre como pregar a Cristo no Antigo Testamento. Muitos tem pregado de forma errada usando o Velho Testamento para pregações moralistas ou de auto-ajuda. Pregador, quer aprender a pregar com base no Antigo Testamento? Esta série de postagem lhe dará uma boa introdução.

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Encerramos hoje esta preciosa série sobre como pregar a Cristo no Antigo Testamento, com a conclusão de Dario de Araújo Cardoso:

Os estudos de Greidanus e Chapell tornam imperativo aos pregadores evangélicos o dever de reavaliar teologicamente a hermenêutica aplicada à preparação de sermões. O ensino bíblico apostólico e os personagens da orto­doxia eclesiástica, como Lutero, Calvino e Spurgeon, ensinam a necessidade do reconhecimento da centralidade de Jesus Cristo, sua pessoa, obra e ensino em todas as passagens da Escritura e não somente naquelas especificamente consideradas messiânicas. No que tange à pregação biográfica esse dever torna-se urgente uma vez que a hermenêutica exemplarista, quase que universalmente aplicada a esses sermões, mostra-se antropocêntrica, desvia o pregador e sua congregação do foco e do propósito da Escritura, despreza a unidade histórica da redenção e banaliza as porções bíblicas equiparando-as a qualquer outro livro histórico ou religioso. Além disso, falseia o ensino cristão estabelecendo paralelos inconsistentes, e até mesmo errôneos, entre os personagens bíblicos e os ouvintes da atualidade, refugiando-se na moralização, na espiritualização e na tipologização para atribuir relevância aos relatos bíblicos. Por isso, o retorno à centralidade de Deus em Cristo, de modo especial nos sermões biográficos, é uma exigência que não pode ser desprezada sem que grandes prejuízos continuem a ser impostos à pregação cristã da atualidade. Como foi visto, o método cristocêntrico-redentor do professor Greidanus é uma alternativa viável para o cumprimento dessa exigência, visto que mantém o zelo pela interpretação literária e histórica preconizada pelo método gramático-histórico de interpretação, ao mesmo tempo em que desafia o pregador a considerar teologicamente a mensagem do texto no âmbito da história da redenção, objeto da revelação bíblica, e de seu centro e plenitude, Jesus Cristo. A partir de então, o pregador estará preparado para anunciar fielmente o ensino do texto bíblico e aplicá-lo com segurança à realidade de seus ouvintes.

Para você ter mais conteúdo sobre o assunto, postamos abaixo 3 vídeos do Mauro Meister, professor de Antigo Testamento. Na  primeira, ele fala sobre como pregar sobre o Antigo Testamento – um ótimo resumo do artigo do Cardoso. As outras duas postagens são das palestras de Meister na Conferência Fiel de 2011. Lá você encontrará o vídeo da pregação, mais um resumo escrito e mais os livros que Meister recomenda sobre o assunto.

Mauro Meister – Como pregar sobre o Antigo Testamento?

Durante a Conferência Fiel de 2011, o Reforma21conversou com alguns pastores e líderes sobre diversos assuntos. Neste ProdcasTV , o Dr. Mauro Meister fala sobre um assunto que é especialidade dele: Antigo Testamento. Nesse vídeo, ele nos fala sobre a pregação no Antigo Testamento: que erros devem ser evitados e como ela deve ser feita? Confira!

Por: Reforma21. O Rev. Mauro Meister é professor de Antigo Testamento no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper (CPAJ) e escreve no blog O Tempora, o Mores.

Mauro Meister: A missão de Deus no Antigo Testamento: O princípio

Mauro Meister: A missão de Deus no Antigo Testamento: Dos patriarcas a Cristo

2 Comentários
  1. Carlos Oliveira Diz

    Olá, pessoal do Voltemos!
    Já ouvi falar que não podemos interpretar o livro de Cantares como uma relação entre Cristo e sua Noiva (Igreja).
    Gostaria de saber se vocês concordam e, se sim, como ficaria a interpretação cristocêntrica deste livro?

    1. Vinícius Musselman Pimentel Diz

      Carlos, confesso que não estudei a fundo.

      Mas creio que o perigo é fazermos uma ligação alegórica, no lugar de uma ligação tipológica (ok, eu inventei os termos). Algo alegórico seria: “o noivo representa Jesus”. Algo tipológico seria: “vejamos o amor deste noivo por sua noiva. Nas passagens de Ef 5, Cristo é representado como um marido que ama de uma forma sacrificial e pactual suia Igreja. Sendo assim, o amor que vemos aqui aponta em última instância para Cristo”.

      Pode ser uma diferença sutil, mas considerar Cantares alegórico nos faz perder todo ensino sobre amor matrimonial, por exemplo.

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